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Física – Prof. Augusto Melo DATA: NOME: Introdução à Óptica Geométrica Introdução Óptica é a parte da Física responsável pelo estudo dos fenômenos associados à luz. Os estudos da óptica são divididos em duas partes: • Óptica geométrica: é a parte da óptica que estuda a propagação da luz por meio dos raios de luz. Os fenômenos que essa área abrange são: propagação retilínea da luz, reflexão e refração da luz, espelhos e lentes; • Óptica física: estuda o comportamento ondulatório da luz. Os fenômenos estudados por essa área são: emissão, composição, absorção, polarização, interferência e difração da luz. Luz A luz é uma onda eletromagnética (forma de energia) que se propaga nos meios materiais e também no vácuo. A luz emitida pelo Sol é branca, uma luz policromática (várias cores) que pode ser decomposta em luzes monocromáticas (uma só cor). Uma das características mais importantes da luz é a sua velocidade de propagação no vácuo (ausência de matéria). Essa velocidade tem um valor constante (representado pela letra C) cujo valor é: Num meio material, as luzes monocromáticas têm velocidades diferentes (menores que 3 . 108 m/s), decrescendo no sentido da luz vermelha para a luz violeta. Ano-luz É a distância percorrida pela luz no intervalo de tempo de um ano. Espectro eletromagnético Espectro eletromagnético é uma escala de radiações eletromagnéticas. Nele estão representados os 7 tipos de ondas eletromagnéticas: ondas de rádio, micro-ondas, infravermelho, luz visível, ultravioleta, raios x e raios gama. Espectro visível Você já usava noções de Óptica Geométrica na infância de forma intuitiva usando as cores do espectro visível. Anil é a cor da luz entre 450 e 480 nanómetros de comprimento de onda, localizada entre o azul e o violeta. Assim como muitas outras cores (como laranja, rosa e violeta), a origem do nome provém da planta índigo, pela etimologia, do árabe annir e do persa nil (índigo). O anil não é uma cor primária, nem aditiva, nem subtrativa. Foi batizada e definida por Isaac Newton quando o físico inglês dividiu o espectro óptico (que é, como se sabe, um contínuo de 8 ( ) 3 10 /Velocidade da luz no vácuo C m s= 2 , . , . k− =15 11 ano luz 9 5 10 m 9 5 10 m 2 Introdução à Óptica Geométrica frequências) e distinguiu sete cores a fim de as ligar aos planetas (então conhecidos), dias da semana, notas na oitava e outras listas com sete elementos. Newton foi cientista, físico e matemático inglês muito reconhecido pelos seus inúmeros trabalhos no campo da mecânica. Contudo, não se ateve somente a esse ramo da física. No ano de 1672, ele publicou um trabalho onde apresentava ideias sobre as cores dos corpos. Passados aproximadamente três séculos e meio, ainda hoje as ideias propostas por este cientista são aceitas. Representação da Luz • Raio de Luz É uma linha orientada que mostra o sentido de propagação da luz num meio. • Feixe de Luz e Pincel de Luz Um feixe de luz é constituído pelos infinitos pincéis de luz provenientes de uma fonte luminosa. Classificação dos pincéis (feixes) de luz Fontes de luz Fonte de luz é todo corpo capaz de enviar luz, assim, todos os objetos que podemos ver, como o Sol, a Lua, uma lâmpada ou uma folha de papel, são consideradas como fonte de luz. As fontes de luz seguem a classificação abaixo: Incandescente Primária Fluorescente Quanto à origem Luminescente Fosforescente Fonte de Luz Secundária Puntiforme Quanto à extensão Extensa • Quanto a origem as fontes se classificam em dois tipos: Corpos Luminosos (ou Fonte de Luz Primária): são os que emitem luz própria. Por exemplo: o Sol, uma lâmpada elétrica incandescente ou fluorescente e um lampião (acesos). Corpos Iluminados (ou Fonte de Luz Secundária): são os que refletem a luz proveniente de uma fonte de luz primária. Por exemplo: a Lua, uma parede de uma sala que difunde no ambiente a luz recebida de uma lâmpada. • Quanto a extensão as fontes de luz se classificam em dois tipos: Fonte de Luz Puntiforme: uma fonte de luz é chamada de puntiforme quando as suas dimensões são desprezíveis em relação à distância do objeto iluminado. Por exemplo: uma vela longe do objeto iluminado. 3 Introdução à Óptica Geométrica Fonte de Luz Extensa: uma fonte de luz é chamada de extensa quando suas dimensões são consideráveis em relação à distância do objeto iluminado. Exemplo: uma vela próxima ao objeto iluminado. Meios ópticos • Meio transparente Um meio é dito transparente quando ele permite a propagação regular da luz. Ou seja, um objeto colocado atrás dele pode ser percebido com detalhes, com nitidez. Por exemplo, papel celofane, vidro, ar, etc. • Meio translúcido Um meio é dito translúcido quando a propagação da luz ocorre de forma irregular, ou seja, eles são meios intermediários. Por exemplo, papel vegetal, vidro fosco, etc. Nesse tipo de meio óptico o observador não consegue enxergar com nitidez o objeto através do meio. • Meio opaco É o meio óptico que não permite a propagação da luz. Por exemplo, madeira, placa metálica, tijolo, etc. Nesse tipo de meio o observador não consegue enxergar o objeto através do meio. Fenômenos Ópticos • Reflexão → é o fenômeno que consiste no fato da luz voltar a se propagar no meio de origem, após incidir na superfície de separação deste com outro. A reflexão regular é obtida quando a luz incide sobre superfícies totalmente polidas, como no caso dos espelhos; e a reflexão difusa é obtida em superfícies ásperas, como no caso de uma parede pintada de branco. • Refração → é o fenômeno que consiste no fato da luz passar de um meio para outro diferente. • Absorção → é o fenômeno que consiste na luz não refletir nem refratar no objeto. Parte da energia luminosa absorvida pode ser transformada em energia térmica, por isso dizemos que roupas escuras “esquentam” mais. • Reflexão Seletiva → é o fenômeno que consiste na reflexão apenas da componente da luz branca característica da cor do objeto. Se vemos um corpo branco, é porque ele está refletindo todas as cores do espectro solar. Se vemos um corpo preto, é porque ele está absorvendo todas as cores do espectro solar. Um corpo que nos parece verde quando iluminado pela luz branca solar se apresentará escuro quando iluminado por luz monocromática de cor diferente da vermelha (azul, por exemplo). • Refração Seletiva → é o fenômeno que consiste na passagem apenas da componente da luz branca característica da cor do filtro colocado entre a fonte e o observador. 4 Introdução à Óptica Geométrica Os filtros são largamente utilizados em fotografia, permitindo que penetrem no interior da câmara apenas as colorações desejadas. As sete cores do espectro solar são: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Princípios Ópticos • Princípio da Independências A propagação de um pincel de luz não é perturbada pela propagação de outros na mesma região; um independe da presença dos outros. Quando ocorre cruzamento de raios de luz, cada um deles continua sua propagação independentemente da presença de outros. • Princípio da Reversibilidade Um raio de luz vai de um ponto A a um ponto C seguindo uma trajetória determinada A–>B–>C, o caminho seguido pela luz será o mesmo se invertermos o sentido de propagação, ou seja, o trajeto seguido pela luz independe do sentido de propagação. • Princípio da Propagação Retilínea Nos meios transparentes e homogêneos a luz se propaga em linha reta. Aplicações do princípio da propagação retilínea • Fases da Lua As fases da Lua referem-se à mudança aparente da porção visíveliluminada do satélite devido a sua variação da posição em relação à Terra e ao Sol. O ciclo completo, denominado lunação, leva pouco mais de 29 dias para se completar, período no qual a Lua passa da fase nova, quando a sua porção iluminada visível passa a aumentar gradualmente até que, duas semanas depois ocorra a lua cheia e, cerca de duas semanas seguintes, volta a diminuir e o satélite entra novamente na fase nova. Eventualmente, ocorre o perfeito alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua, o que dá origem a eclipses. Um eclipse solar acontece quando a Lua passa em frente ao disco solar, podendo ocorrer somente durante a lua nova, enquanto que um eclipse lunar ocorre no momento em que a Lua passa através da sombra da Terra, o que pode ocorrer somente na lua cheia. Esta transição entre fases foi na antiguidade utilizada para contagem do tempo, de forma que muitos calendários lunares foram criados tendo como base o ciclo lunar. 5 Introdução à Óptica Geométrica Pelo fato de que a Lua completa uma órbita ao redor da Terra a cada 27,3 dias, período que constitui o mês sideral, sua posição muda continuamente. Além disso, nosso satélite natural não possui luz própria, de forma que sua porção brilhante se deve ao reflexo da luz solar. A qualquer momento, metade da superfície lunar está iluminada pelo Sol, por ser um corpo aproximadamente esférico, mas a fração iluminada que pode ser observada da Terra sofre variações contínuas. Entretanto, o período que a Lua gasta para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico, que possui o mesmo período de uma lunação. Isto é atribuído ao fato de que, ao mesmo tempo em que a Lua se move ao redor da Terra, ambos giram ao redor do Sol. Uma vez que as fases são determinadas pela posição desses três astros, a mudança de posição faz com que a Lua tenha que executar pouco mais que uma revolução para atingir a mesma posição em relação ao planeta e ao Sol. Conforme executa sua órbita, a Lua move-se em média 13° para leste na esfera celeste a cada intervalo de um dia. Isto implica que, a partir da lua nova, o satélite ficará cada vez mais distante do Sol, se tornando mais proeminente até a lua cheia, quando fica do lado oposto ao Sol. Posteriormente, a Lua aparentemente aproxima-se do Sol, até que ocorra uma lua nova. A posição e o horário no qual a Lua nasce no horizonte leste varia continuamente devido, sobretudo, à inclinação da órbita lunar, que é de mais de 5° em relação ao equador terrestre que, por sua vez, está inclinado mais de 23° em relação à eclíptica. Para efeito de resolução de questões de vestibulares, precisamos conhecer apenas as quatro fases a seguir. • Eclipse Um eclipse é um evento astronômico que ocorre quando a posição de um objeto celeste em trânsito é coincidente ou atravessa, na posição aparente de outro, mais distante. Quando acontece um eclipse num sistema planetário, (não precisa ser o Sistema Solar), resguardando as devidas proporções, forma um tipo de maré de sizígia, que é a soma das forças gravitacionais dos astros envolvidos. Contudo, o termo eclipse é usado com mais frequência para descrever o fenômeno envolvendo o Sol, a Terra e a Lua. Uma sizígia é o alinhamento de três ou mais corpos celestes do mesmo sistema gravitacional em uma linha reta. A palavra é usada geralmente em conexão com o Sol, a Terra e a Lua ou outro planeta, onde o último pode ser em conjunção ou oposição. Eclipses solares e lunares acontecem em momentos de sizígia, e assim como em trânsitos e ocultações há uma sizígia entre uma estrela e dois corpos celestes, como um planeta e um satélite natural. A sombra criada pelo objeto mais próximo da estrela faz intersecção com o corpo mais distante, diminuindo a 6 Introdução à Óptica Geométrica luminosidade que atinge a sua superfície. A região de sombra criada pelo corpo ocultante é dividida em umbra, onde a radiação da fotosfera da estrela é completamente bloqueada, e uma penumbra, onde somente parte da radiação é bloqueada. O eclipse solar tem esse nome porque o disco lunar oculta o disco solar, o eclipse lunar é quando a sombra da Terra é projetada na superfície lunar. • 1: sombra da Lua. • 2: penumbra. • 3: sombra da Lua projetada na Terra. Nessa região ocorre o eclipse total ou anular do Sol. • 4: penumbra projetada. Nessa região ocorre o eclipse parcial do Sol, caso em que uma parte do “disco solar” permanece visível. Eclipse solar total Eclipse solar anular Eclipses lunares acontecem quando a Lua passa pela sombra da Terra. Como isto acontece somente quando a Lua está no ponto mais distante da Terra, a partir do Sol, eclipses lunares só podem acontecer quando é lua cheia. Diferente de eclipses solares, um eclipse da lua pode ser observado praticamente por um hemisfério inteiro. Por esta razão é muito mais comum observar eclipses lunares dada uma certa localização. Um eclipse lunar também dura mais tempo, levando várias horas para se completar, e a totalidade geralmente leva entre 30 minutos a mais de uma hora. Existem três tipos de eclipses lunares: penumbral, quando a Lua atravessa somente a penumbra da Terra; parcial, quando a Lua cruza parcialmente a umbra da Terra; e total, quando a face da Lua fica totalmente dentro da umbra da Terra. Eclipses lunares totais passam todas as três fases. Mesmo durante um eclipse lunar total, entretanto, a Lua não fica completamente escura. A luz do Sol sofre refração da atmosfera da Terra e passa para a umbra, criando uma iluminação fraca. Da mesma forma que no pôr do sol, a atmosfera tende a espalhar a luz com comprimentos de onda mais curtos, desta forma a Lua iluminada por luz refratada possui um tom avermelhado. Eclipse lunar total Eclipse lunar penumbral A Lua muitas vezes não desaparece totalmente durante um eclipse lunar. Em vez disso, pode ser visto como uma cor vermelho escuro, muito por causa da refração da luz solar pela atmosfera da Terra. Lua de sangue 7 Introdução à Óptica Geométrica Veja mais em http://astro.if.ufrgs.br/eclipses/eclipse.htm • Câmara escura de orifício • Sombra e altura Como percebemos as cores A retina é o revestimento mais interno do olho, composta por milhares de células sensíveis à luz, possui uma parte interna de tecido nervoso e uma externa pigmentada. Detém um papel fundamental na formação de imagens, que serão projetas e depois enviadas para o cérebro, através de impulsos elétricos. A retina é constituída por três tipos de camadas: os neurônios bipolares, os neurônios ganglionares e as células fotossensíveis. Os neurônios bipolares promovem a união das células fotossensíveis com os neurônios ganglionares, que se agrupa com as fibras nervosas e, assim, origina o nervo óptico. Este, transporta os impulsos nervosos até ao cérebro. As células fotossensíveis, devido a sua forma, são denominadas em dois tipos: os cones e os bastonetes. Existem cerca de 6 milhões de cones que estão concentrados em uma pequena depressão localizada mácula lútea (centro da retina) denominada de fóvea. Apresentam uma forma alongada e cilíndrica, com segmentos externos de forma cônica. É nessa região que a imagem é formada com maior nitidez, pois são estimulados pela luz mais intensa. Os cones são especializados na acuidade da visão diurna e em reconhecer a cor. Existem três tipos de cones que apresentam fotopigmentos fundamentais que respondem à luz de comprimentos de ondas (λ): o cianopigmento – cones S (λ curto) – sensível a cor azul, o cloropigmento – cones M (λ médio) – sensível a cor verde e o eritopigmento – cones L (λ longo) – sensível a cor vermelha. O cérebro interpreta os sinais recebidos por esses cones, o que permite processar a diferenciação das cores. Os bastonetes estão concentrados em maior parte naperiferia da retina (estão ausentes na fóvea central e mácula), com cerca de 120 milhões de células, apresentam uma forma semelhante à do cone (um pouco mais alongadas e com segmentos externos cilíndricos) e são importantes para a visão noturna. Em ambientes pouco iluminados, conseguem captar imagens e fazem discriminação entre diferenciação das tonalidades de claro e escuro. E também dos movimentos e formas das imagens. Apresentam uma substância química fotossensível, um http://astro.if.ufrgs.br/eclipses/eclipse.htm 8 Introdução à Óptica Geométrica pigmento vermelho denominado de rodopsina. A energia luminosa fragmenta a rodopsina em substâncias que a formaram inicialmente, o retineno e a escotopsia. Após um determinado tempo são recombinadas, por processos metabólicos da célula, e formam uma nova rodopsina. Sua recuperação completa pode levar de 15 a 20 minutos, motivo pelo qual é necessário aguardar alguns minutos para conseguir obter uma visão na obscuridade de um ambiente, após ter permanecido muito tempo em um local com claridade. A retina também apresenta uma grande quantidade de melanina, um pigmento escuro cuja função é impedir a reflexão da luz no globo ocular, através da absorção dos raios luminosos que atravessam. As pessoas albinas, por serem incapazes de produzir melanina, denotam uma acuidade visual cerca de três vezes menor do que os indivíduos que não apresentam essa condição genética, devido ao fato das imagens ficarem ofuscadas pela claridade excessiva da luz, uma vez que os raios luminosos depois que atravessam a retina, são refletidos em todas as direções. Qual é a cor do tênis? Uma pesquisa realizada na Internet em que 200 pessoas responderam teve o seguinte resultado: Uma de um vestido foto ficou famosa na internet. A usuária Skiwed do Tumblr publicou a imagem e logo as pessoas começaram a comentar sobre as cores da roupa. Mas os comentários não batiam! E criaram um verdadeiro paradoxo das cores. Não demorou muito para a foto se tornar o principal assunto nas redes. Que cores você vê quando olha a imagem do vestido? Quais as cores do vestido da foto acima? Algumas pessoas dizem que é azul e preto. Outras juram que é branco e dourado. Há quem diga que olhou a foto pela primeira vez e viu azul e preto. Mais tarde, ao olhar novamente, viu um vestido branco e dourado! Mas afinal, qual é a cor verdadeira desses objetos? Os seres humanos evoluíram para ver a luz do dia, com isso, nossos cérebros começaram a levar em conta o fato de que a luz muda de cor. Os objetos têm um certo tom vermelho rosado de madrugada, mais azul-branco ao meio-dia, e voltam a ser mais avermelhadas no pôr do sol. O cérebro tenta descontar o efeito da luz do sol (ou outra 9 Introdução à Óptica Geométrica fonte de luz) para chegar a uma cor "verdadeira". Por isso, algumas pessoas veem azul no vestido, mas seus cérebros ignoram isso, atribuindo a cor azulada à fonte de luz, em vez de ao próprio vestido. Elas veem branco e dourado. Os cérebros dos outros atribuem o azul que eles veem ao próprio vestido. O mesmo se repete com o tênis, onde um software de edição alterou a luminosidade para que você veja a cor original modificada. Resposta: A cor verdadeira é aquela que você está visualizando, que pode ser diferente da cor que eu esteja percebendo. Todos nós estamos corretos, pois a cor é a maneira como percebemos o objeto e cada um de nós tem uma percepção diferente. Nesse caso em específico, fomos enganados pela lente que tirou a fotografia - que gerou uma imagem com uma saturação confusa -, mas, todos os dias, nossos olhos nos enganam bastante. Enxergar azul ou branco tem a ver com os bastonetes e os cones, células da retina que detectam, respectivamente, detalhes e cores. Existem três tamanhos de cones: azul (o menor), verde e o vermelho (o maior). E, como ser humano algum é igual, se você tiver mais bastonetes ou cones nos seus olhos do que seu colega com o qual você iniciou a discussão da cor do vestido, verá uma combinação diferente. Ponto objeto e ponto imagem Ponto Objeto → é o vértice de um pincel luminoso incidente. Ponto Imagem → é o vértice de um pincel luminoso emergente. Sistemas ópticos Sistema Óptico Estigmático → é aquele que para cada ponto objeto, conjuga um e somente um ponto imagem. Sistema Óptico Aplanético → é aquele que para um objeto plano e frontal a imagem conjugada é também plana e frontal. Sistema Óptico Ortoscópico → é aquele que para cada objeto, a imagem conjugada é geometricamente semelhante. Exercícios 01. Acreditavam os antigos que a capacidade de visualização se devia a um estranho mecanismo que consistia de os olhos lançarem linhas invisíveis terminadas em ganchos (“anzóis”) que capturavam os detalhes dos objetos visados e traziam as informações aos órgãos visuais, possibilitando enxergar. Tão logo foi aprimorada a noção de luz, essa teoria foi demovida mediante o seguinte argumento: a) A luz propaga-se em linha reta. b) Os raios luminosos têm um único sentido de propagação. c) Não é possível enxergar em ambientes totalmente escuros. d) Só é possível enxergar corpos que difundem a luz de outros corpos. e) Só é possível enxergar corpos que emitem luz própria. 02. Analise as proposições seguintes: I. No vácuo, a luz propaga-se em linha reta. II. Em quaisquer circunstâncias, a luz propaga-se em linha reta. 10 Introdução à Óptica Geométrica III. Nos meios transparentes e homogêneos, a luz propaga- se em linha reta. IV. Ao atravessar a atmosfera terrestre, a luz propaga-se em linha reta. O que você concluiu? a) Somente I é correta. b) Somente I e III são corretas. c) Somente II e III são corretas. d) Todas são corretas. e) Todas são erradas. 03. (ENEM) É comum aos fotógrafos tirar fotos coloridas em ambientes iluminados por lâmpadas fluorescentes, que contêm uma forte composição de luz verde. A consequência desse fato na fotografia é que todos os objetos claros, principalmente os brancos, aparecerão esverdeados. Para equilibrar as cores, deve-se usar um filtro adequado para diminuir a intensidade da luz verde que chega aos sensores da câmera fotográfica. Na escolha desse filtro, utiliza-se o conhecimento da composição das cores-luz primárias: vermelho, verde e azul; e das cores-luz secundárias: amarelo = vermelho + verde, ciano = verde + azul e magenta = vermelho + azul. Disponível em: http://nautilus.fis.uc.pt. Acesso em: 20 maio 2014 (adaptado). Na situação descrita, qual deve ser o filtro utilizado para que a fotografia apresente as cores naturais dos objetos? a) Ciano. b) Verde. c) Amarelo. d) Magenta. e) Vermelho. 04. A que distância de uma câmara escura de orifício de profundidade 20 cm um objeto deve ser posicionado para que a altura de sua imagem seja 2,5 vezes a altura do objeto? a) 1,0 cm b) 2,0 cm c) 4,0 cm d) 8,0 cm e) 50 cm 05. (ENEM) Algumas crianças, ao brincarem de esconde- esconde, tapam os olhos com as mãos, acreditando que, ao adotarem tal procedimento, não poderão ser vistas. Essa percepção da criança contraria o conhecimento científico porque, para serem vistos, os objetos a) refletem partículas de luz (fótons), que atingem os olhos. b) geram partículas de luz (fótons), convertidas pela fonte externa. c) são atingidos por partículas de luz (fótons), emitidas pelos olhos. d) refletem partículas de luz (fótons), que se chocam com os fótons emitidos pelos olhos. e) são atingidos pelas partículas de luz (fótons), emitidas pela fonte externa e pelos olhos. 06. (ENEM) Folhas de papel, como as utilizadas para a impressão de documentos, são opacas e permeáveis aos líquidos. Esse material é constituído de microfibras entrelaçadas de celulose, que são transparentes à luz. Quando sobre elas se derramaglicerina, elas se tornam translúcidas. Uma imagem da superfície de uma folha de papel, ampliada por um microscópio eletrônico de varredura, pode ser vista na figura. No quadro é apresentada a razão (n) entre a velocidade da luz no vácuo e no respectivo material (celulose, glicerina ou ar). Nessa situação, o papel se tornou translúcido porque a luz é a) mais refletida. d) menos refratada. b) mais absorvida. e) menos transmitida. c) mais espalhada. 07. (ENEM) Para que uma substância seja colorida ela deve absorver luz na região do visível. Quando uma amostra absorve luz visível, a cor que percebemos é a soma das cores restantes que são refletidas ou transmitidas pelo objeto. A Figura 1 mostra o espectro de absorção para uma substância e é possível observar que há um comprimento de onda em que a intensidade de absorção é máxima. Um observador pode prever a cor dessa substância pelo uso da roda de cores (Figura 2): o comprimento de onda correspondente à cor do objeto é encontrado no lado oposto ao comprimento de onda da absorção máxima. Qual a cor da substância que deu origem ao espectro da Figura 1? a) Azul c) Violeta e) Vermelho b) Verde d) Laranja 08. (ENEM) O processo de interpretação de imagens capturadas por sensores instalados a bordo de satélites que imageiam determinadas faixas ou bandas do espectro de radiação 11 Introdução à Óptica Geométrica eletromagnética (REM) baseia-se na interação dessa radiação com os objetos presentes sobre a superfície terrestre. Uma das formas de avaliar essa interação é por meio da quantidade de energia é por meio da quantidade de energia refletida pelos objetos. A relação entre a refletância de um dado objeto e o comprimento de onda da REM é conhecida como curva de comportamento espectral ou assinatura espectral do objeto, como mostrado na figura, para objetos comuns na superfície terrestre. De acordo com as curvas de assinatura espectral apresentadas na figura, para que se obtenha a melhor discriminação dos alvos mostrados, convém selecionar a banda correspondente a que comprimento de onda em micrômetros ( m) ? a) 0,4 a 0,5 c) 0,6 a 0,7 e) 0,8 a 0,9 b) 0,5 a 0,6 d) 0,7 a 0,8 09. (UFF-RJ) Para determinar a que altura H uma fonte de luz pontual está do chão, plano e horizontal, foi realizada a seguinte experiência. Colocou-se um lápis de 0,10 m, perpendicularmente sobre o chão, em duas posições distintas: primeiro em P e depois em Q. A posição P está, exatamente, na vertical que passa pela fonte e, nessa posição, não há formação de sombra do lápis, conforme ilustra esquematicamente a figura. Na posição Q, a sombra do lápis tem comprimento 49 (quarenta e nove) vezes menor que a distância entre P e Q. A altura H é, aproximadamente, igual a: a) 0,49 m b) 1,0 m c) 1,5 m d) 3,0 m e) 5,0 m 10. (ENEM) A sombra de uma pessoa que tem 1,80 m de altura mede 60 cm. No mesmo momento, a seu lado, a sombra projetada de um poste mede 2,00 m. Se, mais tarde, a sombra do poste diminuir 50 cm, a sombra da pessoa passará a medir: a) 30 cm b) 45 cm c) 50 cm d) 80 cm e) 90 cm 11. Um prédio tem sombra, pela luz solar, projetada no solo horizontal com 70 m. Simultaneamente um poste de 8 m de altura localizado nas proximidades deste prédio tem sombra do mesmo tipo com 14 m. Calcule a altura do prédio. a) 10 m b) 20 m c) 35 m d) 40 m e) 80 m 12. Um estudante de Física observa a imagem de uma árvore formada em uma câmara escura. Com o objetivo de definir a altura da árvore, o estudante posiciona a câmara, de 20 cm de comprimento, a uma distância de 30 m da árvore. Se o tamanho da imagem obtida pelo instrumento foi de 10 cm, qual era a altura da árvore? a) 10 m b) 15 m c) 20 m d) 22 m e) 25 m 13. (UNIFOR) Um grupo de escoteiros deseja construir um acampamento em torno de uma árvore. Por segurança, eles devem colocar as barracas a uma distância tal da base da árvore que, se cair, ela não venha a atingi-los. Aproveitando o dia ensolarado, eles mediram, ao mesmo tempo, os comprimentos das sombras da árvore e de um deles, que tem 1,5 m de altura; os valores encontrados foram 6,0 m e 1,8 m, respectivamente. Qual deve ser a menor distância das barracas à base da árvore? a) 1,0 m b) 2,0 m c) 2,5 m d) 4,0 m e) 5,0 m 14. A bandeira do Brasil esquematizada na figura é confeccionada em tecidos puramente pigmentados: Estando estendida sobre uma mesa no interior de um recinto absolutamente escuro, a bandeira é iluminada por luz monocromática. Determine de que cores serão vistas as regiões designadas por 1, 2, 3 e 4 no caso de: a) a luz monocromática ser verde. b) a luz monocromática ser vermelha. 15. Um estudante que contemple um arco-íris através de um filtro óptico (lâmina de acrílico) amarelo: 12 Introdução à Óptica Geométrica a) verá o arco-íris completo, com todas as suas cores. b) não verá nada do arco-íris. c) verá apenas a faixa amarela do arco-íris. d) verá todas as faixas do arco-íris, exceto a amarela. e) verá apenas as faixas alaranjada, amarela e verde do arco-íris. 16. Num eclipse da Lua, a posição relativa dos três astros, Sol, Lua e Terra, é a seguinte: a) O Sol entre a Lua e a Terra. b) A Lua entre o Sol e a Terra. c) A Terra entre o Sol e a Lua. d) A Terra e a Lua à esquerda do Sol. e) É impossível a ocorrência de um eclipse da Lua. 17. A janela de um quarto escuro dá para a rua, intensamente iluminada pelo Sol. Abrindo uma estreita fresta na janela, um observador que está dentro do quarto percebe a entrada de um feixe de luz, que, além de poder ser visto de diversos locais do quarto, ilumina uma área do seu piso. A respeito dessa situação, analise as proposições seguintes: I. Ao passar da rua para o interior do quarto, a luz sofre refração. II. Ao incidir no piso do quarto, a luz sofre reflexão regular. III. O feixe de luz pode ser visto de diversos locais do quarto devido à difusão da luz por partículas suspensas no ar. O que você concluiu? a) Todas são corretas. b) Todas são erradas. c) Apenas I e II são corretas. d) Apenas I e III são corretas. e) Apenas III é correta. 18. Na figura seguinte, S1 e S2 são sistemas ópticos e P1 é uma fonte puntiforme de luz: O que representa P3 em relação a S2? a) POR b) POV c) PIR d) PII e) PIV 19. Com seu telescópio, um astrônomo visa a Lua para observar a decolagem de um módulo lunar. Ao mesmo tempo, seu assistente observa o fenômeno pela televisão, que faz uma transmissão via satélite. No instante da decolagem, o satélite S e o observatório O (onde estão o astrônomo e seu assistente) acham-se sobre uma mesma circunferência, que tem centro na Lua, conforme mostra o esquema a seguir (fora de escala e em cores-fantasia). A distância OS vale 6,0 · 104 km. O astrônomo e seu assistente cronometram o instante em que aparecem as chamas do foguete do módulo lunar. Adotando-se para as ondas eletromagnéticas a velocidade 3,0 · 108 m/s (no vácuo e na atmosfera terrestre), pode-se afirmar que o assistente vê o fenômeno: a) no mesmo instante que o astrônomo; b) 0,20 s antes do astrônomo; c) 0,20 s após o astrônomo; d) 2,0 s antes do astrônomo; e) 2,0 s após o astrônomo. 20. Considere as proposições: Um meio perfeitamente homogêneo e transparente é invisível para um observador no seu interior. Um observador cujo globo ocular não intercepta um estreito pincel de luz que se propaga no vácuo não vê o pincel. A água do mar, considerada em grandes quantidades, é um meio homogêneo e transparente. O que você conclui? a) Todas são corretas. b) Todas são erradas. c) Somente I é correta. d) Somente I e II são corretas. e) Somente III é correta. GABARITO 01 02 03 04 05 C B D D A 06 07 08 09 10 D E E E B 11 12 13 14 15 D B E * C 16 17 18 19 20 C E E C D *14: a) 1 – verde; 2 –preta; 3 – preta; 4 – verde; b) 1 – preta; 2 – preta; 3 – preta; 4 – vermelha