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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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correntes. Em funcionamento, isto é, com os seus contatos fechados, elas 
devem ser capazes de manter a condução de sua corrente nominal, sem sobre-
aquecimento. Além disso, devem suportar todos os efeitos térmicos e 
dinâmicos das correntes de curto-circuito, sem se danificar. A vazio, isto é, 
com seus contatos abertos, devem estabelecer um nível suficiente de 
isolamento. Os seccionadores são utilizados em subestações para permitir 
manobras de circuitos elétricos, sem carga, isolando disjuntores, 
transformadores de medição e de proteção e barramentos. Também são 
utilizados em redes aéreas de distribuição com a finalidade de seccionar os 
alimentadores durante a manutenção ou para realizar manobras operacionais. 
 
Interruptores: 
São equipamentos de manobra que podem interromper correntes de qualquer 
natureza, até poucas vezes a corrente nominal. Normalmente, os interruptores 
são pequenos disjuntores, ou disjuntores de pequena capacidade nominal. 
 
Chaves seccionadoras sob carga: 
São chaves seccionadoras construídas com dispositivos especiais de extinção 
de arco, em seus contatos fixos e móveis, capazes de interromper até sua 
corrente nominal, ou seja, a sua operação poderá ser realizada com carga. 
 
Chaves Seccionadoras Disjuntoras: 
São disjuntores que igualmente atendem as condições de chaves 
seccionadoras. São construídas excepcionalmente somente para pequenas 
capacidades principalmente de interrupção. 
 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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2.3.1 – CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 
 
a) Chaves Seccionadoras 
Conforme citado anteriormente, as chaves seccionadoras servem para isolar 
componentes ou circuitos de quaisquer outras partes sob tensão. Sob aspecto 
de segurança, pode-se considerar um circuito isolado se o mesmo estiver 
interrompido por uma chave seccionadora. 
 
 
b) Tipos de Seccionadoras 
Quanto à aplicação no circuito, pode-se considerar os seguintes tipos de 
chaves seccionadoras: 
 
b1) Chaves Seccionadora Simples (Abertura a Vazio): 
Destinadas a abrir circuitos somente à vazio, nunca sob corrente; 
 
b2) Chaves Seccionadora sob Carga: 
Destinados a abrir circuitos sob corrente nominal. Este tipo de seccionadora é 
encontrado para média e baixas tensões. Em alta tensão somente a SF6; 
 
b3) Chave de Aterramento 
Destinada a aterrar um componente ou circuito. São utilizados em redes com 
ponto neutro aterrado através de baixa resistência ôhmica e, em particular, 
para instalações exteriores. 
 
As principais características são: 
- Alta segurança para o pessoal de serviço; 
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- Aumento da segurança de alimentação; 
- Intertravamento contra conexões às partes já aterradas; 
- Redução do tempo fora de serviço, durante a manutenção e reparos. 
 
 
c) Tipos de Abertura 
 
c1) Lateral Simples 
 
 
c2) Abertura Lateral Dupla com uma Coluna Rotativa 
 
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c3) Abertura Lateral Dupla com duas Colunas Rotativas 
 
 
c4) Abertura Vertical 
 
 
c5) Chave Pantográfica 
 
 
c6) Chave Semi-Pantográfica 
 
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d) Tipos de Acionamento 
- Manual 
- Motorizado 
- Ar comprimido 
 
e) Acessórios 
 
e1) Chaves Auxiliares (Baixa Tensão) 
 
e2) Lâmina de Terra 
Este acessório tem como função realizar o aterramento logo após a 
abertura da chave seccionadora. 
 
 
2.3.2 – QUADRO COMPARATIVO 
 
A título de informação, mostra-se nos quadros resumo 2 e 3, respectivamente, 
um estudo comparativo de algumas características das seccionadoras de 
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entrada e de By-Pass exigidas pelas principais concessionárias de energia 
elétrica. 
 
 
 
 
 
 
Quadro Resumo 2 – Estudo comparativo das exigências das concessionárias quanto as 
seccionadoras de entrada 
SECCIONADORA DE ENTRADA 
 Existe ficha técnica 
 da concessionária? 
CERJ Não Manual ou motorizada sem lâmina de terra com chifres 
CPFL Não In ≥ 600 A Tripolar – com operação simultânea de três pólos sem lâmina de terra 
CELESC Não Manual ou motorizada com lâmina de terra do lado da linha. A lâmina só poderá ser operada com autorização prévia da CELESC. 
ELETROPAULO Não Manual ou motorizada sem lâmina de terra. 
CEMIG Não Manual ou motorizada com lâmina de terra do lado da linha. Aterramento da lâmina somente com autorização da CEMIG. 
CELPE Não 
In ≥ 600 A 
Manual ou motorizada, com lâmina de terra. 
Aterramento do lado da instalação do consumidor e nunca a LT que a 
alimenta. 
COELCE Sim 
Manual ou motorizada – com chifres para extinção de arcos. 
Abertura horizontal ou vertical. 
Com lâmina de terra. 
Aterramento ao lado da linha. 
In = 800 A/ Icc = 12,5 kA. 
 
Quadro Resumo 3 – Estudo comparativo das exigências das concessionárias quanto as 
seccionadoras By-Pass. 
SECCIONADORA DE BY-PASS 
CERJ 
Permitido, porém sujeito à aprovação da concessionária quando o arranjo da subestação 
apresentar disjuntores nas linhas e no lado AT dos trafos. Vedado no caso de haver 
somente disjuntor na entrada. 
CPFL Não é permitido. 
CELESC Admite seccionadora de by-pass. Sujeito à aprovação. 
ELETROPAULO Não é permitido. 
CEMIG Permitido/sujeito à aprovação da concessionária. 
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CELPE É permitido/sujeito à aprovação da concessionária. 
COELCE É permitido. Sujeito à aprovação. 
 
 
 
 
 
 
 
2.4 – RELÉS DE PROTEÇÃO 
 
2.4.1 - GENERALIDADES 
 
Estudou-se nos capítulos anteriores que em geral os danos mais graves para os 
equipamentos elétricos são provocados pelas seguintes condições anômalas: 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Sobreintensidades (provocam sobretemperaturas); 
Sobretensões (causadoras de fadigas e disrupções dielétricas); 
Curtos-circuitos (causadores de danos por sobreaquecimento e por forças 
eletrodinâmicas); 
Subfrequências e sobrefrequências (causadoras de falhas de sincronismo, 
de sobreintensidade e sobretensão); 
Inversão de potência; 
Sobretemperatura; 
 
Estas condições devem ser “sentidas” pelos relés de proteção ou pelas 
proteções internas dos equipamentos (relés de gás, imagem térmica, 
termômetro, etc). 
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Os relés de proteção devem possuir características tais que permitam 
distinguir com a maior segurança uma situação de defeito de uma condição 
normal de operação. 
 
De uma maneira geral, um relé de proteção deve apresentar as seguintes 
características de projeto: 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Operar com segurança nas condições de defeito para o qual foi projetado, 
devendo permanecer inoperante para qualquer outra situação. 
Deve possuir uma faixa de ajuste suficientemente ampla de forma a 
permitir seletividade entre os outros relés. 
Deve ser imune a ocorrência de transitórios de tensão e corrente 
proveniente de transformadores de instrumentos (TP’s e TC’s), bem como 
da alimentação de corrente contínua. Isso se aplica principalmente a relés 
de alta velocidade, onde o tempo de operação é menor ou igual a 0,05s. 
Atender as especificações técnicas internacionais. 
Apresentar robustez em seus elementos principais, tais como bobinas e 
contatos. 
Baixo consumo

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