DIVERSOS OLHARES SOBRE A BUSCA DE CONCEITOS NA FORMAÇÃO DO GESTOR EDUCACIONAL

DIVERSOS OLHARES SOBRE A BUSCA DE CONCEITOS NA FORMAÇÃO DO GESTOR EDUCACIONAL


Disciplina<strong>pós</strong> <strong>graduação</strong>9 materiais2 seguidores
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FAVENI \u2013 FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE 
 
MARY CELINA BARBOSA DO NASCIMENTO
 BARBACENA - MG
2019
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FAVENI \u2013 FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE 
MARY CELINA BARBOSA DO NASCIMENTO
DIVERSOS OLHARES SOBRE A BUSCA DE CONCEITOS
 NA FORMAÇÃO DO GESTOR EDUCACIONAL 
 BARBACENA - MG
2019
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DIVERSOS OLHARES SOBRE A BUSCA DE CONCEITOS
 NA FORMAÇÃO DO GESTOR EDUCACIONAL 
Mary Celina Barbosa do Nascimento \ufffd
Declaro que sou autor (a) ¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). 
RESUMO
Toda vez que se propõe uma gestão democrática da escola pública que tenha efetiva participação de pais, educadores, alunos e funcionários da escola, isso acaba sendo considerado como utópica. Acredito não ser de pouca importância examinar as implicações decorrentes dessa utopia. Pois, a gestão democrática aponta para uma convivência social construída historicamente pela participação onde todos possam vivenciar ações e situações que possibilitem agir e decidir coletivamente, de forma planejada e organizada, em beneficio do bem comum, juntamente com o gestor educacional. A importância deste estudo se justifica pela necessidade de discorrer sobre as teorias de administração escolar no Brasil, abordando a origem e o desenvolvimento destas ao longo da história, caracterizada pela gestão democrática participativa juntamente com a contribuição que a escola pode oferecer na construção de uma sociedade mais humana, solidária e inclusiva. A pesquisa buscou contribuir com a reflexão e análise, em relação às ações e o papel do gestor escolar, para o aperfeiçoamento das práticas educativas desenvolvidas nas escolas na perspectiva democrático-participativa em se firmar nos objetivos e práticas que a constituem em um espaço de construção da cidadania, demonstrando como o Diretor/gestor, atua na Administração Escolar, oferecendo a todos um ensino de qualidade. A metodologia utilizada privilegiou as referencias bibliográfica e as reflexões teóricas de autores como AFONSO, (2001), FÉLIX (1985), FERREIRA (2002), GADOTTI, (1994), PARO (2008a), SAVIANI, (1986), VEIGA, (1998), entre outros, por contribuírem ao qualificar, elucidar e dialogar acerca de temas salutar importância para todos aqueles envolvidos com a gestão escolar democrática participativa.
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PALAVRAS-CHAVE: Administração. Comunidade Escolar. Gestão Democrática e Participativa. Gestão Escolar. 
INTRODUÇÃO
A razão deste artigo é propiciar elementos para a formação do gestor educacional à Gestão Escolar na perspectiva democrático-participativa. Apresentamos aqui uma análise criteriosa sobre a gestão escolar, com a intenção de colaborar para que estes estudos orientem a sua reflexão e a de todos os educadores que pretendem tornar a escola o lócus da cooperação e do comprometimento com a qualidade educacional.
Sabemos que a democrática participativa na escola está diretamente relacionada com a qualidade da educação. Na prática, a construção da democracia na escola é uma composição coletiva, que presume mudanças na forma de conceber os objetivos e fins da educação, as relações que se estabelecem no contexto escolar e a função da escola enquanto instituição social. Portanto, a participação de todos os envolvidos no processo educacional é de fundamental importância para que de fato a escola seja democrática, que colabore para a formação integral do individuo, com uma visão global da realidade, na perspectiva da pluralidade cultural brasileira.
É importante também, reconhecer a importância do auxilio da família no projeto escolar e incentivar a participação e o envolvimento da família/comunidade nos projetos da instituição, tornando oportuna a transformação da realidade escolar e o desenvolvimento da educação para a cidadania.
Ao logo da história a soberania do Estado suscitou diversas desigualdades sociais, políticas e educacionais. Sendo compreendido como uma organização política regulamentadora, coercitiva e de controle social de um determinado território. O Estado sofreu mutações particulares na transição para a modernidade referente à sua configuração, natureza e funções:
[...] o Estado tem já uma longa duração histórica. Tendo isso em conta, e não esquecendo que só poderá ser bem caracterizado por referência às mutações particulares que foram ocorrendo na sua configuração, natureza e funções, o Estado será aqui genericamente entendido como organização política que, a partir de um determinado momento histórico, conquista, afirma e mantém a soberania sobre um determinado território, aí exercendo, entre outras, as funções de regulação, coerção e controlo social - funções essas também mutáveis e com configurações específicas, e tornando-se, já na transição para a modernidade, gradualmente indispensáveis ao funcionamento, expansão e consolidação do sistema económico capitalista [...] (AFONSO, 2001, p.17).
Nesse contexto, os pressupostos do sistema de ensino estiveram ajustados a uma estrutura burocrático e centralizadora de poder. Desta forma, o domínio decisório esteve limitado às esferas governamentais que determinavam as ações administrativas e pedagógicas que ocorriam nas escolas. Competia a escolas à tarefa de executar tais programas e projetos de administração, independente das necessidades política, econômica, cultural e social da comunidade escolar.
Na modernidade as perspectivas em desenvolvimento visam viabilizar o processo de democratização, por meio da educação. Sendo essa, a base para o exercício da cidadania e identidade de uma nação de sucesso.
Segundo Veiga (1998), a escola deve ser o lugar de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, dessa forma, necessita autonomia para organizar seu trabalho administrativo e pedagógico. Este deve ter como base as necessidades da comunidade escolar e o fortalecimento das relações entre escola e sistema de ensino.
Há décadas os diversos segmentos da sociedade vêm reivindicando a democratização da educação pública e de qualidade. Esse movimento se intensificou na década de 80. A constituição federal de 1998 estabeleceu à educação brasileira, os princípios de obrigatoriedade, gratuidade, liberdade e igualdade. Sendo direito garantidas as crianças, conforme determina a lei no art.4º.
 
...é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária (BRASIL, 1998).
Como reflexo das diversas lutas e dos movimentos na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, a gestão escolar passa a adotar uma postura mais democrática. Dentro disso, abre-se espaço para a interação entre família e escola, na solução dos problemas e processos de aprendizagem em conformidade com as necessidades da escola.
Da mesma forma, o artigo 13 da LDB, ressalta que as atividades propostas pelos docentes, estejam em conformidade com a articulação entre a escola, as famílias e a comunidade. Nesse