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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Curso: Pós-graduação em Engenharia Ambiental e Saneamento Básico Aluna: Diana Susa Keren da Silva Lopes Data: 04/11/2019 Disciplina: Biologia e Microbiologia Ambiental Tutor: Isolda Cecília Bravin ARTIGO: FUNDOS HÍDRICOS: FINANCIANDO A HABILIDADE DA NATUREZA DE PROTEGER RECURSOS HÍDRICOS RESENHA CRÍTICA O artigo “Fundos Hídricos: Financiando a Habilidade da Natureza de Proteger Recursos Hídricos” mostra a importância da natureza para a manutenção do fluxo e pureza da água em diferentes atividades, como a manutenção da própria vida humana, a agricultura e os negócios. No entanto, percebe-se que muitas dessas atividades degradam a qualidade e/ou quantidade da água e os ecossistemas, que ajudam no fornecimento desse recurso. Neste sentido surgem os “Fundos Hidricos”, uma forma dos consumidores da água preservarem a oferta da mesma, pagando pela restauração e conservação de ecossistemas naturais. Surge então o termo “Serviços Ambientais”, como reconhecimento aos escossistemas naturais, e todas as espécies que os compõem, e que sustentam e satisfazem a humanidade (Washington, D.C.: Island Press, 1997) em suas diversas atividades e necessidades. Todavia, esses mesmos que precisam da água são também os que ameaçam os benefícios proporcionados pelos ecossistemas. Partindo disto, começou a ser reconhecido o valor econômico desses serviços ambientais e começaram a ser implementados diversos programas de “pagamentos para serviços ambientais” (PES), como forma de reduzir danos, preservar e até restaurar ecossistemas naturais que proporcionam água doce. Os “fundos hídricos”, então, são mecanismos financeiros a longo prazo, que pagam por projetos que preservam e restauram a habilidade dos ecossistemas naturais de filtrar e armazenar água, reduzindo a necessidade de represas e unidades de tratamento caras. Alguns desafios foram encontrados pelos fundos hídricos. Um deles trata da dificuldade em medir os resultados e demonstrar que os benefícios atingidos justificam o investimento, e, neste caso, uma das formas mais eficientes é a de relacionar o investimento feito aos custos evitados; e o outro desafio foi o das divergências quanto aos objetivos finais, já que diferentes interessados possuem diferentes objetivos, e, tendo em vista os recursos limitados, eram necessárias concessões para atender as principais necessidades. Estes fundos, a depender dos objetivos traçados, podem/podiam atuar em diversas atividades. Entre elas, podem ser citadas: A colocação de Cercas (para manter o gado e outros animais longe dos córregos e dos bancos de córregos protegidos como forma de evitar erosão e para filtrar água de escoamento); o Reflorestamento e Restauração (restauração de áreas gravemente desmatadas da floresta e restauração de vegetação nativa em áreas degradadas que podiam incluir a plantação de árvores ou a restauração de plantas nativas de sub-bosque); os Sistemas Silvipastoris (forma de converter as terras degradadas em "sistemas silvipastoris" eficientes, permitindo que o rebanho crescesse sem degradar o ambiente); e a Preservação de Áreas Protegidas (áreas de bacias hidrográficas protegidas como parte de um parque nacional ou outra área de acesso restrito). O suscesso desses projetos de proteção e restauração é improvável sem que as comunidades/usuários se empoderem das políticas implantadas e sejam ativos nos seus preceitos. E, portanto, é importante que os beneficiários sintam as melhorias diretas desses projetos. Tendo em vista a importância da água para a manutenção da vida, de uma forma geral, nota-se a importância de políticas de conservação ambiental e proteção aos recursos hídricos. Neste sentido, os fundos hídricos se consolidam como uma alternativa para a conscientização da sociedade sobre a sua responsabilidade na preservação da qualidade e quantidade necessária de água para a sobrevivência humana.