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Luciana Canela de Siqueira, Medicina 2°A
 Vias Ópticas + Fisiologia da Visão: 
 Os receptores visuais são os cones e bastonetes, localizados na 2° camada da retina (da mais externa (EPR) interna). Para que eles sejam estimulados, o estímulo luminoso (potencial receptor da visão) precisa entrar pela pupila e atravessar todas as camadas (8), chegando na camada de cones e bastonetes.
 Os fotorreceptores são formados por 3 regiões:
 segmento externo: em contato com EPR. Nele, há a substâncias químicas que geram a cascata visual. Ex: Nos cones- pigmentos coloridos e nos bastonetes- rodopsina
 segmento interno: Onde há organelas
 segmento sináptico: Onde há núcleos e terminal sináptico, com neurotransmissores. 
 Para que a luz consiga chegar nessa camada, as estruturas ópticas fazem o direcionamento do raio, por meio da REFRAÇÃO característica de cada estrutura (humor aquoso, córnea, cristalino, etc). Além disso, o cristalino adequa o índice de refração ideal para cada estímulo, fazendo a ACOMODAÇÃO VISUAL Mudando sua forma. Essa mudança só é possível pois o cristalino se encontra ligado a ligamentos suspensórios, que se associam a músculos ciliares, com fibras derivadas no n. ocolumotor (autônomo). Logo, o cristalino se adapta de forma involuntária. 
Ex- em contração- cristalino se condensa – aumentando índice. Em relaxamento- cristalino se “estica” – diminuindo índice
Na presença de Luz: 
 Quando a luz chega na camada de cones e bastonetes da retina, ela estimula o segmento externo dos fotorreceptores ( que contém as substâncias químicas visuais) fazendo com que as substâncias (rodopsina ou pigmentos coloridos) sofram sucessivas quebras, até se chegarem a sua forma ativa- Metarrodopsina II ou Meta Pigmentos Coloridos II. 
 Com isso, em períodos de exposição à luz, ocorre a redução de substâncias visuais a escotopsina –parte proteica- e todo trans retinal.
 Essas substâncias ativas se ligam a proteína G estimulando a produção de transducina que estimula a produção de fosfodiesterase que inibe o GMPC (A função do GMPc é deixar os canais de Na+ abertos) com a inativação do GMPc canais de Na+ se fecham (diminui condutância ao Na+) não despolarizando (sem Potencial de Ação) fotorreceptor hiperpolarizado pois os canais de K+ não alteram a sua permeabilidade, continuando a saída de K+. 
 Com isso, não ocorre a liberação do neurotransmissor dos cones e bastonetes (glutamato inibitório) pelo segmento sináptico dos fotorreceptores. 
 Sem o glutamato inibitório As células bipolares (neurônio 2 da retina) se despolarizam gerando potencial de ação, pelo aumento da condutância ao Na+ influxo de Na+. O aumento da carga positiva chega até o botão terminal do neurônio, onde gera a abertura dos canais de Ca2+ influxo de Ca+ se ligando ao IP3 das vesículas com neurotransmissores + exocitose do neurotransmissor das células bipolares glutamato excitatório.
 O glutamato excitatório se liga a receptores glutamatérgicos das células glanglionares (neurônio 3 da retina) gerando maior abertura dos canais de Na+ influxo de Na+ despolarização (P.A). Os axônios das células ganglionares, vão para região central do olho e saem pelo ponto cego, formando o nervo óptico. 
OBS: As células ganglionares que recebem informações de cones gânglio X da retina.
 As células ganglionares que recebem informações de bastonetes gânglio Y da retina. 
 Dependendo da localização dos fotorreceptores na retina, eles podem passar a informação para células bipolares e ganglionares, formando:
Fibras nasais axônios ganglionares originados pelo estímulo vindo da retina nasal
Fibras temporais axônios ganglionares originados pelo estímulo vindo da retina temporal
 O nervo óptico é a junção das fibras nasais e temporais do mesmo olho. Após o nervo óptico, chega-se em uma região em que ocorre o cruzamento das fibras nasais e as fibras temporais passam ipsilateralmente. QUIASMA ÓPTICO. 
 A partir do quiasma óptico, forma-se uma estrutura composta por fibras nasais contralaterais e fibras temporais ipsilaterais TRATO ÓPTICO. 
 A maioria das fibras que constituem o trato óptico vão fazer parte da principal via visual Retino Geniculada Lateral, na qual os axônios das células ganglionares vão até o corpo geniculado lateral do tálamo, onde farão sinapse com os neurônios 4:
 - Os gânglios X (informações de cones) Fazem sinapse com neurônios parvocelulares
 - Os gânglios Y (informações de bastonetes) Fazem sinapse com neurônios magnocelulares
 Os axônios dos neurônios 4 formam as radiações ópticas, que vão em direção ao córtex visual primário (sulco calcarino), que corresponde a Área de Brodman 17. O córtex visual 1° também é responsável pela perseguição do objeto, direcionando o raio de luz.
 Os estímulos provenientes da retina superior (campo visual inferior) chegam ao lábio superior do sulco calcarino.
 Os estímulos provenientes da retina inferior (campo visual superior) chegam ao lábio inferior do sulco calcarino.
 No córtex visual primário, ocorre a formação do contraste/contorno do objeto, sendo necessário que o estímulo seja passado ao córtex visual secundário (Área de Brodman 18), onde ocorrerá o detalhamento, cor, formação 3D, movimentação da imagem. 
 Porém, algumas fibras se desviam da via retino geniculada lateral, formando 3 novas vias:
 Via Retino Hipotalâmica: As fibras (axônios ganglionares) saem do quiasma óptico indo em direção ao núcleo supraquiasmático do hipotálamo onde ocorrerá sinapse com neurônio 4. O neurônio 4 desce até a medula e ascende, chegando à glândula pineal. Logo, o núcleo supraquiasmático for ativado (por presença de luz) ocorrerá a inibição da glândula pineal de produzir melatonina Fazendo com que não haja diminuição do metabolismo e o indivíduo não durma. OBS- No escuro, não ocorre a ativação do núcleo supraquiasmático não inibindo a pineal liberando melatonina (diminui metabolismo= sono). Portanto, essa via está relacionada ao controle do ciclo circadiano. 
 Via Retino Tectal: As fibras da via retino geniculada lateral sofrem desvio, indo em direção ao tecto do mesencéfalo (colículo superior) fazendo sinapse com um neurônio de associação, que se subdivide para os 2 lados fim da via aferente. 
Início da via eferente Os neurônios de associação descem, indo em direção a ponte para fazer sinapse com o nervo facial, no núcleo do nervo facial n. facial (fibra somática motora) é estimulado bilateralmente indo até os músculos orbiculares dos 2 olhos fazendo o reflexo palpebral- importante para evitar ressecamento e proteção do olho. 
O reflexo pupilar é usado para identificar se houve lesão encefálica. 
Danos no tronco encefálico perda do estímulo parassimpático de miose pupila fica constantemente em midríase.
Danos medulares perda do sistema simpático de midríase constantemente em miose.
 Via Retino Pré Tectal: As fibras da via retino geniculada lateral sofrem desvio, indo em direção à área pré tectal do mesencéfalo, onde fazem sinapse com um neurônio de associação, que se subdivide para os 2 lados fim da via aferente.
Início da via eferente Os neurônios de associação vão até o núcleo do n. ocolumotor (núcleo de Edinger Westphar) fazendo sinapse com o n. ocolomotor (que é do sistema nervoso autônomo parassimpático, sendo composto por um neurônio pré-ganglionar maior que o pós-ganglionar. Entre eles, há o gânglio ciliar). O n. ocolomotor vai até m. esfíncter da pupila, realizando miose – contração ou midríase – dilatação pupilar atuando no Reflexo Pupilar. 
Na ausência de Luz: 
Não ocorre a degradação das substâncias visuais, que não geram transducina, fosfodiesterase, não inibindo o GMPc e mantendo os canais de Na+ abertos fotorreceptores despolarizam liberando glutamato inibitório que se liga nas células bipolares, inibindo-as, por hiperpolarização (fechamento dos canais de Na+) não liberando o glutamato excitatóriopara as células ganglionares- que não levam o estímulo visual para as 4 vias ópticas.
 Porém, há mecanismos de adaptação ao escuro. Após um período de aproximadamente 5min no escuro, ocorre o aumento da produção de substâncias visuais- rodopsina e pigmentos coloridos, para que qualquer estímulo luminoso mínimo seja capaz de desencadear a cascata visual. 
 Com isso, em períodos de ausência de luz, ocorre a maior formação de substâncias visuais, pela junção da escotopsina e 11 cis retinal que haviam sido geradas e armazenadas na presença de luz. Na verdade, quem é armazenada é a todo trans retinal, mas ela é convertida em 11 cis retinol e em 11 cis retinal, para que consiga se juntar a escotopsina ou fototopsina formando novamente as rodopsinas ou os pigmentos coloridos.

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