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ECONOMIA
ETAPA 1
ECONOMIA: CONCEITOS BÁSICOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO
LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, nº 1.040, Bairro Benedito
89130-000 - INDAIAL/SC
www.uniasselvi.com.br
Curso sobre Economia
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Organização
Daniele de Lourdes Curto da Costa Martins
Autora
Tatiane Thaís Lasta
Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância
Prof.ª Francieli Stano Torres
Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância
Prof. Hermínio Kloch
Diagramação e Capa
Cléo Schirmann
Revisão
Harry Wiese
APRESENTAÇÃO
Prezado acadêmico! Estamos iniciando uma nova etapa. Nesta etapa estudaremos 
a ciência econômica! Inicialmente, vamos abordar os conceitos básicos e elementares do 
estudo para você que se intressa pela ciência econômica. Primeiramente, abordaremos 
o que é economia, a economia como uma ciência social, a economia como a ciência da 
escassez, classificação dos recursos econômicos e/ou fatores de produção, a fronteira 
das possibilidades de produção e, por fim, os fundamentos das duas grandes divisões 
da ciência econômica, que são a microeconomia e a macroeconomia. Na segunda etapa, 
quando estes conceitos básicos já estiverem em seu domínio, estudaremos os agentes 
econômicos, sua inter-relação, bem como o fluxo real econômico, o fluxo monetário e 
econômico e o fluxo de renda. 
Na atualidade, o conhecimento sobre os assuntos econômicos se faz cada dia mais 
necessário, visto que a maior parte dos complexos problemas das sociedades modernas, 
tais como a globalização, a pobreza, o meio ambiente, perpassam todos pela esfera 
econômica. Compreender os grandes problemas econômicos, fazer análises cada vez 
mais precisas da realidade, compreender as grandes diferenças sociais, talvez sejam os 
desafios de bons profissionais de quaisquer áreas. Estudar a disciplina talvez seja, na 
atualidade, impressíndivel para o profissional de qualquer área do conhecimento, pois 
capacita-o a compreender os fenômenos econômicos e sociais da atualidade e sua interligação, 
auxilia a entender a importância da dimensão econômica na realidade social, a interligação 
da economia com as demais áreas do conhecimento e, mesmo, no nosso dia a dia. Pode ser 
instrumento ainda para a compreensão do papel dos agentes econômicos na atividade 
econômica, sendo capaz de entender o processo de globalização econômica e o mundo à sua volta.
Ao longo desta primeira etapa abordaremos os seguintes grandes tópicos de 
estudos:
TÓPICO 1 – FUNDAMENTOS DE ECONOMIA 
TÓPICO 2 – O PROBLEMA DA ESCASSEZ
TÓPICO 3 – RECURSOS PRODUTIVOS 
TÓPICO 4 – CURVA DE POSSILIDADE DE PRODUÇÃO 
TÓPICO 5 – FUNDAMENTOS DA MICROECONOMIA E MACROECONOMIA 
Nestes tópicos iremos ter os seguintes OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM: 
•	 capacitar o acadêmico para o discernimento dos problemas econômicos que impactam 
nas atividades das empresas (centros produtivos) e das famílias (consumidores);
•	 fornecer ao aluno o entendimento e domínio dos conceitos básicos da ciência 
econômica;
•	 capacitar o acadêmico no entendimento das relações entre os agentes econômicos 
ativos na sociedade;
2 ECONOMIA
Copyright © UNIASSELVI 2016. Todos os direitos reservados.
•	 compreender os fluxos econômicos monetários e de renda;
•	compreender a relação da economia com as atividades produtivas, comerciais e de 
distribuição da renda da sociedade.
3
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ECONOMIA
TÓPICO 1 – FUNDAMENTOS DE ECONOMIA
1 INTRODUÇÃO
Prezado acadêmico! Para dar início à nossa unidade, trabalharemos de forma 
abreviada para que, de modo fácil e simples, você possa comprender e dominar as 
conceituações básicas da economia e compreender os chamados problemas econômicos 
presentes no nosso cotidiano. Neste curso breve não podemos aprofundar as teorias e 
os assuntos abordados, mas vamos fazer você perceber como a economia está presente 
no nosso dia a dia, em praticamente tudo o que fazemos. Embora todas as pessoas 
diariamente participem de atividades de natureza econômica, poucas delas têm essa 
clareza. Todos os dias, em telejornais, em periódicos ou na internet, nos deparamos com 
diferentes questões econômicas que passam, na maioria das vezes, despercebidas. Alguns 
exemplos que podemos adiantar são: o aumento dos preços da gasolina, cortes de gastos 
em períodos de crises e recessão econômica ou, ainda, de crescimento econômico, em 
épocas prósperas. Todas essas medidas, de modo geral, acontecem por meio de reajustes 
que o governo faz, utilizando as políticas macroeconômicas para regular a economia 
de um determinado país. 
Mas poderíamos avançar nos exemplos práticos, as altas taxas de desemprego, 
taxas de câmbio, taxas de juros, alta nos impostos e tarifas públicas, a distribuição da 
renda e do produto, a inflação, entre outros. Mas não somente isto, exemplos mais 
simples, como a nossa diária relação de trabalho em troca de um salário no final do 
mês é uma relação econômica e política, o valor da passagem de ônibus, o valor dos 
alimentos, o valor da mensalidade da faculdade etc. É só começar a prestar atenção à 
nossa volta e veremos que tudo o que nós compramos, consumimos na forma de bens 
ou de serviços está envolto em várias relações econômicas e políticas. Por isso, podemos 
afirmar que nós lemos, ouvimos e praticamos todos os dias essas relações político-
econômicas, que, muitas vezes, passam despercebidas entre nós. Esses são alguns temas 
que são centrais no estudo da ciência econômica, que, alías, é só ler um jornal para ver 
cada um destes termos. Mas o que todos estes termos econômicos e estes indicadores 
têm a ver com o nosso cotidiano? O estudo e conhecimento dos assuntos econômicos 
se fazem mais necessários do que nunca, já que a maior parte dos grandes problemas 
das sociedades contemporanêas - como a globalização, a desigualdade e as questões 
ambientais e diversos outros complexos problemas - tem uma ligação tênue com os 
problemas de natureza econômica. 
Bons estudos! 
4 ECONOMIA
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2 A ECONOMIA COMO UMA CIÊNCIA SOCIAL 
O senso comum, geralmente, tem a tendência de reduzir a ciência econômica 
ao seu viés puramente matemático e bancário. Equivoca-se esse “achismo’ de que a 
ciência econômica se reduz a essa exatidão e a números. A economia é uma ciência 
social. Preocupa-se, portanto, com a sociedade e os indivíduos, escolhendo empregar 
os recursos produtivos, que são escassos, na produção de bens e serviços, de modo a 
distribuí-los com a finalidade de satisfazer as necessidades de todas as pessoas dentro 
de uma determinada sociedade. 
A economia desafia-se ainda a compreender a sociedade e os indivíduos e a 
forma como eles decidem empregar os seus recursos produtivos, que são escassos, na 
produção de determinados bens e serviços. Estuda-se ainda a forma como esses bens 
serão distribuídos entre as várias pessoas e grupos da sociedade com a finalidade de 
satisfazer as necessidadesde todos os indivíduos.
Os sujeitos devem fazer escolhas para administrar bem os seus recursos, que já são 
escassos, de acordo com as suas necessidades (alimentação, saúde, educação, vestuário, 
habitação, transporte), que, como citamos são ilimitadas. A ciência econômica preocupa-
se com a alocação dos recursos de forma que não se comprometam as gerações futuras 
com a escassez. Isso abordaremos no Tópico 2: o problema da escassez. 
Em termos etimológicos, a palavra “economia” tem origem grega, oikos (casa) 
e nomos (norma , lei). Assim, a palavra Oikonomia significa “administração da casa” 
ou “administração da coisa pública”. Quando se refere a uma pessoa como econômica, 
quer dizer que ela é cuidadosa com o gasto de dinheiro e na utilização de materiais, 
uma pessoa cautelosa na administraçãode seus recursos.
A ciência econômica procura estudar como a sociedade se organiza e de que 
forma administra seus limitados recursos limitados com o propósito de produzir bens e 
serviços para atender às necessidades ilimitadas das populações. Assim, pode-se definir 
a economia como “a ciência social que estuda como as pessoas e a sociedade decidem 
empregar recursos escassos, que poderiam ter utilização alternativa, na produção de 
bens e serviços de modo a distribuí-los em várias pessoas e grupos da sociedade, a fim 
de satisfazer as necessidades humanas” (STONIER, 1971 apud NOGAMI; PASSOS, 
1997, p. 5).
Para Samuelson a economia é o estudo de como as pessoas e a sociedade deci-
dem empregar os recursos escassos, que poderiam ter utilizações alternativas, 
para produzir bens variados e para os distribuir para consumo, agora ou no 
futuro, entre várias pessoas e grupos da sociedade (NOGAMI, 2012, p. 5). 
Resumidamente, a definição da economia para Nogami e Passos (2012, p. 5) é 
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ECONOMIA
“uma ciência social que tem por objeto de estudo a questão da escassez”.
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Qual é o foco do estudo da economia? A ciência econômica é uma ciência 
social e preocupa-se em estudar como a sociedade se organiza e de que 
forma administra seus recursos limitados com o propósito de produzir bens 
e serviços para atender às necessidades ilimitadas das populações.
A ciência econômica estuda a produção, a distribuição e o consumo de 
bens e serviços pelas pessoas e sociedades; também estuda os processos de 
acumulação de bens materiais, possibilitando assim entender a geração de 
riqueza pelas sociedades.
3 A ECONOMIA COMO A CIÊNCIA DA ESCASSEZ 
A ciência econômica, ao longo do tempo, foi definida por diferentes enfoques e 
conceituações. A ciência econômica, como já vimos nas linhas iniciais deste caderno de 
estudos, se preocupa em estudar a produção e distribuição dos bens, bem como alocar 
os recursos disponíveis da melhor forma possível. Assim temos que: “economia é, 
pois, a ciência que estuda as formas do comportamento humano resultantes da relação 
existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, 
se prestam a usos alternativos” (ROSSETTI, 2003, p. 52).
O problema da escassez é um problema central na ciência econômica. Todos 
sabemos que o ser humano possui necessidades diárias para a reprodução material de 
sua vida, e que estão relacionadas ao consumo de mercadorias (bens e/ou serviços). 
Essas necessidades apresentam-se das mais variadas formas, seja alimentação, saúde, 
educação etc. Desde as necessidades mais básicas até aquelas que podem facilitar a 
nossa vida, como produtos tecnológicos, celulares, computadores, carros etc. Assim, 
o consumo destes e de outros bens e serviços se torna uma condição de vida saudável, 
próspera e confortável na sociedade da qual fazemos parte.
Porém, devemos considerar que a capacidade de produção de bens e a prestação 
de determinados serviços por parte das empresas é limitada, ao contrário do consumidor, 
que tem necessidades ilimitadas. Justamente para atender às diferentes necessidades 
dos seres humanos, desde as mais básicas até aquelas que podem tornar a vida mais 
confortável e fácil, as empresas produzem bens e serviços para os indivíduos, que os 
6 ECONOMIA
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consomem na forma de bens e serviços. 
Mas, o que são bens e serviços? 
Bens e serviços – Sobre bens e serviços, pode-se dizer que um bem é tudo aquilo 
que permite satisfazer determinada necessidade humana. Só faz sentido um bem ser 
procurado e adquirido se ele satisfizer as necessidades, ou seja, porque ele é útil de 
alguma forma. A classificação dos bens se dá entre bens livres e bens econômicos.
Os bens livres são os que existem em quantidade ilimitada e podem ser obtidos 
com um pouco ou nenhum esforço humano. Exemplos são luz solar, o ar, estes são 
considerados bens, pois eles de certa forma atendem às necessidades humanas. São 
bens livres, pois não possuem preço. 
Já os bens econômicos, ao contrário dos bens livres explicados acima, são 
caracterizados pelo esforço humano para obtenção deste bem. E, além disso, estes bens 
têm como característica básica: possuem preço. Os bens econômicos são classificados 
em dois grandes grupos: bens materiais e bens imateriais ou serviços. Os primeiros são 
os bens materiais, ou seja, podem ser tangíveis, aos quais podem ser atribuídos peso, 
altura etc. Exemplos destes bens são alimentos, roupas, livros.
Os serviços, ao contrário, são intangíveis, isso significa que não podem ser tocados 
e medidos. Exemplos são atendimentos médicos, serviços de um advogado, serviços de 
trasportadoras etc. A produção do serviço e o atendimento são instantanêos. Importante 
característica é que os serviços não podem ser estocados, por exemplo. Os bens materiais 
se classificam em bens de consumo e bens de capital.
•	Os bens de consumo estão diretamente relacionados à satisfação das necessidades 
humanas. Estes podem ser de uso não durável, ou seja, que desaparecem assim que 
são utilizados. Exemplos são os alimentos, gasolina, bebidas etc. E ainda os bens de 
uso durável: em suas caracteristicas mais básicas, são bens que podem ser utilizados 
por um maior período de tempo. Exemplos são eletrodomésticos, móveis etc.
•	Os bens de capital (ou de produção) são bens que permitem produzir outros bens. 
Exemplos são máquinas, equipamentos, computadores, instalações etc.
Observa-se ainda que ambos, bens de consumo e bens de capital, são considerados 
bens finais, pois já passaram por todos os processos de transformação possiveis e, por 
isso, são “bens acabados”. Além dos bens finais, existem ainda os bens intermediários. 
Intermediários são aqueles que ainda não foram finalizados. Exemplos são vidros 
utilizados na produção de carros. 
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ECONOMIA
Os bens podem ainda ser classificados em bens privados e bens públicos. Os bens 
privados referen-se àqueles produzidos de forma privada. São exemplos os carros e os 
computadores. E os bens públicos são aqueles fornecidos pelo setor público, exemplos: 
segurança, justiça, educação etc. (NOGAMI; PASSOS, 1997; ROSSETI, 2003). 
8 ECONOMIA
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TÓPICO 2 – PROBLEMA DA ESCASSEZ
 A escassez é o problema econômico central de qualquer sociedade. Se não 
houvesse escassez, não haveria a necessidade de se estudar a ciência econômica. A 
pergunta que cabe aqui então seria: por que existe a escassez? 
A escassez existe justamente porque as necessidades humanas a serem satisfeitas 
através do consumo dos mais diversos tipos de bens (alimentos, roupas, casas etc.) e 
serviços (transporte, assistência médica etc.) são infinitas e ilimitadas, ao passo que os 
recursos produtivos (máquinas, fábricas, terras agricultáveis, matérias-primas etc.) à 
disposição da sociedade e que são utilizados na produção dos mais diferentes tipos de 
produtos são finitos e limitados. Ou seja, são insuficientes para se produzir o volume 
de bens e serviços necessários para satisfazer a todas as necessidades. Escassez significa 
mais desejos do que bens para satisfazê-los, ainda que se tenha muitos bens. 
Assim, é necessário tomar o devido cuidado para que a economia não seja 
confundida com pobreza. Pobreza, em termos simplistas, significa ter poucos bens. Já 
a escassez significa mais desejos do que bens para satisfazê-los, ainda que haja muitos 
bens. O fenômeno da escassez está presente em todas as sociedades, seja rica, seja 
pobre. Todavia, o problema difere se compararmos países de Terceiro Mundo com 
países desenvolvidos, por exemplo. É claro que se experimenta uma escassez de maior 
quantidade de bensno Terceiro Mundo (países, por exemplo, da América Latina e 
África, também chamados de subdesenvolvidos) do que na Europa e Estados Unidos 
(países de capitalismo avançado ou desenvolvidos) por exemplo.
FIGURA 1 - O PROBLEMA DA ESCASSEZ ILUSTRADO
FONTE: Elaboração da autora com base em Nogami e Passos (1997)
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ECONOMIA
O problema da escassez é o problema básico da ciência econômica. Simplesmente 
pela escassez dos recursos em relação às necessidades humanas que são ilimitadas. É aí 
que faz sentido a ciência econômica, e justifica a preocupação em alocar e utilizar-se da 
forma mais racional e com maior eficiência possível os recursos disponíveis. Da escassez 
resulta a escolha, ao passo que não se pode produzir tudo o que as pessoas desejam. 
Assim, criam-se mecanismos que de alguma forma possam auxiliar as sociedades a 
decidir quais bens terão prioridade na produção para atender às necessidades ilimitadas.
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Para Rosseti (2003, p. 31), “a economia estuda os recursos escassos e as alternativas 
de produção para atender às necessidades ilimitadas dos indivíduos, a ela compete 
o estudo da ação econômica do homem, envolvendo essencialmente o processo de 
produção, a geração e a apropriação da renda, o dispêndio e a acumulação”.
Se observarmos no nosso dia a dia, a questão da escassez é muito frequente 
na vida cotidiana. Para vocês refletirem e tirarem as próprias conclusões, 
trazemos um exemplo prático sobre o problema da escassez no dia a dia. 
Leia a reportagem sobre a perspectiva de escassez de trigo e a ação dos 
moinhos consumidores para incentivar os produtores a plantar este cereal 
nas próximas safras. Acesse o link: <http://www.noticiasagricolas.com.br/
noticias/graos/84808-trigo-moinhos-reagem-e-tentam-garantir-materia-
prima-no-brasil.html#.WAKI7vkrLDc>.
O que é escassez? Nos termos econômicos, a escassez surge do pressuposto 
de que as necessidades humanas são infinitas, ao passo que os bens ou 
os meios de satisfazê-las são sempre finitos. De acordo com as teorias 
econômicas neoclássicas, o homem pode produzir o suficiente de qualquer 
bem econômico para satisfazer completamente determinada necessidade, 
mas jamais poderá produzir o suficiente de todos os bens para atender 
simultaneamente a todas as necessidades. De acordo com essa definição, as 
ciências econômicas serviriam exatamente para gerir a escassez. Por outro 
lado, os bens econômicos são escassos porque normalmente se dispõem 
apenas de quantidades limitadas de recursos produtivos necessários para 
criar os bens em questão, recursos estes que compreendem basicamente o 
trabalho, a terra e o capital. Mas o total dos bens econômicos que se podem 
produzir com tais recursos é bastante influenciado pela técnica e pelo grau 
de especialização, isso sem falar das complexas determinantes políticas 
que frequentemente afetam a produção e a distribuição dos bens. Assim, os 
economistas estudam também os processos produtivos pelos quais a escassez 
pode ser reduzida, empregando plenamente e de forma mais eficiente os 
recursos disponíveis, agilizando as formas de produção e distribuição dos 
bens em questão (SANDRIONI, 2008; NOGAMI e PASSOS, 1997; ROSSETI, 
2003).
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Em conclusão sobre o problema da escassez, pode-se afirmar, conforme o 
exemplo, que quanto mais escasso for determinado bem ou serviço, mais os preços 
tendem a se elevar. Assim, reforça-se, mais uma vez, que a economia se preocupa em 
entender, estudar e analisar situações de escassez envolvidas em processos produtivos 
ou prestações de serviços tal como o exemplo citado. Assim, em resumo, dada a escassez 
de recursos, associada com a necessidade das pessoas que é ilimitada, originam-se os 
chamados problemas econômicos fundamentais, que são os seguintes: o que produzir, 
quanto produzir e para quem produzir?
FIGURA 2 - PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS
FONTE: Elaboração com base em Vasconcelos e Garcia (1999)
O que e quanto produzir?
Considerando a escassez dos recursos de produção, a sociedade deverá escolher, 
dentro das possibilidades de produção, quais produtos irá produzir.
Como produzir?
A sociedade deverá ainda escolher quais recursos utilizará para produzir bens 
e serviços dado o nível tecnológico. Dessa forma, os produtores tendem a escolher o 
método que tiver menos custo na produção desses bens e serviços.
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ECONOMIA
Para quem produzir?
Neste ponto, a sociedade deve decidir como seus membros participarão da 
distribuição dos resultados de sua produção. A distribuição leva em conta fatores como 
salários, rendas da terra, dos juros e dos benefícios do capital, ou seja, fatalmente a 
produção se destinará para quem tem rendas.
A forma como estes três problemas fundamentais serão tratados depende da 
forma de organização de uma determinada sociedade.
12 ECONOMIA
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TÓPICO 3 – OS RECURSOS PRODUTIVOS 
Os recursos produtivos, também chamados de fatores de produção, são elementos 
utilizados no processo de fabricação de bens (mercadorias) com a finalidade de 
satisfazer as necessidades humanas. Aí entram os fatores que propiciaram a confecção 
das mercadorias, entre elas, o trabalho, os recursos naturais, as matérias-primas, os 
combustíveis, a energia, os equipamentos, são exemplos de fatores de alguns recursos 
de produção. 
1 CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS PRODUTIVOS 
Os recursos produtivos são classificados geralmente em trabalho, terra ou recursos 
naturais, capital, tecnologia, e capacidade empresarial. Veremos cada um deles de forma 
particular a seguir: 
•	 Terra (ou recursos naturais): como o próprio nome já deixa claro, são os recursos 
naturais, as florestas, os recursos minerais, o solo, as águas etc. Boa parte destes 
recursos naturais é utilizada diariamente na produção dos bens econômicos. Todavia, 
o que os economistas e ambientalistas costuman alertar é que os recursos naturais 
também são finitos, também são limitados. 
•	 Trabalho: trata-se do esforço humano necessário para a produção de determinado 
bem. Este esforço pode ser braçal, de força física ou mental despendida. Assim, o 
trabalho num sentido econômico é um serviço prestado por determinada pessoa 
na sua área de atuação, podendo ser um médico, um agricultor, um pedreiro etc. 
Todavia, a força de trabalho e sua qualidade também são limitadas. 
•	 Capital (ou bens de capital): é definido por um conjunto de bens utilizados no processo 
de produção de outros bens, e não essencialmente para atender às necessidades das 
pessoas. Exemplos de capital são máquinas e equipamentos, estoques, instalações, 
edifícios, usinas, estradas de ferro etc. Quando se fala em capital é muito comum que 
nossa mente associe ações com dinheiro, porém isso deve ser associado como capital 
financeiro.
•	 Tecnologia: na atualidade, a tecnologia tem papel fundamental na atividade 
econômica. As inovações tecnológicas afetam a economia em nível macro e micro. 
Exemplos são os computadores, que acabam facilitando o acesso produtivo como 
um todo, os smathphones etc. Assim, a tecnologia afeta diretamente a economia em 
diversos fatores e, ao longo do tempo, as inovações tecnológicas tendem a provocar 
um crescimento econômico em todos os setores. 
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ECONOMIA
•	 Capacidade empresarial: a maior parte dos economistas considera a capacidade 
empresarial um fator de produção. Seria o saber fazer do empresário que exerce 
atividades e funções fundamentais no processo produtivo, pois é ele quem organiza 
todo o processo de produção. Combinando os demais recuros produtivos e assumindo 
os riscos da produçãodos bens e serviços é que o empresário se propõe a atender, 
conhendo os lucros, ou as perdas de seu investimento.
2 REMUNERAÇÃO DOS RECURSOS PRODUTIVOS
Para a produção de qualquer bem ou serviço é necessário o empego dos recursos 
produtivos. Precisa de terra, de bens de capital, que são necessários para produzir 
outros bens; além disso, o empresário, às vezes, não conta com todo o dinheiro para 
investir, sendo necessária a busca de dinheiro de terceiros para a aquisição de máquinas 
e equipamentos. E, por fim, necessita de mão de obra para a produção de bens que virão 
a atender às necessidades humanas. Assim, o preço pago pela utilização dos serviços 
dos fatores de produção vai se constituir em renda dos proprietários desses fatores. 
Por exemplo, com relação ao trabalho, o trabalhador é o proprietário deste 
recurso, e a remuneração que ele recebe é na forma de salários, no final de cada período 
trabalhado, constitui-se a sua renda, paga pelo dono da empresa. Com relação à 
remuneração do fator terra (ou recursos naturais), geralmente se conhece duas formas 
de remuneração, através de arrendamento, aluguel por ceder a terra temporarimente a 
alguém, ou mesmo a venda para outro proprietário. Já a renda do capital são os juros. 
No caso de um empresário necessitar de mais dinheiro para investir na sua produção, 
ele buscará este capital (na forma de empréstimos), e para usufruir deste dinheiro, em 
troca pagará juros ao banco. O lucro, por fim, consiste na remuneração pela capacidade 
empresarial. O quadro a seguir sintetiza tudo o que descrevemos até aqui.
Fator de produção Tipo de remuneração
TRABALHO SALÁRIO
TERRA (RECURSOS NATURAIS) ALUGUEL
CAPITAL JURO
TECNOLOGIA ROYALTIES
CAPACIDADE EMPRESARIAL LUCRO
QUADRO 1 - FATORES DE PRODUÇÃO E SUA REMUNERAÇÃO 
Fonte: Elaboração da autora com base em Vasconcelos (2006).
UNI
Quais são os recursos de produção básicos considerados em uma economia? 
Os recursos produtivos são classificados geralmente em trabalho, terra ou 
recursos naturais, capital, tecnologia, e capacidade empresarial.
14 ECONOMIA
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3 SISTEMAS ECONÔMICOS
Outro conceito básico em economia é o de sistema econômico. Este pode ser 
definido como a forma na qual a sociedade se organiza nos termos econômicos e 
sociais para desenvolver as suas atividades econômicas e produtivas para atender às 
demandas e às necessidades da população. De modo que os elementos básicos de um 
sistema econômico são:
•	Estoques de recursos produtivos ou os chamados fatores de produção (os quais 
incluem recursos produtivos, trabalho humano, capacidade empresarial), aí entram 
os fatores que veremos mais à frente: o capital, os recursos naturais e a tecnologia. 
•	O complexo de unidades de produção constituídos pelas empresas.
•	O conjunto de instituições políticas, jurídicas, econômicas e sociais que são base para 
a organização da sociedade. 
Assim, toda economia opera segundo um conjunto de normas e regras, leis 
e regulamentos, e por isso é chamado de “sistemas econômicos”. De maneira geral, 
os sistemas econômicos podem ser classificados em dois grandes grupos: o sistema 
socialista ou de economia planificada; e o sistema capitalista ou de economia de mercado. 
No primeiro caso, em economias planificadas, ou socialistas, as questões 
econômicas são resolvidas por um órgão central, no qual predomina a propriedade 
pública dos meios de produção, que são os bens de capital, os recursos naturais, bancos, 
prédios etc. Um exemplo de uma economia planificada atualmente é Cuba. 
Já o sistema capitalista ou de economia de mercado leva este nome justamente por 
ser regido pelas forças do mercado, em que predomina a livre iniciativa e a propriedade 
privada dos meios de produção. Nas economias de mercado, que são boa parte dos 
países do mundo, as questões fundamentais são resolvidas por meio do mecanismo de 
preços e por meio da oferta e da demanda. Ressalta-se que mesmo com a livre iniciativa 
e o livre mercado no sistema capitalista, o Estado tem papel fundamental para o bom 
funcionamento da atividade econômica (NOGAMI; PASSOS 1997; ROSSETI, 2003).
UNI
O que é um sistema econômico? Este pode ser definido como a forma na 
qual determinada sociedade se organiza nos termos econômicos e sociais 
para desenvolver determinadas atividades econômicas e produtivas com a 
finalidade de efetuar as trocas de bens e serviços para atender as necessidades 
ilimitadas das pessoas.
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ECONOMIA
TÓPICO 4 – FRONTEIRA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO
1 INTRODUÇÃO
Conforme vimos até aqui, a ciência econômica preocupa-se com as ilimitadas 
necessidades humanas, bem como a limitação por parte dos recursos de produção. 
Assim, o estudo da economia é ligado a uma questão central, a escolha. Aí surge 
na ciência econômica a chamada fronteira de possibilidades de produção (FPP), 
também designada por curva de possibilidade de produção (CPP), que busca ilustrar 
graficamente a escassez dos fatores de produção dos quais falamos antes, cria um limite 
para a capacidade produtiva de uma empresa, país ou sociedade. De modo que três 
hipóteses são necessárias para desenvolver a curva de possibilidade de produção:
1 A existência de uma quantidade fixa de recursos. A quantidade e a qualidade dos 
recursos produtivos permanecem sem alterar-se no período analisado. 
2 A existência de um pleno emprego dos recursos. A economia opera com todos os 
recursos de produção plenamente empregados e produzindo o maior nível de produto 
possível. 
3 Considera-se que a tecnologia permanece constante. 
2 UMA FAZENDA E SUA POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO 
Como exemplo, trazemos uma fazenda e sua fronteira de possibilidades de 
produção. Considerado uma fazenda como exemplo, esta possui uma determinada 
extensão de terra, instalações, máquinas e equipamentos próprios para as atividades 
que ali se desenvolvem e um número de pessoas empregadas nas atividades da fazenda. 
Trabalha-se com a hipótese de que este proprietário tenha tecnologia que permita 
fazer qualquer tipo de atividade agrícola que possa ser desenvolvida na fazenda. Este 
fazendeiro deverá optar pelo que ele vai produzir e como produzir. Ao fazer a escolha, 
o fazendeiro estará optando por como seus recursos produtivos serão alocados ao 
restante das combinações dos bens possíveis. 
Por exemplo, quanto este fazendeiro destinará do total de terras para pastagens, 
quanto disso será destinado à produção de produtos como arroz ou feijão? Quantos 
trabalhadores poderá utilizar em cada atividade? Será possível ainda trabalhar nessa 
fazenda com uma terceira cultura, o arroz? Numa fazenda hipotética, suponhamos que 
o dono possa produzir apenas dois produtos e opte por feijão e arroz. Nesse caso, se 
o proprietário das terras opta por produzir e cultivar apenas o milho em todas as suas 
terras, não haverá terras disponíveis para cultivar e produzir o arroz. Ou se optar por 
16 ECONOMIA
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plantar em toda a propriedade arroz não poderá plantar e cultivar o feijão. Nesse caso, 
estamos diante de uma situação de escolha, aí pode existir outra possibilidade de solução 
que possa intermediar o problema, poder-se-á utilizar parte das terras para o cultivo de 
arroz e parte para o plantio do milho. A tabela a seguir ilustra as várias possibilidades 
de produção em exemplo hipotético e numérico (NOGAMI; PASSOS 1997).
Possibilidades Arroz (em quilos) Feijão (em quilos)
A 0 8000
B 1000 7500
C 2000 6500
D 3000 5000
E 4000 3000
F 5000 0
QUADRO 2 - AS POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO DE UMA FAZENDA 
FONTE: Elaboração do autor com base em Nogami e Passos (1997).
O Quadro 2 explicita as possibilidade de produção em escala numérica e com 
algumas possibilidadesque refletem a opção do produtor pela produção dos dois bens. 
A opção A demonstra a opção pelo fazendeiro em produzir apenas feijão em suas terras 
e nenhuma quantidade de arroz, e hipoteticamente produziria 8000 quilos de feijão. 
A opção F demonstra o contrário, o fazendeiro optaria por produzir apenas arroz e 
produziria 5000 mil quilos. B, C, D e E representam as possibilidades do fazendeiro 
caso optasse por produzir os dois bens, arroz e feijão, em suas terras. 
GRÁFICO 1 - POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO DE UMA FAZENDA
FONTE: Elaboração da autora com base em Nogami e Passos (1997).
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ECONOMIA
A representação gráfica da chamada curva de possibilidade de produção 
demonstra as possibilidades de produção de arroz e feijão. Para isso, o gráfico é 
construído por um sistema de eixos cartesianos. O eixo das coordenadas (vertical) 
representará a quantidade de feijão que a fazenda poderá produzir. No eixo das abscissas 
(horizontal) representa-se a quantidade de arroz que a fazenda poderá produzir. 
GRÁFICO 2 - A CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO DE UMA FAZENDA
FONTE: Elaboração da autora com base em Nogami e Passos (1997).
O ponto A indica uma situação em que toda a terra está sendo utilizada na 
produção do feijão. Nesse caso, a produção de arroz fica zerada, pois todos os recursos 
produtivos estão sendo alocados para a produção do feijão. O ponto F indica outro 
extremo, ou seja, quando toda a terra é usada exclusivamente para plantar arroz. Nesse 
caso, a produção de feijão permaneceria nula. Desta forma, os pontos B, C, D e E indicam 
possíveis combinações intermediárias ao alcance do produtor na hipótese de a terra e 
demais recursos, serem plenamente utilizados. Podemos, agora, unir os pontos de A até 
F. A linha resultante denomina-se curva de possibilidades de produção, ou fronteira 
de possibilidades de produção, e nos mostra todas as combinações possíveis entre 
feijão e arroz que podem ser estabelecidas. A representação gráfica do que foi descrito 
está acima ilustrada, Gráfico 2.
18 ECONOMIA
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DIC
AS!
Sobre a curva de possibilidade de produção, assista ao rápido vídeo 
disponível no link: <https://www.youtube.com/watch?v=zFlzrhPlRn0> e 
bons estudos! 
3 EFICIÊNCIA PRODUTIVA 
No caso hipotético da fazenda e sua possibilidade de produção apresentado 
acima, nele a fazenda estaria operando de maneira eficiente sempre que a produção 
de um bem é aumentada e, por consequência, é reduzida a produção de outro bem. 
A eficiência produtiva da fazenda se dá somente se a curva do gráfico estiver situada 
sobre a linha AF, e, neste caso, a produção de feijão aumentará somente se houver uma 
diminuição na produção de arroz. 
Supondo que a fazenda esteja produzindo no ponto D. Nesse ponto, a curva de 
possibilidade de produção estará produzindo 5000 mil quilos de feijão e 3 mil de arroz. 
Se o produtor pretende aumentar a sua produtividade de arroz, deverá operar no ponto 
E. Neste ponto serão produzidos 4000 mil quilos de arroz. Todavia, este aumento será 
possível se parte dos recursos, que antes eram alocados para a produção de feijão, for 
agora alocada para a produção de arroz. Nesse caso haverá, por consequência, uma 
diminuição da produtividade do feijão de 5000 mil quilos para 3 mil quilos.
4 CUSTO DE OPORTUNIDADE 
O custo de oportunidade é o termo utilizado para expressar os custos que se 
referem às alternativas que foram sacrificadas. Por exemplo, se o fazendeiro estiver com a 
sua produtividade no ponto C da curva, estaria produzindo 6.500 quilos de feijão e 2000 
de arroz. Se o fazendeiro quisesse aumentar a sua produtividade no arroz para 3000, 
esta seria alcançada no ponto D do gráfico. Para que isto aconteça, o fazendeiro deverá 
sacrificar 1500 quilos de feijão para obter tal aumento. Assim, o custo de oportunidade 
dos mil quilos a mais de arroz é o custo de produzir 1500 quilos de feijão a menos para 
elevar a produtividade de arroz para mil a mais, e assim sucessivamente, passando do 
ponto que seria D para o E.
O custo de oportunidade é um termo importante na teoria econômica, pois faz a 
relação básica entre a escassez e a escolha. Basicamente, o custo de oportunidade significa 
uma melhor alocação dos recursos para a produção de um bem que poderia gerar um 
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ECONOMIA
melhor ganho no uso alternativo dos recursos. Assim, temos que a transferência dos 
fatores de produção de determinado bem para a produção de outro bem implica um 
custo de oportunidade, e isto significa o sacrifício de deixar de produzir parte de um 
bem para produzir mais de outro bem.
Poucos observam, mas passamos a vida fazendo escolhas justamente porque 
existe a escassez dos fatores de produção para suprir todas as necessidades humanas, que 
são ilimitadas, de modo que o ser humano se obriga a optar por atender determinadas 
necessidades e não todas, deixando, assim, necessidades que não serão atendidas. Desse 
modo, o ser humano é submetido a fazer escolhas diariamente. Na ciência econômica, 
toda vez que fazemos a opção por uma determinada escolha e não outra, diz-se que ela 
implica um custo de oportunidade. 
Um exemplo corriqueiro seria a opção por jogar basquete; ao fazer tal escolha, 
você opta por não fazer qualquer outra atividade que lhe traria os mesmos benefícios no 
mesmo tempo. Outro exemplo: ao optar por fazer um curso superior, você deixa de fazer 
uma série de coisas que possivelmente gostaria de fazer no mesmo tempo despendido 
nesta escolha, como ler, ir ao cinema, assistir televisão etc. Se você optou em ocupar seu 
tempo estudando, deixa de lado as demais atividades, pois acredita que esta atividade 
foi a melhor e mais racional escolha que poderia ter feito, mesmo que se obrigando a 
sacrificar outras. A isso chama-se, na ciência econômica, custo de oportunidade.
 
Os custos não devem ser considerados absolutos, mas iguais a uma segunda 
melhor oportunidade de benefícios não aproveitada. Ou seja, quando a decisão para as 
possibilidades de utilização de A exclui a escolha de um melhor B, pode-se considerar 
os benefícios não aproveitados decorrentes de B dos custos de oportunidade. Ou seja, 
o custo de oportunidade é o termo utilizado para expressar os custos que se referem às 
alternativas que foram sacrificadas (NOGAMI; PASSOS, 1997; ROSSETI, 2003).
UNI
A fronteira de possibilidades de produção (FPP), também designada 
por curva de possibilidade de produção (CPP), ilustra graficamente a escassez 
dos fatores de produção dos quais falamos antes, cria um limite para a 
capacidade produtiva de uma empresa, país ou sociedade.
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TÓPICO 5 – FUNDAMENTOS DA MICROECONOMIA E MACROECONOMIA
FIGURA 3 - MACROECONOMIA E MICROECONOMIA
FONTE: Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-nf9cgY1f0YI/VRRmRU3jaRI/
AAAAAAAAABk/9q-57n0epfw/s1600/Gr%C3%A1fico-micro-e-macro-
economia.jpg>. Acesso em: 25 nov. 2016.
1 INTRODUÇÃO
O estudo teórico da economia se divide em duas grandes áreas: a Teoria 
Microeconomia e a Teoria Macroeconomia. A divisão entre microeconomia e 
macroeconomia data dos anos 1930. Em termos gerais, a microeconomia é preocupada 
em estudar o comportamento dos consumidores representados pelas famílias, pelos 
indivíduos. Além disso, é a parte da economia voltada para o estudo das empresas, 
custos, preço dos fatores produtivos. A microeconomia é marcada por modelos 
matemáticos para explicar a realidade. Além disso, a microeconomia caracteriza-se por 
ser uma ciência teórico-dedutiva e estático-comparativa. 
Já a macroeconomia, em termos mais gerais, está preocupada em analisar os 
grandes agregados, como a produção, o consumo, a renda da população,estuda os 
problemas econômicos de um país como um todo. Assim, a microeconomia representa 
uma visão microscópica dos fenômenos econômicos e diferencia-se da macroeconomia, 
que é um ramo da economia que aborda os grandes problemas econômicos de uma 
maneira agregada.
A Teoria Microeconômica ou a microeconomia é preocupada em explicar 
o comportamento econômico das unidades individuais que são representadas 
pelos consumidores, pelas firmas e pelos proprietários de recursos produtivos. A 
microeconomia estuda a interação entre as firmas/empresas e consumidores, bem como 
a maneira pela qual a produção e preço são determinados em mercados específicos.
Já a Teoria Macroeconômica ou macroeconomia estuda o comportamento da 
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ECONOMIA
economia como um todo. Este campo teórico estuda como se modifica o comportamento 
das váriáveis agregadas, tais como a produção total dos bens e serviços, as taxas de 
inflação e desemprego, o total de poupança captada em um país, as receitas e despesas 
totais de determinada economia, os inventimentos por parte do governo, o balanço 
de pagamento e as contas nacionais etc (NOGAMI e PASSOS; 1997; ROSSETI, 2003; 
VASCONCELOS, 2006).
Características Microeconomia Macroeconomia 
Visão Individual Global 
Objetivo de estudos Comportamento dos 
indivíduos, das famílias, das 
empresas e do mercado.
Comportamento da 
economia como um todo. 
Variáveis fundamentais de 
estudo 
Oferta e demanda, geração 
dos preços, o comportamento 
do consumidor, produção 
das empresas, mercados 
competitivos. 
Produção total, nível geral 
de preços, emprego x 
desemprego, taxas de juros, 
inflação, salários e taxas de 
câmbio.
QUADRO 3 – RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS ENTRE MICROECONOMIA E 
MACROECONOMIA
FONTE: A autora
Na sequência estudaremos de forma introdutória as duas grandes divisões da 
economia.
2 MICROECONOMIA
A microeconomia, como já foi frisado, constitui um dos grandes subcampos 
da teoria econômica. A microeconomia é um ramo da ciência econômica que estuda 
especificamente o comportamento dos agentes econômicos, que são representados 
pelas famílias e os indivíduos, as empresas e suas produções e custos; a produção e o 
consumo e o preço dos diferentes bens, serviços e fatores de produção. A microeconomia, 
portanto, estuda a forma como as unidades individuais que compõem uma determinada 
economia, sendo consumidores, empresas, comércio, trabalhadores, produtores de bens 
e serviços etc., se comportam uns com os outros nas suas interligações.
O estudo da ciência econômica passa a se dividir em dois grandes ramos a 
partir da década de 1930. Aí começou a existir esta grande divisão, a microeconomia e 
macroeconomia (que, veremos mais adiante, esta se interessa pelo estudo dos agregados 
como a produção, o consumo e a renda do conjunto da população). Muito embora estes 
dois ramos caminhem por diferentes especialidades, a separação não pode ser simplista, 
pois, para compreender os fenômenos econômicos é necessária a compreensão e o 
22 ECONOMIA
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interligamento das duas grandes divisões.
A microeconomia apresenta uma visão “microscópica” dos fenômenos econômicos. 
A microeconomia engloba, por exemplo, o estudo da teoria do consumidor. Esta teoria 
oferece subsídios para a análise da procura. Também é estudo da microeconomia a 
teoria da firma, que se desdobra nas teorias da produção, dos custos e dos rendimentos 
e análise da oferta. Além disso, é foco e preocupação da microeconomia a questão dos 
preços relativos, tanto que muitos batizam esse ramo de teoria dos preços. 
A teoria do consumidor, na microeconomia, analisa a intenção dos indivíduos de 
se apropriarem de determinada quantidade de bens que possam satisfazer ao máximo 
as suas necessidades. Já teoria da firma enfoca no empresário e procura combinar os 
fatores de produção ou recursos produtivos de forma a obter a maximização dos lucros 
do empresário. Por meio de análises é possivel prever os elementos necessários para a 
derivação das ofertas individuais e também de um mercado mais amplo, bem como a 
combinação das quantidade e dos fatores de produção de bens e serviços os quais os 
consumidores estão dispostos a consumir. Dessa maneira, o empresário saberá qual 
quantidade adquirir de determinado elemento e quais bens conseguirá ofertar, tudo 
isso mediado pelo preço. Assim, a microeconomia estuda a determinação desse preço 
sob dois ângulos: de um lado, pelos fatores de produção, e de outro, pelo mercado de 
bens e serviços.
A microeconomia é uma ciência de caráter dedutivo ou teórico. Dedutiva, pois 
decorre da complexidade e entrelaçamento das influências das situações reais as quais 
são objetos reais de seu estudo. Este caráter dedutivo é enfatizado pelo fato de que muitas 
variáveis consideradas pela microeconomia não podem ser observadas e mensuradas. 
Um exemplo seria o grau de utilidade que os consumidores desfrutam ao dispor de 
um determinado bem ou serviço, ou seja, não há como mensurar. A microeconomia 
estuda a forma como os indivíduos tomam as suas decisões, a maneira como as firmas 
procedem na tomada de decisões. Nesse campo do estudo da economia são selecionadas 
variáveis significativas das situações do mundo real. Aí entra outra característica da 
microeconomia, que é de natureza estatístico-comparativa, ou seja, ela tende a confrontar 
duas ou mais situações de equilíbrio, sem se preocupar com o período intermediário 
entre essas situações: a inicial e a final. 
A microeconomia encontra bastante aplicação no mundo atual, podendo ser 
utilizada como elemento de previsão condicionado à ocorrência de determinado evento. 
É importante na elaboração de modelos que retratam as situações do mundo de forma 
simplificada. Desempenha importante papel na teoria do comércio internacional e 
encontra-se presente no mundo dos negócios como auxiliar de decisões administrativas 
relacionadas com a procura, estrutura de custos empresariais, métodos de fixação de 
preços etc. (NOGAMI e PASSOS, 1997; VASCONCELOS, 2006).
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ECONOMIA
UNI
Como vimos, a microeconomia, tal como a macroeconomia, constitui um 
subcampo da teoria econômica. Ela abarca o conhecimento referente ao comportamento 
dos agentes econômicos, tomados isoladamente. Preocupa-se com o comportamento dos 
indivíduos/consumidores; das empresas, sua produção, seus custos; estuda a geração 
de preços dos bens, serviços e fatores de produção.
Partindo do pressuposto de que todos os agentes econômicos são racionais e 
buscam maximizar seus ganhos, a microeconomia considera que o mercado – e não 
outra instituição humana – harmoniza os conflitos em torno de quantidades e preços 
dos bens negociados.
•	 A microeconomia é mais abstrata que a macroeconomia, já que se baseia em princípios 
gerais.
•	 A microeconomia caracteriza-se por uma análise “microscópica” dos fenômenos 
econômicos. A macroeconomia baseia-se em uma análise macroscópica.
•	 A microeconomia preocupa-se com a questão dos preços relativos, enquanto a 
macroeconomia se concentra nos níveis absolutos destes.
A microeconomia constitui um subcampo da teoria econômica. Ela abarca 
o conhecimento referente ao comportamento dos agentes econômicos, 
tomados isoladamente. Preocupa-se com o comportamento dos indivíduos/
consumidores; das empresas, sua produção, seus custos; estuda a geração 
de preços dos bens, serviços e fatores de produção.
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FIGURA 4 - RESUMO DE MICROECONOMIA 
FONTE: A autora 
No próximo subitem introduziremos o estudo da macroeconomia, outro grande 
subcampo da teoria econômica. Vamos lá! 
UNIExemplo prático de microeconomia, no nosso dia a dia, está relacionado ao 
comportamento e preferências do consumidor, que consiste em um ramo da 
microeconomia. Confira a reportagem: “A nova cara do consumidor”, no link: 
<http://www.opovo.com.br/app/opovo/especiais/varejocriativo/2016/10/20/
notvarejocriativo,3664835/a-nova-cara-do-consumidor.shtml>.
3 MACROECONOMIA 
A macroeconomia é a parte da teoria econômica que enfatiza o comportamento 
do sistema econômico como um todo. Seu objeto de estudo são as relações entre os 
grandes agregados, como o PIB (Produto Interno Bruto), a renda nacional, o nível 
de emprego, a inflação, o desemprego, consumo, poupança, investimentos totais e a 
balança de pagamentos. Em outras palavras, estuda a economia de uma forma mais 
abrangente. Ao estudar esses agregados, a macroeconomia deixa para um segundo plano 
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ECONOMIA
o comportamento das unidades e constituições individuais e dos mercados específicos, 
que são estudados pela microeconomia.
Este subcampo, a macroeconomia, fornece princípios que permitem a mensuração 
da atividade econômica geral e de um determinado sistema econômico já que trabalha 
com as relações estatísticas e diversas variáveis agregadas. Dessa forma, a macroeconomia 
permite uma análise e mesmo a previsão do comportamento das economias capitalistas 
desenvolvidas.
Para as análises macroeconômicas são necessários instrumentais estatísticos 
bastante elaborados e que os países subdesenvolvidos dificilmente podiam oferecer. Esse 
atraso relativo acabou atrasando também a elaboração de modelos macroeconômicos 
em países como o Brasil. Somente a partir de 1956 começou-se a disponibilizar dados 
estatísticos mais precisos pela Fundação Getúlio Vargas, e apenas em 1964 passou-se a 
construir e elaborar modelos macroeconômicos.
Além disso, é importante frisar que a macroeconomia tornou-se um ramo da 
ciência econômica a partir de 1936, com a publicação de A teoria geral do emprego, 
dos juros e da moeda, de Keynes. Antes desse pensador, os economistas chamados 
clássicos (Smith, Ricardo e outros) e críticos (Marx) já haviam considerado a organização 
econômica como um todo. Todavia, é Keynes que forma o modelo, uma sistematização 
téorica e a receita que acabou por inspirar boa parte dos economistas ao redor do mundo. 
Mas este modelo também começou a apresentar falhas, e outros economistas emergem 
com novas inspirações. Recentemente, um grupo de economistas liderado por Milton 
Fiedmann, os chamado monetaristas, contesta os modelos keynesianos e traz um novo 
modelo, no qual eles enzatizam o papel da demanda de moeda e do crédito e opondo-
se à intervencão direta do Estado na economia.
Como foi visto, a microeconomia debruçara-se sobre problemas mais particulares 
e sobre o comportamento dos agentes econômicos tomados isoladamente. Já a 
macroeconomia estuda o comportamento dos grandes agregados econômicos, entre 
eles o PIB, a renda, o nível geral de preços, taxa de juros, taxa de câmbio, emprego/
desemprego, balanço de pagamentos, moeda, entre outros. Ao estudar esses agregados, 
a macroeconomia deixa para um segundo plano o comportamento das unidades 
e constituições individuais e dos mercados específicos, que são estudados pela 
microeconomia.
A macroeconomia estuda o mercado de bens e serviços como um todo (indústrias, 
serviços, transportes, mercado de trabalho, emprego, desemprego, taxas de juros e de 
inflação etc). A abordagem macroeconômica tem a vantagem de permitir uma melhor 
compreensão dos fatos mais relevantes da economia, representada assim por um 
importante instrumento para a política e programação econômica.
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Aí entra em cena a macroeconomia, o ramo da teoria econômica que se ocupa 
da análise da atividade econômica a partir de agregados, levando em conta o somatório 
dos comportamentos dos agentes econômicos e dos seus resultados, considerados no 
todo. O grande objetivo da macroeconomia é estudar a determinação do nível geral de 
preços, do nível de produto, da taxa de salários, do nível de emprego, da taxa de juros, 
do volume de moeda, da taxa de câmbio, do volume de divisas.
Desta definição podemos resumir o “olhar” econômico da macroeconomia sobre cinco 
mercados:
• O mercado de bens e serviços: onde se efetua a agregação de todos os bens produzidos 
pela economia durante certo período de tempo, definindo o produto nacional.
• O mercado de trabalho: onde se realizam a compra e a venda de serviços de mão de 
obra, se estabelecem salários e o nível de emprego.
• O mercado monetário: mercado em que são realizadas as operações financeiras. 
Afinal, todas as transações da economia são feitas por intermédio do uso de moeda. 
Serve, inclusive, como instrumento de política monetária.
• O mercado de títulos: no mercado de títulos os agentes superavitários emprestam 
para os deficitários (títulos do governo, ações etc). Normalmente, o mercado de títulos 
e o monetário são analisados conjuntamente – têm importância na formação da taxa 
de juros.
• O mercado de divisas: onde se realizam as operações de compra e venda de moedas 
estrangeiras. A variável aqui é a taxa de câmbio. Como a economia mantém transações 
com o resto do mundo, existem mercados de divisas ou de moeda estrangeira. A 
oferta de divisas depende das exportações e da entrada de capitais financeiros; ao 
passo que a de demanda determina-se pelo volume das importações.
Além disso, os instrumentos utilizados pela política macroeconômica envolvem 
diretamente a atuação do governo no conjunto da economia. Para que a política seja 
efetivada, o governo lança mão de uma série de instrumentos para atingir as metas 
macroeconômicas por meio de algumas políticas: Política Fiscal, Política Monetária, 
Política Cambial e Comercial e Políticas Sociais ou de Renda. (NOGAMI; PASSOS, 1999; 
ROSSETI, 1997; VASCONCELOS, 2006). 
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ECONOMIA
FIGURA 5 - RESUMO MACROECONOMIA 
FONTE: A autora 
UNI
UNI
A macroeconomia volta seus estudos ao mercado de bens e serviços como 
um todo (indústrias, serviços, transportes, mercado de trabalho, emprego, 
desemprego, taxas de juros e de inflação etc.). A abordagem macroeconômica 
tem a vantagem de permitir uma melhor compreensão dos fatos mais 
relevantes da economia, representando assim um importante instrumento 
para a política e programação econômica.
Exemplo prático de macroeconomia são as tomadas de decisões do governo 
por meio das políticas econômicas e como elas podem afetar a sua vida. Leia 
a reportagem na qual as medidas tomadas afetam o bolso dos consumidores, 
das famílias: 
FONTE: Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/01/
economia/1388603796_052024.html>. 
28 ECONOMIA
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UNI
Outro exemplo poderia ser a discussão atual sobre o corte dos gastos 
públicos. Trata-se de uma discussão em âmbito macroeconômico por meio 
da adoção de políticas restritivas. Como a lei que congela os gastos do 
governo poderá afetar sua vida. Leia no link: <http://noticias.uol.com.br/
politica/ultimas-noticias/2016/10/11/como-a-pec-que-congela-gastos-do-
governo-afeta-sua-vida.htm>.
Prezado acadêmico! Chegamos ao final desta primeira etapa do Curso Livre em 
Economia. Aqui você estudou alguns dos principais pressupostos da ciência econômica. 
Dentre os quais abordamos: os princípios básicos da economia; o problema da escassez, 
um dos problemas econômicos centrais nas sociedades contemporâneas; estudamos 
também quais são os recursos produtivos e a remuneração de cada um; além disso, 
estudamos os pressupostos iniciais dacurva de possibilidade de produção, que tem por 
finalidade ilustrar graficamente o problema da escassez; e, por fim, nesta introdução 
breve, a ciência econômica. Estudamos de forma abreviada as duas grandes divisões 
teóricas da ciência econômica: a microeconomia e a macroeconomia. Na próxima etapa, 
estudaremos como se dá o funcionamento e as movimentações dos agentes econômicos 
e sua inter-relação.
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ECONOMIA
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Prezado acadêmico! Estamos finalizando a primeira etapa do nosso Curso 
Livre em Economia. É importante fixar alguns conceitos e teorias estudados 
até aqui. Por isso, elaboramos exercícios para você resolver e testar seus 
conhecimentos. 
Bons estudos! 
1 Os problemas econômicos básicos têm origem: 
a) Nas desigualdades na distribuição de renda.
b) Na superprodução.
c) Na escassez dos recursos.
d) Nos erros do governo na condução da economia.
e) Nenhuma das alternativas.
2 Você estudou, nesta etapa, a curva de possibilidade de produção. Com 
base nos conhecimentos adquiridos, assinale verdadeiro ou falso (V ou 
F) para as alternativas sobre este tema:
( ) A curva de possibilidade de produção ilustra a oferta e demanda por 
produtos em determinada economia.
( ) A curva de possibilidade de produção ilustra o problema da escassez 
e das escolhas de determinada atividade ou economia.
( ) A partir da curva de possibilidade de produção é possível comparar 
produtos distintos e observar as vantagens de um em relação ao outro. 
( ) A curva de possibilidade de produção ilustra o problema das economias 
subdesenvolvidas. 
3 A microeconomia preocupa-se em estudar:
a) O desemprego em uma determinada economia.
b) A produção total da economia.
c) O pleno emprego.
d) A interligação entre o nível agregado de renda e o nível de despesa e 
de consumo.
e) A inter-relação entre as firmas/empresas e consumidores, bem como a 
maneira pela qual a produção e preço são determinados. 
4 A macroeconomia volta-se ao estudo:
a) Do comportamento dos preços e dos consumidores.
b) Da maneira como os salários são determinados em um determinado 
mercado.
c) Do custo de oportunidade.
d) Das relações entre os grandes agregados, como o PIB (Produto Interno 
Bruto), a renda nacional, o nível de emprego, a inflação, o desemprego, 
consumo, poupança.
e) Nenhuma das alternativas.
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GABARITO DAS AUTOATIVIDADES
1 C
2 A (F, V, V, F)
3 E
4 D
31
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REFERÊNCIAS
NOGAMI, Otto; PASSOS, Carlos. Princípios de economia. São Paulo: 6ª ed. Cengage 
Learning, 1997.
O QUE É MICROECONOMIA? Disponível em: <http://www.trabalhosescolares.net/
diferencas-entre-macroeconomia-e-microeconomia/>. Acesso em: 25 nov. 2016.
O QUE É MACROECONOMIA? Disponível em: <http://www.trabalhosescolares.
net/o-que-e-macroeconomia/>. Acesso em: 25 nov. 2016. 
PINHO, Diva Benvenides; VASCONCELLOS, Marco Antônio Sandoval de. Manual 
de introdução à economia. Autores: Amaury Patrick Gremaud et al.; organizadores: 
Diva Benevides Pinho e Marco Antônio Sandoval de Vasconcellos. São Paulo, Saraiva, 
2006.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à economia. José Paschoal Rossetti. 20. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
SANDRIONI, Paulo. Dicionário de economia do século XXI. 4. edição - Rio de 
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