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Seitas e Heresias

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pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). Visto que Deus não erra, a sua Palavra também é inerrante.
LEGIÃO DA BOA VONTADE (LBV)
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2.4. O parto de Maria foi ilusório.
Refutação:
Lc 2.7; 2.21.
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2.5. Não crê na Humanidade de Cristo.
Refutação:
a) Jesus foi concebido como homem no ventre de Maria (Lc 1.31), nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu fisicamente (Lc 2.52), sentiu fome e sede (Mt 4.2; Lc 4.2; Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), cansou (Jo 4.6), dormiu (Mt 8.24), chegou a suar sangue (Lc 22.44), foi flagelado, crucificado e sepultado (Mt 26.67; Jo 19.17-18, 33, 34, 38-42).
b) Jesus tinha uma verdadeira alma humana (Mt 26.38; Jo 12.27).
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2.6. Nega conseqüentemente a Ressurreição Corporal de Cristo.
Refutação:
A
ressurreição	de	Cristo	foi	profeticamente
anunciada
(Jo	2.19-22),	comprovada	por
testemunhas (Lc 24.1-6, 39-41; Jo 20.18-20), confirmada por aparições posteriores (Jo 20.11-17, 25-28; 21.1-21). Negar a ressurreição é
negar o Evangelho (1 Co 15.3, 4). Paulo afirmou: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”. (1 Co 15.14).
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2.7. Nega a Divindade de Cristo.
Refutação:
Cristo é Deus, a segunda pessoa da trindade. Isso é confirmado por algumas evidências escriturísticas: perdoa pecados (Mc 2.10), tem poder de juízo e governo (Mc 2.28; 14.61, 62; Jo 5.22), fala como supremo legislador (Mt 5.22, 28, 32, 34, 39, 44; Mc 2.27), aceita adoração do cego (Jo 9.38), dos discípulos (Mt 14.33; 28.17; Lc 24.52), das santas mulheres (Mt 28.9); é chamado Deus por Tomé (Jo 20.28). João e Paulo afirmaram que Jesus é Deus (Jo 1.1; Rm 9.5). O próprio Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).
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2.8. Não crê na Doutrina da Trindade.
Refutação:
A
Bíblia	apresenta	que	existem	três	pessoas	na
divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estes três são um só Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.
O Pai é chamado Deus (Ef 1.17), o Filho é chamado Deus (Jo 20.28; Rm 9.5; Hb 1.8), o Espírito Santo é chamado Deus (At 5.3, 4), há um só Deus (Dt 6.4; 1 Co 8.4).
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2.9.	Defende	a	Doutrina	da	Reencarnação.	Há Reencarnação e Progresso contínuo depois da morte.
Refutação:
Lc 16.19-31; Hb 9.27.
2.10. Não há Julgamento definitivo depois da Morte.
Refutação:
Mt 25.31-46; 19.28.
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2.11. Não há Separação absoluta entre os Justos e os Injustos.
Refutação:
Mt 25.31-46.
2.12. Não existe Céu nem Anjos.
Refutação:
Lc 15.7, 10.
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2.13. Não existe Inferno nem Tormentos.
Refutação:
Cristo faz várias menções ao inferno: Mt 5.22, 29; 10.28; 11.23; 13.40-42,50; 18.8, 9; 23.15, 33; 25.30, 41, 46; Mc 9.43-48; Lc 10.15; 12.5; 13.28; 16.19-31.
2.14. Opõe-se ao Batismo.
Refutação:
O batismo é uma ordem de Jesus que deve ser obedecida (Mt 28.19; Mc 16.15, 16).
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Maria e Zacarias eram Médiuns.
Refutação:
Não há base bíblica.
Elias estava reencarnado em João Batista.
Refutação:
João Batista tinha o mesmo ministério profético de Elias, mas não era a sua reencarnação.
Como pode Elias ter reencarnado se não houvera desencarnado (2 Rs 2.11)
Se Elias tivesse reencarnado em João Batista, não poderia ter aparecido na transfiguração de Jesus (Mt 17.1-6).
João Batista, interrogado, respondeu que não era Elias (Jo 1.21).
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2.17. Satanás é criação de Deus, irmão do homem, e devemos orar por ele.
Refutação:
Satanás não é criação divina. Ele é um ser decaído, “cheio de todo engano e de toda malícia, inimigo de toda justiça” (cf. At 13.10). O ser criado originalmente por Deus era perfeito (cf. Ez 28.15). Porém o seu coração se exaltou, vindo a rivalizar justamente com Deus (Is 14.13, 14). “Satanás” significa adversário (1 Pe 5.8). O mandamento para amar nossos inimigos se refere a nós e a nosso semelhante (Mc 12.29-31).
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
1. HISTÓRIA
A origem dos cultos afro-brasileiros está associada à chegada dos escravos africanos e à posterior mescla religiosa que aqui achou condições propícias. O crescimento foi tal que hoje se calcula existir no Brasil mais de 70 milhões de pessoas envolvidas nalguma forma de espiritismo.
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
2. ORIXÁS E OUTRAS ENTIDADES
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2.1. Quem são os orixás?
De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-brasileiros,
de Olga Cacciatore, os orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Muitos deles são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, que representam as vibrações das forças elementares da natureza – raios, trovões, tempestades, água -, atividades econômicas, como caça e agricultura; e ainda os grandes ceifadores de vidas, as doenças epidêmicas (como a varíola) etc.
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
2. ORIXÁS E OUTRAS ENTIDADES
2.2. Origem mitológica dos orixás
Uma	das	lendas	mais	populares	diz	que	Obatalá	(o	céu)
uniu-se a Odudua (a Terra), e desta união nasceram Aganju
(a rocha) e Iemanjá (as águas). Iemanjá casou-se com seu
irmão	Aganju,	de	quem	teve	um	filho,	chamado	Orungã.
Orungã apaixonou-se loucamente pela sua mãe, procurando
sempre uma oportunidade para possuí-la, até que um dia,
aproveitando-se da ausência do pai violentou-a. Iemanjá pôs-
se a fugir, perseguida por Orungã. Na fuga, Iemanjá caiu de
costas e, ao pedir socorro a Obatalá, seu corpo começou a
dilatar-se grandemente, até que de seus seios começaram a
jorrar dois rios que formaram um lago e, quando seu ventre
se	rompeu,	saiu	a	maioria	dos	orixás.	Por	isso	Iemanjá	é chamada “a mãe dos orixás”.
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
2. ORIXÁS E OUTRAS ENTIDADES
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2.3. Os orixás e o sincretismo
O sincretismo religioso é altamente significativo nos cultos afros. Sincretismo é a união dos opostos, um tipo de mistura de crenças e idéias divergentes. Muitos orixás dos cultos afros têm no catolicismo um santo “correspondente”. Por exemplo, fora algumas variações regionais:
Iemanjá – Nossa Senhora Iansã – Santa Bárbara Oxalá – Jesus Cristo Ogum – São Jorge Oxóssi – São Sebastião Omulu – São Lázaro
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
2. ORIXÁS E OUTRAS ENTIDADES
2.4. Outras entidades
Também espíritos
nos	cultos	afro-brasileiros que		representam	diversos
estão tipos
humanos, tais como caboclos (índios), pretos-
marinheiros,
velhos	(escravos),	crianças, boiadeiros, ciganos etc.
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3. IEMANJÁ, “RAINHA DO MAR”
3.1. Seu nome
Seu nome é uma corruptela do termo iorubano Yèyé + Omo
+ ejá, cujo significado mais próximo da realidade é “mãe dos peixes filhos”.
3.2. Características
a) Personalidade: bela, vaidosa, altiva, impetuosa, materna, zelosa.
b) Elemento: água salgada.
c) Domínio: maternidade e pesca (tem também participação em todos os temas, já que é mãe da maioria dos orixás); é padroeira tradicional dos marinheiros.
d) Cores: branco, rosa-claro e azul-claro. Pode ser usada a cor prata, observada na coroa de rainha do altar e nas contas de vidro transparente que seus “filhos” usam.
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3. IEMANJÁ, “RAINHA DO MAR”
e)	Saudação	(no	culto):	“Odôiá”	(“mãe	do	rio”)	ou “Odôfé-iabá!” (“amada senhora do rio”).
f) Comida: ebó de milho branco com mel, arroz, angu e outras comidas brancas.
g)	Sacrifício:	pata	(fundamento),	galinha	e	cabra (brancas).
h) Dia: sábado.
i)	Guia:	colar	de	miçangas,	contas	ou	sementes;	serve como proteção.
j) Símbolos: sereia, peixe, concha, estrela do mar, seixos marinhos etc.
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3. IEMANJÁ, “RAINHA DO MAR”
3.3. Imagem
Para os umbandistas, Iemanjá é uma moça bonita com vestes compridas e transparentes, com cabelos longos e pretos, trazendo sobre a sua cabeça um diadema, e nas mãos, pérolas que vão caindo no mar. Já no candomblé ela