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Fármacos Gastrointestinais Profa. Dra. Vivianne Marcelino de Medeiros Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança Anatomia do Sistema Gastrintestinal Controle fisiológico da função gastrintestinal Controle neuronal Controle hormonal Sistema nervoso Plexo Mioentérico Plexo Submucoso Secreções Endócrina (Gastrina) Parácrina (Histamina) Músculo liso Vasos sanguíneos Glândulas Fibras Parassimpáticas e Fibras Simpáticas Controle fisiológico da função gastrintestinal Funções do TGI importantes do ponto de vista farmacológico são: Secreção gástrica; Vômito (êmese); Motilidade do intestino e expulsão das fezes; Formação e eliminação da bile. Células: Principais Parietais Secretoras de muco Secreção gástrica – Anatomia do estômago Fato Intrínseco HCl Células Parietais Pepsinogênio Células Principais Células G Muco Células da Mucosa Gastrina Boron e Boulpaep, 3a ed. Pescoço Base Mucosa Superficial Mucosa Regenerativa Parieral/ Oxíntica Principal Endócrina Glândula Gástrica Corpo Mucosa Muscula da Mucosa Submucosa Glândula Fundo Corpo Antro Piloro Secreção gástrica – Tipos celulares Boron e Boulpaep, 3a ed. Pescoço Base Mucosa Superficial Mucosa Regenerativa Parieral/ Oxíntica Endócrina Glândula Gástrica Corpo Péptica ou Principal Péptica ou Principal (corpo, antro e cárdia): Pepsinogênio Mucosa : Mucina Mucosa superficial : Mucina e HCO3- Parietal ou Ox;íntica: HCl e fatos intrínseco Regenerativa: células indiferenciadadas Endócrinas: Gastrina e Somatostatina Secreção gástrica – Tipos celulares Regulação da secreção gástrica Secreção das células parietais: HCl (pH < 1) HCl Secreção de HCl – Células Parietais Regulação da secreção gástrica ATROPINA OMEPRAZOL CIMETIDINA HIDRÓXIDO DE Mg ATROPINA COXIB FATORES AGRESSIVOS • H+ • PEPSINA • H. pylori • AINES • ÁLCOOL • FUMO • ISQUEMIA FATORES PROTETORES • MUCO • HCO-3 • FLUXO SANGUÍNEO • PROSTAGLANDINAS Regulação da secreção gástrica Fármacos que inibem ou neutralizam a secreção de HCl Úlcera péptica; Esofagite de refluxo; Síndrome de Zollinger-Ellison; Prevenção de lesão TGI por AINEs. Redução dos níveis de ácido gástrico: Tratamento farmacológico Antagonistas dos receptores H2 de histamina; Inibidores da bomba de prótons; Neutralização do ácido secretado (antiácidos). Antagonistas do receptores H2 de histamina Antagonistas do receptores H2 de histamina Antagonistas competitivos; Diminuem a secreção ácida basal Provável ocorrência de recidivas após interrupção do tratamento; Usos clínicos: úlcera péptica, esofagite de refluxo, síndrome de Zollinger-Ellison. Antagonistas do receptores H2 de histamina Cimetidina, nizatidina, famotidina, ranitidina Antagonistas do receptores H2 de histamina Bem absorvidos por v.o.; Cimetidina e ranitidina: intramuscular e intravenosa; Tolerância bem descrita (3 dias) Liberados inalterados principalmente na urina Efeitos indesejáveis: - Raros diarréia, tontura, dores musculares, exantemas transitórios, hipergastrinemia; http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/19/Rash.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/19/Rash.jpg Antagonistas do receptores H2 de histamina Efeitos indesejáveis: - Cimetidina (tratamento prolongado e doses altas – raro) Inibe o citocromo P450 Pode causar ginecomastia e galactorreia nas mulheres Inibidores da bomba de prótons Inibição irreversível da H+/K+ - ATPase; Inibidores da bomba de prótons lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, esomeprazol, omeprazol. Ingestão 30 min antes do alimento Ativados no pH ácido Usos clínicos: úlcera péptica (resistente) e esofagite de refluxo, como componente da terapia para infecção por Helicobacter pylori, síndrome de Zollinger-Ellison; lansoprazol (pacientes usando AINES) Inibidores da bomba de prótons Disponíveis para administração oral e parenteral Sofrem metabolismo hepático Efeitos indesejáveis: Inibidores da bomba de prótons - Cefaléia, diarréia e exantema, tonteira, sonolência, confusão mental, impotência, ginecomastia, dor nos músculos e articulações, hipergastrinemia. Pode ocorrer hipersecreção rebote de ácido REBOTE COM MEDICAÇÕES SUPRESSORAS DE ÁCIDO Redução gradual do fármaco ou substituição por agente alternativo Antiácidos Fármacos que neutralizam o ácido gástrico, aumentando o pH gástrico (pH ~ 5). Inibe a atividade péptica Comuns: sais de magnésio (diarréia) e sais de alumínio (constipação) - Associação Antiácidos Antiácidos Hidróxido de magnésio (cloreto de magnésio); Trissilicato de magnésio (cloreto de magnésio); Hidróxido de alumínio (cloreto de alumínio); Bicarbonato de sódio (pH ~ 7,4 /pode produzir alcalose); Principais preparações de antiácidos: Usos clínicos: dispepsia, alívio sintomático na úlcera péptica ou refluxo esofágico (adjuvantes). Antiácidos Fármacos que protegem a mucosa camada mucosa (2mm) Cobertura pegajosa e alcalina Secreção de bicarbonato Fármacos que protegem a mucosa Misoprostol - Deficiência de PG formação de úlcera; - Análogo da PGE1: inibe a secreção de ácido gástrico, aumenta o fluxo sanguíneo da mucosa e a secreção de muco e bicarbonato; - Uso (v.o.): prevenção da lesão gástrica no estresse ou após uso crônico com AINEs; - Diarréia, cólicas abdominais, contração uterina (abortivo) Fármacos que protegem a mucosa Sucralfato (hidróxido de alumínio + sacarose sulfatada) - Constipação (15 %), ressecamento da boca, náusea, vômitos, cefaléia e exantema. Reduz a absorção de outros fármacos (cimetidina, fluoroquinolonas, entre outros). - Não deve-se usar concomitantemente com antiácidos; - Inibe a hidrólise das proteínas da mucosa e induz produção de PG Fármacos que protegem a mucosa Citoprotetores: proteção adicional à mucosa; Quelato de bismuto - Associação para tratamento da infecção por H. pylori na úlcera péptica; - Efeitos tóxicos sobre o bacilo / impedir sua aderência à mucosa / inibir suas enzimas proteolíticas; - síntese de PGs e a secreção de bicarbonato. - Problemas na excreção renal (encefalopatia), náuseas, vômitos e escurecimento da língua e fezes. Fármacos que protegem a mucosa Carbenoxolona - Derivado de um produto natural encontrado na raiz do alcaçuz; - Estimula a produção de muco (citoproteção). Tratamento da infecção por Helicobacter pylori H. pylori gastrite, úlceras gástricas e duodenais (fator de risco para o câncer gástrico). Mudanças inflamatórias na mucosa, prejudica seus mecanismos de defesa e aumenta a secreção ácida Tratamento da infecção por Helicobacter pylori AMOXICILINA OMEPRAZOL METRONIDAZOL Tratamento da infecção por Helicobacter pylori Fármacos Gastrointestinais Profa. Dra. Vivianne Marcelino de Medeiros Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança Classificação dos Fármacos Gastrointestinais 1. Drogas que alteram a qualidade e quantidade das secreções: Secreções salivares Drogas Sialogogas (Estimula secreção) Drogas Antisialogogas (Inibe secreção) Secreções gástricas Estimulantes da acidez Inibidores da acidez Antiácidos Anti-histamínicos Inibidores de Bomba de H+ Análogos das Prostaglandinas Anticolinérgicos 2. Drogas que interferem na motilidade Estimulantes Antiespasmódicos (Buscopan; Atroveran) Eméticos Antieméticos Laxativos Antidiarréicos 3. Substâncias Digestivas Enzimas proteolíticas; Colagogos (estimula esvaziamento vesicular); Coleréticos (estimula produção de Bile). Natureza do Vômito ou Êmese Reflexo protetor que serve para esvaziar o estômago e o intestino de substâncias tóxicas. Causas do Vômito: Distúrbios gastrointestinais; Infecções sistêmicas (Meningite); Distúrbios do labirinto (labirintite); Distúrbios neurológicos (enxaqueca); Cinetose (Distúrbio domovimento); Doença hepática; Distúrbios cardiovasculares; Gravidez; Medicamentos (Antineoplásicos e AINES); Bebidas alcoólicas. EMÉTICOS E ANTIEMÉTICOS O mecanismo reflexo do vômito Centro do vômito ( bulbo) Zona do gatilho quimiorreceptor (ZGQ) É ativado por substancias no sistema nervoso central que monitora frequentemente o sangue – ausência da barreira hematoencefálica Deflagra náuseas e vômitos (É ativado por estímulos periféricos e estimulos provenientes da zona de gatilho) Anatomicamente o centro do vômito é constituído de dois centros: EMÉTICOS E ANTIEMÉTICOS EMÉTICOS São fármacos ou recursos utilizados para induzir o vômito. - Eméticos de ação central: Ativam diretamente a zona de gatilho Ex: Apomorfina, Ipeca (Cephalis ipepacunha). - Eméticos de ação periférica: Estimulação digital da base da lingua. Ex: Sulfato de cobre 1% e Sulfato de zinco 1%. Indicação: Casos de intoxicação de substancias não corrosivas. Neurotransmissores: ACh, histamina, dopamina e 5-HT. Terapia antiemética Antagonistas dos receptores ANTIEMÉTICOS Uso em diferentes condições; Adjuvantes na quimioterapia do câncer; Enjôo na gravidez (todos os fármacos devem ser evitados durante os primeiros 3 meses); ANTIEMÉTICOS Classificação Antagonistas dos receptores dopaminérgicos (D1 e D2); Antagonistas dos receptores serotoninérgicos; Antagonistas dos receptores muscarínicos; Antagonistas dos receptores de histamina (H1); Canabinóides; Corticosteróides; Benzodiazepínicos. Antagonistas dos receptores dopaminérgicos Principal mecanismo é o bloqueio do receptor D2 na ZGQ além de ter ação gastrocinética (Estimula esvaziamento gástrico). Fenotiazinas, Bromoprida (Digesan) Butirofenônicos Metoclopramida (Plasil) Domperidona (Motilium) Difenidol (Vontrol) OBS: O uso de dopaminérgicos permite ação livre da prolactina, podendo induzir galactorreia nas mulheres e ginecomastia nos homens. - Podem produzir: sedação, hipotensão ortostática, distonia, parkinsonismo, discinesia. Antagonistas dos receptores dopaminérgicos Clorpromazina, proclorperazina, trifluoroperazina (antipsicóticas), tietilperazina; Via oral, intravenosa ou supositório; Usos clínicos: vômitos causados por uremia, radiação, gastroenterite viral, náusea intensa na gravidez. Antagonistas dos receptores dopaminérgicos Fenotiazinas: Antagonistas dos receptores dopaminérgicos Butirofenonas: haloperidol e droperidol; Via oral, intramuscular, via parenteral; Droperidol: uso no período pós-operatório associado ao fentanil. Antagonistas dos receptores dopaminérgicos Metoclopramida e domperidona Ação periférica: aumentam a motilidade do esôfago, estômago e intestino (Tratamento do refluxo gastroesofágico); Usos clínicos: vômitos causados por uremia, irradiação, distúrbios GI e agentes citotóxicos; Diarréia, sedação, tontura, sintomas parkinsonianos, agitação motora, discinesia, estimula a liberação de prolactina (galactorréia). Ausência de efeitos centrais Antagonistas dos receptores serotoninérgicos Antagonizam os receptores 5-HT3 da serotonina tanto em nível central como periférico. Ondansetrona (Nausedron), granisetron (kytrill), tropisetron (Navoban), dolasetrona (Anzemet); Metabolizados pelo citocromo P-450; Vantagem de longa duração de ação Antagonistas dos receptores serotoninérgicos Utilizados especialmente no tratamento dos vômitos associados com quimioterapia do câncer e terapia por irradiação e dos vômitos pós-anestésicos que seguem cirurgias. Alterações cardíacas Antagonistas muscarínicos Hioscina (escopolamina); Antagonistas muscarínicos Usos clínicos: profilaxia e tratamento da cinetose, vômitos causados pela presença de irritantes no estômago; Pouco efeito sobre substâncias que atuam diretamente no CTZ; Via oral, adesivos transdérmicos. Antagonistas dos receptores de histamina Meclizina, cinarizina, ciclizina, dimenidrinato + VIT B12 (Dramin), prometazina, difenildramina; Antagonistas dos receptores de histamina Usos clínicos: cinetose, distúrbios vestibulares, náusea intensa na gravidez (quando essencial); Pouco efeito sobre substâncias que atuam diretamente no CTZ. Canabinóides Nabilona, dronabinol; Inibição do centro do vômito; Empregadas como antieméticos em pacientes recebendo quimioterapia que são refratários a outros medicamentos. Sonolência, tonteira, ressecamento da boca, alterações do humor, alucinações, e reações psicóticas, hipotensão postural. Estimula o apetite Corticosteróides Dexametasona, metilprednisolona (isoladas ou em combinação); Metoclopramida + ondansetron + dexametasona: alto efeito antiemético na quimioterapia. Mecanismo desconhecido; Benzodiazepínicos Diazepam, lorazepam, midazolam; Reduzem a seqüência de náuseas e vômitos, e a ansiedade associada à quimioterapia. Antieméticos de ação periférica Gelo picado e chilocaína LAXANTES E ANTIDIARRÉICOS Constipação é a diminuição do número de defecação e aumento da consistência das fezes em relação ao esquema normal do individuo. Causas: Mal hábitos alimentares Ingestão de poucos liquidos Stresse Uso de medicamentos como antidepressivos Tanto na constipação como na diarréia três medidas devem ser adotadas antes da terapia medicamentosa: 1. Ajuste na dieta (Sucos de ameixa, tamarino, abacaxi, mamão) 2. Trabalhar os disturbios emocionais 3. Fazer reeducação intestinal Disquesia (Constipação dos executivos) É a perda do refluxo condicionado da defecação por não atendimento continuado aos estimulos que chegam na ampola retal. Fármacos que alteram o movimento pelo TGI: Purgativos (laxativos) aceleram a passagem do alimento através do intestino; Agentes que aumentam a motilidade do músculo liso GI sem causar diarréia; Antidiarréicos diminuem o movimento; Agentes antiespasmódicos diminuem o movimento. LAXANTES E ANTIDIARRÉICOS Purgativos (laxativos) Tratamento da constipação: Suavizar a consistência fecal; Diminuir a dificuldade durante o processo evacuatório; Restaurar hábitos normais; Evitar complicações (fissuras e hemorróidas) Classificação dos laxantes: 1. Laxantes formadores de massa; 2. Laxantes osmóticos; 3. Emolientes fecais; 4. Laxantes estimulantes; 5. Fármacos que aumentam a motilidade GI. 1. Laxantes formadores de massa: Fibras: melhor agente terapêutico e profilático para a constipação (dose diária: 20-25 g); Fibras (resistem a digestão pelas secreções GI) São substancias hidrofilas que carreiam liquidos para a luz intestinal, promovendo distenção e aumento do peristaltismo Volume fecal e sua consistência Metilcelulose, farelo, casca de psílio (Metamucil), policarbofila (muvinor), Agar-agar (agarol). 2. Laxantes osmóticos: Mantêm volume aumentado de líquido na luz do intestino: Acelera o trânsito intestinal Volume fecal no cólon Distensão e diarréia em algumas horas Laxantes osmóticos: Laxantes salinos Carboidratos não-absorvíveis. Hidróxido de magnésio, sulfato de magnésio, citrato de magnésio, fosfato de sódio; lauril sulfato de sódio Fosfato de sódio (administração retal): esvaziamento colônico para exames e procedimentos cirúrgicos. Lactulose, glicerina, manitol, sorbitol. Carboidratos não-absorvíveis: Lactulose: dissacarídeo semi-sintético: Frutose e galactose Ácido láctico e ácido acético Fermentação (bactérias) Força osmótica Secreção e motilidade intestinais (Não sofrem absorção) 3. Emolientes fecais: Docusato de sódio: - Facilita a mistura de água ao bolo fecal; - Umedece e amolece as fezes evacuação mais fácil - Estimulam a secreção intestinal de líquidos e eletrólitos - Docusato de sódio + Bisacodil. 4. Laxantes estimulantes: Inflamação branda e limitada dos intestinos acúmulo de água e eletrólitos + motilidade São substâncias que estimulamo peristaltismo tanto por irritação da mucosa como por estimular o plexo entérico ou conduzir ao acumulo de liquidos na alça intestinal. Laxantes estimulantes: Bisacodil, fenolftaleína, picossulfato de sódio, sene, supositório de glicerina. Sene: formação do fármaco ativo (emodina) Bisacodil (administrado ao deitar – efeito na manhã seguinte) Efeitos indesejáveis: cólicas, inflamação e destruição do plexo mioentérico cólon catártico http://www.naturezadivina.com.br/loja/images/cassi.jpg http://www.naturezadivina.com.br/loja/images/cassi.jpg 5. Fármacos que aumentam a motilidade GI: (prócinéticos) Músculo liso TGI Ach (+) D2 5- HT4 M3 Usos: Distúrbios do esvaziamento gástrico e refluxo gastroesofágico; Metoclopramida (antagonista D2 e 5-HT3 ) Cisaprida (Ativa receptores 5-HT4 e estimula a liberação de ACh / arritmias cardíacas). Fármacos que aumentam a motilidade GI: (prócinéticos) Antidiarréicos Diarréia: Uma das principais causas de morte em lactentes desnutridos; motilidade GI + secreção + absorção de líquidos Perda de água e eletrólitos – Na+); Terapia de reidratação oral Diarréia severa - tratamento farmacológico Agentes antimotilidade; Opiáceos; Antagonistas muscarínicos. Opiáceos Difenoxilato , difenoxina e loperamida; ( Efeito no SNC) Efeitos anti-secretores e supressores de motilidade Efeitos indesejáveis: constipação, cólicas abdominais, sonolência, tonteira, íleo paralítico. Antiespasmódicos Antiespasmódicos: Usos: Síndrome de cólon irritável; Antagonistas dos receptores muscarínicos; Propantelina, diciclomina, hioscina, mebeverina Fármacos Gastrointestinais Profa. Dra. Vivianne Marcelino de Medeiros Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança