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Metodologia do Trabalho Científico

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GUIA DA 
DISCIPLINA 
 2020 
METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO 
NA EDUCAÇÃO 
 Me. Carolina de Souza Ferreira 
 
 
1 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. UNIVERSIDADE, CIÊNCIA E FORMAÇÃO ACADÊMICA 
 
Objetivo 
O nosso primeiro objetivo é ressaltar a importância da pesquisa científica 
metodologicamente conduzida, no cenário acadêmico, profissional e científico. 
 
No objetivo secundário desta disciplina vamos trabalhar a compreensão e a 
importância de aplicar o método científico no seu dia a dia em sala de aula como finalidade 
de resolver futuros problemas que por fim possam aparecer. 
 
Introdução 
A disciplina Metodologia Científica consiste em estudar as características da 
pesquisa científica e seus métodos, para a realização de uma pesquisa acadêmica, que no 
nosso caso será apresentada no COBRIC (Congresso Brasileiro de Iniciação Científica). A 
metodologia científica estuda os caminhos do saber, “método” quer dizer o caminho, “logia” 
quer dizer o estudo e a “ciência” quer dizer saber. (Kauark, Magalhães e Medeiros, 2010). 
1.1. Universidade, Ciência e Formação. Acadêmica 
Segundo SEVERINO, a formação acadêmica também chamada de universitária: 
 
[...] é simultaneamente formação científica, profissional e política. Visa equipar o 
estudante com um competente domínio do conhecimento científico, habilitá-lo 
tecnicamente para o exercício de uma profissão e desenvolver nele uma 
consciência social, de cunho analítico e crítico. (SEVERINO, 2007, p. 18). 
 
Neste estudo, segundo Severino, há 3 aspectos abordados: profissional, científico 
e político que devem transcorrer naturalmente na sua vivência universitária, após ingressar 
no curso superior, durante o seu desenrolar, participará desses processos 
simultaneamente. 
 
Evidentemente, a formação profissional e a habilitação para o exercício profissional 
na área pedagógica, são um objetivo da formação acadêmica, é formar profissionais 
habilitados e capacitados para exercer suas funções com êxito tanto na área científica como 
profissional e até mesmo política. 
 
Além deste objetivo, a iniciação à prática científica também deve se fazer presente. 
A sua formação científica pode ser compreendida, como um mecanismo de produção do 
 
 
2 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
conhecimento, por meio da pesquisa, contribuindo assim para a construção do 
conhecimento. 
 
Ainda, a formação acadêmica diz respeito a politizar, pois, espera-se como resultado 
natural da graduação que o estudante, além de profissionalmente qualificado, constitua-se 
num cidadão, isto é, numa pessoa com consciência do seu papel na sociedade, nela 
interferindo, de modo a participar, constantemente, de forma crítica dos processos para a 
sua melhoria. 
 
Concluímos desta forma que é fundamental não só adquirir conhecimento, mas 
também entender claramente como a construção do mesmo ocorre. Como esta apropriação 
de conhecimento se dá? 
 
Para SEVERINO: 
 
[...] o processo de ensino/aprendizagem no curso superior tem seu diferencial na 
forma de se lidar com o conhecimento. Aqui, o conhecimento deve ser adquirido 
não mais através de produtos, mas de seus processos. O conhecimento deve se 
dar mediante a construção dos objetos a se conhecer e não mais pela 
representação desses objetos. Ou seja, na Universidade, o conhecimento deve ser 
construído pela experiência ativa do estudante e não mais ser assimilado 
passivamente, como ocorre o mais das vezes nos ambientes didático-pedagógicos 
do ensino básico. (SEVERINO, 2007, p. 25). 
 
Para ter acesso a tal conhecimento não basta matricular-se em um curso superior, 
tampouco apenas ler um guia, é necessário tomar para si a responsabilidade dos estudos 
de modo que ao fim do curso você consiga aplicar com sapiência o saber adquirido na 
teoria em sala de aula (mesmo em um ambiente virtual, como é o nosso caso). 
 
Tomar as rédeas do que e como se aprende requer sobretudo organização e 
disciplina e desta forma a pesquisa irá assumir seu papel no processo de 
ensino/aprendizagem como consequência dos seus estudos. Quero dizer com isto que a 
disciplina Metodologia Científica não é meramente uma matéria de conhecimentos gerais, 
mas sim uma ferramenta de trabalho para entender melhor as adversidades do dia a dia 
em uma sala de aula. 
 
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 207, ao tratar das Universidades, 
estabelece que elas observem a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. 
 
 
3 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Podemos concluir, então, que a formação acadêmica, universitária, como o próprio 
termo sugere, decorre de um ambiente no qual se proporciona ao aluno muito mais que a 
absorção de informações a serem por ele apreendidas. A formação acadêmica visa não 
apenas informar, mas também transmitir conhecimento. 
 
A Universidade tem o papel de ir muito além do fornecimento da informação ao aluno, 
ela tem o papel de formá-lo profissionalmente e também socialmente, no sentido de que 
deve prepará-lo para uma postura analítica e crítica em meio à sociedade de que faz parte, 
possibilitando-o nela interferir, transformá-la, mudá-la, melhorá-la, de modo a contribuir com 
ela. 
 
Ninguém melhor que o professor para ter esta função na sociedade, uma vez que 
temos o papel de dar os primeiros passos na formação de novos cidadãos, afinal todos os 
profissionais passam primeiro pelos ensinamentos de um professor pedagogo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO 
 
Objetivo 
Objetivo direto deste segundo momento da disciplina é mostrar ao discente os 
cenários de aplicação da metodologia científica, o que é e como se faz pesquisa 
 
Objetivamos com esta aula também esclarecer a necessidade de desenvolvimento 
da autonomia pelo aluno, a qual é inerente à pesquisa científica, uma vez que a sua 
participação deverá ser muito mais ativa. 
 
Aliás, a autonomia do aluno é característica fundamental para o seu êxito no próprio 
EaD, como já mencionado anteriormente. 
 
Introdução 
Dou início ao nosso estudo, fazendo uma colocação: “O homem é por natureza, um 
animal curioso e questionador” deste modo o que move o mundo são as perguntas e não 
as respostas, (assim como vimos no comercial), logo nossa disciplina irá tratar deste 
caminho entre perguntas e as respostas, saber escolher o método certo para chegar as tais 
desejadas possíveis conclusões! 
2.1. Senso comum 
Não podemos deixar de mencionar o primórdio da pesquisa científica, o senso 
comum, mas o que é isto? O seno comum varia de acordo com o conhecimento. 
 
Será que nós sabemos o que é a Metodologia do Trabalho Científico? Nós 
conhecemos o seu conteúdo? Ao menos, temos alguma ideia ou noção do que ela tem de 
importante na formação acadêmica? 
2.1.1. Metodologia do Trabalho Científico 
A Metodologia do Trabalho Científico, enquanto disciplina dos cursos de graduação, 
tem o papel de estimular o aluno a encontrar respostas as suas dúvidas por meio de 
pesquisa científica (construção do conhecimento científico), ou seja, ela não é um conteúdo 
a ser decorado pelos alunos, nem para ser mensurado num dia de prova, trata-se, então, 
de se aprender aplicando um método amplamente usado por cientistas e pesquisadores 
 
 
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Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
desde os primórdios como vistos nos trabalhos de Platão, Aristóteles, Pitágoras e Darwin, 
por exemplo. 
 
Para que você seja protagonista na construção do seu próprio conhecimento, é 
necessário pesquisar utilizando métodos universais de pesquisa amplamente difundidosno 
meio acadêmico, desta forma, falando e aplicando a mesma linguagem e formas de 
raciocínio é possível reproduzir experimentalmente qualquer metodologia 
independentemente do local de estudo. 
 
A Metodologia Científica pode ser aplicada em diversos campos como: 
 Levantamento de opinião; 
 Levantamento de um fato após o seu conhecimento, afim de entende-lo melhor; 
 Experimental, com técnicas laboratoriais, chamamos então de ciência aplicada; 
 Estudos de campo, como levantamento de fauna, flora ou até mesmo microbiota 
de uma região; 
 
Segundo Kauark, Magalhães & Medeiros (2010, p. 26), existem várias formas de 
classificar as pesquisas com base em seus objetivos gerais e procedimentos técnicos. Do 
ponto de vista dos autores as formas classificadas de pesquisas podem ser, da sua 
natureza: 
 
 Pesquisa Básica: tem como objetivo gerar novos conhecimentos úteis na área 
da ciência assim como para a sociedade, sem aplicação pratica prevista. 
Envolve verdade e interesses universais; 
 Pesquisa aplicada: objetiva gerar novos conhecimentos para aplicação prática, 
visa resolver problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais. 
 
No entanto segundo Gil, 2008 a pesquisa deve ser também classificada levando em 
consideração a forma como aborda um problema, vejamos a seguir: 
 
 Pesquisas exploratórias: abordam o problema através do levantamento de 
informações ou a construção de hipóteses, envolvendo levantamento 
bibliográfico e documental, entrevistas com pessoas ou até mesmo análise de 
exemplos; 
 
 
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 Pesquisas descritivas: descrevem as características do fenômeno, população 
ou estabelecimento de relações entre variáveis, envolvendo técnicas de coleta 
de dados, como levantamento de opiniões, ou seja, tem o objetivo de estudar 
as características de um grupo, como por exemplo: distribuição por idade, sexo, 
nível de renda, dentre outros; 
 Pesquisas explicativas: identifica causas e fatores da ocorrência dos 
fenômenos, tem como principal objetivo explicar os fatos, caracteriza-se de 
uma forma geral como Pesquisa Experimental e Pesquisa Ex Post facto, ou 
seja, quando a investigação se realiza depois dos fatos. Como por exemplo: 
Estudo dos surtos de gripe no estado de São Paulo em 2017, neste caso, é 
importante conhecer as cepas virais que circularam em um ano para se fabricar 
as vacinas do ano seguinte. 
 
Pesquisar significa: “1. Buscar com diligência; inquirir; 2. Informar-se a respeito de. 
3. Fazer pesquisa. ” (FERREIRA, 2004, p. 627) 
 
Entretanto, a construção do conhecimento por meio da pesquisa, para que seja ela 
considerada científica, deve observar métodos, ou seja, técnicas que lhe dão coerência, 
que lhe conduzem a um dado resultado. 
 
Surge então, a importância da metodologia, do método. Vamos entender melhor qual 
é a diferença entre metodologia e método a seguir: 
 
Metodologia é o “conjunto de métodos, regras e postulados utilizados em 
determinada disciplina e sua aplicação”. (FERREIRA, 2004, 552) 
 
Método, por sua vez, significa: “1. Procedimento organizado que conduz a um certo 
resultado. 2. Processo ou técnica de ensino. 3. Modo de agir, proceder. 4. Regularidade e 
coerência na ação. ” (FERREIRA, 2004, 552) 
 
Noutro giro de palavras, o que queremos expressar é que tão importante quanto o 
resultado da pesquisa é a sua coerência com os métodos usados, pois métodos e 
resultados não podem divergir entre si. 
 
 
 
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Exemplos “grosseiros”, porém, esclarecedores, são os de que: Não se deve procurar 
um tesouro numa praia cavando um buraco com uma picareta, pois, para tanto, seria 
adequada uma pá. Da mesma forma, não se deve fazer um buraco no cimento com uma 
pá, pois, para tanto, seria adequada uma picareta. O princípio de todo método científico é 
a observação. 
 
 
 Do medo à ciência 
Na Pré-História, não se compreendiam os fenômenos da natureza. A reação 
natural a eles foi o medo. 
Posteriormente, tentou-se explicá-los pelo pensamento das crenças e das 
superstições (misticismo). 
Com a insuficiência do misticismo, o pensamento humano evoluiu para a busca 
de respostas através de caminhos que pudessem ser cientificamente 
comprovados (metodologia). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
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3. ALGUNS MÉTODOS CIENTÍFICOS 
 
Objetivo 
Introduzir a temática dos métodos científicos abordando alguns dos principais 
métodos empregados na pesquisa científica, despertando em você o necessário interesse 
acerca desse assunto fundamental no processo ensino/aprendizagem. 
 
É também objetivo desta aula fazer com que você aluno consiga empregar a melhor 
metodologia e a melhor abordagem em seus futuros estudos de caso, tanto dentro como 
fora da sala de aula. 
 
Introdução 
Caro aluno, nesta aula convido você, a realizar uma imersão à sua infância, sim a 
esta fase da sua vida em que você não temia fazer perguntas de tudo a todos, será que 
começamos a deixar de ser crianças quando deixamos de nos permitir tal postura 
questionadora? Pois bem esta fase da nossa história é a base de todo e qualquer método 
científico, agora já na fase adulta temos que aprender a escolher a melhor forma de chegar 
as tão sonhadas respostas às nossas perguntas, vamos lá? 
 
Inicialmente, trabalharemos a ideia de que não há ciência, enquanto produção do 
conhecimento, sem a aplicação de métodos científicos, os quais trazem racionalidade, 
coerência e lógica ao pensamento humano, de maneira imparcial as suas reflexões e, 
principalmente chegar a possíveis conclusões com o mínimo de erro possível aproximando-
se ao máximo dos resultados esperados no início da pesquisa. 
 
Na sequência, abordemos, brevemente, dois métodos científicos tidos como 
específicos das Ciências: O levantamento bibliográfico e o método comparativo, por fim, 
serão analisados os métodos indutivo e dedutivo. Alguns Métodos Científicos 
 
Os métodos científicos, por sua vez, são conjuntos de procedimentos organizados 
que conduzem a um resultado. São mecanismos de raciocínio que levam a uma conclusão 
coerente, lógica (racionalidade). 
 
 
 
 
 
9 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
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Levantamento bibliográfico 
Este método consiste na investigação de fatos pretéritos, ou seja, busca descobrir 
as suas influências para o contexto atua, que pode ser social, político, econômico. Este tipo 
de método é fundamental para dar início à vida acadêmica, servindo ainda como base 
referência para tantos outros trabalhos práticos, afinal como escrever uma discussão? 
Calma querido aluno falaremos sobre as discussões dos trabalhos científicos mais para 
frente e aposto que irás gostar, trata-se do recheio da bolacha!! Não deixe de ler as 
próximas aulas. 
 
Mas voltando ao assunto do levantamento bibliográfico, é imprescindível que você 
se envolva profundamente com o tema do trabalho que está estudando. Lembre-se, você 
não pode influenciar ou até mesmo manipular indiretamente os resultados do seu trabalho, 
e é neste momento que o levantamento bibliográfico se torna vital. 
 
O levantamento bibliográfico já foi conhecido como método histórico, como você 
pode ver na citação a seguir: 
 
[...] o método histórico preenche os vazios dos fatos e acontecimentos, apoiando-
se em um tempo, mesmo que artificialmente reconstruído, que assegura a 
percepção da continuidade e do entrelaçamento dos fenômenos. (LAKATOS; 
MARCONI, 2010, p. 89) 
 
Por meio deste método, verificamos como as mudanças culturais atuaram na 
construção do presente e, também, como podem implicar o futuro.3.1. Método Comparativo 
O método comparativo consiste na análise de semelhanças e de diferenças entre 
determinados objetos de investigação, por meio de comparações. 
 
O método comparativo parte da análise de dados concretos para a aferição de dados 
abstratos e gerais. 
 
Ocupando-se da explicação dos fenômenos, o método comparativo permite analisar 
o dado concreto, deduzindo do mesmo os elementos constantes, abstratos e gerais. 
Constitui uma verdadeira “experimentação indireta”. É empregado em estudos de 
largo alcance (desenvolvimento da sociedade capitalista) e de setores concretos 
(comparação de tipos específicos de eleições), assim como para estudos 
qualitativos (diferentes formas de governo) e quantitativos (taxa de escolarização 
de países desenvolvidos e subdesenvolvidos). Pode ser utilizado em todas as fases 
e níveis de investigação: num estudo descritivo pode averiguar a analogia entre ou 
analisar os elementos de uma estrutura (regime presidencialista americano e 
 
 
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francês); nas classificações, permite a construção de tipologias (cultura de folk e 
civilização); finalmente, em nível de explicação, pode, até certo ponto, apontar 
vínculos causais, entre os fatores presentes e ausentes. (LAKATOS; MARCONI, 
2010, p. 89/90 – destaque em itálico do original) 
 
Método Indutivo ou método empírico 
Pelo método indutivo também conhecido como método empírico ou simplesmente 
empirismo, a base deste método é a observação, parte de fatos particulares para 
chegarmos a uma conclusão geral. Partimos de uma (s) parte (s) para o todo. 
 
O seu objetivo é levar a uma conclusão cujo conteúdo é mais amplo do que as 
premissas nas quais se baseou, conforme os exemplos abaixo: 
 
 
3.2. Método Dedutivo 
Pelo método dedutivo, raciocinamos a partir do geral para o particular. Partimos do 
todo para uma parte. 
 
O método dedutivo baseia-se em dados mais abrangentes e já aceitos, conforme os 
exemplos abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
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3.3. Método Indutivo X Método Dedutivo 
INDUÇÃO DEDUÇÃO 
Da parte para o todo. Do todo para a parte. 
Todos os cães que foram observados 
tinham um coração. 
Todo mamífero tem um coração. 
Logo, todos os cães têm um coração. Ora, todos os cães são mamíferos. 
 Logo, todos os cães têm um coração. 
3.4. Silogismo 
Segundo a Professora Maria Lúcia Marangon (MARANGON, 2011): 
 
O SILOGISMO é uma espécie de fórmula que representa o raciocínio DEDUTIVO. Ele 
é formado por três enunciados: 
1. Premissa maior (a que contém a totalidade que se reconhece). 
2. Premissa menor (a que menciona uma parte dessa totalidade). 
3. Conclusão. 
 
Exemplo: 
1. Todo homem é mortal. (Premissa maior – TODO). 
2. Sócrates é homem. (Premissa menor – PARTE). 
3. Sócrates é mortal. (Conclusão – DEDUÇÃO). 
 
O silogismo pode, ainda, ser compreendido como “a dedução formal em que 
propostas duas proposições, as premissas, delas se tira uma terceira, a conclusão. ” 
(FERREIRA, 2004, 552) 
 
 
 
Algumas premissas equivocadas ou mal-empregadas podem levar a conclusões 
não necessariamente verdadeiras ou inverídicas. Exemplos: 
1. Tempo é dinheiro. 
2. Quem não trabalha tem mais tempo do que quem trabalha. 
3. Logo, quem não trabalha tem mais dinheiro do que quem trabalha. 
1. Existem biscoitos feitos de água e sal. 
2. O mar é feito de água e sal. 
3. Logo, o mar é um biscoitão. 
 
 
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FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio. 6ª ed. rev. e atual. Curitiba: 
Positivo, 2004. 
 
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de 
Metodologia Científica. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
MARANGON, Maria Lúcia. Língua e Literatura – Indução, Dedução e Silogismo. 
Disponível em: 
https://professoramarialucia.wordpress.com/2011/05/05/inducao-deducao-e-
silogismo/. Acesso em: 19/06/2016. 
 
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª ed. rev. e 
atual. 12ª reimpressão. São Paulo: Cortez, 2007. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. COMO E PORQUÊ APLICAR A METODOLOGIA CIENTÍFICA NA 
SALA DE AULA 
 
Objetivo 
Apresentar aos alunos alternativas de elementos de pesquisa científica na área da 
educação. 
 
Essa apresentação traz informações gerais, nas quais se evidência a relevância da 
educação para o aprimoramento do docente quanto agente ativo da pesquisa no ambiente 
escolar, ou seja, para o desenvolvimento humano e profissional do professor, o 
consequentemente na elevação dos níveis crítico no papel do pedagogo. 
 
Introdução 
A educação constitui, atualmente, uma das principais preocupações mundiais para 
a formação de indivíduos mais comprometidos com o desenvolvimento sustentável de 
consumo, cidadãos críticos, afinal estamos em ano de eleição não é mesmo? 
 
Logo tona-se missão do professor lapidar seus alunos com critérios cada vez mais 
rigorosos tanto na confecção de trabalhos escolares, quanto na própria postura dos 
mesmos em sala de aula, a expressão comumente usada: “ É DE PEQUENINO QUE SE 
TORCE O PEPINO”, pode ser aplicada aqui desde não praticar o plágio com o famoso, ctrl 
C + ctrl V, até aprender a expressar seus pensamentos oriundos de pensamentos e 
reflexões, que nada mais é do que as nossas discussões científicas. 
 
Vale a pena ressaltar que não deve haver discriminação quanto as idades dos 
nossos alunos para começar a desenvolver tal postura, os baixinhos da nossa educação 
infantil e fundamental l trazem o senso questionador, os olhos da observação, base do 
método científico, e o frescor da idade o que renova a visão das novas gerações. 
 
Na aula de hoje vamos entender alguns pontos cruciais do método científico 
aplicados no seu curso: 
 Por que é o que um pedagogo precisa saber a cerca deste tema; 
 Por que você deve usar o Método Científico no seu dia a dia; 
 Como usar Metodologia Científica em sala de aula; 
 
 
14 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
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 Quando e qual metodologia aplicar. 
 
Vamos lá? 
4.1. Por que um pedagogo precisa saber acerca do Método Científico? 
Aluno você está às vésperas de se formar e a esta altura já deve estar realizando 
seus estágios momento propício para observação de diferentes metodologias, acredite, 
mesmo uma escola pequena e sem muita estrutura o método científico é aplicado, note 
quando a professora observa e até mesmo comenta com você, a nova estagiária, aquele 
aluno é muito falante, aquele outro é muito esperto ou aquele tem mais dificuldade, tem que 
dar mais atenção ou mais tempo para realizar uma determinada lição. Isto é observar e por 
consequência o ponta pé inicial de uma pesquisa, como já falei anteriormente isto é o 
empirismo, mas qual é o próximo passo? 
 
Futuro pedagogo tu deves saber que todo método científico é regido por um rigoroso 
critério de estudos. As leituras de artigos junto a estudos de casos são vitais para 
diagnosticar alguns casos como autismo, síndromes ou até mesmo aplicar uma nova 
metodologia de ensino. Saiba que o número de crianças com alguma necessidade especial 
cresce a uma velocidade exponencial. 
 
Ao aplicar uma metodologia científica de modo consciente e coerente você tem 
embasamento teórico para discutir variados assuntos como: atividades justificadas, 
aplicação de diferentes métodos de ensino em uma mesma sala de aula, além do que esta 
discussão pode ocorrer em qualquer âmbito, desde um congresso, reunião de pais e 
mestres ou até mesmo justificar uma postura diferente em sala. 
 
O interessepor este tema teve como origem a necessidade de mudanças da prática 
pedagógica, principalmente, ao que se refere aos novos papéis que o Pedagogo tem 
assumido na escola tais como: construção do projeto político pedagógico, implementação 
do trabalho pedagógico no coletivo da escola, formação continuada do coletivo de 
profissionais da escola, relações entre escola e comunidade. Consta nas Diretrizes 
Curriculares do Curso de Pedagogia do Conselho Nacional de Educação CNE/CP nº. 01/06, 
que o trabalho do Pedagogo gira em torno de três conceitos fundamentais, são eles: 
docência, gestão e conhecimento este tripé é pautado nos princípios norteadores de 
 
 
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adaptabilidade, polivalência e flexibilidade (Beloni, 2008). Quesitos que hoje não são 
apenas esperados de um professor pedagogo mais sim exigidos como pratica profissional. 
 
Freire (1986, p. 21) aponta que o “profissional deve ir ampliando seus conhecimentos 
em torno do homem, de sua forma de estar sendo no mundo, substituindo por uma visão 
crítica a visão ingênua da realidade, deformada pelos especialismos estreitos”. A reflexão, 
conforme o autor complementa sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria-
prática, destaca a necessidade de conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a 
essência da prática, pois, sem a qual, a teoria se perde e a prática se transforma em 
constante ativismo. 
 
Saviani (2008, p. 126-127) compartilha com a mesma posição em relação à teoria e 
prática, pois coloca que ativismo é a prática sem teoria e o verbalismo é o falar por falar. O 
ativismo é a ação pela ação, a prática cega, o agir sem rumo e sem objetivo. 
4.2. Por que você deve usar o Método Científico no seu dia a dia 
A pesquisa é um processo permanentemente inacabado, seu processo ocorre 
através de aproximações sucessivas da realidade, sempre tentando diminuir a margem de 
erros. A pesquisa científica é o resultado de um inquérito detalhado realizado com o objetivo 
de resolver um problema e por este motivo os procedimentos devem seguir métodos 
criteriosos de pesquisa, pois somente desta forma é possível realizar uma mesma pesquisa 
em diferentes localidades, lembrando sempre que existem diferentes metodologias para 
atender a cada realidade do público estudantil. 
 
Na visão de Libâneo (1999) a formação do Pedagogo é generalista, pois, exerce as 
funções de especialista, professor e gestor escolar, mais ainda, essas funções implicariam 
uma formação de conteúdo específico, dada à complexidade envolvida no desempenho 
das mesmas tanto dentro da sala de aula como na própria gestão escolar, desta forma o 
esvaziamento teórico dado a formação tecnicista da formação, excluindo o caráter da 
pedagogia como investigação do fenômeno educativo. 
 
Por este motivo há uma necessidade do professor ter um mínimo de domínio sobre 
o assunto, não há palavras para descrever o prazer de lecionar, saber que alguém sabe ler 
e escrever graças ao seu trabalho proporciona ao docente um sentimento inenarrável, no 
entanto nem tudo são flores, digo isto porque adversidades surgirão. 
 
 
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Podemos colocar como exemplo alunos que que apresentam facilidade para 
matemática e enorme dificuldade para interpretação de texto, alunos com alguma síndrome 
e/ou autismo diagnosticado ou não assim como alunos que fluem muito bem com relação 
ao aprendizado em todas as matérias, a dificuldade pelo menos no início, é de lecionar para 
todos estes alunos juntos em uma mesma sala de aula. 
 
Lembre-se, cada caso é um caso e nem sempre o que está escrito no livro será o 
que você vai encontrar na prática, é por isto que para os construtivistas sociais o educador 
pesquisador não deve usar o material teórico como a priori da pesquisa, mas sim que uma 
teoria deve surgir da análise dos dados que no caso pode ser desde o desempenho ou o 
comportamento dos seus alunos (Lincoln e Guba, 1985 apud Mazzotti, 2001). Já os 
positivistas e a grande maioria dos críticos priorizam a utilização da teoria para a formulação 
de hipóteses, argumentando que dificilmente um pesquisador consegue dar início a sua 
coleta de dados sem nenhum prévio conhecimento, o que faz muito sentido não é mesmo? 
4.3. Como usar a metodologia científica em sala de aula 
A ideia central de Dewey que tem influência na educação científica é a “experiência”. 
Este termo é frequentemente mal-entendido, pois é comum as pessoas associarem a 
experiência com aulas práticas e, desse modo, estas seriam a solução para a 
aprendizagem de Ciências, por exemplo, as aulas deveriam ser mais experimentais ao 
invés de memorizar conteúdo. Por isso, esta definição de experiência não é condizente com 
a proposta do filósofo. De acordo com Dewey (1980), no universo há um conjunto infinito 
de elementos que se relacionam da maneira mais diversa possível. Tudo existe em função 
dessas relações. Isso evidentemente ocorre também com as pessoas. Quando a criança 
chega à escola, ela já vivenciou muitas experiências, por isso, esse agir e reagir amplia-se, 
e as experiências se reconstroem por meio das reflexões. Na vida cotidiana as experiências 
são realizadas constantemente. Para o filósofo, experiência e aprendizagem não podem 
ser separadas. 
 
Outro conceito chave na teoria de Dewey, que se relaciona com a educação 
cientifica, é a antecipação. Na teoria Pedagógica Progressista desse filósofo, a antecipação 
é o centro das experiências educativas. A ideia pode criar antecipações. Ideias inspiram 
ações. Ações as fazem ter significações e valores. Ideias geram antecipação, que são 
previsões sobre o que pode ser descoberto e revelado para a classe. As antecipações 
geram as experiências (WONG e PUGH, 2001). 
 
 
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Conforme Chalmers (2000), a Ciência indutiva começa com procedimentos de 
observações detalhadas para construir generalizações. Por isso, os estudantes tinham que 
aprender a observar o mundo natural e formular conclusões a partir de suas observações. 
 
Como premissa a aplicação de quaisquer metodologias parte de uma boa 
observação, após observar os fatos que te cercam você pode e vai se deparar com 
situações problemas, e ao criar hipóteses para resolver tal obstáculo tu estarás 
intuitivamente aplicando a metodologia científica. Observe seus alunos em diferentes 
momentos e situações e verás como seu trabalho irá progredir!!!! 
4.4. Quando e qual metodologia aplicar. 
Quando usar recorrer a aplicação da metodologia científica? 
Quando e quantas vezes achar necessário!!! Você tem que entender uma coisa, em 
pouco tempo como eu disse você estará em uma sala de aula, em breve enfrentará 
situações frente a pais, coordenadores e diretores e nesta hora não haverá lugar para 
achismo, a frase eu acho, não te proporcionará credibilidade em nada. 
 
São destes momentos que você deve aplicar frases como: “com base na minha 
observação e segundo a pesquisa realizada por X pesquisador acredito que o aluno ou os 
alunos…”. Mas para se chegar a estas conclusões quais metodologias aplicar? 
 
Primeiro você deve saber o que procura, o que quer descobrir ou o que quer 
comparar, em seguida vem a escolha de uma metodologia, esta por sua vez pode ser 
qualitativa ou quantitativa por exemplo. No entanto ainda há diferentes metodologias de 
ensino que visam deferentes aprendizagens de seus alunos. 
 
As metodologias de ensino possuem, portanto, duas vertentes: a do método 
científico da área de conhecimento, que implica o reconhecimento da diferença entre 
Ciências Naturais e Ciências Sociais, e a do ensino no seu sentido pedagógico-educacional 
mais amplo, que traz subjacentes as Ciências da Educaçãocaracterizadas como ciências 
humano-sociais. Essas duas vertentes se encontram no método filosófico de interpretação 
da realidade em ambas as metodologias (Nunes, 1993). 
 
As metodologias de ensino estão subordinadas a sistemas de teorias traduzidas 
pelas Ciências da Educação. Como tal, apresentam na complexidade do ato de ensinar 
 
 
18 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
vários elementos para a estruturação do método, desde o conteúdo, passando pela técnica 
de ensino até a relação professor-aluno, esta identificação é de suma importância, pois 
acredite inúmeros professores passarão pela vida de seus pequeninos alunos, muitos não 
serão lembrados pelos mesmos, no entanto a primeira professora dificilmente será 
esquecida, faça você mesmo uma reflexão. 
 
Darei um exemplo sobre diferentes metodologias aplicadas a alfabetização, ou seja, 
na educação infantil, em nosso País este assunto gera polêmica e debates entre 
educadores e especialistas. Uns defendem o uso do método fônico, baseado no 
aprendizado da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras) por meio de textos 
produzidos especificamente para a alfabetização e outros defendem o método 
construtivista, onde se valoriza o conhecimento prévio e o contexto social da criança e o 
ambiente em que ela vive. A partir disso, ela passa a construir significados (Calfat, 2012). 
 
Concluímos esta quarta aula com a certeza de que para se atingir um ensino de 
qualidade a aplicação total ou parcial do método científico em algum momento é usado. 
Podemos evidenciar isto com um dos objetivos de programas internacionais de 
assistencialismo, vejamos: 
 
Um dos Objetivo de Desenvolvimento Sustentável trata a “Educação de qualidade 
como: Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover 
oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. ” (Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável – PNUD – Programa das Nações Unidas para o 
Desenvolvimento). 
 
Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos completem o ensino primário e 
secundário livre, equitativo e de qualidade, que conduza a resultados de aprendizagem 
relevantes e eficazes. 
 
 
Educação de qualidade para todos se faz com estudo continuado pelos 
professores pois somente desta forma o método científico poderá ser aplicado 
de modo eficaz. A leitura para fundamentação de teorias e analise de diferentes 
metodologias é crucial tanto para desenvolver pesquisa dentro da sala de aula 
como também para escolhes diferentes metodologias de ensino. 
 
 
19 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5. TAMANHO AMOSTRAL DE UMA PESQUISA. COMO E POR QUE 
USAR UM QUESTIONÁRIO 
 
Segundo Marconi e Lakatos 2015: 
 
“Amostra é uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo 
(população); é um subconjunto do universo. Sendo n o número de elementos da 
amostra, esta pode ser representada pela letra latina minúscula x, tal que xn = x1 ; 
x2;.....; xn ..... ” . 
 
O Cálculo do Tamanho da Amostra é um problema complexo e, ficaremos restritos 
ao caso da amostra aleatória simples. As técnicas de amostragem, tal como o planejamento 
amostral, são amplamente utilizadas nas pesquisas científicas e de opinião para se 
conhecer alguma característica da população. Nos planejamentos amostrais, a coleta dos 
dados deve ser realizada observando-se uma metodologia adequada para que os 
resultados possam ser extrapolados para a população como um todo. 
 
Se a amostra for muito pequena não trará bons resultados pois será menos 
representativa, o que dirige o trabalho para um estudo de caso, ou seja, um registro pontual 
e a consequência deste feito é que algumas revistas científicas não publicam o trabalho ou 
no máximo publicam como um short comunication, quer dizer uma breve comunicação 
científica e desta forma o grau de impacto é menor, falaremos de níveis de impacto em 
publicações científicas mais à frente. 
 
O tamanho da amostra a ser trabalhada deve contar com duas coisas, a primeira é 
o bom senso de quem realiza a pesquisa e em segundo lugar um prévio conhecimento 
acerca do assunto, como por exemplo levar em consideração a localização geográfica, 
aspectos sócio culturais e faixa etária. 
As amostras ainda podem ser classificadas como: 
 
Homogênea: caso a distribuição amostral seja coletada por igual dentro de um 
determinado espaço geográfico; 
 
Agregada: neste caso a distribuição da amostragem ocorre de modo heterogêneo, 
ou seja, a coleta de dados pode apresentar um n amostral menor com maior dispersão 
geográfica; 
 
 
20 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Estratificada: A estratificação deve ser adaptada a cada pesquisa que se deseja 
realizar. Ao contrário de aglomerados, grupos já existentes de uma população e 
frequentemente já cadastrados como tal são formados pelos pesquisadores, segundo a 
necessidade do estudo. A base dos estratos geralmente é atribuída à idade, sexo, etnia, 
nacionalidade, etc. (Festinger e Katz, 1974.) 
 
Randômica: este tipo de amostra não tem um padrão previamente definido, há coleta 
de amostras por diferentes localizações geográficas e o que a difere da amostra 
heterogênea ou agregada é que o n amostral deve se manter igual nas diferentes 
localizações de coleta. 
 
Ressalto aqui, neste presente guia que, ainda há inúmeras classificações de amostra 
segundo outros autores e que na composição de todo material da disciplina ainda cito 
outras classificações. Vale ainda ressaltar que o n amostral representa também o trabalho 
que está sendo realizado, por exemplo em trabalho de conclusão de curso em uma 
graduação deve apresentar uma amostra muito inferior a um trabalho de doutorado, e é 
desta forma que se aplica a primeira parte desta aula: “o bom senso”. 
 
Vamos falar agora sobre levantamento de dados, este termo é um pouco abrangente 
e genérico e por si só não define nada, no entanto saber as informações a serem coletadas 
é imprescindível para realizar uma boa conclusão acerca do tema trabalhado. O 
levantamento de dados pode ser feito por e-mail ou qualquer outro veículo que faça uso da 
internet como redes sociais ou aplicativos de comunicação; telefone ou por entrevista. 
 
Os métodos para realizar um levantamento de dados por amostragem mais 
conhecidos se dividem em dois, são eles: 
 
Estudo transversal: onde os dados são coletados em um período específico de 
tempo com o objetivo de responder à questão: “o que está acontecendo agora? ”; 
 
Estudo longitudinal, também conhecido como prospectivo: aqui os dados são 
coletados ao longo do tempo, ou seja, como uma prospecção cujo objetivo de responder a 
seguinte questão: “O que está determinando a mudança? ” (Vieira, 2009). 
 
 
 
21 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5.1. Como e por que elaborar um questionário? 
Caro aluno vamos entender qual é a diferença entre o que é uma entrevista e o que 
é um questionário e porque estas técnicas podem influenciar o resultado da sua pesquisa. 
 
O questionário é uma forma indireta de se obter informações, isto é, a pessoa 
abordada responderá diretamente num formulário sem contato nenhum com outra pessoa. 
É indicado para pesquisas onde se queira obter informações com o mínimo de influência 
externa possível. 
 
Na entrevista há uma pessoa indagando, ou seja, que aplica a pesquisa ao 
entrevistado que vai responde-la. Neste caso corre-se o risco de que o entrevistador exerça 
influência nas respostas, no entanto por outro lado se evita erros de interpretação da própria 
pesquisa realizada. 
 
No momento de decidir o propósito da pesquisa, quero dizer, o objetivo de acordo 
com o que se deseja há de se analisar se é melhoraplicar uma entrevista ou um 
questionário. 
 
Segundo Vieira 2009, as entrevistas com técnicas qualitativas podem ser 
classificadas em: 
 
Entrevistas semiestruturadas: onde as questões são abertas e o entrevistador pode 
usar um roteiro, mas precisa deixar o entrevistado falar livremente, como as entrevistas 
realizadas pelo Willian Bonner e Renata Vasconcellos para os candidatos à república, no 
Jornal Nacional; 
 
Entrevistas com profundidade: neste caso busca-se um detalhamento maior e por 
consequência são menos abrangentes, usando este tipo de entrevista o entrevistador busca 
esclarecimentos acerca do tema, para tal o pesquisador que irá realizar a entrevista precisa 
ser bem treinado e conhecer bem o assunto abordado. Neste caso o entrevistador dos 
candidatos à república deveria ser um cientista político, pois apresentam conhecimentos 
mais profundos sobre o tema que seria governar. 
 
Notem que você pode ter os mesmos entrevistados respondendo basicamente as 
mesmas perguntas, mas com abrangência diferente e consequentemente respostas 
 
 
22 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
diferentes voltadas à públicos também diferentes, afinal será que a grande maioria da 
população que assiste ao Jornal Nacional teria entendimento suficiente? 
 
Agora vamos tratar sobre os questionários, você sabe o que é? Como aplica-lo? E 
até mesmo como prepara-lo? Vamos lá... 
 
Questionário é um instrumento de pesquisa constituído por uma série de questões 
de um determinado tema, apresentado aos participantes da pesquisa, chamados de 
respondentes, as respostas são transformadas em estatísticas (Vieira, 2009). 
 
As questões que podem compor o questionário podem ser sobre: fatos; opiniões; 
atitudes; preferências ou até mesmo sobre satisfação. Outro fator importante é como 
aplica-lo: 
 Autoaplicável: ou seja, são entregues aos respondentes para que eles 
mesmos os preencham, a vantagem é o fator de ser possível responder às 
questões no momento que quiser e durante o tempo que julgar necessário, a 
desvantagem é que nem sempre a pessoa que respondeu ao questionário o 
responde, por este motivo este instrumento de pesquisa precisa ser validado; 
 Questionários aplicados por telefone: Neste caso cada telefonema deve 
durar menos de dez minutos, é importante que o entrevistador faça apenas as 
perguntas que estão no questionário e registre as respostas como foram ditas; 
 Questionários aplicados face a face: Neste caso, recomenda-se usar 
questões fechadas, a vantagem de aplicar os questionários em formato de 
entrevista é que o entrevistador pode explicar algumas perguntas mais difíceis 
de interpretar. 
 
É fácil construir um questionário, difícil é construir um bom questionário, ou seja, 
funcional e sem desperdício de tempo e dinheiro. Para tal você deve baseá-lo em dois 
pontos básicos: objetivo do projeto e perfil dos respondentes. Procurando manter sempre 
o foco da pesquisa. 
 
Espero ter elucidado a você algumas das diversas questões que envolve as 
ferramentas de pesquisa, especificamente um questionário e o que é uma amostra dentro 
de um trabalho científico, espero que tenham gostado! 
 
 
 
23 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
Direitos Humanos – Atos e Normas – Senado. Disponível em: 
http://livraria.senado.leg.br/todos-os-livros/direitos-humanos-atos-
internacionais-e-normas-correlatas.html. Acesso em: 20/06/2016. 
 
Educação. UNESCO. Disponível em: 
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/education/education-for-all/. 
Acesso em: 20/06/2016. 
 
O que são os ODS? Plataforma ODS. Disponível em: 
http://plataformaods.org.br/o-que-sao-os-ods/. Acesso em: 19/06/2016. 
 
ODS 4. Plataforma ODS. Disponível em: 
http://plataformaods.org.br/os-ods/ods4/. Acesso em: 19/06/2016. 
 
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – PNUD – Programa das Nações 
Unidas para o Desenvolvimento. Disponível em: 
http://www.pnud.org.br/ODS.aspx. Acesso em: 19/06/2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6. ARTIGO CIENTÍFICO 
 
Objetivo 
Abordar o Artigo Científico. Referida abordagem incluirá, basicamente: Conceito; 
estrutura; conteúdo e tipos. 
 
Introdução 
Caro aluno um artigo científico também conhecido como paper, nada mais é do que 
uma comunicação clara e objetiva fruto de um resultado conclusivo de algum projeto. Os 
artigos podem e devem ter mais de autor, afinal ninguém trabalha sozinho nesta vida, neste 
caso há um consenso no número de participantes, pessoas que trabalharam direta ou 
indiretamente na pesquisa podem entrar, neste caso há uma ética acadêmica a ser seguida. 
O orientador entra como parte principal do artigo, pois orientou e na maioria dos casos 
forneceu condições para que o trabalho pudesse por fim se desenvolver. 
 
Quem decide onde se publicar tal artigo, ou seja, em que revista científica divulgar é 
o orientador, claro que o orientando pode opinar, na maioria das vezes, mas geralmente 
esta parte é decidida pelo mestre, isto porque diferentes revistas apresentam diferentes 
graus de impacto na comunidade científica assim como público que irá ler. 
 
Quanto mais seu artigo é citado em outros trabalhos melhor será para você assim 
como para seu orientador, estas publicações somam numericamente ao currículo, de 
ambos. Estas notas são fundamentais para angariar subsídios para pesquisas assim como 
para futuros concursos públicos no setor acadêmico, ou seja, para vagas de professores 
em universidades públicas e\ou institutos de pesquisa. Esta é uma prática mundial, por 
isto é tão importante publicar. 
 
É importante destacar que há uma plataforma universal de currículos, que visa 
colocar em um mesmo lugar pessoas de todo pais que realizam pesquisas acadêmicas 
chama-se plataforma Lattes, onde você coloca sua produção acadêmica e linha de 
pesquisa é a plataforma do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisas). 
 
A importância do Artigo Científico é acentuada em relação aos alunos do Curso de 
graduação, pois algumas instituições de ensino o utilizam ao invés de um TCC (Trabalho 
de Conclusão de Curso) propriamente dito. 
 
 
25 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6.1. O que é um Artigo Científico? 
Segundo SEVERINO, acerca dos Artigos Científicos: 
Destinados especificamente a serem publicados em revistas e periódicos 
científicos, esta modalidade de trabalho tem por finalidade registrar e divulgar, para 
público especializado, resultados de novos estudos e pesquisas sobre aspectos 
ainda não devidamente explorados ou expressando novos esclarecimentos sobre 
questões em discussão no meio científico. 
O artigo tem a estrutura comum ao trabalho científico em geral, mas quando 
relacionado aos resultados de uma pesquisa, deve destacar os objetivos, a 
fundamentação e a metodologia da mesma, seguindo-se a análise dos dados 
envolvidos e as conclusões a que se chegou, completando-se com o registro das 
referências bibliográficas e documentais. 
Quanto à formatação técnica do texto, as revistas e periódicos costumam 
estabelecer normas específicas para a publicação dos artigos, cabendo ao autor se 
inteirar delas antes de enviar seu trabalho à editora. (SEVERINO, 2007, p. 208). 
 
Conforme verificamos nos ensinamentos do autor supracitado, o objetivo dos Artigos 
Científicos é o de que sejam publicados em revistas e periódicos científicos, a fim de que 
neles se divulgue o resultado ou os resultados da pesquisa científica que os embasou. 
 
Verificamos, também, ainda de acordo com os ensinamentos acima, que em termos 
de conteúdo os Artigos Científicos abordam aspectos ainda não explorados ou, então, em 
se tratando de um assunto sobre o qual já hajacerta produção científica, servem como 
instrumento para que se levante um novo esclarecimento ou posicionamento acerca 
daquele tema. 
 
Quanto à estrutura, mais precisamente no que diz respeito à formatação, 
verificamos que existem variações a depender da revista ou do periódico científico na qual 
será publicado o Artigo Científico. Por isso, recomendamos ao autor ou aos autores de 
Artigos Científicos que busquem se informar previamente acerca das regras estruturais, 
inclusive de formatação, da revista ou periódico científico no qual pretende (m) publicar sua 
produção científica. 
 
Entretanto, de um modo geral, recomenda-se sejam observadas as Normas da 
ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) quanto à confecção de um Artigo 
Científico, falaremos mais sobre estas normas na aula 8. 
 
Por sua vez, ao tratar dos Artigos Científicos, lecionam LAKATOS e MARCONI: 
Os artigos científicos são pequenos estudos, porém completos, que tratam de 
uma questão verdadeiramente científica, mas que não se constituem em matéria de 
um livro. 
 
 
26 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Apresentam o resultado de estudos ou pesquisas e distinguem-se dos diferentes 
tipos de trabalhos científicos pela sua reduzida dimensão e conteúdo. 
São publicados em revistas e periódicos especializados e formam a seção principal 
deles. 
Concluído um trabalho de pesquisa – documental, bibliográfico ou de campo – para 
que os resultados sejam conhecidos, faz-se necessário sua publicação. Esse tipo 
de trabalho proporciona não só a ampliação de conhecimentos como também 
a compreensão de certas questões. 
Os artigos científicos, por serem completos, permitem ao leitor, mediante a 
descrição da metodologia empregada, do processamento utilizado e resultados 
obtidos, repetir a experiência. (LAKATOS; MARCONI, 2010, p. 242/243 – 
destacamos) 
 
Notamos que os Artigos Científicos são mais objetivos que os Trabalhos de 
Conclusão de Curso Monográficos, pois, como vimos, devem ser de reduzida dimensão, o 
que acaba facilitando a produção textual, uma vez deva ela ser mais focada no problema 
enfrentado ou na abordagem escolhida por aquele que os produzem. 
 
Todavia, cremos que o trabalho prévio de pesquisa continua árduo, ainda que ele 
também deva ser direcionado a fomentar a produção textual mais enxuta. 
 
Observamos, ainda, que embora concisos, os Artigos Científicos não deixam de ser 
completos. Completos, no sentido de que, conforme veremos na sua estrutura, devem 
conter “itens” mínimos, sem os quais perderia sua lógica, sua racionalidade, o que não 
condiz com a pesquisa nem com a produção científicas. 
 
Quanto a essa estrutura, em regra, os Artigos Científicos contêm: 
 Um título, sendo facultado um subtítulo; 
 O (s) nome (s) do (s) autor (es) e a sua qualificação, o que a doutrina costuma 
designar credenciais, as quais, por sua vez, podem constar abaixo do (s) nome 
(s) ou em nota (s) de rodapé; 
 Um resumo, contendo palavras-chave, inclusos também em língua estrangeira; 
 Uma introdução; 
 O desenvolvimento do texto, o qual deve ser dividido em capítulos, de acordo 
com a metodologia adotada; 
 Uma conclusão; e 
 Por fim, as referências bibliográficas. 
 
Acerca do conteúdo dos Artigos Científicos, lecionam LAKATOS e MARCONI: 
 
 
 
27 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O conteúdo pode abranger os mais variados aspectos e, em geral, apresenta temas 
ou abordagens novas, atuais, diferentes. Pode: 
a) versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta, ou dar um enfoque contrário 
ao já conhecido; 
b) oferecer soluções para questões controvertidas; 
c) levar ao conhecimento do público intelectual ou especializado no assunto ideias 
novas, para sondagem de opiniões ou atualização de informes. 
d) abordar aspectos secundários, levantados em alguma pesquisa, mas que não 
seriam utilizados na mesma. 
O estabelecimento de um esquema para expor de maneira lógica, sistemática, os 
diferentes itens do assunto, evita repetições ou omissões ao longo da dissertação. 
[...]. (LAKATOS; MARCONI, 2010, p. 244). 
 
Quanto aos tipos de Artigos Científicos, LAKATOS e MARCONI enumeram 03 (três): 
 Argumento teórico; 
 Análise de dados; 
 Classificatório. 
 
Há ainda trabalhos voltados à compilação, de pesquisa de campo e científico. 
Segundo NUNES: 
 
O trabalho de compilação consiste na exposição do pensamento dos vários autores 
que escreveram sobre o tema escolhido. Nesse tipo de monografia, o estudante tem 
de demonstrar que examinou o maior número possível de obras publicadas sobre o 
assunto versado, sendo capaz de organizar as várias opiniões, antepô-las 
logicamente, quando se apresentam antagônicas, harmonizar os pontos de vista 
existentes na mesma direção, enfim, tem de ser capaz de apresentar um panorama 
das várias posições, de maneira clara e didática. Deve, também, o estudante dar 
sua opinião sobre os pontos relevantes, bem como suas conclusões. (NUNES, 
2013, p. 61/62) 
 
Apesar de Professor Rizzatto Nunes se referir diretamente às monografias, 
entendemos que esse tipo de produção científica (trabalho de compilação) é adequado 
também para os Artigos Científicos, pois, após a compilação racional de opiniões 
divergentes e/ou convergentes, o autor terá de posicionar-se, quando, então, terá a 
possibilidade de introduzir uma nova abordagem, de inovar a reflexão, o que condiz com 
os Artigos Científicos. 
 
Já na pesquisa de campo, aponta NUNES: 
 
Com efeito, a pesquisa de campo é uma pesquisa empírica. Realiza-se pela 
observação que o aluno faz diretamente dos fatos ou pela indagação concreta das 
pessoas envolvidas e interessadas no tema objeto de estudo. Será também de 
campo a pesquisa de documentos históricos, a experimental, a clínica etc. 
Após a elaboração do trabalho de campo, cabe ao investigador organizar o material 
colhido: agrupá-lo e separá-lo por semelhanças e diferenças, reuni-lo em função 
 
 
28 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
dos problemas encontrados, enfim, organizá-lo de forma lógica e sistemática. 
(NUNES, 2013, p. 66) 
 
Por fim, sobre o Artigo Científico do tipo “científico”, podemos resumi-lo como aquele 
no qual o autor inova a reflexão sobre um assunto ou, então, inova ao levantar um novo 
assunto. 
 
Numa ou noutra hipótese, o autor deverá, necessariamente, antes de expor a sua 
contribuição, problematizar o assunto, pois, somente após a elaboração de questões 
relativas a um determinado assunto é que o autor poderá traçar os mecanismos científicos 
de investigação para solucioná-lo e, principalmente, apresentar a sua proposta de solução. 
 
 
Metodologicamente, a Introdução deve ser o último elemento a ser escrito num 
Trabalho Científico. Veja mais na obra do Professor Rizzatto Nunes, Manual da 
Monografia Jurídica – Como se faz: uma monografia, uma dissertação, uma tese. 
10ª ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 131/132. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7. A ESCOLHA DO TEMA, MONTAGEM DE UM PROJETO E AS 
NORMAS DA ABNT 
 
Objetivo 
Apontar caminhos metodológicos para que o aluno possa cumprir a árdua tarefa de 
escolher um tema para a pesquisa e a produção científicas. 
 
Mostrar a você como se realiza a montagem de um projeto de pesquisa. 
 
Trazer embasamento teórico para o aluno a respeito da existência e do padrão de 
normas de escrita e apresentação do trabalho acadêmico. 
 
Introdução 
A escolha de um tema para uma produção científica é, na maioria das vezes, uma 
tarefa de extrema dificuldade para os alunos. Lembrando que tema é diferente de título, o 
tema é a linha de pesquisa que você decide seguir, já o título é a últimatarefa do trabalho, 
pois assim como o título de uma redação deve descrever de forma concisa e clara tudo que 
o trabalho traz consigo. 
7.1. A Escolha do Tema 
“A fixação do tema é o primeiro passo importante para o sucesso na elaboração do 
trabalho [...].” (NUNES, 2013, p. 43) 
 
A primeira orientação, apesar de nos parecer óbvio, não poderia deixar de ser 
registrada: Escolha um tema do seu interesse! 
 
Ora, como é o aluno quem irá pesquisar e produzir sobre um tema, é essencial que 
o tema seja por ele escolhido e, além disso, reflita de alguma forma a sua capacidade 
intelectual, a sua eventual posição ou linha científica etc. 
 
Evidentemente, se o aluno se sente interessado pelo tema, essa será uma de suas 
maiores motivações para a elaboração do Artigo Científico ou para a de outro trabalho 
dessa natureza. 
 
 
 
30 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Outro registro importante (que percebemos pela experiência prática na orientação 
de nossos alunos) é o de que a delimitação do tema é fundamental para o bom desenrolar 
do Artigo Científico. 
 
Temas “muito curtos” costumam ser excessivamente vagos, o que, por sua vez, os 
tornam amplos demais e acabam não condizendo com os Artigos Científicos, como já 
vimos. Exemplo: Um aluno resolve escrever um Artigo Científico sobre “Educação”. O tema 
é “curto”, composto por uma única palavra, porém, é demasiadamente vago, amplo, o que 
impossibilitará seja desenvolvido no formato de um Artigo Científico. Isso porque são 
inúmeras as abordagens possíveis: Educação infantil, fundamental, de nível médio, de nível 
superior etc.; Educação no Brasil, na Europa, na África, no mundo etc.; Educação no nosso 
século, no século passado etc.; Educação pública ou privada... 
 
Muitas vezes, quanto maior o tema, melhor delimitado será o objeto do Artigo 
Científico e “trabalhar em cima de um assunto bastante restrito facilita muito o trabalho de 
pesquisa e a elaboração do texto”. (NUNES, 2013, p. 48) 
 
Outro aspecto importante, intimamente relacionado à escolha do tema, diz respeito 
a sua problematização, a qual pode ser preexistente ou não, quando, então, será 
levantada pelo aluno. 
 
Tornar um assunto problemático é colocá-lo em dúvida, transformando-o num 
problema. Trata-se da própria constituição de um problema. É uma maneira crítica 
de verificar todos os ângulos da questão, uma forma de checar todos os matizes 
que o tema pode apresentar. (NUNES, 2013, p. 51) 
 
Por fim, uma última, porém, não menos relevante orientação sobre a escolha do 
tema, é de que as fontes de pesquisa estejam disponíveis. 
 
O que queremos consignar é que também é fundamental para o sucesso na 
elaboração de um Artigo Científico é a existência de fontes de pesquisa disponíveis, 
acessíveis, ao alcance do aluno. 
 
Imagine a dificuldade e a frustração ao não encontrar fontes de pesquisa para um 
determinado tema escolhido pelo aluno e, pior, “apoiado” pelo orientador. 
 
 
 
31 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7.2. Montagem de um projeto de pesquisa 
Primeiramente o que é um projeto de pesquisa o por que você precisa saber como 
confecciona-lo? Primeira coisa querido (a) aluno (a), tu estás dando o primeiro passo na 
vida acadêmica, em seguida virá seu mestrado e por que não dizer o doutorado. Aí você 
me diz que precisa trabalhar para sustentar sua casa assim como seus filhos, certo? E é aí 
que eu te digo, que tal receber para estudar? Isto mesmo, eu não estou zombando de você 
nem tampouco te ludibriando, há no país e no mundo, bolsas de estudo (ou seja, dinheiro) 
para estudar. Desde quando estudante virou profissão? Respondo-lhe prontamente, desde 
que você publique artigos e gere conhecimento científico para teu pais. 
 
Quem paga por isto são os órgãos de fomento, dentre eles podemos citar: 
 FAPEs (Fundação de amparo à pesquisa) cada estado apresenta seu próprio 
FAPE, que estão presentes em 21 das 27 unidades federativas, estão ligadas 
aos respectivos governos estaduais. As entidades atuam em quatro eixos 
principais. O primeiro é a pesquisa, ou seja, o financiamento de projetos em 
todas as áreas do conhecimento. O segundo é a formação de pesquisadores, 
por meio da concessão de bolsas em todos os níveis de formação. O terceiro é 
a inovação, incentivada por meio de programas e editais que associam 
pesquisadores e empresas. O último é a divulgação, ou seja, levar para a 
sociedade os resultados alcançados por esses trabalhos. 
 CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa) destinado ao fomento da pesquisa 
científica e tecnológica e à formação de recursos humanos para a pesquisa no 
País. O CNPq oferece de bolsas aos alunos do ensino médio, graduação, pós-
graduação, recém-doutores e pesquisadores já experientes. As bolsas são 
divididas em duas categorias principais: individuais, no Brasil e exterior, e por 
quota. Outra forma de apoio oferecido pelo CNPq é o auxílio à pesquisa. Entre 
as várias modalidades está o subsídio a publicações científicas, o apoio à 
capacitação de pesquisadores por meio de intercâmbios científicos ou da 
promoção e atendimento a reuniões e congressos científicos. 
 CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que 
trabalha para a expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu 
(mestrado e doutorado) em todos os estados. A Capes atua em várias frentes, 
diversificando apoios e programas. Existe hoje uma extensa 
 
 
32 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Rede de atividades acadêmico-universitárias coordenadas pela instituição. Nos 
últimos oito anos, foram criados 872 novos cursos de mestrado e 492 de doutorado. 
 
Para submeter um projeto a tal órgão é necessário ter um orientador vinculado a 
alguma universidade e ter em mãos um bom projeto de pesquisa, bora saber como montar 
um? 
7.2.1. Estrutura de um projeto 
 Título 
 Autores 
 Orientador 
 Filiação 
 Duração 
 Histórico 
 Justificativa 
 Objetivo 
 Materiais e Métodos 
 Referências Bibliográficas 
 Orçamento 
 Cronograma 
 
Título: forma resumida de todo o trabalho, deve ser revisto ao final do mesmo (como 
já foi mencionado anteriormente), tem que ser provisório pois é importante que exista uma 
coerência, não pode existir propaganda enganosa; 
 
Autores: seu nome completo, no entanto para o decorrer do mesmo a escrita se dá 
de forma diferente, assim como nos artigos seu último nome é a referência, por exemplo, 
meu nome é Carolina de Souza Ferreira, na autoria de um projeto meu nome deve ficar: 
Ferreira, C.S.; 
 
Orientador: a forma de escrita é a mesma, em alguns projetos se faz necessário 
colocar a linha de pesquisa; 
 
Filiação: a instituição onde a pesquisa irá acontecer, no seu caso Universidade Santa 
Cecília; 
 
 
33 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Duração: quanto tempo vai durar o estudo, você pode colocar ou não, este item é 
opcional. No entanto recomenda-se colocar um ano para fechar um ciclo ou dois anos para 
realizar possíveis comparações; 
 
Histórico: levantamento bibliográfico do assunto, o que já foi feito com relação à 
pesquisa; 
 
Justificativa: é necessário justificar porque precisa de mais pesquisa sobre o assunto; 
 
Objetivo: detalhe exato do que você vai fazer, mas cuidado, não prometa aquilo que 
não se pode cumprir; 
 
Materiais e métodos: tudo o que você vai usar do ponto de vista físico, listar o que é 
necessário, e com relação à metodologia é recomendado usar uma amplamente conhecida 
e difundida; 
 
Referências bibliográficas: revisão de trabalhos que já foram feitos, toda vez que um 
trabalho ou autor for citado ao longo do projeto deve constar na lista bibliográfica; 
 
Orçamento:quanto vai custar cada etapa da pesquisa, isto inclui serviços de 
terceiros e diárias quando necessárias; 
 
Cronograma: a etapa que a pesquisa terá, neste item deve constar as datas de coleta 
de dados e as datas de entregas dos relatórios; 
7.2.2. Entregas de relatórios 
Por último cabe a mim ressaltar que os órgãos de fomento disponibilizam verbas 
para pesquisa assim como para a sua bolsa de estudos, no entanto como forma de prestar 
contas do desenvolvimento do seu projeto se faz necessário a entrega de relatórios. 
 
Todos os relatórios devem ter como anexo uma cópia do projeto e será desta forma 
que o analista da pesquisa irá verificar se você está cumprindo os cronogramas e se não 
há gasto de dinheiro desnecessário, afinal estamos falando de dinheiro público. 
 
 
 
34 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Caso o projeto não se concretize o aluno assim como o orientador deve prestar 
contas ao órgão que fomentou a pesquisa, tendo que devolver o dinheiro investido, neste 
caso o orientador cai em descrédito e o aluno dificilmente consegue uma nova oportunidade 
de pesquisa. 
7.3. Introduções à ABNT 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – é uma entidade sem fins 
lucrativos, fundada em 1940, responsável pela padronização de normas e técnicas usadas 
em diversas áreas, inclusive no meio acadêmico. Os estudantes podem e devem consultar 
o que se espera, em termos de formatação, da elaboração de trabalhos, teses, monografias 
ou dissertações 
 
Por definição normalização é uma Atividade que estabelece, em relação a problemas 
existentes ou futuros, prescrições destinadas à utilização comum todos e repetitiva com 
objetivo de obter a ordem em um determinado contexto. Consiste, em particular, na 
elaboração, difusão e implementação das Normas. 
 
Segundo os dicionários, o termo “normalização” é o mais antigo e significa submeter 
à norma ou normas, padronizar. Já o termo “normatização”, criado recentemente por senso 
comum, refere-se ao ato de estabelecer normas. Podemos citar, como exemplos de 
normalização, as implantações de normas criadas pelos órgãos ISO, IEC, ABNT, IDEC e 
pelos Ministérios, como ISO 9001, ISO 14001, RDC ANVISA, NR, entre outras. Um ótimo 
e atual exemplo de normatização é a limitação do uso de celulares e redes sociais em 
alguns locais de trabalho e escolas, quando os educadores juntamente com a direção 
escolar encontram um equilíbrio para a prática pedagógica. 
 
As Normas ABNT são essenciais para dar um formato mais técnico descrito, além 
de fornecer um cunho de maior confiança e seriedade. É importante ressaltar também que 
há um critério de normatização adotado em vários países do mundo. As normas 
fundamentam-se na necessidade de uma padronização para os trabalhos acadêmicos, 
facilitando o entendimento para quem ler a obra. 
 
Querido (a) aluno pode parecer um trabalho a mais, quase que dobrado colocar seu 
trabalho nas formatações da ABNT as quais serão citadas a seguir, mas acredite em mim, 
seu trabalho será facilmente aprovado em congressos e revistas científicas (dependendo é 
 
 
35 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
claro do conteúdo). Procure se policiar quando for confeccionar seu trabalho, lembre-se ele 
será seu cartão de visitas, além do que quanto maior a citação do seu trabalho por outros 
autores mais rico fica seu currículo Lattes. 
 
Imagino que você vai se perguntar: “- Mas que raios será este currículo Lattes? Será 
que tem algo a ver com alguma língua canina?? 
 
Calma meu querido (a)! Já te explico. Lembra da nossa aula de projeto de pesquisa? 
Aquela aula que eu te falei da necessidade de saber escrever um projeto para angariar 
fundos para sua pesquisa? Pois então, para submeter algum projeto, realizar alguma pós-
graduação, se inscrever num mestrado ou doutorado você deve se cadastrar em uma 
plataforma de currículos acadêmicos, diferente do currículo Vitae preparado manualmente 
por você para se candidatar a um emprego. Na plataforma Lattes você preenche dados 
como publicações em congressos, como o Cobric por exemplo. 
 
A seguir segue uma forma breve a respeito das formatações que um trabalho deve 
ter para seguir os padrões ABNT, após a demonstração reduzida mostrarei como fica e o 
que é cada item na íntegra, vamos lá? 
 
A formatação básica que é todo o trabalho deve conter uma sequência lógica de: 
Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Quanto à formatação gráfica, diz que se deve 
usar letra Arial ou Time New Roman 12, papel A4, margens do papel 3 e 2 e o espaçamento 
entre linhas de 1,5. Visto em https://www.assessoriaescrita.com.br/abnt/normas-abnt. 
 
FORMATO 
 Tamanho do papel: A4 (21,0 cm x 29,7 cm); 
 Margens: 3cm superior e esquerda, 2 cm inferior e direita; 
 Fonte: Arial ou Times (mas tem faculdade que exige uma fonte específica); 
Cor da fonte: preta em todo o trabalho; 
 Tamanho da fonte do corpo do texto: 12pts; 
 Tamanho da fonte de 10pts para: 
 Citações longas; 
 Notas de rodapé; 
 Legendas; 
 Paginação; 
https://www.assessoriaescrita.com.br/abnt/normas-abnt
 
 
36 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Espaçamento entre linhas 1,5 para todo corpo do texto e de 1,0 (simples) para: 
Citações diretas (mais de 3 linhas); 
Notas de rodapé; 
Legendas dos elementos especiais (gráficos, figuras, quadros e 
tabelas); 
Referências Bibliográficas; 
 Recuo de primeira linha dos parágrafos: 2 cm. 
 
PAGINAÇÃO 
 A numeração deve aparecer a partir dos elementos “textuais”, ou seja, da introdução 
até o final do trabalho. 
 As páginas pré-textuais são contadas, mas não numeradas. 
 A posição da paginação deve ser à 2cm da borda superior da folha. 
 
CITAÇÕES DIRETAS LONGAS (mais de 3 linhas) 
 As citações longas devem ter um recuo de 4 cm da margem esquerda do documento. 
 Estas citações não recebem aspas e nem itálico (salvo palavras estrangeiras). 
 Pode-se usar o negrito, explicando-se ao final se “grifo nosso” ou “grifo do autor”. 
 
CITAÇÕES DIRETAS CURTAS (até 3 linhas) 
 As citações curtas devem ter configuração normal de parágrafo, porém com abertura 
de aspas no início e final da mesma. 
 
INDICATIVO DE AUTORIA NAS CITAÇÕES 
 Toda citação, seja ela longa, curta, direta ou indireta, deve ter sua respectiva autoria 
destacada, sob pena de ser considerada plágio. 
Visto em: https://www.tccmonografiaseartigos.com.br/regras-normas-formatacao-
tcc-monografias-artigos-abnts 
 
Voltando à nossa conversa, esta é a forma mais simplificada que se pode 
demonstrar, no entanto vou demonstrar agora de forma detalhada cada ítem e seu 
propósito. Não pense você que a leitura esta chata, procure pensar que um dia, em breve, 
você irá fazer uso destas normas, te convido agora para submergir na estrutura de um 
trabalho. 
 
 
 
 
37 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
DIVISÕES DO TRABALHO SEGUNDO AS REGRAS ABNT: 
 
PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3 
Elementos Elementos Elementos 
 Pré-textuais Textuais Pós-textuais 
 
 PARTE 1 – Elementos Pré-textuais (Início do Trabalho) 
 
Capa – (Elemento obrigatório) Na Capa deve constar: O nome da Instituição, 
Curso, Autor, Título, Cidade e Ano. Saiba mais sobre a Modelo de Capa ABNT 
 
Lombada- Esta é opcional. É utilizada nos casos de trabalhos encadernados. 
 
Folha de rosto – (Obrigatório). Na folha de rosto devem constar os itens abaixo: 
Nome do autor, Título do Trabalho, Cidade, Ano, breve descrição do trabalho, onde 
deve estar incluído o objetivo e o nome do Orientador. 
 
Errata – Só haveránecessidade se for preciso algum tipo de correção. 
 
Folha de Aprovação- (Obrigatório). Nesta folha é lançada posteriormente o 
resultado. Nela constam os nomes do orientador e dos examinadores. 
 
Dedicatória – É um espaço reservado a dedicatórias. O autor do projeto deve 
dedicar seu trabalho. 
 
Agradecimentos- Espaço para agradecer aos que o impulsionaram a chegar ao 
final do curso. 
 
Epígrafe- É opcional nas Normas ABNT. Neste espaço o autor faz uma citação, 
apresentando os embasamentos feitos para seus estudos. 
 
Resumo – Um único parágrafo de 150 a 500 palavras. Ao final devem estar escritas 
as palavras-chave. 
 
 
 
38 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Resumo em Língua Estrangeira- Abstract – Trata-se do mesmo resumo transcrito 
e traduzido para o inglês. 
 
PARTE 2 – Elementos textuais 
 
Texto- O texto deve ser dividido em 3 partes: 
Introdução – Trata-se de um texto introdutório, onde são citados os assuntos, a 
justificativa e o objetivo. 
 
Desenvolvimento – É a parte do trabalho onde a ideia é exposta e desenvolvida. 
Aqui você deve tratar do assunto, detalhando. É a principal parte do projeto. 
 
Conclusão – Esta parte é a finalização de todo o estudo. Aqui o tema tratado é 
concluído e os resultados são apresentados. 
 
PARTE 3 – Elementos Pós-textuais 
 
Devem constar após o texto: 
Referências – Item obrigatório em qualquer obra acadêmica. Lista numerada em 
ordem alfabética, onde encontram-se os títulos consultados para a criação da monografia. 
 
Anexo – É opcional. Documentos agregados à obra para fins de comprovação de 
dados ou ilustração. 
 
Glossário – É um item opcional. Trata-se de uma listagem que contém as palavras 
desconhecidas ou de sentido obscuro, com seus significados. 
 
Apêndice – É opcional nas Normas ABNT – São documentos agregados à obra para 
fins de apoio à argumentação. Nesta parte são incluídos os questionários, entrevistas, 
tabulação de dados, etc. 
 
Em suma as estruturas citadas acima são partes detalhadas de um trabalho, no 
entanto para uma leitura rápida e básica para confecção do seu trabalho de conclusão de 
curso entenda cada parte que se segue, aqui há a descrição do que deve conter cada item, 
recomendo a você que durante a elaboração do seu resumo, submetido para comissão 
 
 
39 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
examinadora do Cobric, assim como para confecção do seu banner. Use as instruções a 
seguir como um guia rápido de bolso!! 
 
ELEMENTOS TEXTUAIS: introdução, desenvolvimento e conclusão. 
 
INTRODUÇÃO DO TEXTO: 
Serve para introduzir o tema, levar a público aos objetivos e a justificativa. Precisa 
estar escrita com clareza e objetividade, ao ler a introdução o leitor deve compreender do 
que se trata o projeto, como foi desenvolvida a pesquisa e que objetivos são pretendidos. 
 
Passo a Passo da Introdução nas Normas ABNT: 
 
1º- Exponha uma apresentação contextualizada de seu tema. Significa que 
aquilo que você pretende deve ser apresentado ao leitor através de um pequeno 
texto, claro e coeso. 
 
2º – Restrinja-se ao assunto, ou seja, o ponto a ser tratado precisa ser 
delimitado. Um assunto muito amplo impossibilitará a investigação e a pesquisa, 
lembre –se dá aula de projetos, não prometa o que não pode cumprir!!! 
 
3º – Agora você terá que fazer uma justificativa. Fica fácil se usar as 
perguntas: 
Por que escolhi este tema? 
E para que estou levantando estas ideias? 
O que me levou a trabalhar este assunto? 
Aqui você deverá convencer sobre a importância de seu assunto. 
 
4°- Informe qual é o problema de sua pesquisa. Qual a questão que será 
respondida na conclusão do trabalho. A situação problema você encontra no primeiro 
vídeo aula da disciplina, lembra? Volte para assistir a aula caso julgue necessário. 
 
5º– Informe seus Objetivos: 
 
 Objetivo Geral – É o problema que você quer resolver associado a um verbo 
(avaliar, investigar, analisar, identificar, etc.) 
 
 
40 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Os objetivos específicos – são constituídos pelas etapas que levarão a 
alcançar o objetivo geral. 
 
Caro aluno, não há uma obrigatoriedade em colocar dois tipos de objetivo no 
seu trabalho, este padrão é mais usado em teses de doutorado podendo até ocorrer 
nas dissertações de mestrado. 
 
DESENVOLVIMENTO DO TEXTO 
Tudo se torna mais fácil quando você já definiu seus objetivos específicos. Você 
pode usá-los como roteiro para escrever o desenvolvimento. Desta forma cada capítulo 
pode ser referente a um desses objetivos já traçados e que serão pesquisados. 
 
Outra boa maneira para fazer um desenvolvimento com qualidade é criar seções ou 
roteiros. Para isto, reflita sobre a questão apresentada em seu projeto e a partir daí crie 
um roteiro com diversos tópicos ou questões a serem investigadas e respondidas. Crie seus 
capítulos a partir daí. 
 
Nesta parte se dará o desenvolvimento de suas ideias. Conforme já explicado em 
Normas ABNT – Parte I, você deve separar em capítulos. Cada capítulo deve ser 
devidamente numerado. Assim separado, o texto será melhor visualizado e bem entendido. 
 
É importante destacar que o formato da escrita é opcional sendo decidido entre o 
orientador e orientado. Isto depende muito do assunto trabalhado na pesquisa. 
 
CONCLUSÃO DO TEXTO 
Este item dos elementos textuais é de máxima importância. Faz o fechamento, 
respondendo às questões e concluindo as ideias. Pode também levantar hipóteses e refletir 
sobre cada objetivo proposto. 
 
Também conhecido como possíveis conclusões, uma vez que na ciência por 
exemplo não há nada concluído pois nem o desenvolvimento tecnológico param nem a 
evolução dos seres na natureza, afinal tudo está sempre em movimento, como diria nossa 
caríssimo Isaac Newton. 
 
 
 
41 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Esta parte do trabalho deve estar harmonizado com seus objetivos, pois trata-se de 
amarras, aqui você deve demostrar que atingiu seus objetivos. 
 
Capa de trabalho Técnico ou acadêmico 
Trata-se da parte externa do trabalho e possui informações que nomeiam dados do 
projeto de pesquisa ou estudo. Se o trabalho tem formatações a capa não poderia ser 
diferente, afinal ele deve ser atrativo ao leitor. Há instituições que tornam obrigatório o uso 
de capas dadas pela biblioteca da instituição, limitando o título com parcial transparência 
na capa. Este é o caso por exemplo do Instituto de Ciências Biomédicas na USP 
(Universidade de São Paulo). 
 
Deve conter os seguintes itens: 
 
Nome da Instituição 
Nome do curso 
Nome do autor (pessoa que realiza o trabalho) 
Título 
Subtítulo 
Cidade onde o projeto ou estudo foi realizado 
E ano de apresentação do trabalho. 
Veja abaixo cada um destes itens detalhados: 
 
Nome da Instituição 
Deve vir logo no começo da página. 
Alinhamento centralizado, Negrito, Caracteres Maiúsculos e Fonte Arial ou Times 
New Roman. 
Abaixo da Instituição pode vir o tipo de curso (Graduação, Pós-graduação ou 
Mestrado). Pode ter a mesma formatação do nome da Instituição. 
 
Nome o autor / Aluno 
Nome do autor do Projeto deve ser escrito com caracteres maiúsculos. 
Fonte: Mantém o mesmo tipo de fonte do título 
Alinhamento: centralizado 
Se por acaso o trabalho tiver mais de um autor, os nomes devem estar em ordem 
alfabética. 
 
 
42 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Título 
O título deve ser escrito no centro da página (alinhamento centralizado) em negrito, 
com letras maiúsculas. 
 
O subtítulo 
Segue o mesmo tipo de fonte acima, porém é escrito com caracteres minúsculos, 
sendo apenas a primeiraletra da sentença em maiúsculo. Sem negrito. Alinhamento 
centralizado. Deve vir logo abaixo do título, 
 
Outras informações 
Na parte inferior da página deve vir o nome da cidade em alinhamento centralizado. 
Letras maiúsculas (caixa alta). Vem acompanhada do ano em que o trabalho foi 
apresentado. 
 
Sua capa pode ser formatada utilizando um editor de texto. Entre um e outro dado 
haverá necessidade de espaçamento padrão. Utilizando, por exemplo, o Word como editor 
de texto, veja como fazer corretamente os espaços: 
 
FORMATANDO COM O WORD 
Entre o nome da Instituição e o nome do aluno: dê 3 espaços 
Entre o nome do Aluno e o título: Deixe de 12 a 16 espaços 
Entre o título e o nome da cidade e o ano deixe também de 12 a 16 espaços. Devem 
ser os últimos escritos da página. 
 
Você deve também formatar as margens 
Margens para Trabalhos – TCC e Monografia: 
Superior: 3cm inferior: 2cm 
Esquerda: 3cm direita: 2cm 
Clique agora com o botão direito para configurar o parágrafo: 
Recuos: 0 (zero) 
Espaçamento entre linhas: simples (lembre-se somente na capa, no corpo de texto 
o espaçamento é de 1,5). 
 
Trabalho científico é coisa séria! 
 
 
 
43 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de 
Metodologia Científica. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
NUNES, Rizzatto. Manual da Monografia Jurídica – Como se faz: uma monografia, 
uma dissertação, uma tese. 10ª ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2013. 
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª ed. rev. e 
atual. 12ª reimpressão. São Paulo: Cortez, 2007. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8. METODOLOGIAS MAIS APLICADAS 
 
 Objetivo 
Apresentar as metodologias mais usadas na pesquisa voltada para a educação, 
fazendo com que você aluno tenha um conhecimento maior a respeito de diferentes 
metodologias. 
 
Introdução 
Uma das etapas mais cruciais na produção do seu trabalho científico é a escolha da 
metodologia por este motivo é tão importante dominar este tema. Abordaremos neste 
capítulo mais algumas metodologias para você aplicar, vamos lá? 
 
A seguir, apontaremos caminhos metodológicos a fim de auxiliar os alunos nessas 
escolhas. 
8.1. O método trilha o conhecimento científico. 
O conceito de método vem do grego methodos (“caminho” ou “via”) e refere-se ao 
meio usado para alcançar um fim. O método científico tem como base a reprodutibilidade, 
ou seja a capacidade de repetir uma determinada experiência ou qualquer outro estudo em 
qualquer lugar e por qualquer pessoa. Assim podemos afirmar que diferentes disciplinas 
apresentam diferentes métodos, no entanto quanto trata-se de ciências sociais pode se 
dizer que há uma grande variedade de métodos. (Gil, 2019). 
 
A aplicação do método científico leva a teorias, a constatações já estabelecidas (que 
nada mais é do que a corroboração) e por fim chegar a comprovações das hipóteses 
estabelecidas no início do trabalho. 
 
Tenha em mente que a metodologia escolhida deverá atender plenamente o seu 
objetivo, ou seja para atingir o objetivo proposto no inicio do trabalho a escolha de como 
trilhar esta jornada esta diretamente relacionada com a escolha da metodologia que será 
aplicada. 
 
É importante ressaltar que toda metodologia já foi descrita por algum outro autor, ou 
seja deve haver uma citação no seu trabalho da metodologia abordada no mesmo, assim 
 
 
45 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
como a descrição e a aplicação para obtenção dos dados que por fim serão os seus 
resultados. 
8.2. Alguns tipos de pesquisa 
Neste tópico iremos abordar as pesquisas: 
 Pesquisa de campo; 
 Pesquisa explicativa; 
 Pesquisa descritiva; 
 Pesquisa exploratória; 
8.2.1. Pesquisa de campo 
Segundo José Filho (2006, p.64) “o ato de pesquisar traz em si a necessidade do 
diálogo com a realidade a qual se pretende investigar e com o diferente, um diálogo dotado 
de crítica, canalizador de momentos criativos”. A tentativa de conhecer qualquer fenômeno 
constituinte dessa realidade busca aproximar-se da realidade. 
 
A pesquisa de campo é o tipo de pesquisa que pretende buscar a informação 
diretamente com a população pesquisada. Ela exige do pesquisador um encontro mais 
direto. Nesse caso, o pesquisador precisa ir ao espaço onde o fenômeno ocorre, ou ocorreu 
e reunir um conjunto de informações a serem documentadas. (Gonsalves, 2001). 
 
Na pesquisa de campo, as técnicas e métodos de coleta de dados exigem atenção 
especial do pesquisador enquanto observador e também anotações de campo, com o diário 
de campo (Triviños, 1987). Neste momento a sua impressão pessoal é muito importante, 
pois pequenos comentários assim como pequenas atitudes dos entrevistados podem 
contribuir para a interpretação de alguns resultados, atenção redobrada nesta hora!!! 
 
A escolha dos sujeitos que participarão do seu amostral é feita em conjunto com o 
seu orientador, pois os critérios variam de acordo com: 
 Quais são os profissionais ligados à área; 
 Período em que o profissional entrevistado atua; 
 Tempo de experiência do profissional atua na área; 
 Aproximação com o universo a ser estudado; 
 Localidade estudada. 
 
 
 
46 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A pesquisa de campo representa a coleta de dados do seu trabalho, por tanto a 
cautela e o cuidado na sua descrição se faz tão importante, você deve constatar isto quando 
analisando os dados, transformando – os em resultados. 
8.2.2. Pesquisa Explicativa 
Este tipo de pesquisa preocupa-se em identificar os fatores que determinam ou que 
contribuem para a ocorrência dos fenômenos, ou seja, este tipo de pesquisa explica o 
porquê das coisas através dos resultados oferecidos, uma pesquisa explicativa pode ser a 
continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um 
fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado, pesquisas desse tipo 
podem ser classificadas como experimentais o que confere a parte prática e ex-post-facto 
(GIL, 2007). 
 
A pesquisa ex-post-facto tem por objetivo investigar possíveis relações de causa e 
efeito entre um determinado fato identificado pelo pesquisador e um fenômeno que ocorre 
posteriormente. A principal característica deste tipo de pesquisa é o fato de os dados serem 
coletados após a ocorrência dos eventos. A pesquisa ex-post-facto é utilizada quando há 
impossibilidade de aplicação da pesquisa experimental, pelo fato de nem sempre ser 
possível manipular as variáveis necessárias para o estudo da causa e do seu efeito 
(FONSECA, 2002). 
8.2.3. Pesquisa Descritiva 
A pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o que 
deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenômenos de 
determinada realidade (TRIVIÑOS, 1987). São exemplos de pesquisa descritiva: estudos 
de caso, análise documental, pesquisa ex-post-facto. 
 
Segundo Gil (1999), as pesquisas descritivas têm como finalidade principal a 
descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou o 
estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser 
classificados sob este título e uma de suas características mais significativas aparece na 
utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. 
 
Esse tipo de pesquisa, segundo Selltiz et al. (1965), busca descrever um fenômeno 
ou situação em detalhes, especialmente o que está ocorrendo no momento, permitindo 
 
 
47 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
abranger, com maisexatidão, a realidade de uma situação, ou um grupo, bem como 
desvendar a relação entre os eventos. 
8.2.3. Pesquisa Exploratória 
Segundo Malhotra (2001), a pesquisa exploratória é usada em casos nos quais é 
necessário definir o problema com maior precisão. O seu objetivo é prover 21 critérios e 
compreensão. Tem as seguintes características: informações definidas ao acaso e o 
processo de pesquisa flexível e não-estruturado. A amostra é pequena e não-representativa 
e a análise dos dados é qualitativa. As constatações são experimentais e o resultado, 
geralmente, seguido por outras pesquisas exploratórias ou conclusivas. 
 
Para Aaker, Kumar & Day (2004), a pesquisa exploratória costuma envolver uma 
abordagem qualitativa, tal como o uso de grupos de discussão; geralmente, caracteriza-se 
pela ausência de hipóteses, ou hipóteses pouco definidas. 
 
Segundo Mattar (2001), os métodos utilizados pela pesquisa exploratória são amplos 
e versáteis. Os métodos empregados compreendem: levantamentos em fontes 
secundárias, levantamentos de experiências, estudos de casos selecionados e observação 
informal. 
 
Para Zikmund (2000), os estudos exploratórios, geralmente, são úteis para 
diagnosticar situações, explorar alternativas ou descobrir novas idéias. Esses trabalhos são 
conduzidos durante o estágio inicial de um processo de pesquisa mais amplo, em que se 
procura esclarecer e definir a natureza de um problema e gerar mais informações que 
possam ser adquiridas para a realização de futuras pesquisas conclusivas. Dessa forma, 
mesmo quando já existem conhecimentos do pesquisador sobre o assunto, a pesquisa 
exploratória também é útil, pois, normalmente, para um mesmo fato organizacional, pode 
haver inúmeras explicações alternativas, e sua utilização permitirá ao pesquisador tomar 
conhecimento, se não de todas, pelo menos de alguma delas. 
8.3. Metodologias 
Agora abordaremos três diferentes metodologias as quais são: Metodologia 
qualitativa – Metodologia quantitativa – Metodologia quali-quantitativa. Dentro de cada 
metodologia são usados os diferentes tipos de pesquisa estudadas anteriormente, atente--
se a cada uma delas. 
 
 
48 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8.3.1. Metodologia Qualitativa 
Muitos autores já fizeram um histórico sobre essa forma de fazer pesquisa1, é 
importante, entretanto salientar que na América Latina ela surgiu na década dos setenta do 
século vinte. O enfoque da educação na região possui aspectos qualitativos, por essa razão 
é imprescindível compreender que o ensino sempre apresentou um destaque pela sua 
realidade qualitativa, como salienta Triviños (1987). O que nos motiva a entender o percurso 
da pesquisa qualitativa na região é justamente a ideia de perceber as perspectivas e os 
fundamentos da pesquisa educacional no Brasil. A pesquisa qualitativa e a pesquisa 
quantitativa vêm sendo tratadas de variadas formas por diferentes pesquisadores, mas 
escolhemos um encaminhamento para tratarmos desta questão. No que tange à dicotomia 
entre pesquisa qualitativa e pesquisa quantitativa procuramos fundamentar esta discussão 
sob a teoria de dois autores: Silvio Sanchez Gamboa e José Camilo dos Santos Filho, 
teóricos que tratam das questões da pesquisa e auxiliam na compreensão desta dicotomia. 
Ela é necessária? É cabível? Para Gamboa (2000) este conflito é falso, ou seja, ele aparece 
enquanto reducionismo no que diz respeito às alternativas de pesquisa considerando 
apenas as opções técnicas sem observar outros processos e níveis no desenvolvimento da 
pesquisa científica. É preciso que se avance nesta discussão, tendo em vista que é 
necessário admitir a distinção entre níveis técnicos, metodológicos, teóricos e 
epistemológicos. Conforme o autor anteriormente citado, deve-se racionalizar as formas de 
articulação entre os níveis. 
 
Conforme Denzin e Lincoln (2006), o berço da pesquisa qualitativa está na sociologia 
e na antropologia. Na sociologia, a discussão da importância da pesquisa qualitativa para 
o estudo da vida de grupos humanos se deu por meio de trabalhos realizados pela Escola 
de Chicago, nas décadas de 1920 e 1930. Na mesma época, na antropologia, os estudos 
de autores como Evans-Pritchard, Radcliffe-Brow e Malinowski trouxeram os métodos de 
trabalho de campo. Nesses métodos, a perspectiva metodológica utilizada era entender o 
outro, que normalmente era proveniente de uma cultura menos civilizada do que a cultura 
do pesquisador. 
 
Conforme Schwandt (2006), apesar de muitas décadas antes antropólogos e 
sociólogos já realizarem trabalhos de campo que incluíam investigação qualitativa, é na 
década de 1970 que a pesquisa qualitativa ganha força. Foi desenvolvida como um 
movimento de contraposição à concepção positivista de ciência, cujo foco são os fatos ou 
causas dos fenômenos sociais, devotando pouca consideração pelos estados subjetivos 
 
 
49 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
individuais. A perspectiva positivista, diferente da qualitativa, busca informações através de 
dados quantitativos que permitem estabelecer e provar relações entre variáveis definidas. 
 
Cabe aqui salientar algumas de suas denominações: 
 
“A pesquisa qualitativa é conhecida também como "estudo de campo", "estudo 
qualitativo", "interacionismo simbólico", "perspectiva interna", "interpretativa", 
"etnometodologia", "ecológica", "descritiva", "observação participante", "entrevista 
qualitativa", "abordagem de estudo de caso", "pesquisa participante", "pesquisa 
fenomenológica", "pesquisa-ação", "pesquisa naturalista", "entrevista em profundidade", 
"pesquisa qualitativa e fenomenológica", e outras...” (TRIVIÑOS, 1987). 
8.3. 2. Metodologia Quantitativa 
Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa 
podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas 
representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem um retrato 
real de toda a população alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na 
objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser 
compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de 
instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem 
matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A 
utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações 
do que se poderia conseguir isoladamente. (Fonseca, 2002). 
 
Aspecto Pesquisa Quantitativa Pesquisa Qualitativa Enfoque na interpretação do 
objeto menor maior Importância do contexto do objeto pesquisado menor maior 
Proximidade do pesquisador em relação aos fenômenos estudados menor maior Alcance 
do estudo no tempo instantâneo intervalo maior Quantidade de fontes de dados uma várias 
Ponto de vista do pesquisador externo à organização interno à organização Quadro teórico 
e hipóteses definidas rigorosamente menos estruturadas. (FONSECA, 2002). 
 
Para Mattar (2001), a pesquisa quantitativa busca a validação das hipóteses 
mediante a utilização de dados estruturados, estatísticos, com análise de um grande 
número de casos representativos, recomendando um curso final da ação. Ela quantifica os 
dados e generaliza os resultados da amostra para os interessados. 
 
 
50 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Na pesquisa quantitativa, a determinação da composição e do tamanho da amostra 
é um processo no qual a estatística tornou-se o meio principal. Como, na pesquisa 
quantitativa, as respostas de alguns problemas podem ser inferidas para o todo, então, a 
amostra deve ser muito bem definida; caso contrário, podem surgir problemas ao se utilizara solução para o todo (MALHOTRA, 2001). 
8.3.3. Metodologia Quali – Quantitativa 
Acabamos de estudar os dois tipos de métodos, pontuarei aqui quando é a melhor 
opção a escolha deste método, a nomenclatura é autoexplicativa, uma vez que mistura os 
dois métodos anteriormente estudados. 
 
Segundo Günther, 2006, para organizar as diferenças e similaridades entre a 
pesquisa qualitativa e a pesquisa quantitativa, consideramos: 
a) características da pesquisa qualitativa; 
b) postura do pesquisador; 
c) estratégias de coleta de dados; 
d) estudo de caso; 
e) papel do sujeito; 
f) aplicabilidade e uso dos resultados da pesquisa. 
 
Para entender a abordagem quanti-qualitativa, é importante situar as distinções das 
abordagens quantitativa e qualitativa, suas características e relação com a pesquisa 
educacional brasileira. Cabe destacar que, tais abordagens estão circunscritas no 
movimento histórico da própria ciência e, fazer esse paralelo de forma aprofundada se 
distanciaria da proposição central do estudo. Nessa vertente, pretendemos expor 
brevemente esse panorama, a fim de compreender, ainda que suscintamente, as bases 
dessas duas abordagens metodológicas de pesquisa. Posteriormente, apresentaremos as 
implicações resultantes da utilização da pesquisa quanti-qualitativa ou quali-quantitativa. 
Santos Filho e Gamboa (2002) 
 
Evidentemente, que esse campo se encontra em constante processo de mudanças, 
o que implica que a contribuição como pesquisa científica e sua consequente 
sistematização via emprego de metodologias é uma tarefa aos cientistas sociais que 
empregam a abordagem qualitativa. Uma consequência do conflito entre métodos 
quantitativos e métodos qualitativos foi o fortalecimento dos debates concernentes aos 
 
 
51 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
limites, desafios e perspectivas dessas abordagens, que suscitaram reflexões que negam 
a oposição ou a incompatibilidade entre quantidade e qualidade, enfatizando o 
posicionamento da complementaridade e a tese da unidade. 
 
O debate sobre as abordagens quantitativas e qualitativas tem sustentado 
discussões sobres os seus respectivos empregos, objetivando delimitar expressamente 
suas diferenças. A primeira, como a abordagem que recorre à estatística para explicação 
dos dados e a segunda que lida com interpretações das realidades sociais. Esses esforços, 
para Bauer, Gaskell e Allum (2008) foram despendidos na tentativa de evidenciar a 
pesquisa quantitativa e qualitativa como abordagens competitivas e assíncronas da 
pesquisa social, muitas vezes polemizando sobre a superioridade qualitativa em detrimento 
a quantitativa, ou vice-versa. Em face destas características, identifica-se uma polarização 
metodológica incompatível. 
 
Contudo, vários pesquisadores têm assumido posicionamento contra a tese da 
dicotomia e incompatibilidade entre estudos quantitativos e qualitativos. Conforme Santos 
Filho (1995), estudiosos como Gage e Shulman defendem que as várias abordagens de 
pesquisa são igualmente legítimas e não estão em conflito necessário. Por isso, defendem 
que a complementaridade deve ser reconhecida, considerando os distintos e variados 
desideratos da pesquisa nas ciências humanas, cujos propósitos não podem ser 
alcançados por uma única abordagem. 
 
 
 
 
 
52 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
9. CONCLUINDO O SEU CURSO 
 
Objetivo 
O objetivo desta aula é orienta-lo quanto a conclusão do seu curso como escolha do 
orientador, tema e a produção do seu artigo. 
 
Introdução 
 Uma das exigências do MEC Ministério da Educação é a produção acadêmica ao 
fim da primeira graduação, muitas vezes chamada simplesmente de TCC (Trabalho de 
Conclusão de Curso). 
 
Este capitulo tem como finalidade fornecer algumas orientações que podem ser 
vistas como dicas para facilitar o bom andamento do seu trabalho. 
 
O artigo científico deverá seguir o seguinte padrão: 
• Capa 
• Resumo 
• Introdução 
• Objetivo 
• Materiais e Métodos 
• Resultados e Discussão 
• Possíveis Conclusões 
• Referências Bibliográficas 
 
A escolha da sua linha de pesquisa assim como do tema e orientador serão 
realizadas no seu AVA, abrirá junto a esta disciplina a figura dos orientadores que se 
apresentarão em formato de bonequinhos. 
 
Pense muito bem ao clicar confirmando a sua linha de pesquisa e seu orientador, 
pois ao confirmar as suas escolhas não será possível reverter a escolha, quero deixar claro 
que NÃO SERÁ POSSÍVEL TROCAR O SEU ORIENTADOR APÓS SER ESCOLHIDO. 
Procure sempre manter o bom relacionamento com seus colegas de grupo, se assim houver 
e também com seu orientador, lembre-se que o professor orientador não tem apenas o seu 
tema como orientação e que não somente trabalha com as orientações de TCC, e por isto 
 
 
53 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
o orientador tem um tempo maior para responder aos seus e-mails, até porque tudo o que 
você enviar para seu orientador será corrigido e devolvido com os devidos apontamentos. 
9.1. A escolha do tema 
Este é o primeiro passo, sei que já disse anteriormente, mas enfatizo este assunto 
pois ele irá direcionar o rumo e trajetória do seu trabalho. 
 
Através desta escolha se escolhe o orientador, para escolher o tema que irá 
desenvolver, pense e reflita na disciplina que mais se identificou ou simplesmente que mais 
gostou, se não trabalha na área ainda, mas já realizou o estágio supervisionado você tem 
vivencias ricas de observação que já poderão servir como referência na escolha do tema. 
 
Procure estudar e se aprofundar um pouco mais no tema escolhido antes de procurar 
o seu orientador, para que em futuras conversas com o docente escolhido você tenha mais 
afinidade com o assunto, desta forma as orientações ficam muito mais tranquilas e fáceis 
de serem seguidas, além do que estudando um pouco mais sobre o tema você não corre o 
risco de querer trocar de tema no meio da elaboração do referido trabalho. 
9.2. A escolha do orientador 
Acreditem este passo vai definir seu trabalho! 
 
Recomendo você a escolher algum professor que já tenha afinidade. Aí surge uma 
questão, como fazer isto em um curso a distância?? Respondo esta pergunta prontamente, 
sabe aqueles fóruns que não valem ponto e que aparecem toda semana em cada 
disciplina? Pois é, com efetiva participação nos fóruns você fica um pouco mais próximo do 
seu professor assim como participar da web aulas ao vivo, estas são as maneiras mais 
fáceis de criar uma afinidade com seu professor em um curso Ead, e claro mandar e-mail 
ao seu professor também é uma maneira de criar este vinculo, mas procure não forçar nada, 
deixe acontecer naturalmente. 
 
O seu orientador escolherá quantos alunos podem compor seu grupo de trabalho. 
 
Lembre-se que você solicita orientação, o professor não é obrigado a te orientar e 
este pedido deve ocorrer o quanto antes pois há limites de grupos para cada orientador, 
por isto não fique só estudando temas aprofundando nas mais variadas vertentes, ação! 
 
 
54 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Solicitar um orientador e depois abandona-lo é a maior gafe que você poderia 
cometer, além de ser antiético. Quando você solicita uma orientação e é aceito, o professor 
vai estudar o tema das mais variadas formas como atualidades, números autores de 
referência para tu estudares e de repente este mesmo professor recebe uma relação onde 
não consta mais seu nome como aluno orientando, isto não é correto, concorda? 
 
As responsabilidades do orientador são: 
 Fornecer ao aluno uma visão ampla acerca do tema; 
 Orientar seu aluno a seguir sempre as normas do congresso com relação ao 
desenvolvimentodo trabalho; 
 Não permitir plágio; 
 Ajudar ao aluno a solucionar alguns problemas que aparecem pelo caminho, 
note que eu falei AJUDAR e não resolver problemas para o aluno, afinal quem 
está se formando é você, mas como eu disse anteriormente se você tiver 
afinidade com seu orientador ele irá ajudá-lo. Vale ressaltar que este item não é 
obrigatório ao orientador, cabe aqui o bom senso; 
 Auxiliar o aluno procurando fornecer o melhor suporte dentro das possibilidades 
individuais de cada docente; 
9.3. O que você não pode fazer? 
 PLÁGIO: o plágio é a cópia total ou parcial de um ou mais trabalhos anteriormente 
já publicados e que não apresente referência a quem escreveu a respeito, ou seja 
copiou a não referenciou, isto dá a ideia de que o que foi escrito é de sua autoria 
e quando o mesmo não é considera-se plágio, o que por sua vez é crime. 
 
Como realizar uma referência está no capítulo sete em normas da ABNT, mas caso 
você queira colocar de forma fidedigna ao que leu e não quer cometer plágio, não tem 
problema nas normas da ABNT também constam maneiras de como realizar isto sem 
cometer o plágio. 
 
Quando o plágio é detectado o trabalho é desclassificado e o aluno pode sofrer 
punições como uma reprovação. 
 
Então por favor, NÃO FAÇA! 
 
 
 
55 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 TRABALHOS EM GRUPO: o trabalho pode ser realizado em até 3 pessoas, 
procure colegas com afinidades de pensamentos e principalmente que ajude a 
concluir o trabalho, caso contrário você corre grande risco de ter problemas 
durante a elaboração da pesquisa e até mesmo desintegração do grupo o que 
pode comprometer a conclusão do seu curso. Já pensou? 
 PRAZOS: de forma alguma sob nenhuma hipótese você pode perder os prazos 
estipulados tanto pelo orientador, quanto pela universidade. A submissão do seu 
artigo está relacionado à revista a qual seu orientador indicar a publicação, assim 
como o formato geral do artigo. 
9.4. O que é responsabilidade do aluno 
É de inteira responsabilidade dos alunos os seguintes itens: 
 Solicitação do orientador, não é a universidade muito menos a coordenação de curso 
quem direciona um orientador para você, e todo trabalho deve ter um orientador pois 
sem um você não pode submeter seu artigo; 
 Elaborar e executar o trabalho seguindo as orientações do seu orientador, pois caso 
o contrário o mesmo pode abster-se de continuar a orientação; 
 Procurar seu orientador, este item é muito importante pois você deve entender que 
neste momento as obrigações do trabalho são suas de modo que não é 
responsabilidade do orientador ficar atrás de você, isto porque a pesquisa é sua, 
quem deve se formar é você e por consequência a responsabilidade é sua. 
 
Por este motivo eu digo insista nos questionamentos com o seu orientador, não tenha 
medo de parecer insistente ou até mesmo chato, mas procure agir com o bom senso: 
 
 A realização do seu artigo é sua, o orientador pode ajudar caso o aluno ou o grupo 
tenha dificuldade de sintetizar. A submissão do artigo no AVA é de inteira 
responsabilidade. 
9.5. Considerações finais 
Chegamos ao fim da nossa disciplina Metodologia do Trabalho Científico, espero 
que tenham gostado dos vídeos aulas, do guia da disciplina enfim, de todo material, pois 
foi preparado visando auxilia-lo como uma ferramenta nos momentos em que precisar. 
 
 
 
56 Metodologia do Trabalho Científico na Educação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Sugiro que siga as dicas mencionadas neste guia mas se caso você tenha alguma 
dúvida ou dificuldade aproveite os fóruns semanais, estes são a nossa sala de aula virtual, 
não deixe de participar respeitando é claro as opiniões dos colegas. 
 
E por fim espero que todos usem as informações e que tenha acrescentado 
conhecimentos pertinentes para coloca-los em prática logo mais no próximo semestre. 
 
LEMBRE-SE DE QUE ESTA DISCIPLINA TEM PROVA 
PRESENCIAL E, PORTANTO, VOCÊ NÃO PRECISARÁ REDIGIR O 
ARTIGO CIENTÍFICO!!! 
 
Me despeço de você com a frase do ex-presidente norte americano, Franklin Delano 
Roosevelt: 
 
“ Faça o que pode, com o que tem, onde 
estiver”. 
 
 Saudações a todos, 
 Prof.ª Ms. Carolina S. Ferreira

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