Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome: 
 
N.° Registro: 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Índice 
 
 
 
 
 
Lição 1 – História do APH.............................................................................3-6 
Lição 2 – Procedimentos Gerais..................................................................7-25 
Lição 4 – OACE.........................................................................................26-31 
Lição 5 – PCR...........................................................................................32-34 
Lição 6 – DEA...........................................................................................35-37 
Lição 7 – Emergências Médicas................................................................38-42 
Lição 8 – Traumatismo.............................................................................43-48 
Lição 9 – Ferimentos e Hemorragias.........................................................49-57 
Lição 10 – Queimaduras...........................................................................58-60 
Lição 11 – Triagem de Vítimas..................................................................61-65 
Lição 12 – Imobilização e Transporte........................................................66-69 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Breve histórico 
 
O atendimento médico no Brasil Colônia e no Brasil Império era escasso. Em 1789, no Rio de Janeiro, 
havia somente quatro médicos em atuação (Salles, 1971), o atendimento pré-hospitalar (APH) era 
inexistente. Em 1808, foi fundada a Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, 
quando então se iniciou o transporte e atendimento de vítimas feridas. Desde já, o modelo pré-
hospitalar adotado era estrangeiro, realizado por carruagens. 
 
Com a proclamação da república, o atendimento foi integrado ao Estado e passou a ser coordenado 
ao longo do tempo por diversos serviços públicos: Serviço de Atendimento Médico Domiciliar de 
Urgência (SAMDU); Instituto Nacional de Previdência Social (INPS); Instituto Nacional de Assistência 
Médica e Previdência Social (INAMPS) e, atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante 
as Secretarias de Saúde em cooperação com o Corpo de Bombeiros. 
 
Em 1981, em Brasília, o Corpo de Bombeiros criou um serviço experimental de resgate de vítimas 
feridas, mas ainda desprovido de um modelo concreto. Cinco anos mais tarde, após um intercâmbio 
de Bombeiros brasileiros nos EUA (Companheiros das Américas) foi proposta uma reestruturação do 
sistema, com a criação de um serviço com ambulâncias equipadas e recursos humanos com 
treinamento específico. Em 1990, começa a funcionar, na grande São Paulo o Projeto Resgate em 14 
municípios com 38 unidades de salvamento. Contudo, o Brasil ainda não dispunha de um modelo 
autêntico de atendimento e legislação específica sobre APH. 
 
Apenas no ano de 1998, o Conselho Federal de Medicina qualifica o atendimento pré-hospitalar 
como serviço médico, tanto na coordenação quanto na supervisão (Resolução CFM nº. 1.529/98). No 
ano seguinte o Ministério da Saúde aprova a normatização do atendimento pré-hospitalar com a 
Portaria nº 824, a qual é revogada pela nº 814 de 2001, mais abrangente. Ainda no mesmo ano o 
Ministério da Saúde cria a Política Nacional de Redução de Morbimortalidade por Acidentes e 
Violência, com o intuito de reduzir a hecatombe brasileira. 
 
Em 2002, o Ministério da Saúde aprova a regulamentação técnica dos sistemas estaduais de urgência 
e emergência (PRT nº 2048/GM), um grande avanço do governo brasileiro, mas ainda carente de um 
modelo nacional, próprio! Nesta portaria fica claro a opção pelo modelo Franco-alemão de 
atendimento pré-hospitalar, paradoxalmente, o treinamento preconizado é baseado no modelo 
Anglo-americano. Em 2003, é instituído a Política Nacional de Atenção às Urgências (PRT nº 
1863/GM) em todas as unidades federadas. Finalmente o Brasil tem uma legislação completa na área 
de urgência e emergência. Duas décadas após o pioneirismo em Brasília. 
Da legislação à prática 
 
Após duas arrastadas décadas de evolução legislativa na área de urgência e emergência, 
principalmente, em sua fase pré-hospitalar, o Brasil tem uma legislação ampla, contudo, longe de ser 
completa. Adicionando-se a isso, não há uma padronização de todos os serviços de atendimento pré-
hospitalar (APH) brasileiros, poucos se adequaram às normas da Portaria n.º 2048/GM. Segundo 
Mir/2004, “Atualmente, as estruturas dos serviços de atendimento pré-hospitalar do Brasil são 
 
1
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
diferenciadas, com várias identificações, atuações, atividades, competências, dificultando a 
implantação de um método nacional”. 
 
Sistema desarticulado 
 
A desarticulação acontece, primeiramente, na porta de entrada das emergências, ou seja, nas 
centrais telefônicas, estas recebem ligações da população solicitando assistência. No Brasil temos 
diversas organizações responsáveis pelo atendimento de emergência, as principais e públicas, são: 
Corpo de Bombeiros; SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência); Defesa Civil e Polícia 
Militar. Com os números: 193, 192, 199 e 190, respectivamente. Apenas em poucos lugares há a 
comunicação direta entres os serviços. Em Araras/SP, por exemplo, há certa integração entre o 
Corpo de Bombeiros e o SAMU, os dois são coordenados por uma central telefônica, a qual distribui 
as ocorrências, porém outras instituições não participam. 
 
O vasto território brasileiro clama por uma central única, como o 911 dos EUA ou o 000 da Austrália, 
os quais o circunstante liga e informa sua emergência, ao receber a chamada, o atendente (com 
treinamento específico) avalia a natureza do evento e despacha a ocorrência para os órgãos mais 
próximos e competentes para o atendimento (Paramédicos, Bombeiros ou Polícia). Além disso, em 
caso de emergência médica, o atendente instrui o solicitante a realizar os primeiros socorros, 
aumentando a possibilidade de sobrevida da vítima. A centralização das chamadas de emergência 
em apenas um número, permitiria, no Brasil, à integração entre os setores e, consequentemente, 
uma melhor e mais rápida resposta às emergências. Vale ressaltar que a memorização de um único 
número seria mais fácil para toda a população. 
 
Nossa adaptação entre os setores vai além. A falta de um canal de comunicação entre as unidades de 
APH e o hospital, provoca um grave retardo no atendimento da vítima no centro de tratamento 
definitivo. Por exemplo, se uma unidade de suporte avançado atende um paciente com traumatismo 
penetrante cardíaco, mas não tem como se comunicar com o hospital de referência, ao chegar à sala 
de emergência, a equipe cirúrgica não estará imediatamente pronta para a intervenção. O sistema de 
comunicação, de preferência direta (via rádio), entre APH e pronto socorro (PS) é imprescindível para 
um melhor prognóstico das vítimas de trauma. 
 
Outra divergência é afalta de inter-relacionamento das equipes do PS com a do APH. O elo entre os 
dois segmentos do atendimento é o médico regulador, o qual deve, ao início de cada plantão, entrar 
em contato com os coordenadores dos hospitais de referência para inquirir a capacidade de 
atendimento de cada centro (esta é umas das funções obrigatórias do médico regulador). Tal medida 
evitaria grande parte do atrito entre as equipes. 
 
Perspectivas 
 
O Brasil tem um longo caminho pela frente. As dificuldades são diversas, não há uma 
intersetorialidade concreta entre os responsáveis pelo atendimento de emergência. Não obstante, 
há esforços sendo feitos. Muitos serviços, por conta própria, criam seus canais de comunicação e 
articulação com os demais setores, assim como, muitos tripulantes das unidades de resgate se 
comunicam via telefone (muitas vezes particular) com o hospital de destino. 
 
A articulação entre os setores tem sido o foco de muitas discussões, demos um grande salto com a 
regulamentação do APH, mas no que tange a formação acadêmica dos profissionais envolvidos com a 
emergência evoluímos pouco. Acredito que o Brasil tenha um futuro promissor no APH, só que para 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
isso é necessário um diálogo extenso entre as secretarias de saúde e os serviços de APH existentes 
no país. 
 
Corpo de Bombeiros Militar 
 
Criado em 1856 por Dom Pedro II, o Corpo de Bombeiros dispõe de diversos grupamentos, entre 
eles, o GSE (Grupamento de Socorro e Emergência) que é responsável pelo atendimento pré-
hospitalar (APH). Desenvolvido a partir de 1981, foi o pioneiro no resgate de vítimas feridas e 
atualmente funciona sob um modelo fora das normas do anexo da Portaria nº 2048/GM, desprovido 
de regulação médica, integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e formação, dos profissionais 
tripulantes de ambulâncias, por meio dos Núcleos de Educação em Urgências (NEUs). Por outro lado, 
é o órgão público responsável pela maioria dos atendimentos às vítimas de trauma. 
 
A estrutura do GSE, no que tange o atendimento pré-hospitalar, é formada por unidades básicas, 
tripuladas por condutores e técnicos em emergências médicas (TEM), e por unidades avançadas, 
tripuladas por condutores, médicos (militares ou não) e TEMs. Algumas unidades dos Corpos de 
Bombeiros possuem motocicletas, conduzidas por bombeiros socorristas e equipadas com materiais 
de suporte básico de vida. Aeronaves de asa rotativa são utilizadas no atendimento às vítimas graves. 
 
O Corpo de Bombeiros possui uma central telefônica, 193, a qual direciona as ocorrências para o 
quartel mais próximo do evento. Contudo, não há regulação médica integrada a outros serviços e as 
vítimas são quase sempre removidas para os hospitais de referência. Além disso, os bombeiros não 
atendem no domicílio. As emergências nestes locais somente receberam atenção após 2003, com a 
implantação do serviço de atendimento móvel de urgência. 
 
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) 
 
O SAMU é o principal resultado da Política Nacional de Atenção às Urgências. Ele reflete a opção, do 
Ministério da Saúde (MS), pelo modelo franco-alemão de atendimento pré-hospitalar, tendo como 
principais características a regulação médica e integração total com o SUS, assim como, 
monitorização e regulação total das vagas disponíveis em todos os hospitais credenciados pelo MS, 
sejam públicos ou particulares. Segundo o MS, atualmente, o SAMU atende 926 municípios, conta 
com 114 serviços e cobre 92.7 milhões de brasileiros. 
 
A estrutura do SAMU, no que se refere às ambulâncias, é composta de seis tipos: A; B; C; D; E; F, 
respectivamente, transporte, suporte básico, resgate, suporte avançado, aeronave de transporte 
médico e embarcação de transporte médico. As unidades de suporte básico são tripuladas por um 
condutor e um técnico de enfermagem, nas unidades avançadas a tripulação é composta por 
condutor, médico e um enfermeiro. 
 
A rede nacional SAMU 192 é a regulação médica das urgências e emergências pré-hospitalares. Isso 
confere um atendimento médico direto e indireto a todas as chamadas, permitindo uma resposta 
mais bem adaptada, assegurando a disponibilidade de hospitalização, além de organizar o transporte 
e preparar a admissão do paciente no hospital. 
 
Bombeiros x SAMU 
 
A integração entre o SAMU e Bombeiros não é expressiva. Os pioneiros não abrem mão do seu 
sistema de atendimento e sua hierarquia, enquanto o SAMU, regulamentado de acordo com todas as 
portarias vigentes, se propaga como modelo nacional. “Mais que um choque de competências, é um 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
embate de diálogo e treinamento.” (Mir/2004). O prazo cedido pela Portaria nº 814/GM de 2001 foi 
de três anos para que todos os serviços de APH se adequassem as suas normas, entretanto, a 
padronização nacional ainda não é uma realidade. 
 
Na maioria das cidades os dois serviços não são integrados e sequer possuem comunicação entre si, 
isso implica, muitas vezes, no acionamento dos dois órgãos para a mesma ocorrência, aumentando o 
gasto público, atrito entre os profissionais e, principalmente, deslocando desnecessariamente uma 
ambulância. Vale ressaltar que em algumas cidades, como por exemplo, Araras/SP e Rio de 
Janeiro/RJ, o Bombeiro e o SAMU são integrados, no Rio de Janeiro, especialmente, o Corpo de 
Bombeiros é quem coordena o SAMU, despachando algumas vezes viaturas do 192 para ocorrências 
acionadas pelo 193, inclusive. Isso ocorre porque algumas ambulâncias ficam alocadas em quartéis 
dos bombeiros. 
 
O conflito entre as duas entidades esta longe de ser simples. O diálogo deve ser intensificado e 
direcionado para um ponto comum: Melhor resposta e atendimento. No ponto de vista da maioria 
dos especialistas, mais importante do que discutir a padronização dos sistemas é criarem uma 
regulação médica única e articulada. Talvez esse seja o primeiro passo para melhorar o sistema. 
 
Quando devemos chamar o serviço de emergência e qual serviço acionarmos. 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
. Adotar as precauções universais no contato com a vítima (EPI apropriado); 
. Utilizar EPI e EPR específicos de acordo com o tipo de atendimento de bombeiro que exijam 
ações de salvamento; 
. Avaliar e assegurar a cena de emergência, precavendo-se, isolando ou eliminando riscos 
para si e para a vítima; 
. Avaliar a Cinemática do Trauma e prever possíveis lesões nas vítimas de trauma; 
. Prestar informações imediatas sobre a situação encontrada e solicitar o apoio necessário 
para a solução da ocorrência; 
 
CONTATO COM A VÍTIMA 
 Se a vítima estiver consciente o socorrista deve: 
 
. Apresentar-se, dizendo seu nome e que esta para ajudar a socorrer; 
. Indagar se pode ajudá-la (obtenha o consentimento). 
. Questionar sobre o ocorrido; 
. Questionar a sua queixa principal; 
. Informar que vai examiná-la e a importância de fazê-lo. 
 
Ao avaliar a vítima observe 
 
. Sequência sistemática de avaliação da vítima (Análise Primária e Secundária); 
. Sinais e sintomas específicos de emergência médica ou de trauma apresentados pela 
vítima; 
. Indícios de lesão na coluna vertebral, sempre que a vítima sofrer um trauma, ou ainda 
quando for encontrada inconsciente; 
. Condutae/ou comportamento da vítima, atentando para qualquer alteração em suas 
condições em quaisquer das etapas de avaliação. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
2
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Processo ordenado para identificar e corrigir de imediato, problemas que 
ameacem a vida em curto prazo 
 
(A)Estabilizar a coluna cervical manualmente, verificar responsividade e verificar a 
permeabilidade das vias aéreas. 
(B)Verificar respiração e ministrar oxigênio. 
(C)Verificar circulação e hemorragias. 
(D)Realizar exame neurológico sucinto. 
(E)Expor a vítima (prevenir hipotermia). 
 
 
(A) Estabilizar a coluna cervical manualmente, verificar responsividade e verificar 
permeabilidade das vias aéreas. 
 
. Apoiar a cabeça da vítima para evitar movimentação (estabilização manual da coluna 
cervical) até a colocação do colar cervical e protetor lateral de cabeça. 
. Chamar a vítima pelo menos três vezes (Ei, você está me ouvindo? Ei, você pode me ouvir? 
Ei, fala comigo?) tocando em seu ombro sem movimentá-la. 
 
Se a vítima estiver inconsciente, solicite imediatamente por apoio, no caso de Bombeiros, 
informe ao Centro de comunicação; 
Observe nas figuras abaixo qual tipo de manobra deverá ser efetuada... 
Fazer abertura das vias aéreas, por uma das manobras: 
• Manobra de elevação da mandíbula; 
• Manobra de tração do queixo; 
• Manobra de extensão da cabeça, nos casos em que não há suspeita de trauma de coluna 
cervical; 
 
Fazer aspiração, caso haja vômito ou sangue nas vias aéreas; 
Utilizar a cânula orofaríngea. 
Se a vítima estiver consciente 
 
• Verificar se as vias aéreas estão pérvias. 
Manobra de Elevação da Mandíbula: (executada por equipe de Resgate em vítima de 
trauma). 
a. Posicionar-se atrás da cabeça da vítima; 
b. Colocar as mãos espalmadas lateralmente a sua cabeça, com os dedos voltados para 
frente, mantendo-a na posição neutra; 
c. Posicionar os dedos indicadores e médios das mãos, em ambos os lados da cabeça da 
vítima, no ângulo da mandíbula; 
3
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
d. Posicionar os dois dedos polegares sobre o mento (queixo) da vítima; 
e. Simultaneamente, fixar a cabeça da vítima com as mãos, elevar a mandíbula com os 
indicadores e médios, abrindo a boca com os polegares. 
 
Observação 
 
Esta manobra aplica-se a todas as vítimas, 
principalmente em vítimas de trauma, pois 
proporciona ao mesmo tempo liberação das vias 
aéreas, alinhamento da coluna cervical e imobilização. 
 
 
Manobra de Tração do Queixo: (executada por socorrista atendendo isoladamente uma 
vítima de trauma). 
a. Apoie com uma das mãos a testa da vítima evitando que a cabeça se mova; 
b. Segurar o queixo da vítima com o polegar e o indicador da outra mão e tracioná-lo para 
cima e em seguida efetuar a abertura da boca. 
 
Observação 
 
Assim que possível, obtenha auxílio de outro socorrista 
para auxiliar na manutenção da abertura das vias aéreas e 
na estabilização da coluna cervical. 
 
 
 
Manobra de Extensão da Cabeça: (executada em vítimas em que não há suspeita de lesão 
raquimedular): 
a. Posicionar uma das mãos sobre a testa e a outra com os dedos indicador e médio tocando 
o mento da vítima; 
b. Mantendo apoio com a mão sobre a testa, elevar o mento da vítima; 
c. Simultaneamente, efetuar uma leve extensão do pescoço; 
d. Fazer todo o movimento de modo a manter a boca da vítima aberta. 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação 
 
Este procedimento aplica-se apenas às vitimas que não 
possua indícios de ter sofrido trauma de coluna vertebral, 
especialmente, lesão cervical. 
 
 
(B) Verificar respiração e ministrar oxigênio 
 
Empregar técnica de “ver, ouvir e sentir”, (7 a 10 segundos de verificação): 
• Se presente, ministrar imediatamente oxigênio à vítima; 
• Se ausente, iniciar a ventilação artificial. 
 
TÉCNICA 
 
Empregar a técnica de “Ver, Ouvir e Sentir”, através da seguinte forma: 
 
a. Liberar as VAS da vítima através da 
manobra indicada; 
b. Aproximar o ouvido da boca e nariz da 
vítima voltando a face para seu tórax; 
c. Observar os movimentos do tórax; 
d. Ouvir os ruídos próprios da respiração; 
e. Sentir a saída de ar das VAS da vítima. 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO 
 
Se a vítima respira instale imediatamente uma fonte de oxigênio (máscara facial ou 
cateter). 
 Procedimentos Operacionais 
 
Estabilizar a coluna cervical manualmente, verificar responsividade e verificar 
permeabilidade das vias aéreas, 
Ministrar, como primeira escolha, oxigênio por máscara com fluxo de 10 l/min. 
.nos casos de vítimas abaixo de 8 anos, ministrar oxigênio por máscara infantil com fluxo 
de 10 l/min, deixando a máscara afastada cerca de 5 cm da face; 
.permitir que os pais segurem a máscara, se for possível; 
.permitir que a criança assuma posição confortável, preferencialmente vertical, 
.respeitando as condições nas quais é prioridade o cuidado com a coluna cervical e com a 
liberação das vias aéreas. 
Ministrar oxigênio por catéter nasal com fluxo de 3 l/min, quando a máscara não for 
tolerada. 
.para vítimas com idade abaixo de 8 anos, não se utiliza catéter nasal; 
 
Ressucitador 
manual c/ 
máscara 
3 lpm 10 lpm 10 lpm 
TABELA 1 Idade 
 
abaixo de 28 dias entre 28 dias e 8 anos acima de 8 anos 
Máscara 10 lpm 10 lpm 10 lpm 
Ressuscitador 
manual c/ máscara 
3 lpm 10 lpm 10 lpm 
 
 
 
 
(C) Verificar circulação e hemorragias 
Apalpe o pulso carotídeo em vítimas acima de 1 ano de idade 
 
· No caso de vítimas com idade abaixo de 1 ano, palpar a artéria braquial. 
 
Observações 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Pulso carotídeo palpável indica uma pressão arterial sistólica no mínimo em 60 mmHg; 
Pulso femoral palpável indica uma pressão arterial sistólica no mínimo em 70 mmHg; 
Pulso radial palpável indica uma pressão arterial sistólica no mínimo em 80 mmHg. 
Verificar a perfusão capilar na extremidade 
 
 
TÉCNICA 
Pressione a polpa digital ou o leito ungueal (unha) e observe o retorno sanguíneo: 
PERFUSÃO MOTIVADOR DE ALTERAÇÕES 
Retorna-se em até 2 segundos Normal 
Retorna-se após 2 segundos Hemorragia intensa 
Se não retorna Choque – PCR 
 
Verificar a temperatura, coloração e umidade da pele na testa da vítima. 
A temperatura normal do corpo é de 36.2 a 36.8 ºC. A pele é responsável, em grande parte, 
pela regulação desta temperatura, irradiando o calor através dos vasos sanguíneos 
subcutâneos e evaporando água sob forma de suor. 
Uma pele fria e úmida é indicativa de uma resposta do sistema nervoso simpático a um 
traumatismo ou perda sanguínea (estado de choque). A exposição ao frio geralmente produzuma pele fria e seca. 
Uma pele quente e seca pode ser causada por febre, em uma doença, ou ser o resultado de 
uma exposição excessiva ao calor, como na insolação. 
A pele humana é a grande responsável pela regulação da temperatura. Poderá apresentar-
se: normal, quente, fria, seca ou úmida. 
 
Utilize o dorso da mão colocada na testa da vítima. 
Remova parcialmente a luva de procedimento expondo o 
dorso da mão para a verificação. Observe a face da vítima 
durante a verificação: 
 
Analise: 
Temperatura e umidade da pele. 
TEMPERATURA E UMIDADE DA PELE MOTIVADOR DE ALTERAÇÕES 
Pele fria, pálida e úmida Perda sanguínea 
Pele fria e seca Exposição ao frio 
Pele quente e seca Insolação 
Pele quente e úmida Hipertermia (febre), intermação 
 
 
 
 
Analise ainda: 
 
Coloração da pele. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
A cor da pele depende primariamente da presença de sangue circulante nos vasos 
sanguíneos subcutâneos. Uma pele pálida, branca, indica circulação insuficiente e é vista 
nas vítimas em choque ou com infarto do miocárdio. Uma cor azulada (cianose) é observada 
na insuficiência cardíaca, na obstrução de vias aéreas, e também em alguns casos de 
envenenamento. Poderá haver uma cor vermelha em certos estágios do envenenamento 
por monóxido de carbono (CO) e na insolação. 
Alterações na coloração da pele podem indicar patologias (doenças) ou alterações 
vasculares periféricas decorrentes de traumatismos. Em pessoas de raça negra, a cianose da 
pele deve ser verificada na mucosa nasal e na parte interna dos lábios. 
 
COR DA PELE MOTIVADOR DE ALTERAÇÕES 
Pálida Choque hemodinâmico, ataque cardíaco, 
hemorragia. 
 
Cianose (arroxeada) 
Deficiência respiratória, arritmia cardíaca, hipóxia, 
doenças pulmonares, envenenamentos. 
 
Icterícia (amarelada) 
 
Doença hepática (fígado) 
Hiperemia (avermelhada) Hipertensão, insolação, alergias, diabetes, choque 
anafilático. 
 
 
 
Verificar a presença de hemorragias que ameacem a vida 
 
. Visualizar a parte anterior do corpo da vítima; 
. Apalpar a parte posterior do corpo da vítima; 
. Dispensar atenção inicialmente às hemorragias intensas, direcionando o exame da cabeça 
em direção aos pés; 
. Procurar por poças e manchas de sangue nas vestes. 
 
 
ATENÇÃO 
 
• Roupas grossas de inverno podem absorver grande quantidade de sangue, assim como 
pisos porosos, tais como terra, areia e grama onde o sangue pode ser facilmente absorvido. 
• Iluminar locais escuros. 
• Expor as vestes (EVITAR EXCESSO) 
 
(D) Realizar exame neurológico sucinto 
AVDI 
Normalmente, uma pessoa está alerta, orientada e responde aos estímulos verbais e físicos. 
Quaisquer alterações deste estado podem ser indicativas de doença ou trauma. 
O estado de consciência é provavelmente o sinal isolado mais seguro na avaliação do 
sistema nervoso de uma pessoa. Uma vítima poderá apresentar desde leve confusão mental 
por embriaguez, até coma profundo, como resultado de uma lesão craniana ou 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
envenenamento. Serve para indicar se há ou não comprometimento neurológico (como se 
fosse uma Escala de Coma de Glasgow simplificada) e fornecer parâmetros para o socorrista 
definir a gravidade do caso. 
 
• Alerta: está orientado no tempo, espaço e contexto > fornece informações corretas 
relativos à data e dia da semana, sabe o próprio nome, indica para onde se dirigia no 
momento do acidente, está ciente de que está envolvido em um acidente ou que apresenta 
um problema de saúde; 
 
• Verbal: responde somente quando estimulado > abre os olhos quando o socorrista 
determina, mesmo que torne a fechá-lo novamente; aperta a mão do socorrista quando 
ordenado; 
 
• Doloroso: somente responde ao estímulo doloroso > quando estimulado através de fricção 
no esterno apresenta respostas motoras que indicam o grau de comprometimento 
neurológico, em geral está inconsciente ou incapaz de se comunicar com o socorrista; 
 
 • Irresponsivo: não apresenta nenhum tipo de resposta, mesmo sendo estimulado através 
de ordens verbais ou dor. Apresenta um nível de consciência rebaixado indicando lesão 
cerebral grave. 
 
 
(E) Expor a vítima (prevenir hipotermia) 
 
Procedimentos Operacionais 
 
. Informar antecipadamente à vítima e/ou responsável sobre o procedimento que será 
efetuado. 
. Executar a exposição do corpo da vítima somente quando indispensável para identificar 
sinais de lesões ou de emergências clínicas. 
. Evitar tempo demasiado de exposição, prevenindo a hipotermia. 
. Cobrir com manta aluminizada ou cobertor ou lençóis limpos. 
. Garantir privacidade da vítima, evitando expor desnecessariamente as partes íntimas de 
seu corpo. 
. Respeitar as objeções da vítima, por motivos pessoais, incluindo religiosos, desde que isso 
não implique em prejuízo para o atendimento com consequente risco de vida. 
. Evitar danos desnecessários ao remover vestes e/ou calçados; 
Quando necessário cortar vestes da vítima, utilizar tesoura de ponta romba, evitando meios 
de fortuna que possam contaminar ou agravar ferimentos. 
. Relacionar os pertences do acidentado, mesmo danificados, e entregá-los no hospital, à 
pessoa responsável pela vítima devidamente identificada ou à Chefia de Enfermagem, no 
hospital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
ATENÇÃO 
 
• Pertences pessoais da vítima, mesmo roupas e/ou calçados danificados, devem ser 
arrolados em recibo próprio e entregues à pessoa responsável ou à Chefia de Enfermagem 
no hospital. 
 
 
AO TÉRMINO DA ANÁLISE PRIMÁRIA DEVE-SE: 
 
Verificar se a situação se enquadra Transporte Imediato: 
 
Procedimentos Operacionais 
 
. O chegar ao local da ocorrência, adotar os procedimentos iniciais de socorro específicos de 
segurança e avaliação da vítima. 
. Procurar identificar uma das situações abaixo: 
. Obstrução respiratória que não pode ser facilmente permeada por métodos mecânicos; 
. Parada cardiorrespiratória; 
. Evidência de estado de choque; 
. Trauma de crânio; 
. Dificuldade respiratória provocada por trauma no tórax ou face; 
. Ferimentos penetrantes em cavidades; 
. Queimadura da face; 
 
. Parto complicado; 
. Envenenamento; 
. Acidentes com animais peçonhentos; 
. Sinais de lesões internas geradas por trauma violento. 
. Aplicar, sempre que necessário, o colar cervical e prancha longa, e remover a vítima para 
transporte. 
. Os procedimentos complementares de Suporte Básico deverão ser aplicados a vítima 
durante o transporte. 
 
Checar continuamente os sinais vitais e condições gerais da vítima durante o transporte. 
 
Aplicar o Colar Cervical, nas vítimas de trauma, com técnica adequada. 
 
IMOBILIZAÇÃO DA COLUNA 
 
. Escolher o colar cervical de tamanho apropriado, da seguinte forma: 
. Com o pescoço da vítima em posição neutra, usando os dedos, meça da base do pescoço 
(músculo trapézio) até a base da mandíbula da vítima; 
. O colar cervical apropriado deverá ter a medida encontrada no plástico rígido na sua 
lateral. 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619APLICAÇÃO DO COLAR EM VÍTIMA SENTADA 
 
. Retirar qualquer vestimenta e outros adornos da área do pescoço da vítima. 
. Examinar pescoço da vítima antes de aplicar o colar cervical. 
 
 Socorrista 1: 
. Faz o alinhamento lentamente da cabeça e a mantém firme com uma leve tração para 
cima; 
. Na vítima inconsciente, mantém as vias aéreas permeáveis, usando a manobra de elevação 
da mandíbula; 
. Na vítima consciente, realizar o apoio lateral de cabeça. 
 
Socorrista 2: 
. escolhe o colar cervical de tamanho apropriado; 
. coloca o colar cervical iniciando pela parte do queixo, deslizando o colar sobre o tórax da 
vítima até que seu queixo esteja apoiado firmemente sobre o colar (parte anterior); 
. passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima até se encontrar com a parte 
anterior; 
. ajusta o colar e prende o velcro observando uma discreta folga (1 dedo) entre o colar e o 
pescoço da vítima. 
 
Socorrista 1: 
Mantém a imobilização lateral da cabeça. 
 
 
 
APLICAÇÃO DO COLAR EM VÍTIMA DEITADA 
 
. Retirar qualquer vestimenta e outros adornos da área do pescoço da vítima. 
. Examinar pescoço da vítima antes de aplicar o colar cervical. 
 
Socorrista 1: 
. faz o alinhamento lentamente da cabeça e a mantém firme com uma leve tração para cima; 
. na vítima inconsciente, mantém as vias aéreas permeáveis, usando a manobra de elevação 
da mandíbula; 
. na vítima consciente, realizar manualmente o apoio lateral de cabeça. 
 
Socorrista 2: 
. escolhe o colar cervical de tamanho apropriado; 
. passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima; 
. coloca a parte anterior do colar cervical, encaixando no queixo da vítima de forma que 
esteja apoiado firmemente; 
. ajusta o colar e prende o velcro observando uma discreta folga (1 dedo) entre o colar e o 
pescoço da vítima. 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Socorrista 1: 
. Mantém a imobilização lateral da cabeça até que se coloque um recurso material para tal 
(cobertor, imobilizador lateral). 
 
 
 
ATENÇÃO 
 
• Lembrar que mesmo com o colar cervical, a vítima pode movimentar a cabeça. A região 
cervical somente estará com imobilização completa com o uso do imobilizador lateral de 
cabeça. 
• O colar cervical deverá ter o tamanho adequado de forma a proporcionar alinhamento e 
imobilização antero-posterior da coluna cervical. 
• Em toda vítima de trauma deverá ser colocado o colar cervical, mesmo que o estado da 
vítima não seja grave. 
 
ATENÇÃO 
 
A Análise Primária deve ser completada num intervalo entre 15 e 30 segundos. 
Toda vítima encontrada inconsciente e que não haja informações precisas sobre a causa do 
problema que apresenta deve ser tratada como portadora de lesão raquimedular. 
Nas vítimas de trauma, manter a coluna cervical estável, em posição neutra, com aplicação 
do colar cervical e protetor lateral de cabeça ou manual. 
Não mover a vítima da posição que se encontra antes de imobilizá-la, exceto quando: 
• Estiver num local de risco iminente; 
• Sua posição estiver obstruindo suas vias aéreas; 
• Sua posição impede a realização da análise primária; 
 
• Para garantir acesso a uma vítima mais grave. 
 
 
 
Processo ordenado que visa descobrir lesões ou problemas clínicos que, se não tratados, 
poderão ameaçar a vida, através da interpretação dos achados na verificação dos sinais 
vitais, exame físico e na entrevista. Através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados 
pela vítima o socorrista poderá determinar o tipo de emergência e os procedimentos 
operacionais específicos. Uma parte da análise é objetiva, através do exame dos sinais vitais 
e do corpo da vítima (exame físico) e a outra é subjetiva, através de dados colhidos em 
entrevista. 
 
SINAIS VITAIS E SINAIS DIAGNÓSTICOS 
 
Toda lesão ou doença tem formas peculiares de se manifestar e isso pode ajudá-lo no 
descobrimento do tipo de problema que afeta a vítima. Estes indícios são divididos em dois 
grupos: os sinais e os sintomas. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Alguns são bastante óbvios, mas outros indícios importantes podem passar despercebidos, a 
menos que você examine a vítima cuidadosamente, da cabeça aos pés. 
 
SINAIS são detalhes que você poderá descobrir fazendo o uso dos sentidos – visão, tato, 
audição e olfato – durante a avaliação da vítima. Sinais comuns de lesão incluem 
sangramento, inchaço (edema), aumento de sensibilidade ou deformação; já os sinais mais 
comuns de doenças são pele pálida ou avermelhada, suor, temperatura elevada e pulso 
rápido. 
 
SINTOMAS são sensações que a vítima experimenta e é capaz de descrever. Pode ser 
necessário que o socorrista faça perguntas para definir a presença ou ausência de sintomas. 
Pergunte à vítima consciente se sente dor e exatamente onde. Examine a região indicada 
procurando descobrir possíveis lesões por trauma, mas lembre-se de que a dor intensa 
numa região pode mascarar outra enfermidade mais séria, embora menos dolorosa. Além da 
dor, os outros sinais que podem ajudá-lo no diagnóstico incluem náuseas, vertigem, calor, 
frio, fraqueza e sensação de mal-estar. 
 
SINAIS VITAIS 
 
Refletem o estado atual dos sistemas respiratório e circulatório: 
 
1. Verificar a frequência respiratória e a qualidade da respiração; 
2. Verificar a frequência cardíaca e a qualidade do pulso; 
3. Verificar a pressão arterial. 
 
 
 
 
 
FREQÜÊNCIA RESPIRATÓRIA E QUALIDADE DA RESPIRAÇÃO 
 
a) A respiração normal é fácil, sem dor e sem 
esforço; 
b) Observar a expansão do tórax da vítima; 
c) Palpar o pulso radial para evitar que a 
vítima perceba que o socorrista está checando a 
respiração; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
d. Observar os movimentos torácicos e contar durante 30 (trinta) segundos, multiplicando-se 
por 2 (dois), obtendo a frequência de movimentos respiratórios por minuto (m.r.m.) 
e. Se a respiração for irregular, contar durante 1 minuto. 
 
 
Observar a qualidade da respiração, avaliando se: 
Observar a qualidade da respiração, avaliando se: 
.Normal; 
.Superficial; 
.Profunda; 
.Rápida; 
.Lenta. 
 
Verificar tipo de respiração se: 
.Regular; 
.Simétrico; 
.Ruídos anormais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
FREQUENCIA RESPIRATÓRIA NORMAL 
RESPIRAÇÃO EM REPOUSO 
 
 
 
 
 
FREQÜÊNCIA 
 
Idade acima de 8 anos 
NORMAL – de12 a 20 rpm 
LENTO – menor que 12 rpm 
RÁPIDO – maior que 20 rpm 
 
Idade entre 1 a 8 anos 
NORMAL – de 20 a 40 rpm 
LENTO – menor que 20 rpm 
RÁPIDO – maior que 40 rpm 
 
Idade abaixo de 1 ano 
NORMAL – de 40 a 60 rpm 
LENTO – menor que 40 rpm 
RÁPIDO – maior que 60 rpm 
ANORMALIDADES DE PULSO 
 
COR DA PELE MOTIVADOR DE ALTERAÇÕES 
Pulso rápido e forte Hipertensão, susto, medo 
Pulso rápido e fraco Hemorragia, desidratação 
Pulso ausente Parada cardíaca, lesão arterial 
 
PRESSÃO ARTERIAL 
 
É a pressão exercida pelo sangue circulantecontra as paredes internas das artérias. É 
constituída por duas mensurações: PA máxima (sistólica) e PA mínima (diastólica). 
 
Sistólica: é a pressão máxima exercida pelo sangue contra as paredes internas das artérias 
durante a contração do coração (sístole) 
 
Diastólica: é a pressão mínima exercida pelo sangue contra as paredes internas das artérias 
durante o relaxamento do coração (diástole) 
 
TÉCNICA EMPREGADA PARA AFERIR A PRESSÃO ARTERIAL 
 
.Expor o braço da vítima acima do cotovelo, certificando-se de que não há compressão; 
.Fixar o manguito do esfigmomanômetro cerca de 04 (quatro) cm acima do cotovelo da 
vítima; 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
.Posicionar o estetoscópio sobre a artéria braquial do mesmo braço da vítima; 
.Fechar a válvula e insuflar ar pela pêra até o manômetro marcar 200 mmhg; 
.Abrir a válvula lentamente, cerca de 5 mmhg no intervalo de 3 segundos; 
.O som do primeiro batimento indicará a pressão arterial sistólica; 
.Continuar permitindo a saída do ar; 
.O cessar do som dos batimentos indicará a pressão arterial diastólica; 
.Remover todo o ar, soltando o manguito, 
 
ATENÇÃO 
 
• Na impossibilidade de auscultar os batimentos, a pressão arterial sistólica poderá ser 
medida palpando-se o pulso radial ou no membro inferior (pulso pedioso). 
• Evitar verificar a PA várias vezes consecutivas no mesmo braço; 
• Se a vítima for hipertensa e o socorrista começar a ouvir o som dos batimentos cardíacos 
logo que desinflar o manguito, torne a infla-lo acima dos 200 mmhg indicados. 
 
VALORES NORMAIS DE PRESSÃO ARTERIAL 
Idoso – acima de 50 anos 140-160/90-100 mmHg 
Idade acima de 16 anos 120/80 mmHg 
Idade – 16 anos 118/75 mmHg Idade – 6 anos 95/62 mmHg 
Idade – 12 anos 108/67 mmHg Idade – 4 anos 85/60 mmHg 
Idade – 10 anos 100/65 mmHg 
RN (3Kg) 
52/30 mmHg 
O resultado poderá apresentar-se: 
• Normal (normotenso); 
• Alterado (hipertensão ou hipotensão); 
• Na faixa etária adulta os valores limites de PA são: PAS 140 mmHg – PAD 90 mmHg. 
 
AVALIAÇÃO DAS PUPILAS 
 
As pupilas quando normais são do mesmo diâmetro e possuem contornos regulares. 
Pupilas contraídas podem ser encontradas nas vítimas viciadas em drogas. As pupilas 
indicam um estado de relaxamento ou inconsciência, geralmente tal dilatação ocorre 
rapidamente após uma parada cardíaca. 
As pupilas desiguais são geralmente encontradas nas vítimas com lesões de crânio ou 
acidente vascular cerebral. Na morte, as pupilas estão totalmente dilatadas e não 
respondem à luz. 
 
• Observe: reatividade, igualdade e tamanho das pupilas. 
 
Analise as alterações: 
1. Observar a reação das pupilas à luz, classificando-as em: reativas ou arreativas; 
2. Observar a simetria entre as pupilas classificando-as em: isocóricas ou anisocóricas; 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
3. Observar o tamanho das pupilas classificando-as em: midriáticas (midríase) ou mióticas 
(miose). 
 
ALTERAÇÕES PUPILARES 
TIPO MOTIVADOR DE ALTERAÇÕES 
Midríase paralítica Morte cerebral 
Miose Uso de alguns tipos de drogas 
Anisocoria Lesão cerebral localizada devido a TCE, AVC 
 
VERIFICAÇÃO DA ESCALA DE COMA DE GLASGOW 
1. Observar as respostas, anotar e somar os pontos para obter o grau dentro da Escala de 
Coma de Glasgow. 
Abertura Ocular 
 
Espontânea 
4 
Ao comando verbal 3 
À dor 2 
Ausente 1 
Resposta Motora 
 Obedece comandos 6 
Localização à dor 5 
Flexão inespecífica 
(retirada) 4 
Flexão hipertônica 3 
Extensão hipertônica 2 
Sem resposta 1 
Resposta Verbal 
 Orientado e conversando 5 
Desorientado e 
conversando 4 
Palavras inapropriadas 3 
Sons incompreensíveis 2 
Sem resposta 1 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
POSTURAS DE DECORTICAÇÃO E DESCEREBRAÇÃO 
São encontradas nas lesões que afetam o tronco cerebral, com a Escala de Coma de Glasgow 
variando entre 3 e 5. A rigidez de decorticação consiste na flexão dos braços, dos punhos e 
dedos com adução do membro superior e extensão do inferior e são típicas de lesões no 
mesencéfalo. 
 
A rigidez da descerebração consiste em opistótono (posição ereta do corpo) com os dentes 
cerrados, os braços estendidos e rígidos, aduzidos e hiperpronados e os membros inferiores 
estendidos. Quando a lesão progride no sentido da medula espinhal (caudal), verificamos 
atonia (fraqueza) muscular e apnéia (parada respiratória), hipotensão arterial, com 
comprometimento do bulbo. 
 
OBSERVAÇÕES 
 
Provocar o estímulo doloroso, na seguinte ordem: 
• 1ª opção: fechar sua mão e pressionar o esterno da vítima com a face dorsal da mão, na 
altura da articulação entre a falange proximal e intermediária; 
• 2ª opção: pressionar discretamente a musculatura do trapézio, ao lado do pescoço. 
 
 
ATENÇÃO 
 
• Jamais beliscar, dar tapas, espetar com agulhas ou praticar qualquer forma de agressão à 
vítima para se obter um estímulo doloroso. 
 
EXAME DA CABEÇA AOS PÉS 
 
Refere-se à apalpação e inspeção visuais realizadas pelo socorrista, de forma padronizada, 
buscando identificar na vítima, sinais de uma lesão ou problema médico. 
 
Proceder ao exame da cabeça aos pés, observando: 
 
1°. Cabeça: 
• Ferimentos ou deformidades; 
• Crepitação óssea; 
• Secreção pela boca, nariz e/ou ouvidos; 
• Hálito; 
• Dentes quebrados, próteses dentárias; 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
2°. Pescoço: 
• Ferimentos ou deformidades; 
• Estase jugular, comuns no pneumotórax hipertensivo e tamponamento pericárdico; 
• Desvio de traquéia, comum em lesão direta no pescoço ou pneumotórax hipertensivo; 
• Resistência ou dor ao movimento; 
• Crepitação óssea; 
• Enfisema subcutâneo, em conseqüência de lesão nas vias aéreas. 
 
 
3°. Tórax e costas: 
• Ferimentos e deformidades; 
• Respiração difícil; 
• Alteração da expansibilidade; 
• Crepitação óssea; 
• Enfisema subcutâneo, em conseqüência de lesão nas vias aéreas. 
 
4°. Abdome: 
• Ferimentos (contusões, escoriações, etc.); 
• Dor à palpação; 
• Rigidez da parede abdominal (abdome em tábua). 
 
5°. Pelve e nádegas: 
• Ferimentos ou deformidades; 
• Dor à palpação; 
• Crepitação óssea; 
• Instabilidade da estrutura óssea. 
 
6°. Extremidades inferiores e superiores: 
• Ferimentos ou deformidades; 
• Pulso distal (extremidades superiores - artéria radial; extremidades inferiores - artéria 
pediosa); 
• Resposta neurológica (insensibilidade, formigamentos) para avaliar lesão de nervos; 
• Avaliar a motricidade e a força muscular para verificar lesão de nervos ou músculos; 
• Perfusão capilar, para avaliar lesão arterial ou sinais de choque; 
• Verificar temperatura e coloração da pele, para avaliar lesão vascular. 
 
 
ENTREVISTA - ANÁLISE SUBJETIVA 
 
Colher dados com a própria vítima, testemunhas e/ou familiares, durante o atendimento, 
concomitantemente com as demais avaliações, que possam ajudar no atendimento, usando 
a regra mnemônica A M P L A: 
 
(A) Alergias: a alimentos, medicamentos, pós, gases inalados, ou qualquer substância que 
saiba ser alérgicoou que tenha tido contato; 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
(M) Medicamentos em uso: toma medicamento regularmente, prescrito por médico ou 
automedicação, tipo, destinado a que problema; use as palavras “medicação” ou “remédio”, 
evite o uso da expressão “droga”, pois pode inibir a pessoa ou quem esteja sendo 
questionado; 
 
(P) Problemas antecedentes: sofre de alguma doença crônica (diabetes, cardíaco, renal 
crônico)? Já teve distúrbios semelhantes? Quando? Como ocorre? Quais os sinais e sintomas 
presentes? Sofreu internações hospitalares?; 
 
(L) Líquidos e alimentos ingeridos: quando comeu pela última vez? O que comeu? (alguns 
alimentos podem causar conseqüências no organismo ou agravar a condição clínica da 
vítima. Além disso, se a vítima precisar ir para a cirurgia, a equipe médica que vier a receber 
a vítima no hospital, precisa saber quando foi a última refeição); 
 
(A) Ambiente, local da cena: elementos presentes na cena de emergência podem dar 
indicações do tipo de problema apresentado, aplicadores de drogas, frascos de 
medicamentos, vômitos, presença de gases, etc. 
 
Complemente a entrevista pesquisando circundantes e familiares, de forma discreta, de 
modo a colher mais informações pertinentes ao estado da vítima. 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Obstrução de Vias Aéreas por Corpos Estranhos Engasgo ou obstrução de vias aéreas 
por corpo estranho (OVACE) é o bloqueio da traqueia de uma pessoa por um objeto 
estranho, vômito, sangue ou outros fluidos. Engasgo é considerado uma emergência médica. 
Em casos severos, o engasgo pode levar a pessoa à morte por asfixia ou deixá-la 
semiconsciente ou inconsciente por um tempo. Nessa situação, deve-se agir rápida e 
precisamente para evitar complicações. Em casos mais graves, deve-se chamar uma 
ambulância rapidamente, para uma intervenção médica de emergência. 
Mais de 90% das mortes por aspiração de um corpo estranho se dão em crianças 
menores de cinco anos, sendo 65% dessas vítimas lactentes. 
Obstrução súbita das vias aéreas das vias aéreas superiores causadas por corpo 
estranho. A OVACE em, adulto geralmente ocorre durante a ingestão de alimentos e, em 
criança durante a alimentação ou recreação (sugando objetos pequenos ). 
A obstrução das vias aéreas, podem ser causada: 
- Pela língua: Sua queda ou relaxamento pode bloquear a faringe; 
- Pela epiglote: Inspirações sucessivas e forçadas podem provocar uma pressão negativa que 
forçará a epiglote para baixo fechando as VA; 
- Por corpos estranhos: Qualquer objeto, líquidos ou vômito, que venha se depositar na 
faringe; 
- Por danos aos tecidos :Perfurações no pescoço, esmagamento da face, inspiração de ar 
quente, venenos e outros danos severos na região e ; 
-Por patologias: Infecções respiratórias, reações alérgicas e certas condições crônicas (asma) 
podem provocas espasmos musculares que obstruem as VA. 
 
4
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
COMO RECONHECER UM OVACE..... 
 
Digamos que você se depare com a seguinte situação: 
 
 
"Você está almoçando com um grupo de amigos... 
Subitamente, alguém se engasga. Tenta tossir, mas parece estar seriamente em apuros. 
Levanta-se e fica muito agitado levando as mãos à garganta. Não consegue mais falar, 
parecendo ter alguma dificuldade para respirar." 
 
 
Isto pode ser um sinal de que o oxigênio não está chegando aos pulmões desta pessoa, o 
que chamamos de ASFIXIA. 
 
A asfixia é uma causa comum de morte após engasgo com alimentos ou por ingestão de 
corpos estranhos. É mais comum em crianças, mas pode acontecer também com os adultos. 
Pode levar à inconsciência em 2 minutos, lesões cerebrais, após 3 minutos e até à morte! 
 
Alimentos ou objetos podem ser responsáveis pela ASFIXIA. Isso acontece quando estes são 
engolidos e ao invés de irem para o esôfago (o caminho que o alimento faz), ficam presos 
antes deste ou pegam o caminho errado (traqueia), que leva o ar para os pulmões. Nestes 
dois casos o ar é impedido de passar, causando o SUFOCAMENTO ou ASFIXIA (tecnicamente 
falando "OVACE - Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho). 
 
 
O QUE VC DEVE FAZER QUANDO VÊ ALGUÉM ASFIXIADO OU VC MESMO ESTÁ NESTA 
SITUAÇÃO E NÃO TEM QUEM LHE AJUDE... 
 
 
Se a vítima estiver consciente, observe se trata-se de uma Obstrução de Vias Aéreas 
PARCIAL ou TOTAL. 
 
PARCIAL: A vítima apresenta tosse violenta e dificuldade respiratória. Neste caso deve-se 
incentivar a tosse e permanecer atento à vítima, se após expelir o corpo estranho ela voltará 
a respirar normalmente. Em hipótese alguma deve-se dar líquidos para beber ou comidas 
para "ajudar" a desengasgar!, e conduzir a vitima ao hospital mais próximo pois o objeto 
pode se movimentar e evoluir para uma obstrução grave. 
 
TOTAL: Certifique-se que a pessoa esteja realmente com dificuldades para respirar. Alguns 
sinais são característicos: 
 
- ELA TENTA FALAR E A VOZ NÃO SAI; 
- TENTA TOSSIR, MAS TAMBÉM NÃO PRODUZ SOM DE TOSSE 
- FICA AGITADA E CONFUSA, LEVANDO AS MÃOS À GARGANTA 
- A PELE OU O CONTORNO DA BOCA PODEM MUDAR DE COR, 
FICANDO ARROXEADAS (o que indica baixa oxigenação do sangue). 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
Primeiramente entre em contato com o serviço de emergência ou solicite que alguém o faça, 
enquanto você inicia o socorro, pois algumas vezes você não será capaz de retirar o objeto 
ou alimento que está "entalado". 
 
TELEFONES DE EMERGÊNCIAS: 
 
 
 
No evento de um OVACE podemos fazer a desobstrução efetuando alguns procedimentos 
para reestabelecer os sinais vitais da vitima, procedimento conhecido como manobra de 
Heimlich. 
 
 A Manobra de Heimlich é o melhor método pré-
hospitalar de desobstrução das vias aéreas superiores 
por corpo estranho. Essa manobra foi descrita pela 
primeira vez pelo médico estadunidense Henry Heimlich 
em 1974 e induz uma tosse artificial, que deve expelir o 
objeto da traqueia da vítima. Resumidamente, uma 
pessoa fazendo a manobra usa as mãos para fazer 
pressão sobre final do diafragma. Isso comprimirá os 
pulmões e fará pressão sobre qualquer objeto estranho 
na traqueia esquerda. 
 
 
A manobra de Heimlich tem variações dependendo da vitima como adulto, adulto obeso, 
adulta gestante, criança e lactantes (bebe) 
 
Manobra de HEIMLICH para adultos conscientes. 
 
Passo a passo da Manobra de Heimlich. 
 
 
 
 
1° Passo: A pessoa a aplicar a manobra deverá 
posicionar-se atrás da vítima, 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
2° Passo: Fechar o punho e posicioná-lo com o polegar para 
dentro entre o umbigo e o osso externo. Com a outra mão, deverá 
segurar o seu punho. 
 
 
 
 
 
 
 3° Passo: Puxar ambas as mãos em sua direção, com 
um rápido empurrãopara dentro e pra cima a partir dos 
cotovelos. Deve-se comprimir a parte superior do abdômen 
contra a base dos pulmões, para expulsar o ar que ainda resta e 
forçar a eliminação do bloqueio. 
 
 
 
 
 
OBS: É essencial repetir-se a manobra acerca de cinco à oito vezes. Cada empurrão 
deve ser vigoroso o suficiente para deslocar o bloqueio. Caso a vítima fique inconsciente, a 
manobra deve ser interrompida e deve ser iniciada a reanimação cardiorrespiratória. A 
manobra de Heimlich não se aplica da mesma maneira para grávidas. 
 
 
 
 
 
Manobra de HEIMLICH para gestantes e obesos. 
 
 
Manobra de Heimlich em grávidas e pessoas obesas, 
não de faz a compressão entre a cicatriz umbilical e o osso 
externo. E sim no trorax como se fosse uma compressão 
cardíaca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Manobra de HEIMLICH em crianças. 
 
 
A mesma manobra em crianças é diferente, devido à fragilidade da criança o 
socorrista se posicionar atrás da criança e medir a força de compressão abdominal para não 
ferir a vitima. 
 
 
 
 
 
Manobra de HEIMLICH em lactantes (bebes). 
 
 
 
1° Passo: O socorrista deverá apoiar o lactente em 
seu antebraço com o rosto voltado para baixo, e sustentar 
a cabeça ligeiramente mais baixa que o tórax, com cuidado 
para evitar a compressão de partes moles da garganta do 
lactente. O socorrista deverá apoiar o seu braço sobre sua 
coxa, garantindo uma maior estabilidade para o lactente; 
Com a mão espalmada, aplicará 5 golpes dorsais, 
entre as escápulas do lactente; 
 
 
 
 
2° Passo: Após aplicar os 5 golpes, retorne o lactante a 
posição de ventre para cima e efetue 5 compressões no tórax 
1cm abaixo da linha dos mamilos observando a cavidade oral 
a procura do objeto ou liquido ingerido. Caso a manobra não 
surgiu efeito aplique novamente o procedimento até a o 
corpo estranho seja expulso ou lactante ficar inconsciente. 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
 
 
3° Passo: Se o lactante se tornar inconsciente inicie 
de imediato o RCP. 
 
 
 
 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
A importância da Cadeia de Sobrevivência para o Atendimento Cardiovascular de 
Emergência (ACE) proposto pela American Heart Association (AHA) foi reforçada nas novas 
diretrizes. Além da ênfase na RCP de alta qualidade, a cadeia ganhou mais um elo – Cuidados 
pós-parada cardiorrespiratória (PCR). O primeiro elo da cadeia continua sendo o 
reconhecimento imediato da situação de emergência, o que inclui PCR e o acionamento do 
Serviço Médico de Emergência. 
 
FIGURA 1. Reproduzido de American Heart Association: Destaques das Diretrizes da American Heart Association 2010 
para RCP e ACE. [versão em Português]. 
 
 
As novas diretrizes encorajam RCP somente com compressões torácicas (RCPSCT) para o 
leigo que testemunha uma parada cardíaca súbita. RCPSCT é mais fácil de ser executada por 
indivíduos não treinados e pode ser facilmente instruída por telefone pelo atendente do 
Serviço Médico de Emergência (SME). 
 
5
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
A avaliação da respiração "Ver, ouvir e sentir” foi removida do algoritmo de SBV. Estes 
passos demonstraram-se inconsistentes, além de consumir tempo. 
 
A sequência para atendimento recomendada para um socorrista que atua sozinho foi 
modificada. Agora a recomendação é que ele inicie as compressões torácicas antes da 
ventilação de resgate. A antiga sequência A-B-C (vias Aéreas - Boa ventilação - Compressão 
Torácica) agora é C-A-B. A sequência A-B-C permanece para o cuidado neonatal, pois quase 
sempre a causa de PCR nos recém-nascidos é asfixia. 
 
Não houve alteração na recomendação referente à relação compressão-ventilação de 30:2 
para um único socorrista de adultos, crianças e bebês (excluindo-se recém-nascidos). 
 
A ênfase maior das Diretrizes 2010 é a necessidade de uma RCP de alta qualidade, o que 
inclui: 
• Frequência de compressão mínima de 100/minuto (em vez de "aproximadamente" 
100/minuto, como era antes). 
• Profundidade de compressão mínima de 5 cm em adultos 
• Retorno total do tórax após cada compressão 
• Minimização das interrupções nas compressões torácicas 
• Evitar excesso de ventilação 
 
As novas diretrizes minimizam a importância de checar o pulso pelos profissionais de saúde 
treinados. A detecção do pulso pode ser difícil mesmo para provedores experientes, 
principalmente quando a pressão arterial está muito baixa. Quando for executada, a 
checagem do pulso não pode levar mais que 10 segundos. 
 
As recomendações anteriores de se utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) o 
quanto antes, em caso de PCR extra-hospitalar presenciada, foi reforçada. Quando a PCR 
não for presenciada, a equipe do SME deve iniciar RCP (se já não estiver sendo realizada pelo 
leigo) enquanto o DEA verifica o ritmo. Nestes casos, pode-se considerar 1 a 3 minutos de 
RCP antes do primeiro choque de desfibrilação. 
 
Foi estimulada a implementação de programas que estabeleçam DEA acessíveis em locais 
públicos nos quais exista uma probabilidade relativamente alta de PCR presenciada. A AHA 
recomenda que esses programas sejam acompanhados de planejamento, treinamento e 
integração com o SME para melhor eficácia. 
 
Os cuidados pós-PCR incluem: otimização da função cardiopulmonar e da perfusão dos 
órgãos vitais após o retorno da circulação espontânea, transporte para um hospital 
adequado ou UTI que disponha de recursos para cuidados pós-PCR, incluindo capacidade de 
intervenção em casos de síndromes coronarianas agudas, controle de temperatura para 
melhorar prognóstico neurológico, e tratamento e prevenção da disfunção de múltiplos 
órgãos. 
Figura 2. Reproduzido de American Heart Association: Destaques das Diretrizes da American Heart Association 2010 para 
RCP e ACE. [versão em Português]. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
É um aparelho eletrônico portátil que diagnostica automaticamente as, potencialmente 
letais, arritmias cardíacas de fibrilação ventricular e taquicardia ventricular em um paciente. 
Além de diagnosticar, ele é capaz de tratá-las, através da desfibrilação, uma aplicação de 
corrente elétrica que para a arritmia, fazendo com que o coração retome o ciclo cardíaco 
normal. 
O desfibrilador automático externo (DEA), utilizado em parada cardiorrespiratória, tem 
como função identificar o ritmocardíaco "FV" ou fibrilação ventricular, presente em 90% das 
paradas cardíacas. Efetua a leitura automática do ritmo cardíaco através de pás adesivas no 
tórax. Tem o propósito de ser utilizado por público leigo, com recomendação que o operador 
faça curso de Suporte Básico em parada cardíaca. Descarga: 200 J ( bifásico ) e 360 J 
( monofásico ) em adultos. Crianças, acima de 8 anos - 100 J (redutor). Não há consenso na 
utilização de crianças com menos de 30 kg. 
Hoje, são utilizados equipamentos em unidades de emergência e UTIs, com cargas 
monofásicas que variam de 0 a 360 Joules ou Bifásicas de 0 a 200J. 
 
Em muitos países a aquisição e utilização dos aparelhos DEA é livre e incentivada, pelas 
seguintes razões: 
.em caso de paragem cardio respiratória tem de ser aplicado de imediato, não havendo 
tempo para chamar um serviço de emergência; 
.os DEA atuam sozinhos/inteligentemente, aplicando o choque apenas se for estritamente 
necessário. 
 
Tipo de PCR 
A PCR pode ocorrer de 2 formas: 
1. Assistolia ou AESP(atividade elétrica sem pulso) – DEA não tem utilidade 
2. Fibrilação ventricular ou TV (taquicardia ventricular) sem pulso – DEA é acionado e entra 
em ação. 
Fibrilação Ventricular (FV) - A causa principal de PCR em adultos é a fibrilação ventricular. A 
FV é uma arritmia cardíaca causada geralmente por isquemia miocárdica relacionada à 
doença das 
6
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
artérias coronárias. Durante a FV o coração perde a capacidade de se contrair eficazmente, 
pois cada fibra miocárdica se contrai independente das outras. Não há bombeamento de 
sangue e, portanto é considerada uma parada cardíaca. Após alguns minutos de FV com o 
consumo das reservas de energia do coração o ritmo cardíaco se converte em assistolia que 
então geralmente é irreversível. Quanto mais rápido se atua maiores são as chances de 
reverter a FV. O único tratamento eficaz para esta arritmia é a desfibrilação. O principal 
obstáculo a desfibrilação precoce é trazer o desfibrilador ao paciente em poucos minutos. 
Muitos adultos em FV podem sobreviver sem danos neurológicos se a desfibrilação for 
realizada em até um máximo de 6 a 10 minutos após a PCR, desde que a RCP tenha sido 
iniciada. A RCP básica pode não converter a fibrilação ventricular ao ritmo normal, mas é 
essencial como suporte dentro do processo. A rapidez com que a desfibrilação é realizada é 
o principal determinante do sucesso da reanimação. Em eventos de PCR presenciados por 
equipe dotada de desfibrilador (DEA) a sobrevivência chega a 90% dos casos. 
 
Desfibrilação - É a aplicação de um choque controlado visando à reversão de uma arritmia 
cardíaca associada a PCR (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular). A desfibrilação 
era uma habilidade reservada a médicos ou profissional treinados em suporte avançado de 
vida. Com a invenção dos DEA atualmente ela é efetuada por pessoal treinado em BLS e 
leigos com um mínimo de treinamento. Não há necessidade de treinamento específico em 
reconhecimento e tratamento de arritmias para operação do DEA. 
 
Princípios da Desfibrilação Precoce 
• O ritmo mais frequente em PCR em adultos é a FV. 
• O tratamento mais efetivo da FV é a desfibrilação. 
• A efetividade de desfibrilar diminui rapidamente com o tempo. 
 
 
 
Desfibrilação Semi-Automática 
Todos os aparelhos podem ser utilizados 
seguindo passos simples. 
* Determinar que o paciente esta em PCR. 
* Efetuar RCP até que o aparelho esteja 
pronto para operar. 
* Socorro com 2s socorristas: um efetua a 
RCP e o outro prepara o DEA. 
* Socorro com 1 socorrista: determinar a 
inconsciência e ausência de respiração, 
chamar por 
ajuda(193 ou 192), iniciar a RCP e aprontar 
o DEA. 
 
Operação do DEA 
. Colocar o aparelho se possível próximo ao ouvido esquerdo da vítima. 
. Realizar de preferência os procedimentos do lado esquerdo do paciente. 
. Ligar o aparelho. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
. Conectar pás adesivas ao tórax do paciente uma na borda esternal superior direita e a 
outra no ápex cardíaco. 
. Cessar toda a movimentação no paciente. 
. O socorrista deve solicitar em voz alta “Afaste-se do paciente”. 
. Pressionar o botão de análise do ritmo. 
. Seguir a mensagem gravada do aparelho. 
. Caso o aparelho indique o choque o operador deve pressionar o botão e o DEA efetuará a 
descarga de 200 J(bifásico) ou 360 (monofásico). Após o 1o choque não palpar pulso, 
reiniciar a RCP completa por 2 minutos e rechecar no DEA o ritmo e desfibrilar se indicado e 
assim sucessivamente quantas vezes for necessária. O DEA faz automaticamente a carga de 
seu capacitor caso o choque esteja indicado. 
. Caso após uma das análises de ritmo a mensagem do desfibrilador seja “choque não 
indicado” palpar o pulso carotídeo por 5 segundos reiniciando a RCP por 2 minutos se ele 
estiver ausente. 
. Se o pulso estiver presente avaliar a ventilação do paciente, iniciando respirações artificiais 
se necessário ou apenas a administração de O2 suplementar. 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Doenças Cardiovasculares As doenças cardiovasculares ocupam a primeira causa geral de 
mortalidade em nosso meio. Mais de 250.000 brasileiros morrem por ano em decorrência 
principalmente do infarto agudo do miocárdio (IAM). Cinquenta por cento das vítimas 
morrem antes de chegar ao hospital, nas primeiras duas horas após o início dos sintomas. 
Assim, a morte súbita por ataque cardíaco (PCR – parada cardiorrespiratória) é a emergência 
clínica mais importante nos dias de hoje. Não raro, o socorrista se depara com vítima de 
trauma que desencadeou quadro de insuficiência coronariana (angina ou IAM) durante o 
atendimento, ou atende caso de PCR de causa clínica. 
É fundamental saber identificar sinais e sintomas que possa, sugerir uma situação de 
emergência clínica e as medidas a serem tomadas. 
 
. Doença Coronariana 
O coração tem seus próprios vasos sanguíneos para 
suprir a intimidade do músculo cardíaco de O2 e 
nutrientes e remover CO2 e outros detritos. É o 
sistema coronariano (artérias e veias coronárias). 
Denominamos o músculo cardíaco de miocárdio. 
Para que o miocárdio desempenhe de forma 
eficiente sua função de bomba, é fundamental que o 
sangue oxigenado alcance a intimidade do seu 
tecido. Quando as artérias coronarianas estão 
prejudicadas na sua função de transportar sangue, o 
suprimento de O2 para o miocárdio é reduzido; 
como consequência, sua função de bomba estará 
comprometida. 
Ao processo lento e gradual de oclusão dos vasos sanguíneos chamamos aterosclerose 
(causa mais frequente de angina). Na fase inicial da aterosclerose, ocorre deposição de 
gordura na parede dos vasos, estreitando sua luz. Conforme o tempo passa, um depósito de 
cálcio vai endurecendo a parede do vaso, e o fluxo de sangue no vaso fica reduzido. A 
irregularidade da superfície provoca adesão de plaquetas circulantes formando um trombo. 
Este pode alcançar tamanho tal que oclui completamente a luz do vaso, ou quebrar-se e 
transformar-se em êmbolo (trombo circulante), que causa a obstrução de vaso mais à frente. 
 
 
 
Quando isso ocorre, os tecidos que dependem dessefluxo de sangue, privados de oxigênio, 
acabam morrendo. Quando esse processo ocorre nas artérias coronárias, chamamos de 
doença coronária, que se resume no baixo suprimento de sangue ao miocárdio. Inclui a 
angina de peito e o infarto agudo do miocárdio. 
 
7
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Angina de Peito: Situações de estresse emocional ou esforço físico fazem com que o coração 
trabalhe mais, exigindo maior fluxo de sangue pelas artérias coronárias para suprir o 
músculo cardíaco. Quando as artérias coronárias se estreitam pela aterosclerose, não são 
capazes de suprir o aumento da demanda de sangue pelo músculo cardíaco. O miocárdio, 
privado de oxigênio, faz o paciente sentir dor. É a angina pectoris ou dor no peito. 
 
Sinais e Sintomas 
● Dor torácica retroesternal ou precordial (às vezes, desconforto), desencadeada por esforço 
físico, estresse, refeição volumosa ou exposição a temperaturas muito frias. 
● A dor pode irradiar-se para membros superiores, ombros, mandíbula e por- ção superior 
do abdome. Raramente ultrapassa dois a cinco minutos, desaparecendo com repouso e uso 
de vasodilatador sublingual. 
● Confortar e acalmar o paciente; 
● Mantê-lo em repouso, em posição confortável; 
● Informar-se sobre o uso do vasodilatador sublingual e se o tem; 
● Passar os dados clínicos para o médico e aguardar instruções; 
● Se houver necessidade de transporta-lo, faze-lo sem sirene, devagar e monitorando sinais 
vitais e se possível monitorização cardíaca. 
 
Infarto Agudo do Miocárdio: Condição em que 
ocorre necrose (morte) de parte do miocárdio 
como resultado da falta de oxigênio. Isso 
acontece por estreitamento ou oclusão da 
artéria coronária que supre de sangue a 
região. O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a 
causa mais frequente de morte súbita (50% 
das mortes ocorrem nas primeiras horas); 
muitas dessas vítimas poderiam ser salvas com 
medidas prontas e relativamente fáceis 
(manobras de RCP). Daí a importância de identificar precocemente o infarto agudo do 
miocárdio. 
A causa principal do IAM é a aterosclerose das coronárias, que pode ser desencadeada por 
esforço físico, situação de estresse, fadiga, mas também no repouso. 
A principal complicação do IAM é a alteração do ritmo cardíaco. Drogas, como a cocaína, 
podem provocar IAM por espasmo do vaso. 
 
Sinais e Sintomas 
● Dor torácica de forte intensidade, prolongada (30 minutos a várias horas), que localiza 
atrás do esterno e irradia-se para o membro superior, ombro, pescoço, mandíbula, etc. 
Geralmente o repouso não alivia a dor; 
● Falta de ar; 
●Náusea, vômitos, sudorese fria; 
● Vítima ansiosa, inquieta, com sensação de morte iminente; 
● Alteração do ritmo cardíaco – bradicardia, taquicardia, assistolia, fibrilação ventricular; 
● Na evolução, a vítima perde a consciência e desenvolve choque cardiogênico. 
● Assegurar vias aéreas; 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
● Tranquilizar a vítima – abordagem calma e segura (objetiva diminuir o trabalho do 
coração); 
● Mantê-la confortável, em repouso absoluto. Não permitir seu deslocamento; 
● Administrar oxigênio; 
● Examinar sinais vitais com frequência; 
● Monitorização cardíaca; 
● Saturação de oxigênio (oxímetro de pulso); 
● Conservar o calor corporal; 
● Se o médico não estiver presente, reporte ao médico coordenador a história com os dados 
vitais da vítima e aguarde instruções; 
● Transporte imediatamente, de forma cuidadosa, calma, sem sirene, com o objetivo de não 
aumentar sua ansiedade, para hospital equipado com serviço coronariano previamente 
avisado da chegada da vítima; 
● Em vítima inconsciente por parada cardiopulmonar, iniciar manobras de RCP e comunicar 
imediatamente o médico coordenador. Se desenvolver choque (hipotensão), aplicar os 
cuidados de emergência para choque cardiogênico 
 
Dispinéia: O termo dispinéia significa respiração difícil. Não é uma doença primária, mas 
surge como consequência de condições ambientais, trauma e doenças clínicas, como, por 
exemplo, obstrução das vias aéreas por corpo estranho, doenças pulmonares (bronquite 
crônica e enfisema), condições cardíacas, reações alérgicas, pneumotórax, asma brônquica, 
etc. Em qualquer das situações em que algo impeça o fluxo de ar pelas vias aéreas, o 
paciente aumenta a frequência e a profundidade da respiração. 
A dificuldade em suprir de oxigênio a circulação pulmonar desencadeia hipóxia. Logo, o 
paciente pode estar cianótico, forçando os músculos de pescoço, tórax e abdome (em 
criança observa-se batimento da asa do nariz). Conforme haja agravamento do quadro, o 
paciente desenvolve parada respiratória ou apnéia, inconsciência e parada cardíaca. 
 
 Síncope ou Desmaio: Caracteriza-se por qualquer tipo de perda de consciência de curta 
duração que não necessite manobras específicas para a recuperação. O termo lipotimia tem 
sido utilizado para designar episódio de perda incompleta de consciência. A causa 
fundamental da síncope é a diminuição da atividade cerebral, podendo ser classificada em : 
Síncope Vasogênica. 
Mais frequente, acontece devido à queda súbita da PA, por causa emocional, dor súbita, 
esforço físico, ambiente lotado, cena de sangue, calor excessivo, etc. 
● O episódio sincopal surge geralmente quando a vítima está em pé 
● O paciente pode apresentar-se pálido, frio, com respiração suspirosa; após alguns 
minutos, ocorre tontura, visão embaraçada e súbita perda de consciência. 
Síncope Metabólica: Quando a causa é por alteração metabólica, como diabete ou 
hipoglicemia. 
Síncope Neurogência: Agressão direta ao encéfalo, como em trauma, intoxicações exógenas, 
hipertensão intracraniana, etc 
● Mantê-lo deitado, preferencialmente com a cabeça abaixo do corpo; se estiver deitado, 
elevar-lhe os membros inferiores mais ou menos 20 cm; mantê-lo deitado por alguns 
minutos após recuperar-se. 
● Se estiver em local mal ventilado ou ambientes lotados, providenciar a remoção para 
outro mais apropriado. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
● Liberar vestimentas apertadas; 
● Não dar nada para o paciente comer ou beber. 
 
Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC): AVC é uma desordem do sistema cardiovascular, 
causada por oclusão ou ruptura de um dos vasos que suprem o cérebro de sangue. Embora 
ocorram predominantemente nas pessoas mais idosas, frequentemente surpreendem 
jovens, comprometendo sua capacidade laborativa. 
 
 
 
Acidente Vascular Isquêmico: 
O vaso pode ser obstruído por trombo ou êmbolo, ou sua 
luz comprimida por tumor ou trauma. Como resultado, a 
função de parte do cérebro que depende do sangue 
oxigenado será afetada. A causa mais frequente é a 
aterosclerose cerebral. 
 
 
 
Acidente Vascular Hemorrágico: 
Ruptura da parede de um vaso sanguíneo provocando 
hemorragia cerebral. Parte do cérebro ficará 
comprometida pela falta de oxigênio e poderá haver 
aumento da pressão intracraniana. Essa situação é de 
maior gravidade pelo risco de compressão de áreas 
cerebrais responsáveis pelas funções vitais. 
 
 
 
 
 
Sinais e Sintomas 
Dependem do vaso lesado e da importância funcional da área cerebral envolvida. Podem 
surgir: 
● cefaléia, tontura, confusão mental; 
● perda de função ou paralisia de extremidades (geralmente de um lado docorpo); 
● paralisia facial (perda de expressão, geralmente de um lado da face, com defeito na fala); 
● anisocoria, pulso rápido, respiração difícil, convulsão, coma. Os casos podem ser súbitos e 
fugazes (recuperação espontânea) ou mais graves, confirmando a extensão do 
comprometimento cerebral. 
 
Atendimento de Emergência no Pré-hospitalar 
● Assegurar abertura e manutenção de vias aéreas; 
● Tranquilizar o paciente e mantê-lo em repouso; 
● Monitorar sinais vitais; 
● Reavaliar nível de consciência e escala de Glasgow; 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
● Não administrar nada via oral; 
● Mantê-lo aquecido; 
● Administrar O2; 
● Aguardar orientações médicas; 
● Transportar ao hospital. 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
Definição de trauma e traumatismo 
 
O que é trauma? 
 
A palavra trauma é oriunda do grego (trauma), a qual significa ferida. Atualmente, utilizamos 
quase todas suas derivações, por exemplo, traumatismo e traumatizante. Entretanto, 
segundo Luís Mir, hoje há uma consolidação do uso da palavra “trauma” para aspectos 
psíquicos e “traumatismo” para os físicos. 
 
Biomecânica do traumatismo na avaliação do politraumatizado 
 
Especialistas em trauma costumam argumentar que o atendimento pré-hospitalar ao 
politraumatizado inicia-se no momento em que os socorristas recebem o chamado. Sem 
dúvida, há uma grande vantagem em dirigir-se ao local do evento sabendo previamente das 
suas características principais. Por exemplo, uma equipe de resgate que é acionada para 
uma colisão frontal de veículo automotor em que os ocupantes estavam sem cinto de 
segurança, sabe quais as principais lesões que podem ser encontradas. 
 
A avaliação da vítima traumatizada não consiste apenas nos achados do exame físico, mas 
também na suspeita de lesões que não são visíveis ao exame. O socorrista deve utilizar o 
conhecimento da cinemática do trauma para avaliar ou suspeitar do tipo e gravidade da 
lesão. 
 
A identificação do tipo de energia, intensidade e tempo em que foi transferida são 
informações que podem auxiliar na avaliação do politraumatizado. Além disso, o socorrista 
deve correlacionar os mecanismos de lesão com as áreas anatômicas afetadas, melhorando 
e aumentando ainda mais o número de informações obtidas. 
 
O uso da biomecânica na avaliação da vítima pode diminuir o tempo para identificação de 
algumas lesões graves, principalmente no abdome e quadril, e contribuir para o aumento de 
sobrevivência do traumatizado. 
 
Biomecânica do traumatismo 
 
 
A biomecânica do trauma, mediante o estudo das energias 
envolvidas no evento, avalia os fatores e mecanismos que 
provocam o trauma. Sendo útil para estabelecer o 
mecanismo de lesão, número de vítimas e uma idéia do tipo 
de lesão que o evento proporcionou. 
 
8
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
Energia 
 
A energia está presente em tudo, está presente em nós e nos objetos que manipulamos, em 
geral, a energia existe em cinco formas físicas: mecânica, química, térmica, radiação e 
elétrica. 
No entanto, essas energias, quando fora de controle tornam-se nocivas, provocando grandes 
traumas ou até mesmo a morte. O conhecimento das energias envolvidas no trauma pode 
nos ajudar a suspeitar de lesões graves e suas localizações. 
 
Transferência de Energia 
 
Transferência de energia refere-se à modificação do tipo de energia, por exemplo: Fricção 
(energia mecânica) contra algum objeto gera calor (energia térmica), ou também apenas a 
transferência de energia para um corpo diferente. Através da primeira lei de Newton 
(inércia). 
Para avaliarmos melhor a transferência de energia, temos que estudar dois fatores que 
influenciam em sua transferência, a densidade e a área de superfície. 
 
Densidade 
 
Quanto mais denso o tecido, maior o número de partículas atingidas, portanto, poderemos 
encontrar lesões mais extensas. 
Quanto menor a densidade do tecido, menor o número de partículas atingidas, mas isso não 
representa diretamente lesões menos extensas, mas menos aparentes. Podemos encontrar 
tecidos poucos densos, mas com lesões graves, entretanto, com apresentações diferentes. 
 
Área de superfície 
 
Quando há transferência de energia, tanto para um tecido muito denso quanto para um 
tecido pouco denso, a área de superfície de impacto é determinante para o tamanho da 
lesão, contudo, não existirá influência direta na gravidade da lesão. Por exemplo, um 
ferimento proveniente de uma lâmina em que sua área de contato com a pele não é muito 
grande. No entanto, a trajetória da lâmina pode lesionar grandes vasos, ocasionando 
ferimentos com risco de morte. 
 
Formação de cavidades 
 
Durante a transferência de energia para um tecido podemos observar a formação de dois 
tipos de cavidades: temporária e permanente. De acordo com a cavidade formada podemos 
encontrar ferimentos com perfis diferentes. 
 
Cavidade temporária 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
A cavidade temporária forma-se no 
momento do impacto. É comum 
observarmos este efeito em tecidos moles 
por serem elásticos. Durante a transferência 
de energia as partículas do tecido atingido se 
afastam, mas, por sua elasticidade, elas 
retornam a posição prévia (veja um exemplo 
aqui). Em contrapartida, todas as estruturas 
que sofreram o deslocamento, 
frequentemente, são lesionadas. A cavidade 
temporária pode ser encontrada em traumas fechados e em traumas penetrantes, por 
exemplo, ferimento por arma de fogo. 
Por ser uma cavidade temporária, essa não está visível quando o socorrista examina a 
vítima, portanto, avaliar as energias envolvidas no evento e correlacionar com possíveis 
lesões são passos fundamentais na avaliação da biomecânica. 
 
Cavidade permanente 
 
A cavidade permanente também forma-se no 
momento do impacto, podendo acometer 
tecidos elásticos ou não. Durante a transferência 
de energia as partículas do tecido atingido se 
afastam, mas, por perda de substância, não 
retomam sua forma original. Por ser lacerante, a 
cavidade permanente, na maioria das vezes, é 
facilmente identificada. Contudo, os ferimentos 
perfurantes, pérfuro-cortantes ou pérfuros-
contusos, por serem pequenos, podem dificultar 
a visualização. Além disso, podemos encontrar 
os dois tipos de cavidades provocados por um único mecanismo de trauma, por exemplo, 
um ferimento por PAF (projétil de arma de fogo), o qual provoca perda de tecido na 
trajetória do PAF e cavidade temporária pela penetração em alta velocidade no tecido 
 
Tipos de Traumatismos 
 
O trauma pode ser classificado de acordo com seu mecanismo, este pode ser contuso ou 
penetrante, mas a transferência de energia e a lesão produzida são semelhantes em ambos 
os tipos de trauma. A única diferença é a perfuração da pele. 
 
Trauma contuso 
 
O trauma contuso ocorre quando há transferência de energia em uma superfície corporal 
extensa, não penetrandoa pele. Existem dois tipos de forças envolvidas no trauma contuso: 
cisalhamento e compressão. 
O cisalhamento acontece quando há uma mudança brusca de velocidade, deslocando uma 
estrutura ou parte dela, provocando sua laceração. É mais encontrado na desaceleração 
brusca do que na aceleração brusca. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
A compressão é quando o impacto comprime uma estrutura ou parte dela sobre outra 
região provocando a lesão. É frequentemente associada a mecanismos que formam 
cavidade temporária. 
 
Trauma penetrante 
 
O trauma penetrante tem como característica a transferência de energia em uma área 
concentrada, com isso há pouca dispersão de energia provocando laceração da pele. 
Podemos encontrar objetos fixados no trauma penetrante (veja um exemplo aqui), as lesões 
não incluem apenas os tecidos na trajetória do objeto, deve-se suspeitar de movimentos 
circulares do objeto penetrante. As lesões provocadas por transferência de alta energia, por 
exemplo, arma de fogo, não se resumem apenas na trajetória do PAF (projétil de arma de 
fogo), mas também nas estruturas adjacentes que sofreram um deslocamento temporário. 
 
É toda solução de continuidade súbita e violenta de um osso. 
 
A fratura pode ser fechada quando não houver rompimento da pele, ou aberta (fratura 
exposta) quando a pele sofre solução de continuidade no local da lesão óssea. As fraturas 
são mais comuns ao nível dos membros, podendo ser únicas ou múltiplas. 
 
Na primeira infância, é frequente a fratura da clavícula. Como causas de fraturas citam-se, 
principalmente, as quedas e os atropelamentos. Localizações principais: 
 
(a) fratura dos membros, as mais comuns, tornando-se mais graves e de delicado tratamento 
quanto mais próximas do tronco; 
 
(b) fratura da bacia, em geral grave, acompanhando-se de choque e podendo acarretar 
lesões da bexiga e do reto, com hemorragia interna; 
 
(c) fratura do crânio, das mais graves, por afetar o encéfalo, protegido por aquele; as lesões 
cerebrais seriam responsáveis pelo choque, paralisia dos membros, coma e morte do 
paciente. A fratura do crânio é uma ocorrência mais comum nas grandes cidades, devido aos 
acidentes automobilísticos, e apresenta maior índice de mortalidade em relação às demais. 
O primeiro socorro precisa vir através de aparelho respiratório, pois os pacientes podem 
sucumbir por asfixia. Deve-se lateralizar a cabeça, limpar-lhe a boca com o dedo protegido 
por um lenço e vigiar a respiração. Não se deve esquecer que o choque pode também 
ocorrer, merecendo os devidos cuidados; 
 
(d) fratura da coluna: ocorre, em geral, nas quedas, atropelamentos e nos mergulhos em 
local raso, sendo tanto mais grave o prognóstico quanto mais alta a fratura; suspeita-se 
desta fratura, quando o paciente, depois de acidentado, apresenta-se com os membros 
inferiores paralisados e dormentes; as fraturas do pescoço são quase sempre fatais. Faz-se 
necessário um cuidado especial no sentido de não praticar manobras que possam agravar a 
lesão da medula; coloca-se o paciente estendido no solo em posição horizontal, com o 
ventre para cima; o choque também pode ocorrer numa fratura dessas. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Obs: Jamais alinhe uma fratura 
 
O que caracteriza uma fratura? 
1) Incapacidade total ou parcial de movimentos 
2) Dificuldade e dor aos movimentos 
3) Observação de inchaço na área atingida 
4) Posição anormal do membro atingido 
5) Traumatismos 
 
Classificação das fraturas 
Podem ser classificadas da seguinte forma: 
1) de acordo com a direção da linha da fratura 
2) conforme a localização anatômica 
3) de acordo com a forma linear ou cominutiva 
 
 
 
Quanto ao tipo, podem ser: 
1) Múltiplas 
2) Por encurtamento e torção 
3) Completa e incompleta (quando a estrutura 
óssea é lesionada na sua totalidade ou apenas em 
parte). 
4) De impacto, oblíquas, epifisárias, penetrantes 
5) Por fadiga (stress, comum em atletas) 
6) Fechadas ou abertas (Não expostas ou 
expostas) 
 
 
 
 
 
 
Chamamos de fraturas “expostas ou abertas”, quando rompem-se a pele e tecidos expondo 
o osso ao ambiente exterior. E são denominadas “fechadas ou não expostas” quando sente-
se que o osso está apenas “desnivelado” mas não rompeu a pele. 
 
Fratura aberta (exposta) Fratura fechada 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Tratamento 
Inicialmente cabe aqui dizer, que o sucesso do tratamento em casos de fraturas 
independente do tipo dependerá de forma intensificada da colaboração do acidentado. 
Serão necessários exames radiográficos combinados com a avaliação médica, para 
confirmar-se uma fratura, e classificar-se o tipo, recomendando-se em seguida o imediato 
tratamento. 
Cabendo para o tratamento pré hospitalar apenas a imobilização da fratura para evitar dor e 
controlar hemorragia. 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Ferimentos 
 
Ferimento é qualquer lesão ou perturbação produzida em qualquer tecido por um agente 
externo, físico ou químico. Os agentes capazes de produzir um ferimento podem ser físicos 
(mecânico, elétrico, irradiante e térmico) e químicos (ácidos ou álcalis). 
 
Tipos de Ferimentos 
 
Ferimentos Fechados: 
São os ferimentos onde não existe solução de continuidade da pele, a pele se mantém 
íntegra. Podendo ser classificada em: 
 
 
Contusão: lesão por objeto contundente que danifica o tecido subcutâneo subjacente, sem 
romper a pele. 
 
 
 
Hematoma: extravasamento de sangue no 
subcutâneo com formação de coleção (aumento de 
volume), pela ruptura de veias e arteríolas, 
consequência de uma contusão. Quando localizado 
no couro cabeludo, é o hematoma subgaleal. 
 
9
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
 
 
Equimose: extravasamento de sangue no 
subcutâneo sem formação de coleção, 
consequência da ruptura de capilares. 
 
 
 
 
Ferimentos Abertos 
 
 São os ferimentos que rompem a integridade da pele, expondo tecidos internos, geralmente 
com sangramento. Também são denominados feridas. As feridas são traumas de alta ou 
baixa energia, decorrentes da superfície de contato do agente vulnerante. Segundo este 
conceito, as feridas podem ser classificadas em: 
 
 
 
Incisivas/cortantes: produzidas por agentes vulnerantes 
cortantes, afiados, capazes de penetrar a pele (bisturi, faca, 
estilete etc), produzindo ferida linear com bordas regulares 
e pouco traumatizadas. 
 
 
 
Contusas: causadas por objetos com superfície romba 
(instrumento cortante não muito afiado pau, pedra, soco 
etc.), capazes de romper a integridade da pele, produzindo 
feridas com bordas traumatizadas, além de contusão nos 
tecidos arredores. São as feridascortocontusas. 
 
 
 
Perfurantes: o objeto que as produz a ferida é geralmente fino e pontiagudo, capaz de 
perfurar a pele e os tecidos subjacentes, resultando em lesão cutânea puntiforme ou linear, 
de bordas regulares ou não. As feridas perfurantes podem ser: 
 
 
- Perfurocontusas: ocorre quando o objeto causador da 
ferida é de superfície romba (ferimento por arma de fogo); 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
- Perfurocortantes: quando o agente vulnerante possui superfície de contato laminar ou 
pontiagudo (ferimento causado por arma branca - faca, estilete, adaga). 
 
 
- Penetrante: quando o agente vulnerante atinge uma 
cavidade natural do organismo, geralmente tórax ou 
abdômen. Apresenta formato externo variável, geralmente 
linear ou puntiforme. 
 
 
- Transfixante: este tipo de lesão constitui uma variedade de ferida que pode serperfurante 
ou penetrante; o objeto vulnerante é capaz de penetrar e atravessar os tecidos ou 
determinado órgão em toda a sua espessura saindo na outra superfície. Pode-se utilizar 
como exemplo as feridas causadas por projétil de arma de fogo, que são feridas 
perfurocontusas, podendo ser penetrantes e/ou transfixantes. As ferida transfixantes 
possuem: 
. Orifício de Entrada: ferida circular ou 
oval, geralmente pequena, com 
bordas trituradas e com orla de 
detritos deixada pelo projétil (pólvora, 
fragmentos de roupas). 
 
. Orifício de Saída: ferida geralmente 
maior, com bordas irregulares, 
voltadas para fora. 
 
 
 
Escoriações ou abrasões: produzidas pelo atrito de 
uma superfície áspera e dura contra a pele, sendo 
que somente esta é atingida. Frequentemente 
contém partículas de corpo estranho (cinza, graxa, 
terra). 
 
 
 
 
Avulsão ou amputação: ocorre quando uma 
parte do corpo é cortada ou arrancada 
(membros ou parte de membros, orelhas, nariz 
etc.). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
Lacerações: quando o mecanismo de ação é uma 
pressão ou tração exercida sobre o tecido, 
causando lesões irregulares. Os exemplos são 
inúmeros. 
 
 
 
Cuidados nos Diversos Tipos de Ferimentos 
 
Nas escoriações, é comum a presença de corpo estranho (areia, graxa, resíduos de asfalto 
etc.), fazer a tentativa de remoção conforme descrito anteriormente; em seguida, cubra a 
área escoriada com gaze estéril fixando-a no local com atadura ou bandagem triangular. 
Nas feridas incisivas, aproximar e fixar suas bordas com um curativo compressivo, utilizando 
atadura ou bandagem triangular. 
 
Nas feridas lacerantes, controlar o sangramento utilizando os métodos de pressão direta 
e/ou elevação do membro, proteger com uma gaze estéril firmemente pressionada. Lesões 
graves podem exigir a imobilização da parte afetada. 
 
Nas avulções e amputações, os cuidados de emergência requerem, além do controle de 
sangramento, todo o esforço da equipe de socorro para preservar a parte amputada. No 
caso de retalhos de pele, recoloca-lo na posição normal delicadamente, após a limpeza da 
superfície; em seguida, fazer o curativo. Partes do corpo amputadas devem ser colocadas em 
bolsa plástica seca, estéril, selada e se possível resfriada (jamais congelar), que deve 
acompanhar o paciente até o hospital. 
 
Nas feridas perfurantes, por arma de fogo, devem ter os orifícios de entrada e saída do 
projétil igualmente protegidos. Arma branca que permanece no corpo não deve ser 
removida e sim fixada para que permaneça imobilizada durante o transporte, pois a retirada 
pode agravar o sangramento. Ferimentos em cabeça, tórax e abdome exigem atenção 
redobrada pela equipe de socorro pelo risco de comprometer as funções vitais (nível de 
consciência, respiração e circulação). Quando na cabeça, não pressionar a área atingida sob 
risco de lesão de cérebro por extremidades ósseas fraturadas. Ferimentos penetrantes em 
tórax podem comprometer o mecanismo da respiração pela entrada de ar na cavidade 
pleural; o curativo deve ser oclusivo sendo que um dos lados do mesmo não é fixado (três 
pontas). 
 
Nas eviscerações (saída de vísceras abdominais pelo ferimento) não tentar recolocar os 
órgãos para dentro da cavidade abdominal; cobrir com plástico esterilizado próprio para 
este fim ou compressas úmidas (embebecidas em soro fisiológico). Conforme a análise do 
mecanismo que produziu a lesão, característica do ferimento (profundo, complicado), a 
região do corpo atingido (cabeça, pescoço, tórax e abdome) e o grau de sangramento o 
médico deve ser acionado caso não esteja presente no local do acidente. 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Curativos 
 
Curativos são procedimentos que consistem na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril 
em uma ferida, com a finalidade de promover a hemostasia, cicatrização, bem como, 
prevenir contaminação e infecção. Geralmente nos serviços pré-hospitalares os curativos 
são realizados com aplicação de gaze ou compressas cirúrgicas e fixadas com esparadrapo. 
 
Tipos de Curativos 
 
 
Curativo compressivo: comprimindo diretamente sobre o 
ferimento. 
 
 
 
 
Curativo oclusivo: feito especialmente na região craneana, 
não efetuando a compressão sobre o ferimento. 
 
 
 
 
 
 
Curativo três pontos: feito em ferimentos perfurantes em 
tórax, fazendo com que com o movimento da respiração o 
curativo bloqueia a entrada de ar pelo ferimento. 
 
 
 
 
 
O Curativo é um procedimento para evitar contaminação do meio externo e conter 
hemorragia. 
 
 
O que são hemorragias? 
 
Chama-se hemorragia ou sangramento à perda de sangue do sistema circulatório para 
dentro das cavidades ou tecidos do próprio organismo ou para fora dele, devido à laceração 
ou ruptura de vasos sanguíneos. São hemorragias típicas aquelas que ocorrem após acidente 
ou traumatismo, rompimento de um aneurisma ou de varizes, esfoladura da pele, etc. 
 
Quais os tipos de hemorragias? 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Uma hemorragia pode ser pequena e pouco significativa ou importante e até letal. Um dos 
critérios usados para classificar as hemorragias é dividi-las em quatro classes, de acordo com 
o volume de sangue perdido. 
Quando o extravasamento de sangue se dá para o interior de cavidades do corpo, usa-se o 
termo “hemorragia interna” e quando se dá para o exterior, “hemorragia externa”. As 
primeiras são muito mais difíceis de diagnosticar porque, não sendo visíveis, têm de ser 
pensadas indiretamente por certos sinais e sintomas. 
 
Classe I Classe II Classe III Classe IV 
Perda de até 15% do 
sangue. 
Perda de 15 a 30% do 
sangue. 
Perda de 30 a 40% do 
sangue 
Perda ≥ 40% do sangue. 
 
As hemorragias podem ser arteriais, venosas ou capilares, conforme os vasos que sejam 
afetados. 
 
 
 
Quais são as causas das hemorragias? 
 
A hemorragia deve-se à laceração ou ruptura de vasos sanguíneos, com extravasamento de 
sangue para o interior do próprio organismo ou para fora dele e possui diversas causas. Pode 
haver hemorragia aguda devido ao rompimento abrupto de um grande vaso, como nos 
acidentes ou no rompimento de um aneurisma,por exemplo. 
 
Elas também podem ser crônicas, pela perda persistente de pequenas quantidades de 
sangue, como em um sangramento de uma úlcera gástrica ou uma moléstia renal. 
 
A gravidade da hemorragia se mede pela quantidade e rapidez de sangue extravasado. 
 
Quais são os sinais e sintomas das hemorragias? 
 
Os sinais e sintomas das hemorragias podem ser gerais, pela deficiência de sangue 
ocasionada por toda hemorragia, ou específicos, dependentes do tipo de sangramento. 
 
O mecanismo compensatório do sistema circulatório à perda aguda de sangue é uma 
vasoconstrição generalizada para tentar manter o fluxo sanguíneo para órgãos importantes 
como rins, coração e cérebro. A taquicardia tenta manter o débito cardíaco e costuma ser o 
primeiro sinal de um choque hipovolêmico. 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
A pessoa vai ficando pálida, com o coração disparado, pulso fino e difícil de palpar. Pessoas 
com perdas sanguíneas importantes e que demoram a receber socorro médico podem ter 
isquemias temporárias dos tecidos, com a liberação de substâncias típicas do metabolismo 
anaeróbico. Não sendo revertido o processo, finalmente ocorre a morte. 
 
Outros sinais e sintomas podem depender também do grau de gravidade da hemorragia: 
 
Hemorragia Classe I - Sinais e sintomas mínimos. Leve aumento da frequência cardíaca. 
 
Hemorragia Classe II - Frequência cardíaca ≥ 100 batimentos por minuto (bpm), respiração 
rápida, pulso fino e leve, diminuição da diurese. 
 
Hemorragia Classe III - Além dos sintomas da hemorragia classe II, apresenta sinais clássicos 
de hipoperfusão. Existe diminuição do nível de consciência, palidez e sudorese fria. 
 
Hemorragia Classe IV - Taquicardia extrema, marcada queda da pressão sistólica e 
dificuldade para perceber-se a pulsação. O débito urinário estará próximo à zero. Perda total 
da consciência. 
 
Quais são as diferenças principais entre hemorragias arteriais, venosas e capilares? 
 
Nas hemorragias arteriais o sangue é vermelho vivo e a perda é pulsátil, conforme as 
contrações do coração. Esse tipo de hemorragia leva a uma perda rápida de sangue e, por 
isso, é particularmente grave. Quase sempre resulta do rompimento de uma artéria 
ocasionado por um ferimento ou acidentes como os produzidos por, cortes, armas de fogo 
ou acidentes automobilísticos. 
 
Nas hemorragias venosas o sangue é vermelho escuro e a perda se dá de forma contínua. 
São menos graves, porém a demora no tratamento pode ocasionar sérias complicações. 
Muitas vezes são hemorragias internas como as causadas pelas varizes portais ou 
esofagianas ou pelas hemorroidas. 
 
Nas hemorragias capilares são pequenas as perdas de sangue. Elas ocorrem em vasos de 
pequeno calibre que recobrem a superfície do corpo. Em geral, são hemorragias “em lençol”, 
como as que ocorrem nas arranhaduras de pele ocasionadas por um tombo. O sangue 
parece minar da pele. 
 
Existem tipos comuns e especiais de hemorragias? 
 
 
Epistaxe: sangramento provocado pelo rompimento de um vaso 
sanguíneo do nariz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
Tratamento para epistaxe: 
-comprimir o nariz por 20s; 
-caso continue o sangramento aumente o tempo de 
compressão; 
-ainda persistindo pressione com um compressa gelada. 
 
 
 
Hematêmese: sangramento proveniente do esôfago ou do estômago e eliminado pela boca, 
sob a forma de vômitos. 
 
Hemoptise: sangramento proveniente das vias respiratórias. Geralmente eliminado sob a 
forma de golfadas. 
 
Menstruações: sangramento fisiológico e recorrente a cada 28 dias em média, que cessa 
espontaneamente, proveniente da camada endometrial do útero. 
 
Muitas vezes as hemorragias recebem denominações de acordo com o local que afetam. Por 
exemplo: hemartrose quando afeta uma articulação ou enterohemorragia quando afeta o 
intestino. 
 
Como diagnosticar uma hemorragia? 
 
Nas hemorragias externas o sangue é diretamente visível. Nas internas, o médico se orienta 
pelos sinais e sintomas clínicos e por alguns exames de imagem, os quais embora forneçam 
sinais indiretos, tornam-se bastante consistentes quando associados aos dados clínicos. 
 
Como é o tratamento das hemorragias? 
 
A primeira providência consiste em deter ou diminuir o sangramento. Chama-se hemostasia 
ao conjunto de manobras que visam conter a hemorragia. Para isso, pode-se adotar algumas 
providências: 
 
 
 
Elevar a região acidentada: diminui e mesmo 
estanca pequenas hemorragias nos membros e em 
outras partes do corpo por dificultar a chegada do 
fluxo sanguíneo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
Tamponamento: obstrução do fluxo sanguíneo, com as 
mãos ou com um pano limpo ou gaze esterilizada, 
fazendo-se um curativo compressivo. É o melhor 
método de estancar hemorragias pequenas, médias e 
grandes. 
 
 
 
 
 
Compressão arterial: comprimir as grandes artérias que 
irrigam a região afetada faz diminuir o fluxo sanguíneo. 
 
 
 
 
Torniquete: é uma medida extrema, a ser usada apenas 
quando as anteriores não deram resultado. Consiste em 
aplicar uma faixa de constrição a um membro, acima do 
ferimento, de maneira tal que se possa ser apertada até 
deter a passagem do sangue arterial. 
 
 
Na fase de assistência médica, o volume sanguíneo deve ser inicialmente reposto através de 
soluções salinas. O choque hipovolêmico deve ser tratado com volume, isto é, com soro 
fisiológico e solução de Ringer. Casos mais graves podem requerer soluções gelatinosas, mas 
existe um volume máximo desta solução que se ultrapassado intoxica e mata o paciente. Ao 
mesmo tempo devem ser feitas tentativas de interromper a perda sanguínea, incluindo 
cirurgias visando a hemostasia. Em alguns casos torna-se necessária uma transfusão 
sanguínea para manter a vida do paciente. 
 
Como evoluem as hemorragias? 
 
A evolução de uma hemorragia depende da sua natureza e de sua intensidade. As pequenas 
hemorragias, uma vez estancadas a tempo, não têm repercussão clínica. As médias 
hemorragias podem deixar consequências que se curam dentro de um tempo. Hemorragias 
muito volumosas dependem da rapidez com que sejam estancadas. Algumas são letais. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Por volta de 15% de todo peso corpóreo de um adulto corresponde a pele, que é o maior 
órgão do corpo humano. Sua função é proteger o corpo contra infecções, a perda de água e 
é o principal regulador da temperatura. É também órgão sensorial para o tato, dor, nos dá a 
sensação da temperatura e percebe a pressão exercida sobre ela. 
Em uma área queimada, temos perda do controle da temperatura, de fluidos orgânicos, de 
água e da barreira contra infecção. 
Quanto a profundidade, uma queimadura pode ser superficial (1º grau), parcial (2º grau) ou 
em toda sua espessura (3º grau). Além da profundidade, uma queimadura é tanto mais 
grave quanto maior for a superfície do corpo acometida. 
 
 
 
Características de uma queimadura do 1º grau: 
· vermelhidão de leve a intensa 
· a pele fica branca quando pressionamoso local 
· não há bolhas 
· presença de ardor e aumento da sensibilidade por 2 dias 
· de 3 a 7 dias pode haver a perda da pele como peeling 
 
 
 
 
Características de uma queimadura do 2º grau: 
· formam-se bolhas 
· ardor intenso 
· área fica sensível ao frio e ao vento 
 
 
 
10
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
Características de uma queimadura do 3º grau: 
· ocorre destruição da pele 
· cor variável 
· superfície seca 
· exposição de tecido gorduroso 
· pouca dor pois as terminações 
nervosas foram destruídas 
 
 
 
 
 
 
Nas situações domésticas, as queimaduras raramente ultrapassam o 2º grau, ocorrendo com 
maior frequência nos acidentes na cozinha. 
 
Como socorrer nos casos de queimaduras do 1º e 2º grau: 
. remova a fonte de calor abafando com pano se houver chama ou jogando água 
. resfrie imediatamente a área queimada com água fria corrente da torneira, por 
alguns minutos (este procedimento é fundamental pois a área queimada está aquecida e 
continua a lesar a pele, podendo aprofunda-se, formando bolhas; quanto mais rapidamente 
for resfriada, menos grave será a queimadura) 
. retire, se possível, anéis nas queimaduras das mãos e objetos que possam armazenar 
calor como colares, brincos, cinto, objetos de metal ou de couro nos bolsos, etc. 
. proteja a área queimada com gaze, lenço ou pano limpo 
. leve para um atendimento médico 
 
Se a queimadura for do 1º grau (não apresenta bolhas), não acomete área entre os dedos, 
face ou genital e só atinge alguns poucos centímetros quadrados da pele, pode-se fazer 
curativo com gaze vaselinada. Caso contrário, procure um médico. 
 
Nas de 2º grau, em geral as bolhas não devem ser furadas. As exceções existem mas esta 
decisão deve ficar por conta do médico. 
 
Como socorrer nos casos de queimaduras do 3º grau: 
· remova a fonte de calor 
· leve imediatamente para um atendimento médico 
 
Nas queimaduras de 3º grau, o resfriamento com água pode aumentar a chance de infecção 
pela perda da proteção da pele, não devendo ser realizado, exceto para apagar o fogo. 
 
Nuca use nas queimaduras do 1º, 2º ou 3º grau: 
· pasta de dente 
· manteiga ou margarina 
· óleos de qualquer tipo 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
· pomadas caseiras (sem orientação médica) 
· quaisquer outros produtos 
 
A pasta de dente, pelo resfriamento, oferece uma sensação de alívio. Entretanto, ela deverá 
a seguir ser removida para posterior aplicação dos medicamentos necessários. A remoção é 
um procedimento trabalhoso e doloroso. A mesma sensação de alívio ocorre com o 
resfriamento com água corrente por alguns minutos e sem os inconvenientes da pasta. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
Processo utilizado em situações onde a emergência ultrapassa a capacidade de resposta da 
equipe de socorro. Utilizado para alocar recursos e hierarquizar o atendimento de vítimas de 
acordo com um sistema de prioridades, de forma a possibilitar o atendimento e o transporte 
rápido do maior número possível de vítimas. 
 
O primeiro socorrista que chega numa cena da emergência com múltiplas vítimas enfrenta 
um grande problema. A situação é diferente e seus métodos usuais de resposta e operação 
não são aplicáveis. Este profissional deve modificar sua forma rotineira de trabalho 
buscando um novo método de atuação que lhe permita responder adequadamente a 
situação. 
 
Como poderão então esses socorristas prestar um socorro adequado? Obviamente, se eles 
voltarem sua atenção para a reanimação de uma ou mais vítimas, as outras potencialmente 
recuperáveis poderão morrer. 
 
Portanto, logo que chegam na cena, esses primeiros socorristas devem avaliá-la, pedir 
reforços adicionais e providenciar a segurança do local para, só então, dedicarem-se a 
seleção das vítimas enquanto as novas unidades de socorro deslocam-se para o local da 
emergência. 
 
Esses socorristas aproveitam assim o seu tempo da melhor maneira iniciando um processo 
de triagem. Este é o primeiro passo para a organização dos melhores recursos na cena da 
emergência. 
 
Triagem – Termo dado ao reconhecimento da situação e seleção das vítimas por prioridades 
na cena da emergência. Palavra de origem francesa que significa “pegar, selecionar ou 
escolher”. 
 
 
11
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Podemos conceituar a triagem como sendo um processo utilizado em situações onde a 
emergência ultrapassa a capacidade de resposta da equipe de socorro. Utilizado para alocar 
recursos e hierarquizar vítimas de acordo com um sistema de prioridades, de forma a 
possibilitar o atendimento e o transporte rápido do maior número possível de vítimas. 
 
É de responsabilidade do socorrista que primeiro chegar ao local do acidente múltiplo, 
montar um esquema e separar as peças de um desastre de forma a propiciar o melhor 
cuidado possível a cada pessoa envolvida, solicitando recursos adicionais e reforço para 
atender adequadamente a ocorrência. 
 
Em resumo, o processo de triagem é usado quando a demanda de atenção supera nossa 
capacidade de resposta e, portanto, devemos direcionar nossos esforços para salvar o maior 
número de vítimas possível, escolhendo aquelas que apresentam maiores possibilidades de 
sobrevivência. O primeiro a chegar na cena deve dedicar-se à seleção das vítimas, enquanto 
chegam as unidades de apoio. 
 
Obs.: Se a ocorrência supera a capacidade de resposta da guarnição do CB que primeiro 
chegar ao local, deveremos iniciar um processo de triagem para avaliar e tratar a maior 
quantidade possível de vítimas com potencial de recuperação. Se a guarnição se detém no 
atendimento de uma única vítima, todos os demais poderão não receber auxílio. 
 
Atualmente é o modelo adotado pela Associação de Chefes de Bombeiros do Estado da 
Califórnia nos EUA. START é a abreviatura de Simple Triage And Rapid Treatment (Triagem 
Simples e Tratamento Rápido) . 
 
· Sistema de triagem simples. 
 
· Permite triar uma vítima em menos de um minuto. 
 
Esse método foi desenvolvido para o atendimento de ocorrências com múltiplas vítimas, 
pois permite a rápida identificação daquelas vítimas que estão em grande risco de vida, seu 
pronto atendimento e a prioridade de transporte dos envolvidos mais gravemente feridos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
CÓDIGO DE CORES NO PROCESSO DE TRIAGEM 
 
Cor Vermelha 
 
Significa primeira prioridade: 
 
São as vítimas que apresentam sinais e sintomas 
 
que demonstram um estado crítico e necessitam 
 
tratamento e transporte imediato. 
 
 
Cor Amarela 
 
Significa segunda prioridade: 
 
São as vítimas que apresentam sinais e sintomas que 
 
permitem adiar a atenção e podem aguardar pelo 
 
transporte. 
 
Cor Verde 
 
Significaterceira prioridade: 
 
São as vítimas que apresentam lesões menores 
ou 
 
sinais e sintomas que não requerem atenção 
imediata. 
 
Cor Preta ou Cinza 
 
Significa sem prioridade (morte clínica): 
 
São as vítimas que apresentam lesões obviamente 
 
mortais ou para identificação de cadáveres. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Cartão utilizado para classificação de vitimas: 
 
 
 
Imagem de montagem de classificação de vitimas: 
 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Contamos atualmente com uma ampla e variada gama de técnicas de imobilização e 
transporte, mas nos ateremos às clássicas e de maior utilidade em nosso meio. 
As vítimas de trauma deverão ser manipuladas com o máximo de cautela para que as lesões 
existentes não sejam agravadas. 
 
MÉTODO GERAL 
Sempre que houver a possibilidade de nos depararmos com uma “coluna instável”, 
deveremos tomar as providências cabíveis e necessárias: 
. Trazer a cabeça para uma posição apropriada, em linha neutra (a menos que 
contraindicado). Manter este apoio e imobilização manual até que seja completada a 
imobilização definitiva. 
. Avaliar o paciente, utilizando o método A B C D E e proceder a todas intervenções 
necessárias. 
. Examinar o pescoço e aplicar o colar cervical, apropriado. 
. Checar a habilidade motora, resposta sensitiva e circulatória dos quatro membros. 
. Posicionar o dispositivo de imobilização no paciente e imobilizar o tronco para que este não 
possa mover-se para cima ou para baixo, esquerda ou direita. 
. Avaliar e acolchoar a região occipital ou interescapular quando necessário. 
. Imobilizar a cabeça com o dispositivo, mantendo-a em linha neutra. 
. Uma vez na prancha longa, imobilize as pernas para que elas não se movam anteriormente 
ou lateralmente. 
. Prenda os braços na prancha. 
. Reavalie novamente, utilizando o método A B C D E e reavalie a motricidade, resposta 
sensorial e circulação de todos os membros. 
 
 
IMOBILIZAÇÃO CERVICAL 
Inicialmente a imobilização 
cervical deve ser realizada 
manualmente, segurando-se a 
cabeça com as mãos e 
cuidadosamente trazendo-a para 
a posição em linha neutra, 
exceto quando houver espasmo muscular, aumento da dor, aparecimento ou agravamento 
de uma deficiência neurológica ou comprometimento das vias aéreas/ventilação, onde fica 
contra indicado o reposicionamento em linha neutra. 
 
12
 
 
 
2
 
1 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
A cabeça permanecerá imobilizada manualmente em linha neutra até o término da 
imobilização mecânica. 
 
 
IMOBILIZAÇÃO DO TRONCO 
Se levar em consideração o dispositivo de imobilização, 
este deve imobilizar de tal forma que não permita 
movimentos para cima, baixo, direita e esquerda. Neste 
dispositivo a cabeça, tórax e membros inferiores deverão 
estar fixados, impedindo desta forma a mobilização da 
coluna vertebral. 
O dispositivo mais utilizado em nosso meio é a prancha 
longa ,onde as cintas ajustáveis poderão estar dispostas 
perpendicularmente ao eixo principal do paciente e para 
minimizar a possibilidade de deslocamento para cima e 
para baixo. 
As cintas deverão estar, preferencialmente, no tórax, na 
pélvis (sobre as cristas ilíacas), acima e abaixo dos joelhos. 
Dependendo da necessidade poderemos aumentar o número de cintas, mas aquelas que 
forem colocadas no tórax inferior e no abdómen inferior não poderão estar ajustadas em 
demasia para não impedir a excursão do tórax e nem promover aumento da pressão intra-
abdominal. 
 
Imobilização de membros 
 
Em casos de luxação a imobilização é deita um osso abaixo e um osso acima da articulação. 
 
 
Em casos de Fraturas a imobilização é feita uma articulação abaixo e uma acima da lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
Tipos de Transporte de vitimas 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.ldpsolucoes.com.br - contato@ldpsolucoes.com.br - ldpsolucoes@gmail.com 
Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 3633 – Jd. Tremembé – SP – CEP 02350-002 
Telefones: 11-2839-1539 - 2384-3001 - 7875-9619 
 
 
Bibliografia 
 
“Fraturas na Clavícula e Primeiros Socorros” 
Maria de Fátima, Vanessa, Correia,M., Cadille,P.,Magalhães,E. 
Orientador: Prof. Filho, J.R.Blair 
“Fratura por estresse em atletas”: revisão de literatura 
Brasil, Luciano M. 
Field JM, Hazinski MF, Sayre M, et al. Part 1 Executive Summary: 2010 American Heart 
Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular 
Care. Circulation 2010;122(18 Suppl 3). 
Manual de Fundamentos do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo 
SAMU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaboração: 
Paulo Rogério Ribeiro Comba 
 
Revisão 
Osvaldo Fernandes Bacelar Filho

Mais conteúdos dessa disciplina