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Livro - Gestão Tributária

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estados e Distrito Federal (CF, art. 155, I). ▪
Fato gerador: transmissão ▪ causa mortis e doação de 
quaisquer bens e direitos.
Função: fiscal. ▪
Base de cálculo: valor real do bem (critério do Estado). ▪
Alíquotas: estabelecidas pelo Estado; alíquotas máxi- ▪
mas fixadas pelo Senado Federal (CF, art. 155, § 1o).
Contribuintes: na herança, o herdeiro ou o legatário; na ▪
doação, o doador ou o donatário.
Lançamentos: por declaração. ▪
(7.10)
impostos sobre propriedade de 
veículos automotores (ipva)
Competência: estados e Distrito Federal (CF, art. 155, ▪
§ 1°, IV).
Função: fiscal. ▪
Base de cálculo: valor do veículo. ▪
Alíquotas: fixas. ▪
Contribuinte: proprietário do veículo. ▪
Lançamentos: de ofício (comprovante de pagamento). ▪
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(7.11)
imposto sobre operações relativas 
à circulação de mercadorias e 
prestação de serviços (icms)
Competência: estados e Distrito Federal (CF, art. 155, II) ▪
Função: fiscal. ▪
O Senado Federal fixa as alíquotas mínimas e ▪
máximas.
Fato gerador: deve ser descrito na lei que o institui (Lei ▪
Complementar n° 87/1996, art. 2°).
Mercadorias: coisas móveis destinadas ao comércio. ▪
Prestação de serviço: são as atividades relativas ▪
aos transportes interestadual e intermunicipal e de 
comunicação.
Bens destinados ao consumo ou ativo fixo: não são ▪
mercadorias adquiridas no exterior pelo importador.
Base de cálculo: valor da operação. ▪
Alíquotas: seletivas, fixadas pelo Senado Federal. ▪
Não-cumulatividade. ▪
Contribuintes: a lei poderá atribuir a terceiros a res- ▪
ponsabilidade pelo pagamento do imposto.
Lançamento: por homologação. ▪
Imunidades: CF, art. 155, § 2°, X. ▪
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(7.12)
imposto sobre a propriedade 
territorial urbana (iptu)
Competência: municípios (CF, art. 156, I, e CTN, art. ▪
32).
Função: fiscal. ▪
Fato gerador: propriedade em área urbana. ▪
Base de cálculo: valor venal, dado por avaliação (CTN, ▪
art. 33).
Critérios: localização e uso. ▪
Alíquotas: fixadas pelos municípios. ▪
Seletividade (CF, art. 156, § 1 ▪ o, II).
Progressividade: valor do imóvel (CF, art. 156, § 1 ▪ o, I), 
tempo e não-edificação do terreno.
Contribuinte: CTN, art. 34. ▪
Lançamento: de ofício. ▪
(7.13)
imposto sobre a transmissão inter 
vivos de bens imóveis de direitos 
a eles relativos (itbi)
Competência: municípios (CF, art. 156, II). ▪
Função: fiscal. ▪
Fato gerador: transmissão ▪ inter vivos a qualquer título 
por ato oneroso.
Base de cálculo: valor venal (CTN, art. 38). ▪
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Contribuinte: conforme dispuser a lei. ▪
Lançamento: de ofício. ▪
(7.14)
imposto sobre serviços 
de qualquer natureza – 
(iss ou issqn)
Competência: municípios (CF, art. 156, III, e Lei ▪
Complementar n° 100/1999).
Função: fiscal. ▪
Fato gerador: serviços de qualquer natureza. ▪
Base de cálculo: prestação de serviço como forma ▪
de trabalho do contribuinte; serviços prestados por 
empresas ou sociedades profissionais.
Contribuinte: empresa ou trabalhador autônomo que ▪
presta serviço tributável.
Lançamento: por homologação e de ofício. ▪
atividades
Considerando as afirmações a seguir:1. 
O câmbio é a troca de uma moeda por outra.I. 
É um tributo seletivo, com alíquotas diferenciadas, rela-II. 
tivos a produtos manufaturados.
 Essas assertivas referem-se, respectivamente:
ao IPTU e ao IPVA.a. 
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ao IOF e ao II.b. 
ao II e ao IPI.c. 
ao IOF e ao IPI.d. 
De acordo com o CTN, não configura fato gerador do 2. 
imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou 
relativas a títulos e valores mobiliários:
quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela a. 
entrega total ou parcial do montante ou do valor que 
constitui o objeto das obrigações ou sua colocação à dis-
posição do interessado.
quanto às operações de câmbio, a remessa para o exte-b. 
rior de moeda estrangeira ou de documento que a 
represente.
quanto às operações de seguro, a sua efetivação pela c. 
emissão da apólice ou de documentos equivalentes ou o 
recebimento do prêmio, na forma da lei aplicável.
quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliá-d. 
rios, a emissão, a transmissão, o pagamento ou o resgate 
destes na forma da lei aplicável.
Em relação à legislação tributária, o imposto sobre a 3. 
renda e proventos de qualquer natureza tem as seguintes 
características:
universalidade e progressividade.a. 
comutatividade e essencialidade.b. 
não-cumulatividade e seletividade.c. 
progressividade e seletividade.d. 
O imposto federal sobre produtos industrializados deve 4. 
ser:
cumulativo, agregando-se, em cada operação, o mon-a. 
tante cobrado nas anteriores.
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seletivo, em função da abundância e oferta do produto.b. 
programado para incidir sobre os produtos industriali-c. 
zados destinados ao exterior.
seletivo, em função da essencialidade do produto.d. 
A venda, no varejo, de um anel de ouro, adquirido de um 5. 
atacadista, se sujeita ao imposto:
sobre operações financeiras.a. 
de circulação de mercadorias e prestação de serviços de b. 
transportes e comunicações.
sobre serviços de qualquer natureza.c. 
sobre produtos industrializados.d. 
( 8 )
processo administrativo tributário 
(decreto n° 70.235/1972)
( )
estudaremos, neste capítulo, o processo admi-
nistrativo tributário (ou fiscal), regulado pelo Decreto n° 
70.235/1972. O processo administrativo tributário é o ins-
trumento concedido pela lei ao Estado e ao contribuinte 
para que, havendo divergência em relação aos atos prati-
cados pelo contribuinte, este possa discutir, por meio de 
um procedimento instaurado dentro da administração 
fazendária, a real necessidade do recolhimento do tributo 
ou a existência ou inexistência do fato tributário que lhe é 
imposto pelo Estado.
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Destinado a regular a prática dos atos da administra-
ção e do contribuinte, o processo é um acerto da relação 
tributária.
(8.1)
espécies
Consulta
É a oportunidade que o contribuinte possui para eliminar 
dúvidas perante o Fisco.
Pode ser realizada diante de um fato concreto ou de 
uma hipótese.
Uma vez formulada a consulta, fica vedada a ação fis-
cal contra o consulente até que este seja intimado da res-
posta e se esgote o prazo para cumprir a obrigação.
Pode ser declarada ineficaz quando rejeitada limi nar-
mente.
Se a manifestação for contrária ao contribuinte, terá o 
efeito de obrigá-lo a assumir o entendimento proferido.
Se favorável, vincula à administração pública.
Repetição de indébito
Pode ser requerida pelo contribuinte, sempre que este efe-
tuar o pagamento de um tributo a maior ou de forma 
indevida.
Parcelamento de débitos fiscais
É uma oportunidade oferecida pela administração fiscal 
pela qual o contribuinte tem de adimplir o seu débito de 
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forma fracionada. É uma maneira, também, de se evitar a 
execução fiscal.
Reconhecimento de direitos
Trata de mera formalização, para se constatar determinada 
isenção (de norma legal) ou de imunidade (da Constituição 
Federal). Tal reconhecimento acaba por excluir a obrigação 
fiscal ora discutida.
Formalizar:
Isenções (normas legais); ▪
Imunidades (CF). ▪
(8.2)
fases do processo administrativo
O processo administrativo tributário destina-se à consti-
tuição do crédito tributário (CT), e a sua cobrança é dita 
“amigável”.
Possui duas fases: a fase não contenciosa e a fase 
contenciosa.
Inicia-se com o auto de infração,