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Anatomia da Coluna Vertebral As principais funções da coluna vertebral são : Suporte para o corpo , proteção da medula espinal e nervos , movimentos do tronco . Essas funções são realizadas pelas vértebras e tecidos moles adjacentes Coluna vertebral humana se desenvolve em 24 vértebras: - 7 vértebras cervicais (C1- 7) - 12 vértebras torácicas (T1-12) - 5 vértebras lombares (L1-5) - Sacro (5 segmentos fundidos) - Cóccix (3-5 segmentos fundidos) Ossos unidos por meio de uma série de aproximadamente 361 articulações Curvaturas da coluna Vertebral 4 curvaturas fisiológicas normais: - Cifoses = curvas convexas posteriormente (torácica e sacral) Lordoses : curvas convexas anteriormente ( cervical e lombar) Curvaturas primárias : cifoses (vista desde os primeiros estágios de desenvolvimento fetal ) Curvaturas secundárias : lordoses , aparente depois do nascimento • Cifose torácica = de T2 a T12 é criada principalmente pela forma dos corpos vertebrais • Cifose sacral = da articulação lombossacra ao longo do sacro até a ponta do cóccix • Lordose cervical = Inicia formação aos 3-4 meses. No adulto é mantida pela porção anterior dos discos intervertebrais. • Lordose lombar = Se desenvolve a partir dos 9-18 meses pela ação dos músculos eretores da espinha. Se estende de T12 à articulação lombossacra. Mantida pela forma dos discos e dos corpos vertebrais • A lordose lombar e a cifose torácica aumentam da posição supino para a de pé • A lordose cervical compensa as variações na lordose lombar que ocorrem durante as mudanças de posição e durante o movimento normal. • Lordose lombar aumenta durante a postura ereta e a lordose cervical diminui durante essa atividade. • Lordose lombar diminui durante a flexão lombar para a frente e a lordose cervical aumenta, e ocorre o inverso durante a extensão lombar. • Cifoses, lordoses e discos intervertebrais: ajudam a absorver as cargas e dissipam as forças aplicadas à coluna: • O peso do tronco • Cargas aplicadas pelas extremidades inferiores durante a caminhada, corrida e salto. Anatomia de uma vértebra típica Dividida em duas regiões básicas: um corpo vertebral e um arco vertebral (também chamado de arco posterior ou arco dorsal). Composta por uma camada externa de osso compacto e um núcleo de osso trabecular ( osso esponjoso) A camada externa do osso compacto é fina nas superfícies discais do corpo vertebral e é mais espessa no arco vertebral e em seus processos. O osso compacto externo é coberto por uma fina camada de periósteo que é inervada por terminações nervosas, que transmitem tanto a nocicepção quanto propriocepção O osso compacto externo também contém muitos pequenos forames para permitir a passagem de numerosas veias e artérias nutricionais. O interior contém medula vermelha e os corpos vertebrais contêm um ou dois grandes canais para a veia basivertebral A densidade do osso nas vértebras varia de indivíduo para indivíduo, aumenta durante a puberdade e atinge um pico após os 20 anos, quando ocorre o fechamento das placas de crescimento dos centros secundários de ossificação. Uma diminuição na densidade mineral óssea abaixo dos limites normais é conhecida como osteoporose. A osteoporose também é acompanhada por um rearranjo das trabéculas no osso esponjoso. A diminuição na densidade mineral óssea e um rearranjo das trabéculas levam a uma perda de elasticidade no osso e um aumento na fragilidade óssea. Essas mudanças, por sua vez, aumentam a probabilidade de fratura vertebral. O CORPO VERTEBRAL Grande porção anterior de uma vértebra - suportar o peso da estrutura humana. Conectados uns aos outros por discos intervertebrais fibrocartilaginosos, criando uma coluna ou pilar flexível que suporta o peso do tronco e da cabeça. São capazes de resistir a forças adicionais da contração dos músculos axiais e proximais dos membros. São de forma cilíndrica e possuem características únicas em cada região nomeada da coluna. O diâmetro transversal dos corpos vertebrais aumenta da cervical para a lombar Trabéculas verticais predominam nos corpos vertebrais. As trabéculas verticais são suportadas por trabéculas horizontais Superfícies superior e inferior - variam de planas, mas não paralelas. Uma região elevada e lisa ao redor da borda do corpo vertebral é formada pela apófise anular A maioria dos corpos vertebrais são côncavos posteriormente (no plano transversal), onde ajudam a formar os forames vertebrais. Pequenos forames para artérias e veias aparecem na frente e nas laterais dos corpos vertebrais. Posteriormente há pequenos forames arteriais e um ou dois grandes forames centralmente posicionados para a veia basivertebral. Placas terminais As apófises do anel, também (epífises do anel) são centros secundários de ossificação que se desenvolvem ao longo da periferia dos aspectos superior e inferior dos corpos vertebrais antes da puberdade. Essas regiões se fundem com o restante dos corpos vertebrais, geralmente com a idade de 25 anos. As partes superior e inferior do corpo vertebral, incluindo a área associada às apófises do anel superior e inferior formam as placas terminais vertebrais. Arco VERTEBRAL • Pedículos • Lâminas • Processos articulares superiores e inferiores • Processos transversos • Processos espinhosos Pedículos Unem o corpo vertebral com o arco posterior Eles são curtos, grossos e arredondados e fixamse aos aspectos posteriores e laterais do corpo vertebral. Estão posicionados acima do ponto médio de um corpo vertebral Como os pedículos são menores que os corpos vertebrais, um sulco é formado acima e abaixo dos pedículos. Estes são conhecidos como incisuras vertebrais superiores e inferiores. As incisuras vertebrais inferiores e superiores das vértebras adjacentes e os discos que as unem formam o forame intervertebral. Lâmina São contínuas com os pedículos Eles são achatados de anterior a posterior e formam a porção posterior ampla do arco vertebral Curvam-se posteromedialmente para unir-se ao processo espinhoso, completando o forame vertebral. Processo espinhoso Projeta-se posteriormente e muitas vezes inferiormente às lâminas. O tamanho, forma e direção deste processo variam muito de uma região da coluna vertebral para a outra Funcionam como uma série de alavancas tanto para os músculos da postura quanto para os músculos do movimento ativo Forame Vertebral Abertura dentro de cada vértebra que é delimitada pelo corpo vertebral, pedículos esquerdo e direito, as lâminas esquerda e direita e o processo espinhoso. O tamanho e a forma do forame vertebral variam de uma região da coluna para a próxima e até de uma vértebra para outra. O canal vertebral é o composto de todos os forames vertebrais. Esta região abriga a medula espinhal, raízes nervosas, meninges e muitos vasos. Processo transverso Projetam-se, em parte, a partir da junção do pedículo e da lâmina (junção pediculo- laminar) Sua direção exata varia consideravelmente de uma região da coluna para a seguinte. Os processos transversos de vértebras cervicais típicas se localizam anteriormente aos processos articulares e laterais aos pedículos. Possuem um forame intertransversário para a passagem da artéria vertebral. Os processos transversos torácicos estão localizados atrás dos processos articulares, pedículos e forames intervertebrais. Eles também articulam com as costelas. Os processos transversos lombares (Processos Costiformes) situam-se em frente aos processos articulares lombares e posteriores aos pedículos e forames intervertebrais. Servem como locais de fixação muscular e são usados como braços de alavanca pelos músculos da coluna vertebral. Os músculos que se ligamaos processos transversos mantêm a postura e induzem a rotação e a flexão lateral das vértebras simples e da coluna como um todo. Processo articular superior Projetam-se da junção pediculolaminar Os processos articulares superiores esquerdo e direito projetam-se superiormente, e a superfície articular (faceta) de cada processo articular se depara posteriormente (pósteromedial na cervical e lombar ou pósterolateral na torácica). Processo articular inferior Projetam-se inferiormente a partir da junção pediculolaminar Superfície articular (faceta) é voltada anteriormente. Direção precisa na qual eles se deparam varia de anterolateral (região cervical) a anteromedial (regiões torácica e lombar). Componentes funcionais de uma vértebra Cada região de uma vértebra típica está relacionada a uma ou mais das funções da coluna vertebral = suporte, proteção da medula espinhal e raízes nervosas espinhais e movimento Em geral, os corpos vertebrais ajudam no suporte, enquanto os pedículos e lâminas protegem a medula espinhal e os arcos posteriores suportam e transferem peso. Os processos articulares superiores e inferiores ajudam a determinar o movimento da coluna vertebral pela junção de suas facetas. Os processos transversos e espinhosos auxiliam o movimento, atuando como braços de alavanca, sobre os quais os músculos da coluna atuam. Discos intervertebrais As articulações dos corpos vertebrais são sínfises (articulações cartilagíneas secundárias) destinadas a sustentação de peso e resistência. Os discos intervertebrais oferecem fixações fortes entre os corpos vertebrais, unindo-os em uma coluna vertebral semirrígida contínua Os discos representam 20 a 25% do comprimento (altura) da coluna vertebral Possibilitam o movimento entre vértebras adjacentes e sua deformabilidade elástica permite que absorvam o choque. Cada disco intervertebral é formado por um anel fibroso, uma parte fibrosa externa, composta de lamelas concêntricas de fibrocartilagem, e uma massa central gelatinosa, denominada núcleo pulposo. A espessura dos discos varia nas diferentes regiões da coluna. Ela aumenta à medida que a coluna vertebral desce. Sua espessura em relação ao tamanho dos corpos unidos está relacionada mais claramente com a amplitude de movimento. Os discos são mais espessos na parte anterior nas regiões cervical e lombar, e a variação de formatos é responsável pelas curvaturas secundárias da coluna vertebral Estrutura avascular e composta de fibras colágenas, água e proteoglicanos. A nutrição do disco intervertebral ocorre por meio de difusão dos nutrientes através da placa vertebral terminal Anel FIBROSO Consiste em lamelas concêntricas de fibrocartilagem que formam a circunferência do disco intervertebral Se inserem nas margens epifisiais lisas e arredondadas nas faces articulares dos corpos vertebrais As fibras que formam cada lamela seguem obliquamente de uma vértebra até a outra, formando um ângulo de cerca de 30 graus ou mais com o eixo vertical. As fibras das lamelas adjacentes cruzam-se obliquamente em direções opostas, formando ângulos maiores do que 60 graus Permite rotação limitada entre vértebras adjacentes, enquanto proporciona uma forte ligação entre elas. A vascularização do anel diminui progressivamente em direção central, e apenas o terço externo do anel recebe inervação sensitiva. Núcleo Pulposo Núcleo central do disco intervertebral. Natureza semilíquida é responsável por grande parte da flexibilidade e resiliência do disco intervertebral e da coluna vertebral como um todo. Os núcleos tornam-se mais largos quando são comprimidos e mais finos quando são tensionados ou distendidos. Não está centralizado no disco, e sim posicionado entre o centro e a face posterior do disco. O núcleo pulposo é avascular; é nutrido por difusão de vasos sanguíneos situados na periferia do anel fibroso e do corpo vertebral. Articulação facertária Também chamadas de: articulações dos arcos vertebrais ou zigapofisárias São articulações sinoviais planas entre os processos articulares superiores e inferiores de vértebras adjacentes. Cada articulação é circundada por uma cápsula articular fina. A cápsula articular é fixada às margens das faces articulares dos processos articulares de vértebras adjacentes. Ligamentos acessórios unem as lâminas, processos transversos e processos espinhosos e ajudam a estabilizar as articulações Sacro Formato cuneiforme, geralmente é formado por cinco vértebras sacrais fundidas em adultos Situado entre os ossos do quadril Garante resistência e estabilidade à pelve e transmite o peso do corpo ao cíngulo do membro inferior, o anel ósseo formado pelos ossos do quadril e o sacro, aos quais estão fixados os membros inferiores O canal sacral é a continuação do canal vertebral no sacro Contém o feixe de raízes dos nervos espinais originadas abaixo da vértebra L I, conhecido como cauda equina, que continua descendo após o término da medula espinal. Presença de quatro pares de forames sacrais para a saída dos ramos posteriores e anteriores dos nervos espinais A base do sacro é formada pela face superior da vértebra S I Seus processos articulares superiores articulam-se com os processos articulares inferiores da vértebra L V. A margem projetada anteriormente do corpo da vértebra S I é o promontório da base do sacro, um importante ponto de referência obstétrico O ápice do sacro, sua extremidade inferior afilada, tem uma face oval para articulação com o cóccix. Cóccix Pequeno osso triangular que geralmente é formado pela fusão das quatro vértebras coccígeas rudimentares (podem haver variações). A primeira vértebra coccígea (Co I) pode permanecer separada do grupo fundido. Remanescente do esqueleto da eminência caudal embrionária, que está presente em embriões humanos do fim da quarta semana até o início da oitava semana. A face pélvica do cóccix é côncava e relativamente lisa, e a face dorsal tem processos articulares rudimentares Co I é a maior e mais larga das vértebras coccígeas. Seus processos transversos curtos estão conectados com o sacro. Seus processos articulares rudimentares formam os cornos coccígeos, que se articulam com os cornos sacrais O cóccix não participa na sustentação do peso do corpo na posição ortostática; entretanto, na posição sentada, ele pode sofrer alguma flexão anterior. O cóccix permite a inserção de partes dos músculos glúteo máximo e isquiococcígeo e do ligamento anococcígeo, a faixa fibrosa mediana dos músculos pubococcígeos.