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SUMÁRIO
Introdução: Movimentação de Material........................................................................ 1
Equipamentos para Movimentação de Materiais ......................................................... 2
Veículos industriais ...................................................................................................... 2
Equipamentos de elevação e transferência................................................................. 2
Transportadores contínuos .......................................................................................... 2
Embalagens, recipientes e unificadores ...................................................................... 3
Estruturas para armazenagem .................................................................................... 4
AGV - ―Automated Guided Vehicle‖ ............................................................................. 8
O que é o AGV? .......................................................................................................... 8
Fabricantes e Tipos de AGV's ―Automated Guided Vehicle‖ ..................................... 10
Maiores detalhes dos Veículos Guiados Automaticamente ....................................... 11
O novo modelo da linha de AGV's ............................................................................. 12
Perspectivas para o AGV .......................................................................................... 13
Conclusão ................................................................................................................. 14
Equipamentos de Movimentação de Materiais e AGV - 1
INTRODUÇÃO: MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL
Em logística o termo movimentação de material, ou transporte/tráfego
interno, representa a reposição de matérias-primas nas linhas ou células de
produção de uma fábrica, bem como transportar o material em processamento,
quando este processamento implica a realização de operações que são
desempenhadas em postos de trabalho diferentes. Transporte este que pode ser
realizado de diversas formas dentre os mais comuns pessoas designadas e
equipamentos específicos que movimentam a matéria de onde e para onde vai ser
transportado. A movimentação de material tem também como função a emissão de
guias de remessa que deverá ser entregue ao fiel de armazém, juntamente com os
produtos acabados.
A movimentação de material não se limita apenas a movimentar, encaixotar
e armazenar como também executa essas funções tendo em conta o tempo e
espaço disponíveis. As atividades de apoio à produção, agrupamento e todas as
outras atividades não devem ser vistas como um número isolado e independente de
procedimentos, devendo ser integradas num sistema de modo a maximizar a
produtividade total de uma instalação ou armazém.
Além da movimentação de material ter em conta o tempo, o espaço, e a
abordagem de sistemas, deve também ter em conta outro aspecto, o ser humano.
Quer seja uma operação simples, que envolva a movimentação de poucos materiais,
que seja uma operação complexa que envolva um sistema automatizado, as
pessoas fazem sempre parte da movimentação de material . Um outro aspecto muito
importante a ter em conta na movimentação de material é o balanço econômico. A
entrega de componentes e produtos no tempo certo e no sítio certo torna-se
importante se os custos forem aceitáveis, de modo a que a empresa tenha lucro. A
combinação de todos estes aspectos traduz-se numa definição mais completa da
movimentação de material.
A movimentação de material é um sistema ou a combinação de
métodos, instalações, trabalho, equipamento para transporte, embalagem e
armazenagem para corresponder a objetivos específicos.
Equipamentos de Movimentação de Materiais e AGV - 2
EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
Para que possamos transportar um material faz se necessário de acordo
com a demanda o uso de equipamentos para auxiliar e melhorar a eficiência desse
transporte.
Em mercado existem cinco tipo de equipamentos de movimentação de
matérias sendo:
Veículos industriais
◦ São equipamentos, motorizados ou não, usados para movimentar
cargas intermitentes, em percursos variáveis com superfícies e espaços
apropriados, onde a função primaria é transportar e ou manobrar. Os tipos mais
comuns são: Carrinhos industriais, empalhadeiras, rebocadores, autocarrinhos
(AGV) e guindastes autopropelidos.
Equipamentos de elevação e transferência
◦ São equipamentos destinados a mover cargas variadas para qualquer
ponto dentro de uma área fixa, onde a função principal é transferir. São aplicados
onde se deseje transferir materiais pesados, volumosos e desajeitados em curtas
distâncias dentro de uma fábrica. Os tipos mais comuns são: talhas, guindastes
fixos, Pontes rolantes, pórticos e semi-pórticos.
Transportadores contínuos
◦ São mecanismos destinados ao transporte de granéis e volumes em
percursos horizontais, verticais ou inclinados, fazendo curvas ou não e com posição
de operação fixa. São formados por um leito, onde o material desliza em um sistema
de correias ou correntes sem fim acionadas por tambores ou polias. São utilizados
onde haja grande fluxo de material a ser transportado em percursos fixos. Principais
tipos são: Correias planas ou côncavas, elemento rolantes: rodízios, rolos ou
esferas, correntes : aéreas ou sob piso, taliscas e elevador de caçamba contínuo.
Equipamentos de Movimentação de Materiais e AGV - 3
Embalagens, recipientes e unificadores
◦ Embalar um produto significa dar-lhe forma para sua apresentação,
proteção, movimentação e utilização, a fim de que possa ser comercializado e
manipulado durante todo o seu ciclo de vida. A embalagem precisa ser idealizada,
levando-se em conta que uma mercadoria deverá passar por três fases de
manuseio, quando comercializada, quais sejam: no local da produção, quando será
embalada e armazenada; no transporte, quando sofrerá os efeitos do seu
deslocamento de um ponto a outro, incluindo os transbordos; no seu destino final,
quando terá outras manipulações. Existindo diferentes tipos de embalagens
podendo ser esta primária que embala o produto para identificação ou secundária
que visa inutilizar a primária para muitas vezes unificar, variando assim conforme a
sua comercialização.
◦ Outro ponto importante a ser notado quando tratamos de embalagens
se trata também de termos comum para armazenamento e arranjo destas:
▪ Unitização: Corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias em
uma única unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as operações de
armazenamento e movimentação da carga sob forma mecanizada. Não constitui
propriamente uma embalagem, é um acessório para o deslocamento ou tranporte de
carga, não integrando o produto ou o conjunto de produtos armazenados.
▪ Paletização: Utilização de plataforma de madeira ou estrado destinado a
suportar carga, fixada por meio de cintas, permitindo sua movimentação mecânica
com o uso de garfos de empilhadeira ou guindastes mecânicos específicos para
esse fim, obedecendo padrões, onde permite que o guindaste movimente o pallet
por dois lados ou por quatro lados com seus garfos, permitindo ainda que a carga
seja paletizada, envolvida em filme PVC
▪ Conteinerização:Colocação da carga em contêiner ("cofre de carga"),
que é um recipiente construído de material resistente o suficiente para suportar uso
repetitivo, destinado a propiciar o transporte de mercadorias com segurança,
inviolabilidade e rapidez, permitindo fácil carregamento e descarregamento e
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adequado à movimentação mecânica e ao transporte por diferentes equipamentos.
As opções de utilização no transporte marítimo são os conteineres de 20‖ e 40‖ (pés)
, com sua classificação para cada tipo de carga. Vejaalguns tipos abaixo:
Contêiner de teto aberto (Open Top) - Utilizado para cargas pesadas
em sua totalidade, com encerado para cobertura na parte de cima do mesmo. Muito
utilizado para máquinas e equipamentos que são maiores que as dimensões da
porta do conteiner e são colocadas pela parte superior.
Conteiner térmico (aquecido ou refrigerado): Utilizado para produtos
que requer temperatura constante durante seu transporte para não alterar sua
qualidade e apresentação, muito comum para produtos perecíveis.
Conteiner ventilado : Evita a condensação do ar em seu interior,
utilizado para transporte de frutas, legumes, animais vivos, etc.
Conteiner seco : utilizado para cargas secas, conteiner normal.
Conteiner tanque : Utilizado para cargas líquidas a granel
Conteiner para granéis sólidos,como cereais, pós, farinhas,açúcar,
etc.
▪ Mariner – Slings: São cintas de material sintético, que formam uma rede,
com dimensões padronizadas, geralmente utilizadas para sacaria. Dependendo do
embarque, seguem com a carga até o destino ou apenas até o porão do navio,
quando são retirados.
▪ Big-Bag:São sacos de material sintético, com fundo geralmente circular
ou quadrado, utilizados freqüentemente para produtos industrializados em grãos e
pós, em substituição a sacaria. Permitem o reaproveitamento e cada unidade de
carga tem uma variação de peso de 800 kg até 2,0t. O seu custo é superior ao dos
mariner-slings e por isso, em operações de comércio exterior, geralmente, não
embarcam com a carga. A sua capacidade geralmente é superior à dos mariner-
slings
Estruturas para armazenagem
◦ As estruturas de armazenagem são elementos básicos para a
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paletização e o uso racional de espaço. E atendem aos mais diversos tipos de
carga. São estruturas constituídas por perfis em L, U, tubos modulares e perfurados,
dispostos de modo a formar estantes, berços ou outros dispositivos de sustentação
de cargas. Os principais tipos são:
▪ Porta-paletes convencional: É a estrutura mais utilizada. Empregada
quando é necessária seletividade nas operações de carregamento, isto é, quando as
cargas dos paletes forem muito variadas, permitindo a escolha da carga em
qualquer posição da estrutura sem nenhum obstáculo — movimentação dentro dos
armazéns. Apesar de necessitar de muita área para corredores, compensa por sua
seletividade e rapidez na operação.
▪ Porta-paletes para corredores estreitos: Permite otimização do espaço
útil de armazenagem, em função da redução dos corredores para movimentação.
Porém, o custo do investimento torna-se maior em função dos trilhos ou fios
indutivos que são necessários para a movimentação das empilhadeiras trilaterais.
Em caso de pane da empilhadeira, outra máquina convencional não tem acesso aos
paletes.
▪ Porta-paletes para transelevadores: Também otimiza o espaço útil, já
que seu corredor é ainda menor que da empilhadeira trilateral. Em função de alturas
superiores às estruturas convencionais, permite elevada densidade de carga com
rapidez na movimentação. Possibilita o aproveitamento do espaço vertical e propicia
segurança no manuseio do palete, automação e controle do FIFO
▪ Porta-paletes autoportante: Elimina a necessidade de construção de um
edifício, previamente. Permite o aproveitamento do espaço vertical (em média,
utiliza-se em torno de 30 m). O tempo de construção é menor e pode-se conseguir,
também, redução no valor do investimento, uma vez que a estrutura de
armazenagem vai ser utilizada como suporte do fechamento lateral e da cobertura,
possibilitando uma maior distribuição de cargas no piso, traduzindo em economia
nas fundações.
▪ Porta-paletes deslizante: Sua principal característica é a pequena área
destinada à circulação. O palete fica mais protegido, pois quando não se está
movimentando, a estrutura fica na forma de um blocado. Muito utilizado em espaços
extremamente restritos para armazenagem de produtos de baixo giro e alto valor
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agregado. Apresenta, como vantagem, alta densidade.
▪ Estrutura tipo Drive-trough: Possui alta densidade de armazenagem de
cargas iguais e propicia grande aproveitamento volumétrico para os armazéns. Este
sistema deve ser utilizado preferencialmente quando o sistema de inventário obrigue
a adoção do tipo FIFO ( first in, first out – primeiro a entrar, primeiro a sair).
Semelhante à estrutura tipo Drive-in, tem acesso também por trás, possibilitando
corredores de armazenagem mais longos. Nos dois sistemas de Drive, quando os
corredores de armazenagem são muito longos, a velocidade de movimentação
diminui bastante, pois além de aumentar o espaço a ser percorrido pela
empilhadeira, obriga o operador a voltar de ré (este último transtorno pode ser
minimizado com a colocação de trilhos de guia junto ao solo).
▪ Estrutura tipo Drive-in: A principal característica do sistema drive-in é o
aproveitamento do espaço, em função de existir somente corredor frontal, com a
eliminação dos corredores. Como o drive-throug, é um porta-paletes utilizado
basicamente quando a carga não é variada e pode ser paletizada, além de não
haver a necessidade de alta seletividade ou velocidade. A alta densidade de
armazenagem que o sistema oferece pode ser considerada o melhor aproveitamento
volumétrico de um armazém. Como resultado, obtêm-se a estrutura com o menor
custo por metro quadrado, levando em consideração a eliminação da necessidade
de expansões em armazéns já existentes. Deve ser utilizado preferencialmente
quando o sistema de inventário for do tipo LIFO (last in, first out – último a entrar,
primeiro a sair). Sua utilização torna-se necessária quando é preciso alta densidade
de estocagem. Composta por pórticos e braços que sustentam trilhos destinados a
suportar os paletes, exige paletes uniformes e mais resistentes. Uniformes porque à
distância entre os trilhos é fixa e resistentes porque serão apoiados apenas pelas
bordas. Esse tipo de estrutura não deve ultrapassar os 12 m.
▪ Estrutura dinâmica: A principal característica é a rotação automática de
estoques, permitindo a utilização do sistema FIFO pois, pela sua configuração, o
palete é colocado em uma das extremidades do túnel e desliza até a outra por uma
pista de roletes com redutores de velocidade, para manter o palete em uma
velocidade constante. Permite grande concentração de carga, pois necessita de
somente dois corredores, um para abastecimento e outro para retirada do palete. É
empregada, principalmente, para estocagem de produtos alimentícios, com controle
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de validade, e cargas paletizadas. Neste sistema, o palete é colocado pela
empilhadeira num trilho inclinado com roletes e desliza até a outra extremidade,
onde existe um ―stop‖ para contenção do mesmo. Sem dúvida, é uma das mais
caras, mas muito utilizada na indústria de alimentos, para ander aos prazos de
validade dos produtos perecíveis.
▪ Estrutura tipo Cantilever: Permite boa seletividade e velocidade de
armazenagem. Sistema perfeito para armazenagem de peças de grande
comprimento. É destinada às cargas armazenadas, pela lateral, preferencialmente
por empilhadeiras, como: madeiras, barras, tubos, trefilados, pranchas, etc. De
preço elevado é composta por colunas centrais e braços em balanço para suporte
das cargas, formando um tipo de árvore metálica. Em alguns casos, pode ser
substituída por estrutura com cantoneiras perfuradas, montadas no sentido vertical e
horizontal, formando quadros de casulos e possibilitando armazenar os mais
variados tipos de perfis pela parte frontal. Esse outro tipo de estrutura é
extremamente mais barato, porém exige carregamento e descarregamento manual,
tornando a movimentação mais morosa que a da estrutura tipo Cantilever, onde se
movimenta váriosperfis de uma só vez.
▪ Estrutura tipo Push-Back: Sistema utilizado para armazenagem de
paletes semelhante ao drive-in, porém, com inúmeras vantagens, principalmente
relacionadas à operação, permitindo uma seletividade maior em função de permitir o
acesso a qualquer nível de armazenagem. Neste sistema, a empilhadeira ―empurra‖
cada palete sobre um trilho com vários níveis, permitindo a armazenagem de até
quatro paletes na profundidade. Também conhecida por Glide In - Gravity feed, Push
Back – alimentado por gravidade, empurra e volta), é insuperável em produtividade
de movimentação, densidade de armazenagem e economia total de armazenagem
de cargas diferentes. Esta é uma opção para o aumento da densidade de
armazenagem sem a necessidade de investimentos em equipamentos de
movimentação, pois os paletes ficam sempre posicionados nos corredores com fácil
acesso, isto é, qualquer nível é completamente acessado sem a necessidade de
descarregar o nível inferior. A utilização dos perfis de aço laminados estruturais é
absolutamente necessária para garantir o perfeito funcionamento de trilhos, carros e
rodízios dos sistemas.
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AGV - “AUTOMATED GUIDED VEHICLE”
Com a crescente necessidade das indústrias na garantia de processos com
receptibilidade, está em expansão a utilização de processos automatizados junto a
tecnologia de robôs nos mais diversos processos industriais. Contando sempre
como um grande fator de necessidade devido a novos meios de controle e
parametrização dos processos, tendo assim junto aos processos maior quantidades
de sensores capazes de melhorar a eficiência e a eficácia.
Existem diversas soluções nesse segmento, podendo movimentar cargas
leves ou pesadas através de diversos sistemas de navegação e transmissão de
dados podendo ser através de cabos indutivos, wireless e raios laser. Dependendo
assim da sua infraestrutura e necessidade.
Desta forma é possível obter vários veículos movimentando cargas de
diversas formas e tamanhos, ao mesmo tempo, em diferentes rotas, recendo
informações on-line do status da linha ou estoque, ou área de pulmão para que os
mesmos sempre façam o melhor trajeto utilizando assim de sistemas inteligentes
onde um único operador pode acompanhar diversas movimentações a mesmo
tempo e sem sair do lugar.
Tendo um sistema de compatibilidade e conforto controlado por um software
que roda via um microcomputador normal com sistema o sistema operacional que
mais agradar ao usuário.
O QUE É O AGV?
Um veículo guiado automaticamente (AGV), ou veículo com propulsão
própria, é uma unidade de transporte controlado por computador móvel que é
alimentado por uma bateria ou um motor elétrico. Os fabricantes de AGV‘s usam
programas para conduzir esses veículos a pontos específicos e para funções
designadas. Eles estão se tornando cada vez mais populares no mundo inteiro em
aplicações que exigem ações repetitivas em uma determinada distância, ou para o
transporte de cargas extremamente pesadas. As aplicações comuns incluem a
transferência de carga, de carga e descarga de paletes e reboque. Esses veículos
guiados por sistemas automatizados são comumente usados como veículos
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militares e blindados nas indústrias de defesa.
Muitas fábricas usam os veículos industriais guiados automaticamente para
o transporte de equipamentos de muitas toneladas, ou materiais como motores de
avião ou de bobinas de metal para vários pontos dentro do chão de fábrica.
Diferentes modelos, que incluem AGV bifurcados,veículos de reboque e veículos de
transferência, tem ampla capacidade de carga e características que variam em
termos de design, forma de manuseio de materiais componentes do robô. Eles vêm
em diferentes tamanhos e formas, de acordo com seus usos específicos, requisitos
de carga e necessidades de cada indústria.
Os sistemas de AGV usam microprocessadores a bordo e costumam ter um
sistema de controle de fiscalização que ajuda com várias tarefas, como
monitoramento e rastreamento, além de geração de módulos e / ou distribuição de
ordens de transporte. Eles são capazes de navegar em uma rede com sistemas de
fios guiados, câmera, ótica, laser e outros dispositivos. O veículo guiado a laser tem
funcionalidades avançadas de navegação e é capaz de navegar ao redor de objetos
ao longo de uma trajetória programada, e também pode evitar colisões de forma
independente, utilizando sensores de raio laser. Alguns modelos de veículos
automaticamente guiados são projetados para o manuseio de um operador, mas a
maioria é construído com capacidade de operação independente.
Empresas que usam carros guiados automaticamente, tais como fábricas,
armazéns, hospitais e outras instalações de grande porte, beneficiam-se dos AGVs
pela sua estabilidade e capacidade de operação eficaz. O uso de veículos guiados
automaticamente dentro das instalações muitas vezes resulta em custos trabalhistas
reduzidos. AGVs podem fazer um trabalho físico pesado, sem desgaste ou
exaustão, eliminando o trabalho humano que seria mais caro e potencialmente
perigoso. Os AGVs ajudam a dar às empresas uma vantagem competitiva, pois
aumentam a eficiência da produtividade e otimizam o tempo. Eles são flexíveis e
podem ser adaptados a diferentes necessidades. Os AGVs reduzem também os
danos aos produtos, criando um ambiente de trabalho mais ergonômico.
A aquisição AGVs muitas vezes envolve grandes investimentos monetários
iniciais, pois a maioria dos veículos teleguiados são fabricados com materiais caros
e sistemas de orientação, embora as empresas e os fabricantes que utilizam AGVs
possam observar, muitas vezes, um rápido retorno sobre o investimento,
aumentando a produção, o tempo e a eficiência do trabalho. Como o uso do AGV se
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torna mais popular, os fabricantes de veículos guiados por computação estão
encontrando maneiras de reduzir os custos e estão projetando modelos menores e
mais acessíveis para pequenas aplicações de transferência de carga. Atualmente,
muitas pesquisas e novos estudos estão sendo desenvolvidos em países da Europa
e nos Estados Unidos para melhorar as técnicas de softwares usados na automação
dos veículos guiados, essenciais no funcionamento desses AGV‘s.
FABRICANTES E TIPOS DE AGV'S “AUTOMATED GUIDED VEHICLE”
AUTOMATEC: Fornece AGVs com sistema de guia indutiva, mono e
bidirecionais, rebocadores e transportadores (carregam o material sobre eles). A
empresa tem como novidade os modelos com um sistema de guia indutiva mais
preciso e velocidade constante, independente da variação de carga a ser
transportada. Possui modelos de 500 até 4.000 kg e AGVs com rádio modens e
sistemas supervisórios para o usuário acompanhar todo o trajeto dos veículos.
BT: Oferece a BT LAE240, paleteira elétrica digital com sistema AGV e
computador de bordo que consiste em paleteira digital standard produzida pela BT,
adicionando-se kit de espelhos de direcionamento, computador de bordo (sistema
teaching), sensores de proteção (antiatropelamento ou colisão), scanner de leitura
de espelhos, com capacidade de carga em diversos tipos de ambientes de até 2.400
kg; e o BT SAE140, empilhador stacker digital com sistema AGV e computador de
bordo que consiste igualmente em uma empilhadeira com o mesmo kit de
movimentação automática da LAE240.
EFACEC: Fornece AGV´s de plataforma estática ou com elevação;
transportadores incorporados (correntes, roletes ou telas); garfos e mastros
telescópicos; e monocarga ou multicarga. Como novidade, a empresa possui dois
modelos standards de AGV´s. O primeiro deles é conhecido, também, como RGV –
Rail Guided Vehicle, ou seja, é um veículo automaticamente guiado através de
trilhos. O segundo é conhecidocomo LGVs – Laser Guided Vehicle, veículos
guiados através de laser.
ISA: Sempre fabricou AGVs sob encomenda, projetados
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especificamente para a carga a ser transportada. Hoje, mantém duas linhas: AGV´s
especiais, também sob medida; e AGV´s seriados, que surgiram da idéia de
transformar veículos elétricos de mercado em AGVs. Desta forma, a empresa fez
uma parceria com a Skam Empilhadeiras, da qual recebe paleteiras, rebocadores e
empilhadeiras sem a parte elétrica/ eletrônica e inclui a tecnologia de AGVs,
utilizando uma mecânica pronta. Outra novidade salientada é a capacidade das
paleteiras e empilhadeiras. Além de se locomoverem sozinhos (automaticamente),
agora também são capazes de manobrar em frente à carga e executar o
procedimento de carga ou descarga do produto automaticamente.
MAIORES DETALHES DOS VEÍCULOS GUIADOS AUTOMATICAMENTE
Esses equipamentos sem condutores desenvolvidos para receber e executar
instruções, seguir um caminho e aceitar e distribuir materiais, esses veículos têm
como vantagens se adequarem a áreas apertadas, dividirem os corredores com
pessoas e empilhadeiras e se adaptarem a mudanças de trajeto. Além disso, são
flexíveis, demandam pouca manutenção e possuem capacidade de carga bastante
variável. Podem ser guiados por fio indutivo no piso, que transmite uma corrente de
determinada intensidade e freqüência; fita magnética, com circuito constituído por
uma banda metálica fixada no piso; por meio óptico, pelo qual o veículo percorre
uma linha no piso mediante um dispositivo óptico de detecção nele instalado; e a
laser, que varre o espaço em busca de referência para a movimentação do veículo.
Suas aplicações mais comuns são em transporte de materiais para linhas de
produção e almoxarifado, como diz Maria Marques, gerente comercial da Automatec
– Automation International do Brasil. Norival Geraldo Capassi, gerente para América
Latina da BT do Brasil, aponta que essas máquinas são perfeitas para operações
repetitivas, onde o ciclo de trabalho é sempre o mesmo durante os turnos, e ideais
para uso em ambientes industriais, como em indústria automobilística, de autopeças,
de alimentos, componentes eletrônicos, etc. Fernanda Sampaio, gerente da
Automação e Robótica da Efacec do Brasil, concorda com as aplicações em
diversos segmentos industriais, e cita outros exemplos: indústrias têxteis, de papel,
iluminação, de bens de consumo, peças de reposição, tabaqueiras, cosméticos e
farmacêuticas. ―Quando se tem um trajeto definido dentro da fábrica, e é preciso
transportar qualquer tipo de material de um ponto A para um ponto B, é possível a
Equipamentos de Movimentação de Materiais e AGV - 12
aplicação de um ou mais AGV´s‖, acrescenta. Na lista de Felipe Hoffmann, diretor da
ISA do Brasil incluem-se as seguintes aplicações:
Movimentar cargas entre etapas de produção (células de produção);
Realizar abastecimentos de linha de montagem, principalmente com
AGV´s rebocadores;
Servir como a própria linha de montagem, ou seja, o produto é
montado sobre o AGV, que se desloca entre as estações de trabalho;
Movimentar produtos entre o final de linha e a armazenagem e desta
para o despacho;
Ser utilizado em conjunto com trans elevadores, interligando a saída dos
mesmos com o destino da mercadoria, com um custo bem mais acessível que no
passado, aumenta-se o leque de aplicações destes veículos. Em geral, toda a
movimentação de cargas feita de forma manual, que utiliza veículos elétricos e onde
se veja um ganho na automatização do processo – aumentar a produtividade, a
qualidade e a segurança e diminuir custos com mão-de-obra. Como nova aplicação,
Capassi, da BT, destaca a operação que a empresa realiza na fábrica de Curitiba da
Volvo do Brasil, onde uma paleteira com sistema AGV movimenta blocos de motores
de forma 100% automática entre várias estações de retrabalho, ―deste modo,
customizando os recursos humanos para outras áreas onde a mão-de-obra humana
seja imprescindível‖, declara. Já a Efacec, como diz Fernanda, trabalha com AGV´s
com capacidade para até 6.000 kg, o que revela uma nova aplicação desses
veículos dentro da empresa.
O NOVO MODELO DA LINHA DE AGV'S
O LGV - Laser Guided Vehicle, uma versão avançada dos carros AGV, é um
carro automático com guia laser que tem muitas vantagens com relação ao AGV. É o
que explica Nèstor Omar Dieguez, gerente comercial da Cassioli Brasil , fabricante
deste tipo de veículo. ―É indicado para movimentação em ambientes industriais e
dispensa operadores, uma vez que é guiado por um laser instalado na sua parte
superior e gerenciado por um sistema computadorizado, baseado na tecnologia
Laser Way, da sueca NDC‖, detalha.
De acordo com ele, esses tipos de veículos são aplicados em todos os
segmentos, a única exigência é que o local onde o LGV for transitar tenha o piso em
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boas condições. ―As linhas do percurso são programadas com base em um layout
em AutoCad ou similar, formando uma espécie de mapa de orientação. Este traçado
pode ser modificado a qualquer momento‖, declara. Dieguez acrescenta que a
segurança é complementada por scanner de área e bumpers, que detectam a
presença de corpos estranhos no raio de ação do LGV, fazendo-o parar quando
necessário. Caso seja necessária uma intervenção manual, há um teclado e uma
botoeira a bordo que possibilitam acionar os comandos de marcha de movimentação
de carga. Além disso, o LGV não utiliza guias fixadas no piso, o que dispensa
qualquer tipo de obra civil e diminui sensivelmente os custos de instalação, segundo
o gerente comercial. A respeito das perspectivas de mercado, o gerente da Cassioli
avalia que são excelentes, uma vez que existe uma grande demanda em vários
setores por soluções.
PERSPECTIVAS PARA O AGV
Acredita-se que existe um potencial de mercado muito grande para a
respeito destes veículos pois eles estão se tornando customizaveis para cada tipo
de aplicação, porém ainda existem alguns problemas de cultura interna das
empresas relacionados à aceitação deste tipo de equipamento. É muito comum
encontrar um equipamento deste em empresas européias, mas o mercado brasileiro
– apesar de haver diversas empresas que utilizam esta tecnologia – tem um grande
potencial de crescimento que deveria ser mais explorado. Um veículo
automaticamente guiado não é um equipamento barato, mas é considerado um
investimento em médio prazo devido às suas vantagens, podemos vizualizar que
existe um grande mercado para ser explorado pelos AGVs, pois com a tecnologia
atual conseguiu- se trazer as aplicações de AGV também para patamares de
investimentos onde as empresas de médio porte podem se beneficiar, ao contrário
do passado, quando apenas as grandes empresas mundiais investiam em
aplicações com AGV. O grande desafio no momento é conseguir não somente
divulgar, mas também informar aos possíveis usuários o que é este produto AGV,
como diferenciar um AGV de alta e baixa qualidade, como aplicar corretamente a
solução AGV para efetivamente obter resultados positivos do mesmo. O Brasil bem
como América Latina, de forma geral, conta com um parque mínimo de AGVs.
Equipamentos de Movimentação de Materiais e AGV - 14
Porém, não devemos nos esquecer que, assim como a robótica veio nos anos 80
para automatizar e proporcionar maior competitividade segurança a diversos
segmentos da indústria, os AGVs, nesses anos que seguirão, serão a próxima ‗onda‘
de revolução, desta vez no segmento de logística, que é a próxima fronteira de
redução de custos na Indústria. Basta apenas uma modificação cultural para que os
resultados sejam visíveis, tendo a expectativa de enorme aplicação em nosso
parque logístico atual. Lembrando também do atual Porto de Roterdã na Europa,
onde quasetoda a movimentação de materiais é feita de maneira automatizada,
permitindo assim uma grande expansão de resultados e operações.
CONCLUSÃO
No Brasil com em muitos outros lugares temos grande perspectiva de
expansão e possibilidades para melhorias em cima de processos obsoletos e
ineficientes, sendo assim a automação de processos um fator que promove grande
ganho de desempenho e qualidade permitindo que tecnologias se desenvolvam e
cresçam possuindo assim maior gama de aplicações e possibilidades. Onde
atualmente se trata de um simples transporte de carga pode causar grande impacto
no parque tecnológico de uma região. Sendo esses avanços de grande aceitação
para seus investidores, pois com o retorno em médio prazo a empresa consegue
aumentar a sua capacidade e reduzir custos desnecessários.
No Brasil encontramos grandes barreiras para a implantação dessa
metodologia, sendo a sua aceitação por parte de operadores fator de desconfiança e
medo, pois a partir do momento que você esta presente em um avanço tecnológico
as pessoas que não acompanham esse processo acabam ficando desfavorecidas e
inúteis para as aplicações necessárias do negócio, sendo assim de extrema
importância a integração de equipe e sua modificação cultural.
Eliminando assim o chamado trabalho monótono de um grande numero de
pessoas tendo um cunho social de desenvolvimento técnico destas. Sendo o
principal objetivo da automatização de processos melhoras nas condições
trabalhistas e elevação de nível.
Equipamentos de Movimentação de Materiais e AGV - 15
BIBLIOGRAFIA
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• http://www.youtube.com/watch?v=wmWIsOxt1G4&feature=related –
―Automated Guided Cart‖;
• http://www.youtube.com/watch?v=nCtwfKVlwsM - ―Porto de Roterdã‖;
• http://www.youtube.com/user/IntraloxSolutions?v=ULZiOaI93M8&feature=pyv
&ad=6579170043&kw=intralox%20conveyor - ―ARB Switch Conveyor‖;