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Fichamento 5 - COLLINS, James; PORRAS, Jerry Construindo a visão da empresa

Texto sobre visão empresarial que explica ideologia básica (valores e finalidade), a distinção entre valores imutáveis e práticas/estratégias mutáveis, competência essencial e a visão de futuro com supermetas (metas-alvo, inimigo comum, modelo de liderança e metas de transformação).

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REFERÊNCIA: COLLINS, James; PORRAS, Jerry. Construindo a visão da empresa. Hsm Manegment, n.7, ano 2, mar-abr, p.32-47,1998.
	 Texto 5 
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Data: Mar/2020
Empresas de sucesso têm definidos e preservam seus valores e objetivos fundamentais, mesmo com a variação de estratégias e práticas renováveis com o mundo, características estas que sendo revisadas, podem colaborar para o progresso.
Ao distinguir o que deve ser modificado e preservado, nota-se a visão da empresa, composta por ideologia e visualização do futuro. A ideologia básica engloba o que a empresa defende e o fundamento de sua existência, que por sua vez é imutável e fundamenta a projeção do futuro almejado.
Na ideologia central define-se a identidade da organização, conservada mesmo com crescimento e abalos, mantendo a coesão da empresa com os anos, de forma a definir seu caráter com importância, orientação e inspiração.
Valores básicos são definidos como preceitos fundamentais existentes na empresa, de orientação permanente, sem justificar-se, mantendo seu valor e importância aos integrantes da organização, são independentes às mudanças do mercado ou de necessidades, sendo ainda que, não há valores básicos universalmente corretos.
Na definição dos valores básicos é possível que sejam confundidos com práticas operacionais, estratégias comerciais ou normas culturais, todos estes mutáveis de acordo com as necessidades. Observa-se que valores não se adequam às variações de mercado, de modo que, se necessário, para mantê-los, mudam de mercado. Geralmente a equipe criadora dos valores é composta por são pessoas entrosadas quanto aos valores básicos da empresa, com alto nível de competência, credibilidade e confiabilidade, dependendo também da localização, porte e idade da empresa. O compartilhamento dos valores básicos da empresa independe da diversidade de perfis culturais das pessoas. Na criação dos mesmos, os envolvidos incorporam valores ao trabalho, valores tidos em sua vida de modo que são imutáveis sob quaisquer circunstâncias, diferenciando-os de práticas e estratégias. 
A finalidade básica, fundamento da ideologia da empresa, reflete na motivação das pessoas na execução do trabalho razões mais profundas da existência da organização, para além do faturamento, instituindo sentido de coletividade no grupo.
A finalidade deve ser sólida, distinta de metas específicas ou estratégias comerciais, tornando-se uma guia eterna, a inspirar mudanças. Sua definição pode levar à identificação da satisfação para além do fornecimento do produto ou serviço, contribuindo efetivamente para o cliente, colaborando ainda para a estruturação do trabalho e setores da empresa de maneira mais expressiva, retendo funcionários e motivando-os. No entanto o aumento dos rendimentos aparece com frequência como finalidade para empresas que ainda não a definiram efetivamente, mas não é equivalente, pois é frágil, de forma que ao serem expressas as realizações de tal empresa foca-se em ganhos monetários, ao invés de suas conquistas ao atingir os clientes significativamente.
A descoberta da ideologia central, ao observar quais são os valores básicos defendidos na organização, estimula e inspira os integrantes, sem necessidade de atingir externamente, pois são os colaboradores que precisam engajar-se com esse ideal a longo prazo. Estando bem delineada a ideologia atrairá profissionais com valores pessoais coesos com a organização, apartando naturalmente os que não partilham de tais valores. 
A ideologia central pode ser declarada ou estar implícita em suas realizações, podendo ainda ser confundida com competência essencial, caracterizada pela capacidade produtiva da empresa e não abarca valores de sua existência. Deve haver um alinhamento da competência essencial com a ideologia central, podendo estar enraizada nesta, mas não inalterável. Qualquer elemento que não seja fundamental à empresa poderá ser modificado.
O conceito de visão traz a visualização do futuro, sendo que ocorre com a definição de metas para longo prazo e como será a realidade após atingi-la, o que leva, muitas vezes, à criação de audazes metas em busca do progresso. Essas supermetas são de objetivos claros, inspiram e concentram o espírito da equipe, podendo ser subdivididas em várias menores, entre elas metas-alvo, metas de inimigo comum, modelo de lideranças e metas de transformação; mas que haja uma meta envolvendo todas a organização colocando à frente a visão e não apenas estratégias, descrevendo ainda o que deve ser vivido nesse tempo.
Deve-se diferenciar a ideologia básica da visão de futuro, pois a finalidade da empresa, enquanto sua essência, não é findável como as supermetas, pois caracterizam-se pelo trajeto e processo criativo, definição absoluta, mas com um direcionamento de forma que a visão de futuro facilita para que as metas audaciosas sejam atingidas naturalmente, ajudando assim a organização até sua concretização, sendo necessário ainda a renovação das metas para evitar a “síndrome do já chegamos”.
Muito se enreda entre a definição de visão, missão e valores da empresa, mas a visão proporciona apenas um contexto dinâmico para o caminho, requerendo muito mais adesão dos contribuintes do que propriamente contribuição na visão, pois quem adere geralmente não manifesta interferência na visão, de modo que ao conceber a visão de forma eficaz gera adesão a longo prazo.

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