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Auditoria e controles internos
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1.
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2/218
Auditoria e controles internos
Autoria: Frederico Otávio Sirotheau Cavalcante
Como citar este documento: CAVALCANTE, Frederico O. S. Auditoria e controles internos. Valinhos: 
2017.
Sumário
Apresentação da Disciplina 04
Unidade 1: Importância e conceito de controle interno 05
Assista a suas aulas 23
Unidade 2: Princípios de controle interno contábil 31
Assista a suas aulas 49
Unidade 3: Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos? 57
Assista a suas aulas 80
Unidade 4: Detecção e prevenção de fraudes 89
Assista a suas aulas 104
2/201
3/2183
Unidade 5: Controles: contas a pagar, tributos e estoques 112
Assista a suas aulas 136
Unidade 6: Papéis de trabalho: conceitos e definições 146
Assista a suas aulas 162
Unidade 7: Planejamento de auditoria 170
Assista a suas aulas 183
Unidade 8: Metodologias de emprego da auditoria 191
Assista a suas aulas 211
Sumário
Auditoria e controles internos
Autoria: Frederico Otávio Sirotheau Cavalcante
Como citar este documento: CAVALCANTE, Frederico O. S. Auditoria e controles internos. Valinhos: 
2017.
4/218
Apresentação da Disciplina
A complexidade da atividade empresarial 
exige que os gestores tenham segurança 
nas informações para a tomada de decisão 
e para que as ações planejadas e aprovadas 
sejam executadas adequadamente.
O novo contexto econômico e tecnológico, 
a busca por melhoria contínua, o cumpri-
mento dos objetivos e o comprometimento 
da alta administração, exige dos gestores, 
que têm uma visão multidisciplinar, a inicia-
tiva de uma correta implantação, execução 
e monitoramento das atividades empre-
sariais, que permita dispor de informações 
seguras e fidedignas, assegurando a toma-
da de decisão com redução de riscos, alo-
cação adequada de recursos, preservação 
do patrimônio com garantia de confiança e 
transparência nas transações. Nesse cená-
rio, surge a auditoria e o controle interno, 
que são ferramentas capazes de assegurar 
que as boas práticas contábeis e adminis-
trativas estão sendo executadas pela em-
presa.
Esta disciplina tem o objetivo demonstrar 
como a auditoria e o controle interno po-
dem contribuir para a otimização do resul-
tado global das empresas, apresentando e 
discutindo os conceitos pertinentes aos te-
mas.
5/218
Unidade 1
Importância e conceito de controle interno
Objetivos
1. Explicitar a importância do controle interno.
2. Discutir e aplicar os principais conceitos, normas e procedimentos do processo de controle 
interno.
3. Apresentar aspectos de controles internos para atendimento ao fisco.
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno6/218
Introdução
Com o aumento das atividades empresa-
riais, fez-se necessária a implantação de 
novas ferramentas gerenciais que permi-
tissem aos sócios verificar se os gestores da 
empresa estavam maximizando a riqueza 
da empresa ou, em outras palavras, se es-
tavam gerindo satisfatoriamente os negó-
cios e recursos que lhes foram confiados. 
Neste contexto, destaca-se a importância 
do controle interno que tem como um dos 
objetivos acompanhar as rotinas da empre-
sa, se estão seguindo o que foi planejado e 
mostrando eventuais desvios e fraudes que 
eventualmente surgirão. 
1. Importância do Controle In-
terno
Os controles internos adequados garan-
tem as empresas qualidade e exatidão das 
informações, o que assegura aos gestores 
embasamentos seguros dentro do proces-
so de decisão. Eles também permitem mini-
mizar riscos legais, como operações fiscais, 
relações com clientes (consumidores), civil 
entre outros.
Outro ponto em que os controles internos 
contribuem é com melhoria de processos 
produtivos, analisando possíveis gargalos 
e restrições, garantindo redução de custos, 
que interferem diretamente no resultado 
(lucro) das empresas. E entre todos os pon-
tos positivos dos controles internos, eles 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno7/218
ainda ajudam a detectar possíveis fraudes ou erros.
As empresas que possuem controle interno adequado podem ter, com exatidão, as informações 
necessárias para uma melhor gestão, amparando os administradores no aperfeiçoamento das 
operações em busca da conquista de objetivos, aprimorando a eficiência dos processos produ-
tivos com redução de custos e melhoria na qualidade dos produtos e serviços, além de detectar 
possíveis falhas, erros ou fraudes (ATTIE, 2007) 
Link
Recomenda-se a leitura do artigo indicado neste link para demonstrar a relevância do controle in-
terno nas demonstrações contábeis, sendo proporcionado o entendimento dos usuários e a agili-
dade nos processos. BORDIN, P.; SARAIVA, C. J. O controle interno como ferramenta fundamental 
para a fidedignidade das informações contábeis. 2005. 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno8/218
“Em uma organização, o controle interno representa os procedimentos ou rotinas afim de res-
guardar os ativos, gerar dados contábeis confiáveis e auxiliar na condução ordenada dos negó-
cios da empresa, representando os controles contábeis e administrativos de modo explícito e 
prático” (CREPALDI, 2004, p. 249).
Para saber mais
As diretrizes básicas sobre controle interno de qualidade para auditores independentes são apresen-
tadas pelo IBRACON NPA nº 10, sendo identificados os objetivos, itens relacionados ao planejamento 
e organização das revisões, entre outros. 
Pondera-se que os controles internos apresentam sustentação na área administrativa, conforme 
menciona Crepaldi (2009, p. 359):
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno9/218
O controle interno gira em torno dos aspectos administrativos, que in-
fluenciam diretamente sobre os aspectos contábeis, assim é preciso consi-
derá-los conjuntamente para determinar um aspecto de controle interno 
adequado.
Pode-se analisar e entender controle inter-
no do ponto de vista administrativo e con-
tábil. No administrativo, o controle interno 
tem o papel de assegurar que o manual de 
procedimentos existe e está sendo cumpri-
do e executado. Já do ponto de vista contá-
bil, assegura que todas as informações con-
tábeis financeiras estão sendo registradas 
na contabilidade.
O controle interno está profundamente en-
volvido na busca da eficácia organizacional. 
O bom controle interno deve buscar sempre 
a eficiência, eficácia e economicidade.
Também temos que considerar o tamanho 
das companhias e as necessidades exigi-
das para a implementação dos controles 
internos. Grandes companhias, que muitas 
vezes são listadas em bolsa de valores, de-
vem possuir sofisticados controles internos, 
garantindo um respaldo entre a ligação das 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno10/218
informações que circulam entre adminis-
trativo x financeiro x contabilidade de custo 
x contabilidade financeira x sistemas orça-
mentários, culminando em maior seguran-
ça no processo decisório. Como resultado, 
as companhias garantem governança cor-
porativa que, para aos olhos dos investi-
dores, reflete em segurança, confiança e, 
sobretudo, transparência nas informações 
financeiras.
Todo este controle gera um custo a fim de 
operacionalizar a criação, implementar e 
monitorar os controles internos. Sendo as-
sim, quando pensamos em empresas de 
médio e pequeno porte, nas quais seus re-
cursos muitas vezes não são abundantes, 
a criação de controles internos deverá ser 
adequada ao seu nível de exigência, basea-
do sempre na capacidade operacional. Criar 
controles internos apenas para tê-los, sem 
que traga nenhum benefício relevante para 
a operação das pequenas companhias, po-
derá dificultar o processo operacional, que 
afetará na eficiência de entrega de seus 
objetivosdo negócio, podendo, assim, des-
gastar o relacionamento com seus clientes 
e, consequentemente, a geração de receita.
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno11/218
2. Controles Internos 
2.1. Conceitos de Controles
Segundo Almeida (1996, p. 50), “o contro-
le interno representa em uma organização 
o conjunto de procedimentos, métodos ou 
rotinas com os objetivos de proteger os ati-
vos, produzir dados contábeis confiáveis e 
ajudar a administração na conclusão orde-
nada dos negócios da empresa”.
O Instituto de Auditores Internos do Brasil, 
Audibra (1992, p. 48), registra que:
[...] controles internos devem ser 
entendidos como qualquer ação 
tomada pela administração (assim 
compreendida tanto a Alta Admi-
nistração como os níveis geren-
ciais apropriados) para aumentar a 
probabilidade de que os objetivos 
e metas estabelecidas sejam atin-
gidos. A Alta Administração e a ge-
rência planejam, organizam, diri-
gem e controlam o desempenho de 
maneira a possibilitar uma razoável 
certeza de realização.
Controle interno não é, somente, um com-
plexo sistema de rotinas e procedimentos 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno12/218
burocráticos que necessitam ser integral-
mente implementados em conformidade 
com os livros e normas para que funcionem 
satisfatoriamente. O administrador deter-
minará a capacidade de implantar sistemas 
de controle que possuem qualidades favo-
ráveis para a empresa de acordo com suas 
particularidades.
Para saber mais
O controle interno e a auditoria, ramos da conta-
bilidade, surgiram da necessidade das empresas 
controlarem seus ativos, passivos, despesas e re-
ceitas. Através do controle interno começou-se a 
ter controle do que de fato ganhava-se e gasta-
va-se.
Segundo Chiavenato (1993, p. 262), exis-
tem três significados para a palavra contro-
le, que são:
a. Controle como função restritiva 
e coercitiva: serve para coibir ou 
limitar certos tipos de desvios in-
desejáveis ou de comportamento 
não aceitos. É também chamado 
de controle social, pois inibe o 
individualismo e a liberdade das 
pessoas, neste sentido apresenta 
um caráter negativo e limitativo;
b. Controle como sistema automá-
tico de regulação: tem como ob-
jetivo manter um grau de fluxo 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno13/218
ou funcionamento de um siste-
ma. Dentro deste mecanismo de 
controle se detectam possíveis 
desvios ou irregularidades e pro-
porcionam automaticamente a 
regulação necessária para voltar 
à normalidade;
c. Controle como função adminis-
trativa: é o controle como parte 
do processo administrativo, as-
sim como o planejamento, orga-
nização e a direção fazem parte.
controle pode ser visualizado como um sis-
tema que forneça feedback e não simples-
mente como uma questão de estabeleci-
mento de padrões, mensuração de desem-
penho e correção de desvios.
Como exemplo de controle interno em uma 
empresa comercial, sugere-se a segregação 
de funções, ou seja, um funcionário faz o 
pedido de compra e outro autoriza, aprova 
e confere. Dessa forma, evita-se fraudes e 
desfalques, melhorando os índices de resul-
tado da empresa. 
O controle está relacionado diretamente 
com funções do processo administrativo 
pertinentes ao planejamento, organização 
e direção. Propicia a mensuração e a avalia-
ção dos resultados da ação empresarial. O 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno14/218
2.2. Controles Internos para 
Atender ao Fisco
Com o desenvolvimento das tecnologias 
de informações, o fisco nacional, estadu-
al e municipal passou a criar projetos para 
integrar as informações fiscais, contábeis, 
Link
Síntese dos estudos relacionados ao controle in-
terno numa década de publicação de artigos. 
SOUZA, E. X. F. et al. Controle interno: um estudo 
bibliométrico (2004-2010) comparativo da pro-
dução científica no Brasil através de publicações 
da Associação Nacional de Pós-graduação e Pes-
quisa em Administração. 
Para saber mais
O marco histórico relacionado aos controles in-
ternos refere-se ao surgimento da lei americana: 
Sarbanes&OxleyAct. DANTA, W. R. H. Importân-
cia dos Controles internos nas empresas an-
tes e depois do advento da Sarbanes-OxleyAct. 
2006. 
“Controles Internos abarcam os controles 
administrativos e contábeis, os quais po-
dem ser implementados pela administração 
de uma organização com o intuito de salva-
guardar seus ativos, produzir dados contá-
beis confiáveis e assessorar na condução 
coordenada dos negócios” (ALMEIDA, 2003, 
p. 63). 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno15/218
financeira e de departamento pessoal das 
companhias. O projeto do Sistema Público 
de Escrituração DIGITAL (SPED) abarca uma 
série de recursos tecnológicos, na qual a 
companhia como contribuinte dos tributos 
passa a enviar mensalmente e em alguns 
casos anualmente informações de todas as 
operações. As companhias emitem notas 
fiscais de forma eletrônica, enviam as apu-
rações dos impostos diretos devidos men-
salmente, enviam os impostos indiretos, in-
formações sobre a folha de pagamento dos 
colaboradores e também o balanço patri-
monial a cada exercício social.
Para muitos o fisco instituiu o SPED, po-
rém as informações já eram enviadas em 
outras obrigações acessórias, que mesmo 
centralizadas e mais completas no SPED, 
ainda não deixaram de serem obrigatórias. 
Sendo assim, as companhias possuem um 
custo a mais para atender a estas novas re-
gras, obrigando também a criação de novos 
controles internos, que possam controlar a 
geração das informações de forma asserti-
va, para rastrear todas as informações ne-
cessárias a serem enviadas ao fisco. A Fi-
gura 1 apresenta aspectos do SPED, que é 
o “instrumento que unifica as atividades de 
recepção, validação, armazenamento e au-
tenticação de livros e documentos que in-
tegram a escrituração contábil e fiscal dos 
empresários e das pessoas jurídicas” (POR-
TALDECONTALIBIDADE, s.d., s.p.).
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno16/218
Figura 1 | Controles internos: o SPED
Fonte: adaptado de: SPEDPR (s.d).
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno17/218
Para saber mais
A Receita Federal do Brasil disponibiliza um site exclusivo para tratar todos os projetos SPED, em que po-
deremos encontrar links que ajudam a esclarecer as principais necessidades dos SPED, manual de consulta 
de usurários e desenvolvedores de sistema, guia de pergunta e resposta e até mesmo baixar os programas 
de validação dos arquivos para transmissão. 
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno18/218
Glossário
Fraudes: erro intencional, má fé para se obter vantagens pessoais. Crime ou ato ilegal.
Métodos: caminho ou comportamento a ser seguido. Programação estruturada.
Feedback: resposta que alguém recebe de outrem referente a um pedido ou acontecimento. 
Avalia o resultado de alguma transmissão.
Questão
reflexão
?
para
19/218
As empresas são típicos exemplos de sistemas, uma vez 
que são formadas por um conjunto de departamentos e 
estes por setores que interagem entre si e com o meio 
onde atuam (exterior). Existem riscos internos (ex.: cola-
boradores, capacidade produtiva, maquinários) e exter-
nos (ex.: fornecedores, clientes, concorrentes, governo) 
que podem afetar o objetivo desse sistema. Reflita sobre 
a forma com que o controle interno pode minimizar es-
tes riscos.
20/218
Considerações Finais
Diante do exposto, verifica-se que os objetivos de uma empresa só serão ple-
namente alcançados se possuir um ótimo controle interno. O controle interno 
ajuda a evitar fraudes, erros e ineficiência. Para que ele sejaexequível, mister se 
faz contar com a colaboração dos funcionários em todas as etapas dos proces-
sos.
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno21/218
Referências
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
ATTIE, William. Auditoria interna. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2007.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. São Paulo: Audibra, 1992.
BORDIN, P.; SARAIVA, C. J. O controle interno como ferramenta fundamental para a fidedigni-
dade das informações contábeis. 2005. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/index.php/
contabilidade/article/view/200/3725>. Acesso em: 17 fev. 2017.
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 4. ed. São Paulo: Makron Books, 
1993.
COAD. Entenda o que são os controles internos. Disponível em: <http://coad.jusbrasil.com.br/
noticias/2131059/entenda-o-que-sao-os-controles-internos>. Acesso em: 17 fev. 2017.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
______. Auditoria contábil: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
Unidade 1 • Importância e conceito de controle interno22/218
DANTA, W. R. H. Importância dos Controles internos nas empresas antes e depois do adven-
to da Sarbanes-OxleyAct. 2006. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/hand-
le/10183/11496/000615887.pdf?sequence=1>. Acesso em: 17 fev. 2017.
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
PORTALDECONTABILIDADE. s.d. Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/noti-
cias/sped.htm>. Acesso em: 17 maio 2017.
SOUZA, E. X. F. et al. Controle interno: um estudo bibliométrico (2004-2010) comparativo da 
produção científica no Brasil através de publicações da Associação Nacional de Pós-gradua-
ção e Pesquisa em Administração. Disponível em: <http://www.aedb.br/seget/arquivos/arti-
gos11/48414829.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2017. 
SPEDPR. Disponível em: <http://sped.rfb.gov.br/>. Acesso em: 17 maio 2017.
PORTAL IBRACON s.d. Disponível em <http://www.ibracon.com.br/ibracon/Portugues/detPubli-
cacao.php?cod=123>. Acesso em: 23 jun. 2017.
Referências
23/218
Assista a suas aulas
Aula 1 - Tema: Importância e Conceito de Con-
trole Interno. Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
9df30ec4995956c9f57b243cee979f09>.
Aula 1 - Tema: Importância e Conceito de Con-
trole Interno. Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
28d5a4566242c7f761797464c806f2f8>.
24/201
1. O controle interno está diretamente ligado à avaliação de resultados quan-
to à eficiência e à eficácia da gestão. Eficiência está para redução de custos, 
assim como eficácia está para resultados. Baseado nas duas frases, assinale 
a alternativa correta.
a) As duas afirmações são incorretas.
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
d) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
Questão 1
25/201
2. Controles internos mal elaborados, com falhas ou vícios, não são de 
responsabilidade do auditor. Os responsáveis pelos controles internos são 
os gestores da empresa. Baseado nas duas frases, assinale a alternativa 
correta.
a) As duas afirmações são incorretas.
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
d) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
Questão 2
26/201
3. Levando-se em conta que os controles internos podem ser entendidos 
e analisados do ponto de vista administrativo e contábil, assinale a alter-
nativa que reflete um controle interno contábil.
a) Controle operacional.
b) Rotinas de RH.
c) Análise da lucratividade.
d) Conciliação bancária.
e) Análise de tempos e movimentos.
Questão 3
27/201
4. Dos controles apresentados, levando-se em conta que podem ser detecti-
vos (projetados para detectar erros) ou preventivos (projetados com a finali-
dade de evitar a ocorrência de erros), identifique os de natureza preventiva.
I- Segregação de funções.
II- Limites e alçadas. 
III- Autorizações. 
IV- Conciliações.
V- Revisões de desempenho.
São exemplos de controles preventivos APENAS os apresentados em:
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) III, IV e V.
d) I, II, III e V.
e) ) I, II, IV e V.
Questão 4
28/201
5. Assinale a alternativa que representa limitações do controle interno.
a) Alto volume de transações e distância entre filiais.
b) Conluio de funcionários na apropriação de bens da empresa e grande volume de transações.
c) Distância entre filiais e clima organizacional.
d) Negligência dos funcionários, conluio de funcionários na apropriação de bens da empresa e 
falta de instrução a respeito das normas internas.
e) Distância entre filiais e conluio de funcionários na apropriação de bens da empresa.
Questão 5
29/201
Gabarito
1. Resposta: D.
A questão só requer o conhecimento da de-
finição de eficiência (atingimento do resul-
tado com melhor custo-benefício) e efetivi-
dade (atingir o resultado).
2. Resposta: D.
A função básica da auditoria interna, de as-
segurar o sistema de controle interno eficaz, 
não desobriga os executivos das responsa-
bilidades de verificação e controle nos seus 
respectivos setores.
3. Resposta: D.
Os controles contábeis compreendem o 
plano de organização e todos os métodos 
e procedimentos diretamente relacionados 
com a salvaguarda do patrimônio e a fide-
dignidade dos registros contábeis. Que são: 
1) Sistema de autorização e aprovação; 2) 
Separação das funções de escrituração ela-
boração dos relatórios contábeis dos fatos 
ligados às operações ou custódia dos valo-
res; 3) Controles físicos.
4. Resposta: A.
A conciliação e revisão de desempenho não 
são preventivos e sim corretivos.
30/201
5. Resposta: D.
Segundo Marcelo Cavalcanti Almeida 
(1996), as principais limitações do controle 
interno são:  negligência dos funcionários; 
conluio de funcionários na apropriação de 
bens da empresa e falta de instrução a res-
peito das normas internas.
Gabarito
31/218
Unidade 2
Princípios de controle interno contábil
Objetivos
1. Apresentar os princípios de controle interno contábil.
2. Aplicar os princípios de controle interno contábil.
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil32/218
Introdução
Princípios são normas ou padronização de 
técnicas que fundamentam uma seção de 
conhecimento. Seguir os princípios esta-
belecidos por uma determinada matéria 
significa redução de risco de erros e, neste 
caso, redução de falhas do controle interno 
da empresa. Importante destacar que ainda 
assim podem ocorrer falhas.
Concomitante com os princípios, deve-se 
implementar bons sistemas de informação 
que auxiliarão nas rotinas da empresa, emi-
tindo relatórios com fidedignidade.
Para saber mais
Crepaldi (2007) cita algumas medidas a serem 
observadas na avaliação do controle interno, sen-
do necessário considerar os procedimentos para 
prevenir ou detectar erros e irregularidades e de-
terminar se os métodos estão sendo seguidos sa-
tisfatoriamente.
Para saber mais
Como preceito constitucional, o controle interno 
aparece pela primeira vez na Constituição Federal 
de 1967:“Art. 71 - A fiscalização financeira e or-
çamentária da União será exercida pelo Congres-
so Nacional através de controle externo, e dos 
sistemas de controle interno do Poder Executivo, 
instituídos por lei” (BRASIL, 1967).
Várias são as regras e os princípios que de-
vem ser seguidos pela empresa, objetivan-
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil33/218
do a preservação de seu patrimônio e a 
maximização do lucro. No item a seguir, se-
rão apresentados os princípios de controle 
interno, segundo o Conselho Regional de 
Contabilidade de São Paulo.
Link
Existem algumas regras para preservar o patri-
mônio das entidades. É claro que a obediência a 
elas não exclui a possibilidade de ocorrência de 
irregularidades, afinal, um controle ótimo é ide-
alismo. Acesse o link indicado que explicita esses 
conceitos. TIBURCIO, C. P. Princípios do controle 
interno. 2012. 
1. Princípios De Controle Inter-
no Contábil
Segundo o Conselho Regional de Contabi-
lidade São Paulo (1994, p. 61), os princípios 
do controle interno são: 
a. a autoridade deve ser determina-
da, de acordo com a orientação 
da administração. Caso não haja 
esta delegação de autoridade, o 
controle será ineficiente; 
A autoridade deve ser determinada para 
assegurar que todos os procedimentos de 
controle sejam executados.
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil34/218
Link
O controle interno difere-se do administrativo em 
variados aspectos. Faça a leitura do artigo indica-
do para verificá-los. BORDIN, P.; SARAIVA, C. J. O 
controle interno como ferramenta fundamen-
tal para a fidedignidade das informações con-
tábeis. 2005. 
Exemplos de funções que devem ser segre-
gadas:
• Quem aprova a compra deve ser dife-
rente da pessoa que paga;
• O responsável pela contabilidade deve 
ser diferente da pessoa que tem a cus-
tódia dos bens.
b. a contabilização e as operações pro-
priamente ditas devem ser segrega-
das. Um colaborador ou um depar-
tamento não deve ocupar uma posi-
ção em que tenha ao mesmo tempo 
o controle das transações e de seus 
registros contábeis. Mesmo em am-
bientes altamente informatizados, 
onde a introdução dos dados no 
sistema de informação é feita pelo 
departamento que efetua as transa-
ções, o controle do registro contá-
bil é de responsabilidade do depar-
tamento contábil, que deve deter o 
controle final da contabilização des-
ta transação (CRCSP, 1994, p. 61); 
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil35/218
Todas as transações devem estar especifi-
cadas em manuais.
c. todas as transações da empresa de-
vem ser realizadas mediante autori-
zação prévia. “A autoridade máxima 
em uma organização pertence aos 
acionistas ou controladores e é de-
legada à administração. Esta estabe-
lece as condições nas quais devem 
ser executadas as transações espe-
cíficas” (CRCSP, 1994, p. 61); 
d. é preciso utilizar provas indepen-
dentes para comprovar que as ope-
rações e a contabilidade estão regis-
tradas de forma exata e adequadas. 
As transações registradas na con-
tabilidade devem coincidir com as 
existentes nos demais sistemas ope-
racionais da empresa e devem estar 
documentadas (CRCSP, 1994, p. 61);
Para confirmar as transações, os auditores 
valem-se da circularização.
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil36/218
Segmentando-se o ciclo de uma transação, 
evita-se que surjam os vícios laborativos, 
intencionais ou não.e. nenhum colaborador da organiza-
ção deve ter, sob controle, a res-
ponsabilidade de todo o ciclo de 
uma transação comercial. As ope-
rações devem ser planejadas de 
forma que mais de uma pessoa ou 
departamento participe de cada 
transação. Desta forma, o trabalho 
de um torna-se a prova do outro. 
A segregação de funções contribui 
para a eficiência das operações e 
detecta mais rapidamente erros 
ou fraudes (CRCSP, 1994, p. 61); 
f. a rotação de colaboradores na execu-
ção dos trabalhos é fundamental, já 
que esta atitude minimiza as opor-
tunidades de ocorrência de frau-
des, estimula inovações e aumenta 
a qualificação técnica e profissional 
dos colaboradores. Além do mais, a 
adoção deste princípio, reduz signi-
ficativamente a dependência pelos 
“especialistas” e resulta em novas 
ideias sobre sistemas, métodos e 
processos (CRCSP, 1994, p. 61); 
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil37/218
A JobRotation atualmente é uma prática bastante utilizada por grandes empresas.
Conceder férias, além de ser um direito trabalhista, permite que outros funcionários verifiquem e 
vivenciem a rotina daquele departamento, identificando seus pontos fortes e fracos.
g. é de fundamental importância que todos os colaboradores da empresa saiam 
de férias. O descanso colabora para a “reposição de energias” e é um direito 
trabalhista. O acumulo de férias ou seu abono pode estar criando, dentro da 
empresa, os chamados “especialistas” e constituindo passivos trabalhistas 
potenciais, isto porque, ao desligarem-se da empresa, poderão acioná-la ju-
dicialmente, reivindicando as férias não gozadas. Possuir funcionários que 
não gozem férias significa, também, manter encobertas fraudes e erros que 
porventura existam (CRCSP, 1994, p. 61); 
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil38/218
Todo processo deve ser explicado a todos os envolvidos nele.
h. é importante que a instituição organize e distribua a seus colaboradores um 
manual de controle interno, onde conste as instruções operacionais, nor-
mas e procedimentos adotados pela empresa. Esta adoção colabora para a 
coibição de erros de execução e também garante a qualidade dos processos 
(CRCSP, 1994, p. 61); 
i. todos os colaboradores, em especial os envolvidos com as atividades de con-
trole, devem ser cuidadosamente selecionados e treinados. É saudável a 
vida pregressa e as referências apresentadas pelos candidatos ao emprego. 
O treinamento familiariza os colaboradores com as novas tarefas e os situa 
dentro do contexto e normas da empresa. As compreender o que dele se 
espera, o funcionário contribui para o aumento da eficiência operacional e 
a redução de custos; 
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil39/218
j. os responsáveis pela custódia de numerários e outros ativos da empresa de-
vem ter seguro-fidelidade, permitindo proteger os ativos em caso de pos-
síveis fraudes, contribuindo também como inibidor de ações danosas con-
tra seu patrimônio. Os colaboradores devem estar cientes de que a compa-
nhia seguradora só indenizará a empresa dos prejuízos, quando registrar-se 
ocorrências dessa natureza às autoridades policiais e os responsáveis forem 
devidamente conhecidos (CRCSP, 1994, p. 61); 
Situações de desfalques temporários, em que o funcionário se apodera do dinheiro recebido de 
clientes, provenientes de vendas a prazo, antes do registro contábil do recebimento, não são 
cobertos pelo seguro.
k. é recomendável a utilização de meios eletrônicos para o registro automáti-
co das transações. O avanço tecnológico e o barateamento dos recursos de 
informática permitem o desenvolvimento de sistemas que aumentam con-
sideravelmente a eficiência do controle, possibilitando realizar e registrar 
simultaneamente as transações; 
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil40/218
Com o advento do Sped, todas as informa-
ções são confrontadas praticamente em 
tempo real.
A empresa deverá analisar a aplicabilidade 
dos princípios apresentados, de acordo com 
sua cultura organizacional.
O sistema de controle interno é considera-
do bom quando proporciona que uma tran-
sação realizada na empresa seja registradatempestivamente e de forma correta, não 
permitindo que a transação não seja regis-
trada ou que seja registrada de forma inde-
vida.
2. O Controle Interno e a Audito-
ria Independente
A função da auditoria independente é ex-
pressar uma opinião acerca das demonstra-
ções contábeis. Para que o auditor indepen-
dente exerça bem sua função, deve obter 
razoável segurança de que as demonstra-
ções contábeis estão livres de erros, fraudes 
ou vícios. 
Nesse contexto surge a função do controle 
interno, sendo de fundamental importân-
cia para a auditoria independente. A função 
do controle interno para a auditoria inde-
pendente é proporcionar segurança de que 
erros, fraudes ou vícios possam ser desco-
bertos com razoável tempestividade. A con-
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil41/218
fiança nos controles internos determinará 
a extensão e a profundidade dos testes de 
auditoria. Quanto melhor for avaliado pelo 
auditor o controle interno, menor será a ex-
tensão dos testes de auditoria, intensifican-
do os testes nas áreas com maiores fraque-
zas.
3. O Controle Interno e a Audito-
ria Interna
A função da auditoria interna é assessorar 
a alta administração, fornecendo informa-
ções, como índices, análise e recomenda-
ções. Deve avaliar a eficácia e a adequação 
do sistema de controle interno, verifican-
do se os objetivos da empresa estão sendo 
cumpridos como planejados.
Enquanto a auditoria independente se pre-
ocupa com o controle interno quanto à con-
fiabilidade das transações registradas e o 
impacto no parecer de auditoria, o auditor 
interno avalia o controle interno sob a ótica 
do que ele representa para a empresa.
4. Aplicabilidade dos Princípios 
de Controle Interno Contábil
Apresentar-se-á a seguir, algumas situa-
ções que farão com que os controles inter-
nos tenham eficiência e eficácia.
• Conhecimento por parte dos colabo-
radores acerca do controle interno: 
em uma organização, como já estu-
dado, os controles internos são todos 
os procedimentos, descritos em ma-
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil42/218
nuais, que objetivam que as empresas 
alcancem suas metas estabelecidas. 
Dessa forma, é de extrema importân-
cia que os colaboradores conheçam 
os controles internos adotados pela 
empresa.
• Delegações de funções: com o cres-
cimento e expansão da empresa, fica 
inviabilizada a gestão dos diversos 
departamentos da empresa por um 
único gestor. Daí a importância da de-
legação de funções, que juntamente 
com um bom sistema de controle in-
terno, trará ao gestor segurança nas 
tomadas de decisões.
• Análise de fornecedores: o controle 
Interno junto a fornecedores é benéfi-
co, por exemplo, na redução de custos, 
permitindo que sejam feitas cotações 
indicando o fornecedor com menor 
preço e com a qualidade desejada.
• Estocagem: o controle interno deve 
apontar a quantidade a ser comprada, 
buscando sempre a redução no pra-
zo médio de rotatividade do estoque. 
Quantidade de estoque desnecessá-
ria impacta problemas no fluxo de cai-
xa da empresa, além de poder causar, 
dependendo do ramo da empresa, pe-
recividade e obsoletismo no estoque.
• Projeções de venda: as previsões de 
venda são de suma importância em 
uma empresa, pois ajudarão a em-
presa a saber quais produtos são mais 
procurados e adquiridos e em quais 
períodos do ano isso ocorre. É de ex-
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil43/218
trema importância a integração do 
departamento de venda com todos 
os demais departamentos da empre-
sa, uma vez que as vendas garantem a 
continuidade da empresa.
• Conferência, aprovação e autoriza-
ção de mercadorias no ato da entre-
ga: a empresa deve ter, em suas roti-
nas, sistemas que confiram se as mer-
cadorias entregues condizem com o 
que foi comprado, se estão dentro do 
prazo de validade, embaladas e sem 
avaria. Todos os produtos/mercado-
rias recebidas devem ser imediata-
mente cadastrados.
• Relatórios gerenciais: para o proces-
so de tomadas de decisão, a empre-
sa necessita de relatórios financeiros, 
contábeis, fiscais com periodicidade a 
ser definida pela empresa.
• Organograma: é necessário que a 
empresa defina a função de cada pes-
soa em sua estrutura, as relações de 
autoridade e autonomia e o responsá-
vel pela custódia de bens e direitos. Tal 
segregação é de extrema importância 
para evitar fraudes e desfalques, uma 
vez que a pessoa que detém a guar-
da não pode ser a mesma responsável 
pelos registros das transações.
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil44/218
Glossário
Circularização: a circularização, ou confirmação externa, é uma prova de auditoria obtida como 
resposta direta que o revisor/auditor recolhe de uma terceira entidade, sob forma de papel, ele-
trônica ou por qualquer outro meio.
Sped: Sistema Público de Escrituração Digital faz parte do Programa de Aceleração do Cresci-
mento do Governo Federal (PAC 2007-2010) e constitui-se em mais um avanço na informatiza-
ção da relação entre o fisco e os contribuintes.
JobRotation: neste processo, o colaborador passa por diversas áreas da empresa, a fim de co-
nhecer todos os processos, atividades e especificidades de cada área.
Questão
reflexão
?
para
45/218
São vários os princípios de controle interno contábil que 
irão auxiliar as empresas a funcionarem adequadamen-
te. Como deve ocorrer a implementação desses princí-
pios em uma organização?
46/218
Considerações Finais
Neste tópico foram abordados alguns dos princípios de controle interno 
contábil. É importante ressaltar que de nada vale possuir um controle 
interno de procedimentos e processos sem manter colaboradores com-
prometidos e integrados com as finalidades da empresa. A parte essen-
cial para controles efetivamente corretos está em sua implementação 
com excelência, evitando surpresas no instante em que as informações 
são transmitidas para a contabilidade. Na contabilidade é possível ve-
rificar se os controles internos adotados estão retratando com legiti-
midade as mutações patrimoniais, assim como a verificação de erros e 
fraudes ocorridos em algum instante do processo.
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil47/218
Referências 
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed., São Paulo: Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed., São Paulo: Atlas, 2003.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. São Paulo: Audibra, 1992.
BORDIN, P.; SARAIVA, C. J. O controle interno como ferramenta fundamental para a fidedigni-
dade das informações contábeis. 2005. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/index.php/
contabilidade/article/view/200/3725>. Acesso em: 17 fev. 2017.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1967. 1967. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao67.htm>. Acesso em: 26 jun. 2017.
______. Controladoria Geral da União. Instrução Normativa n. 01 do SFCI de 06 de julho de 
2001. Disponível em: <http://www.cgu.gov.br/sobre/legislacao/arquivos/instrucoes-normativas/
in-01-06042001.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2017.
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 4. ed., São Paulo: Makron Books, 
1993.
Unidade 2 • Princípios de controle interno contábil48/218
CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria contábil. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
______. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed., São Paulo: Atlas, 2004.
CRCSP. Conselho Regional de Contabilidade do Estado De São Paulo. Curso de contabilidade 
aplicada. 7. ed. São Paulo: Atlas, 1994.
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
TIBURCIO, C. P. Princípios docontrole interno. 2012. Disponível em: <http://www.contabilidade-
-financeira.com/2012/03/principios-do-controle-interno.html>. Acesso em: 17 fev. 2017.
Referências
49/218
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50/201
1. Dentre as alternativas, qual não representa um princípio do controle inter-
no?
a) Segregação de funções.
b) Unicidade no ciclo de uma transação.
c) Rodízio de pessoal.
d) Seleção adequada de pessoal.
e) Elaboração de manuais operacionais, nos quais devem estar detalhadas as instruções rela-
tivas de como devem ser executadas as funções referentes à atividade a ser desempenhada 
na administração.
Questão 1
51/201
2. Os sistemas de controles internos apresentam indicadores que podem 
aferir a eficiência, a eficácia e a economicidade da gestão. A economicidade 
significa a operacionalidade ao mínimo custo possível, a administração cor-
reta dos bens, boa distribuição do tempo, economia de trabalho, tempo e 
dinheiro, redução dos gastos num orçamento etc. Com relação ao exposto, 
assinale a alternativa correta.
Questão 2
a) As duas afirmações são incorretas.
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
d) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
52/201
3. É sabido que os controles internos devem ser implementados pela gestão 
da empresa. Ao auditor independente cabe avaliar a qualidade dos controles 
internos, mas não a relação entre seus custos e os respectivos benefícios. 
Com relação ao exposto, assinale a alternativa correta.
Questão 3
a) As duas afirmações são incorretas.
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
d) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
53/201
4. Dependendo da qualidade do controle interno, o auditor externo deve 
executar procedimentos mínimos de auditoria. Assinale a alternativa que 
apresenta uma limitação do controle interno.
Questão 4
a) O maior grau de delegação de autoridade adotado pela administração.
b) O maior nível de competição entre os funcionários.
c) A existência de controles cruzados na organização.
d) A falta de instrução suficiente aos funcionários quanto às normas internas.
e) O rodízio mais frequente entre os funcionários.
54/201
5. Um dos princípios do controle interno é a segregação de funções. Este 
princípio preceitua que a mesma pessoa ou entidade não pode ser simulta-
neamente responsável pelos ativos e pelos registros contábeis. Com relação 
ao exposto, assinale a alternativa correta.
Questão 5
a) As duas afirmações são incorretas.
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
d) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
55/201
Gabarito
1. Resposta: B.
Unicidade no ciclo de uma transação preco-
niza que apenas uma pessoa deva realizar 
todas as fases de uma transação, para fa-
cilitar o subsequente trabalho de auditoria. 
Isso fere os princípios do controle interno.
2. Resposta: D.
As duas afirmativas refletem conceitos téc-
nicos corretos.
3. Resposta: E.
Um dos princípios de controle interno ad-
ministrativo elencados pela IN 01:
“2.2.2 - Princípios de controle interno 
administrativo.
Os princípios de controle interno admi-
nistrativo constituem-se no conjunto de 
regras, diretrizes e sistemas que visam ao 
atingimento de objetivos específicos, tais 
como: I. relação custo/benefício - consis-
te na avaliação do custo de um controle 
em relação aos benefícios que ele possa 
proporcionar;”
4. Resposta: D.
A falta de instrução suficiente aos funcioná-
rios servidores quanto às normas internas é 
uma limitação do controle interno.
56/201
5. Resposta: D.
Deve haver segregação de funções, pois se 
a mesma pessoa é responsável por ativos e 
registros contábeis, teremos a possibilidade 
de desfalques permanentes, no qual o fun-
cionário conseguirá furtar algo e realizar o 
ajuste contábil para que ninguém perceba.
Gabarito
57/218
Unidade 3
Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?
Objetivos
1. Apresentar as finalidades da auditoria interna.
2. Aplicar os objetivos da auditoria interna.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?58/218
Introdução
A complexidade da estrutura da empre-
sa relaciona-se diretamente com sua ex-
posição a riscos, erros e desperdícios. Fa-
z-se mister que as entidades invistam em 
desenvolvimento tecnológico, aprimorem 
seus controles, reduzam custos, de forma 
que seus produtos se tornem mais compe-
titivos. Nesse sentido, a auditoria interna 
auxilia a alta gestão das empresas, evitando 
desperdícios, salvaguardando o patrimônio 
empresarial, portanto, apresenta-se como 
uma excelente ferramenta de controle ad-
ministrativo.
Também temos a questão da compliance 
tributária, na qual as auditorias internas e 
externas trabalham para reduzir os riscos 
para as companhias. O Brasil possui uma 
elevada carga tributária, bem como uma 
complexa forma de informação das apura-
ções dos tributos e das suas operações. Os 
riscos tributários intrínsecos nas operações 
das companhias podem ser danosos ao cai-
xa e até mesmo reduzir o lucro de atividades 
com o recebimento de multas e penaliza-
ções por erros ou por simples falta de con-
trole das operações. Portanto, os controles 
internos criados para controlar as opera-
ções que envolvem questões tributárias 
devem fazer parte dos procedimentos das 
auditorias internas e externas. Muitos au-
tores que tratam de controles internos indi-
cam que todas as operações das empresas 
(compra, venda, trocas de mercadorias, de-
voluções de vendas, importações e expor-
tações de produtos etc.), principalmente as 
novas, devem passar pela avaliação das au-
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?59/218
ditorias, criando um fluxo de liberação das 
operações antes que elas se iniciem.
1. Auditoria Interna: Para Quê?
Segundo Franco (1996, p. 19), “desde o seu 
aparecimento, a contabilidade tornou-se 
um conjunto ordenado de conhecimentos, 
com objetivos e finalidades definidas, tem 
sido considerada como uma arte, como 
técnica ou como ciência de acordo com a 
orientação seguida”.
A contabilidade, fazendo parte das ciências 
sociais, tem como objeto de estudo o patri-
mônio e como finalidade fornecer informa-
ções para tomada de decisões para qual-
quer empresa, independentemente do seu 
porte.
Attie (1992) menciona que a contabilidade 
é a ciência que estuda, informa, retrata e 
demonstra aos seus usuários, investidores, 
clientes, proprietários, financiadoras etc., a 
situação patrimonial da empresa. 
A auditoria é um ramo, uma especializa-
ção da contabilidade, que surge em decor-
rência do crescimento das empresas e que 
tem como objetivo verificar se os registros 
contábeis estão de acordo com as Normas 
Contábeis e reflete a posição financeiro-e-
conômica da entidade de acordo com os 
controles internos.
A auditoria pode ser classificadaem: audi-
toria externa e auditoria interna, cujas ca-
racterísticas podem ser visualizadas na Ta-
bela 1.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?60/218
Tabela 1 | Comparativo entre auditoria interna e auditoria externa
Informação Auditoria Interna Auditoria Externa
Quem realiza a auditoria? Funcionário da empresa. Contratação de um profissional in-
dependente. 
Qual é o objetivo? Atender às necessidades da admi-
nistração.
Atender às necessidades de tercei-
ros no que diz respeito à fidedigni-
dade das informações financeiras.
Qual a finalidade da revisão das 
operações e do controle?
Desenvolver aperfeiçoamento e 
induzir ao cumprimento de políti-
cas e normas, sem estar restrito a 
assuntos financeiros.
Determinar, principalmente, a ex-
tensão do exame e a fidedignidade 
das demonstrações financeiras.
Como é a subdivisão do trabalho? Em relação às áreas operacionais e 
linhas de responsabilidade admi-
nistrativa.
Em relação às contas do balanço 
patrimonial e da demonstração do 
resultado.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?61/218
Posicionamento do auditor? O auditor diretamente se preocu-
pa com a detecção e prevenção de 
fraude.
O auditor incidentalmente se pre-
ocupa com a detecção e preven-
ção de fraudes, a não ser que haja 
possibilidade de substancialmente 
afetar as demonstrações financei-
ras.
Características do auditor? Deve ser independente em relação 
às pessoas cujo trabalho ele exa-
mina. Porém, subordinado às ne-
cessidades e desejos da alta admi-
nistração.
Deve ser independente em relação 
à administração, de fato e de atitu-
de mental.
Frequência das atividades? A revisão das atividades da empre-
sa é contínua.
O exame das informações compro-
batórias das demonstrações finan-
ceiras é periódico, geralmente, se-
mestral ou anual.
Fonte: Adaptado de: Portal de auditoria (s.d.).
De acordo com as informações mencionadas na Tabela 1, o auditor externo não apresenta vín-
culos empregatícios com a empresa, por outro lado, o auditor interno possui, não deve estar 
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?62/218
Para saber mais
A primeira empresa de auditoria que se instalou 
no Brasil foi a Mc-Auliffe Davis Vell&Co, no ano de 
1909. Uma breve revisão relacionada ao histórico 
da auditoria pode ser encontrada no artigo “Evo-
lução histórica da auditoria no Brasil e no mundo 
e as tendências em âmbito nacional”. 
O auditor interno tem o dever de fiscalizar 
os processos e as rotinas organizacionais, 
sendo responsável pela análise dos proce-
dimentos por meio de estudos e testes, ve-
rificação se o sistema analisado é o que está 
sendo seguido na prática, avaliação de er-
ros e possibilidades para determinar quais 
são mais adequados e produtivos às áreas 
analisadas.
Auditoria Interna cumpre um papel funda-
mental nas organizações, ela é considerada 
um controle gerencial que funciona atra-
vés de medições e avaliações da eficiência 
e eficácia de outros controles; auxilia o ad-
ministrador com dados e informações tec-
nicamente elaborados relativos às ativida-
des para acompanhamentos e supervisões 
mediante o exame da adequação dos con-
subordinado às pessoas cujos trabalhos 
examina, deve ser independente e propor-
cionar conhecimentos apenas aos gestores 
que o destinaram ao trabalho.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?63/218
troles, integridade e confiabilidade das in-
formações e registros; estabelece sistemas 
para assegurar a observância das políticas, 
metas, planos, procedimentos, leis, normas 
e regulamentos, economicidade do desem-
penho e da utilização dos recursos, compa-
tibilidade das operações e programas com 
os objetivos, planos e meios de execução 
estabelecidos. 
O auditor interno deve ter acesso a todas 
as áreas e quanto mais informações úteis e 
oportunas o auditor interno fornecer, maior 
credibilidade será dada ao seu papel fun-
cional dentro da organização. 
A finalidade da auditoria interna resume-se 
a auxiliar os membros da organização no 
desempenho de suas atividades, proporcio-
nando-lhes análises, avaliações, recomen-
dações, assessoria e informação relativas às 
atividades revisadas. 
O auditor interno tem o objetivo e a respon-
sabilidade de tornar possível a harmonia de 
todas as ações praticadas pela organização, 
fazendo com que as consequências dessa 
harmonia sejam levadas ao conhecimen-
to a todos os setores da empresa e a todos 
os interessados nos seus serviços. Uma ca-
racterística importante deste profissional é 
a necessidade de senso ético e moral, pois 
manuseia informações altamente confi-
denciais e necessita contato direto com 
seus superiores, facilitando o fluxo das in-
formações.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?64/218
2. Auditoria Interna: Quais seus 
Objetivos?
O trabalho da auditoria interna é perma-
nente na organização. Tem como objetivo 
garantir a “saúde” da empresa. Não adianta 
a empresa implantar um excelente sistema 
de controle interno, sem que seja verificado 
periodicamente se está sendo cumprido o 
que foi determinado, ou quais ajustes de-
vem ser feitos para que se adapte às novas 
circunstâncias.
Em linhas gerais, a auditoria interna dentro 
de uma empresa é constituída por um de-
partamento interno, que estabelece os con-
troles internos e também visa assegurar que 
eles estão sendo aplicados de forma corre-
ta.
O ponto de verificação é feito por testes, 
que de certa forma são os mesmos aplica-
dos pela auditoria externa, porém atuan-
te de uma forma mais aprofundada. Estas 
análises feitas garantem que os controles 
internos estão sendo aplicados de forma 
adequada, porém cabe à auditoria interna 
detectar possíveis “gaps” ou até adaptar os 
controles às novas exigências legais ou em 
decorrência da operação da empresa, por 
exemplo, vendas para um novo cliente ou 
compra de mercadorias de novos fornece-
dores.
A importância da auditoria interna pode ser 
verificada a partir da aplicabilidade junto 
aos estoques da empresa. Segundo o CPC 
16 (R1) – Estoques (correlacionado ao IAS 2 
– Inventories), os estoques são ativos:
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?65/218
• Mantidos para venda no curso normal 
dos negócios e das operações.
• Em processo de produção para venda.
• Na forma de materiais ou suprimen-
tos, a serem consumidos ou transfor-
mados no processo de produção ou 
na prestação de serviços.
De acordo com Almeida (2012, p. 5), os prin-
cipais objetivos da auditoria de estoques 
são os seguintes:
• Verificar se as quantidades de bens 
declarados realmente existem;
• Verificar se os bens foram custeados 
e avaliados de acordo com as Normas 
Contábeis e a consistência dos proce-
dimentos em relação ao exercício an-
terior.
Cabe destacar que o controle dos estoques 
deve ser feito pelo método Média Ponde-
rada ou PEPS (primeiro que entra, primeiro 
que sai), também conhecido como FIFO (do 
inglês First In, First Out), que são os únicos 
métodos de controle permanente de esto-
que aceitos pelo fisco. Existe um terceiro 
Link
O CPC 16 – Estoque está no site do Comitê de Pro-
nunciamentos Contábeis. 2009. 
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?66/218
método de controle que seria o UEPS (último que entra, primeiro que sai), também conhecido 
como LIFO (do inglês Last In, Last Out). Para demonstrar de forma prática o controle permanente 
de estoque de um produto de determinado mês, suponhamos a movimentação a seguir:
1. Saldo inicial 20 unidades a $ 20,00.
2. Compra de 10 unidades a $ 30,00 cada.
3. Venda de 10 unidades.
4. Venda de 15 unidades.
5. Comprade 20 unidades a $ 35,00 cada.
6. Venda de 5 unidades.
Também, para este exemplo, vamos supor que os produtos vendidos geraram uma receita de $ 
1.325,00. Nas figuras a seguir, verifique como ficariam o lucro, considerando apenas a receita e o 
custo (CMV) para cada método.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?67/218
Figura 2 | Controle permanente de estoque: (PEPS)
Fonte: elaborada pelo autor.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?68/218
Figura 3 | Controle permanente de estoque: (UEPS)
Fonte: elaborada pelo autor.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?69/218
Figura 4 | Movimentação de Estoques - Médio
Fonte: elaborada pelo autor.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?70/218
Figura 5 | Comparação entre os métodos.
Fonte: elaborada pelo autor.
Ainda de acordo com o CPC 16 – Estoque (2017), a mensuração do estoque deve ser pelo custo 
ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor. Entenda-se por valor realizável líquido o preço 
de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua con-
clusão e dos gastos estimados necessários para concretizar a venda.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?71/218
Para saber mais
Em relação aos estoques, os créditos referentes aos tributos recuperáveis não compõem o custo de aqui-
sição, conforme tratado no item 13.6 da NBC TG 1000, aprovada pela Resolução CFC nº1.255/09, e no 
item 11 da NBC TG 16, aprovada pela Resolução CFC nº 1.170/09. 
Link
As normas brasileiras de contabilidade relativas às pequenas e médias empresas, na contextualização, 
demonstração de fluxos de caixa, notas explicativas às demonstrações, provisões, passivos e ativos con-
tingentes, dentre outros estão dispostas na NBC TG 1000. 
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?72/218
Quanto à metodologia de estudo de contro-
le interno, em que o auditor busca a execu-
ção da auditoria dentro do tempo esperado, 
segurança nas informações e alcance dos 
objetivos a que se propôs, deve considerar 
o seguinte:
• Documentação do controle Inter-
no: o controle interno e seu funcio-
namento devem ser documentados 
em papéis de trabalho, registrando, 
entre outros, as operações de forma 
sequencial, os documentos emitidos 
e a forma de arquivamento e contro-
le e os cargos e pessoas responsáveis 
pelos departamentos.
• Conhecimento: o conhecimento do 
controle interno é a fase em que o au-
ditor irá familiarizar-se com os diver-
sos aspectos empresariais, entre eles, 
o administrativo e o contábil. Esta fa-
miliarização preliminar é de extrema 
importância para a avaliação e con-
fiança no controle interno e deverá 
ser feita mediante entrevistas com 
responsáveis de setores, leitura de 
manuais, organogramas, fluxogramas 
etc.
• Registro: segundo Attie (2011, p. 
292), são três os métodos de registros 
dos procedimentos de controle inter-
no:
1. Método descritivo: busca des-
crever o sistema estudado, por 
exemplo, dados pré-existentes, 
procedimentos, registros, arqui-
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?73/218
vos e função dos colaboradores. 
Esse método é recomendado em 
trabalhos de pequena escala.
2. Método de fluxogramas: os pro-
cedimentos e rotinas do contro-
le interno são representados por 
meio de fluxograma de forma 
lógica e ordenada, identificando 
facilmente deficiências de con-
trole interno, como duplicidade 
de trabalhos ou trabalhos des-
necessários.
3. Método de questionários: os 
auditores utilizam-se de per-
guntas referentes ao controle 
interno, permitindo que o audi-
tor faça uma avaliação dos sis-
temas de controle interno. Os 
questionários devem ser elabo-
rados de acordo com os diversos 
departamentos empresariais 
e suas respostas podem ser do 
tipo abertas ou fechadas. Devi-
do seu baixo custo, é bastante 
utilizado pelos auditores inclu-
sive para avaliar o controle in-
terno de pequenas empresas. 
Nesta fase de registro e conhecimento dos 
sistemas de controle interno, cabe ao audi-
tor, dependendo das circunstâncias, identi-
ficar qual ou quais métodos serão utilizados.
• Revisão: para que o auditor se certifi-
que de que os controles internos são 
eficientes e confiáveis, deve selecio-
nar uma pequena amostra de tran-
sações e seguir os caminhos previs-
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?74/218
tos nos fluxogramas, identificando se 
são de fato os executados. Caso sejam 
identificadas inconsistências, o audi-
tor deve analisar quais procedimentos 
de auditoria deverão ser aplicados.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?75/218
Glossário
Auditoria interna: serviço ou departamento interno de uma entidade incumbido pela direção 
de efetuar verificações e avaliar os sistemas e procedimentos da entidade com vista a minimizar 
as probabilidades de fraudes, erros ou práticas ineficazes. A auditoria interna deve ser indepen-
dente no seio da organização e reportar diretamente à direção.
Âmbito da auditoria (escopo da auditoria): tendo sido definido o campo da auditoria, o âm-
bito da auditoria tem por finalidade determinar a amplitude e a exaustão dos processos de au-
ditoria preconizados, o que inclui uma limitação racional dos trabalhos a executar, de modo a 
tornar aceitável para o auditor o risco de serem errôneas as suas conclusões de auditoria. 
Auditor: profissional idôneo, dotado de capacidades e conhecimentos técnicos específicos, que 
realiza o seu trabalho com observância de princípios, métodos e técnicas geralmente aceitos. 
Questão
reflexão
?
para
76/218
De acordo com as finalidades e objetivos da auditoria 
interna apresentados anteriormente, confronte audito-
ria interna com auditoria externa em uma determinada 
empresa de seu interesse, destacando as funções e di-
ferenças.
77/218
Considerações Finais
Neste módulo, foram levantadas informações acerca da auditoria, diferen-
ciando-a entre interna e externa, tal que a primeira apresenta as seguintes 
características:
• Auxilia o administrador com dados/informações e permite avaliar o proces-
so de gestão.
• Meio de identificação dos processos internos e políticas conforme critérios 
estabelecidos.
• A inexistência de controles adequados expõe a vulnerabilidades, falhas e 
desperdícios, sendo, portanto, necessário realizar um acompanhamento 
sistemático.
• Compreende o setor de estoque, que apresenta como composição bens para 
fabricação ou venda, com o intuito de gerar lucro para uma determinada 
empresa.
Unidade 3 • Auditoria Interna: para quê? Quais seus objetivos?78/218
Referências 
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 8. ed., São Paulo: Atlas, 2012.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed., São Paulo: Atlas, 2003.
ATTIE, W. Auditoria Interna. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1987. 
______. Auditoria Interna. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. São Paulo: Audibra, 1992.
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 4. ed. São Paulo: Makron Books, 
1993.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
FRANCO, H. Contabilidade geral. 23. ed. São Paulo: Atlas, 1996
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
PORTALDEAUDITORIA. Diferenças básicas entre a auditoria interna e a auditoria externa. Dis-
ponível em: <http://www.portaldeauditoria.com.br/tematica/auditoriainterna_diferencasbasica-
sentreauditoria.htm>. Acesso em: 20 fev. 2017.
Unidade 3 • Auditoria Interna: paraquê? Quais seus objetivos?79/218
CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Do-
cumentos-Emitidos/Pronunciamentos>. Acesso em: 23 jun. 2017.
Referências
80/218
Assista a suas aulas
Aula 3 - Tema: Auditoria Interna: para que e 
Quais seus Objetivos? Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
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Quais seus Objetivos? Bloco II
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cb6faac6cd56e22423690bfac4f70224>.
81/201
1. Sobre a auditoria interna, assinale a alternativa correta.
a) Tem maior autonomia em relação à auditoria externa.
b) Elabora os controles internos.
c) Está subordinada à auditoria externa.
d) Emite parecer, que será publicado com as demonstrações contábeis.
e) Efetua a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos.
Questão 1
82/201
2. Entre as alternativas, identifique qual NÃO corresponde a uma atividade 
da auditoria interna.
a) O monitoramento do controle interno.
b) O exame das informações contábeis e operacionais.
c) A aprovação do relatório de auditoria externa.
d) A avaliação do processo de governança.
e) A gestão de risco.
Questão 2
83/201
3. Considerando a auditoria interna, analise os itens a seguir:
I- É uma atividade de avaliação independente dentro da empresa, que se destina a revisar as 
operações como um serviço prestado à administração.
II- É executada por um profissional ligado à empresa, ou por uma seção própria para tal fim, 
sempre em linha de independência da direção da empresa.
III- O auditor é uma pessoa de confiança dos dirigentes que não se vincula à empresa por 
contrato trabalhista, pois desenvolve trabalho temporário e sua intervenção é ajustada em 
contrato de serviço.
IV- Constitui um controle gerencial que funciona por meio de análise e avaliação da eficiência 
de outros controles.
Está correto o que se afirma em:
Questão 3
a) I, II e III.
b) II.
c) II e III.
d) I.
e) I e IV.
84/201
4. Na auditoria interna, referente aos procedimentos e informações contá-
beis, todas as informações ali registradas devem ser adequadas. Informação 
adequada é aquela confiável. Baseado nessas orações, assinale a alternativa 
correta.
a) As duas afirmações são incorretas.
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
d) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
Questão 4
85/201
5. Assinale a assertiva correta em relação ao profissional de auditoria interna.
a) Não precisa acompanhar as normas brasileiras de contabilidade.
b) A amplitude do seu trabalho e sua responsabilidade estão limitadas à sua área de atuação.
c) Trabalha de forma isolada, não interagindo com os demais setores da empresa.
d) Deve manter o sigilo profissional, não colaborando com o auditor externo.
e) Trabalha totalmente independente, respeitando as normas e políticas de sigilo interno.
Questão 5
86/201
Gabarito
1. Resposta: E.
Com relação à alternativa A, o trabalho da 
auditoria interna tem menor independên-
cia que o de auditoria externa. A alternativa 
B está incorreta, pois os auditores internos 
examinam e contribuem para a eficácia do 
sistema de controle interno através de suas 
avaliações e recomendações, mas não pos-
suem responsabilidade primária pelo pla-
nejamento, implantação e manutenção do 
processo. Igualmente, a letra C não está 
correta, pois o trabalho da auditoria interna 
deve estar subordinado à alta administração 
da empresa, para assegurar a sua indepen-
dência das demais áreas da empresa. Com 
relação à D, a auditoria interna não emite 
parecer sobre as demonstrações contábeis, 
pois é papel da auditoria externa.
2. Resposta: C. 
Auditoria interna não aprova o Relatório 
do auditor independente (da auditoria ex-
terna), pois a contratação de uma firma de 
auditoria para emitir uma opinião sobre as 
demonstrações contábeis se dá justamente 
pela necessidade de independência, o que 
não ocorreria caso essa opinião tivesse que 
ser “aprovada” pela auditoria interna. Res-
salta-se que o item A3 da NBC TA 610 esta-
belece que as funções de auditoria interna 
podem incluir os itens: - Monitoramento do 
controle interno; - Exame das informações 
contábeis e operacionais; - Revisão das ati-
vidades operacionais; - Revisão da confor-
midade com leis e regulamentos; - Gestão 
87/201
de Risco; - Avaliação do processo de gover-
nança.
3. Resposta: E.
O auditor interno é um empregado da em-
presa, e dentro de uma organização ele não 
deve estar subordinado aqueles cujo traba-
lho examina. Além disso, não deve desen-
volver atividades que ele possa vir um dia 
a examinar, para que não interfira na sua 
independência. Os auditores internos são 
colaboradores da organização. Eles de fato 
se posicionam entre o pessoal do departa-
mento de contabilidade e de administração 
para certificar a esta que aquele está fun-
cionado como deveria, e que seus relatórios 
são corretos. São empregados da empresa, 
e dentro de uma organização ele não deve 
estar subordinado aqueles cujo trabalho 
examina.
4. Resposta: D.
Em conformidade com Resolução CFC Nº 
986/03 e NBC TI 01 – Da Auditoria Interna.
5. Resposta: B.
De acordo com a NBC P3, sendo que a alter-
nativa A está incorreta, pois o profissional 
da auditoria interna deve manter o seu ní-
vel de competência profissional. Igualmen-
te, a alternativa C está errada, pois o auditor 
interno pode realizar trabalhos de forma 
compartilhada com profissionais de outras 
áreas, situação em que a equipe fará a divi-
são de tarefas segundo a habilitação técni-
ca e legal dos seus participantes. A alterna-
Gabarito
88/201
tiva D está incorreta, pois o auditor interno, 
quando previamente estabelecido com 
a administração de entidade em que atua, 
e, no âmbito de planejamento conjunto de 
trabalho a realizar, deve apresentar os seus 
papéis de trabalho ao auditor independente 
e entregar-lhe cópias, quando este enten-
der necessário.
Gabarito
89/218
Unidade 4
Detecção e prevenção de fraudes
Objetivos
1. Apresentar conceitos de detecção e prevenção de fraudes.
2. Discutir e aplicar os aspectos envolvidos na detecção e prevenção de fraudes.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes90/218
Introdução
O principal objetivo da auditoria é verifi-
car se as demonstrações contábeis estão 
de acordo com as normas societárias e se 
os controles internos estão sendo efetivos. 
Dentro do escopo da contabilidade, ela tem 
uma visão privilegiada para observar e de-
tectar fraudes que mereçam ser investiga-
das. Uma vez detectadas fraudes ou erros, o 
auditor deve aprofundar suas averiguações 
para depois emitir seu relatório e, se for o 
caso, sugerir correções e ações que as pre-
vinam.
O auditor possui função social relevante, 
uma vez que por meio do seu trabalho for-
talece a confiança das relações entre as em-
presas e a sociedade em geral.
A auditoria começou a ter notoriedade após 
a crise econômica de 1929, em que foi veri-
ficado que os balanços das companhias não 
possuíam um rigor de apuração, tampouco 
transparência na divulgação das informa-
ções financeiras, ocasionando um conside-
rável prejuízo a nível mundial. Alguns auto-
Para saber mais
Um caso importante e difundido referente à audi-
toria procedeu-se com a Master Blenders, desta-
cando a prática de “antecipação de venda”. LEAL, 
A. L. Auditoria revela fraude de R$ 200 milhões 
nocafé Pilão. 2012. 
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes91/218
res apontam este episódio como o primeiro 
problema em escala globalizada, pois uma 
crise gerada na bolsa de Nova Iorque afetou 
vários países. 
Após o final da II Guerra Mundial, muitas 
empresas, principalmente as estaduniden-
ses, expandiram seus negócios, abrindo 
subsidiárias em vários países, fortalecendo 
o trabalho das empresas de auditorias ex-
ternas, que passaram a checar os balanços 
das filiais das companhias multinacionais.
Outro ponto de impacto foram os escân-
dalos de grandes empresas, como é o caso 
da ENRON, cuja falência acarretou severos 
prejuízos a milhares de empresas e pessoas 
que possuíam ações do grupo. Assim, verifi-
cou-se que as regras para empresas de au-
ditorias deveriam passar por uma transfor-
mação, tornando-as mais rígidas e criando 
mecanismos para que ações do tipo da EN-
RON fossem evitadas.
Link
Existem vários vídeos, documentários e entrevis-
tas sobre o caso ENRON. Recomendamos assistir 
ao documentário “Os mais espertos da sala”. 
1. Detecção E Prevenção De 
Fraudes
A NBC T 11 – Normas de Auditoria Indepen-
dente das Demonstrações Contábeis (2017) 
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes92/218
– define fraude e erro:
Fraude: o ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de docu-
mentos, registros e demonstrações contábeis; 
Erro: o ato não intencional resultante de omissão, desatenção ou má interpretação de fatos 
na elaboração de registros e demonstrações contábeis.
Link
As responsabilidades do auditor nas fraudes e erros nos trabalhos de auditoria estão dispostas no site 
“portaldecontabilidade”, confira o link sugerido para verificar os aspectos da NBC T 11 – Fraude e Erro. 
Na fraude, tem-se a intenção de prejudicar 
interesses alheios, omitindo, por exemplo, 
receitas e despesas e alterando resultados 
contábeis (lucro ou prejuízo).
Os erros, por sua vez, surgem em decorrên-
cia, por exemplo, de desatenção, erros arit-
méticos (ao invés de digitar 150.000, erro-
neamente digitou-se 510.000), entre ou-
tros.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes93/218
De acordo com o ilustre mestre Lopes de Sá (1998, p. 52): 
Os erros por fraudes ou intencionais podem ser cometidos para: subtrair mercado-
rias, matérias-primas, produtos e resíduos; subtrair dinheiro; subtrair títulos; iludir 
o fisco, evitando o pagamento de impostos; dissimular atos sujeitos a penalidades; 
encobrir faltas de terceiros; alterar resultados para usufruir maiores percentagens 
em lucros; simular ocorrências; iludir a opinião de acionistas e autoridades mone-
tárias etc.” (SÁ, 1998, p. 52).
2. Detecção e Prevenção de Frau-
des X Ativo Imobilizado
Como procedimento normal de auditoria, 
todas as contas relacionadas com o Ativo 
Imobilizado devem ser consideradas por 
ocasião de sua auditoria.
Para saber mais
Sendo esta a primeira auditoria, o trabalho preci-
sará abarcar o imobilizado na plenitude e verifi-
cação do controle interno paralelamente ao con-
tábil. Posteriormente, pode-se realizar por amos-
tragem.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes94/218
Os Ativos Imobilizados são bens de per-
manência longa, não destinados à venda e 
utilizados na manutenção das atividades 
da empresa. Seu custo deve ser analisado 
considerando todos os gastos da empresa, 
até que esteja disponível para uso, quando 
então inicia-se a depreciação. Importante 
salientar que de acordo com a nova legis-
lação societária, deve-se também ativar a 
estimativa para desmontagem do bem.
Uma vez ativado o bem, a empresa precisa 
definir o seu valor residual, que de acordo 
com a NBC T 19.5 (2017), é o montante lí-
quido que a entidade espera, com razoável 
segurança, obter por um ativo no final de 
sua vida útil, deduzidos os custos esperados 
para sua venda.
Definido o custo e seu valor residual, a em-
presa precisa definir a vida útil do ativo que, 
ainda de acordo com a NBC T 19.5, o perío-
do de utilização e volume de produção re-
presentam:
a. o período durante o qual se espera 
que o ativo seja usado pela entidade; 
ou
b. quantidade de produção que se espe-
ra obter com o uso do ativo pela enti-
Para saber mais
Quando a empresa perde um bem do seu Ativo 
Imobilizado em efeito de sinistro, o valor corres-
pondente será considerado como ganho ou perda 
de capital, de acordo com a apuração do valor lí-
quido contábil do bem, seja negativo ou positivo.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes95/218
dade.
Além dos itens apresentados, a empresa 
deve manter um ótimo controle interno dos 
seguintes itens:
• Despesa de depreciação.
• Despesa de manutenção e reparos.
• Valor da venda de bens do ativo imo-
bilizado.
• Valor depreciável.
• Valor contábil de bens do ativo imo-
bilizado baixado, entre outros.
Como exemplo de fraude envolvendo imo-
bilizado, podemos citar o seguinte caso: 
um funcionário é responsável pela custódia 
dos bens e pela elaboração de lançamentos 
contábeis. Ele rouba um imobilizado e baixa 
o bem correspondente para despesa (débi-
to na conta de despesas diversas e crédito 
na conta do imobilizado).
Link
Definições, objetivo, alcance, reconhecimento e 
mensuração relacionados ao Ativo Imobilizado 
podem ser vistos no CPC 27. Busque informações 
para maior aprofundamento no assunto.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes96/218
3. Resultado da Avaliação do 
Controle Interno
Para Attie (2011, p. 297), os sistemas de 
controle interno podem ter as seguintes 
avaliações:
• Sistema de controle interno ade-
quado: o controle interno receberá 
esta avaliação se o auditor julgar que 
ele contém todos os aspectos funda-
mentais, procedimentos e práticas 
compatíveis, de forma a possibilitar 
alcançar os objetivos a que se propõe. 
Nesta situação, cabe ao auditor fazer 
os testes confirmatórios de que, na 
prática, os procedimentos instituídos 
encontram-se efetivados.
• Sistema de controle interno adequa-
do, porém, aprimorável: neste tipo de 
avaliação, o sistema de controle inter-
no, regra geral, enquadra-se na ava-
liação descrita, com destaque de que 
poderia ser aprimorado em alguma 
situação. Para exemplificar, um siste-
ma de controle interno é adequado, 
porém, algumas informações são in-
seridas de forma manual, o que pode-
ria, em algum momento, conter erros. 
Para eliminar esses eventuais erros, o 
ideal seria que todas as informações 
fossem inseridas de forma eletrônica.
• Sistema de controle interno ade-
quado com fraquezas: neste tipo de 
avaliação, o auditor, durante sua ava-
liação do sistema de controle inter-
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes97/218
no, identificou alguma inconsistência 
que afeta o fluxograma das atividades 
como um todo. Uma vez identificada 
tal fraqueza, o auditor deverá acom-
panhá-la mais de perto para identifi-
car a extensão do seu efeito sobre de-
terminada operação, dentro daquele 
controle interno estudado. Exemplifi-
cando: determinada empresa possui 
créditos a receber, porém, eventual-
mente deixa de efetuar a aprovação 
de crédito anterior a venda. Este tipo 
de fraqueza, pode fazer com que a 
empresa não receba ou tenha dificul-
dade no recebimento de suas vendas. 
Nesse caso, o auditor deverá fazer 
uma análise com maior profundidade 
dos créditos a receber, visando ajus-
tar a contas “ajuste para crédito de li-
quidação duvidosa” na contabilidade, 
comunicando tal situação à adminis-
tração e recomendando uma solução 
para sanar tal problema, aprimorando 
os controles internos existentes.
• Sistema de controle interno inade-
quado: neste tipo de avaliação, o au-
ditor considera que o sistema de con-
trole externo está vulnerável a ano-
malias, fraudes e atos dolosos contraa empresa. 
Um sistema é operado por pessoas. Existem 
sistemas inadequados que funcionam de-
vido às pessoas honestas que os operam, 
porém, esta situação não pode ser consi-
derada determinante para um sistema de 
controle adequado. Nestes casos, o auditor 
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes98/218
deve efetuar testes visando assegurar os 
interesses da empresa, recomendando re-
formulações sistêmicas, até que volte a ser 
confiável.
4. Testes de procedimentos
O teste de procedimento tem como objetivo 
ratificar que os controles internos são efe-
tivamente seguidos de forma uniforme ao 
longo do tempo. Para exemplificar este tipo 
de teste, analisa-se o processo de vendas da 
empresa. Todas as vendas devem ter o mes-
mo fluxo: análise de crédito, faturamento, 
baixa do estoque, registro contábil (Balanço 
Patrimonial e Demonstração de Resultado), 
contas a receber.
5. Controle interno de sistemas 
computadorizados
Com o crescimento das empresas, tanto em 
tamanho, como em operações, surge a ne-
cessidade de abandonar os papéis em que 
anteriormente tudo era controlado e adotar 
sistemas computadorizados.
Para a auditoria, o que gerará segurança, 
seja em papel, seja em sistemas computado-
rizados, será a segurança sentida nos con-
troles internos mantidos. No caso de siste-
mas computadorizados, deve-se levar em 
consideração não só a segurança quanto ao 
desenvolvimento do sistema, mas também a 
segurança física dos equipamentos, a segu-
rança do sistema como um todo, a seguran-
ça das pessoas que o acessam, entre outros.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes99/218
Glossário
Depreciação: é a redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação 
da natureza ou obsolescência.
Valor depreciável: valor depreciável, amortizável e exaurível é o custo de um ativo, menos o seu 
valor residual.
Valor contábil: é o montante pelo qual o ativo está registrado na contabilidade, líquido da res-
pectiva depreciação acumulada e das perdas por redução ao valor recuperável.
Questão
reflexão
?
para
100/218
A auditoria interna tem o papel de verificar se as rotinas 
e os procedimentos empresarias estão sendo executa-
dos de acordo com o planejado. Nesse contexto, qual o 
papel da auditoria interna da detecção e prevenção de 
fraudes?
101/218
Considerações Finais
Os controles internos são vitais para resguardar a empresa quanto a esquemas 
de fraudes. No entanto, a valorização, motivação e conscientização de seus 
funcionários são fatores igualmente relevantes.
É preciso que se entenda que o bom funcionamento dos controles internos 
depende da eficiência e eficácia das pessoas que os planejam e executam e, 
nesse sentido, é cabível ressaltar que as pessoas estão sujeitas a pressões in-
ternas ou externas, como problemas de saúde em família com consequências 
financeiras, e tais pressões as tornam vulneráveis e passíveis de erros (inten-
cionais ou não).
Outro aspecto relevante é a questão do papel do auditor na avaliação dos con-
troles internos, pois no decorrer desse trabalho é que as fraudes podem vir a 
ser descobertas, dependendo muito de sua perspicácia para identificar áreas 
vulneráveis ou fatos suspeitos.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes102/218
Referências
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
ATTIE, W. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1987. 
______. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1992.
______. Auditoria: conceitos e aplicações. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. Audibra, 1992.
Conselho Federal De Contabilidade (C.F.C). NBC: Normas Brasileiras de Contabilidade. Disponível 
em: <http://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/>. Acesso em: 26 jun. 2017.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
FIGUEIREDO, S. N. A auditoria contábil e a criminalística. Revista Brasileira de Contabilidade. n. 
123, 2000.
LEAL, A. L. Auditoria revela fraude de R$ 200 milhões no café Pilão. 2012. Disponível em: 
<http://veja.abril.com.br/economia/auditoria-revela-fraude-de-r-200-milhoes-no-cafe-pilao/>. 
Acesso em: 22 fev. 2017.
Unidade 4 • Detecção e prevenção de fraudes103/218
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
SÁ, A. L. Curso de auditoria. São Paulo: Atlas, 1998. 
Referências
104/218
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Aula 4 - Tema: Detecção e Prevenção de Frau-
des. Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
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Aula 4 - Tema: Detecção e Prevenção de Frau-
des. Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
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cfe36251e7bd67470b3119814346b3f0>.
105/201
1. Com relação à auditoria interna, assinale a alternativa correta.
a) A auditoria interna está obrigada a corroborar à administração indícios ou confirmações de 
irregularidades detectadas ao longo do trabalho de prevenção de fraudes ou erros, sempre 
por escrito e de modo reservado.
b) Durante a fase de execução dos trabalhos é que se realiza a análise dos riscos da auditoria 
interna.
c) Os testes substantivos objetivam a aquisição de evidência em relação à suficiência, exatidão 
e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade, bem como obtenção de 
uma razoável segurança de que os processos de controle interno instituídos pela adminis-
tração estão em efetivo funcionamento.
d) Os testes substantivos dividem-se em testes de transações e saldos; e procedimentos de 
revisão sintética.
e) Na aplicação dos testes substantivos devem ser considerados apenas os procedimentos: 
inspeção e observação.
Questão 1
106/201
2. Assinale a alternativa correta. O contador, na condição de auditor in-
terno de uma entidade, deve mencionar irregularidade com efeitos rele-
vantes sobre o resultado, descoberta durante a realização de seu trabalho, 
independentemente da obrigação de manter sigilo sobre aquilo de que 
tenha tomado conhecimento. Assim, este profissional:
a) Deve divulgar inicialmente à administração da empresa.
b) Deve divulgar aos funcionários.
c) Deve divulgar a terceiros.
d) Deve divulgar aos credores
e) Não deve divulgar.
Questão 2
107/201
3 Leia atentamente as assertivas e identifique se elas referem-se a erros 
ou fraudes a serem apontados pelo auditor interno revisando os esto-
ques das empresas.
I- O inventário tem 100 peças a menos do que o registrado na contabilidade. Não há 
fatos (novas vendas ou baixas) que justifiquem essa diferença.
II- Tributos recuperáveis estão contabilizados como custo dos estoques.
III- Parte da depreciação de itens do setor administrativo foi contabilizada como depre-
ciação do setor fabril.
A correlação entre os itens anteriores é, respectivamente:
a) Fraude, fraude e fraude.
b) Fraude, erro e erro.
c) Erro, fraude e erro.
d) Erro, erro e erro.
e) Fraude, erro e fraude.
Questão 3
108/201
4. Ao executar suas atividades rotineiras, analisando a documentação con-
tábil, o auditor interno detectou, em determinado dia, a conta “caixa” da 
entidade com saldo contábil credor. Assinale a alternativa que apresenta a 
justificativa para tal fato.
a) A conta “caixa” nunca reflete a realidade nas empresas.
b) Pagamento feito via banco, erroneamente foi registrado na conta “caixa”.
c) Representa um “estouro de caixa”, situação decorrente, por exemplo, de receitas recebidas, 
mas não contabilizadas.d) É normal as empresas terem operações extraoficiais.
e) A empresa comprou mercadorias a prazo, mas foi contabilizado à vista.
Questão 4
109/201
5. Uma das atribuições do Conselho Monetário Nacional (CMN) é a de-
terminação de percentagem máxima dos recursos que as instituições fi-
nanceiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas. 
Com relação a esta afirmação, assinale a alternativa correta.
a) Esta afirmação é verdadeira.
b) Esta afirmação é falsa.
c) Esta determinação não inibe fraudes e erros.
d) A percentagem máxima citada na afirmação refere-se ao valor de 30.
e) A CMN está vinculada exclusivamente ao Ministério da Fazenda, portanto, suas decisões são 
alinhadas em relação à política.
Questão 5
110/201
Gabarito
1. Resposta: A.
Os testes substantivos visam à obtenção de 
evidência quanto à suficiência, exatidão e 
validade dos dados produzidos pelo sistema 
contábil da entidade, dividindo-se em: tes-
tes de transações e saldos; procedimentos 
de revisão analítica. Inspeção, observação, 
investigação e confirmação são técnicas de 
auditoria e não testes.
2. Resposta: A.
Em conformidade com NBC PI 01 (2017): “O 
auditor interno deve respeitar o sigilo relati-
vamente às informações obtidas durante o 
seu trabalho, não as divulgando para tercei-
ros, sob nenhuma circunstância, sem auto-
rização expressa da entidade em que atua”.
3. Resposta: B.
Com relação ao item I, o inventário físico 
apresenta diferença de 100 itens a menos 
que a quantidade registrada na contabilida-
de. Não existem vendas justificando essas 
saídas nem baixas por perda ou perecimen-
to. A empresa foi consultada e não conse-
gue explicar a falta dos 100 itens. Logo, re-
presenta FRAUDE. O IPI e o ICMS das maté-
rias-primas adquiridas estão contabilizados 
nos custos dos estoques, o que caracteriza o 
item II como ERRO. A depreciação apropria-
da ao custo dos produtos em processo con-
siderava parte da depreciação dos itens de 
bens patrimoniais utilizados nos escritórios 
111/201
administrativos da empresa, sendo assim, o 
item III é ERRO.
4. Resposta: C.
De acordo com as normas de auditoria, a 
melhor explicação corresponde a “estouro 
de caixa”, situação decorrente, por exem-
plo, de receitas recebidas, mas não conta-
bilizadas.
5. Resposta: A.
A Lei nº 4595, 31 de dezembro de 1964, 
dispõe sobre a política e as instituições mo-
netárias, bancárias e creditícias, cria o Con-
selho Monetário Nacional e dá outras pro-
vidências.
Art. 4º - Compete privativamente ao Con-
selho Monetário Nacional:
X - Determinar a percentagem máxima dos 
recursos que as instituições financeiras po-
derão emprestar a um mesmo cliente ou 
grupo de empresas;
112/218
Unidade 5
Controles: contas a pagar, tributos e estoques
Objetivos
• Apresentar conceitos e aplicabilidade da auditoria e controle interno nos grupos de contas 
a pagar, tributos e estoque.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques113/218
Introdução
As contas a pagar, tributos e estoques são 
classificados no Balanço Patrimonial nos 
grupos de Passivo Circulante e Ativo Circu-
lante, respectivamente. Estes são itens do 
balanço de intensa movimentação e que 
compõem as análises de endividamento das 
empresas, caracterizando como obrigações 
e bens.
Nas contas a pagar, a principal conta que 
destacamos é a conta de Fornecedores, na 
qual contabilizamos todas as operações de 
compra de mercadorias, matéria-prima ou 
produtos acabados que irão compor o es-
toque da companhia. Dentro dos concei-
tos contábeis, são as origens de recursos, 
que também conhecemos como capital de 
terceiros, pois está financiando a atividade 
das empresas. A relação desta conta afeta 
diretamente o fluxo de caixa da companhia, 
com forte dependência na capacidade da 
empresa de operar de forma eficiente um 
estoque mínimo.
Sobre o estoque, que é classificado no Ativo 
Circulante, é a aplicação dos recursos origi-
nados do capital de terceiros. Mesmo sendo 
classificados como um bem para empresa, 
os estoques podem ser grandes “vilões” 
para a companhia. Falta de controle e tra-
balhar com estoque em volumes altos po-
dem resultar em perda de caixa, obrigando 
a companhia a destinar parte de seus recur-
sos financeiros (caixa) que ficaram imobili-
zados até que o giro do estoque se conclua 
entre: Produção  Venda  Recebimento.
Continuando no grupo de Passivo Circu-
lante, registramos outras contas que serão 
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques114/218
exigidas, ou seja, com data de vencimento 
conhecida. Podemos destacar as contas de 
Salários, Encargos Sociais e Provisões de Fé-
rias e 13º Salários, que refletem toda a mo-
vimentação que as companhias possuem 
referente aos gastos com a folha de paga-
mento mensal.
Convém destacarmos as contas dos Tribu-
tos a pagar. Uma companhia industrial e co-
mercial poderá ter nestas contas um grande 
valor a pagar devido à complexa carga tri-
butária e pelo fato que no Brasil temos uma 
concentração desta carga nos produtos. 
Deste modo, podemos compreender me-
lhor a necessidade que as companhias pos-
suem de controlar e auditar estes grupos de 
contas. A auditora deverá verificar através 
de testes, análises documentais, checagem 
presencial e análises das apurações dos tri-
butos, se os valores registrados no balanço 
patrimonial refletem exatamente o que a 
companhia deve e possui em estoque.
1. Contas A Pagar E Tributos
Inicialmente, faz-se necessário apresentar 
alguns conceitos relacionados ao capítulo 
em estudo, de acordo com o CPC 25 - Pro-
visões, Passivos Contingentes e Ativos Con-
tingentes (2017).
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques115/218
Passivo corresponde a uma obrigação pre-
sente da entidade proveniente de eventos 
passados, cuja liquidação se espera que re-
sulte em uma saída de recursos da entidade 
que incorporam benefícios econômicos.
Para o CPC 25 - Provisões, Passivos Contin-
gentes e Ativos Contingentes (2017), a de-
finição de Passivo contingente é:
(a) uma obrigação possível que resul-
ta de eventos passados e cuja existên-
cia será confirmada apenas pela ocor-
rência ou não de um ou mais eventos 
futuros incertos não totalmente sob 
controle da entidade; ou 
(b) uma obrigação presente que resul-
ta de eventos passados, mas que não 
é reconhecida porque:
(i) não é provável que uma saída de 
recursos seja exigida para liquidar a 
obrigação, ou
(ii) o valor da obrigação não pode ser 
mensurado com suficiente confiabili-
dade.
Contas a pagar são passivos a pagar por 
conta de bens ou serviços fornecidos ou 
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques116/218
recebidos e que tenham sido faturados ou 
formalmente acordados com o fornecedor, 
por exemplo, tem-se o consumo de energia 
elétrica.
Passivos derivados de apropriações por 
competência são passivos a pagar por bens 
ou serviços fornecidos ou recebidos, mas 
que não tenham sido pagos, faturados ou 
formalmente acordados com os fornecedo-
res de matéria-prima ou de produtos para 
revenda, serviços contratados de terceiros 
(contadores, advogados, pessoal de manu-
tenção), internet/telefonia, valores devidos 
a empregados (salários, férias, 13º salário) 
e tributos a pagar (impostos, taxas, contri-
buições, encargos sociais).
1.1 Reconhecimento Inicial e 
Subsequente
A entidade só irá reconhecer um passivo fi-
nanceiro quando esta for parte do contrato, 
e quando a obrigação especificada no con-
trato for retirada, cancelada ou expirar, tal 
passivo financeiro deverá ser baixado ou re-
Para saber mais
O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 25 é 
estabelecer que sejam aplicados critérios de re-
conhecimento e bases de mensuração apropria-
dos a provisõese a passivos e ativos contingentes 
e que seja divulgada informação suficiente nas 
notas explicativas para permitir que os usuários 
entendam a sua natureza, oportunidade e valor.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques117/218
movido das suas demonstrações contábeis.
De acordo com o item 43 do Pronuncia-
mento Técnico CPC 38 (2017), um passivo 
financeiro deve ser mensurado inicialmente 
pelo seu valor justo, mas no caso de passi-
vo financeiro que não seja pelo valor justo 
por meio do resultado, deve ser mensurado 
pelos custos de transação que sejam dire-
tamente atribuíveis à aquisição ou emissão 
do ativo financeiro ou passivo financeiro.
Para a mensuração subsequente, a regra 
geral é que a entidade mensure todos os 
passivos financeiros pelo custo amortiza-
do, usando o método dos juros efetivos. Ve-
rifique as exceções no CPC 48, item 47.
Para saber mais
O objetivo do CPC 48 é estabelecer princípios para 
reconhecer e mensurar ativos financeiros, passi-
vos financeiros e alguns contratos de compra e 
venda de itens não financeiros. Os requisitos para 
apresentar os instrumentos financeiros estão no 
Pronunciamento Técnico CPC 39 – Instrumentos 
Financeiros: Apresentação –, e os requisitos para 
divulgar informações a respeito de instrumen-
tos financeiros estão no Pronunciamento Técnico 
CPC 40 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques118/218
2. Auditoria Tributária
O objetivo da auditoria tributária é verificar 
dentro dos controles da empresa se a apu-
ração e recolhimentos dos tributos, assim 
como se as obrigações acessórias, estão 
sendo apuradas, registradas e entregues 
nos termos da lei.
Antes de efetuar a liquidação de algum tipo 
de tributo, este passa por um processo de 
apuração, que consiste em levantamentos 
dentro das operações da empresa, ou seja, 
verificação dos fatos geradores de paga-
mento de algum tipo de tributo, bem como, 
dependendo do regime tributário que a em-
presa está inserida, ela poderá tomar crédi-
to de um determinado imposto. Utilizare-
mos o caso do ICMS para exemplificação: 
imaginemos uma empresa comercial, que 
compra e vende calçados, em que vamos 
apurar os valores totais de compra e venda 
de um determinado mês. Ela está tributa-
riamente inserida em um regime que pode-
rá recuperar crédito deste imposto nas suas 
compras de mercadoria e pagará o imposto 
no momento da venda dos seus produtos 
para seus clientes. Também neste exemplo, 
vamos supor que ela esteja localizada no 
estado de São Paulo e que compra de uma 
indústria paulista.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques119/218
Tabela 1 | Exemplo: apuração ICMS.
Fonte: elaborada pelo autor.
-30.600,00
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques120/218
No exemplo, podemos verificar que a empresa revendedora terá um valor de ICMS a Pagar de 
R$ -30.600,00, que deverá ser contabilizado no balanço patrimonial (conta ICMS a Pagar – Pas-
sivo Circulante). Portanto, para cada tipo de tributo temos que a auditoria deverá testar os pro-
cedimentos de apuração geradores dos valores a pagar de tributos. Isto implica testar os fatos 
geradores destes impostos.
Para saber mais
Segundo o Código Tributário Nacional (1966), a definição de tributo é:
Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, 
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa ple-
namente vinculada. Trata-se de prestação pecuniária, ou seja, cujo conteúdo é expresso em moeda.
Os tributos são separados por espécies tributárias, conforme sintetizado na Figura 1.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques121/218
Figura 1 | Espécies de tributos
Fonte: elaborada pelo autor.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques122/218
2.1 Principais formas de tribu-
tação
Lucro real é sinônimo de lucro verdadeiro, 
sendo essa expressão utilizada pelo fisco 
para designar o “lucro tributável”. O lucro 
real constitui a base de cálculo do imposto 
de renda das pessoas jurídicas em geral, e 
pode ser entendido como o acréscimo real 
do patrimônio da empresa, em determina-
do período. A legislação em vigor define lu-
cro real como “o lucro líquido do período de 
apuração ajustado pelas adições, exclusões 
ou compensações prescritas ou autoriza-
das” (BRASIL, 1977).
O lucro líquido do período de apuração é a 
soma algébrica do lucro operacional, dos 
resultados não operacionais e das partici-
pações, e deverá ser determinado com ob-
servância dos preceitos da lei comercial, 
mediante escrituração contábil de todos os 
fatos com implicações patrimoniais, todas 
as receitas, custos e despesas. No aspecto 
técnico, é a forma mais correta de se apurar 
um lucro tributável por ser tributado sobre 
um lucro apurado e de forma justa, conside-
rando todos os ajustes adicionais ou dedu-
tíveis previstos em lei. Nesse sistema, há a 
necessidade de manter a escrituração con-
tábil com todas as formalidades legais, co-
merciais e fiscais, ou seja, para se manter no 
sistema de lucro real, a empresa terá como 
encargo o ônus burocrático de uma estru-
tura administrativa, financeira e contábil de 
entidade de médio a grande porte.
O lucro presumido é uma forma de tribu-
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques123/218
tação simplificada do Imposto de Renda e 
Contribuição Social sobre o lucro em que se 
usa como base de cálculo do imposto um 
percentual sobre a receita bruta. A forma de 
apuração do Imposto de Renda com base no 
lucro presumido é aquela em que são dis-
pensadas as informações contábeis para 
fins tributários. O faturamento bruto da 
empresa é calculado a partir de todas as re-
ceitas da empresa (venda de bens e presta-
ção de serviços), juntamente com os rendi-
mentos com aplicações financeiras, ganho 
de capital, locação de imóveis etc., excluin-
do todas as vendas canceladas e transfe-
rências. O lucro da empresa não precisa ser 
documentado, é estimado de acordo com 
um percentual do faturamento, sendo que 
este percentual varia de setor para setor.
A tributação pelo lucro presumido é regula-
mentada pelos artigos 516 a 528 do Regu-
lamento do Imposto de Renda (Decreto nº 
3.000/99).
O Simples Nacional é o regime especial uni-
ficado de arrecadação de tributos e con-
tribuições pelas micro e pequenas empre-
sas. De acordo com a Lei Complementar nº 
123/2006, através do documento de arre-
cadação unificada é recolhido mensalmen-
te os seguintes impostos e contribuições: 
Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica 
(IRJP), Imposto sobre Produtos Industrializa-
dos (IPI), Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido (CSLL), Contribuição para o Finan-
ciamento da Seguridade Social (COFINS), 
Contribuição Patronal Previdenciária (CPP), 
Imposto sobre Operações Relativas à Cir-
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques124/218
culação de Mercadorias e Sobre Prestações 
de Serviços de Transportes Interestadual e 
Intermunicipal e de Comunicações (ICMS) e 
o Imposto sobre Serviços de Qualquer Na-
tureza (ISS), são impostos e contribuições 
abrangidos pelo Simples Nacional (BRASIL, 
2006).
A base de cálculo do Simples Nacional é a 
receita brutal mensal. As alíquotas/percen-
tuais estão previstas em tabelas/anexos, de 
acordo com as atividades das empresas e 
com a receita bruta acumulada.
3. Estoques
De acordo com o CPC 16 (R1) (2017) – Esto-
ques, Estoques são ativos mantidos:
• Para venda no curso normal dos ne-
gócios.
• No processo de produção para venda.
• Na forma de materiais ou suprimen-
tos a serem consumidos no processo 
de produção ou na prestação de ser-
viços.
O controle dasmercadorias em estoque e 
de sua movimentação nas compras e ven-
das pode ser processado de dois modos: 
inventário periódico e permanente. No in-
ventário periódico, a empresa não mantém 
o controle de custo de cada venda. No fim 
do período, calcula-se o custo das merca-
dorias vendidas. É adotado por empresas 
de pequeno e médio porte, assim como por 
empresas de grande porte que mantêm um 
elevado número de itens em estoque, o que 
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques125/218
impossibilita ou dificulta a adoção do siste-
ma de inventário permanente. 
No inventário permanente, o CMV é apura-
do a cada venda. Nele, a conta Mercadorias 
tem seu saldo ajustado após cada operação 
de compra ou venda, indicando o estoque 
efetivamente existente. Por isso, se houver 
um inventário, o valor encontrado deverá 
coincidir com o saldo dessa conta.
No Brasil, em função dos efeitos da infla-
ção, os métodos mais conhecidos para fins 
de controle permanente de estoques, con-
forme o Regulamento do Imposto de Renda 
(1999) e CPC 16 (R1) (2017), são (RIR/99 e 
CPC 16 (R1)):
• PEPS / FIFO – Primeiro que entra pri-
meiro que sai / First in First Out. O 
CMV é apurado com base no custo de 
aquisição das mercadorias mais anti-
gas em estoque. Logo, o estoque final 
corresponde ao valor das unidades 
mais recentes. 
• Média Ponderada Móvel: o CMV é le-
vantado com base na média aritméti-
ca dos custos de aquisição das merca-
dorias existentes em estoque.
• Comparação entre os métodos com 
inflação: no caso de inflação de pre-
ços, o PEPS apresenta menor CMV e 
maior estoque final frente ao UEPS.
• Comparação entre os métodos com 
deflação: no caso de deflação de pre-
ços, o PEPS apresenta maior CMV e 
menor estoque final em comparação 
ao UEPS.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques126/218
Conforme o CPC 16 (R1) (2017), outras for-
mas para mensuração do custo do estoque 
podem ser usadas por conveniência se os 
resultados se aproximarem do custo, tais 
como custo padrão, método do varejo e mé-
todo do custo específico.
O custo padrão leva em consideração os ní-
veis adequados de utilização dos materiais, 
dos bens de consumo, da mão de obra, as-
sim como a eficiência na utilização da capa-
cidade produtiva. Ele deve ser regularmente 
revisto à luz das condições correntes. As va-
riações relevantes do custo padrão em re-
lação ao custo real devem ser alocadas nas 
contas e nos períodos adequados de forma 
a se ter os estoques de volta ao seu custo.
O método do varejo consiste em se estabe-
lecer uma relação entre o custo de aquisição 
das mercadorias e o seu preço de venda. Tal 
relação é, então, aplicada sobre o preço de 
venda da mercadoria, no período conside-
rado, para determinar seu custo estimado.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques127/218
No método do custo específico, atribui-se como custo de aquisição de uma unidade o valor efe-
tivamente pago na sua compra, independente da data de sua entrada no estabelecimento. Para 
que isso seja possível, é necessário que todos os itens mantidos em estoque sejam rigorosamen-
te controlados, de forma a determinar quanto foi gasto na aquisição de cada um. 
Para saber mais
O objetivo do Pronunciamento CPC 16 (R1) é estabelecer o tratamento contábil para os estoques, confor-
me já foi discutido. A questão fundamental na contabilização dos estoques é quanto ao valor do custo a ser 
reconhecido como ativo e mantido nos registros até que as respectivas receitas sejam reconhecidas. Este 
pronunciamento proporciona orientação sobre a determinação do valor de custo dos estoques e sobre o 
seu subsequente reconhecimento como despesa em resultado, incluindo qualquer redução ao valor rea-
lizável líquido. Também proporciona orientação sobre o método e os critérios usados para atribuir custos 
aos estoques. 
Vejamos o seguinte exemplo: determinada empresa apresentou, no mês de dezembro de 2016, 
os saldos descritos por:
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques128/218
Contas:
Estoque de MPinicial: R$ 20.000,00 e final: R$ 15.500,00
Estoque de produtos em elaboraçãoinicial: R$10.000,00 e final: R$ 13.250,00
Estoque de produtos acabadosinicial: R$ 7.750,00 e final: R$ 35.750,00
Informações adicionais:
• Os custos de mão de obra direta foram de R$20.500,00.
• Os custos indiretos de fabricação foram de R$25.000,00. 
• Não foram feitas compras de matérias-primas no período.
• Não houve registros de perdas por redução ao valor realizado líquido ou de outras perdas 
em estoque. 
Para efetuarmos o cálculo do custo dos produtos vendidos no período, faremos: 
Custeio por absorção:
Estoque Inicial de matéria-prima – 20.000,00
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques129/218
+ Compras de matéria-prima – 0
= matéria-prima Disponível = 20.000,00
(-) Estoque final de matéria-prima – (15.500)
= Matéria-prima consumida = 4.500,00
+ Mão de obra – 20.500,00
+ Custos indiretos de fabricação – 25.000,00
= Custo de produção do período = 50.000,00
+ Estoque inicial de produtos em elaboração – 10.000,00
= Custo total de produção = 60.000,00
(-) Estoque final de produtos em elaboração – (13.250,00)
= Custo dos produtos acabados = 46.750
+ Estoque Inicial de produtos acabados – 7.750,00
= Custos dos produtos disponíveis = 54.500,00
(-) Estoque final de produtos acabados – ( 35.750,00)
= Custo dos produtos vendidos = 18.750,00
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques130/218
Glossário
Provisões: é um passivo de prazo ou de valor incerto.
Ativos contingentes: é um ativo possível que resulta de eventos passados, cuja existência será 
confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não total-
mente sob controle da entidade.
Custo amortizado: custo amortizado de ativo financeiro ou de passivo financeiro é a quantia 
pela qual o ativo financeiro ou o passivo financeiro é medido no reconhecimento inicial, menos 
os reembolsos de capital, mais ou menos a amortização cumulativa usando o método dos juros 
efetivos de qualquer diferença entre essa quantia inicial e a quantia no vencimento, e menos 
qualquer redução (diretamente ou por meio do uso de conta redutora) quanto à perda do valor 
recuperável ou incobrabilidade.
Questão
reflexão
?
para
131/218
Em que situação uma empresa pode efetuar o levanta-
mento físico dos estoques em data anterior a do encer-
ramento do exercício social?
132/218
Considerações Finais
A auditoria e os controles internos são vitais para resguardar e preservar a em-
presa quanto aos itens Contas a Pagar, Tributos e Estoques. Em linhas gerais, 
o trabalho da auditoria nos estoques são os seguintes: verificar se as quan-
tidades de bens declarados existem efetivamente; verificar se a composição 
dos custos e suas avaliações estão de acordo com as normas contábeis e se os 
procedimentos são consistentes em relação ao ano anterior.
Em relação às contas a pagar e tributos, o trabalho da auditoria está relaciona-
do com a verificação da classificação e avaliação correta no Balanço Patrimo-
nial; verificar se os tributos estão contabilizados corretamente; se as obriga-
ções estão contabilizadas a valor presente.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques133/218
Referências
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo.6. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
ATTIE. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1987. 
______. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1992.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. São Paulo: Audibra, 1992.
BRASIL. Decreto-Lei n. 1.598, de 26de dezembro de 1977. Altera a legislação so imposto sobre 
a rebda. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del1598.htm>. Aces-
so em: 23 jun. 2017.
______. Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e 
institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm>. Acesso em: 23 jun. 2017.
______. Decreto n. 3.000, de 26 de março de 1999. Regulamenta a tributação, fiscalização, 
arrecadação e administração do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza. Dispo-
nível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm>. Acesso em: 23 jun. 2017.
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques134/218
______. Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional 
da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis n. 8.212 e 8.213, 
ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo De-
creto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei n. 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei 
Complementar n. 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis n. 9.317, de 5 de dezembro de 
1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/LCP/Lcp123.htm>. Acesso em: 23 jun. 2017.
CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Do-
cumentos-Emitidos/Pronunciamentos>. Acesso em: 23 jun. 2017.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
FIGUEIREDO, S. N. A auditoria contábil e a criminalística. Revista Brasileira de Contabilidade. n. 
123, 2000.
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
PRONUNCIAMENTO Técnico CPC 16 (R1): estoques. Brasília, 2009. Disponível em: <http://www.
cpc.org.br>. Acesso em: 15 fev. 2017.
Referências
Unidade 5 • Controles: contas a pagar, tributos e estoques135/218
PRONUNCIAMENTO Técnico CPC 25: Provisões. Brasília, 2016. Disponível em: <http://www.cpc.
org.br>. Acesso em: 15 fev. 2017.
PRONUNCIAMENTO Técnico CPC 38: instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração. 
Brasília, 2009. Disponível em: <http://www.cpc.org.br>. Acesso em: 15 fev. 2017.
PRONUNCIAMENTO Técnico CPC 39: instrumentos financeiros: apresentação. Brasília, 2009. 
Disponível em: <http://www.cpc.org.br>. Acesso em: 15 fev. 2017.
PRONUNCIAMENTO Técnico CPC 40: instrumentos financeiros: evidenciação. Brasília, 2012. Dis-
ponível em: <http://www.cpc.org.br>. Acesso em: 15 fev. 2017.
PRONUNCIAMENTO Técnico CPC 48: instrumentos financeiros. Brasília, 2016. Disponível em: 
<http://www.cpc.org.br>. Acesso em: 15 fev. 2017.
LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966, Código Tributário Nacional. Disponível em: < http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm>. Acessado em: 09 de julho 2017.
DECRETO Nº 3.000, DE 26 DE MARÇO DE 1999, Regulamento do Imposto de Renda. Disponível 
em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm>. Acessado em: 09 de julho 2017.
SÁ, A. L. Curso de auditoria. São Paulo: Atlas, 1998. 
Referências
136/218
Assista a suas aulas
Aula 5 - Tema: Controles: Contas a Pagar, Tribu-
tos, Estoques. Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
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d47a/2fc6205ecffc784529224ba949f8edd4>.
Aula 5 - Tema: Controles: Contas a Pagar, Tribu-
tos, Estoques. Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/c48c102c80dc0d1708616962b9cf-
d47a/3408b3a0dca672d19cd9b2179e186ed4>.
137/201
1. Uma matéria-prima foi adquirida por R$ 5.000,00, incluídos nesse valor 
R$ 200,00 referentes a IPI e R$ 242,00 relativos a ICMS. O frete de R$ 306,00 
foi pago pelo vendedor, que enviou o material via aérea. Considerando-se 
que os impostos são recuperáveis, assinale a alternativa que apresenta o va-
lor registrado em estoques.
a) R$ 2.558,00. 
b) R$ 4.558,00. 
c) R$ 3.218,00. 
d) R$ 3.214,00. 
e) R$ 5.000,00.
Questão 1
138/201
2. Uma determinada empresa apresentou os seguintes dados referentes 
ao ano de 2012:
- Estoque inicial igual a zero.
- Produção anual de 600 unidades com venda de 500 unidades.
- Custo variável unitário de R$16,00.
- Preço de venda unitário de R$25,00.
- Custo fixo anual de R$4.000,00.
- Despesas fixas anuais de R$450,00.
- Despesa variável unitária de R$1,50 para cada unidade vendida.
Sabendo-se que a empresa utiliza o custeio por absorção, assinale a alternativa correta?
Questão 2
139/201
a) Lucro bruto de R$2.000,00.
b) Lucro bruto de R$2.000,00 e Prejuízo de R$950,00.
c) Lucro bruto de R$400,00 e Lucro líquido de R$50,00.
d) Lucro bruto de R$ 1.165,00.
e) Lucro bruto de R$ 2.400,00 e Lucro líquido de R$ 550,00
Questão 2
140/201
3. Uma empresa industrial aplicou no processo produtivo, no mês de agos-
to de 2010, R$ 60.000,00 de matéria-prima, R$ 50.000,00 de mão de obra 
direta e R$ 40.000,00 de gastos gerais de fabricação. O saldo dos estoques 
de produtos em elaboração, em 31.7.2010, era no valor de R$13.000,00, e 
em 31.8.2010 de R$20.000,00. O custo dos produtos vendidos, no mês de 
agosto, foi de R$80.000,00 e não havia estoque de produtos acabados em 
31.7.2010. Com base nas informações, assinale a opção que apresenta o 
saldo final, em 31.8.2010, dos estoques de produtos acabados.
Questão 3
a) R$ 63.000,00.
b) R$ 55.000,00.
c) R$ 120.000,00.
d) R$ 135.000,00.
e) R$ 130.000,00.
141/201
4. Assinale a alternativa correta. O valor do ICMS que é levado ao resultado 
do exercício representa:
Questão 4
a) ICMS sobre compras.
b) ICMS sobre vendas.
c) ICMS a pagar.
d) ICMS a receber.
e) ICMS a compensar.
142/201
5. As aquisições a prazo de matérias-primas são registradas na conta de:
Questão 5
a) Salários a pagar.
b) Fornecedores.
c) Contas a pagar.
d) Empréstimos a pagar.
e) Financiamentos a pagar.
143/201
Gabarito
1. Resposta: B.
A resolução do problema pode ser vista a seguir:
Valor de Aquisição R$ 5.000 
IPI Incluso (Recuperável) (R$ 200)
ICMS Incluso (Recuperável) (R$ 242)
(=) Valor a ser Registrado em Estoque R$ 4.558
2. Resposta: D.
A resolução está sintetizada a seguir:
Apropriação de Custos Unitário Unidades Total
Custo Variável R$ 16,00 600 R$ 9.600
Custo Fixo R$ 6,67 600 R$ 4.000
Custo Total Unitário R$ 22,67 R$ 13.600
Demonstração de Resultado Unitário Unidades Valor
Receita de Vendas R$ 25,00 500 R$ 12.500
(-) Custo dos Produtos Vendidos R$ 22,67 500 (R$ 11.335)
(=) Lucro Bruto R$ 1.165
144/201
3. Resposta: A.
Verifique a solução da questão:
Cálculos Valores - R$
Estoque de Produtos Acabados no Início do Período -
(+) Produtos em Elaboração no Início do Período 13.000
(+) Matéria-Prima 60.000
(+) Mão de Obra Direta 50.000
(+) Gastos Gerais de Fabricação 40.000
 Soma 163.000
(-) Produtos em Elaboração no Final do Período (20.000)
(=) Produtos Acabados no Período 143.000
(-) Custo dos Produtos Vendidos 80.000
(=) Estoque de Produtos Acabados 63.000
4. Resposta: B.
O ICMS que vai para o resultado, como dedução das vendas é o ICMS sobre vendas.
Gabarito
145/201
5. Resposta: B.
As compras de mercadorias a prazo, devem ser registradas na conta de “Fornecedores”.
Gabarito
146/218
Unidade 6
Papéis de trabalho: conceitos e definições
Objetivos
1. Apresentar conceitos referentes a papéis de trabalho utilizados por auditores.
2. Apresentar modelos de papéis de trabalho.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições147/218
Introdução
Entre as NBCTAs – Normas Brasileiras de 
Contabilidade – aplicadas à auditoria con-
vergentes com as Normas Internacionais 
de Auditoria Independente emitidas pela 
Ifac, há a exigência de que o auditor deve 
recolher elementos comprobatórios sufi-
cientes a fim de apoiar seu parecer sobre as 
demonstrações financeiras. Tais papéis de 
trabalho têm como principais objetivos:
• Auxiliar o auditor durante a execução 
de seu trabalho.
• Servir como base para avaliação dos 
auditores.
• Ajudar no trabalho da próxima audi-
toria.
1. Tipos de Papéis de Trabalho
1.1. Programa de Auditoria
Programa de auditoria é um papel de traba-
lho elaborado pelas empresas de auditoria 
a ser preenchido pelos auditores. Ele é divi-
dido basicamente em três partes:
• Listagem dos procedimentos de audi-
toria.
• Espaço para assinatura do auditor 
responsável pela execução daquela 
atividade de auditoria.
• Espaço para comentários e observa-
ções.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições148/218
1.2 Papéis Elaborados pelo Auditor
São aqueles papéis de trabalho elaborados pelo próprio auditor à medida que analisa as diversas 
contas contábeis da empresa, registrando as evidências obtidas ao longo da execução de seu 
trabalho.
Podem ser manuais ou preenchidos via computador. Geralmente as folhas são quadriculadas 
com 6, 12 ou 16 colunas.
Para saber mais
 Na auditoria privada os papéis de trabalho são de propriedade do auditor, já no setor público, a pro-
priedade dos papéis de trabalho é da unidade de auditoria ou de controle interno. Nesse último caso, as 
unidades de auditoria ou de controle interno devem possuir um organizado sistema de gerenciamento de 
arquivo, a fim de salvaguardar esses documentos.
1.3 Outros Papéis de Trabalho
Os papéis de trabalho são todos os documentos e informações registrados pelo auditor na rea-
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições149/218
lização de seu trabalho. Além do programa 
de auditoria e dos papéis elaborados pelo 
auditor, ele pode utilizar de outros docu-
mentos, tais como:
• Cartas de Confirmação de Terceiros 
(ex.: contas correntes, contas a rece-
ber).
• Cópias de documentos Importantes 
(Estatuto Social, Contratos).
Os papéis de trabalho representam os regis-
tros de tudo que foi examinado e analisado 
pelo auditor. A seguir, destaca-se aspectos 
fundamentais dos papéis de trabalho: 
• Completabilidade: os papéis de tra-
balho necessitam ser completos por si 
só. Nele precisam estar todas as infor-
mações que embasaram o auditor no 
seu parecer. Devem seguir uma lógica, 
um planejamento, que deve estar de 
acordo com os objetivos a serem al-
cançados. Eles precisam ser comple-
tos, pois poderão servir de auxílio para 
auditorias futuras ou até para provas 
em juízo.
• Objetividade: durante o trabalho de 
auditoria, o auditor se defronta com 
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições150/218
um número muito grande de informa-
ções, tem acesso a vários documen-
tos. Tais informações precisam ser 
filtradas de forma que sejam registra-
das nos papéis de trabalho apenas as 
informações relevantes.
• Concisão: os papéis de trabalho de-
vem ser escritos com clareza e de for-
ma breve. A concisão caracteriza um 
bom texto.
• Lógica: as informações contidas nos 
papéis de trabalho devem ser apre-
sentadas na sequência natural dos 
fatos e de forma lógica. Faz-se mister 
que seja formulado um programa ló-
gico de condução do trabalho.
• Limpezas: os papéis de trabalho de-
vem estar livres de imperfeições e in-
correções.
2. Natureza Dos Papéis De Tra-
balho
Os papéis de trabalho podem ser classifi-
cados como de natureza corrente ou per-
manente. Os correntes são utilizados em 
apenas um exercício social, já os perma-
nentes são utilizados em mais de um exer-
cício social. A seguir, apresentam-se alguns 
exemplos de papéis de trabalho.
• Correntes: Caixa e Bancos; Contas a 
receber; Estoques; Aplicações Finan-
ceiras; Investimentos; Imobilizado; In-
tangível; Contas a Pagar; Patrimônio 
Líquido; Receitas e Despesas.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições151/218
• Permanentes: Estatuto Social/Contrato Social; Cópias de contratos e atas; Manuais de pro-
cedimentos internos; Legislações específicas de empresas.
Para saber mais
Genericamente, o arquivo permanente necessita abordar assuntos de interesse para consulta sempre que 
se deseja dados relacionados ao sistema, área ou unidade objeto da auditoria. 
3. Exemplos de Tiques Usados nos Papéis de Trabalho
Os tiques de auditoria são símbolos que servem para mostrar a execução dos trabalhos, de onde 
vieram as informações e sua organização. A Figura 1 apresenta alguns símbolos ou tiques de 
auditoria.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições152/218
Figura 1 | Tique de auditoria.
Fonte: Slideplayer (s.d.).
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições153/218
4. Revisão e Controle dos Papéis de Trabalho
Visando garantir que o serviço de auditoria seguiu as normas de auditoria geralmente aceitas, os 
papéis de trabalho devem ser revisados pelos pares da equipe, que geralmente é composta por 
auditor assistente, semissênior, sênior, gerente e sócio.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições154/218
De acordo com instruções da CVM e CFC, os papéis de trabalho devem ser arquivados por um 
período mínimo de cinco anos e são de propriedade dos auditores.
Para saber mais
De acordo com a Resolução CFC nº 828/98 NBC T 11 - IT 2 Papéis trabalho e documentação auditoria - 
D.O.U de 15/12/1998, o auditor deve conservar seus papéis de trabalho em boa guarda, pelo prazo de 
cinco anos contados a partir da emissão de sua opinião sobre determinada transação.
5. Codificação dos Papéis de Trabalho
A codificação dos papéis de trabalho visa facilitar o arquivamento, bem como resumir os traba-
lhos realizados. Esta codificação pode ser realizada por um sistema numérico ou alfabético ou 
combinação entre os dois. Na Tabela 1, podemos verificar exemplos de codificação.
Tabela 1 | Exemplo de codificação
Codificação Descrição
BL Balanço Patrimonial
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições155/218
DR Demonstração de Resultado
C Controle de estoque
C -1 Controle de Matéria-prima
C 1 -1 Controle de Matéria-prima Filial 01
C1 – 1
1
Contagem física realizada na filial 01
Fonte: elaborada pelo autor..
6. Modelo de Papel de Trabalho de Auditoria
A utilização deste modelo de papel de trabalho não dispensa a formalização de outros Papéis de 
Trabalho de Auditoria (PTA), quando o auditor revisor julgar necessário. Caso a amostra selecio-
nada seja superior à quantidade de colunas previstas, o auditor revisor deve inserir a quantidade 
de colunas necessária. O auditor revisor deve anexar ao presente modelo a documentação que 
suporta sua opinião para cada item. Os itens descritos na coluna Assunto são meramente suges-
tivos.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições156/218
Quadro 1 | Modelo de papel de trabalho de auditoria em campo
N° Assunto
Ponto 
Observado
Possíveis 
Consequências
Recomendações
1 Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Ju-
rídicas e Físicas) de Auditores Independentes – 
NBC PA 01
2 O Auditor revisor estabeleceu políticas e proce-
dimentos em relação às consultas.
3 Para auditoria de demonstrações contábeis de 
companhias abertas, o Auditor revisor estabe-
leceu políticas e procedimentos para requerer a 
revisão de controle de qualidade do trabalho.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições157/218
4 Os procedimentos requeridos pelas políticas da 
firma sobre revisão de controle de qualidade do 
trabalho foram adotados?
5 O Auditor revisor estabeleceu políticase proce-
dimentos para que as equipes de trabalho com-
pletem a montagem dos arquivos finais do tra-
balho no momento oportuno, depois da finaliza-
ção dos relatórios do trabalho?
6 Foi requerido que as pessoas que executam o 
trabalho ou a revisão do controle de qualidade 
do trabalho não estejam envolvidas na inspeção 
desses trabalhos?
7 O relatório de asseguração foi adequadamente 
dirigido aos usuários previstos?
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições158/218
8 O auditor revisor utilizou o julgamento e o ce-
ticismo profissional ao avaliar a quantidade e a 
qualidade das evidências e, por conseguinte, sua 
suficiência e adequação para fundamentar o re-
latório de asseguração?
Fonte: elaborado pelo autor.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições159/218
Glossário
IFAC: Federação Internacional de Contadores.
CVM: Comissão de Valores Mobiliários.
Auditor assistente: auditor que possui entre zero e dois anos de experiência em auditoria.
Questão
reflexão
?
para
160/218
A auditoria, ainda que não requerida por lei para todas as empre-
sas, é de suma importância para o amadurecimento dos negócios, 
transmitindo credibilidade aos acionistas por meio de suas de-
monstrações contábeis. Na execução do trabalho de auditoria, vi-
sando registrar todas as etapas executadas e até mesmo, se neces-
sário para provar algo em juízo, os auditores se utilizam dos papéis 
de trabalho. Relacione três exemplos de papéis de trabalho perma-
nentes.
161/218
Considerações Finais
Nos papéis de trabalho do auditor ficam registradas todas as evidências do 
trabalho de auditoria. Tais documentos são de posse do auditor responsável e 
devem ser arquivados por, no mínimo, cinco anos. Quanto aos tipos de papéis 
de trabalho, eles podem ser classificados em programas de auditoria, papéis 
elaborados pelo auditor e outros papéis de trabalho. Quanto à natureza eles 
podem ser correntes e permanentes.
Unidade 6 • Papéis de trabalho: conceitos e definições162/218
Referências
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed., São Paulo: Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed., São Paulo: Atlas, 2003.
ATTIE, W. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1987. 
______. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1992.
AUDIBRA – Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da 
auditoria interna. 2. ed. São Paulo: Audibra, 1992.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
FIGUEIREDO, S. N. A auditoria contábil e a criminalística. Revista Brasileira de Contabilidade nº 
123. Brasília: Conselho Federal de Contabilidade, 2000.
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
SÁ, A. L. Curso de auditoria. São Paulo: Atlas, 1998.
163/218
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Aula 6 - Tema: Papéis de Trabalho: Conceitos e 
Definições. Bloco I
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pApiv2/embed/c48c102c80dc0d1708616962b9cf-
d47a/91c11fc09593b6197d467adb1d8f6dfc>.
Aula 6 - Tema: Papéis de Trabalho: Conceitos e 
Definições. Bloco II
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d47a/a7ab2b30500db5ebc446a92c6d526b8c>.
164/201
1. Assinale a alternativa que apresenta o tempo que os papéis de trabalho 
permanentes podem ser utilizados.
Questão 1
a) Um exercício social.
b) Dois exercícios sociais.
c) Três exercícios sociais.
d) Vários anos.
e) Por tempo indeterminado.
165/201
2. Assinale a opção que apresenta o objetivo principal de codificar e refe-
renciar os papéis de trabalho.
Questão 2
a) Facilitar de imediato a identificação das informações.
b) Avaliar os auditores.
c) Estabelecer o planejamento da auditoria.
d) Levantar pontos construtivos para o relatório comentário.
e) Meramente ilustrativo para que se possa elaborar uma apresentação final.
166/201
3. Assinale a alternativa que representa um dos objetivos do programa 
de auditoria.
Questão 3
a) Aumentar a lucratividade da empresa auditada.
b) Estabelecer uma estrutura organizacional mais adequada para a empresa auditada.
c) Padronizar os procedimentos dos auditores de uma mesma empresa auditada.
d) Melhorar a disposição física das máquinas.
e) Cumprir unicamente uma determinação legal para todas as empresas, independentemente 
do tamanho.
167/201
4. São exemplos de papéis de trabalho de auditoria de natureza Corrente, 
exceto:
Questão 4
a) Caixa e Banco.
b) Estoque.
c) Contas a Pagar.
d) Contrato Social.
e) Imobilizado.
168/201
5. Assinale a alternativa que apresenta com quem devem ficar em poder 
os papéis de trabalho.
Questão 5
a) Da CVM.
b) Do CFC.
c) Da diretoria.
d) Do auditor.
e) Do fornecedor principal.
169/201
Gabarito
1. Resposta: D.
Os papéis de trabalhados podem ser classi-
ficados como de natureza corrente ou per-
manente. Os de correntes são utilizados em 
apenas um exercício social, já os permanen-
tes são utilizados em mais de um exercício 
social.
2. Resposta: A.
Os papéis de trabalho devem ser codifica-
dos de forma a possibilitar que as informa-
ções sejam facilmente encontradas.
3. Resposta: C.
Dentre os principais objetivos dos progra-
mas de auditoria está a padronização dos 
procedimentos de auditoria dos profissio-
nais de uma mesma organização.
4. Resposta: D.
Contrato Social é um papel de trabalho de 
natureza permanente.
5. Resposta: D.
De acordo com a NBC TA (2017), os papéis 
de trabalho são de posse do auditor.
170/218
Unidade 7
Planejamento de auditoria
Objetivos
• Apresentar conceitos referentes ao planejamento da auditoria.
• Orientar como deve ser feito o planejamento da auditoria.
Unidade 7 • Planejamento de auditoria171/218
Introdução
Entre as NBC TA – Normas Brasileiras de 
Contabilidade Aplicadas à Auditoria con-
vergentes com as Normas Internacionais 
de Auditoria Independente emitidas pela 
Ifac, há a NBC TA 300 – Planejamento da 
Auditoria de Demonstrações Contábeis –, 
que trata da responsabilidade do auditor no 
planejamento das auditorias. Os principais 
objetivos a serem atingidos com o planeja-
mento são:
• Adquirir conhecimento a respeito da 
empresa, suas atividades, rotinas e 
organização.
• Planejar quantidade de horas na exe-
cução dos serviços.
• Determinar amplitude dos testes de 
auditoria.
• Tentar identificar problemas nas áreas 
de contabilidade, finanças, tributária, 
entre outras.
Para saber mais
De acordo com a Norma Brasileira de Contabi-
lidade Interpretação Técnica, NBC T 11 –IT – 07 
(2017) Planejamento Da Auditoria, item 1, o pla-
nejamento da auditoria é a etapa do trabalho na 
qual o auditor independente estabelece a estra-
tégia geral dos trabalhos a executar na entidade 
a ser auditada, elaborando-o a partir da contra-
tação dos serviços, estabelecendo a natureza, a 
oportunidade e a extensão dos exames, de modo 
que possa desempenhar uma auditoria eficaz. 
Unidade 7 • Planejamento de auditoria172/218
1. Áreas da Empresa a Serem Analisadas pelo Auditor
1.1 Financeira
Na área financeira, o auditor analisará: o fluxo financeiro; se a empresa tem ciclo financeiro ou 
não, ou seja, se há períodos em que ela precisa se autofinanciar; os credores de forma geral, en-
cargos e pagamentos; índices de liquidez; conta de clientes; investimentos da empresa; outros 
que se fizerem necessários.
Para saber mais: Alguns indicadores financeiros podem ser extraídos das informações do balanço através de aplicação de 
algumas fórmulas:
Circulante Passivo
Circulante Ativo Corrente Liquidez =
CirculantePassivo
Estoques - Circulante Ativo Seca Liquidez =
Circulante Passivo
Disponível Imediata Liquidez =
Circulante Não Passivo Circulante Passivo
Prazo Longo a Realizável Circulante Ativo Geral Liquidez
+
+
=
Para saber mais
Alguns indicadores financeiros podem ser extraídos 
das informações do balanço através de aplicação de 
algumas fórmulas:
Circulante Passivo
Circulante Ativo Corrente Liquidez =
Circulante Passivo
Estoques - Circulante Ativo Seca Liquidez =
Circulante Passivo
Disponível Imediata Liquidez =
Circulante Não Passivo Circulante Passivo
Prazo Longo a Realizável Circulante Ativo Geral Liquidez
+
+
=
Unidade 7 • Planejamento de auditoria173/218
1.2 Contabilidade
No setor de contabilidade o auditor anali-
sará: se as normas contábeis vigentes es-
tão sendo adotadas; se há uniformidade, 
respeitada a característica qualitativa da 
comparabilidade; data de fechamento das 
demonstrações contábeis; outros que se fi-
zerem necessários.
1.3 Orçamentos
No setor de orçamentos, o auditor analisa-
rá: as projeções orçamentárias da empresa; 
comparações entre o orçado e o realizado; 
outros que se fizerem necessários.
1.4 Recursos Humanos
No setor de recursos humanos, o auditor 
analisará: políticas de pessoal (admissão, 
treinamento, salariais); outros que se fize-
rem necessários.
1.5 Vendas
No setor de vendas, o auditor analisará: par-
ticipação da empresa no mercado; cancela-
mento de vendas; política de garantias; ou-
Unidade 7 • Planejamento de auditoria174/218
tros que se fizerem necessários.
1.6 Outros pontos a serem ana-
lisados pelo auditor
Além das áreas apresentadas, faz-se mister 
que na execução de seu trabalho, o auditor 
também analise minuciosamente os proce-
dimentos e rotinas das seguintes áreas na 
empresa: políticas e rotinas de compras; es-
toque; imobilizados; inventário; obrigações 
acessórias; processos envolvendo a empre-
sa; outros que se fizerem necessários.
2. Planejando As Horas De Audi-
toria
Devido à maioria das empresas fechar suas 
demonstrações contábeis em dezembro, há 
um acúmulo de serviços nas empresas de 
auditoria nos três primeiros meses do ano. 
Para equilibrar esta situação, os auditores 
devem executar maior volume de serviços 
de auditoria nas visitas preliminares, sem-
pre que possível.
Link
Recomenda-se a leitura do Planejamento da au-
ditoria interna- NBC T- 12 – da Auditoria Interna. 
Unidade 7 • Planejamento de auditoria175/218
Algumas atividades que podem ser desen-
volvidas nas visitas preliminares:
• Detecção de problemas.
• Avaliação do Controle Interno.
• Revisão analítica de informações con-
tábeis.
• Testes de receitas, compras, deprecia-
ções.
• Atualização da pasta de permanentes.
O valor da hora de trabalho de um auditor, 
em decorrência do nível de conhecimento 
técnico exigido, é bastante elevado. Para 
minimizar o valor da auditoria, o auditor 
deve, sempre que possível, utilizar o pessoal 
da empresa auditada para auxiliá-lo na exe-
cução de seus serviços. Algumas atividades 
que podem ser executadas pelo pessoal da 
empresa:
• Conciliação bancária.
• Apanhar documentos.
• Reconciliação de cartas de circulari-
zação.
Ainda no planejamento e início da auditoria, 
o auditor deve encaminhar à administração 
da empresa documento com data para ser 
respondido, solicitando os seguintes docu-
mentos e informações:
• Cópias das demonstrações contábeis.
• Análise de contas.
• Reconciliações bancárias.
• Extratos bancários de todas as contas 
Unidade 7 • Planejamento de auditoria176/218
da empresa.
• Cópias de atas.
• Cópia de todos os contratos da empresa.
O planejamento da auditoria deve ser feito considerando a quantidade de horas preliminares e 
finais e quem executará as etapas, por exemplo, o auditor assistente, semissênior, ou sênior.
Para saber mais
Planejamento da auditoria interna – NBC T-12 – da Auditoria Interna
12.2.1.1 – O planejamento do trabalho de auditoria interna compreende os exames preliminares da 
entidade, para definir a amplitude do trabalho a ser realizado de acordo com as diretivas estabeleci-
das pela administração.
12.2.1.2 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos, 
especialmente os seguintes:
a) o conhecimento detalhado dos sistemas contábil e de controles internos da entidade e seu grau 
Unidade 7 • Planejamento de auditoria177/218
Para saber mais
de confiabilidade;
b) a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados;
c) a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos 
exames da auditoria interna;
d) o uso do trabalho de especialistas e outros auditores;
e) os ciclos operacionais da entidade relacionados com volume de transações e operações;
f) o conhecimento das atividades operacionais da entidade, como suporte para a análise eficaz 
dos procedimentos e sistemas de contabilidade de custos que estão sendo aplicados para acom-
panhar e controlar o uso e o consumo de recursos, visando verificar a existência de desvios em re-
lação às rotinas preestabelecidas;
g) o conhecimento da execução orçamentária, tanto operacional como de investimentos, no sen-
tido de verificar a exatidão de apropriação dos valores, se os desvios estão sendo controlados e se 
as consequentes ações corretivas estão sendo aplicadas.
Unidade 7 • Planejamento de auditoria178/218
Para saber mais
12.2.1.3 – O auditor interno deve documentar seu planejamento e preparar, por escrito, o programa 
de trabalho, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, 
em termos de natureza, oportunidade e extensão.
12.2.1.4 – Os programas de trabalho, estruturados de forma a servir como guia e meio de controle, 
devem ser revisados e ou atualizados quando necessário.
Unidade 7 • Planejamento de auditoria179/218
Glossário
Fluxo financeiro: é uma ferramenta que controla a movimentação financeira (as entradas e sa-
ídas de recursos financeiros), em um período determinado, de uma empresa.
Ciclo financeiro: é o período entre o prazo médio de pagamento a fornecedores e o prazo mé-
dio de recebimento das vendas. 
Ciclo financeiro = PMDR (prazo médio das duplicatas a receber) – PMPF (prazo médio de pa-
gamento a fornecedores)
Índices de liquidez: os índices de liquidez são razões entre variáveis contábeis de uma empresa 
que visam fornecer um indicador da capacidade da empresa de pagar suas dívidas, a partir da 
comparação entre os direitos realizáveis e as exigibilidades.
Questão
reflexão
?
para
180/218
Em suas análises, o auditor percebeu que o Prazo Médio 
de Recebimento de Vendas – PMRV – aumentou de um 
ano para outro de 100 para 130 dias. Em decorrência 
desse fato, mencione o que pode ter causado o aumento 
neste indicador e quais impactos pode causar nos demais 
setores da empresa.
181/218
Considerações Finais
O planejamento de auditoria é de extrema importância para que o trabalho al-
cance seus objetivos com um menor custo possível. No planejamento, os prin-
cipais objetivos a serem atingidos são: adquirir conhecimento prévio acerca da 
empresa; obter cooperação do pessoal da empresa; determinar a amplitude, 
natureza e datas dos testes de auditoria. Para obter este conhecimento pré-
vio, faz-se necessário que o auditor estude diversos setores da empresa, por 
exemplo, financeiro, contábil, orçamentário, pessoal, vendas, fiscal, legal entre 
outros.
Unidade 7 • Planejamento de auditoria182/218
Referências
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed., São Paulo: Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed., São Paulo, Atlas, 2003.
ATTIE, W. Auditoriainterna. São Paulo: Atlas, 1987. 
______. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1992.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. São Paulo: Audibra, 1992.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
FIGUEIREDO, S. N. A auditoria contábil e a criminalística. Revista Brasileira de Contabilidade. n. 
123, 2000.
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
SÁ, A. L. Curso de auditoria. São Paulo: Atlas, 1998. 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, CFC. Normas Brasileiras de Contabilidade. Disponí-
vel em: http://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/. Acessado em: 09 de julho 
2017.
183/218
Assista a suas aulas
Aula 7 - Tema: Planejamento de Auditoria. Blo-
co I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
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184/201
1. Assinale a alternativa que contempla quais problemas o auditor pode de-
tectar ao fazer a análise da área de orçamento.
Questão 1
a) Normas contábeis não sendo seguidas.
b) Alterações no contrato social da empresa. 
c) Produtos obsoletos. 
d) Ausência de um efetivo controle sobre as despesas. 
e) Falta de comprometimento da área de orçamentos.
185/201
2. Assinale a alternativa que contempla quais problemas o auditor pode 
detectar ao realizar uma análise da área de recursos humanos.
Questão 2
a) Falhas nas políticas de pessoal.
b) Mudança no critério de avaliação de estoque.
c) A empresa foi autuada.
d) Problemas de liquidez da empresa.
e) Falta de comprometimento da área de recursos humanos.
186/201
3. Assinale a alternativa que apresenta quais problemas o auditor pode 
detectar com uma análise da área financeira.
Questão 3
a) A empresa não cumpre normas de segurança do trabalho.
b) A empresa não conserva o meio ambiente.
c) Término de matéria-prima.
d) Necessidade da constituição de uma provisão de juros para atender às dívidas em atraso 
com fornecedores.
e) Nenhuma das alternativas.
187/201
4. Assinale a alternativa que contempla quais problemas o auditor pode 
detectar com uma análise da área contábil.
Questão 4
a) Situação atual dos processos da empresa.
b) Depreciações mal aplicadas.
c) Causa dos cancelamentos das vendas.
d) Atas de reunião mal elaboradas.
e) Nenhuma das alternativas.
188/201
5. Assinale a alternativa que apresenta quais problemas o auditor pode 
detectar fazendo análise da área de vendas.
Questão 5
a) Problemas ambientais.
b) Junto ao CFC.
c) Competência do gerente financeiro.
d) Bens permanentes obsoletos.
e) A empresa está perdendo mercado de seus produtos para outros concorrentes.
189/201
Gabarito
1. Resposta: D.
As normas contábeis não sendo seguidas 
são detectadas no departamento contábil; 
As alterações no contrato social da empresa 
no departamento legal; Os produtos obso-
letos no departamento de operações.
2. Resposta: A.
A mudança no critério de avaliação de es-
toque é detectada no departamento contá-
bil; A empresa foi autuada no departamento 
Legal; Os problemas de liquidez da empresa 
detectados no departamento financeiro.
3. Resposta: D.
Entre as alternativas apresentadas na 
questão, a única ligada à área financeira é 
a alternativa D. As alternativas A e B estão 
ligadas ao departamento legal da empresa 
e a opção C ao departamento de compras.
4. Resposta: B.
A situação atual dos processos da empresa 
é detectada no departamento legal; A cau-
sa dos cancelamentos das vendas no depar-
tamento de Vendas; As atas de reunião mal 
elaboradas detectadas no departamento 
legal.
190/201
5. Resposta: E.
Os problemas ambientais são detectados 
no setor Legal; junto ao CFC no setor de 
Contabilidade; A competência do gerente 
financeiro no setor financeiro; Os bens per-
manentes obsoletos no setor de contabili-
dade; A empresa está perdendo mercado 
de seus produtos para outros concorrentes 
é detectado no setor de vendas.
Gabarito
191/218
Unidade 8
Metodologias de emprego da auditoria
Objetivos
• Apresentar conceitos gerais e órgãos relacionados com a auditoria.
• Apresentar conjuntos de normas de auditoria adotadas e vigentes no Brasil.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria192/218
Introdução
A origem da auditoria externa está ligada 
à evolução do sistema capitalista. Com a 
ampliação das instalações fabris e adminis-
trativas, a empresa passou a buscar inves-
tidores. Esses investidores precisavam co-
nhecer a posição patrimonial e financeira, 
a lucratividade, o endividamento, a gestão 
dessas empresas, entre outros. Parte dessas 
informações são disponibilizadas por meio 
das Demonstrações Contábeis. Para dar 
credibilidade a essas demonstrações, surge 
o auditor externo, que passou a examinar e 
emitir opiniões de forma técnica acerca das 
Demonstrações Contábeis.
Para saber mais
O termo auditor em latim como substantivo, sig-
nificava “aquele que ouve”, ou “ouvinte”, nada 
podendo configurar que seria representado aque-
le que opinaria a respeito de algo que comprovou 
ser verdade ou não.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria193/218
1. Órgãos Relacionados com os 
Auditores
1.1 CVM
A Comissão de Valores Mobiliários foi criada 
pela Lei nº 6.385/76 sendo uma autarquia 
vinculada ao Ministério da Fazenda. É um 
órgão fiscalizador do mercado de capitais. 
Para que o auditor externo possa exercer 
suas atividades, deve registrar-se na CVM. 
Segundo a Instrução CVM 308/99, o auditor 
pode requerer seu registro como pessoa fí-
sica ou jurídica (BRASIL, 1999). 
A seguir serão apresentados os requisitos 
para registro como pessoa física em confor-
midade com CVM 308/99.
• Estar registrado junto ao Conselho Re-
gional de Contabilidade; Ter exercido 
a atividade de auditoria de demons-
trações contábeis, dentro do territó-
rio nacional, por período não inferior a 
cinco anos, consecutivos ou não, con-
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria194/218
tados a partir da data do registro em 
Conselho Regional de Contabilidade, 
na categoria de contador;
• Estar exercendo atividade de audito-
ria independente, mantendo escritó-
rio profissional legalizado, em nome 
próprio, com instalações compatíveis 
com o exercício da atividade, em con-
dições que garantem a guarda e o sigi-
lo dos documentos e informações de-
correntes dessa atividade, bem como 
a privacidade no relacionamento com 
seus clientes;
• Possuir conhecimento permanente-
mente atualizado sobre o ramo de ati-
vidade, os negócios e as práticas con-
tábeis e operacionais de seus clientes; 
• Ter sido aprovado no exame de quali-
ficação técnica (BRASIL, 1999).
Para saber mais
Para obter o registro como auditor independente 
junto a CVM, o interessado (profissional autôno-
mo ou sociedade de auditoria) deve satisfazer às 
Normas de Registro e de Exercício da Atividade de 
Auditoria Independente no âmbito do Mercado 
de Valores Mobiliários contidas na Instrução CVM 
308. No item Do registro, suas categorias e condi-
ções, no art. 4º, constam as exigências para regis-
tro de auditor pessoa jurídica.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria195/218
1.2 Instituto dos Auditores do 
Brasil – IBRACON
O Instituto dos Auditores Independentes do 
Brasil – Ibracon – foi criado em 13 de de-
zembro de 1971. Surgiu da união do Institu-to dos Contadores Públicos do Brasil (ICPB) 
e do Instituto Brasileiro de Auditores Inde-
pendentes (Ibai), em prol da obtenção de 
uma melhor estrutura e representatividade 
em benefício da profissão. 
1.3 Conselho Federal de Con-
tabilidade e Regionais (Sistema 
CFC/CRC)
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) 
é uma autarquia especial corporativa do-
tada de personalidade jurídica de direito 
público. Criado e regido por legislação es-
pecífica, Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de 
maio de 1946, apresenta, entre outras fina-
lidades, nos termos da legislação em vigor, 
principalmente a de orientar, normatizar e 
fiscalizar o exercício da profissão contábil, 
por intermédio dos Conselhos Regionais de 
Contabilidade.
1.4 Instituto dos Auditores In-
ternos do Brasil - AUDIBRA
O Instituto dos Auditores Internos do Brasil 
é uma entidade civil sem fins econômicos 
que tem como objetivo fortalecer a profis-
são de auditoria interna no país, oferecendo 
conhecimento e novas técnicas que agre-
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria196/218
guem valor à carreira dos seus associados, atualizando e certificando esses profissionais. Sua 
fundação ocorreu em 20 de novembro de 1960 e hoje é um dos 10 maiores em atuação no mun-
do entre as afiliadas do IIA Global (The Institute of Internal Auditors), sediado nos Estados Unidos.
1.5 Comitê de Pronunciamento Contábil
Criado pela Resolução CFC nº 1.055/05, o CPC tem como objetivo:
o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre pro-
cedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natu-
reza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasilei-
ra, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, 
levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos 
padrões internacionais (CPC, 2017).
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria197/218
2. Normas Internacionais De Au-
ditoria Adotadas No Brasil
Em função da convergência internacional 
das normas contábeis, por meio da Resolu-
ção CFC n° 1.328/11, o Conselho Federal de 
Contabilidade regulamenta a estrutura das 
Para saber mais
Características Básicas do CPC: O CPC é total-
mente autônomo das entidades representadas, 
deliberando por 2/3 de seus membros; O Conse-
lho Federal de Contabilidade fornece a estrutura 
necessária; Seis entidades compõem o CPC, mas 
outras poderão vir a ser convidadas futuramente; 
Os membros do CPC, dois por entidade, na maio-
ria Contadores, não auferem remuneração.
normas brasileiras de contabilidade.
Entre as normas técnicas que estabelecem 
conceitos doutrinários, regras e procedi-
mentos aplicados de contabilidade estão 
as NBC TA - de Auditoria Independente de 
Informação Contábil Histórica, que serão 
apresentadas, contendo o número da nor-
ma e a finalidade de cada uma delas.
NBC TA – DE AUDITORIA INDEPEN-
DENTE
NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL, 
NBC TA 200 a 810
NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL: esta 
estrutura conceitual define e descreve os 
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria198/218
elementos e os objetivos de um trabalho 
de asseguração, identificando os trabalhos 
aos quais são aplicadas as Normas Técni-
cas de Auditoria (NBC TA), Normas Técnicas 
de Revisão (NBC TR) e Normas para Outros 
Trabalhos de Asseguração (NBC TO).
• NBC TA 200 - Objetivos Gerais do Au-
ditor Independente e a Condução da 
Auditoria em Conformidade com Nor-
mas de Auditoria - A NBC TA 200 foi 
alterada e consolidada em 19.08.2016 
como NBC TA 200 (R1). 
• NBC TA 210 - Concordância com os 
Termos do Trabalho de Auditoria: res-
ponsabilidade do auditor indepen-
dente em estabelecer os termos de 
um trabalho de auditoria com a admi-
nistração e, quando apropriado, com 
os responsáveis pela governança. 
• NBC TA 220 - Controle de Qualidade 
da Auditoria de Demonstrações Con-
tábeis: responsabilidades específicas 
do auditor em relação aos procedi-
mentos de controle de qualidade da 
auditoria de demonstrações contá-
beis.
• NBC TA 230 - Documentação de Au-
ditoria: responsabilidade do auditor 
na elaboração da documentação para 
a auditoria das demonstrações con-
tábeis. As exigências específicas de 
documentação de outras normas não 
limitam a aplicação desta norma. Leis 
ou regulamentos podem estabelecer 
exigências adicionais de documenta-
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria199/218
ção. 
• NBC TA 240 - responsabilidade do 
Auditor em relação à fraude, no con-
texto da auditoria de Demonstrações 
Contábeis. Especificamente, detalha 
a forma como a NBC TA 315 – Iden-
tificação e Avaliação dos Riscos de 
Distorção Relevante por meio do En-
tendimento da Entidade e de seu Am-
biente e a NBC TA 330. 
• NBC TA 250 - Consideração de Leis 
e Regulamentos na Auditoria de De-
monstrações Contábeis: responsabili-
dade do auditor pela consideração de 
leis e regulamentos ao executar a au-
ditoria de Demonstrações Contábeis. 
Esta norma não se aplica a outros tra-
balhos de asseguração em que o au-
ditor seja especificamente contratado 
para testar e relatar separadamente 
sobre a conformidade com leis ou re-
gulamentos específicos.
• NBC TA 260 - Comunicação com os 
Responsáveis pela Governança: tra-
ta da responsabilidade do auditor in-
dependente na comunicação com os 
responsáveis pela governança na au-
ditoria de Demonstrações Contábeis. 
Não estabelece requisitos relaciona-
dos à comunicação do auditor com 
a administração ou proprietários da 
entidade, a menos que eles também 
sejam responsáveis pela governança.
• NBC TA 265 - Comunicação de Defi-
ciências de Controle Interno: respon-
sabilidade do auditor de comunicar 
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria200/218
apropriadamente, aos responsáveis 
pela governança e à administração, as 
deficiências de controle interno que 
foram identificadas na auditoria das 
Demonstrações Contábeis.
• NBC TA 300 - Planejamento da Audi-
toria de Demonstrações Contábeis.
• NBC TA 315 - Identificação e Avalia-
ção dos Riscos de Distorção Relevan-
te por meio do Entendimento da En-
tidade e do seu Ambiente: trata da 
responsabilidade do auditor na iden-
tificação e avaliação dos riscos de dis-
torção relevante nas demonstrações 
contábeis por meio do entendimento 
da entidade e do seu ambiente, inclu-
sive do controle interno da entidade. 
• NBC TA 320 - Materialidade no Plane-
jamento e na Execução da Auditoria.
• NBC TA 330 - Resposta do Auditor aos 
Riscos Avaliados: trata da responsabi-
lidade do auditor ao planejar e imple-
mentar respostas aos riscos de distor-
ção relevante, identificados e avalia-
dos pelo auditor de acordo com a NBC 
TA 315 na auditoria de Demonstra-
ções Contábeis.
• NBC TA 402 - Considerações de Au-
ditoria para a Entidade que Utiliza 
Organização Prestadora de Serviços: 
trata da responsabilidade do auditor 
da usuária dos serviços em obter evi-
dência de auditoria apropriada e su-
ficiente quando a entidade utiliza os 
serviços de uma ou mais organizações 
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria201/218
prestadoras de serviços.
• NBC TA 450 - Avaliação das Distorções 
Identificadas durante a Auditoria: tra-
ta da responsabilidade do auditor in-
dependente em avaliar o efeito de dis-
torções identificadas na auditoria e de 
distorções não corrigidas, se houver, 
nas Demonstrações Contábeis.
• NBC TA 500 - Evidência de Auditoria: 
define o que constitui evidência na au-
ditoria de Demonstrações Contábeis e 
trata da responsabilidade do auditor 
na definição e execução de procedi-
mentos de auditoria para a obtenção 
de evidência de auditoria apropriada e 
suficiente que permita dispor de con-
clusões razoáveis para fundamentar a 
opinião do auditor.
• NBC TA 501 - Evidência de Audito-ria – Considerações Específicas para 
Itens Selecionados: trata das conside-
rações específicas do auditor para ob-
ter evidência de auditoria apropriada 
e suficiente, em conformidade com a 
NBC TA 330, NBC TA 500 e outras nor-
mas relevantes com relação a certos 
aspectos da conta “Estoque” do ativo, 
assim como os litígios e reclamações 
envolvendo a entidade, e informações 
por segmentos na auditoria das De-
monstrações Contábeis.
• NBC TA 505 - Confirmações Exter-
nas: trata do uso de procedimentos de 
confirmação externa pelo auditor de 
acordo com os requisitos da NBC TA 
330 – Resposta do Auditor aos Riscos 
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria202/218
Avaliados e da NBC TA 500 – Evidência 
de Auditoria.
• NBC TA 510 - Trabalhos Iniciais – Sal-
dos Iniciais: trata da responsabilidade 
do auditor independente em relação 
aos saldos iniciais em um trabalho de 
auditoria inicial (primeira auditoria).
• NBC TA 520 - Procedimentos Analíti-
cos: trata do uso, pelo auditor, de pro-
cedimentos analíticos substantivos.
• NBC TA 530 - Amostragem em Audi-
toria: aplica-se quando o auditor in-
dependente decide usar amostragem 
na execução de procedimentos de au-
ditoria.
• NBC TA 540 - Auditoria de Estimati-
vas Contábeis, Inclusive do Valor Justo, 
e Divulgações Relacionadas: refere-se 
à responsabilidade do auditor inde-
pendente em relação às estimativas 
contábeis, incluindo as contábeis do 
valor justo e respectivas divulgações 
em auditoria de Demonstrações Con-
tábeis.
• NBC TA 550 - Partes Relacionadas: 
trata da responsabilidade do auditor 
no que se refere ao relacionamento e 
às transações com partes relaciona-
das durante a execução da auditoria 
de Demonstrações Contábeis.
• NBC TA 560 - Eventos Subsequentes: 
trata da responsabilidade do auditor 
independente em relação a eventos 
subsequentes na auditoria de De-
monstrações Contábeis.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria203/218
• NBC TA 570 - Continuidade Operacio-
nal: relacionada ao uso do pressupos-
to de continuidade operacional, pela 
administração, na elaboração das De-
monstrações Contábeis. 
• NBC TA 580 - Representações For-
mais: trata da responsabilidade do au-
ditor na obtenção de representações 
formais (por escrito) da administração 
e, quando apropriado, dos responsá-
veis pela governança, na auditoria de 
demonstrações contábeis. 
• NBC TA 600 - Considerações Especiais 
- Auditorias de Demonstrações Con-
tábeis de Grupos, Incluindo o Trabalho 
dos Auditores dos Componentes.
• NBC TA 610 - Utilização do Trabalho 
de Auditoria Interna: trata da respon-
sabilidade do auditor externo em re-
lação ao trabalho dos auditores inter-
nos.
• NBC TA 620 - Utilização do Trabalho 
de Especialistas: trata da responsabi-
lidade do auditor em relação ao traba-
lho de pessoa ou organização em área 
de especialização que não contabili-
dade ou auditoria, quando esse traba-
lho é utilizado para ajudar o auditor a 
obter evidência de auditoria suficien-
te e apropriada. 
• NBC TA 700 - Formação da Opinião 
e Emissão do Relatório do Auditor In-
dependente sobre as Demonstrações 
Contábeis.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria204/218
• NBC TA 705 - Modificações na Opi-
nião do Auditor Independente: tra-
ta da responsabilidade do auditor de 
emitir um relatório apropriado ao for-
mar uma opinião sobre as Demonstra-
ções Contábeis de acordo com a NBC 
TA 700.
• NBC TA 706 - Parágrafos de Ênfase 
e Parágrafos de Outros Assuntos no 
Relatório do Auditor Independente: 
relacionada às comunicações adicio-
nais incluídas no relatório do auditor 
como: chamar a atenção dos usuários 
para um assunto ou assuntos apre-
sentados ou divulgados nas demons-
trações contábeis e chamar a atenção 
dos usuários para quaisquer assuntos 
que não os apresentados ou divulga-
dos nas Demonstrações Contábeis e 
que sejam relevantes para o usuário 
entender a auditoria, a responsabili-
dade do auditor ou o relatório de au-
ditoria.
• NBC TA 710 - Informações Compa-
rativas – Valores Correspondentes e 
Demonstrações Contábeis Compara-
tivas.
• NBC TA 720 - Responsabilidade do 
Auditor em Relação a Outras Informa-
ções Incluídas em Documentos que 
Contenham Demonstrações Contá-
beis Auditadas. 
• NBC TA 800 - Considerações Espe-
ciais – Auditorias de Demonstrações 
Contábeis Elaboradas de Acordo com 
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria205/218
Estruturas Conceituais de Contabili-
dade para Propósitos Especiais. 
• NBC TA 805 - Considerações Espe-
ciais – Auditoria de Quadros Isolados 
das Demonstrações Contábeis e de 
Elementos, Contas ou Itens Especí-
ficos das Demonstrações Contábeis. 
Esta norma trata das considerações 
especiais para a auditoria de quadros 
isolados de uma demonstração con-
tábil ou de um elemento, conta ou 
item específico de uma demonstração 
contábil.
• NBC TA 810 - Trabalhos para a Emis-
são de Relatório sobre Demonstrações 
Contábeis Condensadas. Esta Norma 
trata das responsabilidades do audi-
tor independente relacionadas com 
um trabalho para a emissão de rela-
tório sobre Demonstrações Contábeis 
condensadas derivadas de Demons-
trações Contábeis auditadas de acor-
do com as normas de auditoria pelo 
mesmo auditor.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria206/218
Glossário
Autarquia: autarquia em economia é aquela organização que visa à sua independência finan-
ceira. Aquela que sobrevive apenas com suas próprias atividades, que não precisa de nenhum 
apoio externo.
Conselho Regional de Contabilidade: O Conselho Regional de Contabilidade é uma associação 
de classe profissional brasileira formada por contadores eleitos em cada estado e no Distrito 
Federal por contadores e técnicos contábeis. É responsável pelo registro e fiscalização do exer-
cício da profissão contábil no Brasil juntamente com o Conselho Federal de Contabilidade.
Personalidade jurídica de direito público: aquela geralmente criada por lei, constituindo-se 
na representação jurídica de países, estados e municípios, além de outros entes que formam a 
chamada administração pública.
Questão
reflexão
?
para
207/218
A auditoria interna auxilia os administradores na gestão dos seus 
negócios. Já a auditoria externa valida, por meio da revisão das De-
monstrações Contábeis, que, na empresa, não existem quaisquer 
tipos de fraudes ou erros que possam causar um impacto significa-
tivo na sua saúde financeira e contábil. Analisando por esse prisma, 
ainda que não requerido por lei, as empresas de qualquer segmen-
to ou porte deveriam contratar auditoria independente. Relacione 
pelo menos cinco motivos para que uma empresa contrate serviços 
de auditoria externa/independente.
208/218
Considerações Finais
A auditoria é uma atividade relativamente nova no Brasil. Desde 2010, com 
a harmonização das normas contábeis internacionais, denominadas ISA, fo-
ram adotadas no Brasil, por meio de atos específicos do Conselho Federal de 
Contabilidade. A atividade de auditoria é dinâmica, o que requer dos auditores 
atualizações e estudos profundos e constantes.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria209/218
Referências
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5. ed., São Paulo, Atlas, 1996.
______. Auditoria: um curso completo. 6. ed. São Paulo, Atlas, 2003.
ATTIE, W. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 1987. 
ATTIE, W. Auditoria Interna. São Paulo: Atlas, 1992.
AUDIBRA. Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da au-
ditoria interna. 2. ed. Audibra, 1992.
BRASIL. Comissão de Valores Mobiliários. Instrução CMV nº 308, de 14 de maio de 1999. Dis-
põe sobre o registro e o exercício da atividade de auditoria independente no âmbito do mer-
cado de valoresmobiliários, define os deveres e as responsabilidades dos administradores das 
entidades auditadas no relacionamento com os auditores independentes. Revoga as Instru-
ções 216/94; 275/98.Disponível em: <http://www.cvm.gov.br/legislacao/inst/inst308.html>. 
Acesso em: 23 jun. 2017.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
FIGUEIREDO, S. N. A auditoria contábil e a criminalística. Revista Brasileira de Contabilidade. n 
123, 2000.
Unidade 8 • Metodologias de emprego da auditoria210/218
OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. A. S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007.
SÁ, Antônio Lopes de. Curso de auditoria. São Paulo: Atlas, 1998. 
Referências
211/218
Assista a suas aulas
Aula 8 - Tema: Metodologias de Emprego da 
Auditoria. Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/c48c102c80dc0d1708616962b9cf-
d47a/52b2baef38c610c62b03dced89172fc6>.
Aula 8 - Tema: Metodologias de Emprego da 
Auditoria. Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/c48c102c80dc0d1708616962b9cf-
d47a/608d76b292567718493b126d9e68d559>.
212/201
1. Assinale a alternativa que apresenta em qual órgão o auditor externo deve 
registrar-se para poder auditar companhias de capital aberto.
a) CVM.
b) Ibracon.
c) Audibra.
d) Ministério da Fazenda.
e) Banco Central.
Questão 1
213/201
2. Assinale a alternativa que apresenta um dos principais objetivos do auditor 
interno.
Questão 2
a) Verificar a posição financeira da empresa.
b) Verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes.
c) Verificar se a empresa foi autuada.
d) Identificar problemas de liquidez da empresa.
e) Fornecer informações financeiras aos gestores de alto escalão.
214/201
3. Assinale a opção que contempla a exigência da CVM para efeito de re-
gistro do auditor independente.
Questão 3
a) Ter registro na OAB.
b) Ser bacharel em ciências contábeis.
c) Ter registro no CRC.
d) Ser técnico em contabilidade.
e) Estar devidamente habilitado pelo Banco Central.
215/201
4. Quando o controle interno é excelente, o auditor externo deve:
Questão 4
a) Diminuir o volume de testes.
b) Não fazer testes.
c) Aumentar o volume de testes.
d) Aumentar o número de horas no planejamento de auditoria.
e) Criar novos controles.
216/201
5. Assinale a alternativa que apresenta o ano em que foi criado o CFC/CRC.
Questão 5
a) 1900.
b) 1930.
c) 1956.
d) 1946.
e) 1985.
217/201
Gabarito
1. Resposta: A.
O auditor externo ou independente, para 
exercer atividades no mercado de valores 
mobiliários, está sujeito a prévio registro na 
CVM.
2. Resposta: B.
Um dos objetivos do auditor interno é verifi-
car se os procedimentos internos implanta-
dos na empresa estão sendo seguidos pelos 
empregados da empresa.
3. Resposta: C.
Segundo a Instrução CVM 308/99.
4. Resposta: A.
Quando o controle interno é excelente, o 
auditor pode diminuir o volume de testes.
5. Resposta: D.
Criado e regido por legislação específica, 
o  Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 
1946.

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