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AULA 01
NOME EMPRESARIAL. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL.
Sumário
Sumário .................................................................................................. 1
1 – Considerações Iniciais.......................................................................... 2
2 – Nome Empresarial ............................................................................... 2
2.1. Aspectos introdutórios ..................................................................... 2
2.2. Espécies de nome empresarial .......................................................... 5
2.3. Princípios relacionados à formação do nome empresarial e sua proteção 9
2.4. Alienabilidade do nome empresarial ................................................. 14
2.5. Perda do nome.............................................................................. 14
3 – Estabelecimento Empresarial .............................................................. 15
3.1. Aspectos introdutórios ................................................................... 15
3.2. Natureza jurídica do estabelecimento empresarial ............................. 17
3.3. Contrato de trespasse .................................................................... 17
3.4. Sucessão empresarial ...................................................... ............. 18
3.5. Cláusula de não concorrência.......................................................... 19
3.6. Ponto de negócio........................................................................... 21
4 – Questões.......................................................................................... 31
4.1. Questões sem comentários ............................................................. 31
4.2. Gabarito....................................................................................... 31
4.3. Questões comentadas .................................................................... 46
5 - Resumo da Aula ................................................................................ 76
6 – Jurisprudência Aplicável ..................................................................... 81
7 - Considerações Finais .......................................................................... 85
AULA 01 - NOME EMPRESARIAL.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL.
1 – Considerações Iniciais
Olá, futuro Delegado de Polícia!
Na aula de hoje estudaremos temas importantíssimos para as provas de Direito
Empresarial. Os temas nome empresarial e estabelecimento empresarial
aparecem com muita frequência em todos os tipos de provas de concurso que
cobram conhecimento em Direito Empresarial.
Chamo sua atenção especialmente para os detalhes acerca do estabelecimento
empresarial, como a ação renovatória de contrato de locação, a locação sui
generis em shopping center, entre outros aspectos.
Se tiver alguma consideração não deixe de me procurar, ok!? 
Bons estudos!
2 – Nome Empresarial
2.1. Aspectos introdutórios
Não há uma definição legal de nome empresarial, mas para esclarecer nosso
entendimento podemos buscar a definição adotada pelo Departamento de
Registro Empresarial e Integração (antigo Departamento Nacional de Registro
do Comércio), que estabelece, no art. 1o de sua Instrução Normativa n.
15/2013, que “nome empresarial é aquele sob o qual o empresário individual, a 
empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI, as sociedades
empresárias, as cooperativas exercem suas atividades e se obrigam nos atos a
elas pertinentes”.
É uma noção bem simples, mas podemos traçar um paralelo entre o nome
empresarial e o nome civil: da mesma forma que cada um de nós tem um
nome, pelo qual somos conhecidos e com base no qual negociamos, o
empresário (seja empresário individual, EIRELI ou sociedade empresária)
também precisa ser conhecido por um nome.
A importância do nome empresarial é tão grande, que a Doutrina o reconhece
como um direito personalíssimo1. Além disso, o STJ já decidiu que a
mudança no nome empresarial torna necessária a outorga de nova procuração
aos mandatários da sociedade, tão importante o nome empresarial para a
identidade do empresário.
1 RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Direito Empresarial Esquematizado. 6. Ed. São Paulo: Método,
2016, p. 97. A proteção do nome (tanto civil quanto empresarial) é assegurada pelo Código
Civil em seus arts. 16, 52 e 1.164.
IMPORTANTE
Perceba que a parte final do art. 1.156 autoriza ainda que seja adicionada à
firma a designação do gênero de atividade. Imagine, por exemplo, que este
humilde professor resolvesse operar empresa de consultoria empresarial. A
firma poderia ser Paulo Guimarães Consultoria Empresarial, ou, ainda P.
Guimarães Consultoria Empresarial. Lembre-se de que isso é uma faculdade, e
não uma obrigatoriedade, ok!?
A denominação, por sua vez, pode ser usada por certas sociedades ou, ainda,
pela EIRELI, já que o empresário individual somente pode operar sob firma. A
denominação pode ser formada por qualquer expressão linguística (que alguns
doutrinadores chamam de elemento fantasia), e neste caso a menção ao objeto
social é obrigatória, conforme regra do art. 1.158, §2o, bem como pelos arts.
1.160 e 1.161 do Código Civil. São diversos dispositivos porque cada um deles
trata de uma espécie diferente de sociedade empresária.
Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra final "limitada" ou a sua abreviatura.
§ 1o A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas,
de modo indicativo da relação social.
§ 2o A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o
nome de um ou mais sócios.
[...]
Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou
abreviadamente.
Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou
pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa.
Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar
denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações".
O entendimento da Doutrina dominante, portanto, é no sentido de que a firma é
privativa de empresários individuais e sociedades de pessoas, enquanto a
denominação é privativa de sociedades de capital. A exceção fica por conta da
EIRELI, que é por excelência um tipo empresarial mais flexível, e que pode
adotar tanto firma quanto denominação.
Em outras palavras, a firma é usada, em regra, pelos empresários individuais e
pelas sociedades em que haja sócios com responsabilidade ilimitada (sociedade
em nome coletivo, sociedade em comandita simples e sociedade em comandita
por ações), enquanto a denominação é usada, em regra, pelas sociedades em
que todos os sócios respondem de forma limitada (sociedade limitada e
sociedade anônima).
Facultativamente, a sociedade limitada também pode usar firma social,
conforme previsão do art. 1.158.
Ainda em relação à sociedade anônima, perceba que ela deve usar
denominação, e, além disso, seu nome deve conter as expressões "sociedade
IMPORTANTE
2.3. Princípios relacionados à formação do nome
empresarial e sua proteção
Voltamos aqui a mencionar a Lei n. 8.934/1994, que trata do registro de
empresas.
Art. 34. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade. 
Enxergo esse dispositivo com especial interesse para questões de concurso. Se
eu fosse o examinador, elaboraria uma questão cobrando o conhecimento
desses princípios aplicáveis especificamente à formação do nome empresarial,
talvez até numa questão discursiva em que pediria ao candidato para explicar
do que se trata cada um desses princípios.
O princípio da veracidade é aquele segundo o qual o nome empresarial não
poderá conter informações falsas. Esse é um fator importante para dar
segurança às negociações feitas com aquele empresário. Há dispositivos no
Código Civil que determinam, por exemplo, que a ausência da palavra“limitada” na firma ou denominação importa na responsabilidade solidária e 
ilimitada dos administradores que assim empregarem a forma ou denominação
da sociedade (art. 1.158, §3o do Código Civil), e que o nome do sócio que
falecer, for excluído da sociedade ou dela se retirar não pode ser mantido na
firma social (art. 1.165 do Código Civil).
Por outro lado, também há algumas situações legalmente previstas em que a
alteração do nome empresarial é obrigatória:
a) Quando se provar, posteriormente ao registro, a coexistência do nome
registrado com outro que já exista nos assentamentos da Junta
Comercial;
b) Quando ocorrer a morte ou a saída de sócio cujo nome conste da firma da
sociedade;
c) Quando houver transformação, incorporação, fusão ou cisão da
sociedade, entre outras situações específicas.
O princípio da novidade, por sua vez, está relacionado à proibição de
registrar um nome empresarial idêntico ou muito parecido com outro que já
tenha sido registrado. Ocorrerá a identidade de nomes ocorrerá quando forem
homógrafos. Quando forem homófonos será o caso de semelhança5.
5 Este é o entendimento de Waldo Fazzio Junior acerca de identidade e semelhança: FAZZIO
Junior, Waldo. Manual de Direito Comercial – 17 ed. São Paulo: Atlas, 2016, p. 64.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
2.4. Alienabilidade do nome empresarial
Em relação à alienabilidade do nome empresarial, diante do princípio da
veracidade, é claro que, tratando-se de firma ou razão social, se o nome for
constituído pelos nomes civis dos sócios, não será possível sua alienação. A
regra geral do Código Civil, porém, é no sentido de proibir a alienação de
qualquer nome empresarial.
Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.
Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o
contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a
qualificação de sucessor.
Parte da doutrina defende que, quanto à denominação, nada impede que seja
transmitida a outra pessoa, seja como elemento integrante da empresa, seja de
forma autônoma6.
O parágrafo único do art. 1.166 prevê a possibilidade de alienação do nome
empresarial juntamente com o estabelecimento, o que ocorre por meio do
contrato de trespasse. Seguindo essa lógica, a alienação só será possível por
ato inter vivos.
2.5. Perda do nome
Voltamos aqui a mencionar a Lei n. 8.934/1994, mais precisamente seu art. 59
e seguintes.
Art. 59. Expirado o prazo da sociedade celebrada por tempo determinado, esta perderá a
proteção do seu nome empresarial.
Art. 60. A firma individual ou a sociedade que não proceder a qualquer arquivamento no
período de dez anos consecutivos deverá comunicar à junta comercial que deseja manter-
se em funcionamento.
No caso da sociedade celebrada por tempo determinado, essa perderá a
proteção ao seu nome empresarial.
Outra hipótese de perda da proteção ao nome é a que atinge a empresa que
passa 10 anos consecutivos sem fazer qualquer arquivamento. Neste caso a
empresa deve informar à Junta Comercial que deseja manter-se em
funcionamento, caso contrário será notificada pela Junta e, se ficar omissa, será
6 Para fins de concurso público, este posicionamento é adotado claramente por André Santa
Cruz Ramos, mas a imensa maioria das questões de prova não cobra nada além do conteúdo do
art. 1.164 do Código Civil.
considerada inativa. A Junta Comercial então promoverá o cancelamento do
registro, com a perda automática da proteção ao nome empresarial.
Por fim, extingue-se o nome empresarial pela cessação do comércio (por
qualquer causa), pela liquidação (no caso da sociedade empresária) ou peal
transformação societária.
3 – Estabelecimento Empresarial
3.1. Aspectos introdutórios
Se você perguntar a um leigo o que é o estabelecimento empresarial,
provavelmente essa pessoa responderia, intuitivamente, que se trata do local
onde o empresário desenvolve suas atividades. Essa noção, obviamente, não
corresponde ao sentido técnico-jurídico que precisamos conhecer aqui.
Na definição de Oscar Barreto Filho, estabelecimento empresarial “é o complexo 
de bens materiais e imateriais que constituem o instrumento utilizado pelo
comerciante para a exploração de determinada atividade mercantil”. Essa é 
basicamente a mesma definição trazida pelo art. 1.142 do Código Civil.
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
O estabelecimento empresarial é o complexo de bens,
materiais e imateriais, que o empresário utiliza no exercício
de sua atividade. Podemos dizer que o estabelecimento é a
projeção patrimonial da empresa.
Voltando à noção geral e intuitiva, portanto, podemos dizer que o local onde o
empresário exerce suas atividades é um dos elementos que compõe o
estabelecimento comercial, mas não o único ou necessariamente o principal
deles.
Por outro lado, o estabelecimento não se confunde com a empresa. Lembre-se
sempre de que empresa é atividade, enquanto estabelecimento é um conjunto
de bens. Da mesma forma, o estabelecimento também não se confunde com o
empresário, já que este é a pessoa natural ou jurídica que explora a atividade
empresarial.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
3.2. Natureza jurídica do estabelecimento
empresarial
Das teorias já mencionadas para explicar o estabelecimento empresarial,
merecem destaque as chamadas teorias universalistas. O que essas teorias
têm de comum é que consideram o estabelecimento empresarial como uma
universalidade, que nada mais é do que um conjunto de elementos que, quando
reunidos, podem ser concebidos como coisa unitária, ou seja, algo novo e
distinto que não representa a mera junção dos elementos componentes.
O ponto de divergência entre essas teorias diz respeito à natureza dessa
universalidade, seria uma universalidade de direito ou uma universalidade de
fato.
Na universalidade de direito a reunião dos bens que a compõem é
determinada pela lei (a exemplo da massa falida e do espólio), enquanto na
universalidade de fato a reunião dos bens é determinada por um ato de
vontade (a exemplo de uma biblioteca ou rebanho de animais).
A doutrina brasileira majoritária é no sentido de que o
estabelecimento empresarial é uma universidade de fato, já
que os elementos formam uma coisa em razão da
destinação que o empresário lhes dá.
3.3. Contrato de trespasse
Este é um tema que aparece com muita frequência em provas de concursos
públicos. O contrato de trespasse é um tipo específico de relação por meio da
qual se pode negociar a alienação do estabelecimento empresarial como
conjunto. Vamos começar analisando o art. 1.143 do Código Civil.
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
Neste dispositivo o Código Civil prevê a possibilidade de o estabelecimento
empresarial ser negociado como uma universalidade de fato, ou seja, como um
todo unitário. O contrato de trespasse, portanto, nada mais é do que o contrato
oneroso de transferência do estabelecimento empresarial.
O contrato de trespasse é o contrato oneroso de
transferência do estabelecimento empresarial.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.
O registro do contrato de trespasse na Junta Comercial, à margem do registro
do empresário ou da sociedade empresária, é condição de eficácia do contrato
perante terceiros. Além disso, o contrato precisa ser publicado na imprensa
oficial, mas essa regra conta com exceções, como é o caso das microempresas
e empresas de pequeno porte (art. 71 da Lei Complementar n. 123/2006).
Existe ainda uma peculiaridade do contrato de trespasse que diz respeitoà
relação do empresário que está alienando o estabelecimento com seus
credores.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua
notificação.
Simplificando a redação do dispositivo, podemos dizer que o empresário que
pretende alienar o estabelecimento tem duas opções: conservar bens
suficientes para pagar todas as suas dívidas perante terceiros, ou obter o
consentimento dos credores.
Esse consentimento, porém, pode ser expresso ou tácito. Cabe ao empresário
notificar os credores e, se estes não se manifestarem no prazo de 30 dias,
haverá consentimento tácito e a venda poderá ser realizada.
Este fator é tão importante que a Lei n. 11.101/2005, conhecida como Lei de
Falências e Recuperação Judicial, considera a alienação irregular do
estabelecimento empresarial como ato de falência, fundamentando o pedido
para decretação da “quebra” do empresário.
3.4. Sucessão empresarial
Agora falaremos sobre os efeitos do trespasse em relação à sucessão
empresarial.
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.
Do dispositivo podemos depreender que o adquirente do estabelecimento
empresarial responde pelas dívidas existentes, desde que devidamente
IMPORTANTE
IMPORTANTE
contabilizadas. Isso significa que quem compra o estabelecimento assume as
dívidas, desde que estas tenham sido regularmente escrituradas, pois a
escrituração é o que dá segurança a quem decide adquirir um estabelecimento
empresarial.
Normalmente o trespasse é precedido por uma fase em que são levantadas
diversas informações sobre o estabelecimento, conhecida como due diligence,
que é, na realidade, uma ampla investigação sobre a real situação econômica
do empresário alienante.
Mas tenha muita atenção com essa regra, pois, embora o adquirente assuma
essas dívidas devidamente contabilizadas, o alienante fica solidariamente
responsável por elas durante o prazo de 1 ano. Se a dívida já estiver
vencida, esse prazo será contado a partir da publicação do contrato de
trespasse; se a dívida for vincenda, o prazo será contado de seu vencimento.
Embora o adquirente do estabelecimento empresarial
assuma todas as dívidas devidamente contabilizadas, o
alienante fica solidariamente responsável por elas durante o
prazo de 1 ano. Se a dívida já estiver vencida, esse
prazo será contado a partir da publicação do contrato de trespasse; se a dívida
for vincenda, o prazo será contado de seu vencimento.
Atenção! Estamos falando sobre a sucessão empresarial, e essa lógica de
assunção de dívidas se aplica às obrigações assumidas em relações diretamente
ligadas ao exercício da atividade empresarial. Dívidas trabalhistas e tributárias,
por exemplo, estão sujeitas a regramento próprio.
Vale ainda mencionar nova regra trazida pela Lei n. 11.101/2005, segunda a
qual a alienação de estabelecimento empresarial feita em processo de falência
ou recuperação judicial de empresas não acarreta nenhum ônus para o
adquirente. Neste caso específico, portanto, o adquirente não responderá pelas
dívidas anteriores, inclusive as tributárias e trabalhistas.
Nesses termos, o produto da alienação será usado para saldas as dívidas, ao
mesmo tempo em que a regra deixa mais fácil e mais atrativa a venda dos
ativos da empresa falida ou em recuperação.
3.5. Cláusula de não concorrência
O art. 1.147 do Código Civil trouxe para a legislação brasileira a chamada
cláusula de não concorrência, também chamada de cláusula de não
restabelecimento ou cláusula de interdição da concorrência, sempre muito
cobrada em concursos públicos.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
pessoais são aqueles em que a prestação pessoal é parte essencial do acordo
de vontades. Se um conhecido consultor empresarial especialista em
determinada matéria decide alienar seu estabelecimento, é razoável imaginar
que haja contratos com ele firmados em razão de seu currículo e experiência, e
não faria sentido que tais contratos fossem assumidos pelo adquirente do
estabelecimento, não é mesmo!?
Uma discussão interessante a esse respeito é a que diz respeito ao contrato de
locação. Grande parte da doutrina entende (e já entendia mesmo antes do
Código Civil de 2002) que este tipo de contrato se mantém vigente após a
realização do trespasse, mas há polêmica acerca do caráter pessoal ou não
desse tipo de contrato. Mais recentemente o entendimento que parece dominar
é o de que o contrato de locação é contrato de caráter pessoal, e por isso
depende de anuência do locador do imóvel para que o adquirente do
estabelecimento suceda o alienante na condição de locatário.
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente.
Da mesma forma que o adquirente assume as dívidas do alienante, assume
também todo o ativo contabilizado. Por isso, a partir do registro do trespasse,
cabe aos devedores pagar ao adquirente do estabelecimento. Por outro lado,
caso esses devedores paguem de boa-fé ao antigo titular do estabelecimento,
ficarão livres da responsabilidade pela dívida, cabendo ao adquirente, neste
caso, cobrar do alienante, que recebeu os valores de forma indevida.
3.6. Ponto de negócio
A definição de ponto de negócio é muito simples: o ponto é o local onde o
empresário exerce sua atividade, onde se encontra sua clientela. Essa definição
não deve ser restrita ao ambiente físico, já que hoje há diversos negócios que
funcionam principalmente, ou mesmo apenas, em ambientes virtuais. O ponto,
portanto, pode ser um local físico ou mesmo um website por meio do qual os
clientes possam encontrar o empresário.
O ponto de negócio é um dos mais relevantes elementos do estabelecimento
empresarial, influenciando MUITO o desenvolvimento dos negócios do
empresário. Por essa razão o ordenamento jurídico assegura especial proteção
a esse elemento, notadamente quando as instalações são alugadas.
Basicamente a legislação confere ao empresário a possibilidade de permanecer
no imóvel locado mesmo contra a vontade do locador. Trata-se da renovação
compulsória do contrato de aluguel. O tema é tratado pela Lei n.
8.245/1991.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
“Mas professor, esse direito à renovação compulsória é absoluto?”
De acordo com a Doutrina, não. Se assim fosse, o direito do locatário
aniquilaria completamente o direito à propriedade do locador, e não é esse o
sentido do nosso ordenamento. É por isso que a própria Lei n. 8.245/1991
estabelece alguns casos em que o locatário, mesmo tendo preenchido os
requisitos que lhe asseguram, em tese, o direito de inerência ao ponto, não terá
assegurado o direito à renovação do contrato de aluguel.
O nome do instituto é exceção de retomada, e as possibilidades de seu
manejo estão previstas nos arts. 52 e 72 da Lei n. 8.245/1991. Vejamos as
hipóteses uma a uma.
Art. 72. A contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará
adstrita, quanto à matéria de fato, ao seguinte: 
[...]
II - não atender, a proposta do locatário, o valor locativo real do imóvel na época da
renovação, excluída a valorização trazida por aquele ao ponto ou lugar; 
Esta primeira hipótese diz respeito ao valor da locação. Aqui o locatário fez
uma proposta insuficiente para renovação do contrato, mediante comparação
com o real valor locativo do imóvel. Se o locador, mesmo preenchendo os
requisitos do art. 52, fizer uma proposta abaixo do valor real de locação do
bem, o locador não será obrigado a renovar o contrato. Nessa situação, olocador deverá apresentar, em contraproposta, as condições de locação que
considere compatíveis com o valor locativo real do imóvel.
Art. 72. A contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará
adstrita, quanto à matéria de fato, ao seguinte:
[...]
III - ter proposta de terceiro para a locação, em condições melhores;
A segunda hipótese está relacionada a uma proposta de contrato feita por
terceiro, mais interessante do que a proposta do locatário. Nesse caso o
locador deverá juntar prova documental da proposta do terceiro, subscrita por
este e por duas testemunhas, com clara indicação do ramo a ser explorado, que
não poderá ser o mesmo do locatário. O locatário, por sua vez, terá a
oportunidade de aceitar as condições para obter a renovação do contrato.
Nessa hipótese a lei prevê ainda, juntamente com a possibilidade de retomada
do ponto pelo locador, a obrigação de indenizar o locatário pela perda do ponto.
Essa indenização será arbitrada pelo juiz para ressarcir os prejuízos e os lucros
cessantes que o locatário tiver que arcar com mudança, perda do lugar e
desvalorização do estabelecimento empresarial.
IMPORTANTE
Art. 52. O locador não estará obrigado a renovar o contrato se:
I - por determinação do Poder Público, tiver que realizar no imóvel obras que importarem
na sua radical transformação; ou para fazer modificações de tal natureza que aumente o
valor do negócio ou da propriedade; 
A terceira hipótese é a do locador estar obrigado a promover obras no
imóvel, “por determinação do Poder Público” ou “para fazer modificações de tal 
natureza que aumente o valor do negócio ou da propriedade”. O locador neste 
caso tem obrigação de comprovar a determinação do Poder Público ou
apresentar relatório pormenorizado das obras a serem realizadas e da
estimativa de valorização do imóvel, assinado por engenheiro devidamente
habilitado.
Art. 52. O locador não estará obrigado a renovar o contrato se:
[...]
II - o imóvel vier a ser utilizado por ele próprio ou para transferência de fundo de
comércio existente há mais de um ano, sendo detentor da maioria do capital o locador,
seu cônjuge, ascendente ou descendente.
Aqui temos a quarta e a quinta hipóteses. A quarta é a da retomada do imóvel
para uso do próprio locador, e a quinta é a retomada para transferência de
estabelecimento empresarial existe há mais de 1 ano, cuja maioria do
capital social seja de sua titularidade ou de seu cônjuge, ascendente ou
descendente.
Nestas duas últimas hipóteses, o imóvel retomado não poderá ser utilizado para
desenvolver atividade empresarial no mesmo ramo do locatário. Alguns
autores, com destaque para Fábio Ulhoa Coelho, apontam a
inconstitucionalidade dessa regra, pois estabeleceria uma limitação exagerada
ao direito de propriedade do locador. Por outro lado, caso o locador queira
explorar o imóvel exercendo empresa no mesmo ramo de atividade do
locatário, deverá indenizá-lo pela perda do ponto.
Veja bem, nas três últimas hipóteses (reforma substancial, uso próprio ou
transferência de estabelecimento empresarial), o locador tem 3 meses, a partir
da entrega do imóvel, para dar a este o destinado alegado ou iniciar as obras.
Se isso não ocorrer, o locador terá o dever de indenizar o locatário pelos
prejuízos e lucros cessantes referentes à mudança, perda do lugar e
desvalorização do estabelecimento empresarial.
O STJ entende ainda que o locatário tem direito a ser indenizado caso o locador
dê ao bem destinação diferente do que for declaro por ocasião da ação
renovatória.
4 – Questões
Agora resolveremos algumas questões sobre os temas que estudamos na aula
de hoje. Em minhas aulas costumo colocar tanto questões do tipo certo ou
errado quando questões de múltipla escolha. Tenha certeza de que coloquei o
maior número de questões que me foi possível encontrar.
Primeiramente você vai encontrar a lista das questões sem comentários, para
que você possa praticar, e em seguida temos a lista com as mesmas questões
adicionadas dos meus comentários, para ajuda-lo a saber melhor em que você
está indo bem e no que pode melhorar.
Eventualmente podem surgir questões que contenham alternativas acerca de
temas que não tratamos na aula de hoje. Se isso acontecer não se preocupe,
pois ao final do nosso curso você será capaz de responder qualquer questão! 
4.1. Questões sem comentários
QUESTÃO 1. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2011 – VUNESP.
Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta.
a) Nas sociedades limitadas, os administradores que omitirem a palavra
“limitada” no uso da firma ou denominação social serão responsáveis 
solidariamente, desde que ajam com dolo comprovado e assumam
obrigações com valor superior a 10 salários mínimos vigentes no país.
b) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas
jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o
uso exclusivo do nome nos limites do território nacional,
independentemente de registro na forma da lei especial.
c) É de 4 (quatro) anos o prazo para o prejudicado intentar ação para
anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do
contrato.
d) Equipara-se ao nome empresarial, para efeitos de proteção legal, a
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
QUESTÃO 2. TJ-MA – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2016 – IESES.
Sobre o nome empresarial, pode-se afirmar:
I. No âmbito da junta comercial serão aceitos os atos de empresas
mercantis com nome idêntico ou semelhante a outro já existente.
II. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da
novidade.
III. A proteção ao nome empresarial decorre automaticamente do
arquivamento dos atos constitutivos de firma individual e de sociedades,
ou de suas alterações.
IV. O princípio da insignificância é aplicado ao nome empresarial.
A sequência correta é:
a) Apenas a assertiva I está correta.
b) Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
c) Apenas as assertivas II e III estão corretas.
d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
QUESTÃO 3. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2016 – Consulplan.
Assinale a alternativa correta, cujo enunciado contenha nome comercial
que está em conformidade com o Código Civil:
a) Antônio Santos e Francisco Lacerda são sócios em uma sociedade em
conta de participação, cujo nome empresarial é Santos & Lacerda,
Comércio de Pedras Preciosas Ltda.
b) Márcia Flores e Adriana Dias são sócias em uma sociedade limitada, cujo
objeto social é o comércio de roupas e sua denominação é Floricultura
Flores e Dias Ltda.
c) Roberto Carlos e Carlos Roberto são sócios de uma sociedade limitada,
cujo objeto é a compra e venda de veículos automotivos, sendo sua
denominação Roberto & Carlos Ltda.
d) Ana Silveira e Maria Andrade são acionistas da companhia cuja
denominação é Tecelagem Santa Clara S.A.
QUESTÃO 4. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2016 – Consulplan.
A respeito do nome empresarial e à luz do Código Civil brasileiro, é correto
afirmar:
a) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará
sob firma e denominação, na qual somente o nome daqueles poderão
figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles, a expressão
“e companhia” ou sua abreviatura.
b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra final “limitada” ou a sua abreviatura.
c) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo
“cooperativa”.
d) A sociedade em conta de participação funciona sob firma ou
denominação, integrada pela palavra final “em conta de participação”. 
QUESTÃO 5. Prefeitura de Niterói-RJ – Fiscal de Tributos –
2015 – FGV.
O empresário e a sociedade empresária devem adotar um nome para o
exercício da empresa, de acordo com o Código Civil. Esse instituto,
conhecido como nome empresarial, possui regras para sua formação e
utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para
utilização/formação do nome empresarial é:a) a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome
empresarial, que incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo
facultativo o aditivo & Companhia, caso todos os sócios sejam nominados;
b) a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também
conhecida como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome 
patronímico, apenas palavras ou expressões designativas do objeto social;
c) nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da
firma social como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da
denominação com a indicação do objeto social;
d) o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis,
pode usar a firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria,
com a qualificação de sucessor;
e) na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é
firma, exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo
seguida do aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado.
QUESTÃO 6. TJ-SE – Juiz Substituto – 2015 – FCC.
Considere as proposições abaixo acerca do nome empresarial.
I. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará
sob denominação social.
II. A sociedade anônima poderá adotar firma ou denominação social.
III. O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma
social.
IV. O nome empresarial não pode ser objeto de compra e venda.
V. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou
denominação.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) II e V.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e IV.
e) IV e V.
QUESTÃO 7. SAEB-BA – Analista de Registro de Comércio –
2015 – IBFC.
Considere as disposições do código civil brasileiro sobre o nome
empresarial e assinale a alternativa correta.
a) A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e
ilimitada dos sócios, administradores ou não.
b) A sociedade em comandita por ações é obrigada a adotar denominação
como nome empresarial.
c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
d) Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
e) O nome empresarial pode, livremente, ser objeto de alienação em
conjunto ou separado.
QUESTÃO 8. TJ-PE – Juiz de Direito – 2015 – FCC.
Acerca do nome empresarial, é correto afirmar:
a) O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social.
b) É vedada a alienação do nome empresarial.
c) A inscrição do nome empresarial somente será cancelada a
requerimento do seu titular, mesmo quando cessado o exercício da
atividade para que foi adotado.
d) Independentemente de previsão contratual, o adquirente de
estabelecimento, por ato entre vivos, pode usar o nome empresarial do
alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.
e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
QUESTÃO 9. SEFAZ-PE – Julgador Administrativo Tributário –
2015 – FCC.
Quanto ao nome empresarial, é correto afirmar:
a) Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
b) Todas as sociedades empresárias podem utilizar-se de firma ou
denominação.
c) O nome da empresa pode ser objeto de alienação, porque compõe seu
fundo de comércio.
d) O nome do sócio que vier a falecer, for excluído ou retirar-se, pode ser
conservado na firma social.
e) A omissão da palavra "limitada" no nome da sociedade limitada
determina a responsabilidade subsidiária dos administradores que assim
empregarem a firma ou a denominação da sociedade.
QUESTÃO 10. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2015 – Consulplan.
A respeito do nome empresarial e com base no Código Civil (Lei nº 10.406,
de 10 de janeiro de 2002), assinale a afirmativa correta:
a) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra final “limitada” ou a sua abreviatura.
b) O empresário opera somente sob denominação constituída por seu
nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais
precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
c) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada
somente operará sob denominação, na qual poderão figurar também os
nomes dos sócios de responsabilidade limitada, bastando para formá-la
aditar ao nome de um deles a expressão “e companhia” ou sua 
abreviatura.
d) A omissão da palavra “limitada” é irrelevante para determinar a
responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim
empregarem a firma ou denominação da sociedade.
QUESTÃO 11. TRT 18a Região – Juiz do Trabalho – 2014 –
FCC.
Quanto à natureza e espécies do nome empresarial, considere:
I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do
empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial, enquanto a
denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base
nome civil ou qualquer outra expressão linguística.
II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o representante
legal da sociedade empresária que adota firma, ao obrigá-la juridicamente,
devem ambos assinar o respectivo instrumento não com o seu nome civil,
mas com o empresarial.
III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida em
que a denominação, além de identidade do empresário, é também a sua
assinatura, enquanto a firma é exclusivamente elemento de identificação
do exercente da atividade empresarial, não prestando a outra função.
Está correto o que consta APENAS em
a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.
QUESTÃO 12. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
João, empresário individual, planeja constituir empresa individual de
responsabilidade limitada. Para tanto, ele pretende integralizar o capital
com bem imóvel de sua propriedade e deseja mudar o nome que ora utiliza
no exercício de sua atividade (J. B. Leite e Derivados ME) para Da Serra —
Leite e Derivados Ltda.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
João não poderá usar a denominação pretendida, já que, pela forma
empresarial a ser adotada, só é possível a utilização de firma, acrescida da
palavra Eireli ou Limitada ao final.
QUESTÃO 13. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
De acordo com o Código Civil, o nome empresarial poderá ser objeto de
alienação, cabendo ao adquirente de estabelecimento realizar as devidas
alterações contratuais e seu respectivo registro na junta comercial.
QUESTÃO 14. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
Na composição do nome empresarial de uma empresa individual de
responsabilidade limitada, não se pode utilizar firma, mas apenas
denominação, que deve ser sempre acompanhada da expressão EIRELI.
QUESTÃO 15. TJ-BA – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2013 – Cespe.
Assinale a opção correta acerca de nome empresarial.
a) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar de uma
sociedade, pode ser conservado na firma social dessa sociedade.
b) Para os efeitos legais, o nome empresarial não se equipara à
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
c) A sociedade com sócios de responsabilidade ilimitada deve operar sob
denominação, na qual os nomes desses sócios podem figurar com
exclusividade, bastando, para formá-la, a adição da expressão “e 
companhia” ou sua abreviatura ao nome de um deles.
d) A sociedade cooperativa funciona sob denominação acrescida do
vocábulo “cooperativa”.
e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
QUESTÃO 16. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2013 – TJ-RS.
Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta.
a) O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e novidade.
b) A proteção ao nome empresarial decorrerá do seu registro no Instituto
Nacional de Propriedade Industrial.
c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação.
d) A sociedade emconta de participação pode ter firma ou denominação.
QUESTÃO 17. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2013 – TJ-RS.
Assinale a alternativa correta.
a) A firma e a denominação são espécies de nome empresarial.
b) Título de estabelecimento e nome empresarial são expressões
sinônimas.
c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois compõe o pleno
universal do estabelecimento comercial.
d) O nome empresarial e a marca se reportam aos mesmos objetos
semânticos.
QUESTÃO 18. TRT 1a Região (RJ) – Juiz do Trabalho – 2012 –
FCC.
Em relação ao nome empresarial, é correto afirmar que
a) a inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de
qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi
adotado, ou quando findar a liquidação da sociedade que o inscreveu.
b) o nome empresarial pode ser objeto de alienação.
c) o nome do sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser
conservado na firma social, se houver a concordância dos demais sócios
remanescentes.
d) a sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação,
integrada pela palavra final “sociedade participativa” ou sua abreviatura.
e) cabe a qualquer interessado, no prazo de um ano, ação para nulificar a
inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato.
QUESTÃO 19. PGFN – Procurador da Fazenda Nacional – 2012
– ESAF.
Em relação ao nome empresarial, marque a opção correta.
a) O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.
b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra inicial ou final "limitada" ou a sua abreviatura.
c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
d) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo
"cooperativa".
e) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser
conservado na firma social.
QUESTÃO 20. TJ-PI – Juiz de Direito – 2012 – Cespe.
Assinale opção correta acerca do nome empresarial.
a) Por expressa disposição legal, a sociedade em conta de participação
deve operar sob firma ou denominação.
b) É vedado ao adquirente de estabelecimento usar o nome do alienante
precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor, mediante ato
entre vivos e autorização contratual, visto que o nome empresarial não
pode ser objeto de alienação.
c) O Código Civil determina que se aplique às pessoas jurídicas, no que
couber, a proteção dos direitos da personalidade, sendo entendimento
pacífico da doutrina brasileira que o nome empresarial deve ser
compreendido como direito da personalidade do empresário.
d) A firma deve ser composta com o nome de um ou mais sócios, desde
que sejam pessoas físicas, de modo indicativo da relação social, podendo
ser adotada nas sociedades limitadas, nas sociedades em comandita por
ações e nas sociedades anônimas.
e) A inscrição do nome empresarial deve ser cancelada, a requerimento de
qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para a qual
tenha sido adotado o nome, ou quando se ultimar a liquidação da
sociedade que o tenha inscrito.
QUESTÃO 21. TCE-BA – Procurador – 2010 – Cespe.
De acordo com o Código Civil, considera-se nome empresarial a firma ou a
denominação adotada para o exercício de empresa; dessa forma, a
sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
QUESTÃO 22. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe.
Considere que Lena seja sócia comanditada de certa sociedade em
comandita simples, e João, sócio comanditário. Nessa hipótese, a razão
social deve ser composta apenas com o nome de Lena, que possui
responsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais.
QUESTÃO 23. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe.
Segundo a doutrina majoritária nacional, o direito ao nome empresarial é
um direito personalíssimo.
QUESTÃO 24. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2016 – VUNESP.
Assinale a alternativa correta no que respeita ao estabelecimento
empresarial.
a) A eficácia da alienação do estabelecimento, se ao alienante não
restarem bens suficientes para solver o passivo, dependerá do pagamento
de todos os credores, ou do consentimento destes, que se admite de modo
expresso ou tácito, no prazo de 30 dias contados de sua notificação.
b) Por consistir no complexo de bens organizado para o exercício da
empresa, o estabelecimento não pode ser objeto unitário de negócios
jurídicos constitutivos, ainda que compatíveis com a sua natureza.
c) O contrato que tenha por objeto o trespasse do estabelecimento
produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data de sua assinatura.
d) O adquirente do estabelecimento responde pessoalmente pelo
pagamento dos débitos anteriores à transferência, independentemente de
estarem contabilizados, exonerando-se o devedor primitivo quanto aos
créditos vencidos.
e) O alienante, em razão de expressa previsão legal, não poderá fazer
concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à assinatura do
contrato de trepasse, não sendo admitida autorização expressa em sentido
contrário.
QUESTÃO 25. TJ-SP – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP.
Sobre alienação dos estabelecimentos empresariais, é correto afirmar:
a) exige que o alienante ceda, separada e individualmente, ao adquirente
cada um dos contratos estipulados para a exploração do estabelecimento.
b) permite que o alienante se restabeleça de imediato se assim desejar,
continuando a exploração da mesma atividade, caso não haja expressa
vedação contratual no contrato de trespasse.
c) o contrato de alienação de estabelecimento produzirá efeitos imediatos
entre as partes e perante terceiros, salvo se alienante e adquirente
exercerem o mesmo ramo de atividades, quando a operação ficará na
dependência da aprovação da autoridade de defesa da concorrência.
d) a alienação implica a responsabilidade do adquirente pelos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, sem
prejuízo da obrigação solidária do devedor primitivo na forma da lei.
QUESTÃO 26. TJ-MS – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP.
Assinale a alternativa correta acerca do estabelecimento, conforme
disciplinado pelo Código Civil.
a) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados,
continuando o devedor primitivo solidariamente responsável, quanto aos
créditos vencidos, pelo prazo de dois anos a partir da publicação do
trespasse.
b) Não restando ao alienante bens suficientes para solver seu passivo, a
eficácia da alienação do estabelecimento dependerá do pagamento de
todos os credores, ou do consentimento expresso destes, no prazo de
sessenta dias a partir da notificação.
c) O contrato que tenha por objeto a alienação, usufruto ou arrendamento
do estabelecimento, produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data
em que se realize o trespasse.
d) No caso de arrendamento do estabelecimento, não havendo autorização
expressa, o arrendante não poderá fazer concorrência ao arrendatário, nos
cinco anos subsequentes ao arrendamento, independentemente do prazo
do contrato.
e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido
produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento
da publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-
fé pagar ao cedente.
QUESTÃO 27. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2014 – VUNESP.
Considera-se complexo de bens organizado para o exercício da empresa,
por empresário ou sociedade empresária:
a) atividade econômica desenvolvida profissionalmente.
b) estabelecimento.
c) patente.
d) ponto.
QUESTÃO 28. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2012 – VUNESP.
Na transferência do estabelecimento empresarial, é correto afirmar que
a) desde que determinado no contrato, as partes poderão acordar que a
transferência não importará a sub­rogação do adquirente nos contratos
estipulados para a exploração do estabelecimento.
b) o adquirente do estabelecimento não responde pelo pagamento dos
débitos anteriores à transferência, ainda que contabilizados.
c) no casode arrendamento do estabelecimento, é possível,
independentemente de autorização expressa, que o arrendador concorra
com o arrendatário.
d) a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido
produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento
da realização do contrato.
QUESTÃO 29. TJ-MS – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2009 – VUNESP.
O contrato de trespasse produzirá efeitos perante terceiros quando
a) publicado na imprensa oficial e noticiado aos credores.
b) registrado perante a Junta Comercial e depois de efetivada comunicação
aos credores para que remetam por escrito sua aceitação.
c) registrado no Registro Civil de Pessoa Jurídica e averbado na Junta
Comercial.
d) averbado à margem da inscrição do empresário ou da sociedade
empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na
imprensa oficial.
e) o estabelecimento for objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
QUESTÃO 30. TJ-AL – Juiz de Direito – 2015 – FCC.
Relativamente ao estabelecimento empresarial, considere:
I. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou
arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros
depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade
empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na
Imprensa Oficial.
II. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento
de todos os credores, ou do consentimento destes, somente de modo
expresso, em trinta dias a partir de sua notificação.
III. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados,
continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um
ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos
outros, da data do vencimento.
IV. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não
pode fazer concorrência ao adquirente, nos três anos subsequentes ao
registro da transferência.
V. É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, III e IV.
b) II, III, IV e V.
c) I, III e V.
d) I, II, IV e V.
e) I, III, IV e V.
QUESTÃO 31. TJ-SC – Juiz de Direito – 2015 – FCC.
Ricardo, empresário do ramo de móveis, alienou o seu estabelecimento
para Alexandre, que ali deu continuidade à exploração da mesma
atividade. No contrato de trespasse, foram regularmente contabilizadas
todas as dívidas relativas ao estabelecimento, algumas delas já vencidas e
outras por vencer. Nesse caso, Ricardo
a) não responde pelas dívidas do estabelecimento, ainda que anteriores à
sua transferência.
b) responde com exclusividade por todas as dívidas do estabelecimento
anteriores à sua transferência.
c) responde com exclusividade apenas pelas dívidas já vencidas por
ocasião da transferência do estabelecimento.
d) responde solidariamente com Alexandre, durante determinado prazo,
por todas as dívidas anteriores à transferência do estabelecimento.
e) responde solidariamente com Alexandre apenas pelas dívidas já
vencidas por ocasião da transferência do estabelecimento.
QUESTÃO 32. SEFAZ-PE – Julgador Administrativo Tributário
do Tesouro Estadual – 2015 – FCC.
Quanto ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar:
a) O conceito de estabelecimento empresarial confunde-se com o da
sociedade empresária, como sujeito de direito, e com o de empresa, como
atividade econômica.
b) O estabelecimento empresarial é composto apenas por elementos
materiais, como as mercadorias do estoque, os mobiliários, utensílios,
veículos, maquinaria, clientela etc.
c) Na classificação geral dos bens, conforme Código Civil, o
estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato, por encerrar
um conjunto de bens pertinentes ao empresário e destinados à mesma
finalidade, de servir à exploração de empresa.
d) Ao estabelecimento empresarial imputam-se as obrigações e
asseguram-se os direitos relacionados com a empresa, já que passou o
estabelecimento a possuir personalidade jurídica.
e) A sociedade empresária só pode ser titular de um único estabelecimento
empresarial, dado o princípio da unicidade.
QUESTÃO 33. DPE-CE – Defensor Público – 2014 – FCC.
João, titular de estabelecimento comercial do ramo de confeitaria, alienou-
o para Paulo, que continuou explorando a mesma atividade no local. Dois
anos depois da transferência, João decidiu alugar o imóvel vizinho, no qual
estabeleceu nova confeitaria, passando a competir diretamente com Paulo.
Nesse caso, e considerando que o contrato de trespasse nada previa acerca
da proibição de concorrência, é correto afirmar:
a) João tem direito de fazer concorrência a Paulo, dado que o contrato
nada previa a esse respeito.
b) É requisito de validade do contrato de trespasse a estipulação, por
escrito, acerca do direito de concorrência por parte do alienante do
estabelecimento.
c) Nem mesmo com autorização expressa de Paulo seria lícito a João fazer-
lhe concorrência, por se tratar de direito irrenunciável, que visa a impedir o
comportamento empresarial predatório, prejudicial ao desenvolvimento
sustentável da ordem econômica.
d) João tem direito de explorar a mesma atividade no imóvel vizinho
amparado no princípio constitucional da liberdade de concorrência,
reputando-se nulas quaisquer convenções que o proibissem de competir
com Paulo.
e) Na omissão do contrato, João não poderá fazer concorrência a Paulo nos
cinco anos subsequentes à transferência do estabelecimento.
QUESTÃO 34. TJ-AP – Juiz de Direito – 2014 – FCC.
Realizado o trespasse do estabelecimento, é correto afirmar:
a) O nome empresarial do titular do estabelecimento pode ser incluído na
alienação do estabelecimento.
b) Não havendo autorização expressa, o alienante não pode fazer
concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à transferência.
c) O adquirente não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à
transferência que estejam regularmente contabilizados.
d) A eficácia quanto a terceiros independe de averbação no Registro
Público de Empresas Mercantis e de publicação na imprensa oficial.
e) O adquirente que continua a exploração do estabelecimento adquirido,
não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido,
devidos até a data do ato.
QUESTÃO 35. TRT 4a Região (RS) – Juiz do Trabalho – 2012 –
FCC.
Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a
eficácia da alienação do estabelecimento depende
a) somente do consentimento expresso dos credores trabalhistas e
tributários.
b) do consentimento expresso ou tácito de todos os credores, em 60
(sessenta) dias de sua notificação.
c) do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de
modo expresso ou tácito, em 30 (trinta) dias a partir de sua notificação.
d) apenas do pagamento de todos os credores trabalhistas e tributários.
e) exclusivamente do consentimento expresso dos credores com garantia
real.
QUESTÃO 36. PC-PE – Delegado de Polícia – 2016 – Cespe.
A respeito de estabelecimento empresarial, aviamento e clientela, assinale
a opção correta.
a) Estabelecimento empresarial corresponde a um complexo de bens
corpóreos organizados ao exercício de determinada empresa.
b) O estabelecimento empresarial não é suscetível de avaliação econômica
e, por consequência, não pode ser alienado.
c) Aviamento refere-se à aptidão que determinado estabelecimento
empresarial possui para gerar lucros.
d) De acordo com a doutrina, aviamento e clientela são sinônimos.
e) Na legislação vigente, não há mecanismos de proteção legal à clientela.
QUESTÃO 37. AGU – Advogado da União – 2015 – Cespe.
O imóvel no qual se localize o estabelecimento da empresa é
impenhorável, inclusive por dívidas fiscais.
QUESTÃO 38. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
Para que tenha eficácia a vendado estabelecimento comercial, o
empresário alienante deve pagar a seus credores ou deve deles colher
aquiescência da venda, expressa ou tácita, salvo se existirem, em seu
patrimônio, outros bens que sejam suficientes para a solvência do passivo.
QUESTÃO 39. AGU – Advogado da União – 2012 – Cespe.
Suponha que a pessoa jurídica Alfa Alimentos Ltda. adquira o
estabelecimento empresarial da Beta Indústria Alimentícia Ltda. Nessa
situação, a adquirente responderá pelo pagamento de todos os débitos
anteriores à transferência, incluindo-se os trabalhistas e tributários, desde
que regularmente contabilizados.
QUESTÃO 40. TRF 1a Região – Juiz Federal – 2011 – Cespe.
Assinale a opção correta com relação a estabelecimento comercial.
a) Caso o locatário, no momento da propositura da ação renovatória,
apresente valor locativo compatível com o valor de mercado, o locador
deverá renovar a locação, ainda que ele receba proposta mais vantajosa de
terceiro.
b) A locação empresarial submete-se ao regime jurídico da renovação
compulsória, de acordo com o qual a locação deve ser contratada por
tempo determinado de, no mínimo, cinco anos, admitida a soma dos
prazos de contratos escritos, sucessivamente renovados, podendo esse
cálculo ser feito pelo sucessor ou cessionário do locatário.
c) Não havendo previsão contratual, o adquirente de estabelecimento pode
usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com qualificação de
sucessor, por ato entre vivos.
d) A cessão de créditos referentes a estabelecimento transferido não
produz efeitos em relação aos devedores.
e) O estabelecimento comercial compõe o patrimônio do empresário, que
possui livre disponibilidade para aliená-lo, sem a necessidade de
concordância dos credores.
QUESTÃO 41. TJ-AM – Juiz de Direito – 2016 – Cespe.
Acerca da teoria do estabelecimento comercial, assinale a opção correta.
a) Se não houver vedação expressa no contrato de trespasse, o alienante
poderá constituir nova sociedade para explorar o mesmo ramo de atividade
imediatamente após a alienação do estabelecimento.
b) A ação renovatória de locação é uma proteção especial ao
estabelecimento comercial e será julgada procedente mesmo que o locador
não queira a renovação, desde que o locatário tenha no máximo um mês
de inadimplência no contrato cuja renovação deseja.
c) O estabelecimento empresarial, por ser o local onde o empresário exerce
sua atividade empresarial, é impenhorável.
d) É condição de eficácia perante terceiros o registro do contrato de
trespasse na junta comercial e sua posterior publicação.
e) O adquirente do estabelecimento comercial é responsável pelos débitos
anteriores à transferência que não estejam contabilizados, pois estes
seguem a coisa (in propter rem).
4.2. Gabarito
1. D 22. CERTO
2. C 23. CERTO
3. D 24. A
4. B 25. D
5. A 26. E
6. E 27. D
7. D 28. A
8. B 29. D
9. A 30. C
10. A 31. D
11. B 32. C
12. ERRADO 33. E
13. ERRADO 34. B
14. ERRADO 35. C
15. D 36. C
16. A 37. ERRADO
17. A 38. CERTO
18. A 39. ERRADO
19. A 40. B
20. E 41. D
21. ERRADO
4.3. Questões comentadas
QUESTÃO 1. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2011 – VUNESP.
Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta.
a) Nas sociedades limitadas, os administradores que omitirem a palavra
“limitada” no uso da firma ou denominação social serão responsáveis
solidariamente, desde que ajam com dolo comprovado e assumam
obrigações com valor superior a 10 salários mínimos vigentes no país.
b) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas
jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o
uso exclusivo do nome nos limites do território nacional,
independentemente de registro na forma da lei especial.
c) É de 4 (quatro) anos o prazo para o prejudicado intentar ação para
anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do
contrato.
d) Equipara-se ao nome empresarial, para efeitos de proteção legal, a
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque a omissão da palavra “limitada” determina
a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim
empregarem a firma ou denominação, nos termos do art. 1.158, §3o do Código
Civil.
A alternativa B está incorreta porque o registro assegura o uso exclusivo do
nome nos limites da jurisdição da Junta Comercial, ou seja, nos limites do
Estado. A exclusividade em âmbito nacional depende de um procedimento
específico, que hoje é previsto em instrução normativa própria do DREI. A regra
consta no art. 1.166 do Código Civil.
A alternativa C está incorreta porque a ação para anular a inscrição do nome
empresarial que viole lei ou contrato pode ser ajuizada a qualquer tempo, nos
termos do art. 1.167 do Código Civil.
A alternativa D é a nossa resposta. O nome empresarial é a firma ou
denominação adotada para o exercício da empresa. A denominação das
sociedades simples, associações e fundações, que, diga-se de passagem, não
têm caráter empresarial, também obedece às mesmas regras que estamos
estudando na aula de hoje, por força do parágrafo único do art. 1.155 do
Código Civil.
GABARITO: D
QUESTÃO 2. TJ-MA – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2016 – IESES.
Sobre o nome empresarial, pode-se afirmar:
I. No âmbito da junta comercial serão aceitos os atos de empresas
mercantis com nome idêntico ou semelhante a outro já existente.
II. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da
novidade.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
Assinale a alternativa correta, cujo enunciado contenha nome comercial
que está em conformidade com o Código Civil:
a) Antônio Santos e Francisco Lacerda são sócios em uma sociedade em
conta de participação, cujo nome empresarial é Santos & Lacerda,
Comércio de Pedras Preciosas Ltda.
b) Márcia Flores e Adriana Dias são sócias em uma sociedade limitada, cujo
objeto social é o comércio de roupas e sua denominação é Floricultura
Flores e Dias Ltda.
c) Roberto Carlos e Carlos Roberto são sócios de uma sociedade limitada,
cujo objeto é a compra e venda de veículos automotivos, sendo sua
denominação Roberto & Carlos Ltda.
d) Ana Silveira e Maria Andrade são acionistas da companhia cuja
denominação é Tecelagem Santa Clara S.A.
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
conta com nome empresarial, devido à vedação expressa no art. 1.162 do
Código Civil.
A alternativa B está incorreta porque, se o objeto social é o comércio de roupas,
o nome empresarial não pode conter o termo “floricultura”, em razão do
princípio da veracidade.
A alternativa C está incorreta porque na denominação deve sempre constar o
ramo de atuação da empresa. Importante lembrar que na firma isso não é
obrigatório.
A alternativa D está correta e é a nossa resposta. No caso da sociedade
anônima, o uso da denominação é obrigatório.
GABARITO: D
QUESTÃO 4. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2016 – Consulplan.
A respeito do nome empresarial e à luz do Código Civil brasileiro, é correto
afirmar:
a) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará
sob firma e denominação, na qual somente o nome daqueles poderão
figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles, a expressão
“e companhia” ou sua abreviatura.
b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra final “limitada” ou a sua abreviatura.
c) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo
“cooperativa”.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
d) A sociedade em conta de participação funciona sob firma ou
denominação, integrada pela palavra final “em conta de participação”. 
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque a sociedade em que houver sócios de
responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes
daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a
expressão "e companhia" ou sua abreviatura (art. 1.157 do Código Civil).A alternativa B está correta e é a nossa resposta. A sociedade limitada
realmente é uma exceção, podendo adotar firma (somente a firma social) ou
denominação, desde que ao final conste a palavra “limitada”.
A alternativa C está incorreta porque a cooperativa funciona sob denominação
(e não firma) integrada pela palavra “cooperativa”, nos termos do art. 1.159 do 
Código Civil.
A alternativa D está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
pode ter firma ou denominação, de acordo com o art. 1.162 do Código Civil.
GABARITO: B
QUESTÃO 5. Prefeitura de Niterói-RJ – Fiscal de Tributos –
2015 – FGV.
O empresário e a sociedade empresária devem adotar um nome para o
exercício da empresa, de acordo com o Código Civil. Esse instituto,
conhecido como nome empresarial, possui regras para sua formação e
utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para
utilização/formação do nome empresarial é:
a) a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome
empresarial, que incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo
facultativo o aditivo & Companhia, caso todos os sócios sejam nominados;
b) a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também
conhecida como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome 
patronímico, apenas palavras ou expressões designativas do objeto social;
c) nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da
firma social como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da
denominação com a indicação do objeto social;
d) o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis,
pode usar a firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria,
com a qualificação de sucessor;
e) na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é
firma, exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo
seguida do aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado.
Comentários:
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
A alternativa A está correta. Na sociedade em nome coletivo temos todos os
sócios com responsabilidade ilimitada, e por isso ela deve adotar firma, e não
denominação. Se o nome de todos os sócios constar na firma, não é preciso
utilizar a expressão “e companhia”.
A alternativa B está incorreta porque, apesar de a denominação realmente ser
uma espécie de nome empresarial, o “nome fantasia” é aquele utilizado no dia a 
dia da empresa, que não corresponde necessariamente ao nome empresarial.
Este, por sua vez, é utilizado nas relações formais do empresário ou da
sociedade empresária.
A alternativa C está incorreta porque a sociedade anônima é obrigada a adotar
denominação, mas a sociedade em comandita por ações pode adotar firma.
A alternativa D está incorreta porque quem recebe o estabelecimento por
sucessão causa mortis não pode manter o uso da firma. A regra mencionada
pela alternativa somente se aplica à sucessão inter vivos em razão de
trespasse.
Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.
Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o
contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a
qualificação de sucessor.
A alternativa E está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
pode ter firma ou denominação.
GABARITO: A
QUESTÃO 6. TJ-SE – Juiz Substituto – 2015 – FCC.
Considere as proposições abaixo acerca do nome empresarial.
I. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará
sob denominação social.
II. A sociedade anônima poderá adotar firma ou denominação social.
III. O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma
social.
IV. O nome empresarial não pode ser objeto de compra e venda.
V. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou
denominação.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) II e V.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e IV.
e) IV e V.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
Comentários:
A assertiva I está incorreta porque quando houver sócios de responsabilidade
ilimitada será adotada firma com os nomes desses sócios, não denominação.
A assertiva II está incorreta porque a sociedade anônima é obrigada a adotar
denominação, não sendo possível neste caso a adoção de firma.
A assertiva III está incorreta porque a firma deve, salvo poucas exceções,
refletir a composição do quadro social. Por isso o nome do sócio que falecer, for
excluído ou se retirar não pode ser conservado na firma social.
A assertiva IV está correta. O art. 1.164 do Código Civil proíbe, como regra
geral, a alienação do nome empresarial. Isso somente é possível como parte da
alienação de todo o estabelecimento empresarial (contrato de trespasse).
A assertiva V está correta. O art. 1.162 do Código Civil proíbe que a sociedade
em conta de participação adote firma ou denominação.
GABARITO: E
QUESTÃO 7. SAEB-BA – Analista de Registro de Comércio –
2015 – IBFC.
Considere as disposições do código civil brasileiro sobre o nome
empresarial e assinale a alternativa correta.
a) A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e
ilimitada dos sócios, administradores ou não.
b) A sociedade em comandita por ações é obrigada a adotar denominação
como nome empresarial.
c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
d) Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
e) O nome empresarial pode, livremente, ser objeto de alienação em
conjunto ou separado.
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque a omissão do termo “limitada” implica em 
responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que utilizarem dessa
forma a firma ou denominação da sociedade, nos termos do §3o do art. 1.158
do Código Civil.
A alternativa B está incorreta porque a sociedade em comandita por ações,
assim como a sociedade limitada e a EIRELI, pode adotar firma ou
denominação. Caso adote denominação designativa do objeto social, esta
deverá ser seguida da expressão “comandita por ações”, de acordo com o art. 
1.161 do Código Civil.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
A alternativa C está incorreta porque, de acordo com o art. 1.162 do Código
Civil, a sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem
denominação.
A alternativa D está correta e é a nossa resposta. A alternativa transcreve a
regra do art. 1.155, parágrafo único.
A alternativa E está incorreta porque o Código Civil, em seu art. 1.164, proíbe
que o nome empresarial seja objeto de alienação. Isso somente pode acontecer
por meio do contrato de trespasse, em que se transfere todo o estabelecimento
empresarial, e não apenas o nome.
GABARITO: D
QUESTÃO 8. TJ-PE – Juiz de Direito – 2015 – FCC.
Acerca do nome empresarial, é correto afirmar:
a) O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social.
b) É vedada a alienação do nome empresarial.
c) A inscrição do nome empresarial somente será cancelada a
requerimento do seu titular, mesmo quando cessado o exercício da
atividade para que foi adotado.
d) Independentemente de previsão contratual, o adquirente de
estabelecimento, por ato entre vivos, pode usar o nome empresarial do
alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.
e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque o Código Civil determina, em seu art.
1.165, que o nome do sócio que falecer, for excluído ou se retirar não pode
permanecer na firma social”. Lembre-se do princípio da veracidade! 
A alternativa B está correta, reproduzindo a regra geral do art. 1.164 do Código
Civil.
A alternativa C está incorreta porque, de acordo com o art. 1.168, a inscrição
do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer interessado,
quando cessar o exercício da atividade ou quando for concluída a liquidação da
sociedade que o inscreveu.
A alternativa D está incorreta porque a possibilidade deuso do nome
empresarial do alienante pelo adquirente do estabelecimento empresarial
depende de previsão contratual, nos termos do parágrafo único do art. 1.164.
A alternativa E está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
pode ter firma e nem denominação, nos termos do art. 1.162.
GABARITO: B
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
parte da alienação de todo o estabelecimento empresarial, o que pode ocorrer
por meio do contrato de trespasse.
A alternativa D está incorreta porque a regra do art. 1.165 é justamente o
contrário: o nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não
pode ser conservado na firma social.
A alternativa E está incorreta porque, de acordo com o art. 1.158, §3o, a
responsabilidade que decorre da omissão da palavra “limitada” é solidária e 
ilimitada.
GABARITO: A
QUESTÃO 10. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2015 – Consulplan.
A respeito do nome empresarial e com base no Código Civil (Lei nº 10.406,
de 10 de janeiro de 2002), assinale a afirmativa correta:
a) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra final “limitada” ou a sua abreviatura.
b) O empresário opera somente sob denominação constituída por seu
nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais
precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
c) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada
somente operará sob denominação, na qual poderão figurar também os
nomes dos sócios de responsabilidade limitada, bastando para formá-la
aditar ao nome de um deles a expressão “e companhia” ou sua 
abreviatura.
d) A omissão da palavra “limitada” é irrelevante para determinar a
responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim
empregarem a firma ou denominação da sociedade.
Comentários:
Nossa resposta é a alternativa A. Você já está cansado de saber que a
sociedade limitada tem a flexibilidade de adotar firma ou denominação, mas em
qualquer caso deve utilizar o termo “limitada” ou sua abreviatura, nos termos 
do art. 1.158.
A alternativa B está incorreta porque o empresário individual deve operar sob
firma, e não sob denominação, nos termos do art. 1.156.
A alternativa C está incorreta porque, quando houver sócios de
responsabilidade ilimitada, a sociedade deve operar sob firma, na qual somente
os nomes desses sócios poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao
nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura.
A alternativa D está incorreta porque a omissão da palavra “limitada” importa 
na responsabilização ilimitada e solidária dos administradores que assim
utilizarem a firma ou denominação da sociedade.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
GABARITO: A
QUESTÃO 11. TRT 18a Região – Juiz do Trabalho – 2014 –
FCC.
Quanto à natureza e espécies do nome empresarial, considere:
I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do
empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial, enquanto a
denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base
nome civil ou qualquer outra expressão linguística.
II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o representante
legal da sociedade empresária que adota firma, ao obrigá-la juridicamente,
devem ambos assinar o respectivo instrumento não com o seu nome civil,
mas com o empresarial.
III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida em
que a denominação, além de identidade do empresário, é também a sua
assinatura, enquanto a firma é exclusivamente elemento de identificação
do exercente da atividade empresarial, não prestando a outra função.
Está correto o que consta APENAS em
a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.
Comentários:
A assertiva I está correta. A firma é constituída pelo nome civil do empresário
individual ou dos sócios, podendo ou não conter indicação do ramo de atividade
da empresa, enquanto a denominação pode ser formada por quaisquer
expressões, podendo inclusive adotar o nome de um ou mais sócios, devendo
haver ainda a indicação do ramo de atividade.
A assertiva II também está correta. Na aula de hoje você aprendeu que a firma,
além de identificar quem exerce a atividade econômica, tem também a função
de assinatura do empresário ou da sociedade empresária.
A assertiva III está incorreta justamente porque confunde as duas modalidades
de nome empresarial no que se refere a essa função de assinatura.
GABARITO: B
QUESTÃO 12. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
João, empresário individual, planeja constituir empresa individual de
responsabilidade limitada. Para tanto, ele pretende integralizar o capital
IMPORTANTE
com bem imóvel de sua propriedade e deseja mudar o nome que ora utiliza
no exercício de sua atividade (J. B. Leite e Derivados ME) para Da Serra —
Leite e Derivados Ltda.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
João não poderá usar a denominação pretendida, já que, pela forma
empresarial a ser adotada, só é possível a utilização de firma, acrescida da
palavra Eireli ou Limitada ao final.
Comentários:
Esta questão cria confusão em vários níveis. Primeiro ela diz que João poderia
constituir EIRELI com nome empresarial que contenha a palavra “limitada” ao 
final. Obviamente isso não faz nenhum sentido. Outro erro está em dizer que a
EIRELI somente poderia adotar firma, já que ela, assim como a sociedade
limitada, pode adotar tanto firma quanto denominação.
GABARITO: ERRADO
QUESTÃO 13. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
De acordo com o Código Civil, o nome empresarial poderá ser objeto de
alienação, cabendo ao adquirente de estabelecimento realizar as devidas
alterações contratuais e seu respectivo registro na junta comercial.
Comentários:
O art. 1.164 estabelece como regra a vedação à alienação do nome
empresarial. Lembre-se de que a doutrina reconhece o nome empresarial como
direito personalíssimo, e aí está a lógica de proibir sua alienação, a não ser
quando todo o estabelecimento empresarial é alienado, o que ocorre por meio
do contrato de trespasse.
GABARITO: ERRADO
QUESTÃO 14. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo –
2014 – Cespe.
Na composição do nome empresarial de uma empresa individual de
responsabilidade limitada, não se pode utilizar firma, mas apenas
denominação, que deve ser sempre acompanhada da expressão EIRELI.
Comentários:
A EIRELI, assim como a sociedade limitada, podem adotar tanto firma quanto
denominação, seguidas, respectivamente, dos termos “EIRELI” ou “limitada”, 
admitindo-se também a abreviatura “ltda”.
GABARITO: ERRADO
IMPORTANTE
IMPORTANTE
QUESTÃO 15. TJ-BA – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2013 – Cespe.
Assinale a opção correta acerca de nome empresarial.
a) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar de uma
sociedade, pode ser conservado na firma social dessa sociedade.
b) Para os efeitos legais, o nome empresarial não se equipara à
denominação das sociedades simples, associações e fundações.
c) A sociedade com sócios de responsabilidade ilimitada deve operar sob
denominação, na qual os nomes desses sócios podem figurar com
exclusividade, bastando, para formá-la, a adição da expressão “e 
companhia” ou sua abreviatura ao nome de um deles.
d) A sociedade cooperativa funciona sob denominação acrescida do
vocábulo “cooperativa”.
e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque esses são justamente os casos em que o
nome do sócio deve ser retirado da firma.
A alternativa B está incorreta porque a denominação das sociedades simples,
associações e fundações é equiparado por lei ao nome empresarial.
A alternativa C está incorreta porque a sociedade na qual haja sócios de
responsabilidade ilimitada deve operar sempre sob firma que contenha os
nomes desses sócios, ou o nome de pelo menos um deles seguido da expressão
“e companhia”.
A alternativa D está corretae é a nossa resposta. Esta é a reprodução do
conteúdo do art. 1.159 do Código Civil.
A alternativa E está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
pode ter firma e nem denominação.
GABARITO: D
QUESTÃO 16. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2013 – TJ-RS.
Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta.
a) O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e novidade.
b) A proteção ao nome empresarial decorrerá do seu registro no Instituto
Nacional de Propriedade Industrial.
c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação.
d) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
Comentários:
Os princípios da veracidade e da novidade são aplicáveis à designação do nome
empresarial, como você teve a oportunidade de aprender na aula de hoje. Por
isso a alternativa A é a nossa resposta.
A alternativa B está incorreta porque não é necessário registrar o nome
empresarial junto ao INPI. A proteção do nome empresarial decorre do próprio
registro do empresário ou da sociedade empresária na Junta Comercial. A partir
daí o nome estará automaticamente protegido nos limites do Estado, e essa
proteção, como você já sabe, poderá ser estendida para todo território nacional
por meio de procedimento especial.
A alternativa C está incorreta porque, como regra geral, o nome empresarial
não pode ser alienado, já que se trata de um direito personalíssimo.
A alternativa D está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
pode ter firma e nem denominação.
GABARITO: A
QUESTÃO 17. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2013 – TJ-RS.
Assinale a alternativa correta.
a) A firma e a denominação são espécies de nome empresarial.
b) Título de estabelecimento e nome empresarial são expressões
sinônimas.
c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois compõe o pleno
universal do estabelecimento comercial.
d) O nome empresarial e a marca se reportam aos mesmos objetos
semânticos.
Comentários:
Nossa resposta é a alternativa A. Realmente firma e denominação são as
espécies de nome empresarial que estudamos na aula de hoje.
A alternativa B está incorreta porque título de estabelecimento nada mais é do
que o nome fantasia, ou seja, o nome que o empresário usa nas relações
informais, normalmente associado à sua marca.
A alternativa C está incorreta porque, como regra geral, o nome empresarial
não pode ser objeto de alienação, apesar de isso poder acontecer quando todo
o estabelecimento empresarial é alienado.
A alternativa D está incorreta porque a marca é um sinal que identifica produtos
ou serviços do empresário. A marca e o nome empresário não se referem aos
mesmos objetos semânticos, sendo inclusive regulamentados por regimes
diferentes, já que a marca deve ser registrada junto ao Instituto Nacional da
Propriedade Intelectual.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
IMPORTANTE
GABARITO: A
QUESTÃO 18. TRT 1a Região (RJ) – Juiz do Trabalho – 2012 –
FCC.
Em relação ao nome empresarial, é correto afirmar que
a) a inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de
qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi
adotado, ou quando findar a liquidação da sociedade que o inscreveu.
b) o nome empresarial pode ser objeto de alienação.
c) o nome do sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser
conservado na firma social, se houver a concordância dos demais sócios
remanescentes.
d) a sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação,
integrada pela palavra final “sociedade participativa” ou sua abreviatura.
e) cabe a qualquer interessado, no prazo de um ano, ação para nulificar a
inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato.
Comentários:
A alternativa A está correta. De acordo com o art. 1.168 do Código Civil, a
inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer
interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado, ou
quando ultimar-se a liquidação da sociedade que o inscreveu.
A alternativa B está incorreta. O nome empresarial não pode ser objeto de
alienação, nos termos do art. 1.164 do Código Civil.
A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 1.165 do Código Civil, não
pode ser conservado na firma social o nome de sócio que vier a falecer, for
excluído ou se retirar.
A alternativa D está correta. De acordo com o art. 1.162, a sociedade em conta
de participação não pode ter firma ou denominação.
A alternativa E está incorreta. Cabe ao prejudicado, a qualquer tempo, ajuizar
ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou
do contrato, nos termos do art. 1.167 do Código Civil.
GABARITO: A
QUESTÃO 19. PGFN – Procurador da Fazenda Nacional – 2012
– ESAF.
Em relação ao nome empresarial, marque a opção correta.
a) O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.
b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela
palavra inicial ou final "limitada" ou a sua abreviatura.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
d) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo
"cooperativa".
e) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser
conservado na firma social.
Comentários:
Nossa resposta é a alternativa A, pois, como você já está cansado de saber,
como regra geral o nome empresarial não pode ser alienado, já que se trata de
um direito personalíssimo.
A alternativa B está incorreta porque a palavra “limitada”, ou sua abreviatura, 
deve estar no final do nome da sociedade limitada, não podendo constar no
início.
A alternativa C está incorreta porque a sociedade em conta de participação não
pode ter firma ou denominação.
A alternativa D está incorreta porque a cooperativa opera sob denominação,
seguida da palavra “cooperativa”.
A alternativa E está incorreta porque o nome do sócio falecido, excluído ou que
tenha se retirado do quadro social não pode ser mantido na firma.
GABARITO: A
QUESTÃO 20. TJ-PI – Juiz de Direito – 2012 – Cespe.
Assinale opção correta acerca do nome empresarial.
a) Por expressa disposição legal, a sociedade em conta de participação
deve operar sob firma ou denominação.
b) É vedado ao adquirente de estabelecimento usar o nome do alienante
precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor, mediante ato
entre vivos e autorização contratual, visto que o nome empresarial não
pode ser objeto de alienação.
c) O Código Civil determina que se aplique às pessoas jurídicas, no que
couber, a proteção dos direitos da personalidade, sendo entendimento
pacífico da doutrina brasileira que o nome empresarial deve ser
compreendido como direito da personalidade do empresário.
d) A firma deve ser composta com o nome de um ou mais sócios, desde
que sejam pessoas físicas, de modo indicativo da relação social, podendo
ser adotada nas sociedades limitadas, nas sociedades em comandita por
ações e nas sociedades anônimas.
e) A inscrição do nome empresarial deve ser cancelada, a requerimento de
qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para a qual
tenha sido adotado o nome, ou quando se ultimar a liquidação da
sociedade que o tenha inscrito.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque, como você já está cansado de saber, a
sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem denominação.
A alternativa B está incorreta porque existe a possibilidade de sucessão no
nome empresarial neste caso, em que pese a proibição geral de alienação do
nome empresarial. Esta exceção se aplica justamente à alienação do
estabelecimento empresarial, por meio do famoso contrato de trespasse.
A alternativa C está incorreta porque alguns doutrinadores consideram o nome
empresarial como direito personalíssimo, mas não podemos dizer que esse
entendimento é pacífico na doutrina nacional.
A alternativa D está incorreta porque a sociedade anônima operanecessariamente sob denominação.
A alternativa E está correta, reproduzindo o conteúdo do art. 1.168 do Código
Civil.
GABARITO: E
QUESTÃO 21. TCE-BA – Procurador – 2010 – Cespe.
De acordo com o Código Civil, considera-se nome empresarial a firma ou a
denominação adotada para o exercício de empresa; dessa forma, a
sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação.
Comentários:
A assertiva está correta ao dizer que o nome empresarial comporta as
modalidades firma e denominação, mas a sociedade em conta de participação é
uma exceção, sendo proibida pelo Código Civil de adotar nome empresarial.
GABARITO: ERRADO
QUESTÃO 22. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe.
Considere que Lena seja sócia comanditada de certa sociedade em
comandita simples, e João, sócio comanditário. Nessa hipótese, a razão
social deve ser composta apenas com o nome de Lena, que possui
responsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais.
Comentários:
A sociedade em comandita simples é uma das modalidades sociais em que há
sócios com responsabilidade ilimitada, e por isso deverá adotar firma, que
conterá os nomes desses sócios.
GABARITO: CERTO
QUESTÃO 23. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe.
Segundo a doutrina majoritária nacional, o direito ao nome empresarial é
um direito personalíssimo.
Comentários:
Podemos dizer que a doutrina majoritária encara o nome empresarial como um
direito personalíssimo, mas não podemos dizer que esse entendimento é
pacífico na doutrina, ok!? 
GABARITO: CERTO
QUESTÃO 24. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2016 – VUNESP.
Assinale a alternativa correta no que respeita ao estabelecimento
empresarial.
a) A eficácia da alienação do estabelecimento, se ao alienante não
restarem bens suficientes para solver o passivo, dependerá do pagamento
de todos os credores, ou do consentimento destes, que se admite de modo
expresso ou tácito, no prazo de 30 dias contados de sua notificação.
b) Por consistir no complexo de bens organizado para o exercício da
empresa, o estabelecimento não pode ser objeto unitário de negócios
jurídicos constitutivos, ainda que compatíveis com a sua natureza.
c) O contrato que tenha por objeto o trespasse do estabelecimento
produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data de sua assinatura.
d) O adquirente do estabelecimento responde pessoalmente pelo
pagamento dos débitos anteriores à transferência, independentemente de
estarem contabilizados, exonerando-se o devedor primitivo quanto aos
créditos vencidos.
e) O alienante, em razão de expressa previsão legal, não poderá fazer
concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à assinatura do
contrato de trepasse, não sendo admitida autorização expressa em sentido
contrário.
Comentários:
A alternativa A é a nossa resposta. O trespasse depende da anuência dos
credores, a não ser que o alienante tenha bens suficientes para pagar tudo que
deve, nos termos do art. 1.145 do Código Civil.
A alternativa B está incorreta porque o estabelecimento empresarial pode ser
objeto unitário de negócios jurídicos, sejam eles translativos ou constitutivos,
desde que sejam compatíveis com sua natureza. O Código Civil prevê essa
possibilidade em seu art. 1.143.
A alternativa C está incorreta porque o contrato de trespasse começa a surtir
efeitos a partir de seu registro na Junta Comercial, e não de sua assinatura, nos
termos do art. 1.144 do Código Civil.
A alternativa D está incorreta porque o adquirente responde pelo pagamento de
dívidas contabilizadas, continuando o alienante solidariamente obrigado pelo
prazo de 1 ano, de acordo com o art. 1.146 do Código Civil.
IMPORTANTE
IMPORTANTE
A alternativa E está incorreta porque o art. 1.147 admite a possibilidade de o
contrato de trespasse trazer autorização expressa para que o alienante faça
concorrência ao adquirente.
GABARITO: A
QUESTÃO 25. TJ-SP – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP.
Sobre alienação dos estabelecimentos empresariais, é correto afirmar:
a) exige que o alienante ceda, separada e individualmente, ao adquirente
cada um dos contratos estipulados para a exploração do estabelecimento.
b) permite que o alienante se restabeleça de imediato se assim desejar,
continuando a exploração da mesma atividade, caso não haja expressa
vedação contratual no contrato de trespasse.
c) o contrato de alienação de estabelecimento produzirá efeitos imediatos
entre as partes e perante terceiros, salvo se alienante e adquirente
exercerem o mesmo ramo de atividades, quando a operação ficará na
dependência da aprovação da autoridade de defesa da concorrência.
d) a alienação implica a responsabilidade do adquirente pelos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, sem
prejuízo da obrigação solidária do devedor primitivo na forma da lei.
Comentários:
A alternativa A está incorreta por uma razão muito simples: não faria sentido
que a lei exigisse que o alienante precisa ceder separadamente cada um dos
contratos para exploração do estabelecimento. Na realidade, de acordo com o
art. 1.148 do Código Civil, salvo disposição em contrário, a transferência do
estabelecimento importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados
para sua exploração, se não tiverem caráter pessoal.
A alternativa B está incorreta porque, em regra, o alienante não pode fazer
concorrência ao adquirente nos 5 anos subsequentes à alienação, nos termos
do art. 1.147 do Código Civil.
A alternativa C está incorreta porque o contrato, em regra, só produzirá efeitos
quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário,
ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de
publicado na imprensa oficial.
A alternativa D é a nossa resposta, invocando os exatos termos do art. 1.146
do Código Civil.
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.
GABARITO: D
IMPORTANTE
QUESTÃO 26. TJ-MS – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP.
Assinale a alternativa correta acerca do estabelecimento, conforme
disciplinado pelo Código Civil.
a) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados,
continuando o devedor primitivo solidariamente responsável, quanto aos
créditos vencidos, pelo prazo de dois anos a partir da publicação do
trespasse.
b) Não restando ao alienante bens suficientes para solver seu passivo, a
eficácia da alienação do estabelecimento dependerá do pagamento de
todos os credores, ou do consentimento expresso destes, no prazo de
sessenta dias a partir da notificação.
c) O contrato que tenha por objeto a alienação, usufruto ou arrendamento
do estabelecimento, produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data
em que se realize o trespasse.
d) No caso de arrendamento do estabelecimento, não havendo autorização
expressa, o arrendante não poderá fazer concorrência ao arrendatário, nos
cinco anos subsequentes ao arrendamento, independentemente do prazo
do contrato.
e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido
produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento
da publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-
fé pagar ao cedente.
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque o prazo pelo qual o alienante fica
solidariamente obrigado em relação às dívidas anteriores ao trespasse é de 1
ano, nos termos do art. 1.146 do Código Civil.
A alternativa B está incorreta porque o consentimento dos credores neste caso
poderá ser tácito. O art. 1.144 prevê a necessidade de o alienante notificar os
credores, e se estes não se manifestarem no prazo de 30 dias, será considerado
seu consentimento.
A alternativa C está incorreta porque o contrato de trespasse produz efeitos
apenas após seu registro e publicação naimprensa oficial, nos termos do art.
1.144.
A alternativa D está incorreta porque, de acordo com o parágrafo único do art.
1.147, no caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição de
concorrência persistirá durante o prazo do contrato.
A alternativa E está correta, trazendo a regra prevista no art. 1.149 do Código
Civil. Atenção à possibilidade de o devedor de boa-fé exonerar-se de sua
obrigação fazendo o pagamento ao alienante do estabelecimento!
GABARITO: E
QUESTÃO 27. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2014 – VUNESP.
Considera-se complexo de bens organizado para o exercício da empresa,
por empresário ou sociedade empresária:
a) atividade econômica desenvolvida profissionalmente.
b) estabelecimento.
c) patente.
d) ponto.
Comentários:
O complexo de bens que servem ao exercício da atividade empresarial nada
mais é do que o estabelecimento, que é pela doutrina considerado como uma
universalidade de fato.
GABARITO: D
QUESTÃO 28. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2012 – VUNESP.
Na transferência do estabelecimento empresarial, é correto afirmar que
a) desde que determinado no contrato, as partes poderão acordar que a
transferência não importará a sub­rogação do adquirente nos contratos
estipulados para a exploração do estabelecimento.
b) o adquirente do estabelecimento não responde pelo pagamento dos
débitos anteriores à transferência, ainda que contabilizados.
c) no caso de arrendamento do estabelecimento, é possível,
independentemente de autorização expressa, que o arrendador concorra
com o arrendatário.
d) a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido
produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento
da realização do contrato.
Comentários:
Nossa resposta é a alternativa A. A transferência do estabelecimento, em regra,
importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração
do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal. Por outro lado, o próprio
art. 1.148 do Código Civil prevê a possibilidade de estipulação contratual em
sentido contrário.
A alternativa B está incorreta porque os débitos anteriores são assumidos pelo
adquirente, desde que regularmente contabilizados, nos termos do art. 1.146
do Código Civil.
A alternativa C está incorreta porque, de acordo com o parágrafo único do art.
1.147, nos casos de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição
de concorrência persistirá durante o prazo do contrato.
A alternativa D está incorreta porque a produção de efeitos do trespasse se dá
com o registro e a publicação do contrato, e não com a sua celebração.
GABARITO: A
QUESTÃO 29. TJ-MS – Titular de Serviços de Notas e de
Registros – 2009 – VUNESP.
O contrato de trespasse produzirá efeitos perante terceiros quando
a) publicado na imprensa oficial e noticiado aos credores.
b) registrado perante a Junta Comercial e depois de efetivada comunicação
aos credores para que remetam por escrito sua aceitação.
c) registrado no Registro Civil de Pessoa Jurídica e averbado na Junta
Comercial.
d) averbado à margem da inscrição do empresário ou da sociedade
empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na
imprensa oficial.
e) o estabelecimento for objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
Comentários:
O art. 1.444 do Código Civil é claro no sentido de que o contrato de trespasse
somente produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de
Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.
GABARITO: D
QUESTÃO 30. TJ-AL – Juiz de Direito – 2015 – FCC.
Relativamente ao estabelecimento empresarial, considere:
I. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou
arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros
depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade
empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na
Imprensa Oficial.
II. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento
de todos os credores, ou do consentimento destes, somente de modo
expresso, em trinta dias a partir de sua notificação.
III. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados,
continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um
ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos
outros, da data do vencimento.
IV. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não
pode fazer concorrência ao adquirente, nos três anos subsequentes ao
registro da transferência.
V. É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, III e IV.
b) II, III, IV e V.
c) I, III e V.
d) I, II, IV e V.
e) I, III, IV e V.
Comentários:
A assertiva I está correta, reproduzindo a regra do art. 1.444 do Código Civil.
A assertiva II está incorreta, pois o prazo de 30 dias se aplica justamente à
possibilidade de consentimento tácito por parte dos credores do alienante, nos
termos do art. 1.145 do Código Civil.
A assertiva III está correta, reproduzindo a regra acerca das dívidas anteriores
ao trespasse, que constam no art. 1.146.
A assertiva IV está incorreta, pois o prazo da vedação à concorrência por parte
do alienante é, em regra, de 5 anos, e não apenas 3.
A assertiva V está correta, reproduzindo o conteúdo da Súmula 451 do STJ,
segundo a qual é possível não apenas a penhora do estabelecimento comercial
como um todo, mas também do imóvel onde funciona a sua sede.
GABARITO: C
QUESTÃO 31. TJ-SC – Juiz de Direito – 2015 – FCC.
Ricardo, empresário do ramo de móveis, alienou o seu estabelecimento
para Alexandre, que ali deu continuidade à exploração da mesma
atividade. No contrato de trespasse, foram regularmente contabilizadas
todas as dívidas relativas ao estabelecimento, algumas delas já vencidas e
outras por vencer. Nesse caso, Ricardo
a) não responde pelas dívidas do estabelecimento, ainda que anteriores à
sua transferência.
b) responde com exclusividade por todas as dívidas do estabelecimento
anteriores à sua transferência.
c) responde com exclusividade apenas pelas dívidas já vencidas por
ocasião da transferência do estabelecimento.
d) responde solidariamente com Alexandre, durante determinado prazo,
por todas as dívidas anteriores à transferência do estabelecimento.
e) responde solidariamente com Alexandre apenas pelas dívidas já
vencidas por ocasião da transferência do estabelecimento.
Comentários:
O adquirente responde por todas as dívidas regularmente contabilizadas, mas o
alienante é solidariamente responsável pelo período de 1 ano contado da
publicação do contrato, quanto aos créditos vencidos, ou do vencimento da
dívida, quanto às dívidas vincendas.
GABARITO: D
QUESTÃO 32. SEFAZ-PE – Julgador Administrativo Tributário
do Tesouro Estadual – 2015 – FCC.
Quanto ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar:
a) O conceito de estabelecimento empresarial confunde-se com o da
sociedade empresária, como sujeito de direito, e com o de empresa, como
atividade econômica.
b) O estabelecimento empresarial é composto apenas por elementos
materiais, como as mercadorias do estoque, os mobiliários, utensílios,
veículos, maquinaria, clientela etc.
c) Na classificação geral dos bens, conforme Código Civil, o
estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato, por encerrar
um conjunto de bens pertinentes ao empresário e destinados à mesma
finalidade, de servir à exploração de empresa.
d) Ao estabelecimento empresarial imputam-se as obrigações e
asseguram-se os direitos relacionados com a empresa, já que passou o
estabelecimento a possuir personalidade jurídica.
e) A sociedade empresária só pode ser titular de um único estabelecimento
empresarial, dado o princípio da unicidade.
Comentários:O estabelecimento empresarial é composto pelos bens, materiais e imateriais,
destinados ao exercício da atividade empresarial, mas não podemos confundi-lo
com a própria sociedade empresária. Na realidade, o estabelecimento é uma
universalidade de fato, e não uma pessoa jurídica.
GABARITO: C
QUESTÃO 33. DPE-CE – Defensor Público – 2014 – FCC.
João, titular de estabelecimento comercial do ramo de confeitaria, alienou-
o para Paulo, que continuou explorando a mesma atividade no local. Dois
anos depois da transferência, João decidiu alugar o imóvel vizinho, no qual
estabeleceu nova confeitaria, passando a competir diretamente com Paulo.
Nesse caso, e considerando que o contrato de trespasse nada previa acerca
da proibição de concorrência, é correto afirmar:
a) João tem direito de fazer concorrência a Paulo, dado que o contrato
nada previa a esse respeito.
b) É requisito de validade do contrato de trespasse a estipulação, por
escrito, acerca do direito de concorrência por parte do alienante do
estabelecimento.
c) Nem mesmo com autorização expressa de Paulo seria lícito a João fazer-
lhe concorrência, por se tratar de direito irrenunciável, que visa a impedir o
comportamento empresarial predatório, prejudicial ao desenvolvimento
sustentável da ordem econômica.
d) João tem direito de explorar a mesma atividade no imóvel vizinho
amparado no princípio constitucional da liberdade de concorrência,
reputando-se nulas quaisquer convenções que o proibissem de competir
com Paulo.
e) Na omissão do contrato, João não poderá fazer concorrência a Paulo nos
cinco anos subsequentes à transferência do estabelecimento.
Comentários:
Na situação descrita, João somente poderia fazer concorrência a Paulo se
houvesse autorização expressa para tal no contrato. Caso contrário, ele estaria
impedido pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 1.147.
GABARITO: E
QUESTÃO 34. TJ-AP – Juiz de Direito – 2014 – FCC.
Realizado o trespasse do estabelecimento, é correto afirmar:
a) O nome empresarial do titular do estabelecimento pode ser incluído na
alienação do estabelecimento.
b) Não havendo autorização expressa, o alienante não pode fazer
concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à transferência.
c) O adquirente não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à
transferência que estejam regularmente contabilizados.
d) A eficácia quanto a terceiros independe de averbação no Registro
Público de Empresas Mercantis e de publicação na imprensa oficial.
e) O adquirente que continua a exploração do estabelecimento adquirido,
não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido,
devidos até a data do ato.
Comentários:
Esta questão gerou muita polêmica por causa da alternativa A, que, de acordo
com o gabarito oficial, está incorreta. Você já sabe que, em regra, o nome
empresarial é inalienável, mas que ele pode ser cedido juntamente com o
estabelecimento empresarial no contrato de trespasse. Sinceramente não
consigo entender exatamente por que a banca deu como errada a alternativa.
A alternativa B é a nossa resposta, que reproduz a regra de não concorrência
prevista no art. 1.147 do Código Civil.
A alternativa C está incorreta porque, desde que os débitos estejam
regularmente contabilizados, o adquirente responderá por eles, nos termos do
art. 1.146.
A alternativa D está incorreta porque a eficácia do contrato contra terceiros
depende de seu registro e da sua publicação na imprensa oficial, de acordo com
o art. 1.144.
A alternativa E está incorreta porque as dívidas tributárias, assim como as
demais, são assumidas pelo adquirente do estabelecimento. Lembre-se apenas
de que essas dívidas, assim como as trabalhistas, estão sujeitas a regime
jurídico próprio.
GABARITO: B
QUESTÃO 35. TRT 4a Região (RS) – Juiz do Trabalho – 2012 –
FCC.
Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a
eficácia da alienação do estabelecimento depende
a) somente do consentimento expresso dos credores trabalhistas e
tributários.
b) do consentimento expresso ou tácito de todos os credores, em 60
(sessenta) dias de sua notificação.
c) do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de
modo expresso ou tácito, em 30 (trinta) dias a partir de sua notificação.
d) apenas do pagamento de todos os credores trabalhistas e tributários.
e) exclusivamente do consentimento expresso dos credores com garantia
real.
Comentários:
De acordo com o art. 1.145 do Código Civil, se o alienante não restarem bens
suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento
depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de
modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
GABARITO: C
QUESTÃO 36. PC-PE – Delegado de Polícia – 2016 – Cespe.
A respeito de estabelecimento empresarial, aviamento e clientela, assinale
a opção correta.
a) Estabelecimento empresarial corresponde a um complexo de bens
corpóreos organizados ao exercício de determinada empresa.
aquiescência da venda, expressa ou tácita, salvo se existirem, em seu
patrimônio, outros bens que sejam suficientes para a solvência do passivo.
Comentários:
A assertiva traz a regra do art. 1.145 do Código Civil, apesar da redação não
tão clara. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de
todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito,
em trinta dias a partir de sua notificação.
GABARITO: CERTO
QUESTÃO 39. AGU – Advogado da União – 2012 – Cespe.
Suponha que a pessoa jurídica Alfa Alimentos Ltda. adquira o
estabelecimento empresarial da Beta Indústria Alimentícia Ltda. Nessa
situação, a adquirente responderá pelo pagamento de todos os débitos
anteriores à transferência, incluindo-se os trabalhistas e tributários, desde
que regularmente contabilizados.
Comentários:
Esta é uma questão polêmica em que, na minha opinião, a banca “perdeu a 
mão”, elaborando uma assertiva obscura. De acordo com o art. 1.146 do
Código Civil, o adquirente responde pelas dívidas regularmente contabilizadas,
mas a doutrina e a jurisprudência dominantes entendem que as dívidas
tributárias e trabalhistas, sujeitas a regime jurídico próprio, estão de fora dessa
regra, e, ao menos em princípio, são assumidas pelo adquirente mesmo que
não contabilizadas.
GABARITO: ERRADO
QUESTÃO 40. TRF 1a Região – Juiz Federal – 2011 – Cespe.
Assinale a opção correta com relação a estabelecimento comercial.
a) Caso o locatário, no momento da propositura da ação renovatória,
apresente valor locativo compatível com o valor de mercado, o locador
deverá renovar a locação, ainda que ele receba proposta mais vantajosa de
terceiro.
b) A locação empresarial submete-se ao regime jurídico da renovação
compulsória, de acordo com o qual a locação deve ser contratada por
tempo determinado de, no mínimo, cinco anos, admitida a soma dos
prazos de contratos escritos, sucessivamente renovados, podendo esse
cálculo ser feito pelo sucessor ou cessionário do locatário.
c) Não havendo previsão contratual, o adquirente de estabelecimento pode
usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com qualificação de
sucessor, por ato entre vivos.
d) A cessão de créditos referentes a estabelecimento transferido não
produz efeitos em relação aos devedores.
e) O estabelecimento comercial compõe o patrimônio do empresário, que
possui livre disponibilidade para aliená-lo, sem a necessidade de
concordância dos credores.
Comentários:
Questão interessante sobre o contrato de locação empresarial.
A alternativa A está incorreta porque o recebimento de proposta mais
interessante do ponto de vista econômico é uma das razões de defesa do
locador na ação renovatória. Nesse caso o locador deverá juntar prova
documental da proposta do terceiro, subscrita por este e por duas testemunhas,
com clara indicação do ramo a ser explorado, que não poderá ser o mesmo do
locatário. O locatário, por sua vez, terá a oportunidade de aceitar ascondições
para obter a renovação do contrato.
Nessa hipótese a lei prevê ainda, juntamente com a possibilidade de retomada
do ponto pelo locador, a obrigação de indenizar o locatário pela perda do ponto.
Essa indenização será arbitrada pelo juiz para ressarcir os prejuízos e os lucros
cessantes que o locatário tiver que arcar com mudança, perda do lugar e
desvalorização do estabelecimento empresarial.
A alternativa B está correta e é a nossa resposta, reproduzindo a regra do art.
51 da Lei n. 8.245/1991.
Art. 51. Nas locações de imóveis destinados ao comércio, o locatário terá direito a
renovação do contrato, por igual prazo, desde que, cumulativamente: 
I - o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado;
II - o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos
contratos escritos seja de cinco anos;
III - o locatário esteja explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo mínimo e
ininterrupto de três anos.
§ 1º O direito assegurado neste artigo poderá ser exercido pelos cessionários ou
sucessores da locação; no caso de sublocação total do imóvel, o direito a renovação
somente poderá ser exercido pelo sublocatário.
A alternativa C está incorreta porque essa hipótese de uso do nome empresarial
pelo adquirente, prevista no art. 1.164, parágrafo único, do Código Civil, exige
previsão específica no contrato.
A alternativa D está incorreta porque a cessão de créditos no contrato de
trespasse obviamente produz efeitos em relação a terceiros, desde que o
contrato seja devidamente registrado na Junta Comercial e publicado na
imprensa oficial.
A alternativa E está incorreta porque, se o empresário não tiver patrimônio
suficiente para saldar todos os credores, a alienação do estabelecimento
dependerá da anuência de todos eles, que poderá ser expressa ou tácita, nos
termos do art. 1.145 do Código Civil.
GABARITO: B
QUESTÃO 41. TJ-AM – Juiz de Direito – 2016 – Cespe.
Acerca da teoria do estabelecimento comercial, assinale a opção correta.
a) Se não houver vedação expressa no contrato de trespasse, o alienante
poderá constituir nova sociedade para explorar o mesmo ramo de atividade
imediatamente após a alienação do estabelecimento.
b) A ação renovatória de locação é uma proteção especial ao
estabelecimento comercial e será julgada procedente mesmo que o locador
não queira a renovação, desde que o locatário tenha no máximo um mês
de inadimplência no contrato cuja renovação deseja.
c) O estabelecimento empresarial, por ser o local onde o empresário exerce
sua atividade empresarial, é impenhorável.
d) É condição de eficácia perante terceiros o registro do contrato de
trespasse na junta comercial e sua posterior publicação.
e) O adquirente do estabelecimento comercial é responsável pelos débitos
anteriores à transferência que não estejam contabilizados, pois estes
seguem a coisa (in propter rem).
Comentários:
A alternativa A está incorreta porque, como regra geral, o adquirente do
estabelecimento está protegido contra a concorrência do alienante pelo prazo
de 5 anos, a não ser que o contrato de trespasse traga previsão diferente.
A alternativa B está incorreta porque, para que ação renovatória seja julgada
procedente, é necessário que o locatário observe todos os requisitos do art. 51
da Lei n. 8.245/1991. No total temos três requisitos diferentes. Vamos
relembrar!?
Art. 51. Nas locações de imóveis destinados ao comércio, o locatário terá direito a
renovação do contrato, por igual prazo, desde que, cumulativamente: 
I - o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado;
II - o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos
contratos escritos seja de cinco anos;
III - o locatário esteja explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo mínimo e
ininterrupto de três anos.
A alternativa C está incorreta porque o estabelecimento empresarial não é
apenas o local onde o empresário exerce suas atividades, mas todo o complexo
de bens utilizado para tal. Além disso, como você já sabe, o estabelecimento
empresarial pode ser penhorado.
A alternativa D é a nossa resposta. Realmente a produção de efeitos do
contrato de trespasse perante terceiros depende de seu registro na Junta
Comercial e posterior publicação.

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