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TRANSTORNO EXIBICIONISTA DISCENTES: ANTONIEL CUNHA, BYANCA BRITO, FRANCIELLE MAGALHÃES E GABRIELLE DI GIORGIO CASO MÁRCIA Márcia, uma jovem de 27 anos, estudante de Direito tem uma rotina pouco ativa, limitando-se a sair para outros lugares com exceção a faculdade, a qual está começando a faltar com frequência, por questões de hábitos conceituados inapropriados. Refere-se que desde sua adolescência, esses comportamentos considerados inadequados ao seu erotismo, causam sofrimento pessoal e afetam sua vida social como também em manter relacionamentos. Na maioria dos ambientes em que era convidada e havia pessoas que não conhecia ou não havia vínculos suficiente, a vontade de expor suas partes íntimas, é exacerbada. Na faculdade, como já mencionado, está faltando com frequência as aulas, pois, relata que a vontade de exibir suas partes íntimas aumenta nesse ambiente (...) CASO MÁRCIA (...) uma vez que, há várias pessoas e não tem vínculos com ninguém. Márcia relata que uma vez na instituição onde faz o curso de Direito, chegou a desabotar a calça para mostrar as partes íntimas dentro do banheiro feminino, local onde se encontrava outra mulher e essa ação que teve causou sofrimento acabando por faltar 3 dias as aulas sem sair de casa nenhuma vez durante esse tempo. Apesar da vontade de exibir para outra mulher, ela relata que a vontade de exibição da suas partes íntimas é para ambos os sexos. Porém, informa que este ato é acidental e não sexual, e vendo essas atitudes procurou ao psicólogo, para entender a situação. CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO Critérios Diagnósticos A.Por um período de pelo menos seis meses, excitação sexual recorrente e intensa decorrente da exposição dos próprios genitais a uma pessoa que não espera o fato, conforme manifestado por fantasias, impulsos ou comportamentos. B.O indivíduo colocou em prática esses impulsos sexuais com uma pessoa que não consentiu, ou os impulsos ou as fantasias sexuais causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. (American Psychiatric Association [APA], 2014) CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO Subtipos: ● Excitado sexualmente pela exposição dos genitais a crianças pré-púberes ● Excitado sexualmente pela exposição dos genitais a indivíduos fisicamente maduros ● Excitado sexualmente pela exposição dos genitais a crianças pré-púberes e a indivíduos fisicamente maduros (APA, 2014) CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO Especificadores: ● Em ambiente protegido: Esse especificador é aplicável principalmente a indivíduos institucionalizados ou moradores de outros locais onde as oportunidades de exposição da própria genitália são limitadas. ● Em remissão completa: O indivíduo não colocou em prática os impulsos com pessoa que não consentiu, e não houve sofrimento ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas da vida do indivíduo por pelo menos cinco anos enquanto em um ambiente não protegido. (APA, 2014) PREVALÊNCIA ● A prevalência mais alta possível do transtorno em indivíduos do sexo masculino é de 2 a 4%. ● A prevalência do transtorno no sexo feminino é ainda mais incerta, mas se acredita que seja muito mais baixa do que no masculino. (APA, 2014) DESENVOLVIMENTO E CURSO ● Não existe idade mínima exigida para o diagnóstico de transtorno exibicionista ● Impulsos exibicionistas parecem surgir na adolescência ou no início da vida adulta, mas se sabe muito pouco sobre sua persistência ao longo do tempo ● O curso de um transtorno exibicionista pode variar com a idade. Da mesma forma que outras preferências sexuais, o avanço da idade pode estar associado à redução das preferências e do comportamento sexual exibicionista (APA, 2014) FATORES DE RISCO E PROGNÓSTICO ● Temperamentais: História antissocial, transtorno da personalidade antissocial, abuso de álcool e preferência sexual pedofílica podem aumentar o risco de recidiva sexual nos indivíduos exibicionistas. ● Ambientais: Abuso sexual e emocional e preocupação sexual e hipersexualidade na infância foram sugeridos como fatores de risco para o exibicionismo (APA, 2014) GÊNERO ● O transtorno exibicionista é bastante incomum no sexo feminino, ao passo que atos exibicionistas sexualmente excitantes isolados podem ocorrer em mulheres com uma frequência equivalente à metade da encontrada em homens. (APA, 2014) ● Consequências Funcionais ao Transtorno Exibicionista ● Diagnóstico Diferencial: Transtorno da conduta e transtorno da personalidade antissocial / Transtornos por uso de substância. ● Comorbidades (APA, 2014) CASO ERIC Eric, um estudante universitário de 24 anos do sexo masculino. Procurou a clínica por vontade própria, queixando-se de “sofrer uma vontade incontrolável de exibir o pênis ereto para mulheres desconhecidas, sentindo-se, logo em seguida, culpado e fracassado por envolver-se com algo imoral e inútil” (sic). O histórico da queixa remete à sua adolescência quando, aos 14 anos, teve uma ereção à beira de uma piscina. Naquele momento, garotas fizeram comentários elogiando seu corpo, e seus amigos elogiaram o “sucesso” entre as meninas. Eric, conta que sentiu um bem-estar bastante intenso no momento e que, a partir desse episódio, começou a sentir vontade de exibir sua ereção para meninas. Procurava ser discreto, cuidando para que conhecidos não presenciassem os episódios de exibição (...) CASO ERIC (...) Desde aquele primeiro evento, em que incidentalmente houve a ereção peniana seguida por consequências sociais possivelmente reforçadoras (elogios dos colegas), oito anos se passou até que o cliente procurasse a terapia. Quanto ao aspecto afetivo/sexual, no início da terapia, o cliente geralmente se envolvia em relacionamentos esporádicos e breves, com pouca intimidade e contatos sexuais ocasionais. Pouco mais de um mês depois, o cliente iniciou uma relação afetiva com maior comprometimento e intimidade. (Lígia F., Jocelaine M., Carlos E, 2005). REFERÊNCIAS ● American Psychiatric Association (2014). DSM-5 – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5ª ed.). Porto Alegre: Artmed. ● Fukahori. L, Silveira J. M, Costa, C. E. (2005) Exibicionismo e procedimentos baseados na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): Um relato de caso. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, Vol. VII, nº 1. Recuperado em 27 de setembro, 2019. file:///C:/Users/windows/Downloads/43-Texto%20do%20artigo-153-1-10-20070 922.pdf DINÂMICA: PERGUNTAS 1. De acordo com o que foi apresentado, qual comorbidade pode se aplicar juntamente com o Transtorno Exibicionista? a) Transtorno da Conduta b) Transtorno da Personalidade Narcisista c) Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade d) Transtorno da Personalidade Antissocial e) A, D e C f) A e B g) C e D h) C, B e A 2. Verdadeiro ou Falso? ( ) Se indivíduos que revelam seus interesses também relatam dificuldades psicossociais em razão de suas atrações ou preferências sexuais por expor, eles talvez possam ser diagnosticados com transtorno exibicionista ( ) Se declaram ausência de sofrimento, culpa ou vergonha, não apresentam prejuízos em outras áreas importantes, e se indicam que não colocam em prática esses interesses sexuais, tais indivíduos podem ser caracterizados como tendo interesse sexual exibicionista, mas não podem ser diagnosticados com o transtorno ( ) Interesse sexual exibicionista é o mesmo que ter o Transtorno Exibicionista. ( ) O Transtorno exibicionista apesar de buscar dados sobre as mulheres,é mais voltado aos homens 1. F, V, V, F 3. V, F, F, V 2. V, V, F, F 4. F, V, F, V