Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

MANUAL DO CURSO ONLINE 
 
 
 
 
Toronto – Junho – 2021 
 
2 
 
SUMÁRIO 
 
1. Porque um curso sobre Interações Responsivas para a Aprendizagem 
 
 
3 
2. Como o curso está estruturado 
 
 
3 
3. O que são Interações Responsivas para a Aprendizagem 
 
 
4 
4. As 4 perguntas que ajudam a promover Interações Responsivas para a 
Aprendizagem 
 
6 
5. A zona de aprendizagem da criança 
 
 
7 
6. O que as crianças são capazes de fazer, sentir e compreender em 
diferentes idades 
 
8 
7. O visitador domiciliar em ação 
 
 
10 
8. As 3 estratégias de orientação 
 
 
12 
9. O passo-a-passo da visita domiciliar 
 
 
15 
10. Como envolver irmãos e pais em interações responsivas para a 
aprendizagem 
 
16 
11. Supervisão responsiva 
 
 
18 
 
 
 
3 
 
O curso ‘Interações Responsivas para a Aprendizagem’ foi elaborado por uma 
equipe brasileira-canadense na Universidade de Toronto, Canadá, liderada pelas 
professoras-pesquisadoras Jennifer Jenkins e Michal Perlman, com a coautoria de 
Alessandra Schneider (Ph.D.) e Nina Sokolovic (Ph.D.). 
Este manual apresenta uma síntese das principais temáticas abordadas no 
curso online. Destina-se aos profissionais da primeira infância, tanto àqueles que 
atuam diretamente com as famílias quanto aos seus supervisores. O objetivo final é 
instrumentalizar os professionais para apoiar os cuidadores a se envolverem em 
interações responsivas com as crianças no dia-a-dia. 
 
1. Porque um curso sobre Interações Responsivas para a Aprendizagem 
Milhares de crianças em países de baixa e média renda não estão alcançando 
seu potencial de desenvolvimento. Programas de visita domiciliar que apoiam as 
famílias na transição para a parentalidade têm obtido sucesso na melhoria de 
indicadores de saúde materno-infantil. No entanto, eles também têm o potencial para 
alavancar o desempenho cognitivo, sócio emocional e a linguagem das crianças 
pequenas. 
Um dos fatores mais significativos para o desenvolvimento cognitivo e sócio 
emocional na primeiríssima infância é a qualidade das interações que as crianças 
experimentam com os cuidadores. As interações responsivas para a aprendizagem são 
caracterizadas por uma sensibilidade aos interesses, necessidades e nível de habilidade 
das crianças, bem como pelo uso de linguagem estimulante em interações recíprocas 
(vai-e-vem). Esse tipo especial de interação demonstra apoiar o desenvolvimento em 
regiões do cérebro responsáveis pela linguagem e cognição. 
Embora todos os cuidadores tenham a capacidade de se envolver nesse tipo de 
interação, muitos cuidadores e profissionais não reconhecem a sua importância. Além 
disso, os profissionais que reconhecem a importância das interações responsivas, 
muitas vezes não sabem como ensinar aos cuidadores como envolver as crianças nesse 
tipo de interação. 
 
2. Como o curso está estruturado 
O curso aborda o que são as interações responsivas, qual a sua importância 
para o bem-estar e o desenvolvimento das crianças pequenas, como podemos 
observar com mais atenção a perspectiva das crianças. Apresenta, ainda, estratégias 
de orientação para que os profissionais da primeira infância ajudem as famílias a se 
envolver em mais interações responsivas com as crianças, além de abordar como 
trabalhar em equipe e realizar supervisão de forma responsiva. 
 
 
4 
 
A estrutura do curso prevê que os 
participantes acessem a plataforma 
online individualmente ou em pequenos 
grupos, desde os seus municípios de 
origem. Cada módulo online leva cerca 
de duas horas e meia para ser concluído. 
O curso possui cinco módulos. 
 
 
 
 
Na plataforma online há videoaulas pré-
gravadas, exercícios de fixação de 
conteúdo (questionários e tarefas) e 
gravações para orientar as sessões 
coletivas intituladas de ‘Discussão entre 
Colegas’. As discussões entre colegas 
devem ser realizadas coletivamente 
pelas equipes municipais. 
 
 
3. O que são Interações Responsivas para a Aprendizagem 
[MÓDULO 1 – Videoaula #1] 
São interações que combinam dois ingredientes fundamentais: sensibilidade e 
estimulação. São também chamadas, nesse curso, de “Amor Mais”. 
 
 
 
 
Sensibilidade também é chamada de sintonia. Significa reconhecer e 
responder de maneira apropriada àquilo que a criança quer ou precisa. As crianças 
pequenas usam sinais sutis e muitas vezes não verbais, como expressões faciais ou 
gestos, para comunicar suas necessidades. Ser sensível é perceber os sinais e 
 
5 
 
pedidos de ajuda da criança e responder de maneira que satisfaça as necessidades 
dela. Engloba reconhecer o que a criança consegue e o que ainda não consegue 
fazer sozinha, além de responder positivamente aos interesses e às ideias da criança. 
 
 
 
 
 
Estimulação significa expandir a partir dos interesses da criança e desenvolver 
suas habilidades. A criança aprende mais e melhor sobre aquilo que lhe interessa. 
Portanto, estimulação envolve perceber onde está a atenção de uma criança em 
cada momento. Significa fazer comentários e/ou perguntas relacionadas ao objeto 
de atenção da criança, nomear, ampliar ideias e articular conceitos, revezar na 
conversa estabelecendo uma comunicação de ‘vai-e-vem’. Engloba, ainda, fornecer 
à criança o desafio e o suporte adequados ao seu estágio de desenvolvimento. 
 
Interações responsivas para a aprendizagem acontecem em todos os 
relacionamentos e ao longo do ciclo da vida, embora sejam particularmente 
importantes nos primeiros anos de vida com os cuidadores primários. 
 TAREFA 1.1 
Parte 1 - No espaço abaixo, escreva uma explicação sobre o que significa ser “sensível 
e estimulante” utilizando algumas frases simples. Explique por que é importante ter 
interações responsivas para promover a aprendizagem das crianças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Parte 2 - Tente explicar como é uma interação responsiva para a aprendizagem a um 
amigo, colega ou membro da família. Explique a ele por que é importante ser sensível 
e estimulante ao interagir com crianças. 
 
4. As 4 perguntas que ajudam a promover Interações Responsivas para a 
Aprendizagem 
[MÓDULO 1 – Videoaulas #2 e #3] 
 
 
Perceber qual é o sentimento da criança, 
a cada momento, e o que você pode 
fazer para ajudá-la a se sentir melhor, é 
o primeiro passo, pois sentir-se bem é o 
que permite à criança aprender com o 
que está acontecendo ao seu redor. 
 
 
Onde quer que a criança esteja olhando, 
isso indica o que ela está interessada. E 
se você conversar com ela sobre o foco 
de interesse, isso vai ajudar a promover 
o desenvolvimento da criança. 
 
 
Queremos ‘entrar na mente’ da criança e 
descobrir o que ela já sabe e o que pode 
estar pensando naquele momento. O 
que ela está curiosa para aprender. 
 
Quando estimulamos a criança a partir 
do seu foco de interesse – para onde ela 
está olhando e no que está pensando – e 
levamos em consideração como ela está 
se sentindo, oferecemos à criança 
oportunidades para novas 
aprendizagens. 
 
 
 
7 
 
 
Sempre que quiser ajudar as crianças a 
aprender e se desenvolver, pense em 
SOPA! 
 
5. A zona de aprendizagem da criança 
[MÓDULO 1 – Videoaula #3] 
O melhor aprendizado ocorre quando uma tarefa não é nem tão fácil - que a criança 
fique entediada (ver círculo verde na imagem abaixo) - e nem tão difícil - que a criança 
se sinta frustrada (ver círculo vermelho). 
 
 
 
 
 
Este desenho é uma representação 
gráfica da zona de aprendizagem que 
é representada pelo círculo amarelo. 
Esta zona engloba as atividades que 
a criança pode fazer e ser bem-
sucedida, mas apenas quando se 
esforça ou recebe apoio de alguém. 
Quando as crianças exercitam suas 
habilidades nessa zona, acabam 
aprendendo como fazer por conta 
própria e desenvolvem ainda mais 
suas habilidades. Por esse motivo, 
durante interações responsivas paraa aprendizagem, queremos que as 
crianças estejam nessa zona. 
 
A zona de aprendizagem varia de criança para criança, mas representa o nível 
mais apropriado e envolvente para você interagir com ela. Aqui estão algumas 
perguntas que nos ajudam a identificar a zona de aprendizagem da criança e a 
estimulá-la de maneira mais efetiva: (i) O que a criança entende e o que ela pode fazer 
sozinha?; (ii) O que está além das suas habilidades? (iii) Considerando as respostas das 
perguntas anteriores, o que eu posso fazer para manter a criança em sua zona de 
aprendizagem, oferecendo suporte e/ou desafio? 
 TAREFA 1.2 
No espaço abaixo, escreva uma breve descrição de uma interação na qual alguém 
amplia a partir dos interesses e habilidades da criança. 
 
 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. O que as crianças são capazes de fazer, sentir e compreender em 
diferentes idades 
[MÓDULO 2] 
Falar com uma criança é uma maneira poderosa de desenvolver sua linguagem 
desde o nascimento. Ler para e com uma criança pode ajudá-la a desenvolver suas 
habilidades linguística a partir dos 6 meses de idade. 
As crianças começam a experimentar sentimentos de tristeza e/ou medo por 
volta dos 3 meses de idade. As crianças percebem que os outros têm pensamentos e 
sentimentos diferentes dos seus a partir dos 18 meses. Portanto, mesmo antes de 
completar 2 anos de idade, as crianças já começam a entender que as outras pessoas 
experimentam o mundo de uma maneira diferente da maneira que elas 
experimentam. 
A aprendizagem acontece quando os adultos usam os momentos cotidianos 
para ensinar as crianças, a partir do nascimento, e fazem isso de uma forma que é 
sensível ao que as crianças estão SENTINDO, PENSANDO e SÃO CAPAZES DE FAZER 
naquele momento. Entender o que as crianças sentem, pensam e são capazes de fazer 
envolve OBSERVAR E INTERPRETAR OS SINAIS SUTIS DA CRIANÇA, como a sua 
linguagem corporal (gestos, expressões faciais). 
 TAREFA 2.1 
Pense em uma criança que você viu brincando recentemente (na rua, na casa de uma 
família, etc.). No espaço abaixo, escreva uma descrição do que a criança estava 
fazendo. Em seguida, descreva os sentimentos, possíveis pensamentos e o que a 
criança era capaz de fazer (a 'zona de aprendizagem da criança'). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 TAREFA 2.2 
Parte 1 - Dedique 5 minutos para escrever um parágrafo descrevendo os primeiros ou 
últimos 10 minutos do dia (ao acordar ou dormir) do ponto de vista de uma criança do 
sexo feminino de 2 anos de idade. Algumas perguntas para escrever sobre: Como a 
menina está se sentindo? O que ela está pensando? O que ela quer fazer? O que os 
pais dela estão fazendo? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parte 2 - Quando terminar de escrever, sublinhe as palavras / frases do seu texto que 
destacam o que a criança está sentindo, pensando e é capaz de fazer. 
 
 TAREFA FINAL, 2ª Parte (Módulo 2) 
Por favor, encontre uma oportunidade para interagir com uma criança. Se isso não for 
possível no seu trabalho, você pode fazê-lo com um amigo, filho de um colega ou 
membro da família. Use o seu celular para gravar a interação (se o responsável pela 
criança autorizar). Se isso não for possível, peça a outra pessoa para assistir à 
interação. Assista à interação gravada ou fale sobre ela com a pessoa que estava 
assistindo. 
Depois de realizar essa interação, complete essa tarefa na qual você será solicitado a 
responder algumas perguntas sobre a interação. Para cada pergunta, forneça uma 
resposta curta de 1 a 3 frases. 
Pergunta 1: Como a criança estava se sentindo? 
 
 
 
 
 
Pergunta 2: Para onde a criança estava olhando? 
 
 
 
 
 
 
10 
 
Pergunta 3: No que a criança estava pensando? 
 
 
 
 
 
Pergunta 4: Você percebeu/observou as habilidades da criança e ampliou a partir 
disso? Como? 
 
 
 
 
 
Pergunta 5: Você percebeu/observou os interesses da criança e ampliou a partir 
disso? Como? 
 
 
 
 
 
Pergunta 6: Qual a "pontuação" que você daria a si mesmo para essa interação em 
termos da sua sensibilidade/responsividade em relação à essa criança: alta, média 
ou baixa? Porquê? 
 
 
 
 
 
Pergunta 7: O que você poderia ter feito ainda melhor? 
 
 
 
 
 
7. O visitador domiciliar em ação 
[MÓDULO 3 – Videoaula #1] 
Interações responsivas são melhor compreendidas e assimiladas quando 
vivenciadas na cadeia de relacionamentos que está ilustrada abaixo. Quando o 
supervisor é responsivo com o visitador, o visitador poderá ser sensível ao interagir 
com os cuidadores e isso, por sua vez, aumentará a responsividade nas interações 
familiares que é tão importante para promover o desenvolvimento infantil. 
 
11 
 
 
 
 
Para que o visitador domiciliar estabeleça interações responsivas com os 
familiares, é importante aplicar os mesmos dois conceitos – sensibilidade e 
estimulação – a esses relacionamentos, conforme descrito abaixo. 
 
 
 
A sensibilidade na interação entre o 
visitador domiciliar e o cuidador 
envolve perceber e estabelecer uma 
sintonia com o que o cuidador está 
pensando e sentindo. 
* COMO O CUIDADOR ESTÁ SE 
SENTINDO? 
* PARA ONDE O CUIDADOR ESTÁ 
OLHANDO? 
* O QUE O CUIDADOR ESTÁ 
PENSANDO? 
 
 
 
Estimulação significa começar na 
zona verde - identificando o que o 
cuidador já está fazendo bem - e, 
em seguida, fazer sugestões de 
complementos simples que o ajude 
a manter a criança na sua zona de 
aprendizagem. 
* COMO POSSO AMPLIAR A PARTIR 
DISSO? 
 
 
12 
 
8. As 3 estratégias de orientação 
[MÓDULO 3 – Videoaula #2] 
Há 3 estratégias de orientação que os visitadores domiciliares devem utilizar 
durante as visitas para que os cuidadores aprendam a usá-las no dia-a-dia com as 
crianças. Elas são: 
 
 
 O visitador domiciliar deve ELOGIAR o cuidador sempre que 
ele demonstrar um comportamento responsivo em relação 
à criança. O visitador deve seja específico (dizer exatamente 
o que o cuidador fez que atingiu o objetivo. Por exemplo, 
“Você percebeu que a sua filha estava atenta olhando para 
a galinha no livro e você perguntou como é o som que a 
galinha faz”. Quando os cuidadores sabem o que estão 
fazendo certo e obtêm um retorno positivo é mais provável 
que continuem repetindo esse comportamento. 
 
 O visitador domiciliar deve DEMONSTRAR ao cuidador 
como ele pode estabelecer interações responsivas com a 
criança, ou seja, mostrar por meio do seu exemplo como 
observar e responder às iniciativas e aos interesses da 
criança. Depois de demonstrar, o visitador domiciliar pede 
ao cuidador que tente interagir com a criança de forma 
semelhante. O esforço do cuidador deve ser reconhecido 
pelo visitador por meio de elogio. 
O visitador também pode utilizar a demonstração para 
ensinar diretamente à criança uma nova habilidade. 
 
 
13 
 
 NARRAR pode ser usado pelo visitador domiciliar de duas 
formas. Para narrar as ações da criança, ou seja, falar em 
voz alta o que a criança está fazendo, sentindo e pensando. 
Isso pode ajudar a atrair a atenção do cuidador para a 
perspectiva da criança. Depois, o visitador pode pedir ao 
cuidador que experimente, ele mesmo, narrar as ações da 
criança. O visitador, pode, ainda, narrar as ações 
responsivas do cuidador, para que ele esteja mais 
consciente de como interage com a criança. 
É importante que os visitadores domiciliares elogiem os 
cuidadores quando eles narram ações positivas das 
crianças. 
 
Para apoiar os cuidadores a se envolverem em Interações Responsivas para a 
Aprendizagem, sugerimos que o visitador domiciliar: 
(i) FOCALIZE EM APENAS UMA DAS 4 PERGUNTAS DO SOPA POR VISITA (ou 
seja, se concentre no sentimento, ou no olhar, ou no pensamento da 
criança, ou em como os adultos podem ampliar a partir dos interesses da 
criança). 
 
(ii) FORNEÇA 1 ATÉ 3 SUGESTÕES BREVES E SIMPLES (utilizando as 3 estratégias 
deorientação: elogiar, demonstrar e narrar) enquanto observa o cuidador e 
a criança brincando, e que ajudem o cuidador a aprimorar sua sensibilidade 
e estimulação em relação à criança e à pergunta-foco. 
 
Por exemplo: 
Uma criança de 18 meses caminha em direção a uma bola de plástico, a 
segura nas mãos, olha para a cuidadora e estica os braços na direção da 
cuidadora, como que lhe convidando para jogar. O visitador observa a cena 
e pergunta à cuidadora: “O que o seu filho está provavelmente pensando?” 
[aguarda pela resposta da cuidadora]. Se a cuidadora não souber 
responder, o visitador complementa: “Eu notei que ele pegou a bola e 
olhou para você como se estivesse pensando em lhe convidar para jogar. 
Uma forma de responder com sensibilidade aos sinais do seu filho, é seguir 
o interesse dele, ou seja, jogar bola”. 
Agora que ele pegou a bola, você poderia dizer para ele “Você gosta dessa 
bola, não é? É uma bola amarela grande. Você quer ver como ela rola?” 
Cuidadora e criança jogam a bola um para o outro sentados no chão. A 
cuidadora demonstra para a criança como empurrar a bola com as mãos, 
jogando a bola na direção dela. Depois pede para a criança repetir e 
empurrar a bola na direção dela. Eles continuam praticando por alguns 
minutos. Isso ajuda a criança a construir memória muscular e a ter uma 
ideia do que ela precisa fazer para empurrar a bola. 
 
14 
 
O visitador observa a brincadeira e elogia a cuidadora ao dizer “Muito bem! 
Quando você brinca com o seu filho com o que ele está interessado e 
motivado – como esse jogo com a bola nesse momento – você fortalece o 
seu vínculo com ele e o ajuda a aprender a coordenar os seus movimentos”. 
O visitador poderia, ainda, oferecer um complemento simples à cuidadora, 
sugerindo que ela segure a bola acima da sua cabeça e ensine à criança, 
dizendo “Agora a bola está no alto... agora, a bola está de novo no chão.” 
 
 TAREFA FINAL (Módulo 3) 
Parte 1 - Encontre uma oportunidade para praticar orientação (coaching). Se você 
puder, encontre um adulto e uma criança e os treine em interações responsivas. Se 
você não puder, treine qualquer amigo, colega ou membro da família em qualquer 
habilidade. Use estratégias de orientação e motivação. 
Parte 2 - Depois de ter essa interação, inicie esta tarefa na qual você será solicitado a 
responder a uma série de perguntas sobre a interação. Para cada pergunta, forneça 
uma resposta curta de 1 a 3 frases. 
Pergunta 1: O que a pessoa já sabia antes de você começar a orientá-la? 
 
 
 
 
 
Pergunta 2: Quais estratégias você usou para ajudá-la a aprender? 
 
 
 
 
 
Pergunta 3: Como a pessoa reagiu/respondeu a cada estratégia? 
 
 
 
 
 
Pergunta 4: Como a pessoa se sentiu ao longo da interação? 
 
 
 
 
 
Pergunta 5: O que a pessoa aprendeu? 
 
15 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 6: O que é provável que a pessoa lembre e continue fazendo no futuro? 
 
 
 
 
 
Pergunta 7: O que você poderia ter feito ainda melhor? 
 
 
 
 
 
9. O passo-a-passo da visita domiciliar 
[MÓDULO 4 – Videoaula #1] 
PRIMEIRO PASSO: O visitador domiciliar demonstra pessoalmente (ou mostra no 
celular) uma interação responsiva. Isso implica reconhecer como a criança está se 
sentindo e qual é foco de interesse dela naquele momento. Depois de ter interagido 
de forma responsiva com a criança por cerca de 2 minutos, o visitador pedirá para o 
cuidador responder como as 4 perguntas de SOPA foram exibidas na interação. 
Como a criança estava se sentindo? 
Para onde a criança estava olhando? 
No que a criança estava pensando? 
Como o visitador ampliou a partir disso (sentimento, olhar e pensamento)? 
SEGUNDO PASSO: O visitador domiciliar apresenta os materiais lúdicos que trouxe para 
a visita domiciliar. É importante deixar a criança explorar os materiais e escolher com 
qual objeto e como ela e o familiar desejam brincar. Dar à criança a oportunidade de 
escolher o que é mais interessante para ela é uma ótima maneira de ser responsivo. 
TERCEIRO PASSO: Pare, Olhe e Escute. O visitador domiciliar e o familiar devem parar, 
olhar e escutar a criança, sobretudo quando iniciam uma nova interação. Esse 
momento contemplativo ajuda os adultos a perceber a perspectiva da criança e a 
responder sensivelmente a ela. Enquanto observam a criança, o visitador domiciliar 
pode pedir à mãe que responda algumas das perguntas do SOPA. 
QUARTO PASSO: Cuidador e criança começam a interagir, enquanto o visitador observa 
a interação, sem interferir. O visitador deve pensar nas 4 perguntas do SOPA aplicadas 
 
16 
 
à interação cuidador-criança. Ou seja, se o cuidador percebeu o sentimento da criança. 
Notou se ela está feliz, tranquila, triste ou frustrada? Se o cuidador seguiu o olhar da 
criança para descobrir no que ela está interessada naquele momento. Se o cuidador 
fez perguntas e/ou comentários relacionados ao pensamento da criança (por exemplo: 
se a criança está brincando com blocos, o cuidador poderia perguntar: "O que você 
está construindo?"). E se o cuidador fez algum tipo de ampliação como, por exemplo, 
relacionar a brincadeira do aqui-e-agora com uma experiência anterior da criança. “Ah, 
você está construindo uma torre, parecida com a torre do livro da Rapunzel”. O 
cuidador mantém a criança dentro da sua zona de aprendizagem e oferece um nível 
adequado de suporte e/ou desafio? 
QUINTO PASSO: O visitador domiciliar orienta o cuidador para que as interações sejam 
cada vez mais responsivas. Isto inclui utilizar as 3 estratégias de orientação (elogiar, 
demonstrar e narrar), e ainda: 
Seguir o exemplo da criança. 
Nomear o que a criança está olhando. 
Comentar o que a criança está pensando ou fazendo. 
Fazer uma pergunta para a criança e aguardar pela sua resposta. 
Elogiar a criança e o cuidador pelos seus esforços e acertos. 
 
10. Como envolver irmãos e pais em Interações Responsivas para a 
Aprendizagem 
[MÓDULO 4 – Videoaula #2] 
As crianças aprendem mais quando vivenciam interações responsivas, cheias de 
sensibilidade e estimulação, com todos os membros da família. 
IRMÃOS geralmente imitam e copiam uns aos outros. Compartilham e 
disputam a atenção dos pais e os brinquedos. Às vezes, o relacionamento pode ficar 
físico e agressivo. Mas também eles aprendem entre eles. Estudos científicos mostram 
que as crianças cujos irmãos mais velhos são companheiros sensíveis durante o jogo 
tendem a ter habilidades cognitivas, sociais e a linguagem mais desenvolvidas. Os 
menores aprendem a ser mais capazes de entender os outros e lidar com conflitos. 
 
17 
 
 
 
O visitador domiciliar pode convidar os IRMÃOS para participar das 
brincadeiras durante as visitas. E usar essa oportunidade para ensinar os mais velhos 
a responderem de forma sensível ao mais jovem, perguntando, por exemplo: “Como 
está seu irmão? Ele está feliz ou triste?”; “O que seu irmão está olhando?”; “No que 
sua irmã está interessada?”; “O que mais você pode perguntar para ela sobre esse 
brinquedo?”. 
Além dos irmãos, os PAIS são muito importantes para o desenvolvimento das 
crianças. As crianças cujos pais são mais presentes e envolvidos tendem a ter 
habilidades cognitivas e a linguagem mais desenvolvidas, melhor saúde física e mental, 
mais autoestima, resiliência e habilidades sociais, bem como mais empatia e respeito 
às normas. Diga aos pais que eles são importantes para o desenvolvimento de seus 
filhos. Dê sugestões de interações com base no tipo de brincadeiras que os pais 
gostam de ter. Ensine as 4 perguntas de SOPA para os pais também. 
 TAREFA 4.1 
Considere a seguinte família: uma mãe solteira com três meninos, com idades de 1, 4 e 
8 anos. A mãe está muito cansada e ocupada e tem que passar o dia todo segurando a 
criança de 1 ano porque ela é muito exigente. O menino de 8 anos é muito gentil e 
gosta de ajudar suamãe. Ele também gosta de brincar com seus irmãos menores, mas 
não é muito paciente e sempre joga do jeito que ele quer, em vez de seguir os 
interesses de seus irmãos mais novos. Escreva, no espaço abaixo, 3 ideias diferentes 
sobre o que você poderia fazer durante uma visita domiciliar com essa família para 
ajudar o irmão mais velho a ter mais interações responsivas para a aprendizagem com 
seus irmãos mais novos. 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
 
 
11. Supervisão responsiva 
[MÓDULO 5 – Videoaula #1] 
Quanto mais praticarmos ser responsivos uns com os outros, mais capazes 
seremos de ajudar os familiares a serem responsivos com suas crianças. Então, como é 
possível agir de forma responsiva durante as reuniões de equipe? 
1. ESTABELEÇAM UMA CONEXÃO 
Prestem atenção uns aos outros para ajudar a construir uma sintonia, uma conexão. 
Todos devem estar cientes das necessidades uns dos outros e apoiá-los de forma 
sensível. 
 
2. APOIEM A REFLEXÃO 
Deem às pessoas a oportunidade para se expressar. Quando um visitador domiciliar 
está compartilhando um caso difícil, todos devem ouvir atentamente para que o 
visitador se sinta compreendido e apoiado em seu trabalho. 
 
 
 
3. ELOGIEM 
Usem reforço positivo para reconhecer e valorizar os progressos alcançados. Todos 
são uma equipe e o sucesso de cada um é o sucesso de todo o grupo. Se um 
visitador domiciliar puder fazer uma pequena descoberta com o cuidador ou houver 
sinais de progresso em termos da qualidade das interações em uma família, esses 
progressos devem ser compartilhados e comemorados pelo grupo. 
 
4. DEFINAM UM OBJETIVO RELACIONADO A UMA PERGUNTA DO SOPA 
Definam um objetivo específico (uma das quatro perguntas do SOPA) para trabalhar 
com cada família. Discutam em grupo os casos mais difíceis. Identificar, 
 
19 
 
conjuntamente, uma das quatro perguntas do SOPA para orientar a família na 
próxima visita domiciliar, e pensem em como usar as 3 estratégias de orientação 
(ELOGIAR, DEMONSTRAR e NARRAR) durante a visita. 
Por fim, ponham em prática suas ideias por meio de dramatizações (uma pessoa 
atua como o cuidador, a outra como a criança, e o visitador realiza a orientação). 
Isso ajudará o visitador a explorar diferentes abordagens e ter um melhor 
desempenho durante a visita domiciliar. 
 
 TAREFA 5.1 
 
Escreva uma lista das 5 coisas mais importantes que você acredita que os visitadores 
devem lembrar de fazer para ajudar as famílias a ter interações mais responsivas. 
 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agradecimentos 
 
Agradecemos à Fundação Bernard van Leer pelo financiamento do projeto 
‘Interações Responsivas para a Aprendizagem’. Aos programas governamentais 
Criança Feliz e Primeira Infância Melhor (PIM) pelas contribuições ao 
desenvolvimento e implantação piloto do curso online (2018-2019). 
À Coordenação Estadual do Programa Criança Feliz no estado do Piauí e às 54 
equipes municipais piauienses pela participação nas fases de implementação e 
avaliação do curso em 2019. Aos supervisores e visitadores domiciliares dos 
programas PIM e Criança Feliz que autorizaram o uso de suas imagens para fins 
educacionais. E à Maria Farinha Filmes pela cessão de imagens do documentário 
‘O Começo da Vida’.

Mais conteúdos dessa disciplina