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Centro de Referência da Assistência Social (cras) 
Renivaldo Gomes dos santos, nova serrana mg
 serviço de convivência e fortalecimento de vínculos (SCFV)
Lidiane Ferreira Correia Bicalho
Letícia Cristina Bento
3. REFERENCIAL TEÓRICO / DISCUSSÃO
Atualmente, os benefícios oferecidos à população pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), estão previsto no capitulo IV, artigo 22 da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), regulamentado pelo decreto n° 6.307 de 14 de Dezembro de 2.007. A concretização da Política Nacional de Assistência Social- (PNAS), ocorreu com a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que institui dois níveis de proteção social, a proteção social básica e a proteção social especial que se dividi em média e alta complexidade. A proteção social básica tem por finalidade prevenir situações de risco e é mediada pelos Centros de Referência de Assistência Social- CRAS, com um caráter essencialmente preventivo. A proteção social especial apresenta duas modalidades, a de média complexidade, operacionalizada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que presta serviços de proteção junto às famílias que tiveram seus direito violados e ainda há vínculos familiares e a proteção especial de alta complexidade onde além da violação de direitos os citados vínculos já foram rompidos. Encontra-se em fase de estudo, reflexão e elaboração os eixos estruturantes do Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos para crianças e adolescentes de 06 a 15 anos e apresentam 02 eixos iniciais, o eixo de convivência social, e o eixo participação . Na convivência social é o principal eixo por traduzir melhor a essência dos serviços de proteção social básica e volta-se ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e sendo ainda estudada a participação de crianças e dos adolescentes, em função dos conceitos e fundamentos que passam a compreensão e a concepção da infância e do adolescente. 
No Brasil a década de 80 foi marcada por avanços grandiosos, no que se refere aos direitos sociais, segundo Couto (2004) é possível notarmos a partir do artigo 03 da constituição que define seus objetivos da seguinte forma:
· Construir uma sociedade livre, justa e solidária.
· Garantir o desenvolvimento Nacional.
· Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.
· Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
Os usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos são divididos em grupos a partir de faixas etárias, considerando as especificidades de dos ciclos de vida. Os grupos são planejados de forma coletiva, contando com a participação ativa do técnico de referência, dos orientadores sociais e dos usuários.
· Crianças de até 06 anos.
· Crianças e adolescentes de 06 a 15 anos.
· Adolescentes de 15 a 17 anos.
· Jovens de 18 a 29 anos.
· Adultos de 30 a 59 anos.
· Pessoas Idosas. 
Os usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de vínculos, (SCFV) são divididos em grupos, e os trabalhos em grupo são organizados de modo a estimular as trocas culturais, desenvolver o sentimento de pertença de identidade, a partilha de vivencias e fortalecer os vínculos familiares considerando o incentivo da socialização e a convivência familiar e comunitária.
O serviço tem como objetivo fortalecer as relações familiares e comunitárias, além de promover a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido de vida coletiva. O Serviço de convivência e Fortalecimento de Vínculos SCFV possui um caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários.
Segundo Raichelis, (2010, P.734). 
 A partir dos de 1.980, deu-se o marco da construção do projeto da ruptura 
 com o conservadorismo, que se viu o agravamento das questões sociais
 e suas dramáticas expressões a incluir no cotidiano de vida e trabalho de 
 indivíduos, grupos,famílias, coletividade, nas quais o serviço social trabalha.
OBJETIVO GERAL:
Conhecer e explorar o desenvolvimento e o planejamento dos benefícios ofertados pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, (SCFV) assim como seu público alvo, conhecerem a demanda seguida e os desafios propostos e situações vivenciadas em nosso cotidiano, conhecendo, separando e diferenciando os direitos e deveres de cada usuário do Centro de Referencia de Assistência Social, (CRAS), desenvolver o sentimento de pertença de identidade, a partilha de vivencias e fortalecer os vínculos familiares considerando o incentivo da socialização e a convivência familiar e comunitária. 
OBJETIVOS ESPECIFICOS: 
· Promover os acessos a benefícios e serviços socioassistencial, fortalecendo a proteção social de assistência social. 
· Promover momentos de reflexão do papel de famílias e crianças em seu desenvolvimento infantil.
· Estimular, através do acesso à informação os direitos e deveres dos usuários sobre cidadania
· Incentivar os acessos a manifestações artísticas, culturais, esportivas e ao lazer.
· Orientar aos usuários na construção e reconstrução de suas historias e vivências individuais e coletivas. 
· Incentivar e motivar, para despertá-lo das potencialidades no desenvolvimento da autonomia.
· Garantir os espaços de convívio familiar e comunitário, a fim de desenvolver relações de afetividade e sociabilidade.
· Auxiliar na introdução, reintrodução e permanência escolar. 
· Assegurar vivencia que valorizem as experiências e reconhecimentos estimulando suas escolhas de crescimento individual ou em grupo.
· Criação e execução de projetos que garantam o bem estar, físico e psicológicos, dentre os usuários do grupo de convivência.
Nas palavras da técnica de referência, e minha supervisora de campo;
Nas ações desenvolvidas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, o foco principal é o acolhimento na chegada das famílias, terem uma boa recepção e percepção de suas demanda, fazendo os trabalhos da forma mais adequada de cada família, desta maneira a equipe acaba entrando nas situações mais complexas e delicadas das famílias e de acordo com que visualizamos, conseguimos fazer os encaminhamentos necessários até conseguirmos atingir nossos objetivos. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, São Paulo. SARAIVA, 2005.
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretária Nacional de Assistência Social, (SNAS), proteção básica do sistema único de assistência social.
MAGALHÃES, E, P, Documentos técnicos sobre indicadores para monitorar e avaliar a implantação do CRAS, e a implementação do PAIF, Brasília, (2008) MDS/ PNUD
CFESS- Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de assistência social. 
Couto, Yasbek; Raichelis, ( 2011)
PNAS (2004) e tipificação Nacional do Serviço Socioassistenciais, (2009).
CASTRO, F, J, R. Características espaciais necessárias ao CRAS para adequação as prescrições normativas no âmbito do (SUAS) e a integração do MDS.
CRUY, Carlos RJ. Educação e contradição. São Paulo, Cortes, 2000.

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