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Gametogênese
FIGURA 2.5 Eventos que ocorrem durante a primeira e a segunda divisões de maturação. A. A célula germinativa 
primitiva feminina (oócito primário) produz apenas um gameta maduro, o oócito maduro. B. A célula germinativa 
primitiva masculina (espermatócito primário) produz quatro espermátides, e todas se tornam espermatozoides. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Gametogênse 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Oogênese 
 
A oogênese é o processo pelo qual a oogônia se diferencia em oócitos maduros 
 
Uma vez que as Células Germinativas Primordiais (CGPs) cheguam à gônada de 
um embrião geneticamente feminino, elas se diferenciam em oogônias . 
 
Essas células sofrem inúmeras divisões mitóticas e, ao final do terceiro mês, 
estão dispostas em grupos cercados por uma camada de células epiteliais 
achatadas - células foliculares - que recobre o ovário. 
 
 
FIGURA 2.16 A diferenciação das CGP em oogônia começa logo após sua chegada ao ovário. Por volta do terceiro mês de desenvolvimento, 
parte das oogônias origina oócitos primários que entram na prófase da primeira divisão meiótica. Essa prófase pode durar 40 anos ou mais e 
termina apenas quando a célula começa sua maturação final. Durante esse período, carrega 46 cromossomos com estrutura duplicada. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Oogênese 
 A maioria das oogônias continua a se dividir por mitose, mas algumas 
param suas divisões na prófase da meiose I e formam oócitos primários. 
 
 Nos meses seguintes, as oogônias aumentam rapidamente em número 
e, ao final do quinto mês de desenvolvimento pré-natal, o número total 
de células germinativas no ovário alcança seu máximo, estimado em 7 
milhões. 
 
 A morte celular começa e muitas oogônias, assim como oócitos 
primários, degeneram e tornam-se atrésicos. 
 
 Até o sétimo todos os oócitos primários sobreviventes já entraram na 
prófase da meiose I. O oócito primário, junto com suas células epiteliais 
achatadas circunjacentes, é conhecido como folículo primordial . 
 
FIGURA 2.17 Segmento do ovário em diferentes estágios do desenvolvimento. A. As oogônias são agrupadas em conjuntos na região 
cortical do ovário. Algumas estão se dividindo por mitose; outras se diferenciaram em oócitos primários e entraram na prófase da 
primeira divisão meiótica. B. Quase todas as oogônias se tornaram oócitos primários na prófase da primeira divisão meiótica. C. Não 
há oogônias. Cada oócito primário é cercado por uma camada única de células foliculares, formando o folículo primordial. Os oócitos 
entram na fase de diplóteno da prófase, na qual permanecem até pouco antes da ovulação. Apenas aí entram na metáfase da primeira 
divisão meiótica. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Formação dos oócitos 
Próximo ao nascimento, todos os oócitos primários iniciaram a 
prófase da meiose I (diplóteno). 
 
 Os oócitos primários permanecem parados na prófase e não 
terminam sua primeira divisão meiótica antes de a puberdade ser 
alcançada. 
 
 
 Estima-se que a quantidade total de oócitos primários no nascimento varie 
entre 600 e 800 mil. Durante a infância, a maioria dos oócitos se torna atrésica; 
apenas cerca de 40 mil estão presentes no início da puberdade e menos de 500 
serão ovulados. Os oócitos que alcançam a maturidade mais tarde estiveram 
dormentes por 40 anos ou mais antes da ovulação. O risco de ter crianças com 
anomalias cromossômicas aumenta de acordo com a idade materna sugere que 
os oócitos primários são vulneráveis à lesão conforme envelhecem. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
A maturação dos oócitos na puberdade 
Na puberdade, a cada mês, de 15 a 20 folículos dessa reserva começam a 
maturar. Alguns morrem, enquanto outros começam a acumular líquido 
antes da ovulação em um espaço chamado de antro. 
 
 À medida que os folículos primordiais começam a crescer, as células 
foliculares circunjacentes passam de achatadas a cuboides e proliferam-
se para produzir um epitélio estratificado (células granulosas) - folículo 
primário. 
 
As células granulosas se separa e forma a teca folicular. 
 
As células granulosas e o oócito secretam uma camada de glicoproteínas 
na superfície do oócito, formando a zona pelúcida. 
 
FIGURA 2.18A. O folículo primordial consiste em um oócito primário cercado por uma camada de células epiteliais achatadas. B. O 
folículo no estágio pré-antral ou primário inicial é recrutado de um conjunto de folículos primordiais. À medida que o folículo cresce, as 
células foliculares se tornam cuboides e começam a secretar a zona pelúcida, visível como manchas irregulares na superfície do 
oócito. C. Folículo primário maduro (pré-antral) com as células foliculares formando uma camada estratificada de células granulosas ao 
redor do oócito e presença de uma zona pelúcida bem definida. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
FIGURA 2.19A. Estágio folicular vesicular (antral). O oócito, circundado pela zona pelúcida, está descentralizado; o antro se desenvolve 
pelo acúmulo de líquido entre os espaços intercelulares. Repare o arranjo das células da teca interna e da teca externa. B. Folículo 
vesicular maduro (de De Graaf). O antro aumentou consideravelmente, está repleto de líquido folicular e cercado por uma camada 
estratificada de células granulosas. O oócito está incrustado em um agrupamento de células granulosas, o cúmulo oóforo. 
 Quando o folículo secundário está maduro, um pulso de hormônio 
luteinizante (LH) induz a fase de crescimento pré-ovulatória 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
FIGURA 2.20 Maturação do oócito. A. Oócito primário apresentando o fuso da primeira divisão meiótica. B. Oócito secundário e primeiro 
corpo polar. A membrana nuclear está ausente. C. Oócito secundário mostrando o fuso da segunda divisão meiótica. O primeiro corpo 
polar também está em divisão. 
A cada ciclo ovariano, vários folículos começam a se desenvolver, mas, em geral, 
apenas um alcança a maturidade completa. Os demais degeneram-se. 
 
A meiose I se completa, resultando na formação de duas células-filhas de 
tamanho desigual, cada uma com 23 cromossomos. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
A célula entra na meiose II, mas fica parada na 
metáfase aproximadamente 3 horas antes da 
ovulação. 
 
A meiose II se completa apenas se o oócito for 
fertilizado. 
Final da Oogênese 
 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Espermatogênese 
 
 
Começa na puberdade os cordões seminíferos se tornam túbulos 
seminíferos e CGPs originam as células-tronco espermatogoniais. 
 
Em intervalos regulares, células emergem dessa população de 
células-tronco para formarem espermatogônias do tipo A que 
sofrem um número limitado de divisões mitóticas. A última divisão 
celular produz espermatogônias do tipo B, que, em seguida, 
dividem-se para formar espermatócitosprimários. 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 2.21A. Corte transversal de cordões seminíferos de um recém-nascido mostrando as CGP e as células de suporte. B. Corte 
transversal de um túbulo seminífero na puberdade. Repare os diferentes estágios da espermatogênese e que as células espermáticas em 
desenvolvimento são mantidas nos processos citoplasmáticos de uma célula de Sertoli, ou de sustentação. 
As células de Sertoli sustentam e 
protegem as células germinativas, 
participam de sua nutrição e ajudam na 
liberação de espermatozoides maduros. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
FIGURA 2.23 Produtos da meiose durante a espermatogênese em humanos 
 
Os espermatócitos primários entram, então, em uma prófase 
prolongada (22 dias), seguida pelo término rápido da meiose I e 
pela formação de espermatócitos secundários. Durante a segunda 
divisão meiótica formam espermátides haploides . 
 
 
 
 
 
 
 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Espermatogênese 
 
 
A espermatogênese é regulada pela produção de LH pela glândula 
hipófise. O LH estimula a produção de testosterona, que, por sua 
vez, se liga às células de Sertoli para promover a espermatogênese. 
 
O hormônio foliculoestimulante (FSH, do inglês follicle-stimulating 
hormone) também é essencial, porque sua ligação às células de 
Sertoli estimula a produção de líquido testicular e a síntese de 
proteínas receptoras de andrógenos. 
 
 
 
 
 
FIGURA 2.21A. Corte transversal de cordões seminíferos de um recém-nascido mostrando as CGP e as células de suporte. B. Corte 
transversal de um túbulo seminífero na puberdade. Repare os diferentes estágios da espermatogênese e que as células espermáticas em 
desenvolvimento são mantidas nos processos citoplasmáticos de uma célula de Sertoli, ou de sustentação. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
FIGURA 2.22 Espermatogônias do tipo A derivadas da população de células-tronco espermatogoniais, que representam as primeiras células no processo de 
espermatogênese. Os clones de células se estabelecem, e pontes citoplasmáticas unem as células em cada divisão subsequente, até que espermatozoides 
individuais sejam separados por corpúsculos residuais. Na realidade, o número de células individuais interconectadas é consideravelmente maior que o 
mostrado nesta figura. 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
FIGURA 2.24 Estágios importantes na transformação da espermátide humana em espermatozoides 
Alterações que transformam espermátides em espermatozoides: 
1. formação do acrossomo, que contém as enzimas que auxiliam na 
penetração do ovócito 
2. a condensação do núcleo; 
3. a formação do colo, da porção média e da cauda; e 
4. a perda da maior parte do citoplasma e dos corpúsculos residuais 
que são fagocitados pelas células de Sertoli. 
Espermiogênese 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
http://www.ufrgs.br/biologiacelularatlas/memb2.htm 
Espermiogênese 
 Em seres humanos, o tempo necessário para a 
espermatogônia se desenvolver em um espermatozoide maduro é 
de aproximadamente 74 dias, e cerca de 300 milhões de 
espermatozoides são produzidos diariamente 
 
 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
Correlações clínicas: Gametas anômalos 
 
 Em seres humanos e na maioria dos mamíferos são raros os casos de um 
oócito primário conter dois ou três núcleos. Esses oócitos binucleados ou 
trinucleados morrem antes de alcançarem a maturidade. 
 
 Os espermatozoides anômalos são vistos em até 10% de todos os 
espermatozoides têm defeitos observáveis. A cabeça ou a cauda pode ser 
anômala, o espermatozoide pode ser gigante ou anão, e, algumas vezes, eles 
estão unidos. Os espermatozoides com anomalias morfológicas não têm 
motilidade normal e provavelmente não fertilizam oócito. 
 
 
FIGURA 2.25 Células germinativas anômalas. A. Folículo primordial com dois oócitos. B. Oócito trinucleado. C. Vários tipos de 
espermatozoides anômalos. 
Fases da Mitose e 
Meiose 
Interfase 
Fase que precede a divisão celular. 
 
Duplicação do DNA e a formação 
de cromossomos duplicados. 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. 
Pierce: Guanabara Koogan. 2016. 
Fases da Mitose - Prófase 
Início da espiralização do DNA para 
formar os cromossomos. 
 
Migração dos centríolos para os 
pólos opostos da célula. 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. 
Pierce: Guanabara Koogan. 2016. 
Fases da Mitose- Metáfase 
Grau máximo de espiralização dos 
cromossomos (visíveis ao M.O.). 
 
 Cromossomos homólogos 
alinhados lado a lado no equador 
da célula. 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. 
Pierce: Guanabara Koogan. 2016. 
Fases da Mitose - Anáfase 
Encurtamento das fibras do fuso. 
 
Cromátides irmãs são puxadas para 
os pólos da célula. 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. 
Pierce: Guanabara Koogan. 2016. 
Fases da Mitose - Telófase 
Citocinese. 
 
Formação de duas células filhas 
contendo o mesmo número de 
cromossomos da célula mãe. 
 
Cromossomos se desespiralizam e 
as fibras do fuso desaparecem. 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. 
Pierce: Guanabara Koogan. 2016. 
Fases da Meiose I 
 A anáfase I é marcada pela separação dos cromossomos homólogos. Os dois 
cromossomos de um par homólogo são puxados para os polos opostos 
Divisão Celular 
Fases da Meiose II 
Na anáfase II as cromátides irmãs se separam. 
Divisão Celular 
A meiose inclui duas divisões celulares. Nesta ilustração, a célula original é 
2n = 4. Após duas divisões meióticas, cada célula resultante é 1n = 2 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. Pierce: Guanabara Koogan. 2016. 
O crossing over (permutação) ocorre na prófase I. 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. 
Pierce: Guanabara Koogan. 2016. Divisão Celular 
Permutação na Prófase I 
 
SADLER, Thomas W. Langman embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2013. Cap. 2. 
 
Bibliografia 
Básica 
Complementar 
BENJAMIN, A. Genética - Um Enfoque Conceitual . 5ª ed. Pierce: 
Guanabara Koogan. 2016. Cap.2 
 
https://www.youtube.com/watch?v=tlqA2wP4mCM 
 
Nos slides. 
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