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Unidade II
BIOMECÂNICA APLICADA AO ESPORTE
Profa. Dra. Katia Brandina
Corrida e calçado esportivo
 A corrida de rua é uma atividade que se tornou popular em 
todo o mundo. 
Uso da corrida:
 Provas de corrida.
 Condicionamento físico para outras modalidades esportivas.
Importante conhecer o movimento:
 Análise biomecânica: Cinemetria, Eletromiografia, Cinética.
 Conhecimento da técnica do movimento.
 Influência do acessório na técnica: Calçado.
Características cinemáticas da corrida e influência do 
calçado esportivo
Ciclo da corrida:
 Fase de apoio.
 Fase de balanço.
 Fase aérea.
Fonte: Adaptado de Adellar, 1986, p. 498
 Diferenças da fase de apoio: Retropé e Médio pé:
Fonte: Adaptado 
de Cavanagh; 
Lafortune,1980
Eficiência da corrida:
 Maior velocidade com menor custo de energia.
Fonte: Adaptado de Hall, 2013, p. 308
 Movimento articular do joelho e controle de carga:
Fonte: Adaptado de Novacheck, 1998, p. 82
Movimento articular do tornozelo:
 Supinação.
 Pronação.
Controle de carga.
Estabilidade 
do tornozelo
Fonte: Adaptado de Edington, Frederick e Cavanagh, 1990.
Características cinemáticas da corrida e influência do 
calçado esportivo
Calçado esportivo e movimentos de pronação e supinação:
 Dependente da adaptação aparelho locomotor X calçado.
Fonte: Adaptado de Stacoff et al., 1988, p. 344
Interatividade
Os parâmetros cinemáticos da corrida podem ser observados com 
câmeras para entendimento de como o movimento ocorre. Sobre estes 
é possível afirmar que:
a) O ciclo da corrida é determinado pelas fases de apoio, balanço e 
duplo apoio.
b) A forma de colocar o pé no solo no início do apoio pode variar do 
retropé para fundistas e do antepé para velocistas.
c) No início do movimento a articulação do joelho está 
completamente estendida para garantir o apoio firme do membro 
inferior na corrida.
d) O calçado esportivo pode corrigir os movimentos de supinação e 
pronação completamente.
e) O calçado fabricado para um pronador tem a parte do retropé mais 
macia e a do antepé mais rígida.
Características cinéticas da corrida e influência do 
calçado esportivo
Características cinéticas da corrida: Plataforma de FRS
Fonte: Adaptado de Brandina, 2009, p. 36
Fy1= 2,5 a 4,0 PC
▲tFy1= 30 a 40 ms
Fonte: Barela e Duarte, 2011, p. 57
Características cinéticas da corrida: Plataforma de FRS
Controle de carga na corrida
 Menor velocidade = menor valor Fy1
 Número de apoios do pé no solo = controle do volume 
de corrida.
Melhor técnica de amortecimento 
 Maior ▲tFy1
 Stiffness do membro inferior
 Pré-ativação muscular – Controle da fadiga
Influência do calçado esportivo: Plataforma FRS
Tipos de registros para verificar a eficiência do calçado 
esportivo na redução do impacto
 Testes mecânicos.
 Somente o calçado é analisado.
 Consistência no resultado: Todo calçado com solado macio 
reduz o impacto aplicado pela máquina.
Teste Biomecânico
 Uso da Plataforma de FRS para registro da corrida.
 Diferentes sujeitos usam calçados com características de 
construção distintas quanto à dureza do solado.
Influência do calçado esportivo: Plataforma FRS
Resultados dos Testes Biomecânicos
 Controle do impacto depende do sujeito e não do calçado.
Fonte: Clarke, Frederick e Cooper, 1983.
Características cinéticas da corrida: 
Distribuição de Pressão Plantar
 Distribuição de Pressão Plantar 
na Corrida.
Fonte: Henning e Milani, 1995, p. 303
 Distribuição de Pressão Plantar na corrida com calçado 
diferentes quanto à dureza do solado: Macio e duro. 
Fonte: Henning, Valiant e Liu, 1996, p. 148
Interatividade
Na Dinamometria é possível quantificar as forças externas que 
atuam no aparelho locomotor. Na corrida pode-se usar a 
Plataforma de FRS e as palmilhas sensorizadas para este fim, 
sobre estes instrumentos é possível afirmar que:
a) Para o controle da intensidade da carga na corrida é preciso 
avaliar o valor de tFy1.
b) Para o controle do volume de carga na corrida é preciso 
avaliar o Fy1.
c) O calçado esportivo é capaz de reduzir o impacto sobre o 
corpo, sendo o corpo dependente do acessório esportivo.
d) A pressão plantar na corrida é controlada pela densidade da 
palmilha e do solado do calçado.
e) No início do apoio a pressão é maior na borda lateral do 
antepé e no final na borda medial do antepé.
Caracterização eletromiográfica da corrida
 Para entender de que forma os músculos atuam na corrida, 
não basta recorrer à anatomia e à cinesiologia; 
 É necessário investigar a ação desses músculos com 
a eletromiografia. 
A eletromiografia faz a caracterização temporal das ações 
musculares na corrida:
 Registra em quais momentos, no ciclo da passada, 
os músculos são acionados. 
 Associação com parâmetros cinemáticos: Movimento articulares.
Determinação da função muscular: 
 Controle X Produção de força.
Ações musculares na corrida
 Coativação: Ação conjunta de músculos antagônicos para 
a estabilização articular no movimento na fase de apoio.
 Pré-ativação: Ativação prévia dos músculos que atuam no 
início do apoio para controle de carga e estabilização do corpo.
Fonte: Novacheck, 1998, p. 80
Ações musculares na corrida: Articulação do quadril
Músculos isquiotibiais e glúteo máximo
 Início do apoio: Ação excêntrica – Estabilização de coluna.
 Apoio médio: Ação concêntrica – Extensão de quadril.
Reto da coxa 
 Fase de balanço: 
Ação concêntrica 
para flexão 
de quadril
Fonte: Novacheck, 1998, p. 80
Ações musculares na corrida: Articulação do Joelho
Quadríceps e Reto da coxa
 Início do apoio: Contração excêntrica – Controle da flexão 
do joelho.
 Apoio médio: Contração concêntrica – Extensão do joelho.
Fonte: Novacheck, 1998, p. 80
Ações musculares na corrida: Articulação do 
Tornozelo – Apoio retropé
Tibial anterior
 Início do apoio: Ação excêntrica – Colocação do pé no solo.
 Apoio médio: Ação concêntrica – Giro da perna sobre o pé.
Gastrocnêmio
 Apoio médio: Ação excêntrica – Controle do giro da perna.
 Final do apoio: Ação concêntrica para propulsão do corpo.
Fonte: 
Novacheck, 1998, p. 80
Ações musculares na corrida: Articulação do 
Tornozelo – Apoio mediopé
Gastrocnêmio e tibial anterior
 Início do apoio: Coativação muscular para manutenção 
da postura.
Gastrocnêmio
 Final do apoio: Ação concêntrica para propulsão do corpo.
Fonte: 
Novacheck, 
1998, p. 80
Ações musculares e ciclo alongamento-encurtamento 
No ciclo da corrida a maioria dos músculos realizam a ação 
excêntrica antes da ação concêntrica.
 Glúteo máximo.
 Gastrocnêmio. 
 Quadríceps.
Ciclo alongamento-encurtamento
 Controlar o choque mecânico e acumular energia elástica para 
propulsão na corrida. 
 É treinável.
 Eficiência do controle de gasto energético.
Interatividade
A participação dos músculos de forma coordenada garante controle 
de carga mecânica e promove boa propulsão para o movimento. 
Na corrida, é correto afirmar que:
a) Os músculos isquiotibiais e glúteo máximo fazem coativação
articular no quadril para sua estabilização no início do apoio.
b) Os músculos do quadríceps e reto femoral controlam a flexão do 
joelho no início da corrida para atenuar o impacto.
c) Todos os músculos do quadríceps contraem concentricamente 
para acelerar o quadril em flexão na fase de balanço da corrida.
d) Os músculos iniciam sua ativação somente após o contato do pé 
com o solo.
e) Independentemente da forma como o pé é colocado no solo, o 
tríceps sural sempre será ativado no instante docontato do 
pé com o solo.
Eficiência da corrida
Fatores influenciadores
 Velocidade de movimento confortável.
 Comprimento e frequência da passada.
 Oscilação vertical do CG.
Alterações técnicas alteram o consumo de energia.
Eficiência do movimento
 Oscilação do Centro de Massa.
Fonte: Williams e Cavanagh, 1987, p. 1242
Eficiência do movimento
Ciclo Alongamento-Encurtamento X VO2max
 Paavolainen et al. (1999), dois grupos foram submetidos 
a diferentes treinamentos de corrida por nove semanas. 
 Grupo controle: 90% aeróbio, 7% em circuito e 3% 
de potência. 
 Grupo experimental: 32% eram treinamento de potência 
(sprint, força e saltos), 3% eram em circuito e 65% 
eram aeróbio.
Análises:
 Tempo para percorrer 5 km
 Valor de VO2
Eficiência do movimento
 Tempo para percorrer 5 km
Fonte: Adaptado de Paavolainen et al., 1999, p. 1529
Eficiência do movimento
 Valor de VO2
Fonte: Adaptado de Paavolainen et al., 1999, p. 1530
Eficiência do movimento
Maior uso do 
Ciclo 
Alongamento 
encurtamento
Treinamento 
Pliométrico
Menor produção 
de força contrátil 
para manter 
velocidade e 
tempo de 
deslocamento
Maior tempo de 
prática sem fadiga 
muscular
Influência do calçado na eficiência do movimento
Transferência de energia
 Ciclo Alongamento 
– encurtamento
Shorten, 1993, p. 50
Influência do calçado na eficiência do movimento
Peso do calçado
 Economia do 
sistema X 
Técnica de 
movimento
Fonte: Nigg e Segesser, 
1992, p. 600
Interatividade
A eficiência do movimento de corrida depende de técnica correta 
que induz ao menor consumo energético. Sabendo disto, é correto 
afirmar que:
a) O centro de massa do corredor deve se deslocar na vertical 
a fim de ganhar o impulso na propulsão e economizar energia 
no movimento.
b) O treinamento de pliometria garante o uso do Ciclo Alongamento-
encurtamento favorecendo a economia de energia na corrida.
c) O uso do componente elástico na corrida não interfere no gasto de 
ATP para produção de força propulsiva.
d) O calçado esportivo é capaz de acumular e restituir energia elástica 
tornando o movimento mais eficiente.
e) O calçado esportivo mais pesado para atletas de corrida 
favorece o controle de gasto energético em competições. 
ATÉ A PRÓXIMA!