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Secretaria de Estado de Educação 
de Minas Gerais - SEE-MG 
 
 
Professor de Educação Básica – 
Educação Física 
 
 
Língua Portuguesa 
I - Textos: interpretação e compreensão de textos. ...................................................................................................... 1 
II - Língua e Linguagem: As funções da linguagem; texto narrativo; texto descritivo; texto dissertativo; discurso 
direto, indireto e indireto livre; o gênero poético e as figuras de linguagem. .......................................................... 3 
III - Fonética - fonologia: Fonemas: vogais, consoantes e semivogais; encontros vocálicos, consonantais e 
dígrafos; Sílabas. ............................................................................................................................................................... 17 
IV - Ortografia: Correção ortográfica; acentuação gráfica; divisão silábica. .......................................................... 21 
V - Morfologia: Estrutura e formação de palavras; morfemas, afixos; processos de formação de palavras; 
classes gramaticais: identificação, classificações e emprego. ................................................................................... 27 
VI - Sintaxe: Frase, oração e período; período simples - termos da oração: identificação, classificações e 
emprego. ............................................................................................................................................................................ 54 
VII - Literatura: Denotação e conotação; conceituação de texto literário; gêneros literários; periodização da 
literatura brasileira; estudo dos principais autores dos estilos de época. ............................................................. 66 
 
 
Matemática 
I - NÚMEROS E OPERAÇÕES: cálculo aritmético ........................................................................................................... 1 
II - ÁLGEBRA E FUNÇÕES: proporcionalidade, sequências e raciocínio lógico ..................................................... 13 
III - GRANDEZAS E MEDIDAS: estimativas e noções de medições .......................................................................... 40 
IV - ESPAÇO E FORMA: deslocamentos e movimentos no plano e no espaço ....................................................... 44 
V - TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: Leitura e representação da informação em Gráficos, Tabelas e 
Pictogramas ........................................................................................................................................................................ 72 
 
 
Conhecimentos Pedagógicos 
I - Direitos Humanos. ........................................................................................................................................................... 1 
II - Estatuto da Criança e Adolescente. .......................................................................................................................... 22 
III - Diretrizes Nacionais para a educação em direitos humanos. ............................................................................ 59 
IV - Programa Nacional Direitos Humanos. .................................................................................................................. 71 
V - Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. ............................................................................................. 72 
VI - Direitos das Mulheres................................................................................................................................................ 76 
VII - A Educação Escolar Quilombola no Brasil. ........................................................................................................... 83 
VIII - A organização e Funcionamento da Educação Escolar Quilombola no Estado de Minas Gerais. ............ 130 
IX - A Educação das Relações Étnico-Raciais no Brasil. ............................................................................................ 133 
X - A Educação das Relações Étnico-Raciais e a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes. ............ 135 
XI - Diretrizes para a Educação Básica nas escolas do campo em Minas Gerais. ................................................. 136 
XII - Diretrizes Operacionais Básicas para a Educação Básica nas escolas do campo. ....................................... 149 
XIII - Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica. ................................ 151 
XIV - Organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas 
Gerais..... ............................................................................................................................................................................ 154 
XV - O Currículo na perspectiva da inclusão, da diversidade e do direito à aprendizagem. .............................. 164 
Apostila Digital Licenciada para Goreth Maria Anício de Almeida Alvarenga Alves - contatogoreth@gmail.com (Proibida a Revenda)
XVI - Projeto Político-Pedagógico e a estreita relação com o Plano de Ensino, o Plano de Aula e a gestão da sala 
de aula. .............................................................................................................................................................................. 191 
XVII - A organização do trabalho pedagógico e a interdisciplinaridade. ............................................................... 200 
XVIII - A avaliação da aprendizagem na perspectiva de um Currículo Inclusivo. ................................................ 223 
XIX - A política da Educação Integral e Integrada garantindo a formação humana e o desenvolvimento integral 
dos estudantes. ................................................................................................................................................................ 246 
XX - Educação Especial Inclusiva: possibilidades e desafios. .................................................................................. 248 
BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM ..................................................................................................................... 258 
 
 
Conteúdo Específico 
I - Educação Física Escolar: tendências pedagógicas da educação física escolar. ..................................................... 1 
II - Fisiologia do Exercício: efeitos fisiológicos decorrentes da prática de atividades físicas a curto e longo 
prazo. ................................................................................................................................................................................... 22 
III - Anatomia: conceitos básicos sobre estruturas musculares e ósseas. ............................................................... 28 
IV - Aprendizagem e desenvolvimento motor: conceitos envolvidos no planejamento das habilidades motoras 
a serem trabalhadas. ......................................................................................................................................................... 32 
V - Esporte I: conceitos relacionados à iniciação esportiva universal, aos fundamentos básicos da psicologia do 
esporte e à metodologia de ensino das diversas manifestações esportivas. .......................................................... 37 
VI - Esporte II: Jogos, lutas e brincadeiras. ................................................................................................................... 41 
VII - Atividades rítmicas e expressivas: inclui as manifestações da cultura corporal que têm como 
características comuns a intenção de expressão e comunicação mediante gestos e a presença de estímulos 
sonoros como referência para o movimento corporal. Estão aqui as danças e brincadeiras cantadas. ............ 45 
VIII - Temas Especiais I: Educação Física e portadores de necessidades especiais. ............................................. 46IX - Temas Especiais II: Educação Física e saúde, ética e cidadania. ........................................................................ 51 
X - Temas Especiais III: Avaliação da aprendizagem no ensino da Educação Física escolar. .............................. 58 
BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM ....................................................................................................................... 63 
SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Proposta Curricular para o Ensino Médio -
2005. .................................................................................................................................................................................... 71 
SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Proposta Curricular para o Ensino Fundamental 
– 2014. ................................................................................................................................................................................. 94 
 
 
Apostila Digital Licenciada para Goreth Maria Anício de Almeida Alvarenga Alves - contatogoreth@gmail.com (Proibida a Revenda)
 
 
 
 
 
A apostila OPÇÃO não está vinculada a empresa organizadora do concurso público a que se destina, 
assim como sua aquisição não garante a inscrição do candidato ou mesmo o seu ingresso na carreira 
pública. 
 
O conteúdo dessa apostila almeja abordar os tópicos do edital de forma prática e esquematizada, 
porém, isso não impede que se utilize o manuseio de livros, sites, jornais, revistas, entre outros meios 
que ampliem os conhecimentos do candidato, visando sua melhor preparação. 
 
Atualizações legislativas, que não tenham sido colocadas à disposição até a data da elaboração da 
apostila, poderão ser encontradas gratuitamente no site das apostilas opção, ou nos sites 
governamentais. 
 
Informamos que não são de nossa responsabilidade as alterações e retificações nos editais dos 
concursos, assim como a distribuição gratuita do material retificado, na versão impressa, tendo em vista 
que nossas apostilas são elaboradas de acordo com o edital inicial. Porém, quando isso ocorrer, inserimos 
em nosso site, www.apostilasopcao.com.br, no link “erratas”, a matéria retificada, e disponibilizamos 
gratuitamente o conteúdo na versão digital para nossos clientes. 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA
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1Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
I - Textos: interpretação e 
compreensão de textos. 
Interpretação de Texto
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao 
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não 
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, 
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de 
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo, 
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, 
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar 
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender, 
primeiro, algumas definições importantes:
Texto
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de 
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de 
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um 
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de 
televisão também são formas textuais.
Interlocutor
É a pessoa a quem o texto se dirige.
Texto-modelo
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, 
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. 
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. 
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com 
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado, 
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante 
da sua vida.”
(Revista Capricho)
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem 
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem 
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor 
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser 
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho 
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
A linguagem informal típica dos adolescentes.
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do 
assunto;
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a 
leitura;
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo 
menos duas vezes;
04) Inferir;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 
autor;
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor 
compreensão;
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada 
questão;
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
interpretacao-de-textos-em-provas/
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar 
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento 
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo 
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a 
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa 
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender 
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está 
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do 
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura 
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e 
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de 
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas 
dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de 
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar 
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, 
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um 
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que 
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre 
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos 
surpreendentes que não foram observados anteriormente. 
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também 
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, 
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. 
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo 
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar 
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo 
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando 
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-senas ideias que de fato foram 
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam 
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente 
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, 
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície 
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do 
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado 
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto 
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser 
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós 
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas 
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
interpretacao-texto.html
Questões
O uso da bicicleta no Brasil
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil 
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países 
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta 
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez 
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa 
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que 
oferecem mais vantagens. 
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas 
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais 
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta 
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes 
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo 
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha; 
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos 
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o 
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito 
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e, 
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de 
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo, 
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em 
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um 
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, 
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a 
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2Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto 
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é 
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários 
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é 
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema 
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em 
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão 
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção 
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, 
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de 
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes, 
discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso 
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A 
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e 
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos 
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos 
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de 
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender 
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para 
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com 
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos 
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de 
locomoção nas metrópoles brasileiras
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra 
devido à falta de regulamentação.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela 
maioria dos moradores.
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os 
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 
arriscada e pouco salutar.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos 
objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 
ciclista.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é 
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 
no Brasil.
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de 
locomoção se consolidou no Brasil.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve 
dar prioridade ao pedestre.
03. Considere o cartum de Evandro Alves.
Afogado no Trânsito
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto 
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
Televisão
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. 
Adaptado)
É correto concluir que, de acordo com o cartum, 
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou 
pela TV são equivalentes.
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação 
mais ativa.
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém 
que não sabe se distrair.
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir 
a um programa de televisão.
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo 
idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
Leia o texto para responder às questões: 
Propensão à ira de trânsito
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente 
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro 
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como 
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. 
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas 
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas 
também se engajam num comportamento de risco – algumas até 
agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir 
que este chegue onde precisa.
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá 
ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um 
motorista a tomar decisões irracionais.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. 
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa 
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. 
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas 
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de 
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no 
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que 
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros 
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao 
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um 
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos 
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de 
dirigir.
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, oDr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não 
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim 
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças 
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento 
e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas 
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa 
Apostila Digital Licenciada para Goreth Maria Anício de Almeida Alvarenga Alves - contatogoreth@gmail.com (Proibida a Revenda)
3Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em 
alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino.
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos 
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar 
a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de 
frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira 
de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um 
incidente em uma violenta briga.
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas 
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está 
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando 
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das 
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que 
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado 
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver 
tentado a agir só com a emoção.
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/
furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado)
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é 
correto afirmar que
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à 
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes.
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas 
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto 
comunitário do ato de dirigir.
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é 
o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção 
agressiva.
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de 
experiências e atividades não só individuais como também 
sociais.
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das 
emoções positivas por parte dos motoristas. 
Respostas
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D)
II - Língua e Linguagem: As 
funções da linguagem; texto 
narrativo; texto descritivo; 
texto dissertativo; discurso 
direto, indireto e indireto livre; o 
gênero poético e as figuras de 
linguagem.
Funções da Linguagem
Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem, 
a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. Isso 
está correto. No entanto, comunicar não é apenas transmitir 
informações. É também exprimir emoções, dar ordens, falar 
apenas para não haver silêncio. Para que serve a linguagem?
A linguagem serve para informar: Função Referencial.
“Estados Unidos invadem o Iraque”
Essa frase, numa manchete de jornal, informa-nos sobre um 
acontecimento do mundo.
Com a linguagem, armazenamos conhecimentos na memória, 
transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas, ficamos 
sabendo de experiências bem-sucedidas, somos prevenidos 
contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. Graças 
à linguagem, um ser humano recebe de outro conhecimentos, 
aperfeiçoa-os e transmite-os.
Condillac, um pensador francês, diz: “Quereis aprender 
ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria 
língua!” Com efeito, a linguagem é a maneira como aprendemos 
desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias 
científicas, as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais 
avançados.
A função informativa da linguagem tem importância central 
na vida das pessoas, consideradas individualmente ou como 
grupo social. Para cada indivíduo, ela permite conhecer o mundo; 
para o grupo social, possibilita o acúmulo de conhecimentos 
e a transferência de experiências. Por meio dessa função, a 
linguagem modela o intelecto.
É a função informativa que permite a realização do trabalho 
coletivo. Operar bem essa função da linguagem possibilita que 
cada indivíduo continue sempre a aprender.
A função informativa costuma ser chamada também de 
função referencial, pois seu principal propósito é fazer com 
que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas 
ou os eventos a que fazem referência.
A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: 
Função Conativa.
“Vem pra Caixa você também.”
Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a 
aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. 
Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse 
comportamento, formulou-se um convite com uma linguagem 
bastante coloquial, usando, por exemplo, a forma vem, de 
segunda pessoa do imperativo, em lugar de venha, forma de 
terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você.
Pela linguagem, as pessoas são induzidas a fazer 
determinadas coisas, a crer em determinadas ideias, a sentir 
determinadas emoções, a ter determinados estados de alma 
(amor, desprezo, desdém, raiva, etc.). Por isso, pode-se dizer que 
ela modela atitudes, convicções, sentimentos, emoções, paixões. 
Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra “negro”, 
pronunciada em tom desdenhoso, aprende a ter sentimentos 
racistas; se a todo momento nos dizem, num tom pejorativo, 
“Isso é coisa de mulher”, aprendemos os preconceitos contra a 
mulher.
Não se interfere no comportamento das pessoas apenas 
com a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos influenciam 
de maneira bastante sutil, com tentações e seduções, como 
os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem 
sucedidos, atraentes e charmosos se usarmos determinadas 
marcas, se consumirmos certos produtos. 
Com essa função, a linguagem modela tanto bons cidadãos, 
que colocam o respeito ao outro acima de tudo, quanto 
espertalhões, que só pensam em levar vantagem, e indivíduos 
atemorizados, que se deixam conduzir sem questionar.
Emprega-se a expressão função conativa da linguagem 
quando esta é usada para interferir no comportamento das 
pessoas por meio de uma ordem, um pedido ou uma sugestão. A 
palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que 
significa “esforçar-se” (para obter algo).
A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função 
Emotiva.
“Eu fico possesso com isso!”
Nessa frase, quem fala está exprimindo sua indignação 
com alguma coisa que aconteceu. Com palavras, objetivamos 
e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. 
Exprimimos a revolta e a alegria, sussurramos palavras de 
amor e explodimos de raiva, manifestamos desespero, desdém, 
desprezo, admiração, dor, tristeza. Muitas vezes, falamos para 
exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. Durante o 
governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, ouvíamos 
certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o 
país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. Essa 
maneira informal de se referirem ao presidente era, na verdade, 
uma maneira de insinuarem intimidade com ele e, portanto, 
de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela 
proximidade com o poder. Inúmeras vezes, contamos coisas 
que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo, para mostrar 
nossa valentia ou nossa erudição, nossa capacidade intelectual 
ou nossa competência na conquista amorosa.
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4Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz 
que empregamos, etc., transmitimos uma imagem nossa, não 
raro inconscientemente.
Emprega-se a expressão função emotiva para designar a 
utilização da linguagem para a manifestação do enunciador, isto 
é, daquele que fala.
A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função 
Fática.
__Que calorão, hein?
__Também, tem chovido tão pouco.
__Acho que este ano tem feito mais calor do quenos outros.
__Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor.
Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num 
elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes 
em que estão juntas. Falam para nada dizer, apenas porque o 
silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil.
Quando estamos num grupo, numa festa, não podemos 
manter-nos em silêncio, olhando uns para os outros. Nessas 
ocasiões, a conversação é obrigatória. Por isso, quando não se 
tem assunto, fala-se do tempo, repetem-se histórias que todos 
conhecem, contam-se anedotas velhas. A linguagem, nesse caso, 
não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. 
Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”, 
em geral não queremos, de fato, saber se nosso interlocutor está 
bem, se está doente, se está com problemas. A fórmula é uma 
maneira de estabelecer um vínculo social.
Também os hinos têm a função de criar vínculos, seja entre 
alunos de uma escola, entre torcedores de um time de futebol 
ou entre os habitantes de um país. Não importa que as pessoas 
não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional, pois 
ele não tem função informativa: o importante é que, ao cantá-lo, 
sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros.
Na nomenclatura da linguística, usa-se a expressão função 
fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou 
manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor.
A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: 
Função Metalinguística.
Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um 
substantivo”; “É errado dizer ‘a gente viemos’”; “Estou usando 
o termo ‘direção’ em dois sentidos”; “Não é muito elegante usar 
palavrões”, não estamos falando de acontecimentos do mundo, 
mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. É 
o que chama função metalinguística. A atividade metalinguística 
é inseparável da fala. Falamos sobre o mundo exterior e o 
mundo interior e ao mesmo tempo, fazemos comentários sobre 
a nossa fala e a dos outros. Quando afirmamos como diz o 
outro, estamos comentando o que declaramos: é um modo de 
esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial 
como a que estamos enunciando; inversamente, podemos usar 
a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de 
dizer. É o que se dá quando dizemos, por exemplo, Parodiando o 
padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica, vou dizer que 
“peixes se pescam, homens é que se não podem pescar”.
A linguagem serve para criar outros universos.
A linguagem não fala apenas daquilo que existe, fala também 
do que nunca existiu. Com ela, imaginamos novos mundos, 
outras realidades. Essa é a grande função da arte: mostrar que 
outros modos de ser são possíveis, que outros universos podem 
existir. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) 
mostra isso de maneira bem expressiva. Nele, conta-se a história 
de uma mulher que, para consolar-se do cotidiano sofrido e 
dos maus-tratos infligidos pelo marido, refugia-se no cinema, 
assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida 
é glamorosa, e o galã é carinhoso e romântico. Um dia, ele sai 
da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. Nessa 
outra realidade, os homens são gentis, a vida não é monótona, o 
amor nunca diminui e assim por diante.
A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética.
Brincamos com as palavras. Os jogos com o sentido e os sons 
são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. Divertimo-
nos com eles. Manipulamos as palavras para delas extrairmos 
satisfação.
Oswald de Andrade, em seu “Manifesto antropófago”, diz 
“Tupi or not tupi”; trata-se de um jogo com a frase shakespeariana 
“To be or not to be”. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes, 
quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco 
de um ônibus e este quebrara, fez o seguinte trocadilho: “É a 
primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. 
A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido 
para sentar-se” e “casa bancária”. Também está empregado em 
dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”, “dinheiro”.
Observe-se o uso do verbo bater, em expressões diversas, 
com significados diferentes, nesta frase do deputado Virgílio 
Guimarães:
“ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu 
continência para os militares, bateu palmas para o Collor e quer 
bater chapa em 2002. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de 
consciência e bata em retirada.”
(Folha de S. Paulo)
Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente 
ou esteticamente. No primeiro caso, ela é utilizada para informar, 
para influenciar, para manter os laços sociais, etc. No segundo, 
para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. 
Em função estética, o mais importante é como se diz, pois o 
sentido também é criado pelo ritmo, pelo arranjo dos sons, pela 
disposição das palavras, etc.
Na estrofe abaixo, retirada do poema “A Cavalgada”, de 
Raimundo Correia, a sucessão dos sons oclusivos /p/, /t/, /k/, 
/b/, /d/, /g/ sugere o patear dos cavalos:
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...
Apud: Lêdo Ivo. Raimundo Correia: Poesia. 4ª ed.
Rio de Janeiro, Agir, p. 29. Coleção Nossos Clássicos.
Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos 
ocorre no segundo verso, quando se afirma que o barulho dos 
cavalos aumenta.
Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar 
sentidos ao conteúdo transmitido por ela, diz-se que estamos 
usando a linguagem em sua função poética.
Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-
se necessário o estudo dos elementos da comunicação.
Antigamente, tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido 
de maneira “sistematizada” (alguém pergunta - alguém espera 
ouvir a pergunta, daí responde, enquanto outro escuta em 
silêncio, etc). Exemplo:
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
Emissor emite, codifica a mensagem
Receptor recebe, decodifica a mensagem
Mensagem conteúdo transmitido pelo emissor
Código conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem
Referente contexto relacionado a emissor e receptor
Canal meio pelo qual circula a mensagem
Porém, com recentes estudos linguísticos, tal teoria sofreu 
certa modificação, pois, chegou-se a conclusão de que ao se 
tratar da parole (sentido individual da língua), entende-se que 
é um veículo democrático (observe a função fática), assim, 
admite-se um novo formato de locução, ou, interlocução (diálogo 
interativo):
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5Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Locutor quem fala (e responde)
Locutário quem ouve e responde
Interlocução diálogo
As respostas, dos “interlocutores” podem ser gestuais, faciais 
etc. por isso a mudança (aprimoração) na teoria.
As atitudes e reações dos comunicantes são também 
referentes e exercem influência sobre a comunicação
Lembramo-nos:
- Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” 
do emissor, é carregada de subjetividade. Ligada a esta função 
está, por norma, a poesia lírica.
- Função apelativa (imperativa): com este tipo de 
mensagem, o emissor atua sobre o receptor, afim de que 
este assuma determinado comportamento; há frequente 
uso do vocativo e do imperativo. Esta função da linguagem é 
frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade.
- Função metalinguística: função usada quando a língua 
explica a própria linguagem (exemplo: quando, na análise de 
um texto, investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou 
semânticos).
- Função informativa (ou referencial): função usada 
quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma 
realidade, ou acontecimento.
- Função fática: pretende conseguir e manter a atenção 
dos interlocutores, muito usada em discursos políticos e textos 
publicitários (centra-se no canal de comunicação).
- Função poética: embeleza,enriquecendo a mensagem com 
figuras de estilo, palavras belas, expressivas, ritmos agradáveis, 
etc.
Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes 
da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram 
para o que podemos reconhecer como “interjeições”. As 
primeiras ferramentas da fala humana.
A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais 
profundamente distingue o homem dos outros animais.
Podemos considerar que o desenvolvimento desta função 
cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação 
da mão, que permitiram o aumento do volume do cérebro, a par 
do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial.
Devido a estas capacidades, para além da linguagem falada 
e escrita, o homem, aprendendo pela observação de animais, 
desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em 
diferentes países, não só para melhorar a comunicação entre 
surdos, mas também para utilizar em situações especiais, 
como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que 
se encontram fora do alcance do ouvido, mas que se podem 
observar entre si.
Questões
01. 
Alô, alô, Marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society [...]
LEE, Rita. CARVALHO, Roberto de. Disponível em: http://www.
vagalume.com.br/ Acesso em: 30 mar. 2014.
Os dois primeiros versos do texto fazem referência à função 
da linguagem cujo objetivo dos emissores é apenas estabelecer 
ou manter contato de comunicação com seus receptores. Nesses 
versos, a linguagem está empregada em função
(A) expressiva.
(B) apelativa.
(C) referencial.
(D) poética.
(E) fática.
02. 
SONETO DE MAIO
(Vinícius de Moraes)
Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br
Em um poema, é possível afirmar que a função de linguagem 
está centrada na:
(A) Função fática.
(B) Função emotiva ou expressiva.
(C) Função conativa ou apelativa.
(D) Função denotativa ou referencial.
03. O exercício da crônica
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como 
faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é 
levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar 
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa 
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, olha através 
da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, 
de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, 
em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um 
sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em 
torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-
lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida 
emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em 
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já 
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o 
inesperado.
MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1991.
Predomina nesse texto a função da linguagem que se 
constitui
(A) nas diferenças entre o cronista e o ficcionista.
(B) nos elementos que servem de inspiração ao cronista.
(C) nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica.
(D) no papel da vida do cronista no processo de escrita da 
crônica.
(E) nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de 
uma crônica.
04. Sempre que há comunicação há uma intenção, o que 
determina que a linguagem varie, assumindo funções. A 
função da linguagem predominante no texto com a respectiva 
característica está expressa em:
(A) referencial – presença de termos científicos e técnicos
(B) expressiva – predominância da 1ª pessoa do singular
(C) fática – uso de cumprimentos e saudações
(D) apelativa – emprego de verbos flexionados no imperativo
Respostas
01. (E) / 02. (B) / 03. (E) / 04. (D)
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6Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Tipos Textuais
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que 
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois 
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) 
e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). 
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas 
escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre 
determinado assunto.
 E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de 
expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
Descrição
 Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma 
visão;
 É um tipo de texto figurativo;
 Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
 Predomínio de atributos;
 Uso de verbos de ligação;
 Frequente emprego de metáforas, comparações e outras 
figuras de linguagem;
 Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
Narração
 Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta 
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);
 É um tipo de texto sequencial;
 Relato de fatos;
 Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
 Apresentação de um conflito;
 Uso de verbos de ação;
 Geralmente, é mesclada de descrições;
 O diálogo direto é frequente.
Dissertação
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
É um tipo de texto argumentativo.
Defesa de um argumento:
a) apresentação de uma tese que será defendida,
b) desenvolvimento ou argumentação,
c) fechamento;
Predomínio da linguagem objetiva;
Prevalece a denotação.
Carta
 Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um 
remetente e um destinatário;
 É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um 
tipo de leitor;
 É necessário que se utilize uma linguagem adequada com 
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a 
visão daquele para quem o texto está sendo escrito.
Descrição
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação 
ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares 
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja 
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em 
imagens.
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa 
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não 
é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do 
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa 
forma, o que será importante ser analisado para um, não será 
para outro.
A vivência de quem descreve também influencia na hora de 
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, 
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
Exemplos:
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas 
a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, 
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado 
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o 
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de 
abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.” 
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, 
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em 
reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta 
minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o 
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina, 
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola 
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo comele do que conosco.
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São 
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da 
escola que o escritor frequentava. 
Deve-se notar:
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao 
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os 
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha 
grande medo ao pai); 
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser 
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de 
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é 
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato, 
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o 
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não 
traçar a cronologia de suas ações); 
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas 
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em 
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano 
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) 
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; 
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não 
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica 
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar 
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com 
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se 
antes...
Características:
- Ao fazer a descrição enumeramos características, 
comparações e inúmeros elementos sensoriais;
- As personagens podem ser caracterizadas física e 
psicologicamente, ou pelas ações;
- A descrição pode ser considerada um dos elementos 
constitutivos da dissertação e da argumentação;
- é impossível separar narração de descrição;
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a 
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza;
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: 
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo 
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea 
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que 
parecem conformados expressamente para esposas da multidão 
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu);
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7Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não 
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus 
enunciados;
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que 
se usem então as formas nominais, o presente e o pretério 
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos 
verbos que indiquem estado ou fenômeno.
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos 
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.
A característica fundamental de um texto descritivo é essa 
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa 
descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam 
sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação 
anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas 
linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente 
ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa 
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em 
relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria 
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um 
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, 
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso 
grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo...
Características Linguísticas:
O enunciado narrativo, por ter a representação de 
um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela 
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, 
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação, 
é atemporal. 
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: 
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores 
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente 
no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver, 
situar-se, existir, ficar). 
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é 
descrito; 
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações, 
sinestesias). 
- Uso de advérbios de localização espacial. 
Recursos:
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. 
Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do 
sol. 
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas, 
concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu 
sereno, uma pureza de cristal. 
- As sensações de movimento e cor embelezam o poder da 
natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente 
que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. 
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do 
texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal, 
muito crente. 
A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem 
são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua 
altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos, 
pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
 Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo: 
“ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central 
que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de 
guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado, 
dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. 
Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais 
velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda 
que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da 
variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois 
a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha 
e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú 
de Ossos)
Descrição Subjetiva: quando há maior participação da 
emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são 
transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar 
ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é 
que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações 
gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! 
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, 
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra 
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando 
por lei, de sobregoverno.” 
(Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos 
descritivos:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão 
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, 
uma vez que eles indicam propriedades ou características que 
ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do 
ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para 
baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o 
detalhe cria efeitos de sentido distintos.
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de 
Bocage:
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
bem servido de pés, meão de altura,
triste de facha, o mesmo de figura,
nariz alto no meio, e não pequeno.
Incapaz de assistir num só terreno,
mais propenso ao furor do que à ternura;
bebendo em níveas mãos por taça escura
de zelos infernais letal veneno.
 
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
O poeta descreve-se das características físicas para as 
características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria 
o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer 
relevo.O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a 
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de 
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características 
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou 
suas características psicológicas e até emocionais (descrição 
subjetiva).
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, 
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado 
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu 
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou 
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva.
Descrição de objetos constituídos de uma só parte:
- Introdução: observações de caráter geral referentes à 
procedência ou localização do objeto descrito.
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação 
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões 
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.)
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/
brilho, textura.
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua 
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto 
como um todo.
Descrição de objetos constituídos por várias partes:
- Introdução: observações de caráter geral referentes à 
procedência ou localização do objeto descrito.
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das 
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como 
as partes se agrupam para formar o todo.
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo 
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor 
e brilho.
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8Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua 
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em 
sua totalidade.
Descrição de ambientes:
- Introdução: comentário de caráter geral.
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do 
ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e 
aroma (se houver).
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos 
lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou 
quaisquer outros objetos.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no 
ambiente.
Descrição de paisagens:
- Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer 
outra referência de caráter geral.
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo 
(explicação do que se vê ao longe).
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais 
próximos do observador explicação detalhada dos elementos 
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca 
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.
Descrição de pessoas (I):
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer 
aspecto de caráter geral.
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor 
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
- Desenvolvimento: características psicológicas 
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, 
inclinações, postura, objetivos).
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter 
geral.
Descrição de pessoas (II):
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer 
aspecto de caráter geral.
- Desenvolvimento: análise das características físicas, 
associadas às características psicológicas (1ª parte).
- Desenvolvimento: análise das características físicas, 
associadas às características psicológicas (2ª parte).
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter 
geral.
A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma 
estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam. 
Porque toda técnica descritiva implica contemplação e 
apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever, 
precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor 
capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma 
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua 
sensibilidade.
Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior 
preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. 
Por ser objetiva, há predominância da denotação. 
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é 
um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma 
linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para 
descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os 
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Exemplo: 
Folheto de propaganda de carro 
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir 
o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando 
tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat 
Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de 
elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do 
ambiente.
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui 
capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500 
litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em 
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para 
evitar a deformação em caso de colisão. 
Textos descritivos literários: Na descrição literária 
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de 
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de 
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; 
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também 
podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
 
Narração
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, 
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo 
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um 
espaço, organizados por uma narração feita por um narrador. 
É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, 
tendo mudança de um estado para outro, segundo relações 
de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na 
descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e 
as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando 
situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), 
o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e 
com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração 
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; 
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de 
texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem 
o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de 
texto recebe o nome de enredo.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas 
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas 
no episódio que está sendo contado. As personagens são 
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos 
próprios.
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem 
querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do 
enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre 
uma ação ou ações é chamado de espaço, representado no texto 
pelos advérbios de lugar.
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer 
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da 
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através 
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de 
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele 
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. 
A história contada, por isso, passa por uma introdução 
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo 
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, 
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) 
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). 
Aquele que conta a história é o narrador, que pode ser pessoal 
(narra em 1ª pessoa: Eu)ou impessoal (narra em 3ª pessoa: 
Ele). 
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos 
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos 
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes 
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas 
pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a 
história.
Elementos Estruturais (I):
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam 
e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por 
meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens 
podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais 
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o 
medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis, 
protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história.
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9Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o 
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo 
interior, subjetivo.
Elementos Estruturais (II):
Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
Acontecimento O quê? Fato
Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
Modo Como? De que forma ocorreu o fato
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Resultado - previsível ou imprevisível.
Final - Fechado ou Aberto.
Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se 
de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, 
como simples exemplos de uma narração. Há uma relação 
de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e 
verossimilhança à história narrada.
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, 
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as 
personagens ou o fato a ser narrado.
Existem três tipos de foco narrativo:
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na 
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao 
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como 
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a 
história é contada em 3ª pessoa.
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo 
e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos 
íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece 
misturada com pensamentos dos personagens (discurso 
indireto livre).
Estrutura:
- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados 
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da 
história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. 
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia 
propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, 
conduzindo ao clímax.
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu 
momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
- Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações 
dos personagens.
Tipos de Personagens:
Os personagens têm muita importância na construção de um 
texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou 
secundários, conforme o papel que desempenham no enredo, 
podem ser apresentados direta ou indiretamente.
A apresentação direta acontece quando o personagem 
aparece de forma clara no texto, retratando suas características 
físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando 
os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo 
a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de 
suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
- Em 1ª pessoa:
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a 
história e é o protagonista. 
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar, 
eu estava lá e vi. 
- Em 3ª pessoa:
Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa. 
Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como 
sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
Tipos de Discurso:
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente 
para o personagem, sem a sua interferência.
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem 
diz, sem lhe passar diretamente a palavra. 
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do 
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente 
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. 
Sequência Narrativa:
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: 
uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase 
a outra. 
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: 
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um 
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); 
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma 
competência para fazer algo); 
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou 
devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
- uma em que se constata que uma transformação se deu e 
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens 
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os 
maus).
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se 
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a 
realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela 
efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla. 
Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento: 
quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para 
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever 
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou 
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo).
Algumas mudanças são necessárias para que outras se 
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um 
bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro, 
é preciso antes conseguir o dinheiro.
Narrativa e Narração
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade 
é um componente narrativo que pode existir em textos que 
não são narrações. A narrativa é a transformação de situações. 
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse 
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que, 
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém 
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da 
imigração européia.
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, 
o que é narração?
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de 
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche 
essa condição); 
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos 
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse 
requisito);
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal 
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e 
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar 
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por 
sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu 
turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre 
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear 
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no 
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, 
quando o narrador começa contando sua morte para em 
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. 
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações 
de anterioridade e de posterioridade.
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10Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Resumindo: na narração, as três características explicadas 
acima (transformação de situações, figuratividadee relações 
de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) 
devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só 
uma ou duas dessas características não é uma narração.
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto 
narrativo:
- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que 
aconteceu, quando e onde.
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos 
personagens.
- Desenvolvimento: detalhes do fato.
- Conclusão: consequências do fato.
Caracterização Formal:
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto 
narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade, 
porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função 
da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do 
enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim 
é de grande importância saber se o relato é feito em primeira 
pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação 
do narrador; segundo, há uma inferência do último através da 
onipresença e onisciência.
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos 
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo 
o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. 
O narrador que usa essa técnica (característica comum no 
cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade, 
podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no 
espaço.
Exemplo - Personagens
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr. 
Amâncio não viu a mulher chegar.
 Não quer que se carpa o quintal, moço?
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face 
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do 
passado, os olhos).”
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado 
Aberto, p. 5O)
Exemplo - Espaço
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza 
escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não 
havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto 
Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
Exemplo - Tempo
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a 
mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
Tipologia da Narrativa Ficcional:
- Romance
- Conto
- Crônica
- Fábula
- Lenda
- Parábola
- Anedota
- Poema Épico
Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
- Memorialismo
- Notícias
- Relatos
- História da Civilização
Apresentação da Narrativa:
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em 
quadrinhos) e desenhos.
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
Dissertação
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação 
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. 
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, 
clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento 
de trabalho e uma habilidade de expressão.
É em função da capacidade crítica que se questionam 
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo 
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu 
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição 
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade 
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico.
Observe-se que:
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade 
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem 
particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas 
do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a 
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte 
no momento em que se tornam primeirosministros);
- a progressão temporal dos enunciados não tem importância, 
pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a 
corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação 
para primeiroministro).
Características:
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é 
temático;
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de 
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior 
importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, 
pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, 
implicação, etc.
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de 
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem 
características próprias a cada tipo de texto.
 
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento 
/ Conclusão.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a 
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. 
Tipos:
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. 
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que 
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” 
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um 
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo 
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que 
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas 
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana, 
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população 
brasileira.” 
- Proposição: o autor explicita seus objetivos.
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma 
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer 
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! 
Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse 
momento!
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É 
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a 
solução no combate à insegurança.”
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. 
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: 
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com 
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de 
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem 
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11Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 
2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). 
(...)”
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. 
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do 
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no 
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras 
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder, 
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de 
sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que 
compõem o texto. 
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a 
pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo 
futebol não é uma prova de alienação?”
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a 
curiosidade do leitor. 
- Comparação: social e geográfica. 
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à 
distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo 
das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades 
que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira 
doença do século...”
- Narração: narrar um fato. 
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, 
de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais 
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas:
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com 
este tipo de abordagem.
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia 
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição.
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações 
distintas.
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos 
favoráveis e desfavoráveis.
- IlustraçãoNarrativa ou Descritiva: narrar um fato ou 
descrever uma cena.
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para 
prováveis resultados.
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve 
apresentar questionamento e reflexão.
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, 
valores, juízos.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos 
porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
- Exemplificação: dar exemplos.
Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento 
integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas 
as ideias anteriormente desenvolvidas.
- Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um 
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de 
quem lê.
1º Parágrafo – Introdução
A. Tema: Desemprego no Brasil.
Contextualização: decorrência de um processo histórico 
problemático.
2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que 
remetem a uma análise do tema em questão.
C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da 
realidade. 
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de 
quem propõe soluções.
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
7º Parágrafo: Conclusão
F. Uma possível solução é apresentada.
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com 
modernidade.
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar 
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos 
recursos que permite uma segurança maior no momento de 
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes 
que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de 
um texto dissertativo.
Ainda temos:
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o 
assunto que vai ser abordado.
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo 
discutido.
Argumentação: é um conjunto de procedimentos 
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas 
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer 
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada 
tese.
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de 
pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
- impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer 
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração 
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, 
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal 
(evitar-se o uso da primeira pessoa).
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: 
uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou 
mais frases que explicitem tal ideia.
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada 
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente 
graves. (ideia secundária)”.
Vejamos:
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida 
urgentemente.
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser 
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos 
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo 
daquelas que sofrem de problemas respiratórios:
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado 
muita gente ao vício.
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação 
criados pelo homem.
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades 
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido 
apenas pela polícia.
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise 
atualmente.
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a 
sociedade brasileira.
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de 
coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, 
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento 
necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se 
enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, 
classificação ou aleatoriamente.
Exemplo:
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias 
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos 
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12Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos 
de Televisão.
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o 
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à 
veiculação de programas religiosos de crenças variadas.
3-
- A Santa Missa em seu lar.
- Terço Bizantino.
- Despertar da Fé.
- Palavra de Vida.
- Igreja da Graça no Lar.
4-
- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo 
brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios 
sociológicos e poluição.
- Existem várias razões que levam um homem a enveredar 
pelos caminhos do crime.
- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo, 
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua 
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em 
várias categorias.
Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através 
da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e 
apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
Exemplo: 
“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a 
velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente 
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a 
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”. 
(Arthur Schopenhauer)
Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes, 
encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato 
motivador) e, em outras situações, um segmento indicando 
consequências (fatos decorrentes).
Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam 
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se 
conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais 
compreensíveis.
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do 
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na 
ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém 
sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar, 
porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o 
coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar 
gás carbônico”.
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve 
delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser 
enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a 
questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das 
seguintes ideias:
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na 
história do Brasil.
- O surgimento de várias entidades de defesa das populações 
indígenas.
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio 
brasileiro.
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve 
fazer a estruturação do texto.
A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida 
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por 
isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois 
itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. 
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a 
hipótese ou a tese a ser defendida.
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão 
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada 
através da argumentação, de pormenores, da ilustração,da 
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos, 
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No 
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos 
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses 
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas 
acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve 
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já 
foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação 
(um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o 
objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese 
ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no 
desenvolvimento.
Discurso Direto, Indireto e Indireto Livre
Discurso é a prática humana de construir textos, sejam eles 
escritos ou orais. Sendo assim, todo discurso é uma prática 
social. A análise de um discurso deve, portanto, considerar o 
contexto em que se encontra, assim como as personagens e as 
condições de produção do texto.
Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos 
de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso 
indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão 
separados, eles podem aparecer juntos em um texto. Dependerá 
de quem o produziu.
Vejamos cada um deles:
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens 
ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso 
permite que traços da fala e da personalidade das personagens 
sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto 
reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como 
dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das 
personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em 
uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito 
comuns durante a reprodução das falas.
Exemplo:
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis 
que suspira lá na língua dele - Chente! que vida dura esta de 
guaxinim do banhado!...”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz 
fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em 
terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras 
suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Exemplo:
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de 
Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo 
cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo 
se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, 
imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
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13Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Passagem do discurso direto para discurso indireto
Na passagem do discurso direto para o discurso indireto, 
ocorre mudança nas pessoas do discurso, mudança nos tempos 
verbais, mudança na pontuação das frases e mudança nos 
advérbios e adjuntos adverbiais.
Mudança das pessoas do discurso: Toda a narrativa que 
se encontre na 1.ª pessoa no discurso direto passa para a 3.ª 
pessoa no discurso indireto, incluindo nessa mudança não só o 
verbo, mas também todos os pronomes que aparecem na frase, 
como os pronomes eu, nós e meu, que passam para ele/ela, eles/
elas e seu no discurso indireto.
Mudança de tempos verbais nos tempos do indicativo: O 
presente no discurso direto passa para pretérito imperfeito no 
discurso indireto, o pretérito perfeito no discurso direto passa 
para pretérito mais-que-perfeito no discurso indireto e o futuro 
do presente no discurso direto passa para futuro do pretérito no 
discurso indireto.
Mudança de tempos verbais nos tempos do subjuntivo: 
O presente e o futuro no discurso direto passam para pretérito 
imperfeito no discurso indireto.
Mudança de tempos verbais no imperativo: O imperativo 
no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo 
no discurso indireto.
Mudança na pontuação das frases: Frases interrogativas, 
exclamativas e imperativas no discurso direto passam para 
frases declarativas no discurso indireto.
Mudança nas noções temporais: As noções temporais 
como ontem, hoje e amanhã no discurso direto passam para no 
dia anterior, naquele dia e no dia seguinte no discurso indireto.
Mudança nas noções espaciais: As noções espaciais como 
aqui, aí, este e isto no discurso direto passam para ali, lá, aquele 
e aquilo no discurso indireto.
Exemplo:
Discurso direto: - Iremos de férias amanhã.
Discurso indireto: Eles disseram que iriam de férias no dia 
seguinte.
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa 
e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz 
própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo 
assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas 
vozes se fundem.
Exemplo:
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com 
a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que 
pena! Houve um momento em que esteve quase... quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. 
Entretanto, qualquer urubu... que raiva...” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para 
que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. 
Irmãos.” (Graciliano Ramos)
FONTE: Celso Cunha in Gramática da Língua Portuguesa, 2ª edição.
Questões
01. Sobre o discurso indireto é correto afirmar, EXCETO:
(A) No discurso indireto, o narrador utiliza suas próprias pa-
lavras para reproduzir a fala de um personagem.
(B) O narrador é o porta-voz das falas e dos pensamentos 
das personagens.
(C) Normalmente é escrito na terceira pessoa. As falas são 
iniciadas com o sujeito, mais o verbo de elocução seguido da fala 
da personagem.
(D) No discurso indireto as personagens são conhecidas 
através de seu próprio discurso, ou seja, através de suas pró-
prias palavras. 
02. Assinale a alternativa que melhor complete o seguinte 
trecho:
No plano expressivo, a força da ____________ em _____________ 
provém essencialmente de sua capacidade de _____________ o epi-
sódio, fazendo ______________ da situação a personagem, tornando-
-a viva para o ouvinte, à maneira de uma cena de teatro __________ 
o narrador desempenha a mera função de indicador de falas.
(A) narração - discurso indireto - enfatizar - ressurgir – onde;
(B) narração - discurso onisciente - vivificar - demonstrar-
-se – donde;
(C) narração - discurso direto - atualizar - emergir - em que;
(D) narração - discurso indireto livre - humanizar - imergir 
- na qual;
(E) dissertação - discurso direto e indireto - dinamizar - pro-
tagonizar - em que.
03. Faça a associação entre os tipos de discurso e assinale a 
sequência correta.
1. Reprodução fiel da fala da personagem, é demarcado 
pelo uso de travessão, aspas ou dois pontos. Nesse tipo de dis-
curso, as falas vêm acompanhadas por um verbo de elocução, 
responsável por indicar a fala da personagem.
2. Ocorre quando o narrador utiliza as próprias palavras 
para reproduzir a fala de um personagem.
3. Tipo de discurso misto no qual são associadas as ca-
racterísticas de dois discursos para a produção de outro. Nele a 
fala da personagem é inserida de maneira discreta no discurso 
do narrador.
( ) discurso indireto
( ) discurso indireto livre
( ) discurso direto
(A) 3, 2 e 1.
(B) 2, 3 e 1.
(C) 1, 2 e 3.
(D) 3, 1 e 2.
04. “Impossível dar cabo daquela praga. Estirou os olhos 
pela campina, achou-se isolado. Sozinho num mundo coberto 
de penas, de aves que iam comê-lo. Pensou na mulher e sus-
pirou. Coitada de Sinhá Vitória, novamente nos descampados, 
transportando o baú de folha.”
O narrador desse texto mistura-se de tal forma à persona-
gem que dá a impressão de que não há diferença entre eles. A 
personagem fala misturada à narração. Esse discurso é chama-
do: 
(A) discurso indireto livre
(B) discurso direto
(C) discurso indireto
(D) discurso implícito
(E) discurso explícito 
Respostas
01. Resposta D
Apenas nodiscurso direto as personagens ganham voz. Para 
construirmos um discurso direto, devemos utilizar o travessão e 
os chamados verbos de elocução, ou seja, verbos que indicam o 
que as personagens falaram.
Exemplo de verbo de elocução:
– Muita fome! – Lucas respondeu, passando sua mão pela 
barriga.
No exemplo acima, o verbo “respondeu” é o verbo de elocu-
ção.
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14Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
02. Resposta C
03. Resposta B
04. Resposta A
O discurso indireto livre é um tipo de discurso misto, em que 
se associam as características do discurso direto e do indireto. 
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem ou de estilo, de acordo com Renan 
Bardine, são empregadas para valorizar o texto, tornando 
a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para 
expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo 
originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as 
produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A 
palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa 
a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo.
As figuras de linguagem classificam-se em:
1) figuras de palavra;
2) figuras de harmonia;
3) figuras de pensamento;
4) figuras de construção ou sintaxe.
1) FIGURAS DE PALAVRA
As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem 
no emprego de um termo com sentido diferente daquele 
convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito 
mais expressivo na comunicação.
São figuras de palavras:
 a) comparação e) catacrese
 b) metáfora f) sinestesia
 c) metonímia g) antonomásia
 d) sinédoque h) alegoria
Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece 
aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados 
por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como, 
tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem – e alguns verbos – 
parecer, assemelhar-se e outros.
Exemplos: “Amou daquela vez como se fosse máquina.
 Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui 
outro através de uma relação de semelhança resultante da 
subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser 
entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo 
não está expresso, mas subentendido.
Exemplo: “Supondo o espírito humano uma vasta concha, o 
meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão.”
Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de 
uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de 
semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação 
mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, 
real, realizando-se de inúmeros modos:
- A causa pelo efeito e vice-versa:
 “E assim o operário ia
 Com suor e com cimento*
 Erguendo uma casa aqui
 Adiante um apartamento.”
 *Com trabalho.
- O lugar de origem ou de produção pelo produto:
Comprei uma garrafa do legítimo porto*.
 *O vinho da cidade do Porto.
- O autor pela obra:
Ela parecia ler Jorge Amado*.
 *A obra de Jorge Amado.
- O abstrato pelo concreto e vice-versa:
 Não devemos contar com o seu coração*.
 *Sentimento, sensibilidade.
Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de 
um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido 
usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos 
sinédoque nos seguintes casos:
- O todo pela parte e vice-versa:
“A cidade inteira (1) viu assombrada, de queixo caído, o 
pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (2) de seu cavalo.”
*1 O povo. 2 Parte das patas.
- O singular pelo plural e vice-versa:
O paulista (3) é tímido; o carioca (4), atrevido.
*3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas.
- O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):
Para os artistas ele foi um mecenas (5).
*5 Protetor.
Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque.
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, 
“é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente 
nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. 
É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito 
estilístico.” (Othon M. Garcia)
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, 
montar em burro, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, 
ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco.
Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações 
diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser 
físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas 
(subjetivas).
Exemplo: “A minha primeira recordação é um muro velho, no 
quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco 
e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação 
visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal.” (Augusto 
Meyer)
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos 
uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a 
distingue.
Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, 
alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, 
especificativo etc.) do nome próprio.
Exemplos:
“E ao rabi simples(1), que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
*1 Cristo
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão) 
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas 
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que 
consiste em expressar uma situação global por meio de outra 
que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas 
as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é 
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15Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos – um 
referencial e outro metafórico.
Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor 
e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos 
comprimários, quando não são o soprano e o contralto que 
lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos 
comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a 
orquestra é excelente… (Machado de Assis)
2) FIGURAS DE HARMONIA
Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos 
produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, 
quando se procura “imitar”sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são:
 a) aliteração c) assonância
 b) paronomásia d) onomatopéia
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da 
mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em 
posição inicial da palavra.
Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da 
mesma vogal ao longo de um verso ou poema.
Exemplo: “Sou Ana, da cama
da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam.”
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução 
de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.
Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro
berro por seu berro pelo seu erro
quero que você ganhe que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe.”
Onomatopeia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de 
palavras imita um ruído ou som.
Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
 Veio de longe, das planícies altas,
 Dos cerrados onde o guaxe passe rápido…
 Vvvvvvvv… passou.”
3) FIGURAS DE PENSAMENTO
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se 
referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.São figuras de linguagem de pensamento:
 a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
 b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
 c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de 
palavras ou expressões de sentidos opostos.
Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições 
trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos 
almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma 
pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente 
ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é 
utilizada para dar ênfase à expressão.
Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?” 
(Castro Alves)
Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação 
de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que 
se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade 
enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é 
outra designação para paradoxo.
Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver;
 É ferida que dói e não se sente;
 É um contentamento descontente;
 É dor que desatina sem doer;” (Camões)
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou 
expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como 
penosa, desagradável ou chocante.
Ex:“E pela paz derradeira(1) que enfim vai nos redimir 
 Deus lhe pague” (Chico Buarque)
 *1 paz derradeira: morte
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de 
palavras que intensificam uma mesma idéia.
Exemplo: “Aqui… além… mais longe por onde eu movo o 
passo.” (Castro Alves)
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma 
idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de 
impacto.
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo 
Bilac)
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, 
pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as 
palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa 
ou sarcástica.
Exemplo: “Moça linda, bem tratada,
 três séculos de família,
 burra como uma porta:
 um amor.” (Mário de Andrade)
Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou 
personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, 
sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a 
seres inanimados ou imaginários.
Também a atribuição de características humanas a seres 
animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas 
e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: “O 
peixinho (…) silencioso e levemente melancólico…”
Exemplos: “… os rios vão carregando as queixas do caminho.” 
(Raul Bopp)
Um frio inteligente (…) percorria o jardim…” (Clarice 
Lispector)
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de 
palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou 
situação que não se quer nomear.
Exemplo: “Cidade maravilhosa
 Cheia de encantos mil
 Cidade maravilhosa
 Coração do meu Brasil.” (André Filho)
4) FIGURAS DE SINTAXE
As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a 
desvios em relação à concordância entre os termos da oração, 
sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
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16Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.
Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe:
 a) assíndeto e) elipse i) zeugma
 b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
 c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
 d) hipálage h) anacoluto m) silepse
Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras 
deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem 
justapostas ou separadas por vírgulas.
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por 
exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Exemplo: “Não nos movemos, as mãos é que se estenderam 
pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, 
fundindo-se.” (Machado de Assis)
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou 
oração que facilmente podemos identificar ou subentender no 
contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, 
preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e 
dinamismo.
Exemplo: “Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias 
coloridas.” 
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de 
sandálias…)
Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na 
frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
Exemplo: “Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários 
dos Felipes.” 1
 1 Zeugma do verbo: “e foram assassinados…”
Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de 
palavras no início de um período, frase ou verso.
Exemplo: “Depois o areal extenso…
 Depois o oceano de pó…
 Depois no horizonte imenso
 Desertos… desertos só…” (Castro Alves)
Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da 
mesma ideia, isto é, redundância de significado.
a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para 
reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto 
do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, 
enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Exemplo: “Iam vinte anos desde aquele dia
 Quando com os olhos eu quis ver de perto
 Quando em visão com os da saudade via.” (Alberto 
de Oliveira)
“Ó mar salgado, quando do teu sal
São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)
b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de ideias que 
já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. 
Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de 
reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do 
sentido real das palavras.
Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de 
novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio 
exclusivo, breve alocução, principal protagonista
Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição 
enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige 
a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso 
que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
Exemplo: “Vão chegando as burguesinhas pobres,
e as criadas das burguesinhas ricas
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.” 
(Manuel Bandeira)
Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples 
inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).
Exemplo: “Tão leve estou (1) que nem sombra tenho.” (Mário 
Quintana)
*1 Estou tão leve…
Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão 
completa de membros da frase.
Exemplo: “Passeiam à tarde, as belas na Avenida. ” 1 (Carlos 
Drummond de Andrade)
*1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta 
de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
Exemplo: “A grita se alevanta ao Céu, da gente. ” 1 (Camões)
*1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do 
adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a 
outro, na mesma frase.
Exemplo: “… as lojas loquazes dos barbeiros.” 2 (Eça de 
Queiros)
*2 … as lojas dos barbeiros loquazes.
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção 
do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a 
seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais 
termos – que não apresentam função sintática definida – 
desprendidos dos demais, geralmente depoisde uma pausa 
sensível.
Exemplo: “Essas empregadas de hoje, não se pode confiar 
nelas.” (Alcântara Machado)
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita 
com as palavras, mas com a ideia a elas associada.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre 
os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Exemplo: “Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.” 
(Guimarães Rosa)
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância 
envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam.” (Mário 
Barreto)
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o 
sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve 
se inclui no sujeito enunciado.
Exemplo: “Na noite seguinte estávamos reunidas algumas 
pessoas.” (Machado de Assis)
Questões
01. Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do texto 
faz uso de um tipo de linguagem figurada denominada
(A) metonímia.
(B) eufemismo.
(C) hipérbole.
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17Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
(D) metáfora.
(E) catacrese.
02. Identifique a figura de linguagem presente na tira 
seguinte:
(A) metonímia 
(B) prosopopeia 
(C) hipérbole 
(D) eufemismo 
(E) onomatopeia
03. 
Está tão quente que dá para fritar um ovo no asfalto.
O dito popular é, na maioria das vezes, uma figura de 
linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta terça-feira, 
horário do dia em que o calor é mais intenso, a temperatura 
do asfalto, medida com um termômetro de contato, chegou a 
65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso que o local alcançasse 
aproximadamente 90 ºC. 
Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br. Acesso em: 
22 jan. 2014.
O texto cita que o dito popular “está tão quente que dá para 
fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura de linguagem. O 
autor do texto refere-se a qual figura de linguagem? 
(A) Eufemismo.
(B) Hipérbole.
(C) Paradoxo.
(D) Metonímia.
(E) Hipérbato.
04. A linguagem por meio da qual interagimos no nosso 
dia a dia pode revestir-se de nuances as mais diversas: pode 
apresentar-se em sentido literal, figurado, metafórico. A opção 
em cujo trecho utilizou-se linguagem metafórica é 
(A) O equilíbrio ou desequilíbrio depende do ambiente 
familiar. 
(B) Temos medo de sair às ruas. 
(C) Nestes dias começamos a ter medo também dentro dos 
shoppings. 
(D) Somos esse novelo de dons. 
(E) As notícias da imprensa nos dão medo em geral.
05. No verso “Essa dor doeu mais forte”, pode-se perceber a 
presença de uma figura de linguagem denominada: 
(A) ironia 
(B) pleonasmo 
(C) comparação 
(D) metonímia
Respostas
01. D\02. D\03. B\04. D\05. B
III - Fonética - fonologia: 
Fonemas: vogais, consoantes e 
semivogais; encontros vocálicos, 
consonantais e dígrafos; Sílabas. 
Fonética
A fonética, de acordo com Paula Perin dos Santos, estuda 
os sons como entidades físico-articulatórias isoladas (aparelho 
fonador). Cabe a ela descrever os sons da linguagem e analisar 
suas particularidades acústicas e perceptivas. Ela fundamenta-
se em estudar os sons da voz humana, examinando suas 
propriedades físicas independentemente do seu “papel 
lingüístico de construir as formas da língua”. Sua unidade 
mínima de estudo é o som da fala, ou seja, o fone.
A Fonética se diferencia da Fonologia por considerar os sons 
independentes das oposições paradigmáticas e combinações 
sintagmáticas. Observe no esquema:
1. Oposições paradigmáticas: aquelas cuja presença ou 
ausência implica em mudança de sentido. Ex.
/p/ata /b/ata /m/ata
Oclusiva Oclusiva Oclusiva
Bilabial Bilabial Bilabial
Surda Sonora Surda
Oral Oral Nasal
2. Combinações Sintagmáticas: arranjos e disposições 
lineares no contínuo sonoro. Troca na posição dos fonemas 
entre si. Ex.
Roma, amor, mora, ramo
A Fonética e a Fonologia são duas disciplinas interdependentes, 
uma vez que, para qualquer estudo de natureza fonológica, é 
imprescindível partir do conteúdo fonético, articulatório e/ou 
acústico, para determinar as unidades distintivas de cada língua. 
Desta forma, a Fonética e a Fonologia não são dicotômicas, pois a 
Fonética trata da substância da expressão, enquanto a Fonologia 
trata da forma da expressão, constituindo, as duas ciências, 
dentro de um mesmo plano de expressão.
O termo ‘Fonética’ pode significar tanto o estudo de qualquer 
som produzido pelos seres humanos, quando o estudo da 
articulação, da acústica e da percepção dos sons utilizados em 
línguas específicas. No primeiro tipo de investigação, torna-se 
evidente a autonomia da Fonética em relação à Fonologia. No 
segundo tipo de investigação, porém, as relações entre as duas 
ciências se tornam patentes.
VOGAIS
Transcrição Fonética:
As transcrições fonéticas são feitas entre colchetes [...] e para 
fazê-las, os linguistas recorrem ao Quadro Fonético Internacional. 
Nesse quadro há para cada fone um símbolo fonético específico.
Segue abaixo uma versão adaptada do quadro:
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18Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Fonte: http://www.fonologia.org/fonetica_articulatoria.php
Exemplos de transcrições fonéticas de palavras:
Fonologia
Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema 
sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones 
(sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em 
unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas.
Segundo Saussure, “a fonética é uma ciência histórica, que 
analisa acontecimentos, transformações e se move no tempo”. 
Já a fonologia se coloca fora do tempo, pois o mecanismo da 
articulação permanece estável de acordo com a estrutura da 
língua em questão.
Mesmo não sendo uma concepção contemporânea, foi 
Saussure quem primeiro fez a distinção entre as duas ciências, 
através do uso de suas dicotomias (Langue/Parole, Forma/
Substância). Foi com componentes do Círculo Lingüístico de 
Praga que a Fonologia passa a adquirir seu próprio objeto de 
estudo.
Cotidianamente ouvimos algumas palavras relacionadas à 
fonologia, morfologia e sintaxe. Talvez para alguns, no tocante 
ao significado, essas possam ainda ser desconhecidas, em 
decorrência de alguns fatores aqui não discutidos.
O fato é que, na verdade, todas elas integram as partes 
constituintes da gramática, cada uma atribuída a objetos de 
estudo distintos. Assim, tendo em vista a finalidade do artigo 
em questão, pautemo-nos no estudo apenas da fonologia. Para 
tanto, retomemos alguns conceitos relacionados à origem dessa 
palavra, visto que não somente ela, mas como a maioria de 
nossos vocábulos, originaram-se de outras línguas existentes 
no passado. Portanto, temos que “fono” se origina do grego, cujo 
sentido se refere a “som”, “voz”; e “logia”, originária também 
do mesmo idioma, possui significado relativo a “estudo”, 
“conhecimento”.
Dessa forma, dizemos que fonologia nada mais é do que o 
estudo dos sons. Esses sons, dos quais essa parte da gramática 
se ocupa em analisar, são representados pelos fonemas (fono + 
ema = unidade sonora distinta). No intuito de compreendermos 
melhor essa questão, analisemos os exemplos descritos adiante:
 
Constata-se que ambos os vocábulos apresentam 
semelhanças em alguns aspectos, como por exemplo, as 
terminações “-ata”. No entanto, quando expressos oralmente, 
divergem de forma significativa em virtude da existência de 
fonemas diferentes, representados graficamente por /m/ e /p/ 
– fator responsável por atribuir aos vocábulos cargas semânticas 
diferentes. Mediante tal constatação, podemos dizer que os 
fonemas são os sons representados pelas letras.Entretanto, devemos observar alguns detalhes 
importantíssimos, como a diferenciação demarcada entre 
letras e fonemas. Estes, como dito anteriormente, são os 
sons representados, e aquelas são apenas sinais gráficos que 
procuram representar esses sons, embora nem sempre tal 
representação se dê de maneira perfeita. Vejamos o porquê 
dessa ocorrência:
* Há fonemas representados por letras diferentes, como é o 
caso do fonema que as letras “g” e “j” representam em “ginástica” 
e “jiló”; 
* Existem fonemas representados por duas letras, tais como 
o /r/ de “guerra” e /s/ de “pássaro”;
* Há casos nos quais a letra não corresponde a nenhum 
fonema, como é o caso do “h” manifestado em “hipopótamo”.
* Ocorrem casos em que uma mesma letra representa 
fonemas diferentes, como por exemplo, a letra “g” em “gato” e 
“ginástica”.
* Há ainda casos em que uma letra representa dois fonemas, 
tal qual ocorre com o “x” de “anexar”, o qual soa como “ks”. 
Dessa forma, conclui Vânia Duarte, para que sempre 
possamos perceber as diferenças demarcadas pelo emprego dos 
fonemas é sempre louvável pronunciarmos as palavras em voz 
alta, de modo a detectarmos tal identificação.
Fontes: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/fonologia.htm
Letra e fonema
Fonema é som da fala. Letra é o sinal gráfico que representa 
o som da fala.
O sistema fonético do português falado no Brasil registra um 
número aproximado de 33 fonemas. Já o alfabeto português é 
constituído de 26 letras.
O número de fonemas nem sempre é igual ao número de 
letra em uma palavra:
Duas letras podem representar um só fonema - carroça; 
assalto; chave...
A letra x pode representar dois fonemas ao mesmo tempo - 
fixo (/k//s/); táxi (/k//s/)
Há letras que não representam fonemas, mas são apenas 
símbolo de nasalidade - canto [cãto], santo [sãto]; falam [falã]
Observação:
A letra H não corresponde a nenhum som. É apenas um 
símbolo de aspiração, que permanece em nosso alfabeto por 
força da etimologia e da tradição.
DÍGRAFO
Dígrafo - é o conjunto de duas letras que representam um só 
fonema. São dígrafos:
ch - chave, achar
lh - lhama, telha
nh - ninho, menininho
rr - terra, carro
ss - isso, pássaro
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19Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
gu - guincho, joguinho
qu - quiabo, aquilo
sc - nascer, descer
sç - cresça, desça
xc - excelente, excêntrico
Também são dígrafos os grupos que servem para representar 
as vogais nasais. São eles:
am - campo
an - anta
em - embora
en - tentar
im - importar
in - findo
om - bomba
on - desponta
um - atum
un - profundo
Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um 
elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa 
o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra 
corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. 
Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, 
quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras.
Certos fonemas podem ser representados por diferentes 
letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s 
(pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc 
(excelente) – c (cinto) – sç (desço)
Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, 
como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, 
pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e 
cinco fonemas.
Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum 
fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, 
hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas 
para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, 
etc.
Classificação dos Fonemas
Vogais: são fonemas que saem livremente pelo canal bucal. 
(a, e, i, o, u)
Consoantes: são fonemas produzidos com obstáculos à 
passagem da corrente expiratória (b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, 
r, s, t, v, x, w, y, z).
Semivogais: são as vogais I ou U, quando acompanhadas de 
outra vogal na mesma sílaba, formando, assim, um ditongo ou 
tritongo.
Exemplo: CASEIRO
Sílaba: fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez.
Exemplo: Acaso (a - ca - so).
ENCONTROS VOCÁLICOS
Ditongo: é o encontro de uma vogal e de uma semivogal ou 
vice-versa na mesma sílaba.
Os ditongos podem ser: orais ou nasais, crescentes ou 
decrescentes.
Ditongos orais: quando a vogal e a semivogal são orais. 
Exemplo: pai - fui - partiu
Ditongos nasais: quando a vogal e a semivogal são nasais. 
Exemplo: mãe - muito - quando
Ditongos crescentes: quando constituído por uma 
semivogal e uma vogal na mesma sílaba, isto é, quando a 
semivogal antecede a vogal. Exemplo: lírio - história
Ditongos decrescentes: quando formados por uma vogal e 
uma semivogal, isto é, a vogal antecede a semivogal. Exemplo: 
pai - mau
Tritongos: é o encontro de uma vogal entre duas semivogais 
na mesma sílaba.
Tritongos orais: quais - averiguei - enxaguei 
Tritongos nasais: enxáguam - saguão - deságuem
Hiatos: é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes: 
Exemplo: vôo (vô - o) - saúde (sa - ú - de)
CLASSIFICAÇÃO DAS VOGAIS
1. Quanto a zona de articulação 
* anteriores ou palatais: quando à língua se eleva 
gradualmente para a frente. (/ É / - / Ê / - / I /) 
*média: quando o fonema vocálico é emitido coma língua 
baixa, quase em repouso. (/ A /) 
*posteriores ou velares: quando a língua se eleva para trás. 
(/ Õ / - / Ô / - / U /)
2. Quanto à intensidade
* átonas - são aquelas que se pronunciam com menor 
intensidade ( casa, rosa, Pelé). 
 * tônicas - são as que se pronunciam com maior intensidade, 
isto é, onde cai o acento tônico (casa, rosa , Pelé). 
3. Quanto ao Timbre
*abertas: maior abertura do tubo vocal. (pá, pé, pó)
*fechadas: menor abertura do tubo vocal. (vê, vinda, avô, 
mundo)
4. Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: as vogais 
podem ser orais e nasais
* orais: são aquelas cuja ressonância se dá na boca: ( par, fé, 
negro, vida, voto, povo, tudo)
* nasais: são aquelas cuja ressonância se dá no nariz (lã, 
pente - cinco - conto - mundo) 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSOANTES
1.Quanto ao modo de articulação:
* oclusivas: quando a corrente expiratória encontra um 
obstáculo total (oclusão), que impede a saída do ar, explodindo 
subitamente. / P / - / T / - / K / - / B / - / D / - / G / 
* constritivas: quando há um estreitamento do canal bucal, 
saindo a corrente de ar apertada ou constrita, ou melhor, quando 
o obstáculo é parcial. 
* fricativas: quando a corrente expiratória passa por uma 
estreita fenda, o que produz um ruído comparável a um fricção. 
/ F / - / S / - / X / - / N / - / Z / - / J / 
* laterais: quando a ponta ou dorso da língua se apóia 
no palato (céu da boca), saindo a corrente de ar pelas fendas 
laterais da boca. / L / - / LH / 
* vibrantes: quando a ponta mantém com os alvéolos contato 
intermitente, o que acarreta um movimento vibratório rápido, 
abrindo e fechando a passagem à corrente expiratória. / R / - / 
RR /
2. Quanto ao ponto de articulação:
* bilabiais: quando há contato dos lábios. 
* labiodentais: quando há contato da ponta da língua com a 
arcada dentária superior. 
* alveolares: quando há contato da ponta da língua com os 
alvéolos dos dentes superiores. 
* palatais: quando há contato do dorso da língua com o 
palato duro, ou céu da boca. 
* velares: quando há contato da parte posterior da língua 
com o palato mole, o véu palatino. 
3.Quanto ao papel das cordas vocais:
* surdas:quando são produzidas sem vibração as cordas 
vocais. / P / - / T / - / K / - / F / - / S / - / X /
* sonoras: quando são produzidas por vibração das cordas 
vocais. (/ B / - / D / - / G / - / V / - / Z / - / J / - / L /- / LH / - / 
R / - / RR / - / M / - / N / - / NH /)
4.Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal:
* nasais: quando a corrente expiratória se desenvolve pela 
boca e pelo nariz, em virtude do abaixamento do véu palatino. / 
M / - / N / -/ NH / 
*orais: quando a corrente expiratória sai exclusivamente 
pela boca.
ENCONTRO CONSONANTAL
É o encontro de duas ou mais consoantes na mesma sílaba 
ou em sílabas diferentes Exemplo: su-bli-me 
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20Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
DÍGRAFO OU DIGRAMA
É o grupo de duas letras que representam um só fonema. Os 
dígrafos podem ser consonantais ou vocálicos.
Dígrafos consonantais: CH, LH, NH, RR, SS, SC, SÇ. XC, XS, 
QU, GU.
Dígrafos vocálicos: AM ou AN, EM ou EN, IM ou IN, OM ou 
ON, UM ou UN.
LETRAS (DIACRÍTICA E ETIMOLÓGICA)
Diacrítica: é a segunda letra de dígrafo. Exemplo: chave - 
campo
Etimológica: é o h sem valor fonético . Exemplo: hoje - haver.
CONTAGEM DE FONEMAS
1.dígrafo: vale 1 fonema
2.x - ks: vale 2 fonemas
3.letra etimológica: não valem fonema algum
4.Exemplos: (chave -> 5 letras e 4 fonemas) (fixo -> 4 letras e 
5 fonemas) (hoje -> 4 letras e 3 fonemas).
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2445/1/
CLASSIFICACAO-DOS-FONEMAS/Paacutegina1.html
Questões
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as 
letras que a compõem é: 
(A) importância
(B) milhares
(C) sequer
(D) técnica
(E) adolescente
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, 
mas dois fonemas? 
(A) exemplo 
(B) complexo
(C) próximos
(D) executivo
(E) luxo
03. Marque a opção que apresenta uma palavra classificada 
como trissílaba.
(A) Alimentação 
(B) Carentes 
(C) Instrumento
(D) Fome 
(E) Repetência
04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos 
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, 
ditongo. 
(A) jamais / Deus / luar / daí 
(B) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
(C) ódio / saguão / leal / poeira
(D) quais / fugiu / caiu / história
05. Os vocabulários passarinho e querida possuem:
(A) 6 e 8 fonemas respectivamente;
(B)10 e 7 fonemas respectivamente;
(C) 9 e 6 fonemas respectivamente;
(D) 8 e 6 fonemas respectivamente;
(E) 7 e 6 fonemas respectivamente.
Respostas
01. (D) (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas 
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 
letras).
02. (B) (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/).
03. (B)
(A) Alimentação = a-li-men-ta-ção - polissílaba
(B) Carentes = ca-ren-tes - trissílaba
(C) Instrumento = ins-tru-men-to - polissílaba
(D) Fome = fo-me - dissílaba
(E) Repetência = re-pe-tên-cia – polissílaba
04. (B) (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu).
05. (D) 
Divisão Silábica
Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas 
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos 
pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. 
Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não 
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em 
cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas 
de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa 
palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e 
e o) podem representar semivogais.
 
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, 
flor, lá, meu;
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, 
trans-por;
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, pró-
xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: 
a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-
go-lo-gis-ta. 
Divisão Silábica
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as 
seguintes normas:
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, 
a-ve-ri-guou;
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-
ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa;
- Não se separam os encontros consonantais que iniciam 
sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
- Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fi-
el, sa-ú-de;
- Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: 
car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te;
- Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, 
excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. 
Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car.
Acento Tônico
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebe-
se que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as 
demais.
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, 
em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos 
que dão melodia à frase.
 
Classificação da sílaba quanto à intensidade
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
- Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, 
principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à 
tônica da palavra primitiva. 
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba 
tônica
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos 
da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são 
classificados em:
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21Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: 
avó, urubu, parabéns
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. 
Exemplos: dócil, suavemente, banana
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a 
antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
Saiba que: 
- São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, 
novel, ruim, sutil, transistor, ureter. 
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, 
boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, 
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, 
inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia 
(alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, 
pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido (a). 
- São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, 
bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, 
trânsfuga. 
- As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla 
tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/
Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, 
zângão/zangão.
Questões:
01-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
A) gra-tui-to;
B) ad-vo-ga-do;
C) tran-si-tó-ri-o;
D) psi-co-lo-gi-a;
E) in-ter-stí-cio.
02-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta:
A) psi-có-ti-co; 
B) per-mis-si-vi-da-de; 
C) as-sem-ble-ia;
D) ob-ten-ção;
E) fa-mí-li-a.
03-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas 
corretamente separadas:
A) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção;
B) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal;
C) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia;
D) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
E) mis-té-ri-o, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel.
04-Assinale o item em que todas as sílabas estão 
corretamente separadas:
A) a-p-ti-dão;
B) so-li-tá-rio; 
C) col-me-i-a;
D) ar-mis-tí-ci-o;
E) trans-a-tlân-ti-co.
Respostas
01-E / 02-C / 03-E / 04-B 
IV - Ortografia: Correção 
ortográfica; acentuação gráfica; 
divisão silábica. 
Caro(a) Candidato(a), o assunto “Divisão Silábica“, foi 
abordado no topico acima.
Ortografia
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a 
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto 
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto 
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante 
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A 
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos 
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é 
oficial. Amelhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e 
consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada 
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
a A (á) b B (bê)
c C (cê) d D (dê)
e E (é) f F (efe)
g G (gê ou guê) h H (agá)
i I (i) j J (jota)
k K (cá) l L (ele)
m M (eme) n N (ene)
o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre)
s S (esse) t T (tê)
u U (u) v V (vê)
w W (dáblio) x X (xis)
y Y (ípsilon) z Z (zê)
Observação: emprega-se também o ç, que representa o 
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus 
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 
taylorista.
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 
derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como 
unidades de medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km 
(quilômetro), Watt.
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo 
“en-”
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), 
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial “me-”.
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 
inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, 
xingar, etc.
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos:
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, 
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, 
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
 Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia 
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem 
da palavra. Veja os exemplos:
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22Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
gesso: Origina-se do grego gypsos
jipe: Origina-se do inglês jeep.
Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), 
vertiginoso (de vertigem)
4) Nos seguintes vocábulos:
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, 
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Exemplos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
despejar: despejo, despeje, despejem 
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem 
viajar: viajo, viaje, viajem
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
Exemplos:
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja - 
lisonjeador nojo- nojeira
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer 
jeito- ajeitar
4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, 
traje, pegajento
Emprego das Letras S e Z
Emprega-se o S:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no 
radical
Exemplos:
análise- analisar catálise- catalisador
casa- casinha, casebre liso- alisar
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título 
ou origem
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa
chinês- chinesa milanês- milanesa
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
Exemplos:
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, 
metamorfose, virose 
5) Após ditongos
Exemplos:
coisa, pouso, lousa, náusea
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus 
derivados
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
repus, repusera, repusesse, repuséssemos
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, 
Teresa, Teresinha, Tomás
8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, 
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, 
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, 
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no 
radical
Exemplos:
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a 
partir de adjetivos
Exemplos:
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez 
rígido- rigidez
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- 
surdez
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar 
substantivos
Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
colonizar- colonização realizar- realização
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, 
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 
contraste entre o S e o Z
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os 
exemplos:
exame exato exausto exemplo existir exótico 
inexorável
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 
Observe:
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em 
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter- 
versão expelir- expulsão
estender- extensão s u s p e n d e r - s u s p e n s ã o 
converter - conversão repelir- repulsão
Emprega-se Ç:
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
deter- detenção distorcer-distorção
manter- manutenção contorcer- contorção
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23Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o X:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, 
trouxe
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
Exemplos:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, 
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, 
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos:
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça
Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, 
“mitir”, “ceder” e “cutir”
Exemplos:
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão 
discutir- discussão
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o 
exceder- excesso repercutir- repercussão
Emprega-se o Xc e o Xs:
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudarObservações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
/cs/ - axila, nexo
/z/ - exame, exílio
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / 
pode não ser nítida. Observe:
Emprega-se o E:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos:
magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: antebraço, antecipar
3) Nos seguintes vocábulos:
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, 
orquídea, etc.
Emprega-se o I :
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos:
cair- cai
doer- dói
influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Exemplos:
Anticristo, antitetânico
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, 
etc.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U:
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de 
algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, 
realização)
soar (emitir som) e suar (transpirar)
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume, 
moleque.
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. 
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e 
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta 
forma devido a sua origem na forma latina hodie.
Emprega-se o H:
1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: flecha, telha, companhia
3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo 
elemento, se etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
Observações:
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que 
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 
ele não é utilizado.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a 
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos 
sempre são grafados com h. Veja:
herbívoro, hispânico, hibernal.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer 
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
“Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da Esperança…”
(Castro Alves)
Observações:
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o 
uso da letra maiúscula.
Por Exemplo:
“Aqui, sim, no meu cantinho,
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro.”
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24Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
Por Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: 
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: 
Dionísio, Netuno.
e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Natal, Páscoa, Ramadã.
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
Exemplos: 
ONU, Sr., V. Ex.ª.
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, 
políticos ou nacionalistas.
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, 
União, etc.
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula 
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo: 
Todos amam sua pátria.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade 
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário 
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
2) Utiliza-se inicial minúscula:
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos: 
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
segunda, sexta, domingo, etc. 
primavera, verão, outono, inverno
c) Nos pontos cardeais.
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. 
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, 
sudoeste.
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os 
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu)
Oriente (asiático)
Lembre-se:
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em 
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e 
disciplinas.
Exemplos:
Português ou português
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas 
modernas
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php
Emprego do Porquê
Por 
Que
Orações 
Interrogativas
(pode ser 
substituído por: 
por qual motivo, 
por qual razão)
Exemplo:
Por que devemos nos 
preocupar com o meio 
ambiente?
Equivalendo 
a “pelo qual”
Exemplo:
Os motivos por que não 
respondeu são desconhecidos.
Por 
Quê
Final de 
frases e seguidos 
de pontuação
Exemplos:
Você ainda tem coragem de 
perguntar por quê?
Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Porque
Conjunção 
que indica 
explicação ou 
causa
Exemplos:
A situação agravou-se 
porque ninguém reclamou.
Ninguém mais o espera, 
porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de 
Finalidade – 
equivale a “para 
que”, “a fim de 
que”.
Exemplos:
Não julgues porque não te 
julguem.
Porquê
Função de 
substantivo 
– vem 
acompanhado 
de artigo ou 
pronome
Exemplos:
Não é fácil encontrar o 
porquê de toda confusão.
Dê-me um porquê de sua 
saída.
1. Por que (pergunta)
2. Porque (resposta)
3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
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25Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Emprego de outras palavras
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa 
nenhuma senão criticar.
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais 
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá 
desta situação crítica.
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não 
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão 
pouco esta semana.
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. 
Traz - do verbo trazer.
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está 
vultuosa e deformada.
Questões
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou 
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre 
........................ praticaratividade física..........................benefícios 
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas 
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para 
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o 
avanço da idade.
(Ciência Hoje, março de 2012)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 
respectivamente, com:
(A) porque … trás … previnir
(B) porque … traz … previnir
(C) porquê … tras … previnir
(D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas 
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, 
talvez seja _____ chorou. 
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque;
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
03. 
Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e 
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto
(B) mau ... por que ... intuito
(C) mau ... porque ... intuíto
(D) mal ... porque ... intuito
(E) mal ... por quê ... intuito
04. Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com 
a norma-padrão.
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da 
corrupção e das fraudes.
(A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca
(C) a … concenso … a cerca
(D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca
05. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam 
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Respostas
01. D/02. B/03. D/4-B/5-D
Acentuação
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras 
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de 
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, 
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, 
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem 
escrita.
Regras básicas – Acentuação tônica
A acentuação tônica implica na intensidade com que são 
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de 
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As 
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são 
denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas 
como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a 
última sílaba.
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na penúltima sílaba.
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Como podemos observar, mediante todos os exemplos 
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas 
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: 
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, 
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos 
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos 
observar no exemplo a seguir:
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos; 
os demais, como átonos (que, em, de).
Os Acentos Gráficos
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e 
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam 
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. 
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e 
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com 
artigos e pronomes.
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26Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente 
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras 
derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex.: mülleriano (de Müller)
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais 
nasais.
Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Regras fundamentais:
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, 
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos 
ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas 
de lo, la, los, las.
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
táxi – lápis – júri
- us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
- ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que 
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são 
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim 
ficará mais fácil a memorização!
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), 
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com 
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são 
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. 
Ex.:
Antes Agora
assembléia assembleia
idéia ideia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados 
ou não de “s”, haverá acento:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato 
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. 
Ex.:
Antes Agora
crêem creem
vôo voo
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que, 
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento 
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Repare:
1-) O menino crê em você
 Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
 Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
 Esperamos que os dados deem efeito!
4-) Rubens vê tudo!
 Eles veem tudo!
- Cuidado! Há o verbo vir:
 Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 
seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem 
precedidas de vogal idêntica:
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com 
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não 
serão mais acentuadas. Ex.:
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do 
plural de:
ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm (verbo vir)
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, 
deter, abster. 
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes 
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes 
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, 
como:
A forma verbal pôde (terceira pessoado singular do 
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua 
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira 
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex: 
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
 
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da 
preposição por.
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27Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, 
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”; 
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Questões
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica.
02. Assinale a alternativa correta.
A palavra faliu contém um:
A) hiato
B) dígrafo
C) ditongo decrescente
D) ditongo crescente
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, 
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo 
mesmo motivo que:
A) túnel
B) voluntário
C) até
D) insólito
E) rótulos
04. Assinale a alternativa correta.
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem 
paroxítonas terminadas em ditongo.
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente, 
encontro consonantal e hiato.
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras 
grifadas são paroxítonas.
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes 
destacadas são dígrafos.
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có-
lo-ga” e “a-ci-o-na”.
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
A) saúde
B) cooperar
C) ruim
D) creem
E) pouco
Respostas
1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E 
V - Morfologia: Estrutura 
e formação de palavras; 
morfemas, afixos; processos de 
formação de palavras; classes 
gramaticais: identificação, 
classificações e emprego. 
Estrutura e formação das palavras
Observe as seguintes palavras:
escol-a
escol-ar
escol-arização
escol-arizar
sub-escol-arização
Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a 
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, 
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por 
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar 
pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas 
palavras que selecionamos, podemos depreender a existência 
de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos 
formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento 
significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.
Classificação dos morfemas:
Radical
Há um morfema comum a todas as palavras que estamos 
analisando: escol-. 
É esse morfema comum – o radical – que faz com que as 
consideremos palavras de uma mesma família de significação – 
os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua 
significação principal.
Afixos
Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma 
nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, 
o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol 
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de 
afixos.
Quando são colocados antes do radical, como acontece 
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como 
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados 
de sufixos. 
Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe 
gramatical, são capazes de introduzir modificações de 
significado no radical a que são acrescentados.
Desinências
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como 
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas 
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado 
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou 
terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo 
do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam 
as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim 
das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há 
desinências nominais e desinências verbais.
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos 
nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as 
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina.
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o 
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de 
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; 
menino/meninos; menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de 
plural assume a forma -es: 
mar/mares; 
revólver/revólveres; 
cruz/cruzes.
Desinências verbais: em nossa língua, as desinências 
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam 
o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que 
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-
pessoais):
 cant-á-va-mos 
 cant-á-sse-is
cant: radical 
 cant: radical
-á-: vogal temática 
 -á-: vogal temática
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito 
imperfeito do indicativo) 
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 
imperfeito do subjuntivo)
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira 
pessoa do plural) 
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda 
pessoa do plural)
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28Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Vogal temática
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, 
surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado 
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo 
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se 
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes 
apresentam vogais temáticas.
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas 
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, 
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas 
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, 
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas 
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: 
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais 
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam 
vogal temática.
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam 
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. 
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira 
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à 
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à 
terceira conjugação.
 
primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug.
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
Vogal ou consoante de ligação 
As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que 
surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo 
possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um 
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre 
os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros 
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, 
chaleira, tricota.
Processos de formação de palavras:
1-) Composição
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais 
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição; 
justaposição e aglutinação.
1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que 
formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos: 
Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que 
formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde 
sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto(plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)
Derivação por acréscimo de afixos 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas) 
pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode 
ser: prefixal, sufixal e parassintética.
1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de prefixo.
In------ --feliz des----------leal 
Prefixo radical prefixo radical 
2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de sufixo.
 Feliz---- mente leal------dade
Radical sufixo radical sufixo
3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo 
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o 
sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”). 
Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
En-- -----trist- ----ecer 
Prefixo radical sufixo
en----- ---tard--- --ecer 
prefixo radical sufixo
Outros tipos de derivação
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que 
haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a 
derivação imprópria.
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por 
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação 
de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está 
proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
2-) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) 
é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra 
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente 
na classe gramatical.
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva 
da conjunção porque)
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, 
substantivo)
Outros processos de formação de palavras:
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos 
de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego)
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
formacao-de-palavras-i.htm
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-
se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra 
no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente 
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
metropolitano – metrô
extraordinário – extra
otorrinolaringologista – otorrino
telefone – fone
pneumático – pneu
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando 
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá.
 
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das 
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um 
nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não 
ser que haja mais de três letras e a sigla seja pronunciável sílaba 
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras. 
 
Questões
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam 
pelo mesmo processo: 
A) ajoelhar / antebraço / assinatura 
B) atraso / embarque / pesca 
C) o jota / o sim / o tropeço 
D) entrega / estupidez / sobreviver 
E) antepor / exportação / sanguessuga 
02. A palavra “aguardente” formou-se por: 
A) hibridismo 
B) aglutinação 
C) justaposição 
D) parassíntese
E) derivação regressiva 
03. Que item contém somente palavras formadas por 
justaposição? 
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29Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
A) desagradável - complemente 
B) vaga-lume - pé-de-cabra 
C) encruzilhada - estremeceu 
D) supersticiosa - valiosas
E) desatarraxou - estremeceu 
04. “Sarampo” é: 
A) forma primitiva 
B) formado por derivação parassintética 
C) formado por derivação regressiva 
D) formado por derivação imprópria 
E) formado por onomatopeia
05.As palavras são formadas através de derivação 
parassintética em
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco.
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer.
C)caça, pesca, choro, combate.
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer.
Respostas
01. (B) / 2. (B) / 3. (B) / 4. (C) / 5. (B) 
Classes de Palavras
Artigo 
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica 
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. 
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o 
número dos substantivos.
Classificação dos Artigos
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira 
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos 
de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu 
matei um animal.
Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e 
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma 
assumida por essas combinações:
Preposições Artigos
- o, os
a ao, aos
de do, dos
em no, nos
por (per) pelo, pelos
a, as um, uns uma, umas
à, às - -
da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - -
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o 
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida 
por crase.
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se 
manifestam:
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral 
“ambos”:
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do 
artigo, outros não:
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar 
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia 
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
O Pedro é o xodó da família.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no 
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas...
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para 
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o 
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. 
(qualquer classe)
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de 
aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
- O artigo também é usado para substantivar palavras 
oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo 
cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço.
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido 
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que 
venham especificadas.
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, 
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome 
de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
Morfossintaxe
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações 
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, 
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo 
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo 
substantivo:
A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
Questões
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhefalei.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
A) O Amazonas é um rio imenso.
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
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30Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
E) Os Lusíadas são um poema épico
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está 
substantivando uma palavra.
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
Respostas
1-B / 2-C / 3-D
Substantivo
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é 
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam 
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos 
também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
-sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza...
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
Morfossintaxe do substantivo
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral 
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua 
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto 
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar 
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como 
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo 
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos 
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas 
funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
Classificação dos Substantivos
1- Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição:
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, 
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município 
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e 
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. 
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma 
mesma espécie de forma genérica.
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.
 
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie 
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é 
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma 
particular.
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
LÂMPADA MALA
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com 
existência própria, que são independentes de outros seres. São 
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, 
independentemente de outros seres.
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo 
real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, 
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
 
Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que 
dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser 
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa 
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. 
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, 
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, 
e sem os quais não podem existir.
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade 
(sentimento). 
3 - Substantivos Coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra 
abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário 
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra 
abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular 
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie 
(abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo 
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma 
espécie.
Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou 
radical. É um substantivo simples.
Substantivo Simples: é aquele formado por um único 
elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: 
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos 
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais 
elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
 
Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de 
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma 
outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir 
da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra 
palavra.
Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável 
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, 
pode sofrer variações para indicar:
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31Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Plural: meninos
Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
Flexão de Gênero
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar 
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, 
há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao 
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos 
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
Um Natal inesquecível
Os reis da praia
 
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem 
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes 
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado 
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o 
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem 
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma 
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o 
feminino. Classificam-se em:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré 
fêmea.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, 
o indivíduo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por 
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, 
são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, 
variam em seu significado.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o 
capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
aluno - aluna
b) Substantivosterminados em -ês: acrescenta-se -a ao 
masculino.
freguês - freguesa
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três 
formas:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa 
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora 
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final 
por -a:
elefante - elefanta
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e 
no feminino:
bode – cabra boi - vaca
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, 
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
- Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre 
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar 
o masculino e o feminino.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para 
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de 
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade 
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, 
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem 
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que 
se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
Outros substantivos sobrecomuns: 
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa 
criatura.
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O 
cônjuge de Marcela faleceu
Comuns de Dois Gêneros:
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez 
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante 
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do 
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois 
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada 
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de 
carochinha.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam 
a personagem.
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma 
personagem.
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo 
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Masculinos 
o tapa
o eclipse
o lança-perfume
o dó (pena)
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32Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
o sanduíche
o clarinete
o champanha
o sósia
o maracajá 
o clã
o hosana
o herpes
o pijama
Femininos 
a dinamite
a áspide
a derme
a hélice
a alcíone
a filoxera
a clâmide
a omoplata
a cataplasma
a pane
a mascote
a gênese
a entorse
a libido
- São geralmente masculinos os substantivos de origem 
grega terminados em -ma:
o grama (peso)
o quilograma
o plasma
o apostema
o diagrama 
o epigrama
o telefonema
o estratagema
o dilema
o teorema 
o apotegma
o trema
o eczema
o edema
o magma 
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
 
Gênero dos Nomes de Cidades:
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste. 
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
Gênero e Significação:
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e 
outra no feminino.
Observe:
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os 
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente 
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) 
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou 
proibição de trânsito)
o cabeça (chefe) 
a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência) 
a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta) 
a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro) 
a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos) 
a coma (cabeleira)
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) 
a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e 
de outros sacramentos) 
a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco) 
a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente) 
a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras) 
a guia (documento, pena grande das asas das aves)
o grama (unidade de peso) 
a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa) 
a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor) 
a lente (vidro de aumento)
o moral (ânimo) 
a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o nascente (lado onde nasce o Sol) 
a nascente (a fonte)
Flexão de Número do Substantivo
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que 
indica um ser ou um grupo de seres, e 
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A 
característica do plural é o “s” final.
 
Plural dos Substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” 
fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no 
plural).
Exceção: cânon - cânones.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em 
“ns”.
homem - homens.
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural 
pelo acréscimo de “es”.
revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se 
no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas 
maneiras: 
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas 
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
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33Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas 
maneiras: 
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo 
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: 
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três 
maneiras.
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o 
látex - os látex.
Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos compostos depende 
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam 
o composto e da relação que estabelecem entresi. Aqueles que 
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos 
simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são 
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. 
Algumas orientações são dadas a seguir:
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: 
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores 
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos 
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando 
formados de: 
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas 
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes 
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando 
formados de: 
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante 
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo 
anterior.
palavra-chave - palavras-chave 
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba
homem-rã - homens-rã
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: 
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora 
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes 
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as 
flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não 
variam no plural.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e 
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
flore(s) + zinhas = florezinhas 
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos
pé(s) + zitos = pezitos
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre 
que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos 
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando 
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com 
as regras de nossa língua:
 os clubes os chopes
 os jipes os esportes
 as toaletes os bibelôs
 os garçons os réquiens
Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Plural com Mudança de Timbre
Certos substantivos formam o plural com mudança de 
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético 
chamado metafonia (plural metafônico).
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô) 
esforço 
fogo 
forno 
fosso 
imposto 
olho
corpos (ó) 
esforços 
fogos 
fornos 
fossos 
impostos 
olhos
osso (ô) 
ovo 
poço 
porto 
posto 
rogo 
tijolo
ossos (ó) 
ovos 
poços 
portos 
postos 
rogos 
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, 
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de 
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
b) Outros só no plural:
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus 
(naipes de baralho), as fezes.
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34Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, 
títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com 
sentido de plural:
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas 
improvisadas.
Flexão de Grau do Substantivo
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as 
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado 
normal. Por exemplo: casa
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. 
Classifica-se em: 
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que 
indica grandeza. Por exemplo: casa grande. 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
aumento. Por exemplo: casarão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. 
Pode ser: 
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que 
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
diminuição. Por exemplo: casinha.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Questões
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também 
ocorre com o plural de
(A) reco-reco.
(B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
(D) célula-tronco.
(E) sem-vergonha.
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam 
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está 
errada:
A) Catalães. 
B) Cidadãos. 
C) Vulcães. 
D) Corrimões.
Respostas
1-D / 2-D / 3-C 
Adjetivo
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou 
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao 
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa 
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, 
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, 
moça bondade, pessoa bondade. 
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro 
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto 
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe 
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Adjetivo Pátrio Composto 
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro 
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. 
Observe alguns exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: 
Competições teuto-inglesas
América américo- / Por exemplo: Companhia 
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
americanas
Françafranco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões 
franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
portuguesas
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
brasileiras
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
Flexão dos adjetivos
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
 
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem 
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, 
classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e 
outra para o feminino. 
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino 
somente o último elemento. 
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
americana. 
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35Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como 
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no 
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença 
político-social.
Número dos Adjetivos
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com 
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos 
simples. 
Por exemplo:
mau e maus
feliz e felizes
ruim e ruins
boa e boas
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função 
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver 
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é 
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando 
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. 
Logo: camisas cinza, ternos cinza. 
Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Adjetivo Composto
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento 
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam 
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que 
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, 
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a 
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver 
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se 
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; 
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro 
ficará invariável. Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Observe
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo 
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos 
flexionados.
Grau do Adjetivo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a 
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: 
o comparativo e o superlativo.
Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica 
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características 
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, 
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos 
abaixo:
1) Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da 
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
2) Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de 
Superioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois 
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.
3) O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de 
Superioridade Sintético
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de 
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 
São eles:
bom-melhor
pequeno-menor
mau-pior
alto-superior
grande-maior
baixo-inferior
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, 
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas 
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas 
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar 
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais 
pequeno.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de 
dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas 
qualidades de um mesmo elemento.
4) Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de 
Inferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante.
Superlativo
O superlativo expressa qualidades num grau muito 
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser 
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um 
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 
nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O 
secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de 
sufixos.
Por exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos: 
benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil facílimo
fiel fidelíssimo
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser 
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação 
pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
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36Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio 
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., 
antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas 
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem 
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo 
latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: 
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo 
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, 
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas 
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável 
hiato i-í.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
Violência epidêmica
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora 
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes 
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características 
epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes 
centros urbanos e se dissemina pelo interior.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a 
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito 
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços 
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras 
enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações 
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências 
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas 
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de 
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que 
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao 
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três 
fatores principais na formação das personalidades com maior 
inclinaçãoao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, 
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes 
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não 
lhes impuseram limites de disciplina.
3) Associação com grupos de jovens portadores de 
comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças 
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à 
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, 
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a 
violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a 
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o 
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver 
preso. 
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares 
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao 
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões 
mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. 
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, 
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão 
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a 
criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. 
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os 
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que 
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e 
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas 
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão 
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los 
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das 
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento 
artístico.
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas 
corresponde a – características de epidemias.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo 
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro.
C) vida rupestre – vida do campo.
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco.
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
A) azul-celeste
B) azul-pavão
C) surda-muda
D) branco-gelo
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não 
estão no grau superlativo absoluto sintético:
A) Arquimilionário/ ultraconservador;
B) Supremo/ ínfimo;
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre
Respostas
1-B / 2-C / 3-D 
Pronome
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele 
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de 
alguma forma.
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome]
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
[referência ao nome]
Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possuem significados 
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de 
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata 
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no 
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos 
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal 
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, 
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude 
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma 
específica para cada pessoa do discurso.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras 
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número 
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através 
do pronome seja coerente em termos de gênero e número 
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando 
este se apresenta ausente no enunciado.
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37Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile 
da nossa escola neste ano.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância 
adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância 
adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância 
inadequada]
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, 
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Pronomes Pessoais
São aqueles que substituem os substantivos, indicando 
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve 
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, 
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”, 
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de 
quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções 
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso 
oblíquo.
Pronome Reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, 
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero 
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal 
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o 
quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu 
- 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
- 1ª pessoa do plural: nós
- 2ª pessoa do plural: vós
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como 
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi 
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, 
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua 
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os 
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a 
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome 
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas 
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do 
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós)
 
Pronome Oblíquo
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, 
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
indireto) ou complemento nominal.
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante 
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função 
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca 
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da 
oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com 
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são 
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca.
Ele me deu um presente.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Observações:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se 
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o 
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar 
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a 
função de objeto indireto na oração.
Os pronomes me, te, nos e vospodem tanto ser objetos 
diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como 
objetos diretos.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se 
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, 
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas 
nos exemplos que seguem:
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a 
vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há 
pouco.
- Não, no-la contaram.
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; 
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
Atenção:
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois 
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, 
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo 
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
 fazei + o = fazei-os
 dizer + a = dizê-la
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume 
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre 
precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de 
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função 
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim 
configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico 
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais 
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes 
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos 
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os 
pronomes costumam ser usados desta forma:
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38Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.
Atenção:
Há construções em que a preposição, apesar de surgir 
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo 
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito 
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso 
reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes 
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, 
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos 
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de 
companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com 
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados 
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou 
algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.
Pronome Reflexivo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem 
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. 
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo 
verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
A Segunda Pessoa Indireta
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando 
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso 
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na 
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, 
que podem ser observados no quadro seguinte:
 
Pronomes de Tratamento
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e 
 oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de 
universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento 
 cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus
Também são pronomes de tratamento o senhor, a 
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados 
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português 
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; 
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à 
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de 
tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em 
relação à pessoa com quem falamos.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 
encontro.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma 
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, 
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado 
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª 
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os 
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar 
na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, 
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou 
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do 
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, 
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não 
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo 
na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus 
cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (correto)
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical 
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa 
possuída).
 Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
Observe o quadro:
Número Pessoa Pronome
singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)
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39Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa 
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com 
o objeto possuído.
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento 
difícil.
Observações:
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultarda 
alteração fonética da palavra senhor.
- Muito obrigado, seu José.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. 
Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade.
- Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o 
pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos 
átonos assumem valor de possessivo.
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a 
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. 
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou 
discurso.
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro 
está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro 
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que 
fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro 
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
 
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto 
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de 
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro 
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação 
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar 
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade 
destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar 
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que 
envia a mensagem).
No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere 
ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a 
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se 
referindo a um passado distante.
 
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou 
invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem 
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que 
te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s):
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s):
Os próprios alunos resolveram o problema.
- semelhante(s):
Não compre semelhante livro.
- tal, tais:
Tal era a solução para o problema.
Note que:
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em 
construções redundantes, com finalidade expressiva, para 
salientar algum termo anterior. Por exemplo:
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. 
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b) O pronome demonstrativo neutro ou pode representar 
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que 
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente 
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, 
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes 
de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
d) Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa 
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro 
lugar.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; 
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com 
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, 
nisso, no, etc.
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Pronomes Indefinidos
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, 
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade 
indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
plantadas.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa 
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma 
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano 
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou 
não se quer revelar. 
Classificam-se em: 
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar 
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São 
eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, 
outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser 
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade 
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora 
pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), 
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40Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, 
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, 
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), 
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos 
em variáveis e invariáveis. Observe:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, 
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária, 
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, 
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, 
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, 
cada.
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, 
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, 
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou 
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado.
Indefinidos Sistemáticos
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, 
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição 
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido 
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; 
todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, 
que se referem à pessoa, e algo/nada, que se referem à coisa; 
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na 
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas 
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos 
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes 
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem 
parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado 
prático.
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são 
pessoas quaisquer.
Pronomes Relativos
São aqueles que representam nomes já mencionados 
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as 
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um 
grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = 
oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e 
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” 
é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativopode ser o pronome 
demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem 
expresso.
Quem casa, quer casa.
Observe:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, 
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Note que:
a) O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, 
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído 
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for 
um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente 
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para 
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter 
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são 
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza 
ou depois de determinadas preposições:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o 
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria 
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas 
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 
refere a uma oração.
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a 
sua vocação natural.
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, 
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, 
das quais.
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
 (antecedente) (consequente) 
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente 
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
 (antecedente) 
Ele fez tudo quanto havia falado.
 (antecedente) 
 
f) O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre 
precedido de preposição.
É um professor a quem muito devemos.
 (preposição) 
g) “Onde”, como pronome relativo, sempre possui 
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em 
que.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no 
exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual)
Não me parece correto o modo como você agiu semana 
passada.
- quando (= em que)
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações 
numa só frase.
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode 
ocorrer a elipse do relativo “que”.
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, 
(que) fumava.
Pronomes Interrogativos
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41Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas 
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes 
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas 
preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos 
passageiros desembarcaram.
Sobre os pronomes:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de 
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando 
desempenha função de complemento. Vamos entender, 
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que 
função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
lo.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” 
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. 
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo 
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, 
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a 
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia 
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do 
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo 
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou 
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) 
estiver no infinitivo ou gerúndio. 
Eu desejo lhe perguntar algo. 
Eu estou perguntando-lhe algo.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: 
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente 
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu 
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que 
eu estava fazendo.
Questões
01. Observe as sentenças abaixo. 
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. 
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo-
nos inimigas desde aquele episódio. 
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma 
culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.
02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou 
que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com 
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer. 
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará 
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo 
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de 
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam 
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos 
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais 
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos 
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são 
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem 
fora dela.
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito 
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo 
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles 
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe 
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, 
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das 
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às 
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com 
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro 
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba 
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização 
do conceito de amizade.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou 
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente 
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e 
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito 
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo 
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu 
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si 
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto 
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. 
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e 
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu 
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também 
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguirvocê. 
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as 
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre 
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
estamudando-amizade-619645.shtml>.
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se 
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que 
se referem. 
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a 
amizades. 
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma 
superficial de amizade. 
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
se aos pronomes eu e você.
Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
(E) I, II e III.
03. Observe a charge a seguir. 
Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada. 
(A) A fala do personagem é uma modificação intencional de 
uma fala de Cristo. 
(B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a 
pessoas distintas. 
(C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no 
poder.
(D) A posição dos braços do personagem na charge repete a 
de Cristo na cruz. 
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42Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
(E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de 
forma equilibrada. 
Respostas
01. A\02. E\03. B
Verbo
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, 
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros 
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); 
ocorrência (nascer); desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus 
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, 
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns 
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as 
possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode 
apresentar os seguintes elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado 
essencial do verbo. Por exemplo: 
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o 
tempo e o modo do verbo. 
Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa 
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou 
plural). 
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados 
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a 
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver 
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do 
verbo: põe, pões, põem, etc.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos 
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com 
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no 
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas 
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
Classificação dos Verbos
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências 
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações 
no radical. 
Por exemplo: canto cantei cantarei cantava cantasse
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações 
no radical ou nas desinências.
Por exemplo: faço fiz farei fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação 
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. 
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 
principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se 
ou fazer (em orações temporais).
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza 
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, 
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figurado. 
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, 
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. 
Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, 
indicando suficiência. Ex.: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, 
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência 
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, 
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, 
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser 
possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
- Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se 
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
 
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos 
pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de 
animais; eis alguns:
bramar: tigre
bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
coaxar: sapo
cricrilar: grilo
Os principais verbos unipessoais são:
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, 
ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos 
bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da 
conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de 
fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. 
(Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
- Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos 
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
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43Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do 
indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que 
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos 
contextos.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do 
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade 
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas 
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas 
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é 
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a 
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os 
tempos, modos e pessoas.
d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma 
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma 
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares 
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas 
curtas (particípio irregular). Observe:
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Anexar AnexadoAnexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical 
em sua conjugação.
Por exemplo: 
Ir Pôr Ser Saber
vou 
vais 
ides 
fui 
foste
ponho 
pus 
pôs 
punha
sou 
és 
fui 
foste 
seja
sei 
sabes 
soube 
saiba
f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos 
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando 
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas 
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
 
 Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Está chegando a hora do debate.
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio) 
 
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e 
haver.
Conjugação dos Verbos Auxiliares
SER - Modo Indicativo
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, 
vós éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós 
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós 
fôramos, vós fôreis, eles foram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, 
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, 
vós sereis, eles serão.
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
SER - Modo Subjuntivo
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós 
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, 
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele 
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
SER - Modo Imperativo
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede 
vós, sejam eles.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos 
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por 
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
SER - Formas Nominais
Formas Nominais
Infinitivo: ser
Gerúndio: sendo 
Particípio: sido
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos 
nós, serdes vós, serem eles. 
ESTAR - Modo Indicativo
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, 
eles estão.
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós 
estávamos, vós estáveis, eles estavam.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele 
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu 
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles 
estiveram.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele 
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
Futuro do Presente Composto: terei estado.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele 
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que 
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se 
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles 
estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres, 
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós 
estiverdes, quando eles estiverem.
Futuro Composto: Tiver estado.
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, 
estai vós, estejam eles.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não 
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
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44Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, 
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Formas Nominais
Infinitivo: estar
Gerúndio: estando
Particípio: estado
ESTAR - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal: estar 
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes, 
estarem. 
Gerúndio: estando 
Particípio: estado
 
HAVER - Modo Indicativo
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles 
hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós 
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele 
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu 
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles 
houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele 
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Futuro do Presente Composto: terei havido.
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele 
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Modo Subjuntivo
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós 
hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se 
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles 
houvessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, 
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós 
houverdes, quando eles houverem.
Futuro Composto: tiver havido.
Modo Imperativo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, 
hajam eles.
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver 
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
HAVER - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, 
haverdes, haverem. 
Infinitivo Pessoal: haver 
Gerúndio: havendo 
Particípio: havido
TER - Modo Indicativo
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, 
eles têm.
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós 
tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 
tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, 
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós 
teremos, vós tereis, eles terão.
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, 
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido.
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Modo Subjuntivo
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que 
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele 
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, 
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido.
Modo Imperativo
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, 
tende vós, tenham eles.Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não 
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por 
termos nós, por terdes vós, por terem eles.
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com 
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma 
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais 
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio 
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os 
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se, 
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 
no radical do verbo. Por exemplo:
Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem 
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, 
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o 
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do 
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva 
expressa pelo radical do próprio verbo. 
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e 
respectivos pronomes): 
Eu me arrependo 
Tu te arrependes 
Ele se arrepende 
Nós nos arrependemos 
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem
 - 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que 
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por 
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito 
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos 
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser 
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se 
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
 A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode 
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria 
penteou-me.
 
Observações:
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes 
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função 
sintática.
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes 
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, 
são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, 
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45Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, 
exercem funções sintáticas.
Por exemplo:
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto 
direto) - 1ª pessoa do singular
Modos Verbais
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo 
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três 
modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: 
Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por 
exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por 
exemplo: Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas 
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, 
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. 
Observe: 
- a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo 
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de 
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três 
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não 
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; 
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
Por exemplo:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou 
advérbio. Por exemplo: 
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de 
advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; 
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
- d) Particípio: quando não é empregado na formação dos 
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado 
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 
grau. Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma 
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo 
(adjetivo verbal). Por exemplo:
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
Tempos Verbais
Tomando-se como referência o momento em que se fala, 
a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. 
Veja:
1. Tempos do Indicativo
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: 
Eu estudo neste colégio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num 
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente 
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi 
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido 
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. 
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. 
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido 
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha 
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma 
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. 
(forma simples)
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve 
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. 
Por exemplo: Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado 
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, 
os alunos já terão terminado o teste.
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode 
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por 
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
- Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que 
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato 
passado. Por exemplo: Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria 
viajado nas férias.
2. Tempos do Subjuntivo
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento 
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas 
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que 
ele vencesse o jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções 
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: 
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente 
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha 
estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode 
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: 
Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que 
indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja, 
levará as encomendas.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior 
ao momento atual mas já terminado antes de outro fato 
futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o 
visitaremos.
Presente do Indicativo
1ª conjugação/2ª conjugação/3ªconjugação / Desinência 
 pessoal
CANTAR VENDER PARTIR 
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
Pretérito Perfeito do Indicativo
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência 
 pessoal
CANTAR VENDER PARTIR 
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
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46Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
 
Pretérito mais-que-perfeito
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
 1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - -
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
Pretérito Imperfeito do Indicativo
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM
Futuro do Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão
Futuro do Pretérito do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM
Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a 
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do 
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou 
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
 1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR 
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, 
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse 
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número 
e pessoa correspondente.
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
 1ª /2ª e 3ª conj. 
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M 
Futuro do Subjuntivo
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência 
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a 
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa 
correspondente.
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
 1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR 
cantaR vendeR partiR Ø 
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES 
cantaREM vendeREM PartiREM R EM
Imperativo
Imperativo Afirmativo 
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente 
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do 
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, 
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a 
negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa 
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido 
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se 
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), 
sede (vós).
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
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47Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM
Questões
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos 
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos 
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada 
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a 
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas 
do texto.
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
(D) seja … mantivessem
(E) seja … mantêm
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão 
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução 
verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. 
(B) atemporal. 
(C) contínua. 
(D) hipotética. 
(E) futura.
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, 
mas já estereotipando:trata--se de um ser cujas interações sociais 
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. 
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Respostas
1-B / 2-C / 3-E 
Advérbio
O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes 
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, 
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, 
contiguidade. 
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no 
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias 
em que esse processo se desenvolve. 
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de 
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não 
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também 
modifica o adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns 
exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, 
você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo 
alheio, representando uma qualidade, característica.
O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro 
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos 
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando 
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar 
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial, 
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem 
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das 
circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em 
distintas categorias, uma vez expressas por: 
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às 
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse 
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado 
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam 
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente, 
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, 
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em 
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, 
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de 
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, 
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, 
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, 
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, 
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, 
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de 
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, 
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, 
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, 
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, 
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, 
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, 
ao lado, em volta
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de 
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, 
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, 
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, 
indubitavelmente
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, 
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo), 
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), 
para quê?(finalidade)
Locução adverbial 
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. 
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Há locuções adverbiais que possuem advérbios 
correspondentes. 
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são 
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única 
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios 
é a de grau:
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe 
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - 
inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade. 
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - 
devagarinho, 
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48Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Questões
01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume 
Único)
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois 
advérbios: AÍ e ainda.
Considerando que advérbio é a palavra que modifica 
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando 
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale 
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as 
circunstâncias expressas por eles.
A) Lugar e negação.
B) Lugar e tempo.
C) Modo e afirmação.
D) Tempo e tempo.
E) Intensidade e dúvida.
02. Leia o texto a seguir.
Impunidade é motor de nova onda de agressões
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas 
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade 
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de 
repercussões.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da 
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria 
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação 
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma 
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens 
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna 
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que 
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não 
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao 
cair no chão.
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz 
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se 
quebrou ao cair no chão.
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos 
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão 
ajudar a polícia na investigação.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões 
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que 
eles sejam julgados e condenados.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que 
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil 
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por 
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro, 
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle 
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns 
dos caminhos.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta 
circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda 
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em 
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 
sucesso, de duas amigas…
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou 
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 
quebrando por aí…
03. Leia o texto a seguir.
Cultura matemática
HélioSchwartsman
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino 
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos 
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito 
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito 
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas 
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, 
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios 
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se 
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá 
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou 
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão 
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na 
manga da camisa.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a 
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma 
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo 
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras 
técnicas.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as 
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil 
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem 
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. 
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito 
para compreender as novas pesquisas que trazem informações 
relevantes para nossa saúde e bem-estar.
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes 
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da 
mecânica quântica indicam que existem universos paralelos, 
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene 
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão 
eficaz para exprimir as leis da física.
Releia os trechos apresentados a seguir.
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras 
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números 
não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma 
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º 
parágrafo)
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e 
respectivamente, circunstâncias de
A) afirmação e de intensidade.
B) modo e de tempo.
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49Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
C) modo e de lugar.
D) lugar e de tempo.
E) intensidade e de negação.
Respostas
1-B / 2-C / 3-B 
Preposição
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar 
termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente 
há uma subordinação do segundo termo em relação ao 
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura 
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores 
semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
Tipos de Preposição
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente 
como preposições.
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, 
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes 
gramaticais que podem atuar como preposições.
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, 
visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo 
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de 
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, 
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por 
trás de.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode 
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em 
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da 
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra 
palavra pode se dar a partir de dois processos:
1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
preposição a + artigos definidos o, os
a + o = ao
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
De + um = dum
De + uns = duns
De + uma = duma
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Em + uma = numa
Em + uns = nuns
Em + umas = numas
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s)
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s)
De + essa(s) = dessa(s)
De + aquele(s) = daquele(s)
De + aquela(s) = daquela(s)
De + isto = disto
De + isso = disso
De + aquilo = daquilo
De + aqui = daqui
De + aí = daí
De + ali = dali
De + outro = doutro(s)
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s)
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo
A + aquele(s) = àquele(s)
A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
Dicas sobre preposição
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal 
oblíquo e artigo. Como distingui-los?
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. 
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular 
e feminino.
A dona da casa não quis nos atender.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois 
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar 
um tratamento adequado.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
ou a função de um substantivo.
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte 
da família
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / 
Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das 
preposições:
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o 
tratamento.
Instrumento = Escreveu a lápis.
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Companhia = Estarei com ele amanhã.
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
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50Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois 
meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos 
preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, 
grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos 
em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula 
de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o 
que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar 
duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, 
pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, 
instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça 
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha 
vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema 
maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
O xadrez faz parte da rotina de cerca dedois mil internos 
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez 
que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar 
a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de 
Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado 
o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi 
implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da 
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória 
não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não 
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas 
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como 
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido 
ao bom comportamento”.
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido 
Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças 
no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo 
por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, 
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e 
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma 
atitude”.
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a 
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos 
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também 
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a 
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo 
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o 
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós 
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso 
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair 
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho 
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo 
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o 
termo em destaque expressa relação de
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar 
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo 
de falar.
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para 
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou 
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir 
a revisão da minha pena.
02. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, 
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade 
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, 
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na 
instituição.
As preposições que preenchem o trecho, correta, 
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
A) a ...com 
B) de ...com 
C) de ...a 
D) com ...a 
E) para ...de
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque 
expressa ideia de finalidade.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ 
957,70 para R$ 1.915,40.
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que 
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para 
comprovar o crime.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer 
o exame clínico”...
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz 
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas 
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade 
policial de dizer quem está embriagado...
Respostas
1-B / 2-B / 3-B 
Conjunção
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou 
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as 
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as 
amiguinhas
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: 
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou 
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a 
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As 
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
Observe: Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes 
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está 
ligando termos de uma mesma oração.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações 
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
Morfossintaxe da Conjunção
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem 
propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções 
Subordinativas
Conjunções coordenativas
Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. 
Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, 
não só...como também.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição, 
de compensação. 
Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, 
todavia, no entanto, entretanto.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
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51Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
quer, já...já.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. 
Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois 
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É 
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes 
do verbo), porquanto.
Conjunções subordinativas
- CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma 
vez que, como (= porque). 
Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, 
mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
- CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, 
mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato 
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar 
cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
- CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, 
conforme, consoante
Cada um colhe conforme semeia.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
- CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, 
“tão”, “tamanho”).
Falou tanto que ficou rouco.
- FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque 
(=para que),
- PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto 
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo 
que.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
Importante:
Diferença entre orações causais e explicativas
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos 
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma 
explicativa. Veja os exemplos:
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser 
atropelado”:
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou 
uma explicação do fato expresso na oraçãoanterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que 
vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração 
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será 
explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade 
porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada 
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo 
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
la é colocá-la no início do período, introduzida pela 
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. 
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos 
em outra cidade.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente 
dependentes uma da outra.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso 
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em 
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos 
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No 
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou 
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. 
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem 
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos 
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços 
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, 
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de 
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de 
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no 
passado.
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, 
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor 
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para 
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a 
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam 
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando 
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, 
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de 
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem 
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão 
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, 
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu 
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter 
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia 
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, 
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o 
elemento grifado pode ser substituído por:
A) Porém. 
B) Contudo. 
C) Todavia. 
D) Entretanto. 
E) Conquanto.
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em – 
Como fomos programados para ver o mundo como um lugar 
ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
(A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
(C) comparativa na primeira ocorrência.
(D) causal na segunda ocorrência.
(E) causal na primeira ocorrência.
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52Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
03. Leia o texto a seguir.
Participação
Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar 
aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de 
nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação 
junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é 
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes” 
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos 
da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um 
interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta 
e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela 
expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um 
convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes 
é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta 
estrofe:
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de 
vida ou morte − será arte?”
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte 
na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de 
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse 
verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma 
comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão 
particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse 
tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se 
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa 
identidade social. 
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria 
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, 
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa 
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
(Belarmino Tavares, inédito)
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma 
relação de causa e efeito:
A) ser poeta e militante político / confronto entre 
subjetividade e atuação social
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em 
cada um de nós
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
E) participar ativamente da política / formular hipóteses 
com ar de convicção
Respostas
1-E / 2-E / 3-A 
Interjeição
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, 
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o 
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, 
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas 
mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua 
raiva se traduz numa palavra: Droga!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou 
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma 
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui 
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por 
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma 
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - 
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma 
sentença.
Veja os exemplos:
Bravo! Bis!
bravo e bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito 
bom! Repitam!»
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou 
“Estou com dor!”
 
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que 
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as 
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, 
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um 
momento ou um contexto específico. Exemplos:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
 
O significado das interjeições está vinculado à maneira 
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita 
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de 
enunciação. Exemplos:
Psiu! 
contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua; 
significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! Ei, 
espere!”
Psiu!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um 
hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça 
silêncio!”
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom dafala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
 
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, 
tristeza, dor, etc.
Você faz o que no Brasil? 
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 
bolas!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes 
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) 
 Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
Classificação das Interjeições
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, 
Atenção!, Olha!, Alerta!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, 
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! 
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, 
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, 
Eh!
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, 
Ora!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, 
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, 
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
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53Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, 
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, 
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é, 
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes, 
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os 
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições 
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que 
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra, 
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. 
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma 
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Ora bolas!
Quem me dera!
Virgem Maria!
Meu Deus!
Ai de mim!
Valha-me Deus!
Graças a Deus!
Alto lá!
Muito bem!
Observações:
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por 
exemplo:
Ué! = Eu não esperava por essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu 
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais 
podem aparecer como interjeições.
Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” 
porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Socorro!
Ajudem-me! 
Silêncio!
Fique quieto!
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua 
homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. 
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos 
depois do “ó” vocativo.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas 
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no 
diminutivo ou no superlativo.
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos
 
Usadas com muita frequência na língua falada informal, 
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam 
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além 
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante 
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou 
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - 
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso 
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens 
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. 
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que 
racional fazem das interjeições presença constante nos textos 
publicitários.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
morf89.php
Numeral
Numeral é a palavra que indica os seres em termos 
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa 
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Eu quero café duplo, e você?
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
 [primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de 
“fila”]
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que 
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a 
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata 
de numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a 
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras 
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção 
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, 
ambos(as), novena.
Classificação dos Numerais
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: 
um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: 
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão 
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos 
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: 
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Leitura dos Numerais 
Separando os números em centenas, de trás para frente, 
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no 
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos 
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte 
e seis. 
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Flexão dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, 
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em 
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. 
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: 
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam 
em funções substantivas:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais 
flexionam-se em gênero e número:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. 
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças 
partes
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54Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma 
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos 
numerais, traduzindo afetividade ou especializaçãode sentido. 
É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda 
divisão de futebol)
Emprego dos Numerais
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em 
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a 
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do 
substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal 
até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um 
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente 
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez 
referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância 
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades 
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. 
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo 
 ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo
Questões
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” 
temos exemplos de numerais:
A) ordinais;
B) cardinais;
C) fracionários;
D) romanos;
E) Nenhuma das alternativas.
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem 
empregados.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. 
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. 
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 
são, respectivamente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, 
nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
Respostas
1-B / 2-D / 3-B 
VI - Sintaxe: Frase, oração e 
período; período simples - 
termos da oração: identificação, 
classificações e emprego. 
Análise Sintática
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide 
e classifica as orações que o constituem e reconhece a função 
sintática dos termos de cada oração.
Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo, 
função sintática e núcleo de um termo da oração.
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são 
reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança 
o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a 
comunicação com o ouvinte ou o leitor.
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de 
qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de 
uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas 
em parágrafos minuciosamente construídos.
Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos 
ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode 
revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até 
o período mais complexo, elaborado segundo os padrões 
sintáticos do idioma. São exemplos de frases:
Socorro!
Muito obrigado!
Que horror!
Sentinela, alerta!
Cada um por si e Deus por todos.
Grande nau, grande tormenta.
Por que agridem a natureza?
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos)
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos)
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.” 
(Adonias Filho)
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55Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo)
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos 
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em 
helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, 
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
As frases são proferidas com entoação e pausas especiais, 
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases, 
principalmente as que se desviam do esquema sujeito + 
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (= 
o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as 
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases 
nominais as que se apresentam sem o verbo. 
Exemplo: Tudo parado e morto.
Quanto ao sentido, as frases podem ser:
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo, 
de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou 
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa:
Paulo parece inteligente. (afirmativa)
Nunca te esquecerei. (negativa)
Neli não quis montar o cavalo velho, de pelo ruço. (negativa)
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta 
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de 
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:
Por que chegaste tão tarde?
Gostaria de saber que horas são.
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa)
Imperativas: aquela através da qual expressamos uma 
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. 
Contém uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa)
Não cometa imprudências. (negativa)
“Não me leves para o mar.” (negativa)
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma 
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, 
etc.:
Como eles são audaciosos!
Não voltaram mais!
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
Bons ventos o levem!
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet)
Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição):
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo 
Branco)
“Não encontres amor nas mulheres!” (GonçalvesDias)
“Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” 
(Domingos Carvalho da Silva)
Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase 
podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro 
caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza 
e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora 
ascendente ora descendente.
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser 
integralmente captados se atentarmos para o contexto em que 
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se 
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”, 
usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de 
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do 
que aparentemente diz.
A entoação é um elemento muito importante da frase falada, 
pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo 
de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar 
constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. 
A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o 
tom com que a proferimos. Observe:
Olavo esteve aqui.
Olavo esteve aqui?
Olavo esteve aqui?!
Olavo esteve aqui!
Questões
01. Marque apenas as frases nominais:
(A) Que voz estranha!
(B) A lanterna produzia boa claridade.
(C) As risadas não eram normais.
(D) Luisinho, não!
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, 
exclamativa, optativa ou imperativa.
(A) Você está bem?
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho!
(C) Que alívio!
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
(E) Você se machucou?
(F) A luz jorrou na caverna.
(G) Agora suma, seu monstro!
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro. 
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o 
modelo:
Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
Lusinho, fique para trás. (imperativa)
 
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. 
(B) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
(C) Os meninos olharam à sua volta.
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. 
Assinale, pois, as frases verbais:
(A) Deus te guarde!
(B) As risadas não eram normais.
(C) Que ideia absurda!
(D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
(E) Tão preta como o túnel!
(F) Quem bom!
(G) As ovelhas são mansas e pacientes.
(H) Que espírito irônico e livre! 
Respostas
01. “a” e “d”
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) 
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) 
declarativa
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho, 
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são
Oração
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, 
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração 
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um 
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado 
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns 
casos, através de reticências.
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes 
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, 
não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
Socorro!
Com licença!
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso.
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como 
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos 
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56Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração 
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois 
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma 
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o 
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
A menina banhou-se na cachoeira.
A menina – sujeito
banhou-se na cachoeira – predicado
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em 
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara 
algo», «o tema do que se vai comunicar».
O predicado é a parte da oração que contém “a informação 
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, 
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara 
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou 
seja, o predicado, é «é eterno».
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, 
que identificamos por ser o termo que concorda em número e 
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. 
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um 
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de 
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e 
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para 
desembarcar.” (Aníbal Machado)
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados 
em três grandes níveis:
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e 
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente 
da Passiva).
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, 
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais 
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores.
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica 
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao 
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico 
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico 
(o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma 
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu 
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância 
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, 
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o 
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao 
predicado;
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo 
ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Exemplo: 
A padaria está fechada hoje. 
está fechada hoje: predicado nominal
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
a padaria: sujeito
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, 
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição 
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire 
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma 
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Exemplo: 
As formigas invadiram minha casa. 
as formigas: sujeito = termo determinante
invadiram minha casa: predicado = termo determinado
Há formigas na minha casa. 
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
sujeito: inexistente
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma 
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse 
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o 
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, 
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, 
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de 
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, 
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Exemplos: 
Eu acompanho você até o guichê. 
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
Vocês disseram alguma coisa? 
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. 
Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora. 
ninguém: sujeito = pronome substantivo
O andar deve seruma atividade diária. 
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir 
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de 
oração substantiva subjetiva: 
É difícil optar por esse ou aquele doce...
É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou 
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
O sino era grande.
Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
Isto não me agrada.
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um 
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer 
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
 Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma 
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
O sujeito pode ser:
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; 
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o 
cavalo nadavam ao lado da canoa.” 
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei 
amanhã.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando 
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. 
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado 
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está 
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) 
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito: 
vocês)
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57Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo 
fertiliza o Egito.
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa 
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso; 
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se 
açudes. (= Açudes foram construídos.) 
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa 
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos 
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina 
trancou-se no quarto.
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação 
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou 
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se 
bem naquele restaurante.
Observações:
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
- Sujeito formado por pronome indefinido não é 
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. 
Ninguém lhe telefonou.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o 
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente 
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com 
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De 
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo 
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O 
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. 
Pode ser omitido junto de infinitivos.
Aqui vive-se bem.
Devagar se vai ao longe.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o 
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles 
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a 
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa 
língua. 
Exemplos:
É fácil este problema!
Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” 
(José de Alencar)
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um 
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a 
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª 
pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos 
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser 
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear, 
relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem 
fenômenos meteorológicos.
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um 
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das 
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse 
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico 
que estabelece concordância com outro termo essencial 
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou 
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). 
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo 
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua 
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno 
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. 
Então têm por características básicas: apresentar-se como 
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um 
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
Exemplo:
Carolina conhece os índios da Amazônia. 
sujeito: Carolina = termo determinante
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo 
determinado
Nesse exemplo podemos observar que a concordância é 
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos 
essenciais. No exemplo, entre “Carolina” e “conhece”. Isso se dá 
porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, 
isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele 
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um 
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da 
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, 
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um 
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por 
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu 
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou 
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o 
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do 
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem 
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
Minha empregada é desastrada. 
predicado: é desastrada
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
tipo de predicado: nominal
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo 
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou 
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) 
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. 
predicado: demoliu nosso antigo prédio
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o 
sujeito
tipo de predicado: verbal
Os manifestantes desciam a rua desesperados. 
predicado: desciam a rua desesperados
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o 
sujeito; desesperados = atributo do sujeito
tipo de predicado: verbo-nominal
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é 
responsável também por definir os tipos de elementos que 
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta 
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos 
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, 
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer 
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia 
do predicado.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, 
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por 
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes 
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é 
depois de algozes)
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da 
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina 
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo 
formao predicado.
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, 
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos 
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
As flores murcharam.
Os animais correm.
As folhas caem.
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58Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem 
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de 
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
João puxou a rede.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara 
Resende)
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” 
(Camilo Castelo Branco)
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, 
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: 
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
Os verbos de predicação completa denominam-se 
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os 
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, 
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos 
(bitransitivos).
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram 
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de 
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, 
relacionando o predicativo com o sujeito.
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, 
pois têm sentido completo.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” 
(Marquês de Maricá)
Observações: Os verbos intransitivos podem vir 
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um 
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos 
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. 
As orações formadas com verbos intransitivos não podem 
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos 
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com 
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo 
que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, 
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, 
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto 
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: 
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, 
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
Comprei um terreno e construí a casa.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de 
Maricá)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” 
(Guedes de Amorim)
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os 
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o 
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Consideramos o caso extraordinário.
Inês trazia as mãos sempre limpas.
O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem 
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses 
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes 
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os 
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente 
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: 
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; 
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos 
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, 
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, 
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar, 
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um 
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. 
Exemplos:
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma 
adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e 
neutros.” (Érico Veríssimo)
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José 
Américo)
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” 
(José Geraldo Vieira)
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa 
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, 
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, 
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir 
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas 
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de 
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, 
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. 
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam 
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e 
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João 
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, 
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como 
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma 
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido 
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua 
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. 
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., 
variam de significação conforme sejam usados como transitivos 
diretos ou indiretos.
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com 
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. 
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva.
Ceda o lugar aos mais velhos.
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou 
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na 
formação do predicado nominal. Exemplos:
A Terra é móvel.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste.
A Lua parecia um disco.
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de 
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais 
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por 
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto 
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. 
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria 
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma 
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com 
dificuldades.; Parece que vai chover.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação 
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam 
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
O homem anda. (intransitivo)
O homem anda triste. (de ligação)
O cego não vê. (intransitivo)
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
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59Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do 
objeto.
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, 
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um 
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
A bandeira é o símbolo da Pátria.
A mesa era de mármore.
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na 
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava 
atrasado.)
O menino abriu a porta ansioso.
Todos partiram alegres.
Observações: O predicativo subjetivo às vezes estápreposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até 
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda 
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os 
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, 
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas 
coisas.; Onde está a criança que fui?
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de 
um verbo transitivo. Exemplos:
O juiz declarou o réu inocente.
O povo elegeu-o deputado.
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos 
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em 
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente 
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se 
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; 
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado 
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo 
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas 
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da 
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele 
choque com o mundo me causara.”
Termos Integrantes da Oração
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam 
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, 
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à 
compreensão do enunciado. São os seguintes:
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
- Complemento Nominal;
- Agente da Passiva.
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação 
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Procurei o livro, mas não o encontrei.
Ninguém me visitou.
O objeto direto tem as seguintes características:
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
- Normalmente, não vem regido de preposição;
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um 
verbo ativo: Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto 
por Caim.
O objeto direto pode ser constituído:
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador 
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: 
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao 
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a 
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; 
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar 
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na 
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de 
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do 
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos 
meus escritos?”
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma 
esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” 
(Vivaldo Coaraci)
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal 
Machado)
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado 
de Assis)
Em tais construções é de rigor que o objeto venha 
acompanhado de um adjunto.
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto 
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem 
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre 
principalmente:
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: 
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava 
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto 
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o 
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro 
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; 
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento 
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com 
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos 
ali”.
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando 
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo 
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; 
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a 
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? 
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a 
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As 
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de 
duas criaturas que só tinham uma à outra”.
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, 
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da 
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre 
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O 
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. 
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto 
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao 
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade 
conheço desde os seus mais tenros anos”.
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro 
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a 
ambos...”.
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a 
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a 
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos 
outros.; A quantos a vida ilude!. 
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) 
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os 
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; 
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou 
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se 
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a 
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição 
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, 
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, 
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com 
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões 
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: 
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da 
expressão.
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60Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque 
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no 
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do 
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal 
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de 
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, 
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: 
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a 
significação dos verbos:
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e 
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): 
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua 
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a 
verdade ao moço.)
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras 
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente 
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; 
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe 
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois 
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a 
Deus por nós.;Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para 
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto 
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em 
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é 
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados 
adjuntos adverbiais.
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa 
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos 
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: 
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto 
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é 
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a 
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele 
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com 
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao 
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais 
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os 
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com 
quem conto são poucas.
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é 
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) 
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, 
com, contra, de, em, para e por.
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, 
o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. 
Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa 
a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, 
incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado 
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, 
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. 
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao 
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; 
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” 
Observações: O complemento nominal representa o 
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um 
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de 
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor 
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas 
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de 
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, 
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que 
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a 
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; 
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, 
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz 
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo 
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos 
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos 
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era 
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou 
pelos pronomes:
As flores são umedecidas pelo orvalho.
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz 
ativa:
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Observações: 
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente 
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado 
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. 
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas. 
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara 
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos 
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele 
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas 
ruas. (certo)
Termos Acessórios da Oração
Termos acessórios são os que desempenham na oração 
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, 
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São 
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto 
adverbial e aposto.
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina 
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. 
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal 
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto 
adnominal).
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos: 
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o 
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, 
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, 
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; 
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, 
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem
- fio de aço, casa de madeira: matéria
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado 
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa 
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do 
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo 
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor 
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O 
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa 
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém 
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, 
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do 
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das 
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
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61Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância 
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica 
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas 
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial 
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.; 
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; 
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez 
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às 
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu 
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu 
de repente.
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes 
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não 
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No 
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De 
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de 
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial 
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, 
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto 
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de 
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, 
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” 
(Carlos Drummond de Andrade)
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome 
substantivo:
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases 
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do 
sujeito:
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de 
cores.
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na 
escrita, por vírgulas,dois pontos ou travessões. Não havendo 
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; 
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” 
(Graciliano Ramos)
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às 
vezes, está elíptico. Exemplos:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da 
alma humana.
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de 
tempestade iminente.
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do 
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto 
é, a saber, ou da preposição acidental como:
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, 
não são banhados pelo mar.
Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento 
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das 
coisas.” (Raquel Jardim)
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, 
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou 
a coisa personificada a que nos dirigimos:
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria 
de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de 
Assis)
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. 
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os 
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e 
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, 
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade 
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de 
apelo (ó, olá, eh!):
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” 
(Graciliano Ramos)
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo 
Castelo Branco)
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da 
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
Questões
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade 
em:
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
(B) enfrentamos MUITAS novidades
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
(E) assumimos MUITO conflito e confusão
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há 
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são 
respectivamente:
(A) sujeito – objeto direto;
(B) sujeito – aposto;
(C) objeto direto – aposto;
(D) objeto direto – objeto direto;
(E) objeto direto – complemento nominal.
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto 
indireto.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca 
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando 
Pessoa)
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar 
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de 
Guimarães)
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a 
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para 
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) 
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase 
o sujeito de “fez”?
(A) o prêmio;
(B) o jogador;
(C) que;
(D) o gol;
(E) recebeu.
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde 
há predicativo do sujeito:
(A) como o povo anda tristonho!
(B) agradou ao chefe o novo funcionário;
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62Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
(C) ele nos garantiu que viria;
(D) no Rio não faltam diversões;
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação.
Respostas
01. D\02. C\03. D\04. C\05. A
Período
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um 
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de 
interrogação ou com reticências.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada 
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma 
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração 
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há 
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num 
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as 
locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma 
oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções 
verbais, duas orações)
Há três tipos de período composto: por coordenação, por 
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo 
tempo (também chamada de misto).
Período Composto por Coordenação – Orações 
Coordenadas
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos 
de infância.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos
3ª oração: recordamos os tempos de infância
As três orações que compõem esse período têm sentido 
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: 
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de 
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra 
sintaticamente.
As orações independentes de um período são chamadas 
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de 
orações coordenadas é chamado de período composto por 
coordenação.
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e 
sindéticas.
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando 
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
 OCA OCA OCA
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de 
Assis)
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” 
(Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” 
(Coelho Neto)
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm 
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa.
 OCA OCS
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de 
acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas 
que as introduzem. Pode ser:
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... 
mas também, não só... mas ainda.
Saí da escola / e fui à lanchonete.
 OCA OCS Aditiva
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à 
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
A doença vem a cavalo e volta a pé.
As pessoas não se mexiam nem falavam.
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até 
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.” 
(Machado de Assis)
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, 
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
Estudei bastante / mas não passei no teste.
 OCA OCS Adversativa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por 
uma conjunção coordenativa adversativa.
A espada vence, mas não convence.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 
por isso, pois, logo.
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
 OCAOCS Conclusiva
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração 
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Vives mentindo; logo, não mereces fé.
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, 
ora... ora, seja... seja, quer... quer.
Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
 OCA OCS Alternativa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha 
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção 
coordenativa alternativa.
Venha agora ou perderá a vez.
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de 
Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço 
muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” 
(Luís Jardim)
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 
porque, pois, porquanto.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
 OCA OCS Explicativa
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção 
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação 
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa 
explicativa.
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico 
Veríssimo)
Questões
01. Relacione as orações coordenadas por meio de 
conjunções:
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63Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
 
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar 
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
(A) causa
(B) explicação
(C) conclusão
(D) proporção
(E) comparação
 
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração 
sublinhada pode indicar uma ideia de:
(A) concessão
(B) oposição
(C) condição
(D) lugar
(E) consequência
 
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, 
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com 
detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
(B) por isso, porque, mas, portanto, que
(C) logo, porém, pois, porque, mas
(D) porém, pois, logo, todavia, porque
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto
05. Reúna as três orações em um período composto por 
coordenação, usando conjunções adequadas.
Os dias já eram quentes.
A água do mar ainda estava fria.
As praias permaneciam desertas.
Respostas
01.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
 
02. E\03. C\04. B
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava 
fria, por isso as praias permaneciam desertas.
Período Composto por Subordinação
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de 
causa)
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em 
orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada 
com função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada 
com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração 
subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma 
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, 
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo 
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a 
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele 
é classificado como período composto por subordinação. As 
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função 
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
Orações Subordinadas Adverbiais
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas 
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal 
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa 
que as introduz:
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração 
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, 
visto que.
Não fui à escola / porque fiquei doente.
 OP OSA Causal
O tambor soa porque é oco.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de 
Sousa)
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a 
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, 
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
Irei à sua casa / se não chover.
 OP OSA Condicional
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos 
ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de 
Andrade)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência 
tenha êxito.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da 
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. 
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais 
que, mesmo que.
Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
 OP OSA Concessiva
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que 
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim 
arriscou uma opinião.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando 
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato 
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
 OP OSA Conformativa
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao 
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim 
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
 OP OSA Temporal
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se 
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês 
de Maricá)
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de 
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64Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
que, porque (=para que), que.
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
 OP OSA Final
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” 
(Marquês de Maricá)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = 
para que)
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as 
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = 
para que não deixasse)
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= 
porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
 OP OSA Consecutiva
Faziatanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José 
J. Veiga)
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude 
prolongar minha viagem.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com 
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, 
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com 
menos ou mais).
Ela é bonita / como a mãe.
 OP OSA Comparativa
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” 
(Marquês de Maricá)
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz 
daquele olhar.
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam 
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está 
subentendido o verbo ser (como a mãe é).
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona 
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. 
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto 
mais, quanto menos.
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
 OSA Proporcional OP
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai 
diminuindo.
Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas 
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de 
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções 
integrantes que e se. Elas podem ser:
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É 
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração 
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
O grupo quer / que você ajude.
 OP OSS Objetiva Direta
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O 
mestre exigia a presença de todos.)
Mariana esperou que o marido voltasse.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É 
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração 
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Necessito / de que você me ajude.
 OP OSS Objetiva Indireta
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua 
viagem.)
Aconselha-o a que trabalhe mais.
Daremos o prêmio a quem o merecer.
Lembre-se de que a vida é breve.
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela 
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. 
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
É importante / que você colabore.
 OP OSS Subjetiva
A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções 
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que 
ele voltará amanhã.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, 
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos 
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem 
da reunião.
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é 
necessária.)
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa.
Importa que saibas isso bem.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: 
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um 
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua 
inocência. (complemento nominal)
Estou convencido / de que ele é inocente.
 OP OSS Completiva Nominal
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão 
dele.)
Estava ansioso por que voltasses.
Sê grato a quem te ensina.
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” 
(Graciliano Ramos)
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela 
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, 
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua 
felicidade. (predicativo)
O importante é / que você seja feliz.
 OP OSS Predicativa
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
Não sou quem você pensa.
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela 
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. 
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício 
do país. (aposto)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do 
país.
 OP OSS Apositiva
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma 
coisa: a sua felicidade)
Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de 
que virias a morrer...” (Osmã Lins)
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65Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo 
oculto?” (Machado de Assis)
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração 
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a 
saúde, tornou-se realidade.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, 
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros 
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema.
Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem 
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração 
principal. Observe como podemos transformar um adjunto 
adnominal em oração subordinada adjetiva:
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada 
adjetiva)
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas 
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem 
ser classificadas em:
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas 
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se 
referem. Exemplo:
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
 OP OSA Restritiva
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica 
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não 
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
Pedra que rola não cria limo.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se 
carnívoros.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas 
escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário 
Mariano)
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas 
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se 
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem 
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um 
novo livro.
 OP OSA Explicativa OP
Deus, que é nosso pai, nos salvará.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
Orações Reduzidas
Observe que as orações subordinadas eram sempre 
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e 
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do 
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras 
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais 
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. 
(infinitivo)
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 
(particípio)
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das 
formas nominais são chamadas de reduzidas.Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, 
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos 
a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e 
passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo, 
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação 
da oração desenvolvida.
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
 OSA Temporal
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal, 
reduzida de infinitivo.
Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
 OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial 
condicional, reduzida de gerúndio.
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o 
vestiário.
 OSA Temporal
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, 
reduzida de particípio.
Observações:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de 
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas 
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de 
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa 
cidade.
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem 
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. 
Exemplos:
Preciso terminar este exercício.
Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma 
reduzida. Exemplo:
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração 
coordenada sindética aditiva)
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de 
gerúndio.
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas 
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser 
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a 
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome 
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na 
oração principal, que traz o efeito. 
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre 
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, 
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. 
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por 
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. 
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto 
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O 
período agora é composto por coordenação, pois a oração 
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou 
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o 
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela 
ter chorado.
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
OP OSA Comparativa OSA Condicional
Questões
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava 
para ser mãe”, a oração destacada é:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta 
(B) subordinada substantiva completiva nominal 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) coordenada sindética conclusiva 
(E) coordenada sindética explicativa 
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66Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. 
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na 
realidade.” A oração sublinhada é: 
(A) adverbial conformativa 
(B) adjetiva 
(C) adverbial consecutiva 
(D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos 
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características 
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos 
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de 
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma 
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em 
(A) para se encaixarem. 
(B) para seu encaixotamento. 
(C) para que se encaixassem. 
(D) para que se encaixem. 
(E) para que se encaixariam.
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir 
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das 
orações seguintes? 
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. 
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 
(C) O aluno fez-se passar por doutor. 
(D) Precisa-se de operários. 
(E) Não sei se o vinho está bom. 
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A 
oração sublinhada é: 
(A) subordinada substantiva completiva nominal 
(B) subordinada substantiva objetiva indireta 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) subordinada substantiva subjetiva 
(E) subordinada substantiva objetiva direta 
Respostas
01. B\02. A\03. D\04. E\05. B
VII - Literatura: Denotação e 
conotação; conceituação de 
texto literário; gêneros literários; 
periodização da literatura 
brasileira; estudo dos principais 
autores dos estilos de época.
brasileira; estudo dos principais 
autores dos estilos de época.
Sentido Literal (próprio ou denotativo) e Sentido Não 
Literal (figurado ou conotativo)
Literal é o sentido da palavra interpretada ao pé da letra, 
isto é, de acordo com o sentido geral que ela tem na maioria 
dos contextos em que ocorre. É o sentido próprio da palavra. 
Exemplo:
“Uma pedra no meio da rua foi a causa do acidente.”
A palavra “pedra” aqui está usada em sentido literal.
Não Literal é o sentido da palavra desviado do usual, isto 
é, aquele que se distancia do sentido próprio e costumeiro. 
Exemplo:
“As pedras atiradas pela boca ferem mais do que as atiradas 
pela mão.”
“Pedras”, nesse contexto, não está indicando o que 
usualmente indica, mas um insulto, uma ofensa produzida pela 
boca.
Ampliação de Sentido
Fala-se em ampliação de sentido quando a palavra passa a 
designar uma quantidade mais ampla de objetos ou noções do 
que originariamente. 
“Embarcar”, por exemplo, que originariamente era 
usada para designar o ato de viajar em um barco, ampliou 
consideravelmente o sentido e passou a designar a ação de 
viajar em outros veículos. Hoje se diz, por ampliação de sentido, 
que um passageiro:
- embarcou num ter.
- embarcou no ônibus das dez.
- embarcou no avião da força aérea.
- embarcou num transatlântico.
“Alpinista”, na origem, era usado para indicar aquele que 
escala os Alpes (cadeia montanhosa europeia). Depois, por 
ampliação de sentido, passou a designar qualquer tipo de 
praticante do esporte de escalar montanhas.
Restrição de Sentido
Ao lado da ampliação de sentido, existe o movimento 
inverso, isto é, uma palavra passa a designar uma quantidade 
mais restrita de objetos ou noções do que originariamente. É 
o caso, por exemplo, das palavras que saem da língua geral e 
passam a ser usadas com sentido determinado, dentro de um 
universo restrito do conhecimento.
A palavra aglutinação, por exemplo, na nomenclatura 
gramatical, é bom exemplo de especialização de sentido. Na 
língua geral, ela significa qualquer junção de elementos para 
formar um todo, porém em Gramática designa apenas um tipo 
de formação de palavras por composição em que a junção dos 
elementos acarreta alteração de pronúncia, como é o caso de 
pernilongo (perna + longa).
Se não houver alteração de pronúncia, já não se diz mais 
aglutinação, mas justaposição. A palavra Pernalonga, por 
exemplo, que designa uma personagem de desenhos animados, 
não se formou por aglutinação, mas por justaposição.
Em linguagem científica é muito comum restringir-se o 
significado das palavras para dar precisão à comunicação.
A palavra girassol, formada de gira (do verbo girar) + sol, 
não pode ser usada para designar, por exemplo, um astro que 
gira em torno do Sol: seu sentido sofreu restrição, e ela serve 
para designar apenas um tipo de flor que tem a propriedade de 
acompanhar o movimento do Sol.
Há certas palavras que, além do significado explícito, contêm 
outros implícitos (ou pressupostos).Os exemplos são muitos. É o caso do adjetivo outro, por 
exemplo, que indica certa pessoa ou coisa, pressupondo 
necessariamente a existência de ao menos uma além daquela 
indicada.
Prova disso é que não faz sentido, para um escritor que 
nunca lançou um livro, dizer que ele estará autografando seu 
outro livro. O uso de outro pressupõe necessariamente ao menos 
um livro além daquele que está sendo autografado.
Questões
01. (PC-CE – Delegado de Polícia Civil – VUNESP/2015)
A morte do narrador
Recentemente recebi um e-mail de uma leitora perguntando 
a razão de eu ter, segundo ela, uma visão tão dura para com 
os idosos. O motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma 
de minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e 
vovós, porque estavam todos na academia querendo parecer 
com seus netos.
Claro, minha leitora me entendeu mal. Mas o fato de ela 
ter me entendido mal, o que acontece com frequência quando 
se discute o tema da velhice, é comum, principalmente porque 
o próprio termo “velhice” já pede sinônimos politicamente 
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67Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
corretos, como “terceira idade”, “melhor idade”, “maturidade”, 
entre outros. 
Uma característica do politicamente correto é que, quando 
ele se manifesta num uso linguístico específico, é porque esse 
uso se refere a um conceito já considerado como algo ruim. 
A marca essencial do politicamente correto é a hipocrisia 
articulada como gesto falso, ideias bem comportadas. 
Voltando à velhice. Minha leitora entendeu que eu dizia que 
idosos devem se afundar na doença, na solidão e no abandono, 
e não procurar ser felizes. Mas, quando eu dizia que eles estão 
fugindo da condição de avós, usava isso como metáfora da 
mentira (politicamente correta) quanto ao medo que temos 
de afundar na doença, antes de tudo psicológica, devido ao 
abandono e à solidão, típicos do mundo contemporâneo. Minha 
crítica era à nossa cultura, e não às vítimas dela. Ela cultua a 
juventude como padrão de vida e está intimamente associada 
ao medo do envelhecimento, da dor e da morte. Sua opção é pela 
“negação”, traço de um dos sintomas neuróticos descritos por 
Freud. 
Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que na 
modernidade o narrador da vida desapareceu. Isso quer dizer 
que as pessoas encarregadas, antigamente, de narrar a vida 
e propor sentido para ela perderam esse lugar. Hoje os mais 
velhos querem “aprender” com os mais jovens (aprender a amar, 
se relacionar, comprar, vestir, viajar, estar nas redes sociais). 
Esse fenômeno, além de cruel com o envelhecimento, é também 
desorganizador da própria juventude. Ouço cotidianamente, na 
sala de aula, os alunos demonstrarem seu desprezo por pais e 
mães que querem aprender a viver com eles. 
Alguns elementos do mundo moderno não ajudam a 
combater essa desvalorização dos mais velhos. As ferramentas 
de informação, normalmente mais acessíveis aos jovens, 
aumentam a percepção negativa dos mais velhos diante do 
acúmulo de conhecimento posto a serviço dos consumidores, 
que questionam as “verdades constituídas do passado”. A 
própria estrutura sobre a qual se funda a experiência moderna – 
ciência, técnica, superação de tradição – agrava a invisibilidade 
dos mais velhos. Em termos humanos, o passado (que “nada” 
serve ao mundo do progresso) tem um nome: idoso. Enfim, resta 
aos vovôs e vovós ir para a academia ou para as redes sociais. 
(Luiz Felipe Pondé, Somma, agosto 2014, p. 31. Adaptado) 
O termo empregado com sentido figurado está em destaque 
na seguinte passagem do texto:
(A) Mas o fato de ela ter me entendido mal, o que acontece 
com frequência quando se discute o tema da velhice… (segundo 
parágrafo).
(B) O motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma de 
minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e 
vovós… (primeiro parágrafo).
(C) Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que 
na modernidade o narrador da vida desapareceu. (penúltimo 
parágrafo).
(D) A própria estrutura sobre a qual se funda a experiência 
moderna – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a 
invisibilidade dos mais velhos. (último parágrafo).
(E) Minha leitora entendeu que eu dizia que idosos devem 
se afundar na doença, na solidão e no abandono… (quarto 
parágrafo).
02. (PC-CE – Escrivão de Polícia Civil – VUNESP/2015)
Ficção universitária
Os dados do Ranking Universitário publicados em setembro 
de 2013 trazem elementos para que tentemos desfazer o mito, 
que consta da Constituição, de que pesquisa e ensino são 
indissociáveis. É claro que universidades que fazem pesquisa 
tendem a reunir a nata dos especialistas, produzir mais 
inovação e atrair os alunos mais qualificados, tornando-se assim 
instituições que se destacam também no ensino.
O Ranking Universitário mostra essa correlação de forma 
cristalina: das 20 universidades mais bem avaliadas em termos 
de ensino, 15 lideram no quesito pesquisa (e as demais estão 
relativamente bem posicionadas). Das 20 que saem à frente em 
inovação, 15 encabeçam também a pesquisa. Daí não decorre 
que só quem pesquisa, atividade estupidamente cara, seja capaz 
de ensinar. 
O gasto médio anual por aluno numa das três universidades 
estaduais paulistas, aí embutidas todas as despesas que 
contribuem direta e indiretamente para a boa pesquisa, 
incluindo inativos e aportes de Fapesp, CNPq e Capes, é de R$ 46 
mil (dados de 2008). Ora, um aluno do ProUni custa ao governo 
algo em torno de R$ 1.000 por ano em renúncias fiscais. 
Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber que 
o país não dispõe de recursos para colocar os quase sete milhões 
de universitários em instituições com o padrão de investimento 
das estaduais paulistas. E o Brasil precisa aumentar rapidamente 
sua população universitária. Nossa taxa bruta de escolarização 
no nível superior beira os 30%, contra 59% do Chile e 63% do 
Uruguai. 
Isso para não mencionar países desenvolvidos como 
EUA (89%) e Finlândia (92%). Em vez de insistir na ficção 
constitucional de que todas as universidades do país precisam 
dedicar-se à pesquisa, faria mais sentido aceitar o mundo como 
ele é e distinguir entre instituições de elite voltadas para a 
produção de conhecimento e as que se destinam a difundi-lo. O 
Brasil tem necessidade de ambas. 
(Hélio Schwartsman. Disponível em: http://www1.folha.uol.
com.br, 10.09.2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada é 
empregada em sentido figurado.
(A) ... universidades que fazem pesquisa tendem a reunir a 
nata dos especialistas...
(B) Os dados do Ranking Universitário publicados em 
setembro de 2013...
(C) Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber 
que o país não dispõe de recursos...
(D) ... das 20 universidades mais bem avaliadas em termos 
de ensino...
(E) ... todas as despesas que contribuem direta e 
indiretamente para a boa pesquisa...
03. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – 
VUNESP/2014)
Leia o texto para responder a questão.
Um pé de milho
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido 
pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de 
capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o 
para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas 
folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando 
estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou 
desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando 
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha 
razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas 
além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor 
um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de 
milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um 
anteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não 
é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente.

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