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Disciplina: Reeducação Funcional 
Profa. Maiara Silvana Salgado Batista
Fisioterapeutas Especialistas em traumatologia e ortopedia na atenção integral pela residência Multiprofissional
Mestre em Sociedade, Ambiente e Qualidade de vida pela UFOPA 
Santarém-Pará 
2020
Controle motor 
	É definido como a capacidade de regular ou orientar os mecanismos essenciais para o movimento;
	Como o SNC organiza os músculos, articulações nos movimentos funcionais coordenados?
Controle motor 
	Como é utilizada a informação sensorial do ambiente e do corpo para selecionar e controlar o movimento? 
	Como as percepções de nós mesmos, as tarefas que realizamos e o ambiente em que nos movemos influenciam o comportamento do movimento?
	 Qual é o melhor modo de estudar movimento, e como os problemas de movimento podem ser quantificados nos pacientes com problemas de controle motor?
 MOVIMENTO
Controle Motor 
MOVIMENTO
*
Controle Motor 
Percepção é a integração das impressões sensoriais às informações psicologicamente
significativas;
	 inclui os mecanismos sensoriais periféricos e os processamentos mais elevados que agregam interpretação e significado à nova informação aferente.
	Fornecem informações sobre o estado do corpo (p.ex., a posição do corpo no espaço)
Estruturas sensoriais
-OTG
-Órgão de equilíbrio do ouvido interno 
-visão
-Órgãos sensoriais da pele 
MOVIMENTO
*
	Teoria Refléxica
	Teoria Hierárquica
	Teoria da Programação Motora
	Teoria dos Sistemas
	Teoria da Ação Dinâmica
	Teoria Ecológica
Teorias do Controle motor 
	Charles Sherrington em 1906;
	Considerava :
 - Os reflexos como a unidade básica do comportamento motor;
	Limitações: 
 - Movimento voluntário
	Aplicação clínica:
 - Ativação e inibição de reflexos
Teoria do Reflexo 
	Stephan Weiz em 1938;
	Considerava:
 - Os centros superiores controlavam regiões periféricas;
	 Limitações:
 - Não explica o arco reflexo;
	Aplicação clínica:
	- Método Bobath
Teoria Hierárquica 
	Considerava:
	- Um padrão motor central regula o movimento por estímulo central ou sensorial;
	Limitações:
	- O programa central não é o único determinante da ação motora;
	Aplicação clínica:
	- Pacientes com lesão de centros superiores.
Teoria de Programação Motora
	Bernsteins em 1900;
	Considerava:
	- Influência de forças internas e externas na regulação do movimento;
	Limitações:
	- Não percebe a integração do indivíduo e ambiente;
	Aplicação clínica:
	- Investigação e tratamento envolvem os múltiplos sistemas envolvidos.
Teoria dos Sistemas 
	Considerava:
	- Mudanças no comportamento das pessoas alteram o movimento;
	Limitações:
	- Considera o SNC e o ambiente irrelevante frente ao comportamento humano.
	Aplicação clínica:
	- Reabilitação baseada na variabilidade do indivíduo.
Teoria da Ação Dinâmica 
	Criada por Janes Gibson em 1960;
	Considerava:
	- O ambiente e a percepção individual no controle do movimento.
	Limitação:
	- Desviou a pesquisa do sistema nervoso;
	Aplicação clínica:
	- Reabilitação X Variabilidade ambiental
Teoria Ecológica
 MOVIMENTO
Controle Motor 
MOVIMENTO
*
Controle Motor 
	Medula espinal;
	Tronco encefálico (bulbo, a ponte e o mesencéfalo),
	Diencéfalo (Tálamo e hipotálamo);
	Cerebelo;
	Hemisférios cerebrais (córtex cerebral e gânglios da base
MOVIMENTO
*
Controle Motor 
	Medula espinal
-Recepção inicial e no processamento da informação somatossensorial (dos músculos, das articulações e da pele); 
-e o controle da postura e dos movimentos reflexos e voluntários através dos motoneurônios.
MOVIMENTO
*
Controle Motor 
	Tronco encefálico (bulbo, a ponte e o mesencéfalo)
-Controle postural e na locomoção;
-Tratos ascendentes e descendentes que transmitem a informação sensorial e motora para outras partes do SNC.
-recebe estímulos somatossensoriais
da pele e dos músculos da cabeça e estímulo sensorial dos sistemas vestibular e visual.
MOVIMENTO
*
Controle Motor 
	Cerebelo
	Controla a precisão dos movimentos;
	Corrige “erros motores” 
	Manutenção do equilíbrio e da postura
	Controle do tônus muscular
	Participa do Aprendizado Motor
Zona Lateral
Cérebro-cerebelo (NEO) 
Idéia de movimento
	LESÂO 
	Ataxia
	Diminuição do tônus muscular
	Distúrbios de planejamento motor (como tremor de intenção, dismetria
e disdiadococinesia)
Controle Motor 
	Diencéfalo
 o Tálamo processa a maioria das informações vindas para o córtex dos diversos tratos de estímulos paralelos (da medula espinal, do cerebelo e do tronco encefálico)
Controle Motor 
	Hemisférios cerebrais (córtex cerebral e os gânglios da base)
	Córtex cerebral considerado o nível mais alto da hierarquia do controle motor.
Controle Motor 
	Áreas corticais Motoras
Áreas Motoras 
	Área motora primária (M1)
	Área motora suplementar (MS)
	Área pré-motora (PM)
	Localização: giro pré-central do lobo frontal
	Função: ordena o movimentos voluntários
	Somatotopia corporal
	Caracterizada pelo Homúnculo de Pienfield 
	Lesão: Paralisia Contralateral dos músculos
Área motora Primária
	Função: 
 -programação das sequências motoras
 -participa da idealização do movimento
 - coordena o movimento bilateral
Área motora suplementar 
	Função: 
 - Aquisição de novas habilidades
 -Prepara a força motora para movimentos delicados
Área pré- motora
Influenciam as áreas motoras do córtex cerebral através do tálamo;
Ajustando as vias motoras descendentes;
Comparação entre informações proprioceptivas e os comandos dos movimentos. 
Núcleos da Base
Doença de Parkinson (paralisia agitante)
Hipocinesia, bradicinesia, acinesia, hipertonia acompanhados de tremores de repouso. 
Causa: degeneração de neurônios dopaminergicos da substância negra dopaminérgicos. 
Doença de Huntington: doença genética autossômica dominante.
Hipercinesia; balismo
 
Causa: degeneração de neurônios gabaérgicos e colinérgicos dos núcleos da base. 
CONTROLE MOTOR
	Voluntário 
	Automático 
	Involuntário 
Estruturas sensoriais
-OTG
-Órgão de equilíbrio do ouvido interno 
-visão
-Órgãos sensoriais da pele 
Estruturas sensoriais
-OTG
-Órgão de equilíbrio do ouvido interno 
-visão
-Órgãos sensoriais da pele 
	Planejamento (estratégia)
	Programação (Tática)
	Execução
*
Controle Motor 
	Engrama Motor : Sequência de ativação Neuromuscular que torna o movimento automático. 
Controle Motor – Movimento Automático
Controle Motor – movimento automático
Controle Motor – movimento automático
Quanto mais experiências e habilidades motoras o indivíduo possuir, maior será seu vocabulário motor, sendo mais rápido e fácil seu processo de aprendizagem de gestos ou de esportes. 
 Decisão
Músculos 
Efetores
Área motora 1ª, pré-
motora, motora suplementar
Planejadoras
Cerebelo e Núcleos da 
Base
Controladores 
Córtex cerebral, 
tronco encefálico
Motoneurônios 
Ordenadores 
CONTROLE MOTOR
	Movimento Involuntário
Controle Motor- Movimento involuntário 
	Não necessita de controle cortical;
	ocorre ao nível medular;
	São movimentos reflexos;
	Divididos em três tipos:
reflexo miotático
reflexo miotático inverso e 
reflexo flexor ou de retirada.
Controle Motor- Movimento involuntário 
PROPRIEDADES NEUROFISIOLÓGICA DO MÚSCULO
	Os músculos apresentam dois órgãos sensoriais:
FUSO MUSCULAR
ÓRGÃO TENDINOSO DE GOLGI (OTG)
Fuso neuromuscular 
	Receptor sensorial proprioceptivo em forma de fuso composto por feixes de fibras musculares;
	Fibras intrafusais – motoneurônio gama;
	Fibras extrafusais – Motoneuronio Alfa.
Controle Motor –Movimento Involuntário
*
	Fuso neuromuscular
	Função: detectar as variações do comprimento muscular e a velocidade com que o comprimento se altera.
Controle Motor –Movimento Involuntário 
Fuso neuromuscular 
*
Unidades Motoras
 Um motoneurõnio  e todas as fibras musculares inervadas por ele
	Ativação do motoneurônio   ocorre liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares todas as fibrasmusculares inervadas por este axônio se contraem
	
Controle Motor 
Controle Motor – Movimento Involuntário 
	 Reflexo Miotático 
Controle Motor – Movimento Involuntário 
	 Reflexo Miotático
	 Reflexo miotático no desempenho físico
	Os OTGs são estruturas encapsuladas fixadas em série às fibras dos tendões , na junção com as fibras musculares.
	O OTG é sensível a pequenas alterações na tensão do tendão e responde à tensão excessivas.
Órgãos Tendinosos de Golgi 
	Se o músculo for estirado por período prolongado ou ocorrer uma contração isométrica;
	O OTG emite descargas para inibir a tensão nesse músculo, possibilitando ao músculo relaxar.
OTG
Controle Motor – movimento Involuntário 
	Reflexo miotático Inverso 
Controle Motor – movimento Involuntário 
	Reflexo flexor ou de retirada
-ocorrem sinapses ipsilaterais e contralaterais ao estímulo nociceptivo
	LAUNDY ECKMAN. Neurociência para Reabilitação. Editora Manole.
	DARCY UMPHRED. Reabilitação Neurológica. 4 edição. Editora Manole. 
	PUVRES. Neurociências. Ed. Artmed.
	BEAR. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso.
 LENT. R. Cem Bilhões de Neurônios. Editora Atheneu, 2002.
	PORTER, Stuart B (Ed). Fisioterapia de Tidy. Sao Paulo: Elsevier, 2005.
	 
Referências

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