Prévia do material em texto
10 Sistema de Ensino Presencial Conectado LICENCIATURA EM LETRAS E SUAS RESPECTIVAS LITERATURAS eTIENNE LUIZA DE JESUS TOBIAS RANR GÊNERO FÁBULA EM SALA DE AULA: Transposição da Oralidade Para a Escrita Barra do Garças 2018 etienne luiza de jesus tobias gênero fábula em sala de aula: Transposição da Oralidade Para a Escrita Trabalho de Fábulas em sala de aula, como transposição da oralidade para a escrita, apresentado à Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina de Teoria da Literatura; Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa; Introdução aos Estudos Linguísticos; Literatura Infantojuvenil; Práticas Pedagógicas em Língua Portuguesa: Ler, Escrever e Falar em Situações Comunicativas; e Ed – Lógica Matemática. Orientador: Professores, Anderson Teixeira Rolim, Juliana Fogaca Sanches Simm, Wellem Aparecida de Freitas Semczuk, Edneia de Cassia Santos Pinho, Lucas Toledo de Andrade, Andressa Aparecida Lopes, Idelma Maria Nunes Porto. Barra do Garças 2018 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 FÁBULA NA PRÁTICA DA LEITURA E DA ESCRITA 4 2.1 GÊNERO FÁBULA EM SALA DE AULA – TRANSPOSIÇÃO DA ORALIDADE PARA A ESCRITA 4 3 PROPOSTA DE ATIVIDADES COM FÁBULA PARA O 6º ANODO ENSINO FUNDAMENTAL 7 4 CONCLUSÃO 9 REFERÊNCIAS 10 INTRODUÇÃO O presente trabalho apresenta um estudo acerca do interesse do desenvolvimento das questões da narrativa do gênero literário fábula, bem como, sua transposição da oralidade para a escrita. E a abordagem de questões relevantes relacionadas ao mesmo. A fábula é uma narrativa figurada, na qual os personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso, e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história. Habitualmente, as fábulas trazem no desfecho um ensinamento, isto é, uma moral e, através desse preceito, os leitores passam a ter um novo olhar sobre as suas atitudes e seus comportamentos. Portanto, a finalidade da fábula é, mesmo que de modo subjetivo, advertir, ensinar, aconselhar, criticar uma situação, assinalar atitudes contraditórias das pessoas e da sociedade. É fato que os professores enfrentam grande resistência dos estudantes no que diz respeito à leitura literária, primeiramente porque os hábitos dos leitores têm se ajustado aos tempos globalizados e porque eles não vêem sentido em fazer leituras as quais não estão interessados, e também pelo fato da importância de a leitura literária ser minimizada pelos documentos de orientação do Ministério da Educação. Apresentar textos mais curtos, juntamente com propostas novas, que os aproximem da literatura sem traumas ou exigências desproporcionais. Com a falta de interesse pela prática da leitura literária, a fábula surge então, como um modo de familiarizá-los ao contexto literário sem impor-lhes imediatamente leituras mais densas. Essa estratégia serve de gatilho para que o estudante perceba as benesses da leitura literária, contribuindo para a introdução gradativa dos outros gêneros literários. Temos no processo da leitura, através do gênero fábula, uma tarefa essencial para o desenvolvimento criativo, vocabular, produtivo e cultural do aluno, tornando-o um ser histórico, social e crítico, capaz não só de melhor compreender sua realidade, como também de transformá-la, desenvolvendo assim, habilidades e práticas de leituras, o que certamente serão a base para uma boa produção textual. fábula na prática da leitura e da escrita É na infância e na adolescência que se formam bons leitores. Portanto, “a escolha da história funciona como chave mágica” (COELHO, 1997, p. 20), e tem importância decisiva na formação do leitor. Para os iniciantes, os textos curtos e de fácil compreensão são os indicados e, as lendas e fábulas, segundo a mesma autora, “são apropriadas aos alunos adiantados, capazes de sentir sua beleza e interpretar seu significado” (COELHO, 1997, p. 19), por isso, o gênero fábula, é visto como fundamental para o desenvolvimento e formação do aluno/leitor em todas as etapas de sua escolarização. Sabemos que, por intermédio das fábulas, é possível trabalhar não só a aprendizagem, como também os conteúdos de aspectos positivos e negativos que elas podem conter. A conotação da fábula traz consigo a fantasia e a imaginação que permite e possibilita o despertar de processos criativos. Esse gênero é considerado uma importante ferramenta para o aprendizado dos alunos, pois trazem embutidas nas histórias valores e comportamentos socialmente valorizados. Assim, as fábulas podem ser um importante aliado para o trabalho com a leitura e a escrita, já que se trata de “uma atividade essencial a qualquer área de conhecimento e mais essencial ainda para a vida do ser humano, pois possibilita a aquisição de diferentes pontos de vista e alargamento de experiências” (SILVA, 1986, p. 27), acrescentando nos alunos, a competência textual e contribuindo para que, de certa forma, eles sejam preparados para fazer uso da comunicação falada e escrita nas muitas esferas constituintes da sociedade. 2.1 gênero fábula em sala de aula – Transposição da oralidade para a escrita Segundo Portella, as características estruturais da fábula giram em torno de sua curta extensão. A ela estão associadas a ação, o tempo e espaço e, também, o restrito número de personagens. [...] embora a narrativa venha no passado, a unidade de tempo é absolutamente mantida. A ação dramática, por ser una, desenvolve-se também numa continuidade temporal, geralmente “num piscar de olhos”. Não ocorre na fábula uma ação dramática iniciar num dia para terminar no outro. Quando são feitas indicações de tempo, estas são geralmente vagas por desimportantes: “um dia”, “certa vez”, etc. (PORTELLA, 1979, p.56). Os grandes nomes das fábulas são Esopo, Fedro, La Fontaine e o brasileiro Monteiro Lobato que foi um dos mais influentes escritores brasileiros de todos os tempos. Existem várias fábulas conhecidas, como por exemplo: A cigarra e a formiga, o patinho feio, a lebre e a tartaruga, o leão e o rato, João e o pé de feijão, a raposa e o corvo, os três porquinhos, entre várias outras Ao trabalhar a leitura de fábulas em sala de aula, o professor abre caminho para a formação de leitores competentes, e para o enriquecimento da produção escrita. É através da leitura e dos conteúdos gramaticais apresentados de forma contextualizada que as normas e padrões convencionais da escrita vão sendo apreendidos e usados corretamente. É evidente que o aluno estimulado a fazer uso da leitura de fábulas, tornar-se-á um bom leitor e escreverá bons textos, superando assim possíveis dificuldades de interpretação e produção textual. Atividades pedagógicas relacionadas à fábula, desenvolvem no aluno o gosto pela leitura, além da competência linguística, ou seja, a fala e a escrita, uma vez que, a falta de leitura ocasiona a recorrência das falhas na escrita. A leitura desse gênero em sala de aula possibilita ao aluno o contato com outros aspectos socioculturais. As fábulas, por serem narrativas curtas com linguagem simples, são capazes de prender, com facilidade, a atenção dos alunos, incitando o interesse pela leitura. Ramos (1997) nos diz que o trabalho com a oralidade é colocar o texto falado, nesse caso a fábula, como um caminho para se chegar ao texto escrito, ou seja, uma modalidade pode dialogar com a outra, o que não se pode fazer é cortar caminhos, mas sim criar metodologias que proporcionem aos educandos vivenciarem situações reais de uso da fala, tornarem-se desinibidos ao falar, aprendendo a ouvir e também perceberem a importância de adequar sua fala e sua escrita dependendo do seu ouvinte ou leitor. A fábula permite que os alunos atinjam uma melhor compreensão de como se dá a produção dos textos escritos e falados, visto que muitas vezes passa por despercebido ao aluno queo que é cabível na fala não se adequa à escrita. Melhorando assim, o domínio e a transposição da oralidade para a escrita, uma vez que a fábula apresenta uma linguagem bem acessível aos alunos. Ressalto que o gênero textual fábula se encontra no domínio discursivo literário, trazendo de forma dinâmica as relações intertextuais, ou seja, reflete o social e cultural recorrente em diferentes pontos de vistas. Isto faz com que suas versões orais ou mesmo escrita assumam conotações distintas dependendo do contexto de apropriação de acordo com cada concepção da cultura local e sua forma de trabalho pedagógico, em sala de aula, com os alunos. A leitura e compreensão deste gênero possibilita o incentivo ao gosto da produção escrita. Nesse caso, “escrever não é um dom nem um privilégio inato de gênios, mas um trabalho orgânico, um trabalho que envolve o fazer e o refazer” (PRESTES, 2001:10). Diante desse processo, “a reescrita é o momento da produção de um texto em que paralelamente também se produz leitura” (PRESTES, 2001:11). Quando o aluno verbaliza através da escrita, ele não se preocupa em fazer as adaptações necessárias, e transcreve da mesma forma que fala. Daí problemas como falta de pontuação, coerência, coesão e outros, são marcas perceptíveis nessas escritas. Fala e escrita devem ser trabalhadas em sala de aula de forma diferenciada, visto que a escrita é mediada pela fala. Dessa forma, os alunos vão perceber as propriedades e funções que cada uma possui. Assim, a escola tem um papel primordial no ensino da distinção entre fala e escrita, ou seja, é necessário que na escola o aluno passe por situações que o leve ao esclarecimento das diferenças que a fala e a escrita possuem. Porém, não cabe a escola ensinar o aluno a falar, pois se trata de um conhecimento que decorre do meio social no qual ele está inserido. Cabe sim a escola, intervir para que ele saiba utilizar a linguagem oral e venha se adequar ao que possa ser solicitado. Dessa forma, quando o aluno é esclarecido das diferenças que a fala e a escrita possuem, ele irá distinguir tais expressões e não se utilizará delas, de modo que, busque outras formas de dar sentido ao seu texto. O trabalho com fábulas, na forma de reescrita, pode ser utilizado de modo que sejam trabalhadas as dificuldades dos alunos. Assim, poderá ser necessário a reescrita do texto uma, duas, ou até mais vezes, de forma a sanar os problemas encontrados. PROPOSTA DE atividades COM FÁBULAs PARA O 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL A seguinte proposta de atividades foi planejada para ser trabalhada com alunos do 6º ano, na disciplina de Língua Portuguesa, visando oportunizar a leitura e escrita, com a meta na escrita e reescrita de fábulas, contribuindo, assim, para o melhor desenvolvimento das habilidades de escrita dos alunos, bem como a transposição da oralidade. Módulos Objetivos Atividades Materiais Duração I. Apresentação da situação - Identificar as características do gênero fábula. - Leitura das fábulas de Esopo para através da leitura identificar as características existentes. - Cópias impressas das fábulas; - Lousa e pincel. 1 aula/ 40 minutos. II. Caracterização do gênero fábula - Discutir sobre a fábula, para mostrar qual a moral que a mesma nos traz. - Leitura da fábula “A Galinha dos Ovos de Ouro”; - Discussão em grupo sobre a lição que a mesma nos traz. (roda de leitura) ; - Anotações sobre a discussão. - Cópias impressas das fábulas; - Lousa e pincel; - Folhas de ofício para anotação. - Lápis e borracha 2 aulas/ 80 minutos. III. Fábulas animadas - Assistir fábulas animadas; - Compreender características do gênero nas fábulas assistidas; - Comparar as diferentes versões da fábula “A Cigarra e a Formiga”. - Leitura visual e anotações sobre as fábulas assistidas; - Comparação das versões da fábula “A Cigarra e a Formiga”. - Vídeos retirados do Youtube e data show; - Folhas de ofício para anotações. - Lápis e borracha. 3 aulas/ 120 minutos. IV. Leitura e escrita - Ler uma fábula e através da moral criar outra. - Leitura da fábula “ Os Burros e a Carga de Sal”, pequena discussão e escrita de outras fábulas através da moral da história. - Cópias impressas das fábulas. - Folhas de ofício, lápis e borracha. 3 aulas/ 120 minutos. V. Escrita final - Reescrever a fábula. - Leitura de suas próprias fábulas, com o intuito de reescrevê-las. - Folha de ofício, lápis e borracha. 2 aulas/ 80 minutos. Percurso metodológico: Módulo I (1 aula/ 40 minutos): Nesse módulo o professor deve fazer uma abordagem a respeito do conhecimento dos alunos acerca do gênero a ser trabalhado, após, o docente fará uma apresentação do gênero fábula, bem como, suas características e um breve histórico sobre Esopo e La Fontaine e uma relação entre a escrita de ambos. Em seguida o professor entregará fábulas de Esopo com diferentes temáticas, para que os alunos façam a leitura e identifiquem suas características. Módulo II (2 aulas/ 80 minutos): Nesse módulo o professor deve solicitar a leitura da fábula “A Galinha dos Ovos de Ouro”, e em seguida a socialização dos alunos a partir da moral da história, colocando-os em forma de círculo, para que todos participem e façam suas anotações. O professor deverá explorar o senso crítico dos alunos com algumas questões direcionadas à essa fábula. Módulo III (3 aulas/ 120 minutos): Nesse módulo o professor apresentará três versões da fábula “ A Cigarra e a Formiga”, uma de La Fontaine, outra de Vaz Nunes de 2003, e por último uma versão animada retirada do site Youtube. Após, o docente deve solicitar aos alunos que tirem suas conclusões e façam comparações quanto as três versões, apontando as diferenças, semelhanças e expressando sua opinião sobre elas, de forma que apontem aquela que mais se identificaram e o porquê. Módulo IV (3 aulas/ 120 minutos): Nesse módulo o professor estabelecerá que os alunos realizem a primeira produção escrita. Para isso, devem fazem a leitura e discussão da fábula “Os burros e a carga de sal”, para que, a partir da moral dessa eles criem uma nova fábula. Se preciso for, o docente poderá relembrar as características principais que cercam o gênero, tais como os personagens, que são animais com hábitos e qualidades humanas e a moral da história que sempre nos traz um ensinamento. Módulo V (2 aulas/ 80 minutos): Nesse módulo o professor solicitará a reescrita das fábulas, após analisar cada uma. Esse é o momento em que o docente orientará os alunos individualmente de acordo com as dificuldades de cada um, como por exemplo, falta de sinais de pontuação e de parágrafos, erros de concordância, ortografia fora da norma culta da língua, não separação da fala do narrador da fala dos personagens, erros na segmentação das palavras entre outros. Caberá ao professor detectar as dificuldades de cada aluno, guiando e orientando os mesmos para um resultado satisfatório, fazendo dessa forma, que eles tenham uma progressão de seus conhecimentos. 4 CONCLUSÃO Ao concluir o presente trabalho, percebi que as fábulas constituem um rico instrumento pedagógico, que permite um trabalho articulado com a língua oral, a leitura e a língua escrita, ampliando, ainda, a reflexão das ações humanas por meio do pensamento e da ação dos personagens criados, além da sua característica específica, que é a moral. Ficou nítido a importância de trabalhar com o gênero fábula em sala de aula, mais precisamente nas aulas do 6° ano, bem como, a desenvoltura do docente para criar estratégias que venham desenvolver o senso crítico dos alunos, levando-os ao mundo da leitura e os ajudando em tarefas de interpretação e produção textual, é preciso que o profissional saiba lidar com essas situações em sala de aula, ou seja, crie métodos apropriados para despertar o prazer e o interesse dos educandos. O professor tem que assumir seu papel primordial na relação entre leitor/texto e texto/leitor, porque é ele quem encaminha o trabalho de mediação, quem faz a instigação, quem provoca no aluno a vontade de mergulhar no texto,de compreender, de procurar o implícito que, na maioria das vezes se apresenta no texto. O trabalho didático-pedagógico a partir do gênero Fábula promove a inserção do aluno no processo de ensino e aprendizagem, não permitindo que as atividades desenvolvidas sejam meras obrigações a serem cumpridas. Portanto, essa produção textual, evidenciou a necessidade de tornar presente o gênero Fábula, como objeto das aulas de língua portuguesa, o que requer uma nova dinâmica entre programas escolares e metodologias de estudo. Dentre os vários instrumentos à disposição do professor o trabalho com esse gênero possibilita que ele saia de mero consumidor passivo do livro didático para criador de seu próprio material, à luz das reais dificuldades dos alunos, compreendendo que, para o desenvolvimento da oralidade, da leitura e da escrita, não basta apenas abrir um livro e contar uma história, mas é preciso ler este livro de maneira diferenciada, despertando no aluno a curiosidade e estimulando sua imaginação de forma a desenvolver suas funções mentais superiores e suas habilidades. Lembrando que enquanto diverte o aluno, a leitura das fábulas como elemento de fruição favorece, também, o desenvolvimento da personalidade, a interação sociocultural e a formação pelo gosto da arte e da literatura. rEFERÊNCIAS COELHO, N. N. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 1997 SILVA, L. A escolarização do leitor: a didática da destruição da leitura. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986 PORTELLA, Oswaldo. A fábula. 1979. 91 f. Trabalho de pesquisa apresentado à COPERT, Departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1979. BAGNO, Marcos. Fábulas fabulosas. In: Práticas de leitura e escrita / Maria Angélica Freire de Carvalho, Rosa Helena Mendonça (orgs.). – Brasília: Ministério da Educação, 2006. RAMOS, J. O espaço da oralidade na sala de aula. São Paulo: Martins Fontes, 1997. MAIA, Z. O Ensino de Leitura a partir do Gênero Fábula. Disponível em: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_zenai de_maia.pdf. Acesso em 12 de outubro de 2015. COSTA, M. M. da. Metodologias do ensino da literatura infantil. Curitiba: IBPEX, 2007. ALMEIDA, G. Fábulas: gêneros textuais em que animais dão lição de moral. Disponível em: http://givagoportugues.blogspot.com.br/2012/05/fabulas-generos- textuais-em-que-animais.html. Acesso em 23 de outubro de 2015. ESOPO, Fábulas completas. Tradução de Neide Smolka. São Paulo: Moderna, 1994. LA FONTAINE, J. Fábulas de La Fontaine. Trad. Milton Amado e Eugênio Amado. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989. PRESTES, Maria Luci de Mesquita. Leitura e Re escritura de textos: subsídios teóricos e práticos para o seu ensino. São Paulo: Editora rêspel, 2001.