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Centro Universitário de Patos de Minas Patos de Minas - 2018 Lucas da Silva Mendes Etiologia -Agente causal – Alternaria cichori, A. cathami e Alternaria alternata deuteromicetos Condições favoráveis: - Alta umidade - 16 a 20 ºC Mancha de Alternária Disseminação - Sementes – afeta a germinação - Sobrevivem restos de culturas e outras plantas hospedeiras. Mancha de alternaria Mancha de alternaria SINTOMAS São pequenas pontuações irregulares de coloração marrom-avermelhadas, com bordos bem definidos de coloração marrom escuros. Com a evolução da doença as lesões vão se coalescendo se aproximando do formato circular, apresentando anéis concêntricos, cujo o centro pode se desprender ao longo do tempo. Mancha de alternaria Mancha de alternaria - CONTROLE Sementes sadias (teor de umidade na colheita armazenamento); Tratamento de sementes; Evitar semeadura em regiões muito frias; VR – Goiano precoce, Jalo precoce, IAC-carioca; Manejo da irrigação; Rotação com gramíneas; Controle químico: ipridione (Rovral), mancozeb (Manzate), trifenil acetato de estanho (Hokko Suzu); Oídio Erysiphe polygoni doença SECUNDÁRIA – embora esteja bem distribuído no Brasil; Pode provocar redução no rendimento de grãos em até 69%; Comum em plantio tardios na safra de outono; Importância quando ocorre antes do florescimento Oídio SINTOMAS Em incidência acentuadas pode-se observar sintoma o amarelecimento e o retorcimento das folhas, resultando em desfolha precoce do feijoeiro. Iniciam na parte superior das folhas, com machas verde-escuras que se desenvolve em pequenas massas acinzentadas, com aspectos pulverulento. Sintomas na folha Oídio SINTOMAS Doenças causadas por bactérias CRESTAMENTO BACTERIANO Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli Doença causada pro bactéria – ocorrência generalizada – regiões úmidas e relativamente quentes . Semente é considerada como a principal fonte primária de inóculo – ENRUGADA. Regiões muito baixas apresenta pouca incidência dessa doença. Epidemiologia Umidade elevada com Chuvas Frequentes; Temperatura Ideal entre 28 e 32 ºC; O Crescimento é diminuído à medida que a temperatura abaixa, detendo-se a 16 º C; Plantas com Abertura causada por ferimentos; A semente é o meio mais importante para a sua difusão. Sintoma nas Folhas Sintoma nas Folhas Sintoma nas Folhas Inicia-se com pequenas manchas úmidas na face inferior das folhas; A quais se coalescem umas às outras originando áreas pardo-necróticas. É comum encontrar-se um estreito halo amarelado entre área necrosada e os tecidos sadio da folha. • Rotação de cultura; • Eliminação de resto de cultura, plantas hospedeiras; • Época de plantio; • Controle da irrigação; • Diminuir o stande; • Aumentar o espaçamento; • Adubação equilibrada – Cuidado com N; • Controle químico; CRESTAMENTO BACTERIANO - CONTROLE Cultivares resistentes ao crestamento bacteriano. Cultivar Grupo Nível de resistência BRS Pontal Carioca Moderadamente resistente BRS Esplendor Preto Moderadamente resistente IPR Graúna Preto Moderadamente resistente IPR Saracura Carioca Moderadamente resistente IPR Chopim Preto Moderadamente resistente IPR Gralha Preto Moderadamente resistente IPR Siriri Carioca Moderadamente resistente IPR Campos Gerais Carioca Moderadamente resistente IPR Andorinha Carioca Moderadamente resistente O controle químico só dever ser utilizado nas seguintes situações: Alta intensidade da doença; Em campos de produção de sementes; Produtos à base de cobre (hidróxido de cobre). Classe: Fungicida Ingrediente Ativo: Oxicloreto de Cobre 504 g/kg Clorotalonil 250 g/kg Modo de Ação: Contato Espectro de Registro: Antracnose e Ferrugem Classe Toxicológica: II Altamente Tóxico Carência: 14 dias Controle de Crestamento Bacteriano e Oídio MURCHA DE CURTOBACTERIUM Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens; Condições favoráveis: –Alta temperatura: 32°C; – Estresse hídrico. Uso de sementes sadias; Plantio em locais distantes de lavouras velhas; Evitar o cultivo sucessivo de feijão; Rotação de culturas com gramíneas (mínimo de 2 anos); Adubação nitrogenada equilibrada; Uso de cultivares resistentes (principal método): MEDIDAS DE CONTROLE Cultivares resistentes à murcha de curtobacterium. Cultivar Grupo Nível de resistência IPR Garça Branco Moderadamente Resistente IPR Tangará Carioca Resistente IPR Saracura Carioca Moderadamente Resistente FT Bonito Carioca Moderadamente Resistente IPR Campos Gerais Carioca Moderadamente Resistente IAC Alvorada Carioca Resistente BRS Pontal Carioca Moderadamente Resistente IAPAR 31 Carioca Resistente Cultivares resistentes à murcha de curtobacterium. Cultivar Grupo Nível de resistência IPR Chopim Preto Resistente IPR Tiziu Preto Moderadamente Resistente IPR Gralha Preto Moderadamente Resistente BRS Esplendor Preto Moderadamente Resistente Rio Tibagi Preto Moderadamente Resistente FT Nativo Preto Moderadamente Resistente FT Nobre Preto Moderadamente Resistente IAPAR 44 Preto Resistente IPR Graúna Preto Moderadamente Resistente Bemisia tabaci raça B 15 a 18 Dias de Ciclo ! Ovoposição: » - Raça A: 110 ovos / fêmea » - Raça B: 300 ovos / fêmea PLANTAS HOSPEDEIRAS: 750 ESPÉCIES Ovos Ninfas: Estágios Iniciais Ninfas 3° Instar Pupa ou Pré Pupa Adulto Mosca Branca Fases da Mosca Branca Longevidade Macho: 9 a 17 dias ( média de 13 dias) Fêmea: 38 a 74 dias ( média de 63 dias) Ciclo de vida: ovo - adulto 18 - 19 dias (32ºC) 73 dias (15 ºC) Duração do ciclo Ovos: período de incubação - 3 a 6 dias Ninfas: 10 dias Pupas: 4 dias Número de gerações: 11 a 15 / ano Biologia Quantas Moscas Brancas são necessárias para destruir um hectare de feijão? Qual época do ano não tem Mosca Branca? DAE Jalo Precoce Carioca Pérola A- (7) 100,0 100,0 100,0 B- (14) 100,0 100,0 100,0 C- (21) 82,20 100,0 100,0 D- (28) 55,61 90,80 90,00 E- (35) 0,0 45,99 61,11 F- (42) 3,04 12,38 21,25 G- (49) 1,67 15,25 10,14 H- (56) 0,0 11,63 8,24 I- (Test) 0,0 0,0 0,0 Fonte: Dr. Massaru Yokoiama PE - 42 DAE PE - 28 DAE PE - 35 DAE TEST. Danos (Feijão) Danos Indiretos • Transmissão do vírus do mosaico-dourado (VMDF) C/ SINTOMAS S/ SINTOMAS Potencial de Danos • Primeiros sintomas - 14 aos 17 DAP; • Sintomas mais nítidos – 25 – 30 DAP; • Folhas novas – salpicamento amerelo vivo; • Folhas com aparência amarelo-intensa; • Folhas jovens podem enrolar-se ligeiramente ou apresentar rugosidade; • Infecções precoce das plantas podem mostrar redução no porte, vagens deformadas, sementes descoloridas, deformadas e de peso reduzido; • Pode causar perdas de 100%. Épocas de plantio; Qualidade Sementes; Eliminar restos culturais após a colheita; Eliminar plantas invasoras (dessecação); Evitar o escalonamento de plantio; Rotação de culturas (hospedeiras p/ não hospedeiras) Controlar a Mosca Branca no sistema produtivo (Ex: tomate, algodão, feijão, soja e outras); Uso de cultivares resitêntes ou desuniformes; Controle químico. Manejo da Mosca Branca no sistema produtivo Eliminar restos culturais após a colheita Eliminar restos culturais após a colheita Relação das sp de plantas daninhas que se apresentaram como melhores hospedeiros de Mosca Branca, em testes de livre escolha. Embrapa Hortaliças. Brasília, 2003. Ninfa Adulto Leiteiro Euphorbia heterophylla 4,0 4,0 Erva de Santa Maria Chenopodium ambrosioides 4,0 4,0 Fedegoso Senna obtusifolia 4,0 4,0 Guanxuma Rasteira Sida urens 4,0 4,0 Maria Pretinha Solanum americanum4,0 4,0 Mentruz Lepidium virginicum 4,0 4,0 Perpétua Brava Gomphrena celosioides 4,0 4,0 Poia do Cerrado Richardia scraba 4,0 4,0 Bucho de Rã Physalis angulata 4,0 3,7 Carrapicho Carneiro Acathospernum hispidum 4,0 3,0 Carrapicho Rasteiro Acathospernum australe 4,0 3,0 Cordão de Frade Leonitis nepetaefolia 4,0 2,7 Fazendeiro Peludo Galinsoga ciliata 4,0 3,7 Gervão Azul Stachytarphetta cayenensis 4,0 3,7 Quinquilho Datura stramonium 4,0 3,0 Xique Xique Crotalaria incana 4,0 3,0 Nota infestação Nome Comum Nome Científico Notas: 1 (sem infestação) a 4 (alta infestação) Classe: Inseticida Nome comum: Piriproxifem Concentração: 100 g i.a. / L Grupo químico: Regulador de Crescimento (Análogo de Hormônio Juvenil) Modo de Ação: Contato e Translaminar Formulação: Concentrado Emulsionável Classe Toxicológica: I (Altamente Tóxico) MODO DE AÇÃO - Ninfa Pupa Ovo 10 Instar 30 Instar 20 Instar 40 Instar C o n c e n t r a ç ã o d e H o r m ô n i o J u v e n i l Oviposição Emergência do Adulto Hormônio Juvenil Natural 1 DAP 2 DAP 3 DAP 4 DAP 5 DAP 6 DAP N N N N Fonte: Massaru Yokoyama - CNPAF N N Ação de Inseticidas Juvenóides sobre ovos de Mosca Branca Testemunha - ninfas eclodidas Tratado - Sem eclosão Ação de sobre ovos 2 DAE 4 DAE 6 DAE 8 DAE 10 DAE 12 DAE N N N N N N Fonte: Massaru Yokoyama - CNPAF Ação de Inseticidas Juvenóides sobre ninfas de Mosca Branca Pupário vazio - Testemunha Pupário cheio - Tratado Ação de sobre Ninfas Doenças causadas por nematoides Nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus) Nematoides de galhas (Meloidogyne incognita e M. javanica) Nematoides de galhas (Meloidogyne incognita e M. javanica) Agente Causal Condições Favoráveis Disseminação Meloidogyne incognita e M. javanica • Parasitam um grande número de espécies de plantas; • Sobrevivem na maioria das plantas daninhas; • Ciclo de vida é muito influenciado pela temperatura. A 25 °C três a quatro semanas; • Trânsito de máquinas, equipamentos e veículos - principal agente de dispersão • Enxurrada • Animais SINTOMAS Reboleiras, Folhas – apresentam manchas cloróticas ou necroses entre as nervuras (folha “carijó”). Percebe intenso abortamento de vagens e amadurecimento prematuro; Raízes - galhas em número e tamanho variados; A diagnose requer análise de amostras de solo e/ou raízes, em laboratório de nematologia. CONTROLE Rotação de culturas – PLANEJAMENTO – ampla gama de hospedeiro Cultivares resistentes Correta identificação da espécie de Meloidogyne - raça Espécies de adubos verdes - a matéria orgânica - atividade microbiana do solo. Nematoide das lesões Agente Causal Condições Favoráveis Pratylenchus brachyurus O nematoide - milho, cana-de-açúcar, algodão; Danos maiores: ocorrem em solos com teores elevados de areia, soja implantada após pastagem degradada. SINTOMAS Sintomatologia geral Necrose nas raízes da soja - injeta toxinas durante o processo de alimentação Movimentação na raiz Porta de entrada de fungos e bactérias Não há formação de galhas Sistema radicular fia reduzido e escurecido CONTROLE Polífago; Cultivar de soja resistente; Espécies de crotalária resistentes Fenótipo de milheto que multiplica menos o parasita.