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CASO 1 – O CASO DO FILHO COM CINCO PAÍS Devido ao grande avanço da ciência e tecnologia novas situações e fenômenos sociais desenvolvem-se permanentemente nas sociedades contemporâneas. Um bom exemplo disso é a moderna tecnologia de reprodução humana artificial, em laboratório, inclusive com possibilidades de manipulação genética, ou seja, alterando-se a fertilização de forma a criar condições predeterminadas de desenvolvimento de novos seres humanos. Muito em breve será possível não só clonar seres humanos, cópias de si mesmos, como alterar seus códigos genéticos de forma a nascerem com características escolhidas previamente (inteligência, cor, altura, sem determinada doença, ou com determinada doença a partir da qual se pode desenvolver o remédio etc.). Algumas dessas manipulações já são possíveis a partir do uso de células-tronco. Imaginemos que uma criança seja reproduzida por métodos artificiais havendo a participação de cinco adultos: a mãe que doou o óvulo, o pai que doou o esperma, a barriga de aluguel e o casal que adotou a criança. Esta criança é “filha” de cinco pessoas. Nesse processo aproveitou-se para se efetuar determinada manipulação genética no embrião que possibilitou a utilização das células da placenta dessa criança para salvar comprovadamente de morte o filho natural do casal que adotou a referida criança. Esta criança crescerá e um dia chegará a oportunidade de se revelar sua origem, bem como todo o processo que salvou, outrora, o filho natural de seus pais adotivos, seu irmão de criação. Digamos que esse dia seja daqui a 15 anos. INTERPRETAÇÃO 1.Defina com suas palavras Sociologia e Sociologia Jurídica. 2.A ciência deve ter limites morais e éticos, mesmo sob pena de não poder ser usada a favor da vida humana? 3.Daqui a 15 anos será difícil ou fácil explicar tudo a essa criança? Como será a reação dela ao saber de sua história daqui a 15 anos? 4.Imagine que o caso está sub judice: faça o papel da defensoria em busca da autorização para que se realize tal processo; tente elaborar o discurso da promotoria contra a realização de tal processo. 5.Como legislador, tente elaborar a lei que possivelmente normatize tais procedimentos de reprodução humana de forma artificial, bem como possíveis manipulações genéticas.