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CISTOS ODONTOGÊNICOS

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A reabsorção radicular ou a divergência dos dentes adjacentes podem ser observadas com alguma freqüência.
Os cistos odontogênicos calcificantes extraósseos se apresentam como massas gengivais sésseis ou pedunculadas, sem características clínicas específicas, eles podem se assemelhar a fibromas gengivais comuns, cistos gengivais ou granulomas de células gigantes periféricos.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
 As formas císticas (não neoplásicas) compreendem cerca de 86% a 98% dos cistos odontogênicos calcificantes em diversas séries descritas. Eles podem ocorrer tanto na forma intraóssea quanto na extraóssea
As células basais do revestimento epitelial podem ser cuboides ou colunares, semelhantes a ameloblastos. A camada sobrejacente de epitélio, arranjada frouxamente, pode lembrar o retículo estrelado de um ameloblastoma
O aspecto histopatológico mais característico do cisto odontogênico calcificante é a presença de um número variável de “células fantasmas” dentro do componente epitelial. Essas células fantasmas eosinofílicas são células epiteliais alteradas caracterizadas pela perda do núcleo com preservação do arcabouço básico da célula.
A natureza da alteração das células fantasmas é controversa. Alguns acreditam que essa alteração represente a necrose de coagulação ou o acúmulo de proteína do esmalte; outros afirmam que é uma forma de ceratinização normal ou aberrante do epitélio odontogênico.
Massas de células fantasmas podem se fusionar, formando grandes lençóis de material amorfo e acelular. Calcificações são comuns em meio às células fantasmas
Diversas variantes do tipo cístico do cisto odontogênico calcificante são observadas. Em alguns casos, o revestimento epitelial prolifera para o lúmen de forma que ele se apresenta, em grande parte, preenchido por aumentos de volume de células fantasmas e calcificações distróficas. Múltiplos cistos-filhos podem estar presentes na cápsula fibrosa, e uma reação de corpo estranho às células fantasmas extravasadas pode ser conspícua. Em outra variante, a proliferação epitelial uni ou multifocal do revestimento do cisto em direção ao lúmen pode lembrar o ameloblastoma. Essas proliferações são entremeadas por um número variado de células fantasmas. Essas proliferações epiteliais lembram superficialmente, mas não satisfazem, o rigoroso critério histopatológico para o diagnóstico de ameloblastoma.
Cerca de 20% dos cistos odontogênicos calcificantes císticos estão associados a odontomas. Essa variante geralmente é uma lesão unicística, que mostra as características de um cisto odontogênico calcificante juntamente com um pequeno odontoma complexo ou composto.
Cistos odontogênicos calcificantes neoplásicos (sólidos) são incomuns, sendo responsáveis por 2% a 16% de todos os cistos odontogênicos calcificantes nas séries descritas. Eles podem ser intra ou extraósseos.
As formas extraósseas da variante sólida parecem ser mais comuns. Elas mostram ilhas de tamanho variado de epitélio odontogênico em um estroma fibroso.
A variante intraóssea rara é um tumor sólido que consiste em ilhas e cordões de epitélio odontogênico semelhantes ao ameloblastoma dispersos em estroma de tecido conjuntivo fibroso. 
Um pequeno número de tumores epiteliais odontogênicos de células fantasmas (carcinoma odontogênico de células fantasmas) agressivos ou malignos foi relatado. Essas lesões apresentam pleomorfismo celular e atividade mitótica com invasão dos tecidos adjacentes.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
 O prognóstico de um paciente com cisto odontogênico calcificante é favorável, sendo relatadas somente poucas recidivas após a enucleação simples. O cisto odontogênico calcificante periférico neoplásico parece ter o mesmo prognóstico que o ameloblastoma periférico, com chance mínima de recidiva após a excisão cirúrgica simples
CISTOS FISSURAIS OU DE DESENVOLVIMENTO 
 
INTRODUÇÃO: 
 São verdadeiros cistos que desenvolvem na linha de fusão dos ossos da face decorrente do 
aprisionamento de remanescentes epiteliais provenientes do ectoderma durante os processes embrionários da boca e face
CISTO DO CANAL INCISIVO (conduto incisivo, conduto nasopalatino)
 Dentre os cistos fissurais é o mais freqüente estando localizado no interior do canal nasopalatino ou nas suas proximidades. É originário da proliferação de restos epiteliais encontrados no canal nasopalatino. Este canal é uma estrutura embrionária, revestida por tecido epitelial, formando duas passagem, uma de cada lado do septo nasal, ligando a cavidade oral a nasal. O desenvolvimento de um cisto nesta região mediana do palato, próxima as raízes dos incisivos centrais, pode provocar a divergência das raízes destes dentes. Este cisto pode aparecer em qualquer idade, mesmo em pessoas muito jovens. Na maioria dos casos é assintomático podendo apresentar tumefação no palato, próximo a papila palatina. Ocasionalmente, estes cistos podem ser descobertos quando do exame radiográfico de rotina. A imagem radiográfica mostra uma destruição óssea na linha média do palato acima das raízes dos incisivos centrais representada por uma imagem radiolúcida, de forma arredondada, ovóide ou cordiforme.
CISTO PAL ATINO MEDIANO
CONCEITO: é um cisto não odontogênico que está localizado na linha mediana do palato duro, posterior à papila palatina, ao nível de pré-molares e molares. 
ORIGEM: origina-se dos remanescentes epiteliais dos processos palatinos maxilares. ETIOLOGIA: é desconhecida, pois não se sabe o que estimula os remanescentes a formar o cisto.
CARACTERÍST ICAS CLÍNI CAS: 
4.1. Evolução: lenta. Leva meses para que possa se observar manifestações clínicas. 
4.2. Dor: é indolor, porém, se houver infecção secundária da cápsula, ocorrer á inflamação aguda e conseqüente processo doloroso.
 4.3. Expansão óssea: a expansão óssea o correrá se o cisto for médio ou grande, estando localizado na linha média da mucosa do palato duro, ao nível de pré-molares e molares.
 4.4. Dentes vizinhos: não se analisa, pois não tem contato com dentes vizinhos. 
4.5. Consistência: depende do tamanho do cisto. 
a) Óssea: quando houver uma grossa camada de osso separando a mucosa do cisto.
 b) Papirácea: quando houver uma fina camada de osso separando a mucosa do cisto . Consistência papirácea quer dizer, ceder a pressão digital e voltar a posição original logo após cessada a pressão, originando um Ruído característico, chamado de crepitação papirácea. Para que isto aconteça a lesão deve Possuir líquido e estar capsulada. 
c) Flutuante : quando o cisto estiver sub mucoso, cedendo facilmente à palpação.
Mucosa periapical: 
 Cor: poderá apresentar cor azulada quando o cisto estiver submucoso, pois o líquido amarelo citrino absorve todos os comprimentos de onda da luz, menos o azul, refletindo -o. Quando ele está submucoso, há maior tendência à infecção , podendo apresentar cor amarelada ou avermelhada. 
Continuidade: normal. 
Volume: o volume da mucosa geralmente está normal. Estará diminuído quando o cisto estiver submucoso. 
Localização exclusiva: na linha mediana do palato duro, posterior à papila palatina, ao nível de pré-molares e molares.
 Freqüência: é mais raro que o Cisto Nasop alatino.
CARACTERÍST ICAS RADIOGRÁFIC AS: 
 Imagem: radiolúcida. 
 Forma: circular ou ovalada. 
Limites: são precisos, está delimitada por fina linha radiopaca, contínua e destacada, representando a osteog ênese reacional.
 Localização : na linha mediana d o palato duro posterior à papila palatina, ao nível do Premolares e molares. 
 Cortical óssea: 
a) Expansão óssea: é comum, porém, não observamos que a cortical óssea está fora de sua posição normal numa radiografia oclusal, devido à superposição.
 b) Continuidade: geral mente está p reservada, ou seja, a cortical não está destruída, porém, se houver destruição, esta será do tipo regular, onde podemos observar duas pontas de osso frente à frente.
DIAGNÓSTICO: 
6.1. Clínico: características clínicas + características radiográficas. Clinica mente se observa aumento de volume na linha mediana da mucosa do palato duro,