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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
Instituto de Ciências Humanas
Curso de Psicologia
Disciplina: Psicopatologia Geral
Professor: Flávio Rossi Provazi
Aluno: Aline dos Santos Medeiros – RA: T910765
DALGALARRONDO, P. A Orientação e suas Alterações. In: DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais: Porto Alegre, Artmed, 2000. Cap.12, p.109-113.
A ORIENTAÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES – Capítulo 12
A avaliação da orientação é um instrumento valioso para a verificação das perturbações do nível de consciência. A seguir, tem os vários tipos de orientação: 
Orientação Auto psíquica (subjetiva): é a orientação do indivíduo com relação a si mesmo. E: como se chama, que idade tem, qual sua nacionalidade, profissão, etc. Orientação autopsíquica: É a orientação do indivíduo em relação a si mesmo. Revela se ele sabe quem é, idade, data de nascimento, profissão, estado civil, etc.
Orientação Alo psíquica (lugar): é a orientação do sujeito em relação ao mundo, tempo e espaço; Orientação alopsíquica: É a capacidade de orientar-se em relação ao mundo, isto é, quanto ao espaço (orientação espacial) e quanto ao tempo (orientação temporal). 
Orientação Temporal (tempo): indica qual o momento cronológico que estamos vivendo, a hora do dia, se é manhã, tarde ou noite, o dia da semana, mês ou ano e a estação do ano. 
Orientação Espacial (espaço): é a orientação quanto à localização do sujeito, onde ele se encontra, em qual instituição está, o andar do prédio, a cidade, estado e o país onde se encontra. Também se refere à distância que o mesmo percorreu, por exemplo, do hospital até a sua residência, em quilômetros e horas de viagem.
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO 
Desorientação por redução do Nível de Consciência ou desorientação tropos ou confusa: É a forma mais comum de desorientação que deixa o indivíduo desorientado por uma turvação da consciência, que produz uma alteração também da atenção, da concentração e da capacidade de integração dos estímulos ambientais, impedindo que o indivíduo aprenda a realidade de forma clara e precisa; 
Desorientação por Déficit de Memória de fixação ou Desorientação Amnésica: É quando o indivíduo não consegue fixar em sua memória as informações ambientais básicas, perdendo a noção do fluir do tempo, passando a ficar desorientado temporo espacialmente.
Desorientação por Apatia e/ou Desinteresse Profundo ou Apática ou 
Abúlica: O indivíduo torna-se desorientado devido a uma marcante alteração de humor. Então, por falta de motivação e interesse, não investe mais sua energia no mundo e não se atém mais a os estímulos ambientais, tornando-se desorientado; 
 Desorientação Delirante: Ocorre quando o indivíduo está imerso em um profundo estado delirante, vivenciando ideias delirantes muito intensas, pelas quais creem com convicção que estão habitando o lugar de seus de lírios. Por exemplo, o paciente pode afirmar que está no inferno ou em outro planeta; 
Desorientação Oligofrênica: Ocorre em indivíduos com graves déficits intelectuais, por incapacidade ou dificuldade em compreender o ambiente
A ORIENTAÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES
A capacidade de situar-se quanto a si mesmo e quanto ao ambiente é elemento básico da atividade mental. A avaliação da orientação é um instrumento valioso para a verificação das perturbações do nível de consciência. As alterações da orientação também poder ser decorrentes de déficits de memória (como nas demências) e de qualquer transtorno mental grave que desorganize o funcionamento mental global. p. 109
Conforme Dalgalarrondo (2008, p. 109) “A capacidade de orientar-se requer a integração das capacidades de atenção, percepção e memória”.
A orientação é vulnerável aos efeitos da disfunção ou do dano cerebral. A desorientação é um dos sintomas mais frequentes das doenças cerebrais. Apesar disso, a orientação preservada não significa obrigatoriamente que o sujeito não apresente qualquer alteração cognitiva ou atencional. p. 109
	
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO (SEGUNDO A ALTERAÇÃO DE BASE)
Há vários tipos de desorientação, de acordo com a alteração de base que a condiciona. Para Dalgalarrondo (2008, p. 111) “A desorientação ocorre, em primeiro lugar, em relação ao tempo. Só após o agravamento do transtorno, o indivíduo se desorienta quanto ao espaço e, finalmente, quanto a si mesmo”.
- Desorientação por redução do nível de consciência (desorientação torporosa ou confusa): É aquela na qual o indivíduo está desorientado por turvação da consciência. Tal turvação e o rebaixamento do nível de consciência produzem alteração da atenção, da concentração e, da capacidade de percepção e retenção dos estímulos ambientais. A alteração do nível de consciência é a causa da desorientação. Essa é a forma mais comum de desorientação. p. 111
- Desorientação por déficit de memória imediata e recente (desorientação amnésica): O indivíduo não consegue reter as informações ambientais básicas em sua memória. Perde a noção do fluir do tempo, do deslocamento, do espaço, passando a ficar desorientado temporoespacialmente. É típica da síndrome de Korsakoff. A Desorientação demencial é muito próxima da amnésica. Ocorre não apenas por perda de memória de fixação, mas por déficit de reconhecimento ambiental (agnosias) e por perda e desorganização global das funções cognitivas. Ocorre nos diversos quadros demenciais (doença de Alzheimer, demências vasculares, etc.). p. 112
- Desorientação apática ou abúlica: Ocorre por apatia ou desinteresse profundos. O indivíduo torna-se desorientado devido a uma marcante alteração do humor e da volição, comumente em quadro depressivo. Por falta de motivação e interesse, o indivíduo muito deprimido, não investe sua energia no mundo. p. 112
- Desorientação delirante: Ocorre em indivíduos que se encontram em profundo estado delirante, vivenciando ideias delirantes muito intensas, crendo com convicção plena que estão “habitando” o lugar (e/ou o tempo) de seus delírios. Nesses casos é comum a chamada dupla orientação, na qual a orientação falsa, delirante, coexiste com a orientação correta. O paciente afirma que está cercado por demônios, por exemplo. p. 112
- Desorientação por déficit intelectual (desorientação oligofrênica): Ocorre em indivíduos com deficiência ou retardo mental grave ou moderado. A desorientação corre por incapacidade ou dificuldade de compreender o ambiente e de reconhecer e interpretar as convenções sociais que padronizam a orientação do indivíduo no mundo. p. 112
- Desorientação por dissociação (desorientação histérica): Ocorre em quadros histéricos, acompanhados de alterações da identidade pessoal (fenômeno de possessão histérica ou desdobramento da personalidade) e de alterações da consciência secundária à dissociação histérica (estado crepuscular histérico, quadros dissociativos psicogenéticos, etc.). p. 112
- Desorientação por desagregação: Ocorre em pacientes psicóticos, geralmente esquizofrênicos em estado crônico e avançado da doença, quando o indivíduo, por desagregação profunda do pensamento, apresenta toda a sua atividade mental gravemente desorganizada, o que o impede de se orientar de forma adequada quanto ao ambiente e quanto a si mesmo. p. 112
- Desorientação quanto à própria idade: É uma discrepância de cinco anos ou mais entre a idade real e aquela que o paciente diz ter. Tem sido descrita em alguns pacientes esquizofrênicos crônicos. p. 113

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