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INSTITUTO EDUKAR – 18.484.524/0001-60 
Pr. Elvys Tierney Santos Marinho 
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Todos os direitos autorais desta obra estão assegurados. Não faça reprodução da mesma sem 
nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais. 
 
MÓDULO 
TEOLOGIA 
SISTEMÁTICA 
 
 
 
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O Perfume da Fé 
 
A existência da flor 
é expressa no seu perfume. 
O mortal sem o divino fervor 
vive na antivida de queixumes. 
Sem em Deus acreditar 
como ciscos são, 
ou como palha ao vento, 
valem-lhes ambas comparações. 
Sentir Deus é, no coração, 
a angelical razão, 
qual deleite de sinfonia 
de acalentadora canção. 
Minuciosas pincelagens Suas, 
em microscópicas criaturas 
a extensão infinita da sua ternura. 
 
Diz o néscio no seu coração: 
“tudo é acaso; tudo foi ocasião; 
tudo é matéria; não existe Deus”. 
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Mais obscura que a própria escuridão 
é a mingua e árida alma do ateu. 
 
Diz o crédulo no seu coração: 
Os feitos do meu Deus 
perfeitos são! 
Sábio Arquiteto, Ele fez planos, 
nada foi ocasião. 
Mais nobre que a própria nobreza 
é a irrigada alma desse irmão. 
 
A beleza da flor externa é, 
mas o seu perfume se assemelha a fé; 
vem de dentro com efeito arrebatador. 
A confiança no Eterno 
faz do pequeno o maior 
e, ao mais simples, dá um final galhador. 
Força sem fé é como flor sem odor: 
a ilusão de supremacia 
que alimenta a vanglória. 
O perfume da fé é a certeza perene 
do alvo atingido, antes, durante 
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e no final da espera. 
 
O perfume da fé é perseverança; 
a fé exala confiança! 
O perfume da fé é certeza; 
a fé exala presteza! 
O perfume da fé é destemor; 
A fé exala amor! 
O perfume da fé é afeição; 
a fé exala perdão! 
O perfume da fé é ter; 
A fé exala poder! 
O perfuma da fé é querer; 
a fé exala alvorecer! 
O perfume da fé é clamar; 
a fé exala alcançar! 
“Beijaflorizado” pelo perfume da fé, 
me atrevo a esnobar a lógica, 
e eu, apenso ao aroma em pauta, 
estando eu alforriado da ordinária 
e agora aqui tão inútil gramática, 
me rendo por completo a apuração da alma 
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e afirmo, 
em júbilo, 
sem conflito: 
mais quente que o perfume do sol; 
mais perfumada que o calor da flor; 
mais acariciadora que o furor 
do implacável beija-flor; 
mais irrigante que a ousadia dum rio; 
mais espetacular que o golpe dum sorriso 
e tão amorosa como a ira de Deus, 
assim é a fé, 
a divina crença, 
que chega nas narinas do Criador 
exalando-lhe agradável fragrância 
de perseverança! 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
1- Introdução à Teologia...............................................................07 
2- Bibliologia I: estudo acerca da Bíblia.......................................10 
3- Bibliologia II: estudo acerca da Bíblia......................................20 
4- Teologia própria (ou teontologia): estudo acerca de Deus....26 
5- Cristologia: estudo acerca de Jesus Cristo..............................45 
6- Pneumatologia (ou paracletologia): estudo acerca do Espírito 
Santo..........................................................................................54 
7- Angelologia: estudo acerca dos Anjos.....................................65 
8- Antropologia Bíblica: estudo acerca do homem.....................74 
9- Hamartiologia: estudo sobre o pecado....................................85 
10- Soteriologia: estudo sobre a Salvação....................................91 
11- Eclesiologia: estudo sobre a Igreja..........................................96 
12- Escatologia: estudo das últimas coisas..................................105 
13- Bibliografia Recomendada...................................................112 
 
 
 
 
 
‘’O lugar da sua proteção é o lugar da sua missão’’. 
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Introdução à Teologia 
A teologia é uma ciência que estuda todas as coisas a respeito de 
Deus. Porém, esta não é uma explanação correta a respeito da 
teologia. A definição mais coerente sobre a teologia seria: um 
discurso a respeito das coisas de Deus, uma vez que Deus é um ser 
infinitamente superior ao homem, sendo uma audácia tremenda da 
parte do homem tentar estudar “Deus” em toda a sua plenitude e 
complexidade dentro de uma ótica científica humana. 
Existe um debate muito afinco sobre se a teologia é ou não uma 
ciência. Neste debate, defendemos que sim, a teologia é uma 
ciência. É bem verdade que se afirma por ciência aquilo que pode 
ser mensurado, testado, comprovado, experimentado. Contudo, 
apesar de Deus não estar sujeito a essas mensurações da ciência 
humana, a teologia em muitos momentos se utiliza dos métodos 
científicos, tanto que a mais de dez anos, no Brasil, o MEC, Ministério 
da Educação e Cultura já reconhece a faculdade de teologia como 
ensino superior, permitindo também, àqueles seminaristas, que 
concluíram seus cursos teológicos em seminários maiores, fazerem 
convalidação mediante uma faculdade de teologia credenciada pelo 
MEC. No entanto, este processo de convalidação está sendo 
encerrado pelo MEC. 
A teologia pode ser dividida em vários ramos, sendo que os principais 
são: Teologia Sistemática, Teologia Prática, Teologia Bíblica e 
Teologia Histórica. As demais ramificações decorrem destas 
vertentes citadas anteriormente. 
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É importante mencionar que todo sacerdote religioso, em especial o 
cristão, que em sua função se utiliza da Bíblia e que tenha mais de 
cinco anos em atividades pastorais, comprovadas, podem, após 
fazer um ERT (exame de reconhecimento teológico) oferecido por 
alguns seminários de teologia, receber o seu diploma de teólogo, 
mais especificamente, constando em seu diploma o título de 
formação em Teologia Prática ou Pastoral, o segundo ramo citado 
nas ramificações da teologia feito anteriormente nesta introdução. 
É notório que se formos fazer aqui um apanhado aprofundado sobre 
todos os itens da teologia, nem se quer mil livros bastante calibrados 
comportariam todo o conteúdo. No entanto, far-se-á um discurso 
sobre cada item e pontos mais importantes desta tão importanteciência da religião, denominada: Teologia. 
Comecemos com a palavra teologia. Esta mesma palavra é de 
origem grega, sendo na verdade a junção de duas palavras: theos e 
logia, com seus significados respectivos: Deus e estudo (tratado, 
discurso), o que se traduz por: estudo acerca de Deus e das coisas 
relacionadas a Ele. 
Convém ressaltar que a teologia tem em seu bojo de estudo a 
teologia própria ou também chamada de teontologia (estudo do ser 
de Deus; onto: ser). Esta matéria da teologia estuda a pessoa de 
Deus, somente, e faz parte do ramo da Teologia sistemática. 
 
 
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É imprescindível frisar que o estudo teológico não responderá todas 
as perguntas. Existem coisas que somente saberemos no céu. 
Deuteronômio 29.29, diz que existem coisas que são encobertas, que 
ficarão ao conhecimento apenas de Deus, e outras que são 
reveladas para os homens, para que obedeçam. Não obstante, a 
Bíblia não é um livro de ciências ou para fins científicos, mas sim 
religiosos. Sl 139.6 
Dados gerais: 
• A nossa teologia é cristão-protestante. 
• Católicos apostólicos romanos: vivem sob a ordem de Roma 
(Vaticano). 
• Católicos apostólicos Cristãos: são aqueles que vivem sob a 
ordem de Jesus Cristo (Bíblia Sagrada e Espírito Santo). 
• Católico significa: universal – Hb 12:23 
Siglas usadas neste livro: 
• Grego (Gr) 
• Hebraico (Hb) 
• Antes de Cristo (a.C.) 
• Latim (Lt) 
• Depois de Cristo (d. C.) 
• Significa (Sig.) 
• Velho Testamento (V.T ou A. T.) 
• Novo Testamento (N. T.) 
• Exemplo (Ex.:) 
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Bibliologia I 
1- Introdução 
Este termo (bibliologia) é a junção de duas palavras gregas: Biblos, 
sig.: conjunto de livros pequenos; Logia sig.: estudo, tratado. 
Portanto, fica assim: Bíblia + Estudo = Estudo acerca da Bíblia. 
Alguns detalhes a respeito da Bíblia: 
• Significado da palavra Bíblia é: conjunto de livros pequenos, do 
grego ‘’Biblos’’ derivado da palavra Biblioteca; 
• A palavra “Bíblia” não existe na Bíblia foi inventado quando 
esse livro sagrado já existia; 
• O nome Bíblia: foi mencionada essa palavra pela primeira vez 
por um pregador chamado João Crisóstomo, conhecido como 
o ‘’boca de ouro’’, por ser muito eloquente e conhecedor exímio 
da Palavra Sagrada. Ele viveu cerca de 345 a 405 d.C.; 
• O livro mais antigo da Bíblia, segundo teólogos é o livro de Jó. 
• O que é a Bíblia? É a revelação de Deus para a humanidade. 
• Autor da Bíblia: Deus; 
• Escritores: Cerca de 44 homens, de cultura, profissão e lugares 
diferentes; 
• Intérprete: Espírito Santo; 
• Tema Central: Jesus Cristo; 
• Período de escrita da Bíblia; 1500 a 1600 anos a.C a d.C. 
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• O primeiro versículo do Velho Testamento tem a palavra Deus 
e do Novo Testamento tem a palavra Jesus Cristo; 
• O último versículo do Velho Testamento termina com a palavra 
maldição e do Novo Testamento termina com as palavras 
Graça e Jesus Cristo. 
 
2 –Divisões da Bíblia 
A Bíblia não está organizada de modo cronológico (ordem 
cronológica), está organizada tematicamente. 
 
A Bíblia se divide primariamente em dois Testamentos: Velho ou 
Antigo Testamento e Novo Testamento. 
 
Principais celebrações de cada Testamento 
O Velho Testamento (V.T ou A.T) é a antiga aliança ou pacto Mat. 
26:28, Hb 9:15. Suas principais cerimônias eram: 
• Circuncisão (Rm 2:28): começa com o pai Abraão (base do 
Judaísmo) 
• Páscoa: começa com a saída do Egito (base do Judaísmo) 
O Novo Testamento (N.T) é a nova aliança ou pacto. Suas principais 
cerimônias são: 
• Batismo (base do Cristianismo) 
• Santa Ceia (base do Cristianismo) 
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Quantidade de livros de cada Testamento: 
• O Velho Testamento contém 39 livros 
• O Novo Testamento contém 27 livros 
 
 
Divisão geral de cada Testamento: 
 
1- Velho Testamento: 
• Pentateuco 
• Históricos 
• Poéticos 
• Proféticos: profetas maiores e profetas menores 
 
2- Divisão do Novo Testamento: 
• Evangelho 
• Atos 
• Epístolas: paulinas e universais ou gerais 
• Apocalipse 
 
 
 
 
 
 
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Divisão detalhada de cada Testamento 
� Velho Testamento: 
1-Pentateuco:penta = cinco e teuco = rolos, livros. O Pentateuco é 
chamado de “Torá ou Torah” na língua hebraica que significa “Lei”. O 
Pentateuco foi escrito por Moisés. Contudo, o final do livro de 
Deuteronômio, provavelmente foi escrito por Josué. Isto explica o 
porquê que este livro narra a morte e enterro do próprio Moisés. Os 
cinco primeiros livros da Bíblia são: Gênesis, Êxodo, Levítico, 
Números e Deuteronômio. Os nomes dos 5 primeiros livros da Bíblia, 
do modo como são atualmente, foram estabelecidos na Septuaginta 
(estudaremos sobre a Septuaginta mais adiante). O termo Gênesis é 
de origem grega e significa INÍCIO, ORIGEM, PRINCÍPIO. E foi 
baseado no primeiro versículo do Gênesis: No PRINCÍPIO criou 
Deus os céus e a Terra. Este livro narra a origem do: MUNDO, 
HOMEM, CASAMENTO, PECADO, MORTE, LÍNGUAS, 
CONTINENTES, ISRAEL, ETC.. Por isso do nome Gênesis. O termo 
ÊXODO, também de origem grega, significa SAÍDA, FUGA, ETC. e 
narra a saída do povo de Israel da escravidão do Egito para a terra 
de Canaã. O nome Levítico vem do nome Levi, um dos 12 filhos de 
Jacó (Israel) e que posteriormente forma a tribo de Levi. Esta tribo de 
Levi foi escolhida por Deus para ser a tribo sacerdotal, responsável 
pelo trabalho religioso do povo de Israel. Eles foram escolhidos no 
episódio ocorrido descrito em Ex. 32: 25-29; Dt. 10:8,9. O livro de 
Levítico discorre sobre os rituais e cerimônias da religião judaica. 
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O livro de Números recebe este nome porque narra a história dos 
DOIS CENSOS relacionados a contagem do povo de Israel. O 
primeiro censo é relatado em Números 1 e o segundo censo é 
relatado em Nm. 26. O primeiro censo é a contagem dos homens que 
foram escravos no Egito, de vinte anos para cima aptos para a 
guerra; O segundo censo é a contagem dos homens de vinte anos 
para cima, aptos para a guerra, porém que não conheceram a 
escravidão no Egito, mais que cresceram no deserto, pois os 
Israelitas que foram contados no primeiro censo foram todos mortos 
no deserto por causa da sua rebeldia Nm. 14: 29,30. Dos que 
conheceram a escravidão do Egito só Calebe e Josué entraram na 
terra de Canaã. O termo Deuteronômio é de origem grega e significa 
literalmente SEGUNDA LEI ou REPETIÇÃO DA LEI, formado a partir 
de duas terminologias: DEUTEROS e NOMIA que significam 
respectivamente SEGUNDO ou REPETIÇÃO,LEIS ou 
TERRITÓRIOS. Neste livro Moisés (Moisés Significa tirado das 
águas Ex. 2: 10) relembra aos Israelitas o preceitos divinos, repete 
os dez mandamentos e relembra a jornada dos judeus desde a saída 
do Egito. 
Síntese: 
• Gênesis: termo grego (Gr) e significa Início, princípio; Bereshit 
no Hebraico; 
• Êxodo: sig. “saída”; 
• Levítico: Ex 32:26-29 / Nm 3:12-13. Em sua maioria são 
ordenanças para os levitas; 
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• Números :pois narra a contagem do povo por duas vezes, ou 
seja, o censo; 
• Deuteronômio: Do grego Deutero que sig. “segunda ou 
repetição e Nômio sig. Lei ou território. Portanto, Deuteronômio 
significa repetição ou segunda Lei. 
2-Históricos: 
• Josué a Ester :Ester significa: estrela; este livro não contém a 
palavra ‘’Deus’’; 
• São 12 livros e narram acontecimentos da história Judaica. 
 
3-Poéticos: 
• Jó 
• Salmos: Hb: Tehilim, significa: cântico 
• Provérbios 
• Eclesiastes 
• Cantares de Salomão 
• São livros que tem uma escrita poetizada. 
4-Proféticos: 
• Profetas maiores: 
- Isaías: conhecido como profeta messiânico, pois foi o que 
apresentou com mais detalhe a chegada e vida do Messias. O 
livro de Isaías é considerado como a Bíblia em miniatura, pois 
o mesmo contém 66 capítulos e, ainda, os 39 primeiros 
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capítulos falam acerca do velho Israel e os 27 posteriores falam 
de um Israel restaurado, mesma quantidade de livros do velho 
e novo Testamento, demonstrando, de modo profético, o antigo 
e o novo pacto, além do livro de Isaías está localizado quase 
que no meio da Bíblia. 
- Jeremias: conhecido como “profeta chorão”, pois chora muito 
com a morte de sua esposa e escreveu o livro de Lamentações. 
-Ezequiel: Faça uma pesquisa sobre como era conhecido este 
profeta. 
- Daniel: Significa “Deus é meu juiz”. 
 
• Profetas menores: 
- Oséias a Malaquias 
- São 12 livros 
Cabe salientar que as terminologias PROFETAS MAIORES E 
MENORES não se referem ao grau de importância dos livros, mas 
ao tamanho dos mesmos. 
 
� Novo Testamento: 
• Os Evangelhos: Evangelho, termo grego e significa: Boas 
novas; boas notícias. 
-São quatro livros: Mateus, Marcos, Lucas, João. 
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-Mateus, Marcos e Lucas – São chamados de evangelhos 
sinópticos, pois, narram a síntese da vida de Cristo (são 
semelhantes) 
• Atos: São os atos e feitos dos apóstolos de Cristo. 
• Epístolas: dividem-se em: Paulinas, de Romanos a Filemom e 
Universais, de Hebreus (provavelmente escrito por Paulo) a 
Judas (epístola significa carta) 
• Apocalipse: significa “revelação”, escrito por João na ilha de 
Patmos (Ap 1.9). 
 
3 – Línguas em que foi escrita a Bíblia 
• Escrita do V.T (A.T): Em Hebraico; algumas passagens como 
em Daniel foram escritas em Aramaico (refere-se à escrita da 
Bíblia original). No hebraico antigo não havia vogais, nem 
espaço entre as palavras, acento, pontuação, lia-se da direita 
para esquerda, etc.. O Hebraico é uma língua emotiva, mais 
do coração (Ex.: A forma dos Salmos, Cantares) 
• Escrita do N.T: Grego Koiné, exceto o livro de Mateus, que foi 
escrito em Hebraico ou Aramaico (refere-se à escrita da Bíblia 
original). Deus escolheu este idioma, pois era a língua universal 
da época, com o objetivo de evangelizar o mundo da época. Na 
época existiam dois tipos de Grego: o Grego Clássico, falado 
pelos eruditos e pela elite da época e o Grego Koiné (significa: 
comum, vulgar, popular) falado pelo povão. O Grego é uma 
língua mais intelectual. 
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4- Materiais de escrita da Bíblia 
• Papiro (espécie de papel): feito a partir de uma planta 
aquática que ficava às margens do Nilo; era uma espécie de 
junco, da qual se tirava a casca em várias tirar, as entrelaçava, 
prensava e virava uma espécie de papel. O papiro, como 
material de Escrita, existe a cerca de 3000 a.C no Egito antigo. 
A palavra papel veio da palavra papiro (Êxodo 2:3; Isaías 18:2). 
 
 
• Pergaminho: de peles de animais. Ex: cabras, antílopes, 
ovelhas, etc., curtindo-as no sol. O pergaminho foi mais usado 
em grande escala a partir do sec. I d.C.. Era mais caro que o 
papiro por ser mais durável. (Is 34.4; IITm). 
 
• Outros: pedras, argilas e outros, também eram usados como 
material de escrita. 
5- Origens dos Capítulos e Versículos 
• Capítulos: Stephen Langton, professor da universidade de 
Paris. Mais tarde, foi Arcebispo da Cantuária, foi ele quem 
dividiu a Bíblia em capítulos em 1227 d.C. 
• Versículos: Robert Stephanus, Impressor Parisiense, dividiu 
em versículos, em 1551, e em 1955 d.C os judeus estudiosos 
adotaram esse método. 
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6- Rolos do Mar Morto 
Um pastor Beduíno, próximo às margens do Mar Morto, Ana procura 
de sua cabra, joga uma pedra numa das cavernas da localidade e 
escuta barulhos de cacos de cerâmica quebrando. Ao olhar o que 
seria, percebe que eram manuscritos antigos da Bíblia dentre outros, 
que ali estavam escondidos. O Livro de Isaías foi encontrado inteiro 
e em total coerência com o texto que temos em mãos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Bibliologia II 
1- Período Interbíblico ou Intertestamentário 
Foi um período de mais ou menos 400 anos que se iniciou a partir do 
término do último livro do V. T. e terminou com o nascimento de Cristo 
(livro de Mateus). Nesse período, Deus ficou em silêncio, ou seja, 
não levanta profeta algum e nem escrita canônica, período conhecido 
como Silêncio Profético. 
 
2- A Bíblia Judaica 
É somente o nosso Velho Testamento e contém apenas 24 livros, 
pois 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Crônicas, 1 e 2 Reis, Esdras e Neemias, e 
os 12 Profetas menores, cada um desses conta-se apenas como um 
único livro, porém é o mesmo conteúdo da Bíblia protestante. É 
dividida em três partes: Lei (Torah, 5 livros de Moisés), Profetas 
(Neviim) e Escritos (Ketuvim; aparece as vezes como Salmos) (Lc 
24:44).Todo este conjunto recebe o nome de Tanach, Tanaq ou 
Tanak; T (de Torá); N(de Nevin); e Q ou K (de Ketuvin, Quetuvin). 
A divisão da Bíblia Judaica pode aparece nas citações de Cristo 
como: Moisés e os profetas Lc 16.31. Os judeus ortodoxos não 
acreditam que Jesus é o Messias, por isso rejeitaram o N T..Portanto, 
os judeus ortodoxos ainda estão esperando pelo Messias. 
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3- A Bíblia Católica Romana 
Tem 73 livros, pois, o V.T católico tem 7 livros a mais que o nosso 
V.T, e são eles: Judite, 1 e 2 Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria de 
Salomão, Baruque e Tobias. Ainda o livro de Daniel e Ester tem 
acréscimos (ex.: A história de Abel e o Dragão o livro de Daniel). São 
chamados de Apócrifos,que significa: espúrios, coisas falsas, 
escondido, duvidoso. Os livros Apócrifos foram escritos, 
possivelmente, no Período Interbíblico (no período em que Deus 
estava em silêncio). No Velho Testamento Hebraico não existe esses 
livros (apócrifos). A Bíblia hebraica não tem o Novo Testamento. 
 
4- Livros Canônicos 
São os livros que foram inspirados por Deus, que servem como regra 
de fé e prática, são eles os 66 livros da Bíblia, II Pedro 1: 19-21 II 
Tm 3:16. O termo “Inspirado” da última citação acima vem do grego 
theopneutos (Theo = Deus/ Pneutos = Sopro, ar, vento) Soprado por 
Deus, revelado. Canônico: vem da palavra Canon, que derivou da 
palavra cana. Ex: Ez 40: 3-8. Cana na Bíblia era uma espécie de vara 
ou regra de medir, que para a teologia denota norma, lei, etc. A 
palavra Canon aparece no N.T em Gálatas 6:16, Filipenses 3:16. 
 
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5- Processos de escrita da Bíblia 
• Revelação: Através de sonhos, visões, voz divina, 
Manifestação e fala de Anjos, etc. 
• Inspiração: Capacidade dada aos Escritores, para não 
errarem no processo de escrita, registro, mas serem fiéis e 
perfeitos quanto ao conteúdo que lhes foi revelado, mesmo que 
baseando-se, também, na tradição oral. 
 
6- Interpretação da Bíblia 
• Iluminação: Interpretação do Canon através do Espírito Santo. 
Só se compreende a mensagem de Deus registrada na Bíblia 
através do Espírito Santo. 
 
7- Autógrafos 
São os rolos escritos pelo próprio autor que por sua vez é chamado 
de hagiógrafo. Não existem mais os autógrafos, existem traduções. 
Autógrafos, portanto, são os escritos originais. 
8- Traduções da Bíblia 
 
• Erros de traduções: 2 Reis 8:26 (reinou 22 anos) está 
contradizendo 2 Cron 22:2 (reinou 42 anos). 1 Reis 4:26 está 
contradizendo 2 Cron 9:25. Nos autógrafos não continham 
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esses erros. Contudo, Deus não permitiu que a Bíblia chegasse 
com erros doutrinários em nossas mãos (é a preservação 
providencial); a Bíblia não tem erro quanto a Sua mensagem, a 
doutrina (princípios) bíblica não foi adulterada. Os erros 
numéricos das traduções não interferem em sua mensagem. 
• Septuaginta: é uma palavra grega que significa 70 (LXX em 
algarismos romanos) 1ª Tradução da Bíblia. O rei Ptolomeu 
Filadelfo tinha uma biblioteca em Alexandria na qual não tinha 
a Bíblia então chamou 72 rabinos que traduziram a Bíblia em 
70 dias em 300 a 200 a.C., do hebraico para o grego. 
• Vulgata Latina: Tradução por São Jerônimo do grego para o 
latim. Vulgata vem da palavra ‘’vulgo’’ que quer dizer povo. 
• João Ferreira de Almeida: Traduziu a Bíblia do latim e de 
outras línguas antigas para o português, primeiramente o N.T. 
completo, posteriormente, traduziu do Gênesis até Ezequiel 
48:21 e falece. Seus amigos completam a obra. A história conta 
que Almeida se converte ao cristianismo protestante ao ler um 
folheto. 
 
9- Códigos da Bíblia 
Revelações escritas através de códigos bíblicos. Códigos esses que 
o Senhor deixou escrito na Bíblia para desvendar acontecimentos 
futuros. Estão codificados de várias maneiras. 
 
 
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10- O conceito de “Palavra” 
Dois vocábulos definem “palavra” no grego: Rhema e Logos. Palavra 
Rhema é aquela palavra que é dita pela segunda vez, mediante o 
Espírito Santo. É a chamada “palavra revelada”. É uma mensagem 
específica a um destinatário em determinada ocasião e época. A 
palavra Logos, por sua vez, refere-se ao Cânon sagrado, ao texto 
bíblico interpretado segundo as regras da hermenêutica bíblico-
textual para sua correta exegese. A palavra Logos destina-se a 
qualquer pessoa, povo, em qualquer situação ou época, sendo, 
portanto, universal. Assim, a palavra Rhema apoia-se na palavra 
Logos, pois a Rhema é o logos dito pela segunda vez, porém de 
modo específico a uma situação específica em determinada época, 
ocasião para um destinatário específico, porém baseada na palavra 
Logos, que é a palavra escrita. Quando se refere à palavra rhema, a 
relação com o divino se torna mais evidente, pois, na perspectiva 
cristã, a palavra rhema só se dá mediante a revelação proporcionada 
pelo Espírito Santo. Segundo a Bíblia, o Espírito Santo guia em toda 
a verdade, e ainda, o que o Espírito Santo ensina, é a verdade Jo 
16:13; I Jo 2:27, e o fiel, portanto, deve permanecer nesta verdade 
revelada pelo Espírito Santo. 
Em hebraico, palavra é Debar. A Bíblia é a palavra escrita de Deus e 
Cristo é a Palavra viva de Deus. (Teologia Sistemática Alfa, 
OLIVEIRA, Domingos, p. 33, 34, 2010). 
 
 
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Síntese: 
• Logos: (palavra imutável, universal, refere-se às doutrinas 
bíblicas) 
• Rhema: (palavra específica a uma localidade, povo, pessoa, 
época, não pode ser universal, mas é uma ordem particular 
dada pelo Espírito Santo, mesmo que através das escrituras, 
para um servo ou comunidade em particular). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Teologia Própria 
1 – Introdução 
É a matéria que estuda as coisas acerca de Deus como um todo. 
Para alguns teólogos, esta matéria destina-se ao Deus Pai. É 
também chamada de Teontologia; Teo significa “Deus”, Onto 
significa ‘’Ser’’ e logia significa “estudo”, “tratado”. Portanto, 
Teontologia = estudo do Ser Deus; Deus é Espírito infinito, Eterno, 
Imutável, Sabedoria, Poder, Santidade, Justiça, Bondade, Verdade 
em seu ser (Catecismo de Westminster), João 4:24; I Timóteo 1:17; 
Tiago 1.17. 
 
2- A Eternidade de Deus 
Deus, diferentemente dos demais seres criados, é criador, e 
enquanto criador não pode ser criatura, e se não pode ser criatura, 
logo, não pode ser criado. 
Assim, Deus é um ser “incriado”, ou seja, que não foi criado, sem 
início e sem fim. Em outros termos: Ele sempre existiu e sempre 
existirá. Só Ele tem esta característica eterna, só Ele é eterno 
concernente ao futuro e eterno concernente ao passado, para frente 
e para trás. 
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 Agostinho fala (em A Trindade, Pag. 34) que: (...) consta aí 
claramente que não pode ser criado aquele por quem tudo foi criado. 
E se não foi criado não é criatura (...) 
Strong diz em sua Teologia Sistemáticaque, com relação à 
eternidade de Deus Ele: (...) não tem começo, nem fim. (...) pág 410 
Louis Berkorf corrobora com esta doutrina afirmando que: (...) 
pensamos na eternidade de Deus da mesma maneira, a saber, como 
duração infinita prolongada, para trás e para diante. Mas este é 
apenas um modo popular e simbólico de representar aquilo que, na 
realidade, transcendente o tempo e dele difere essencialmente. (...) 
pág 52. 
Como afirma Berkorf, ao dizermos que Deus é eterno para trás e para 
frente é apenas uma forma racional de explicar sua eternidade 
singular, pois, na verdade, Ele transcende o tempo, e na verdade Ele 
mesmo o criou. 
Vamos retomar o raciocínio deste texto, porém agora argumentando 
com passagens bíblicas, as quais, sim, são para nós o prumo da 
verdade, o Cânon Sagrado. 
Sl 90:2 – Antes da criação Terra, de eternidade (passada) a 
eternidade (futura) Ele é (não era, nem será, mostrando o eterno 
presente agora) Deus. A NTLH usa a expressão: tu és Deus 
eternamente, no passado, no presente e no futuro. 
Sl 93:2 – Tu és (não foi, sem será, mas é. Termo empregado mesmo 
quando se trata do passado, pois nEle não há passado, mas o eterno 
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presente agora) desde a eternidade (ou: desde sempre, pois 
eternidade é sempre. O que significa alguém ser desde sempre? 
Resposta: que sempre existiu). A NTLH usa a expressão: Tu sempre 
exististe. 
Hb 1:12 – Habacuque corrobora com esta doutrina afirmando: Tu és 
desde a sempre. O que significa “desde sempre”? A NTLH traduz 
esta expressão para: Tu sempre exististe. 
O Escritor de Aos Hebreus, provavelmente Paulo, afirma que o Filho 
de Deus é sem início e sem fim, tipificado por Melquisedeque, uma 
vez que a Bíblia não apresenta sua origem, nem fim. Claramente esta 
passagem não se refere a humanidade de Cristo, pois é evidente seu 
início humano mediante Maria. Portanto, refere-se a sua divindade, 
conforme narra Jo 1:1. E se o filho tem esta característica, por que o 
Pai não teria? Leia esta passagem em Hb 7:3. Esta mesma 
interpretação é reiterada pela Versão Restauração, pag. 1031. 
A Bíblia de estudo pentecostal reafirma o ser de Deus como sem 
início e sem fim, porém discorda quanto à questão de Deus estar 
acima do tempo. Para o comentarista desta referida Bíblia, Deus 
preenche ou compreende um passado, presente e futuro e não está 
acima disso, num estado de eterno presente agora (pag. 882). 
Nabucodonosor, no livro de Daniel afirma que o reino de Deus é 
sempiterno. Este termo é a junção de dois outros, a saber: sempre + 
eterno, o que se traduz por: sempre eterno, ou sempre foi, é e será 
eterno, fazendo paralelo com Ap 1.8. Neste verso citado de 
Apocalipse, note que primeiro diz aquele que é (eterno presente 
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agora, transcendente ao tempo), depois aquele que era e então, que 
há de vir (imanente ao tempo, preenchendo-o). 
A expressão divina: eu sou (Ex 3:14), tem um peso e significado 
filosófico, teológico e espiritual imensurável. Quando Deus afirma 
sobre si mesmo desta maneira, mesmo quando se refere ao 
passado, como nos casos de Is 43.13 e Jo 8.58, transgredindo a 
concordância verbal-temporal, demonstra mais uma vez como o 
entendimento do “eterno presente agora” é uma realidade para a 
pessoa da divindade. Na cultura judaica antiga era inadmissível 
alguém usar tal expressão, a não ser o criador. Por isso que em Jo 
8.58 pegaram em pedras para matar Jesus. 
Apesar de Hb 11:¨6 usar a expressão “Deus Existe”, muitos teólogos 
descartam esta expressão como exata para se referir a natureza de 
Deus, preferindo: Deus pré-existe. Ou simplesmente: Deus é. Ele 
pré-existe, pois foi Ele quem criou a própria existência. O motivo da 
expressão em Hb 11:6 se dá por causa do uso de um termo 
antropomórfico concernente a pessoa Deus, para se alcançar uma 
compreensão humana, ao menos, básica, sobre a realidade do 
criador. 
Só esta doutrina, sobre a eternidade de Deus do modo que foi 
explanada, pode explicar a origem do Universo, uma vez que o 
mesmo não pode ter surgido do nada. Algo inteligente tem que o ter 
criado (inteligente, devido à complexidade e organização do 
Universo) e este alguém que o criou, por sua vez, não poderia ter 
sido criado do nada, se auto criado ou, ainda, ter tido um antecessor 
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que o criou, pois o próprio declara que é o único, o primeiro e o último, 
segundo os seguintes textos: Is 45.5; Ap 1.8,17. Tão quão difícil é 
conceber pela razão humana um ser que sempre existiu, é conceber 
pela mesma razão um ser que se auto-criou, pois, como ele terá a 
ação de criar se ele nem se quer existe? Esta mesma sentença serve 
para um universo auto-criado, pois, como ter a ação de criar se nem 
se quer existe, se não existe nada? 
Desta maneira, conclui-se que Deus é eterno para trás e para frente. 
Só Ele tem esta característica. Todo o ser humano é eterno, um dia 
foi criado, porém, sempre irá existir, seja no céu ou no inferno. Mas 
se voltarmos no tempo, chegaremos a um período em que o ser 
humano não existia, seja cada indivíduo isoladamente ou toda a raça 
humana. Isto não acontece com Deus: se voltarmos no tempo 
(infinitamente), Deus estará lá, isto porque Deus é eterno para frente 
e para trás, com relação ao futuro e com relação ao passado. Assim, 
Deus nunca foi criado, Ele sempre existiu, e Deus nunca vai deixar 
de existir. Esta é a eternidade de Deus, que só Ele a tem. 
Infelizmente o nosso vocábulo e razão não são suficientes para 
explicar e nos fazer entender a dinâmica de Deus e da eternidade e 
nem a sua plenitude e complexidade; Tudo isto está muito além da 
nossa linguagem e compreensão. Se o universo já é, em si mesmo, 
quase que indecifrável para o homem, em toda a sua plenitude e 
complexidade, quanto mais o criador dele! 
 
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Síntese: 
• Deus é Autossuficiente: Deus é independente de tudo para 
existir. 
• Deus nunca “nasceu”: Ele nunca foi criado. Ele sempre 
existiu e sempre existirá, eterno para trás e para frente. Deus 
não teve início e nunca terá fim (Sl 90:2 / 93:2; Hb 1:2 / Pv 8:23; 
Is 9:6 / Mq 5:2). 
 
Veja uma comparação gráfica da eternidade de Deus para a 
eternidade das demais criaturas: 
 
 
 
 
 
Para os teólogos cristãos em sua maioria, Deus não existe e sim 
Deus Pré-existe, pois, Deus é antes da existência (uma época 
chamada: A solidão de Deus; antes de criar qualquer coisa), foi Ele 
quem criou a existência, como foi mencionado acima: 
 
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Hb 11:6 cita que Deus existe do mesmo modo que cita que Ele se 
arrepende. 
O Tempo de Deus: 
É o Eterno presente agora. Ele não está limitado ao tempo como os 
seres humanos – 2 Pedro 3:8; Sl 90:4; Lc 18:7 e 8. Ele preenche o 
espaço-tempo. Na língua grega o tempo dos homens é o cronos ou 
Kronos: Derivou a palavra cronômetro. Já tempo de Deus é Kairós - 
Sl 1:3, tempo ou momento oportuno Hb 4:16 hora certa, momento 
certo, eterno. Strong diz que (Teologia Sistemática, pág. 413) 
Thomas Carlyle chama Deus de “O Eterno agora”, isto porque Ele 
está acima da divisão passado, presente e futuro. Portanto, o tempo 
do Senhor é o eterno presente agora. 
3- A Aparência (forma) de Deus 
Deus nuca foi visto por alguém em sua plenitude, ou seja, na Sua 
forma real (Êx 24:10,11 Êx 24:17; Êx 33:20; Dt 4:11,12,15,16). A 
forma de Deus não é revelada na Bíblia. Apesar de em muitos textos 
bíblicos, Deus aparecer com mãos, olhos, dedos, costas, pés, etc. 
Isto na verdade é uma forma de Deus se fazer entender pelo ser 
humano e de se comunicar com o mesmo. 
Aparição e manifestação de Deus: 
• Teofania (Teo = Deus; Fania= aparição ou forma): é quando 
Deus toma alguma forma ou gera imagem ‘’material’’ de 
conhecimento prévio do ser humano para se relacionar com ele 
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e revelar. Nós iremos ver o rosto de Deus no céu – Ap 22:4 I 
Coríntios 13: 11 e 12 
• Antropomorfismo (antropo = homem/morfismo = 
forma):Quando Deus toma a forma humana ou de partes do 
corpo humano. É uma forma de teofania. 
• Antropopatia (antropo = homem / patia = emoções): 
Quando Deus aparece na Bíblia com sentimentos humanos. 
Ex: Raiva, Ira, Arrependimento. 
• Epifania: Significa aparição (manifestação) permanente de 
Deus. Refere-se principalmente a Cristo. 
 
4- A vontade (os decretos) de Deus: 
• Vontade Diretiva ou Real: É aquilo que Deus deseja, 
aconselha, ou seja, o que ele quer que aconteça no fundo do 
seu íntimo, mas que pode não acontecer devido ao livre arbítrio. 
Ez 18:23,32; 33:11, Tm 2:4. 
 
• Vontade Permissiva: Aquilo que Deus permite acontecer, 
mesmo que não seja do seu desejo, de sua vontade diretiva. 
Ez 18:24. 
 
• Vontade Absoluta: É aquilo que independe da vontade 
humana, que vai acontecer de acordo com o que querer ou 
determinação de Deus. II Pedro 2:9, Hc 2:3. 
 
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5- Os nomes de Deus em Hebraico Êxodo 6:3 
• Jeová: Senhor 
• Iavé: Senhor 
• O Tetragrama (quatro letras): YHWH (Iavé) nome 
impronunciável (não se pode exprimir em palavras) II Cor 12:4 
• Jeová Nissi: O Senhor é nossa bandeira Ex 17:15 
• Jeová Rafa: O Senhor é a minha Cura 
• Jeová Shalom: O Senhor é a minha Paz 
• Elshaday: Deus todo poderoso – Êxodo 6:3, Gênesis 17:1 
• Jeová Giré: O Senhor Proverá Gn 22: 14 
• Eloah (forma singular): Deus 
• Elohim (forma plural): Deuses; Deus no plural Dt 6:4; Mc 
12:29 – Demonstra a Trindade 
• El: Deus 
• Emanuel:É a união de 3 palavras hebraicas – Deus dentro do 
Barro. Mt 1.23 
 
 
 
 
 
Portanto, “Deus conosco” é uma tradução abreviada de Emanuel. 
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6- Doutrina da Trindade 
Sabendo-se que o mundo visível já é demasiadamente complexo, 
quanto mais o mundo espiritual. Cito esta frase, pois o Deus único, 
citado na Bíblia, é composto pela trindade, ou seja, este único Deus 
é composto por três pessoas, não três deuses, mas três pessoas que 
compõem a trindade que, por conseguinte compõem o único Deus. 
Assim, é um único Deus composto em três pessoas. Assim como 
acontece com a água: três elementos compõem a água: duas 
moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio, totalizando três 
elementos e uma só água. Ainda, também como acontece com o ser 
humano, composto por três partes: corpo, alma e espírito; ou como o 
fogo, que mediante três elementos: calor, combustível e oxigênio, 
salta à existência e nesta existência, existe como fogo, como luz e 
como calor. Na trindade, cada pessoa tem a sua função, a sua 
atividade, quer no plano da salvação e redenção, quer no plano da 
criação e sustentação de todas as coisas. Na trindade, uma pessoa 
não é mais importante que outra como comumente se pensa (pensa-
se que Deus é maior que Jesus que por sua vez é maior que o 
Espírito Santo). O símbolo que interliga as três pessoas da trindade 
é um círculo e não um triângulo, pois no círculo não se apresenta 
superioridade de nenhuma das três pessoas, no triangulo sim, e 
mais: no círculo cada um pode estar em “cima” em qualquer momento 
em que o círculo gire, dependendo da hora de cada um atuar no 
plano da salvação/redenção ou da criação, recriação e sustentação 
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de todas as coisas, demonstrando que não há superioridade ente 
Eles. 
Esta doutrina não exclui o monoteísmo cristão, pois a palavra ‘’único’’ 
em hebraico pode significar duas coisas: 
• Unidade Absoluta: Gn 22:2 
• Unidade Composta: Gn 1:26, Gn 2:24, Gn 11:7, Mt 3. 16,17; 
28:19, Is 6:8 - 48:16, I João 5:7 
 
Portanto, Deus é uma unidade composta, assim como o casamento. 
Um bom exemplo é o substantivo coletivo, que mesmo na forma 
singular, representa uma pluralidade. Trindade (“tri” = três, e “dade” 
= unidade): Três em um ou um em três. A palavra trindade não tem 
na Bíblia, foi criada por Tertuliano, um dos pais da igreja. 
Jesus e o Espírito sendo apresentados como Deus: 
• Versículos que relatam o Espírito Santo e Cristo na criação: 
João 1:1 - 3, Gn 1:2, Jó 33:4, Cl 1:15 – 17, 19, Hb 1:2. 
• Versículos que comprovam que o Espírito Santo e Cristo é 
Deus: João 1:1 – 3, I Jo 5:20; At 5:3 – 4; I Co 3.16. 
• Leia o livro: A Trindade de: Agostinho. 
 
 
 
 
 
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7- As evidências da existência de Deus Sl 14:1 
Argumentos que evidenciam a existência de Deus: 
• Cosmológico: Rm 1:19,20 - Defende que para a criação e o 
funcionamento do universo e da natureza é necessária uma 
mente inteligente por de trás de tudo isto. O sol, a lua, as estrelas, 
todo o universo, a própria natureza, os animais marinhos, 
aquáticos, terrestres, tudo isto revela uma inteligência consciente 
a qual foi necessária para se criar e organizar sistematicamente 
todas estas coisas. O funcionamento do universo, do celebro 
humano, do corpo humano, etc. permite afirmar que somente uma 
mente inteligente poderia ter feito tudo isto, e não o acaso, não 
uma mera explosão casual (teoria do Big Bang). 
1) O universo deve ter uma Primeira Causa ou um Criador. 
(Argumento cosmológico, da palavra grega "cosmos", que significa 
"mundo".) 
2) O desígnio evidente no universo aponta para uma Mente Suprema. 
(Argumento teleológico, de "Teleos", que significa "desígnio 
ou propósito".) 
3) A natureza do homem, com seus impulsos e aspirações, assinala 
a existência de um Governador pessoal. (Argumento 
antropológico, da palavra grega "anthropos", que significa 
"homem".) 
4) A história humana dá evidências duma providência que 
governa sobre tudo. (Argumento histórico.). (Myer Pearlman, 2006, p. 
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• Antropológico (antropo = homem):A existência humana; a fé 
inata e moral humana apontam para um ser superior. A alma 
humana comprova a existência de Deus, pois já é constatado que 
uma fé inata compõe a alma humana e mais, durante os séculos, 
o ser humano vem buscado e se voltado para a adoração de um 
ser superior, uma divindade. Esta tendência tem perpassado 
todas as gerações da história da humanidade. Todos os homens 
e até os animais, em algum momento da vida clamam pelo Deus 
que fez os céus e a terra. 
• Histórico: A busca do homem por um criador através das 
religiões, a preservação da Bíblia, dos Judeus e da Igreja, 
durantes os séculos e em meio a tantas perseguições 
evidenciam que algo sobrenatural os preservava. A própria 
história, portanto, atesta a existência de um Deus, 
especificamente a história do povo judeu, pois, como pode um 
povo permanecer, durante séculos espalhado entre as nações 
do mundo, mas mesmo assim conservar a sua: história, língua, 
cultura e religião e retornar à sua pátria? 
 
• Bíblico: A Bíblia afirma a Existência de Deus Sl 53.1 
 
 
 
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8- Atributos de Deus 
São as características de Deus. 
1- Morais: (se refere ao caráter – personalidade), eles são 
comunicáveis e transferíveis, ou seja, Deus comunicou às suas 
criaturas. São eles: 
 
• Amor 
• Bondade 
• Santidade 
• Justiça 
• Retidão 
 
2- Naturais: (se refere ao seu poder, capacidade), incomunicáveis 
e Intransferíveis, pois só Ele os tem. São eles: 
 
• Onipotência: Poder todas as coisas – Lc 1:37 
• Onipresença: Preenche todo o espaço-tempo - Sl 139 
• Onisciência: Sabe de tudo - Sl 139 
• Infinitude: Deus é infinito 
• Eternidade: Tópico apresentado no capítulo dois. 
• Imutabilidade: Deus não muda - Tg 1.17 
Os atributos morais de Deus regem os seus atributos naturais. Isto 
significa que Deus não usa os seus poderes injustamente, sem amor 
e sem retidão. 
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9– Teorias sobre a divindade 
• Politeísmo (poli= vários e teísmo=Téo, deus):crença em 
vários deuses. O politeísmo nasceu com a adoração a 
Ninrode (Gn 10.8,9), o arquiteto da torre de babel, o qual 
matou o pai e casou com a própria mãe. A tradição judaica e 
babilônica conta que após a morte de Ninrode, o qual em sua 
vida foi um homem bastante expoente, sua mãe eleva uma 
estátua em sua homenagem e passam a adorá-la e assim 
nasce a idolatria. Desta maneira, até este período de 
Genesis, a idolatria não é encontrada na Bíblia, somente 
depois do advento da torre de babel (que sig. Confusão, 
donde derivou-se a palavra: Babilônia): 
“O politeísmo (culto de muitos deuses) era característico das 
religiões antigas e pratica-se ainda hoje em muitas terras pagãs. 
Baseia-se ele na idéia de que o universo é governado, não por uma 
força só, mas sim por muitas, de maneira que há um deus da água, 
um deus do fogo, um deus das montanhas, um deus da guerra, etc. 
Foi esta a conseqüência natural do paganismo, que endeusou 
os objetos finitos e as forças naturais e "adoraram e serviram 
à criatura antes que o Criador" (Rom. 1:25). Abraão foi chamado a 
separar-se do paganismo e a tomar-se uma testemunha do único 
verdadeiro Deus; sua chamada foi o começo da missão de Israel, 
a qual era pregar o monoteísmo (o culto a um só Deus), o contrário 
do politeísmo das nações vizinhas.” (Myer Pearlman, 2006, p. 49) 
• Monoteísmo (mono=um e teísmo=Téo, deus):crença em 
um só Deus. Contrariando a doutrina do politeísmo, a Bíblia 
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afirma a existência de apenas um único Deus, ou seja, a 
Bíblia atesta a doutrina do monoteísmo (Dt 6.4). 
• Panteísmo (pan = tudo e teísmo=Téo, deus): foca apenas 
na Imanência – afirma que Deus é tudo e tudo é Deus. Ex: 
Deus é a planta, o cachorro, o cosmos, a natureza, etc.. O 
livro de Romanos cap. 1.18-21 diz que toda a criação revela 
a “existência” e a glória de um criador. No entanto, é 
importante esclarecer que a criação não é o criador; poderia 
ser a poesia o poeta? A música o compositor? A pintura o 
próprio pintor? No sentido denotativo da linguagem? 
“O panteísmo (proveniente de duas palavras gregas que significam 
‘tudo é Deus’) é o sistema de pensamento que identifica Deus com o 
universo, árvores e pedras, pássaros, terra e água, répteis e homens — 
todos são declarados partes de Deus, e Deus vive e expressa-se a si 
mesmo através das substâncias e forças como a alma se expressa 
através do corpo. Como se originou esse sistema? O que está escrito 
em Rom. 1:20-23 desvenda esse mistério. Pode ser que na penumbra 
do passado os filósofos pagãos, havendo perdido de vista a Deus 
e expulsando-o de seus corações, tenham observado que era 
necessário achar alguma coisa que preenchesse o seu lugar, visto que 
o homem procura sempre um objeto de culto. Para preencher o lugar 
de Deus, deve haver algo tão grande quanto o próprio Deus. 
Havendo Deus se retirado do mundo, por que então não fazer do mundo 
Deus?” (Myer Pearlman, 2006, p. 49) 
• Deísmo: foca apenas a Transcendência (trans = além) – 
Deus está acima de tudo e não vem até sua criação, não 
comunga com ela. 
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• Ateísmo (A= não, ausência e teísmo= Téo, deus): não crê 
na existência de uma divindade. Questiona-se se existem 
ateus autênticos. 
• Agnosticismo: não sabe o que pensar a respeito da 
existência de Deus. Não acredita, mas não afirma nada. 
• Teísmo: se traduz por “Deus está no céu e em sua criação” 
(imanente e transcendente). 
Deus é ao mesmo tempo transcendente e imanente. Transcendente 
porque transcende a tudo, ou seja, está acima de tudo, independe de 
tudo, é auto-suficiente, não necessita da sua criação para existir. 
Imanente, refere-se ao fato de Deus está presente em tudo, em toda 
a criação. O entendimento de um Deus unicamente transcendente 
revela uma crença no deísmo; o entendimento de um Deus 
unicamente imanente revela a crença no panteísmo; e, por fim, o 
entendimento sobre um Deus ao mesmo tempo transcendente e 
imanente, revela a crença no teísmo. Portanto, Imanência é: Deus 
está em tudo, no meio de tudo; e Transcendência: Deus está além, 
muito além de todas as coisas, Ele ultrapassa todas as coisas, a sua 
infinitude é bem maior que todo o universo. 
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Com relação à onipresença de Deus, duas características 
concernentes a mesma, são observadas: a imanência e a 
transcendência de Deus: 
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Cristologia 
1 – Introdução 
Cristologia é a matéria que estuda acerca de Jesus (Cristo). Logia = 
Estudo, tratado (Gr). 
Cristo é um Título e não sobrenome (Mt 2:4) e no grego significa: 
Ungido ou enviado (Is 61:1; Lc 4:18-21). Messias é a versão hebraica 
para Ungido ou Enviado. 
Jesus, Yesus (Gr), significa: O Senhor é a Salvação (Mt 1:21), do 
hebraico Yeshua; Yeshua Ha Massiach 
 Jesus é o Messias 
Um dos títulos de Jesus é: Emanuel, que significa “Deus conosco”. 
Contudo, etimologicamente fica assim: 
 
 
 
 
 
 
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Genealogia de Cristo: Mt 1 e Lc 3:23 
A diferença entre a Genealogia de Jesus em Lucas e Mateus é que 
uma mostra a linhagem da família de Maria e a outra da família de 
José; ambos mudam a partir de Davi e ambas terminam com José, 
pois é tradição judaica que o homem seja “o cabeça” da família. 
Sendo que Mateus é do começo ao fim e Lucas do fim ao começo. 
 
2 – O tríplice Ministério de Jesus 
Quando os magos (aqueles que se orientavam pelos astros) foram 
até Jesus no seu nascimento e entregaram-lhe presentes, eles 
estavam apontando como seria o seu Ministério (Mt 2:11). Eles 
trouxeram: 
• Ouro: Aponta Jesus como Rei, da linhagem de Davi; Ele 
governa; Assentado num trono. Mt 20. 30; 22.42; 27:37 
• Incenso: Aponta Jesus como Sacerdote; Leva o povo a Deus. 
Ex: as orações, os pedidos, as necessidades. Intercede a favor 
do povo (fala do povo de Deus). João 17:20; Hb 9:11 
• Mirra: Aponta Jesus como Profeta: Leva Deus ao povo; (fala 
de Deus ao povo). Dt 18:15.19 
A diferença entre a função do profeta e do sacerdote é que o primeiro 
leva a mensagem de Deus ao povo enquanto que o sacerdote faz o 
inverso, essencialmente. Veja no gráfico: 
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Samuel: Ele também tinha um Tríplice Ministério. Ele era uma 
representação do Ministério de Cristo. Sacerdote, Profeta e Rei/Juiz. 
I Sm 3:20; 2:35; 7:15-17 
Há também uma semelhança ministerial entre Moisés e Jesus (Jo 
1.17). A semelhança é que Moisés estabeleceu as leis do V.T (fundou 
o Judaísmo) e Jesus estabeleceu as leis do N.T. (fundou o 
Cristianismo). Paulo também se assemelha a Moisés neste aspecto 
doutrinário. 
3- Pré – Existência de Cristo 
Pré = Antes: Jesus é antes da Existência (Universo). Jo 1:1, 3; Cl 
1:17, assim como o Deus Pai. 
Em João 1:1 diz: no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com 
Deus e o Verbo era Deus... Que se fez carne e habitou entre nós (Jo 
1.14). Isto mostra que Cristo estava com Deus, era Deus e habitou 
entre nós se fazendo carne. Outras passagens da Bíblia (como 
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Apocalipse 19.3) intitulam Cristo como a palavra, confirmando que o 
Verbo de João 1:1 refere-se realmente a Jesus. 
A seita das Testemunhas de Jeová afirma que Deus Pai criou o Deus 
Filho, baseando-se em: Cl 1:15. Porém, a palavra ‘’Primogênito’’, na 
Bíblia nem sempre significa o primeiro de uma série, mas também, o 
Escolhido, ou Aquele que tem a Primazia ou ainda, aquele que é o 
princípio, a origem. Veja versículos em que isto acontece: Ex 4:22; Gn 
48:14; Jr 31.9. 
 
 
 
 
Quanto a Hb 1:5,6pode referir-se à sua encarnação. 
Portanto, O Filho de Deus não teve princípios de dias, nem fim de 
vida: Hb 7:3; Is 9:6; Mq 5:2 
4- As duas naturezas de Jesus 
Jesus, ao encarnar, passou a ter duas naturezas: humana e divina 
Fp 2.6-9; Is 9.6: 
Aquele que na condição divina é igual ao Pai, da qual se esvaziou ao receber a 
forma de servo, nesta mesma forma de servo age, sofre e recebe o que o 
Apóstolo observa a seguir (...) (Agostinho, A Trindade, pág 62) 
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Analisemos também o que afirma Eurico Bergstén, em seu livro 
Teologia Sistemática na página 50, onde afirma sobre a divindade 
igualitária ao Pai que tinha o Cristo: 
Não é somente desde a eternidade que Jesus é Deus (cf Jo 1.1-3). Ainda depois 
que Ele ‘’aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de ‘’servo’’ (Fp 2.7), e ‘’o 
Verbo se fez carne e habitou entre nós’’ (Jo 1.14), continua sendo Deus 
verdadeiro, revelando ‘’a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade’’ 
(Jo 1.14) 
Sobre a humanidade de Cristo, Bergstén escreve: 
Jesus viveu neste mundo não somente como Deus verdadeiro, mas também 
como homem verdadeiro. (Bergstén, Teologia Sistemática, pág 53). 
Na Enciclopédia Estudos de Teologia, da Editora Semeie e da 
Editora Mundial, a doutrina sobre as duas naturezas de Cristo é mais 
uma vez reafirmada. No volume 1, página 202, esta imensurável obra 
pontua: 
Quando caminhamos na direção do Novo Testamento, as informações sobre a 
humanidade e divindade de Cristo se tornam evidentes em muitos textos. 
Abaixo, segue passagens bíblicas que mostram Jesus como homem 
e como Deus: 
• Jesus homem: Mt 4:2, Jo 4:6, Lc 22:44, I Tm 2.5; I Jo 5.20; Hb 
2.17; 4.15. 
• Jesus Deus: Jo 12:45; Jo 14:8,9, Is 9:6, Jo 20:28 
Jesus, ao encarnar, portanto, era ao mesmo tempo homem e ao 
mesmo tempo Deus. Como homem teve fome, sede, ira, e como 
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Deus, conhecia os pensamentos das pessoas, sabia do futuro, 
perdoava pecados. Tomé o chamou de Deus Jo 20.28 como 
Também João I Jo 5.20. Paulo o Chama de homem I Tm 2.5 Leia: 
Hb2.17; 4.15: 
Há passagens da escritura que se referem às duas naturezas de Cristo, 
mas nas quais é mais que evidente que só se tem em mente uma pessoa, 
Rm 1.3,4; Gl 4.4, 5; Fp 2.6- 11. Em diversas passagens ambas as 
naturezas são expostas como unidas. Em parte nenhuma a Bíblia ensina 
que a divindade, no abstrato, ou algum poder divino estava unido a uma 
natureza humana ou nesta manifestado, mas sempre ensina que a 
natureza divina, no concreto, isto é, a pessoa divina do Filho de Deus, 
estava unida a uma natureza humana, Jo 1.14; Rm 8.3; Gl 4.4; 9.5; 1 Tm 
3.16; Hb 2.11-14; 1 Jo 4.2, 3. 
Repetidamente os atributos de uma natureza são mencionados com 
relação à pessoa, ao passo que a pessoa é tratada com um título derivado 
da outra natureza. De um lado, atributos e ações humanas são proferidos 
como pertencentes à pessoa, enquanto Ele é tratado com um título divino, 
At 20.28; 1 Co 2.8; Cl 1.13, 14. E doutro lado, atributos e ações divinos 
são proferidos como pertencentes à pessoa, enquanto Ele é tratado com 
um título humano, Jo 3.1 3; 6.62; Rm 9.5.(Louis Berkhof, 1949, p. 315) 
5 – A família de Jesus 
Existem algumas perguntas a respeito da família de Jesus que geram 
muitas polêmicas. Dentre elas, podemos citar as seguintes: 
• Jesus tinha irmãos? 
• Maria permaneceu virgem por toda a vida? 
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Em Lc 2:7 o termo “primogênito” vai significar que Jesus foi o 
primeiro, ou seja, que teve outros que, então, são citados em Mc 6:3, 
Mt 12:46, Mc 3:31-32. 
Os católicos romanos defendem a ideia que Maria permaneceu 
virgem e que os irmãos de Jesus eram filhos de José do seu primeiro 
(outro) casamento ou que eram primos; defendem que em hebraico 
não tinha uma palavra para expressar o termo ‘’primo’’, por isso 
generalizavam mediante a palavra “irmãos”. 
No entanto, a Bíblia cita os nomes de seus irmãos e menciona a 
existência de irmãs, veja: Gálatas 1:19, João 7:3 e 5, Atos 12:17, 
15:13, Mt 13:55, At 1:14; Gl 1.19; Mt 13:5. 
6- Jesus é o tema central, principal da Bíblia. 
Jesus é o tema central das escrituras, veja o está escrito em: Lc 24:25 
– 27; Jo 1:45; 5:39; Jo 5:46,47 
• Gênesis: O Cordeiro que morreu no lugar de Isaque simboliza 
Cristo: Cap 22:3,21; A semente da mulher que iria esmagar a 
cabeça da serpente: Cap 3:15 
• Êxodo: cap. 12 (1ª páscoa) simboliza Cristo: I Cor. 5.7; O Maná 
João 6:25-51 no deserto, II Reis 18:4. 
• Levítico: Jesus é nosso Sumo sacerdote confirmado pelo livro 
de Hebreus. 
• Números: A Rocha que foi ferida e que dela saiu água, como 
aconteceu com Jesus na cruz; a Serpente de bronze que foi 
levantada por um madeiro: Num, cap 21:4 / Jo 3:14 
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• Deuteronômio: O Profeta – Dt 18, Rute 4:8; 2:20 
• E assim segue por todos os livros da Bíblia. 
7 – O Anjo da face do Senhor 
Esse Anjo era Jesus Cristo, pois é chamado de Deus, maravilhoso, 
podia abençoar, mudar nomes, etc. Gn 32:22-32; Js 5:13-15 e Ap 
22:7-8, Juízes 13:18-22; Isaías 63:9. Esta manifestação se tratava de 
uma teofania com respeito ao filho de Deus. 
Então Jesus é Arcanjo Miguel? 
Miguel significa quem é semelhante a Deus (ao Altíssimo) / 
Semelhante ao Altíssimo. Porém, Jesus não é o Arcanjo Miguel, veja: 
Hb 1.7,8 – separa O Filho de Deus dos demais anjos. 
8- Jesus é o Grande Eu Sou 
Em Êxodo 3:14 o Senhor afirmou sobre si mesmo: Eu sou o que sou 
– Não é Eu fui, nem eu Serei, mas Eu sou, no presente. Ele referiu-
se assim sobre si mesmo, pois se apresentou como o é na eternidade 
(eterno presente agora) e demonstrando que sempre será um Deus 
bem presente na hora da angústia, não importando lugar ou situação 
(Sl 46.1). Portanto, a expressão: Eu sou, demonstra: 
 
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Jesus usou esta mesma expressão sobre si mesmo, 
veja: 
Compare Jo 8:58 com Is 43:13. Assim Ele se iguala ao Pai, o que é 
confirmado pelo versículo: Jo 12:45 – Ninguém vem (e não: “vai”) ao 
pai senão por Mim! Jo 14:6,11. 
9- Primogênito dentre os mortos 
Esta expressão, descrita em Cl 1:18 significa que Jesus foi o primeiro 
a ressuscitar para a ressurreição eterna Rm 8:29, ou seja, o primeiro 
a ressuscitar para a eternidade, com o corpo glorificado, para nunca 
mais morrer. Todos os outros que ressuscitaram, até mesmo antes 
de Cristo, tornaram a envelhecer e morrer. 
Portanto, dentre os homens que ressurgiram, ou seja, que ressuscitaram Cristo 
foi o primeiro escolhido por Deus para este tipo de ressurreição (Ap:1:5, Cl 1:18 
e Rm:8:29). 
O mesmo acontecerá com os salvos no grande dia do arrebatamento: 
15:52, I Ts 4:16 
10- Cristo no Hades 
Baseando-se em passagens como Ef 4.8; I Pd 3.19 e 4.6, 
possivelmente Jesus, após sua morte na cruz e antes de sua 
ressurreição, foi ao hades e de lá resgatou os seus servos que ali 
estavam aprisionados e levou para o seio de Abraão. Existem 
controvérsias com respeito a essa doutrina e interpretação dos textos 
acima supracitados. 
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Paracletologia ou Pneumatologia 
1 – Introdução 
É o estudo acerca do Espírito Santo, pois, Pneuma, do grego. 
Significa: Vento, Sopro, Ar, espírito, hálito Gn 2:7 e Logia, do grego 
Significa: estudo, tratado. No hebraico a palavra “Espírito” é Ruach e 
no latim, Espiritus. 
Paracletos (Gr) Significa: Aquele que está ao lado de; Auxiliador; 
Consolador, advogado; e Logia sig.: estudo, tratado, portanto, é o 
estudo acerca do Consolador, do auxiliador. 
 
2- A Personalidade do Espírito Santo 
O Espírito Santo é uma pessoa. Para ser pessoa é necessário ter 
três faculdades ou elementos: Vontade, intelecto e emoções, e não 
necessariamente ter corpo material. O Espírito Santo é um ser 
pessoal, ou seja, tem personalidade, pois apresenta estas três 
faculdades: 
• Vontade: Poder de escolha, querer e Decisão – I Cor 
12:11 
• Intelecto: Inteligência – Jo 16:8-13 – Convence, fala, 
guia, sabe o que é verdade. 
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• Emoções: Sentimentos – Tg 4:5, Ef 4:30 
Portanto Ele não é meramente uma força ativa de Deus. 
3 - O Espírito Santo no V.T e no N.T 
• No VT (AT): o Espírito Santo não estava “derramado”. Ele 
trabalhava em ‘’gotas’’ ou seja, de modo reservado. O Espírito 
Santo só estava presente sobre determinadas pessoas, e não 
sobre todas (Nm 11:17). Só os Profetas, Sacerdotes, 
Juízes/Reis que tinham a ‘’dose’’. O povo ‘’bebia’’ a partir deles. 
• No N.T: o Espírito Santo foi derramado sobre ‘’todos’’ sem 
medidas. Hoje, quem buscar o Espírito recebe direto do Trono 
da Graça para coração do crente – Joel 2:28-29; At 2:1-4, Rm 
8:9-11, I Cor 3:16. 
4- O fruto do Espírito Santo (Gl 5:22-23) 
Não é ‘’os frutos’’ mas sim o ‘’fruto’’, no singular, com os seus gomos. 
O Espírito Santo dá o fruto e não os frutos, porque Ele faz a obra 
completa no cristão e não pela metade. Por isso que é o fruto, no 
singular. Eles estão divididos assim: 
• Três gomos para a comunhão com Deus 
 
1- Amor (caridade – Mt 22:37-40) 
2- Gozo (alegria – Ne 8:10 / Sl 16:11 / Sl 51:12) 
3- Fé (fidelidade (Gr) Pistis que significa tanto (fé, crê, com 
fidelidade). No latim (Lt) fé e ‘’Fides’’ – fidelidade. 
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• Três gomos para a comunhão comigo mesmo 
 
1- Domínio próprio/temperança/equilibrada 
2- Mansidão 
3- Paz (Jo 16:33, 14:27) 
 
• Três gomos para a comunhão com o próximo 
 
1- Longanimidade / Paciência 
2- Bondade 
3- Benignidade / que pratique o bem 
 
O Sinal do novo nascimento e de uma verdadeira conversão é o fruto 
do Espírito Santo. Isto é o que conduz a Salvação; os dons espirituais 
não salvam e sim edifica a igreja. Mas o fruto do Espírito é que salva,ou seja, é o sinal de que se está salvo – Mt 7:21-23. Em outros 
termos: ter a manifestação de dons não significa que se está salvo, 
mas ter a manifestação do fruto do Espírito significa que está salvo, 
não por que somos salvos pelas obras, mas por que o fruto é o sinal 
de que já se está salvo. 
O fruto do Espírito é o caráter de Cristo no Cristão. Gálatas 5. 23 
conclui o assunto do fruto do Espírito dizendo que “contra essas 
coisas não há lei”. Isso significa que não há formas (contanto que não 
contrariem os princípios bíblicos) e nem limites para a manifestação 
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de cada gomo do fruto. Também significa que não há proibições para 
sua manifestação. 
5 - Dons Espirituais 
- Dons do grego: charisma, charismata, significa: presentes, dádiva. 
São também n ove os dons Espirituais (I Co 12:8-11). São eles: 
• Dons de poder: onde Deus usa nossas mãos, nossas ações: 
- Cura 
- Operação de Maravilhas (Milagres) 
- O dom da fé da ousadia 
• Dons de inspiração: onde Deus usa nossa boca, mente: 
- Falar em outras línguas 
- Palavra da sabedoria 
- Profecia 
• Dons de Revelação: onde Deus usa nossos olhos e ouvidos 
Espirituais: 
- Palavra da ciência 
 - Interpretação das línguas 
 - Discernimento Espiritual 
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Existem três tipos de fé: 
Quando Efésios 4.5 diz que existe uma só fé, quer dizer que só existe 
uma única fé que salva, a fé no Filho de Deus, gerada por ouvir sua 
palavra. O mesmo este texto fala concernente ao batismo, ou seja, 
que há um só, mas sabemos que existe batismo nas águas e com 
Espírito Santo, contudo, o segundo não é critério para salvação, 
sendo-o o primeiro (Mc 16.16). Vamos aos tipos de fé: 
• Fé inerente ou inata: Não salva, porém útil. É aquela que já 
nasce com o ser humano (Tg 2:19) 
• Fé salvífica: É um gomo do fruto do Espírito. É o sinal da 
salvação (Rm 10:17, Rm 5:1 / 3:28, Gl 5:22; Hb 12:2) 
• Fé / dom Espiritual: É um dom de ousadia Espiritual (I Cor 
12:9) 
6- Ministérios Eclesiásticos e os Dons 
Precisamos primeiramente entender que a trindade age em conjunto 
na manifestação dos dons e ministérios (I Cor 12:4-6). Vejamos: 
 
• Espírito Santo: Dons -O Espírito Santo é responsável por 
liberar (entregar) os dons espirituais ao crente (I Cor 12:8-11). 
 
• Jesus Cristo: Ministérios - 5 ministérios; Jesus é o responsável 
por liberar (entregar) os ministérios (Ef 4:11). 
Etimologia da palavra “ministério”: 
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nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais. 
Ministro sig. servo, ministério sig. Serviço, ministrar sig. servir (Mc 
10:45; Lc 22:24; Lc 6:12-13). 
 Os cinco Ministérios Eclesiásticos são (cargos de 
liderança): 
 - Apóstolo: Missionário 
 -Profeta: Nabi no grego 
 -Doutores: Rabino ou Mestres 
 -Pastor: Que pastoreia 
 -Evangelista: Que evangeliza 
 
• Deus: Operações / Realizações - Deus é quem realiza os 
milagres/maravilhas, formas de operações (Rm 12:3-4) 
 
Existem dois tipos de dons de profecia: 
• Profecia como dom espiritual (ICor 12.10): serve para 
edificação da igreja e não como cargo diretivo. 
• Profecia como dom ministerial (Ef 4.11): se refere a uma 
função de ministro, uma autoridade de comando, de liderança, 
assim como o pastor, apesar das funções serem diferenciadas. 
 
 
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7 – Batismos no e com Espírito 
Há um só batismo (de arrependimento), há uma só fé que salva e um 
só Senhor (Jesus Cristo) (Ef 4:5). Portanto, existem outras formas de 
batismos que não se enquadram como batismos de arrependimento, 
vejamos: 
• O Batismo com o Espírito Santo: não é sinal de 
arrependimento, mas é um Revestimento = Vestir-se duas 
vezes, de novo. Analise: Lc 10:17 e 20; Mt 7:22-23 e veja que 
este poder não é credencial de salvação. Sendo assim, este 
revestimento, que consiste no poder e autoridade que o Senhor 
nos concede na luta contra o mal, não credencia à salvação, 
como já estudamos, mas nos é útil na batalha espiritual. O Sinal 
do Batismo com o Espírito Santo é o falar novas línguas. O 
Sinal de línguas não é o dom de línguas. Mt 3:11. Falar noutras 
línguas é um sinal do batismo e o dom é a variedade e/ou 
interpretação das mesmas. O batismo com Espírito é quando a 
fonte se transforma num rio: Jo 7:38. 
• O Batismo no Espírito Santo: acontece no ato da conversão, 
da entrega a Cristo, II Cor 1:22.É a entrada (moradia/habita) do 
Espírito Santo no Neófito (novo convertido), Rm 8:9 e 11; I Cor 
3:16. Neste caso não há um rio, mas uma fonte: Jo 4.14. 
A expressão “pentecostal”: 
Pentecostal/ Pentecostes (penta = cinco), quer dizer 50, ou seja, 
cinquenta dias depois da Páscoa, que era o tempo da colheita, 
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chamada Festa das colheitas. Esse é o dia de Pentecostes. Lev 
23:16, período quando desceu o Espírito Santo. Por causa disso, os 
que acreditam na manifestação dos dons espirituais são chamados 
de pentecostais. 
8 – Atuações do Espírito Santo I 
• No Crente: para a Salvação; nasce uma Fonte, uma nascente, 
com o propósito de salvar essencialmente esta única pessoa– 
Rm 8:9 e 11; I Cor 3:16; Jo 4:14 – 
• Sobre o Crente: para usar ministerialmente; surgem Rios de 
águas vivas e não mais somente uma fonte, para o propósito 
de salvar outros além desta pessoa - Is 61:1 e 2; Jo 7:38; Sl 
23:5; Lc 4:18. 
9 – Dispensações 
Sig.: fase, período, época, era, etc., que a humanidade viveu e vive. 
Elas são as dispensações do: 
• Do Pai: Corresponde ao Velho Testamento, de Gênesis a 
Malaquias. O Pai era conhecido pelos judeus com Iavé. Era Ele 
quem mais se relacionava com Israel. Esta dispensação se 
subdivide em cinco fases: Inocência (antes do pecado no 
Éden), consciência (após o pecado no Éden), governo humano 
(de Noé até a Torre de Babel), patriarcal (de Abraão até José) 
e lei (todo o restante do V. T.). Gn 12.1,2; Ex. 3.14 
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• Do Filho: Corresponde ao período narrado pelos quatro 
evangelhos, ou seja, de Mateus até João, onde é narrado 
desde o nascimento à ascensão de Jesus, o Filho de Deus. 
Nesta dispensação, foi Ele quem mais se relacionou com a 
humanidade – Is 53:11-12 / Jo17:15 / Mt 28:18 / Mc 16:19 / Fl 
2:7,10. 
• Espírito Santo – Corresponde ao período de Atos até nossos 
dias, onde quem está se relacionando diretamente com a 
humanidade é o Espírito Santo – At 2 / Gn 8:7-12 / Lc 24:49 / 
At 1:4 / Joel 2:28. 
10–Símbolos e nomes do Espírito Santo 
a) Símbolos: 
• Pomba: Representa simplicidade, pureza do Espírito Santo - Mt 
3:16. 
• Óleo/azeite:Sl 133:2 – O Espírito Santo unge, capacita, separa 
para a obra missionária. 
• Água: Sl 107:38,39 – O Espírito Santo lava. Também não tem 
forma, pois atua de várias maneiras, assim como a água. 
• Fogo: Purifica – Mt 3.11; At 2.3. 
• Vento: At 2:2 – Envia, sopra Jo 3.8. Não tem forma. 
Obs.: Não ter forma significa que não existe uma fôrma para o 
Espírito Santo, mas que Ele tem várias formas de operar. 
 
 
 
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b) Nomes: 
• Espírito Santo: At 13.52 
• Espírito da Graça: Zc 12.10 
• Deus: At 5:3,4 / Mt 12:31-32 
• Espírito de Cristo: Rm 8.9 
• Espírito da Verdade: Jo 14.17; 16.13 
• Consolador: Jo 14.26 
 
11 - Os sete Espíritos de Deus, uma expressão 
metafórica. 
Sete é um número simbólico, inclusive na Bíblia. Este número na 
Sagradas Escrituras representa a: Perfeição e a Plenitude. Há um 
mistério especial com esta numeração, veja: são 7 dias da semana, 
7 cores do arco íris, 7 mergulhos de Naamã, 7 dias da criação, etc.. 
Assim, Apocalipse 4:5 é explicado por Isaias 11:2, ou seja, a 
expressão “sete Espíritos de Deus” revela sete funções ou atuações 
e qualidades do Espírito Santo (as principais). Ap 1:14, Ap 1:20, Ap 
3:11, Ap 1:12, Ex 25:31. 
 
12- Atuações do Espírito Santo II 
• Na pessoa não cristã: João 16:8,11 – é convencer do pecado, 
da justiça e do juízo. Pecado, porque não crêem em mim (em 
cristo); a incredulidade é a doença da humanidade. 
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Justiça, porque eu (Jesus) vou para o Pai; se refere a Morte de 
Jesus. A morte de Cristo é o remédio para o pecado: Jo 8:32,36 
e Jo 15:26; 16:13,14. Juízo, porque o príncipe deste mundo já 
está julgado; haverá um julgamento final. 
• Na pessoa cristã: João 16:13,15 - Ele vai consolar e guiar em 
toda verdade – I João 2:27. Distribuir dons, separar para obra 
missionária, e assim por diante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Angelologia 
1 – Introdução 
Angelologia é o estudo acerca dos Anjos; Angellos (Gr) significa Anjo 
e Logia (Gr) significa estudo, tratado. Ainda, a palavra anjo sig. 
Mensageiro. No hebraico anjo se escreve: Mala’k . 
O nome desta disciplina não se escreve “angiologia”, pois, esta 
nomenclatura já é usada para um ramo da medicina que cuida dos 
vasos sanguíneos. Por isso esta matéria se chama: angelologia. 
O anjos são representados por Estrelas (Ap. 12:4,7, Jó 38:4,7 / Is 
14:12 – 14. 
Também são chamados de filhos de Deus – Jó 1:6, 2:1, 38:7; Gn 
6:2,4, 4:25-26; Judas 11 (ou 1:11- pois Judas só tem um capítulo), I 
Jo 3:12, Mt 22:30. 
2 – A Origem dos Anjos 
Os anjos foram criados pela palavra e sopro de Deus (Sl 33.6, 9) 
antes da existência dos humanos, até mesmo antes da criação ou 
recriação da terra. Jó 38:4-7; Cl 1.16; Sl 148:2-5. 
 
 
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Teoria da Lacuna: 
Entre Genesis 1:1 e Genesis 1:2 há uma lacuna ou espaço de tempo 
Is 45:18. É a chamada teoria da Lacuna. Isto significa que a Terra do 
Genesis 1.1 está de uma forma e a do Genesis 1.2 está de outra, 
num estado de caos. Isto aconteceu por que foi neste intervalo de 
tempo, que não se sabe quanto, que Satanás caiu do céu na Terra e 
a deformou. Os anjos foram criados antes do Genesis 1.2 e ao 
mesmo tempo, ou antes, do Genesis 1.1. 
3 – A natureza dos Anjos 
Os anjos são criaturas e não “Criador” porque eles foram criados, 
tiveram uma origem. Anjo também é espírito Hb 1:14 em sua 
composição substancial; é invisível e pode ser visto pelo ser humano 
se Deus o quiser, pois, pode assumir forma humana – Gn 19:1-3,4,5; 
Hb 13:2, Ef 6:12 – Contudo, o anjo é um ser incorpóreo / 
desencarnado = não tem corpo físico. Por isso que os demônios 
possuem corpos humanos, pois, eles não têm corpo físico. 
Os Anjos não são uma raça, mas, um exército, pois, não podem se 
reproduzir. Eles não são limitados as condições físicas e temporais e 
se locomovem a uma velocidade incalculável. São seres 
assexuados, não podem ter relações sexuais nem casar Mt 22.30. 
Os anjos têm personalidade uma vez que apresentam todas as 
faculdades da mesma: 
 
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• Vontade: Poder de decisão - I Pd 1:12, II Pd 2:11 
• Intelecto: Inteligência - Mt 24:36, II Sm 14:20 
• Emoções: Sentimentos – Ef 3:10, I Pd 1:12 
4 - Quantidade de Anjos 
Uma imensurável quantidade: Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22, Ap 5:11, Sl 
68:17; Lc 2:13; Mt 1:20 
5 – Homens e Anjos 
Os anjos são maiores e mais poderosos que nós, mas não são 
melhores. II Pd 2:11, Sl 103:20, Sl 8:5. 
6 – Anjos Bons e Anjos Maus 
• Anjos Bons: Anjos eleitos, Santos Anjos: I Tm 5:21, Mt 25:31, 
Mc 8:38 
• Anjos Maus: Anjos caídos: II Pd 2:4, Judas 6, Jó 4:18 
• Lúcifer: Príncipe dos demônios Mt 9.34 
 
Lúcifer: o nome Lúcifer não tem na Bíblia, porque vem do latim, 
extraído da passagem de Is 14:12. O nome Lúcifer tem a seguinte 
etimologia: lux = luz / fero = portador; portanto, significa: o portador 
da luz. Ap 12:9 / Lc 10:18 / Ez 28:16,17. Vejamos outros nomes que 
este ser terrível recebe: Luzbel; Diabo, do Gr. Diabollos e significa: 
acusador, caluniador, difamador; Satanás do Hb. Satan e significa: 
adversário, opositor, aquele que arma emboscada, ou cilada, 
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tentador. É representado por Hamã (Ester 3:10). Quem derrubou o 
dragão (Satanás) foi o Arcanjo Miguel (Ap 12:7-9). O nome Miguel 
(Gr) significa quem é semelhante ao Altíssimo? Sendo uma resposta 
ao propósito maligno de intentar ser semelhante ao Altíssimo. O 
motivo da queda foi a Egolatria – idolatrar a si mesmo, esse foi o 
pecado de Lúcifer; egolatria é a prática de se idolatrar. Satanás 
também tentou Eva a ser igual a Deus (Gn 3:5). 
Lúcifer e a música: 
Lúcifer era um querubim e responsável pela adoração no céu – Ez 
28:14-16 / Ez 28:12-13. 
Deus criou a música no mesmo dia em que criou Lúcifer. Veja o 
porquê: Na música há dois tipos de som, o som determinado: som 
que emitem notas (melodia) como: violão, teclado; e o Som 
indeterminado: Não emitem notas, apenas ritmos como os tambores. 
Em Ez 28:13está escrito que a obra (o som) do pífaro estava nele no 
dia em que foi criado, simbolizando o primeiro tipo de som. Pífaro é 
uma espécie de flauta pastoral, que emite este tipo de som; E 
também é citado no mesmo versículo o som dos tambores, afirmando 
que a obra do tambor estava nele nesta mesma ocasião, 
simbolizando o segundo tipo de som. Nisto se resume a música, que 
segundo a passagem, estas obras foram criadas no dia em que ele 
foi criado. 
 
 
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11- Batalha Espiritual 
a) Formas de atuação do mal: 
• Opressão Pressão de fora para dentro Ez 6:16, Lc 12:7, Mt 
26:37,38, II Rs 19:4 – o cristão pode sofrê-la. 
• Possessão Ele opera de dentro pra fora – Mt 15:22 – o 
cristão autêntico não pode sofrê-la. Acredita-se que a 
possessão Satânica se dá somente em causas globais de 
ataque a Israel e a igreja. Ex: Hamã, Anti-Cristo, Adolf Hitler, 
Nero, Judas, etc.. Jo 13:26,27; Lc 22:3. Assista o filme: O 
Menino de Pijama Listrado. A possessão demoníaca é mais 
comum. 
• Tentação O cristão pode sofrê-la Mt 4.1. 
As passagens a seguir não apresentam contradição 
concernente quem tentou Davi, se Deus ou Satanás: 
 II Sm 24:1; Tg 1:3 / II Cor 12:7; Mt 4:1; I Cron 21:1 
O que estas passagens revelam não é que Deus tentou Davi, 
mas que permitiu, autorizou Satanás a tentá-lo, assim como 
permitiu fazer a Jó. Então, ao dizer que Deus tentou a Davi é 
um hebraísmo e não uma contradição a Tg 1.3. 
• Obsessão 3:10, At 5, Jo 12:6 - o cristão autêntico não deve 
sofrê-la. 
 
b) Equívocos concernentes ao enfrentamento a 
Satanás: 
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Existem três: 
• Subestimar Satanás nós não podemos deixar de vigiar e 
orar: II Cor 2:10-11, 13,15; / I Ts 2:18 / Rm 1:13, 15:22 / At 16:7; 
II Pd 2:11 / Jd 9. 
 
• Supervalorizar Satanás ficar com medo. Satanás não pode 
atuar sem a permissão de Deus e temos autoridade para 
resisti-lo Tg 4:7;Lc 22:13; Jó 1:6-12; 2:1-7; Jo 19:11. 
• Pensar que estamos sós nesta batalha
A terça parte dos anjos caiu 
do céu, assim, para cada demônio (anjo caído) há dois Anjos 
bons, logo, há mais anjos bons que demônios. Portando, além 
do Senhor, há um exército ao nosso lado Hb 1.14; 2 Rs 6.16.17. 
 
 
Informações gerais: 
• Há demônios que estão trancados – Jd 6 e II Pd 2:4. 
• A igreja julgará os Anjos – I Cor 6:2-3. 
• Anjo não pode ser adorado – Ap 22:8,9; Cl 2:18. 
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12- O Anjo do Senhor 
O Anjo da face do Senhor só aparece no V.T.Jz 13:18; Gn 18;13,17; 
Gn 32:30; Is 9:6 
No N. T. aparece a expressão: Um anjo do Senhor (Um é indefinido) 
At 12:7,11,23. 
Este Anjo da face do Senhor é uma aparição da pessoa de Cristo no 
V. T., se trata, portanto, de uma cristofania: aparição de Cristo. 
13- Classificação dos Anjos 
São quatro classes, pois o último item não é considerado como uma 
classe de anjos: 
 
• Anjos sig.: mensageiros, Hb.14. 
• Querubins sig.: louvar, bendizer adorar; tem 4 asas (Sl18:10). 
• Serafins sig.: ardentes, incandescentes; tem 6 asas Is 6.2-6 
• Arcanjo: anjo chefe, anjo principal - Jd 9Jz 17:5 
• Terafins São “ídolos do lar” Jz 17:5;Jz18:17-18, não se tem 
base bíblica para considerar esta nomenclatura como mais 
uma classe de anjos. 
 
 
 
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8– Arcanjos 
A Bíblia só apresenta um Arcanjo, que é Miguel. Arcangelos (Gr), sig. 
Anjo principal, Grande Anjo, Anjo Chefe. Miguel é o Anjo da Guerra, 
comandante / General do Exército Celestial – Jd 9; I Ts 4:16; é 
chamado de Grande Príncipe e é o Guardião de Israel. 
Os Adventistas e os Testemunhas de Jeová afirmam que Miguel é o 
próprio Jesus Cristo – Dn 10:13. Porém, Hb 1. 7,8 separa O Filho de 
Deus dos anjos, incluindo, provavelmente, suas classes. A diferença 
entre eles é que as Testemunha de Jeová acreditam que o Arcanjo 
Miguel é Jesus e que Jesus não é Deus. Eles rebaixam Jesus como 
criatura. Já os Adventistas acreditam que o Arcanjo Miguel é Jesus, 
mas ao contrário das Testemunhas de Jeová, creem que Jesus é 
Deus. 
Certos Livros Apócrifos falam de sete arcanjos, e citam os nomes de 
arcanjos como: Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel. Dizem que tem sete 
arcanjos, mas citam apenas quatro. 
Gabriel Sig.: Homem de Deus / Guerreiro de Deus. Muitos o 
consideram no mesmo patamar de Miguel, tomando-o como Arcanjo, 
mas a Bíblia o chama apenas de anjo Lc 1.26. Gabriel (Hb) sig. 
Homem de Deus, Guerreiro do Senhor. Ele é o anjo Mensageiro, 
Ministro das comunicações do céu – Dn 8:15-19, 9:21-24; Lc 1:19; 
Lc 1:26,27; Hb 1:4-8. 
 
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9 – Ministério dos Anjos 
A missão dos anjos é: 
• Servir a igreja: Hb 1:14; At 5:19 
• Servir e adorar a Deus: Is 6:2-3; Sl 18:10. 
É possível que exista anjo da guarda, que cuida particularmente de 
cada salvo. Veja: Mt 18:10 – At 12:12-15. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Antropologia Bíblica 
1 – Introdução 
É matéria que estuda a respeito do homem numa perspectiva bíblica. 
“Antropos” significa: homem e “logia” significa: estudo. A palavra 
“homem” vem do latim “húmus” que significa barro, terra, pois o 
homem foi criado do pó da Terra (Gn 2.7). No hebraico a 
terminologia “homem” sig.: aquele que olha pra cima. 
De forma geral, a antropologia se configura como: a ciência que se 
dedica ao estudo sistemático do ser humano. Esse termo é de origem 
grega formado por: anthopos (homem, ser humano) e logos 
(conhecimento, estudo). 
2 – Naturezas do homem 
O homem é o único ser que tem duas naturezas distintas: espiritual 
e material. 
Existem dois verbos no hebraico, relacionados ao ato de criação de 
Deus, inclusive relacionados à criação do homem, sendo que cada 
um deles trata de uma das partes desta natureza. Vejamos: 
• Bara criar a partir do nada. Refere-se ao “façamos” de Gn 
1:26, onde Deus criou o espírito e alma, que são os elementos: 
invisíveis / transcendentais / imateriais. 
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• Haza Criar algo a partir de algo já existente, foi quando 
Deus criou o corpo a partir dos elementos químicos já 
presentes na terra. 
Portanto, o ser humano é o único ser do Universo, ou seja, na terra 
ou céu (terceiro céu) quem tem duas partes: uma física e a outra 
espiritual. 
O espírito humano é outorgado, ou seja, veio de Deus, mas não é 
mais Deus, agora somos nós, se tornou humano. Ele, o Senhor, nos 
deu. Já o Espírito Santo que foi derramado no seio da igreja segundo 
Atos 2, veio de Deus, mas não deixou de ser Deus e não se 
transformou no espírito do homem, apesar de habitar no homem 
convertido. Veja o gráfico abaixo: 
 
A matéria prima do homem no âmbito espiritual é o próprio Deus (Sl 
82:6; Jo 10:34; Gn 2:7), é neste sentido que a Bíblia nos chama de 
deuses, temos a essência dele. Quando Deuscriou o homem, falou 
com as pessoas componentes da Trindade. Já a matéria prima que 
Deus criou árvores, répteis foi a terra, Deus falou com ela, segundo 
o relato de Genesis. Ainda, a matéria prima que Deus criou os peixes 
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foi a água, Deus falou com ela também ao criá-los. Portanto, Deus 
criou 4 reinos, três no campo material e um no campo espiritual, veja: 
• Reino espiritual. Ex: anjos 
• Reino animal. Ex: galinha 
• Reino vegetal. Ex: árvores, plantas 
• Reino mineral. Ex: diamante, mineral, água. 
O ser humano antes da queda no Éden apresentava algumas 
características em sua natureza que chamam a atenção, 
concernente a: alimentação, inteligência, governo, trabalho, 
comunhão e espiritualidade. Vejamos: 
• Alimentação: era vegetariano Gn 1:29,30 / 2:16,17. 
• Inteligência: QI (Quoeficiente Intelectual) de Adão era 
avançadíssimo, por exemplo: ele que nomeou os animais Gn 
2.19. 
• Governo: Governaria toda a Terra e todos os demais seres 
vivos Gn 1.26,28. 
• Trabalho: não viveria do suor do seu rosto, porém, iria cuidar 
e lavrar o jardim do Éden Gn 2.15; 3:19. 
• Comunhão: viveria em estreita comunhão (Gr: koinonia) com 
o seio familiar, em especial com o seu cônjuge Gn 2.23,24 
(observe que quem profere as palavras aqui nesta passagem, 
não é Deus, mas o próprio Adão). 
• Espiritualidade: todo final de tarde Deus e Adão passeavam e 
conversavam no Jardim Gn 3.8. 
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Bíblia versus Ciência: 
Existem duas teorias principais sobre o surgimento do homem que 
ainda conflitam muito entre si. Vejamos: 
 
• Evolucionismo 
 
O ser humano evoluiu de um ancestral do macaco, 
configurando-se depois no homem das cavernas até chegar no 
homem sapiens sapiens. 
Autor desta teoria: 
Charles Darwin 
Autor do livro: A origem das Espécies. 
Esta teoria tem forte ligação com a teoria do Big Bang. 
 
 
• Criacionismo 
Afirma que Deus criou o ser humano. Base: Bíblia Sagrada 
 
 
Existem estudos recentes que já tentam conciliar estas duas teorias, 
defendendo que o Senhor induziu o processo evolutivo (daí o motivo 
de o homem ser o último elemento a ser criado) e que em um dado 
momento “sopra em suas narinas”, ou seja, outorga ao ser humano 
o espírito divino, donde surge aos homens a consciência de si 
mesmos e dos outros. Para esta vertente o estudo das eras 
 VS 
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geológicas é indispensável, pois foi no decorrer das mesmas que 
este processo se deu. 
 
O homem à Imagem e semelhança de Deus: 
O homem não é semelhante a Deus exclusivamente na forma 
corporal, haja vista que não se sabe qual a forma de Deus. Veja em 
quais aspectos o homem foi feito à imagem e semelhança do seu 
criador: 
 
• O homem é eterno, Deus também; 
• O homem tem raciocínio, consciência e moral, Deus também; 
• Capacidade de se relacionar (comungar), Deus também; 
• Tricotomia (o homem é composto de três partes; Trindade 
(Deus é composto em três pessoas) 
 
Os três estados espirituais do homem: 
 
• Homem natural: o homem que nunca teve encontro com 
Cristo. 
• Homem espiritual: que nasceu de novo, teve um encontro 
com Cristo e nEle permanece. 
• Homem carnal: aquele que conheceu Cristo, mas continua 
com as práticas mundanas. 
 
 
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3- Dicotomia e Tricotomia humana 
Existem duas teorias com respeito à composição do ser humano, a 
teoria DICOTÔMICA e a TRICOTÔMICA. Vamos estudá-las: 
 
• Dicotomia: nesta teoria, o homem tem apenas duas partes, 
sendo que espírito e alma é a mesma coisa nesta teoria. 
 Dicotômico (di = dois / tomos = partes (Gr) 
 
 
 
 
• Tricotomia: nesta teoria o homem apresenta três elementos: 
espírito, alma e corpo. 
 Tricotômico (tri = três / tomos = partes (Gr) 
 
 
 
 
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Há momentos que a Bíblia chama espírito de alma, assim também 
como chama pessoas de “mundo” (Jo 3.16). Isto é uma característica 
da língua hebraica chamada de Hebraísmo, ou seja, às vezes toma 
o todo pela parte e vice-versa ou por outra parte similar. 
Focaremos na teoria da tricotomia humana por acreditarmos ser a 
teoria mais condizente com o texto bíblico. Assim, vejamos as 
faculdades ou atributos de cada parte da tricotomia humana: 
• Corpo: os cinco sentidos; 
- audição 
- visão 
- paladar 
- tato 
- olfato 
 
• Alma: elementos da personalidade; 
-Vontade: poder de decidir; querer 
-Intelecto: aprendizagem, raciocínio 
-Sentimentos: (emoções) 
 
• Espírito: parte outorgada por Deus; 
-Consciência 
-Fé. 
-Para alguns teólogos a intuição humana também é uma 
faculdade do espírito humano. 
 
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Portanto, somos um espírito que temos uma alma e que habitamos 
em um corpo, segundo a ordem proposta por Paulo em 1Ts 5.23. 
Desta maneira, a complexidade concernente a composição dos seres 
vivos fica organizada do mais complexo ao mais simples assim: 
• Ser humano: ser vivo com corpo + alma + espírito = 3 
elementos. 
• Animal: ser vivo com corpo + alma = 2 elementos. 
• Vegetal: ser vivo apenas com corpo = 1 elemento. 
• Mineral: não é um ser vivo. 
4 – Vida após a morte 
Ser humano é corpo + alma + espírito e quando o corpo morre, o 
espírito e alma continuam vivos num lugar intermediário, uma vez 
que o espírito é eterno e a alma do ser humano é ligada ao espírito. 
Por estado intermediário compreende-se um lugar temporário onde 
as almas dos mortos ficarão até o juízo final. 
• A alma dos justos: vai para o seio de Abraão – Lugar 
Intermediário – Lc 16:19-31 
 
• A alma dos ímpios: vai para o sheol e / ou hades – Lugar 
Intermediário – Ap 20:14 / Sl 9:17 
 
• Corpo: volta ao pó da terra, de onde veio (Gn 3:19), 
posteriormente, Deus o ressuscitará para a vida eterna ou 
tormento eterno. A Bíblia também deixa claro que os que 
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morreram em Cristo ressuscitarão. Espírito não morre, logo, 
não ressuscita. Assim, é evidente que se refere à ressurreição 
de corpos. Nesta ressurreição os corpos dos salvos serão 
glorificados. Veja o que é um corpo glorificado: 
 
 Corpo Glorificado 
 
 
 
 
 
 
Os corpos físicos dos ímpios também ressuscitarão para o juízo final 
(Ap 20.13). 
Doutrina do Sono da Alma 
Veja as duas concepções sobreo estado consciente da alma após a 
morte no lugar e/ou período intermediário: 
• Após a morte, a alma fica inconsciente; dormindo – Ecl 9:5 
• Após a morte, a alma permanece consciente – Ap 6:9-11 
 
É provável que Ecl 9:5 fala sobre o corpo (inconsciente) e Ap 6:9-11 
refere-se a alma. Apocalipse 6:9-11, portanto, explica Eclesiastes 
9:5; um texto completa o outro. Assim, prevalece o segundo ponto de 
vista. 
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Após o julgamento final, que sucederá a fase do estado intermediário, 
o espírito, corpo e alma irão para o céu ou lago de fogo e enxofre e 
não somente a alma Ap 20.15. Há um ponto de vista, concernente ao 
tormento eterno, que somente o corpo e alma irão para lá, sendo que 
o espírito voltará para Deus que o deu. Este último ponto de vista 
baseia-se em Ecl 12.7 e no argumento de que a Bíblia cita com 
frequência a alma neste lugar de tormento e não o espírito (Mt 
10.28).Vejamos os pontos de vista sobre o assunto nas linhas que se 
seguem com respeito ao estado futuro do homem (Ecl 3.21): 
• Teoria 1: Que o espírito de todo o homem torna a entrar em 
Deus, inclusive do ímpio. Já a alma e corpo morarão no céu, 
no caso do salvo ou sofrerão no lago de fogo e enxofre, no caso 
do ímpio. (Ecl 12:7). 
• Teoria 2: Que o espírito dos salvos morará com Deus, junto 
com a alma e corpo. Os espíritos dos ímpios irão para a 
condenação eterna junto com a alma e corpo. 
• Teoria 3:Que o espírito dos salvos morará com Deus, junto 
com a alma e corpo. O ímpio na sua triunidade será lançado do 
lago de fogo e enxofre e será consumido, ou seja, deixará de 
existir, pois não sofrerá eternamente, uma vez que deixar 
alguém para sempre em tormento não faz parte do caráter de 
Deus. 
• Teoria 4:Que o espírito dos salvos morará com Deus, junto 
com a alma e corpo. Já o espírito do ímpio voltará a Deus, 
porém o seu corpo e alma sofrerão eternamente. 
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• Teoria 5:Que o espírito dos salvos morará com Deus, junto 
com a alma e corpo. Já o espírito do ímpio voltará a Deus, 
porém o seu corpo e alma serão aniquilados e deixarão de 
existir. 
A alma do animal é ligada ao corpo e quando o animal morre, a alma 
deixa de existir. Outro dado importante é que o inferno na verdade é 
o lugar intermediário e este mesmo inferno será lançado no lago de 
fogo e enxofre (Ap 20.15). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Hamartiologia 
1 – Introdução 
Hamartia (Gr)significa: Pecado; e logia (Gr) significa: estudo, tratado. 
Portanto, hamartiologia é a matéria que trata acerca do pecado. 
Pecado significa literalmente errar o alvo. 
 
2 – A Origem do Pecado 
Se deu em Lúcifer (Is 14:12 -14 / Ez 28:15), ou seja, a maldade surgiu 
primeiramente no coração dele. Antes disso, o texto diz que ele era 
perfeito. Ele gerou em seu coração os seguintes sentimentos que se 
transformaram em atitudes: 
 
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Assim, o primeiro pecado que surgiu foi a idolatria. A idolatria pode 
se manifestar de várias formas: quando se idolatra alguém, a si 
mesmo, a bens materiais, etc.; é pecado ter ídolo, seja qual for ou o 
que for. Só devemos adorar a Deus. 
Idolatria = Ídolo 
3 - Tipos de pecado: 
• Pecados contra o corpo: 
- Masoquismo: automutilação - I Cor 3:17 
- Genocídio: matança em massa 
- Infanticídio: matar criança 
- Homicídio: matar outra pessoa 
- Suicídio: se matar 
- Prostituição e adultério: 1 Cor 6.18 
• Pecados contra o Espírito Santo: 
-Mt.12:31,32 – É quando resistimos além do limite ao Espírito 
Santo (Hb 6.4-6; 10.29; I Ts 5.19; At 7:51). 
• Pecado coletivo(igreja): 
1Co.12:26 – Situações que afetam toda a coletividade, como o 
pecado de Acã (Js 7) 
• Pecado contra Deus: 
Ex.20:2-5. Idolatria; tomar a glória de Deus At.12:23. 
A Bíblia cita diretamente apenas duas coisas desagradam a 
Deus: 
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� Rm. 8:8 – Andar na carne – Hb. 12:14 – pois fere sua 
santidade 
� Hb. 11:6 – Incredulidade – Rm. 14:23; Sl. 14:1; 53:1 – pois 
dúvida da potência de Deus ou o têm por mentiroso. A 
idolatria nasce da incredulidade, pois, uma vez que a 
pessoa não consegue crer no invisível, precisa de algo 
material, visível (Jo 20.29). Fé é crer no invisível (Hb 
11.1). 
Todos os pecados nascem destas duas vertentes. 
• Pecado contra o próximo: 
Ex.20:16,17 
• Pecados por cumplicidade ou consentimento: 
Rm 1.25-32 / At 5:29; Lv 5:1 – não praticar, mas aceitar ou 
consentir também é pecado na Bíblia. 
• Apostasia 
Significa “abandonar ou negar” a fé: I Ts 2.3; Jr 8:5; I Tm 
4:1. Antigamente o diabo tentava tirar a pessoa da igreja e levar 
para o mundo; hoje ele mudou de estratégia: ele tenta introduzir 
o mundo dentro da própria igreja. Sendo assim, a pessoa pode 
apostatar e continuar frequentando a igreja com o título de 
evangélico (a). Buscar a Cristo apenas por causa de bênçãos 
e promessas é uma forma de apostasia. Evangelho também é 
sacrifício e santidade. 
• Pecado por Comissão e Omissão 
Comissão: significa “cometer”: Jo 9.41; 8:34 – Ex.: mentira, 
roubo, agressão. 
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Omissão: significa “omitir”: Tg. 4:17; Lc. 12:47e48; Jo. 9:41. 
Quando deixamos de fazer o que certo, ou seja, quando somos 
omissos em algo. O pecado que levou Davi a cobiça, 
assassinato e adultério foi o pecado por omissão 2Samuel 11:1. 
Ele tinha que sair para guerra e não foi. 
• Sodomia: É a prática homossexual (sexo anal) 
• Hedonismo: É uma teoria que ensina a buscar aquilo que dá 
prazer, o importante é ser feliz, não importa a forma. É o que 
ensina a música de Jonh Lenon: Only People. 
• Leia também Apocalipse 21:8; Gl 5.19-21; I Cor 6.10. 
• Anarquia/rebeldia: Belial – Sem lei, desordenado, anárquico 
(Jz 19:22; II Cor 6:15) 
 
4 – Federalismo 
Pecado federal – O pecado de Adão (Rm.5:12), chamado também 
de: pecado original 1Jo.3:8; Jo. 8:44. Federal por que atingiu toda a 
raça humana e original, pois foi o primeiro da raça humana. Por isso 
o homem precisa da religião (Tg1.26,27). Religião – Lat. Significa: 
Religare, religar o homem a Deus, porque homem foi desligado de 
Deus por causa do pecado (a partir do pecado de Adão). 
Veja como o diabo distorceu as palavras de Deus para 
convencer Eva. 
• Gn 2:16 – Deus: Comereis de toda árvore do jardim. 
• Gn 3:1 – Diabo: não comereis toda árvore do jardim. 
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Todos os direitos autorais desta obra estão assegurados. Não faça reprodução da mesma sem 
nossa autorizaçãopor escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais. 
• Gn 2:17 – Deus: certamente morrereis. 
• Gn 3:4 – Diabo: certamente não morrereis. 
 
5- Pecado hereditário (herdado) 
O ser humano nasce com a natureza (caída) pecaminosa, com 
tendência ao pecado Sl. 51:5; Ez.18:20; Ex. 20:5; Rm 7:14-25). 
6- Jesus nunca pecou 
Hb. 4:15; Hb.2:18. 
“Em tudo foi tentado, mas sem pecado” 
Faça uma pesquisa sobre: 
• Deus criou o mal Is.45:7; 
• Concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida. 
 
7-Os três tipos de morte 
O salário do pecado é a morte, ou seja, a consequência (Rm 6.23). 
A morte entrou no mundo por causa do pecado de Adão (Rm 5.12). 
A palavra morte significa literalmente: separação, do grego thanatos. 
Perceba que de fato, todo pecado é uma forma de separar e de 
matar: vícios matam, inveja mata, ódio mata. Até mesmo as demais 
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nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais. 
consequências do pecado, como terremoto, doenças e outros, 
também matam e tem matado muitos e separado de Deus, e 
separado famílias. 
A morte a que se refere a Bíblia, não é somente a morte física, mas, 
além desta, se refere também à morte espiritual e eterna. Vejamos: 
• Morte física: quando o corpo se separa do espírito. Quando a 
pessoa se separa dos seus parentes e amigos (Rm 7:2) 
• Morte Espiritual: quando a pessoa em vida física, se separa 
do Espírito de Deus, ou seja, não segue os caminhos de Deus. 
Está morte espiritualmente, apesar de vivo na carne (Ef 2:1,5). 
• Morte Eterna: quando a pessoa é lançada no algo de fogo e 
enxofre, também chamada de segunda morte (Ap 2:11; 
20:6,14). 
 
 
 
 
 
 
 
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Soteriologia 
1- Introdução 
É a doutrina da salvação ou estudo acerca da salvação. Trata 
principalmente da solução, do remédio para o pecado, que é Cristo. 
Jesus não é mais um meio (caminho), ou mais uma opção de se 
chegar a Deus; Ele é o único meio, a única opção: Jo 14:6, At 4.10-
12, I Tm 2.5. Salvação no grego é “soteria’’ ou ‘’soter”, que significa: 
livramento, salvação, redenção, etc. 
 
2- Salvação da Criança 
A criança nasce com uma natureza pecaminosa, caída. 
• Deus não imputa, não culpa a criança, pois, ela não tem 
consciência e moral formados. Assim, Deus não culpa a criança 
do pecado. Sl 8.2; Mt 18.2,3. Portanto, até 6,7 anos, toda 
criança está salva independente de qualquer coisa. 
 
 
 
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3- Dinâmica e Mecânica da Salvação 
Mecânica (Passos Externos) da Salvação 
• Crer, fé: Mc 16:16 
• Confessar Publicamente, aceitar Jesus: Rm 10:9-11; 
M10.32-33; II Tm 2.12; 
• Batismo: At 8:37-38; At 2. 38; I Pd 3.21 
• Obediência: Tg 2.19-26 
Dinâmica da Salvação 
• Perdão: I Jo 1.7-9 
• Justificação – Substituição: Rm 8.30 
• Conversão, Regeneração - Novo Nascimento: Jo 3.3,5 – O 
nome Nicodemos significa: vitória do povo; Nick: Vitória e 
Demo: povo 
• Adoção: Rm 8.15 
• Glorificação: I Cor 15. 42-43; Rm 8.30 
 
 
4- Os Três Elementos Da Salvação 
• A marca do sangue: I Jo 1.7 (Perdão) 
• A marca do Espírito: II Cor 1.22 (força, revestimento, 
transformação) 
• A marca da água: Mc 16.16 (Compromisso) 
 
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5- A Salvação pela Graça 
Nós não estamos mais na dispensação da lei. 
O N.T. é a dispensação da graça. Jo 1.17; Rm 5. 12-21. A lei foi dada 
por Moisés (O nome Moisés significa: tirado das águas Ex 2.10), a 
graça por Jesus Cristo. Ambos tiveram que jejuar 40 dias e noites, 
pois receberam essa grande missão, o primeiro, de estabelecer a 
antiga aliança e o segundo, a nova aliança Lc 2.20. 
A palavra graça significa: favor imerecido (não merecido), pois é um 
favor que alcançamos sem merecer. Na dispensação da lei, para ser 
salvo, não podia errar em nenhum ponto, senão já estaria 
condenado. Tg 2.10; Rm 3.10-13. Na dispensação da graça somos 
salvos pela fé em Jesus Cristo, pois Ele quitou nossa culpa para com 
Deus Cl 2.14; Gl 3.16. 
 
6- Jesus e a páscoa 
A páscoa surgiu no Egito (Ex 12), na décima praga sobre o mesmo, 
que consistia na morte dos primogênitos. Ex 12.2 Nisã ou Abibe é o 
primeiro mês Judaico (meados março e abril), estabelecido no dia 
que os judeus saíram do Egito. Era o mês que se celebrava a páscoa. 
Pessach (Hb) – Significa: pular a marca, passar por cima, ir além. 
(Páscoa). 
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O cordeiro morto na páscoa salvou os judeus da morte dos seus 
primogênitos (primos: primeiro; gênitos: espécie – primeiro da 
espécie). Jesus, ao morrer na páscoa, como nosso cordeiro (Jo 
1.29), nos livrou também das garras da morte (Rm6.23). Por isso 
Paulo declara que Jesus é a nossa páscoa I Cor 5.7. Bergtén em seu 
livro Teologia Sistemática escreve: 
 
Jesus abriu, pela sua morte na cruz, o caminho para a solução do problema dos 
homens em relação ao seu pecado, à sua culpa diante da lei de Deus, e à 
sentença divina que pairava sobre eles. (pag 68). 
 
7- Jesus, o Goel 
Goel, termo hebraico que significa Remidor ou Redentor. É aquele 
que tem a incumbência de preservar o nome do parente, de resgatar 
alguma herdade, escravo ou esposa e assim por diante. O remidor 
tinha quer ser o parente mais chegado. Rt 2.20; 3.12; 4.1-3, 4.6-8; Jr 
32: 7.9; Cristo encarnou para ser nosso parente mais chegado, nosso 
irmão, podendo então, legalmente nos comprar com seu próprio 
sangue Mt 12.46-50; Hb 2.11; Hb 2.17. 
 
8- Salvos pelas obras ou pela fé? 
A fé salvífica, gera as obras e não ao inverso. Isto significa que 
somos salvos pela fé e não pelas obras. Porém a fé genuína em 
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Todos os direitos autorais desta obra estão assegurados. Não faça reprodução da mesma sem 
nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais. 
Jesus Cristo produz o fruto do Espírito que nos conduz às boas obras. 
Desta maneira, o livro de Romanos não contradiz o livro de Tiago, 
mas apenas se completam. Somos salvos pela fé, pois o mérito da 
nossa salvação não está em nossa justiça, mas na justiça do Cristo, 
que nos foi creditada. O conceito de Justiça na epístola de romanos, 
do apóstolo Paulo, é interessante. Segundo o apóstolo Paulo, Jesus 
é a justiça de Deus, pois em Cristo se cumpre toda a justiça e 
profecia. 
Ainda, a justiça de Deus, segundo o apóstolo Paulo é a fé, e não as 
obras. Assim, em romanos, Paulo deixa claro que convém crer em 
Cristo, mesmo com falhas e defeitos, e não se apoiar na própria 
justiça, pois ele, Paulo escreveu, quem for se gloriar, glorie-se no 
Senhor. 
 
 
 
 
 
 
 
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Eclesiologia 
1- Introdução 
É a disciplina teológica que estuda a instituição “igreja” como um 
todo. Eclesia, no grego, significa: chamados para fora. Também 
aceita-se a seguinte significação: assembleia de povos. O termo 
“Eclesia” deu origem à palavra: igreja. As expressões: eclesiástico ou 
eclesial também são derivados de “Eclésia”. A grande comissão, ou 
seja, a vocação da igreja está descrita em Mateus 28:19,20. Jesus 
foi quem fundou a igreja. 
 
2- Organismo e Organização 
A Instituição igreja pode ser classificada em duas categorias: igreja 
como organismo e como organização. 
• Igreja como organismo: Refere-se ao lado místico da igreja, 
ou seja, o âmbito transcendental, espiritual, universal, como 
noiva de Cristo, imaculada. Aqui a igreja é o corpo de Cristo, 
igreja católica (que sig.: católica, não a apostólica romana), ou 
seja, todos os salvos de todo o mundo, não importando a 
denominação. 
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• Igreja como organização: Refere-se ao lado material, humano 
da igreja, ou seja, o seu estatuto jurídico, templo, CNPJ, 
patrimônios materiais, usos e costumes, etc.. Refere-se, 
portanto, à igreja local ou a determinada denominação. 
 
3- Modelos de Organização da Igreja 
A igreja pode ser organizada em três modelos: 
• Episcopal: cuja liderança é centrada no bispo, sendo que todas 
as filiais devem obedecer às ordens da central ditadas pelo 
bispo. Uma característica desta administração é enorme 
similaridade entre as filias e a central em todos os sentidos: 
estrutura, liturgia, campanhas, etc.. O pastor de uma filial pode 
ser transferido para outra de acordo com as ordens da central. 
Em contrapartida, construção, reforma etc. dos templos fica sob 
a égide da central, inclusive o salário do pastor. 
• Presbiteriana: Cada filial está sob a administração do 
presbítero local, o qual tem o poder de decisões, juntamente 
com a sua comissão. Apresentam subordinação à convenção e 
conselho, mas as decisões locais são mais autônomas que no 
regime episcopal, por exemplo, nos âmbitos patrimoniais, 
estruturais, litúrgicos, etc.. O pastor é fixo em sua comunidade, 
não muda como acontece no regime episcopal. 
• Congregacional: Neste caso prevalece o regime democrático. 
As decisões partem da congregação mediante o voto. Inclusive 
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a permanência ou não do pastor depende do volto dos membros 
e diáconos, como dos demais componentes da igreja. 
Os três regimes são interessantes, tendo os pontos positivos e 
negativos. A depender da visão ministerial, se escolherá o qual 
deles será o mais pertinente. 
4- Ministérios Eclesiásticos 
Para o desenvolvimento da atividade missionária no mundo, o 
Senhor Jesus Cristo deixou cinco dons ministeriais para a Igreja. 
Esses dons ministeriais são dons relacionados à liderança. A Bíblia 
no livro de Efésios capítulo 4, versículo 11, irá mencionar quais são 
esses dons ministeriais. 
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros 
para evangelistas, e outros para pastores e doutores [...] (Efésios 
4:11). 
Segundo o texto acima supracitado, são cinco os ministérios 
eclesiásticos, cada um com uma função específica no Reino de 
Deus. Convém ressaltar que, além desses dons espirituais existem 
nove dons espirituais que também são ferramentas para o trabalho 
missionário. Esses nove dons espirituais diferem dos cinco dons 
ministeriais no quesito liderança, ou seja, somente os cinco dons 
ministeriais são de liderança, sendo que os outros nove são de auxílio 
e edificação do corpo de Cristo. A passagem bíblica que relata os 
nove dons espirituais encontra-se em 1 Coríntios capítulo 12 
versículos 8 ao 11. 
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Voltando a tratar sobre os cinco dons ministeriais, é necessário agora 
delimitarmos a função de cada um deles especificamente: 
 
• Apóstolos: A palavra apóstolo significa literalmente 
missionário ou enviado. A função do apóstolo, portanto, é ser 
enviado a lugares onde ainda não se foi pregado o evangelho 
ou que não tenha ainda nenhum trabalho cristão estabelecido. 
• Pastores: A função dos pastores é sucessora à dos apóstolos, 
ou seja, após os apóstolos estabelecerem um trabalho esses 
mesmos apóstolos serão enviados para outro lugar, momento 
em que entram em cena os pastores, que ficarão tomando 
conta das ovelhas que ali foram ganhas, pastoreando-as. Desta 
maneira, o ministério apostólico é itinerante, o do pastor não 
(Hb 13.17). 
• Profetas: O ministério profético também pode ser itinerante 
(itinerante significa que o ministro não fica preso em um lugar, 
mas sempre está viajando de um lugar para o outro). O 
ministério dos profetas visa combater o pecado. Enquanto o 
pastor aconselha, intercede, etc, o profeta exorta, combate o 
erro, aponta o pecado. Assim esse ministério preza pela 
santidade da Igreja (I Cor 14: 1,2). 
• Mestres/Doutores: A função dos mestres é semelhante a dos 
profetas, contudo a diferença consiste no seguinte: Enquanto o 
profeta combate o pecado, os mestres combatem as heresias. 
Desta maneira o mestre deve ter uma elevadíssima 
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familiaridade com a Bíblia Sagrada e com o conhecimento 
teológico. 
• Evangelistas: A função do evangelista é parecida com a do 
apóstolo, porém, se olharmos bem, veremos que não é a 
mesma coisa. Enquanto o apóstolo trabalha de modo mais 
individualizado e com abertura de trabalhos, o evangelista 
trabalha com evangelismo em massa, evangelismo coletivo e 
assim por diante, como por exemplo as cruzadas 
evangelísticas. 
Assim, toda igreja local especialmente a igreja universal (os salvos 
do mundo inteiro, independente de denominação) devem ter 
presentes em seu bojo a manifestação constante desses cinco 
ministérios eclesiásticos. A falta de um deles gera mazelas terríveis 
no seio da Igreja. Exemplo: 
• A falta de doutores abre espaço para heresias; 
• A falta de profetas abre espaço para o mundanismo; 
• A falta de pastores dispersa o rebanho; 
• A falta de evangelistas impede a evangelização mundial; 
• A falta de apóstolos impede o surgimento de novos trabalhos 
cristãos. 
A Bíblia ainda cita os Diáconos, que são os responsáveis pelo 
trabalho social, filantrópico e para cuidar da administração das 
finanças (At 6 e I Tm 3) e os bispos ou presbíteros são aqueles que 
supervisionam os pastores. 
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5- Doutrinas do Batismo e Santa Ceia 
As duas únicas cerimônias ou rituais ordenados no N. T é o batismo 
e a Santa Ceia. 
Só deve cear que é batizado, pois, o batismo é um substituto do tido 
da circuncisão enquanto que a santa Ceia um substituto da cerimônia 
da páscoa. Só podia participar da páscoa quem era circuncidado (Ex 
12:48). Era uma forma de preservaro sagrado e reverenciá-lo. Este 
mesmo princípio se segue no N. T. concernente ao batismo e a Ceia. 
• Batismo: do grego baptizo, significa etimologicamente 
“mergulhar”, “imergir”. Logo, o batismo por “aspersão” 
praticado pelo catolicismo romano está errado. O batismo por 
aspersão surgiu quando os doentes que não podiam se 
levantar desejavam ser batizados. Os textos bíblicos a seguir 
evidenciam que o batismo bíblico era feito por imersão: Mt 3.16; 
Jo 3.23; At 8:38,39. Paulo compara o batismo a um 
sepultamento (Colossenses 2:12, Romanos 6:3-6) e para 
sepultar é necessário descer todo o corpo (I Pd 3.21; Mc 16.16). 
A finalidade do batismo é representar que fomos sepultados 
juntamente com Cristo em sua morte (morremos para o mundo) 
e revivemos para Deus (nova criatura; nascemos de novo). O 
batismo também tem um significado escatológico: assim como 
Cristo morreu terreno e ressurgiu glorificado, assim também 
acontecerá com os que morreram em Cristo (1 Ts 4.16). 
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A Bíblia também deixa claro que só há um batismo nas águas, 
logo, não se pode batizar duas vezes ou mais (Ef 4.5). 
Quanto a fórmula batismal, o correto é batizar em nome do Pai, 
e do Filho e do Espírito Santo, conforme Mat 28.19. At 19.5 não 
se refere à fórmula batismal, mas a seguinte questão: tudo o 
que se faz na vida do cristão, deve ser feito dentro duma 
perspectiva cristocêntrica, ou seja, em nome de Jesus. Na 
verdade, não se refere a uma fórmula, mas a um princípio. 
Assim, quando oramos, quando cantamos, comemos, tudo é 
em nome de Jesus. Podemos dizer “em nome de Jesus” ou 
deixar implícito. 
 
• Santa Ceia: O vinho representa o sangue de Cristo e o pão, o 
corpo I Cor 11:23-32). Quem não participa da ceia não tem 
parte com Cristo (Jo 6.53). A exceção é para aqueles que não 
podem se batizar, como crianças, ou aqueles que estão na fila 
do batismo aguardando sua vez. Na igreja católica acredita-se 
na transubstanciação, que consiste no entendimento de que no 
ato da consagração o pão e o vinho se transformam 
literalmente no corpo e sangue de Cristo. Na doutrina luterana 
acredita-se na consubstanciação, que consiste no 
entendimento de que quando a pessoa recebe os elementos, o 
sangue e corpo de Cristo literalmente se unem às substâncias 
do pão e vinho. Assim estes últimos permanecem inalterados, 
porém fundidos, misturados com o corpo e sangue de Cristo. 
 
 
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5- Usos e Costumes 
• Doutrina: é universal e atemporal, para qualquer cultura, 
época, povo, etc.. É imutável, não muda independente de 
denominação. Ex.: É pecado adulterar; batismo, Santa Ceia, 
congregar, etc.; 
• Usos e Costumes: não é universal, é temporal e local, é 
adaptável à cultura, época, povo. Não é imutável e varia de 
acordo com cada denominação. Ex.: Mulher usar lenço no 
culto, mulher estar calada na igreja, não usar calças, etc. 
Ministério Feminino na Igreja 
As passagens de I Cor 14.34,35 e I Tm 2.11-15 tem causado bastante 
polêmica. Contudo essas passagens não se configuram como 
doutrina, mas costumes da época e da localidade. Para ser doutrina 
é necessário encontrarmos três passagens diretas no N. T. Além 
disso, a cultura judaica era extremamente machista e isto influenciou 
alguns costumes das igrejas da época. Não obstante, os versículos 
acima mencionados, na verdade estão se referindo à mulher ter 
cargo de direção ou autoridade sobre o marido ou o homem (mesmo 
quanto a isso, há exceções, como no caso de Débora, mas mesmo 
assim ela subordinou-se a Baraque de certa maneira). Vejamos 
algumas passagens que aprovam o ministério feminino: Rm 16.7; I 
Cor 12.28 
 
 
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A Guarda do sábado 
Na dispensação da graça, não se é mais necessário guardar o 
sábado. A palavra “sábado” nasceu do termo hebraico “shabat” e 
significa “descanso”. No N. T. o nosso descanso é a paz em Cristo 
(Fl 4:7) e a eternidade será o nosso shabat final. Dentre os 10 
mandamentos o sábado é o único que contém um princípio moral 
(oferecer a primícia e o melhor a Deus) implícito. Os outros nove 
mandamentos já são princípios morais explícitos. Isto significa que 
guardar o sábado é uma regra e não um princípio, sendo que o 
princípio seria oferecer um dia a Deus, não importando qual. Os 
demais mandamentos não são regras, mas já princípios diretos e 
explícitos. Por isso que somente o sábado foi abolido. Analise as 
passagens abaixo e veja como o sábado começou no V. T. e foi 
abolido no N. T. 
Ex 20:8-11; Gn 2:23-3; Mt 12:1-14; Num 15:32-36; Hb 4:4; Mc 2:23-
28, Mc 3;1-6; Lc 6:1-11; Lc 14:1-6; Jo 5:16-18; Rm 14:1-10, Gl 4:8-
11, Cl 2:16-17. 
 
 
 
 
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Escatologia 
1- Introdução 
É a matéria que estuda sobre o final dos tempos, conhecida como a 
doutrina das últimas coisas. A palavra Apocalipse significa 
etimologicamente: revelação e é de origem grega. 
Os dois livros escatológicos da Bíblia são: No V. T. - Daniel (sig.: Deus 
é o meu Juiz) e no N. T. - Apocalipse. 
 
2- O Arrebatamento 
Será o momento em que Cristo voltará para buscar a sua igreja. No 
grego, arrebatamento é harpazo, que se traduz também por: ser 
apanhado, tomado para si, raptado, palavra descrita em 1 Ts 4.16 e 
17. 
O arrebatamento será uma ação divina na qual o Senhor nos tomará 
para si e o encontraremos nas nuvens, partindo, depois daí, para a 
Jerusalém celeste e viver para sempre com Ele. Outras passagens 
da Bíblia também elucidam sobre este rapto ou tomada para si, que 
Cristo fará com relação à Igreja. Vejamos por exemplo Jo 14.2 e 3. 
O arrebatamento será algo muito rápido, inesperado, ocorrido num 
abrir e fechar de olhos (I Cor 15.52). Os sinais para este 
acontecimento já estão se cumprindo: Mt 24:7 – Terremotos, fome, 
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doenças; Dn 12:4 – aumento da ciência, globalização; Na 2:4 – 
surgimento de carros e a correria do século XXI; Joel 2:31; At 2:20; 
Ap 6:2 - Lua de sangue; Lc 21.25 – Tsunamis; e muitos outros. 
Existem muitas correntes dentro do estudo da escatologia, cada uma 
com sua particular interpretação a respeito do tempo do fim. 
Concernente ao retorno de Cristo à Terra, destacam-se três: pré-
tribulacionismo, mid-tribulacionismo e pós-tribulacionismo. 
• Pré-tribulacionismo: A corrente do pré-tribulacionismo 
defende o ponto de vista escatológico no qual o retorno de 
Cristo se dará antes do início da Grande Tribulação. Esta 
corrente baseia-se, dentre outros textos, em 2 Ts 2.6-8. Este 
texto explica que existe algo que detém a manifestação do 
anticristo. É quase que unânime entre os exegetas deste texto 
que este alguém que impede a manifestação do anticristo é o 
Espírito Santo, o qual está presente no seio da igreja, lavada e 
remida pelo sangue de Jesus e a Bíbliadeixa claro que o 
Espírito Santo só sairá da Terra com a igreja, Ele não deixará 
a igreja sozinha aqui, pois Jesus falou que nos enviaria outro 
consolador e este consolador ficaria conosco para sempre Jo 
14.16. 
• Mid-tribulacionismo: A corrente do mid–tribulacionismo 
defende o ponto de vista escatológico no qual acredita que a 
igreja passará pela metade da Grande Tribulação, daí a 
nomenclatura “mid” que significa “meio”. Esta teoria baseia-se, 
dentre outras passagens, também em 2 Ts 2, porém nos 
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nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais. 
versículos: 1-3. Este texto fala que antes da volta de Cristo 
aparecerá o homem do pecado. 
• Pós-tribulacionismo: Concernente ao pós-tribulacionismo, 
corrente esta defendida pela igreja Adventista do Sétimo dia, 
esta corrente acredita que a igreja passará por todo o 
sofrimento profetizado para a Grande Tribulação. Esta corrente 
baseia-se, dentre outros textos, nas palavras de Jesus, o qual 
afirma que seríamos atormentados e até mesmo mortos, no 
caso de alguns, tudo isso por professarem a fé em Jesus Cristo. 
Estas palavras de Jesus se encontram em Mateus 24. 9-22. 
Qual dessas correntes é a verdadeira, é difícil dizer, contudo, a mais 
aceita é a primeira corrente, a saber: a pré-tribulacionista. Esta 
corrente (pré-tribulacionista) defende o ponto de vista que a segunda 
vinda de Cristo se dará em duas etapas: 1 – arrebatamento repentino 
dos salvos, 2- aparição visível de Jesus a toda humanidade, salvos 
e não salvos, ocasião está que Jesus virá junto com seus anjos e 
com aqueles que foram arrebatados. 
Na primeira fase da segunda vinda de Cristo, os que morreram salvos 
em Cristo ressuscitarão primeiro e posteriormente os que estiverem 
vivos e salvos, terão seus corpos transformados em um corpo 
incorruptível e imortal (I Cor 15.49-57), não mais sujeitos, de certo 
modo, às leis da natureza, como gravidade, espaço-tempo. Já na 
segunda fase da segunda vinda de Cristo à Terra, o mesmo Senhor 
Jesus, aniquilará o anticristo com o sopro da sua boca e instaurará o 
período do Milênio. Há correntes teológico-escatológicas que 
acreditam ser o termo Milênio apenas uma linguagem figurada que 
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representa a Idade Média (Agostinho), enquanto que outros 
acreditam na literalidade do mesmo. 
 
3- A Grande Tribulação 
Será um período de sete anos, o qual será dividido em duas partes 
de três anos e meio cada. Na primeira metade o anticristo enganará 
as nações trazendo paz para o mundo inteiro. Na segunda metade 
ele será descoberto e trará grande perseguição aos judeus e cristãos 
que estiverem no mundo. Este período será de sete anos porque o 
anticristo firmará um acordo com Israel de sete anos (Dn.9:27; 
Jo.5:5:43; Is.28:14-18), o qual será quebrado na metade deste 
período o anticristo também é chamado de homem do pecado, filho 
da perdição, iníquo (2Ts.2:3-11). A expressão “um tempo, tempos, 
metade de um tempo” descrita em (Dn.7:25; 12:7; Ap.12:14). O 
período de três anos e meio equivale ao período de 42 meses 
mencionados na Bíblia em Apocalipse 11:2; 13:5. Este período é 
também identificado na Bíblia por 1.260 dias (Ap.11:3; 12:6; Dn. 
12:11,12). Os 144.000 assinalados por Deus neste período se refere 
aos judeus (Ap.7:4-8;14:1-5). 
 
 
 
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4- As setenta semanas de Daniel 
A profecia de Daniel com respeito às setenta semanas de Daniel 
condiz e explica o período final da humanidade (Ez. 4:5,6; Gn.29:27; 
Lv.25:8; Dn.9:2,24). Convém ressaltar que estas semanas não são 
de dias, porém, de anos. Esta contagem das semanas começa com 
a reconstrução com as muralhas de Jerusalém sob a direção de 
Neemias (Dn. 9:25; Ne. 2:1-8). A 69° semana se deu com o 
sacrifício de Jesus na cruz bem como com a destruição de Jerusalém 
no ano 70 d.C. (Dn. 9:25). Assim se percebe que a septuagésima 
semana ainda não se cumpriu. Desta maneira fica claro que há uma 
quebra no tempo entre a 69 e a 70 semana, período este reservado 
para a evangelização dos gentios pela igreja, pois a igreja surge 
neste intervalo (Lc.21:24). 
 
 
5- O milênio 
O Milênio, nada mais é que um período em que Jesus, juntamente 
como todos os seus servos, a igreja, estarão na terra e reinarão com 
ele. Neste período satanás estará amarrado, ou seja, por mil anos, e 
quem vai amarrar satanás é o anjo Miguel, o mesmo que o derrubou 
do céu na grande rebelião. 
Neste período não haverá sofrimento e nem morte, e segundo a 
Bíblia, até com os animais, as crianças brincarão, como por exemplo, 
os leões. 
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Este período acabará quando satanás for solto, e sair para enganar 
as nações e reunir pessoas de todo o mundo, Gogue e Magogue, 
para guerrear contra o cordeiro no Armageddon. 
Este período será após a grande tribulação e depois das bodas do 
cordeiro. 
Neste período, tudo indica que a igreja, ou seja, as pessoas que 
foram fieis a cristo terão poderes sobrenaturais e a Jerusalém 
celestial estará na terra, em cima da Jerusalém terrena. O milênio 
começará quando Jesus vir a terra e derrotar a besta, com a palavra 
da sua boca. 
 
Portanto, será um período que ocorrerá após a grande tribulação. 
Contanto existem as seguintes teorias sobre o milênio: 
• Amilenismo ou Pós-Milenismo: Não acredita na literalidade 
do reino milenial. Para esta teoria o milênio começou com a 
ascensão de Cristo e termina com seu retorno. 
• Pré-Milenismo: Para esta teoria o milênio será um período 
literal que ocorrerá após o arrebatamento. 
 
 
 
 
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6- As ressurreições 
A Bíblia apresenta duas ressurreições para o final dos tempos: 
• Primeira Ressurreição: dos mortos em Cristo na ocasião do 
arrebatamento (1Ts.4:16). 
• Segunda Ressurreição: todos aqueles que morreram após o 
arrebatamento juntamente com a ressurreição dos ímpios (Ap. 
20:12,13). 
O julgamento na segunda ressurreição ocorrerá na presença do 
grande trono branco (Ap. 20:11). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Bibliografia Recomendada 
• BERKORF. Teologia Sistemática: Ed. Cultura cristã, 3° 
Edição; 
• STRONG. Teologia Sistemática: Ed. Hagnos, 2003 
• GRUDEN. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva: Ed. Vida 
Nova, 1999; 
• BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática: Ed. CPAD, 1999 
• AGOSTINHO.A Trindade: Ed. Paulus, 1984; 
• AGOSTINHO. Cidade de Deus V. 2: Ed. São Francisco, 
2008 
• PERLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia: Ed. 
Vida, 2006; 
• STRONG. Dicionário Bíblico: SBB, 2002; 
• Enciclopédia de Estudos de Teologia: Ed. Semeie e 
Mundial,2013; 
• GOWER, Ralph. Manual dos Usos e Costumes dos Tempos 
Bíblicos: Ed. CPAD, 2012; 
• Dicionário de Conceitos Fundamentais do Cristianismo: Ed. 
Paulus, 1999; 
• Comentário Bíblico Atos. Ed. Atos, 2003; 
• TIERNEY, Elvys. Mensagens e Estudos Bíblicos: Ed. 
Gerúndio, 2012; 
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• Dicionário Bíblico Crescer: Ed. Geográfica, 4° Edição; 
• TIERNEY, Elvys. Enciclopédia de Deus: Ed. Gerúndio, 2013;

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