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Simulado MPU Pós-edital - Analista - COM gabarito

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MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO CONCURSO PÚBLICO 2018
LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO.
CADERNO DE PROVA OBJETIVA
1 Ao receber este caderno de provas, confira inicialmente se os seus dados pessoais e os dados referentes 
ao cargo ao qual você concorre, transcritos acima, estão corretos e coincidem com o que está registrado na 
sua folha de respostas. Confira, também, o seu nome em cada página numerada do seu caderno de provas. 
Em seguida, verifique se ele contém a quantidade de itens indicada em sua folha de respostas, correspondentes à 
prova objetiva. Caso o caderno esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergência quanto aos seus 
dados pessoais ou aos dados do cargo ao qual você concorre, solicite ao fiscal de sala mais próximo que tome as 
providências cabíveis, pois não serão aceitas reclamações posteriores nesse sentido.
2 Quando autorizado pelo chefe de sala, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de 
respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase:
"É o seu esforço contínuo e determinado que quebra a resistência e vence os obstáculos." 
(Gabriel Granjeiro)
Conforme previs to em edital, o descumprimento dessa instrução implicará a anulação da sua prova e a sua elimi-
nação do concurso.
3 Durante a realização das provas, não se comunique com outros candidatos nem se levante sem autorização de 
fiscal de sala.
4 Não serão distribuídas folhas suplementares para rascunho.
5 Na duração das provas, está incluído o tempo destinado à identificação – que será feita no decorrer da prova – e 
ao preenchimento da folha de respostas.
6 Ao terminar as provas, chame o fiscal de sala mais próximo, devolva-lhe a sua folha de respostas e deixe o local 
de prova.
7 A desobediência a qualquer uma das determinações constantes em edital, no presente caderno ou na folha de 
respostas, poderá implicar a anulação da sua prova.
OBSERVAÇÕES:
Não serão conhecidos recursos em desacordo com o estabelecido em edital.
É permitida a reprodução deste material apenas para fins didáticos, desde que citada a fonte.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
0(XX) 64 3448-0100
www.cespe.unb.br | sac@cebraspe.org.br
CARGO 1:
NÍVEL SUPERIOR
ESPECIALIDADE:
DIREITO
ANALISTA DO MPU
2
Nome do candidato: Futuro(a) Servidor(a) do MPU
Cargo 1: Analista do MPU – Especialidade: Direito
CESPE | CEBRASPE – MPU – Aplicação: 2018
TEXTO 1
1 Até meados do século XIX, a classe que trafica 
adquire bens para convertê-los em lucro e bene-
fício. Daí em diante, ela será outra. Um traço para 
distinguir as duas fases já foi lembrado: o despertar
5 do entorpecimento que lhe causava a predomi-
nância social da classe proprietária, por sua vez, 
na cúpula, recoberta pelo estamento dos que 
mandam, governam e dirigem a política. Mas 
que não haja equívoco: o arrastar na sombra 
10 denunciava-lhe prestígio negativo, oriundo da 
composição de estrangeiros entre seus membros 
e do tipo de negócios a que se dedicava, sobre-
tudo no comércio negreiro. Não que vivesse alheia 
à importância econômica ou à eficiência no trato 
15 do sistema. Era ela a categoria dinâmica da eco-
nomia, a que lhe dava impulso à energia, finan-
ciando a produção, com o fornecimento de crédito 
e escravos. Sobretudo, armava o elo que ligava o 
café ao comércio mundial, polo diretor, em última 
20 instância, da economia nacional, dependente de 
flutuação de centros de decisões fora do país. 
 � De outro lado, comunicava às cidades e ao cam-
po a modernização, de nível europeu, de merca-
dorias, e, por via delas, de costumes, modas e 
25 hábitos de consumo. Estava na sombra, mas não 
lhe faltava atividade, vibração nervosa e ener-
gia. Por via desse subterrâneo pulsar, ligava-se 
ao estrato dirigente, o estamento, com repulsa e, 
não raro, em oposição de estilos de vida, mas em 
30 íntima compreensão, além da zona dos salões e 
dos palácios, aos interesses materiais. Assim é 
que, antes de 1850, a arquitetura política, carac-
terizada no centralismo, servia mais ao grupo dos 
negociantes, comissários, traficantes de escravos,
• De acordo com o comando a que cada um dos itens a seguir se refira, marque, na folha de respostas, 
para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado 
com o código E, caso julgue o item ERRADO. A ausência de marcação ou a marcação de ambos os 
campos não serão apenadas, ou seja, não receberão pontuação negativa. Para as devidas marcações, 
use a folha de respostas, único documento válido para a correção das suas provas.
• Nos itens que avaliam noções de informática, a menos que seja explicitamente informado o contrário, 
considere que todos os programas mencionados estão em configuração-padrão, em português, e que 
não há restrições de proteção, de funcionamento e de uso em relação aos programas, arquivos, diretó-
rios, recursos e equipamentos mencionados.
• Sempre que utilizadas, as siglas subsequentes devem ser interpretadas conforme a significação asso-
ciada a cada uma delas, da seguinte forma: ADC = ação declaratória de constitucionalidade; ADPF = 
arguição de descumprimento de preceito fundamental; CF = Constituição Federal de 1988; CLT = Con-
solidação das Leis do Trabalho; CNMP = Conselho Nacional do Ministério Público; CPC = Código de 
Processo Civil; MP = Ministério Público; MPDFT = Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios; 
MPT = Ministério Público do Trabalho; MPU = Ministério Público da União; OAB = Ordem dos Advogados 
do Brasil; STF = Supremo Tribunal Federal; STJ = Superior Tribunal de Justiça; TST = Tribunal Superior 
do Trabalho.
35 importadores e exportadores, do que aos isola-
dos produtores e fazendeiros. Servia-a, também, 
a estabilidade monetária, quebrada de maneira 
grave com a agitação de fazendeiros e especula-
dores industriais no fim do império. 
40 Houve um momento em que ela — a classe lucra-
tiva — se emancipou, passou a viver de seu próprio 
impulso, sem se disfarçar ou mascarar-se em traços 
secundários de outra classe, detentora de maior 
expressão social, ou do estrato monopolizador
45 do prestígio político. Sobe uma classe e dentro 
dela elevam-se muitos aspirantes a essa camada. 
Individualmente, é o momento da crise — o 
homem escolhe o seu caminho, desdenhando 
o curso batido e frequentado. Socialmente, toda
50 uma camada quer os bens da vida, materiais e 
ideais, sem arrimos ou auxílios, agora vistos 
como ilegítimos. O empresário faz-se na cidade, 
conquista títulos de nobreza e cadeiras no par-
lamento. Foi neste momento que a surpreendeu 
55 Machado de Assis, mal visto por ela por força de seu 
preconceito, nutrido de tradição. No seu sarcasmo, 
ferindo-a de zombarias e riso, ele vê um mundo 
que cresce a sua frente, transformando a socie-
dade — ele tudo vê, com escândalo, repugnância
60 e indignação. O dinheiro, avassalando os negó-
cios, invade as consciências, infundindo torpeza 
em toda parte, na queda de escrúpulos, virtudes 
e valores. 
Raymundo Faoro. Lucro e negócios — classe lucrativa. In: 
Machado de Assis — a pirâmide e o trapézio. São Paulo: Com-
panhia Editora Nacional, 1974. p. 226 (com adaptações)
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos 
do texto 1, julgue os itens a seguir.
1 De acordo com o texto, além do exercício da di-
reção do poder político, à classe proprietária ca-
CONHECIMENTOS BÁSICOS
3Cargo 1: Analista do MPU – Especialidade: Direito
Nome do candidato: Futuro(a) Servidor(a) do MPU CESPE | CEBRASPE – MPU – Aplicação: 2018
bia dinamizar a economia, relegando à sombra a 
classe sustentada pelo tráfico.
2 Para o autor, Machado de Assis capta, em sua 
literatura, o período de decadência social da clas-
se empresarial, representando-lhe a “queda de 
escrúpulos, virtudes e valores” (l. 62-63).
3 Na frase “o arrastar na sombra denunciava-lhe 
prestígio