Prévia do material em texto
__________________________________________________________________ 1 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br COACHING MENTORING COUNSELING OBJETIVOS DO CURSO O curso de Coaching Mentoring Counseling tem o objetivo de fornecer informações ao leitor para que o mesmo venha a ter um conhecimento a mais sobre as ferramentas coaching, mentoring e counseling, e o que as difere. Tais ferramentas têm como premissa a orientação para o desenvolvimento profissional. Este conhecimento se torna relevante, pois tais especificidades geram dúvidas nos profissionais sobre quem chamar quando é preciso resolver determinado problema. 1. INTRODUÇÃO No contexto empresarial, mentoring é visto como um processo através do qual o mentor e mentoreado laboram juntos para descobrir e desenvolver habilidades latentes do mentoreado. Dessa forma, o objetivo do processo não se reduz apenas a alcançar um determinado posto dentro da organização. Visa também à capacitação do mentoreado mediante o desenvolvimento de suas habilidades. As definições encontradas na literatura para o termo coaching não se distanciam das definições atribuídas ao termo mentoring. O termo tem sua origem no mundo dos esportes e designa o papel de professor, treinador, preparador, técnico. É o papel que você assume quando se compromete a apoiar alguém a atingir determinado resultado. Entretanto, é sutil a diferença entre ambos: o trabalho do mentor é multifacetado em tarefas, feedback, direcionamento e funções enquanto o coach (profissional que exerce a função) tem por finalidade impulsionar a performance de um indivíduo em uma tarefa específica. Mentoria e coaching representam caminhos para ajudar pessoas a aprender, mudar e administrar a adversidade na organização. Ambos requerem uma relação de confiança, compreensão e autenticidade. O coach é alguém que busca incentivar e impulsionar a performance do seu colaborador. Assim, o coach pode ser definido como o líder que busca mobilizar sua equipe na busca do alcance das metas que gerem os resultados definidos na estratégia organizacional. Por outro lado, o papel do mentor é mais abrangente, pois não se restringe apenas à atuação dentro da organização. Ele envolve uma relação de companheirismo e apoio que visa o desenvolvimento integral da mente, em várias dimensões da vida, inclusive na sua carreira profissional. Em relação ao termo counseling, existe uma diferença prática e conceitual. Esse termo é mais comumente utilizado na área clínica, no sentido de aconselhamento médico ou psicológico. Os especialistas têm opiniões divergentes em relação ao conceito e uso dessa ferramenta, mas em geral concordam que o foco é a resolução de um aspecto específico de dificuldade pessoal ou profissional. Normalmente é exercido por especialista no tema, de modo rápido e pontual e se caracteriza por um processo mais diretivo baseado no aconselhamento. 2. COACHING “Coaching é uma relação de parceria que revela/liberta o potencial das pessoas de http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 2 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br forma a maximizar o desempenho delas. É a forma de ajudá-las a prender ao invés de ensinar algo a elas.” (Timothy Gallwey) No coach os gestores abandonam a postura tradicional de mando e cobrança para assumirem postura educadora que valoriza a ação transformadora do indivíduo, em vez de aprisioná-lo em suas potencialidades. Assim sendo, torna-se necessário conhecer as características do coach e o que ele pode fazer para melhorar o desempenho de profissionais e empresas. Nesse prisma, o papel do coach é de um profissional que, além de se comprometer com os resultados empresariais, é responsável pelo próprio desenvolvimento e realização da pessoa; é o de criar um ambiente para capacitar pessoas, de modo que tenham abertura para trocas de informações e de conhecimentos adquiridos nos processos de capacitação profissional. Nesse processo, o líder deverá atuar como coach, um orientador de sua equipe, estabelecendo a inter-relação do indivíduo com a equipe e da equipe com esse indivíduo. Nesse aspecto, irá funcionar principalmente como aquele elemento que acompanha e cria um clima de transferência de aprendizagens para o cotidiano do trabalho, facilitando a implementação dos conteúdos que deverão ser desenvolvidos pós-treinamento. Entretanto, os resultados esperados pós- treinamento só são alcançados quando há acompanhamento. Essa é uma tarefa que deveria ser exercida por um líder cujo perfil fosse semelhante ao do coach, que é um profissional preocupado com o desenvolvimento de sua equipe. Pois, o crescimento de um grupo de liderados resulta no crescimento de seu líder, produzindo um crescimento mais completo de ambos. É assim que o líder com a visão de servir cresce: fazendo os outros crescerem. O coach surge como uma ferramenta especialmente alinhada aos requisitos que determinam o sucesso de um processo de transição de um paradigma mecanicista para um holístico em uma organização. A eficácia de um processo de mudança passa necessariamente pela correlação entre os objetivos estratégicos, a cultura necessária e o perfil de liderança requerido. É precisamente nesse aspecto que o coach, aplicado adequadamente, pode ser um importante aliado para o êxito da mudança organizacional. O termo coach tem origem no campo esportivo e tem sido utilizado para designar o papel do técnico, aquele profissional que treina times de futebol ou basquete. Esse termo passou a ser utilizado nas empresas não para designar um cargo, mas um papel profissional: o da pessoa que se compromete a apoiar alguém com vista a melhorar seu desempenho e promover seu desenvolvimento profissional e pessoal. Na abordagem coaching, a questão que sustenta as propostas do líder resume-se em: como e o que pode ser feito para que as qualidades do indivíduo – aquilo que ele sabe fazer melhor – possam ser despertadas para somar e melhorar suas competências e seu desempenho? O foco dessa questão está na ajuda e no relacionamento. O líder se propõe a ajudar o liderado e, para isso, busca um relacionamento que gere abertura e receptividade. Nesse caso, o líder atua e passa a agir como um coach, cuja característica é levar seu liderado a aprender, a crescer e realizar suas aspirações profissionais. Coaching é uma relação de parceria que revela ou liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar seus índices de desempenho. É ajudá-las a aprender em vez de ensinar algo a elas. Nesse aspecto, http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 3 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br assemelha-se ao papel de um educador, tal como é conhecido. Complementando, o coaching funciona como um instrumento cujo objetivo, na empresa, é atender às demandas ligadas às competências comportamentais, predominantemente empresariais, tais como: capacidade de tomar decisões estratégicas efetivas; administração de mudanças; liderança com eficiência trabalho em equipe, direcionando-a para o seu melhor desempenho; habilidade na solução dos conflitos; e ato de lidar com o estresse de maneira produtiva. Entre as principais tarefas do coach, destacam-se: ajudar; orientar; conseguir que os profissionais adquiram domínio sobre os objetivos fixados; ajudar as pessoas a explorar opções; e conseguir um clima no qual o crescimento contínuo se converta não só em possível,como em desejável. O coaching para fins empresariais é um processo estruturado de desenvolvimento de competências comportamentais e liderança, focado em metas e objetivos claros e consistentes, alinhados à estratégia e à demanda da empresa. Por meio do coaching obtém-se o melhor desempenho profissional, pois talentos e qualidades são potencializados, além de identificar o que impede o desenvolvimento da equipe, influenciando diretamente na produtividade e lucratividade do negócio. O coaching apresenta algumas interfaces com os outros processos desenvolvidos dentro e fora das empresas. 2.1.Estágios do Coaching Estabelecer rapport e a base da confiança Oferecer um ambiente confortável e acolhedor para conquistar a confiança do cliente é fundamental no processo de coaching, é uma qualidade do relacionamento entre coach e cliente. O rapport surge de uma tentativa de entender a outra pessoa a partir de seus pontos de vista, comportamentos, modo de pensar, conceitos, crenças e valores. Administrar as expectativas dos clientes É necessário preparar o cliente para a técnica do coaching e saber quais são as suas expectativas em relação ao processo. A confidencialidade e o feedback do processo são itens que devem ser bem esclarecidos ao cliente para que não existam expectativas não reais. O coach irá proporcionar ao cliente uma vida mais plena, o alcance de metas e a vivência dos seus valores. Avaliar o cliente e coletar informações http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 4 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br Anteriormente ou no primeiro contato é necessário obter as informações básicas do cliente, tais como endereço de e-mail, número do celular e fax. Além de dados mais detalhados acerca do seu currículo: formação acadêmica; perfil profissional; qualificações; históricos das funções desempenhadas e posições ocupadas. Descobrir a preocupação imediata do cliente Esta será óbvia na primeira sessão. Há clientes que já sabem o que querem, mas não sabem como agirem, alguns são apenas conscientes das dificuldades em suas vidas, outros querem aprender novas habilidades. A partir da definição da preocupação imediata, independente da questão envolvida, serão exploradas as atividades para cada cliente. Estabelecer a aliança do coaching De que maneira o cliente gosta de ser orientado? Como coach e cliente trabalharão para obter os melhores resultados? Como estas perguntas é possível ajustar o processo de coaching com as expectativas do cliente. Comprometimento com o programa de coaching O coaching só irá trazer resultados positivos se o coach e o cliente se envolverem com o programa. Para o cliente é conveniente fazer a seguinte pergunta: Onde o coaching se encaixará em seus compromissos já existentes? O comprometimento não somente intelectual, ele é também emocional. Iniciar o coaching com a questão imediata Trabalhando a questão imediata do cliente na primeira sessão, dará ao mesmo um sentido de movimento, motivação e respeito às suas necessidades reais. 2.2.O Coach O trabalho do coach implica “navegar” entre aberturas (como facilidade, incentivo e oportunidades) e restrições organizacionais (como regras, conformidade e aceitação do coaching) elucidadas na figura que representa a vida organizacional. De acordo com Chiavenato (2002), o coach precisa desenvolver certas habilidades únicas e singulares que são imprescindíveis para a sua atuação e o seu sucesso: Caráter: com as quais demonstra integridade através do autoconhecimento, sensitividade, ação baseada em valores, equilíbrio pessoal e responsabilidade. Relacional: com as quais o coach mantém interconexões com as pessoas pelo diálogo, inclusão social, consenso, busca de acordos, feedback construtivo e solução colaborativa de problemas como fonte relacionada a. Relações humanas e participativas como comunicação de apoio e espírito de equipe são absolutamente essenciais. O coach deve saber comunicar-se de maneira oral, escrita e não verbal. Deve desenvolver um clima de aprendizagem, intensa transmissão de informação e experiência, aconselhamento de carreira e agente de mudança organizacional. Mediação: com as quais o coach transforma conflitos em http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 5 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br oportunidades através da honestidade e empatia, confrontação, valorização da diversidade, inteligência emocional, negociações baseadas em interesses e resolução de conflitos como fonte mediadora. Conclusiva: com as quais motiva as pessoas a agira, envolvendo outras pessoas, construindo coalizões como fonte facilitadora. Além disso, o líder deve ter a necessidade de estar continuamente aprendendo novos conhecimentos e habilidades. Desenvolver o auto-aprendizado. Sabedoria: com as quais aumenta a compreensão. Como imaginação, intuição, julgamento, inovação, raciocínio crítico, resolução paradoxal de problemas e planejamento estratégico revolucionário. Inovação e espírito empreendedor para proporcionar o alcance da vantagem competitiva. Ação: com as quais compromete as pessoas para alcançar resultados impressionantes como à dedicação, responsabilidade, autocorreção. Preocupação com a qualidade, compromisso, perseverança e resultados avaliados como fonte impulsionadora. Chiavenato (2002) ainda comenta algumas perspectivas que segundo ele são imprescindíveis ao coach: Ouvir e ensinar - Prestar atenção e perceber as necessidades das pessoas são fatores fundamentais para o coach. Vários problemas podem ser reconhecidos por quem escuta com atenção. Muito mais do estar atento ao conjunto de palavras, é necessário perceber os pedidos de ajuda, muitas vezes, implícitos. Portanto, o coach deve ouvir com interesse o que diz o colaborador, especialmente se esta opinião for diferente da sua. O coach deve estar aberto para transmitir seus conhecimentos sem ter medo da sombra, ou seja, sem temer que seus ensinamentos possam ser uma ameaça para si próprio. Assim, deve buscar constantemente o seu desenvolvimento, agregando cada vez mais conhecimentos, para estar atualizado e poder repassar essas informações aos demais. Orientar as pessoas - A função do coach é analisar as situações que interferem na condução dos projetos e redirecionar os planos de ação sempre que preciso. Em se tratando do direcionamento das estratégias para a obtenção dos objetivos estabelecidos, o coach orienta para o melhor caminho a seguir, seja com relação ao desenvolvimento técnico necessário para o desempenho das tarefas, seja com relação ao comportamento eficaz que atenda às necessidades do projeto. Para isso, deverá desenvolver algumas habilidades próprias a fim de conseguir os objetivos necessários tais como: determinação, paciência e persuasão. Quando passamos por um processo de mudança, naturalmente tendemos a resistir a um novo modelo, por variadas razões. Uma das principais é o desconhecido, que afeta a rotina já estabelecida, e o aprendizado de coisas novas, que poderá interferir em nossa zona de conforto e na acomodação a uma situação. O coach precisa ter argumentações fortes que direcionem para a aceitação de novos modelos, diminuindo resistências e conduzindo esforços para que um novo possa ser desenvolvido e implementado, de acordo com a meta traçada. Desenvolver o potencial de cada indivíduo - A rapidez com que as coisas http://www.admon.com.br/__________________________________________________________________ 6 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br mudam exige o aprendizado de coisas novas, direcionando o desenvolvimento de novos métodos de trabalho e de novas posturas diante dos clientes, buscando cada vez mais um diferencial para vencer a competitividade do mercado. Motivar as pessoas para o autodesenvolvimento: as pessoas são as primeiras responsáveis pelo êxito de sua carreira e manutenção de seu emprego. A segurança pessoal e profissional vem do conhecimento daquilo sobre o que cada um tem maior interesse e aptidão, e cabe ao coach direcionar o indivíduo à realização de atividades que lhe tragam satisfação e que possam atingir seus objetivos. Compartilhar responsabilidades - O coach deve tomar para si a responsabilidade de analisar, juntamente com o colaborador, as situações inesperadas, e redirecionar os planos de ação sempre que for preciso. A responsabilidade pela obtenção dos resultados nos projetos efetuados pelas pessoas deve ser calcada no compromisso mútuo. O comprometimento com as realizações deve ser compartilhado entre o coach e o indivíduo, uma vez que é imprescindível uma condução adequada nos projetos, bem como uma definição clara daquilo que é possível fazer. Saber reter talentos - O grande desafio das organizações é desenvolver seu capital humano, intelectual, criando condições para sua constante evolução. O coach pode ajudar as pessoas na aquisição de novos conhecimentos, no desenvolvimento de novas habilidades e no interesse em buscar sempre maiores conhecimentos. Dessa maneira surgem os talentos que precisam ser mantidos na empresa melhorando as novas formas de trabalho e conseguindo resultados positivos para a organização. Demonstração do processo - Quando for o caso, o Coach deve demonstrar como fazer a tarefa, uma vez que imagens valem mais que palavras, e dar o exemplo são à base da confiança do colaborador no Coach. Observar, exercendo o controle positivo. O Coach controla não para fiscalizar, mas porque tem um compromisso de assegurar que o padrão está sendo cumprido. O controle é necessário; sem controle não se pode mensurar o avanço; portanto não se pode saber se o caminho está correto. O colaborador pode participar do controle decidindo como quer ser controlado, desta forma não se sentirá fiscalizado ou “cobrado”. Orientar com feedback - É impossível dar feedback consistente sem passar pela etapa anterior. Sem observação e controle, como saber se o colaborador está desenvolvendo-se e desempenhando bem o seu papel? Não existe feedback em cima de “achismos”. O feedback deve ser específico, dado de forma positiva, sem julgamento. Deve ser autêntico e manter o foco no futuro e nos resultados. Reconhecimento constante é imprescindível para manter a motivação do colaborador. Estar aberto para sugestões de mudança Como as condições alteram-se constantemente, o colaborador pode criar uma maneira melhor (para ele próprio) de executar a tarefa. O Coach deve saber escutar e estar aberto para que o colaborador garanta sua motivação ao executar uma tarefa http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 7 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br da maneira que ache melhor. A maioria das vezes, isto também leva a resultados melhores. No âmbito do desenvolvimento pessoal e profissional, o coach é um grande aliado para o progresso do coachee, orientando-o de forma a mantê-lo sempre alinhado e congruente com suas metas e seus objetivos. É através do processo de coaching que coach e coachee (indivíduo que passa pelo processo de coaching) estabelecem objetivos de desenvolvimento, metas, desafios e ações que deverão ser implantadas pelo coachee. Sendo assim, é provável que você se interesse em vir a ser um bom coach, mas, para chegar a se tornar um bom coach, você precisa primeiro aprender a ser um excelente coachee. O bom coachee é aquele profissional verdadeiramente interessado no seu próprio desenvolvimento e progresso. Para se tornar um bom coachee, você precisa primeiro entender de uma vez por todas, que a responsabilidade pela sua vida é única e somente sua; Ou seja, o primeiro passo para se transformar em um bom coachee é resgatar a sua própria autonomia e entender que as coisas que acontecem e as coisas que deixam de acontecer na sua vida, são consequências das ações que você empreende ou deixa de empreender pelo caminho. Um bom coachee é um facilitador do seu próprio processo de desenvolvimento; Ele tem consciência dos seus talentos e dos seus desafios; Enxerga com clareza os seus objetivos à frente e entendem quais serão os obstáculos que se interpõem entre si e seus objetivos. Uma das competências mais observadas nos bons coachees é a congruência das suas ações com os seus objetivos. Bons coachees são aqueles que enxergam nos feedbacks dos superiores, as intenções positivas destes direcionamentos. Entendem que o processo de desenvolvimento requer a valorização e o reconhecimento dos pontos positivos, mas requerem também a observação e o direcionamento para correção de outros pontos, competências e ações. Um bom coachee é aquele que valoriza a presença do seu coach; Que aproveita cada segundo ao seu lado, para perceber necessidades de desenvolvimento e promover ajustes nos seus mecanismos de ação; Um bom coachee se comporta como uma criança que está fazendo continuamente descobertas sobre suas próprias potencialidades e que não se permite passar um dia sequer sem aprender coisas novas. Imagine você, um representante externo de vendas, por exemplo; Este profissional deve trabalhar acompanhado do seu superior uma média de 2 a 3 dias por mês. Racionalmente falando, se este tempo não for muito bem empregado, de forma estratégica e valorizando a alta performance, um representante de vendas pode chegar a levar meses para conseguir uma pequena evolução. Um bom coachee ao trabalhar acompanhado do seu coach, teria de compactuar um uso intensivo do tempo com desafios para o desenvolvimento de determinadas competências; Medir a performance a cada entrevista de negócios do dia, obter feedback e direcionamento para cada nova investida e ao final da jornada de trabalho, acordar metas de desempenho para o próximo encontro e a partir de então manter o nível de atenção pelo tempo restante, mesmo que trabalhando sem o acompanhamento do seu coach. Bons coachees fazem isso! É estranho, mas é verdade; Muitos “profissionais” preparam-se para o dia no qual trabalharão acompanhados; Revisam as informações, Conferem uma energia especial às abordagens e dão o melhor de si. Aí, http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 8 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br passados os dois ou três dias, o superior segue para um novo setor, e aquele “profissional” volta à sua rotina normal, sem tanto empenho e dedicação; Bons coachees NÃO fazem isso! Bons coachees dão o melhor de si em tempo integral, estão de olho na excelência, criam seus próprios desafios e costumam se superar a todo instante. Em contrapartida, tenho percebido com espanto que é também muito grande o número de pessoas que apregoam sonhos e desejos por todos os cantos, mas que em suas ações, tornam-se totalmente incongruentes com estes objetivos, não empreendendo nenhum ou quase nenhum tipo de ação que possa chegar a colocá-las mais próximas do cumprimentodas suas supostas metas. São pessoas que desejam “um dia” conquistar a medalha, levantar o troféu, mas que sequer dedicaram um dia das suas vidas ao treino exaustivo que se exige de um verdadeiro campeão. Estes tais são os mesmos que se dedicam a sonhar com os minutos sobre um pódio, medalha na mão e hino aos ouvidos, mas que não se permitem pensar nos anos de trabalho intensivo que antecedem a cada verdadeira conquista. Estes supostos “profissionais”, são aqueles que acreditam que o chefe para ser um bom chefe, deve poupá-lo de direcionamentos e feedbacks. Desejam superiores passivos, que compactuem com padrões de desempenho mediano e que se limite a cumprir com a simples rotina do acompanhamento sem objetivos. Um bom coachee é mais do que isso; Ele gosta da gestão por resultados e está acostumado a ser reconhecido por sua performance. Ele é ativo e inconformado. Tem metas e objetivos, conhece os obstáculos e assume o compromisso com o seu próprio processo. Não vive em um “mundo de Alice” e não espera que o mundo reúna as características perfeitas ao seu redor. Não depende da empresa ideal, do chefe ideal, do governo ou de qualquer outra coisa; É realista e lida com os fatos como eles são. Um bom coachee, não se apoia em desculpas, pois entende que toda justificativa perpetua mediocridade. Seu foco está na solução e não nos problemas, gerencia a dispersão e valoriza o seu ativo mais precioso: O tempo. Um bom coachee costuma definir uma estratégia para sua vida, e o critério para seu processo de tomada de decisões, é subordinar todas elas à sua estratégia. As ações congruentes com a sua estratégia são empreendidas de imediato, as incongruentes são deixadas de lado sem perda de tempo e dispersão. Bons coachees desenvolvem a arte de aprender a aprender. Conseguem enxergar conhecimento e aprendizado em tudo ao seu redor. Como todas as outras pessoas, estão sujeitos as mesmas experiências, estímulos e oportunidades; a diferença, é que um bom coachee valoriza cada passo em direção aos seus objetivos. Bons coachees são pessoas de AÇÃO e na de INTENÇÃO, são mais ouvintes e menos conselheiros. Estão no mesmo mundo que você, com os mesmo desafios, o mesmo tempo e as mesmas dificuldades, só que, bons coachees são proativos ao invés de reativos. Bons coachees são pessoas de potencial, tem ideias próprias e pensamentos bem estruturados, mas são flexíveis e conseguem mudar o seu próprio ponto de vista quando necessário, pois para o bom coachee, o que importa é o seu progresso e os seus resultados. Um bom coachee não é expectador da sua própria vida, ele é o ator principal e também o roteirista, que constrói a sua própria história, sempre com um final feliz. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 9 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br O coach tem a missão de encontrar a melhor maneira do cliente a atingir os objetivos que são acordados no início do processo. Normalmente inclui uma sessão inicial mais longa, na qual é feita uma avaliação da situação atual, do objetivo a ser alcançado e dos passos para se chegar lá. Esses objetivos podem ser bastante distintos, desde o desenvolvimento de criatividade e liderança até o planejamento de carreira. Depois disso agendam-se encontros semanais para a implantação e acompanhamento do plano. A agenda é sempre definida pelo cliente. Recomenda-se que o processo tenha um mínimo de 3 e um máximo de 6 meses de duração. Após este prazo, avalia-se a possibilidade de renovação ou não da aliança. O processo de coaching pode envolver ou não as atividades mentoring, counseling, consultoria e treinamento, de acordo com as necessidades de cada cliente e as capacidades do coach. O feedback é a principal ferramenta de trabalho do processo de coaching. É necessário que a relação seja de extrema confiança e para que isto ocorra é imprescindível que haja feedback constante entre os dois, facilitando a compreensão mútua dos valores e a troca de experiências. O coaching proporciona um espaço seguro onde o cliente pode explorar livremente novas ideias e novos comportamentos. Esse espaço também faz com que o cliente tenha semanalmente um horário reservado para si mesmo e para avaliar como seus planos estão evoluindo. Neste espaço não existem fracassos, somente feedback, o que é fundamental para as próximas realizações. O coach pode fazer com que as pessoas alinhem seus comportamentos com os valores e a visão da organização. O coaching pode criar um forte impacto e construir organizações mais saudáveis, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Constitui-se para estabelecer e desenvolver relações de trabalho que abordem planejamento e ação, superação de obstáculos e desenvolvimento de competências. Como resultado, o crescimento profissional e o aporte de recursos para a organização. 3. MENTORING Coaching e mentoring constituem conceitos bastante próximos entre si, em alguns casos até se superpõem ou se confundem. Mas a diferença entre ambos é simples, pois o coaching está quase sempre ligado à orientação específica que o coach oferece ao cliente no dia-a-dia do trabalho, enquanto o mentoring está diretamente ligado à orientação mais ampla no desenvolvimento da carreira do funcionário a partir de um mentor. O primeiro se refere à condução do desempenho no cotidiano e no curto prazo e também incentivo ao uso de suas competências imediatas; o segundo visa criar novos e mais amplos horizontes para aumentar as competências atuais em termos de carreira profissional. A parte do mentoring é olhar mais adiante, apontar direções futuras e ajudar o protegido a trilhar este caminho. Na verdade os papéis de coach e mentor são diferentes entre si, com o coaching ficado mais em resultados e o mentor mais focado na pessoa. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 10 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br As relações de mentoring podem ocorrer em qualquer nível e em qualquer área da organização e se tornou parte integrante do processo de planejamento de carreira. Sob os cuidados de um bom mentor, a aprendizagem passa a focalizar objetivos, oportunidades, expectativas e assistência na plena realização das potencialidades do orientando. Podendo ocorrer em qualquer nível e em qualquer área da organização, sendo o mentor aquele que detém o conhecimento e a familiaridade na área escolhida. Inclusive, as relações de mentoring podem ser sucessivas, as pessoas podem ter vários mentores ao longo da sua vida profissional, sendo uma estratégia de alta alavancagem e capazes de reter talentos dentro das organizações íntegras e éticas. O mentoring sempre esteve presente na história da humanidade sob formas variadas, como conselheiros, educadores, orientadores e modeladores de conduta. Desde a antiguidade, reis e nobres contratavam mentores para cuidar do aprendizado e da educação de seus protegidos. Quando se fala em estilo de liderança e supervisão, surge naturalmente o conceito de coaching, enquanto o de mentoring está mais relacionado ao estilo de desenvolvimento de carreira. Na verdade, os papéis de coach e mentor são diferentes entre si. O primeiro é mais focado em resultado e o segundo, na pessoa. Com o aparecimento das organizações e o seu gradativo crescimento e complexidade, o papel do mentor começou a sair do círculo familiar e da nobreza, das artes e da educação para estender-se ao ambiente organizacional, principalmente a partir da preocupação inicial dos empresáriose dirigentes em preparar seus sucessores. O mentoring envolve a participação de uma pessoa experiente (mentor) para ensinar e preparar outra pessoa (orientado) com menos conhecimento ou familiaridade em determinada área ou assunto. As funções do mentoring podem ser divididas em duas amplas categorias: funções de carreira e funções psicossociais. As primeiras referem-se àqueles aspectos do relacionamento que visam a incrementar o avanço da carreira em termos de experiências profissionais e conhecimentos que o mentor pode oferecer ao pupilo. Elas são eminentemente técnicas. As funções psicossociais constituem aqueles aspectos que melhoram o senso de competência do protegido, a identidade e a eficácia no seu papel profissional em termos de comportamento, atuação pessoal, estilo de liderança, visão do futuro e tomada de decisão. Elas são eminentemente comportamentais. Essas duas funções, técnicas e comportamentais, são essenciais no desenvolvimento pessoal e gerencial. Programas de mentoring no mundo do trabalho são colocados em prática para responder a uma ampla variedade de necessidades individuais e organizacionais. Mentoring tem sido utilizado para garantir desenvolvimento profissional dentro das instituições bem como propiciar o compartilhamento do conhecimento e da experiência de empregados com maior “bagagem”. Nesse sentido, o objetivo primordial tem sido garantir que a organização perpetue seu conhecimento adquirido, bem como propicie motivação e perspectiva de crescimento àqueles que ingressam na empresa. São identificados quatro grandes áreas de mudança que tem implicações para o mentoring: a) os novos contratos de trabalho; b) a rapidez das mudanças tecnológicas; c) as mudanças das estruturas organizacionais e d) a diversidade nas organizações, que surgem nesse novo contexto. Essas mudanças caracterizam os empregados como trabalhadores de conhecimento contínuo como forma de se manter competitivo no mercado de trabalho. Dessa forma, pode-se http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 11 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br dizer que o mentoring assume um lugar estratégico no processo de aprendizagem dos indivíduos no trabalho. O foco desses programas tem sido, em especial, no desenvolvimento na carreira em diferentes fases, tais como: acompanhamento de alunos de ensino superior, programas de integração de novos empregados, mudança de nível hierárquico do empregado, entre outros. Embora seja considerado difícil mensurar os impactos de um programa como esse em uma empresa, ainda assim, os seus benefícios podem ser observados, tanto para os tutores quanto os tutorados e também para a organização. Para os tutorados existe a possibilidade de vislumbrar desenvolvimento na carreira, a manutenção do foco no trabalho e o suporte profissional e afetivo por parte do tutor. No caso dos tutores, há a possibilidade de maior reconhecimento profissional dentro da instituição e a busca por melhoria no desempenho do seu trabalho. Quando se trata das organizações vários resultados podem ser identificados. São colocados seis resultados possíveis de mensuração: 1. Aumento da produtividade para os participantes, pois ambos aumentam suas habilidades técnicas e habilidades de liderança e motivação. Essas três combinadas tem um poderoso impacto para a organização. 2. Aumento das habilidades de gerenciamento. 3. Descoberta de talentos latentes. Tanto o tutor quanto o tutorado descobrem novas habilidades em outras pessoas da organização, antes desconhecidas. 4. Desafios para gerentes com técnicas “ultrapassadas”. Os gerentes são “energizados” e “remotivados”. O desafio de ser chamado para ser tutor tem por si mesmo um caráter de motivação que estimula reflexão e crescimento. 5. Melhor aquisição e retenção de um quadro de pessoal melhor preparado. A maior parte dos desligamentos ocorre nos seis primeiros meses de contratação, tendo em vista a má seleção e a falta de apoio e suporte para a integração dos novos empregados. Prover os novos contratados com mentores/tutores garantindo um tempo de suporte apropriado ajuda a reduzir o prazo que a pessoa precisa para se tornar produtiva e desenvolve, também, um aumento do senso de lealdade para com a instituição. 6. Aumento e melhoria da comunicação interna/organizacional, particularmente em grandes organizações com estrutura matricial. A relação provém uma comunicação informal de “mão dupla” entre as partes. Dessa forma, a alta gerência tem acesso ao pensamento e comportamento do “chão de fábrica”, dos novos contratados e dos gerentes de nível operacional, bem como esses últimos podem interferir nas ações estratégicas da empresa. Assim, valores e cultura da organização são passados de geração em geração de gerentes e de novos empregados. O mentoring, como tantas outras ferramentas importantes de gestão empresarial, está também intimamente relacionado às necessidades das organizações de enfrentar os desafios globais em termos de qualidade, produtividade e competitividade. Essa postura requer necessariamente doses volumosas de treinamento e desenvolvimento de todos os colaboradores http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 12 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br nos diferentes níveis organizacionais em que operam. No entanto, o mentoring não se limita apenas ao ambiente interno de uma organização, podendo se estender também para fora. O mentoring externo pode significar uma relação de negócio - - para - negócio e incluir aprendizagem e compartilhamento de informações entre empresas e outros parceiros. Essas relações podem ser essenciais para o sucesso do negócio da empresa e transformar-se em um recurso vital para ajudar comunidades. O mentoring externo pode ser também uma manifestação ou extensão da responsabilidade social da organização. Para facilitar as considerações que envolvem todas as questões relacionadas aos diferentes tipos de programas de mentoring e a diversidade de objetivos a serem alcançados por eles, pode-se pensar em categorizá-los ou agrupá-los em quatro tipos: integração, carreira, sucessão e empreendedorismo. a) Os programas de mentoring denominados de integração ou transição têm como principal foco promover grupos minoritários e dar apoio a pessoas que necessitam integrar-se a um mercado de trabalho voltado para carreiras mais específicas. b) Os programas de mentoring voltados para o planejamento da carreira visam a orientar e desenvolver no indivíduo as competências necessárias para o seu crescimento e adaptação, atuando em áreas como liderança, comunicação, gestão, solução de problemas, integração cultural e adaptação a novas comunidades. c) Os programas de mentoring com foco em sucessão são voltados para apoiar e desenvolver empregados na própria organização em que trabalham, evitando assim a rotatividade, preparando-os para o processo sucessório e atraindo novos colaboradores com suas políticas de desenvolvimento de carreira. d) O último grupo ou categoria de programas de mentoring visa a desenvolver os empreendedores que estão iniciando suas operações ou empresa. Geralmente as ações, nesse caso, são alinhadas para que os orientados desenvolvam atitudes, cultura e valores de um empresário que saberá conduzir com sucesso o seu negócio, ante os desafios e oportunidades da sustentabilidade organizacional. Segundo Currier (2001) existem cinco premissas e três condições importantes quedevem ser vistas como fatores-chave de sucesso para estabelecer e manter eficazmente programas de mentoring, conforme descrito a seguir: Premissa 1: Um programa de mentoring deve ter dois focos: o mentor e o orientado. Premissa 2: O processo de recrutamento de um programa de mentoring deve ter uma pré-seleção dos candidatos, devendo deixar claros aos mentores e orientados os pré- requisitos necessários e os critérios de participação. Premissa 3: Um programa de mentoring deve admitir voluntários para apoiar os esforços da coordenação. Premissa 4: Um programa de mentoring deve oferecer um mínimo de treinamento para clarificar os papéis a serem trabalhados e http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 13 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br distinguir o mentoring de outras formas de apoio. Premissa 5: Um programa de mentoring, visando ao seu processo de melhoria contínua, deve avaliar da forma mais direta possível se os seus objetivos foram alcançados, o nível de satisfação dos participantes e a qualidade do envolvimento com os orientados. Condição 1: Garantia de que os programas intercambiem conhecimentos. Condição 2: Recursos apropriados para que as obrigações e responsabilidades inerentes ao programa sejam desenvolvidas. Condição 3: Um líder que promova o valor do mentoring, estando o programa alinhado a uma visão estratégica. Assim, as quatro categorias de programas de mentoring aqui propostas deverão ser mais sustentáveis e duradouras, se ancoradas nas cinco premissas e três pré-requisitos descritos. 3.1.Componentes de uma estrutura lógica para programas de mentoring A estrutura lógica de avaliação de um programa é definida por oito componentes: missão, foco, objetivos, tipo de iniciativas, entradas, atividades de produção, saídas e impactos. ETAPA 1 – Definir a missão Os coordenadores devem definir a missão de um programa de mentoring, que é o primeiro passo da estrutura lógica proposta. Essa é uma etapa essencial. É como preparar a fundação de um edifício para a construção. Determinar a missão de um programa é uma tentativa de compreender a razão pela qual ele está sendo concebido. A decisão para iniciar um programa de mentoring pode ser motivada por diversas razões. Frequentemente é uma resposta a um problema específico que foi identificado e deve ser solucionado. Assim, esses programas deveriam minimizar ou eliminar http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 14 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br as dificuldades evidenciadas. Os coordenadores devem fazer a seguinte pergunta ao identificar a missão: Qual é o problema que este programa se propõe solucionar? O Quadro 1 a seguir apresenta alguns exemplos de missão para as diferentes categorias de programa. Quadro 1 – Exemplos de missão segundo a categoria de programa Tipos de programas de mentoring Missão I) Integração Ajudar recém- formados a encontrarem seu primeiro emprego no mercado de trabalho. II) Carreira Ajudar a reduzir a rotatividade do empregado, melhorando sua satisfação no trabalho. III) Sucessão Ajudar em questões relacionadas a processos de sucessão. IV) Empreendedorismo Ajudar a sobrevivência e o crescimento de pequenas empresas. ETAPAS 2 e 3 – Definir foco e estabelecer objetivos Uma vez que a missão é determinada, os coordenadores devem identificar o foco do programa. Em termos da avaliação, o foco é uma situação problemática ou insatisfatória que necessita de mudança e requer ações (ver exemplos no Quadro 2). O coordenador deve formular um ou mais objetivos que atendam o foco do programa. Quadro 2 – Exemplos de focos e objetivos de acordo com a categoria adotada Tipos de programas de mentoring Foco Objetivo I) Integração Aumentar a empregabilid ade dos recém- formados. Ajudar os recém- formados no seu marketing pessoal, dando visibilidade junto a seus potenciais empregado res. II) Carreira Definir um plano de carreira. Promover e estimular o seu potencial de cresciment o III) Sucessão Identificar talentos na organização com potencial de liderança. Desenvolve r competênci as gerenciais. IV) Empreendedori smo Identificar recursos disponíveis para apoiar as pequenas empresas. Informar aos jovens empresário s sobre organizaçõ es e programas que apoiam suas ações. ETAPA 4 – Definir as diferentes iniciativas Quando a missão, os focos e os objetivos foram identificados claramente, os coordenadores deverão definir os tipos de iniciativas a serem implementadas. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 15 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br Os tipos de iniciativas estão relacionados às ações necessárias para alcançar os resultados finais. Por outro lado, a sua missão, foco e objetivos estão relacionados ao alcance propriamente dito dos resultados. O primeiro refere-se à eficiência e o segundo a eficácia de um programa de mentoring. ETAPA 5 – Identificar entradas A finalidade de definir entradas é identificar todos os recursos que serão alocados direta ou indiretamente para implementar com sucesso as iniciativas propostas. A seguinte questão deve ser respondida: Que recursos estão disponíveis aos coordenadores para executar e operar um programa de mentoring? Os recursos podem ser considerados de natureza humana e/ou financeira. É importante identificar as fontes de financiamento, previsão orçamentária e a equipe de pessoas que participará do projeto. Mesmo que o trabalho do mentor seja voluntário, ele tem importância crucial e deve ser valorizado no programa. ETAPA 6 – Definir atividades de produção As atividades de produção referem-se a todo o processo de gerência e administração do programa, ou seja, como transformar as entradas em saídas. Nesta fase é de vital importância que o coordenador se preocupe com o recrutamento e seleção de seus mentores e orientados. ETAPA 7 – Definir saídas Nesta fase, o coordenador deve identificar as saídas do programa através da criação e definição de seus indicadores, um banco de mentores e de orientados e a relação dos pares combinados. O indicador pode ser de natureza quantitativa ou qualitativa. A confiabilidade é uma das qualidades de um bom indicador, significando que deve dar resultados constantes e precisos quando usados em circunstâncias similares. Deve também ser uma medida válida, no sentido de que deve avaliar exatamente ao que se propôs anteriormente. Para interpretar os resultados, a informação fornecida por um indicador é comparada aos padrões ou aos critérios preestabelecidos. Por exemplo: número dos mentores e orientados recrutados, número de sessões de treinamento, número dos participantes em várias atividades, entre outros. ETAPA 8 – Identificar impactos e repercussões Os coordenadores devem examinar os impactos e as repercussões de seu programa de mentoring. Numa estrutura lógica, tais efeitos devem estar articulados e convergentes com missão, foco e objetivos do programa. De forma mais específica, determinar os impactos e as repercussões de um programa significa identificar os benefícios ou as consequências que resultam e sua execução. Dois níveis de efeitos e repercussões podem ser identificados em relação ao seu horizonte de tempo. O primeironível refere-se à avaliação de curto ou médio prazo e o segundo nível, ao de longo-prazo. Assim como as saídas, os efeitos e as repercussões também são mensurados por meio de indicadores, conforme mostra o Quadro 3. Quadro 3 – Exemplos dos impactos e repercussões de acordo com a categoria adotada Tipos de programas de mentoring Impactos e repercussõ es intermediá rias Impactos e repercussõe s finais I) Integração Número de Número das http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 16 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br profissionai s alocados no mercado de trabalho participaçõe s em um processo completo de recrutament o, da entrevista à contratação. II) Carreira Número de promoções atingidas pelo empregado Redução nos índices de rotatividade e de satisfação individual no trabalho. III) Sucessão Número de candidatos identificado s pela organização com potencial para gerência. Número de empregados promovidos a cargo gerencial através de recrutament o interno e externo. IV) Empreendedori smo Número de empresas de pequeno porte que alavancara m o seu negócio Número dos negócios que experimenta ram crescimento de faturamento. Número de postos de trabalho criados. Uma das principais atividades do mentor é assistir ao desempenho do orientando, verificar as suas potencialidades e aspirações para o futuro e proporcionar aconselhamento e orientação adequada para o desenvolvimento de sua carreira. Por esta razão o mentor deve desenvolver as suas habilidades de ouvir e buscar entender a racionalidade do orientando. Empatia é imprescindível e também o uso de técnicas de aconselhamento como segue abaixo: Anotar todos os aspectos de desempenho: comportamentos específicos do orientando, pontos fortes e fracos, qualidade do trabalho e avaliação de desempenho. Lidar com o orientando objetivamente e sem tendenciosidade: os assuntos devem focalizar o desempenho, o comportamento, o conhecimento e competências atuais e requeridas para o progresso da carreira. Localizar e identificar os pontos em que o orientando requer ajuda para melhorar o desempenho. Esperar feedback do orientando: o trabalho do mentor depende da retroação oferecida pelo orientando. Se essa retroação é rápida, a melhoria é veloz e a ascensão também. Se a retroação for negativa ou de resistência, o mentor deve saber corrigir a inabilidade do orientando de maneira hábil sem ferir suscetibilidade. O mentor deve esperar tanto reações construtivas como defensivas. Desenvolver um plano de ação: como a responsabilidade pela carreira é do próprio orientando, o mentor pode ajudá-lo a definir um plano de ação desenhado para dar impulso e maior velocidade. Esse plano deve ser constantemente revisto e realinhado em função do progresso desenvolvido pelo orientando. Além de identificar os resultados a alcançar. Embora direcionado para incentivar a alavancar a carreira do orientando, o mentoring é muito mais do que isso; ele não é um processo tópico ou local, mas, um http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 17 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br processo que deve estar presente na totalidade da organização. Na base de todo o processo de mentoring, está a preocupação em envolver os líderes da organização na criação (e retenção) contínua de talentos e na construção em fim de competências para a organização. A participação ativa das lideranças é crítica, pois o mentoring depende diretamente disso. Os programas de mentoring são excelentes ferramentas de desenvolvimento individual e social e devem ser aprimorados tendo em vista os diferentes objetivos que se propõem. 4. COUNSELING As necessidades atuais de mercado exigem dos profissionais cada vez mais de suas competências comportamentais e técnicas, além de longas jornadas de trabalho e forte cobrança por resultados. A adequação do indivíduo em uma função que lhe garanta autorrealização terá como consequências naturais, portanto, tanto o sucesso pessoal com o da organização, em função da alocação da “pessoa certa no lugar certo e no momento certo”, resultando em benefícios para toda a sociedade. O Aconselhamento de Carreira (Counseling) é um processo de mapeamento de competências e caminhos para o desenvolvimento de carreira do profissional já estabelecido no mercado ou para o jovem profissional em início de carreira. Nestas duas situações o grande objetivo é buscar o seu real potencial e planejar-se. O counseling é um processo extremamente focalizado, em tempo limitado e específico. O qual tem como objetivo identificar competências e planejar ações para o completo direcionamento de carreira. Através do diálogo e interação pessoal que ajuda as pessoas a resolverem ou controlarem os problemas e obterem resultados da forma mais racional possível, de acordo com a capacidade de cada indivíduo. O counseling é um processo de interação entre duas pessoas, counselor e cliente, cujo objetivo é aquele de habilitar o cliente a tomar uma decisão em relação a escolhas de caráter pessoal: é um conjunto de habilidades, atitudes e técnicas para "ajudar a pessoa a ajudar-se", partindo do pressuposto de que uma pessoa já tem em si os recursos necessários, propõe-se criar as condições para fazê-las emergir. O nascimento oficial do counseling se da nos anos cinquenta do século XX, nos Estados Unidos, e nos anos setenta na Europa, em particular na Inglaterra, seja como serviço de orientação, seja como instrumento de suporte nos serviços sociais e no voluntariado. Foi com Carl Rogers que adquiriu as características que hoje lhe são própria, de "colóquio centrado sobre o cliente", em que a atenção do counselor é focalizada sobre a pessoa antes de o ser sobre o problema, sobre a qualidade do relacionamento humano. O counseling busca acima de tudo o fortalecimento do núcleo da personalidade o que implica, muitas vezes, na revisão de valores pessoais e mudanças no estilo de vida. Não podemos esquecer que um dos efeitos mais perniciosos no rastro dos desequilíbrios corporativos é a fragilização do ego das pessoas envolvidas e, claro, personalidades fragilizadas se tornam incapazes de sustentar um desempenho profissional de alta ou mesmo de média exigência. Não é de egos frágeis que as empresas mais precisam, especialmente em se tratando de pessoas em postos de liderança; é aí que o counseling funciona como uma espécie de tonificante do ego, tornando-o mais resistente às crises corporativas e conferindo- lhe mais “resiliência”, que é a capacidade de absorver os impactos do meio, preservando sua identidade. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 18 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br Apesar de seu caráter predominantemente profilático, o counseling não deixa de produzir efeitos igualmente terapêuticos e, nesse aspecto, apresenta parentesco com as técnicas psicoterápicas. Mesmo que não se possa apontar a empresa como a única responsável pelo surgimento dos problemas emocionais, pelo estresse, pela ansiedade, ainda assim cabe a ela uma parcela mais do que significativa na produção do mal-estar psicológico e, por isso mesmo, pode-se cobrar dela maior atenção no atendimento dos casos e, acima de tudo, maior atenção com sua própria sanidade. Frequentemente, as pessoas experimentamao longo do tempo dificuldades profissionais com algumas características repetitivas, caso em que será necessário analisar com alguma profundidade a dinâmica psíquica subjacente. Noutros casos, poderá tratar-se de uma situação nova e/ou pontual, eventualmente mais rápida de resolver. Em certas instituições contam com a interação entre os seus colaboradores em que alguns não têm só formação e treino psicológico, mas também com formação em gestão e larga experiência profissional em instituições e empresas, habituadas a lidar com questões de liderança, situações de conflito (de autoridade ou outros), de falta de comunicação, de stress excessivo em situações de mudança, tais como reorganizações, fusões de empresas, ou outro tipo de dificuldade ou insatisfação profissional que frequentemente se traduz em desmotivação e no agravamento da situação. 4.1.Da sua importância O Aconselhamento de Carreira visa assessorar o profissional para que possa identificar seus pontos fortes e os requisitos básicos para ocupação de determinadas posições; evitando áreas de desinteresse. Dois são os principais benefícios para a organização na adoção do Aconselhamento de Carreira, primeiramente quanto à instituição de conselheiros internos, que passam a orientar e esclarecer aos profissionais internos sobre as oportunidades de carreira na organização, requisitos básicos e planejamento alinhado à política interna. Adicionalmente, quando da transição de carreira ou desligamento de profissionais em posições especiais da contratação de conselheiros externos para a condução do processo. Neste sentido, pode ser uma ação preventiva para retenção de profissionais chave, ressignificando sua visão da organização, ou ainda, evitando que profissionais importantes deixem a organização descontentes. 4.2.Sobre o Counselor Counselor é o profissional que é habilitado na pratica técnica de counseling. O counselor não é um psicólogo, mas tem um bom conhecimento da personalidade humana. O counselor é um profissional altamente qualificado com grande capacidade de ajudar as pessoas em todos os níveis de sua vida emocional, educacional e profissional. Um profissional que é capaz de suportar adequadamente um relacionamento com alguém que expressa questões emocionais, pessoais e particulares significativas. Para se tornar um counselor é necessário muito estudo e formação acadêmica, que garante ao counselor superação das tendências do ego para exercer o counseling em base própria, sem preconceitos ou rigidez, formação esta realizada na Europa e Estados Unidos, sendo exigido o grau de mestre para obter esta qualificação. Aplicação: http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 19 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br Dificuldade dos gestores: Os problemas psicológicos e/ou emocionais das pessoas que trabalham na empresa são muito importantes para serem tratados com base em empirismos meramente intuitivos, nível de tratamento simplistas demais que a maioria dos chefes conseguem oferecer. Dificuldade dos líderes: o counseling lida com os sentimentos do orientando. A melhor formação para o exercício do counseling é aquela ministrada pelos cursos de psicologia clínica, o counseling lida com problemas relacionados às atitudes e valores das pessoas, envolvendo suas emoções e sentimentos. Atitudes do counselor Paciência; Serenidade; Capacidade de ouvir; Capacidade interpretativa; Senso de timing; Discrição pessoal; Clareza e economia na formulação de mensagens; Visão ampla e ponderada; Respeito pelo outro; Interesse sincero no bem-estar do consulente; Comprometimento pessoal; Desejo de aprender com a situação. 4.3.Campo de atuação Em teoria, não há nenhum campo de competência para o counselor. Se considerarmos o papel do counselor como a pessoa que facilita o desenvolvimento e a utilização do potencial já existente no cliente, ajudando-o a superar os problemas de personalidade que o impedem de se expressar plenamente e livremente no mundo. Imediatamente se percebe que isso pode acontecer em qualquer contexto, de fato, segundo a orientação profissional que recebe o counselor a fim de melhorar as relações interpessoais nos contextos apropriados, com treinamento específico trabalha dentro da comunidade em geral: hospitais, escolas, universidades, empresas, comunidades religiosas, etc. A intervenção do counselor é centrada para resolver o conflito de cada indivíduo, na angústia existencial ou emocional que afeta a vida plena e criativa, por outro lado pode ser inserido como facilitador do diálogo entre a estrutura e o empregado. A intervenção do counselor pode ser definida como a capacidade de fornecer orientação e apoio a indivíduos ou grupos, promovendo o desenvolvimento e utilização do potencial do cliente. Então teremos, várias abordagens de acordo com a necessidade: Aconselhamento individual de casal, família, grupo; Orientação educacional; Aconselhamento empresarial (pequenas médias e grandes empresas) Aconselhamento para pessoas nos estágios avançados de doenças (AIDS, câncer). Etc. 4.4.Counselor no âmbito profissional ou de carreira Oferece aconselhamento sobre a carreira do cliente fora do ambiente escolar. Seu foco principal é ajudar as pessoas com as decisões sobre a carreira. O counselor no âmbito profissional explora e avalia a educação do cliente, a formação, a história do trabalho, os interesses, as habilidades e os traços de http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 20 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br personalidade. Ele pode pedir ao cliente testes de aptidão e de desempenho para ajudar o cliente a tomar decisões sobre a carreira. Ele também trabalha com o cliente para desenvolver as suas competências, auxiliando-o a procurar e encontrar emprego. Além disso, o counselor no âmbito da carreira presta apoio às pessoas que a perderam o trabalho, ajuda o cliente a lidar com estresse no trabalho ou outros problemas de transição de carreira. Etapas Como está o nível de adequação entre o perfil pessoal e os desafios do cargo? Quais são os indicadores de satisfação com o trabalho e como estão sendo gerenciados? Existe realmente o comprometimento em modificar atitudes e comportamentos? Com que frequência e qualidade o feedback vem acontecendo? O que a empresa espera em termos de resultados está sendo compreendido? 5. CONCLUSÃO Em síntese, embora, por um lado, as estratégias de orientação profissional, mentoring, coaching, e counseling possuam tênues características que as diferenciam entre si (singularidades), por outro lado, possuem, em sua essência, um fio condutor comum (similaridades), que as entrelaçam, sobrepõem e, por vezes, confundem-nas. Deduz-se assim que, dependendo da visão teórica e da postura adotada pelo autor, essas práticas podem assumir conotações similares, sobrepostas ou antagônicas. Para alcançarmos os resultados esperados a partir dessas práticas o importante é o compromisso dos gestores com o seu papel de líderes educadores, realmente interessados pelo desenvolvimento das competências das pessoas e de suas equipes. Cabe ao liderado a responsabilidade pelo seu desenvolvimento. Qualquer ação de desenvolvimento para ser eficaz, depende do "querer mudar, crescer e vencer" do indivíduo. É uma questão de atitude e fundamentalmente, uma relação de parceria. O importante é que o líder estabeleçajunto aos seus liderados uma relação direta de desenvolvimento através dessas ferramentas visando o crescimento contínuo. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 21 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 22 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br AVALIAÇÃO COACHING, MENTORING, COUNSELING 1) Assinale a alternativa que melhor representa a diferença entre coaching e mentoring. a) O trabalho do coach é multifacetado em tarefas, feedback, direcionamento e funções, enquanto o mentor tem por finalidade impulsionar a performance de um indivíduo em uma tarefa específica. b) O trabalho do mentor é multifacetado em tarefas, feedback, direcionamento e funções, enquanto o coach tem por finalidade impulsionar a performance de um indivíduo em uma tarefa específica. c) O mentoring normalmente é exercido por especialista no tema e é aplicado de modo gradativo, enquanto o coaching é caracterizado por um processo mais diretivo baseado no aconselhamento. d) O coaching normalmente é exercido por especialista no tema e é aplicado de modo gradativo, enquanto o mentoring é caracterizado por um processo mais diretivo baseado no aconselhamento. 2) Coaching é uma relação de: a) Parceria que revela ou liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar seus índices de desempenho. b) Tarefas realizadas pelo coach. c) Ensinar algo às pessoas. d) Implementação de conteúdos que deverão ser desenvolvidos pré- treinamento. 3) Complementando, o coaching funciona como um instrumento cujo objetivo, na empresa, é atender às demandas ligadas às competências comportamentais, predominantemente empresariais, tais como: a) Aumento da produtividade, aumento das habilidades de gerenciamento, integração, carreira, secessão e empreendedorismo. b) Proporcionar ao cliente uma vida mais plena, o alcance de metas e a vivência dos seus valores. c) Descobrir a preocupação imediata do cliente. Há clientes que já sabem o que querem, mas não sabem como agir, alguns são apenas conscientes das dificuldades em suas vidas, outros querem aprender novas habilidades. A partir da definição da preocupação imediata, independente da questão envolvida, serão exploradas as atividades para cada cliente. d) Capacidade de tomar decisões estratégicas efetivas; administração de mudanças; liderança com eficiência trabalho em equipe, direcionando-a para o seu melhor desempenho; habilidade na solução dos conflitos; e ato de lidar com o estresse de maneira produtiva. 4) Fazem parte dos estágios do coaching, assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) Avaliar o cliente e coletar informações. b) Descobrir a preocupação imediata do cliente. c) Administrar as expectativas dos clientes. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 23 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br d) Compartilhar responsabilidades. 5) Segundo Chiavenato (2002), algumas perspectivas que são imprescindíveis ao coach: I. Lidar com o orientando objetivamente e sem tendenciosidade: os assuntos devem focalizar o desempenho, o comportamento, o conhecimento e competências atuais e requeridas para o progresso da carreira. Localizar e identificar os pontos em que o orientando requer ajuda para melhorar o desempenho. II. Desenvolver o potencial de cada indivíduo - A rapidez com que as coisas mudam exige o aprendizado de coisas novas, direcionando o desenvolvimento de novos métodos de trabalho e de novas posturas diante dos clientes, buscando cada vez mais um diferencial para vencer a competitividade do mercado. III. Ouvir e ensinar - Prestar atenção e perceber as necessidades das pessoas são fatores fundamentais para o coach. Vários problemas podem ser reconhecidos por quem escuta com atenção. IV. Esperar feedback do orientando: o trabalho do mentor depende da retroação oferecida pelo orientando. Se essa retroação é rápida, a melhoria é veloz e a ascensão também. Se a retroação for negativa ou de resistência, o mentor deve saber corrigir a inabilidade do orientando de maneira hábil sem ferir suscetibilidade. O mentor deve esperar tanto reações construtivas como defensivas. V. Saber reter talentos - O grande desafio das organizações é desenvolver seu capital humano, intelectual, criando condições para sua constante evolução. O coach pode ajudar as pessoas na aquisição de novos conhecimentos, no desenvolvimento de novas habilidades e no interesse em buscar sempre maiores conhecimentos. Estão incorretas as alternativas: a) I e IV. b) II, III e IV. c) Todas estão corretas. d) III e V. 6) Quando se trata das organizações vários resultados podem ser identificados através do mentoring. São colocados seis resultados possíveis de mensuração, dentre eles: I. Aumento e melhoria da comunicação interna/organizacional, particularmente em grandes organizações com estrutura matricial. A relação provém uma comunicação informal de “mão dupla” entre as partes. II. Ação, com as quais compromete as pessoas para alcançar resultados impressionantes como à dedicação, responsabilidade, autocorreção. Preocupação com a qualidade, compromisso, perseverança e resultados avaliados como fonte impulsionadora. III. Aumento da produtividade para os participantes, pois ambos aumentam suas habilidades técnicas e habilidades de liderança e motivação. Essas três combinadas tem um poderoso impacto para a organização. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 24 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br IV. Descoberta de talentos latentes. Tanto o tutor quanto o tutorado descobrem novas habilidades em outras pessoas da organização, antes desconhecidas. V. Conclusiva, com as quais motiva as pessoas a agira, envolvendo outras pessoas, construindo coalizões como fonte facilitadora. Além disso, o líder deve ter a necessidade de estar continuamente aprendendo novos conhecimentos e habilidades. Dentre os citados, fazem parte dos resultados possíveis: a) I, II, III e IV. b) III e V. c) I, III e IV. d) IV e V. 7) Segundo Currier (2001) existem cinco premissas e três condições importantes que devem ser vistas como fatores-chave de sucesso para estabelecer e manter eficazmente programas de mentoring, conforme descrito a seguir: I. Um programa de mentoring deve oferecer um mínimo de treinamento para clarificar os papéis a serem trabalhados e distinguir o mentoring de outras formas de apoio. II. Um líder que promova o valor do mentoring, estando o programa alinhado a uma visão estratégica. III. Iniciar o mentoring com a questão imediata. Trabalhando a questão imediata do cliente na primeira sessão, dará ao mesmo um sentido de movimento, motivação e respeito às suas necessidades reais. IV. Aumento das habilidades de gerenciamento. V. O processo de recrutamento de um programa de mentoring deve ter uma pré-seleção dos candidatos, devendo deixar claros aos mentores e orientados os pré-requisitos necessários e os critérios de participação. Não fazem parte das cinco premissas nem das três condições as alternativas: a) III e IV. b) II e III. c) IV e V. d) I, IV e V. 8) Em um programade mentoring, não é um exemplo de missão: a) Ajudar a reduzir a rotatividade do empregado, melhorando sua satisfação no trabalho. b) Ajudar a sobrevivência e o crescimento de pequenas empresas. c) Ajudar os recém-formados no seu marketing pessoal, dando visibilidade junto a seus potenciais empregadores. d) Ajudar em questões relacionadas a processos de sucessão. 9) Não é uma atitude de um counselor: a) Interesse sincero no bem-estar do consulente. b) Identificar recursos disponíveis para apoiar as pequenas empresas. c) Clareza e economia na formulação de mensagens; d) Capacidade de ouvir. 10) Etapas de um counseling: I. Como ajudar os recém-formados no seu marketing pessoal, dando http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 25 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br visibilidade junto a seus potenciais empregadores? II. Como está o nível de adequação entre o perfil pessoal e os desafios do cargo? III. Quais são os indicadores de satisfação com o trabalho e como estão sendo gerenciados? IV. Número de profissionais alocados no mercado de trabalho? V. Como ajudar recém-formados a encontrarem seu primeiro emprego no mercado de trabalho? Fazem parte das etapas de um counseling: a) I, III e V. b) Todas as alternativas. c) II e III. d) IV e V. http://www.admon.com.br/ __________________________________________________________________ 26 __________________________________________________________________________ www.admon.com.br REFERÊNCIAS 1- ARAÚJO, D. L. M. Mentoring e construção da memória organizacional: um caminho possível? 2010. 155f. Dissertação (Mestrado em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação) – Universidade Católica de Brasília, Brasília. 2010. 2- BARROS, R. C. S. O que é counseling? Visão geral. Disponível em: http://renatachristian.blogspot.com.br /2011/01/o-que-e-counseling-visao- geral.html. Acesso em: 15 ago. 2013. 3- CHIAVENATO, Idalberto. Construção de talentos – coaching e mentoring: as novas ferramentas da gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002. 4- CUERRIER, C. Mentoring and the world of work. Charlesbourg, QC: Edition de la Fondation, 2001. 5- PAGANI, A. T. G. Coaching. Monografia – Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro, 2012. 6- SANTOS, N. M. B. F. Programas de mentoring: aprendendo com a realidade canadense. Revista Interfaces Brasil/Canadá, Rio Grande, 2007. 7- SILVA, C. R. E. Orientação profissional: utilidade, valor e impacto na gestão da carreira e na vida pessoal. 2007. 200 f. Dissertação (Mestrado em Gestão Social e do Trabalho) – Universidade de Brasília, Brasília. 2007. 8- SOARES, M. C. V.; CORRÊA, M. L. O líder-coach e sua influência no processo de aprendizagem comportamental: um estudo de caso. Revista Gestão e Planejamento. Salvador, jan./jun. 2008. http://www.admon.com.br/