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de processo contínuo, hospitais e centros de computação, etc. 
Desta forma, há uma necessidade de mensurar com a devida atenção o sistema 
a que estamos propondo alimentar para não incorrer em erros de avaliação 
que possam levar a projetar sistemas de controle e supervisão complexos sem 
um alto grau de confiabilidade das fontes que irão alimentar os próprios 
controles. 
 
 
2 – DESCRIÇÃO DOS TIPOS DE FONTES 
 
2.1 – FONTES DE SERVIÇOS AUXILIARES EM CORRENTE 
ALTERNADA 
 
Estas fontes podem ser divididas em dois grupos: 
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CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
3
 
fontes normais 
fontes de emergência. 
 Em uma subestação as fontes normais seriam: 
Alimentador externo em 13,2 kV (exclusivo) 
Enrolamento auxiliar de transformador de aterramento 
Transformador de serviços auxiliares 88/138 kV – 13,8 kV 
Enrolamento terciário de banco de transformadores 
 
As fontes de emergência em subestações são normalmente conseguidas 
através da utilização de grupos geradores diesel. 
 
 
2.2 – FONTES DE SERVIÇOS AUXILIARES EM CORRENTE 
CONTÍNUA 
 
Estas fontes podem ser divididas em dois grupos: 
- Carregadores – retificadores 
- Baterias 
 
Em condições normais os carregadores-retificadores alimentam as cargas e 
mantém as baterias em flutuação. 
 
Por qualquer motivo, houver a perda dos carregadores-retificadores, as 
baterias devem ter condição de alimentar as cargas por um período de no 
mínimo 4 horas, obedecendo a um determinado ciclo de descarga. 
 
339
CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
4
 
3 – TIPOS DE ESQUEMAS DE MANOBRA 
 
Sabe-se que o tipo de esquema de manobra dos serviços auxiliares, 
dependerá da complexidade e do tamanho da subestação. 
Sendo assim, pode-se ter vários esquemas de manobra, dos quais 
apresenta-se, à título de ilustração, alguns tipos normalmente encontrados. 
 
3.1 – ESQUEMAS DE MANOBRA PARA SERVIÇOS AUXILIARES 
EM CORRENTE ALTERNADA 
 
a) Subestações em níveis de 88 – 13,2 kV 
A figura 1, mostra um diagrama unifilar típico de uma subestação de 
88/13,2kV, onde destaca-se o seu sistema auxiliar representado por um 
transformador com relação de transformação de 13,2/0,22kV. 
Barras 88 KV
52 52
TR2
88/13,2 KV
TR1
88/13,2 KV
52 5252
52 52 52 FU
TR SA
13,2/0,22 KV
A01 A05 A12 S.A.
Cubículo blindado
13,2 KV
 
Figura 1 – Diagrama unifilar de uma SE de 88/13,2kV; 
 
340
CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
5
 
Observa-se no diagrama unifilar da figura 1, que a fonte C.A. dos 
serviços auxiliares é um único transformador 13,2/0,22 kV (ou 13,2/0,44 kV) 
ligado diretamente à barra de 13,2 kV. No caso de um defeito, ou mesmo a 
necessidade de uma manutenção no transformador, a subestação ficará sem 
serviço auxiliar, uma vez que neste tipo de subestação não há fonte de 
emergência (grupo diesel gerador). 
 
b) Subestações em níveis de 230-88 kV 
A figura 2, mostra um diagrama unifilar típico de uma subestação de 
230/88kV, onde destaca-se o sistema auxiliar representado por duas fontes 
auxiliares designadas por fontes 1 e 2. Estas fontes podem ser externas ou 
utilizar um enrolamento auxiliar de um transformador de aterramento. 
 
FONTE 1 FONTE 2
TR 1
13,2/0,22 KV
 ou
13,2/0,44 KV
TR 2
13,2/0,22 KV
 ou
13,2/0,44 KV
Chave Inversora
Manual
Quadro de Serviços
Auxiliares
 
Figura 2 – diagrama unifilar de um sistema auxiliar de uma SE 230/88kV. 
341
CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
6
 
Mostra-se na figura 2, duas fontes C.A. dos serviços auxiliares, permitindo 
uma maior confiabilidade. Desta forma ao ocorrer uma falta, ou mesmo 
necessitar de realizar manutenção em um dos transformadores, inverte-se as 
alimentações das fontes através de uma chave inversora manual. 
 
c) Subestações em níveis de 345-88 kV 
A figura 3, mostra um diagrama unifilar típico de uma subestação de 
345/88kV, onde destaca-se o sistema auxiliar representado por três fontes 
auxiliares normais designadas por fontes 1,2e 3. Além destas, apresenta-se 
também uma de emergência. 
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CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
7
 
G M
Ramal
Externo
Enrol. Auxil.
TR. Terra 1
Enrol. Auxil.
TR. Terra 2
Cubículo
15 KV
Cubículo
15 KV
Cubículo
15 KV
TR –1
13,2/0,22 KV
TR –2
13,2/0,22 KV
TR –3
13,2/0,22 KV
A B C
ED
F
cargas não
essenciais
cargas
essenciais
cargas não
essenciais
Quadro
Principal
 
Figura 3 _ diagrama unifilar do sistema auxiliar da SE de 345/88kV 
 
Com base na figura 3, percebe-se que em condições normais de 
operação cada transformador alimenta uma das barras do quadro principal. 
Cada transformador é projetado para alimentar o conjunto das cargas 
343
CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
8
 
essenciais. Na falta de um, os dois restantes são comutados e garantem a 
alimentação das cargas descrita acima. 
Na falta dos três sistemas auxiliares, deve-se entrar em operação o 
grupo gerador diesel, através de uma comutação manual de forma que o 
gerador alimente somente as cargas essenciais ( aquelas que não podem ficar 
desligadas a não ser por períodos muito curtos de tempo para não acarretarem 
prejuízos operacionais à subestação). 
 
d) Para Centrais Elétricas 
Pode-se utilizar o mesmo esquema estudado anteriormente, somente levando-
se em consideração que no lugar de um único grupo diesel gerador tem-se 
vários grupos geradores diesel em paralelo. 
 
e) Subestações em níveis 460-138 kV 
A figura 4, mostra um diagrama unifilar típico de uma subestação de 
460/138kV, onde destaca-se o sistema auxiliar representado por duas fontes 
auxiliares normais designadas por fontes 1e 2. Além destas, apresenta-se 
também duas de emergência. 
 
 
344
CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
9
 
TR 5A
138/13,8 KV
Cubículo Fechamento
Delta
Cubículo
15 KV
Cubículo
15 KV
TR –1
13,8/0,44 KV
TR –2
13,8/0,44 KV
A B
ED
cargas não
essenciais
cargas essenciais cargas não
essenciais
Quadro de
Distribuição
Principal
C
F G
M G G M
Intertravamento Elétrico
 
figura 4 – diagrama unifilar do sistema auxiliar da SE 460/138kV. 
 
 
Com base na figura 4, em condições normais de operação cada 
transformador alimenta metade das cargas. Na falta de um deles é realizada a 
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CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
10
 
comutação automática entre os disjuntores “A”, “B” e “C”, de forma que o 
outro transformador alimente a totalidade das cargas. 
Na falta de ambas as fontes normais, entrará em operação o grupo 
gerador diesel, de forma que cada grupo auxiliar alimente metade das cargas 
essenciais ficando as cargas não essenciais fora de serviço. 
 
 
3.2 – ESQUEMAS DE MANOBRA PARA SERVIÇOS AUXILIARES 
EM CORRENTE CONTÍNUA 
 
a) Subestações 
A figura 5, mostra um diagrama unifilar típico de uma subestação, onde 
destaca-se o sistema auxiliar representado por duas fontes auxiliares de 
corrente contínua, sendo um carregador retificador e uma bateria. 
 
 
Quadro de
Distribuição
CARREGADOR
RETIFICADOR
BATERIA
125 Vcc
 
figura 5- diagrama unifilar de um sistema auxiliar em corrente contínua 
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CAPÍTULO 12 – NOÇÕES SOBRE SISTEMAS AUXILIARES UTILIZADOS NAS 
SUBESTAÇÕES 
11
 
Mostra-se na figura 5 que, a alimentação

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