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CAPÍTULO 2 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA 
 
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Nestes seccionamentos há normalmente uma redistribuição de energia 
proveniente de várias fontes de geração e destinadas aos vários centros de 
carga a serem supridos. 
 
Poderão ainda ser conceituadas em função do nível de tensão de operação, 
como por exemplo: 
• Extra Alta Tensão (EAT) – acima de 345kV, destinadas 
basicamente ao seccionamento dos sistemas de transmissão; 
• Alta Tensão (AT) – de 69kV a 230kV, destinadas ao 
seccionamento dos sistemas de subtransmissão e subestações 
transformadoras, as quais são construídas para o atendimento de 
carga localizada, normalmente subestações abaixadoras de tensão 
elétrica. 
 
A função ou tarefa mais importante das subestações é garantir a 
continuidade com a máxima segurança de operação e confiabilidade dos 
serviços a todas as partes componentes dos sistemas elétricos. As partes 
defeituosas ou sob falta devem ser desligadas imediatamente e o 
abastecimento de energia deve ser restaurado por meio de comutações ou 
manobras. 
 
Consequentemente, a escolha das ligações quando do planejamento de uma 
subestação, assume um significado especial e deve ser realizada 
estritamente de acordo com o planejamento do sistema elétrico. 
 
Em sistemas elétricos interligados, por exemplo, que possuem uma rede de 
distribuição secundária, a falta de uma subestação de distribuição não 
resulta em uma falta de alimentação. Para tais subestações, não é necessário 
um alto investimento em sua construção. Por outro lado, em redes radiais, 
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quando da desenergização da subestação de alimentação principal, todos os 
consumidores ficariam simultaneamente sem energia. 
 
Deve-se considerar ainda o fato da rede possuir circuitos singelos ou 
duplos. No caso de circuitos singelos, a segurança das subestações 
alimentadoras deve ser particularmente considerada, com a possível 
instalação de um barramento auxiliar. 
 
4.2 – SUBESTAÇÕES PRINCIPAIS 
 
É o espaço físico destinado aos equipamentos e estruturas eletromecânicas 
que, interligados dentro de uma determinada configuração, recebem energia 
em um dado nível de tensão proveniente de geração própria ou de 
concessionária, e transmitem para pontos de utilização ou pontos de 
transferência em outro nível de tensão ou frequência compatíveis com o 
sistema elétrico existente ou a ser instalado. 
 
4.3 – SUBESTAÇÃO UNITÁRIA 
 
Local destinado a receber a energia elétrica proveniente da subestação 
principal e transmitir às unidades elétricas industriais de produção em 
níveis de tensão e frequência compatíveis. 
 
4.4 - TIPOS DE SUBESTAÇÃO 
 
Os projetos de subestação poderão ser elaborados segundo três tipos 
básicos, de acordo com a maneira de instalar, ou seja: 
Subestação ao tempo; • 
• Subestação semi-abrigada; 
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• Subestação abrigada. 
 
a) Subestação ao Tempo 
São aquelas instaladas ao ar livre, cujos equipamentos ficarão sujeitos a 
intempéries. 
 
b) Subestação semi-abrigada 
São aquelas providas somente de cobertura em toda à extensão do pátio de 
manobra. 
 
c) Subestação abrigada 
São instaladas em locais abrigados, cujos equipamentos não estão sujeitos a 
intempéries. 
 
5 – PLANTA INDUSTRIAL 
 
As figuras 5, 6, 7 e 8 mostram esquematicamente as configurações de 
plantas industriais e a forma de participação da Schneider: 
• Entrada de energia em AT, sem subestações unitárias; 
• Entrada de energia em AT, com subestações unitárias; 
• Entrada de energia em MT, sem subestações unitárias; 
• Entrada de energia em MT, com subestações unitárias. 
 
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SUBESTAÇÃO
PRINCIPAL
ESCOPO DO
TURN-KEY
AT
MT
CASA DE COMANDO
PN PROTEÇÃO E CONTROLE
PN CA/CC
RETIF / BATERIAS
PAINÉIS MTMT
PONTO DE ENTRADA DA
CONCESSIONÁRIA
UNIDADE INDUSTRIAL
PRODUÇÃO PAINÉIS MT/BT
POSSÍVEL IMPLATAÇÃO
DA SCHNEIDER COM O
FORNECIMENTO DE
PAINÉIS
MT
 
Figura 5 – Entrada de energia em AT sem Subestação unitária; 
 
SUBESTAÇÃO
PRINCIPAL
ESCOPO DO
TURN-KEY
AT
MT MT MT
CASA DE COMANDO
PN PROTEÇÃO E CONTROLE
PN CA/CC
RETIF / BATERIAS
MT
MT MT MT
PONTO DE ENTRADA DA
CONCESSIONÁRIA
SE UNITÁRIA
PAINÉIS MT/BT
SE UNITÁRIA
PAINÉIS MT/BT
SE UNITÁRIA
PAINÉIS MT/BT
Fornecimento dos
Equipamentos e
Instalação
 
Figura 6 – Entrada de energia em AT com Subestação unitária; 
 
 
 
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SUBESTAÇÃO
PRINCIPAL
ESCOPO DO
TURN-KEY
MT
CABINE DE
FORÇA + MEDIÇÃO
 
Figura 7 – Entrada de energia em MT sem Subestação unitária; 
 
SUBESTAÇÃO
PRINCIPAL
ESCOPO DO
TURN-KEY
MT
MT/BT MT/BT MT/BT
 
Figura 8 – Entrada de energia em MT com Subestação unitária; 
 
 
Deve-se salientar que, os custos estão intimamente ligados à escolha do 
tipo de subestação a ser utilizado. Assim, os requisitos técnicos exigidos 
para uma subestação são proporcionais aos custos de investimento. 
 
 
 
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6 – EQUIPAMENTOS DE PÁTIO 
 
Podem ser classificados dentro de dois grupos: 
• Equipamentos de manobra; 
• Equipamentos de transformação. 
 
 
6.1 – EQUIPAMENTOS DE MANOBRA 
 
Enquadram-se disjuntores e chaves seccionadoras, e podem ser ainda 
classificados como: 
• Ativo – disjuntores, visto que pode manobrar em carga normal ou 
defeito. Esta manobra poderá ser comandada pelo operador, a 
partir das chaves de comando instaladas nos painéis de comando 
da subestação ou no próprio disjuntor, ou automaticamente, para 
defeitos, através de relés de proteção; 
• Passivo – Seccionadoras, as quais normalmente não podem fazer 
manobras em carga. 
 
 
6.2 – EQUIPAMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO 
 
São equipamentos de transformação das características elétricas de tensões 
e correntes, proteção de outros equipamentos à surtos de tensão e 
equipamentos para comunicação. 
 
Neste item enquadram-se os transformadores de potência, transformadores 
de potencial (TP), transformador de corrente (TC), pára-raios, filtros de 
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onda (bobina de bloqueio) e reguladores de tensão. Podem ser ainda 
incluídos, os reatores e capacitores, os quais se destinam à melhoria da 
regulação das linhas de transmissão possibilitando um melhor rendimento 
dos sistemas a que estão conectados. 
 
6.3 – EQUIPAMENTOS DE COMANDO, CONTROLE E 
PROTEÇÃO 
 
Destinam-se à supervisão dos sistemas elétricos. Conectados aos 
secundários de TP’s E TC’s tomam uma imagem do que ocorre 
eletricamente nos circuitos onde estão ligados os equipamentos. 
 
6.4 – EQUIPAMENTOS DE COMANDO 
 
Destinam-se ao acionamento de disjuntores e chaves seccionadoras. Podem 
ainda ser vistos como: 
• Local ou remoto – em função de sua localização em relação ao 
equipamento a ser acionado; 
• Manual ou automático – em função da necessidade ou não da 
participação do operador. 
 
6.5 – EQUIPAMENTOS DE CONTROLE 
 
Destinam-se à supervisão dos sistemas elétricos. Sendo estes: 
• Indicadores de tensão, corrente, potência ativa e reativa, 
temperatura, freqüência; 
• Medidores de controle e faturamento; 
• Registradores gráficos de tensão, corrente, potência ativa e 
reativa, temperatura; 
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• Registradores

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