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Leishmania spp. e Trypanosoma Prof. Thayroni Souza Biólogo | UFES Mestrando | UFOP Gênero Tripanosoma Prof. Thayroni Souza Biólogo | UFES Mestrando | UFOP Trypanosoma cruzi Gênero Trypanosoma Pertence à Família Trypanosomatidae - Possuem aspecto foliáceo, flagelo, núcleo e cinetoplasto (cinetossomo); - Inclui as espécies: T. evansi, T. equiperdum, T. theileri, T. cruzi; - Estádios de vida estruturalmente distintos: amastigota, promastigota, epimastigota, opimastigota, tripomastigota; Trypanosoma cruzi Gênero Trypanosoma Diferentes estádios do gênero Trypanosoma: A) Forma amastigota com seu corpo arredondado e sem flagelo; B) promastigota com o corpo alongado e flagelo na extremidade anterior; C) epimastigota com o cinetossomo próximo e anterior ao núcleo; D) opimastigota com corpo alongado, flagelado e sem membrana ondulante; E) tripomastigota com flagelo e membrana ondulante. Morfologia Morfologia Trypanosoma cruzi: https://www.youtube.com/watch?v=BtUUpHttCVk Gênero Trypanosoma Trypanosoma cruzi Gênero Trypanosoma Trypanosoma evansi - Tamanho varia de 15 a 34 µm; - Tripomastigota; No hospedeiro se torna amastigota; - Parasita células sanguíneas e linfa de equinos, bovinos, caprinos, suínos, caninos, felinos e capivara; - Desencadeiam a doença “mal das cadeiras”; - Os tabanídeos (mutucas), Stomoxys calcitrans (mosca de estábulo) e morcegos hematófagos do gênero Desmodus são vetores mecânicos; Gênero Trypanosoma Trypanosoma evansi Ciclo Biológico - T. evansi é transmitido pela picada ou mordida dos vetores; - Nos insetos, o parasita na forma tripomastigota permanece viável no aparelho bucal por 8 horas; - Após a picada, o protozoário atinge o sistema circulatório e inicia a sua multiplicação; - PPP de 4 a 10 dias; Em seguida, parasitemia; Mutuca de Cavalo Stomoxys calcitrans Desmodus rotundus Gênero Trypanosoma Trypanosoma evansi “Mal das cadeiras” - Caracterizada por transtornos locomotores, que inicialmente se instalam nos membros posteriores; - Evolui para paralisia total dos membros posteriores, infiltrações articulares leves, complicações oculares, esplenomegalia (aumento do baço), inflamação dos rins e, se não tratado, morte do animal; Trypanosoma evansi em equino Animal Infectado por T. evansi. apresentando sinais de incoordenação motora. Gênero Trypanosoma Trypanosoma evansi Profilaxia - Tratamento dos animais acometidos; - Incineração de carcaças de animais mortos; - Evitar pastoreio em áreas propícias ao desenvolvimento dos insetos vetores; Mutuca de Cavalo Stomoxys calcitrans Foto ilustrativa Gênero Trypanosoma Trypanosoma equiperdum - Parasita equinos, asininos e muares; Causa a enfermidade venérea “Mal do coito” ou “Durina”; - T. equiperdum tem cinetoplasto bem definido e estádio tripomastigota; - Mede cerca de 15 a 34 µm; - Transmissão por coito; (raramente por picada de mosquito); - Asno é o reservatório natural; - “Mal do coito”: Febre, tumefação e edemiação da genitália e glândulas mamárias, incoordenação e paralisia dos membros posteriores, lábio, nariz, orelhas e garganta, anemia; Trypanosoma equiperdum Gênero Trypanosoma Trypanosoma equiperdum - Uma vez na mucosa urogenital do macho ou fêmea, o protozoário passa para os capilares e inicia ciclo reprodutivo; - PPP de 2 a 12 semanas; Curso de 6 meses a 2 anos; - Diagnóstico por Anamnese e sinais clínicos; Raramente parasita é encontrado no sangue; - Profilaxia: tratamento e castração de animais infectados; Gênero Trypanosoma Trypanosoma theileri - Bovinos são hospedeiros definitivos; - T. theileri possui corpo alongado com extremidade posterior longa e afilada; núcleo ovalado na posição mediana; cinetoplasto na região posterior e membrana ondulante bem proeminente com flagelo livre; - Medem cerca de 25 a 120 µm; - Tabanídeos (mutucas) são vetores (hospedeiros intermediários); - Formas tripomastigota e epimastigota ocorrem no sangue; Epimastigota nos tecidos e linfa; Trypanosoma theileri Gênero Trypanosoma Trypanosoma theileri Profilaxia - Não é considerado patogênico; - Há relatos que animais em estresse e infectados podem abortar ou morrer; - Controle realizado pelo combate aos tabanídeos e uso de inseticidas; Gênero Trypanosoma Trypanosoma cruzi - Doença de Chagas ou Tripanossomíase americana; - Tamanho varia entre 15 e 34 µm; - Polimórfico: amastigota (fase crônica), epimastigota (intestino do vetor), tripomastigota (circulação no hospedeiro, fase aguda); Trypanosoma cruzi Gênero Trypanosoma Trypanosoma cruzi Estrutura morfológica do Trypanosoma cruzi: A) forma amastigota representada pela ausência de flagelo e da membrana ondulante; B) Representação de estruturas da forma tripomastigota. Seta preta: cinetoplasto; seta azul: membrana ondulante; seta verde: flagelo; seta vermelha: núcleo. Gênero Trypanosoma Trypanosoma cruzi Ciclo biológico - Tem como hospedeiro o inseto hematófago Triatominae infestans (barbeiro), que vive em frestas de paredes, principalmente em casas de madeira e pau a pique; Hábito noturno; - Após o repasto, o barbeiro infectado defeca a forma tripomastigota próximo ao local da picada; Ao se coçar, T. cruzi invade células, mucosas oculares e nasais; -Com a penetração e circulação sanguínea e linfática, pode atingir coração, tubo digestivo e plexos nervosos; Gênero Trypanosoma Trypanosoma cruzi Gênero Trypanosoma Trypanosoma cruzi - Gambás e morcegos funcionam como reservatórios naturais; - Período de incubação varia de 1 a 3 semanas; - Diagnóstico se dá por visualização do T. cruzi na microscopia eletrônica, sorologia e técnicas moleculares; - Profilaxia: melhoria das condições de moradia e controle de reservatórios naturais; Gênero Leishmania Prof. Thayroni Souza Biólogo | UFES Mestrando | UFOP Leishmania donavani Gênero Leishmania Pertence à Família Trypanosomatidae - Dois subgêneros: - Leishmania: porção média do intestino do vetor; - Viannia: porção posterior do intestino do vetor; - Apresenta dois estádios: - Promastigota: intestino do vetor; - Amastigota: células do hospedeiro definitivo Leishmania braziliensis Gênero Leishmania Gênero Leishmania Gênero Leishmania Ciclo Biológico - No hospedeiro: encontrada sob forma amastigoda nos macrófagos e outras células da pele, baço, fígado, medula óssea, nódulos linfáticos, mucosa, e também nos leucócitos, em que se reproduz por cissiparidade; - No vetor (hospedeiro intermediário): mosquitos do gênero Phlebotomus ou Lutzomyia (mosquito-palha) ingerem forma amastigota de vertebrados infectados; No intestino, se transformam em promastigotas e se reproduzem; Gênero Leishmania Gênero Leishmania Ciclo Biológico A: Amastigotas B: Promastigotas Lutzomyia sp. (mosquito-palha) Leishmania donavani (promastigotas): https://www.youtube.com/watch?v=yG-6KF1pstg Ciclo Biológico da Leishmania spp. Gênero Leishmania Gênero Leishmania - Apresentam várias espécies (+20); - Parasitam cães, raposas, gatos, cavalo, humanos e outros; - Em regiões tropicais e subtropicais, as Leishmania spp. desencadeiam zoonoses de extrema importância em saúde pública, em virtude de seu hospedeiro intermediário; Gênero Leishmania Gênero Leishmania Leishmania donavani - Estudada por Leishman e Donavan na índia, Séc. XIX; - Enfermidade Leishmaniose visceral (Calazar ou dum-dum) é causada por Leishmanias que compõem o chamado “Complexo L. donavani”, que variam de acordo com a região geográfica; - Índia, arredores do Mar Mediterrâneo, China, México-Argentina; - Humano e cão são principais hospedeiros, no entanto, gato, equinos,ovinos e roedores silvestres também podem hospedar; Leishmania donavani Leishmaniose visceral Gênero Leishmania Leishmania (Viannia) braziliensis - L. braziliensis está difundida na América do Sul; - Desencadeia Leishmaniose cutânea (ou Leishmaniose tegumentar americana) - Cães, humanos e asnos são hospedeiros definitivos; - Mosquitos do gênero Lutzomyia (mosquito-palha) podem transmitir; - Novos estudos relatam transmissão por coito, carrapatos e pulgas; L. braziliensis Gênero Leishmania Leishmania spp. Diagnóstico Leishmaniose visceral/cutânea - Sinais clínicos e anamnese criteriosa; - Esfregaço de amostras de baço, fígado, linfonodos e medula óssea, coradas com Giemsa, que são células-alvo do hospedeiro; - Raspado de lesões cutâneas; Gênero Leishmania Leishmania spp. Profilaxia das Leishmanioses - Combate ao mosquitos hospedeiro intermediário; - Levantamento sorológico de cães em zonas endêmicas; - Educação continuada da população, alertando os riscos da enfermidade e os fatores que favorecem seu aparecimento. Lutzomyia sp. (mosquito-palha) Gênero Leishmania Leishmania (Viannia) brasiliensis Cão com leishmaniose, antes e após dois meses de tratamento Pós-Aula 1. Enfermidade popularmente conhecida como Calazar ou dum- dum, tem como agente etiológico um parasita intracelular obrigatório que tem em seu ciclo a participação de um hospedeiro intermediário e invertebrado e um hospedeiro definitivo vertebrado. Qual o agente etiológico da enfermidade citada acima? a) Um protozoário pertencente ao Complexo Leishmania donovani; b) Uma organela citoplasmática denominada Complexo de Golgi; c) Um parasita denominado Trypanosoma evansi; d) Um parasita denominado Trypanosoma cruzi; e) Um artrópode denominado barbeiro; 2. O Trypanosoma equiperdum é a espécie que acomete os equinos e responsável por desencadear a enfermidade venérea conhecida como mal do coito ou durina. Tem o período pré-patente de duas a doze semanas, porém com duração bem longa, podendo ir de seis meses a 1 ano. Dentre as medidas de controle abaixo, qual delas podemos adotar para animais acometidos pela durina? a) Vacinação e eutanásia; b) Castração c) Vermifugação e vacinação; d) Eutanásia e vermifugação; e) Antibioticoterapia e repouso; Pós-Aula 3. A espécie Trypanosoma cruzi tem como hospedeiro intermediário o inseto hematófago do filo Arthropoda, classe Insecta, ordem Hemiptera, família Reduviidae, subfamília Triatominae, gênero Triatominae e espécie Triatominae infestans, popularmente conhecido como barbeiro. O Trypanosoma cruzi é responsável pela enfermidade nos humanos denominada Doença de Chagas, de grande importância em saúde pública. A espécie Trypanosoma cruzi, além do seu hospedeiro intermediário, o barbeiro, possui também espécies de vertebrados que funcionam como reservatórios. Quais das espécies abaixo são consideradas reservatórios? a) Cavalo e homem b) Gambá e morcego c) Morcego e cachorro d) Gambá e camelo e) Cão e gato Pós-Aula Obrigado! Prof. Thayroni Souza Biólogo | UFES Mestrando| UFOP thayroni.souza@kroton.com.br Leishmania donavani