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Gametogênese 
 
Gametogênese é o processo pelo qual os gametas são produzidos nos organismos dotados 
de reprodução sexuada. Nos animais, a gametogênese acontece nas gônadas, órgãos que 
também produzem os hormônios sexuais, que determinam as características que diferenciam 
os machos das fêmeas. 
O evento fundamental da gametogênese é a meiose, que reduz à metade a 
quantidade de cromossomos das células, originando células haplóides. Na 
fecundação, a fusão de dois gametas haplóides reconstitui o número diplóide característico 
de cada espécie. 
Em alguns raros casos, não acontece meiose durante a formação dos gametas. Um exemplo 
bastante conhecido é o das abelhas: se um óvulo não for fecundado por nenhum 
espermatozóide, irá se desenvolver por mitoses consecutivas, originando um embrião em 
que todas as células são haplóides. Esse embrião haplóide formará um indivíduo do sexo 
masculino. O desenvolvimento de um gameta sem que haja fecundação chama-se 
partenogênese. Se o óvulo for fecundado, o embrião 2n irá originar uma fêmea. 
 
Em linhas gerais, a gametogênese masculina (ou espermatogênese) e a 
gametogênese feminina (ovogênese ou ovulogênese) seguem as mesmas etapas. 
 
A Espermatogênese 
 
Processo que ocorre nos testículos, as gônadas masculinas. Secretam a testosterona, 
hormônio sexual responsável pelo aparecimento das características sexuais masculinas: 
aparecimento da barba e dos pêlos corporais em maior quantidade, massa muscular mais 
desenvolvida, timbre grave da voz, etc. 
As células dos testículos estão organizadas ao redor dos túbulos seminíferos, nos quais os 
espermatozóides são produzidos. A testosterona é secretada pelas células intersticiais. Ao 
redor dos túbulos seminíferos, estão as células de Sertoli, responsáveis pela nutrição e pela 
sustentação das células da linhagem germinativa, ou seja, as que irão gerar os 
espermatozóides. 
 
Nos mamíferos, geralmente os testículos ficam fora da cavidade abdominal, em uma bolsa 
de pele chamada bolsa escrotal. Dessa forma, a temperatura dos testículos permanece 
aproximadamente 1° C inferior à temperatura corporal, o que é ideal para a 
espermatogênese. 
A espermatogênese divide-se em quatro fases: 
Fase de proliferação ou de multiplicação: 
Tem início durante a vida intra-uterina, antes 
mesmo do nascimento do menino, e se prolonga 
praticamente por toda a vida. As células 
primordiais dos testículos, diplóides, aumentam 
em quantidade por mitoses consecutivas e 
formam as espermatogônias . 
 
 
Fase de crescimento: Um pequeno aumento no 
volume do citoplasma das espermatogônias as 
converte em espermatócitos de primeira ordem, 
também chamados espermatócitos primários ou 
espermatócitos I, também diplóides. 
 
Fase de maturação: Também é rápida, nos 
machos, e corresponde ao período de ocorrência 
da meiose. Depois da primeira divisão meiótica, 
cada espermatócito de primeira ordem origina 
dois espermatócitos de segunda ordem 
(espermatócitos secundários ou espermatócitos 
II). Como resultam da primeira divisão da 
meiose, já são haplóides, embora possuam 
cromossomos duplicados. Com a ocorrência da 
segunda divisão meiótica, os dois espermatócitos 
de segunda ordem originam quatro espermátides 
haplóides. 
Espermiogênese: É o processo que converte as 
espermátides em espermatozóides, perdendo 
quase todo o citoplasma. As vesículas do 
complexo de Golgi fundem-se, formando o 
acrossomo, localizado na extremidade anterior 
dos espermatozóides. O acrossomo contém 
enzimas que perfuram as membranas do óvulo, 
na fecundação. 
Os centríolos migram para a região 
imediatamente posterior ao núcleo da 
espermátide e participam da formação do flagelo, 
estrutura responsável pela movimentação dos 
espermatozóides. grande quantidade de 
mitocôndrias, responsáveis pela respiração 
celular e pela produção de ATP, concentram-se na 
região entre a cabeça e o flagelo, conhecida como 
peça intermediária. 
 
 
 
 
 
 
 
Aparelho Reprodutor Masculino 
 
Os órgãos do sistema reprodutor masculino produzem os gametas por meio da 
gametogênese e são anatomicamente moldados para inserir estes gametas no sistema 
reprodutor feminino para que haja fecundação e continuidade da espécie. 
As gônadas masculinas, ou testículos, são órgãos sexuais principais, pois produzem os 
gametas e s hormônios que definem as características sexuais secundárias. O epidídimo, 
ducto deferente, vesículas seminais, próstata, glândulas bulbouretrais, escroto e pênis são 
chamados de órgãos sexuais acessórios. 
 
Imagem: GOWDAK, Demétrio; GOWDAK, Luís Henrique. 
Atlas de Anatomia Humana. São Paulo, Ed. FTD, 1989. 
 
 
 
Sêmen 
As glândulas acessórias (vesículas seminais, próstata e glândula bulbouretral) produzem 
várias secreções que se misturam com os espermatozóides durante a passagem pelos canais 
e funcionam como nutrientes para os espermatozóides. Possui pH alcalino para protegê-los 
da acidez do pH vaginal. 
Epidídimo 
O epidídimo recebe os espermatozóides produzidos pelo testículo e serve como local de 
reserva de espermatozóides pos é um tubo muito longo. A musculatura lisa do epidídimo tem 
contrações que ajudam no transporte dos espermatozóides e na ejaculação. O processo de 
maturação dos espermatozóides ocorre durante sua passagem pelo epidídimo. 
Ducto deferente 
O epidídimo continua no ducto deferente, que desemboca na uretra prostática e é formado 
por músculo liso. Antes de penetrar na próstata, o tubo se alonga formando uma ampola, 
que se liga a vesícula seminal, segue penetrando na próstata ate chegar à região prostática 
da uretra. Na região intraprostática recebe o nome de ducto ejaculatório. Os músculos lisos 
do ducto deferente sofrem contrações durante a ejaculação. 
Glândulas acessórias 
- Vesículas seminais 
As vesículas seminais são duas bolsas que secretam um líquido viscoso composto 
principalmente por frutose, prostaglandinas e várias proteínas que fornecem nutrição e 
energia para o espermatozóide. Localizam-se lateralmente aos ductos deferentes. A secreção 
das vesículas seminais é controlada pela testosterona. 
- Próstata 
A próstata produz o líquido prostático e se localiza próxima ao reto. Este líquido secretado é 
alcalino e leitoso, contribuindo na composição do sêmen. 
- Glândulas bulbouretrais 
São duas pequenas glândulas (do tamanho de ervilhas) que se localizam abaixo da próstata. 
Secretam um muco claro e tem função lubrificante. 
Pênis 
O pênis é formado pelas seguintes partes: glande, prepúcio, corpo cavernoso, corpo 
esponjoso e bulbo. 
A glande é a extremidade do pênis, coberta por uma pele, chamada prepúcio. Os dois corpos 
cavernosos e o corpo esponjoso possuem espaços esponjosos que se enchem de sangue, 
causando a ereção. O canal da uretra passa por entre esses tecidos eréteis. O bulbo é a 
região alargada do corpo esponjoso, na sua região proximal (base do pênis). 
http://www.infoescola.com/anatomia-humana/uretra/
 
Imagem: Superinteressante coleções O Corpo Humano - Sexo: a Atração Vital. 
A Ovogênese 
Nos ovários, encontram-se agrupamentos celulares chamados folículos ovarianos de 
Graff, onde estão as células germinativas, que originam os gametas, e as células foliculares, 
responsáveis pela manutenção das células germinativas e pela produção dos hormônios 
sexuais femininos. 
Nas mulheres, apenas um folículo ovariano entra em maturação a cada ciclo menstrual, 
período compreendido entre duas menstruações consecutivas e que dura, em média, 28 
dias. Isso significa que, a cada ciclo, apenas um gameta torna-se maduro e é liberado no 
sistema reprodutor da mulher. 
Os ovários alternam-se na maturação dos seus folículos, ou seja, a cada ciclo 
menstrual, a liberação de um óvulo, ou ovulação, acontece em um dos dois ovários. 
 
 
A ovogênese é dividida em três etapas: 
 
Fase de multiplicação ou de proliferação: É uma fase 
de mitoses consecutivas, quando as células germinativas 
aumentam em quantidade e originam ovogônias. Nos 
fetosfemininos humanos, a fase proliferativa termina por 
volta do final do primeiro trimestre da gestação. Portanto, 
quando uma menina nasce, já possui em seus ovários 
cerca de 400 000 folículos de Graff. É uma quantidade 
limitada, ao contrário dos homens, que produzem 
espermatogônias durante quase toda a vida. 
 
Fase de crescimento: Logo que são formadas, as 
ovogônias iniciam a primeira divisão da meiose, 
interrompida na prófase I. Passam, então, por um notável 
crescimento, com aumento do citoplasma e grande 
acumulação de substâncias nutritivas. Esse depósito 
citoplasmático de nutrientes chama-se vitelo, e é 
responsável pela nutrição do embrião durante seu 
desenvolvimento. 
 
Terminada a fase de crescimento, as ovogônias 
transformam-se em ovócitos primários (ovócitos de 
primeira ordem ou ovócitos I). Nas mulheres, essa fase 
perdura até a puberdade, quando a menina inicia a sua 
maturidade sexual. 
 
Fase de maturação: Dos 400 000 ovócitos primários, 
apenas 350 ou 400 completarão sua transformação em 
gametas maduros, um a cada ciclo menstrual. A fase de 
maturação inicia-se quando a menina alcança a 
maturidade sexual, por volta de 11 a 15 anos de idade. 
 
Quando o ovócito primário completa a primeira divisão da 
meiose, interrompida na prófase I, origina duas células. 
Uma delas não recebe citoplasma e desintegra-se a 
seguir, na maioria das vezes sem iniciar a segunda 
divisão da meiose. É o primeiro corpúsculo (ou glóbulo) 
polar. 
 
A outra célula, grande e rica em vitelo, é o ovócito 
secundário (ovócito de segunda ordem ou ovócito II). Ao 
sofrer, a segunda divisão da meiose, origina o segundo 
corpúsculo polar, que também morre em pouco tempo, e 
o óvulo, gameta feminino, célula volumosa e cheia de 
vitelo. 
 
Na gametogênese feminina, a divisão meiótica é desigual porque não reparte igualmente 
o citoplasma entre as células-filhas. Isso permite que o óvulo formado seja bastante rico em 
substâncias nutritivas. 
Na maioria das fêmeas de mamíferos, a segunda divisão da meiose só acontece caso o 
gameta seja fecundado. Curiosamente, o verdadeiro gameta dessas fêmeas é o ovócito 
II, pois é ele que se funde com o espermatozóide. 
 
 
 
 
 
Aparelho Reprodutor Feminino 
 
O sistema reprodutor feminino é formado pelas gônadas (ovários) que produzem 
os óvulos, as tubas uterinas, que transportam os óvulos do ovário até o útero e os protege, o 
útero, onde o embrião irá se desenvolver caso haja fecundação, a vagina e a vulva. 
Ovários 
Os ovários são órgãos sexuais primários, produzem os óvulos e os hormônios sexuais 
femininos estrógeno e progesterona. Os ovários possuem o tamanho aproximado de uma 
azeitona. 
A camada mais externa de tecido é chamada de córtex e possui milhares de células, que são 
os óvulos imaturos, chamados de folículos primários, que completam seu desenvolvimento 
durante a ovulação. Esses folículos começam crescer e se desenvolver sob a ação dos 
hormônios, processo que começa na adolescência. 
 
Ovogênese 
É nome da gametogênese feminina, que leva à produção dos óvulos. Este processo inicia-se 
antes do nascimento e as células diplóides precursoras, as ovogônias, crescem durante o 
período embrionário e passam a ser chamadas de ovócitos primários e apenas na puberdade 
que estas células sofrerão meiose, produzindo células haplóides. O óvulo finaliza seu 
desenvolvimento durante a fecundação. 
Tubas uterinas 
As tubas uterinas são formadas pelas seguintes partes: a mesoalpinge é a região onde ela se 
prende no útero, o istmo é a porção medial que se abre o útero e a ampola é a região onde 
ela sofre uma curvatura para encontrar o ovário. 
Próximo ao ovário está o infundíbulo, que se abre em uma cavidade chamada óstio 
abdominal, que possui muitas fímbrias, que estão presas ao ovário. Estas fímbrias 
movimentam-se, carregando o óvulo pelo interior da tuba uterina, com o auxílio das células 
ciliadas presentes na região e também de contrações musculares da parede. 
Útero 
O útero possui a forma de uma pêra invertida, é musculoso e oco. Na sua região 
superior/lateral está ligado com as tubas uterinas e na região inferior está ligado com a 
vagina. 
Está situado na cavidade pélvica, atrás da bexiga urinária e anteriormente ao reto. 
O útero é formado pelas seguintes regiões: corpo, istmo, colo, óstio e fundo. O corpo é a 
porção superior do útero, que se estreita logo abaixo, formando o istmo. O colo do útero é a 
região onde o istmo encontra a vagina e possui forma cilíndrica. O óstio é a abertura do 
útero na vagina. O fundo do útero é a região próxima das ligações com as tubas uterinas. 
O interior do útero é revestido por um tecido muito vascularizado e sua parede é formada 
por três camadas, que são as mesmas das tubas uterinas: serosa, miométrio e endométrio. 
A serosa é formada pelo peritônio. O miométrio encontra-se abaixo da serosa e é 
responsável por boa parte da espessura da parede uterina. 
O endométrio é uma camada de células que reveste a cavidade uterina e tem uma 
participação muito importante durante a ovulação. Todo mês ele se torna mais espesso para 
receber o óvulo fertilizado. Caso não ocorra a fertilização, o endométrio que se desenvolveu 
é eliminado através da menstruação. 
 
Vagina 
A vagina é um canal musculoso que liga o colo do útero ate o exterior, na genitália. Próximo 
à entrada da vagina há uma membrana vascularizada, chamada hímen, que bloqueia a 
entrada da vagina total ou parcialmente e normalmente se rompe nas primeiras relações 
sexuais. 
A mucosa vaginal possui pH ácido para impedir a proliferação de microorganismos nesta 
região. 
Na parede da vagina há células produtoras de muco para lubrificar a região durante a relação 
sexual, facilitando a penetração do pênis. Estas células são chamadas de glândulas de 
Bartolin. 
Genitália feminina externa 
A genitália feminina externa é chamada de vulva. Normalmente sua região mais externa é 
coberta com pêlos. 
É formada pelos grandes lábios, que envolvem duas pregas menores, chamadas de 
pequenos lábios e que protegem a abertura vaginal e circundam o clitóris. São altamente 
vascularizados. 
O clitóris é um pequeno órgão, altamente sensível e corresponde a glande do pênis e é 
formado por tecido erétil. 
http://www.infoescola.com/histologia/serosa/
http://www.infoescola.com/histologia/endometrio/
Períneo feminino 
É a região externa entre a vagina e o ânus. 
Mamas e glândulas mamárias 
As glândulas mamárias produzem o leite que servira de alimento para o recém nascido. 
Também estão presentes nos homens, porém não produzem leite. 
São formadas externamente pelo mamilo e aréola. 
As glândulas mamárias são formadas por 15 a 20 lobos. É na puberdade, sob a ação dos 
hormônios que elas começam se desenvolver. 
Ciclo Menstrual 
Ciclo menstrual é o nome dos processos que ocorrem no sistema reprodutor feminino todo 
mês em decorrência da ação dos hormônios estrógeno e progesterona. 
Fases do ciclo menstrual: 
 
Fase menstrual 
A menstruação é a eliminação do tecido endometrial, sangue, secreções e muco do útero, e 
dura de três a sete dias. 
Durante este processo o nível de estrógeno e progesterona é baixo no sangue e permitem 
que o hipotálamo secrete o fator liberador do FSH (hormônio folículo-estimulante), 
estimulando a adeno-hipófise a produzir FSH e LH, estimulando o desenvolvimento do 
folículo primário. 
Fase proliferativa 
Nesta fase há um aumento na produção de estrógeno e a parede do endométrio começa ficar 
espessa. O folículo primário amadurece e começa secretar progesterona. Quando a produção 
de estrógeno chega ao seu máximo, o LH também tem um aumento na sua produção, 
provocando a ruptura do folículo maduro, ocorrendo a ovulação, próximo ao 14º dia após o 
início da menstruação. 
Essa fase é chamada de proliferativa, pois as células do endométrio se proliferam e recebem 
vasos sanguíneos. 
Fase secretora 
Após a ovulação, o folículo que se rompeu sofre algumas transformações, tornando-se 
amareladoe recebe o nome de corpo lúteo, ou corpo amarelo. Sua função é produzir 
progesterona e estrógeno. Com o aumento da produção destes hormônios, a produção de LH 
e FSH cessa. 
O endométrio está pronto para receber o embrião e está ricamente vascularizado. Por volta 
da 4ª semana, o corpo lúteo regride e cessa a produção de hormônios. Se não houver 
fecundação o endométrio é eliminado através da menstruação, iniciando um novo ciclo 
menstrual. 
 
 
 
 
Fecundação: A volta à Diploidia 
 
Para que surja um novo indivíduo, os gametas fundem-se aos pares, um masculino e outro 
feminino, que possuem papéis diferentes na formação do descendente. Essa fusão é a 
fecundação ou fertilização. 
Ambos trazem a mesma quantidade haplóide de cromossomos, mas apenas os gametas 
femininos possuem nutrientes, que alimentam o embrião durante o seu desenvolvimento. 
Por sua vez, apenas os gametas masculinos são móveis, responsáveis pelo encontro que 
pode acontecer no meio externo (fecundação externa) ou dentro do corpo da fêmea 
(fecundação interna). Excetuando-se muitos dos artrópodes, os répteis, as aves e os 
mamíferos, todos os outros animais possuem fecundação externa, que só acontece em meio 
aquático. 
 
 
 
 
Quando a fecundação é externa, tanto os machos quanto as fêmeas produzem gametas em 
grande quantidade, para compensar a perda que esse ambiente ocasiona. Muitos gametas 
são levados pelas águas ou servem de alimentos para outros animais. Nos animais dotados 
de fecundação interna, as fêmeas produzem apenas um ou alguns gametas por vez, e eles 
encontram-se protegidos dentro do sistema reprodutor. 
 
 
Além da membrana plasmática, o óvulo possui outro 
revestimento mais externo, a membrana vitelínica. Quando 
um espermatozóide faz contato com a membrana vitelínica, a 
membrana do acrossomo funde-se à membrana do 
espermatozóide (reação acrossômica), liberando as enzimas 
presentes no acrossomo. 
As enzimas do acrossomo dissolvem a membrana vitelínica e 
abrem caminho para a penetração do espermatozóide. Com a 
fusão da membrana do espermatozóide com a membrana do 
óvulo, o núcleo do espermatozóide penetra no óvulo. Nesse 
instante, a membrana do óvulo sofre alterações químicas e 
elétricas, transformando-se na membrana de fertilização, que 
impede a penetração de outros espermatozóides. 
 
No interior do óvulo, o núcleo do espermatozóide, agora 
chamado pró-núcleo masculino, funde-se com o núcleo do 
óvulo, o pró-núcleo feminino. Cada pró-núcleo traz um lote 
haplóide de cromossomos, e a fusão resulta em um lote 
diplóide, o zigoto. Nessa célula, metade dos cromossomos 
tem origem paterna e metade, origem materna. 
 
Reprodução 
 
A reprodução é uma característica de todos os seres vivos. Ela é fundamental para a 
manutenção da espécie, uma vez que, nas atuais condições da Terra, os seres vivos só 
surgem a partir de outros seres vivos iguais a eles por meio da reprodução. No nível 
molecular, a reprodução está relacionada com a capacidade ímpar do DNA de se duplicar. 
Como vimos, quem comanda e coordena todo o processo de divisão celular é o DNA dos 
cromossomos. 
São vários os tipos de reprodução que os seres vivos apresentam, mas todos eles podem ser 
agrupados em duas grandes categorias: a reprodução assexuada e a sexuada. 
 
Reprodução assexuada 
Os indivíduos que surgem por reprodução assexuada são geneticamente idênticos entre si, 
formando o que se chama clone. Esses indivíduos só terão patrimônio genético diferente se 
sofrem mutação gênica, ou seja, alteração nas seqüências de bases nitrogenadas de uma ou 
mais moléculas de DNA. 
Vários são os seres vivos que se reproduzem assexuadamente e vários são os tipos de 
reprodução assexuada. 
Nos eucariontes, unicelulares ou multicelulares, a reprodução assexuada está 
relacionada com a mitose. 
No caso dos unicelulares, o tipo de reprodução assexuada que lhes permite se dividir em 
dois é denominado bipartição. 
O processo de bipartição também ocorre nos procariontes, mas nesse caso, não há mitose 
como a verificada nos eucariontes. 
 
 
 
 
Nos organismos multicelulares, como as plantas, por exemplo, a reprodução assexuada pode 
ocorrer por propagação vegetativa. Nesse caso, partes da planta podem dar origem, por 
mitose, a outros indivíduos. 
Conhecendo essas peculiaridades das plantas, o ser humano aprendeu a fazer uso dela, em 
benefício próprio, confeccionando mudas, que cultivadas, dão origem a nova planta idêntica, 
a planta mãe, preservando, assim, as características comercialmente importantes. 
Nos animais, um dos tipos de reprodução assexuada mais frequentemente observado é 
o brotamento ou gemiparidade: de um indivíduo inicial brota outro indivíduo, que pode se 
destacar do primeiro e passar a ter vida independente. É o que acontece, por exemplo, na 
hidra. Em outros casos, o brotamento pode dar origem a uma colônia de organismos, em 
que os brotos permanecem ligados ao indivíduo inicial e se desenvolvem ligados. É o que 
ocorre na maioria das esponjas. A hidra, um organismo aquático, é um exemplo de animal 
que apresenta esse tipo de reprodução. 
 
 
 
 
Reprodução sexuada 
A reprodução sexuada está relacionada com processos que envolvem troca e mistura 
de material genético entre indivíduos de uma mesma espécie. Os indivíduos que surgem por 
reprodução sexuada assemelham-se aos pais, mas não são idênticos a eles. 
Esse modo de reprodução, apesar de mais complexo e energicamente mais custoso do que a 
reprodução assexuada, traz grandes vantagens aos seres vivos e é o mais amplamente 
empregado pelos diferentes grupos. Mesmo organismos que apresentam reprodução 
assexuada podem também se reproduzir sexuadamente, embora existam algumas espécies 
em que a reprodução sexuada não ocorre. 
Se o nosso ambiente fosse completamente estável, sem sofrer alterações ao longo do tempo, 
a reprodução assexuada seria muito vantajosa, pois preservaria, sem modificações, as 
características dos organismos para uma certa condição ecológica. Essa, entretanto, não é 
realidade. O meio ambiente sempre pode apresentar alterações. Sobreviver a elas depende 
em grande parte de o patrimônio genético conter soluções as mais variadas possíveis. 
 
Coloração é um tipo de variabilidade. 
Populações formadas por indivíduos geneticamente idênticos, como os originados 
por reprodução assexuada, são mais suscetíveis a alterações ambientais. Se ocorrer 
no ambiente uma modificação que lhes seja desfavorável, todos os indivíduos podem morrer 
de uma vez só. Isso pode não acontecer com populações formadas por indivíduos que se 
reproduzem sexuadamente, pois a variabilidade genética entre eles é maior. Essa alteração 
ambiental pode afetar parte da população, mas outra parte sobrevive por ter em seu 
material genético condições para resistir à alteração. 
Na agricultura, utiliza-se muito a reprodução assexuada das plantas visando à 
manutenção, ao longo das gerações, de características comercialmente 
importantes. O uso desse recurso, no entanto, permite que culturas inteiras possam ser 
dizimadas caso ocorra no meio alguma alteração que prejudique esses organismos. 
 
 
Nos animais, a reprodução sexuada envolve a meiose, cujos produtos são sempre 
os gametas, células reprodutivas haplóides. Os gametas masculinos são os 
espermatozóides e os femininos, os óvulos. 
Na maioria dos animais, os espermatozóides são produzidos pelo indivíduo do sexo 
masculino e osóvulos são produzidos pelo indivíduo do sexo feminino. Nesses casos, os 
sexos são separados. Alguns animais, no entanto, como é o caso das minhocas, 
são hermafroditas, pois óvulos e espermatozóides são produzidos pelo mesmo 
indivíduo. 
 
 
Nos hermafroditas pode ocorrer autofecundação, ou seja, a fecundação do óvulo 
pelo espermatozóide do mesmo indivíduo. Ocorre em algumas espécies vegetais. 
Entretanto, geralmente existem mecanismos que impedem a autofecundação. Nesses casos, 
os óvulos de um indivíduo são fecundados pelos espermatozóidesde outro indivíduo da 
mesma espécie. Fala-se, então, em fecundação cruzada. 
 
 
As minhocas fazem fecundação cruzada 
 
Espermatozóides 
Os espermatozóides são geralmente células, muito menores que os óvulos e estão 
estruturados de modo a permitir o máximo de eficiência de deslocamento, o que aumenta a 
chance de eles chegarem ao óvulo. São células pequenas, alongadas com formato 
hidrodinâmico e com uma longa cauda que é utilizada na propulsão. 
 
Esquema do espermatozóide humano 
 
Apesar de a imensa maioria dos espermatozóides dos animais ser flagelada, existem 
espermatozóides que não possuem flagelo. É o caso dos espermatozóides dos nematódeos, 
animais vermiformes cujo representante mais conhecido é a lombriga (Ascaris lumbricóides), 
um parasita do intestino humano. 
Os espermatozóides variam muito em tamanho e forma entre as diferentes espécies. 
 
1- Espermatozóide de 
caracol (gastrópode) 
 
2- Espermatozóide de 
Ascaris (nemátoda) 
 
3- Espermatozóide de 
salamandra (anfíbio) 
 
4- Espermatozóide de 
sapo (anfíbio) 
 
5- Espermatozóide de 
galo (ave) 
 
6- Espermatozóide de 
rato (mamífero) 
 
7- Espermatozóide de 
carneiro. 
 
8 - Espermatozóide do 
homem 
 
 
 
 
Óvulos 
Os óvulos dos animais são geralmente células grandes e imóveis, que contém em seu 
interior reserva de nutrientes para o desenvolvimento do embrião. Esses nutrientes 
compõem o vitelo. A quantidade e a localização do vitelo são variáveis nos diferentes óvulos. 
Essas duas características permitem-nos classificá-los em vários tipos: 
 
oligolécito (oligo = pouco; lecito = vitelo), homolécito ou isolécito (homo ou iso = igual) 
— possui pouco vitelo homogeneamente distribuídos e sua segmentação 
é total ou holoblástica (holo = todo;blasto = germe) e igual, pois origina uma mórula com 
blastômeros de tamanhos aproximadamente iguais; é o ovo dos protocordados (anfíoxo e 
ascídia) e de muitos invertebrados marinhos, como esponjas, corais eestrelas-do-mar. 
 
 
Representação de ovulo oligolécito / alécito 
 
alécito (a = sem) – semelhantemente aos oligolécitos, mas praticamente sem vitelo. Muitas 
vezes são classificados como oligolécitos ou isolécitos. Sua segmentação 
é total ou holoblástica (holo = todo;blasto = germe) e igual, pois origina uma mórula com 
blastômeros de tamanhos aproximadamente iguais. 
heterolécito (hetero = diferente) - apresenta quantidade de vitelo intermediária entre a dos 
ovos oligolécitos e telolécitos (daí os outros nomes: mesolécito ou mediolécito) e 
concentrada mais no pólo vegetal ou vegetativo que no pólo animal (região superior); a 
segmentação é total e desigual, pois, por ter menos vitelo, o pólo animal divide-se mais 
rapidamente e produz células menores e mais numerosas que as produzidas no outro pólo; é 
o ovo de anfíbios, de vários peixes e de alguns invertebrados (maioria dos moluscos, 
poliquetas e platelmintos). 
Segmentação total e igual de um ovo oligolécito (anfioxo) 
Segmentação total e desigual de um ovo heterolécito (anfíbio) 
 
 
telolécito (telo = ponta) ou megalécito (mega = grande) - o núcleo e o citoplasma formam 
uma pequena gota sobre uma quantidade enorme de vitelo (também chamado 
de gema, neste caso); a segmentação émeroblástica (mero = parte) ou parcial e 
discoidal – pois ocorre apenas no pólo animal e forma um pequeno disco de 
células (cicatrícula), encravado na gema; é o ovo de répteis, aves, vários peixes e de 
alguns moluscos e mamíferos ovíparos (ornitorrinco e equidna). 
 
centrolécito - o vitelo ocupa a região central da célula e não se divide; o núcleo divide-se 
várias vezes no interior do vitelo e migra para a periferia, seguindo-se a divisão do 
citoplasma; a segmentação é meroblástica e superficial; é o ovo da maioria dos artrópodes 
(insetos e outros). 
 
 
Fecundação 
Dos aproximadamente 300 milhões de espermatozóides eliminados na ejaculação, apenas 
cerca de 200 atingem a tuba uterina, e só um fecunda o ovócito II. 
 
 
 
Quando liberado do ovário, o ovócito encontra-se envolto na zona pelúcida, formada por uma 
rede de filamentos glicoprotéicos. Externamente a zona pelúcida há a corona radiata, 
formadas por células foliculares (células derivadas do ovário). 
 
 
 
 
Na fecundação, o espermatozóide passa pela corona radiata e ao atingir a zona pelúcida 
sofre alterações formando a membrana de fecundação, que impede a penetração de outros 
espermatozóides no ovócito. 
Ao mesmo tempo, há finalização da meiose dando origem ao óvulo e formando-se 
o segundo corpúsculo polar. 
 
 
Na fecundação, o espermatozóide fornece para o zigoto o núcleo e o centríolo. As 
mitocôndrias dos espermatozóides desintegram-se no citoplasma do óvulo. Assim, todas as 
mitocôndrias do corpo do novo indivíduo são de origem materna. 
Hoje se sabe que há muitas doenças causadas por mutações no DNA mitocondrial e que elas 
são transmitidas diretamente das mães para seus descendentes. Além disso, a análise do 
DNA mitocondrial tem sido usada em testes de maternidade para verificar quem é a mãe de 
uma criança. 
O núcleo haplóide do óvulo e o núcleo do espermatozóide recebem, respectivamente, os 
nomes pró-núcleo feminino e pró-núcleo masculino. Com a união desses núcleos 
(anfimixia), temos a formação da célula-ovo ou zigoto e o início do desenvolvimento 
embrionário. 
O desenvolvimento embrionário 
O zigoto é portador do material genético fornecido pelo espermatozóide e pelo óvulo. Um vez 
formado o zigoto irá se dividir muitas vezes por mitose até originar um novo indivíduo. 
Assim, todas as células que formam o corpo de um indivíduo possuem o mesmo 
patrimônio genético que existia no zigoto. 
Apesar disso, ao longo do desenvolvimento embrionário as células passam por um processo 
de diferenciação celular em que alguns genes são “ativados” e outros são 
“desativados”, sendo que somente os “ativados” coordenam as funções das células. 
Surgem dessa maneira tipos celulares com formatos e funções distintos, que se organizam 
em tecidos. Conjuntos de tecidos reunidos formam os órgãos. Os grupos de órgãos formam 
os sistemas que, por sua vez, formam o organismo. 
Células – tecidos – órgãos – sistemas – organismos 
 
A ciência que estuda esse processo de desenvolvimento do indivíduo a partir do zigoto é a 
Embriologia. 
 
 
Fases do desenvolvimento embrionário 
Os animais apresentam grande diversidade de desenvolvimento embrionário, mas, de modo 
geral, em praticamente todos ocorrem três fases 
consecutivas: segmentação, gastrulação e organogênese. 
Na segmentação, mesmo com o aumento do número de células, praticamente não há 
aumento do volume total do embrião, pois as divisões celulares são muito rápidas e as 
células não têm tempo para crescer. 
Na fase seguinte, que é a gastrulação, o aumento do número de células é acompanhada do 
aumento do volume total. Inicia-se nessa fase a diferenciação celular, ocorrendo a formação 
dos folhetos germinativos ou folhetos embrionários, que darão origem aos tecidos do 
indivíduo. 
No estágio seguinte, que é a organogênese, ocorre a diferenciação dos órgãos. 
Vamos analisar cada uma dessas fases para os animais em geral e depois comentar o 
desenvolvimento embrionário humano. 
Segmentação 
As divisões que ocorrem durante a segmentação denominam-se clivagens, e as células que 
se formam são chamadas blastômeros. 
No Reino Animal, a diferença na quantidade e na distribuição do vitelo no ovo determina 
diferenças na segmentação, menor a velocidade de divisão. Em função disso, podemos 
considerar dois tipos básicos de segmentação: 
 holoblástica ou total que ocorre no zigoto todo; 
 
 
 
 meroblástica ou parcial, que ocorre só em parte do ovo. 
 
 
 
 
Segmentação holoblástica 
 
A segmentação holoblástica ocorre nos alécitos, nos isolécitos (ou oligolécitos) e 
nos heterolécitos, e pode ser subdividida em três tipos, com base no tamanho das células 
que se formam a partir da terceira clivagem(quando muda o plano de divisão celular): 
 holoblástica igual, na qual se formam, com a terceira clivagem, oito blastômeros 
iguais; ocorre nos ovos alécitos e em alguns oligolécitos; 
 
 
 
 holoblástica desigual, na qual se formam, com a terceira clivagem, blastômeros de 
tamanhos diferentes (quatro menores: micrômeros; e quatro maiores: macrômeros); 
Ocorre em todos os ovos heterolécitos e em alguns oligolécitos; 
 
 
 
 holoblásticas subigual, um tipo de segmentação desigual em que os blastômeros 
não diferem muito entre si quanto ao tamanho, ocorre em alguns ovos isolécitos. 
 
 
 
 Segmentação meroblástica 
 
Devido à diferença na distribuição do vitelo, existem dois tipos básicos de segmentação 
meroblástica: adiscoidal e a superficial. 
Na segmentação meroblástica discoidal, as divisões ocorrem apenas na região da 
cicatrícula (região da célula sem vitelo), formando-se um disco de células sobre a massa do 
vitelo. Esse tipo de segmentação ocorre nos ovos telolécitos. 
 
 
 
 
A segmentação meroblástica superficial ocorre nos ovos centrolécitos. As células 
embrionárias ficam dispostas na superfície do ovo. 
 
 
 
Fases da segmentação 
Embora existam diferentes tipos de segmentação, eles normalmente se realizam segundo 
duas fases: 
 mórula, em que se forma um maciço celular com poucas células; 
 blástula, em que é aumentado o número de células e se forma uma cavidade interna 
cheia de líquido. 
 
 
 
 
A cavidade central que se observa na blástula recebe o nome de blastocele (cele = cavidade) 
e é cheia de líquido sintetizado pelas células que formam os seus limites. 
Nos ovos isolécitos e nos heterolécitos a blastocele é bem desenvolvida. 
Na blástula originada da segmentação de ovos telolécitos, não se observa a verdadeira 
blastocele (cele = cavidade) e é cheia de líquido sintetizado pelas células que formam os 
seus limites. 
Nos ovos isolécitos e nos heterolécitos a blastocele é bem desenvolvida. 
Na blástula originada da segmentação de ovos telolécitos, não se observa a verdadeira 
blastocele, pois a cavidade formada não é inteiramente delimitada pelos blastômeros. Essa 
cavidade é delimitada em parte pelos blastômeros e em parte pelo vitelo. Nesse caso, a 
cavidade formada recebe o nome de cavidade subgerminal, que também é preenchida por 
líquido sintetizado pelas células. A blástula que se forma a partir da segmentação dos ovos 
telolécitos recebe o nome de discoblástula. 
 
 
 
Gastrulação 
Para falarmos da gastrulação, vamos tomar como exemplo o que ocorre em animais cordados, 
representados pelo anfioxo e pelas rãs. 
Os cordados são animais que possuem notocorda, um bastonete flexível que fica no dorso do 
embrião. A notocorda persiste no adulto de alguns animais cordados, como é o caso do anfioxo. Nos 
animais vertebrados, excluindo alguns peixes, a notocorda regride totalmente ou quase totalmente e 
a coluna vertebral se desenvolve a partir da mesoderma. 
 
O anfioxo é um animal de cerca de 6 cm de comprimento que vive 
enterrado na areia em águas rasas do ambiente marinho, deixando para 
fora apenas a região anterior do corpo. Esses animais têm sexos 
separados e a fecundação é externa. 
O ovo do anfioxo é oligolécito e a sua segmentação é total 
subigual. A gastrulação ocorre por um processo denominado 
invaginação dos blastômeros para o interior da blastocele, como se um 
dedo empurrasse a parede de uma bexiga. A blastocele se reduz e 
chega a desaparecer. No ponto de invaginação surge um orifício 
denominado blastóporo; a cavidade interna que se forma é o intestino 
primitivo ou arquêntero. 
 
Na gastrulação, diferenciam-se os folhetos germinativos ou embrionários, que darão origem a 
todos os tecidos e órgãos. Esses folhetos são: ectoderma (o mais externo), mesoderma (o 
intermediário) eendoderma (o mais interno). 
 
 
 
Os animais que possuem três folhetos germinativos são chamados triblásticos ou 
triploblásticos, como é o caso dos cordados. Existem entretanto, animais que possuem 
apenas dois folhetos germinativos: o ectoderma e o endoderma. Esses animais são 
chamados diblásticos ou diploblásticos, como e o caso dos cnidários. 
O esquema acima descreve de forma simplificada a gastrulação em anfioxo. Neste caso, a camada 
interna que reveste diretamente o arquêntero é chamada mesentoderma e dará origem, logo a 
seguir ao mesoderma e ao endoderma. (Há quem considere o mesentoderma como endoderma e o 
mesoderma formado a partir do endoderma.) 
 
Nas rãs a fecundação é externa, os óvulos são heterolécitos e a 
segmentação é total desigual. Os óvulos possuem um envoltório 
gelatinoso que desseca em contato com o ar. Assim, todo o 
desenvolvimento embrionário ocorre na água. Forma-se uma larva 
aquática, o girino que sofre metamorfose, originando o adulto. Fala-
se, nesses casos, em desenvolvimento indireto, pois há uma fase 
larval. Quando a fase larval não está presente, fala-se em 
desenvolvimento direto. 
 
 
A gastrulação das rãs ocorre por invaginação e também por epibolia. Por invaginação forma-se uma 
fenda: o blastóporo. Por epibolia os micrômeros passam a se dividir rapidamente e acabam por 
recobrir os macrômeros. Os micrômeros insinuam-se primeiramente pelo lábio ventral. O blastóporo 
adquire o aspecto de um círculo. Os micrômeros insinuam-se para dentro da blastocele, delimitando 
o arquêntero. Ocorre também a diferenciação dos três folhetos germinativos: o ectoderma, o 
mesoderma e o endoderma. 
 
 
Assim, na gastrulação das rãs, além de o embrião aumentar de volume, três outras características 
são fundamentais: 
 formação dos folhetos embrionários ou germinativos, que darão origem a todos os tecidos e 
órgãos; 
 formação do arquêntero ou intestino primitivo; 
 formação do blastóporo, orifício de comunicação do arquêntero com o exterior. 
 
Protostomados e deuterostomados 
 
O blastóporo pode dar origem à boca ou ao ânus. Quando dá origem apenas à boca ou 
tanto à boca quanto ao ânus, os animais são chamados de protostômios (proto = 
primeiro). É o caso dos vermes, dos moluscos e dos artrópodes. 
Quando o blastóporo dá origem ao ânus os animais são chamados 
de deuterostômios (deutero = posterior). É o caso dos equinodermos e dos cordados. 
 
 
Organogênese em anfioxo 
Animais celomados, acelomados e pseudocelomados 
 
Os animais que apresentam celoma são chamados celomados. Todos os cordados são 
celomados , assim como os moluscos (lesmas, ostras), os anelídeos (minhocas) e os 
equinodermos (estrelas-do-mar, ouriços-do-mar). 
 
 
 
Há animais triblásticos em que a mesoderma delimita uma parte da cavidade, sendo a outra 
parte delimitada pela endoderma. Esses animais são chamados de pseudocelomados, 
pois o celoma só é verdadeiro quando é completamente revestido pelo 
mesoderma. É o caso dos nematódeos, cujo representante mais conhecido é a lombriga 
(Ascaris lumbricóides), um parasita do intestino humano. 
 
 
 
Em alguns animais a única cavidade que se forma no embrião é o arquêntero, pelo que são 
designadosacelomados. 
 
 
 
O esquema a seguir mostra cortes transversais esquemáticos em organismos acelomados, 
pseudocelomados e celomados: 
 
 
 
A terceira fase do desenvolvimento embrionário é a organogênese, que se caracteriza pela 
diferenciação de órgãos a partir dos folhetos embrionários formados na gastrulação. O 
esquema seguinte representa a fase inicial da organogênese: a neurulação. Após a 
neurulação, os folhetos embrionários, continuam a se diferenciar, originando os tecidos 
especializados do adulto. 
 
 
 
Do ectoderma diferencia-se o tubo neural, que apresenta no seu interior o canal neural. O 
endoderma dá origem ao tubo digestório. O mesoderma dá origem aos somitos e à 
notocorda. Os somitos são blocos celulares dispostos lateralmente no dorso do embrião, e a 
notocorda é uma estrutura maciça localizada logo abaixo do tubo neural. 
O mesoderma delimita cavidades denominadascelomas. 
 
 
Organogênese em rã 
 
A organogênese em rã será estudada como exemplo da organogênese geral dos vertebrados. O 
esquema a seguir explica de forma simplificada como ocorre a fase inicial da organogênese nesses 
animais: a neurulação. 
 
 
 
Alguns dos destinos finais dos folhetos embrionários nos vertebrados em geral são: 
Ectoderma Mesoderme Endoderme 
 Epiderme e derivados 
cutâneos, com as 
glândulas mucosas; 
 todas as estruturas do 
sistema nervoso; 
 Epitélio de 
revestimento das 
cavidades nasais, anal 
e bucal. 
 Derme; 
 Músculos; 
 Cartilagem, ossos e 
outros tecidos 
conjuntivos; 
 Sangue, medula óssea 
e tecidos linfáticos; 
 Órgãos do sistema 
genital e urinário. 
 Epitélio de revestimento 
do trato digestório 
(exceto cavidades oral e 
anal); 
 Fígado e pâncreas; 
 Sistema respiratório 
(exceto cavidades 
nasais) 
 
Células embrionárias especiais típicas e exclusivas dos vertebrados formam a crista neural. Essas 
células diferenciam-se juntamente com a formação do tubo neural a partir do ectoderma do 
embrião. Elas ficam dispostas ao lado do tubo neural, mas posteriores à região do encéfalo. 
As células da crista neural têm a capacidade de migrar pelo corpo, dando origem a diversos tipos 
celulares, como neurônios sensoriais do sistema nervoso periférico, células da medula da adrenal, 
derme da pele da cabeça e células pigmentares da pele de todo o corpo. 
Considera-se hoje que o passo definitivo na origem dos vertebrados tenha sido a evolução das 
células da crista neural. Nenhum outro animal as possui. 
 
 Anexos embrionários: Adaptação ao Meio Terrestre 
 
 Anexos embrionários são estruturas que derivam dos folhetos germinativos do 
embrião mas que não fazem parte do corpo desse embrião. 
 Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa 
amniótica), cório e alantóide. 
 
 Vesícula vitelina 
 Durante a evolução do grupo dos animais, os primeiros vertebrados que surgiram 
foram os peixes, grupo que possui como único anexo embrionário a vesícula 
vitelina. 
 Diferenciando-se a mesoderme e o tubo neural, parte dos folhetos germinativos 
desenvolvem-se formando uma membrana que envolve toda a gema, constituindo 
(membrana + gema) o saco vitelínicoum anexo embrionário, que permanece ligado 
ao intestino do embrião. À medida que este se desenvolve, há o consumo do vitelo 
e, consequentemente, o saco vitelínico vai se reduzindo até desaparecer. É bem 
desenvolvida não somente em peixes, mas também em répteis e aves. 
Os mamíferos possuem vesícula vitelina reduzida, pois nesses animais como regra 
geral, os ovos são pobres em vitelo. A vesícula vitelina não tem, portanto, 
significado no processo de nutrição da maioria dos mamíferos. 
 
 
 Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em vitelo, falta a vesícula vitelina típica. 
Nesses animais o vitelo encontra-se dentro de células grandes (macrômeros) não 
envoltas por membrana vitelina própria. 
 
 Âmnio e cório 
 O âmnio é uma membrana que envolve completamente o embrião, delimitando uma 
cavidade denominada cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido 
amniótico, cujas funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e 
dessecação. Ao final do desenvolvimento de répteis e aves, todo o líquido da 
cavidade amniótica foi absorvido pelo animal. 
 O cório ou serosa é uma membrana que envolve o embrião e todos os demais 
anexos embrionários. É o anexo embrionário mais externo ao corpo do embrião. 
Nos ovos de répteis e nos de aves, por exemplo, essa membrana fica sob a casca. 
Nesses animais, o cório, juntamente com o alantóide, participa dos processos de 
trocas gasosas entre o embrião e o meio externo. 
 
 
 
 Alantóide 
 A alantóide é um anexo que deriva da porção posterior do intestino do embrião. A 
função da alantóide nos répteis e nas aves é: transferir para o embrião as proteínas 
presentes na clara, transferir parte dos sais de cálcio, presentes na casca, para o 
embrião, que utilizará esses sais na formação de seu esqueleto, participar das 
trocas gasosas, o O2 passa da câmera de ar para o alantóide e deste para o 
embrião, enquanto o CO2 produzido percorre o caminho inverso, e armazenar 
excreta nitrogenada. A excreta nitrogenada eliminada por embriões desses animais 
é o ácido úrico, insolúvel em água e atóxico, podendo ser armazenado no interior 
do ovo sem contaminar o embrião. 
 
O ovo e a gema 
Em aves, o termo ovo pode ser empregado para todo o conjunto 
formado pela casca, clara e gema; ou, então, ser usado no 
sentido estritamente embriológico: óvulo fecundado ou zigoto. 
Nas galinhas, o ovócito II é liberado dos ovários e penetra no 
oviduto, onde poderá ser fecundado pelo espermatozóide. O 
desenvolvimento embrionário inicia-se no oviduto e é concluído 
fora do corpo da ave. 
O ovo em desenvolvimento, quando ainda está na porção 
anterior do oviduto, é envolto por um albume denso, secretado 
por células glandulares da parede desse órgão que serve de 
alimento para o embrião. Nessa região, além de glândulas, há 
pregas espiraladas que determinam a rotação do ovo quando ele 
passa pelo oviduto, Isso faz com que o albume envolva 
intimamente a gema, desse modo formando, de cada lado, uma 
corda enrolada mais opaca, denominada calaza. 
Posteriormente, no oviduto, é novamente adicionado albume só 
que menos consistente. Uma película elástica é acrescentada ao 
redor de toda a clara. Na porção terminal, é secretada a casca 
calcária porosa, formada por carbonatos e fosfatos de cálcio e 
magnésio. 
O tempo de permanência do embrião em desenvolvimento 
dentro do oviduto é de cerca de 24 horas, no caso das galinhas. 
Quando o ovo é posto, o embrião já está no final da 
 
 
 
1 - Membrana da Conquilha 
4 - Calaza 
6 - Clara 
7- Membrana vitelínica 
9 - Germen 
13 - Calaza 
segmentação. Após um período de incubação de 21 dias a 
37,5ºC ocorre a eclosão. 
A gema do ovo pode corresponder ao ovócito II quando não há 
fecundação, ou ao embrião quando ocorre a fecundação. 
14 - Câmara de Ar 
15 - Conquilha ou casca 
 
Mamíferos: Surge a placenta 
Na maioria dos mamíferos, o desenvolvimento embrionário ocorre no interior do corpo 
materno, dentro de um órgão musculoso, o útero. Excetuando os mamíferos que botam 
ovos (ornitorrinco e equidna), todos os demais formam a placenta, órgão constituído pela 
parede interna vascularizada do útero (endométrio) e por estruturas derivadas do trofoblasto 
ou trofoderme embrionário (nos mamíferos, nome dado à câmara mais externa de 
revestimento do embrião). Alimentos, oxigênio, anticorpos e hormônios passam do sangue 
materno para o embrionário, pela placenta, que, em troca, transfere para a mãe as excretas 
e o gás carbônico. 
 
 
No homem, o ovo é do tipo oligolécito e a segmentação (clivagem) é total e igual, logo se 
formando a fase de mórula. Atingida essa fase, o embrião ingressa na cavidade uterina. No 
interior dessa cavidade, surge a fase correspondente a blástula, que, nos mamíferos, é 
denominada blastocisto. Nesse estágio, o embrião é dotado de uma camada externa de 
células, o trofoblasto, que envolve um aglomerado interno de células, a massa celular 
interna. Cabe a essa massa celular a formação do corpo do embrião, enquanto 
o trofoblasto será o responsável pela penetração do embrião no interior do endométrio (a 
camada interna da parede uterina), e pela organização da parte embrionária da placenta. 
 
 
 
No embrião humano, o trofoblasto e a mesoderme extra-embrionária formam o cório. Esse 
duplo revestimento é responsável pela organização das vilosidades coriônicas, que invadem 
o endométrio uterino; o blastocisto, então, aprofunda-se nesse endométrio. À medida que a 
invasão prossegue, os vasos e glândulas do endométrio podem ser corroídos por enzimas 
embrionárias e o sangue materno acaba jorrando nas lacunas que estão se formando. Essas 
lacunas fornecem a nutrição inicial e oxigênio aoembrião. No entanto, os sangues materno e 
embrionário não se misturam. Existe uma barreira separando-os, constituída pela parede das 
vilosidades. 
Como se pode notar, a placenta é construída com a participação de tecidos maternos e 
embrionários. Ao contrário do que poderia pensar, a placenta não envolve o embrião. Essa 
função é exercida pelo âmnio (bolsa d’água), dentro do qual o embrião fica imerso. Esse 
anexo é muito desenvolvido nos mamíferos. O cório adere ao âmnio e ambos contornam a 
cavidade amniótica, preenchida pelo líquido amniótico. 
 
 
 
Nos mamíferos placentários, o saco vitelínico e o alantóide possuem pequeno tamanho e 
deixam de exercer a função desempenhada em aves e répteis. Contribuem, no entanto, para 
a formação do cordão umbilical, uma espécie de pedúnculo que liga a placenta ao embrião e 
é forrado pela membrana do âmnio, que reveste o saco vitelínico e a alantóide regredidos. 
No interior do cordão umbilical, duas artérias conduzem sangue do embrião para a mãe, 
enquanto uma veia transporta sangue em sentido contrário. 
 
As três consequências da fecundação 
 
A primeira consequência da fecundação é o restabelecimento da diploidia. O espermatozóide 
é haplóide e o óvulo também. Logo, a mistura dos lotes cromossômicos de ambos forma 
uma célula diplóide, a célula-ovo ou zigoto. 
A segunda consequência é a determinação do sexo, uma ocorrência particularmente 
importante nos mamíferos. 
A terceira consequência da fecundação é que ela desencadeia uma série de eventos que 
permitirão odesenvolvimento do zigoto em um futuro embrião. É no meio de todo esse 
processo, que já foi explicado anteriormente, que pode ocorrer a formação dos gêmeos. 
 
Formação dos Gêmeos 
 
Chama-se gêmeos dois ou mais irmãos que nascem num nascimento múltiplo, ou seja, de 
uma mesma gestação da mãe, podendo ser idênticos ou não. Por extensão, as crianças 
nascidas de partos triplos, quádruplos ou mais também são chamados de gêmeos. Apesar de 
não haver uma estatística precisa, estima-se que uma em cada 85 gravidezes é gemelar. 
Existem duas maneiras de nascerem irmãos gêmeos. 
Gêmeos Bivitelinos 
Os gêmeos bivitelinos são dizigóticos ou multivitelinos, ou seja, são formados a partir de 
dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos II e os dois são fecundados, formando 
assim, dois embriões. Quase sempre são formados em placentas diferentes e não dividem o 
saco amniótico. 
 
 
 
Os gêmeos fraternos não se 
assemelham muito entre si, 
podem ter, ou não, o mesmo fator 
sanguíneo e podem ser do mesmo 
sexo ou não.Também são 
conhecidos como gêmeos diferentes. 
Na verdade são dois irmãos comuns 
que tiveram gestação coincidente. 
Representam 66% de todas as 
gestações gemelares, e neste tipo de 
gestação, 1/3 têm sexos diferentes, 
enquanto 2/3 o mesmo sexo. 
Um em cada um milhão de gêmeos 
deste tipo têm cores diferentes, 
mesmo sendo do mesmo pai. É 
possível gêmeos fraternos terem pais 
completamente diferentes. 
 
Irmãos nascidos da mesma gravidez e desenvolvidos a partir de dois óvulos que 
foram liberados do ovário simultaneamente e fertilizados na mesma relação sexual 
(regra), porém podem ser concebidos de cópulas distintas, mas daquela mesma ovulação 
dupla. Podem ter ou não do mesmo sexo, se diferenciam tanto fisicamente como em sua 
constituição genética e possuem duas placentas e duas membranas independentes e bem 
diferenciadas. 
A frequência dos gêmeos dizigóticos varia de acordo com a origem étnica (máxima incidência 
na raça negra, mínima na asiática e intermediária na branca), a idade materna (máxima 
quando a mãe tem de 35 a 39 anos) e a genética, com uma maior incidência da linha 
genética materna que da paterna, ainda que os pais possam transmitir a predisposição à 
dupla ovulação à suas filhas. Em geral, a proporção global é de dois terços de gêmeos 
dizigóticos para um de monozigóticos (ou seja, os gêmeos idênticos). 
 
 
Gêmeos Idênticos 
 
Quando um óvulo é produzido e fecundado por um só espermatozóide e se divide em duas 
culturas de células completas, dá origem aos gêmeos idênticos, ou monozigóticos, ou 
univitelinos. Sempre possuem o mesmo sexo. Os gêmeos idênticos têm o mesmo 
genoma, e são clones um do outro. Apenas 1/3 das gestações são de gêmeos 
univitelinos. 
A gestação é difícil pelo fato de apenas 10% a 15% dos gêmeos idênticos terem placentas 
diferentes, geralmente possuem a mesma placenta. 
 
Exercícios 
 1. O que é reprodução e qual a sua importância para os seres vivos? 
 2. O que você entende por reprodução sexuada? 
 3. Qual é o tipo de reprodução na espécie humana? 
 4. As diferenças morfológicas externas que se verifica entre o macho e a fêmea, 
da mesma espécie, designam-se por caracteres sexuais secundários. Indique dois 
caracteres sexuais secundários só masculinos e dois caracteres sexuais secundários 
só femininos. 
5. Quais são as estruturas que formam o sistema reprodutor masculino? 
6. Quais são as estruturas que formam o sistema reprodutor feminino? 
7. Para que surja um novo ser, no caso da reprodução sexuada, são necessárias 
duas células reprodutoras: a masculina e a feminina. Qual é, no caso do ser 
humano, a célula reprodutora: 
Masculina: ____________________ Feminina: _________________ 
8. Qual a função do epidídimo? 
9. Quais são as funções da uretra? 
10. Nos seres humanos, os espermatozóides são produzidos: 
a) na próstata. b) na bexiga. 
c) no ovário. d) nos testículos. 
11. Do que é formado o sêmem? 
12. Como é chamada a glândula que ocorre apenas no homem com a função de 
produzir um líquido leitoso e alcalino que promove o aumento da mobilidade e da 
fertilidade dos espermatozóides: 
a) vesícula seminal. b) próstata. 
c) canal deferente. d) ovário. 
13. Glândula que produz líquido nutritivo para os espermatozóides: 
a) Próstata. b) Testículo. 
c) Vesícula seminal. d) Epidídimo. 
14. Hormônio que é produzido pelo testículo: 
a) Progesterona. b) Estrógeno. 
c) Testosterona. d) Somatotrófico. 
15. A função do canal deferente é: 
a) produzir espermatozóides. b) produzir esperma. 
c) transportar o embrião. d)transportar espermatozóides. 
16. A função dos testículos é: 
a) Eliminar os espermatozóides para o exterior. 
b) Produzir um líquido nutritivo que faz parte do esperma. 
c) Produzir espermatozóides. 
d) Armazenar óvulos. 
17. Relacione os termos da coluna I às definições da coluna II de modo a obteres 
afirmações verdadeiras. 
Coluna I Coluna II 
A - ESCROTO ( ) Tubo enrolado sobre cada testículo. 
B - CAUDA ( ) Bolsa que envolve os testículos. 
C - ÚTERO ( ) Líquido formado por espermatozóides e 
substâncias produzidas na próstata e nas 
vesículas seminais. 
D – EPIDÍDIMO ( ) Órgão do sistema reprodutor feminino com 
forma de pêra e que mede cerca de 8 cm de 
comprimento. 
E - SÊMEN/ESPERMA ( ) Zona do espermatozóide que lhe permite 
deslocar-se. 
18. O óvulo, célula reprodutiva feminina, é formado no interior: 
a) do útero. b) da próstata. 
c) do ovário. d) do epidídimo. 
 19. Em que região do sistema reprodutor feminino o óvulo é fecundado? 
a) ovário. b) tubas uterinas. 
c) útero. d) vesícula seminal. 
20. Completa o seguinte texto usando os termos fornecidos. 
FECUNDAÇÃO ÓVULO OVO 
OVÁRIOS TROMPAS ESPERMATOZÓIDE. 
Na mulher, uma vez por mês, um _______________ sai de um dos seus 
_________________ e percorre uma das _________________, encaminhando-se 
para o útero numa longa viagem. Durante este percurso pode encontrar um 
__________________ e dá-se a ___________. Forma-se então o 
________________ que é a primeira célula do novo ser vivo. 
 
21. Estabeleça a correspondência correta entre os termos da coluna I e as 
afirmações que se seguem. 
Coluna 1 Coluna 2 
1 – Ovários. ( ) Neles se produzem os óvulos. 
2 – Trompa. 
 ( ) Liga-se ao útero no interior e abre-se para o exterior pela 
vulva. 
3 – Útero. 
 ( ) É do tamanhode uma pêra, oco e de paredes elásticas e é 
onde se desenvolve o embrião/feto. 
4 – Vagina. ( ) Onde ocorre a fecundação. 
 
22. Numere os parêntesis ( ), a partir do 1, de modo a estabelecer o caminho 
percorrido pelos espermatozoides até encontrarem o óvulo e ocorrer a fecundação. 
( ) Vagina ( ) Útero ( 1 ) Testículo 
( ) Trompa ( ) Uretra ( ) Canal deferente 
23. O quadro seguinte refere-se a fenómenos que se passam no sistema 
reprodutor feminino. Relacione as colunas. 
1. Nidação ( ) Junção do espermatozoide com o óvulo. 
2. Fecundação ( ) Liberação do óvulo pelo ovário. 
3. Ovulação ( ) Fixação do embrião na parede do útero. 
 
24. Durante a gravidez, em que órgão do sistema reprodutor feminino ocorrerá o 
desenvolvimento do embrião? 
25. Leia com atenção o texto a seguir. 
 
Na espécie humana, “... o encontro de um espermatozóide com um óvulo 
desencadeia uma gigantesca série de reações, centenas de milhares que se 
seguem, sobrepõem-se, cruzam-se em uma rede de espantosa complexidade. Tudo 
para chegar, quaisquer que sejam as condições, à aparição de um bebê humano e 
nunca de um patinho, uma girafinha ou uma borboletinha. O impressionante é que, 
terminada a fecundação, a primeira célula, o ovo fecundado, começa a dividir-se. 
Dá duas células. Depois quatro. Depois oito. Depois um cachinho de células. Que 
esse cacho grude na parede do útero, que ele se alongue, cresça e, alguns meses 
mais tarde, forme um bebê com, em mais de noventa e cinco por cento dos casos, 
tudo de que precisa para viver, percorrer o mundo e até pensar, eis o milagre. Eis o 
fenômeno mais estupendo que se desenrola neste mundo. Tão estupendo que 
deveria ser admiração para a terra inteira. Que os homens deviam passar o tempo 
perguntando-se sobre os mecanismos subjacentes a tal maravilha”. 
(François Jacob, O RATO, A MOSCA E O HOMEM. Companhia das Letras, 1998). 
Responda as questões: 
a) Retire um trecho do texto que expressa o que é fecundação. 
b) No texto o autor cita: “Eis o fenômeno mais estupendo que se desenrola neste 
mundo”. Que fenômeno é esse? 
c) Referente ao desenvolvimento do embrião humano, marque apenas uma opção 
para cada item: 
A fecundação é: ( ) INTERNA OU ( ) EXTERNA 
O desenvolvimento é: ( ) DIRETO OU ( ) INDIRETO 
Local de desenvolvimento: ( ) NA ÁGUA OU ( ) DENTRO DO CORPO DA MÃE 
26. Formam-se gêmeos univitelinos ou monozigóticos quando um óvulo é 
fecundado por: 
a) Um espermatozóide e, após as primeiras divisões mitóticas do zigoto, ocorre a 
separação em dois grupos celulares, originando dois embriões do mesmo sexo. 
b) Um espermatozóide e, após as primeiras divisões mitóticas do zigoto, ocorre a 
separação em dois grupos celulares, originando dois embriões que podem ter sexos 
diferentes. 
c) Dois espermatozóides e, após as primeiras divisões mitóticas do zigoto, ocorre a 
separação em dois grupos celulares, originando dois embriões do mesmo sexo. 
d) Dois espermatozóides e, após as primeiras divisões mitóticas do zigoto, ocorre a 
separação em dois grupos celulares, originando dois embriões que podem ter sexos 
diferentes. 
27. Na mulher, em cada gravidez, nasce habitualmente apenas uma criança. Mas 
nem sempre assim acontece, podendo nascer gémeos. Estabelece a 
correspondência de modo a obteres uma legenda verdadeira. 
 
28. Como são chamados os hormônios sexuais femininos produzidos nos ovários? 
29. Uma mulher teve a ovulação, dia 8 de Dezembro. Qual o período durante o 
qual uma relação sexual pode originar uma gravidez? 
30. Analise o esquema que se segue, o qual se refere ao ciclo menstrual de uma 
mulher. A cada um dos 
acontecimentos que a seguir estão 
referidos, faz corresponder o número 
romano correto 
( ) Menstruação. 
( ) Mucosa uterina espessa, 
preparada para a nidação. 
( ) Período durante o qual uma 
relação sexual pode levar à 
fecundação. 
( ) Início da menstruação. 
( ) Ovulação. 
( ) Mucosa uterina fina. 
( ) Mucosa uterina relativamente espessa. 
 
31. Canal que é cortado na vasectomia: 
a) Uretral. b) Seminífero. 
c) Ejaculador. d) Deferente. 
32. O que são métodos anticoncepcionais? 
33. Como é feita a esterilização no homem? E na mulher? 
34. Um violento choque emocional determinou na mulher a paragem da ovulação. 
O médico prescreveu um tratamento com injecções de hormonas hipofisárias. O 
ciclo da mulher foi estabelecido. Sobre que órgão atuam os hormônios hipofisários? 
35. As pílulas clássicas são comprimidos que contêm substâncias, geralmente 
parecidas com estrogénios e progesterona. A pílula é um método contraceptivo não 
natural que bloqueia ______________________________. 
Qual palavra completa corretamente a frase? 
a) a nidação. b) a fecundação. c) a ovulação. d) a AIDS. 
36. Assinala com um X a opção correta que se refere à função do líquido amniótico. 
a) Protege o futuro bebé dos choques e diferenças de temperatura. 
b) Não é importante. 
http://1.bp.blogspot.com/-UjclrqRwdgE/T-uM7IWY99I/AAAAAAAABrc/uDPk_eiChlU/s1600/relogio.png
c) Liga a mãe ao feto. 
d) Permite a passagem de alimento. 
37. Em que consiste a “inseminação artificial”? 
38. O que significa a fertilização “in vitro”? 
Questões de vestibular 
1) O fenômeno reprodutivo em que há desenvolvimento do óvulo sem ter sido 
fecundado pelo espermatozoide denomina-se: 
a) pedogênese. 
b) partenogênese. 
c) gametogênese. 
d) embriogênese. 
R. c 
 
2) A formação do ovo ou zigoto tem origem quando: 
a) a cabeça do espermatozoide e penetra dentro do óvulo. 
b) a membrana do óvulo forma o cone de atração. 
c) o flagelo do espermatozoide é absorvido pelo óvulo. 
d) os pronúcleos masculinos e femininos se fundem. 
R. d 
 
3) O aleitamento materno pode trazer benefícios, tanto para criança quanto para a 
mãe, pelas seguintes razões, exceto: 
a) A ativação hormonal, decorrente da amamentação, torna a mulher menos fértil 
nesse período. 
b) O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado para criança. 
c) A criança recebe no leite materno anticorpos que evitam o aparecimento de 
doenças. 
d) A criança fica livre de infecções pois o leite materno é isento de germes. 
R. d 
 
4) Não considerando métodos cirúrgicos, os anticoncepcionais de tipo mecânico 
podem ter as seguintes ações, menos: 
a) impedir que o ovo atinja o útero. 
b) atuar como abortivo no inicio da gravidez. 
c) impedir a nidação do ovo. 
d) impedir que os gametas masculinos sejam lançados na vagina. 
Resposta: d 
 
5) Durante o ciclo menstrual na mulher, a ação do estrógeno é máxima: 
a) durante os dias de hemorragia. 
b) por ocasião da ovulação. 
c) ao redor do 10º dia do ciclo. 
d) no período pré-menstrual. 
e) durante todo ciclo. 
Resposta: c 
 
6) Os testículos são gônadas masculinas, responsáveis pela gametogênese e função 
endócrina. As estruturas testiculares responsáveis, respectivamente por esses 
processos são: 
a) Células de Wirsung e células de Leydig. 
b) Túbulos seminíferos e células intersticiais. 
c) Células de Leydig e túbulos seminíferos. 
d) Células prostáticas e células de Wirsung. 
e) Nenhuma das respostas anteriores. 
Resposta: b 
 
7) (UFMG) Na ovogênese, o 1º glóbulo polar resulta da divisão de: 
a) ovogônia. 
b) ovótide. 
c) ovócito II. 
d) ovócito I. 
e) óvulo. 
Resposta: d

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