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INFECÇÕES SEXUALMENTE 
TRANSMISSÍVEIS 
Profª Thaís Jormanna 
Estácio do Ceará 
Curso de Enfermagem 
Disciplina: Ensino Clínico em saúde da Mulher 
1 
OBJETIVOS 
 APRENDER A UTILIZAR A ABORDAGEM 
SINDRÔMICA NO ATENDIMENTO À CLIENTELA; 
 
 CONHECER A ETIOLOGIA, MANIFESTAÇÕES 
CLÍNICAS E TRATAMENTOS DAS PRINCIPAIS IST. 
2 
INTRODUÇÃO 
 
 Mais de um milhão de pessoas adquirem alguma IST diariamente 
(OMS, 2013). 
 
 Problema de saúde pública: IST x Aids; 
 
 Muitas pessoas com IST não buscam tratamento porque são 
assintomáticas (a maioria) ou têm sinais e sintomas leves e não 
percebem as alterações 
 
 Pessoas sintomáticas podem preferir tratar-se por conta própria ou 
procurar tratamento em farmácias ou junto a curandeiros 
tradicionais. 
 
 Uma parcela que busca atendimento na unidade de saúde pode 
não ter uma IST corretamente diagnosticada ou tratada. 
 
 O diagnóstico deve ser precoce e o tratamento imediato, com o 
menor tempo de espera possível, podendo esse período ser 
aproveitado para a realização de ações de informação/educação 
em saúde individual e coletiva. 
3 
INTRODUÇÃO 
 
 Portadores de IST não ulcerativas têm risco maior de 3 a 
10 vezes de se infectar pelo HIV. 
 
 Portadores de IST ulcerativas, esse risco sobe para 18 
vezes; 
 
 ꜛAbortos espontâneos, natimortos, baixo peso ao nascer, 
infecção congênita e perinatal; 
 
 Clamídia x infertilidade entre homens; 
 
 HPV e o carcinoma em colo de útero, pênis e ânus. 
 
 
4 
Fatores de Risco 
 Práticas sexuais sem uso de preservativos 
 Idade mais baixa 
5 
Rastreamento de IST 
 Realização de testes diagnósticos em pessoas 
assintomáticas a fim de estabelecer o diagnóstico 
precoce (prevenção secundária), com o objetivo de 
reduzir a morbimortalidade do agravo rastreado 
6 
Rastreamento de IST 
7 
Rastreamento de IST 
8 
Rastreamento de IST 
9 
10 
Rastreamento de Clamídia e Gonorréia 
11 
O sítio de rastreamento para clamídia e gonococo irá depender da 
prática sexual realizada pela pessoa. 
 
•Sexo oral sem preservativo – coleta de material de orofaringe; 
•Sexo anal receptivo sem preservativo – coleta de swab anal; 
• Sexo vaginal receptivo sem preservativo – coleta de material genital; 
•Sexo insertivo sem preservativo – coleta de material uretral. 
Anamnese 
+ 
Identificação das diferentes 
vulnerabilidades 
 + 
Exame físico 
+ 
Exames laboratoriais 
 
12 
Abordagem às pessoas com IST 
Prescrição 
+ 
Orientações de tratamento 
+ 
Definição de estratégia para 
seguimento e atenção às 
parcerias sexuais 
+ 
Acesso aos insumos de 
prevenção 
Anamnese de hábitos sexuais e de risco : habilidades 
de comunicação para clínica 
 Ganhar a confiança do paciente 
 Avisar que perguntas são feitas para todos os pacientes 
adultos, independentemente de idade ou de estado civil. 
 Enfatizar o caráter sigiloso da consulta. 
 Escuta respeitosa sobre as diferentes profissões de cada 
pessoa 
13 
Convocação de parceiros 
14 
COMUNICAÇÃO: cartão, correspondência, busca ativa. 
Principais manifestações clínicas das IST 
 Corrimento vaginal 
 Corrimento uretral 
 Ulceras genitais 
 Verrugas anogenitais 
15 
Diagnóstico das IST 
 
 Abordagem Sindrômica: 
 Classificação segundos as principais síndromes; 
 Utiliza fluxogramas; 
 Indica tratamento para agentes mais frequentes na 
síndrome. 
 
 
 
16 
17 
FLUXOGRAMAS DE CONDUTA 
 Corrimento vaginal; 
 Corrimento uretral; 
 Úlceras anogenitais; 
 Verruga anogenital; 
 Doença inflamatório pélvica (DIP). 
18 
CORRIMENTO VAGINAL 
 
 
19 
Outras Causas 
 Drenagem de excessivo material mucoide fisiológico, 
 Vaginite inflamatória descamativa 
 Vaginite atrófica (em mulheres na pós-menopausa) ou 
presença de corpo estranho. 
 Dermatites alérgicas ou irritativas (sabonetes, perfumes, látex) 
 Doenças da pele (líquen, psoríase). 
20 
21 
22 
Vulvovaginite e a vaginose são as causas mais comuns de 
corrimento vaginal patológico, responsáveis por inúmeras 
consultas. 
 
São afecções do epitélio estratificado da vulva e/ou vagina, 
cujos agentes etiológicos mais frequentes são fungos, 
principalmente a Candida albicans; bactérias anaeróbicas, 
em especial a Gardnerella vaginalis; e o protozoário 
Trichomonas vaginalis. 
CANDIDÍASE 
 Infecção causada por fungo no trato geniturinário da mulher 
(vulvovaginite) e homem; 
 Período de incubação desconhecido; 
 Agente etiológico: Candida albicans; 
 Manifestações clínicas: prurido, ardor, dispareunia, disúria, 
polaciúria e eliminação de corrimento vaginal em grumos 
inodoro. A vulva e a vagina encontram-se edemaciadas e 
hiperemiadas. 
 No homem apresenta-se com hiperemia da glande e 
prepúcio, edema e pela presença de pequenas lesões 
puntiformes, avermelhadas e pruriginosas. Ph vaginal < 4. 
 
23 
 Transmissão: Não é uma doença de transmissão 
exclusivamente sexual. 
 
 Recorrência: diabetes, gravidez, uso de contraceptivos orais, 
uso de antibióticos e medicamentos imunodepressores, 
obesidade, uso de roupas justas; 
 
 Diagnóstico: Clínico, ph vaginal. 
 
 Não é necessário tratar o parceiro (sintomático). 
24 
25 
26 
27 
28 
TRICOMONÍASE 
 Doença infecto-contagiosa do sistema gêniturinário do homem 
e da mulher. 
 Epidemiologia: 170 milhões (mundo) e 4,3 milhões (Brasil) por 
ano; 50% das mulheres são assintomáticas; 
 Agente etiológico: Trichomonas vaginalis (protozoário); 
 Período de incubação: em média 1 a 2 semanas; 
 Manifestações clínicas: corrimento amarelo esverdeado, 
bolhoso, odor desagradável, dispareunia, prurido vulvar, teste 
de “Schiller” tigróide. No homem causa uma uretrite discreta, 
sendo muitas vezes assintomático; 
29 
 Diagnóstico: Exame direto da secreção, 
 O pH quase sempre é maior que 5,0. 
 Complicações: Homens (prostatite, epididimite, oligospermia) 
e mulher (DIP); 
 Causa alterações celulares: repetir citológico 3 meses. 
 
TRICOMONÍASE 
30 
31 
32 
VAGINOSE BACTERIANA 
 Ocorre por desequilíbrio da microbiota vaginal; 
 
 Agente etiológico: Gardnerella vaginalis, Mobiluncus sp., 
Mycoplasma hominis; 
 
 Manifestações clínicas: assintomático (50%). Corrimento 
homogêneo amarelado, branco ou acinzentado, com bolhas 
esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável 
(acentuado após o coito e durante a menstruação). 
No homem pode ser causa de uretrite. 
 
 Complicações: parto prematuro, infecção puerperal, DIP, 
duplica a chance de infecção pelo HIV. 
 
33 
 Transmissão: Geralmente primária na mulher. Sexual no 
homem; 
 
 Diagnóstico: exame a fresco (presença de “clue cells”), pH 
vaginal >4,5, teste das aminas de KOH 10%- positivo. 
 
 
VAGINOSE BACTERIANA 
34 
35 
 
36 
 
37 
 
38 
CORRIMENTO VAGINAL 
39 
TRATAMENTO 
 
40 
 
41 
 
42 
Particularidades: candidíase vulvovaginal 
 a. Nos casos recorrentes ou de difícil controle, devem-se 
investigar as causas sistêmicas predisponentes (diabetes, 
imunodepressão, inclusive a infecção pelo HIV e uso de 
corticoides). 
 
 b. Dentre as reações adversas raras (entre 0,01% e 0,1%) do 
uso do fluconazol, citam-se agranulocitose, leucopenia, 
neutropenia, trombocitopenia, anafilaxia, angioedema, 
hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, hipocalemia, 
toxicidadee insuficiência hepática. c. PVHIV: devem ser 
tratadas com os esquemas habituais. 
43 
 
44 
Particularidades: vaginose bacteriana 
 a. VB recorrente: o triplo regime (metronidazol gel dez dias + ácido bórico 
21 dias + metronidazol gel duas vezes por semana, por quatro a seis 
meses) parece promissor, porém requer validação com estudo prospectivo 
randomizado e controlado. O papel do ácido bórico é remover o 
“biofilme” vaginal que facilitaria a persistência das bactérias patogênicas 
(MACHADO et al., 2016). 
 
 b. O uso de antissépticos, pré-bióticos e pró-bióticos e a reposição de 
lactobacilos vem sendo estudada, mas há ainda longo caminho a percorrer, 
pois a reposição deve ser realizada com as espécies que habitam a vagina 
e produzem H2O2, características primordiais para a proteção contra 
várias infecções, inclusive VB (YUDIN; MONEY, 2008; MACHADO et al., 
2016). 
45 
Particularidades: vaginose bacteriana 
 c. PVHIV: devem ser tratadas com os esquemas habituais, mas 
atentar para interação medicamentosa entre o metronidazol e 
o ritonavir, que pode elevar a intensidade de náuseas e 
vômitos, reduzindo a adesão aos antirretrovirais. Para evitar 
tal ocorrência, recomenda-se intervalo de duas horas entre as 
ingestas do metronidazol e ritonavir. 
46 
47 
Particularidades: tricomoníase 
 a. PVHIV: devem ser tratadas com os esquemas habituais, mas atentar 
para a interação medicamentosa entre o metronidazol e o ritonavir, que 
pode elevar a intensidade de náuseas e vômitos, reduzindo a adesão aos 
antirretrovirais. Para evitar tal ocorrência, recomenda-se intervalo de duas 
horas entre as ingestas do metronidazol e ritonavir. 
 
 b. A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncológica. 
Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares e 
tricomoníase, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após três 
meses, para avaliar se as alterações persistem. 
48 
CORRIMENTO URETRAL 
49 
Gonorréia 
 Doença infecto-contagiosa do trato urogenital, que determina 
desde ausência de sintomas a alta morbidade; 
 Agente etiológico: Neisseria gonorrhoeae (diplococo gram -); 
 Período de Incubação: 2 a 5 dias; 
 Manifestações clínicas: assintomática (60%). Homem: prurido, 
disúria, uretrite, corrimento abundante e mucopurulento, 
edema, febre. Mulher: disúria, urgência urinária, secreção 
amarelada, endocervicite, ectopia acentuada, polaciúria, 
sangramento irregular, dispareunia, hiperemia vaginal. 
Criança: conjuntivite gonocócica (canal de parto); 
 Transmissão: sexual ou fômites (raro); 
 
 
 
50 
 Complicações: artrite, meningite, faringite, pielonefrite, 
miocardite, pericardite, septicemia, infertilidade, DIP. A 
conjuntivite gonocócica em adultos ocorre por auto-
inoculação; 
 Diagnóstico: clínico, bacterioscopia, cultura; 
51 
52 
53 
CLAMÍDIA 
 Doença infecto-contagiosa dos órgãos genitais 
masculinos ou femininos; 
 Caracteriza-se pela presença de secreção uretral 
escassa, translúcida e geralmente matinal; 
 Período de Incubação: 2 semanas a 1 mês; 
 Agente etiológico: Chlamydia trachomatis. 
 
54 
 Manifestações clínicas: assintomática. Homens (uretrite 
com secreção clara e mucóide, disúria), Mulheres 
(endocervicite com muco, uretrite e friabilidade); 
 
 Diagnóstico: clínico, Papanicolaou, sorologia; 
 
 Complicações: Epididimite, salpingite, prostatite, tumor 
de testículo, infertilidade, otite média, artrite, DIP. 
55 
56 
57 
 
58 
 
59 
60 
CERVICITES 
61 
CERVICITES 
 Cervicite mucopurulenta ou endocervicite é a 
inflamação da mucosa endocervical. Agentes 
causadores Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia 
trachomatis; 
 As cervicites são frequentemente assintomáticas (em 
torno de 70% a 80%); 
 Corrimento vaginal, dispareunia ou disúria, podem 
ocorrer na presença de cervicite mucopurulenta. 
62 
CERVICITES 
 O colo uterino pode ficar edemaciado, sangrando 
facilmente ao toque da espátula. Pode ser verificada 
a presença de mucopus no orifício externo do colo. 
 
 Complicações: 
 Doença Inflamatória Pélvica (DIP), esterilidade, 
gravidez ectópica e dor pélvica crônica, as 
principais sequelas; 
 
 Abortos, ruptura prematura de membranas, 
conjuntivite e pneumonias no RN. 
63 
 
64 
TRATAMENTO 
65 
Verruga anogenital 
66 
Infecção pelo HPV 
 Agente etiológico: Papilomavírus Humano (mais de 100 sorotipos). 
Oncogenicidade (16,18,31,33); 
 
 Período de incubação: 1 a 20 meses (3 meses) – lesões(décadas); 
 Transmissão: sexual, vertical (canal de parto), fômites (raro); 
 
 Diagnóstico: clínico, inspeção (IVA), citologia, colposcopia. 
 
 Manifestações: assintomáticas; lesões papilares que formam 
massas vegetantes (condilomas - verrugas); 
 
 
 
 
67 
Locais de Infecção pelo HPV no Homem 
68 
G
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d
u
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 T
ys
o
n
 
Locais de Infecção pelo HPV na mulher 
 
69 
Locais de Infecção pelo HPV na mulher 
70 
71 
72 
73 
 
74 
75 
76 
Apresentações Subclínicas do HPV 
 Vírus de baixo risco oncogênico →lesões escamosas de baixo grau (low 
grade intraepithelial lesions – LSIL)→displasia leve ou neoplasia intraepitelial 
cervical grau 1 (NIC 1). 
 
 Vírus de alto potencial oncogênico →lesões intraepiteliais escamosas de 
alto grau (high grade intraepithelial lesions – HSIL→displasia moderada, 
grave ou carcinoma in situ –neoplasias intraepiteliais cervicais grau 2 (NIC 2) 
ou grau 3 (NIC 3). 
 
 Outros epitélios: neoplasias intraepiteliais vaginais (NIVA), vulvares (NIV), 
perineais (NIPE), penianas (PIN) e anais (NIA). 
 
77 
Diagnóstico 
 Tipicamente clínico. 
 Indicação de biópsia para estudo histopatológico em situações 
especiais 
 Mulheres com verrugas anogenitais: exame preventivo de 
câncer de colo do útero e, quando indicada pelas alterações 
citológicas, colposcopia, acompanhada ou não de biópsia. 
 Pacientes com lesões anais, idealmente, devem ter um exame 
proctológico com anuscopia e toque retal. 
78 
79 
80 
Tratamento 
 
81 
 Objetivo: destruição das lesões identificáveis. 
 
 Não há evidência de que os tratamentos disponíveis 
modifiquem a história natural da infecção pelo HPV. 
 
 Independentemente da instituição de tratamentos, as 
lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou 
aumentar em número e/ou volume. Recidivas são 
frequentes em tempo bastante variável, podendo ocorrer 
após meses ou anos. 
Tratamento 
 
82 
Imiquimode 50mg/g creme: modulador da resposta imunológica pela indução do interferon 
alfa e de outras citocinas. Não destrói o vírus, mas auxilia na eliminação da verruga. 
Aplicações em dias alternados (três vezes por semana). Manter até o desaparecimento das 
verrugas ou por um período máximo de 16 semanas. (contra-indicado na gravidez) 
Podofilina 10-25% (contra-indicado na gravidez): aplicar em cada verruga e deixar 
secar, 1x por semana até desaparecer. 
Ácido tricloroacético (ATA) a 80-90%: Uma vez por semana até oito a 10 semanas. É 
indicada na gestação; 
 Fluoracil 5%: indicado para tratamento domiciliar, de 1 a 3 vezes por semana no máximo 
por seis semanas. Não usar em lesões vaginais; 
Eletrocauterização; 
Crioterapia; 
Exérese cirúrgica. 
 
HPV na gestação 
 Não causa infertilidade. 
 Lesões podem apresentar crescimento rápido, atingirem grande volume, 
tornar-se friáveis e sangrantes. O tratamento das gestantes muitas vezes tem pior resultado. 
 Ácido tricloroacético ou o nitrogênio líquido são boas opções de 
tratamento. Por vezes, especialmente no caso de lesões volumosas, a 
eletrocoagulação ou a exérese tangencial (“shaving”) são as melhores 
opções. 
 Não há indicação de parto cesáreo pela presença das lesões, ainda que haja 
a possibilidade de transmissão destas ao recém-nascido. A indicação seria a 
obstrução do canal de parto ou sangramento (ocorrências excepcionais). 
83 
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA 
(DIP) 
84 
Doença Inflamatória Pélvica 
 Síndrome clínica atribuída à ascensão de 
microrganismos do trato genital inferior, espontânea 
ou devida à manipulação (inserção de DIU, biópsia 
de endométrio, curetagem, entre outros), 
comprometendo o endométrio (endometrite), tubas 
uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas 
(salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, 
pelviperitonite). 
85 
 Os agentes mais comuns: Neisseria gonorrhoeae e 
a Chlamydia trachomatis. 
Fatores correlacionados com DIP: 
 IST prévias ou atual; 1 caso de DIP para cada oito 
a dez casos de pacientes com cervicite 
 Ter múltiplos parceiros ou parceiro recente; 
 Usar DIU; 
 História de DIP; 
 Parceiro com uretrite. 
 
 
Doença Inflamatória Pélvica 
86 
Diagnóstico 
 Diagnóstico clínico: 
 
 Apresentar três critérios maiores mais um critério 
menor; 
 
 Ou apresentar um critério elaborado. 
87 
88 
89 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
90 
Úlceras anogenitais 
 
 
91 
Herpes 
 Agente etiológico: herpes simplex virus (HSV), tipos 1 
(lesões periorais) e 2 (lesões genitais); 
 Período de incubação: 1 a 26 dias (8 dias); 
 Transmitida por contato sexual (oro-genital) ou 
contato com lesões e fômites, vertical (rara); 
 O vírus poderá ficar em latência e reativar; 
 Complicações: retenção urinária, meningite, 
disseminação cutânea e visceral 
 
92 
Primoinfecção herpética 
 Período de incubação médio de seis dias. 
 Manifestação mais severa, caracterizada pelo surgimento de lesões eritemato-
papulosas de um a três milímetros de diâmetro, que rapidamente evoluem para 
vesículas sobre base eritematosa, muito dolorosas e de localização variável na 
região genital. O conteúdo dessas vesículas é geralmente citrino, raramente turvo. 
 Manifestações gerais: febre, mal-estar, mialgia e disúria, com ou sem retenção 
urinária. 
 Pode simular quadro de infeção urinária baixa NA MULHER 
 A linfadenomegalia inguinal dolorosa bilateral está presente em 50% dos casos. 
93 
Manifestações clínicas 
 Herpes recidivante: lesões iniciais tipo pápulas 
eritematosas de 2 a 3 mm, seguindo-se por vesículas 
agrupadas que se rompem e originam ulcerações. 
Corrimento genital aquoso (cervicite herpética), com 
ardor e prurido. 
 Podem ocorrer sintomas gerais como: ardência 
miccional, febre e mal-estar; 
 As infecções podem ser no olho, gengiva, dedos de 
mãos e pés, SNC. 
 
94 
95 
96 
Tratamento 
 Analgésicos e anti-inflamatórios; 
 Recidivas: trauma mecânico, tensão emocional, doença 
sistêmica, alteração imune, menstruação, febre, 
exposição ao sol ou frio intenso, fadiga e estresse. 
 Considerar riscos para gravidez (aborto, infecção no 
canal de parto, transplacentária – rara). 
97 
 
98 
 
99 
Sífilis 
 A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, de 
evolução crônica; 
 
 Transmissão: relação sexual, transfusão de sangue 
(raro), vertical; 
 
 É causada pelo Treponema pallidum, um espiroqueta; 
 
100 
Classificação Clínica da Sífilis 
 Formas adquirida recente: primária, secundária 
 latente recente; 
 tardia: terciária; 
 
 Formas congênita recente; 
 tardia. 
 Incubação: 10 a 90 dias (média de 21) após o 
contato; 
 
 
101 
Sífilis Primária 
 Cancro duro: lesão erosada ou ulcerada, geralmente única, 
indolor, com bordos endurecidos, fundo liso, brilhante e 
secreção serosa escassa (altamente infectante); 
 
 Homem: glande e sulco balanoprepucial; 
 
 Mulher: pequenos lábios, paredes vaginais e colo uterino; 
 
 É acompanhada de adenopatia regional não supurativa, 
móvel, indolor e múltipla; 
 
 Aparece de 1 a 3 semanas (até 3 meses) após o contágio. 
 Auto-limitada 
 
102 
103 
104 
Sífilis Secundária 
 Aparece de 6 semanas a 6 meses; 
 
 Lesões cutâneo-mucosas, não ulceradas, acompanhadas de 
micropoliadenopatia generalizada e artralgias, febrícula, 
cefaléia e adinamia; 
 
 Manchas eritematosas (roséolas - tronco), pápulas 
elevadas em platô (sifílides papulosas), palma das mãos, 
planta dos pés, cavidade oral e genital, alopécia (couro 
cabeludo e sobrancelha). 
105 
 
106 
107 
108 
Sífilis Latente 
 1 a 2 anos; 
 Após desaparecimento da fase secundária até o 
surgimento da fase terciária; 
 Dividi-se em Recente e tardia 
 Ausência de sinais e sintomas; 
 Sorologia positiva. 
 
 
 
109 
Sífilis Terciária 
 1/3 dos pacientes sem tratamento; 
 2 a 40 anos de infecção ; 
 Manifestações tegumentares, oculares, ósseas (artropatia), 
cardiovasculares (aneurisma aórtico e estenose 
coronariana), neurológicas (demência, mielite transversa) 
ou assintomática. 
 formação de gomas sifilíticas (tumorações com 
tendência a liquefação) na pele, mucosas, ossos ou 
qualquer tecido. 
 
 “O comprometimento do SNC (neurossífilis) pode 
ocorrer em qualquer estágio da sífilis.” 
110 
 
111 
Sífilis Congênita 
 Taxa de infecção: 70 a 100% (1ª e 2ª) e 30% (3ª); 
 Brasil: 16: 1000 (OMS: 1:1000); 
 Ocorre em qualquer fase gestacional ou estágio clínico da 
doença materna; 
 Óbitos fetais, abortos, prematuridade, baixo peso, 
hepatomegalia, lesões cutâneas, sofrimento respiratório, 
fissura peribucal, alterações ósseas, anemia, icterícia, 
hemorragia, meningite, retardo mental, surdez e cegueira; 
 
 
112 
113 
Dentes de Hutchinson 
114 
Diagnóstico 
 
 
 
 
 Clínico, epidemiológico, laboratorial; 
 Exames diretos e testes imunológicos 
 VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) não-
treponêmico; 
 FTA-abs e Elisa (treponêmico); 
 Raio X (congênita); 
 Exame de líquor (SNC). 
 
115 
Exames Diretos 
116 
Testes Imunológicos de Sífilis 
 Mais utilizados na prática clínica. 
 Pesquisa de anticorpos em amostras de sangue 
total, soro ou plasma. 
 São subdivididos em duas classes: treponêmicos e 
treponêmicos 
117 
Testes treponêmicos 
 São testes que detectam anticorpos específicos 
produzidos contra os antígenos de T. pallidum. São 
os primeiros a se tornarem reagentes, podendo ser 
utilizados como primeiro teste ou teste complementar. 
Em 85% dos casos, permanecem reagentes por toda 
vida, mesmo após o tratamento e, por isso, não são 
indicados para o monitoramento da resposta ao 
tratamento. 
118 
 
Testes rápidos (TR) utilizam principalmente a metodologia de 
imunocromatografia de fluxo lateral ou de plataforma de duplo percurso 
(DPP). 
 
Testes de hemaglutinação (TPHA, do inglês T. Pallidum Haemagglutination 
Test) e de aglutinação de partículas (TPPA, do inglês T. Pallidum Particle 
Agglutination Assay); ensaios de micro-hemaglutinação (MHA-TP, do inglês 
Micro-Haemagglutination Assay) 
 
 
Testede imunofluorescência indireta (FTA-Abs, do inglês Fluorescent 
Treponemal Antibody-Absorption 
 
Ensaios imunoenzimáticos (como os testes ELISA, do inglês Enzyme- Linked 
Immunossorbent Assay) e suas variações, como os ensaios de quimiluminescência 
(CMIA). A vantagem desses ensaios é sua elevada sensibilidade e capacidade 
de automação 
 
119 
Testes não treponêmicos 
 Detectam anticorpos anticardiolipina não específicos para os 
antígenos do T. pallidum. 
 Permitem a análise qualitativa e quantitativa. 
 Análise da amostra pura e diluída, em virtude do fenômeno 
prozona. 
 Se reatividade no teste diluí-la em um fator dois de diluição, até 
a última diluição em que não haja mais reatividade no teste. 
 O resultado final dos testes reagentes, portanto, deve ser 
expresso em títulos (1:2, 1:4, 1:8, etc.). 
 Os testes não treponêmicos são utilizados para o diagnóstico 
(como primeiro teste ou teste complementar) e também para o 
monitoramento da resposta ao tratamento e controle de cura. 
120 
 
121 
 
122 
 
123 
Tratamento 
124 
 A benzilpenicilina benzatina dever ser administrada 
exclusivamente por via intramuscular (IM). 
 
 A região ventro-glútea é a via preferencial, por ser livre de 
vasos e nervos importantes, sendo tecido subcutâneo de menor 
espessura, com poucos efeitos adversos e dor local. 
 Outros locais alternativos: região do vasto lateral da coxa e o 
dorso glúteo 
125 
 
126 
Monitoramento após tratatmento 
 
 Para o seguimento do paciente, os testes não 
treponêmicos (ex.: VDRL/ RPR) devem ser realizados: 
 Mensalmente nas gestantes 
 Restante da população (incluindo PVHIV), a cada 
três meses até o 12º mês do acompanhamento do 
paciente (3, 6, 9 e 12 meses). 
127 
Infecções entéricas e intestinais 
sexualmente transmissíveis 
 Classificadas por localização e apresentam 
mecanismos de transmissão e agentes etiológicos 
distintos. 
 Sinais e sintomas 
 Baixos (retais)- dor anal, corrimento anal 
mucopurulento, tenesmo e hematoquezia. 
 Altos (colônicos)- diarreia, dor abdominal, cólicas, 
náuseas e febre. 
 As infecções mais comuns são proctite, proctocolite e 
enterite 
128 
 Preservativos - método eficaz de proteção 
 Relações sexuais com uso de dedos, instrumentos 
sexuais e prática boca-ânus também podem ser 
meios de transmissão. 
129 
Proctites 
 Inflamação limitada à mucosa retal, até 10-12 cm da borda 
anal. 
 Transmissão dos patógenos por inoculação direta no reto 
durante o intercurso anal (intercurso receptivo anal) sem uso 
de preservativos, ou com rompimento destes. 
 Os agentes mais comuns: Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia 
trachomatis, Treponema pallidum e Herpes simplex virus. 
 Apresentação clínica: hematoquezia (73%), dor anal (62%), 
corrimento anal mucopurulento (58%), tenesmo e constipação 
130 
Proctocolites 
 Inflamação da mucosa retal e do cólon que vai além de 10-
12cm da borda anal. 
 Transmissão frequentemente fecal-oral (contato direto ou 
indireto), relacionada à prática sexual que envolve boca-ânus. 
 Agentes etiológicos mais comuns: Entamoeba histolytica, 
Campylobacter species, Salmonella species, Shigella species e 
Chlamydia trachomatis (LGV). 
 Apresentação clínica: dor anal, tenesmo, constipação, 
hematoquezia e corrimento anal mucopurulento. Mais alguns 
sintomas altos como diarreia, cólica e dor abdominal em 
decorrência da inflamação da mucosa colônica. 
131 
Enterite 
 Inflamação do duodeno, jejuno e/ou íleo. 
 Via de transmissão fecal-oral (contato direto ou 
indireto) relacionada à prática sexual boca-ânus. 
 Agente etiológico mais comum: Giardia lamblia. 
 Apresentação clínica: diarreia, cólicas e dor 
abdominal. Sem sinais e sintomas baixos. 
Hepatite A também pode se manifestar com sintomatologia de enterite. 
132 
Diagnóstico presuntivo 
 Anamnese com abordagem da história sexual importante para diagnóstico 
de infecções entéricas e intestinais sexualmente transmissíveis, além de 
predizer risco de infecção. 
 
 Presença de sinais e sintomas, associada ao relato de relações sexuais 
anais sem proteção de barreira, deve levar à suspeição clínica. 
 
 Todo sintomático com epidemiologia positiva (prática sexual anal receptiva 
sem proteção de barreira) realizar exame físico: Exame físico do 
abdômen; Inspeção estática do ânus; Inspeção dinâmica do ânus; Palpação 
da região perianal; Toque retal. 
 
133 
 
134 
 
Diagnóstico etiológico das infecções entéricas e 
intestinais sexualmente transmissíveis 
 
 
135 
Tratamento 
 
136 
Tratamento 
 
137 
Seguimento 
 Espera-se resolução dos sinais e sintomas clínicos 
pós tratamento. 
 Casos de persistência ou recidivas descartar 
reexposição→encaminhar para referência e coleta 
de material para identificação da etiologia. 
 Principais recomendações são 
138 
Seguimento 
 Principais recomendações: 
 
 Risco de novas exposições e os métodos de prevenção disponíveis 
 Uso de preservativos 
 Lavagem das mãos antes e após relação sexual 
 Evitar sexo anal, sexo oral-anal (rimming) e coprofagia (scat), em caso de 
paciente sintomático; 
 Incentivar o uso de luvas para fisting; 
 Evitar compartilhar materiais de douching, enemas e brinquedos sexuais. 
 Verificar imunização para hepatite B e, quando necessário, indicar a imunização 
 Orientar sobre o risco de hepatite A. 
 
 
139 
Parcerias 
 Sintomáticas→ ceftriaxona 500mg, IM e azitromicina 500mg, 2 
comprimidos, VO, dose única. 
 
 Assintomáticos→o rastreamento de acordo com as práticas sexuais. 
Testagem para sífilis, HIV e hepatites B e C. 
140 
REFERÊNCIA 
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de 
Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de 
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente 
Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com 
Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Ministério 
da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, 
Departamento de Doenças de Condições Crônicas e 
Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : 
Ministério da Saúde, 2019. 248 p. : il. 
 
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