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· Não é contabilizado como grupo.
Delineamentos mistos:
· Pelo menos uma VI intra-participantes e uma VI inter-participantes;
· Número de grupos experimentais = número de níveis da(s) VI’s inter-participantes.
· Total de participantes = número de participantes em cada nível da VI inter-participantes x número de níveis.
Quadrado latino: Técnica para controlar efeitos de ordem quando existem pelo menos 3 níveis na VI intra-participantes (o número de níveis da VI é igual ao número de ordens que podem ser estabelecidas).
Ex. Ordem 1: A, B, C, D
 Ordem 2: B, C, D, A
 Ordem 3: C, D, A, B
 Ordem 4: D, A, B, C
Variáveis dependentes:
É possível estudar várias variáveis dependentes na mesma experiência.
É necessário controlar possíveis efeitos de ordem:
· Balancear;
· Aleatorizar;
· Definir uma ordem específica igual para todos os participantes, caso existam razões teóricas que justifiquem tal ordem.
Os delineamentos experimentais fatoriais permitem investigar o efeito individual de cada variável independente na variável dependente bem como o efeito combinado das variáveis independentes na variável dependente:
· Efeito principal: Efeito individual de cada variável independente na variável dependente. O número de efeitos principais é igual ao número de variáveis independentes.
· Efeito de interação: Efeito combinado dos diferentes níveis de uma ou mais variáveis independentes na variável dependente.
Observando um gráfico, um efeito de interação ocorre se as linhas do mesmo não estiverem paralelas (se estiverem a convergir ou a divergir), no entanto, nunca podemos afirmar com 100% de certeza isso, sendo sempre necessário recorrer à análise estatística.
Ex. Poderíamos afirmar que, nestes gráficos apresentados, o 1º (Material x Tempo) não existe um efeito de interação; No 2º e no 3º (Material x Temperatura e Tempo x Temperatura, respetivamente) existe o efeito de interação entre as VI.
Ex. 2 x 2 x 2 – 3 efeitos principais ( 3 variáveis independentes) e 4 efeitos de interação ( VI I com VI II ; VI com VI III; VI II com VI I e VI I com VI II com VI III).
Principais aspetos (Delineamento experimental complexo):
· Constitui um avanço aos delineamentos experimentais simples, sendo mais eficiente, económico e necessita menos observações para se adquirir um resultado preciso;
· Este delineamento permite que os resultados sejam mais facilmente generalizados;
· Permite estudar o efeito de várias VI na VD;
· Permite obter diferentes resultados - efeitos principais e interações.
· O número de VI deve ser determinado com base em critérios teóricos e de parcimónia;
· É fundamental garantir a distribuição aleatória dos participantes pelas condições experimentais;
· É importante controlar possíveis efeitos de ordem sempre que se utilizam VI intra-participantes;
· É importante utilizar o mesmo número de participantes em cada condição inter-participantes.
Enviesamentos e artefactos:
· Consciência da resposta esperada (demand characteristics): Pistas (mais ou menos subtis) que revelam o objetivo e hipóteses da experiência. Estas pistas podem determinar os resultados já que os participantes alteram o seu comportamento de forma a serem consistentes com o suposto objetivo da experiência;
· Expectativas do experimentador: O experimentador tem expectativas sobre a forma como os participantes devem responder e comunica essas expectativas de uma forma inconsciente através de linguagem verbal e/ou não verbal;
· Desejabilidade social: Quando os participantes se comportam de uma forma que acham ser socialmente desejável;
As pessoas normalmente possuem atitudes mais extremadas do que aquelas que estão dispostas a reportar em condições normais.
· Formulação e/ou formato de apresentação das perguntas: A forma como a pergunta é colocada e a natureza das opções de resposta podem influenciar as respostas dos participantes.
Numa experiência/ investigação:
Porquê o laboratório?
· Fácil implementação de procedimentos padronizados;
· Facilita a manipulação das VI e controlo das VE;
· Permite a medição mais precisa da VD;
· Permite a utilização de várias tecnologias.
Como são recrutados os participantes?
· Pool de participantes (Universidades);
· Através de pagamento;
· Interesse em grupos específicos (crianças, pacientes com determinada patologia, etc.).
O que acontece depois de realizada a experiência?
· Analisar os resultados utilizando métodos estatísticos;
· Realizar nova experiência;
· Ou, escrever um artigo cientifico. 
Processo até um artigo ser publicado:
1. Um grupo de cientistas estuda algo;
2. Um grupo de cientistas escreve sobre os resultados da sua investigação;
3. O grupo de cientistas envia o artigo para uma editora de uma revista científica;
4. A editora da revista científica recebe-o e envia-o novamente para o remetente (grupo de cientistas) para uma revisão de modo a cumprir todos os critérios necessários de forma exigente;
5. Vários especialistas revêm o artigo, comunicando com a editora e com o grupo de cientistas de modo a obter o melhor resultado;
6. Quando o resultado estiver de acordo com os preceitos científicos estabelecidos e de agrado de todos os intervenientes, o artigo é publicado.
Conteúdo e organização de um relatório científico:
· Título:
· Um enunciado conciso do problema investigado e do domínio em que este se inscreve;
· O título deve apresentar o tema principal do estudo e identificar as VI e VD, tal como a relação entre elas;
· 8 a 15 palavras.
· Resumo:
· Características: exato, conciso e específico, coerente e de leitura fácil;
· Deverá conter uma afirmação inicial sobre o problema investigado que poderá apresentar o objetivo da investigação ou a sua hipótese principal e fazer uma referência aos participantes, mencionando as suas características mais pertinentes para o estudo em causa;
· Descrição sucinta do método (experimental, correlacional, quase-experimental) indicando qual o paradigma utilizado ou indicando o procedimento, testes ou equipamentos utilizados;
· Apresentação dos resultados. Esta apresentação pode ser feita de forma articulada com as hipóteses;
· Principais conclusões e/ou implicações e/ou aplicações práticas.
· Introdução:
· Discussão da literatura:
· Não é uma revisão histórica exaustiva;
· Os trabalhos citados devem ser pertinentes para o problema estudado;
· Os conceitos ou termos técnicos devem ser explicados logo quando são primeiramente mencionados;
· Demonstrar continuidade lógica entre o presente trabalho e estudos anteriores;
· Deve ser sublinhada a diferença entre o presente estudo e estudos anteriores;
· Algures na 1ª página da introdução deve ser referido o objetivo principal do estudo para ajudar o leitor a contextualizar a restante informação.
· Apresentação do problema a ser estudado:
· 1 a 2 parágrafos;
· Importância do problema;
· Como é que as hipóteses e delineamento da investigação se relacionam com o problema;
· Implicações teóricas do estudo e como este se relaciona com estudos anteriores;
· Que pressupostos teóricos são testados e como foram deduzidos.
· Indicar os objetivos do estudo e abordagem metodológica utilizada:
· Responda às questões: variáveis a controlar/manipular, resultados esperados e a sua justificação (para cada hipótese a estudar).
· Método (Participantes, Material/Instrumentos, Procedimento):
· Permite a replicação da investigação/experiência;
· Avaliar se os métodos foram apropriados, precisão e validade dos resultados.
· Resultados:
· Análise descritiva dos resultados;
· Análise inferencial (teste de hipóteses), referências aos testes estatísticos, valores do teste, níveis de significância, etc.;
· Tabelas e figuras;
· Explicar e referenciar todas as tabelas e figuras no texto.
· Discussão:
· Resumo dos resultados mais importantes e a sua interpretação e relação com hipóteses de estudo;
· Relação dos resultados do presente estudo com os resultados de estudos anteriores;
· Implicações do estudo;
· Limitações do estudo;
· Direções e sugestões futuras de estudo.
· Referências bibliográficas.
Amostragem, Validade e Fiabilidade:
Tipos