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EDUCAÇÃO INCLUSIVA COM FOCO NA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS Autora: Nataliana de Sousa da Silva Prof.ª Orientadora: Leidiane Almeida da Silva Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso Letras/Libras Turma LBR0164/5– Estágio RESUMO Esse trabalho de pesquisa irá apresentar os resultados da pesquisa realizada na U.E.F. Teresinha de Jesus a respeito da Educação Inclusiva Com Foco Na Língua Brasileira De Sinais e objetiva criar mecanismos que venham a favorecer o processo de inclusão através da libras de alunos surdos no ensino regular, mas também têm como objetivos específicos conhecer o grau de conhecimento dos educandos sobre L1 sobre o processo de inclusão de alunos especiais no ensino regular; bem como Mostrar para os alunos práticas de educação inclusiva com o ensino da L1e demonstrar o papel da família, da escola, dos colegas de turma e dos professores quanto ao processo de inclusão de alunos surdos no ensino regular. A metodologia de pesquisa foi qualitativa, utilizando coleta de dados e de informações por meio de uma entrevista realizada na escola com o corpo docente e também por meio da prática em sala de aula. A prática em sala de aula pode propiciar o ensino da L1 para que os alunos possam aplicar seus conhecimentos com os futuros colegas surdos que eles tiverem, propiciando uma recepção mais inclusiva dentro do ensino regular no 6º ano da escola pesquisada. Palavras-chave: libras, inclusão, ensino regular. 1 INTRODUÇÃO O estudo foi realizado através de uma pesquisa acadêmica em Educação Inclusiva/LIBRAS, tendo como tema, Educação Inclusiva Com Foco Na Lingua Brasileira De Sinais do Ensino Fundamental 6ª ano da U. E. F Teresinha de Jesus. A escolha dessa linha de estudo foram escolhidos por se notar a atual dificuldade de inclusão que o o aluno surdo têm na rede pública de ensino regular. A inclusão do aluno com necessidade especial e principalmente o surdo na Escola regular tem sido um dos maiores desafios da atualidade. Estamos ainda dando os primeiros passos em direção à inclusão. Professores, pais, escola e sociedade devem estar comprometidos com esta nova empreitada. O acesso à “escola de todos”, revela o avanço educacional que o país promove aos que não tiveram ingresso em idade própria, e busca nas suas diretrizes educacionais o atendimento especializado na escola regular. A inclusão traz um grande impacto para a maioria das escolas. É como se o espaço escolar fosse de repente invadido e todos os seus domínios tomados. A escola se sente ameaçada por tudo que ela criou para se proteger da vida que existe para além de seus muros e paredes – novos saberes, novos alunos, outras maneiras de resolver problemas, de avaliar a aprendizagem, outras “artes de fazer”. Diante disto, o presente estudo de cunho científico se concretizou objetivando criar mecanismos que venham a favorecer o proceso de inclusão dos alunos surdos no ensino regular e se justificou-se pela necessidade de se abordar esta temática que há muito tempo é discutida na teoria e aos poucos vem sendo uma realidade nas escolas em nosso país, sendo, portanto, abordada na sociedade, ao qual pretende-se verificar o grau de conhecimentos dos professores a respeito da educação inclusiva e a língua brasileira de sinais se a sociedade e a escola estão preparados para receber estes alunos que contém necessidades especiais. 2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA A área de concentração escolhida para este projeto de estágio e pesquisa acadêmica é Educação Inclusiva/LIBRAS, sob tema: EDUCAÇÃO INCLUSIVA COM FOCO NA LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS do Ensino Fundamental 6ª ano. Essa área de concentração e tema foram escolhidos por se notar a atual dificuldade do ensino da Libras na rede pública de ensino na escola Unidade de Ensino Fundamental Terezinha de Jesus Fernandes pertencente ao Município de Bacabal –MA. A pesquisa de cunho científico justifica-se pela necessidade de se abordar esta temática que há muito tempo é discutida na teoria e aos poucos vem sendo uma realidade nas escolas em nosso país, sendo, portanto, abordada na sociedade, ao qual pretende-se verificar o grau de conhecimentos dos professores a respeito da educação inclusiva e a língua brasileira de sinais se a sociedade e a escola estão preparados para receber estes alunos que contém necessidades especiais. O objetivo principal dessa pesquisa é criar mecanismos que venham a favorecer o processo de inclusão através da libras de alunos surdos no ensino regular. Mas, também têm como objetivos específicos conhecer o grau de conhecimento dos educandos sobre L1 sobre o processo de inclusão de alunos especiais no ensino regular; bem como Mostrar para os alunos práticas de educação inclusiva com o ensino da L1e demonstrar o papel da família, da escola, dos colegas de turma e dos professores quanto ao processo de inclusão de alunos surdos no ensino regular. A inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das turmas. A inclusão do aluno com necessidade especial na Escola regular é um dos maiores desafios impostos à educação neste princípio de século. Professores, pais, Escola e sociedade devem estar comprometidos com esta nova empreitada. O acesso à “escola de todos”, revela o avanço educacional que o país promove aos que não tiveram ingresso em idade própria, e busca em suas diretrizes educacionais o atendimento especializado na escola de ensino regular. A educadora Mantoan (2006 p.16) afirma que professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças Ressalta ainda, que a inclusão é a nossa capacidade de conhecer o outro e ter o privilégio de conviver com pessoas diferentes. 9kDiferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que rampas, e banheiros adaptados. 2.1 O processo de inclusão do surdo nas escolas do Brasil A Convenção da Guatemala, internalizada à Constituição Brasileira pelo Decreto n° 3.956/2001, no seu artigo 1ª define deficiência como [...] “uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social”. Essa definição ratifica a deficiência como uma situação (LEINEKER; RODRIGUES, 2013, p. 14), que é demonstrada através das barreiras que são diariamente impostas aos indivíduos que a possuem. O surdo é o indivíduo que apresenta perca considerada do sentido auditivo, sendo esta classificada em grau de perda leve, moderada, severa e profunda. A língua de sinais é materna do surdo, possui estruturas gramaticais próprias, composta por níveis linguísticos, o fonológico, morfológico, semântico e o sintático, entretanto ela não é universal, sofre variações de acordo com cada cultura. E o que diferencia a língua de sinais das demais línguas é percepção viso espacial, que para ser compreendida na comunicação entre ouvintes e surdos, depende da habilidade das mãos e da percepção visual para execução dos movimentos com precisão. De acordo com Garcia (2010 apud LEINEKER; RODR IGUES, 2013, p. 08): A educação inclusiva é uma política muito recente do MEC e está dividida em duas secretarias: a Secretaria de Educação Especial (SEESP) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) a primeira trabalha com educação inclusiva e a segunda com inclusão educacional, centrada na política da diversidade. A inclusão do aluno surdo no ensino regular tem gerado conflito e angústias aos profissionais envolvidos nesse processo. Pois os professores reclamam que não tem formação ou estão despreparados para trabalhar com o aluno surdo enfrentando dificuldades de comunicação e na aprendizagem. Segundo Mantoan (2007, p. 11), “a educação inclusiva em sua fase inicial foi entendidasumariamente como inserção de alunos com diferença que frequentava classes e escolas especiais, nas turmas das salas comuns.” Mas hoje as instituições estão mudando esse quadro de tratar a diferença como algo excludente, capacitando professores para que aja a inclusão na escola comum. 3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO A pesquisa de estágio ocorreu na Unidade de Ensino Fundamental Teresinha de Jesus. Ela se localiza na Rua 16, S/N, no Bairro Santos Dumont, na cidade de Bacabal. A escola funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno, oferecendo Ensino Fundamental Regular nos turnos matutino/vespertino e EJA (Educação de Jovens e Adultos) no turno noturno. Trabalha com educação inclusiva, mas no momento não têm nenhum aluno surdo matriculado. A Unidade de Ensino possui 6 salas de aulas e 4 banheiros. Não dispõe de área de lazer, nem banheiro PCD, mas possui uma rampa de acesso à deficientes. A pesquisa foi realizada através de estágio na turma de 6° ano do turno vespertino com 35 alunos e idade entre 10 e 13 anos. Nos primeiros dias (26 a 28/08) foi feito apenas o trabalho de observação. Após essas observações iniciais, foi realizada a entrevista oral com a diretora, coordenadora e professora para obter os dados citados nessa pesquisa. Depois de agrupar os dados sobre a escola, foi possível concluir que apesar da escola não ter alunos surdos, poderia ser despertada a inclusão do aluno surdo para que ao se depararem com essa situação de inclusão, os alunos e docentes pudessem estar mais preparados para receber esse aluno. Esse é o foco e objetivo principal desse trabalho propiciar mecanismos que venham a favorecer o processo de inclusão dos alunos surdos no ensino regular antes de se depararem com essa realidade cada vez mais presente no ambiente escolar. Na primeira aula foi colocado um vídeo sobre libras e inclusão. Foi comentado sobre o quem é considerado surdo e sobre a importância da L1 para a comunicação entre ouvintes e surdos. Foi ensinado o alfabeto em L1, depois foi aplicado uma atividade para que os alunos identicarem as letras e formarem seus nomes em L1 e tentar sinalizar para os colegas .Os alunos demonstraram bastante interesse na prática da sinalização por ser diferente do que eles estão acortumados a vivenciar. Na segunda aula foi explanado sobre a da inclusão e sua importancia no ambiente familiar e escolar. Nesse dia a sala foi dividida em duplas e fizemos um jogo de falar com o colega por mímica como se eles fosse surdos. O objetivo da dinâmica foi alcançado, pois eles conseguiram perceber o quanto é dificil se comunicar com as mãos e conseguiram entender que é importante tentar aprender a falar um pouco em libras para se comunicar com quem não escuta. No mesmo dia, foi ensinado algumas saudações para prepará-los para quando se depararem com colegas surdos. Na terceira aula, os alunos aprenderam os dias da semana e o nome de alguns animais presentes no cotidiano deles, além de alguns verbos relacionados ao cotidiano escolar como: estudar, falar, dançar e pular. Dando continuidade ao objetivo de favorecer a inclusão do aluno surdo no ambiente escolar foram ensinados também os números de 0 a 10 e as cores. Os alunos demonstraram bastante interesse em aprender os sinais e conseguiram aprender grande parte deles. Já no último dia de aula,revisamos o que aprendemos e fizemos um jogo de passa ou repassa visando descobrir o nível de conheciento em relação aos estudos efetuados nos dias anteriores.O resultado foi bastante satisfatório se considerado o fator idade dos anos que é entre 10 a 13 anos. Por fim, fizemos com os alunos reflexão sobre a importância da escola e os alunos estarem preparados não somente para receber, mas também para incluir o aluno surdo na escola regular. Foi discutido sobre o que eles acharam das aulas de libras e o que aprenderam no decorrer das aulas, bem como o que consideraram mais importante. 4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (considerações finais) O estágio foi de suma importância para esta pesquisa, mas também para o meu crescimento profissional. A através dessa experiência, pude vivenciar na prática que a inclusão ainda enfrenta muitas barreiras e que o processo de conscientização do poder público, da comunidade escolar e da sociedade sobre o tema ainda demonstra estar em estágio lento. É necessário disseminar atitudes entre as crianças para que elas se tornem no futuro pessoas adultas conscientes e familiarizadas com a inclusão e a adoção da L1 como uma língua de extrema e vital importância. Ao final das aulas, os alunos demonstraram que tiveram um aprendizado maior do que imaginei. Além de se saírem muito bem nas atividades anteriores, eles mostraram com o passa ou repassa que aprenderam bastante. Alcançamos, por fim, o objetivo de mostrar a L1 como uma forma de incluir os colegas surdos que futuramente poderão surgir. REFERÊNCIAS ALVES, Magda. Como Escrever Teses e Monografias: um roteiro passo a passo. Rio de Janeiro: Campus, 2007. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação Trabalhos acadêmicos, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, mar/2011. BERVIAN, Pedro A. CERVO, Amado L. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. ______. Resolução n. 2, de 28 de abril de 2008. Regulamenta a Lei nº 9.131/1995, dispõe sobre as Diretrizes Complementares normas e princípios para o desenvolvimento de políticas públicas de atendimento da Educação Básica do Campo. Brasília, 28 de Abr. 2008. ______. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. Declaração de Salamanca, e Linha de Ação Sobre Necessidades Educativas Especiais. 2. ed. Brasília-DF: CORDE, 1997. ______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 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