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A expansão territorial dos Estados Unidos, no século XIX, foi o resultado da compra da Luisiania francesa pelo governo central, da anexação de territórios mexicanos, da distribuição de pequenos lotes de terra para colonos pioneiros, da expansão de redes de estradas de ferro, assim como da anexação de terra indígenas. Esse processo expansionista foi ideologicamente justificado pela doutrina do Destino Manifesto, segundo a qual
Qual é a afirmação correta sobre a doutrina do Destino Manifesto?
a) o direito pertence aos povos mais democráticos e laboriosos.
b) o mundo deve ser transformado para o engrandecimento da humanidade.
c) o povo americano deve garantir a sobrevivência econômica das sociedades pagãs.
d) as terras pertencem aos seus descobridores e primeiros ocupantes.
e) a nação deve conquistar o continente que a Providência lhe reservou.

As imagens anteriores reproduzem a capa de um livreto de 1823 e o cartaz de um filme de 2015 que contam a história de Hugh Glass, caçador e guia que se tornou referência no contexto da conquista do Oeste norte-americano, no século XIX, tendo enfrentado diversos perigos, incluindo o ataque de um urso.
A narrativa dos feitos de Hugh Glass insere-se em uma concepção nacionalista que promove a valorização do seguinte aspecto:
a) ideal civilizatório
b) progresso material
c) miscigenação étnica
d) ação preservacionista
e) valorização da cultura indígena

Entre 1861 e 1865, os Estados Unidos foram palco da Guerra de Secessão. A esse respeito, é correto afirmar que
Qual das afirmacoes a seguir é correta sobre a Guerra de Secessão?
a) o conflito teve início com a reação dos fazendeiros sulistas contra a abolição da escravatura, sancionada pelo presidente republicano Abraham Lincoln.
b) as diferentes estruturas socioeconômicas do Norte e do Sul e sua divergência sobre as tarifas de produtos importados estiveram entre as causas do conflito.
c) a economia sulista estava baseada na produção familiar e se direcionava para o mercado interno, enquanto o Norte produzia artigos destinados ao mercado externo.
d) a disputa entre o Norte e o Sul colocou frente a frente dois projetos políticos antagônicos, tanto no que se refere à questão dos direitos trabalhistas como à organização sindical.
e) o conflito serviu para pôr fim à política de segregação racial vigente em diversos estados norte-americanos e para consolidar a inclusão social dos povos indígenas.

Nos Estados Unidos, durante o século XIX, tal como representada no mapa, a relação entre território e nação foi reconfigurada por uma política que
Qual das alternativas a seguir descreve corretamente a política que reconfigurou a relação entre território e nação nos Estados Unidos?
a) transferiu as populações indígenas para territórios de fronteira anexados, protegendo a cultura protestante dos migrantes fundadores da nação norte-americana.
b) respondeu às ameaças europeias pelo fim da escravidão, integrando a população de escravos ao projeto de expansão por meio da doação de terras.
c) assinou acordos com países latino-americanos, ajudando na reestruturação da economia desses países após suas independências.
d) projetou o avanço de populações excedentes para além da faixa atlântica, reformulando fronteiras para o estabelecimento de um país continental.
e) instalou manufaturas nas áreas compradas e anexadas, visando utilizar a mão de obra barata das populações em trânsito.

A respeito das rebeliões contra o poder colonial português na América, no período mencionado no texto, é correto afirmar que,
Qual das alternativas a seguir é correta sobre as rebeliões contra o poder colonial português?
a) em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com as revoltas anteriores, os sediciosos tinham o claro propósito de abolir o tráfico transatlântico de escravos para o Brasil.
b) da mesma forma que as contestações ocorridas no Maranhão em 1684, a sedição de 1798 teve por alvo o monopólio exercido pela companhia exclusiva de comércio que operava na Bahia.
c) em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos Mascates, os sediciosos esperavam contar com o suporte da França revolucionária.
d) tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição de 1789 opôs os mineradores recém-chegados à capitania aos empresários há muito estabelecidos na região.
e) em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibilidade de rompimento definitivo das relações políticas com a metrópole, diferentemente do que ocorrera com as sedições anteriores.

A diferença entre as sedições abordadas no texto encontrava-se na pretensão de
Qual era a pretensão das sedições abordadas no texto?
a) eliminar a hierarquia militar.
b) abolir a escravidão africana.
c) anular o domínio metropolitano.
d) suprimir a propriedade fundiária.
e) extinguir o absolutismo monárquico.

O papel da imprensa, como agente histórico, foi decisivo para a independência na medida em que significou e ampliou espaços de liberdade de expressão e de debate político, que formaram e interferiram no quadro da separação de Portugal e de início da edificação da ordem nacional.
Por que a imprensa pode ser considerada 'uma novidade' no Brasil à época da independência?

O texto oferece uma interpretação da independência do Brasil, que implica
a) o reconhecimento da importância do processo de emancipação, que influenciou a luta por autonomia na Europa e em outras partes da América, impulsionou a economia mundial e estabeleceu as bases para um pacto social dentro do Brasil.

A Revolução de Saint Domingue (Haiti), entre 1791 e 1804, destruiu a economia de plantation na colônia europeia mais próspera da época.
a) Segundo o texto, o que caracterizava a vitalidade e a adaptabilidade da “segunda escravidão” desenvolvida no século XIX?

As correspondências temporais entre os movimentos de independência das colônias americanas podem ser explicadas
a) pela crise do antigo regime europeu, pelas transformações econômicas ocorridas na Europa e pelo surgimento da filosofia iluminista.

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Questões resolvidas

A expansão territorial dos Estados Unidos, no século XIX, foi o resultado da compra da Luisiania francesa pelo governo central, da anexação de territórios mexicanos, da distribuição de pequenos lotes de terra para colonos pioneiros, da expansão de redes de estradas de ferro, assim como da anexação de terra indígenas. Esse processo expansionista foi ideologicamente justificado pela doutrina do Destino Manifesto, segundo a qual
Qual é a afirmação correta sobre a doutrina do Destino Manifesto?
a) o direito pertence aos povos mais democráticos e laboriosos.
b) o mundo deve ser transformado para o engrandecimento da humanidade.
c) o povo americano deve garantir a sobrevivência econômica das sociedades pagãs.
d) as terras pertencem aos seus descobridores e primeiros ocupantes.
e) a nação deve conquistar o continente que a Providência lhe reservou.

As imagens anteriores reproduzem a capa de um livreto de 1823 e o cartaz de um filme de 2015 que contam a história de Hugh Glass, caçador e guia que se tornou referência no contexto da conquista do Oeste norte-americano, no século XIX, tendo enfrentado diversos perigos, incluindo o ataque de um urso.
A narrativa dos feitos de Hugh Glass insere-se em uma concepção nacionalista que promove a valorização do seguinte aspecto:
a) ideal civilizatório
b) progresso material
c) miscigenação étnica
d) ação preservacionista
e) valorização da cultura indígena

Entre 1861 e 1865, os Estados Unidos foram palco da Guerra de Secessão. A esse respeito, é correto afirmar que
Qual das afirmacoes a seguir é correta sobre a Guerra de Secessão?
a) o conflito teve início com a reação dos fazendeiros sulistas contra a abolição da escravatura, sancionada pelo presidente republicano Abraham Lincoln.
b) as diferentes estruturas socioeconômicas do Norte e do Sul e sua divergência sobre as tarifas de produtos importados estiveram entre as causas do conflito.
c) a economia sulista estava baseada na produção familiar e se direcionava para o mercado interno, enquanto o Norte produzia artigos destinados ao mercado externo.
d) a disputa entre o Norte e o Sul colocou frente a frente dois projetos políticos antagônicos, tanto no que se refere à questão dos direitos trabalhistas como à organização sindical.
e) o conflito serviu para pôr fim à política de segregação racial vigente em diversos estados norte-americanos e para consolidar a inclusão social dos povos indígenas.

Nos Estados Unidos, durante o século XIX, tal como representada no mapa, a relação entre território e nação foi reconfigurada por uma política que
Qual das alternativas a seguir descreve corretamente a política que reconfigurou a relação entre território e nação nos Estados Unidos?
a) transferiu as populações indígenas para territórios de fronteira anexados, protegendo a cultura protestante dos migrantes fundadores da nação norte-americana.
b) respondeu às ameaças europeias pelo fim da escravidão, integrando a população de escravos ao projeto de expansão por meio da doação de terras.
c) assinou acordos com países latino-americanos, ajudando na reestruturação da economia desses países após suas independências.
d) projetou o avanço de populações excedentes para além da faixa atlântica, reformulando fronteiras para o estabelecimento de um país continental.
e) instalou manufaturas nas áreas compradas e anexadas, visando utilizar a mão de obra barata das populações em trânsito.

A respeito das rebeliões contra o poder colonial português na América, no período mencionado no texto, é correto afirmar que,
Qual das alternativas a seguir é correta sobre as rebeliões contra o poder colonial português?
a) em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com as revoltas anteriores, os sediciosos tinham o claro propósito de abolir o tráfico transatlântico de escravos para o Brasil.
b) da mesma forma que as contestações ocorridas no Maranhão em 1684, a sedição de 1798 teve por alvo o monopólio exercido pela companhia exclusiva de comércio que operava na Bahia.
c) em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos Mascates, os sediciosos esperavam contar com o suporte da França revolucionária.
d) tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição de 1789 opôs os mineradores recém-chegados à capitania aos empresários há muito estabelecidos na região.
e) em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibilidade de rompimento definitivo das relações políticas com a metrópole, diferentemente do que ocorrera com as sedições anteriores.

A diferença entre as sedições abordadas no texto encontrava-se na pretensão de
Qual era a pretensão das sedições abordadas no texto?
a) eliminar a hierarquia militar.
b) abolir a escravidão africana.
c) anular o domínio metropolitano.
d) suprimir a propriedade fundiária.
e) extinguir o absolutismo monárquico.

O papel da imprensa, como agente histórico, foi decisivo para a independência na medida em que significou e ampliou espaços de liberdade de expressão e de debate político, que formaram e interferiram no quadro da separação de Portugal e de início da edificação da ordem nacional.
Por que a imprensa pode ser considerada 'uma novidade' no Brasil à época da independência?

O texto oferece uma interpretação da independência do Brasil, que implica
a) o reconhecimento da importância do processo de emancipação, que influenciou a luta por autonomia na Europa e em outras partes da América, impulsionou a economia mundial e estabeleceu as bases para um pacto social dentro do Brasil.

A Revolução de Saint Domingue (Haiti), entre 1791 e 1804, destruiu a economia de plantation na colônia europeia mais próspera da época.
a) Segundo o texto, o que caracterizava a vitalidade e a adaptabilidade da “segunda escravidão” desenvolvida no século XIX?

As correspondências temporais entre os movimentos de independência das colônias americanas podem ser explicadas
a) pela crise do antigo regime europeu, pelas transformações econômicas ocorridas na Europa e pelo surgimento da filosofia iluminista.

Prévia do material em texto

1. (FUVEST) –
www.google.com.br
“Há meses os jornais londrinos – The Times, The Economist, The
Examiner, Saturday Review – têm repetido a mesma ladainha sobre a
Guerra Civil americana. Enquanto insultam os estados livres do Norte,
defendem-se ansiosamente contra a suspeita de simpatizarem com os
estados escravistas do Sul. Seus argumentos extenuantes são
basicamente os seguintes. A guerra entre Norte e Sul é uma guerra de
tarifas, entre um sistema protecionista e um sistema de livre-comércio,
e a Inglaterra, claro, está do lado do livre-comércio. Ademais, a guerra
não está sendo travada sobre qualquer questão de princípio; ela não se
refere ao problema da escravidão, mas, sim, centra-se nos desejos de
soberania do Norte.”
(Karl Marx, A Guerra Civil norte-americana. Publicado originalmente
em 25 de outubro de 1861, no jornal Die Presse. Adaptado.)
a) Com base no texto, explique os fundamentos econômicos e políticos
da Guerra Civil norte-americana.
b) Com base no texto e na imagem, na qual aparece, com destaque, o
ativista Martin Luther King, relacione o movimento político a que ela
se refere com os resultados da Guerra Civil.
RESOLUÇÃO:
a) O texto, escrito por Marx em 1861, minimiza a importância da
questão escravista para a eclosão da Guerra Civil Norte-Ameri -
cana. Por outro lado, enfatiza os “fundamentos econômicos e
políticos” do conflito. Ou seja: o choque entre o protecionismo
do Norte industrial e o livre-cambismo defendido pelo Sul
agroexportador, no plano econômico; e a hegemonia do Norte,
exercida em detrimento da autonomia do Sul, no plano político. 
b) Martin Luther King liderou, na década de 1960, a luta em prol
dos direitos civis dos negros norte-americanos. Tais direitos
vinham sendo restringidos, na maioria dos estados sulistas,
desde o fim da Guerra de Secessão, ao término da qual a
escravidão foi abolida em todo o país. 
2. (UNESP) – A expansão territorial dos Estados Unidos, no século XIX,
foi o resultado da compra da Luisiania francesa pelo governo central, da
anexação de territórios mexicanos, da distribuição de pequenos lotes
de terra para colonos pioneiros, da expansão de redes de estradas de
ferro, assim como da anexação de terra indígenas. Esse processo
expansionista foi ideologicamente justificado pela doutrina do Destino
Manifesto, segundo a qual
a) o direito pertence aos povos mais democráticos e laboriosos.
b) o mundo deve ser transformado para o engrandeci mento da
humanidade.
c) o povo americano deve garantir a sobrevivência econômica das
sociedades pagãs.
d) as terras pertencem aos seus descobridores e primeiros ocupantes.
e) a nação deve conquistar o continente que a Providência lhe reservou.
RESOLUÇÃO:
A doutrina do “Destino Manifesto”, largamente apregoada desde
meados do século XIX, afirmava que os Estados Unidos (ou o povo
norte-americano) eram protegidos por Deus. Portanto, seu “desti -
no manifesto” (isto é obvio, evidente, claramente manifesta do)
seria se transformaram em uma grande potência continental,
triunfando sobre todos os seus inimigos.
Resposta: E
MÓDULO 21
EXPANSÃO TERRITORIAL DOS ESTADOS
UNIDOS E GUERRA DE SECESSÃO
– 1
FRENTE 1 – HISTÓRIA INTEGRADA
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 1
2 –
3. (UERJ) –
foxmovies.com
adorocinema.com
As imagens anteriores reproduzem a capa de um livreto de 1823 e o
cartaz de um filme de 2015 que contam a história de Hugh Glass,
caçador e guia que se tornou referência no contexto da conquista do
Oeste norte-americano, no século XIX, tendo enfrentado diversos
perigos, incluindo o ataque de um urso.
A narrativa dos feitos de Hugh Glass insere-se em uma concepção
nacionalista que promove a valorização do seguinte aspecto:
a) ideal civilizatório
b) progresso material
c) miscigenação étnica
d) ação preservacionista
e) valorização da cultura indígena
RESOLUÇÃO:
Dentro do imaginário norte-americano, a expansão para o Oeste é
vista como o confronto constante entre a civilização e a natureza
selvagem (daí, muitas vezes, a região conquistada ser conhecida
como Oeste selvagem, tradução da expressão em inglês, Wild West),
já que, dentro dessa visão, os norte-americanos que avançavam em
direção ao Pacífico estariam o tempo todo sendo submetidos a
condições primitivas e perigosas, como, por exem plo, condições
climáticas adversas ou ataques de animais selvagens. Assim, esse
ideário apresentava a conquista do Oeste como uma forma de
afastar essa selvageria, na medida em que avanço da ocupação
representava a difusão da civilização e do progresso (ex: ferrovia,
telégrafo).
Resposta: A
4. (FGV) – Entre 1861 e 1865, os Estados Unidos foram palco da
Guerra de Secessão. A esse respeito, é correto afirmar que
a) o conflito teve início com a reação dos fazendeiros sulistas contra a
abolição da escravatura, sancionada pelo presidente republicano
Abraham Lincoln.
b) as diferentes estruturas socioeconômicas do Norte e do Sul e sua
divergência sobre as tarifas de produtos importados estiveram entre
as causas do conflito.
c) a economia sulista estava baseada na produção familiar e se dire cio -
na va para o mercado interno, enquanto o Norte produzia arti gos
destinados ao mercado externo.
d) a disputa entre o Norte e o Sul colocou frente a frente dois projetos
po líticos antagônicos, tanto no que se refere à questão dos direitos
tra balhistas como à organização sindical.
e) o conflito serviu para pôr fim à política de segregação racial vigente
em diversos estados norte-americanos e para consolidar a inclusão
social dos povos indígenas.
RESOLUÇÃO:
A causa imediata da Guerra Civil Norte-Americana foi a eleição de
Abraham Lincoln, que se declarara abolicionista no decorrer da
campanha para Presidência da República. Todavia, o antagonismo
entre o Norte e o Sul possuía raízes mais profundas, de ordem
estrutural: o Norte era industrializado, nele predominava o trabalho
livre e sua sociedade tinha caráter burguês, enquanto o Sul era
agroexportador, escravista e sua sociedade tinha caráter aristo -
crático. Ademais, os nortistas defendiam o protecionismo
aduaneiro (para dificultar a entrada de mercadorias britânicas), ao
passo que os sulistas, na qualidade de parceiros comerciais da
Inglaterra, eram partidários do livre cambismo.
Resposta: B
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5
.
ALBUQUERQUE, M. M.; REIS. A. C. F.; CARVALHO, C. D. Atlas
histórico escolar. Rio de Janeiro, Fename, 1977 (adaptado).
Nos Estados Unidos, durante o século XIX, tal como representada no
mapa, a relação entre território e nação foi reconfigurada por uma política
que
a) transferiu as populações indígenas para territórios de fronteira anexa -
dos, protegendo a cultura protestante dos migrantes fundadores da
nação norte-americana.
b) respondeu às ameaças europeias pelo fim da escra vidão, integrando
a população de escravos ao projeto de expansão por meio da doação
de terras.
c) assinou acordos com países latino-americanos, ajudando na reestru -
turação da economia desses países após suas independências.
d) projetou o avanço de populações excedentes para além da faixa
atlântica, reformulando fronteiras para o estabelecimento de um país
continental.
e) instalou manufaturas nas áreas compradas e anexadas, visando
utilizar a mão de obra barata das populações em trânsito. 
RESOLUÇÃO:
A “Marcha para Oeste”, que levou os Estados Unidos a se expan -
direm até à costa do Pacífico, deveu-se a quatro fatores principais:
a pressão demográfica existente nos estados do Leste, resultante
em grande parte do enorme afluxo de imigrantes europeus; os
atrativos econômicos oferecidos pelos territórios ocidentais
(mineração, expansão da agricultura e pecuária); a ideia do
“Destino Manifesto”, segundo a qual os norte-americanos, na
condição de povo protegido por Deus, tinham como destino se
tornarem uma potência continental;e o conceito de “fronteira
aberta” que admitia a expansão contínua dos limites estaduni -
denses, ainda que em detrimento de outros Estados e populações. 
Resposta: D
1. (FGV) – Ao final do século XVIII, ocorreram duas grandes revoltas na
América portuguesa: a Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração
Baiana (1798).
A respeito dessas duas revoltas, explique:
a) a composição social dos seus dirigentes;
b) as influências político-culturais de cada uma delas;
c) os objetivos político-sociais de cada uma delas.
RESOLUÇÃO:
a) Inconfidência Mineira: aristocracia mineradora e elite intelec -
tual, incluindo funcionários, clérigos e militares.
Conjuração Baiana: elementos pertencentes às camadas
populares de Salvador, incluindo alfaiates, soldados e outros
porfissionais humildes, além de alguns escravos; quase todos
desses participantes eram pardos ou negros.
b) Ambas conspirações foram influenciadas pelas ideias liberais do
iluminismo e pelo exemplo dado pela Independência dos Estados
Unidos; adicio nal mente, a Conjuração Baiana inspirou-se na fase
popular (jacobina) da Revolução Francesa e na revolta dos
escravos no Haiti (na época, ainda chamado de Saint- Domingue).
c) No plano político, os dois movimentos eram emanci pacionistas
e republicanos. No plano social, enquanto a Inconfidência
Mineira não se posicionou contra a escravidão, a Conjuração
Baiana era abolicionista e defendia a igualdade de direitos para
negros, mulatos e brancos, pondo fim à discriminação racial.
MÓDULO 22
CRISE DO SISTEMA COLONIAL E
TENTATIVAS DE EMANCIPAÇÃO
– 3
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 3
4 –
2. (FUVEST) – “Os ensaios sediciosos do final do final do século XVIII
anunciam a erosão de um modo de vida. A crise geral do Antigo Regime
desdobra-se nas áreas periféricas do sistema atlântico – pois é essa a
posição da América portuguesa –, apontando para a emergência de
novas alternativas de ordenamento da vida social.”
István Jancsó, “A Sedução da Liberdade”. In: Fernando Novais,
História da Vida Privada no Brasil, v.1.São Paulo: Companhia das
Letras, 1997. Adaptado.
A respeito das rebeliões contra o poder colonial português na América,
no período mencionado no texto, é correto afirmar que,
a) em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com as revoltas
anteriores, os sediciosos tinham o claro propósito de abolir o tráfico
transatlântico de escravos para o Brasil.
b) da mesma forma que as contestações ocorridas no Maranhão em
1684, a sedição de 1798 teve por alvo o monopólio exercido pela
companhia exclusiva de comércio que operava na Bahia.
c) em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos Mascates, os sedi -
ciosos esperavam contar com o suporte da França revolucionária.
d) tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição de 1789 opôs
os mineradores recém-chegados à capitania aos empresários há
muito estabelecidos na região.
e) em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibili dade de rompi -
mento definitivo das relações políticas com a metrópole, diferente -
mente do que ocorrera com as sedições anteriores.
RESOLUÇÃO:
A questão trata dos movimentos emancipacionistas ocorridos no
Brasil em fins do século XVIII, quais sejam a Inconfidência Mineira
de 1789 e a Conjuração Baiana de 1798. Diferentemente das
rebeliões nativistas que as precederam (Revolta de Beckman,
Guerra dos Emboabas, Guerra dos Mascates e Revolta de Felipe
dos Santos), que refletiam problemas locais e não postulavam
separar-se da metrópole portuguesa, os outros dois eventos
citados tinham propostas claramente independentistas.
Resposta: E
3. O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras
situações de contestação política na América Portugue -
sa, e que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na
condição, ou no instrumento, da integração subordinada das colônias
no império luso. Dessa feita, ao contrário do que se deu nas Minas
Gerais (1789), a sedição avançou sobre a sua decorrência.
(I. Jancsó; J. P. Pimenta. Peças de um mosaico. 
In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira
(1500-2000). São Paulo: Senac, 2000.)
A diferença entre as sedições abordadas no texto encontrava-se na
pretensão de
a) eliminar a hierarquia militar.
b) abolir a escravidão africana.
c) anular o domínio metropolitano.
d) suprimir a propriedade fundiária.
e) extinguir o absolutismo monárquico.
RESOLUÇÃO:
Diferentemente da Inconfidência Mineira, a Conjura ção Baiana (ou
dos Alfaiates) teve preocupações sociais, além dos objetivos
políticos comuns às duas conspirações. Com efeito, o movimento
baiano, influenciado pelos ideais jacobinos da Revolução Francesa
e pela revolta dos negros haitianos, possuía um projeto de
igualdade racial que implicava a supressão da escravatura.
Resposta: B
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 4
4. (MACKENZIE) – A Inconfidência Mineira representou potencial -
mente uma das maiores ameaças de subversão da ordem colonial. 
O fato de ter ocorrido na área das Minas, área na qual a permanente
vigilância e repressão sobre a população eram as tarefas maiores das
autoridades públicas, indica um alto grau de consciência da capacidade
de libertação da dominação metropolitana.
(Resende, Maria Eugênia Lage de. A Inconfidência Mineira. São
Paulo: Global,1988)
De acordo com o texto acima assinale a assertiva correta.
a) A opulência da produção mineradora alcançou o seu apogeu na
segunda metade do século XVIII, aumentando a ganância da
metrópole portuguesa, que acreditava que os mineiros estivessem
sonegando impostos e passou a usar de violência na cobrança dos
mesmos.
b) O descontentamento dos colonos aumentava de acordo com o
preço das mercadorias importadas, já que eram proibidas as
manufaturas na Colônia. Além disso, os jornais que circulavam na
região, alertavam a população sobre a corrupção nos altos cargos
administrativos coloniais.
c) Sofrendo violenta opressão, a classe dominante mineira cons -
cientizou-se das contradições entre os seus interesses e os da
metrópole. Influenciada pelo pensamento iluminista e na iminência
da cobrança da derrama em Vila Rica, em 1789, preparou uma
insurreição.
d) Contando com adesão e apoio efetivo de diversas parcelas da
população mineira, os insurgentes reivindicavam um governo
republicano inspirado na ideias presentes na Constituição dos EUA,
mas foram traídos por um dos participantes em troca do perdão de
suas dívidas pessoais.
e) Mesmo sem ter ocorrido de fato, a Inconfidência Mineira, o apoio
recebido da população revoltada e influenciada pelos ideais iluminis tas,
demonstrou a maturidade do processo pela independência do país.
Tal engajamento vai estar presente durante todas as lutas em prol da
nossa emancipação.
RESOLUÇÃO:
A autora citada superdimensiona o alcance da Inconfidência
Mineira, pois atribui ao conjunto das classes dominantes de Minas
Gerais um projeto que envolveu sobretudo membros da elite
letrada. De qualquer forma, a resposta escolhida condiz com o
espírito do texto transcrito, além de situar corretamente a opressão
metropolitana, a influência do iluminismo e a cobrança da
“derrama” como ensejo para a Insurreição.
Resposta: C
5. (UNESP) – A Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Baiana
(1798) tiveram semelhanças e diferenças significativas. É correto afirmar
que 
a) as duas revoltas tiveram como objetivo central a luta pelo fim da
escravidão. 
b) a revolta mineira teve caráter eminentemente popular e a baiana,
aristocrático e burguês. 
c) a revolta mineira propunha a independência brasileira e a baiana, a
manutenção dos laços com Portugal. 
d) as duas revoltas obtiveram vitórias militares no início, mas acabaram
derrotadas. 
e) as duas revoltas incorporaram e difundiram ideias e princípios
iluministas. 
RESOLUÇÃO:
Embora as Inconfidências Mineira e Baiana tenham sido movimen-
tos emancipacio nistas ocorridas no mesmo momento histórico,
diferenciaram-se pela extração social de seus participantes e pela
preocupação da segunda em tentar eliminar a discriminação racial.
De qualquer forma, uma e outra foram influenciadas pelas ideias
iluministas correntes no período. 
Resposta: E
– 5
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6 –
1. (FUVEST) – “O papel da imprensa, como agente histórico, foi
decisivo para a independência na medida em que significou e ampliou
espaços de liberdade de expressão e de debate político, que formaram
e interferiram no quadro da separação de Portugal e de início da
edificação da ordem nacional. A palavra impressa no próprio território
do Brasil era então uma novidade que circulava e ajudava a delinear
identidades culturais e políticas e constituiu se em significativo meca -
nismo de interferência, com suas singularidades e interligada a outras
dimensões daquela sociedade que aliava permanências e mutações.”
(Marco Morel, Independência no
papel: a imprensa periódica. I. Jancsó (org).
Independência: história e historiografia. Adaptado.)
a) Explique por que a imprensa pode ser considerada “uma novidade”
no Brasil à época da independência.
b) O texto se refere a “outras dimensões daquela sociedade que aliava
permanências e mutações”. Dê dois exemplos dessas dimensões,
relacionando-as com o “início da edificação da ordem nacional” no
Brasil da época da independência.
RESOLUÇÃO:
a) Porque a imprensa somente foi introduzida no Brasil com a
vinda da Família Real, quando o príncipe D. João criou a
Imprensa Régia e fundou a Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro
jornal a circular no País. À época da Independência, a existência
de períodicos contribuiu para dinamizar o debate político que
levaria à emancipação do Brasil.
b) Dimensões relacionadas com permanências à época da
Indepen dência: manutenção do escravismo; preservação da
economia agroexportadora; e continuidade do predomínio
político, econômico e social da aristocracia fundiária.
Dimensões relacionadas com mutações à época da Indepen -
dência: Abertura dos Portos, inserindo a economia brasileira na
órbita do capitalismo britânico; criação do Reino Unido de
Portugal, Brasil e Algarves, pondo fim ao estatuto colonial
brasileiro; e resistência à pressão recolonizadora das Cortes de
Lisboa. Esse conjunto de permanências e mutações resultaria
na consolidação da ordem nacional monárquico-aristocrático-
latifundiário-escravista que caracterizaria a identidade do Brasil
ao longo da maior parte do século XIX.
2. (ALBERT EINSTEIN) – “A vinda da Corte com o enraizamento do
Estado português no Centro-Sul daria início à transformação da colônia
em metrópole interiorizada. Seria esta a única solução aceitável para as
classes dominantes em meio à insegurança que lhes inspiravam as
contradições da sociedade colonial, agravadas pelas agitações do
constitucionalismo português e pela fermentação mais generalizada no
mundo inteiro da época, que a Santa Aliança e a ideologia da
contrarrevolução na Europa não chegavam a dominar.” 
(Maria Odila Leite da Silva Dias. A interiorização da metrópole e 
outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005.)
O texto oferece uma interpretação da independência do Brasil, que
implica 
a) o reconhecimento da importância do processo de emancipação, que
influenciou a luta por autonomia na Europa e em outras partes da
América, impulsionou a economia mundial e estabeleceu as bases
para um pacto social dentro do Brasil. 
b) a caracterização da emancipação como um ato meramente formal,
uma vez que ela não foi acompanhada de alterações significativas
no cenário político, nem de reformas sociais e econômicas capazes
de romper a dependência externa do Brasil. 
c) o reconhecimento da complexidade do processo de emancipação,
afetado simultaneamente por movimentos como os reflexos da
Revolução Francesa, a Revolução do Porto, as disputas políticas na
metrópole e na colônia e as tensões sociais dentro do Brasil.
d) a caracterização da emancipação como uma decorrência inevitável
do declínio econômico português provocado pela invasão
napoleônica, pelo endividamento crescente com a Inglaterra e pela
redução nos recursos obtidos com a colonização do Brasil. 
RESOLUÇÃO:
A alternativa corrobora o texto transcrito no enunciado, expondo
a complexidade da conjuntura vivida pelo Brasil, por Portugal e
pelo restante da Europa no momento em que a presença do gover -
no português no Rio Janeiro lançava as bases da transformação
da colônia em um Estado estruturado, prestes a se tornar
soberano. 
Resposta: C
MÓDULO 23
O PERÍODO JOANINO E 
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
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3. (ALBERT EINSTEIN) – D. João elevou o Brasil à condição de Reino
Unido a Portugal e Algarves em 16 de Dezembro de 1815. Essa medida
objetivou, entre outros fatores 
a) atender a uma exigência das Cortes de Lisboa, de acordo com os
princípios liberais da Revolução do Porto. 
b) impedir a ampliação do império francês nas Américas, com as
guerras por territórios coloniais extraeuropeus. 
c) apaziguar a elite brasileira do Nordeste, que era favorável à abolição
da escravidão e da implementação da república. 
d) legitimar a dinastia de Bragança, de acordo com os princípios
restauradores invocados pelo Congresso de Viena. 
RESOLUÇÃO:
Até que o Brasil fosse equiparado a Portugal por meio da criação
do Reino Unido, a Dinastia de Bragança, representada pelo príncipe
regente D. João, encontrava-se no Brasil na condição de refugiada,
já que sua sede legítima seria o território metropolitano português.
Concedendo a colônia brasileira o status de Reino Unido, D. João
regularizaria sua permanência em território brasileiro. 
Resposta: D
4. (UEMG) –
“Ouvi, ó Povos, o grito,
Que vamos livres erguer;
O Brasil sacode o jugo,
Independência ou Morrer.
Congresso opressor jurara
Nossos povos abater:
Em seu despeito amamos
Independência ou Morrer.
Depois de trezentos anos
Livre o Brasil vai viver:
Deve a Pedro a Liberdade,
Independência ou morrer.”
(“Independência ou morrer”. Poesia anônima, publicada pela
Tipografia do Diário no ano de 1822, Rio de Janeiro. Apud:
CARVALHO, José Murilo de, BASTOS, Lúcia & BASILE, Marcelo
(Orgs.). Guerra literária: panfletos da Independência (1820-1823). 
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014, 257-258. 4 v.)
No cenário político em que a poesia acima foi elaborada, as relações
entre Brasil e Portugal agravaram-se devido à/ao
a) tentativa das Cortes portuguesas de recolonizar o Brasil.
b) objetivo das elites brasileiras de expulsar o Príncipe Regente.
c) expectativa dos liberais portugueses em fortalecer o Absolutismo.
d) esforço dos deputados escravistas para criar a Constituição cidadã.
RESOLUÇÃO:
A alternativa faz referência ao duplo caráter da Revolução de 1820:
liberal, mas apenas para Portugal; para o Brasil ela propunha a
recolonização, sendo, portanto, conservadora.
Resolução: A
5. (PUC-RIO) – “Pernambucanos [...] o povo está contente, já não há
distinção entre brasileiros e europeus, todos se conhecem irmãos,
descendentes da mesma origem, habitantes do mesmo país, professos
na mesma religião. Um governo provisório iluminado, escolhido entre
todas as ordens do Estado, preside a vossa felicidade; confiai no seu
zelo e no seu patriotismo. Vós vereis consolidar-se a vossa fortuna, vós
sereis livres do peso de enormes tributos que gravam sobre vós; o
vosso, e nosso país subirá ao ponto de grandeza que há muito o espera,
e vós colhereis o fruto dos trabalhos e do zelo dos vossos cidadãos. [...]
A pátria é a nossa mãe comum; vós sois seus filhos, sois descendentes
dos valorosos lusos, sois portugueses, sois americanos, sois brasileiros,
sois pernambucanos”.
Proclamação do Governo Provisório Revolucionário de Pernambuco. 
9 mar. 1817.
A partir da leiturado documento e dos seus conhecimentos sobre o
assunto, marque a alternativa INCORRETA a respeito das propostas dos
revolucionários pernambucanos de 1817.
a) Expressavam a insatisfação com o aumento e a criação de novos tri -
butos (impostos) para o sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro.
b) Inspiravam-se nos ideais liberais e republicanos que se dissemina -
vam a partir dos exemplos da Revolução de Independência dos
Estados Unidos e da Revolução Francesa.
c) Propunham a igualdade de direitos políticos e civis, a tolerância
religiosa e a abolição da escravidão.
d) Buscavam fortalecer os vínculos com as capitanias vizinhas, como
Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, com a intenção de
constituírem uma República independente do restante da América
portuguesa.
e) Buscavam construir uma nova pátria fundada em uma identidade
comum entre “portugueses” e “brasileiros”, “europeus” e “ame -
rica nos” que aderissem ao movimento
RESOLUÇÃO:
A abolição da escravidão, a igualdade de direitos políticos e civis e
a tolerância religiosa não estavam no programa dos líderes do
movimento, em sua maioria padres, militares e proprietários rurais.
As ideias liberais, inspiradoras do movimento, eram adequadas à
realidade escravista da colônia portuguesa da América.
Resposta: C
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8 –
1. (UNICAMP) – “A Revolução de Saint Domingue (Haiti), entre 1791
e 1804, destruiu a economia de plantation na colônia europeia mais
próspera da época. Como resultado disso e também do fim do tráfico
negreiro para as colônias britânicas, em 1807, a exportação de açúcar,
café e outros produtos tropicais cresceu em Cuba e no Brasil,
aumentando o fluxo de escravos para esses dois territórios. No século
XIX, essas regiões conheceram uma ‘segunda escravidão’, mais
próxima de um sistema industrial, tanto na disciplina do trabalho como
nas inovações técnicas da produção. Longe de ser uma instituição
moribunda naquela centúria, essa ‘segunda escravidão’ demonstrou sua
adaptabilidade e vitalidade.”
(Dale W. Tomich. Through the prism of slavery: labor, capital, and
world economy. Lanham: Rowman & Littlefield 
Publishers, 2004, pp. 69, 80. Adaptado.)
a) Segundo o texto, o que caracterizava a vitalidade e a adaptabilidade
da “segunda escravidão” desenvolvida no século XIX?
b) Identifique duas características da Revolução de Saint Domingue
(Haiti).
RESOLUÇÃO:
a) O texto demonstra que essa “segunda escravidão”, além de ino -
var na técnica de produção, adaptou o trabalho escravo a uma
disciplina inspirada nos procedimentos da Revolução Industrial.
b) A revolução mencionada, diferentemente dos demais movimen -
tos independentistas do período, foi realizada por escravos e
resultou na criação do único Estado negro das Américas no
século XIX.
2. (FAMERP) – O fato das colônias inglesas, espanholas e portuguesas
conquistarem sua independência depois de mais de três séculos de
dominação colonial em movimentos sucessi vos, a partir da segunda
metade do século XVIII e durante a primeira metade do século XIX,
sugere a existência de determinações gerais que transcendem os
quadros nacionais.
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República, 1985.)
As correspondências temporais entre os movimentos de
independência das colônias americanas podem ser explicadas
a) pela crise do antigo regime europeu, pelas trans for ma ções
econômicas ocorridas na Europa e pelo sur gi men to da filosofia
iluminista.
b) pela união das colônias espanholas, pelo apoio dos Es ta dos Unidos
aos países da América Latina e pela ocu pa ção de Portugal pela
Inglaterra.
c) pela incorporação da cultura indígena pelos liber ta do res, pela divisão
dos grandes latifúndios nas áreas co lo niais e pela crise da
industrialização inglesa.
d) pela paz e pela tranquilidade vividas na história euro peia, pelo
fortalecimento do capitalismo comercial e pelas rebeliões de
escravos nas colônias.
e) pela aliança dos países colonizadores, pelo avanço dos movimentos
operários e pela industrialização das colônias.
RESOLUÇÃO:
A questão aborda os fatores gerais que impulsionaram os
movimentos independentistas americanos, desde a emancipação
das Treze Colônias Inglesas da América do Norte (1776) até a
independência da América Ibérica (1811-25). Esses fatores, aos
quais poderiam ser aduzidos outros mais específicos, foram: a crise
do Sistema Colonial (combinada com a crise do Antigo Regime
europeu), que não conseguiu se adaptar às novas condições do
capitalismo; os efeitos da revolução industrial na Inglaterra, que
levaram esse país a buscar novos mercados mediante a quebra do
exclusivo metropolitano ibérico; e a influência da ideologia
iluminista, propagadora de ideais de liberdade econômica, política
e intelectual.
Resposta: A
MÓDULO 24
INDEPENDÊNCIA
POLÍTICA DA AMÉRICA LATINA
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3. (VUNESP) – “Era o fim. O general Simón José Antonio de la
Santísima Trinidad Bolívar y Palacios ia embora para sempre. Tinha
arrebatado ao domínio espanhol um império cinco vezes mais vasto que
as Europas, tinha comandado vinte anos de guerras para mantê-lo livre
e unido, e o tinha governado com pulso firme até a semana anterior;
mas na hora da partida não levava sequer o consolo de acreditarem nele.
O único que teve bastante lucidez para saber que na realidade ia
embora, e para onde ia, foi o diplomata inglês, que escreveu em um
relatório oficial a seu governo: ‘O tempo que lhe resta mal dá para
chegar ao túmulo’.”
(Gabriel García Marquez. O general em seu labirinto, 1989.)
O perfil de Simón Bolívar, apresentado no texto, acentua alguns de seus
principais feitos, mas deve ser relativizado, uma vez que Bolívar
a) foi um importante líder político, mas jamais desempenhou atividades
militares no processo de independência da América Hispânica.
b) obteve sucesso na luta contra a presença britânica e norte-americana
na América Hispânica, mas jamais conseguiu derrotar os coloniza -
dores espanhóis.
c) defendeu a total unidade das Américas, mas jamais obteve sucesso
como comandante militar nas lutas de independência das antigas
colônias espanholas.
d) teve papel político e militar decisivo na luta de independência da
América Hispânica, mas jamais governou a totalidade das antigas
colônias espanholas.
e) atuou no processo de emancipação da América Hispânica, mas
jamais exerceu qualquer cargo político nos novos Estados nacionais.
RESOLUÇÃO:
Embora Bolívar seja o responsável, direta ou indiretamente, pela
libertação de cinco Estados sul-americanos (Venezuela, Colômbia,
Equador, Peru e Alto Peru/Bolívia), jamais administrou pes -
soalmente esse vasto conjunto territorial, e menos ainda “a tota -
lidade das antigas colônias espanholas”. Apesar de suas intenções
unionistas (projeto da “Confederação dos Andes”), não conseguiu
viabilizá-las devido às diversidades regionais e às ambições de seus
lugar-tenentes. Bolívar foi presidente da Venezuela, da Grã-
Colômbia (Venezuela e Colômbia), do Peru e do Alto Peru, embora
nos dois últimos casos seu título fosse praticamente honorífico.
Resposta: D
4. (PUC-RIO) – Sobre a revolução de independência do Haiti, em 1804,
e suas repercussões, assinale a alternativa incorreta:
a) O movimento vitorioso em 1804 resultou na única revolta de
escravos bem-sucedida da História − até então uma inédita
conquista nas Américas − e no estabelecimento de um Estado
independente no Haiti.
b) Apesar de o Haiti ser a mais importante colônia francesa da época,
a França manteve-se afastada do processo de independência,
iniciado em 1791, por estar mergulhada no movimento revolucionário
em seu território com repercussões na Europa.
c) A base da economia haitiana era o açúcar, mas também eram
produzidos café, algodão e índigo; e essa estrutura econômica era
sustentada pelo trabalho deescravos que movimentavam um dos
maiores mercados para o tráfico negreiro europeu.
d) O movimento, que começou como uma revolta de escravos, se
converteu em uma guerra civil – de mulatos contra brancos e de
plantadores contra as autoridades metropolitanas – e em uma guerra
internacional com a participação de Espanha, Inglaterra e França.
e) Os proprietários de escravos de todo o mundo atlântico − dos
Estados Unidos, do Caribe, da América espanhola e do Brasil −
sentiram-se profundamente ameaça dos e amedrontados, receosos
de que o exemplo haitiano fosse seguido.
RESOLUÇÃO:
A alternativa está incorreta, porque a França, mesmo mergulhada
no movimento revolucionário iniciado em 1789, esteve diretamente
envolvida nos acontecimentos que levaram à independência do
Haiti, sua colônia antilhana mais importante na época.
Resposta: B
5. (UNESP) – “No movimento de Independência atuam duas tendên -
cias opostas: uma, de origem europeia, liberal e utópica, que concebe
a América espanhola como um todo unitário, assembleia de nações
livres; outra, tradicional, que rompe laços com a Metrópole somente
para acelerar o processo de dispersão do Império.” 
(Octavio Paz. O labirinto da solidão, 1999. Adaptado.) 
O texto refere-se às concepções em disputa no processo de
Independência da América Latina. Tendo em vista a situação política das
nações latino-americanas no século XIX, é correto concluir que 
a) os Estados independentes substituíram as rivalidades pela mútua
cooperação. 
b) os países libertos formaram regimes constitucionais estáveis. 
c) as antigas metrópoles ibéricas continuavam governando os
territórios americanos. 
d) o conteúdo filosófico das independências sobrepôs-se aos
interesses oligárquicos. 
e) as classes dirigentes nativas foram herdeiras da antiga ordem
colonial. 
RESOLUÇÃO:
Apesar do conteúdo ideológico liberal presente nos movimentos
de independência da América Hispânica, foi a elite criolla (aristo -
cracia rural) que, além de conduzir o processo da emacipa ção,
assumiu o controle político dos novos Estados. É interessante
observar que, na sociedade colonial, a relevância dos criollos
encontrava um contraponto nos chapetones nascidos na metrópo -
le e radicados nas colônias. Com a independência, os chapetones
vieram a desaparecer, o que proporcionou à aristocracia rural, o
controle do poder político. 
Resposta: E 
– 9
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10 –
1. (FUVEST) –
Esse quadro, do pintor mexicano José Maria Velasco, pode ser visto
como um dos símbolos da modernização da economia da América
Espanhola no último quartel do século XIX. Sobre tal tema, responda:
a) Que transformações na infraestrutura de transportes ocorreram na
maioria dos países hispano-americanos?
b) Como esses países inseriram-se economicamente no mercado
internacional?
RESOLUÇÃO:
a) Expansão da malha viária, sobretudo ferroviária.
b) Como áreas periféricas do sistema capitalista, fornecedoras de
matérias-primas estratégicas e importadoras de produtos indus -
trializados, e também de investimentos procedentes dos centros
do capitalismo.
2. (VUNESP) – “Os donos da terra e os grandes mercadores aumen -
taram suas fortunas, enquanto se ampliava a pobreza das massas
populares oprimidas. A América Latina logo teve suas Constituições
burguesas, envernizadas pelo liberalismo. A burguesia dessas terras
nasceu como simples instrumento do capitalismo internacional.”
(Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.)
A partir do texto, é possível afirmar que
a) as indústrias da América Latina independente passaram a competir
com as britânicas, nos mercados internacionais, em condições de
re lativo equilíbrio.
b) a América Latina independente caracterizou-se pela igualdade de
direitos entre os cidadãos, pelas leis autoritárias e pelo de sen vol vi -
men to econômico.
c) os Estados nacionais independentes criaram leis baseadas nos
princípios democráticos e na autonomia econômica em relação ao
capital externo.
d) a independência da América Latina preservou a economia colonial
subordinada ao mercado externo e aprofundou as desigualdades
sociais.
e) as burguesias latino-americanas lutaram por sua autonomia política
e econômica, como forma de escapar ao predomínio do ca pital
internacional.
RESOLUÇÃO:
Questão dependente apenas da interpretação do texto apresen -
tado. É conveniente, porém, ressaltar que o autor confunde a
burguesia latino-americana (enriquecida após a independência)
com a elite aristocrática de origem colonial, que preservou e
ampliou seu poder com a independência.
Resposta: D
MÓDULO 25
CAUDILHISMO E HEGEMONIA
BRITÂNICA NA AMÉRICA LATINA
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3. (FUVEST) – Os Estados nacionais que se organizaram após a
independência do Brasil e da América Espanhola apresentaram como
ponto comum, no século XIX,
a) uma posição contrária à manutenção da escravidão ou de quaisquer
outras formas de trabalho servil.
b) uma política de resgate da cultura indígena, que fora
descaracterizada na Época Colonial.
c) a prática do sufrágio universal, com o objetivo de incorporar as
massas ao processo político.
d) uma política que favoreceu o acesso das comunidades camponesas
à propriedade fundiária.
e) sua integração na divisão internacional do trabalho, como áreas
periféricas do capitalismo.
RESOLUÇÃO:
As condições econômicas dos países latino-americanos não foram
alteradas pelo processo de independência. Por conseguinte, eles
continuaram a ser, basicamente, fornecedores de matérias-primas
e consumidores de produtos industrializados, além de receberem
investimentos das potências capitalistas.
Resposta: E
4. (PUC-SP) – O caudilhismo foi um fenômeno político presente em
parte da América Hispânica no decorrer do século XIX. É possível
relacioná-lo com
a) os projetos federalistas, atuantes nas lutas de formação e
consolidação dos Estados nacionais.
b) a defesa das tradições indígenas locais, contra a dominação cultural
europeia e norte-americana.
c) a proposta de unidade americana, formulada durante as lutas de
independência.
d) a expansão dos interesses imperialistas norte-ameri canos nas áreas
de colonização ibérica.
e) os anseios de democratização dos Estados nacionais, a partir da
adoção da política econômica liberal.
RESOLUÇÃO:
O caudilhismo foi um fenômeno hispano-americano do sé culo XIX,
com reflexos no século XX. Podemos defini-lo como a ação política
de líderes regionais, geral mente latifundiários, que disputavam o
poder por meio da luta armada, em termos personalistas. Con -
siderando que o caudilhismo tinha caráter regio nal, é possível
associá-lo – mas não identificá-lo intei ra mente – às tendências
federalistas (defesa da auto nomia regional) que se opuseram ao
centralismo nas lutas posteriores à independência.
Resposta: A
5. (FATEC) – O caudilhismo foi um fato marcante da vida política das
novas nações latino-americanas. Ele teve origem nas próprias guerras de
independência. Analise as asserções abaixo.
I. O caudilho é um chefe político local apoiado, economicamente,
sobre a grande propriedade e, politicamente, sobre a fidelidade dos
seus seguidores.
II. O caudilho tem uma liderança política de origem urbana, aspira ao
controle do poder central, procurando, para isso, impor sua liderança
aos grandes proprietários rurais e a todas as províncias.
III. O caudilho, quando consegue o controle do governo central, procura
restabelecer a ordem, mantendo as mesmas estruturas econômicas
e sociais do passado colonial; procura também organizar as
instituições políticas, sempre defendendo os interesses e privilégios
do seu grupo político.
Deve-se dizer que
a) somente as asserções I e III estão corretas.
b) somente as asserções I e II estão corretas.
c) somente as asserções II e III estão corretas.
d) todasas asserções estão erradas.
e) todas as asserções estão corretas. 
RESOLUÇÃO: 
O caudilhismo constitui um fenômeno marcante da história
hispano-americana (e não propriamente “latino-americana”, pois o
Brasil foi pouco afetado por ele). De um modo geral, o caudilho era
um líder político regional, geralmente latifundiário, apoiado pelos
setores camponeses por meio de laços de lealdade, e que lutava
para assumir o poder central. Uma vez instalado no governo, o
caudilho adotava uma política conservadora.
Resposta: A 
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12 –
1. (UERJ-Adaptado) –
www.historiabrasileira.com.
“O Poder Moderador de nova invenção maquiavélica é a chave mestra
da opressão da Nação Brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos
povos. É princípio conhecido pelas Luzes do presente século que a
soberania reside essencialmente na Nação. Logo, é sem questão que a
mesma Nação ou pessoa por ela comissionada é quem deve esboçar a
sua Constituição, purificá-la das imperfeições e afinal estatuí-la.”
(Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Crítica da Constituição
Outorgada, 1824. In Celina Junqueira (org). Ensaios políticos. 
Rio de Janeiro: Documentário, 1976. Adaptado.)
A Confederação do Equador, ocorrida em 1824, apresentou propostas
alternativas à organização do Império do Brasil, sendo porém reprimidas
pelo governo de Pedro I.
a) Explicite o motivo central para a eclosão da Confederação do
Equador.
b) Cite duas propostas da Confederação do Equador para a organização
do poder de Estado.
RESOLUÇÃO:
a) Autoritarismo de D. Pedro I, manifestado na dissolução da
Assembleia Constituinte e depois na outorga da Constituição
centralizadora de 1824.
b) – Sistema representativo, sendo os ocupantes dos cargos de
governo eleitos pelos cidadãos.
– Tripartição do poder de Estado em Executivo, Legislativo e
Judiciário, equilibrados entre si e sem a presença do Poder
Moderador.
– Estrutura administrativa baseada na federação, com
autonomia dos governos provinciais.
2. (FAMEMA) – Johann Moritz Rugendas esteve no Brasil entre 1821
e 1825, inicialmente como membro da Expedição Langsdorff.
Desenhista e documentarista, produziu obras sobre paisagens, cenas
cotidianas e tipos humanos, como a representada a seguir, denominada
Família de fazendeiros (1825).
www.portugues.seed.pr.gov.br)
Nessa obra, observam-se 
a) a influência da arquitetura colonial portuguesa e a simplicidade dos
trajes usados em público. 
b) a presença de símbolo religioso e a convivência de senhores e
escravos em um mesmo espaço. 
c) as relações escravistas de produção e a riqueza e diversidade do
mobiliário das casas de fazendeiros. 
d) o patriarcalismo na organização familiar e a importância da educação
para a ascensão social. 
e) o vestuário como forma de eliminação das distinções sociais e a
incorporação de costumes alimentares indígenas. 
RESOLUÇÃO: 
A obra de Rugendas e de outros europeus que visitaram o Brasil no
período, como Debret, retrata aspectos significativos da sociedade
brasileira, tanto urbana como rural (caso da ilustração reproduzida
na questão). A influência do catolicismo é indicada pelo crucifixo
preso à parede e pela presença do frade franciscano na cena de
família. Quanto à proximidade entre os escravos e senhores –
circunstância válida apenas para os cativos ligados a funções
domésticas, e não aos trabalhadores braçais –, por sua vez, está
claramente evidenciada não só na figura do negro que dialoga com
o religioso e no mulato junto à porta, mas sobretudo nas três
mucamas (escravas auxiliares da senhora), cujos filhos brincam em
companhia do filho da própria sinhá. 
Resposta: B
MÓDULO 26
POLÍTICA INTERNA DO PRIMEIRO REINADO
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3. (FGV) – Examine o mapa
Com base no mapa, é correto afirmar: 
a) A separação da província de Cisplatina, que posteriormente se
tornaria o Uruguai, ocorreu devido à lealdade de suas lideranças
políticas à monarquia portuguesa. 
b) Os conflitos registrados no Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia
tinham caráter republicano e revelavam o descontentamento com o
arranjo politico que estabeleceu a monarquia no Brasil. 
c) A província de Pernambuco perdeu parte de seu território, corres -
pondente à margem esquerda do Rio São Francisco, como represália
do poder central, logo após o final da Confederação do Equador. 
d) O mapa reforça a perspectiva de que o processo de emancipação
política no Brasil foi completamente pacífico e resumiu-se às
articulações em São Paulo e Rio de Janeiro. 
e) A Confederação do Equador tinha como objetivo estabelecer uma
monarquia constitucional no Nordeste, tendo como base a província
de Pernambuco. 
RESOLUÇÃO:
Tendo a Confederação do Equador sido um movimento separatista
republicano que teve como epicentro a província de Pernambuco,
o governo de D. Pedro I, depois de derrotar a rebelião, reduziu as
dimensões do território pernambucano, em um ato de represália à
sedição: a porção mencionada na alternativa foi retirada da
jurisdição de Pernambuco e incorporada à província da Bahia. 
Resposta: C
4. (FGV) – A Constituição Brasileira de 1824
a) foi elaborada e aprovada pela Assembleia Geral Constituinte e
organizou o Estado a partir da divisão em três Poderes — Legislativo,
Judiciário e Moderador — equilibrados entre si.
b) ficou conhecida como “Constituição da Mandioca” por adotar o
sistema censitário, que definia pelo critério de renda e bens aqueles
que poderiam votar e ser votados nas eleições gerais.
c) foi elaborada pelo Conselho de Estado após a dissolução da Cons-
tituinte e, além dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário,
estabeleceu o Poder Moderador, a ser exercido pelo monarca.
d) foi elaborada pelo Conselho de Estado após a dissolução da Cons-
tituinte e garantia a autonomia das províncias, apesar da
implementação do Poder Moderador, a ser exercido pelo monarca.
e) foi elaborada pela Assembleia Geral Constituinte e caracterizou-se
pela adoção dos princípios liberais, pela garantia dos direitos fun-
damentais do homem e pela adoção dos princípios federativos.
RESOLUÇÃO:
A Constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I, foi elaborada por
um Conselho de Estado nomeado pelo imperador, em um contexto
de choque com a aristocracia rural, a qual pretendia limitar o poder
do imperador.
Essa Constituição estabelecia quatro poderes: Executivo, Legisla -
tivo, Judiciário (textualmente: Poder Judicial) e Moderador — este
último exercido pelo imperador, a quem concedia amplos poderes,
caracterizando uma estrutura política centralizada.
Resposta: C
5. (UDESC) – Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a
Constituição Política do Império do Brasil.
Em relação à Constituição de 1824, assinale a alternativa correta.
a) O Texto Constitucional foi construído coletivamente pela Câmara de
Deputados, votado e aprovado em 25 de março de 1824. Expressava
os interesses tanto do partido liberal quanto do partido conservador,
para o futuro na nação que recém conquistara sua independência.
b) A Constituição de 1824 instaurava a laicidade no território nacional,
extinguindo a religião católica como religião oficial do império e
expressando textualmente que “todas as outras religiões serão
permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para
isso destinadas, sem forma alguma exterior do Templo.”
c) A organização política instaurada pela Constituição de 1824 dividia-
se em 4 poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador,
sendo que este último determinava a pessoa do imperador como
inviolável e sagrada.
d) A Constituição de 1824 determinou a cidadania amplificada e o
direito ao voto para todos os nascidos em solo brasileiro,
independentemente de gênero, raça ou renda.
e) A Constituição de 1824 promoveu, em diversos artigos, ideais de
cunhoabolicionista.Tais ideais foram respaldo para movimentos
políticos posteriores, tais como a Revolta dos Farrapos e a Revolta
dos Malês.
RESOLUÇÃO:
A Constituição de 1824 criava a monarquia imperial, hereditária,
constitucional e representativa, apoiada na divisão dos três
poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, com o acréscimo do
poder Moderador, um quarto poder de uso exclusivo e pessoal do
imperador.
Resposta: C
– 13
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14 –
1. (UERJ – Adaptado)
“Meu querido filho e Imperador. 
Deixar filhos, Pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar
a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu
pai, ame a sua e a minha Pátria, siga os conselhos que lhe derem
aqueles que cuidarem de sua educação, e conte que o mundo o há de
admirar. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil
sossegue, e que Deus permita possa para o futuro chegar àquele grau
de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a
bênção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o
ver.”
(Trechos da carta de despedida de D. Pedro I a seu filho Pedro II,
12 abr. 1831. Disponível em: <revistadehistoria.com.br>.)
Comumente, ainda se atribui a D. Pedro I a imagem de responsável
maior pela independência política do Brasil. Contudo, nove anos após 7
de setembro de 1822, o imperador abdicou de seu trono e retornou à
Europa. A instabilidade política e econômica foi a marca de seu breve
reinado. 
a) Cite um setor da sociedade brasileira da época que se opunha à
manutenção do governo de Pedro I e uma razão para essa oposição.
b) Aponte um motivo para a instabilidade econômica que caracterizou
esse governo.
RESOLUÇÃO: 
a) Aristocracia rural, interessada em assumir o poder político e
cujas tendências liberais se chocavam com o autoritarismo/
absolutismo de D. Pedro I.
b) – Crise da exportação de produtos agrícolas, notadamente
açúcar e algodão.
– Despesas com a administração do Império e com a Guerra da
Cisplatina contra a Argentina.
2. (VUNESP – Adaptado) – A respeito do processo que permitiu o
reconhecimento da independência do Brasil, é correto considerar
a) o importante acordo entre o Brasil e a República Argentina, que
apoiou a emancipação brasileira com a condição de que o Uruguai se
tornasse independente.
b) o empenho político do governo norte-americano na intermediação
entre o Brasil e Portugal, garantindo um reconhecimento rápido e
sem compensações.
c) a ação da diplomacia francesa, que exigiu dos portu gue ses o ime dia -
to reconhecimento da independência brasileira, sob a ameaça de
rom per acordos com Portugal.
d) a incisiva interferência diplomática espanhola, que condicionou o
reconhecimento da emancipação do Brasil ao imediato fim do tráfico
de escravos para o País.
e) a participação da Inglaterra, interessada em garantir as vantagens
comerciais já obtidas no Brasil, além de mediar o reconhecimento do
novo Estado por Portugal.
RESOLUÇÃO: 
A Inglaterra atuou no reconhecimento da independência brasileira
em seu próprio nome e no de Portugal – tarefa que foi concluída em
janeiro de 1826, mediante a assinatura de um acordo com o Brasil.
Além de estipular o pagamento de uma indenização a Portugal, o
negociador britânico conseguiu que o Brasil renovasse parcial -
mente os tratados anglo-portugueses de 1810, prometendo
extinguir o tráfico negreiro e prorrogando por 15 anos as tarifas
aduaneiras preferenciais para os produtos ingleses.
Resposta: E
MÓDULO 27
POLÍTICA EXTERNA
DO PRIMEIRO REINADO E ABDICAÇÃO
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3. (FUVEST) – Examine o gráfico.
(Manolo Florentino. Em costas negras. São Paulo: Companhia das
Letras, 1997. Adaptado.)
O gráfico fornece elementos para afirmar:
a) A despeito de uma ligeira elevação, o tráfico negreiro em direção ao
Brasil era pouco significativo nas primeiras décadas do século XIX,
pois a mão de obra livre já estava em franca expansão no país.
b) As grandes turbulências mundiais de finais do século XVIII e de
começos do XIX prejudicaram a economia do Brasil, fortemente
dependente do trabalho escravo, mas incapaz de obter fornecimento
regular e estável dessa mão de obra.
c) Não obstante pressões britânicas contra o tráfico negreiro em
direção ao Brasil, ele se manteve alto, contribuindo para que a ordem
nacional surgida com a Independência fosse escravista.
d) Desde o final do século XVIII, criaram-se as condições para que a
economia e a sociedade do Império do Brasil deixassem de ser
escravistas, pois o tráfico negreiro estava estagnado.
e) Rapidamente, o Brasil aderiu à agenda antiescravista britânica
formulada no final do século XVIII, firmando tratados de diminuição
e extinção do tráfico negreiro e acatando as imposições favoráveis
ao trabalho livre.
RESOLUÇÃO:
As pressões inglesas em favor da redução do tráfico negreiro para
o Brasil começaram a se fazer sentir no Tratado de Aliança e
Amizade de 1810, quando Portugal concordou em restringir a
obtenção de escravos às colônias lusitanas na África (Guiné,
Angola e Moçambique). Não obstante, o comércio de cativos
africanos continuou a ser expressivo, contribuindo para a
manutenção da economia escravista e, quando da Independência,
para a institucionalização da ordem monárquico-aristocrático-
latifundiário-escravista no Brasil.
Resposta: C
4. (FGV) – Durante o Primeiro Reinado, o governo brasileiro pediu aos
ingleses alguns empréstimos que representavam grandes somas, com
uma taxa de juros muito alta. Essa situação foi gerada principal men te
a) por uma crise no comércio internacional, que fez o preço das prin -
cipais mercadorias exportadas pelo País cair a menos da metade do
valor alcançado na última década do século XVIII.
b) pelos gastos com as guerras contra o Paraguai e a Argentina, em
disputa do controle sobre o Estuário do Prata, área de importância
estratégica disputada com a Espanha desde o Período Colonial.
c) pela diminuição das exportações de açúcar e algodão, provocada
pela concorrência externa, e pelos trata dos econômicos que
beneficiavam a entrada de pro dutos europeus.
d) pelos custos da montagem de uma força militar com a qual D. Pedro I
pretendia defender seus direitos ao trono português, então usurpado
por seu irmão D. Miguel.
e) pela ajuda dos ingleses para a recuperação da eco nomia brasileira
após o longo processo de eman cipação política, por meio de inves -
timentos diretos na modernização de vários setores produtivos no
país.
RESOLUÇÃO:
A questão ressalta as dificuldades econômicas do Primeiro
Reinado, mas omite os aspectos financeiros – tão importantes
quanto as primeiras para explicar os empréstimos solicitados à
Inglaterra. Com isso, não foram consideradas: a transferência do
Tesouro do Reino Unido para Portugal, quando do retorno de D.
João VI; e a necessidade de atender às despesas urgentes do
Império Brasilei ro, tanto no plano administrativo como no mili tar
(gas tos com as Guerras da Independência e da Cisplatina, e
também a repressão à Confederação do Equador).
Resposta: C
– 15
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16 –
5. (FATEC) – O fim do Primeiro Reinado, com a abdicação de D. Pedro I
em favor de seu filho, proporcionou condições para a consolidação da
independência, pois
a) as disputas entre os partidos conservador e liberal representaram
diferentes concepções sobre a maneira de organizar a vida
econômica da nação.
b) a vitória dos exaltados sobre os moderados acabou com as lutas das
várias facções políticas existentes.
c) o governo de D. Pedro I não passou de um período de transição em
que a reação portuguesa, apoiada no absolutismo do imperador, se
conservou no poder.
d) as rebeliões ocorridas antes da abdicação tinham caráter
reivindicatório de classe.e) na Assembleia Constituinte de 1823 as propostas do partido
brasileiro tinham o apoio unânime dos deputados.
RESOLUÇÃO:
A independência brasileira foi organizada por D. Pedro I, um portu -
guês que administrou o país, concentrando poderes em suas mãos
(Poder Moderador) e preocupado com a política sucessória portu -
gue sa. O choque com o Parlamento e as crises econômico-finan -
ceiras do I Reinado levaram à abdicação do Imperador, em favor de
seu filho, um menino de 5 anos, que não poderia governar. Desta
forma, a aristocracia brasileira assumiu o comando político do
Brasil, governando de 1831 a 1840 através dos governos regenciais.
Resposta: C
1. (UNICAMP) – “O imperador D. Pedro II era um mito antes de ser
realidade. Responsável desde pequeno, pacato e educado, suas
imagens constroem um príncipe diferente de seu pai, D. Pedro I. Não se
esperava do futuro monarca que tivesse os mesmos arroubos do pai,
nem a imagem de aventureiro, da qual D. Pedro I não pôde se
desvincular. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança
e estabilidade ao Brasil era muito grande. Na imagem de um monarca
maduro, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.”
(Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: 
D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91. Adaptado.)
a) Segundo o texto, quais os significados políticos da construção de
uma imagem de D. Pedro II que o diferenciasse de seu pai?
b) Que características do Período Regencial ameaçavam a estabilidade
do País?
RESOLUÇÃO:
a) Segundo o texto, a construção da imagem de D. Pedro II como
um imperador moderado e equilibrado correspondia à expecta -
tiva de que o Brasil, no Segundo Reinado, superaria as
agitações e crises do Primeiro Reinado e do Período Regencial,
consoli dando sua unidade e alcançando enfim a estabilidade
política e social.
b) O Período Regencial (1831-40) configurou-se como um desdo -
bramento da crise do Primeiro Reinado, caracterizando-se pelo
agravamento das tensões políticas e sociais. Os principais
fatores responsáveis pela crise regencial foram: a cisão da classe
dominante entre liberais moderados (então no poder), de
tendência centralizadora, e os liberais exaltados, partidários do
federalismo e, no limite, do republicanismo; e as inúmeras
rebeliões do período, das quais as mais importantes tinham
caráter separatista (Farroupilha e Sabinada) ou refletiam anseios
das camadas subalternas (Cabanagem, Balaiada e Malês).
MÓDULO 28
OS GOVERNOS REGENCIAIS
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2. (MACKENZIE) – “Evento emblemático, o 7 de abril consagrou o
espaço público como arena de luta dos mais diversos grupos políticos
e camadas sociais, marcando a emergência de novas formas de ação
política, em momento no qual, transbordando a tradicional esfera dos
círculos palacianos e das instituições representativas, tornava-se pública
e se assistia a uma rápida politização das ruas.” 
(Marcello Basile. O laboratório da nação:
a era regencial – 1831-1840. In Keila Grinberg e Ricardo Salles. 
O Brasil Imperial. Volume II – 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2009, p. 59.)
O texto aponta para a “emergência de novas formas de ação política”
nos eventos que levaram ao fim do Primeiro Reinado (1822-1831), mas
que também estiveram presentes no Período Regencial (1831-1840).
Trata-se da
a) forte pressão popular, manifestada por movimentos de protesto nas
ruas da corte – no final do Primeiro Reinado – e por revoltas em
diversas províncias – durante a Regência.
b) defesa da Constituição de 1824, que reuniu representantes das
camadas populares e das elites em manifestações de rua, tanto no
Primeiro Reinado quanto no Período Regencial.
c) quebra da legalidade no momento da abdicação, permitindo a 
D. Pedro I escolher seu filho, mas não herdeiro legal, como sucessor
do trono brasileiro, por meio de um pacto político com as elites.
d) adesão de camadas populares na defesa da continuidade de 
D. Pedro I no trono brasileiro, resultando em protestos de rua – no
Primeiro Reinado – e conflitos armados, na Regência.
e) ativa participação popular que resultou na queda de D. Pedro I, em
1831, e na suspensão de reformas elitistas, durante a Regência,
como o fim do Poder Moderador.
RESOLUÇÃO:
A questão estabelece uma conexão entre o movimento popular
que, na noite/madrugada de 7 de abril de 1831, forçou D. Pedro I a
abdicar e as revoltas desse mesmo estrato social ocorridas no
período regencial. Entretanto, é preciso observar que, apesar do
tom otimista adotado pelo autor quanto à emergência das
camadas subalternas na vida política brasileira, esses movimentos
foram todos esmagados, não expressando portanto a concreti -
zação da tendência vislumbrada no texto. Ao contrário, a estrutura
consolidada no país durante o Segundo Reinado foi a monárquico-
aristocrático-latifundiário-escravista herdada do Período Colonial.
Resposta: A
3. (MACKENZIE) – “(...) no segundo ano do governo de Araújo Lima
aumentaram as disputas políticas no Congresso. (...) por lá os ânimos
estavam divididos. A saída veio rápida, e inesperada, a despeito de não
ser de todo inusitada. O único consenso possível foi antecipar a
maioridade política do menino Pedro, que na época contava apenas
catorze anos. (...). Por isso preparou-se um golpe, o golpe da maioridade,
e o maior ritual público que o Brasil já conheceu”. 
(Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling. Brasil: Uma biografia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 266.)
Assinale a alternativa correta que contenha o contexto em que ocorreu
o golpe a que o texto se refere. 
a) A antecipação da maioridade do imperador demonstrou a
incapacidade política das elites brasileiras, reunidas no partido
conservador, em gerenciar o país; daí a necessidade de recorrer à
figura de D. Pedro, ainda menino, para solucionar o problema. 
b) O golpe da maioridade foi a resposta dos Conservadores às reformas
promovidas pelos Liberais, o que reforçou o clima de instabilidade
política vivida no país e acentuou a crise política, só superada, por sua
vez, com a proclamação da República. 
c) Diante das várias rebeliões regenciais, dos projetos republicanos e
da radicalização da situação, reforçou-se uma saída simbólica,
sustentada em um regime monárquico de governo, em que só o
monarca poderia garantir a unidade nacional. 
d) Diante das pressões políticas, da crise econômica e das insatisfações
sociais, a maioridade de D. Pedro foi a saída encontrada pela família
imperial, à revelia do Congresso, para se manter a unidade nacional
e o poder das elites agrárias nacionais. 
e) Venerado pelas camadas populares, D. Pedro II usou de sua popula -
ridade para angariar apoio à sua ascensão ao poder, mesmo que,
para isso, tenha mergulhado o país em uma instabilidade política que
só seria superada com a Lei Áurea. 
RESOLUÇÃO: 
Embora organizado pelos liberais como uma manobra para reas -
sumir o poder, o Golpe da Maioridade acabou sendo aceito
também pelos conservadores como uma saída para a crise
regencial, pois daria ao País um símbolo da unidade nacional, na
figura do imperador-menino alçado à chefia do Estado. Apesar de
seu defeito inicial (uma solução extraconstitucional), o Segundo
Reinado conseguiu superar as rebeliões do período, consolidando
a ordem monárquico-aristocrático-latifundiário-escravista. 
Resposta: C
– 17
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18 –
4. (FGV) – Sobre a regência do paulista Diogo Antônio Feijó, entre 1835
e 1837, é correto afirmar que 
a) o regente conseguiu vencer a eleição devido ao apoio recebido dos
produtores de algodão do Nordeste, classe emergente nos anos
1830, o que possibilitou o combate às rebeliões regenciais e o início
do processo de centralização político-administrativa. 
b) o apoio inicial que Feijó recebeude todas as forças políticas do
Império foi, progressivamente, sendo corroído porque o regente
eleito mostrou simpatia pelo projeto político da Balaiada, que
defendia uma Monarquia baseada no voto universal. 
c) a opção de Feijó em negociar com os farroupilhas e com a liderança
popular da Cabanagem provocou forte reação dos grupos mais
conservadores, especialmente do Partido Conservador, que
organizaram a queda de Feijó por meio de um golpe de Estado. 
d) o isolamento político do regente Feijó, que provocou a sua renúncia
do mandato, relacionou-se com a sua incapacidade de conter as
rebeliões que se espalhavam por várias províncias do Império e com
a vitória eleitoral do grupo regressista. 
e) as condições econômicas brasileiras foram se deteriorando durante
a década de 1830 e provocaram um forte desgaste da regência de
Feijó, que renunciou ao cargo depois de um acordo para uma
reforma constitucional. 
RESOLUÇÃO: 
Em 1835, Feijó foi eleito regente uno do Império por voto censitário
direto, para um mandato de quatro anos. Entretanto, não tendo
conseguido debelar a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul
nem a Cabanagem no Pará (ambas irrompidas em 1835), sofrendo
forte oposição dos regressistas/conservadores e perdendo o apoio
da maioria na Câmara dos Deputados (além de problemas com sua
saúde), acabou renunciando em 1837. 
Resposta: D
5. (UNICAMP) – O escritor José de Alencar relata como ocorriam as
reuniões do Clube da Maioridade, realizadas na casa de seu pai em
1840. Discutia-se nessas ocasiões a antecipação da maioridade do
imperador D. Pedro II, então com apenas 14 anos, para que ele pudesse
assumir o trono antes do tempo determinado pela Constituição. No fim
da vida, José de Alencar rememora os episódios de sua infância e chega
a uma surpreendente conclusão: os políticos que frequentavam sua casa
na ocasião iam lá não porque estavam pensando no futuro do país, mas
apenas para devorar tabletes e bombons de chocolate. Conforme o
relato do escritor, os membros do Clube da Maioridade, discutindo altos
assuntos na sala de sua casa, pareciam realmente gente séria e
preocupada com os destinos do Brasil, até que chegava a hora do
chocolate. Para Alencar, a discussão política no Brasil se resumia a um
“devorar de chocolate”, isto é, cada um defendia apenas seus
interesses particulares e nada mais. 
(Adaptado de Daniel Pinha Silva, “O império do chocolate”, em 
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/leituras/o-imperio-
dochocolate. Acessado em 01/08/2016.) 
Sobre o Golpe da Maioridade e a visão de José de Alencar a esse
respeito, é correto afirmar que: 
a) O golpe foi uma manobra das elites políticas, que criaram uma forma
de alterar a Constituição e contemplar os seus interesses durante o
período regencial, fato criticado por Alencar ao fazer uma anedota
com o chocolate. 
b) Ao entregar o poder a um jovem de 14 anos, alegando ser maior de
18, os políticos do Império manifestavam uma ousada visão política
para evitar a influência da Inglaterra nos assuntos brasileiros,
preservando seus interesses como donos de escravos. 
c) O golpe foi uma resposta dos conservadores às propostas liberais
que pretendiam estabelecer a República no país, e Alencar apontou
uma prática política dos parlamentares que é recorrente na história
do país. 
d) José de Alencar expressou sua decepção com os políticos e, ao
registrar sua visão sobre o Clube da Maioridade, o escritor contribuiu
para inibir procedimentos semelhantes durante o Império, as -
segurando uma transição pacífica e legal para a República, em 1889. 
RESOLUÇÃO:
O Golpe da Maioridade, ainda que engendrado pelos liberais, não
sofreu oposição dos conservadores, visto que foi entendido como
uma solução para a crise regencial, na qual as rebeliões provinciais
– populares ou não – representavam um risco para a integridade do
Império e para a preservação da ordem monárquico-aristocrático-
latifundiário-escravista, cuja manutenção interessava tanto aos
políticos liberais como aos conservadores. 
Resposta: A
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1. (UERJ-Adaptado) – “Em nome do povo do Rio Grande, depus o
governador e entreguei o governo ao seu substituto legal. E em nome
do Rio Grande do Sul, digo que nesta província extrema, afastada da
Corte, não toleramos imposições humilhantes. O Rio Grande é a
sentinela do Brasil que olha vigilante o Rio da Prata. Não pode e nem
deve ser oprimido pelo despotismo. Exigimos que o governo imperial
nos dê um governador de nossa confiança, que olhe pelos nossos
interesses, ou, com a espada na mão, saberemos morrer com honra, ou
viver com liberdade.”
(Carta escrita em 1835 por Bento Gonçalves, líder farroupilha, ao
Regente Feijó. S. J. Pesavento. A Revolução Farroupilha. São Paulo:
Brasiliense, 1990. Adaptado.)
“Rio-grandenses! Tenho o prazer de anunciar-vos que a guerra civil que
por mais de nove anos devastou esta bela província está terminada. Os
irmãos contra quem combatíamos estão hoje congratulados conosco e
já obedecem ao legítimo governo do Império do Brasil. União e
tranquilidade sejam de hoje em diante nossa divisa. Viva a Religião! Viva
o Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil! Viva a
integridade do Império!”
Proclamação feita pelo Barão de Caxias em 1845, ao término da
Revolução Farroupilha.
(A. B. de Souza. Duque de Caxias: o homem por trás do monumento.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. Adaptado.)
A consolidação do Império do Brasil, entre as décadas de 1830 e 1850,
significou a vitória de determinado projeto político e também o combate
a determinadas propostas, como as defendidas pelos que lutaram na
Revolução Farroupilha.
a) Aponte uma das propostas dos líderes farroupilhas.
b) Explique por que esse movimento foi considerado ameaçador pelos
dirigentes do Império do Brasil.
RESOLUÇÃO:
a) – Exigência de maior autonomia para as províncias.
– Revisão da política tributária imperial relativa ao charque sulino.
– Criação de uma república independente.
b) O federalismo dos farroupilhas, presente no início de sua
rebelião, já constituía por si só uma ameaça à estrutura
centralizadora e unitária do Império. Essa ameaça tornou-se
ainda mais grave quando o movimento revolucionário evoluiu
para o republicanismo separatista, pondo em risco a integridade
territorial do país.
2. (FGV) – Sobre as revoltas no Brasil na primeira metade do século
XIX, é correto afirmar:
a) A Balaiada (1838-1840) manteve-se, até o final, dirigida pelas elites
maranhenses.
b) A Cabanagem (1835-1840) e a Sabinada (1837-1838) foram revoltas
restauradoras.
c) A Revolta dos Malês (1835), em Salvador, é um exemplo de revolta
popular.
d) A revolta dos Cabanos (1832-1835) foi uma revolta iniciada por
populares e depois dirigida por restauradores.
e) Todas as revoltas tinham como motivação a revogação da Lei de
Terras e o livre acesso à propriedade fundiária.
RESOLUÇÃO: 
Gabarito oficial. A Revolta dos Malês, que congregou escravos
islamizados originários do Golfo da Guiné e de etnia sudanesa,
tentou reproduzir em Salvador o exemplo do Haiti, cujos escravos
criaram um Estado negro independente. Considerando que os
escravos constituíam o estrato mais baixo da sociedade brasileira
de então, é possível caracterizar o movimento dos malês como
uma rebelião “popular”. Todavia, causa estranheza a menção feita
– aliás corretamente – pelo examinador à pouco conhecida Guerra
dos Cabanos ou Cabanada (não confundir com a “Cabanagem”,
ocorrida no Pará em 1835-40 e muito mais notória), irrompida em
Pernambuco em 1832-35, na qual setores humildes da população
rural foram induzidos a reivindicar a volta de D. Pedro I ao Brasil.
Resposta: C
3. (UNESP) – A Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 na Bahia, contou
com ampla participação popular e defendeu, entre outras propostas, 
a) a rejeição ao catolicismo e a construção deuma ordem islâmica. 
b) a manutenção da escravidão de africanos e a ampliação da
escravização de indígenas. 
c) o retorno de D. Pedro I e o restabelecimento da monarquia
absolutista. 
d) a ampliação das relações diplomáticas e comerciais com os países
africanos. 
e) o reconhecimento dos direitos e deveres de todo cidadão brasileiro. 
RESOLUÇÃO:
Os “malês” eram escravos africanos pertencentes ao grande grupo
conhecido genericamente como sudanês, originários do Golfo da
Guiné e fortemente influenciados pela ação islamizante dos
mercadores transaarianos. Essa vertente religiosa influenciou a
revolta de 1835, no sentido de criar na Bahia um Estado negro
islamizado. Outra influência que não pode ser desprezada proveio
do exemplo proporcionado pela independência do Haiti. 
Resposta: A
MÓDULO 29
AS REBELIÕES REGENCIAIS
– 19
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 19
20 –
4. (MACKENZIE) – “... esses males, nós os temos suportado em
comum com as outras Províncias da União Brasileira (...). Para que
lançássemos mãos das armas foi preciso a concorrência de outras
causas (...) que nos dizem respeito(...) e que nos trouxeram íntima
convicção da impossibilidade de avançarmos na carreira da Civilização e
prosperidade sujeitos a um governo que há formado o projeto iníquo de
nos submeter à mais abjeta escravidão(...).” 
O trecho do Manifesto Farroupilha de 1838, referia-se ao 
a) fortalecimento do poder central nas mãos da elite latifundiária,
ligados ao setor exportador, impedindo assim a participação política
das camadas médias urbanas, sobretudo dos militares. 
b) estabelecimento de tarifas alfandegárias favoráveis aos interesses
dos estanceiros gaúchos e charqueadores e maior autonomia aos
governos provinciais. 
c) desejo de um governo federalista capaz de limitar o anseio e efetiva
participação das classes populares e ampliar o poder dos grandes
proprietários de escravos junto ao governo. 
d) anseio autonomista das diversas províncias do país e eliminação do
regime de produção escravista, vigente também no sul do país, para
tentar dinamizar o mercado consumidor nacional. 
e) repúdio à política centralizadora do governo imperial, assim como às
demais rebeliões populares que assolavam o país, defendendo
reformas sociais e a adesão a um regime unitarista.
RESOLUÇÃO:
O manifesto citado visava reiterar os motivos que levaram
estancieiros e charqueadores gaúchos a iniciar a Revolução
Farroupilha em 1835 e a proclamar a independência do Rio Grande
do Sul em 1836: os anseios federalistas, contrários ao centralismo
imperial imposto pela Constituição de 1824; e a questão do charque
rio-grandense, cuja taxação era superior à cobrada sobre o produto
importado do Uruguai. 
Resposta: B
5. (FATEC) – Leia o texto. 
“Em abril de 1831, Dom Pedro I abdicou ao trono do Brasil em favor de
seu filho, Dom Pedro de Alcântara que tinha, então, cinco anos de idade.
Uma Regência foi criada para governar até que Dom Pedro II, como
ficaria conhecido, atingisse a maioridade e pudesse ser coroado.”
Durante o Período Regencial, a política brasileira foi marcada 
a) pela intensificação da política expansionista do regente Feijó, que
acentuou os conflitos internacionais no Cone Sul (Guerras da Cispla -
tina e do Paraguai), e pelo aumento progressivo da dívida externa
brasileira. 
b) pela fragmentação do Império, marcada pela perda de territórios
fronteiriços (Província Cisplatina, Amazônia Colombiana) nos comba -
tes com as tropas de Simón Bolívar e José de San Martín. 
c) pelo pacto federativo, conduzido pelo jovem imperador, que
favoreceu as demandas dos regionalistas, concedendo autonomia
administrativa às províncias. 
d) pela promulgação da primeira Constituição do Império, que sofreu
forte resistência das elites regionais por seu caráter centralizador,
pela criação do poder Moderador e pela extensão do direito de voto
aos analfabetos. 
e) pela criação das Assembleias Legislativas Provinciais e pela eclosão
de rebeliões em diversas províncias, sendo algumas de caráter
popular (como a Cabanagem) e outras comandadas pelas elites
regionais (caso da Guerra dos Farrapos). 
RESOLUÇÃO:
Alternativa aborda dois aspectos relevantes do Período Regencial
(1831-40). Um, de caráter político-institucional, foi a promulgação
do Ato Adicional de 1834 que, além de criar as Assembleias
Legislativas Provinciais, implantou a Regência Una eleita por voto
direto, criou o Município Neutro do Rio de Janeiro e extinguiu o
Conselho de Estado. Outro, de caráter político-social, foram as
numerosas rebeliões do período, motivadas por aspirações
federalistas ou expressando reivindicações de grupos sociais
aristocráticos ou populares, conforme o caso. 
Resposta: E
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1. “Morreu no dia 2 de fevereiro de 1848 o grande patriota desembar -
gador Joaquim Nunes Machado defendendo as liberdades pátrias
postergadas pela política do Segundo Império.”
(Homenagem do povo pernambucano em 3 de fevereiro de 1998.)
O texto acima é de uma placa comemorativa ao sesquicentenário 
(150 anos) da morte de Joaquim Nunes Machado. Com base nele,
responda:
a) O homenageado pela placa fez parte de qual movimento
pernambucano?
b) Mencione duas reivindicações do movimento em questão.
c) Quais foram as ideias que o influenciaram?
RESOLUÇÃO:
a) Revolução Praieira de 1848.
b) Voto livre e universal e extinção do Poder Moderador.
c) Liberalismo, nacionalismo, republicanismo, socialismo utópico.
2.
Xilogravura, 1869. O indígena, representando 
o Império, coroa com louros o monarca.
“Com seu manto real em verde e amarelo, as cores da casa dos
Habsburgo e Bragança, mas que lembravam também os tons da
natureza do “Novo Mundo”, cravejado de estrelas representando o
Cruzeiro do Sul e, finalmente, com o cabeção de penas de papo de
tucano em volta do pescoço. D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil.
O monarca jamais foi tão tropical. Entre muitos ramos de café e tabaco,
coroado como um César em meio a coqueiros e paineiras, D. Pedro
transformava-se em sinônimo da nacionalidade.”
(L. M. Schwarcz. As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca
nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras. 1998. Adaptado).
No Segundo Reinado, a Monarquia brasileira recorreu ao simbolismo de
determinadas figuras e alegorias. A análise da imagem e do texto revela
que o objetivo de tal estratégia era
a) exaltar o modelo absolutista e despótico.
b) valorizar a mestiçagem africana e nativa.
c) reduzir a participação democrática e popular.
d) mobilizar o sentimento patriótico e antilusitano.
e) obscurecer a origem portuguesa e colonizadora.
RESOLUÇÃO:
De acordo com a autora, a ambientação tropical e americanista da
gravura tinha como objetivo reforçar o apoio da população
brasileira à Monarquia sob uma perspectiva nacionalista, afastando
ou ao menos minimizando eventuais conotações com o Velho
Mundo e seu legado colonialista.
Resposta: E
MÓDULO 30
POLÍTICA INTERNA DO SEGUNDO REINADO
– 21
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 21
22 –
3. (Adaptado) –
(F. R. Moreaux. Proclamação da Independência. 
Disponível em: <www.tvbrasil.org.br.>. Acesso em: 14 jun. 2010.)
Retrato de D. Pedro II por Marc Ferrez.
As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir
determinadas representações políticas acerca dos dois monarcas e seus
contextos de atuação. A ideia que cada imagem evoca é, respectivamente,
a) Habilidade militar – riqueza pessoal.
b) Liderança popular – estabilidade política.
c) Instabilidade econômica – herança europeia.
d) Isolamento político – centralização do poder.
e) Nacionalismo exacerbado – inovação administrativa.
RESOLUÇÃO:
O primeiro quadro, pintado no Segundo Reinado (1844), quando o
Brasil já superara as vicissitudes do Primeiro Reinado e caminhava
para aestabilidade política, mostra D. Pedro I rodeado e apoiado
pelo povo – situação que se desfaria poucos anos após a
Proclamação da Independência. A segunda ilustração, que retrata
D. Pedro II sereno e respeitável, pode ser interpretada como uma
alusão à aparente estabilidade do Império, nos anos que
antecederam a queda da Monarquia.
Resposta: B
4. (MACKENZIE) – “Como resultado desse mecanismo, houve, em
um governo de cinquenta anos, a sucessão de 36 gabinetes, com a
média de um ano e três meses de duração para cada um. 
Tratava-se de um sistema flexível que permitia o rodízio dos dois
principais partidos no governo, sem maiores traumas. Para quem
estivesse na oposição, havia sempre a esperança de ser chamado a
governar. Assim, o recurso às armas se tornou desnecessário.”
(Boris Fausto. História do Brasil. 13ª ed. São Paulo: EDUSP, 2008, 
p. 179-180.)
O texto refere-se
a) à República Oligárquica, na qual o revezamento político das oligar -
quias paulista e mineira, no plano federal, consolidou os interesses
da elite agroexportadora.
b) ao sistema bipartidário do Regime Militar no Brasil, que criou
mecanismos fraudulentos de eleições e suprimiu as liberdades
individuais dos cidadãos.
c) às divisões políticas e partidárias da República Populista, com os
embates entre os “nacionalistas” e os “entreguistas”, no tocante à
condução da política econômica.
d) ao sistema político vigente no Segundo Reinado, que fortaleceu a
figura do monarca e consolidou a ordem aristocrático-latifundiário-
escravista imperial.
e) aos mecanismos de poder existentes na Era Vargas, que permitiram
o fortalecimento do presidente por meio da alternância no poder dos
grupos políti cos aliados a ele.
RESOLUÇÃO:
No plano político, o Segundo Reinado caracterizou-se pelo papel
decisivo do imperador (detentor do Poder Moderador, situado
constitucionalmente acima do Legislativo, Executivo e Judiciário)
na formação do Ministério (ou Conselho de Ministros) responsável
pelo governo do País. A criação do cargo de presidente do
Conselho de Ministros (primeiro-ministro), em 1847, significou uma
tentativa frustrada de reduzir a influência do monarca no processo
político. Na verdade, o que se viu foi a consolidação dessa
influência por meio do “parlamentarismo às avessas”: o imperador
nomeava o primeiro-ministro, que organizava o Ministério e, por
meio de eleições manipuladas, alcançava na Câmara dos
Deputados uma maioria que o confirmava no cargo. Esse
mecanismo satisfazia os políticos da época porque permitia a
alternância de liberais e conservadores no poder.
Resposta: D
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5.
(L. M. Schwarcz. As barbas do imperador. D. Pedro II, um monarca
nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. Adaptado.)
Essas imagens de D. Pedro II foram feitas no início dos anos de 1850,
pouco mais de uma década após o Golpe da Maioridade. Considerando
o contexto histórico em que foram produzidas e os elementos
simbólicos destacados, essas imagens representavam um
a) jovem maduro que agiria de forma irresponsável.
b) imperador adulto que governaria segundo as leis.
c) líder guerreiro que comandaria as vitórias militares.
d) soberano religioso que acataria a autoridade papal.
e) monarca absolutista que exerceria seu autoritarismo.
RESOLUÇÃO:
As ilustrações de D. Pedro II, retratado no início do Segundo
Reinado – portanto após um prolongado período de agitações e
lutas internas, procuravam construir a imagem de um monarca
equilibrado, seguro e respeitador das leis; ou seja, o governante
ideal para o momento vivido pelo Brasil. Observe-se que a
indumentária do imperador nas gravuras apresentadas relaciona-se
com sua posição hierárquica de chefe de Estado.
Resposta: B
1. (FUVEST) – O café passou a ser o produto das grandes fazendas
doadas em sesmarias, enquanto a corte portuguesa residia no Rio de
Janeiro. Na verdade, o café foi a salvação da aristocracia colonial. Foi
também a salvação da corte imperial cambaleante, que, assediada por
rebeliões regenciais e duramente pressionada a pagar pelas burocracias
civil e militar necessárias para consolidar o Estado, foi resgatada pelas
receitas do café que afluíam para a alfândega do Rio de Janeiro. Caso
as condições de cultivo tivessem sido mais favoráveis ao café nas
distantes e rebeldes cidades do Recife, Porto Alegre ou São Luís, seriam
geradas forças centrífugas que teriam dividido o Brasil. 
(Warren Dean, A ferro e fogo. A história e a devastação da Mata
Atlântica brasileira, 1996. Adaptado.)
A partir do texto, 
a) indique a localização geográfica da cultura do café no Império do
Brasil, mencionando qual foi sua maior zona produtora;
b) caracterize a economia das províncias que, entre 1835 e 1845,
rebelaram-se contra o poder central do Império. 
RESOLUÇÃO: 
a) Durante o Império Brasileiro, a cafeicultura desenvolveu-se na
Região Sudeste, concentrando-se no Vale do Paraíba fluminense
e paulista (incluindo o sul de Minas Gerais) e no chamado
“Oeste Paulista”, correspondente à área central da Província de
São Paulo. Esta última foi o principal centro produtor da época,
graças a diversos fatores, tais como a fertilidade do solo, o pre -
domínio do trabalho livre e a expansão do transporte ferroviário.
b) Bahia (Revolta dos Malês/1835 e Sabinada/1837- 38): agricultura
da cana-de-açúcar e do tabaco, apoiada no trabalho escravo, e
pecuária no Vale do São Francisco. 
Pará (Cabanagem/1835-40): extrativismo vegetal. 
Rio Grande do Sul (Farroupilha/1835-45): pecuária, com
predomínio da mão de obra livre. 
Maranhão (Balaiada/1838-41): agricultura do algodão e pecuá ria. 
São Paulo e Minas Gerais (Revoluções Liberais de 1842): policul -
tura, com predomínio da cana-de-açúcar em São Paulo e da
produção de subsistência em Minas Gerais.
MÓDULO 31
EXPANSÃO CAFEEIRA E IMIGRAÇÃO EUROPEIA
– 23
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24 –
2. (UNESP) – “Os colonos que emigram, recebendo dinheiro
adiantado, tornam-se, pois, desde o começo, uma simples propriedade
de Vergueiro & Cia. E em virtude do espírito de ganância, para não dizer
mais, que anima numerosos senhores de escravos, e também da
ausência de direitos em que costumam viver esses colonos na província
de São Paulo, só lhes resta conformarem-se com a ideia de que são
tratados como simples mercadorias ou como escravos.”
(Thomas Davatz. Memórias de um colono no Brasil (1850), 1941.)
O texto aponta problemas enfrentados por imigrantes europeus que
vieram ao Brasil para
a) trabalhar nas primeiras fábricas, implantadas na região Sudeste do
país, para reduzir a dependência brasileira de manufaturados
ingleses.
b) substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café e ca-
na-de-açúcar, após a decretação do fim da escravidão pela lei Áurea.
c) trabalhar no sistema de parceria, estando submetidos ao poder
político e econômico de fazendeiros habituados à exploração da mão
de obra escrava.
d) substituir a mão de obra indígena na agricultura e na pecuária, pois
os nativos eram refratários aos trabalhos que exigiam sua
sedentarização.
e) trabalhar no sistema de colonato, durante o período da grande
imigração, e se estabeleceram nas fazendas de café do Vale do
Paraíba e litoral do Rio de Janeiro.
RESOLUÇÃO:
O sistema de parceria foi inaugurado no Brasil pelo senador
Nicolau de Campos Vergueiro, com o objetivo de suprir, com mão
de obra europeia (imigrantes suíço-alemães), sua fazenda de café
no Oeste
Paulista – ameaçadas pela crise do tráfico negreiro desencadeada
em 1845 pela promulgação do Bill Aberdeen. Como os colonos
tinham suas despesas com passagens e instalação adiantadas pelo
contratador, além de adquirirem suprimentos para sua manuten -
ção por preços superfaturados, tornavam-se na realidade devedo -
res permanentes do fazendeiro, e por isso reduzidos a condições
análogas à escravidão.Resposta: C
3. (MACKENZIE) – Atraídos pela possibilidade de acesso às terras e
pressionados pelos graves problemas econômicos e sociais que
assolavam a Europa, em meados do século XIX, milhares de imigrantes
vieram para o continente americano. O governo brasileiro e o norte-ame -
ricano passaram a se posicionar com relação à posse de terras,
promulgando leis, a saber: A Lei de Terras (1850), no Brasil, e o
Homestead Act (1862), nos Estados Unidos. O paralelo que podemos
identificar entre eles é que
I. o governo norte-americano, para atrair imigrantes, decretou o
Homestead Act, que definia a posse de uma propriedade com 160
acres a quem a cultivasse por cinco anos. Já a lei nacional passou a
proibir a aquisição de terras públicas a não ser por compra,
dificultando a formação de pequenas propriedades.
II. a Lei de Terras esteve estreitamente ligada à Lei Eusébio de Queirós,
que proibiu o tráfico de escravos para o Brasil, pois a aquisição de
terras só era possível por meio da compra, o que mantinha os
trabalhadores livres sob o domínio dos grandes proprietários. Nos
EUA, o presidente Lincoln, apesar da oposição dos proprietários do
Sul do país, aprovou a lei relacionada à posse de terras a fim de
desenvolver e ocupar a região Oeste do país.
III. essas legislações relativas ao direito à terra tinham, nos dois casos,
a finalidade de atrair os imigrantes europeus, tendo em vista a
preocupação de aprimorar a questão racial nas Américas, com a
vinda de mais homens brancos, além de os mesmos estarem
preparados para o trabalho especializado nas indústrias.
Assinale
a) se apenas I estiver correta.
b) se apenas II estiver correta.
c) se apenas III estiver correta.
d) se apenas I e II estiverem corretas.
e) se apenas II e III estiverem corretas.
RESOLUÇÃO:
A afirmação III é falsa porque os dispositivos da Lei de Terras não
constituíam atrativos para os imigrantes europeus. Ademais, nem a
Lei de Terras nem o Homestead Act tinham como objetivo atrair mão
de obra para a indústria, a qual, no Brasil, era quase inexistente.
Obs.: Em 1862, quando o Homestead Act foi aprovado, os Estados
Unidos estavam envolvidos na Guerra Civil (1861-65), o que
tornava irrelevante a posição dos sulistas em relação àquela lei,
promulgada pelo Congresso nortista.
Resposta: D
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4. 
BROCOS, R. A redenção de Cam. 1895. Disponível em:
http://mnba.gov.br, Acesso em: 13 jan. 2013. 
Na imagem, o autor procura representar as diferentes gerações de uma
família associada a uma noção consagrada pelas elites intelectuais da
época, que era a de
a) defesa da democracia racial. 
b) idealização do universo rural. 
c) crise dos valores republicanos. 
d) constatação do atraso sertanejo. 
e) embranquecimento da população. 
RESOLUÇÃO:
A tela em questão mostra três gerações sucessivas a partir de uma
mulher negra, passando por sua filha mestiça e concluindo-se com
uma criança branca – o que pressupõe a participação de dois
homens brancos (dos quais apenas um é mostrado no quadro).
Esse processo de “branqueamento” relativamente frequente na
sociedade brasileira, reflete certa ascensão social, tendo em vista
o racismo predominante na época e ainda presente nos dias de
hoje. O título da obra – A redenção de Cam – remete à passagem
bíblica em que Cam é amaldiçoado por seu pai Noé, sendo a cor
negra (indicativa da condição de escravos) a marca da maldição
atribuída aos descendentes do filho de Noé. 
Resposta: E
5. (PUC) – “Um estudo comparativo do Homestead Act de 1862, que
regulamentou a política de terras nos Estados Unidos, e a Lei de Terras
de 1850 no Brasil dá margem a que se analise a relação entre a política
de mão de obra e a política de terras em duas áreas em que o
desenvolvimento do capitalismo assumiu formas diferentes e conduziu
a políticas opostas.” 
(Emília Viotti da COSTA. Da Monarquia à República. Momentos
decisivos. São Paulo: UNESP, p. 170.) 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre as
definições legais e os seus desdobramentos: 
a) No Brasil, a Lei de 1850 acelerou a imigração, garantindo ao trabalha -
dor livre a propriedade das terras devolutas a partir da posse, e as
condições para a expansão para o Oeste Paulista, com base na
pequena propriedade; nos Estados Unidos, o Homestead Act
também criou a cultura da pequena propriedade ao distribuir as terras
indígenas aos imigrantes que as ocupassem. 
b) A Lei de terras dos EUA determinou que a propriedade das grandes
extensões de terra do Oeste fosse obtida por meio da compra, o
que dificultou a obtenção delas pelos imigrantes; no Brasil, a Lei de
1850 garantiu a propriedade da terra a todos os que tomassem
posse e reivindicassem um lote, impulsionando a marcha para o
Oeste e a cultura da pequena propriedade. 
c) Nos EUA o Homestead Act criou uma cultura da grande propriedade
no Oeste ao distribuir as terras indígenas aos proprietários
escravistas do Sul; no Brasil, a Lei de Terras desestimulou a
imigração e as condições para a expansão da grande propriedade no
Oeste Paulista. 
d) A Lei brasileira determinou que a propriedade de lotes fosse obtida
por meio de compra, não mais por posse, o que dificultou a obtenção
de terra pelos imigrantes e trabalhadores livres; nos Estados Unidos,
o Homestead Act garantia a propriedade da terra a todos os que
desejassem nela se instalar, impulsionando a cultura da pequena
propriedade. 
RESOLUÇÃO:
O Homestead Act (“Lei de Fixação do Lar”, em tradução livre)
visava proporcionar, aos pioneiros que participavam da “Marcha
para o Oeste”, terras gratuitas que lhes assegurassem a
propriedade fundiária nas terras de além-Mississípi; esse projeto
apreciava a distribuição das áreas cultiváveis em pequenas
propriedades, o que criaria uma certa homogeneidade social. Já a
Lei de Terras, ao proibir a aquisição fundiária por qualquer outro
meio que não a compra, mantinha no Brasil a concentração
fundiária herdada do Período Colonial, preservando a supremacia
econômica, social e política da aristocracia rural. 
Resposta: D
– 25
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26 –
1. (UERJ – Adaptado) –
Scielo.br
O anúncio exemplifica uma prática que se tornou comum na imprensa brasileira no século XIX: a divulgação de oferta de recompensas por escravos
fugidos. Tal prática possibilita situar a importância dessa mão de obra em diversas atividades econômicas. A partir das informações do anúncio
a) Identifique duas características da condição de vida dos escravos, no Brasil, naquele momento. 
b) Indique a principal transformação no mercado de compra e venda de escravos ocorrida em 1850 que justifique o pagamento de uma recompensa.
RESOLUÇÃO:
a) Duas das características:
• precariedade nas condições de saúde
• principal mão de obra em fazendas e núcleos urbanos
• situação jurídica subordinada ao poder de seu proprietário
• ausência de cidadania de acordo com a Constituição de 1824
• alimentação, vestimentas e habitação custeadas e controladas por seus proprietários
• mão de obra para diversos ofícios, tanto em atividades domésticas quanto em outras, como encadernador.
b) Principal transformação: proibição do tráfico intercontinental de escravos (Lei Eusébio de Queirós).
MÓDULO 32
CRISE DO ESCRAVISMO, INDÚSTRIA E URBANIZAÇÃO
Anda fugido, desde o dia 18 de outubro de 1854, o
escravo crioulo de nome FORTUNATO, de 20 e
tantos anos de idade, com falta de dentes na frente,
com pouca ou nenhuma barba, baixo, reforçado, e
picado de bexigas que teve há poucos anos, é
muito pachola, mal encarado, fala apressado e com
a boca cheia olhando para o chão; costuma às vezes
andar calçado intitulando-se forro, e dizendo
chamar-se Fortunato Lopes da Silva. Sabe cozinhar,
trabalhar de encadernador, e entende de plantações
da roça, donde é natural. Quem o prender, entregar
à prisão, e avisarna Corte ao seu senhor Eduardo
Laemmert, rua da Quitanda n.o 77, receberá 50$000
de gratificação.
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2. (FUVEST) – Examine a seguinte tabela:
(Dados extraídos de Emília Viotti da Costa.
Da senzala à colônia. São Paulo: Unesp, 1998.)
A tabela apresenta dados que podem ser explicados
a) pela lei promulgada em 1831, que reduziu os impostos sobre os
escravos importados da África para o Brasil.
b) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras, em
meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil.
c) pela renovação, em 1844, do tratado de 1825 com a Inglaterra, que
abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e Angola.
d) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da ex -
pansão cafeeira, a despeito da promul gação do Bill Aberdeen.
e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada de
escravos africanos no Brasil e tributou o tráfico interno.
RESOLUÇÃO:
Em 1845, por meio do Bill Aberdeen, o Parlamento Britânico pror -
rogou por conta própria o direito de navios ingleses interceptarem
barcos que fizessem o tráfico de escravos da África para o Brasil –
direito esse que o governo brasi leiro se recusara a renovar. Não
obstante, a demanda de mão de obra escrava na cafeicultura
brasileira era tão grande que, conforme a tabela comprova, a
entrada de africanos continuou a crescer, apesar das pressões
inglesas, até ser interrompida pela Lei Eusébio de Queirós, em
1850.
Obs.: O número redondo apresentado na tabela para o ano de 1848
constitui, obviamente, uma estimativa.
Resposta: D
3. (FGV) – “Visando elevar a renda do Estado, em um momento de
consolidação do sistema imperial, o liberalismo alfandegário foi
abandonado em prol do protecionismo. O ministro da Fazenda tinha em
mente aumentar a carga fiscal, aspecto que foi bem recebido pela
Câmara. A nova lei estabeleceu que os tributos sobre os produtos de
importação subiriam de 15% para 30% (caso não houvesse similar
nacional) ou 60% (caso o artigo também fosse produzido no País).”
(Rubim Santos Leão Aquino et alii.
Sociedade Brasileira: uma História Através dos Movimentos Sociais.)
No contexto do Brasil Império, o trecho refere-se
a) à Lei de Terras. 
b) à Tarifa Alves Branco.
c) ao Bill Aberdeen. 
d) à Lei Eusébio de Queiros.
e) ao reconhecimento da Independência.
RESOLUÇÃO:
A Tarifa Alves Branco, de 1844, foi posta em vigor com objetivos
fiscalistas (aumentar a arrecadação do Estado Brasileiro). Mas,
combinada com os efeitos da Lei Eusébio de Queirós (liberação de
capitais até então investidos no tráfico negreiro), de 1850, produziu
também resultados protecionistas, favorecendo o surto industrial
que seria liderado por Mauá.
Resposta: B
4. (ALBERT EINSTEIN) – “Na sua condição de propriedade, o escravo
é uma coisa, um bem objetivo. (...) Daí ter sido usual a prática de marcar
o escravo com ferro em brasa como se ferra o gado. Os negros eram
marcados já na África, antes do embarque, e o mesmo se fazia no Brasil,
até no final da escravidão. (...) Seu comportamento e sua consciência
teriam de transcender a condição de coisa possuída no relacionamento
com o senhor e com os homens livres em geral. E transcendiam, antes
de tudo, pelo ato criminoso. O primeiro ato humano do escravo é o
crime, desde o atentado contra o senhor à fuga do cativeiro. Em
contrapartida, ao reconhecer a responsabilidade penal dos escravos, a
sociedade escravista os reconhecia como homens: além de incluí-los
no direito das coisas, submetia-os à legislação penal.”
(Jacob Gorender. O escravismo colonial. São Paulo:
Ática, 1992, p. 62-63.)
O texto indica
a) a ambiguidade no reconhecimento, pela sociedade colonial e imperial
brasileira, da condição dos africanos escravizados, que se manifes -
tava sobretudo diante de algumas formas de resistência à
exploração.
b) a precocidade da legislação brasileira contra crimes hediondos e
contra o desrespeito, pelos africanos escravizados, às obrigações e
deveres de todo trabalhador rural.
c) o reconhecimento, pelos governantes brasileiros na colônia e no
império, da necessidade de mediar e controlar as relações dos proprie -
tários rurais com o amplo contingente de africanos escravizados.
d) o descumprimento, pelos senhores de escravos no Brasil colonial e
imperial, das leis que regulavam o trabalho compulsório e que
impediam a aplicação da pena de morte aos africanos escravizados.
Ano N.o de escravos que entraram no Brasil
1845 19.453
1846 50.325
1847 56.172
1848 60.000
– 27
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28 –
RESOLUÇÃO:
Embora, em suas origens, quando escambados e embarcados para
a América, os escravos africanos eram considerados “coisas” e
tratados como tal. Entretanto ao se inserirem na sociedade
brasileira, ainda que na mais ínfima categoria social, passavam à
condição de seres humanos, não apenas quando réus, conforme
mencionado no texto, mas também por sua participação em rituais
católicos como batismo e festividades religiosas – e até, em
determinados casos, como peticionários de ações judiciais.
Resposta: A
5. (FGV-Adaptado) – “No livro de crônicas Cidades Mortas, o escritor
Monteiro Lobato descreveu a situação de ricas cidades cafeicultoras do
Vale do Paraíba. Bananal, que chegou a ser a maior produtora de café da
província de São Paulo, tornou-se uma “cidade morta”, que vive do
esplendor do passado: hoje é em uma estância turístico-histórica,
mantendo poucas sedes rurais majestosas conservadas, como a da
Fazenda Resgate; a maioria, entretanto, está em ruínas. O fim da
escravidão foi o fim dos barões. E também o fim do Império.”
(Sheila de Castro Faria. Ciclo do café. In Luciano Figueiredo (org).
História do Brasil para ocupados, 2013, p.164)
Sobre a conclusão apresentada no texto, é correto afirmar que
a) a decadência econômica do vale do Paraíba tem fortes vínculos com
as periódicas crises internacionais que reduziam a demanda pelo
café, mas a causa central da derrocada do cultivo nessa região foi a
ação do Império ao combater a imigração.
b) o Centro-Sul, especialmente a região do vale do Paraíba, manteve
uma constante crítica à Monarquia, em razão da defesa que esta
fazia do federalismo, opondo-se ao centralismo político-adminis tra -
tivo, prejudicial aos negócios do café.
c) as divergências entre os cafeicultores do vale do Paraíba e a
liderança do Partido Conservador cristalizaram-se com o fim do
tráfico de escravos, culminando no rompimento definitivo por
ocasião da lei do Ventre Livre.
d) a posição antimonarquista dos cafeicultores do vale do Paraíba,
fundadores do Partido Republicano, resultou na imposição de me di -
das, por parte da elite imperial, prejudiciais a essa mesma elite, como
a proibição da entrada de imigrantes.
e) a decadência da produção cafeeira no vale do Paraíba, além de
relacionada com os problemas do solo, foi impulsionada pela abolição
da escravatura, o que levou os grandes proprietários de terra da
região a retirar seu apoio à Monarquia.
RESOLUÇÃO:
Comparativamente ao Oeste Paulista, polo dinâmico da
cafeicultura brasileira a partir de aproximadamente 1840, o Vale do
Paraíba (fluminense e paulista) estagnou e depois declinou sua
produção de café, em parte pelo esgotamento do solo, em parte
devido à opção pelo trabalho escravo (abastecido por meio do
tráfico interno procedente do Nordeste). A Lei Áurea, ao abolir a
escravatura sem indenizar os ex-proprietários de escravos, fez com
que esse segmento social retirasse seu apoio à monarquia,
acelerando a queda do Império.
Resposta: E 
 
1. (UERJ) – “A Guerra do Paraguai (1864-70) foi o conflito externo de
maior repercussão para os países envolvidos − Paraguai, Brasil, Argentina
e Uruguai −, quer quanto à mobilização e perda de homens, quer quanto
aos aspectos políticos e financeiros. Essa guerra foi,na verdade,
resultado do processo de construção dos Estados nacionais no Rio da
Prata e, ao mesmo tempo, marco de suas consolidações.”
(F. F. M. Doratioto. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai.
São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Adaptado.)
Os motivos que justificaram a Guerra do Paraguai, ou Guerra da Tríplice
Aliança, continuam gerando controvérsias cento e cinquenta anos depois.
Apresente dois motivos que expliquem essa guerra, tendo em vista as
disputas na região do Rio da Prata, durante a segunda metade do século
XIX.
RESOLUÇÃO:
— Interesse do Brasil em preservar sua hegemonia na Bacia Platina.
— Oposição do Brasil à formação de Estados nacionais fortes na
região.
— Interesse do Brasil na livre navegação dos Rios Paraná, Paraguai
e Uruguai.
— Projeto expansionista de Solano López, no sentido de
proporcionar ao Paraguai uma saída para o mar.
— Interesse da Argentina em consolidar suas fronteiras às
expensas do Paraguai.
2. Durante o Segundo Reinado, as relações entre o Brasil e a Inglaterra
ficaram tensas. Nesse clima, a Questão Christie (1861-65) foi deflagra da
pela
a) resistência das elites escravistas brasileiras contra as pressões britâ -
ni cas para a extinção do tráfico de africanos, o que descontentou o
governo inglês. 
b) decisão do governo brasileiro de não renovar o tratado de comércio
com a Inglaterra, o que melhorou a situação financeira do governo
imperial.
c) aprovação do Bill Aberdeen pelo Parlamento Britânico, intensificando
a repressão da marinha inglesa ao tráfico negreiro no Oceano
Atlântico.
d) pilhagem da carga de um navio inglês naufragado na costa brasileira
e exigência, feita pelo embaixador britânico, do pagamento de uma
indenização pelo Brasil.
e) instabilidade nas relações comerciais do Brasil com a Inglaterra,
decorrente da entrada de produtos procedentes principalmente dos
Estados Unidos.
RESOLUÇÃO:
Embora a causa imediata da Questão Christie tenha sido realmente
a suposta “pilhagem” do navio mercante britânico Prince of Wales,
existia um longo contencioso anglo-brasileiro envolvendo as tarifas
aduaneiras preferenciais para os produtos ingleses e a questão do
tráfico negreiro, que a Inglaterra desejava extinguir.
Resposta: D
MÓDULO 33
POLÍTICA EXTERNA DO SEGUNDO REINADO
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3. (PUC-SP) – “A paz do Rio da Prata é um interesse brasileiro, patente
e confessado também; e o Brasil, que teria podido ditar a paz naquele
rio e que foi instado, e muito, para o fazer, deixou que o incêndio que
consome os elementos da nacionalidade uruguaia continuasse a lavrar,
e que esse incêndio chamegasse todos os brasileiros.”
(Justiniano José da Rocha. A política do Brasil no Rio da Prata. 
Apud Déa Ribeiro Fenelon. 50 textos de história do Brasil. 
São Paulo: Hucitec, 1986, p. 98. Adaptado.)
O texto, escrito em 1850, demonstra a defesa de uma política brasileira
intervencionista no Rio da Prata. Tal proposta foi, nos anos seguintes,
a) traduzida em ações políticas e militares do Segundo Reinado, que
realizou intervenções armadas nos países platinos.
b) rechaçada por liberais e conservadores, que se uniram na defesa de
uma política externa não intervencionista.
c) encampada pelo governo de D. Pedro II, que mediou as negociações
em favor da autonomia da Província Cisplatina.
d) rejeitada pela Marinha e pelo Exército Brasileiros, que não preten -
diam atuar em ações armadas fora do território nacional.
e) contestada por representantes da Inglaterra e dos Estados Unidos,
países que mantinham amplo controle sobre o Uruguai.
RESOLUÇÃO:
No plano das relações exteriores, o Segundo Reinado caracteri-
zou-se, nas décadas de 1850 e 1860, pela imposição da hegemonia
brasileira na Bacia Platina. Para tanto, o Brasil interveio política e
militarmente na região, a fim de afastar governantes que
contestassem ou ameaçassem a supremacia do Império. Nesse
quadro, inserem-se as guerras contra o caudilho blanco uruguaio
Oribe (1851-52), contra o ditador argentino Rosas (1852), contra o
governo blanco de Aguirre no Uruguai (1864-65) e, finalmente,
contra o ditador paraguaio Solano López (1864-70).
Resposta: A
4. (FGV) – “A partir da década de 1970, ganhou espaço a interpretação
de que o imperialismo inglês foi a causa da Guerra do Paraguai,
deflagrada em dezembro de 1864. Segundo essa vertente, o trono
britânico teria utilizado o Império do Brasil, a Argentina e o Uruguai para
destruir um suposto modelo de desenvolvimento paraguaio,
industrializante, autônomo, que não se submetia aos mandos e
desmandos da potência de então. Estudos desenvolvidos a partir da
década de 1980, porém, revelam um panorama bastante distinto.”
(Francisco Doratioto. Paraguai: guerra maldita. In Luciano
Figueiredo. História do Brasil para ocupados. 2013. Adaptado.)
Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai
a) questionam a superioridade militar da aliança entre Argentina, Brasil
e Uruguai e consideram que a vitória dessas nações derivou mais
de algumas circunstâncias favoráveis do que da competência bélica.
b) apontam para o expansionismo territorial do Império do Brasil como
o principal causador dessa guerra, como pode ser verificado por meio
das pretensões brasileiras por territórios divisos com o Paraguai e a
Argentina.
c) atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro países envolvidos,
que estavam em um momento particular de suas histórias, porque
se encontravam em meio aos processos de construção e
consolidação dos Estados Nacionais.
d) demonstram como a inabilidade diplomática das nações envolvidas
provocou uma guerra prolongada e muito cara, que, em última
instância, gerou forte dependência econômica da região durante o
resto do século XIX.
e) realçam a importância do Uruguai e da Argentina como provocadores
desse conflito regional porque defendiam que a navegação do
estuário do Prata fosse exclusividade dessas nações, trazendo
imediato prejuízo à Inglaterra.
RESOLUÇÃO:
Embora a interpretação apresentada pela alternativa sobre as
origens da Guerra do Paraguai estabeleça certa homogeneidade
para os países envolvidos (“em meio aos processos de construção
e consolidação dos Estados Nacionais”), sem levar em conta suas
peculiaridades, é correto considerar que o conflito teve como causa
os interesses de cada beligerante. Nesse contexto, avultam o
projeto expansionista do Paraguai e a hegemonia brasileira na
Bacia Platina.
Resposta: C
5. (UNESP) – ”Art. 3.o – O governo paraguaio se reconhece obrigado à
celebração do Tratado da Tríplice Aliança de 1.o de maio de 1865,
entendendo-se estabelecido desde já que a navegação do Alto Paraná
e do Rio Paraguai nas águas territoriais da república deste nome fica
franqueada aos navios de guerra e mercantes das nações aliadas, livres
de todo e qualquer ônus, e sem que se possa impedir ou estorvar-se de
nenhum modo a liberdade dessa navegação comum.”
(Acordo Preliminar de Paz Celebrado entre Brasil, Argentina e
Uruguai com o Paraguai (20 junho 1870). In Paulo Bonavides e
Roberto Amaral (Org.). Textos políticos da história do Brasil, 2002.
Adaptado.)
O tratado de paz imposto pelos países vencedores da guerra contra o
Paraguai deixa transparente um dos motivos da participação do Estado
brasileiro no conflito:
a) o domínio de jazidas de ouro e prata descobertas nas províncias
centrais.
b) o esforço em manter os acordos comerciais celebrados pelas
metrópoles ibéricas.
c) a garantia de livre trânsito nas vias de acesso a províncias do interior
do país.
d) o projeto governamental de proteger a nação com fronteiras naturais.
e) o monopólio governamental do transporte de mercadorias a longa
distância.
RESOLUÇÃO:
Considerando a dificuldade de comunicações terrestres entre o Rio
de Janeiro e as províncias do Centro-Oeste no século XIX, os
contatos entre esses dois pontos do território brasileiroeram
realizados por via marítimo-fluvial. Nessa rota, os rios Paraná e
Paraguai tinham enorme importância, ainda que parte deles fluísse
por territórios sob jurisdição argentina ou paraguaia. Esse quadro
evidenciava claramente o contraste entre as posições do Império
Brasileiro e da República do Paraguai: o primeiro, defendendo a
livre navegação daqueles rios; a segunda, pretendendo dominar a
bacia do Paraná-Paraguai em busca de uma saída para o mar.
Resposta: C
– 29
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 29
30 –
1. (UNICAMP) – “Diversos projetos abolicionistas invadiram a cena
política brasileira no último quarto do século XIX. O de André Rebouças
foi um dos mais radicais. Mulato, baiano, filho de um membro da elite
política imperial, engenheiro militar, dedicou-se à modernização de
portos e à construção de estradas. Dedicado a compreender os
mecanismos que emperravam o desenvolvimento do país, chegou à
conclusão de que vivíamos um bloqueio estrutural para a emergência de
indivíduos livres. A libertação dos escravos, por si só, não seria suficiente.
Entendia a abolição como um primeiro passo, ao qual se seguiria uma
necessária eliminação do monopólio da terra, pois a autonomia individual
só seria possível com a transformação do ex-escravo em pequeno
produtor independente.”
(Adaptado de Maria Alice Rezende de Carvalho. A terra prometida.
Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, v. 32.
maio de 2008. Disponível em:
<http://www.rhbn.com.br/secao/capa/aterra-prometida>.
Acesso em: 28 set. 2015.)
a) Por que o projeto de André Rebouças foi caracterizado como um
projeto radical?
b) Identifique e caracterize outro projeto abolicionista que divergia do
projeto de Rebouças.
RESOLUÇÃO:
a) Porque punha em xeque a estrutura agrária baseada no
latifúndio (necessidade da “eliminação do monopólio da terra”)
e propunha a inserção dos libertos na economia e na sociedade
(“transformação do ex-escravo em pequeno produtor indepen -
dente”), pondo fim à secular marginalização dos estratos
inferiores.
b) O projeto de Antônio Bento, que estimulava a ação ilegal dos
“caifazes”, no sentido de incentivar fugas de escravos e
formação de quilombos, e o projeto gradualista do governo
imperial, posto em prática por meio de leis sucessivas,
direcionadas para a eliminação paulatina do escravismo: Lei
Eusébio de Queirós/1850, que pôs fim ao tráfico negreiro
africano; Lei do Ventre Livre/1871, que libertou os nascituros
filhos de escravas; Lei dos Sexagenários/1885, que libertou os
escravos maiores de 65 anos; e Lei Áurea/1888, que extinguiu a
escravidão no País, sem indenizar os ex-proprietários.
2. (FGV) – Sobre a crise do regime monárquico no Brasil, é correto
afirmar que
a) foi resultado de uma série de desgastes com a Igreja, o Exército e
proprietários de terras e de escravos.
b) ocorreu devido a uma intensa mobilização, liderada na cidade pelos
trabalhadores livres e, no campo, pelos libertos.
c) se deveu sobretudo às pressões inglesas, motivadas pela insistência
do governo brasileiro em adiar a abolição da escravatura.
d) foi estimulada pelas insatisfações dos cafeicultores paulistas com
relação ao poder das oligarquias regionais.
e) foi fruto do desenvolvimento industrial, o qual exigia uma nova orga -
ni zação política que alavancasse a economia do país.
RESOLUÇÃO:
Embora a crise do Império Brasileiro tivesse um forte componente
estrutural (contradição entre as importantes transformações
econômicas e sociais ocorridas no País, a partir de 1850, e o
imobilismo político do regime monárquico), os fatores conjunturais
clássicos são a perda sucessiva, pelo governo imperial, do apoio
proporcionado pela Igreja, pelo Exército e pelos latifundiários
escravistas do Vale do Paraíba.
Resposta: A
3. ”Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa
da Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã,
que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa
de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro,
tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa,
insofrida. Dava-se ao comércio — era quitandeira, muito laboriosa e,
mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em
planos de insurreição de escravos que não tiveram efeito.”
(E. Azevedo. “Lá vai verso!”: Luiz Gama e as primeiras trovas burlescas de
Getulina. In S. Challoub; L. A. M. Pereira. A história contada: capítulos de
história social da literatura no Brasil. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. Adaptado.)
Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância
dos(as)
a) laços de solidariedade familiar.
b) estratégias de resistência cultural.
c) mecanismos de hierarquização tribal.
d) instrumentos de dominação religiosa.
e) limites da concessão de alforria.
RESOLUÇÃO:
Embora o texto transcrito também mencione aspectos de
resistência política (envolvimento em “planos de insurreição de
escravos”), a alternativa escolhida concentra-se no aspecto da
resistência cultural à escravidão, expressada na não aceitação do
cristianismo imposto pela sociedade escravista.
Entretanto, deve-se notar que a recusa a ser batizada só foi
viabilizada pelo fato de se tratar de uma “negra livre”.
Resposta: B
MÓDULO 34
A CRISE DO IMPÉRIO
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4. (MACKENZIE) – A respeito da Lei Áurea, leia o texto.
“Na verdade, não havia mais como adiar o processo. Redigido de
maneira simples, o texto da lei era curto e direto: ‘É declarada extinta
desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Revogam-se as
disposições em contrário’. O Treze de Maio redimiu 700 mil escravos,
que representavam, a essa altura, um número pequeno no total da
população, estimada em 15 milhões de pessoas. Como se vê, a
libertação tardou demais, e representava o fim do último apoio da
monarquia: os fazendeiros cariocas da região do Vale do Paraíba, os
quais se divorciavam de seu antigo aliado.”
(Lilia M. Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca
nos trópicos. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 
1998, p. 437-438.)
Assinale a alternativa que contenha a questão central para o “divórcio”
mencionado no texto.
a) No âmbito das camadas dominantes, o abolicionismo gradual era a
defesa principal. Entretanto a assinatura da Lei Áurea, em 1888, foi
entendida como um ato radical e desesperado do Império,
resultando na cisão entre os fazendeiros e o governo.
b) A abolição definitiva gerou perdas materiais e levou ao desprestígio
de uma minoria muito ativa e extremamente ligada ao trono. A falta
de indenização, portanto, selou o rompimento com o Estado e a
adesão, daquela minoria, ao republicanismo.
c) Com o crescimento da campanha abolicionista, o Império não teve
como negar ações de caráter mais populares. A Lei Áurea
representou o último ato de um governo estável e sem oposições
internas, garantindo, assim, o início de um futuro Terceiro Reinado.
d) A abolição representou a vitória de setores mais progressistas da
sociedade, representados pelo fazendeiro do Vale do Paraíba. Por
isso, tal ato freou, ao menos momentaneamente, as aspirações
republi canas e deu uma sobrevida ao Império.
e) Resultado das pressões de diversos fatores sociais, o abolicionismo
teve seu ponto alto com a assinatura da Lei Áurea. Entretanto, em
virtude dos interesses oligárquicos, foi cerceada qualquer medida
em prol da consolidação dos direitos dos recém-libertos.
RESOLUÇÃO:
A questão remete aos “republicanos de 13 de maio”, cafeicultores
escravistas do Vale do Paraíba fluminense (e não propriamente
“cariocas”) e paulista. Estes constituíam o último sustentáculo da
Monarquia Brasileira; mas, prejudicados (alguns até arruinados)
por perder seus escravos sem receber indenização, afastaram-se
do regime imperial, somando-se aos descontentes do Exército eda Igreja e também aos “republicanos históricos”.
Resposta: B
5. (FGV) – “Empreiteiro da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II, o
imigrante norte-americano David Sompson decidiu dar fim à própria vida
na noite de 29 de outubro de 1869, em Sapucaia, província do Rio de
Janeiro. Por ser protestante e suicida, Sompson foi enterrado do lado de
fora dos muros do cemitério. O diretor da companhia chegou a solicitar
a realização de um sepultamento digno para seu funcionário, mas foi
em vão: sob a justificativa de impedir a “profanação das almas”, o
vigário-geral não autorizou o enterro no mesmo espaço sagrado dos
católicos – ‘Tenho a honra de declarar que as leis da Igreja Católica
proíbem o enterrar-se em sagrado aos que se suicidam, uma vez que
antes de morrer não tenham dado sinais de arrependimento, acrescendo
a circunstância no presente caso de ser o falecido protestante’.
Em 20 de abril de 1870, o imperador D. Pedro II tomou conhecimento
do parecer e concordou com a opinião dos membros do Conselho de
Estado: ‘Recomende-se aos Reverendos Bispos que mandem proceder
às solenidades da Igreja nos cemitérios públicos, para que neles haja
espaço em que possam enterrar-se aqueles a quem a mesma Igreja não
concede sepultura em sagrado. E aos Presidentes de Província que
providenciem para que os cemitérios que de agora em diante se
estabelecerem se reserve sempre para o mesmo fim o espaço
necessário’.”
(Sérgio Augusto Vicente. Segregação dos mortos, 1.2.2015. In Revista
de História da Biblioteca Nacional, no. 113, fevereiro de 2015.
Adaptado.)
A partir do fato apresentado e do contexto do Segundo Reinado, é
correto afirmar que a segregação dos mortos 
a) marcou os primeiros embates da chamada Questão Religiosa, que
opôs o recém-fundado Partido Republicano Paulista, patrono do
projeto legislativo que revia o padroado, contra a cúpula da Igreja
Católica no Brasil, que advogava a necessidade de as escolas básicas
estarem sob a administração das ordens religiosas.
b) decorreu dos preceitos constitucionais do Império que atribuíam à
Igreja Católica prerrogativas superiores às do Estado em algumas
questões, caso dos sepultamentos, mas tais prerrogativas estavam
sendo revistas pelo Legislativo, e o Imperador defendia, desde o
início do seu reinado, a separação entre a Igreja e o Estado.
c) representou a etapa final de um longo processo de desgaste nas
relações entre o governo imperial e as mais importantes lideranças
da Igreja Católica brasileira, porque havia novas posições católicas
que, desde 1850, condenavam a ausência de propostas objetivas
para a extinção do trabalho compulsório no Brasil.
d) revelou uma face das contradições entre o poder espiritual da Igreja
e o poder secular da Monarquia brasileira, em uma conjuntura na
qual a hierarquia eclesiástica se esforçava para ampliar sua autono -
mia perante as políticas do Estado e o Imperador buscava a concilia -
ção dos interesses da religião oficial com o direito civil dos não
católicos.
e) anunciou um novo patamar nas relações entre o Estado e as religiões
no País, em especial a Igreja Católica, porque o princípio constitu -
cional que permitia apenas a prática do culto católico no Brasil estava
em debate público e dom Pedro II já havia manifestado a sua
simpatia a uma ampla liberdade religiosa.
RESOLUÇÃO:
A Constituição outorgada de 1824 fez do catolicismo a religião
oficial do Império, sem deixar de assegurar a prática (desde que
realizada em caráter privado) das demais religiões. Entre as atri -
buições da Igreja Católica reconhecidas pelo Estado, contavam-se
o batismo, o casamento e a administração dos cemitérios. No caso
destes últimos, a Igreja vedava o sepultamento de acatólicos e
também de suicidas. Entretanto, em função do instituto do
padroado, que subordinava o clero brasileiro à autoridade imperial,
D. Pedro II impôs, em 1870 – conforme consta no enunciado –, a
criação de um espaço nos cemitérios reservado àqueles que não
pudessem ser enterrados no terreno destinado pela Igreja aos
católicos. Quanto à “conjuntura” referida na alternativa, trata-se
do aumento da tensão entre o poder político e a autonomia
eclesiástica, tensão essa que desembocaria na Questão Religiosa
de 1872-74.
Resposta: D
– 31
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32 –
1. (FUVEST) – A vitória do regime republicano no Brasil (1889) e a
consequente derrubada da Monarquia podem ser explicadas levan-
do-se em conta diversos fatores. Entre eles, explique:
a) a importância do Partido Republicano;
b) o papel dos militares adeptos das ideias positivistas.
RESOLUÇÃO:
a) O Partido Republicano, com suas ramificações nas diversas
províncias, foi importante para difundir as ideias antimonár -
quicas, rotulando o Império como retrógrado e anacrônico;
serviu também para aglutinar os diversos descontentes com o
regime imperial.
b) Os militares positivistas, cujo líder era Benjamin Constant,
constituíram o núcleo do golpe comandado pelo marechal
Deodoro — que, aliás, era de tendência monarquista. Ademais,
o republicanismo inerente à doutrina positivista fez, dos oficiais
do Exército a ela ligados, guardiães e mantenedores do regime
recém-instaurado.
2. (FUVEST) – “No Brasil, do mesmo modo que em muitos outros
países latino-americanos, as décadas de 1870 e 1880 foram um período
de reforma e de compromisso com as mudanças. De maneira geral,
podemos dizer que tal movimento foi uma reação às novas realidades
econômicas e sociais resultantes do desenvolvimento capitalista não só
como fenômeno mundial mas também em suas manifestações
especificamente brasileiras.”
(Emília Viotti da Costa. “Brasil: a era da reforma, 1870-1889”. 
In Leslie Bethell. História da América Latina, v. 5. São Paulo: Edusp,
2002. Adaptado.)
A respeito das mudanças ocorridas na última década do Império do
Brasil, cabe destacar a reforma
a) eleitoral, que, ao instituir o voto direto para os cargos eletivos do
Império, ao mesmo tempo em que proibiu o voto dos analfabetos,
reduziu notavelmente a participação eleitoral dos setores populares.
b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo como política oficial para
as relações entre o Estado brasileiro e o poder papal, o que permitiu
ao Império ganhar suporte internacional.
c) fiscal, com a incorporação integral das demandas federativas do
movimento republicano por meio da revisão dos critérios de
tributação provincial e municipal.
d) burocrática, que rompeu as relações de patronato empregadas para
a composição da administração imperial, com a adoção de um siste -
ma unificado de concursos para preenchimento de cargos públicos.
e) militar, que abriu espaço para que o alto comando do Exército,
vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse um maior protagonismo
na gestão dos negócios internos do Império.
RESOLUÇÃO:
Até a reforma eleitoral de 1881, o voto de analfabetos era permitido
no Brasil, pois o critério para um cidadão ser eleitor era apenas
censitário. Ademais, a eleição de deputados provinciais e gerais
processava-se em dois graus: os eleitores de paróquia, possuidores
de menor renda, elegiam os eleitores de província, que por sua vez
votavam nos candidatos a deputado. A proibição do voto de
analfabetos e o estabelecimento de eleições diretas, ao suprimir
os eleitores de paróquia, diminuíram drasticamente o número de
brasileiros que participavam do processo eleitoral.
Resposta: A
MÓDULO 35
O MOVIMENTO REPUBLICANO
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3. (MACKENZIE) – “Em uma perspectiva de longo prazo, tem-se a
alternativa republicana conectada ao processo de transformação
estrutural da sociedade brasileira. Mais precisamente, o sentido
histórico de seu surgimento, implantação e consolidação afirmou-se no
período que se pode balizar pelos anos 1850 e 1900.”
(Renato Lemos. A alternativa republicana e o fim da monarquia. 
In KeilaGrinberg; Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil Império: v. III (1870-
1889). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 405.)
Considere o período mencionado e assinale a alternativa que contenha,
respectivamente, elementos sociais, culturais e econômicos que
contribuíram para a crise da Monarquia e para o golpe que resultou na
implantação da República no Brasil.
a) Surgimento do operariado organizado e que passou a exigir melho -
rias trabalhistas; difusão dos ideais socialistas entre trabalhadores
urbanos; início do processo de industrialização do País, consolidado
apenas na Era Vargas.
b) Promulgação da Lei de Terras, consolidando uma política de acesso
à terra por imigrantes recém-chegados; difusão da filosofia positivista
em setores do Exército; crescimento da produção cafeeira do Oeste
Paulista.
c) Promulgação da Lei Áurea, consolidando o trabalho livre e assalariado
no país; difusão dos ideais liberais e positivistas entre setores do
alto escalão do Exército; início de uma série de modernizações,
conhecidas como “Era Mauá”.
d) Migrações internas e imigração europeia, em virtude da extinção do
tráfico de escravos; difusão, entre diversos segmentos sociais, do
liberalismo e do cientificismo; crescimento da produção cafeeira do
Oeste Paulista.
e) Crescimento do Abolicionismo, em função da grande participação
de negros na Guerra do Paraguai; difusão dos ideais positivistas e
cientificistas no conjunto da sociedade; início da implantação de
indústrias e modernizações no País.
RESOLUÇÃO:
Embora as décadas de 1850-70 assinalem o apogeu do Império
Brasileiro, nelas começaram a ser gestados alguns elementos que,
no período subsequente, levariam à queda da Monarquia e à
instauração da República. Abarcando o período compreendido
entre 1870 e 1900, podem ser ressaltados os seguintes aspectos:
mudança do perfil da sociedade, com o aumento da classe média
urbana, por conta da imigração europeia que se seguiu à extinção
do tráfico; expansão de ideias consideradas progressistas e
eventualmente pseudo-científicas (como o positivismo comtista);
e o fortalecimento econômico dos cafeicultores do Oeste Paulista,
cujos interesses e aspirações (federalismo e pretensões ao poder
político) iam de encontro à estrutura monárquica vigente.
Resposta: D
4. (UNESP) –
(Agostini, 5 fev. 1887. Apud Renato Lemos.
Uma história do Brasil através da caricatura, 2006.)
É correto interpretar a charge, que representa D. Pedro II e foi publicada
em 1887, como uma
a) demonstração da exaustão provocada pela diversidade de atividades
exercidas pelo imperador.
b) valorização do esforço do imperador em manter-se atualizado em
relação ao que acontecia no país.
c) crítica à passividade e à inoperância do imperador em meio a um
período de dificuldades no país.
d) denúncia da baixa qualidade da imprensa monárquica e de suas
insistentes críticas ao imperador.
e) celebração da serenidade e harmonia das relações sociais no país
durante o Império.
RESOLUÇÃO:
Descontando-se a óbvia hostilidade do cartunista republicano (de
origem italiana) Angelo Agostini para com a Monarquia Brasileira,
a alternativa se refere realmente a um “período de dificuldades”
vivido pelo Brasil às vésperas da Proclamação da República. Nesse
sentido, poderíamos citar as Questões Religiosa, Militar e
Abolicionista, além do movimento republi cano e das críticas à
perspectiva de um Terceiro Reinado com a participação do Conde
d’Eu, esposo da princesa herdeira Isabel, o qual era antipatizado
por grande parte da população. Acrescente-se ainda o imobilismo
do Império face às mudanças socioeconô micas que vinham
ocorrendo no País. 
Resposta: C
– 33
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34 –
5. (UDESC) – “Não pretendo reconstituir as diferentes versões dadas pelos participantes do 15 de novembro. Basta observar que por muito tempo
digladiaram-se partidários de Deodoro, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva e Floriano Peixoto. A disputa tomava às vezes caráter apaixonado e girava
em torno de pontos aparentemente irrelevantes. Tome-se como exemplo o que se poderia chamar de ‘guerra dos vivas’: Quem deu vivas a quem,
ou a quê, em que momento? As versões são desencontradas. Deodoro teria dado um viva ao imperador quando entrou no quartel-general? Ao sair
do quartel? Benjamin Constant deu vivas à República para abafar o viva ao imperador dado por Deodoro? Teria este censurado os vivas à República,
dizendo que ainda era cedo ou que fossem deixados ao povo? O que significa o famoso óleo de Henrique Bernardelli, transformado em versão oficial
e sagrada do momento da Proclamação?”
(José Murilo de Carvalho. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 36.)
Analise as proposições, considerando seu contexto histórico, as questões
levantadas pelo historiador José Murilo de Carvalho e o significado da pintura
de Henrique Bernardelli.
I. Pode-se afirmar que não apenas ocorreram disputas de poder entre os
participantes envolvidos no acontecimento, mas também em relação ao
próprio estabelecimento de uma versão oficial sobre o 15 de novembro,
destinada à História.
II. Transformações tão importantes como a mudança de um regime político,
por exemplo, implicam conflitos sobre a definição dos papéis dos vários
atores envolvidos, os títulos de propriedade que cada um julgava ter sobre
o novo regime e a própria natureza da República.
III. Ao afirmar que o óleo de Henrique Bernardelli é uma versão oficial e sagrada
da Proclamação da República, o historiador José Murilo de Carvalho está
indicando que o marechal Deodoro da Fonseca foi o fundador da República
no Brasil.
IV. A notoriedade do óleo de Henrique Bernardelli como versão oficial, se por
um lado permite compreender a força de um grupo que considerava a
Proclamação um ato estritamente militar, executado sob a liderança do
marechal Deodoro da Fonseca, por outro reflete a busca de um herói que
pudesse representar o novo regime político instaurado e legitimar uma
versão oficial.
(A Proclamação da República, Henrique Bernardelli, 1900.)
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmações I, II e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmações I, II e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmações I, III e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmações II, III e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmações são verdadeiras.
RESOLUÇÃO:
A afirmação III é falsa, porque o historiador não afirma que o marechal Deodoro da Fonseca tenha sido o fundador da República, mas
questiona o significado da oficialização do quadro de Henrique Bernardelli como representação fidedigna do momento da Proclamação.
Resposta: B
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1. “Na realidade, são idênticos nossos interesses e os de nossos
vizinhos sulinos. Eles possuem grandes riquezas naturais e a
prosperidade chegará a eles, se a lei e a justiça reinarem dentro de suas
fronteiras. Enquanto obedecerem às normas elementares da sociedade
civilizada, podem estar seguros de que serão tratados por nós com
ânimo cordial e compreensivo. Interviríamos somente em último caso,
se se tornasse evidente sua inabilidade ou má vontade quanto a fazerem
justiça interna e, no plano externo, se tivessem violado os direitos dos
Estados Unidos.”
(Theodore Roosevelt, Corolário* para a Doutrina Monroe, 1904.)
* Corolário: dedução/conclusão/ilação extraída de uma proposição já demonstrada.
Com base no texto:
a) explique o entendimento do presidente Theodore Roosevelt acerca
de “sociedade civilizada”;
b) indique uma decorrência dessa política externa dos Estados Unidos
para a América Latina no século XX.
RESOLUÇÃO:
a) Para ele, “sociedade civilizada” seria aquela que respeitasse os
princípios jurídico-políticos do liberalismo burguês capitalista,
incluindo a preservação da ordem interna, alivre-iniciativa e o
reconhecimento das praxes internacionais da época, calcadas
no imperialismo e na Política do Big Stick.
b) – Inclusão da Emenda Platt na Constituição Cubana (1901),
permitindo que os Estados Unidos, a seu próprio critério,
interviessem em Cuba no caso de crise financeira ou grave
perturbação da ordem.
– Apoio norte-americano à independência do Panamá em
relação à Colômbia (1903), para que o recém-instituído
governo panamenho autorizasse os Estados Unidos a
construir o Canal do Panamá, em regime de extraterrito -
rialidade.
2. (UFLA-Adaptado) – O século XIX foi o “Século do Imperialismo”,
entendido como fruto da expansão e consolidação do sistema
capitalista. Analise os itens abaixo, referentes ao processo de expansão
política e econômica dos Estados Unidos durante o século XIX e início
do século XX.
I. Uma face do imperialismo norte-americano pode ser expressa pela
“Doutrina Monroe” de 1823, sintetizada na fórmula “A América para
os americanos”.
II. O Big Stick foi a versão imperialista adotada pelos Estados Unidos
em relação à América Latina.
III. A Emenda Platt foi um complemento acrescentado à Constituição
Norte-Americana para intensificar o intervencionismo em Cuba.
IV. Em 1903, os Estados Unidos receberam autorização para retomar a
construção do Canal do Panamá, sobre o qual teriam direito de
extraterritorialidade.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente os itens I, II e III são verdadeiros.
b) Somente os itens I, II e IV são verdadeiros.
c) Somente os itens I, III e IV são verdadeiros.
d) Somente os itens II, III e IV são verdadeiros.
e) Todos os itens são verdadeiros.
RESOLUÇÃO:
O item III é falso, porque a Emenda Platt foi inserida na Consti -
tuição Cubana para assegurar o direito dos Estados Unidos,
intervirem na ilha em defesa de seus interesses.
Resposta: B
3. (FGV) – A Emenda Platt, definida pelo Congresso Norte-Americano
em 1901, estabelecia
a) a não interferência dos Estados Unidos nos assuntos internos das
repúblicas do Caribe.
b) a incorporação de Cuba como um dos componentes da Federação
Norte-Americana.
c) o direito de intervenção dos Estados Unidos em Cuba, em casos de
desordem ou de grave crise financeira.
d) o fim da escravidão e a adoção de uma política de defesa dos direitos
humanos em Cuba.
e) a independência de Cuba e a renúncia da Espanha ao controle sobre
sua ex-colônia.
RESOLUÇÃO:
A Emenda Platt, votada pelo Congresso Norte-Americano e
incluída na Constituição Cubana, é um exemplo emblemático da
Política do Big Stick. Os Estados Unidos a suprimiram em 1934,
quando o Big Stick foi substituído pela “Política da Boa
Vizinhança” de Franklin Roosevelt.
Resposta: C
MÓDULO 36
IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO 
NA AMÉRICA LATINA
– 35
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36 –
4. (UFC) – Com a adoção da Política do Big Stick, os Estados Unidos,
no governo de Theodore Roosevelt, inauguraram uma prática de
intervenção – inclusive armada – nos países centro-americanos, onde o
capital estadunidense se tornou hegemônico. A respeito dessa política,
é correto afirmar que
a) a intervenção dos Estados Unidos na América Central foi rejeitada
por movimentos populares como as Revoluções Mexicana e
Sandinista.
b) a Política do Big Stick foi rechaçada pelo governo brasileiro, graças
ao apoio político e financeiro da Inglaterra e da França.
c) o governo estadunidense favoreceu o Paraguai na guerra contra a
Argentina pelo controle da região petrolífera do Chaco, onde atuava
a Standard Oil Co.
d) os movimentos populares, apoiados no pensamento político de José
Martí, evitaram que Cuba se tornasse um protetorado dos Estados
Unidos.
e) o Panamá proclamou sua independência da Colômbia em 1903, com
apoio dos Estados Unidos, que foram autorizados a construir o canal
do mesmo nome.
RESOLUÇÃO:
Alternativa escolhida por eliminação, pois atribui a formulação da
Política do Big Stick ao presidente Theodore Roosevelt (1901-09),
quando este, na verdade, apenas lhe deu o nome pelo qual é
conhecida. O imperialismo norte-americano na América Central
Ístmica e Insular começara no último quartel do século XIX, no
contexto da expansão imperialista das potências industriais. De
qualquer forma, os pontos altos do Big Stick foram as intervenções
norte-americanas na independência de Cuba (durante o governo
do presidente William McKinley) e do Panamá (durante o governo
de Theodore Roosevelt).
Resposta: E
5. (FGV) – “Fale macio e use um porrete”, dizia o presidente norte-ame -
ricano Theodore Roosevelt para justificar a política externa dos EUA. 
A respeito da política conhecida como Big Stick, podemos afirmar:
a) Significou uma medida pragmática dos norte-americanos logo após
a independência, buscando superar o isolamento diplomático, ao
mesmo tempo que combatia o exército britânico.
b) Era o lema dos Estados do Norte durante a Guerra de Secessão,
durante a qual os escravos foram libertados, como forma de
enfraquecer as forças sulistas.
c) Diz respeito à política norte-americana com relação à América Latina
durante a Guerra Fria, quando deu apoio político e militar a diversas
ditaduras militares, visando impedir o estabelecimento de regimes
comunistas semelhantes ao de Cuba.
d) Foi uma continuidade do expansionismo interno, marcado pela
Marcha para o Oeste e pela Guerra de Secessão, que implicou as
seguidas intervenções militares norte-americanas que transforma -
ram o Caribe em sua área de influência.
e) Foi a orientação dada pelo serviço secreto norte-americano a seus
agentes infiltrados na URSS e nos países da chamada Cortina de
Ferro no Leste Europeu.
RESOLUÇÃO:
A “Big Stick Policy” já era praticada pelos Estados Unidos antes
mesmo que o presidente Theodore Roosevelt (1901-9) lhe desse
esse nome. Ela corresponde à atuação intervencionista dos nor-
te-americanos tanto no Caribe Setentrional (Cuba, Haiti e Porto
Rico) como na América Central Continental (sobretudo na
Nicarágua e no Panamá), no contexto da expansão imperialista das
potências industriais.
Resposta: D
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– 37
1. (IFSP-2016) – Sobre o advento da Revolução Industrial, assinale a
alternativa correta. 
a) A divisão do trabalho surgiu no período da Revolução Industrial, uma
vez que o trabalho artesanal foi substituído pela subdivisão de tarefas
no intuito de atender às demandas das linhas de montagem. 
b) Neste período, houve um crescimento populacional nos campos,
tendo em vista que a vida nas cidades tornou-se demasiadamente
cara. 
c) No desenvolvimento da indústria na primeira etapa da Revolução, o
aço foi o maior destaque, ultrapassando o ferro. 
d) O liberalismo econômico tinha como principais representantes 
Saint-Simon, Thomas Malthus e Proudhon. 
e) No começo da Revolução Industrial, os trabalhadores possuíam
condições dignas e salários compatíveis com suas necessidades. 
RESOLUÇÃO 
Somente a alternativa a está correta. A questão remete à primeira
fase da Revolução Industrial. Esta revolução transformou a econo -
mia, a sociedade e as relações de trabalho. Gerou o êxodo rural
aumentando a população urbana. O aço surgiu na segunda fase e
não na primeira, que foi caracterizada por ferro, carvão e indústria
têxtil. Saint-Simon e Proudhon são socialistas utópicos e não
defenderam ideias liberais. O ideário liberal foi exposto na obra 
A riqueza das nações, de Adam Smith. No início da Revolução
Industrial, as condições de vida e de trabalho dos operários eram
desumanas e cruéis. 
Resposta: A
2. (FATEC) – “A máquina a vapor desenvolvida por James Watt 
(1736-1819) não só revolucionou o mundo da indústria, mas também o
dos transportes, pois permitiu o desenvolvimento das estradas de ferro
e de navios a vapor mais rápidos que os veleiros. Em 1775, com o apoio
financeiro de um industrial, Watt inicioua fabricação de suas máquinas,
aperfeiçoando-as e adaptando-as a todo tipo de uso. A indústria têxtil
inglesa começava a mecanizar-se e, graças a novas invenções, a
produção cresceu consideravelmente.”
(Disponível em:
<http://sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=7935>. 
Acesso em: 15 mar. 2013. Adaptado.)
Com relação à Revolução Industrial, é correto afirmar que o desenvol -
vimento da tecnologia mencionada no texto
a) levou à redução da escala produtiva nas indústrias e diminuiu as
jornadas de trabalho dos empregados fabris.
b) ampliou os conhecimentos científicos, mas acarretou consideráveis
prejuízos para a economia inglesa.
c) ficou restrito às áreas das fábricas, tendo pouca influência no
cotidiano da população das cidades industriais.
d) agilizou as redes de comunicação e de transporte, colaborando com
outros setores para o desenvolvimento industrial.
e) foi um fenômeno isolado, numa época em que os índices de inova -
ção tecnológica eram habitualmente baixos.
RESOLUÇÃO:
A questão aborda um elemento fundamental trazido pela Revolu -
ção Industrial: o emprego da máquina a vapor, tanto nas fábricas
como nos meios de transporte – neste último aspecto, encurtando
distâncias e facilitando o trânsito de pessoas, mercadorias e
matérias-primas.
Obs.: Nas últimas décadas, o conceito de “comunicações” alte -
rou-se, passando a designar a transmissão de mensagens, informa -
ções, imagens e sons por meio de ondas eletromagnéticas. Antes,
“comunicações” eram as diversas formas de ligar regiões por meio
do deslocamento físico (por exemplo, viagens a pé ou a cavalo,
utilização de ferrovias, navios a vapor e aviões). Este é o significado
atribuído ao termo na presente questão.
Resposta: D
MÓDULO 11
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA
FRENTE 2 – HISTÓRIA GERAL
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38 –
3. (FATEC) – O movimento luddista e o cartismo foram respectivamente:
a) uma reação de defesa dos trabalhadores franceses que foram
aprisionados pelos alemães na guerra franco-prussiana; e uma ação
pacífica em defesa dos trabalhadores irlandeses explorados pelos
ingleses.
b) uma reação da camada operária inglesa, quebrando máquinas, pois
as identificavam como causadoras de desemprego; e uma das
primeiras tentativas de organização da classe operária, ao fazer
reivindicações contidas na “Carta do Povo”.
c) um movimento operário inglês, que reivindicava melhores condições
de trabalho ao propor a introdução de máquinas; e um movimento
operário que defendia um governo socialista.
d) uma ação isolada de trabalhadores ingleses que, influenciados por
Karl Marx, reivindicavam a introdução das máquinas; e um
movimento de trabalhadores escoceses que defendiam o fim da
servidão em seu território.
e) um movimento, liderado por Willian Ludd, que defendia melhores
condições de trabalho; e uma reação liderada por Lord Strangford
em defesa de 8 horas de trabalho, por meio da “Carta do Povo”.
RESOLUÇÃO:
Os dois movimentos citados na questão apresentam reações
diferentes à exploração sofrida pelos trabalhadores na primeira
fase da Revolução Industrial. O primeiro, iniciado por Ned Ludd –
dando nome à insurreição –, foi controlado mediante dura
repressão, incluindo a pena de morte aos quebradores de
máquinas. O segundo refere-se aos membros da “Associação dos
Operários”, que publicou seu programa na “Carta do Povo”,
apresentando ao Parlamento Inglês suas reivindicações, entre elas
constavam o sufrágio universal secreto e a remuneração para
parlamentares.
Resposta: B
4. (PUC-CAMP-2016) – Durante o século XVIII, a Revolução Industrial
constituiu um fenômeno predominantemente inglês. Mas, a partir do
século seguinte, começou a se expandir para vários países, provocando
grandes transformações na vida das pessoas, uma vez que, com 
a) a redução das jornadas de trabalho nas fábricas de tecidos, a
organização do mercado de trabalho se desenvolveu de maneira a
assegurar emprego a todos os assalariados das grandes cidades
industriais inglesas. 
b) a introdução das máquinas nas indústrias, aumentou a taxa de
acumulação e do lucro das empresas, possibilitando uma maior
distribuição de renda por meio da elevação do valor dos salários dos
trabalhadores. 
c) a ascensão social dos artesãos, que reuniram seus capitais e
ferramentas em oficinas ou em fábricas, aumentou os núcleos
domésticos de produção e possibilitou a acumulação primitiva de
capital ao operariado. 
d) o aumento da interferência do Estado na regulamentação da jornada
de trabalho, salário e na criação de sindicatos, deixou o trabalhador
sem espaço de manobra na luta por melhores condições de trabalho. 
e) máquinas cada vez mais avançadas, a fábrica tornou-se o local
adequado para a produção, favorecendo a divisão do trabalho, a
imposição do horário, da disciplina ao trabalhador e o aumento da
produtividade. 
RESOLUÇÃO:
O avanço da tecnologia industrial proporcionou o aumento da
produção, a ampliação da divisão do trabalho e o crescimento da
produtividade a partir da disciplina do trabalhador. Entretanto,
como consequência negativa, tivemos superexploração do
trabalhador em condições humilhantes.
Resposta: E
5. (UNISC-2017) – “Sob qualquer aspecto, este foi provavelmente o
mais importante acontecimento na história do mundo, pelo menos
desde a invenção da agricultura e das cidades. E foi iniciado pela
Inglaterra. É evidente que isto não foi acidental; (...) todo operário tinha
de aprender a trabalhar de uma maneira adequada à indústria, ou seja,
num ritmo regular de trabalho diário ininterrupto.”
(Eric Hobsbawm. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848. 9.a ed. 
10.a reimp. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p.45 e 67.)
A afirmação de Eric Hobsbawm nos leva a refletir sobre o impacto da
Revolução Industrial nas relações de trabalho e no cotidiano dos
trabalhadores a partir do século XVIII. Considere as seguintes
afirmativas.
I. A Inglaterra pode ser considerada o berço da industrialização,
sobretu do, pelas inovações técnicas (fiandeiras, teares, máquinas e
locomotiva a vapor etc.), acumulação de capital, mão de obra
abundante e grandes reservas de ferro e carvão.
II. Apesar dos salários baixos, o desdobramento da Revolução Industrial
levou os trabalhadores a conquistar direitos importantes ao longo do
século XIX, tais como: jornada de trabalho de 8h diárias, férias, déci -
mo terceiro salário, auxílio doença e descanso semanal remunerado.
III. Entre as consequências da Revolução Industrial, é possível destacar
o crescimento desordenado das cidades e o êxodo rural; a falência
de inúmeras oficinas e a desumanização do trabalho.
IV. É possível encontrar no movimento ludista, cartista e nas trade
unions, formas de reação dos trabalhadores, com o objetivo de
melhorar as condições de trabalho e amenizar o impacto social
desencadeado pelas mudanças nas relações de trabalho com a
Revolução Industrial.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
b) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas. 
c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas. 
e) Somente as afirmativas I e IV estão corretas. 
RESOLUÇÃO:
A Primeira Revolução Industrial começou na Inglaterra no final do
século XVIII caracterizada por ferro, carvão e indústria têxtil. Este
acontecimento histórico provocou inúmeras transformações na
esfera social, econômica, política. A afirmação II está incorreta. 
Quase todos os direitos dos trabalhadores não foram conquis tados
no século XIX, mas no século seguinte. Além das lutas dos
operários e outros trabalhadores, o advento da Revolução Russa
(1917), de base marxista, assustou as elites, que começaram a fazer
reformas e concessões a fim de enfraquecer o movimento comu -
nista-proletário.
Resposta: B
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– 39
1. (UFV) – “Na noite de 14 de julho de 1789, em Paris, Luís XVI
recebeu do duque de La Rochefoucauld-Liancourt a notícia da queda da
Bastilha e da deserção das tropas reais em face do ataque popular. O
famoso diálogo que se travou entre o rei e seu mensageiro é breve e
revelador. O rei, segundo consta, exclamou: ‘Isto é uma revolta’; e
Liancourt corrigiu-o: ‘Não, Senhor, isto é uma revolução’.”
(Hannah Arendt. Da Revolução. São Paulo: Ática; Brasília: 
Editora da UnB,1988, p. 38. Adaptado.)
Com base nesse diálogo e nos seus conhecimentos sobre a Revolução
Francesa, responda:
a) Por que os populares investiram contra a Bastilha?
b) Diferencie, do ponto de vista conceitual, “revolta” e “revolução”. 
RESOLUÇÃO: 
a) Os milhares de populares franceses tomaram a Bastilha em
busca de pólvora, após terem tomado as armas do Arsenal dos
Inválidos, e pelo fato de a Bastilha ser um símbolo do absolutis -
mo monárquico francês, pois nela eram encarcerados os
opositores da realeza, por vontade do rei.
b) Uma revolta limita-se à reação violenta de um ou mais grupos
a uma situação opressora conjuntural e com características
muito peculiares. 
Uma revolução significa alterações profundas nas estruturas
econô micas, sociais, políticas e culturais em uma determinada
sociedade, levando a rupturas e fazendo surgir novas formas de
organização, novos valores e conceitos.
2. (UNESP) –
(Hubert Robert. A Bastilha nos primeiros dias de sua demolição, 
20 de julho de 1789. Museu Carnavalet, Paris, França.)
Essa representação da Bastilha, prisão política do absolutismo francês,
foi pintada em 1789. Indique
a) dois elementos da tela que demonstrem a solidez e a força da
construção;
b) o significado político e social da jornada popular de 14 de julho de
1789.
RESOLUÇÃO:
a) As muralhas que circundam a edificação e as grandes
dimensões da construção em si, quando comparadas com o
tamanho dos homens incumbidos de demoli-la.
b) Significado político: manifes ta ção violenta contra um símbolo
do absolutismo real, prenunciando o início da queda do Antigo
Regime. Significado social: participação das camadas popula -
res no processo revolucionário, sob a liderança da burguesia,
evidenciando a revolta do Terceiro Estado contra o status quo.
MÓDULO 12
REVOLUÇÃO FRANCESA:
DAS ORIGENS À REVOLUÇÃO BURGUESA
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40 –
3. (FGV-2016) – “Perante esta sociedade, a burguesia esta longe de
assumir uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a
autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os privilégios da
nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que
trata é a conquista do seu lugar. As suas reivindicações não excedem os
limites das necessidades mais indispensáveis.”
(Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978)
Segundo o texto, é correto afirmar que
a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem
lugar; para conquistá-lo, suas reivindicações são a liberdade de ir e
vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer comércio, liberdade
administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a
nobreza e o clero.
b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilegios
semelhantes aos da nobreza e do clero na sociedade moderna;
acentuadamente revolucionários, os seus interesses significam
título, terras e servos para assegurarem um lugar compatível com
sua riqueza.
c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo
de liberdade, protegida da exploração da nobreza e do clero; para
isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o comércio, a justiça e a
administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar
na sociedade moderna.
d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses,
pois as liberdades, as leis, a justiça e a administração estão em suas
mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o poder político e
econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da
servidão e pelo declínio do comércio.
e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e
territorial, a burguesia, cada vez mais rica, visa destruir a sociedade
medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão econômica e política
da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as
transações comerciais na cidade.
RESOLUÇÃO:
A burguesia, quando de seu surgimento – a partir do século XI –,
fazia parte do terceiro grupo da sociedade medieval, colocado em
posição de inferioridade em relação ao clero e à nobreza: o Terceiro
Estado (na nomenclatura francesa) ou os laboratores, na concei -
tuação eclesiástica. Assim, à medida que acumula riqueza e se
destaca dos outros membros de sua ordem social (vilões, servos,
jornaleiros, artesãos), a classe burguesa passa a reivindicar um
lugar próprio na sociedade medieval, com direitos definidos, mas
sem pretender destruir as camadas sociais predominantes.
Resposta: A
4. (UNIFESP) – No preâmbulo da Constituição francesa de 1791, lê-se:
“Não há mais nobreza, nem distinções hereditárias, nem distinções de
Ordens, nem regime feudal... Não há mais nem venalidade, nem
hereditariedade de qualquer ofício público; não há mais para qualquer
porção da Nação, nem para qualquer indivíduo qualquer privilégio nem
exceção...”
Do texto, depreende-se que, na França do Antigo Regime, as pessoas
careciam de
a) igualdade jurídica. 
b) direitos de herança.
c) liberdade de movimento.
d) privilégios coletivos.
e) garantias de propriedade.
RESOLUÇÃO:
A estrutura social do Antigo Regime, por ser uma sociedade de
ordens, caracterizava-se pela desigualdade jurídica, pois os direitos
dos diversos estados (categorias sociais) eram diferenciados.
Resposta: A
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– 41
5.
A tira se refere à marcha das mulheres parisienses até o Palácio de Versalhes, residência da Família Real. Este foi um dos primeiros e mais
significativos acontecimentos da Revolução Francesa. As mulheres marcharam para Versalhes protestando contra a escassez de pão. O palácio foi
ocupado pelas revoltosas, que obrigaram a Família Real a se instalar em Paris, no Palácio das Tulherias. Tal fato ocorreu durante
a) a fase da Convenção, controlada pela facção radical dos montanheses.
b) o governo do Diretório, em que as medidas de interesse popular foram atendidas.
c) a fase da Assembleia Nacional Constituinte, a qual até então se reunia em Versalhes.
d) a Assembleia dos Estados Gerais, que se encontrava submetida à autoridade da Coroa.
e) a resistência do clero e da nobreza à reforma fiscal e a outras medidas de Luís XVI.
RESOLUÇÃO:
Diante da resistência do rei em sancionar as medidas adotadas pela Assembleia Nacional Constituinte, as lideranças revolucionárias
insuflaram as massas a retirar o soberano de seu isolamento em Versalhes. Dessa forma, as mulheres parisienses obrigaram a Família Real
a se instalar em Paris, no Palácio das Tulherias, onde ficaria refém da Assembleia.
Resposta: C 
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42 –
1. (FAMERP) – “A Revolução é feita de sombra, mas, acima de tudo,
de luz.”
(Michel Vovelle. A Revolução Francesa explicada à minha neta, 2007.)
A frase apresenta a Revolução Francesa, destacando 
a) a aliança de setores católicos, associados à luz da revelação divina,
com a ação revolucionária, que representava as trevas da morte.
b) o contraste entre a obscura violência de alguns de seus momentos
e a razão luminosa que guiou muitos de seus propósitos.
c) a vitória do projeto aristocrático, que representava a luz, sobre as
lutas burguesas, que representavam as sombras.
d) o contraponto entre o esforço obscuro de impor o terror e a vontade
iluminista de restaurar a monarquia parlamentar.
e) a derrota do idealrepublicano, que associava a revolução às trevas,
e o sucesso da monarquia absoluta, liderada pelo Rei Sol.
RESOLUÇÃO:
Interpretação alegórica da Revolução Francesa, apresentando-a
como um contraste em que a luz das conquistas políticas e sociais
(queda do absolutismo, liberdade política, representatividade da
nação e igualdade de direitos – frutos do ideário iluminista) se
sobrepõe aos momentos sombrios (representados por episódios
de violência popular e pelo terror de Estado, praticado durante a
fase jacobina do processo revolucionário).
Resposta: B
2. (FATEC) –
“ – O que é o Terror?
– O Terror, que se tornou oficial durante certo tempo, é o instrumento
usado para reprimir a contrarrevolução.”
(Michel Vovelle. A Revolução Francesa explicada à minha
neta. São Paulo: Editora Unesp, 2007, p. 74.)
No contexto da Revolução Francesa, o período de setembro de 1793 a
julho de 1794 é considerado pelo autor como do “Terror”. Esse período
teve como uma de suas características
a) a defesa da monarquia constitucional como saída para a grave crise
enfrentada pela França.
b) a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,
dentre os quais se destaca o direito à liberdade pessoal, de
pensamento e a igualdade de tratamento pela lei.
c) o Golpe do 18 Brumário, que pôs fim ao governo do Diretório,
estabelecendo um Executivo forte e uma nova Constituição.
d) a repressão severa à subversão interna, com a execução em massa
dos opositores da revolução, sobretudo os girondinos.
e) a retirada dos sans-culottes parisienses do poder, que, irritados pela
fome e pelo ódio aos ricos, desestabilizavam a Revolução.
RESOLUÇÃO:
O Período do Terror, no contexto da Revolução Francesa, estendeu-se
da queda dos girondinos ao golpe de 9 Termidor, que derrubou
Robespierre. Caracterizou-se pela impiedosa repressão aos
“inimigos da Revolução” – denominação genérica que abrangia um
amplo arco de opositores, reais ou imaginários.
Resposta: D
3 (FUVEST) – “Oh! Aquela alegria me deu náuseas. Sentia-me ao
mesmo tempo satisfeito e descontente. E eu disse: tanto melhor e tanto
pior. Eu entendia que o povo comum estava tomando a justiça em suas
mãos. Aprovo essa justiça, mas poderia não ser cruel? Castigos de
todos os tipos, arrastamentos e esquartejamentos, tortura, a roda, o
cavalete, a fogueira, verdugos proliferando por toda parte trouxeram
tanto prejuízo aos nossos costumes! Nossos senhores colherão o que
semearam.”
(Graco Babeuf, citado por R. Darnton. O beijo de Lamourette. Mídia,
cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 31.
Adaptado.)
O texto é parte de uma carta enviada por Graco Babeuf à sua mulher, no
início da Revolução Francesa de 1789. O autor 
a) discorda dos propósitos revolucionários e defende a continuidade
do Antigo Regime, seus métodos e costumes políticos. 
b) apoia incondicionalmente as ações dos revolucionários por acreditar
que não havia outra maneira de transformar o país. 
c) defende a criação de um poder judiciário, que atue junto ao rei. 
d) caracteriza a violência revolucionária como uma reação aos castigos
e à repressão antes existentes na França. 
e) aceita os meios de tortura empregados pelos revolucionários e os
considera uma novidade na história francesa. 
RESOLUÇÃO:
O texto mostra os sentimentos de Graco Babeuf em relação aos
eventos que iniciaram a Revolução Francesa, em 1789. Tais
sentimentos se apresentam contraditórios, embora, ao final,
Babeuf deixe claro que a ação violenta dos revolucionários era uma
resposta aos abusos cometidos pelo Antigo Regime francês
("Nossos senhores colherão o que semearam"). Posteriormente,
na fase da Revolução Francesa conhecida como Diretório, Graco
Babeuf liderou a Conjura dos Iguais. 
Resposta: D
MÓDULO 13
REVOLUÇÃO FRANCESA: A FASE POPULAR E
A CONTRARREVOLUÇÃO
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 42
– 43
4. (UFRN-Adaptado) – Os diversos grupos envolvidos na Revolução
Francesa interpretaram diferentemente os princípios teóricos que a
fundamen taram. Uma interpretação desses princípios pode ser
exemplificada no Manifesto dos Iguais, que se expressava nos
seguintes termos: 
“Desde a própria existência da sociedade civil, o atributo mais belo
do homem vem sendo reconhecido sem oposição, mas nem uma só
vez pôde ver-se convertido em realidade: a igualdade nunca foi mais do
que uma bela e estéril ficção da lei. E hoje, quando essa igualdade é exi -
gida com uma voz mais forte do que nunca, a resposta é esta: ‘Calai-vos,
miseráveis! A igualdade não é realmente mais do que uma quimera.
Contentai-vos com a igualdade relativa: todos sois iguais em face da lei.
Que quereis mais, miseráveis?’ Que mais queremos? Queremos
igualdade efetiva ou a morte. De que mais precisamos além da
igualdade de direitos? Queremos vê-la entre nós, sob o teto das nossas
casas.”
(Graco Babeuf. Manifesto dos iguais. Disponível em:
<www.marxists.org/portugues/babeuf/1796/mes/ manifesto.htm>.
Acesso em: 17 set. 2012. Adaptado.) 
Elaborado na fase do Diretório, o manifesto de Babeuf serviu de base à
Conspiração dos Iguais, chefiada pelo próprio Babeuf. A conspiração foi
sufocada e seu líder, executado. No contexto da Revolução Francesa,
esses acontecimentos demonstram que 
a) a corrente conservadora, formada pelos chamados “realistas”, uniu-se
à alta burguesia para tentar restaurar a Monarquia.
b) a facção dos radicais, liderada por Robespierre, temia a ascensão
das massas operárias, influenciadas pelas ideias socialistas.
c) os ideais inspiradores do movimento revolucionário somente foram
aplicados na medida em que atendiam aos interesses da burguesia.
d) as ideias radicais orientaram a ação dos girondinos, que assumiram
a liderança do processo revolucionário após a morte de Luís XVI.
e) as ideias de Babeuf tinham suas raízes no pensamento de ilu mi nis -
tas como Montesquieu, criador da teoria da tri par ti ção de poderes. 
RESOLUÇÃO:
Considerando que as medidas populares postas em prática pelo
governo jacobino em 1793-94 foram revogadas pela reação que se
seguiu à morte de Robespierre, pode-se concluir que o balanço final
da Revolução Francesa aponta para a vitória dos interesses da
burguesia, ainda que fosse mantido o princípio da igualdade civil.
Resposta: C
5. (UERN) – Felizmente, a Revolução Francesa ainda está viva. Pois a
Liberdade, a Igualdade, a Fraternidade, os valores da Razão e do
Iluminismo – os valores que construíram a civilização moderna (...) – são
mais necessários do que nunca, na medida em que o irracionalismo, a
religião fundamentalista, o obscurantismo e a barbárie estão, mais uma
vez, avançando sobre nós. É, portanto, uma boa coisa que, no ano de
seu bicentenário (1989), tenhamos a ocasião de pensar novamente
sobre os acontecimentos históricos que há dois séculos transformaram
o mundo. Para melhor.
(Eric Hobsbawm. Ecos da Marselhesa: Dois séculos reveem a Revolução
Francesa. São Paulo: Companhia da Letras, 1996. p. 127. In: Marques, Adhemar.
Pelos caminhos da história. Ensino médio. Curitiba: Positivo, 2006. p. 254.)
Na visão do autor do texto, um dos mais conceituados historiadores de
nosso tempo, a “Revolução Francesa ainda está viva”. Acerca do
pensamento de Hobsbawm e os acontecimentos que permeiam o
cotidiano atual, é correto afirmar que
a) é possível estabelecer relações de semelhança entre os atores
sociais, que protagonizaram a revolução burguesa em questão, e os
embates, que ainda permanecem presentes em nossa sociedade. 
b) a presença de sinais de conflito, tais como o “irracionalismo” e o
“obscurantismo”, citados pelo historiador, comprova a total
ineficácia do processo revolucionário empreendido em 1789. 
c) percebe-se, nos dias atuais, que os entraves feudais, os quais foram
os grandes causadores da Revolução Francesa, permanecem como
uma constante na realidade de toda a EuropaOcidental. 
d) como ainda existem, na atualidade, as mesmas classes sociais do
período moderno, palco da Revolução Francesa, a história
permanece a mesma, sem alterações que possam ser consideradas
válidas. 
RESOLUÇÃO:
A proposição [A] está correta. A Revolução Francesa, 1789-1799,
liderada pela burguesia, foi inspirada no ideário iluminista,
sobretudo as ideias de liberdade, igualdade e fraternidade. Em
1799, Napoleão Bonaparte deu um golpe de Estado chamado
“Golpe do 18 Brumário” colocando fim a Revolução Francesa. No
entanto, os trabalhadores da França e de todo o mundo não usufrui
de liberdade, igualdade e fraternidade. Esta bandeira da Revolução
Francesa é muito atual considerando que temos ainda muito para
conquistar. As demais alternativas estão incorretas. Não temos
hoje as mesmas classes sociais da Idade Moderna. Atualmente não
há na Europa entraves feudais, estes foram suprimidos na era das
“Revoluções Burguesas”. 
Resposta: A
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44 –
1. (UEMA) – O mapa abaixo representa a divisão geopolítica europeia no início do século XIX, destacando a estratégia militar napoleônica conhecida
como Bloqueio Continental.
(Disponível em: <http://infoescola.com/historia>. Acesso em: 12 jun. 2014.)
A linha de Bloqueio Continental que se estende de Portugal até a Noruega, representada no mapa, revela a intenção francesa de 
a) integrar a economia europeia, com a isenção das tarifas alfandegárias. 
b) fortalecer a França, garantindo-lhe a livre circulação pelos portos britânicos. 
c) desenvolver a economia espanhola, consolidando seu monopólio comercial na Península Ibérica. 
d) isolar a Grã-Bretanha, impedindo-lhe o acesso a importantes mercados da Europa continental. 
e) inibir o comércio de escravos oriundos de portos africanos, situados ao norte da Linha do Equador. 
RESOLUÇÃO:
Somente a proposição d está correta. A questão remete ao Bloqueio Continental que aconteceu na Era Napoleônica, 1799-1815. A Inglaterra
era, no início do século XIX, a única potência industrial. Napoleão Bonaparte tornou-se imperador da França em 1804 e tinha a ambição de
criar um grande império na Europa, inspirado no Império Romano. Depois da derrota francesa na Batalha (marítima) de Trafalgar, Napoleão
decretou o famoso Bloqueio Continental em 1806, objetivando isolar economicamente a Inglaterra, que estava na era industrial e necessitava
de matéria-prima e mercado consumidor. Dessa forma, a Inglaterra utilizou sua influência sobre Portugal e escoltou a Corte Portuguesa para
o Brasil em 1808, provocando a abertura dos portos brasileiros para os produtos ingleses. 
Resposta: D
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Mar Mediterrâneo
Mar Negro
A CONQUISTA DA EUROPA
França e possessões diretas
Países dependentes
Vitórias de Napoleão
Derrotas de Napoleão
Bloqueio Continental
MÓDULO 14
A ERA NAPOLEÔNICA E CONGRESSO DE VIENA
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 44
– 45
2. (UEG) – Em 1804, Napoleão Bonaparte recebeu o título de Impera -
dor, mediante um plebiscito. Durante sua cerimônia de coroação, ele
retirou do Papa a coroa e colocou-a em sua cabeça com as próprias
mãos. Esse gesto ousado representou 
a) o rompimento entre a Igreja Católica Romana e o novo Estado
Revolucionário Francês. 
b) que Napoleão estava assumindo todas as responsabilidades do
Poder Moderador na França. 
c) que Napoleão, símbolo máximo da força da burguesia, considerava-se
mais importante que a tradição da Igreja. 
d) a criação de uma religião de Estado, tendo como figura central o
Imperador, a exemplo do Anglicanismo inglês. 
RESOLUÇÃO:
O governo de Napoleão representou a continuidade da Revolução
Francesa e da defesa dos interesses econômicos da burguesia.
Apesar de iniciar uma ditadura, contrariando o princípio de
liberdade política, seu governo preservou os ideais e as instituições
sob a ótica burguesa, eliminando as concepções que valorizassem
as tradições da nobreza ou da Igreja. 
Resposta: C
3. (FUVEST)
Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808, de Francisco Goya.
A cena retratada no quadro simboliza a
a) estupefação diante da destruição e da mortandade causadas por um
tipo de guerra que começava a ser feita em escala inédita. 
b) Razão, propalada por filósofos europeus do século XVIII, e seu triunfo
universal sobre o autoritarismo do Antigo Regime.
c) perseverança da fé católica em momentos de adversidade, como os
trazidos pelo advento das Revoluções Burguesas. 
d) força do Estado nacional nascente, ao impor sua disciplina civilizatória
sobre populações rústicas e despolitizadas. 
e) defesa da indústria bélica, considerada força motriz do desenvol vi -
mento econômico dos Estados nacionais do século XIX. 
RESOLUÇÃO:
Em duas obras de notável impacto – Os motins de 2 de maio e 
Os fuzilamentos de 3 de maio –, Goya retratou a revolta popular
contra as tropas napoleônicas que haviam ocupado Madri e a feroz
repressão subsequente. A invasão francesa, realizada com o
objetivo de respaldar a imposição de José Bonaparte como novo
soberano espanhol, foi responsável por derrubar o abso lutismo na
Espanha; mesmo assim, encontrou forte resistência da população,
que se organizou e lutou pela libertação do país.
Resposta: A
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 45
46 –
4. (UFU) – “Durante o Congresso de Viena, estabeleceram-se as
bases políticas e jurídicas para uma nova ordenação da Europa destinada
a durar um século redondo. O resultado dos pactos inaugurou uma
época na qual os conflitos externos foram poucos; por outro lado,
aumentaram as guerras civis e a ‘revolução’ se fez incessante.”
(Reinhart Koselleck. La época das revoluciones europeas: 
1780-1848. México: Siglo XXI, 1998, p. 189. Adaptado.) 
A constituição do Congresso de Viena, em 1815, evidenciava a instabi -
lidade da geopolítica da Europa, e tinha entre seus objetivos 
a) o incentivo aos movimentos de libertação colonial, como forma de
reduzir os conflitos que pudessem ameaçar o equilíbrio europeu. 
b) a recomposição do equilíbrio europeu sob o domínio das forças
conservadoras, antirrevolucionárias e anti-iluministas. 
c) a preservação das aspirações nacionais de vários povos europeus,
com o objetivo de evitar novos conflitos que colocassem em risco o
equilíbrio da Europa. 
d) a aceitação das fronteiras nacionais existentes em 1815, o que era
visto como essencial para o fim dos conflitos entre as grandes
potências. 
RESOLUÇÃO:
O Congresso de Viena buscou reequilibrar o mapa geopolítico
europeu após a Era Napoleônica. Para isso, adotou medidas
conversadoras e absolutistas, que buscaram apagar os avanços
iluministas no continente. Apesar de falhar na maioria de suas
pretensões, o Congresso conseguiu evitar uma guerra europeia até
o ano de 1914.
Resposta: B
5. (UFC) – Entre 1792 e 1815, a Europa esteve em guerra quase perma -
nente. No final, os exércitos napoleônicos foram derrotados. Em
seguida, as potências vencedoras, Rússia, Prússia, Grã-Bretanha e
Áustria, conjuntamente com a França, reuniram-seno Congresso de
Viena, que teve como consequência política a formação da Santa
Aliança. 
A partir do comentário acima, marque a alternativa que contenha duas
decisões geopolíticas aprovadas pelo citado Congresso: 
a) defesa do liberalismo e auxílio aos movimentos socialistas na
Europa. 
b) restabelecimento das fronteiras anteriores a 1789 e isolamento da
França do cenário político europeu. 
c) valorização das aristocracias em toda a Europa continental e
ascensão dos girondinos no governo da França a partir de 1815. 
d) reentronização das casas reais destituídas pelos exércitos
napoleônicos e criação de um pacto político de equilíbrio entre as
potências europeias. 
e) apoio aos movimentos republicanos e concentração de poderes na
coroa britânica, permitindo a esta a utilização da sua marinha de
guerra como instrumento contrarrevolucionário. 
RESOLUÇÃO:
Trata-se do Princípio de Legitimidade, desenvolvido por Talleyrand,
chanceler da França, na qual a dinastia Bourbon foi restaurada, com
o objeti vo de promover a reentronização das casas reais e
reorganizar o mapa europeu. Outro interesse era criar um novo
equilíbrio geopolítico no continente evitando guerras, revoluções
e movimentos liberais. 
Resposta: D 
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1. (UFSJ) – Analise as afirmações a seguir. 
I. As revoluções liberais do século XIX originaram-se das Revoluções
Inglesa (1688), Norte-Americana (1776) e Francesa (1789), bem
como da Revolução Industrial Inglesa, que vinha acontecendo desde
meados do século XVIII. 
II. As revoluções liberais do século XIX atingiram seu ápice em 1848,
quando apresentaram, além do seu caráter liberal e burguês, um
novo elemento: a participação da classe operária, com tendência ao
socialismo. 
III. As bases do liberalismo defendido pelos revolucionários do século
XIX eram a propriedade privada, o individualismo econômico e a
liberdade de comércio, de produção e de contrato de trabalho, sem
controle pelo Estado. 
IV. As revoluções liberais do século XIX tiveram caráter socialista e
anarquista e defendiam uma sociedade livre, sem classes sociais,
assim como o fim da propriedade privada e da livre concorrência. 
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
b) Apenas as afirmações I e IV são verdadeiras.
c) Apenas as afirmações II e IV são verdadeiras.
d) Apenas as afirmações I, II e III são verdadeiras.
e) Apenas as afirmações II, III e IV são verdadeiras.
RESOLUÇÃO: 
A afirmação IV é falsa, porque as revoluções do século XIX tiveram
caráter liberal e nacionalista, não visando abolir a propriedade
privada, e estimulavam a livre concorrência – características
combatidas pelos socialistas e anarquistas.
Resposta: D
2. (MACKENZIE) – “O sistema financeiro, coração da economia global,
não será mais o mesmo depois do colapso iniciado pela falência do
banco norte-americano Lehman Brothers. Economistas do primeiro time
recomendam ao presidente norte-americano a estatização provisória do
sistema financeiro. Eles não são comunistas, revolucionários ou radicais.
São fervorosos adeptos da economia de mercado – uma economia que
precisa agora negar seus princípios sagrados para sobreviver.”
(Jornal Mundo, mar. 2009.)
Entre os “princípios sagrados” do capitalismo, mencionados no texto,
considere os elementos a seguir.
I. Lei da oferta e da procura e livre-iniciativa.
II. Livre concorrência e não intervenção estatal na economia.
III. Estatização das indústrias de base e protecionismo.
IV. Planificação e coletivização.
São corretas, somente, 
a) I e II. b) I e III. c) I e IV. 
d) I, II e III. e) II, III e IV. 
RESOLUÇÃO:
Estatização da atividade produtiva, planificação e coletivização são
características da economia socialista, também denominada
“economia planificada”, em oposição à “economia de mercado”
do capitalismo.
Resposta: A
MÓDULO 15
IDEIAS SOCIAIS E POLÍTICAS DO SÉCULO XIX
– 47
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 47
48 –
3. (FGV-RJ) – “O direito ao sufrágio torna-se, na viragem do século, o
eixo principal da luta feminista. Para as radicais não se trata apenas de
um princípio de igualdade, mas de uma condição sine qua non da
realização dos direitos na vida privada e pública. Para as mode radas, o
sufrágio permanece um objetivo longínquo; ele será a coroação de seus
esforços: devem merecê-lo graças a uma melhor formação e dar as suas
provas por meio de um trabalho de utilidade pública.” 
(A.-M. Käppeli. “Cenas feministas”. In G. Duby e M. Perrot. dir.
História das mulheres: o século XIX. 
Trad. Porto: Afrontamento, 1994, p. 556.)
Os movimentos feministas, no final do século XIX, 
a) possuíam como objetivo o estabelecimento de cotas de participação
de mulheres nas atividades públicas nos países europeus. 
b) conseguiram a equiparação com os homens no que diz respeito ao
direito de voto em todos os países europeus até o final do século
XIX. 
c) tinham como objetivo o direito de voto mesmo que, para as mais
moderadas, não fosse uma conquista a ser obtida imediatamente. 
d) obtiveram o direito ao trabalho para as mulheres e para as crianças
nas fábricas e em outros serviços urbanos oferecidos nos países da
Europa. 
e) mantiveram-se isolados e independentes dos movimentos
socialistas e anarquistas do período. 
RESOLUÇÃO:
O texto deixa claro que uma das principais motivações das lutas
feministas do século XIX era a inclusão das mulheres no direito ao
voto. 
O movimento pelo sufrágio feminino foi um movimento social,
político e econômico de reforma, com o objetivo de estender o
sufrágio (o direito de votar) às mulheres. Participam do movimento
mulheres e homens, denominados sufragistas.
Em 1893, a Nova Zelândia se tornou o primeiro país a garantir o
sufrágio feminino, graças ao movimento liderado por Kate
Sheppard (1847-1934).
Resposta: C 
4. (UNICAMP-Adaptado) – “A história de todas as sociedades tem sido
a história das lutas de classe. Classe oprimida pelo despotismo feudal, a
burguesia conquistou a soberania política no Estado moderno, em que
uma exploração aberta e direta substituiu a exploração velada por ilusões
religiosas. A estrutura econômica da sociedade condiciona suas formas
jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas. Não é a consciência
do homem que determina seu ser; mas, ao contrário, são as relações de
produção por ele estabelecidas que determinam sua consciência.”
(K. Marx e F. Engels. Obras escolhidas. São Paulo: 
Alfa Ômega, s./d., v. 1, p. 21-23, 301-302. Adaptado.)
As ideias expressas no texto podem ser associadas ao pensamento
conhecido como 
a) materialismo histórico, que analisa a evolução das sociedades
humanas a partir de ideias universais, independentes da realidade
histórica e social. 
b) materialismo histórico, que concebe a História a partir dos conflitos
sociais e das formas ideológicas determinadas pelas relações
socioeco nômicas.
c) materialismo científico, que analisa o processo histórico a partir de
uma visão metafísica, tendo como resultado o estabele cimento de
uma sociedade igualitária.
d) socialismo utópico, que propõe a destruição do capitalismo por meio
de uma revolução, seguida pela implantação da ditadura do
proletariado.
e) socialismo utópico, que defende a reforma do capitalismo por meio
do fim da exploração econômica e a abolição do Estado por meio da
ação direta.
RESOLUÇÃO:
O materialismo histórico, que constitui a base filosófica do
socialismo científico, compreende a evolução da humanidade como
a história da luta de classes, definida pela propriedade dos meios de
produção e pela exploração de uma classe por outra. Baseia-se na
análise das condições materiais das sociedades humanas,
considerando-as determinantes para a compreensão das formas
políticas, culturais e religiosas existentesnessas sociedades.
Resposta: B
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5. (UFSM) – Em 2013, aconteceram no Brasil diversas marchas e
manifestações de protesto em favor de mudanças em setores e em
serviços prestados especialmente pela máquina pública de governo.
Grande parte dos manifestantes protestou de maneira pacífica, inclusive
levando filhos às marchas. Porém, algumas lideranças, inspiradas no
anarquismo, recorreram à violência, enfrentaram a polícia e causaram
depredações em bancos, lojas, veículos etc. 
Entre as principais ideias clássicas do anarquismo, está 
a) o fim da autoridade do Estado e da propriedade privada.
b) a instauração de uma república anarquista, apenas com um
presidente e sem leis. 
c) a criação de uma ditadura do proletariado, dirigida por entidades
políticas. 
d) a instauração de uma coletividade socialista, baseada em valores
cristãos e solidários. 
e) a implantação de um regime coletivista, igualitário e estamental. 
RESOLUÇÃO:
O anarquismo, cujo primeiro teórico foi Bakunin, defende uma
organização social baseada na ausência de governo e no fim da
propriedade privada, considerada a raiz da desigualdade social. 
Resposta: A
1. (UFRJ) – Identifique uma razão que tenha levado Bismark a mostrar-se
pessimista quanto à possibilidade de uma união europeia em fins do
século XIX. 
RESOLUÇÃO:
No final do século XIX, a Europa era palco de diversos movimentos
nacionalistas, como os de unificação da Itália e da Alemanha, além
das acirradas disputas colonialistas entre as nações industriali -
zadas por territórios na África e na Ásia. Esse cenário tornava
inviável qualquer possibilidade de integração das nações
europeias. Por exemplo, Bismarck, na condução do processo de
unificação da Alemanha, preconizava a política do “Ferro e
Sangue”, uma política de desenvolvimento industrial e de guerras
contra as demais potências, o que expressava o grau do espírito
de concorrência da Alemanha com as demais nações europeias. 
MÓDULO 16
A UNIFICAÇÃO ALEMÃ
– 49
C2_3aS_LILAS_EXER_HIS_JR_2019 01/11/2018 17:42 Página 49
50 –
2. (FGV) – “A Comuna é, assim, um orgão executivo e legislativo ao
mesmo tempo, onde os poderes não estão ‘divididos’, mas sim
‘descentralizados’. (...) nasce como prefeitura e age como tal. Mas acima
dela nada existe. (...) A Comuna toma funções próprias do Estado
centralizador e, ao projetá-lo em uma dimensão municipal, converte-se,
de fato, em uma reformulação fundamental da relação entre o poder e
a sociedade. (...) seria o ‘governo dos produtores’, a ‘república do
trabalho’.”
(Horacio Gonzalez. A Comuna de Paris, 1982.)
A partir do excerto e do que se sabe sobre a Comuna, é correto afirmar
que:
a) a Comuna de Paris foi um orgão político centralizador, nascido em
meio à Primeira Guerra, em 1914, e visava manter as relações típicas
entre o poder e a sociedade da hierarquia liberal burguesa, isto é,
baseadas no capital e na propriedade; foi derrotada.
b) foi uma forma de autogestão, nascida da luta liberal em Paris, cidade
abandonada pelo governo de Thiers, em meio à Guerra Franco-Prus -
siana, em 1914, para proteção das relações entre o poder
centralizado e a sociedade da ordem liberal burguesa; foi vencedora.
c) a Comuna de Paris nasceu como uma municipalidade, em 1871;
visou transformar as funções do Estado em um pacto comunal que
destruiu as forças políticas contra o trabalhador baseadas nas
relações de solidariedade; foi derrotada.
d) os trabalhadores de Paris tomaram o poder, em 1871, para impedir
o avanço alemão sobre a cidade; eles tinham o objetivo de alterar as
relações democráticas existentes, baseadas na cooperação e na
descentralização; foram vencedores.
e) a Comuna nasceu em Versalhes, em meio à Guerra Franco-Prussiana,
em 1866, para proteger o governo antidemocrático que havia
abandonado Paris e cuja ação privilegiava os interesses dos
trabalhadores urbanos e do campo; foi derrotada.
RESOLUÇÃO:
A Comuna de Paris foi a maior insurreição socialista anterior à
Revolução Russa de 1917. Irrompida em março de 1871, pouco
depois da capitulação francesa na Guerra Franco-Prussiana,
estendeu-se até maio seguinte, quando foi sangrentamente
reprimida pelas forças da III República Francesa. A Comuna, que
congregou toda a esquerda radical de Paris (inclusive refugiados
políticos estrangeiros), constituiu uma importante experiência de
governo popular, exercido coletivamente por meio de assembleias
com poder decisório, voto universal e participação política das
mulheres. Foram também tomadas medidas contrárias ao princípio
da propriedade privada, com a ocupação de moradias e controle
dos trabalhadores sobre os estabelecimentos industriais.
Resposta: C
Texto para a questão 3: 
Ao longo do século XIX é possível identificar algumas tentativas de
integração europeia, que não alcançaram grande repercussão. A ideia de
uma Europa unida estava ainda distante. Segundo Bismark, Chanceler
da Prússia e depois da Alemanha, “quem fala de Europa se equivoca.
Noção geográfica... ficção insustentável.”
Contudo, na segunda metade do século XX, se fortaleceu a proposta
de uma maior integração econômica e política do continente, com a
assinatura do Tratado de Roma e a constituição da comunidade
Econômica Europeia (CEE). 
3. (UPE) – “Não causa admiração o fato de os historiadores falarem de
uma ‘Europa Bismarckiana’. Em todos os Estados Europeus, a questão
das relações com o Império alemão está no centro das preocupações
dos homens de governo: é para Bismarck que todos olham.”
(Jean-Baptiste Duroselle. A Europa de 1815 aos nossos dias.
São Paulo: Pioneira, 1970, p. 37.)
Dentre as principais características políticas do governo desse influente
líder alemão, a que mais se destacou foi a 
a) desestruturação da ideia de império, construindo a primeira
República alemã, com sede na cidade de Weimar. 
b) construção de ampla política diplomática, que proporcionou uma
ausência de guerra europeia entre as potências no intervalo de 1871
a 1914. 
c) diminuição dos domínios territoriais devolvendo à França as regiões
da Alsácia-Lorena no intuito de desfazer um possível foco de conflito. 
d) implementação da estabilidade pela paz, e não pela força, reduzindo
o efetivo do exército alemão e evitando uma corrida de armamentos. 
e) organização do Congresso de Berlim que desfez as hostilidades
entre as potências europeias, colocando um fim nas antigas
rivalidades entre essas nações. 
RESOLUÇÃO:
Principal agente da reunificação alemã, Otto von Bismarck (1815-
1898), conhecido como chanceler de ferro, transformou a Ale -
manha em uma nação forte a partir, principalmente, de uma
intensa política diplomática, na qual conseguiu bom relaciona -
mento com toda a Europa. 
Resposta: B
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4. (MACKENZIE) – A unificação política da Alemanha (1870-1871) teve
como consequências: 
a) a ruptura do equilíbrio europeu, o revanchismo francês, a revolução
industrial alemã e a política de alianças. 
b) o enfraquecimento da Alemanha e a miséria de grande parte dos habi -
tantes do sul, responsável pela onda migratória do final do século XIX. 
c) a anexação da Alsácia e Lorena, o empobrecimento do Zollverein e
a retração do capitalismo. 
d) a corrida colonial, o revanchismo francês, o enfraquecimento do
Reich e a anexação da Áustria. 
e) o equilíbrio europeu, a aliança com a França, a formação da união
aduaneira e a Liga dos Três Imperadores. 
RESOLUÇÃO:
Esses elementos combinados colaboraram para o advento da
Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Resposta: A 
5. “Sou um partidário da Comuna de Paris que, por ter
sido massacrada, sufocada no sangue pelos carrascos
da reação monárquica e clerical, tornou-se ainda mais viva, mais
poderosa na imaginação e no coração do proletariado da Europa.Sou
seu partidário sobretudo porque ela foi uma negação audaciosa e bem
pronunciada do Estado.”
(Mikhail Bakunin. Apud Alexandre Samis. 
Negras tormentas: o federalismo e o internacionalismo 
na Comuna de Paris. São Paulo: Hedra, 2011.)
A Comuna de Paris despertou a reação dos setores sociais mencionados
no texto, porque 
a) representou a retomada dos valores do liberalismo. 
b) consagrou o princípio do sufrágio universal. 
c) encerrou o período de estabilidade política europeia. 
d) simbolizou a vitória do ideário marxista. 
e) instituiu a participação política direta do povo.
RESOLUÇÃO:
A Comuna de Paris foi uma sublevação popular que tentou formar
um “governo do povo” para comandar a França. Dela participaram
as diversas correntes socialistas do período (utópica, científica e
anarquista), o que a levou a ser combatida por todas as demais
correntes políticas.
Obs.: O autor, ligado à ideologia anarquista, tende a generalizar os
adversários da Comuna de Paris sob o rótulo mais conservador
possível (“reação monárquica e clerical”), eludindo o fato de que a
tendência triunfante na III República Francesa era liberal e
republicana.
Resposta: E
1. (UERJ-2018) –
(adorocinema.com)
O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa, publicado postumamente e
popularizado pelo cineasta italiano Luchino Visconti, narra a decadência
da nobreza e a ascensão de uma nova classe na Itália do final do século
XIX, endinheirada, destituída de sangue azul, mas ávida para comprá-lo.
A astúcia do aristocrata Tancredi o levou a perceber a necessidade de
sobrevivência numa nova realidade. Em uma de suas falas, ele diz: “Se
nós não estivermos presentes [na unificação], eles aprontam a
República. Se queremos que tudo continue como está, é preciso que
tudo mude. Fui claro?”.
(Adaptado de revistabula.com).
A frase do personagem Tancredi no filme O Leopardo sintetiza a postura
da nobreza italiana em meio ao processo de unificação nacional na
década de 1860. 
MÓDULO 17
UNIFICAÇÃO ITALIANA
– 51
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52 –
Apresente uma característica da unificação italiana que justifique a frase
do personagem. Aponte, ainda, um efeito socioeconômico dessa
unificação para o continente americano.
RESOLUÇÃO:
O processo de unificação italiana começou em meados do século
XIX e foi concluído em 1870. 
Para repelir mudanças sociais significativas, a elite do país adotou
uma monarquia constitucional, impedindo a adoção do modelo
republicano e afastando o povo das grandes decisões políticas. O
processo de unificação realizou-se de cima para baixo beneficiando
a elite, e foi controlado pelo grupo do Risorgimento (monarquia
liberal burguesa). Dessa forma, após a unificação, a crise da
agricultura sulista e o êxodo rural (para o norte) provocaram
grande pobreza e desemprego no país, o que conduziu a uma
enorme onda migratória para a América, notadamente EUA, Brasil,
Argentina e Uruguai.
2. (ESPM) – As imagens mostram dois importantes personagens da
história europeia do século XIX, figuras que expressaram com sua
liderança o sentimento nacionalista:
(Disponível em: http://www.thelatinlibrary.com/
imperialism/notes/bismark.html)
(Disponível em: www.wikipedia.org)
a) a figura I é de Bismarck, ministro prussiano e articulador do processo
de unificação da Alemanha – a figura II é de Vitor Emanuel, rei do
Piemonte-Sardenha e primeiro rei da Itália unificada.
b) a figura I é de Guilherme I, declarado kaiser do II Reich alemão em
1871 – a figura II é de Vitor Emanuel, rei do Piemonte-Sardenha e
primeiro rei da Itália unificada.
c) a figura I é de Von Moltke, o comandante prussiano responsável pela
unificação alemã – a figura II é de Giuseppe Garibaldi, líder dos
camisas-vermelhas, forças populares republicanas, que combateram
pela unificação da Itália.
d) a figura I é de Bismarck, representante da aristocracia prussiana e
artífice da unidade alemã – a figura II é Giuseppe Garibaldi, herói da
unificação italiana e líder dos camisas-vermelhas.
e) a figura I é do kaiser Guilherme I, fundador do II Reich alemão – a
figura II é de Camilo Cavour, ministro do reino do Piemonte-Sardenha
e artífice da unificação italiana.
RESOLUÇÃO:
O processo de unificação alemã foi dirigido pelo chanceler
prussiano Otto Von Bismarck, com o apoio da aristocracia
prussiana (jünkers) e da burguesia industrial alemã. A ideia era
unificar o país e reconstruir o império (Reich) alemão. No processo
de unificação italiana, apesar de o controle ser da burguesia liberal
do Reino de Piemonte-Sardenha, houve participação das camadas
populares e camponesas do sul da Itália, lideradas por Giuseppe
Garibaldi, fato que pode ser atestado na imagem do líder italiano,
apresentado como uma pessoa do povo (imagem II).
Resposta: D
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3. (UFV-Adaptado) – A expressão Risorgimento designa o conjunto de
movi mentos heterogêneos que desejavam a unificação da Itália no
século XIX. A vertente vitoriosa nesse processo foi 
a) o projeto republicano de Giuseppe Mazzini, que criou o movimento da
“Jovem Itália”, voltado para a superação dos particularismos regionais.
b) o movimento popular dos carbonários, que defendia a instituição de
um Estado unitário e laico, contrário à influência da Igreja.
c) o Papado, que propunha a instituição de uma monarquia teocrática
com sede no Vaticano e dotada de suserania sobre os demais Estados.
d) o movimento liderado pelo Reino da Sardenha e Piemonte, que ado -
tou uma monarquia constitucional laica e favoreceu a industrialização.
e) o movimento dos “Camisas-Vermelhas” garibaldinos, que estiveram
à frente de todas as campanhas militares em prol da unificação.
RESOLUÇÃO:
A unificação da Itália processou-se em torno do Reino da Sardenha
e Piemonte, cujo liberalismo contava com a simpatia da burguesia
italiana. No plano interno, o projeto unificador recebeu o
importante apoio da Maçonaria e do líder republicano Giuseppe
Garibaldi, comandante dos “Camisas-Vermelhas”. No plano
externo, o Reino Sardo-Piemontês recebeu ajuda da França 
(1859-60) e da Prússia (1866) para combater a Áustria.
Resposta: D
4. (CESGRANRIO-Adaptado) – Os movimentos nacionais na
Alemanha e na Itália, ocorridos na segunda metade do século XIX,
pretendiam, por meio da unificação política, alcançar
a) o desenvolvimento capitalista por meio do fortalecimento do Estado
e da integração geográfica dos mercados. 
b) a independência econômica diante do predomínio do capitalismo
britânico. 
c) a valorização do arianismo como meio de identificação da naciona li -
dade ítalo-germânica. 
d) a construção de Estados fortes que devolvessem à Alemanha e à
Itá lia o prestígio que tiveram no século XVIII.
e) a consolidação de uma aliança anti-francesa que contivesse as
ambições territoriais de Napoleão III.
RESOLUÇÃO:
As unificações da Alemanha e da Itália foram conduzidas por dois
Estados desenvolvidos industrialmente, se bem que o industria -
lismo da Prússia (Estado que liderou a unificação alemã) fosse mais
adiantado que o do Reino Sardo-Piemontês (Estado que liderou a
unificação italiana). Assim, os dois processos unificadores tinham
objetivos semelhantes: expandir suas atividades econômicas por
meio da integração dos mercados locais, promovendo dessa forma
o desenvolvimento do capitalismo.
Resposta: A
– 53
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54 –
5. (CFTPR) – Sobre a unificação italiana, é correto afirmar que:
I) Após o Congresso de Viena, a Itália foi dividida e transformada numa
simples "expressão geográfica", motivando o "Risorgimento".
II) A liderança na luta pela unificação coube ao reino do Piemonte-
Sardenha, sob orientação de Benito Mussolini.
III) Foi na década de 1870 que os italianos conquistaram Roma e
completaram a unificação.
IV)A conquista da unidade deu origem à Questão Romana, monarquia
italiana versus Papa, que só foi resolvida com o tratado de Latrão, em
1929, quando foi criado o Estado do Vaticano.
Das proposições anteriores, são corretas somente: 
a) II, III e IV. 
b) I, III e IV. 
c) I, II e III. 
d) I e IV. 
e) I e II. 
RESOLUÇÃO:
A liderança da unificação realmente coube ao Reino de Piemonte-
Sardenha, mas sob o comando do primeiro-ministro Conde de
Cavour e do rei Vítor Emanuel II.
Resposta: B 
1. (FUVEST) –
Níveis per capita de industrialização, 1750-1913
(Reino Unido em 1900 = 100)
(Ronald Findlay e Kevin O’Rourke. Power and Plenty: Trade,War and
the World Economy in the Second Millennium. Princeton: Princeton
University Press, 2007. Adaptado.).
Com base na tabela, é correto afirmar:
a) A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos
ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, mantendo-se
relativamente inalterada durante a Segunda Revolução Industrial.
b) Os países do Sul e do Leste da Europa apresentaram níveis de
industrialização equivalentes aos dos países do Norte da Europa e
dos Estados Unidos durante a Segunda Revolução Industrial.
c) A Primeira Revolução Industrial teve por epicentro o Reino Unido,
acompanhado em menor grau pela Bélgica, ambos mantendo níveis
elevados durante a Segunda Revolução Industrial.
d) Os níveis de industrialização verificados na Ásia em meados do
século XVIII acompanharam o movimento geral de industrialização do
Atlântico Norte ocorrido na segunda metade do século XIX.
e) O Japão se destacou como o país asiático de mais rápida
industrialização no curso da Primeira Revolução Industrial, perdendo
força, no entanto, durante a Segunda Revolução Industrial.
RESOLUÇÃO:
A alternativa escolhida é corroborada pelos dados apresentados na
tabela. Entretanto, para quem se surpreender com a aparente
superioridade da Bélgica sobre a França em termos de evolução na
produção industrial, convém lembrar que o termo de comparação
utilizado é o nível per capta da atividade fabril. Consequentemente,
o fato de a população belga ser muito inferior à francesa mostra que
a comparação entre a economia dos dois países deve ser relativizada. 
Resposta: C
MÓDULO 18
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
País 1750 1800 1860 1913
Alemanha 8 8 15 85
Bélgica 9 10 28 88
China 8 6 4 3
Espanha 7 7 11 22
EUA 4 9 21 126
França 9 9 20 59
Índia 7 6 3 2
Itália 8 8 10 26
Japão 7 7 7 20
Reino Unido 10 16 64 115
Rússia 6 6 8 20
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2. (UDESC-2017) – Sobre os processos de industrialização é correto
afirmar que:
a) No final do século XIX ocorreu a chamada “Segunda Revolução
Industrial”, com a diversificação do uso da energia elétrica, que
permitiu o desenvolvimento do rádio e do telefone; assim como a
invenção do motor à explosão, que permitiu o surgimento do
automóvel e do avião. 
b) A produção de bens no antigo Egito era realizada por artesãos que
gozavam de boa reputação em toda a sociedade, sendo famosos e
bem remunerados por isso. 
c) A moenda da cana-de-açúcar, no Brasil colonial, era realizada com
base no trabalho assalariado e na produção em série, visando
diminuir o preço do produto para vendê-lo em grande quantidade
para o mercado interno. 
d) A chamada Revolução Industrial iniciou-se na Alemanha, graças às
inovações produzidas nas universidades que aplicaram os
conhecimentos em empresas públicas para atender à melhoria das
condições de vida da classe trabalhadora. 
e) No século XX ficou comprovada a tese de que, na divisão
internacional do trabalho, alguns países com vocação agrária podiam
se tornar economicamente desenvolvidos, sem que houvesse
indústrias em seu território.
RESOLUÇÃO:
A Segunda Revolução Industrial (Revolução do Aço e da
Eletricidade) trouxe como inovações que melhoraram a produção:
novas técnicas de racionalização do trabalho; os transportes e as
comunicações; o uso da eletricidade; e a invenção do motor de
combustão interna.
Resposta: A
3. (IFPE) – “As precondições existentes na Inglaterra, no século XVIII,
possibilitaram o primeiro grande arranco, que se convencionou chamar
de Revolução Industrial, levando-a ao capitalismo industrial. Foi ali, onde
existia o maior comércio ultramarino, consequência de sua supremacia
naval, que grandes capitais foram acumulados, práticas creditícias e
financeiras atingiram um alto grau de especialização, fábricas e
maquinismo se disseminaram, alterando consideravelmente o equilíbrio
político-econômico mundial e submetendo as nações a uma crescente
dominação inglesa que perdurou até o princípio do século XX.”
(IANNONE, Roberto Antonio. A Revolução Industrial. 
São Paulo: Moderna, 1993. p 44.)
Sobre a chamada Revolução Industrial, cujas origens e importância são
justificadas no fragmento acima, podemos ainda afirmar que
I. Ocorreu com a substituição da energia física pela energia mecânica
e da ferramenta pelas máquinas.
II. Teve início na Inglaterra, com o predomínio da indústria têxtil e a
utilização da máquina vapor.
III. Intensificou-se a produção de bens com o uso de novas tecnologias
e da eletricidade em sua segunda fase, a partir de 1850.
IV. Podemos registrar, entre suas consequências, a consolidação do
capitalismo e o surgimento da classe proletária.
V. O fenômeno atingiu, já no século XIX, outros países europeus, como
a França, além dos Estados Unidos e do Japão.
Está(ão) CORRETO(S)
a) apenas IV. 
b) I, II, III, IV e V. 
c) apenas I, II e III. 
d) apenas II, III e V. 
e) apenas I e IV. 
RESOLUÇÃO:
Todas as afirmativas estão corretas.
Resposta: B
– 55
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56 –
4. ”Outro importante método de racionalização do
trabalho industrial foi concebido graças aos estudos
desen volvidos pelo engenheiro norte-americano
Frederick Winslow Taylor (1856-1915). Uma de suas preocupações
fundamentais era conceber meios para que a capacidade produtiva dos
homens e das máquinas atingisse seu patamar máximo. Para tanto, ele
acreditava que estudos científicos minuciosos deveriam combater os
problemas que impediam o incremento da produção.” 
(TayIorismo e Fordismo. Disponível em www.brasilescola.com.
Acesso em: 28 fev. 2012.) 
O Taylorismo apresentou-se como um importante modelo produtivo no
início do século XX, produzindo transformações na organização da
produção e, também, na organização da vida social. A inovação técnica
trazida por esse método foi a 
a) utilização de estoques mínimos em plantas industriais de pequeno
porte. 
b) flexibilização da hierarquia no interior da fábrica, para estreitar as rela -
ções entre os empregados. 
c) produção orientada pela demanda enxuta, atendendo a nichos espe -
cí ficos do mercado. 
d) cronometragem e controle rigoroso do trabalho para evitar desper -
dícios.
e) polivalência dos trabalhadores, que passaram a realizar funções diver -
sificadas em uma mesma jornada. 
RESOLUÇÃO:
O taylorismo foi um sistema de organização industrial surgido no
início século XX, visando otimizar a produção industrial. Entre os
objetivos do taylorismo, podemos citar: utilização de métodos para
padronizar a produção, com vistas a evitar o desperdício, e adoção
de procedimentos para reduzir a fadiga dos trabalhadores e
disciplinar a distribuição de tarefas. 
Resposta: D
5. (FGV) – “A nova entrada da pobreza indigente será não mais um
fenômeno temporário do desemprego ou como resistência ao trabalho
dos pobres não moralizados, mas como Criatura da própria sociedade
industrial, como resíduo que, produzido por ela, nela não tem lugar. É em
Londres que o sistema de fábrica despeja sua escória humana. Mais
uma vez questiona-se o pensamento liberal em um dos seus
pressupostos básicos, o laissez-faire. Uns pedem ao governoleis
severas de controle da superpopulação e medidas no sentido de se
exportar o resíduo para as colônias.”
(Maria Stella Bresciani, Londres e Paris no século XIX. 
p. 104-7. Adaptado) 
Segundo o texto, 
a) a produção do “resíduo” pelo sistema de fábrica torna a pobreza algo
crônico, o que leva a propostas intervencionistas que colocam em
xeque a própria ação do Estado liberal.
b) soluções para o intervencionismo do Estado absolutista reforçam o
laissez-faire, uma vez que a miséria produzida pelo sistema fabril é
pontual e não gera tensões sociais.
c) o laissez-faire passa a ser questionado porque o sistema industrial
produz a miséria, ou seja, não acentua as diferenças sociais e garante
ao Estado liberal todas as formas de intervenção. 
d) a miséria não é produto do sistema de fábrica, e sim do desemprego
e da vagabundagem, o que torna as propostas do controle do
“resíduo” inviáveis para o Estado liberal. 
e) a industrialização produz o vagabundo e o desempregado, mas não
a miséria, e, portanto, soluções intervencionistas harmonizam-se
com o Estado absolutista, e não com o Estado liberal.
RESOLUÇÃO:
A aceleração do capitalismo no século XIX produziu um resíduo
humano que, em longo prazo, o mercado não conseguiu absorver.
Ou seja, uma enorme massa de cidadãos que estavam fora do
mundo do trabalho e do mercado consumidor, vivendo nos limites
entre a miséria e a sobrevivência. Esse fenômeno levantou
discussões sobre como o Estado deveria lidar com isso, abrindo,
então, mão do chamado laissez-faire (a não intervenção do Estado)
que nortearia as relações sociais.
Resposta: A
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