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Salas 202/203/214 - Centro – RJ 
Horário de atendimento: 14:00hs as 20:00hs 
atendimento@cecrj.com.br 
 
2263-6016 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS 
DO RIO DE JANEIRO 
Excelência em Capacitação e Estudos na Área Contábil 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS 
DO RIO DE JANEIRO 
TEORIA DA 
CONTABILIDADE E 
CONTABILIDADE GERAL 
Preparatório 
Exame de Suficiência 
 
TEORIA DA 
CONTABILIDADE E 
CONTABILIDADE GERAL 
Preparatório 
Exame de Suficiência 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 2 
 
 
TEORIA DA CONTABILIDADE E CONTABILIDADE GERAL 
Iniciando os estudos 
 
Mais uma etapa se inicia, tendo como objetivo a aprovação no exame de suficiência 
do Conselho Federal de Contabilidade – CFC. 
A matéria que iremos abordar é bastante extensa, desta forma você deverá ter 
disciplina nos estudos. 
Iniciando os estudos 
O que será exigido na prova? Os aspectos quantitativos e qualitativos da informação 
contábil. 
Para entender esses aspectos, vamos iniciar os estudos com a composição do 
patrimônio e a natureza de suas contas. 
O patrimônio representa um conjunto de bens, direitos e obrigações, e demonstrado 
por meio da equação básica da contabilidade: Bens + Direitos – Obrigações = Patrimônio 
Líquido 
O conjunto de bens e direitos chamamos de ativo, e as obrigações de Passivo, e a 
diferença entre eles de patrimônio liquido. Estes são definidos como: 
a) ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos 
passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade; 
b) passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos 
passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de 
gerar benefícios econômicos; 
c) patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de 
deduzidos todos os seus passivos. 
 
Para representar graficamente este equilíbrio temos o Balanço Patrimonial. 
 
O Balanço Patrimonial tem por objetivo evidenciar a posição patrimonial e financeira 
de uma entidade. 
 
1. Balanço Patrimonial – Grupo de Contas 
De acordo com a Lei 6404/76 e alterações, no art. 178. No balanço, as contas serão 
classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar 
o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. 
 
 
 
 
Ativo
Conjunto de 
bens e direitos
Passivo
Conjunto de 
obrigações 
a pagar a terceiros
PL
Conjunto de 
recursos
pertencentes aos 
sócios
Balanço Patrimonial
(visão estática do patrimônio da entidade)
Aplicações
Aumentam a débito
Origens
Aumentam a crédito
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 3 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
ATIVO Natureza PASSIVO Natureza 
Circulante Devedora Circulante Credora 
Não Circulante Devedora Não Circulante Credora 
- Realizável a Longo Prazo Devedora PATRIMÔNIO LIQUIDO Credora 
- Investimentos Devedora - Capital Social Credora 
- Imobilizado Devedora - Reservas de Capital Credora 
- Intangível Devedora - Ajustes de Avaliação Patrimonial Devedora 
- Reservas de Lucros Credora 
- Ações em tesouraria Devedora 
- Prejuízos Acumulados Devedora 
 
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos 
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: 
 
1.1. Ativo Circulante 
Deve ser classificado quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: 
(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no 
decurso normal do ciclo operacional da entidade; 
(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado; 
(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço; ou 
(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento Técnico 
CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou uso para liquidação de 
passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. 
De acordo com a Lei 6.404/76 e alterações o ativo circulante 
 - as disponibilidades 
 - direitos realizáveis no curso do exercício social 
 - aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; 
 
As disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e 
as aplicações de recursos em despesas antecipadas. 
 
Exemplos de contas: 
Disponibilidade – Caixa 
Direitos realizáveis no curto prazo – Contas a receber, Estoques 
Despesas antecipadas – Seguros a apropriar 
 
 
 
 
 
 
1.2. Ativo Não Circulante 
II – Ativo não circulante 
 - Ativo realizável a longo prazo 
 - Investimentos 
 - Imobilizado 
 - Intangível. 
 
Ciclo Operacional 
O ciclo operacional da entidade é o tempo entre a aquisição de ativos para 
processamento e sua realização em caixa ou seus equivalentes. Quando o ciclo 
operacional normal da entidade não for claramente identificável, pressupõe-se que sua 
duração seja de doze meses. 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 4 
 
1.2.1 Realizável a Longo Prazo 
Realização após o término do exercício seguinte. 
 
1.2.2 Investimentos 
Participações permanentes no capital social de outras sociedades e outros direitos 
permanentes que não se destinam à manutenção das atividades da sociedade. 
 
1.2.3 Imobilizado 
O ativo imobilizado é o conjunto de bens e direitos necessários à manutenção das 
atividades da empresa, apresentar-se na forma tangível. Abrangendo, também, os custos das 
benfeitorias realizadas nos bens pertencentes a terceiros (locados). 
 
1.2.4 Intangível 
Direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da 
companhia ou exercido com essa finalidade. 
 
 
2. Passivo 
Um passivo é definido como sendo uma obrigação presente da entidade, derivada de 
eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade 
capazes de gerar benefícios econômicos. Tais obrigações constituem um dever ou 
responsabilidade de entregar ativos para quitação da obrigação ou desempenhar uma dada tarefa 
de certa maneira. 
Essas obrigações podem ser legalmente exigíveis em consequência de contrato ou de 
exigências estatutárias, mas também podem derivar de políticas específicas da entidade (tais 
como, por exemplo, garantias estendidas e além dos prazos legais exigidos). 
Ressalta-se que há uma distinção entre obrigação presente e compromisso futuro: a 
decisão de adquirir ativos no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação presente. 
A obrigação surge somente quando um ativo é entregue ou a entidade ingressa em 
acordo irrevogável para adquirir o ativo. 
Outra característica fundamental dos passivos é que eles resultam de transações ou 
outros eventos passados. Assim, por exemplo, a aquisição de bens, o uso de serviços, e o 
recebimento de empréstimos resultam em obrigações que devem ser honradas no vencimento. 
Tal característica os diferenciam das reservas de contingência, por exemplo, que são lucros 
retidos para eventos que podem ainda vir a eventualmente ocorrer no futuro. 
A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer por meio de: 
(a) pagamento em caixa; 
(b) transferência de outros ativos; 
(c) prestação de serviços; 
(d) substituição da obrigação por outra; ou 
(e) conversão da obrigação em item do patrimônio líquido. 
 
Reconhecimento de Passivos 
Os passivos devem ser reconhecidos no balanço patrimonial quando for provável que 
a saída de recursos envolvendo benefícios econômicos será exigida para liquidaruma obrigação 
presente e, somente se, esse valor puder ser mensurado com confiabilidade. 
Na prática, as obrigações originadas de contratos ainda não integralmente cumpridos 
de modo proporcional (por exemplo, passivos decorrentes de pedidos de compra de produtos e 
mercadorias ainda não recebidos) não são geralmente reconhecidas como passivos nas 
demonstrações contábeis. 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 5 
 
 
2.1. Circulante 
É esperada sua liquidação até o término do exercício seguinte. 
Exemplo: Fornecedores, empréstimos, impostos a pagar 
 
2.2. Não Circulante 
Vencimento após o término do exercício seguinte 
Exemplo: Fornecedores Longo Prazo, Empréstimos a Longo Prazo 
 
 
3. Patrimônio Líquido 
O patrimônio líquido é definido como sendo o interesse residual nos ativos da entidade 
depois de deduzidos todos os seus passivos. Como é um valor residual, é apresentado no 
balanço patrimonial levando-se em conta a mensuração dos ativos e passivos. 
As contas serão classificadas do seguinte modo: 
 Capital Social 
 Reservas de Capital 
 Reservas de Lucro 
 Ajuste de Avaliação Patrimonial 
 Ações em Tesouraria 
 Prejuízos acumulados 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
1. (2012-1) Uma sociedade empresária apresentou o seguinte Balancete de Verificação em 
31.1.2012: 
 Débito Crédito 
Intangível R$ 80.000,00 
Financiamento Bancário – Longo Prazo R$ 450.000,00 
Encargos Financeiros Passivos a Transcorrer R$ 25.500,00 
Contas a Receber – Curto Prazo R$ 380.000,00 
Fornecedores – Curto Prazo R$ 65.000,00 
Provisão para Riscos Ambientais R$ 8.000,00 
Perdas Estimadas para Crédito de Liquidação Duvidosa R$ 1.000,00 
Mútuo com Partes Relacionadas R$ 30.000,00 
Caixa R$ 20.000,00 
Estoque R$ 90.000,00 
Imobilizado R$200.000,00 
Amortização Acumulada R$ 48.000,00 
Depreciação Acumulada R$ 20.000,00 
Férias e Encargos R$ 70.000,00 
Décimo Terceiro e Encargos R$ 80.500,00 
ICMS a Recolher R$ 17.000,00 
Ajuste de Avaliação Patrimonial R$ 24.000,00 
Capital Social R$ 90.000,00 
Total R$ 843.500,00 R$ 843.500,00 
Vamos praticar! 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 6 
 
 
Considerando os dados do Balancete de Verificação, assinale a opção CORRETA. 
a) O Ativo Circulante totaliza R$519.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza 
R$237.500,00. 
b) O Ativo Circulante totaliza R$519.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza 
R$242.000,00. 
c) O Ativo Circulante totaliza R$489.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza 
R$242.000,00. 
d) O Ativo Circulante totaliza R$489.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza 
R$267.500,00. 
 
 
 
 
 
2. (2015.2) Uma Sociedade Empresária iniciou suas atividades em 2.1.2014 e, ao final 
do ano, apresentou os saldos abaixo. 
 
Contas 
Saldos em 
31.12.2014 
Ações de Emissão Própria em Tesouraria R$ 2.239,00 
Caixa e Equivalente de Caixa R$ 57.583,00 
Capital a Integralizar R$ 24.592,00 
Capital Subscrito R$ 331.331,00 
Contas a Pagar R$ 8.067,00 
Depreciação Acumulada R$ 62.896,00 
Dividendos a Pagar R$ 174.272,00 
Duplicatas a Receber R$ 170.875,00 
Duplicatas a Receber de Longo Prazo R$ 56.960,00 
Estoque de Mercadorias Para Revenda R$ 282.985,00 
Financiamentos a Pagar de Longo Prazo R$ 113.915,00 
Fornecedores R$ 202.663,00 
Imóveis de Uso R$ 405.339,00 
Reserva Estatutária R$ 51.384,00 
Reserva Legal R$ 13.170,00 
Salários a Pagar R$ 65.766,00 
Títulos a Receber R$ 23.551,00 
 
Com base nos saldos apresentados, é CORRETO afirmar que: 
a) o valor do Ativo Circulante é de R$537.233,00. 
b) o valor do Ativo Não Circulante é de R$401.642,00. 
c) o valor do Passivo Circulante é de R$276.496,00. 
d) o valor do Patrimônio Líquido é de R$369.714,00. 
 
4. Demonstração do Resultado – Apresentação, Aspectos Conceituais, 
Finalidades e Normatização, Forma de Elaboração e seus Elementos 
De acordo com o CPC 26_R1 a entidade deve apresentar todos os itens de receita e 
despesa reconhecidos no período na demonstração do resultado. 
A demonstração do resultado do período deve, no mínimo, incluir as seguintes 
rubricas, obedecidas também as determinações legais: 
(a) receitas; 
(b) custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos; 
(c) lucro bruto; 
Agora é pra valer! 5 min 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 7 
 
(d) despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas 
operacionais; 
(e) parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método de 
equivalência patrimonial; 
(f) resultado antes das receitas e despesas financeiras 
(g) despesas e receitas financeiras; 
(h) resultado antes dos tributos sobre o lucro; 
(i) despesa com tributos sobre o lucro; 
(j) resultado líquido das operações continuadas; 
(k) valor líquido dos seguintes itens: 
De acordo com Lei 6404/76 e alterações a Art. 187. A demonstração do resultado do 
exercício discriminará: 
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e 
os impostos; 
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços 
vendidos e o lucro bruto; 
III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as 
despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; 
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; (Redação 
dada pela Lei nº 11.941, de 2009) 
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o 
imposto; 
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes 
beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de 
assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; 
 
4.1. Operações com Vendas 
 
4.1.1 Operações que Alteram Vendas 
Da mesma forma que o custo de aquisição de mercadorias pode ser diferente do valor 
pago ao fornecedor, nas vendas de mercadorias a receita líquida nem sempre corresponde ao 
valor recebido dos clientes. 
Esta diferença se deve às operações que alteram vendas. 
 
4.1.1.1 Descontos Sobre Vendas 
No momento da negociação de venda, a empresa poderá conceder algum desconto 
ao cliente. 
Se este desconto for imediatamente utilizado pelo adquirente, diz-se tratar-se de 
desconto incondicional, ficando definido o valor da operação. 
Se o desconto concedido ficar pendente de algum futuro, como pagamento antes do 
vencimento normal da duplicata, trata-se de desconto condicional. 
Apenas o incondicional altera o valor da venda, uma vez que, por depender do 
implemento de condição futura, quando utilizado será considerado como despesa. 
 
4.1.1.2 Impostos sobre Vendas 
São aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de venda, mesmo que o 
montante integre as respectivas bases de cálculo, como o ICMS, ISS e as contribuições ao PIS e 
COFINS. 
O IPI não é cumulativo é cobrado em adição ao preço, assim, não é considerado como 
imposto sobre vendas nem integra o valor da receita operacional bruta. 
 
 
 
 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 8 
 
4.1.1.3 Devolução de Vendas 
Também conhecida como vendas anuladas ou canceladas, as devoluções de vendas 
correspondem às mercadorias recebidas em devolução pelos mais diversos motivos, como atraso 
na entrega ou diferenças de quantidade, qualidade ou preço. 
Nesta operação incidem os mesmos impostos não cumulativosque incidiram quando 
da saída das mercadorias. 
 
4.1.2 Fretes e Seguros sobre Vendas 
Quando a empresa entrega as mercadorias vendidas, incorrendo nos gasto com 
frete e seguros, estas operações não alteram vendas porque são consideradas como 
despesas operacionais. 
 
4.1.3 Ajustes a Valor Presente (Art 12 da Lei 12.973/2014) 
Valores decorrentes do ajuste a valor presente, dos elementos do ativo e passivo 
decorrentes de operações de longo prazo, sendo os demais ajustados quando houver efeito 
relevante, das operações vinculadas à receita bruta. 
 
Modelo de DRE – Lei 6404/76 e CPC 26 
DISCRIMINAÇÃO 
(+) RECEITA BRUTA 
(-) Deduções 
(=) RECEITA LÍQUIDA 
(-) Custo de Vendas ou dos Serviços 
(=) LUCRO BRUTO (OU PREJUÍZO) 
(-) Despesas Operacionais de Vendas, Administrativas, Gerais 
(-) Outras Despesas ou Receitas Operacionais 
(=) RESULTADO ANTES DAS DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS 
(+/-) Resultado Financeiro 
(=) LUCRO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 
(-) IR e CSL 
(=) RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 
(+/-) Resultado líquido após tributos das operações descontinuadas 
(+/-) Resultado líquido de baixas de ativo e mensuração do valor justo 
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2013-1) Com os saldos das contas de resultado apresentados abaixo, elabore a 
Demonstração de Resultado. 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos praticar! 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 9 
 
 Custo das Mercadorias Vendidas  R$ 78.530,00 
 Despesa com Tributos Sobre o Lucro  R$ 17.577,00 
 Despesas Administrativas  R$ 13.740,00 
 Despesas com Vendas  R$ 43.510,00 
 Despesas Financeiras  R$ 3.720,00 
 Despesas Gerais  R$ 21.820,00 
 ICMS Incidente Sobre Vendas  R$ 16.450,00 
 Outras Despesas Operacionais  R$ 2.120,00 
 Receita Bruta de Vendas  R$235.000,00 
 Receita de Equivalência Patrimonial  R$ 3.450,00 
 Receitas Financeiras  R$ 1.780,00 
 Vendas Canceladas 
 
 R$ 1.750,00 
Com base na Demonstração de Resultados elaborada, assinale a opção CORRETA. 
a) O Resultado Antes dos Tributos Sobre o Lucro é de R$58.590,00. 
b) O Resultado Líquido do Período é de R$37.563,00. 
c) O valor da Receita Líquida de Vendas é de R$220.250,00. 
d) O valor do Lucro Bruto é de R$156.470,00. 
 
 
 
 
 
2. (2015.2) Uma Sociedade Empresária apresentou, em 31.12.2014, os saldos, 
abaixo, extraídos do Balancete de Verificação. 
 
Contas Saldos 
Banco Conta Movimento R$ 40.000,00 
Estoque de Mercadorias R$ 90.000,00 
Receita Bruta de Vendas R$ 420.000,00 
Custo de Mercadorias Vendidas R$ 170.000,00 
ICMS sobre Vendas R$ 71.400,00 
PIS sobre Faturamento R$ 6.930,00 
Cofins sobre Faturamento R$ 31.920,00 
ICMS a Recuperar R$ 20.000,00 
PIS a Recuperar R$ 500,00 
Cofins a Recuperar R$ 2.000,00 
Devolução de Vendas R$ 10.000,00 
Duplicatas a Receber R$ 86.500,00 
Duplicatas a Pagar R$ 120.000,00 
Despesas com Salários R$ 32.000,00 
Comissões de Vendedores R$ 18.000,00 
Despesas de Juros R$ 1.700,00 
Receitas de Juros R$ 2.600,00 
Seguros Pagos Antecipadamente R$ 4.650,00 
Imóveis de Uso R$ 75.000,00 
Capital a Integralizar R$ 10.000,00 
Reserva de Lucros R$ 30.000,00 
Capital Subscrito R$ 98.000,00 
 
Agora é pra valer! 5min 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 10 
 
Com base nos dados apresentados e desconsiderando-se os tributos sobre o lucro, o 
Resultado Líquido do período é de: 
a) R$75.450,00. 
 b) R$76.000,00. 
c) R$80.650,00. 
d) R$90.650,00. 
 
5. Registros Contábeis 
 
5.1. O Registro dos Fatos Administrativos 
Atos administrativos 
São acontecimentos de natureza administrativa na gestão financeira da empresa que 
não provocam alteração patrimonial. 
Os atos quando acontecem não utilizam recursos financeiros, daí, então, não 
provocam mutação patrimonial. 
 Admissão dos colaboradores. 
Fatos administrativos 
Representam tomadas de decisão de natureza econômica na gestão financeira, logo, 
provocam alterações no patrimônio da empresa. 
Decisões que necessitam de investimentos, ou seja, aplicações de recursos de 
terceiros ou próprio. 
 Compra de Mercadorias; 
 Venda de Mercadorias; 
 Pagamento de Obrigações; 
 Recebimentos de Direitos; 
 Integralização/Realização de Capital Social, etc. 
 
Há Três tipos básicos de fatos administrativos ou contábeis: aqueles fatos que alteram 
a qualidade (composição) do patrimônio, sem alterar o patrimônio líquido, e aqueles fatos que 
alteram o patrimônio líquido. Aos que não alteram o patrimônio líquido chamamos de fatos 
permutativos. Aos que alteram o patrimônio líquido, denominamos de fatos modificativos ou 
mistos. 
Exemplo de fatos permutativos: 
Compra de mercadoria à vista 
Entram mercadorias no estoque - Aumenta o Ativo 
Sai dinheiro do caixa – Diminui o Ativo 
Pagamento de duplicatas 
Sai dinheiro do caixa – Diminui ativo 
Baixa obrigação com fornecedores – Diminui o Passivo 
 
 
 
 
 
 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 11 
 
Exemplo de Fatos Modificativos: 
Diminutivo 
Pagamento de despesas 
Sai dinheiro do Caixa – Diminui o ativo 
Há uma despesa – Diminui o Lucro – Diminui o PL 
Aumentativo 
Prescrição de dívida 
Baixa obrigação – Diminui passivo 
Há uma receita – Aumenta o Lucro – Aumenta PL 
 
Exemplo de Fatos Mistos: 
Diminutivo 
Recebimento de duplicata com desconto 
Entra dinheiro (Caixa) – Aumenta o ativo 
Baixa direito (duplicatas a Receber) – Diminui o Ativo 
Há uma despesa – Diminui o Lucro – Diminui o PL 
Aumentativo 
Pagamento de duplicata com desconto 
Baixa obrigação (Duplicatas a pagar) – Diminui passivo 
Sai dinheiro do Caixa – Diminui o ativo 
Há uma receita (Descontos Obtidos) – Aumenta o Lucro – Aumenta PL 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
1. (2013-1) Analise os eventos descritos a seguir, em relação ao impacto líquido 
provocado no Ativo Total de uma sociedade empresária e, em seguida, assinale a opção 
CORRETA. 
 
Evento Descrição 
A Aquisição de mercadorias à vista. 
B Pagamento a fornecedor. 
C Aquisição de veículo a prazo. 
D Pagamento, em janeiro, do aluguel relativo ao mês de dezembro. 
E Depósito realizado com recursos da própria sociedade empresária, 
em sua conta corrente bancária. 
F Registro de depreciação do veículo. 
G Aumento de capital com incorporação de reservas de lucros. 
H Venda de mercadoria a prazo, com lucro. 
 
Em relação ao impacto líquido provocado no Ativo Total, é CORRETO afirmar que: 
a) Apenas os eventos A e G provocam um aumento no Ativo Total. 
b) Apenas os eventos B e F provocam uma redução no Ativo Total. 
c) Apenas os eventos C e H provocam um aumento no Ativo Total. 
d) Apenas os eventos D e E provocam uma redução no Ativo Total. 
 
 
Vamos praticar! 
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2. (2011-2) Uma sociedade empresária que tem como atividade operacional a 
prestação de serviços registrou as seguintes transações no mês de agosto de 2011. 
 
 Aquisição de peças para reposição no valor de R$10.000,00 para serem 
utilizadas na prestação de serviços do mês de setembro de 2011. 
 Prestação de serviços no valor total de R$80.000,00 para diversos clientes. 
Para a execução desses serviços, a sociedade utilizou-se de peças que haviam custado 
R$5.000,00e o custo total com pessoal totalizou R$25.000,00. 
 Pagamento do valor de R$100,00 referente à comissão sobre as vendas do 
mês de julho de 2011. 
 Obtenção de empréstimo bancário no início do mês de agosto de 2011, no 
valor de R$40.000,00, a ser pago no fim do mês de agosto de 2011 acrescidos de juros de 3% 
para o período. 
 Despesa com o pessoal administrativo no valor de R$1.000,00 a ser pago 
em setembro de 2011. 
 Recebimento do valor de R$60.000,00 referente aos serviços prestados no 
mês de maio de 2011. 
 Pagamento de salários referente à folha do mês de julho de 2011 no valor 
de R$20.000,00. 
 
Considerando as transações do mês de agosto de 2011, o Resultado do Período 
apurado é: 
 
a) R$78.900,00. 
b) R$49.000,00. 
c) R$47.800,00. 
d) R$37.800,00. 
 
6. Estoques 
Estoques são ativos: 
(a) mantidos para venda no curso normal dos negócios; 
(b) em processo de produção para venda; ou 
(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no 
processo de produção ou na prestação de serviços. 
 
6.1. Mensuração 
Os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável 
líquido, dos dois o menor. 
 
6.2. Custos do Estoque 
O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de 
transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e 
localização atuais. 
 
6.3. Valor Realizável Líquido 
É o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos 
estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. 
O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar 
com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O valor justo reflete a quantia pela qual o 
Agora é pra valer! 5min 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 13 
 
mesmo estoque pode ser trocado entre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a 
isso. 
 
6.4. Custo de Aquisição 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de 
importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de 
transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, 
materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
 
6.5. Custo de Transformação 
Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacionados 
com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como pode ser o caso da mão-de-
obra direta. Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção, fixos e 
variáveis, que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados. 
 
6.6. Outros Custos 
Outros custos que não de aquisição nem de transformação devem ser incluídos nos 
custos dos estoques somente na medida em que sejam incorridos para colocar os estoques no 
seu local e na sua condição atuais. Por exemplo, pode ser apropriado incluir no custo dos 
estoques gastos gerais que não sejam de produção ou os custos de desenho de produtos para 
clientes específicos. 
Exemplos de itens não-incluídos no custo dos estoques e reconhecidos como despesa 
do período em que são incorridos: 
(a) valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de 
produção; 
(b) gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo 
produtivo entre uma e outra fase de produção; 
(c) despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e 
condição atuais; e 
(d) despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços 
aos clientes. 
 
6.7. Critérios de Valoração dos Estoques 
O custo dos estoques deve ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, 
Primeiro a Sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo 
critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a 
entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-se diferentes 
critérios de valoração. 
O critério PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) pressupõe que os itens de estoque 
que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e, 
consequentemente, os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais 
recentemente comprados ou produzidos. 
Pelo critério do custo médio ponderado, o custo de cada item é determinado a partir da 
média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos 
mesmos itens comprados ou produzidos durante o período. A média pode ser determinada em 
base periódica ou à medida que cada lote seja recebido, dependendo das circunstâncias da 
entidade. 
 
Reconhecimento como despesa no resultado 
Quando os estoques são vendidos, o custo escriturado desses itens deve ser 
reconhecido como despesa do período em que a respectiva receita é reconhecida. A quantia de 
qualquer redução dos estoques para o valor realizável líquido e todas as perdas de estoques 
devem ser reconhecidas como despesa do período em que a redução ou a perda ocorrerem. 
Divulgação 
As demonstrações contábeis devem divulgar: 
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(a) as políticas contábeis adotadas na mensuração dos estoques, incluindo formas e 
critérios de valoração utilizados; 
(b) o valor total escriturado em estoques e o valor registrado em outras contas 
apropriadas para a entidade; 
(c) o valor de estoques escriturados pelo valor justo menos os custos de venda; 
(d) o valor de estoques reconhecido como despesa durante o período; 
(e) o valor de qualquer redução de estoques reconhecida no resultado do período; 
(f) o valor de toda reversão de qualquer redução do valor dos estoques reconhecida no 
resultado do período; 
(g) as circunstâncias ou os acontecimentos que conduziram à reversão de redução de 
estoques; e 
(h) o montante escriturado de estoques dados como penhor de garantia a passivos. 
Operações comerciais 
Definem-se operações comerciais as mercadorias como os bens de venda das 
empresas. 
Compreendem o levantamento do inventário, o registro dos fatos que envolvem 
mercadorias, que são: estoque inicial, compras, vendas e o estoque final; a apuração do custo das 
mercadorias vendidas e o resultado do exercício. 
Operações com compras 
Equação Básica 
Custo das Mercadorias Vendidas – por meio desta equação, pode-se apurar o quanto 
custaram as mercadorias vendidas durante o exercício social. 
 
CMV = EI + CL – EF 
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas 
EI = Estoque Inicial 
CL = Compras Liquidas 
EF = Estoque Final 
 
Compras Líquidas 
CL = CB + F + S – A – I – D 
CB = Compras Brutas 
F = Fretes 
S = Seguros 
A = Descontos e Abatimentos 
I = Impostos recuperáveis 
D = Devoluções 
 
Operações que alteram compras 
Quando uma empresa adquire mercadorias para revenda, podem acontecer fatos que 
resultam num custo de aquisição diferente do valor pago ao fornecedor. 
Esses fatos são: fretes, seguros, descontos, devoluções e impostos incidentes sobre 
compras. 
Frete e seguros cobre compras 
Se o transporte das mercadorias adquiridas fica sob a responsabilidade da empresa 
compradora, os gastos com fretes e seguros devem ser acrescidos ao custo das mercadorias 
adquiridas, não podendo considerar como despesas. 
Descontos sobre compras 
Os descontos ou abatimentos sobre compras geralmente obtidos no momento da 
aquisição das mercadorias. 
ESTE FATOS SÃO: em função da quantidade adquirida,quer das condições de 
pagamento, ou ainda, de negociações com o vendedor. 
Impostos Incidentes sobre compras 
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Nas operações com mercadorias incidem impostos não cumulativos como o ICMS e o 
IPI, em que o vendedor cobra estes impostos do adquirente e, posteriormente, recolhe aos cofres 
públicos a diferença entre o imposto na revenda e o imposto pago na aquisição. 
Ocorrem quando há aquisição para: 
 Revenda; 
 Industrialização; 
 Imobilização. 
 
Devolução de Compras 
Compreende a devolução de mercadorias adquiridas para revenda, resultado na 
diminuição das compras realizadas no período. 
Nesta saída de mercadorias, nas nota fiscal de devolução devem ser destacados 
todos os impostos que incidiram quando da aquisição. 
Inventários 
As informações contábeis são necessárias para acompanhar os resultados financeiros 
e planejar a extensão e o financiamento de uma empresa. 
As empresas podem adotar dois tipos de inventário para apuração do custo das 
mercadorias vendidas. 
 Inventário periódico 
 Inventário permanente 
 
Inventário Periódico 
É aquele em que as vendas são efetuadas sem um controle paralelo do estoque e 
também sem controlar o custo das mercadorias vendidas. 
 
Inventário Permanente 
É aquele em que há controle de forma contínua do estoque, pois dá-se a baixa do 
custo das mercadorias vendidas a cada operação de venda. 
No inventário permanente é indispensável a utilização de um instrumento 
extracontábil, a ficha de controle de controle e avaliação de estoque, também chamada de ficha 
de estoque. 
Avaliação de estoque 
 PEPS 
 UEPS 
 Custo Médio 
 
APLICAÇÃO PRÁTICA DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO 
Considere que a Cia.Delta só comercializa a o produto A e teve este movimento no 
mês 
 Estoque Inicial 50 pares a $ 17,00 cada= Total $ 850 
 Comprou 250 pares a $ 20,00 cada = Total $ 5.000 
 Vendeu 150 pares a $ 28,00 cada = Total $ 4.200 
 Comprou 80 pares a $ 21,80 cada = Total $ 1.744 
 Vendeu 200 pares a $ 29,50 cada = Total $ 5.900 
 Cia.Delta - Ficha de Estoque – produto: A - PEPS 
 
 
 
 
 
 
 
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Histórico ENTRADAS 
quant p.unit Total 
SAÍDAS 
quant p.unit Total 
SALDOS (R$) 
quant p.unit Total 
est.inic 
 
50 17,00 850,00 
Compra 250 20,00 5.000,00 
 
50 
250 
300 
17,00 
20,00 
850,00 
5.000,00 
5.850,00 
Venda 
 
50 
100 
17,00 
20,00 
850,00 
2.000,00 
0 
150 
17,00 
20,00 
0,00 
3.000,00 
compra 80 21,80 1.744,00 
 
150 
80 
20,00 
21,80 
3.000,00 
1.744,00 
Venda 
 
150 
50 
20,00 
21,80 
3.000,00 
1.090,00 
0 
30 
20,00 
21,80 
0,00 
654,00 
Totais 330 Compra 6.744,00 350 CMV 6.940,00 
 
E.F. 
 
 
Cia.Delta - Ficha de Estoque – produto: A - UEPS 
Histórico ENTRADAS 
Quant p.unit Total 
SAÍDAS 
quant p.unit Total 
SALDOS (R$) 
Quant p.unit Total 
est.inic 50 17,00 850,00 
compra 250 20,00 5.000,00 50 
250 
17,00 
20,00 
 850,00 
5.000,00 
Venda 150 20,00 3.000,00 50 
100 
17,00 
20,00 
 850,00 
2.000,00 
compra 80 21,80 1.744,00 50 
100 
80 
17,00 
20,00 
21,80 
850,00 
2.000,00 
1.744,00 
Venda 80 
100 
20 
21,80 
20,00 
17,00 
1.744,00 
2.000,00 
340,00 
0 
0 
30 
21,80 
20,00 
17,00 
0,00 
 0,00 
510,00 
Totais 330 Compra 6.744,00 350 CMV 7.084,00 E.F. 
 
CIA.Delta – Ficha de estoque: Produto A - CUSTO MÉDIO 
 
CUSTO MÉDIO  Média ponderada móvel dos vários preços de compras 
 
1ª Regra: O custo médio é obtido pela divisão do estoque financeiro (saldo R$) pelo 
estoque físico (quantidade). 
 
2ª Regra: a cada nova compra, com valor unitário diferente, o custo médio irá variar. 
 
3ª Regra: o preço unitário na saída (venda) será o último custo médio encontrado. 
 
Histórico ENTRADAS 
quant p.unit Total 
SAÍDAS 
quant p.unit Total 
SALDOS (R$) 
quant p.unit Total 
est.inic 50 17,00 850,00 
compra 250 20,00 5.000,00 300 19,50 5.850,00 
Venda 150 19,50 2.925,00 150 19,50 2.925,00 
Compra 80 21,80 1.744,00 230 20,30 4.669,00 
Venda 200 20,30 4.060,00 30 20,30 609,00 
Totais 330 Compra 6.744,00 350 CMV 6.985,00 E.F. 
 
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QUESTÕES DE PROVAS 
 
1. (2012-1) Em 2.10.2011, uma sociedade empresária adquiriu uma mercadoria para 
revenda. Os dados da transação são os seguintes: 
 
 Preço de compra antes do abatimento R$21.000,00 
 ICMS s/ compra – recuperável R$ 3.400,00 
 Abatimentos R$ 1.000,00 
 Gasto com transporte da mercadoria R$ 2.000,00 
 ICMS s/ Frete – recuperável R$ 340,00 
 
 Em 15.11.2011, a empresa vendeu 50% do estoque. 
 Em 31.12.2011, a empresa apurou que o preço estimado de venda no curso 
normal dos negócios, deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados 
necessários para se concretizar a venda para esta mercadoria, é de R$8.000,00. 
Considerando que a empresa não possui estoque inicial, o valor do estoque em 
31.12.2011 a ser apresentado no Balanço Patrimonial nesta data é de: 
 
a) R$8.000,00. 
b) R$8.800,00. 
c) R$9.130,00. 
d) R$9.630,00. 
 
 
 
2. (2015.2) Uma Sociedade Empresária importou mercadoria por um valor equivalente 
a R$21.400,00. Foram gastos mais R$2.421,00 com seguro e tarifas aduaneiras. 
Além dos valores citados, a Sociedade Empresária incorreu nos seguintes tributos, 
dos quais apenas o Imposto de Importação não é recuperável: 
 
Tributo Valor 
Imposto de Importação R$ 8.337,35 
ICMS R$ 7.595,12 
PIS R$ 393,05 
Cofins R$ 2.048,61 
Total dos Tributos R$ 18.374,12 
 
Considerando-se os dados informados, o custo de aquisição das mercadorias é 
igual a: 
a) R$29.737,35. 
b) R$31.416,12. 
c) R$32.158,35. 
d) R$42.195,13. 
 
3. (2015.2) Um posto de combustível comercializa, por mês, aproximadamente 
100.000 litros de etanol. Em determinado momento, constatou um índice de evaporação de 0,5% 
desse produto. O Conselho Nacional do Petróleo considera normal um índice de até 0,6% de 
evaporação. 
Segundo a NBC TG 16 (R1) – Estoques, o valor decorrente da evaporação é 
considerado: 
 
Agora é pra valer! 8 min 
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a) um desperdício e não pode ser contabilizado, exceto por determinação judicial. 
b) um passivo a ser reembolsado pelo fornecedor, visto que a evaporação é conhecida 
até pelo Código Tributário Nacional. 
c) uma perda de operações descontinuadas, e só pode ser contabilizada no período 
em que for formalmente confirmada a evaporação, por meio de medição. 
d) uma redução no resultado do período, visto que a evaporação é considerada normal 
e deve ser baixada do estoque periodicamente. 
 
 
7. Imobilizado 
O ativo imobilizado é o conjunto de bens e direitos necessários à manutenção das 
atividades da empresa, apresentar-se na forma tangível. Abrangendo, também, os custos das 
benfeitorias realizadas nos bens pertencentes a terceiros (locados). 
De maneira geral, três características básicas identificam o ativo imobilizado: 
 São bens e direitos de natureza relativamente permanente; 
Aplicações de recursos utilizados nas operações da organização; 
 Bens e direitos não destinados a venda (embora possam ser vendidos). 
 
Classe de ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso 
semelhantes nas operações da entidade. São exemplos de classes individuais: 
 Terrenos; 
 Edifícios; 
 Benfeitorias em imóveis de terceiros; 
 Instalações de forma geral (hidráulicas, elétricas, etc); 
 Máquinas e Equipamentos; 
 Veículos; 
 Móveis e Utensílios (mesas, cadeiras, armários, etc); 
 Ferramentas. 
 
Ativo imobilizado é o item tangível que: 
a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, 
para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e 
b) se espera utilizar por mais de um período. 
Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à 
manutenção das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os 
decorrentes de operações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens. 
 
7.1. Reconhecimento 
O custo de um item de ativo imobilizado deve ser reconhecido como ativo se, e 
apenas se: 
(a) for provável que futuros benefícios econômicos associados ao item fluirão para a 
entidade; e 
(b) o custo do item puder ser mensurado confiavelmente. 
Sobressalentes, peças de reposição, ferramentas e equipamentos de uso interno são 
classificados como ativo imobilizado quando a entidade espera usá-los por mais de um período. 
Após o reconhecimento como ativo, um item do ativo imobilizado deve ser 
apresentado ao custo menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável 
acumuladas. 
 
7.2. Mensuração 
Um item do ativo imobilizado que seja classificado para reconhecimento como ativo 
deve ser mensurado pelo seu custo. 
 
 
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7.3. Elementos do Custo 
O custo de um item do ativo imobilizado compreende: 
(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não 
recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; 
(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição 
necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração; 
(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de 
restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a obrigação em 
que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante 
determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período. 
Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são: 
(a) custos de abertura de nova instalação; 
(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo propaganda 
e atividades promocionais); 
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de 
clientes (incluindo custos de treinamento); e 
(d) custos administrativos e outros custos indiretos. 
 
 
7.4. Depreciação 
O conceito contábil de depreciação é o reconhecimento da diminuição de valores dos 
bens do ativo imobilizado, dado a condição de utilização dos mesmos. 
O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da 
sua vida útil estimada. 
A despesa de depreciação de cada período deve ser reconhecida no resultado a 
menos que seja incluída no valor contábil de outro ativo. 
O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de cada 
exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser 
contabilizada como mudança de estimativa contábil. 
O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor residual. 
Do ponto de vista econômico, a depreciação de um bem do ativo pode ser 
denominada como o reconhecimento da perda da condição de gerar benefícios futuros para a 
entidade. 
 
As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de ativo imobilizado: 
(a) os critérios de mensuração utilizados para determinar o valor contábil bruto; 
(b) os métodos de depreciação utilizados; 
(c) as vidas úteis ou as taxas de depreciação utilizadas; 
(d) o valor contábil bruto e a depreciação acumulada. 
 
Métodos de Cálculo da Depreciação 
Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma 
sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. 
 
Tais métodos incluem: 
 O método da linha reta (linear ou quotas constantes); 
 O método dos saldos decrescentes (soma dos dígitos); 
 O método de unidades produzidas. 
 
7.4.1 O Método da Linha Reta 
A depreciação pelo método linear resulta em despesa constante durante a vida útil do 
ativo, caso o seu valor residual não se altere. 
 
Exemplo: 
A empresa comprou, no início de janeiro, um veículo com vida útil estimada de 5 anos 
pelo valor de $ 30.000,00, sem valor residual. 
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$ 30.000,00 : 5 = $ 6.000,00 por ano 
 
Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de 
resultados mensais, basta dividir o valor da depreciação anual por 12: 
 
R$ 6.000,00 : 12 = R$ 500,00 por mês. 
 
7.4.2 O Método Soma dos Dígitos 
O método soma dos dígitos resulta em despesa decrescente durante a vida útil. Este 
método consiste em somar os algarismos desde a unidade até o algarismo que representa o 
número de anos da vida útil do bem. 
No exemplo do item anterior, sem considerar o valor residual, teríamos: 
 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 
 
Quota do 1o. Ano = 5/15 x $ 30.000 = $ 10.000 
Quota do 2o. Ano = 4/15 x $ 30.000 = $ 8.000 
Quota do 3o. Ano = 3/15 x $ 30.000 = $ 6.000 
Quota do 4o. Ano = 2/15 x $ 30.000 = $ 4.000 
Quota do 5o. Ano = 1/15 x $ 30.000 = $ 2.000 
 soma = $ 30.000 
 
Neste método, o valor mensal da depreciação: 
no primeiro ano, seria de R$ 10.000,00 : 12 = R$ 833,33. 
no segundo ano, seria de R$ 8.000,00 : 12 = R$ 666,67. 
no terceiro ano, seria de R$ 6.000,00 : 12 = R$ 500,00. 
no quarto ano, seria de R$ 4.000,00 : 12 = R$ 333,33. 
no quinto ano, seria de R$ 2.000,00 : 12 = R$ 166,67. 
 
7.4.3 O Método de Unidades Produzidas 
O método de unidades produzidas resulta em despesa baseada no uso ou produção 
esperados. 
A entidade seleciona o método que melhor reflita o padrão do consumo dos benefícios 
econômicos futuros esperados incorporados no ativo. Esse método é aplicado consistentemente 
entre períodos, a não ser que exista alteração nesse padrão. 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
1. (2012-1) Uma entidade pública pretende adquirir um veículo e quer analisar qual o 
efeito da depreciação, usando o método das cotas constantes e o método da soma dos dígitos. O 
valor bruto contábil é R$52.000,00; foi determinado o valor residual de R$12.000,00 e valor 
depreciável de R$40.000,00. A vida útil do bem é de 5 anos, conforme a política da entidade. A 
taxa de depreciação será calculada anualmente para efeito de decisão. 
Assim, mantidas as demais premissas, os valores líquidos contábeis, no uso do 
cálculo da depreciação pelo método das cotas constantes e pelo método da soma dos dígitos, 
respectivamente, ao final do quarto ano, são: 
 
 
 
 
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a) R$10.400,00 e R$3.466,67. 
b) R$20.000,00 e R$14.666,67. 
c) R$20.800,00 e R$10.400,00. 
d) R$28.000,00 e R$20.000,00. 
 
 
 
 
 
 
2. (2015.2)Uma Sociedade Empresária adquiriu, em 30.11.2014, uma máquina por 
R$39.000,00. Para deixar a máquina em condição de funcionamento, foi necessária a instalação, 
que foi feita pelo vendedor, sem custo adicional, em 31.12.2014. A vida útil da máquina foi 
estimada em 150 meses; e o valor residual é de R$6.000,00. Para o cálculo da depreciação, foi 
adotado o Método das Quotas Constantes. 
Considerando-se os dados informados, o saldo da conta Depreciação Acumulada, em 
31.8.2015, é de: 
a) R$1.760,00. 
b) R$1.980,00. 
c) R$2.080,00. 
d) R$2.340,00 
 
3. (2015.1) Uma Sociedade Empresária adquiriu um equipamento, por R$25.000,00, 
para uso em suas atividades. Para deixá-lo em condições de uso, foi necessário gastar mais 
R$1.500,00. 
O equipamento ficou pronto para uso no dia 2.1.2014, e a empresa estima usar o 
equipamento por 5 anos. 
O valor residual é estimado em R$2.500,00, para qualquer método de depreciação 
adotado. 
A vida útil estimada do equipamento é de 12.000 horas. 
O equipamento tem capacidade para produzir 8.000 unidades de produto. 
O equipamento foi utilizado durante todo o ano de 2014; operou por 2.600 horas; e 
produziu 1.800 unidades. 
Com base nos dados acima, é CORRETO afirmar que a despesa com 
depreciação, no ano de 2014, foi de: 
a) R$4.800,00, apurados com base no Método das Quotas Constantes. 
b) R$5.416,67, apurados com base no Método das Horas de Produção. 
c) R$5.962,50, apurados com base no Método das Unidades Produzidas. 
d) R$7.500,00, apurados com base no Método da Soma dos Dígitos. 
 
8. Teste de Recuperabilidade (Impairment) 
O Pronunciamento Técnico CPC 01 define procedimentos que visam assegurar que os 
ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser 
recuperado por uso ou por venda. Caso existam evidências claras de que ativos estão avaliados 
por valor não recuperável no futuro, a entidade deverá imediatamente reconhecer a 
desvalorização por meio da constituição de provisão para perdas. 
A entidade deve avaliar, no mínimo ao fim de cada exercício social, se há alguma 
indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma indicação, a 
entidade deve estimar o valor recuperável do ativo. 
O CPC 01 deve ser aplicado na contabilização de ajuste para perdas por 
desvalorização de todos os ativos, exceto: 
(a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques); 
(b) ativos advindos de contratos de construção (CPC 17 – Contratos de Construção); 
(c) ativos fiscais diferidos (CPC 32 – Tributos sobre o Lucro); 
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(d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (CPC 33 – Benefícios a 
Empregados); 
(e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos Técnicos 
do CPC que disciplinam instrumentos financeiros; 
(f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver 
Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento); 
(g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola que sejam mensurados ao valor 
justo líquido de despesas de venda (CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola); 
(h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos contratuais 
de companhia de seguros contidos em contrato de seguro dentro do alcance do Pronunciamento 
Técnico CPC 11 – Contratos de Seguro; e 
(i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados 
como mantidos para venda em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não 
Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada. 
 
Definições: 
 
Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o 
valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. 
 
 
Unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera as 
entradas de caixa, que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros 
ativos ou de grupos de ativos. 
Perda por desvalorização é o valor pelo qual o valor contábil de um ativo ou de uma 
unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável. 
Valor contábil é o valor pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois da 
dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada e provisão para 
perdas. 
Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros estimados, que devem 
resultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa. 
Valor líquido de venda é o valor a ser obtido pela venda de um ativo ou de uma 
unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre partes conhecedoras e 
interessadas, menos as despesas estimadas de venda. 
Exemplo sobre perda do valor de recuperação 
Uma empresa identificou alguns sinais de perda de valor de certo equipamento. 
Seu valor de aquisição consiste de R$ 500.000 (a parcela depreciável), com 
depreciação de 40% já incorrida. 
O valor de mercado do ativo é de R$ 225.000, com custos de venda estimados em 
10%. 
O fluxo de caixa estimado para os 8 anos previstos em orçamento para uso do ativo se 
encontra a seguir. 
Esse fluxo inclui um valor residual de R$ 10.000, que significa o valor futuro estimado 
de venda do ativo como sucata. 
A taxa de desconto anual é de 6%. O risco já se acha computado nos dados do fluxo 
de caixa. 
Avaliar se houve perda do valor recuperável, e o montante da perda eventual em 
20X0. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Valor de uso 
 
Ano Fluxo líq. (R$) VP (R$) 
20X1 30.000 28.302 
20X2 30.000 26.700 
20X3 30.000 25.189 
20X4 40.000 31.684 
20X5 30.000 22.418 
20X6 30.000 21.149 
20X7 30.000 19.952 
20X8 40.000 25.096 
20X8 10.000 6.274 
Total 270.000 206.763 
 
Perda do valor recuperável – 20X0 R$ 
Valor justo deduzido dos custos de venda 202.500 
Valor de uso 206.763 
Valor recuperável do ativo 206.763 
Valor contábil líquido 300.000 
Perda do valor recuperável (provisionada) 93.237 
 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2012-2) Um item do imobilizado foi registrado, ao custo de aquisição, por 
R$60.000,00 e tem depreciação acumulada de R$12.000,00. As informações coletadas pela 
empresa indicam: 
 
 Valor em uso R$47.000,00 
 Valor justo líquido da despesa de venda R$50.000,00 
 
Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o valor recuperável do 
ativo é de: 
a) R$47.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor 
recuperável. 
b) R$47.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor 
recuperável negativo de R$1.000,00. 
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c) R$50.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor 
recuperável. 
d) R$50.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor 
recuperável positivo de R$3.000,00. 
 
 
 
 
2. (2015.2) Uma Sociedade Industrial, ao analisar um determinado Ativo Imobilizado, 
identificou as seguintes evidências, em 31.12.2014: 
 
Informações 
 Valor Líquido de venda R$ 2.040.000,00 
 Valor em uso R$ 2.000.000,00 
Saldos Contábeis: 
 Valor contábil bruto – custo de aquisição R$ 3.200.000,00 
 Depreciações acumuladas R$ 800.000,00 
 Perda estimada em valor não recuperável R$ 240.000,00 
 
De acordo com a NBC TG 27 (R2) – Ativo Imobilizado, a perda por redução ao valor 
recuperável complementar a ser reconhecida no resultado, ao final do período de 2014,é de: 
a) R$120.000,00. 
b) R$240.000,00. 
c) R$1.040.000,00. 
d) R$1.200.000,00. 
 
 
Exercício de fixação - 28/11/2016 
Os estudos continuam na próxima semana! 
 
 
 
3. (2015.1) Relacione os grupos de contas do Balanço Patrimonial de uma indústria, 
apresentados na primeira coluna, às contas, na segunda coluna, e, em seguida, assinale a opção 
CORRETA. 
(1) Patrimônio Líquido ( ) Obras de Arte 
(2) Imobilizado ( ) Ações de Emissão Própria em Tesouraria 
(3) Investimentos ( ) Reserva de Incentivos Fiscais 
(4) Intangível ( ) Marcas e Patentes 
A sequência CORRETA é: 
a) 3,3,1,3. 
b) 2,3,2,3. 
c) 3,1,1,4. 
d) 2,1,2,4. 
 
 
4. (2014.1) Uma indústria comprou matérias-primas no valor de R$35.000,00. No total 
da nota fiscal de R$36.750,00, estavam embutidos os seguintes impostos recuperáveis perante o 
fisco: 
 
IPI R$1.750,00 
ICMS R$6.300,00 
PIS R$577,50 
COFINS R$2.660,00 
 
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O valor do custo de aquisição que deve ser contabilizado no estoque de matéria-
prima é de: 
 
a) R$25.462,50. 
b) R$28.700,00. 
c) R$35.000,00. 
d) R$36.750,00. 
 
5. (2014.1) Uma sociedade empresária vendeu mercadorias em 2.1.2014, pelo valor 
de R$200.000,00, com entrega imediata das mercadorias e recebimento do valor da venda em 
2.3.2014. O Custo da Mercadoria Vendida é de R$50.000,00. A empresa remunera seus 
vendedores, a título de comissão sobre vendas, no valor de R$6.000,00, a ser paga quando do 
recebimento da venda efetuada. 
Em relação ao registro da transação, é CORRETO afirmar que em: 
a) 2.1.2014, a empresa reconhece uma receita de R$200.000,00, o custo da 
mercadoria vendida no valor de R$50.000,00 e uma despesa comercial no valor de R$6.000,00. 
b) 2.1.2014, a empresa reconhece uma receita de R$200.000,00, o custo da 
mercadoria vendida no valor de R$50.000,00 e, em 2.3.2014, uma despesa comercial no valor de 
R$6.000,00. 
c) 2.1.2014, a empresa reconhece uma receita de R$200.000,00 e o custo da 
mercadoria vendida no valor de R$56.000,00. 
d) 2.3.2014, a empresa reconhece uma receita de R$200.000,00 e o custo da 
mercadoria vendida no valor de R$56.000,00. 
 
6. (2014.1) Uma sociedade empresária possui um bem que consta no seu imobilizado, 
em 31.12.2013, composto pelos seguintes valores: 
Custo de Aquisição R$80.000,00 
(-) Depreciação Acumulada R$20.000,00 
(-) Perda Estimada por Redução ao Valor Recuperável R$5.000,00 
 
Em 2.1.2014, o bem foi vendido à vista por R$54.000,00. 
 
O resultado apurado nesta operação é uma perda de: 
a) R$1.000,00. 
b) R$6.000,00. 
c) R$21.000,00. 
d) R$26.000,00. 
 
7. (2015.1) Assinale a opção que apresenta apenas Ativos que podem ser objeto de 
Ajuste ao Valor Recuperável, na forma estabelecida pela NBC TG 01 (R2) – Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos. 
a) Estoques de Matéria-Prima, Bancos Conta Movimento, Marcas e Patentes. 
b) Imóveis de Uso, Duplicatas a Receber, Bancos Conta Movimento. 
c) Marcas e Patentes, Imóveis de Uso, Móveis e Utensílios. 
d) Móveis e Utensílios, Duplicatas a Receber, Estoques de Matéria-Prima. 
 
8. (2015.1) Em relação aos efeitos contábeis referentes aos registros das transações 
de uma empresa no mês de fevereiro de 2015, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou 
Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. O pagamento do aluguel do mês anterior, na data de vencimento, diminuiu o Ativo e 
o Passivo e não gerou nenhuma mudança no Patrimônio Líquido. 
II. A compra à vista de mercadorias não alterou o total do Ativo, não alterou o total do 
Passivo e não gerou nenhuma mudança no Patrimônio Líquido. 
III. A aquisição de ações de emissão da própria empresa, à vista, diminuiu o Ativo, 
não alterou o Passivo Exigível e aumentou o Patrimônio Líquido. 
 
 
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A sequência CORRETA é: 
a) F, F, V. 
b) F, V, F. 
c) V, F, V. 
d) V, V, F. 
 
9. (2015.1) De acordo com a NBC TG Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, as características qualitativas são 
atributos que tornam as demonstrações contábil-financeiras úteis para seus usuários. 
Assinale a opção que apresenta as Características Qualitativas de Melhoria. 
a) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. 
b) compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade. 
c) relevância, materialidade, comparabilidade e compreensibilidade. 
d) tempestividade, confiabilidade, relevância e comparabilidade. 
 
 
 
9. Demonstração dos Fluxos de Caixa 
A DFC (Demonstração de Fluxo de Caixa) é uma demonstração contábil que tem por 
fim evidenciar as transações ocorridas em um determinado período e que provocam modificações 
no saldo da conta Caixa; 
A função principal da Demonstração dos Fluxos de Caixa, portanto, é evidenciar as 
operações relevantes que provocaram a variação do saldo do Caixa durante um determinado 
período. 
De acordo com Lei 6404/76 e alterações, no art. 188. a DFC deverá indicar, no 
mínimo: 
 I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o 
exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no 
mínimo, 3 (três) fluxos: 
 a) das operações; 
 b) dos financiamentos; e 
 c) dos investimentos; 
Além da Lei acima, a norma que trata da Demonstração dos Fluxos de Caixas é o 
CPC 03, que o CFC aprovou por meio da resolução 1.296/10 – NBC TG 03. 
 
9.1. Conceito de Caixa e Equivalentes de Caixa 
 
Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que 
são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um 
insignificante risco de mudança de valor. 
 
9.2. Classificação das Entradas e Saídas de Caixa por Atividades 
A necessidade de selecionar todas as transações ocorridas e que influenciaram 
sobremaneira o Caixa, por grupos de atividades; 
A grande variedade de transações e a necessidade de agrupar as ocorrências da 
mesma natureza; 
 
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9.2.1 Atividades Operacionais 
 
É um indicador chave da extensão pela qual as operações da entidade têm gerado 
suficientes fluxos de caixa para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da 
entidade, pagar dividendos e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem 
recorrer a fontes externas de financiamento. 
Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados 
das principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente resultam de 
transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. 
 
Exemplos de Atividades operacionais 
(a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços; 
(b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras 
receitas; 
(c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; 
(d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados; 
(e) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros, 
anuidades e outros benefícios da apólice; 
(f) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos que 
possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; 
e 
(g) recebimentos e pagamentos de caixade contratos mantidos para negociação 
imediata ou disponíveis para venda futura. 
Algumas transações, como a venda de item do imobilizado, podem resultar em ganho 
ou perda, que é incluído na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Os fluxos de caixa relativos a 
tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento. Entretanto, 
pagamentos em caixa para a produção ou a aquisição de ativos mantidos para aluguel a terceiros 
que, em sequência, são vendidos, são fluxos de caixa advindos das atividades operacionais. Os 
recebimentos de aluguéis e das vendas subsequentes de tais ativos são também fluxos de caixa 
das atividades operacionais. 
 
9.2.3 Atividades de Investimentos 
A divulgação em separado dos fluxos de caixa advindos das atividades de 
investimento é importante em função de tais fluxos de caixa representarem a extensão em que os 
dispêndios de recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar lucros e fluxos de caixa 
no futuro. 
 
Exemplos de atividades de investimentos 
(a) pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e outros 
ativos de longo prazo. Esses pagamentos incluem aqueles relacionados aos custos de 
desenvolvimento ativados e aos ativos imobilizados de construção própria; 
(b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e 
outros ativos de longo prazo; 
(c) pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais ou instrumentos 
de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto aqueles 
pagamentos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou aqueles mantidos 
para negociação imediata ou futura); 
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(d) recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos patrimoniais ou 
instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto 
aqueles recebimentos referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e aqueles 
mantidos para negociação imediata ou futura); 
(e) adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto aqueles 
adiantamentos e empréstimos feitos por instituição financeira); 
(f) recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização de 
empréstimos concedidos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e empréstimos de instituição 
financeira); 
 
9.2.4 Atividades de Financiamentos 
A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é 
importante por ser útil na predição de exigências de fluxos futuros de caixa por parte de 
fornecedores de capital à entidade. 
 
Exemplos de atividades de financiamentos 
(a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais; 
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade; 
(c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas promissórias, 
outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo Prazos; 
(d) amortização de empréstimos e financiamentos; e 
(e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a 
arrendamento mercantil financeiro. 
 
9.2.5 Transações Que Não Devem Integrar a DFC 
São eventos dessa natureza: 
 Aumentos de Capital com o aproveitamento de reservas ou lucros acumulados; 
 Aumentos de Capital com conversão de obrigações de curto ou de longo prazos; 
 Aumentos de Capital com integralização em bens do Ativo Imobilizado; 
 Recebimento de doações, exceto em dinheiro; 
 Transferências de valores do Passivo Exigível a Longo Prazo para o Passivo 
Circulante, e do Ativo Realizável a Longo Prazo para o Ativo Circulante; 
 
9.2.6 Juros e Dividendos 
O CPC 03_R2 encoraja fortemente as entidades a classificarem os juros, recebidos ou 
pagos, e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos como fluxos de caixa das 
atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o capital próprio pagos como fluxos de 
caixa das atividades de financiamento. Alternativa diferente deve ser seguida de nota 
evidenciando esse fato. 
 
9.3. Apresentação dos Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais 
 A entidade deve apresentar os fluxos de caixa das atividades operacionais, usando 
alternativamente: 
 
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(a) o método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos e 
pagamentos brutos são divulgadas; ou 
 
(b) o método indireto, segundo o qual o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado pelos 
efeitos de transações que não envolvem caixa, pelos efeitos de quaisquer diferimentos ou 
apropriações por competência sobre recebimentos de caixa ou pagamentos em caixa 
operacionais passados ou futuros, e pelos efeitos de itens de receita ou despesa associados com 
fluxos de caixa das atividades de investimento ou de financiamento. 
 
Pelo método direto, as informações sobre as principais classes de recebimentos 
brutos e de pagamentos brutos podem ser obtidas alternativamente: 
(a) dos registros contábeis da entidade; ou 
(b) pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos, mercadorias ou serviços 
vendidos (no caso de instituições financeiras, pela receita de juros e similares e despesa de juros 
e encargos e similares) e outros itens da demonstração do resultado ou do resultado abrangente 
referentes a: 
(i) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a 
receber e a pagar; 
(ii) outros itens que não envolvem caixa; e 
(iii) outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de 
investimento e de financiamento. 
 
Pelo Método Direto, os Recursos Derivados das Operações são indicados a partir dos 
recebimentos e pagamentos decorrentes das operações normais, efetuados durante o período. 
 
 
9.4. Preparação de dados para Elaboração da DFC 
Valores recebidos de clientes 
 (+) Saldo inicial de Clientes 
 (+) Receita de Vendas e Serviços 
 (+) Transferências recebidas do ARLP 
 (+) Saldo final de Duplicatas Descontadas 
(+) Saldo final de Receitas Diferidas 
 (+) Reversão de prov. Créd. Liq. Duv. 
 ( -) Saldo inicial de Receitas Diferidas 
 ( -) Saldo inicial de prov. Créd. Liq. Duv. 
 ( -) Duplicatas incobráveis baixadas no exercício, sem cobertura de provisão 
 ( -) Saldo inicial de Duplicatas Descontadas 
 ( -) Saldo final de Clientes 
 (=) Valores recebidos de Clientes 
 
 
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• Para obter o valor da Receita de Vendas e Serviços, deve-se extrair os seguintes valores 
da DRE do exercício atual: 
 (+) Receita Líquida de Vendas e Serviços 
 (+) Impostos e contribuições incidentes sobre vendas e serviços 
 (=) Receita de Vendas e Serviços 
 
Valores pagos a fornecedores 
 (+) Saldo inicial de Obrigações a Fornecedores 
 (+) Transferências recebidas do Pelp 
 (+) Compras realizadas no período 
 ( -) Saldo final de Obrigações a Fornecedores 
 (=) Pagamentos a Fornecedores 
 
• O valor das compras do período pode ser obtido mediante consulta na ficha Razão da 
respectiva conta, ou da seguinte maneira: 
 (+) Custo das Mercadorias Vendidas 
 (+) Impostos e Contribuições Incidentes sobre Compras 
 (+) Estoque Final 
 ( -) Estoque Inicial 
 (=) Compras do período 
 
Valores pagos a empregados 
 (+) Saldo inicial de Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias 
 (+) Despesas com pessoal, incorridas no exercício 
 ( -) Saldo final de Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias 
 (=)Valores pagos a empregados 
 
Imposto de renda e contribuição social pagos 
 (+) Saldo inicial da conta Imposto de Renda a Pagar 
 (+) Saldo inicial da conta Contribuição Social a Pagar 
 (+) Imposto de renda devida no exercício 
 (+) Contribuição Social devida no exercício 
 ( -) Saldo final Imposto de Renda a Pagar 
 ( -) Saldo final Contribuição Social a Pagar 
 (=) Imposto de Renda e Contribuição Social pagos 
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 31 
 
9.5. Método Indireto 
De acordo com o método indireto, o fluxo de caixa líquido advindo das atividades 
operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou prejuízo quanto aos efeitos de: 
(a) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber 
e a pagar; 
(b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos diferidos, 
ganhos e perdas cambiais não realizados e resultado de equivalência patrimonial quando 
aplicável; e 
(c) todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de 
investimento e de financiamento 
 
9.5.1 Método Indireto (Reconciliação) 
Faz a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações. 
 
Regra Básica 
 
1. Registrar o lucro líquido 
2. Somar (subtrair) os lançamentos que afetam o lucro mas que não têm efeito no caixa, ou 
cujo efeito no caixa se reconhece em outro lugar da demonstração (depreciação, 
amortização, resultado de equivalência patrimonial, etc...). 
3. Somar as reduções nos saldos das contas do Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo; 
4. Subtrair os acréscimos nos saldos das contas do Ativo Circulante e Realizável a Longo 
Prazo; 
5. Somar os acréscimos nos saldos das contas do Passivo Circulante e Exigível a Longo 
Prazo; 
6. Subtrair as reduções nos saldos das contas do Passivo Circulante e Exigível a Longo 
Prazo. 
Lucro Líquido 
Redução no PC e ELP
Acréscimo no AC e RLP
Redução no AC e RLP
Acréscimo no PC e ELP
Ítens que Não Afetam Caixa(+)/(-)
(+)
(-)
(+)
(-)
Método Indireto
1
2
6
3
4
5
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 32 
 
Apresentação dos fluxos de caixa das atividades de investimento e de 
financiamento 
A entidade deve apresentar separadamente as principais classes de recebimentos 
brutos e pagamentos brutos advindos das atividades de investimento e de financiamento. 
 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2011-2) Uma sociedade empresária foi constituída em 31.12.2010 com capital de 
R$100.000,00, dos quais R$10.000,00 foram integralizados em dinheiro naquela data. Em janeiro 
de 2011, os sócios entregaram mais R$30.000,00 em dinheiro e R$40.000,00 em terrenos. Ainda 
em janeiro, a sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda por R$32.000,00, metade 
à vista e metade para pagamento em 30 dias. 
 
Desconsiderando a incidência de tributos e com base nos dados informados, é CORRETO afirmar 
que, na Demonstração dos Fluxos de Caixa relativa ao mês de janeiro de 2011: 
 
a) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$70.000,00. 
b) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$80.000,00. 
c) as atividades de investimento consumiram caixa no valor de R$40.000,00. 
d) as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$16.000,00. 
 
 
 
 
 
2. (2011-1) Uma sociedade empresária apresentou, no exercício de 2010, uma variação positiva 
no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18.000,00. Sabendo-se que o caixa 
gerado pelas atividades operacionais foi de R$28.000,00 e o caixa consumido pelas atividades de 
investimento foi de R$25.000,00, as atividades de financiamento: 
 
a) geraram um caixa de R$21.0000,00. 
b) consumiram um caixa de R$15.000,00. 
c) consumiram um caixa de R$21.000,00. 
d) geraram um caixa de R$15.000,00. 
 
 
3. (2015-2) Uma Sociedade Empresária apresentou os seguintes dados que foram extraídos de 
sua contabilidade: 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 33 
 
 
Estoque em 21.12.2013 R$ 140.000,00 
Estoque em 31.12.2014 R$ 80.000,00 
Saldo de Fornecedores em 31.12.2013 R$ 60.000,00 
Saldo de Fornecedores em 31.12.2014 R$ 20.000,00 
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 470.000,00 
 
A movimentação do estoque é composta por compras e baixa por vendas. 
Todas as compras foram efetuadas a prazo. 
A movimentação de fornecedores corresponde à contrapartida de compras e pagamentos. 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa é elaborada pelo Método Direto. 
 
Com base nos dados apresentados, o caixa consumido para pagamento de fornecedores é de: 
a) R$40.000,00. 
b) R$60.000,00. 
c) R$410.000,00. 
d) R$450.000,00. 
 
 
10. Demonstração do Resultado Abrangente 
Resultado abrangente é a mutação que ocorre no patrimônio líquido durante um 
período que resulta de transações e outros eventos que não sejam derivados de transações com 
os sócios na sua qualidade de proprietários. 
A demonstração do resultado abrangente deve, no mínimo, incluir as seguintes 
rubricas: 
(a) resultado líquido do período; 
(b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza 
(exceto montantes relativos ao item (c); 
(c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por 
meio do método de equivalência patrimonial; e 
(d) resultado abrangente do período. 
Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa (incluindo 
ajustes de reclassificação) que não são reconhecidos na demonstração do resultado como 
requerido ou permitido pelos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações emitidos pelo CPC. 
Os componentes dos outros resultados abrangentes incluem: 
(a) variações na reserva de reavaliação, quando permitidas legalmente; 
(b) ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido 
reconhecidos conforme item 93A do Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a 
Empregados; 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 34 
 
(c) ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de 
operações no exterior; 
(d) ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda; 
(e) parcela efetiva de ganhos ou perdas advindos de instrumentos de hedge em 
operação de hedge de fluxo de caixa 
 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2012-1) Uma sociedade empresária apresentou os seguintes dados de um determinado 
período: 
 Despesas administrativas reconhecidas durante o período R$ 20.000,00 
 Ganhos na remensuração de ativos financeiros disponíveis 
para venda líquidos dos tributos R$ 30.000,00 
 Lucro bruto do período R$ 240.000,00 
 Lucro líquido do período R$ 270.000,00 
 Perdas derivadas de conversão de demonstrações 
contábeis de operações no exterior menos tributos sobre 
ajuste de conversão R$ 170.000,00 
 Receita de vendas realizadas durante o período R$ 800.000,00 
 Resultado do período antes das receitas e despesas 
financeiras R$ 230.000,00 
Na Demonstração do Resultado Abrangente, elaborada a partir dos dados 
fornecidos, o valor do Resultado Abrangente é iguala: 
a) R$90.000,00. 
b) R$100.000,00. 
c) R$110.000,00. 
d) R$130.000,00.2. (2014-2) De acordo com a NBC TG 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações 
Contábeis são exemplos de informações apresentadas na Demonstração do Resultado 
Abrangente, EXCETO: 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 35 
 
a) ajustes de conversão do período. 
b) aumento de capital em dinheiro. 
c) equivalência patrimonial sobre ganhos abrangentes de coligadas. 
d) realização da reserva de reavaliação. 
 
3. (2013-2) Uma sociedade empresária apresentou em 31.12.2012 as seguintes 
informações: 
 
 
Contas Saldos 
Ajuste Credor de Avaliação Patrimonial R$ 400,00 
Ajuste Credor de Conversão do Período R$ 400,00 
Aumento do Capital Social R$ 1.600,00 
Custo da Mercadoria Vendida R$ 2.400,00 
Despesa com IRPJ e CSLL R$ 80,00 
ICMS Incidentes sobre Vendas R$ 400,00 
Receita Bruta de Vendas R$ 4.000,00 
Receitas Financeiras R$ 800,00 
 
Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta o Resultado Abrangente Total do 
Período. 
a) R$2.320,00. 
b) R$2.720,00. 
c) R$3.520,00. 
d) R$4.320,00. 
 
 
11. Demonstração do Valor Adicionado – DVA 
A obrigatoriedade para elaboração esta regulamentada pela Lei da 6.404/76 e 
alterações, somente para as companhias que negociam ações na bolsa de valores. 
De acordo com o art. 188. a Demonstração do Valor Adicionado deverá conter no 
mínimo: 
 II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela 
companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração 
dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, 
bem como a parcela da riqueza não distribuída. 
 
É elaborada e divulgada por incentivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – 
Parecer de Orientação CVM n.º 24/92 – desde o início da década de 90 e foi disciplinada pelo 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) por meio do Pronunciamento Técnico CPC n.º 
09/2008. 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 36 
 
 
Relatório contábil que evidencia o quanto de riqueza uma empresa produziu e de que 
forma essa riqueza foi distribuída, bem como a não distribuída; 
O valor adicionado que é demonstrado, corresponde a diferença entre o valor da 
receita de vendas e os custos dos recursos adquiridos de terceiros; 
 Representa o quanto a empresa contribuiu para a formação do PIB do país. 
 
Riqueza de informações 
Os indicadores e informações de natureza social atingem um universo maior de 
usuários ao evidenciar a riqueza gerada pela empresa e a forma como essa riqueza foi distribuída. 
 
Elaboração 
As informações derivam das contas de resultado e também de algumas contas 
patrimoniais; 
A DVA está estruturada para ser elaborada a partir da Demonstração do Resultado do 
Exercício; 
As contas consultadas são aquelas que representam as despesas, os custos e as 
receitas, observado o o princípio da competência; 
As informações devem ser coletadas do livro Razão. 
 
Estrutura 
Os itens que integrarão o demonstrativo ficam a cargo dos órgãos reguladores; 
Informações mínimas que devem ser indicadas na DVA como: 
 valor da riqueza gerada; 
 distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração da riqueza; 
 parcela da riqueza não distribuída. 
 
Modelo 
Companhia: Demonstração do Valor Adicionado (Empresas em geral) Exercício findo 
em: 
 
Demonstração do Valor Adicionado – EMPRESAS EM GERAL 
1 – RECEITAS 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 
1.2) Outras receitas 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição) 
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 
(inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e COFINS) 
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos 
2.4) Outras (especificar) 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 37 
 
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 
4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 
5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 
6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 
6.1) Resultado de equivalência patrimonial 
6.2) Receitas financeiras 
6.3) Outras 
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6) 
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) 
8.1) Pessoal 
8.1.1 – Remuneração direta 
8.1.2 – Benefícios 
8.1.3 – F.G.T.S 
8.2) Impostos, taxas e contribuições 
8.2.1 – Federais 
8.2.2 – Estaduais 
8.2.3 – Municipais 
8.3) Remuneração de capitais de terceiros 
8.3.1 – Juros 
8.3.2 – Aluguéis 
8.3.3 – Outras 
8.4) Remuneração de Capitais Próprios 
8.4.1 – Juros sobre o Capital Próprio 
8.4.2 – Dividendos 
8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4 – Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação) 
 
Instruções para o preenchimento 
Instruções contidas nos itens 14 e 15 do Pronunciamento Técnico CPC n.º 09/2008: 
 
1. RECEITAS (soma dos itens 1.1 a 1.3) 
1.1 Venda de mercadorias, produtos e serviços – corresponde à vendas de 
mercadorias, produtos e serviços, adicionada dos valores dos tributos ICMS e IPI incidentes sobre 
essas receitas, ou seja, corresponde á receita bruta ou faturamento bruto. 
1.2 Outras receitas – inclui os tributos incidentes sobre essas receitas. 
1.3 Provisão para crédito de liquidação duvidosa - Inclui os valores relativos á 
constituição e reversão dessa provisão. 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 38 
 
2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (soma dos ítens 2.1 a 2.4) 
2.1 Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos – inclui os 
valores das matérias-primas adquiridas junto a terceiros e contidas no custo dos produtos 
vendidos, das mercadorias e dos serviços vendidos adquiridos de terceiros não inclui gastos com 
pessoal próprio). 
2.2 Materiais, energia, serviço de terceiros e outros - inclui valores relativos às 
aquisições e pagamentos a terceiros. 
Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidas, materiais, serviços, 
energia etc., consumidos deverão ser considerados os impostos (ICMS e IPI) incluídos no 
momento das compras, recuperáveis ou não. 
 
2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (soma dos ítens 2.1 a 2.4) 
2.3 Perda / Recuperação de valores ativos - Inclui valores relativos a ajustes pro 
avaliação a valor de mercado de estoques, mobilizados, investimentos etc. (se no período o valor 
líquido for 
positivo deverá ser somado). 
2.4 Outras (especificar) 
 
3. VALOR ADICIONADO BRUTO (diferença entre itens 1 e 2). 
 
4. DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO - inclui a despesa ou o custo 
contabilizados no período. 
 
5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (diferença entre 
os itens 3 e 4). 
 
6. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA (soma dos itens 6.1 e 
6.2). 
6.1 Resultado de equivalência patrimonial - o resultado da equivalência pode 
representar receita ou despesa; se despesa, deverá ser considerado como redução ou valor 
negativo. 
6.2 Receitas financeiras - inclui todas as receitas financeiras independentemente de 
suas origens. 
6.3 Outras receitas - inclui os dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo, 
aluguéis, direitos de franquias etc. 
 
7. VALOR ADICIOADO TOTAL A DISTRIBUIR (soma dositens 5 e 6). 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 39 
 
8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (soma dos itens 8.1 a 8.5) 
8.1 Pessoal 
 8.1.1 Remuneração direta – valores apropriados ao custo ou o resultado do exercício 
na forma de: Remuneração direta - salários, 13º salário, honorários da administração, férias etc. 
8.1.2 Benefícios – valores relativos a assistência médica, alimentação, transporte, 
planos de aposentadoria etc. 
8.1.3 FGTS – representado pelos valores depositados em contas vinculadas aos 
empregados. 
8.2 Impostos, taxas e contribuições - valores relativos aos impostos de renda, 
contribuição social sobre o lucro, contribuições aos INSS, todos os demais impostos, taxas e 
contribuições deverão ser incluídos neste item. Os valores relativos ao ICMS, IPI, PIS e COFINS 
devem ser considerados apenas os valores devidos ou já reconhecidos, e representarão a 
diferença entre os impostos incidentes sobre as vendas e os valores considerados dentro do item 
– Insumos adquiridos de terceiros. 
8.2.1 Federais 
8.2.2 Estaduais 
8.2.3 Municipais 
8.3 Remuneração de capitais de terceiros – valores pagos ou creditados aos 
financiadores externos de capital 
8.3.1 Juros – devem ser consideradas as despesas financeiras relativas a quaisquer 
tipos de empréstimos e financiamentos junto à instituições financeiras, empresas do grupo ou 
outras formas de obtenção de recursos. Inclui os valores pagos ou creditados a terceiros, inclusive 
os acréscimos aos ativos. 
8.3.2 Aluguéis – devem ser considerados os aluguéis (inclusive as despesas com 
leasing operacional) pagos ou creditados a terceiros, inclusive os acrescidos aos ativos. 
8.3.3 Outras – devem ser consideradas outras remunerações que configurem 
transferência de riqueza a terceiros, mesmo que originadas em capital intelectual (royalties, 
franquia, direitos autorais etc. 
8.4 Remuneração de Capitais Próprios – valores relativos à remuneração atribuída 
aos sócios e acionistas. 
8.4.1 Juros sobre o Capital Próprio (JSCP) e 8.4.2 Dividendos - inclui os valores 
pagos ou creditados aos sócios e acionistas por conta do resultado do período, ressalvando-se os 
valores dos JSCP transferidos para conta de reserva de lucros. 
8.4.3 Lucros retidos /Prejuízo do exercício - inclui os valores relativos ao lucro do 
exercício destinados as reservas, inclusive os JSCP quando tiverem esse tratamento; nos casos 
de prejuízo, esse valor deverá ser incluído com sinal negativo. 
8.4.4 Participação dos não controladores nos lucros retidos – só para consolidação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2013-1) Uma sociedade empresária é constituída com um capital de R$100.000,00, totalmente 
integralizado em dinheiro. Após a constituição, a empresa realizou as seguintes transações: 
 
 Aquisição de mercadorias por R$50.000,00, neste valor incluído o valor de R$6.000,00, relativo 
ao ICMS recuperável. 
 Venda das mercadorias por R$90.000,00, neste valor incluído ICMS, no valor de R$15.300,00. 
 Despesas com energia do período, no valor de R$900,00. 
 PIS e COFINS incidentes sobre vendas, no valor de R$3.285,00. 
 Despesa com aluguéis, no valor de R$1.000,00. 
 Despesas com salários e FGTS, no valor de R$2.000,00. 
 Despesa com INSS, no valor de R$400,00. 
 O lucro foi destinado como se segue: 
5% para reserva legal; 40% para dividendos obrigatórios; e 55% para lucros para 
deliberação da assembleia. 
 
Na Demonstração do Valor Adicionado, o Valor Adicionado Total a Distribuir, é de: 
a) R$45.100,00. 
b) R$44.100,00. 
c) R$39.100,00. 
d) R$38.100,00. 
 
 
 
 
 
2. (2013-2) Uma sociedade empresária realizou, em janeiro de 2013, as seguintes operações: 
 
 Aquisição de mercadoria para revenda por R$50.000,00, neste valor incluídos 
R$7.500,00 referentes aos impostos recuperáveis. 
 Das mercadorias adquiridas, 50% foram vendidas por R$102.800,00, neste valor 
incluídos R$25.700,00 referentes aos impostos incidentes sobre as vendas. 
 
Considerando que não havia estoque inicial de mercadorias para revenda, na Demonstração do 
Valor Adicionado, o valor adicionado bruto será igual a: 
a) R$55.850,00. 
b) R$60.300,00. 
c) R$77.800,00. 
d) R$81.550,00. 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 41 
 
3. (2015-2). Uma Sociedade Empresária apresentou os seguintes dados para a elaboração da 
Demonstração do Valor Adicionado em 2014: 
 
Valor bruto das vendas de mercadorias R$ 110.000,00 
PIS sobre vendas R$ 4.015,00 
Cofins sobre vendas R$ 8.360,00 
ICMS sobre vendas R$ 19.800,00 
Valor líquido das vendas R$ 77.825,00 
 
Valor bruto das compras de mercadorias R$ 70.000,00 
PIS sobre compras a recuperar R$ 2.555,00 
Cofins sobre compras a recuperar R$ 5.320,00 
ICMS sobre compras a recuperar R$ 12.600,00 
Valor líquido das compras R$ 49.525,00 
 
Estoque inicial de Mercadorias 0,00 
Estoque Final de Mercadorias 0,00 
 
 
Considerando-se que houve apenas esses saldos e movimentações, o Valor Adicionado Bruto, na 
Demonstração do Valor Adicionado, é igual a: 
a)R$28.300,00. 
b)R$40.000,00. 
c)R$70.000,00. 
d)R$110.000,00. 
 
4. (2012-1) Na Demonstração do Valor Adicionado, a despesa com aluguel, a energia elétrica 
consumida no período e o resultado positivo da equivalência patrimonial são evidenciados, 
respectivamente, como: 
a) insumos adquiridos de terceiros; insumos adquir7idos de terceiros e remuneração do capital 
próprio. 
b) insumos adquiridos de terceiros; remuneração do capital de terceiros e valor adicionado 
recebido em transferência. 
c) remuneração do capital de terceiros; insumos adquiridos de terceiros e valor adicionado 
recebido em transferência. 
d) remuneração do capital de terceiros; remuneração do capital de terceiros e remuneração do 
capital próprio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 42 
 
 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO II 
OS ESTUDOS CONTINUAM NA PRÓXIMA SEMANA! 
 
 
1. (2012-1) Uma sociedade empresária apresentou o Balanço Patrimonial a seguir, ao 
qual foi acrescida uma coluna de variação, e também a Demonstração do Resultado do período 
encerrado em 31.12.2011: 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
 31.12.2011 31.12.2010 Variação 
ATIVO CIRCULANTE R$ 322.000,00 R$ 230.000,00 R$ 92.000,00 
Caixa R$ 57.500,00 R$ 23.000,00 R$ 34.500,00 
Duplicatas a Receber R$ 195.500,00 R$ 161.000,00 R$ 34.500,00 
Estoques R$ 69.000,00 R$ 46.000,00 R$ 23.000,00 
ATIVO NÃO CIRCULANTE R$ 115.000,00 - R$ 115.000,00 
Imobilizado R$ 126.500,00 - R$ 126.000,00 
(-) Depreciação Acumulada (R$ 11.500,00) - (R$ 11.500,00) 
TOTAL DO ATIVO R$ 437.000,00 R$ 230.000,00 R$ 207.000,00 
PASSIVO CIRCULANTE R$ 184.000,00 R$ 46.000,00 R$ 138.000,00 
Fornecedores 142.600,00 R$ 46.000,00 R$ 96.600,00 
Imposto de Renda e Contribuição 
Social a Pagar 
R$ 41.400,00 - R$ 41.400,00 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO R$ 253.000,00 R$ 184.000,00 R$ 69.000,00 
Capital R$ 184.000,00 R$ 184.000,00 - 
Reservas de Lucros R$ 69.000,00 - R$ 68.000,00 
TOTAL PASSIVO + PL R$ 437.000,00 R$ 230.000,00 R$ 207.000,00 
 
Demonstração do Resultado 
Vendas Líquidas R$ 391.000,00 
Custo da Mercadoria Vendida (R$ 207.000,00) 
Resultado BrutoR$ 184.000,00 
Despesas com Vendas (R$ 4.600,00) 
Despesas com Pessoal (R$ 57.500,00) 
Despesas com Depreciação (R$ 11.500,00) 
Resultado antes dos tributos sobre o Lucro R$ 110.400,00 
Tributos sobre o Lucro (R$ 41.400,00) 
Resultado Líquido do Período R$ 69.000,00 
 
Na Demonstração dos Fluxos de Caixa elaborada a partir dos dados apresentados, as atividades 
operacionais geraram caixa no valor de: 
a) R$59.800,00 
b) R$82.800,00 
c) R$138.000,00 
d) R$161.000,00 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 43 
 
2. (2013-2) – A NBC TG 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração 
fundamenta que “se a transferência não resultar em desreconhecimento porque a entidade reteve, 
substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo transferido, a entidade 
deve continuar a reconhecer o ativo transferido na sua totalidade e deve reconhecer um passivo 
financeiro pela retribuição recebida. Em períodos posteriores, a entidade deve reconhecer 
qualquer rendimento do ativo transferido e qualquer gasto incorrido como passivo financeiro”. 
 
Essa fundamentação teórica se aplica aos casos de: 
 
a) Depreciação Acumulada. 
b) Duplicatas Descontadas. 
c) Estoques de Mercadorias. 
d) Impostos a Recuperar. 
 
 
3. (2013-1) Uma sociedade empresária apresentava, ao final do ano de 2012, as seguintes 
movimentações de contas patrimoniais e de resultado para a elaboração da Demonstração 
do Resultado e Demonstração do Resultado Abrangente do período: 
 
Contas Patrimoniais e de Resultado Movimentação Natureza da 
Movimentação 
Ajustes de Avaliação Patrimonial de Instrumentos 
Financeiros Classificados como Disponíveis para Venda 
R$ 18.000,00 Credora 
Custo dos Produtos Vendidos R$ 270.000,00 Devedora 
Despesas Administrativas R$ 42.000,00 Devedora 
Despesas com Vendas R$ 60.000,00 Devedora 
Despesas Financeiras R$ 48.000,00 Devedora 
Equivalência Patrimonial sobre Resultados Abrangentes 
de Coligadas 
R4 15.000,00 Credora 
Receita de Equivalência Patrimonial R$ 25.000,00 Credora 
Receita com Vendas de Produtos R$ 600.000,00 Credora 
Receitas Financeiras R$ 36.000,00 Credora 
Tributos sobre Ajustes de Instrumentos Financeiros 
classificados como Disponíveis para Venda 
R$ 6.000,00 Devedora 
Tributos sobre o Lucro R$ 55.000,00 Devedora 
Tributos sobre Vendas R$ 96.000,00 Devedora 
 
Na Demonstração do Resultado do período, o Lucro Líquido é igual a: 
a) R$84.000,00. 
b) R$90.000,00. 
c) R$105.000,00. 
d) R$117.000,00 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 44 
 
4. (2015-1). Uma Sociedade Empresária, tributada pelo lucro real, realizou as seguintes operações com 
mercadorias: 
 Aquisição de 400 unidades de mercadoria pelo valor total de R$80.000,00, neste valor incluídos 
ICMS na alíquota de 18%; e PIS e Cofins na alíquota de 1,65% e 7,6%, respectivamente. 
 Venda de 200 unidades de mercadoria por R$70.000,00. 
 Sobre a venda, incidiram tributos nas alíquotas de: ICMS – 18%; PIS – 1,65%; e Cofins – 7,6%. 
 
 
A empresa não apresentava estoque inicial. 
 A contribuição dessas transações para o Valor Adicionado a Distribuir, apurada em conformidade com a 
NBC TG 09 – Demonstração do Valor Adicionado, é de: 
a) R$40.900,00. 
b) R$37.200,00. 
c) R$30.000,00. 
d) R$21.825,00. 
 
5. (2014-1) Considerando o que dispõe a NBC TG Estrutura Conceitual, a respeito das 
características qualitativas da informação contábil-financeira útil, julgue os itens abaixo como 
Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. Para que a informação contábil-financeira seja útil, ela precisa ser relevante e 
representar com fidedignidade o que se propõe a representar. 
II. A utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for comparável, 
verificável, tempestiva e compreensível. 
III. Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas 
decisões que possam ser tomadas pelos usuários. 
IV. Comparabilidade é o mesmo que uniformidade e consistência. 
 
A sequência CORRETA é: 
a) F, F, F, V. 
b) F, F, V, V. 
c) V, V, F, F. 
d) V, V, V, F. 
 
12. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é um relatório contábil 
que visa evidenciar as variações ocorridas em todas as contas que compõem o Patrimônio 
Líquido em determinado período. 
Informação a ser apresentada na demonstração das mutações do patrimônio líquido 
ou nas notas explicativas 
Para cada componente do patrimônio líquido, a entidade deve apresentar, ou na 
demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas, uma análise dos 
outros resultados abrangentes por item 
O patrimônio líquido deve apresentar o capital social, as reservas de capital, os ajustes 
de avaliação patrimonial, as reservas de lucros, as ações ou quotas em tesouraria, os prejuízos 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 45 
 
acumulados, se legalmente admitidos os lucros acumulados e as demais contas exigidas pelas 
normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 
A entidade deve apresentar, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou 
nas notas explicativas, o montante de dividendos reconhecidos como distribuição aos proprietários 
durante o período e o respectivo montante dos dividendos por ação. 
As alterações no patrimônio líquido da entidade entre duas datas de balanço devem 
refletir o aumento ou a redução nos seus ativos líquidos durante o período. 
A destinação dos lucros para constituição das reservas e a retenção de Lucros não 
poderão ser aprovadas, em cada exercício, em prejuízo da distribuição do dividendo obrigatório. 
Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a 
parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de 
acordo com as seguintes normas: 
 I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: 
 a) importância destinada à constituição da reserva legal; e 
 b) importância destinada à formação da reserva para contingências e reversão da 
mesma reserva formada em exercícios anteriores; 
 
DESCRIÇÃO Capital 
Realizado 
Ações de 
Tesouraria 
Reservas de 
Capital 
Reservas de Lucros Lucros ou 
Prejuízos 
Acumulados 
Total 
Ágio na 
emissão de 
ações 
Legal Estatutária 
Saldo em 31/12 anterior 
(+/-)Ajustes de exercícios ant. 
Aumentos de capital 
Reversões de Reservas 
Lucro Líquido do Exercício 
Destinações do lucro 
• Reservas 
 
• Dividendos 
 
Saldo em 31/12 atual 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
 
1. (2012-2) Com base nas informações a seguir, elabore a Demonstração da Mutação do 
Patrimônio Líquido (DMPL), e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
Vamos praticar! 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 46 
 
Patrimônio Líquido 31.12.2011 
 Capital Social R$230.000,00 
 Reservas de Lucro R$65.000,00 
 Reserva Legal R$10.000,00 
 Reservas de Lucros para Expansão R$30.000,00 
 Reservas para Contingências R$25.000,00 
 Total do Patrimônio Líquido R$295.000,00 
 
 
Informações adicionais:O lucro do Exercício foi de R$70.000,00. 
A Reserva Legal é de 5% do Lucro do Exercício. 
Houve reversão total das Reservas para Contingências por deixarem de existir as 
razões que justificaram a sua constituição. 
Foram constituídas Reservas de lucros para Expansão de R$50.000,00. 
 
O valor destinado para dividendos é de: 
a) R$41.500,00. 
b) R$45.000,00. 
c) R$66.500,00. 
d) R$91.500,00. 
 
 
 
 
2. (2013-2) Uma sociedade empresária em seu exercício findo em 2012, apresentava os seguintes 
dados extraídos da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL. 
 
Descrição Valores 
Destinação para reserva de lucros a realizar R$ 180,00 
Aquisição de ações de emissão própria R$ 336,00 
Destinação para reserva legal R$ 840,00 
Reversão de reservas de contingências R$ 4.896,00 
Destinação para reserva estatutária R$ 6.180,00 
Distribuição de dividendas obrigatórios R$ 14.496,00 
Aumento de capital social com incorporação de reservas de lucros R$ 15.600,00 
Lucro líquido do exercício R$ 16.800,00 
Aumento de capital social com integralização em dinheiro R$ 20.400,00 
 
De acordo com os dados acima, a variação total do Patrimônio Líquido, apresentada na 
DMPL, foi de: 
 
Agora é pra valer! 8 min 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 47 
 
a) R$22.368,00. 
b) R$22.704,00. 
c) R$37.968,00. 
d) R$38.304,00. 
 
3. (2013-2) Uma sociedade apresentou os seguintes dados extraídos do Balanço Patrimonial, 
apresentado no conjunto de suas demonstrações contábeis do ano de 2012, e da movimentação 
contábil do Patrimônio Líquido no período, expressos em milhares de reais: 
 
Saldos do Patrimônio Líquido 
 31.12.2012 31.12.2011 
Patrimônio Líquido 
Capital Social R$ 1.200.000 R$ 1.200.000 
Reserva de Lucros R$ 240.000 R$ 200.000 
Ajuste de Avaliação Patrimonial R$ 6.500 R$ 5.000 
Total do Patrimônio Líquido R$ 1.446.5000 R$ 1.405.000 
 
 
Movimentação do Patrimônio Líquido 
Constituição da Reserva Legal R$ 40.000 
Lucro Líquido do Exercício R$ 900.000 
Dividendos Obrigatórios do Período R$ 860.000 
Ganho em Instrumento Financeiro Disponível para Venda R$ 1.500 
 
 
Com base nos dados apresentados, considerando que a única Reserva de Lucro constituída é a 
Reserva Legal, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, em milhares de reais, para 
o ano de 2012, será: 
a) Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido 
 
 
b) Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 48 
 
 
 
c) Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido 
 
d) Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido 
 
 
 
13. CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 
O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 25 é o de assegurar que sejam aplicados 
critérios de reconhecimento e bases de mensuração apropriados a provisões, passivos 
contingentes e ativos contingentes e que seja divulgada informação suficiente nas notas 
explicativas, para permitir que os usuários entendam a sua natureza, oportunidade e valor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 49 
 
13.1. Passivos Contingentes 
 
O CPC 25 dá o seguinte tratamento contábil para passivo contingente: 
 
Probabilidade de Ocorrência do desembolso Tratamento Contábil 
Obrigação 
presente 
(Provável) 
Estimativa Confiável 
Provisão Reconhecida e divulgado em notas 
explicativas 
Inexistência da estimativa 
confiável 
Somente divulgado em notas explicativas 
Possível (mais provável que não tenha saída de 
recursos do que sim) 
Somente divulgado em notas explicativas 
Remota Não divulgada em notas explicativas 
 
 
13.2. Ativos Contingentes 
 
O CPC 25 dá o seguinte tratamento contábil para ativo contingente: 
 
Probabilidade de ocorrência de entradas 
de recursos 
Tratamento Contábil 
Praticamente certa O ativo não é contingente, um ativo é reconhecido. 
Provável, mas não praticamente certa 
Nenhum ativo é reconhecido, mas existe divulgação em 
notas explicativas. 
Não é provável 
Nenhum ativo é reconhecido, não divulga em notas 
explicativas 
 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2012-1) De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes, quando a provisão a ser mensurada envolve uma grande população de itens, a 
obrigação pode ser estimada utilizando o método estatístico de estimativa denominado valor 
esperado. 
 
Vamos praticar! 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 50 
 
Uma sociedade empresária vende bens com uma garantia segundo a qual os clientes 
estão cobertos pelo custo da reparação de qualquer defeito de fabricação que se tornar evidente, 
dentro dos primeiros seis meses, após a compra. Se forem detectados defeitos menores em todos 
os produtos vendidos, a entidade irá incorrer em custos de reparação de R$1.000.000,00. Se 
forem detectados defeitos maiores em todos os produtos vendidos, a entidade irá incorrer em 
custos de reparação de R$4.000.000,00. A experiência passada da entidade e as expectativas 
futuras indicam que, para o próximo ano, 75% dos bens vendidos não terão defeito, 20% dos bens 
vendidos terão defeitos menores e 5% dos bens vendidos terão defeitos maiores. 
 
O valor da provisão a ser constituída utilizando o Método Estatístico de Estimativa pelo Valor 
Esperado é de: 
a) R$400.000,00. 
b) R$1.250.000,00. 
c) R$1.600.000,00. 
d) R$5.000.000,00. 
 
 
 
2.(2015-2) Acerca da NBC TG 25 (R1) – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 I. Presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável, as provisões são 
reconhecidas como passivo porque são obrigações presentes, e é provável que uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. 
II. Passivos Contingentes não são reconhecidos como passivo porque são obrigações 
possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem, ou não, uma obrigação 
presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou 
obrigações presentes que não satisfazem aos critérios de reconhecimento da NBC TG 25 (R1). 
III. Os Ativos Contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis, pois 
tratam-se de resultados que virão a ser realizados. 
Estão CORRETOS os itens: 
a) I e II, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) II e III, apenas. 
 
3. 2014-1. Uma sociedade empresária usa o método estatístico de estimativa do Valor 
Esperado para calcular o montante da provisão para garantias, de acordo com a NBC TG 25 – 
Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Os valores de gastos com 
garantia previstos e respectivas probabilidades associadas são: Probabilidades Gastos com 
garantia previstos 
 
60% Zero 
38% R$2.000.000,00 
2% R$10.000.000,00 
 
Agora é pra valer! 8 min 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 51 
 
Com base nos dados informados, o valor da provisão para garantias a ser constituída é de: 
a) R$760.000,00. 
b) R$960.000,00. 
c) R$4.000.000,00. 
d) R$4.800.000,00. 
 
 
 
 
14.Participação em Outras Sociedades 
• Sociedade Controlada 
• Sociedade Controlada em Conjunto 
• Sociedade Coligada 
• Sem influência significativa sobre a investida. 
 
Sociedade Controlada 
 
Controle é definido com a possibilidade de dirigir as políticas financeiras e 
operacionais de uma empresa, a fim de obter os benefícios e riscos de suas atividades. 
 
Indicadores de Controle 
• Presume-se que uma controladora controla uma empresa quando ela detém, direta ou 
indiretamente, maior parte do poder de voto. 
• Há o poder de dirigir as políticas financeiras e operacionais obedecendo a um estatuto ou 
acordo. 
• Há o poder de nomear ou afastar a maioria dos membros do conselho quando o controle 
da empresa é exercido através desse conselho. 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 52 
 
• Há o poder de angariar a maioria dos votos em reuniões do conselho quando o controle da 
empresa é exercido através desse conselho. 
 
Sociedade Controlada em Conjunto 
 
Todas as sociedades controladas em conjunto devem ter as duas características a 
seguir: 
 
 Dois ou mais empreendedores vinculados por um acordo contratual. A existência de um 
acordo contratual distingue interesse que envolvem o controle conjunto de investimentos 
em coligadas nas quais o investidor possui influência significativa. 
 O acordo contratual deve estabelecer o controle conjunto. Nenhum empreendedor isolado 
está em posição de controlar a atividade unilateralmente. Um operador ou gerente deve 
agir conforme as políticas financeiras e operacionais que foram acordadas pelos 
empreendedores. 
 
 
Sociedade Coligada 
Caso um investidor possua influência significativa sobre uma investida, o investidor 
contabiliza seu investimento na investida utilizando o método de equivalência patrimonial e esta é 
considerada uma coligada. 
A influência significativa é geralmente evidenciada em uma ou mais das seguintes 
formas: 
 Representação no conselho de administração ou órgão equivalente da investida. 
 Participação nos processos de criação de políticas. 
 Transações relevantes entre o investidor e a investida. 
 Intercâmbio de pessoal administrativo. 
 Fornecimento de informações técnicas essenciais. 
Segundo a Lei Societária, de acordo com suas alterações mais recentes, se um 
investidor detiver, direta ou indiretamente, 20% ou mais do poder de voto de uma investida, 
presume-se que ele possui influência significativa, a menos que possa ser claramente 
demonstrado que esse não é o caso. 
 
Sem influência significativa sobre a investida 
Caso um investidor não possua influência significativa sobre uma investida, o 
investidor contabiliza seu investimento utilizando o método do valor justo, não sendo possível a 
avaliação a valor justo, o investimento será avaliado pelo custo. 
 
• Avaliação de investimento em outras sociedades 
• Avaliado pelo Custo 
• Avaliado a Valor Justo 
• Avaliado por Equivalência Patrimonial 
 
 
 
 
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QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. (2011-2) Uma sociedade empresária “A” apresentou em seu Balanço Patrimonial, no grupo de 
Passivo Circulante, a quantia de R$1.000.000,00 a titulo de Dividendos Propostos e, na 
Demonstração de Resultado, um Lucro do Período no valor de R$4.000.000,00. 
 
Considerando que uma determinada sociedade investidora “B” participa do Capital 
 dessa empresa com um percentual de 10% e que apresenta no Ativo Não Circulante a 
 participação na sociedade “A”, classificada como Investimento avaliado pelo método 
 de custo, por ser a forma adequada de classificação, o registro contábil desta mutação 
 patrimonial na investidora “B”, será: 
 
a) Débito Dividendos Propostos a Receber R$ 100.000,00 
Crédito Receitas de Dividendos R$ 100.000,00 
 
b) Débito Dividendos Propostos a Receber R$ 100.000,00 
Débito Investimentos R$ 400.000,00 
Crédito Ganho por Equivalência Patrimonial R$ 500.000,00 
 
c) Débito Dividendos Propostos a Receber R$ 100.000,00 
Crédito Investimentos R$ 100.000,00 
 
d) Débito Dividendos Propostos a Receber R$ 100.000,00 
Débito Investimentos R$ 300.000,00 
Crédito Ganho por Equivalência Patrimonial R$ 400.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos praticar! 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 54 
 
2. (2003-2) As Companhias A e B apresentaram em 31.12.2002 as seguintes informações: 
 
CONTAS CIA A CIA B 
Ativo Circulante R
$ 
412.000,00 R
$ 
105.000,00 
Ativo Realizável a Longo Prazo R
$ 
28.000,00 R
$ 
11.000,00 
Ativo Não Circulante – Investimentos R
$ 
84.000,00 
Ativo Não circulante – Imobilizado Líquido R
$ 
170.000,00 R
$ 
49.000,00 
Passivo Circulante R
$ 
125.000,00 R
$ 
35.000,00 
Passivo Exigível a Longo Prazo R
$ 
25.000,00 
Capital Social R
$ 
360.000,00 R
$ 
80.000,00 
Reservas R
$ 
93.000,00 R
$ 
48.000,00 
Lucros / Prejuízos Acumulados R
$ 
20.000,00 R
$ 
(16.000,00) 
Lucro Líquido do Período R
$ 
71.000,00 R
$ 
18.000,00 
 
A CIA A participa com 75% da CIA B, sendo esta sua única participação societária. 
Aplicando o Método da Equivalência Patrimonial, o valor dos investimentos permanentes é de: 
a) 60.000,00 
b) 96.000,00 
c) 97.500,00 
d) 109.500,00 
 
 
 
 
 
3.(2015-2). Uma Sociedade Empresária Investidora apresentava, em 31.12.2014, as seguintes informações 
relativas às suas participações societárias. 
 
Empresa Tipo de Participação Participação no Capital 
da Investida 
Resultado da Investida, 
apurado em 31.12.2014 
B Sem influência significativa 15% R$ 600.000,00 
C Coligada 25% (R$200.000,00) 
D Controlada 60% R$ 900.000,00 
E Coligada 30% R$ 100.000,00 
 
Agora é pra valer! 4 min 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 55 
 
No ano de 2014, não existiam resultados não realizados de transações entre a sociedade e 
suas investidas, e não foi observada nenhuma outra movimentação no Patrimônio Líquido das investidas, 
além do Lucro ou Prejuízo apurado em 31.12.2014. 
Considerando-se os dados informados, o Resultado de Equivalência Patrimonial apurado pela 
Investidora, em 31.12.2014, é de: 
a) R$660.000,00. 
b) R$610.000,00. 
c) R$540.000,00. 
d) R$520.000,00. 
 
15. Consolidação 
A Consolidação das Demonstrações Contábeis, tradicionalmente conhecida por 
Consolidação de Balanços, é uma técnica contábil que consiste na unificação das demonstrações 
contábeis da empresa controladora e de suas controladas, visando apresentar a situação 
econômica e financeira de todo o grupo como se fosse uma única empresa; 
As demonstrações contábeis que devem ser consolidadas são: 
• Balanço Patrimonial; 
• Demonstração do Resultado do Exercício; 
• Demonstração dos Fluxos de Caixa; 
• Demonstração do Valor Adicionado. 
 
Termos 
Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da entidade de 
forma a obter benefício das suas atividades. 
 
Grupo econômico é a controladora e todas as suas controladas. 
 
Participação de Não Controlador é a parte do patrimônio líquido da controlada não 
atribuível, direta ou indiretamente, à controladora. 
 
Controladora é uma entidade que tem uma ou mais controladas. 
 
Aspectos Legais 
Os principais documentos que tratam da Consolidação das DemonstraçõesContábeis 
são: 
• Artigos 249 e 250 da Lei n.º 6.404/1976; 
• CPC18 – DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS 
 
Quem Deve Efetuar a Consolidação 
A Lei n.º 6.404/1976, em seu artigo 249, limita a obrigatoriedade apenas para a 
companhia aberta que tiver mais de 30% do valor do seu patrimônio líquido representado por 
investimentos em sociedades controladas. 
 
Processos de Consolidação 
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Os procedimentos técnicos necessários para efetuar a consolidação das 
demonstrações contábeis envolvem basicamente a soma e a eliminação de saldo de contas, 
concluindo com a elaboração das demonstrações consolidadas. 
 
Normas Técnicas de Consolidação 
 
 
 
Soma dos Saldos das Contas 
Tanto no Balanço quanto na DRE, devem ser somados os saldos das contas que não 
apresentem correlação entre as empresas do grupo. 
 
Eliminação de Saldos de Contas 
O maior cuidado na consolidação deve ser tomado em relação aos saldos que 
deverão ser eliminados; 
 
Das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas: 
 I - as participações de uma sociedade em outra; 
 II - os saldos de quaisquer contas entre as sociedades; 
 III – as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do 
custo de estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não 
realizados, de negócios entre as sociedades. 
 
Eliminação de Investimentos 
Participação de cem por cento 
Suponha-se que a Empresa A tenha aplicado a importância de $200, em dinheiro, na 
constituição do capital de sua controlada, denominada Empresa B, sendo, portanto, a 
Controladora A, possuidora de 100% do Capital da Controlada B; 
 
Considera-se que durante o exercício de X2 a Controlada B não tenha efetuado 
nenhuma transação; 
Considera-se, finalmente, os seguintes Balanços Patrimoniais de A e B, levantados em 
31. 12. X2, para fins de consolidação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA CONTROLADORA A EM 
31/12/X2 
CONTAS ATIVO PASSIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
Bancos............................................................................ 
Contas a Receber........................................................... 
Estoques......................................................................... 
 
ATIVO NÃO-CIRCULANTE 
Investimentos na Controlada B...................................... 
Bens Móveis................................................................... 
 
PASSIVO CIRCULANTE 
Contas a Pagar............................................................... 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital............................................................................ 
Reservas de Lucros........................................................ 
TOTAIS.......................................................................... 
 
 500 
 300 
 700 
 
 200 
 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.750 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 400 
 
 
1.000 
 350 
1.750 
 
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA CONTROLADA B EM 31/12/X2 
CONTAS ATIVO PASSIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
Bancos............................................................................. 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital.............................................................................. 
TOTAIS........................................................................... 
 
200 
 
 
 
200 
 
 
 
 
200 
200 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 58 
 
MAPA 1 – Consolidação do Ativo 
Controladora A e Controlada B 
Consolidação do balanço - ATIVO 
CONTAS 
SALDOS DO BP ELIMINAÇÕES SALDOS 
CONSOL
IDADOS CON. A CON. B DÉBITO CRÉDITO 
ATIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
Bancos 
Contas a Receber 
Estoques 
ATIVO NÃO-CIRCULANTE 
Investimentos Contr. B 
Bens imóveis 
Totais 
 
 
500 
300 
700 
 
200 
50 
1750 
 
 
200 
 
 
 
 
 
200 
 
 
 
 
 
 
200 
 
200 
 
 
700 
300 
700 
 
 
50 
1750 
 
MAPA 2 – Consolidação do Passivo 
Controladora A e Controlada B 
Consolidação do balanço - PASSIVO 
CONTAS 
SALDOS DO BP ELIMINAÇÕES SALDOS 
CONSOL
IDADOS CON. A CON. B DÉBITO CRÉDITO 
PASSIVO 
PASSIVO CIRCULANTE 
Contas a Pagar 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital 
Reservas de Lucros 
Totais 
 
 
400 
 
1.000 
350 
1.750 
 
 
 
 
200 
 
200 
 
 
 
 
200 
 
200 
 
 
400 
 
1.000 
350 
1750 
 
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO DA CONTROLADORA A E SUA 
CONTROLADA B EM 31/12/X2 
CONTAS ATIVO PASSIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
Bancos................................................................................... 
Contas a Receber.................................................................. 
Estoques................................................................................ 
ATIVO NÃO-CIRCULANTE 
Bens Móveis.......................................................................... 
PASSIVO 
PASSIVO CIRCULANTE 
Contas a Pagar...................................................................... 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital................................................................................... 
Reservas de Lucros............................................................... 
TOTAIS................................................................................. 
 
700.000 
300.000 
 700.000 
 
50.000 
 
 
 
 
 
 
1.750.000 
 
 
 
 
 
 
 
 
400.000 
 
1.000.000 
 350.000 
1.750.000 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 59 
 
Participação menor que cem por cento 
Neste caso, parte do capital da controlada pertence à controladora, e parte pertence a outras 
pessoas físicas e / ou jurídicas estranhas ao grupo; 
Podem ocorrer duas situações: 
• A controladora é proprietária de mais de 50% das ações representativas do capital 
de sua controlada. Nesse caso, os demais acionistas são denominados acionistas minoritários; 
• A controlada é possuidora de menos de 50% das ações representativas do capital 
de outra empresa, porém, direta ou indiretamente, a controla. Nesse caso, os demais acionistas, 
embora majoritários, são denominados acionistas não controladores 
 
Eliminação de Saldos de Quaisquer Contas 
As transações realizadas entre empresas integrantes de um conjunto poderão gerar direitos e 
obrigações recíprocas, em decorrência de vendas de mercadorias ou de: 
• Serviços; 
• Venda de bens integrantes do Ativo Não-Circulante; 
• Empréstimo de numerário; 
• Aluguel de bens; 
• Cobrança de juros; 
• Oferecimento de descontos, etc. 
 
Participação de cem por cento 
As eliminações que devem ser efetuadas na DRE decorrem de transações entre empresas do 
conjunto, envolvendo contas de Resultado. 
 
Participação menor que cem por cento 
Segundo o §1.º do artigo 250 da Lei n.º 6.404/1976, a participação dos acionistas não 
controladores (minoritários) no Patrimônio Líquido e no Resultado do Exercício deve ser 
destacada tanto no Balanço Patrimonial quanto na DRE – ambas consolidadas; 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
1.(2011-2) Uma sociedade empresária apresenta no seu Ativo Não Circulante investimento em 
uma Subsidiária Integral.Em 31 de dezembro de 2010, foi apresentado o seguinte papel de 
trabalho para que fossem identificados os registros de eliminações e os saldos consolidados. Não 
existem lucros não realizados decorrentes de transações entre as companhias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos praticar! 
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Contas Controladora Subsidiária 
Eliminação de 
Consolidação 
Saldos 
Consolidados 
Débito Crédito 
ATIVO CIRCULANTE R$ 525.000,00 R$ 225.000,00 
Caixa R$ 75.000,00 R$ 85.000,00 
Clientes - Terceiros R$ 150.000,00 R$ 40.000,00 
Clientes – Subsidiára R$ 100.000,00 - 
Estoques R$ 200.000,00 R$100.00,00 
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE R$ 475.000,00 R$0,00 
Investimentos em Subsidiária R$ 125.000,00 - 
Imobilizado R$ 350.000,00 - 
TOTAL DO ATIVO R$ 1.000.000,00 R$ 225.000,00 
 
PASSIVO R$ 450.000,00 R$ 100.000,00 
Fornecedores – Terceiros R$ 450.000,00 - 
Fornecedores – Controladora - R$ 100.000,00 
 
PASSIVO NÃO 
CIRCULANTE 
R$ 0,00 R$ 0,00 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO R$ 550.000,00 R$ 125.000,00 
Capital Social R$ 500.000,00 R$ 125.000,00 
Reservas de Lucros R$ 50.000,00 - 
 
TOTAL DO PASSIVO E 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
R$ 1.000.000,00 R$ 225.000,00 
 
A partir da elaboração do Balanço Patrimonial Consolidado, assinale a opção INCORRETA. 
a) O Ativo Circulante consolidado é de R$650.000,00. 
b) O Ativo Não Circulante consolidado é de R$350.000,00. 
c) O Patrimônio Líquido consolidado é de R$550.000,00. 
d) O Ativo consolidado é de R$1.100.000,00. 
 
 
 
 
2. (2012-2) A empresa X é controladora da empresa Y. O controle foi obtido quando a empresa X 
adquiriu 100% das ações da empresa Y, pelo valor de R$50.000,00. 
Em 31.12.2011, a empresa X emprestou R$5.000,00 para a empresa Y. 
Sabendo que o ativo da empresa Y é de R$55.800,00 e o ativo da empresa X é de 
R$100.000,00 e, ainda, que não existe nenhuma outra transação entre as empresas, além da 
relatada, assinale a opção que apresenta o valor do ativo resultante da demonstração 
contábil consolidada em 31.12.2011. 
 
a) R$100.800,00. 
b) R$105.800,00. 
c) R$150.800,00. 
d) R$155.800,00. 
 
 
 
Agora é pra valer! 8 min 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 61 
 
3.(2011-1) Uma determinada sociedade empresária vendeu mercadorias para sua controladora 
por R$300.000,00, auferindo um lucro de R$50.000,00. No final do exercício, remanescia no 
estoque da controladora 50% das mercadorias adquiridas da controlada. O valor do ajuste 
referente ao lucro não realizado, para fins de cálculo da equivalência patrimonial, é de: 
 
a) R$25.000,00. 
b) R$50.000,00. 
c) R$150.000,00. 
d) R$300.000,00. 
 
 
16. Combinação de Negócios 
É uma operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o controle de 
um ou mais negócios, independentemente da forma jurídica da operação. 
 
CISÃO 
É a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma 
ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia 
cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a 
cisão (art. 229 da Lei 6.404/76). 
 
FUSÃO 
É a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade 
nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações (art. 228 da Lei 6.404/76). Note-se 
que, na fusão, todas as sociedades fusionadas se extinguem, para dar lugar á formação de uma 
nova sociedade com personalidade jurídica distinta daquelas. 
 
INCORPORAÇÃO 
É a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes 
sucede em todos os direitos e obrigações (art. 227 da Lei 6.404/76). Na incorporação a sociedade 
incorporada deixa de existir, mas a empresa incorporadora continuará com a sua personalidade 
jurídica. 
 
Ágio por expectativa de rentabilidade futura 
É um ativo que representa benefícios econômicos futuros resultantes de outros ativos 
adquiridos em uma combinação de negócios, os quais não são individualmente identificados e 
separadamente reconhecidos. 
 
O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) é mensurado como o excesso 
de valor justo da contraprestação efetivamente transferida (a participação do grupo na entidade A) 
sobre o valor justo líquido dos ativos identificáveis e dos passivos da entidade A, como disposto 
abaixo: 
 
 
 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
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 $ $ 
Contraprestação efetivamente transferida 1.600 
Valor justo líquido reconhecido de ativos identificáveis e passivos da entidade A 
Ativos circulantes 500 
Ativos não circulantes 1.500 
Passivos Circulantes (300) (1.300) 
Passivos Não Circulantes (400) 
Ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) 300 
 
 
Compra vantajosa 
Uma compra vantajosa pode acontecer, por exemplo, em combinação de negócios 
que resulte de uma venda forçada, na qual o vendedor é compelido a agir dessa forma. 
Antes de reconhecer o ganho decorrente de compra vantajosa, o adquirente deve 
promover uma revisão para se certificar de que todos os ativos adquiridos e todos os passivos 
assumidos foram corretamente identificados e, portanto, reconhecer quaisquer ativos ou passivos 
adicionais identificados na revisão. 
O adquirente também deve rever os procedimentos utilizados para mensurar os 
valores a serem reconhecidos na data da aquisição, como exigido por esta norma, para todos os 
itens abaixo: 
(a) ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos; 
(b) participação de não controladores na adquirida, se houver; 
(c) no caso de combinação de negócios realizada em estágios, qualquer participação 
societária anterior do adquirente na adquirida; e 
(d) a contraprestação transferida para obtenção do controle da adquirida. 
 
 
Exemplo de Compra vantajosa 
Em 01/01/20X5, a CA adquire 80% de participação de capital na CM, entidade privada, 
cujo pagamento foi feito em espécie – $ 150. Os ativos identificáveis são mensurados por $ 250 e 
os passivos assumidos são mensurados por $ 50. A CA encarrega um consultor independente, o 
qual determina que o valor justo dos 20% de participação dos não controladores na CM é de $ 42. 
 
 $ $ 
Valor dos ativos líquidos identificáveis adquiridos ($250 - $50) 200 
(-) Valor justo da contraprestação transferida pela CA em troca de 80% de 
participação na CM, somado ao 
150 
Valor justo da participação dos não controladores na CM 42 (192) 
Ganho na aquisição dos 80% de participação na CM 8 
 
 
 
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QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
1. (2013-2) Uma Sociedade aprovou a aquisição da Companhia “A” em sua Assembleia, realizada 
na forma da Lei nº. 6.404/76, e as atas foram disponibilizadas aos acionistas nos termos das 
normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM. 
 
Na referida assembleia, foi aprovada a deliberação sobre a aquisição integral das ações da 
Companhia “A”, que seria na sequência absorvida, integralmente, pela Sociedade compradora, 
cumprindo-se todos os procedimentos estabelecidos na Lei Societária. 
 
A operação que se seguiu após a aquisição integral das ações é nominada pela Lei nº. 
6.404/76 como: 
 
a) Cisão. 
b) Fusão. 
c) Incorporação. 
d) Transformação. 
 
2.(2012-1) A Sociedade Investidora A adquiriu 100% do Capital daSociedade Investida B, por 
R$1.000.000,00 pagos em dinheiro. Na data da aquisição, o valor líquido dos ativos identificáveis 
adquiridos e dos passivos assumidos da Sociedade Investida B, mensurados de acordo com a 
NBC TG 15 – Combinações de Negócios, somava R$1.200.000,00. Na mesma data, o saldo 
contábil do Patrimônio Líquido da Sociedade Investida B era de R$800.000,00. 
 
Como resultado desta combinação de negócios, a Sociedade Investidora A deverá registrar: 
a) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$200.000,00, em conta do 
Ativo Não Circulante. 
b) uma compra vantajosa de R$200.000,00 em conta do Ativo Não Circulante. 
c) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$200.000,00, no resultado do 
período. 
d) uma compra vantajosa de R$200.000,00 no resultado do período. 
 
 
 
 
 
 
Vamos praticar! 
Agora é pra valer! 8 min 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 64 
 
3.(2011-2) De acordo com as formas de reorganização societária e suas características, relacione 
a primeira coluna à segunda, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
(1) Incorporação ( ) Operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas 
por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. 
(2) Fusão ( ) Operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu 
patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim 
ou já existentes. 
(3) Cisão ( ) Operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para 
formar sociedade nova, que lhe sucederá em todos os direitos e 
obrigações. 
 
A sequência CORRETA é: 
a) 2, 3, 1. 
b) 1, 3, 2. 
c) 2, 1, 3. 
d) 1, 2, 3. 
 
4.(2014-1) Uma sociedade empresária adquiriu o controle de duas outras sociedades 
durante o ano de 2013. 
Na aquisição do controle da sociedade “A”, foi apurado um ágio por expectativa de rentabilidade 
futura - goodwill no valor de R$2.000.000,00. 
Na aquisição do controle da sociedade “B”, foi apurada uma compra vantajosa no valor de 
R$200.000,00. 
O registro contábil dos valores apurados irá gerar: 
a) um aumento de R$2.000.000,00 no Ativo Não Circulante e um aumento de R$200.000,00 no 
Resultado do Período. 
b) um aumento de R$2.200.000,00 no Ativo Não Circulante. 
c) uma redução de R$1.800.000,00 no Resultado do Período. 
d) uma redução de R$2.000.000,00 no Ativo Não Circulante e um aumento de R$200.000,00 no 
Resultado do Período. 
 
16.1. Ajuste a Valor Presente (NBC TG 12) 
 
Lei 6404/76 com alteração da Lei 11.638/07, determina em seu art. 183 inciso VIII: 
“os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão 
ajustados a valor presente, sendo os demais quando houver efeito relevante” 
 
O Ajuste a Valor Presente (AVP) é regulamentado pela NBC TG 12 que determina 
que: 
 
• Estão sujeitos ao AVP os elementos do ativo e do passivo de longo prazo, e os de curto 
prazo quando houver efeito relevante; 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 65 
 
• Taxa de desconto a ser utilizada é a que reflita a melhor avaliação do mercado quanto ao 
valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos à transação; 
• O AVP é aplicado no reconhecimento inicial; 
Para determinação do ajuste a valor presente são requeridos: 
 
• Valor do fluxo futuro; 
• A data em que o fluxo ocorrerá; 
• A taxa de desconto que deve ser utilizada. 
Valor presente (VP) de um montante a ser recebido ou pago em momento futuro (VF) 
descontado a uma determinada taxa (i) por um período de tempo (n). 
 
 VF = VP (1 + i)n ou VP = _VF__ 
 (1 + i)n 
O ajuste é feito mediante criação de conta retificadora (juros a apropriar ou 
encargos/receitas financeiras a transcorrer) 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
1.(2011-1) – Uma companhia efetuou em dezembro de 2011, a venda de mercadorias para 
recebimento com prazo de 13 meses, considerando uma taxa de juros de 10% no período. O valor 
da nota fiscal foi de R$ 110.000,00 
O registro contábil CORRETO no ato da transação é: 
 
a) Débito Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$ 110.000,00 
Crédito Receita Bruta de Vendas R$ 110.000,00 
 
b) Débito Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$ 110.000,00 
Crédito Receita Bruta de Vendas R$ 100.000,00 
Crédito Receita Financeira R$ 10.000,00 
 
c) Débito Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$ 100.000,00 
Crédito Receita Bruta de Vendas R$ 100.000,00 
 
d) Débito Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$ 110.000,00 
Débito Receita Bruta de Vendas R$ 100.000,00 
Crédito Receita Financeira a Apropriar 
 (Ativo Não Circulante) R$ 10.000,00 
 
 
Vamos praticar! 
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2.(2012-1) Uma sociedade empresária realizou uma venda a prazo no valor de R$ 110.250,00 
para recebimento em uma única parcela, após o prazo de dois anos. Observando o que dispõe a 
NBC TG 12 – Ajuste a Valor Presente, foi registrado um ajuste a valor presente desta operação, 
considerando-se uma taxa de juros composta de 5% a.a. 
O montante do ajuste a valor presente da operação, na data de seu registro inicial, é de: 
a) R$ 10.022,73 
b) R$ 10.250,00 
c) R$ 11.025,00 
d) R$ 11.300,63 
 
17. Arrendamento Mercantil – Leasing 
Segundo a NBC TG 06 a classificação de arrendamentos mercantis baseia-se na 
extensão em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de ativo arrendado 
permanecem no arrendador ou no arrendatário. Um arrendamento mercantil é classificado 
como financeiro se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à 
propriedade ao arrendatário. Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele 
não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade (item 8). 
A classificação de um arrendamento mercantil como arrendamento mercantil 
financeiro ou arrendamento mercantil operacional depende da essência da transação e não da 
forma. Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam normalmente a 
que um arrendamento mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro são: 
 O arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do 
prazo do arrendamento mercantil; 
 o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja 
suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível 
de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção 
será exercida; 
 o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo 
mesmo que a propriedade não seja transferida; 
 no início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do 
arrendamento mercantil totaliza pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo 
arrendado; e 
 os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o 
arrendatário pode usá-los sem grandes modificações” (10). 
No Leasing Operacional “Os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil 
operacional devem ser reconhecidos como despesa em base linear pelo arrendatário” (CPC 06) 
No Leasing Financeiro o arrendatário deve no início do prazo reconhecer o ativo e o 
passivo. O valor a ser registrado deve ser igual ao valor justo da propriedade arrendada ou, se 
menor, ao valor presente dos pagamentos (contraprestações) do arrendamento mercantil. 
No Leasing Financeiro “O encargo financeiro éreconhecido pelo regime de 
competência, durante o prazo do arrendamento de forma a produzir taxa de juros periódica 
constante.” (CPC 06). 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 67 
 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 1.(2014-1) Uma sociedade empresária é arrendatária em um contrato de arrendamento Mercantil 
Financeiro. O valor presente das contraprestações é de R$ 280.000,00 e o valor justo do bem 
arrendado é de R$ 285.000,00. O contrato estabelece o pagamento de 36 parcelas mensais de 
R$ 10.000,00 
O reconhecimento inicial da operação de arrendamento resultará em: 
a) Aumento de R$ 280.000,00 no Ativo e de R$ 280.000,00 no Passivo. 
b) Aumento de R$ 285.000,00 no Ativo e de R$ 285.000,00 no Pasivo. 
c) Reconhecimento de R$ 280.000,00 como Despesa e de R$ 280.000,00 no Passivo. 
d) Reconhecimento de R$ 360.000,00 como Despesa e de R$ 360.000,00 no Passivo. 
 
 
 
 
 
2. (2014-2) Uma sociedade empresária celebrou um contrato de arrendamento mercantil, na 
condição de arrendatária, com as seguintes informações: 
• Bem arrendado: Máquina 
• Prazo de arrendamento: 48 meses 
• Valor Mensal das prestações: R$ 1.000,00 
• Valor residual a ser pago no final dos 48 meses: R$ 1.200,00 
• Valor presente das prestações mais valor presente do valor residual: R$ 38.700,00 
• Valor do bem no mercado para compra à vista: R$ 39.000,00 
De acordo com os critérios da NBC TG 06 (R1) – Arrendamento Mercantil, a operação foi 
classificada como arrendamento mercantil financeiro. 
Conforme as informações acima, o reconhecimento inicial irá gerar um registro no ativo 
imobilizado no valor de: 
 
a) R$ 38.700,00 
b) R$ 39.000,00 
c) R$ 48.000,00 
d) R$ 49.200,00 
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 68 
 
18. Princípios da Contabilidade 
• Entidade 
• Continuidade 
• Oportunidade 
• Registro pelo valor original 
• Competência 
• Prudência 
 
18.1. Entidade 
 
Art. 4º O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade 
e afirma a autonomia Patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular 
no universo dos patrimônios existentes.(Resolução CFC nº 1282/10) 
 
 Autonomia do patrimônio da entidade 
 
 Ativos, passivos, receitas e despesas da entidade não se mistura com dos sócios ou 
acionistas 
 
 Conceito de Entidade considera a dimensão jurídica 
– Patrimônio está delimitado juridicamente 
– Autonomia é fundada na propriedade 
 
18.2. Continuidade 
Art. 5º O principio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação 
no futuro e, portanto,a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em 
conta esta circunstância . (Resolução CFC nº 1282/10) 
 
A continuidade deve ser considerada na classificação e avaliação das mutações 
patrimoniais. 
 
 
18.3. Oportunidade 
Art.6º O princípio da oportunidade refere-se ao processo de mensuração e 
apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações integras e tempestivas 
 Parágrafo único : a falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação 
da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância,por isso é necessário ponderar a 
relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. (Resolução CFC nº 1282/10) 
 
Refere-se a tempestividade e integridade do registro 
– Feito de imediato 
– Com a extensão correta 
– Existir certeza de sua ocorrência 
– Reconhecimento das variações num período de tempo determinado 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 69 
 
Não se confunde com o Princípio da Competência 
 
18.4. Registro pelo Valor Original 
Art. 7º O princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do 
patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos 
em moeda nacional. (Resolução CFC nº 1282/10) 
 
Mensuração é o processo que consiste em determinar os valores pelos quais os 
elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no BP e na 
DRE. Esse processo envolve a seleção de uma base específica de mensuração. 
 
18.4.1 Custo Histórico 
Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou 
equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data 
da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em 
troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de 
caixa, os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. 
 
Variação do Custo Histórico 
Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, 
podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: 
• Custo Corrente 
• Valor Realizável 
• Valor Presente 
• Valor Justo 
• Atualização Monetária 
 
18.4.2 Custo Corrente 
Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais 
teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no 
período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou 
equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data 
ou no período das demonstrações contábeis; 
 
18.4.3 Valor Realizável 
Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais 
poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos 
valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam pagos para 
liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade; 
 
18.4.4 Valor Presente 
Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada 
líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. 
Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de 
caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da 
Entidade; 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 70 
 
18.4.5 Valor Justo 
É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes 
conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos; 
 
18.4.6 Atualização Monetária 
Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser 
reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores 
dos componentes patrimoniais. 
 
18.5. Competência 
Art. 9º O Princípio da Competência é aquele que determina que os efeitos das 
transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, 
independentemente do seu pagamento ou recebimento. (Resolução CFC nº 1282/10) 
O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas 
e de despesas correlatas. 
Receitas e despesas devem ser consideradas no resultado do período em que 
ocorrerem 
Desvincula a contabilidade das entradas e saídas de caixa 
Uma vez identificada e reconhecida a receita, a etapa seguinte é confrontá-la com a 
despesa que contribuiu para sua obtenção 
 
18.6. Prudência 
Art. 10 As estimativas de valores que afetam o patrimônio devem refletir a aplicação 
de procedimentos de mensuraçãoque prefiram montantes, menores para ativos, entre 
alternativas igualmente válidas, e valores maiores para passivos, sempre que se 
apresentem mutações patrimoniais que alterem o patrimônio liquido. (Resolução CFC nº 
1282/10) 
Adoção, sempre que existir alternativas válidas para quantificação das mutações 
patrimoniais: 
– Do menor valor para o Ativo 
– Do maior valor para o Passivo 
– Resulta no menor Patrimônio Líquido 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
 
1.(2015-2) De acordo com a Resolução n.º 750/93, com redação dada pela Resolução CFC n.º 1.282/10, 
relacione os Princípios de Contabilidade, elencados na primeira coluna, com a respectiva descrição, 
apresentada na segunda coluna, e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 71 
 
1 Princípio da Competência ( ) Refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos 
componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e 
tempestivas. 
2 Princípio da Entidade ( ) O reconhecimento de receitas e despesas deve ocorrer nos 
períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou 
pagamento. 
3 Princípio da Oportunidade ( ) Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma 
a autonomia patrimonial, a diferenciação de um patrimônio 
particular, entre outros patrimônios existentes. 
 
 
 
2. (2012-2) Uma sociedade empresária apresentou as informações abaixo do mês de agosto de 
2012. 
 Receitas realizadas e não recebidas R$150.000,00 
 Despesas pagas antecipadamente e não incorridas R$110.000,00 
 Receitas realizadas e recebidas R$220.000,00 
 Despesas incorridas e não pagas R$90.000,00 
 Receitas recebidas antecipadamente e não realizadas R$130.000,00 
 Despesas incorridas e pagas R$85.000,00 
 
Utilizando o Princípio da Competência, o valor do resultado do período é um lucro de: 
a) R$155.000,00. 
b) R$195.000,00. 
c) R$315.000,00. 
d) R$325.000,00. 
 
 
 
 
 
3.(2013-1) Uma sociedade empresária reconhece uma provisão para garantias concedidas aos 
clientes, no mesmo período em que são registradas as vendas. Apesar de não ser possível prever 
o valor exato a ser gasto no futuro, com cada cliente, a provisão é constituída e o valor da 
provisão é calculado com base nas melhores estimativas disponíveis, e em bases confiáveis. 
 
Justificam o procedimento adotado pela empresa os Princípios: 
a) da Relevância e do Registro pelo Valor Original. 
b) da Prudência e do Custo Histórico. 
c) da Oportunidade e da Competência. 
d) da Continuidade e da Objetividade. 
 
4.(2012-1) Aproveitando o desconto fornecido para pagamento antecipado do imposto em cota 
única, uma sociedade empresária efetuou, em janeiro de 2012, o pagamento do Imposto sobre 
Veículos Automotores – IPVA incidente sobre os veículos de sua propriedade e relativo ao ano de 
2012. Os veículos são utilizados para entregas das mercadorias vendidas aos clientes. O registro 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 72 
 
do imposto pago foi efetuado a débito de conta de despesa a parcela relativa ao mês de janeiro, e 
a débito de conta de ativo o montante relativo aos demais meses. 
 
De acordo com a Resolução CFC n.º 750/93, o princípio que justifica o registro descrito de apenas 
uma parcela do valor pago em conta de despesa é o Princípio da: 
a) Competência. 
b) Objetividade. 
c) Prudência. 
d) Tempestividade. 
 
 
 
5. (2011-1) Presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em 
liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações; se tal intenção ou 
necessidade existir, as demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e, 
nesse caso, tal base deverá ser divulgada. 
A afirmação acima tem por base o Princípio da: 
 
a) Continuidade. 
b) Oportunidade. 
c) Prudência. 
d) Relevância. 
 
 
19. Subvenção e Assistência Governamentais – NBC TG 07(R1) 
Termos 
Governo refere-se a Governo federal, estadual ou municipal, agências governamentais 
e órgãos semelhantes, sejam locais, nacionais ou internacionais. 
 
Subvenção governamental é uma assistência governamental geralmente na forma de 
contribuição de natureza pecuniária, mas não só restrita a ela, concedida a uma entidade 
normalmente em troca do cumprimento passado ou futuro de certas condições relacionadas às 
atividades operacionais da entidade. Não são subvenções governamentais aquelas que não 
podem ser razoavelmente quantificadas em dinheiro e as transações com o governo que não 
podem ser distinguidas das 
transações comerciais normais da entidade. 
 
Reconhecimento da subvenção 
Subvenção governamental, inclusive subvenção não monetária a valor justo, não deve 
ser reconhecida até que exista segurança de que: 
(a) a entidade cumprirá todas as condições estabelecidas; e 
(b) a subvenção será recebida. 
O simples recebimento da subvenção não é prova conclusiva de que as condições a 
ela vinculadas tenham sido ou serão cumpridas. 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 73 
 
Ativo não monetário obtido com subvenção 
A subvenção governamental pode estar representada por ativo não monetário, como 
terrenos e outros, para uso da entidade. Nessas circunstâncias, esse ativo deve ser reconhecido 
pelo seu valor justo. Apenas na impossibilidade de verificação desse valor justo pode ser a 
atribuição de valor nominal. 
 
Contabilização 
Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao longo do 
período confrontada com as despesas que pretende compensar, em base sistemática, desde que 
atendidas às condições desta norma. A subvenção governamental não pode ser creditada 
diretamente no patrimônio líquido. 
 
O tratamento contábil da subvenção governamental como receita deriva dos seguintes 
principais argumentos: 
(a) Uma vez que a subvenção governamental é recebida de uma fonte que não os acionistas 
e deriva de ato de gestão em benefício da entidade, não deve ser creditada diretamente no 
patrimônio líquido, mas, sim, reconhecida como receita nos períodos apropriados. 
(b) Subvenção governamental apenas excepcionalmente é gratuita. A entidade ganha 
efetivamente essa receita quando está de acordo com as regras das subvenções e cumpre 
determinadas obrigações. 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
1.(2012-2) Uma sociedade empresária instalou uma nova fábrica em um terreno doado pela 
prefeitura. A subvenção foi concedida pelo município mediante o compromisso assumido pela 
empresa de construir a fábrica e permanecer no município por, no mínimo, dez anos. 
 
De acordo com a NBC TG 07 – Subvenção e Assistência Governamentais, o registro inicial do 
terreno recebido dar-se-á a débito de conta do Ativo Não Circulante – Imobilizado e a crédito da 
conta de: 
a) Passivo ou, alternativamente, conta redutora do Imobilizado. 
b) Passivo ou, alternativamente, conta de Receita. 
c) Receita. 
d) Patrimônio Líquido. 
 
 
 
 
2.(2012-1) Uma sociedade empresária recebeu uma subvenção governamental, destinada a 
compensar as despesas com contratação, treinamento e manutenção de uma quantidade mínima 
Agora é pra valer! 10 min 
Vamos praticar! 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 74 
 
de empregados durante os três primeiros anos de funcionamento. O recebimento da subvenção 
se deu mediante depósito em contacorrente de livre movimentação, no momento da assinatura 
do protocolo com o governo do estado. 
De acordo com a NBC TG 07 – Subvenção e Assistência Governamentais, o valor recebido pela 
sociedade empresária deverá ser: 
a) reconhecido imediatamente no Patrimônio Líquido, na conta Reserva de Incentivos Fiscais. 
b) reconhecido imediatamente no resultado do período e, uma vez apurado o resultado, registrado 
na conta Reserva de Incentivos Fiscais. 
c) registrado no passivo e reconhecido como receita ao longo do período e confrontada com as 
despesas que pretende compensar, em base sistemática. 
d) registrado no patrimônio líquido e reconhecido como receita ao final do período em que deverão 
ocorrer as despesas que pretende compensar, e em base sistemática. 
 
 
20. ITG 1000 – Modelo Contábil Para Microempresa e Empresa de pequeno Porte 
Esta Interpretação estabelece critérios e procedimentos específicos a serem 
observados pelas entidades definidas como Pequenas e Médias Empresas em conformidade com 
a NBC TG 1000 Resolução, que não estão obrigadas mas que querem optar pelo plano contábil 
simplificado, para fins deste interpretação, são consideradas Para fins desta Interpretação, 
entende-se como “Microempresa e Empresa de Pequeno Porte”, o empresário individual de 
responsabilidade limitada, a sociedade limitada e a sociedade simples ou empresária que obteve 
faturamento, no ano anterior, igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil 
reais). A permissão conferida nesta Interpretação de adotar um modelo contábil simplificado não 
desobriga que a entidade mantenha a escrituração contábil uniforme dos seus atos e fatos 
administrativos que provocaram ou possam vir a provocar alteração do seu patrimônio. 
A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos Princípios de 
Contabilidade, aprovados pela Resolução CFC n.º 750/93, e em conformidade com as disposições 
contidas nesta Interpretação. 
 
As receitas, as despesas e os custos do período da entidade devem ser escriturados 
contabilmente, de acordo com o regime de competência. 
Para salvaguardar a sua responsabilidade, o profissional da Contabilidade deve obter 
Carta de Responsabilidade da administração da entidade para a qual presta serviços. O custo dos 
estoques deve compreender todos os custos de aquisição, transformação e outros custos 
incorridos para trazer os estoques ao seu local e condição de consumo ou venda. 
Um item do ativo imobilizado deve ser inicialmente mensurado pelo seu custo. O custo 
do ativo imobilizado compreende o seu preço de aquisição, incluindo impostos de importação e 
tributos não recuperáveis, além de quaisquer gastos incorridos diretamente atribuíveis ao esforço 
de trazê- lo para sua condição de operação. Quaisquer descontos ou abatimentos sobre o valor 
de aquisição devem ser deduzidos do custo do imobilizado. 
As receitas de venda de produtos, mercadorias e serviços da entidade devem ser 
apresentadas líquidas dos tributos sobre produtos, mercadorias e serviços, bem como dos 
abatimentos e devoluções. A entidade deve elaborar o Balanço Patrimonial, a Demonstração do 
Resultado e as Notas Explicativas ao final de cada exercício social. Quando houver necessidade, 
a entidade deve elaborá-los em períodos intermediários. 
As Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis devem incluir: 
(a) declaração explícita e não reservada de conformidade com esta Interpretação; 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 75 
 
(b) descrição resumida das operações da entidade e suas principais atividades; 
(c) referência às principais práticas contábeis adotadas na elaboração das 
demonstrações contábeis; 
(d) descrição resumida das políticas contábeis significativas utilizadas pela entidade; 
(e) descrição resumida de contingências passivas, quando houver; e 
(f) qualquer outra informação relevante para a adequada compreensão das 
demonstrações contábeis. 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
1. (2013-2) De acordo com a ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de 
Pequeno Porte, a afirmação “...tem por objetivo salvaguardar o profissional da Contabilidade no 
que se refere a sua responsabilidade pela realização da escrituração contábil do período-base 
encerrado, segregando-a e distinguindo-a das responsabilidades da administração da entidade, 
sobretudo no que se refere à manutenção dos controles internos e ao acesso às informações.” 
refere-se a 
 
a) Carta de Responsabilidade da Administração. 
b) Nota Fiscal de Prestação de Serviços. 
c) Proposta de Prestação de Serviços de Contabilidade. 
d) Termo de Transferência de Responsabilidade Técnica. 
 
 
 
 
 
 
2. (2013-2) Em relação a inclusão nas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis, aponte os 
itens abaixo, de acordo com a ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de 
Pequeno Porte, que devem, obrigatoriamente, constar nas Notas Explicativas e, em seguida, 
assinale a opção CORRETA. 
 
I. Declaração explícita e não reservada em conformidade com a ITG 1000. 
II. Descrição resumida das operações da entidade e suas principais atividades. 
III. Referência às principais práticas contábeis adotadas na elaboração das 
demonstrações contábeis. 
IV. Descrição resumida das políticas contábeis significativas utilizadas pela entidade. 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 76 
 
 
Esta(ão) certo(s) o(s) item(ns): 
a) I e II, apenas. 
b) I, II, III e IV. 
c) II e III, apenas. 
d) III, apenas. 
 
 
21. NBC TG 46 – Mensuração do Valor Justo 
O objetivo da norma é definir o valor justo e estabelecer em um único Pronunciamento 
uma estrutura para a mensuração deste; além de estabelecer as divulgações sobre mensurações 
das operações. 
O Pronunciamento define valor justo, como o preço que seria recebido pela venda de 
um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada 
entre participantes do mercado na data de mensuração. 
A mensuração do valor justo presume que o ativo ou o passivo é trocado em uma 
transação não forçada entre participantes do mercado para a venda do ativo ou a transferência do 
passivo na data de mensuração nas condições atuais de mercado. 
A mensuração do valor justo presume que a transação para a venda do ativo ou 
transferência do passivo ocorre: 
(a) no mercado principal para o ativo ou passivo; ou 
(b) na ausência de mercado principal, no mercado mais vantajoso para o ativo ou 
passivo. 
A entidade deve mensurar o valor justo de um ativo ou passivo utilizando as premissas 
que os participantes do mercado utilizariam ao precificar o ativo ou o passivo, presumindo-se que 
os participantes do mercado ajam em seu melhor interesse econômico. 
O objetivo de utilizar uma técnica de avaliação é estimar o preço pelo qual uma 
transação não forçada para a venda do ativo ou para a transferência do passivo ocorreria entre 
participantes do mercado na data de mensuração nas condições atuais de mercado. Três técnicas 
de avaliação amplamente utilizadas são: 
(i) Abordagem de mercado (utiliza preços e outras informações relevantes geradas por 
transações de mercado); 
(ii) Abordagem de custo (baseia-se no custo para um comprador participante do 
mercado adquirir ou construir um ativo substituto); 
(iii) Abordagem de receita (converte valores futuros (por exemplo, fluxos de caixa ou 
receitas e despesas) em um valor único atual (ou seja, descontado). 
 
 
 
 
 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADEE CONT. GERAL 77 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
1.(2013-2) De acordo com a NBC TG 46 – Mensuração do Valor Justo, assinale a opção 
INCORRETA. 
a) O valor em uso utilizado no teste de recuperabilidade de um ativo imobilizado 
desconsidera na sua mensuração o Valor Justo. 
b) O valor justo caracteriza-se pelo reconhecimento de perdas estimadas nos 
estoques avaliados pelo valor realizável líquido. 
c) O valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago 
pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado 
na data de mensuração. 
d) O valor justo é uma mensuração baseada em mercado. 
 
 
 
 
2.(2013-2) A NBC TG 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração fundamenta 
que “se a transferência não resultar em desreconhecimento porque a entidade reteve, 
substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo transferido, a entidade 
deve continuar a reconhecer o ativo transferido na sua totalidade e deve reconhecer um passivo 
financeiro pela retribuição recebida. Em períodos posteriores, a entidade deve reconhecer 
qualquer rendimento do ativo transferido e qualquer gasto incorrido como passivo financeiro”. 
 
Essa fundamentação teórica se aplica aos casos de: 
a) Depreciação Acumulada. 
b) Duplicatas Descontadas. 
c) Estoques de Mercadorias. 
d) Impostos a Recuperar. 
 
22. Notas Explicativas 
Notas explicativas contêm informação adicional em relação à apresentada nas 
demonstrações contábeis. As notas explicativas oferecem descrições narrativas CPC_26_R1 ou 
segregações e aberturas de itens divulgados nessas demonstrações e informação acerca de itens 
que não se enquadram nos critérios de reconhecimento nas demonstrações contábeis. 
As notas explicativas devem: 
(a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações 
contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas; 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 78 
 
(b) divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, Orientações e 
Interpretações do CPC que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; e 
(c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações 
contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão. 
As notas explicativas são normalmente apresentadas pela ordem a seguir, no sentido 
de auxiliar os usuários a compreender as demonstrações contábeis e a compará-las com 
demonstrações contábeis de outras entidades: 
(a) declaração de conformidade com os Pronunciamentos Técnicos, Orientações e 
Interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis; 
(b) resumo das políticas contábeis significativas aplicadas; 
c) informação de suporte de itens apresentados nas demonstrações contábeis pela 
ordem em que cada demonstração e cada rubrica sejam apresentadas; e 
(d) outras divulgações, incluindo: 
 (i) passivos contingentes e compromissos contratuais não reconhecidos; e 
 (ii) divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e políticas de gestão 
do risco financeiro da entidade. 
 
 
23. Divulgação de Políticas Contábeis 
A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: 
(a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações 
contábeis; e 
(b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das 
demonstrações contábeis. 
 
É importante que os usuários estejam informados sobre a base ou bases de 
mensuração utilizada(s) nas demonstrações contábeis (por exemplo, custo histórico, custo 
corrente, valor realizável líquido, valor justo ou valor recuperável) porque a base sobre a qual as 
demonstrações contábeis são elaboradas afeta significativamente a análise dos usuários. 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.Relacione o tipo de Prática Contábil, adotado por uma determinada Sociedade Anônima, 
descrito na primeira coluna, com a respectiva nota apresentada no conjunto das Notas 
Explicativas, na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
 
Vamos praticar! 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 79 
 
(1) Práticas contábeis em relação 
ao Imobilizado 
( ) São registrados pelos valores originais de 
captação, atualizados monetariamente pelos 
indexadores pactuados contratualmente com 
os credores, acrescidos de juros apropriados 
até a data dos balanços. 
(2) Práticas contábeis em relação 
aos Investimentos 
( ) Caso existam evidências claras de que os 
ativos estão registrados por valor não 
recuperável no futuro, a entidade deverá 
imediatamente reconhecer a desvalorização, 
por meio da constituição de provisão para 
perdas. Anualmente ou quando houver 
indicação que uma perda foi sofrida, a 
companhia realiza o teste de recuperabilidade 
dos saldos contábeis desses, a fim de 
determinar se estes ativos sofreram perdas 
por “impairment” em observância à NBC TG 
01 – Redução ao Valor Recuperável do Ativo. 
(3) Práticas contábeis em relação 
aos Empréstimos e 
Financiamentos 
( ) 
 
Nas controladas, são avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial. 
 
A sequência CORRETA é: 
a) 1, 2, 3. 
b) 2, 1, 3. 
c) 3, 2, 1. 
d) 3, 1, 2. 
 
 
 
 
 
2. (2012-1) Em relação ao conteúdo das Notas Explicativas, de acordo com a NBC TG 26 – 
Apresentação das Demonstrações Contábeis, é INCORRETO afirmar que o conjunto das Notas 
Explicativas apresenta: 
a) a divulgação da análise dos resultados e da posição financeira da sociedade e o 
parecer da diretoria. 
b) a divulgação de informações requerida pelas normas, interpretações e comunicados 
técnicos que não tenha sido evidenciada nas demonstrações contábeis. 
c) as informações adicionais que não tenham sido evidenciadas nas demonstrações 
contábeis, mas que sejam relevantes para sua compreensão. 
d) as informações sobre a base para elaboração das demonstrações contábeis e das 
políticas específicas utilizadas. 
 
3.(2011-2) Em relação às Notas Explicativas e às Demonstrações Contábeis, assinale a opção 
INCORRETA. 
a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das 
estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos 
valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. 
Agora é pra valer! 12 min 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 80 
 
b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de 
mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis 
utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. 
c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis, mas que 
seja relevante para sua compreensão, deve ser apresentada nas notas explicativas. 
d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas 
contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa 
 
4.(2012-2) Uma sociedade apresentou o seguinte Balanço Patrimonial e Demonstração do 
Resultado, entre outras demonstrações contábeis a serem complementadas por Notas 
Explicativas. 
 
 2011 2010 
Ativo 
Circulante 
Caixa e Equivalente de Caixa R$ 10.000,00 R$ 8.000,00 
Contas a Receber R$ 18.000,00 R$ 16.000,00 
Estoque R$ 18.000,00 R$ 14.000,00 
Despesas Antecipadas R$ 1.000,00 R$ 2.000,00 
Não CirculanteImobilizado R$ 13.000,00 R$ 10.000,00 
Total do Ativo R$ 60.000,00 R$ 50.000,00 
Passivo 
Circulante 
Fornecedores R$ 22.000,00 R$ 11.000,00 
Não Circulante 
Empréstimo a Longo Prazo R$ 5.000,00 R$ 12.000,00 
Patrimônio Líquido 
Capital R$ 20.000,00 R$ 20.000,00 
Reservas R$ 6.000,00 R$ 6.000,00 
Lucros Acumulados R$ 7.000,00 R$ 1.000,00 
Total do Passivo e Patrimônio Líquido R$ 60.000,00 R$ 50.000,00 
 
Em relação às necessidades de informações a serem apresentadas com o objetivo de 
auxiliar os usuários a compreender as Demonstrações Contábeis, julgue os itens abaixo de 
acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade em relação ao conteúdo das Notas 
Explicativas, a serem apresentadas pela empresa e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. A empresa deverá apresentar um resumo das políticas contábeis significativas 
aplicadas na elaboração das demonstrações contábeis. 
II. A empresa deverá identificar as origens e as aplicações de recursos do caixa e 
equivalente de caixa, identificando o montante gerado nas atividades operacionais, de 
investimento e financiamentos e, também, a análise das variações dos demais elementos das 
demonstrações contábeis. 
III. A empresa deverá apresentar para o Balanço Patrimonial, exclusivamente, a base 
de mensuração dos itens de estoque e imobilizado, informando o critério de avaliação de cada 
item, a realização de testes de recuperabilidade e o percentual de realização desses itens. 
IV. A empresa deverá apresentar os objetivos e as políticas de gestão do risco 
financeiro da entidade aplicável a seus instrumentos financeiros. 
 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 81 
 
Estão CORRETOS apenas os itens: 
a) I e III. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) II e IV. 
 
 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO - III 
OS ESTUDOS CONTINUAM NA PRÓXIMA SEMANA! 
 
 
 
 5.(2012-1) Uma sociedade empresária, cujo Patrimônio Líquido no início do período somava 
R$100.000,00, apresentou, no ano de 2011, as seguintes mutações em seu Patrimônio Líquido: 
 Lucro Líquido do Período R$20.000,00 
 Destinação do lucro para reservas R$15.000,00 
 Destinação do lucro para dividendos obrigatórios R$ 5.000,00 
 Aquisição de ações da própria companhia R$ 2.000,00 
 Integralização de Capital em dinheiro R$ 9.000,00 
 Incorporação de Reservas ao Capital R$ 4.000,00 
 
Em 31.12.2011, o saldo do Patrimônio Líquido será: 
 
a) R$108.000,00. 
b) R$118.000,00. 
c) R$122.000,00. 
d) R$124.000,00. 
 
6.Uma Sociedade Empresária apresentava, em 1º.1.2014, os seguintes saldos em suas contas de 
Patrimônio Líquido: 
 
Conta Saldo Natureza 
Capital Subscrito R$ 500.000,00 Credora 
Capital a Integralizar R$ 150.000,00 Devedora 
Reserva Legal R$ 30.000,00 Credora 
Reserva de Lucros para Expansão R$ 50.000,000 Credora 
 
Durante o ano de 2014, essa sociedade apresentou as seguintes movimentações: 
 Integralização de capital em dinheiro no montante de R$80.000,00. 
 Lucro Líquido do período no montante de R$120.000,00. 
 Destinação do lucro para dividendos obrigatórios a pagar de R$65.000,00. 
 Destinação do lucro para Reserva Legal de R$6.000,00. 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 82 
 
 Destinação do lucro para Reserva de Lucros para Expansão de R$49.000,00. 
 
Considerando que houve apenas esses saldos e movimentações, o saldo do Patrimônio Líquido da 
empresa, em 31.12.2014, era de: 
a) R$565.000,00. 
b) R$630.000,00. 
c) R$865.000,00. 
d) R$930.000,00. 
 
7.(2015-2) 15. Em 30.11.2014, a Sociedade Empresária 1 vendeu, por R$100.000,00, mercadorias para sua 
controlada, a Sociedade Empresária 2. 
O custo das mercadorias vendidas nessa transação foi de R$60.000,00. 
Em 31.12.2014, a Sociedade Empresária 2 mantinha 100% das mercadorias adquiridas em Estoque de 
Mercadorias. 
A Sociedade Empresária 1 detém 75% do Capital da Sociedade Empresária 2. 
Nos balanços individuais, as empresas apresentaram, em 31.12.2014, os seguintes saldos de Estoque de 
Mercadorias: 
 
Considerando-se os dados informados e desconsiderando-se a incidência de tributos, no Balanço 
Patrimonial Consolidado, o saldo da conta de Estoque de Mercadorias será de: 
a) R$310.000,00. 
b) R$330.000,00. 
c) R$340.000,00. 
d) R$370.000,00. 
 
8. (2014-1). A respeito dos critérios de reconhecimento de provisões, conforme o estabelecido na 
NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, jugue as situações 
hipotéticas apresentadas nos itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. Uma entidade do setor de petróleo causa contaminação e opera em um país onde não há 
legislação ambiental. Entretanto, a entidade possui uma política ambiental amplamente divulgada, 
na qual ela assume a limpeza de toda a contaminação que causa. A entidade tem um histórico de 
honrar essa política publicada e é possível estimar, confiavelmente, os gastos com a limpeza de 
toda a contaminação causada. 
II. Em 12 de dezembro de 2013, o conselho da entidade decidiu encerrar as atividades de uma 
divisão. Os gastos com o encerramento das atividades foram estimados em R$1.000.000,00, e 
esta estimativa é confiável. Antes do fechamento do balanço de 31 de dezembro de 2013, a 
decisão não havia sido comunicada a qualquer um dos afetados por ela e nenhuma outra 
providência havia sido tomada para implementar a decisão. 
III. Uma loja de varejo tem a política de reembolsar compras de clientes insatisfeitos, mesmo que 
não haja obrigação legal para isso. Sua política de efetuar reembolso é amplamente conhecida. 
Com base no histórico anterior, é possível mensurar, confiavelmente, o montante dos reembolsos 
a serem efetuados. 
Devem ser objeto de constituição de provisão as situações apresentadas nos itens: 
a) I e II, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e III. 
 
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PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 83 
 
9.(2014-1) Uma sociedade empresária adquiriu um ativo imobilizado por meio de arrendamento 
mercantil financeiro em 60 parcelas mensais de R$ 1.000,00 cada. 
O Valor presente das prestações equivale ao valor justo do ativo arrendado que é de R$ 
43.500,00. 
No momento da aquisição, a sociedade empresária deve reconhecer: 
a) Um ativo de R$ 43.500,00 e uma despesa financeira de R$ 16.500,00 
b) Um ativo de R$ 43.500,00. 
c) Um ativo de R$ 60.000,00 e uma despesa financeira de R$ 16.500,00. 
d) Um ativo de R$ 60.000,00. 
 
10. (2015-1) Uma empresa está ingressando em um novo ramo de atuação e adquirindo, à vista, materiais 
para estocar. 
No momento da aquisição desses novos materiais, o valor original da transação era de R$32.100,00; o valor 
realizável líquido era de R$32.500,00; o valor justo dos materiais era de R$31.900,00; e o valor de venda 
era de R$33.700,00. 
De acordo com a Resolução CFC nº 750/93 e alterações posteriores, a transação deverá ser 
contabilizada pelo valor de: 
a) R$31.900,00. 
b) R$32.100,00. 
c) R$32.500,00. 
d) R$33.700,00. 
 
11. (2014-1) De acordo com a NBC TG Estrutura Conceitual, quando os gastos incorridos não 
proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos para a entidade 
além do período contábil corrente, o item será reconhecido como: 
a) Ativo. 
b) Despesa. 
c) Intangível. 
d) Passivo. 
 
 
12. (2014-1) De acordo com a NBC TG 30 – Receitas, o reconhecimento da receita proveniente 
da venda de bens deve ser efetuado quando forem satisfeitas algumas condições.Acerca desse assunto, julgue as condições de reconhecimento de receitas apresentadas, nos 
itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. A entidade tenha transferido para o comprador dos riscos e benefícios mais significativos 
inerentes à propriedade dos bens. 
II. O valor da receita possa ser confiavelmente mensurado. 
III. A entidade mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens, vendidos em grau 
associado à propriedade, mesmo sem o efetivo controle de tais bens. 
IV. As despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser 
confiavelmente mensuradas. 
 
É (são) condição(ões) para reconhecimento da receita da venda de bens aquela(s) 
apresentada(s) apenas no(s) item(ns): 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
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a) III. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) I, II e IV. 
 
 
 
24. NOTAS EXPLICATIVAS 
Notas explicativas contêm informação adicional em relação à apresentada nas 
demonstrações contábeis. As notas explicativas oferecem descrições narrativas CPC_26_R1 ou 
segregações e aberturas de itens divulgados nessas demonstrações e informação acerca de itens 
que não se enquadram nos critérios de reconhecimento nas demonstrações contábeis. 
 
As notas explicativas devem: 
(a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações 
contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas; 
(b) divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, Orientações e 
Interpretações do CPC que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; e 
(c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações 
contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão. 
As notas explicativas são normalmente apresentadas pela ordem a seguir, no sentido 
de auxiliar os usuários a compreender as demonstrações contábeis e a compará-las com 
demonstrações contábeis de outras entidades: 
(a) declaração de conformidade com os Pronunciamentos Técnicos, Orientações e 
Interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis; 
(b) resumo das políticas contábeis significativas aplicadas; 
c) informação de suporte de itens apresentados nas demonstrações contábeis pela 
ordem em que cada demonstração e cada rubrica sejam apresentadas; e 
(d) outras divulgações, incluindo: 
 (i) passivos contingentes e compromissos contratuais não reconhecidos; e 
 (ii) divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e políticas de gestão 
do risco financeiro da entidade. 
 
25. Divulgação de Políticas Contábeis 
A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: 
(a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações 
contábeis; e 
(b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das 
demonstrações contábeis. 
 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 85 
 
É importante que os usuários estejam informados sobre a base ou bases de 
mensuração utilizada(s) nas demonstrações contábeis (por exemplo, custo histórico, custo 
corrente, valor realizável líquido, valor justo ou valor recuperável) porque a base sobre a qual as 
demonstrações contábeis são elaboradas afeta significativamente a análise dos usuários. 
 
 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
 
 
Exercício de fixação 
 
 
1. Relacione o tipo de Prática Contábil, adotado por uma determinada Sociedade Anônima, 
descrito na primeira coluna, com a respectiva nota apresentada no conjunto das Notas 
Explicativas, na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
(1) Práticas contábeis em relação ao 
Imobilizado 
( ) São registrados pelos valores originais de 
captação, atualizados monetariamente pelos 
indexadores pactuados contratualmente com os 
credores, acrescidos de juros apropriados até a 
data dos balanços. 
(2) Práticas contábeis em relação 
aos Investimentos 
( ) Caso existam evidências claras de que os 
ativos estão registrados por valor não 
recuperável no futuro, a entidade deverá 
imediatamente reconhecer a desvalorização, 
por meio da constituição de provisão para 
perdas. Anualmente ou quando houver 
indicação que uma perda foi sofrida, a 
companhia realiza o teste de recuperabilidade 
dos saldos contábeis desses, a fim de 
determinar se estes ativos sofreram perdas por 
“impairment” em observância à NBC TG 01 – 
Redução ao Valor Recuperável do Ativo. 
(3) Práticas contábeis em relação 
aos Empréstimos e 
Financiamentos 
( ) 
 
Nas controladas, são avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
 
A sequência CORRETA é: 
 
a) 1, 2, 3. 
b) 2, 1, 3. 
c) 3, 2, 1. 
d) 3, 1, 2. 
 
2. (2012-1) Em relação ao conteúdo das Notas Explicativas, de acordo com a NBC TG 26 – 
Apresentação das Demonstrações Contábeis, é INCORRETO afirmar que o conjunto das Notas 
Explicativas apresenta: 
a) a divulgação da análise dos resultados e da posição financeira da sociedade e o parecer da 
diretoria. 
b) a divulgação de informações requerida pelas normas, interpretações e comunicados técnicos 
que não tenha sido evidenciada nas demonstrações contábeis. 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 86 
 
c) as informações adicionais que não tenham sido evidenciadas nas demonstrações contábeis, 
mas que sejam relevantes para sua compreensão. 
d) as informações sobre a base para elaboração das demonstrações contábeis e das políticas 
específicas utilizadas. 
 
3. (2011-2) Em relação às Notas Explicativas e às Demonstrações Contábeis, assinale a opção 
INCORRETA. 
a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das 
estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos 
valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. 
b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de 
mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis 
utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. 
c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis, mas que 
seja relevante para sua compreensão, deve ser apresentada nas notas explicativas. 
d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas 
contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa 
 
4. (2012-2) Uma sociedade apresentou o seguinte Balanço Patrimonial e Demonstração do 
Resultado, entre outras demonstrações contábeis a serem complementadas por Notas 
Explicativas. 
 
 
 
Em relação às necessidades de informações a serem apresentadas com o objetivo de 
auxiliar os usuários a compreender as Demonstrações Contábeis, julgue os itens abaixo de 
acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade em relação ao conteúdo das Notas 
Explicativas, a serem apresentadas pela empresa e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. A empresa deverá apresentar um resumo das políticas contábeis significativas 
aplicadas na elaboração das demonstrações contábeis. 
II. A empresa deverá identificar as origens e as aplicações de recursos do caixa e 
equivalente de caixa, identificando o montante gerado nas atividades operacionais, de 
CENTRO DE ESTUDOS CONTÁBEIS DO RIO DE JANEIRO 
PREPARATÓRIO EXAME DE SUFICIÊNCIA – TEORIA DA CONTABILIDADE E CONT. GERAL 87 
 
investimento e financiamentos e, também, a análise das variações dos demais elementos das 
demonstrações contábeis. 
III. A empresa deverá apresentar para o BalançoPatrimonial, exclusivamente, a base 
de mensuração dos itens de estoque e imobilizado, informando o critério de avaliação de cada 
item, a realização de testes de recuperabilidade e o percentual de realização desses itens. 
IV. A empresa deverá apresentar os objetivos e as políticas de gestão do risco 
financeiro da entidade aplicável a seus instrumentos financeiros. 
 
Estão CORRETOS apenas os itens: 
a) I e III. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) II e IV.

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