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Livro Eletrônico
Aula 04
Criminologia p/ PC-CE (Delegado) Prof. Paulo Bilynskyj
Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
98511530363 - Luiz Oliveira Cavalcante Júnior
SUMÁRIO 
Sumário ....................................................................................................................... 1 
Boas Vindas ................................................................................................................. 5 
Considerações Gerais .................................................................................................. 5 
APRESENTAÇÃO PAULO BILYNSKYJ .................................................................................... 6 
APRESENTAÇÃO BEATRIZ PESTILLI ..................................................................................... 7 
APRESENTAÇÃO DO CURSO ............................................................................................... 8 
Qual a importância da criminologia na atualidade? ........................................................................................... 8 
Metodologia de curso ...................................................................................................... 14 
.PDF ................................................................................................................................................................... 15 
VIDEOAULAS ..................................................................................................................................................... 16 
Cronograma do curso ...................................................................................................... 18 
Quadro sinóptico de aula: Aula 04 ............................................................................ 19 
1 に Considerações Iniciais .......................................................................................... 20 
2 に Introdução ao estudo da Criminologia Contemporânea .................................... 20 
3 に Estatística Criminal e Cifras Criminais ................................................................. 21 
3.1 に Cifra Negra ............................................................................................................. 23 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 24 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 27 
3.2 に Cifra Dourada ......................................................................................................... 28 
3.2.1 - Fatores de natureza social ..................................................................................................................... 29 
3.2.2 - Fatores de natureza jurídico-formas ..................................................................................................... 30 
3.2.3 - Fatores de natureza econômica ............................................................................................................ 30 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 30 
3.3 に Cifra Cinza ............................................................................................................... 31 
3.4 に Cifra Amarela .......................................................................................................... 33 
3.5 に Cifra Verde .............................................................................................................. 33 
4 に Técnicas contemporâneas ................................................................................... 33 
4.1 に Técnicas de investigação ......................................................................................... 34 
4.2 に Técnicas de Investigação sociológica ...................................................................... 34 
4.2.1 に Investigação extensiva ou quantitativa ................................................................................................ 35 
Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
Aula 04
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4.2.2 に Investigação intensiva ou qualitativa ................................................................................................... 35 
4.2.3 に Investigação-Ação ................................................................................................................................. 35 
 Recognição visuográfica de local de crime ............................................................................................... 36 
 Perfilamento Criminal ............................................................................................................................... 36 
5 に Testes Criminológicos Contemporâneos ............................................................. 38 
5.1 に Teste de Personalidade Projetivos ........................................................................... 38 
5.1.1 に Técnica de Rorschach: .......................................................................................................................... 39 
5.1.2 に Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial: .................................... 39 
5.1.3 に Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person.................................................................................. 39 
5.1.4 に Tat ou Teste de apercepção temática .................................................................................................. 39 
5.2 に Testes de Personalidade Prospectivos ..................................................................... 40 
5.3 に Testes de Inteligência .............................................................................................. 40 
 Tabela de QI .............................................................................................................................................. 42 
5.3.1 に Teste de raciocínio aritmético .............................................................................................................. 43 
5.3.2 に Teste de memorias para números ........................................................................................................ 43 
5.3.3 に Teste de semelhança ............................................................................................................................ 43 
5.3.4 に Teste de arranjo de figuras ................................................................................................................... 43 
5.3.5 に Teste complementar figuras ................................................................................................................. 43 
5.3.6 に Teste do desenho de cubos .................................................................................................................. 44 
5.3.7 に Teste de números e símbolos ............................................................................................................... 44 
5.3.8 - Teste de arranjo de objetos ................................................................................................................... 44 
5.3.9 に Teste do Vocabulário ............................................................................................................................ 44 
6 に Fatores Sociais da Criminalidade ......................................................................... 44 
7 に Criminologia Contemporânea ............................................................................. 46 
7.1 に Criminologia no Estado Democrático de Direito ...................................................... 467.2 に Criminologia Ambiental .......................................................................................... 46 
7.1.1 に Classificação das teorias ambientais..................................................................................................... 47 
7.1.2 に Teorias teoria das atividades rotineiras ................................................................................................ 47 
7.1.3 に Teoria da escolha racional .................................................................................................................... 48 
7.1.4 - teoria do padrão racional ...................................................................................................................... 48 
7.1.5 に Teoria da oportunidade ........................................................................................................................ 49 
7.3 に Criminologia Cultural .............................................................................................. 49 
7.4 に Criminologia Feminista ........................................................................................... 49 
7.5 に Criminologia Queer ................................................................................................. 50 
7.6 に Criminologia e o Crime Organizado ........................................................................ 51 
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8 に Outros Temas Contemporâneos .......................................................................... 53 
8.1 に Bullying ................................................................................................................... 53 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 54 
7.2.1 に Legislação de combate à intimidação sistemática - Bullying ................................................................ 54 
7.2.2 に Classificação da Intimidação sistemática - Bullying .............................................................................. 55 
7.2.3 - Cyberbullying ......................................................................................................................................... 55 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 56 
8.2 に Assédio Moral ......................................................................................................... 56 
8.2.1 に Mobbing ................................................................................................................................................ 56 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 56 
8.3 に Stalking ................................................................................................................... 57 
 O tema em provas ..................................................................................................................................... 58 
9 に Questões .............................................................................................................. 58 
9.1 に Lista de questões comentadas ................................................................................ 58 
9.2 に Lista de questões sem comentários ......................................................................... 61 
9.3 に Gabarito ................................................................................................................. 74 
10 に Destaque à Legislação e Jurisprudência ............................................................ 75 
11 に Resumo .............................................................................................................. 82 
12 に Considerações finais .......................................................................................... 99 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 1: Brasão da Polícia Civil do Ceará 
Querido amigo e Delegado de Polícia, 
Seja bem-vindo ao nosso módulo regular de Criminologia direcionado ao cargo de Delegado 
de Polícia Civil/CE. 
Ah, quanto ao vocativo, não o estranhe. Você já é Delegado! 
Aliás, você nasceu Delegado. Eu te entendendo! 
É sobre estar sozinho na sua escolha, sobre proteger até quem não sabe que precisa de 
proteção... de proteger quem você prendeu na semana passada e hoje precisa da sua ajuda. 
Sobre abrir mão... 
Abrir mão do lazer, não conseguindo justificar para sua família que não passou tempo com 
ela para proteger outra. Eu realmente te entendo. 
Só que agora, Guerreiro, chegou a hora de viver esse sonho! 
Por isso, LUTE PARA VENCER! 
Meu desejo é que no dia da sua prova você seja o melhor colocado, porque só a vitória 
interessa a nós. Aqui, não aceitamos o médio, temos a Excelência como referencial! E você? 
Bem, você tem o selo dela e da vitória a partir de agora, pois aqui, nós só treinamos 
vencedores. 
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É uma honra correr ao seu lado, eu acredito em você! 
Paulo Bilynskyj 
Delegado de Polícia de SP e Professor. 
BOAS VINDAS 
Olá Delegado (a), 
VOLTAMOS com um pouco mais de Criminologia para Delegado de 
Polícia do Ceará. 
Guerreiro (a), tenho ouvido de muitos homens sábios que dizem: não importa muito como 
você começa, e sim como você termina. 
Essa é certamente uma verdade em relação aos estudos. Manter a intensidade e o foco é 
sempre um desafio. Por isso, quero encorajá-lo(la), a dar o seu melhor hoje, como se 
estivesse iniciando hoje os estudos. Porque importa mesmo é pegar o distintivo, esse é o 
final, o término da sua história no mundo dos concursos. Por isso, mantenha os olhos firmes 
nesta promessa e não pare até chegar lá. Faça a sua parte e Deus, com toda certeza, se 
WミI;ヴヴWェ;ヴ=àSWàa;┣Wヴà;àDげEノWくà 
Você consegue, eu acredito em você! 
Paulo Bilynskyj 
Delegado de Polícia de SP 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
Inicialmente, queremos compartilhar nossa alegria em tê-lo conosco neste módulo. Nós, 
Profs. Paulo Bilynskyj e Beatriz Pestilli, estamos felizes pela sua escolha. É um privilégio 
acompanhá-lo nessa jornada, preparando-o para concursos jurídicos que exploram a 
disciplina de criminologia. Somos Delegados de Polícia em São Paulo e concurso público é 
um assunto que falamos com propriedade, pois já fizemos o mesmo percurso que você se 
encontra hoje. 
Por isso, parabéns pela decisão! Aqui você encontrará tudo o que precisam para a aprovação. 
Nós acreditamos em você, nós acreditamos no seu sonho! 
Nas próximas linhas, falaremos um pouco sobre e nós e, em seguida, apresentaremos o nosso 
curso e como ele se desenvolverá nos próximos dias. 
Então vamos lá. 
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APRESENTAÇÃO PAULO BILYNSKYJ 
Olá Doutores (as), 
Eu sou PAULO BILYNSKYJ, Delegado de Polícia no Estado de São Paulo. Atualmente, e com 
muito orgulho, em exercício no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Titular 
do 2º Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime. 
Sougraduado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, e especialista em 
Criminologia, Segurança Pública e Política Criminal. 
Meu primeiro concurso público foi aos 12 anos, para o Colégio Militar de Curitiba. Lá tive 
a oportunidade de servir ao Exército Brasileiro e de internalizar valores como PÁTRIA, 
HONRA, DEVER e DISCIPLINA. 
Apaixonei-me pela carreira de Delegado de Polícia no terceiro período de faculdade e, logo 
que formei, iniciei minha preparação, alcançando a aprovação em meu primeiro 
concurso, em 2011, para o cargo de Delegado de Polícia do Estado de São Paulo, aos 25 
anos de idade, digo sempre: - cada minuto de estudo valeu a pena e eu faria tudo de novo. 
Dedico-me também à carreira de Professor aqui, no Estratégia Jurídico, lecionando as 
matérias de Lei (s) de Organização da Polícia Civil, Medicina Legal e Criminologia. 
Tenho também o privilégio de figurar como coautor de livros em parceria com colegas 
Doutores e amigos de caminhadas. Destaco as obras: 
 
2017 に Editora: Questões Discursivas. Delegado de Polícia に Questões Discursivas 
e Peças Práticas Comentadas e Respondidas. 
 
2018 にEditora: Novo Século. Polícia Civil do Estado de São Paulo に Concurso - 
Agente, Escrivão, Investigador, Apostila Preparatória. 
 
Por último, mas não menos importante, sou Consultor Técnico para Cinema e Televisão. 
Como puderam perceber, entrei na esfera de concursos públicos há aproximadamente 18 
anos e, desde então, tenho auxiliado pessoas a realizar seus sonhos. 
Por isso, digo sempre: sou professor por paixão! 
Acredito sempre no melhor dos meus alunos e que a aprovação é questão de tempo, 
estratégia e disciplina. Portanto, vamos à luta! 
Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões. Terei prazer em 
orientá-los da melhor forma possível nesta caminhada que estamos iniciando. 
Bons estudos. 
Paulo Bilynskyj 
Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
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 E-mail: pbilynskyj@gmail.com 
Facebook: Paulo Bilynskyj 
Instagram: @paulobilynskyj 
Youtube: Projeto Policial 
 
APRESENTAÇÃO BEATRIZ PESTILLI 
Olá, Doutores (as) 
Meu nome é BEATRIZ PESTILLI, também sou Delegada de Polícia no Estado de São Paulo. 
Orgulhosamente, integro os quadros da Polícia Civil de São Paulo desde 1997, quando 
ingressei na carreira de Investigadora de Polícia, permanecendo até 2012, ano em que 
avancei para o atual cargo de Delegada de Polícia. Estes mais de vinte anos de experiência 
no trabalho policial me permitem falar com desenvoltura sobre a realidade da nossa 
polícia judiciária estadual. 
Nesse período, tive a oportunidade de participar de vários cursos, dentro e fora da 
instituição, mas todos relacionados com nossa atividade fim; investigação criminal, tais 
como: 
 
Cursos na Academia de Polícia de São Paulo: 
 Técnicas de Entrevista e Interrogatório; 
 Estratégias de PNL; 
 Psicologia Investigativa; 
 Gerenciamento de Crises (dentre outros). 
 
Cursos na Secretaria Nacional de Segurança Pública: 
 Investigação Criminal; 
 Psicologia das Emergências; 
 Mediação de Conflitos (dentre outros). 
 
Em 2014, fui aprovada em mais um concurso, dessa vez para Professora da ACADEMIA DE 
POLÍCIA DE SÃO PAULO に ACADEPOL. Lá tenho a honra de ministrar a disciplina 
de Perfilamento Criminal - Unidade Docente III: Criminologia, além da oportunidade de 
ministras diversas aulas e palestras sobre temas correlatos. 
Sou GRADUADA em Direito pela UNIFIEO - Centro Universitário FIEO - em Osasco/SP 
(1999) e também em Psicologia pela UNISA - Universidade Santo Amaro - em São Paulo/SP 
Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
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(2009), sendo que ambas as graduações me acrescentaram muito conteúdo em diversas 
frentes de conhecimento. 
Possuo ainda duas pós-graduações que considero importantíssimas e pelas quais sou 
apaixonada. A primeira, Especialização latu sensu em Direito Penal (2007), que me trouxe 
a possibilidade de rever temas de direito de forma mais aprofundada. A segunda, e não 
menos importante, é a Especialização latu sensu em Psicologia Investigativa - Criminal 
Profiling (2016), que me acrescentou conhecimentos teóricos do universo da psicologia 
vinculados à prática de investigação criminal. Com certeza, esta é, na minha opinião, a área 
de conhecimento mais interessante do mundo. 
Dedico-me também à carreira de Professora aqui, no Estratégia Jurídico, lecionando a 
disciplina de Criminologia, com meu querido amigo Professor e Delegado, Paulo Bilynkyj. 
Como puderam ver, tenho enorme experiência na área policial e no ramo dos concursos. 
Acredito que nossa missão é ajudá-lo nessa caminhada. 
Acredito que este curso pode ser o melhor da sua vida, só depende de você 
Então, coloque amor, disciplina e dedicação em tudo que fizer e o resultado só pode ser a 
aprovação. 
Nós só treinamos vencedores. 
Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões. Será um prazer 
orientá-los nesta caminhada. 
 
Estou à disposição. 
Beatriz Pestilli 
E-mail: bmpestilli@hotmail.com 
Facebook: Bia Pestilli 
Instagram: biapestilli 
 
 
APRESENTAÇÃO DO CURSO 
Qual a importância da criminologia na atualidade? 
A partir de agora, daremos início ao nosso curso de CRIMINOLOGIA voltado às provas 
objetivas de Delta. Inicialmente, queremos deixá-lo a par da real importância do estudo da 
disciplina e, em seguida, apresentaremos nossa metodologia de estudo. 
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É que ainda hoje, muitos candidatos não sabem o porquê devem se dedicar ao estudo da 
matéria. Para muitos, a matéria não é tão atrativa quanto Direito Penal ou Processo Penal, 
por exemplo. Para outra parcela de alunos, a matéria não é tão relevante. 
Erro primário. 
Percebemos que esse tipo de pensamento ainda representa a maioria dos candidatos às 
vagas de concursos públicos, - esperamos que a partir de agora não mais -, porém, temos 
certeza que você que é nosso aluno sairá desta aula convencido da importância da disciplina 
e terá uma nova perspectiva com uma visão clara de todo conteúdo. 
Nossa proposta aqui, neste módulo, é desmistificar a dificuldade da matéria, deixá-lo apto 
a gabaritar toda e qualquer prova da disciplina e, sobretudo, fazer com que de fato se torne 
um candidato estratégico e isso acontecerá na medida em que você entender que: 
A sua prova não é um mestrado em direito penal, processo penal ou da matéria 
que você é apaixonado. A sua prova é composta por DISCIPLINAS ESTRATÉGICAS, 
com um número de QUESTÕES ESTRATÉGICAS, buscando aprovar CANDIDATOS 
ESTRATÉGICOS. 
Entender isso é integrar o ranking dos melhores rapidamente. 
Socialmente e culturalmente falando, podemos afirmar que a criminologia foi deixada de 
lado enquanto as outras ciências que, dentro das ciências criminais, ganharam força e 
destaque. 
A conclusão pode ser feita a partir de observações básicas e muito atuais. Quando 
encontramos pessoas falando de VIOLÊNCIA URBANA, APARELHAMENTO DO CRIME 
ORGANIZADO に デWマ;àケ┌WàデWマàゲキSラàSキゲI┌デキSラàWマàノ;ヴェ;àaヴWケ┌ZミIキ;àさWマàデWマヮラゲàSWàOPERAÇÃO 
LAVA-JATOざà-, crescimento desajustado da CORRUPÇÃO e tantos outros assuntos inclusos 
na atual pauta social, é possível notar que muitos manifestam, na maioria das vezes, uma 
visão crítica notadamente desprovida de informações reais ou um respaldo minimamente 
fundamentado. 
Com o crescimento e avanço da internet e, consequentemente, das redes sociais, essas 
opiniões dão àspessoas a possibilidade de emitir opinião sobre todo e qualquer tipo de 
assunto. Discussão sobre criminalidade então, é algo que está sempre em alta. Todo o mundo 
tem opinião, a maioria das pessoas as lançam, quase sempre, nas redes sociais. O problema 
disso, como já dizia ZAFFARONI, 
Diz-se que, atualmente, todos comentam sobrem futebol e violência, existindo 
milhares de técnicos desse esporte, e, na mesma proporção, criminólogos1. 
Não é que alguém precise ser Doutor ou Mestre em qualquer tema para manifestar opinião, 
mas um mínimo de fundamento nelas é imprescindível. 
 
1 ZAFFARONI, Eugênio Raúl. A Questão Criminal; Rio de Janeiro: Revan, 2013. 
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Não precisamos de uma análise profunda para perceber que a maioria das opiniões lançadas 
acerca da criminalidade, por exemplo, (ou até mesmo dos recentes casos de rebelião que 
ocorreu nos presídios Brasileiros, ou ainda, nas recentes e polêmicas decisões da Suprema 
Corte に como no caso destacado no Informativo nº 8602, m que se vedou o exercício de 
direito de greve a todos os policiais civis e aos que atuem diretamente na área de segurança 
pública), são reproduções de comentários prontos. (Vide jurisprudências sobre segurança 
pública em destaque no capítulo 5). 
P;ヴIWノ;à ノWキェ;à S;à ヮラヮ┌ノ;N?ラがà ゲキマヮノWゲマWミデWà ;IWキデ;à Wà ヴWヮヴラS┌┣à デW┝デラゲà さHラミキデラゲざがà ヮラヴYマがà
desprovidos de teorias ou conceitos científicos e que empobrecem a percepção a respeito 
das causas reais dos fenômenos delitivos, o que permite, uma fácil manipulação popular 
quando não um clamor social desfundado e midiático. 
A consequência? 
Certamente, a aprovação de medidas meramente paliativas. Aquelas que servem para 
absolutamente nada. É verdadeiramente o remédio que não cura, mas mitiga a doença. O 
resultado disso gera o que a doutrina classifica como DIREITO PENAL SIMBÓLICO. 
CLEBER MASSON3, nos explica: 
A função simbólica é inerente à todas as leis, não dizendo respeito somente as de cunho penal. São 
aquelas que não produzem efeitos externos, mas tão somente, na mente dos governantes e dos 
cidadãos. 
É que no primeiro caso, acarreta aos governantes a sensação de terem feito algo para a 
proteção da paz social. No outro, proporciona a falsa impressão de que a criminalidade está 
sob controle. 
Masson, 4 ainda revela que, no âmbito penal, o simbolismo manifesta-se de forma comum, 
no que ele chama de direito penal do terror que se verifica com a inflação legislativa do 
Direito Penal de Emergência, criando-se exageradamente figuras penais desnecessárias, ou 
então, aumento desproporcional e injustificado das penas em casos pontuais に Hipertrofia 
do Direito Penal. 
A título de exemplo, podemos citamos a criação da Lei 8.072/90 に Lei de Crimes Hediondos. 
Eà;ケà┗ラIZàテ=àゲ;HWがàエ=à┌マàヴラノàデ;┝;デキ┗ラàSWàIヴキマWゲàケ┌Wàゲ?ラàヮ┌ミキSラゲàIラマàさMUITOざàラ┌àIラマàさMáI“à
‘IGO‘ざàケ┌WàラゲàIヴキマWゲà;ノキàミ?ラàヮヴW┗キゲデラゲくàOàLWェキゲノ;SラヴàHヴ;ゲキノWキヴラàS;àSYI;S;àSWàΓヰがàデラマ;Sラàヮラヴà
 
2 Info 860: Policiais são proibidos de fazer greve. O exercício do direito de greve, sob 
qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que 
atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a participação do Poder Público 
em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos 
do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. STF. Plenário. ARE 654432/GO, 
Rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 - 
repercussão geral. 
3 MASSON, Cleber. Direito Penal - parte geral. 11ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Rio 
de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. Pg. 10. 
4 MASSON, Cleber. Direito Penal - parte geral. 11ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Rio 
de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. Pg. 10. 
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uma ideia de Direito Penal Máximo5, Movimento Lei e Ordem6 (Law and Order), bem como 
a Teoria das Janelas quebradas7 (Broken Windowns Theory), implantou um movimento de 
política criminal bastante severo como forma de tentar diminuir a criminalidade. Para isso, 
criou tipos penais, aumentou penas para alguns crimes e etc.8 
O Direito Penal Máximo constitui justamente o oposto do Direito Penal Mínimo, e traz em si 
a ideia de que o Direito Penal é a solução para todos os problemas existentes na sociedade. 
Por tal movimento, o Direito Penal é o meio de controle social mais eficaz a restringir o direito 
à liberdade do ser humano, devendo, portanto, ser a solução adotada em primeiro lugar.9 
Movimento Lei e Ordem (Law and Order): movimento idealizado por Ralf Dahrendorf, que 
surgiu como uma reação ao crescimento dos índices de criminalidade. Tal movimento baseia-
se na ideia da repressão, para o qual a pena se justifica por meio das ideias de retribuição e 
castigo. Os adeptos desse movimento pregam que somente as leis severas, que imponham 
lingas penas privativas de liberdade ou até mesmo a pena de morte, têm o condão de 
controlar e inibir a prática de delitos. Dessa forma, os crimes de maior gravidade devem ser 
punidos com penas longas e severas, a serem cumpridas em estabelecimentos prisionais de 
segurança máxima. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. 
Salvador: Editora JusPodivm,2018. Pg. 470. 
 
5 O Direito Penal Máximo constitui justamente o oposto do Direito Penal Mínimo, e traz em si 
a ideia de que o Direito Penal é a solução para todos os problemas existentes na sociedade. Por 
tal movimento, o Direito Penal é o meio de controle social mais eficaz a restringir o direito à 
liberdade do ser humano, devendo, portanto, ser a solução adotada em primeiro lugar. HABIB, 
Gabriel. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora 
JusPodivm,2018. Pg. 470. 
6 Movimento Lei e Ordem6 (Law and Order): movimento idealizado por Ralf Dahrendorf, que 
surgiu como uma reação ao crescimento dos índices de criminalidade. Tal movimento baseia-se 
na ideia da repressão, para o qual a pena se justifica por meio das ideias de retribuição e castigo. 
Os adeptos desse movimento pregam que somente as leis severas, que imponham lingas penas 
privativas de liberdade ou até mesmo a pena de morte, têm o condão de controlar e inibur a 
prática de delitos. Dessa forma, os crimes de maior gravidade devem ser punidos com penas 
longas e severas, a serem cumpridas em estabelecimentos prisionais de segurança máxima. Leis 
Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora 
JusPodivm,2018. Pg. 470. 
7 Teoria das Janelas quebradas7 (Broken Windowns Theory): Em 1982, o cientista político 
James Q. Wilson e o psicólogo criminologista Geroge Kelling, ambos norte-americanos, criaram a 
The Broken Windowns Theory, denominada no Brasil TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS. (...) 
essa teoria ganhou esse nome em razão de seus autores utilizarem a imagem das janelas 
quebradas para explicá-la, estabelecendo relação de causalidade entre a desordem e a 
criminalidade. Segundos tais autores, se apenas uma janela de um prédio fosse quebrada, e não 
fosse imediatamente consertada, as pessoas que passassem no local e vissem que a janela não 
havia sido consertada concluiriam que ninguém se importava com isso, e em curto espaço de 
tempo todas as demais janelas também estariam quebradas. Uma janela quebrada, mas que não 
é consertada, é sinal de que ninguém cuida e, portanto, não custaquebrar mais janela. 
8 HABIB, Gabriel. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: 
Editora JusPodivm,2018. Pg. 470. 
9 HABIB, Gabriel. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: 
Editora JusPodivm, 2018. Pg. 470. 
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Trabalharemos de forma aprofundada todas essas teorias ao longo do curso, por ora, a título 
de exemplo, citamos o crime de porte ou a posse de arma de fogo de uso restrito (art. 1º, 
Parágrafo único, Lei 8072/90),. Quem porta ou mantém em sua posse armas, cujo uso é 
restrito do EB, terá sua pena fixada em patamar mais alto que quem porta ou tem a posse 
de arma cujo uso não é restrito.10 Além disso, para que esse indivíduo alcance eventual 
progressão de regime, deverá cumprir 2/5 da pena, se réu primário e 3/5 se reincidente. 
 
Agora, te fazemos um convite a reflexão: Pense 
conosco! 
Indivíduos que portam fuzis ou que desfilam com 
armamentos de última geração, com tecnologia 
israelense, de fato estão preocupados com o rigor ou 
com a aplicabilidade da lei 8.072/90? 
Acaso, deixariam de portar seus instrumentos utilizados para enfrentar o sistema de 
Segurança Pública e causar guerra entre as favelas do Rio de Janeiro, por exemplo? 
Deixariam também utilizar esse tipo de armamento para assegurar que a lei não seja 
cumprida e que a Polícia さWゲデラ┌ヴWざàI;デキ┗WキヴラゲàキミデWヴヴラマヮ;àラàデヴ=aキIラàSWàSヴラェ;ゲàミ;ゲàa;┗Wノ;ゲàBヴ;ゲキノà
a fora? 
Aliás, qual a relevância ou impacto da 8.072, para a decisão do assassino que matou 
integrantes dos órgãos de segurança11 pública, em razão da função exercida, ou seus 
familiares? Acaso ele deixou de cometer o assassinato porque lei previu punição que sua 
progressão de regime será de 2/5 e não de 1/6? 
Entendemos que não. Para nós, os efeitos e reflexos legislativos nesses casos, são muito 
mais no sentido de satisfazer um clamor público que pede por uma solução, - o que, na 
maioria das vezes, se traduz no encarceramento do indivíduo delinquente como a mais 
eficaz solução para a violência ou crimes que acometem a sociedade, に do que, de fato, 
atingir o cerne do problema com soluções reais. 
Como defendido por Ney Moura Teles12: 
Q┌WヴWヴàIラマH;デWヴà;àIヴキマキミ;ノキS;SWàIラマàラàDキヴWキデラàPWミ;ノàYàケ┌WヴWヴàWノキマキミ;ヴà;àキミaWIN?ラàIラマà;ミ;ノェYゲキIラざ 
É que o crime só pode ser combatido por instrumentos que possibilitam a apuração da visão 
crítica e científica dos que se propõe a analisar o problema da delinquência, Doutores, . 
E é por isso que o estudo da criminologia é tão importante, além de necessário. 
 
10 Art. 16 do R-105 – define as armas de uso restrito. 
11 13.142/2015 alterou o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos: O homicídio cometido contra 
integrantes dos órgãos de segurança pública, ou contra seus familiares, passa a ser considerado 
como homicídio qualificado, se o delito tiver relação com a função exercida. 
12 TELES, Ney Moura. Direito Penal – parte geral. São Paulo: Atlas, 2004. V. 1, p.46. 
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Nos posicionamos com a melhor doutrina, no sentido de que o desenvolvimento desses 
fenômenos criminais, como ampliação dos crimes de colarinhos brancos, a violência urbana, 
crescimento da população carcerária, caos nos estabelecimentos penais, aumento nos 
índices de prisões de mulheres, crimes de cunho sexuais, grande incidência de crimes contra 
saúde pública entre outros, são motivos que justificam o destaque da criminologia, como 
ciência que pode dar respostas detalhadas a esses problemas, é ela que analisa os fatores 
que justificam o cenário atual. 
No entanto, não se pode confundir, já que a linha é tênue. 
A criminologia não se propõe a punir o transgressor, isso cumpre ao Direito Penal. Tampouco 
se destina a definir os procedimentos acertados de persecução penal durante fases, seja de 
investigação, seja na ação processual, para isso, temos o Processo Penal. À criminologia 
deixamos a o diagnóstico de entender o contexto da prática delituosa, analisando o 
contexto social de justiça criminal, a pessoa do delinquente, a vítima, o controle social e 
até mesmo o reflexo da lei penal na sociedade. 
Bem, como perceberam, a matéria é extremamente relevante. E é 
com subsídio nestas razões que a matéria tem sido tão cobrada em 
concursos públicos. Extrair a visão crítico-jurídica dos candidatos, 
a partir de noções gerais da disciplina, de suas potencialidades e 
ferramentas conceituais, exigindo deles a diferenciação entre 
conhecimento técnico e científico, é, sem dúvida, muito inteligente e estratégico. Nesse 
caso, integra o pódio aqueles que estão minimamente preparados. 
É por essas razões que desenvolvemos este CURSO DE CRIMINOLOGIA. Um curso teórico 
com esquemas, doutrinas, jurisprudências e destaques para polêmicas ações judiciais que 
envolvem temas relevantes e que, atualmente, tramitam no Supremo Tribunal Federal, e 
que, nos últimos anos, têm sido cobradas como jurisprudência na maioria das provas. 
Além disso, atenção especial será destinada às tendências das bancas, aos assuntos mais 
cobrados e mais CAUSAM CONFUSÕES quando o assunto é EVOLUÇÃO DAS IDEIAS 
CRIMINOLÓGICAS, ESCOLAS PENAIS, dentre outros. Por essa razão, também destacaremos 
os posicionamentos doutrinários divergentes, bem como as teorias e sucessivas revogações 
e alterações legislativas que, certamente, serão cobradas em provas futuras. 
Dentro dessa proposta metodológica, também observaremos, de forma concomitante, 
conceitos indispensáveis fornecidos por outros ramos do direito, a exemplo, pelo Direito 
Constitucional, Direito Processual, Direito Penal, Legislação Especial, enfim, utilizaremos 
todas as legislações pertinentes e disponíveis à nós. 
Por fim, é importante destacar que, todos os assuntos aqui abordados, serão tratados para 
atender tanto àquele que está iniciando os estudos como àquele que está estudando há mais 
tempo. 
Sendo assim, apresentamos a você os aspectos gerais da matéria e os impactos em provas de 
concursos. 
 
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METODOLOGIA DE CURSO 
O que nossas aulas abordarão? 
Doutores (as), 
Nossas aulas foram elaboradas com informações que entendemos ser a mais apropriada para 
a preparação de concursos públicos. Nesse contexto, nossas aulas levarão em consideração 
;ゲàゲWェ┌キミデWゲàさaラミデWゲざがàラ┌àゲWテ;がàゲ┌HゲケSキラゲà;àヮ;ヴデキヴàSラゲàケ┌;キゲàラàミラゲゲラàI┌ヴゲラàゲWヴ=àWゲデヴ┌デ┌ヴ;Sラがà;à
partir do seguinte alvo sinóptico da aprovação: 
Alvo Sinóptico da Aprovação 
 
 
Questões 
Diante de toda essa estrutura, é indispensável, para que nosso estudo seja completo e eficaz, 
a resolução de questões. 
Essa faceta proporciona um mapeamento quanto ao grau de 
dificuldade de cada tema, além de revelar as possibilidades de 
cobrança sobre os temas. Assim, a fim de prosseguir com um 
estudo eficaz e sólido, resolveremos questões de TODOS os 
níveis, explorando, principalmente, as bancas que já abordaram 
o assunto, como por exemplo, CEBRASPE (CESPE), Fundação 
Doutrina Otimizada
Informativos com posicionamento 
dos Tribunais Superiores
Súmulas 
Questões de provas anteriores no 
decorrer dos textos
Palavras chaves em destaque 
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Aroeira e outras. Além disso, usaremos também, todo nosso BANCO DE QUESTÕES 
ESTRATÉGICAS de que dispomos. 
 
Destaques a Legislação e Jurisprudência 
Em todas as aulas destinamos capítulo especifico para destacar todos os dispositivos 
legislativos e jurisprudenciais tratados no decorrer de cada aula. Nesse capítulo, compilamos 
as legislações trabalhadas inclusive informativos e súmulas pertinentes ao conteúdo. 
A leitura e revisão desse capítulo, especificamente, é imprescindível na sua aprovação. 
 
Resumos 
Ao final de cada aula também disponibilizamos um resumo dos principais aspectos estudados 
ao longo da aula. Nossa sugestão é que esse resumo seja estudado sempre previamente ao 
キミケIキラàS;à;┌ノ;àゲWェ┌キミデWがàIラマラàaラヴマ;àSWàさヴWaヴWゲI;ヴざà;àマWマルヴキ;くà 
Além disso, é fundamental, a cada ciclo de estudos retomar esses resumos. Caso encontrem 
dificuldade em compreender alguma informação, não deixem de retornar à aula. 
 
Quais serão os formatos utilizados? 
Destacamos que ao criar nossa proposta metodológica, não nos preocupamos apenas em 
estabelecer a metodologia que entendemos a mais apropriada para a sua preparação, mas 
foi importante também definir o formato de disponibilização mais adequado para o nosso 
curso. 
Nesse contexto, destacamos que nossos cursos possuem formato: PDF além das Videoaulas. 
.PDF 
Nossas aulas em .pdf têm por característica essencial a didática. Ao contrário do que 
encontraremos na Lei Seca ou nos manuais doutrinários. Por esta razão, nosso curso todo se 
desenvolverá com uma leitura de fácil compreensão e assimilação. 
Atenção, isso não significa que o módulo será abordado com superficialidade. Ao contrário, 
desenvolveremos mapas mentais, macetes, esquemas, gráficos, resumo, questões e tudo 
que for necessário para dar destaque à Lei Seca e a Doutrina de forma otimizada, 
evidenciando sempre, diferenças tênues entre conceitos que podem gerar confusão entre os 
candidatos e que são, exaustivamente, cobrados em provas de concursos públicos. 
 
Logo, repetimos: os assuntos serão aprofundados! 
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Nラゲゲ;àヮヴWデWミゲ?ラàYàさIエ;マ;ヴà;à;デWミN?ラざàヮ;ヴ;à;ゲàキミaラヴマ;NロWゲàケ┌WàヴW;ノマWミデWàキマヮラヴデ;マくàCラマà
essa estrutura e proposta, pretendemos conferir segurança e tranquilidade para uma 
preparação completa, SEM NECESSIDADE DE RECURSO A OUTROS MATERIAIS DIDÁTICOS. 
Finalmente, vale dizer que um dos instrumentos mais relevantes para o estudo em .pdf é o 
contato direto e pessoal com o Professor. Por isso, além do 
nosso fórum de dúvidas, estamos disponíveis por e-mail e, 
eventualmente, pelo Instagram e Facebook. 
Não é demais repetir que nossas redes sociais já foram 
disponibilizadas nas primeiras páginas deste material. 
Aluno nosso não vai para a prova com dúvida! 
É importante compreender que, por vezes, ao ler o material surgem incompreensões, 
dúvidas, curiosidade, nesses casos basta nos escrever. Assim que possível, responderemos a 
todas as dúvidas. É notável a evolução dos alunos que levam a sério nossa metodologia. 
VIDEOAULAS 
Merecem menção nossas videoaulas! 
Essas aulas destinam-se a complementar a preparação quando estiver cansado do estudo 
ativo (leitura e resolução de questões) ou até mesmo para fazer a revisão. Por isso, você 
disporá de um conjunto de vídeos para assistir como quiser, podendo assistir on-line ou 
baixar os arquivos. 
Com outra didática, você disporá de um conteúdo complementar para a sua preparação. Ao 
contrário do PDF, evidentemente, AS VIDEOAULAS NÃO ATENDEM A TODOS OS PONTOS 
QUE VAMOS ANALISAR NOS PDFS, NOSSOS MANUAIS ELETRÔNICOS. 
Por vezes, haverá aulas com vários vídeos; outras que terão videoaulas apenas em parte do 
conteúdo; e outras, ainda, que não conterão vídeos. Nosso foco é, sempre, o estudo ativo! 
Não obstante, será o material mais completo em PDF e vídeo do mercado. 
Ainda no que se refere aos vídeos, serão disponibilizados os QRCODE. Ao longo da aula você 
encontrará alguns códigos para acessar pequenos vídeos exclusivos que versam de alguns 
pontos da matéria. Vamos tratar de pontos difíceis, complexos, que geram dúvidas ao longo 
do estudo teórico da disciplina. Com isso, você terá à disposição mais um instrumento para 
que a sua preparação seja a mais completa! Acredito que você irá gostar! 
Vamos fazer um teste?! 
CONHEÇA O QRCODE 
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De forma resumida, significa dizer que nosso módulo será estruturado da seguinte forma: 
 
 
 
 
Agora, vamos à nossa proposta de cronograma. 
Prof. Paulo Bilynskyj e Profa. Beatriz Pestilli 
Parte 
teórica
Disponibilização 
de artigos
Súmulas e 
jurisprudência 
relevantes, 
quando 
houver.
Questões 
Resumo dos 
principais 
tópicos da 
matéria.
Vídeoaulas 
complementares 
sobre 
determinados 
pontos da matéria
APROVAÇÃO!
 
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CRONOGRAMA DO CURSO 
Olá Guerreiro (a), 
Informamos que houve alteração no cronograma de aulas anteriormente proposto. Ao 
analisar o edital, encontramos vertentes importantes trazidas em poucas doutrinas 
brasileiras, mas que não podem ser ignoradas no nosso estudo e, principalmente no nosso 
curso, razão pela qual, decidimos inserir uma aula extra no cronograma de criminologia, 
confira: 
 
 
Aula 00 O conceito, método, objeto, 
sistema e funções da Criminologia. 
A Criminologia como ciência e a 
interdisciplinaridade. Conceitos de 
crime, de criminoso e de pena nas 
diversas correntes do pensamento 
criminológico (nas Escolas 
Clássica, Positiva e Técnico-
Jurídica e na Criminologia Crítica). 
Criminologia e Política Criminal. 
Criminologia e Ciência Criminais. 
25.02.2019 
Aula 01 Vitimologia. 11.03.2019 
Aula 03 Teorias. Criminologia científica e os 
seus modelos teóricos. 
O homem delinquente. Teorias 
bioantropológicas, psicodinâmicas e 
psicopsicológicas. 
A sociedade criminógena. Sociologia 
Criminal e Desorganização Social. 
Teorias da subcultura delinquente e 
da anomia. A perspectiva 
interacionista. 
26.03.2019 
Aula 04 A criminologia no Estado 
Democrático de Direito. 
15.04.2019 
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Aula Extra Criminologia na América Latina e as 
agências de controle. 
Criminologia e o Sistema de Justiça 
Criminal. 
Criminologia e o papel da Polícia 
Judiciária. 
A Criminologia e o Paradigma da 
Reação Social. 
 
06.06.2019 
Cumpre alertar que, eventuais ajustes poderão ocorrer, especialmente por questões 
didáticas. De todo modo, sempre que houver alterações no cronograma acima, vocês 
serão informados. 
Prof. Paulo Bilynskyj 
QUADRO SINÓPTICO DE AULA: AULA 04 
Na aula de hoje falaremos sobre criminologia contemporânea. 
Em termos de estrutura, a aula será composta dos seguintes capítulos: 
 
 
 
Bem, Doutores (as), agora que já apresentamos todo o panorama do nosso curso e, com toda 
certeza, já te convencemos da importância de dedicar-se ao estudo da matéria, está na hora 
de dar início à mais uma aula. 
Considerações 
iniciais 
Introdução ao 
estudo da da 
Criminologia 
Contemporâne
Estatística criminal 
e cifras Criminais 
Técnicas 
Contemporâneas 
Testes 
Criminológicos 
Contemporâneos 
Fatores Sociais da 
CriminalidadeOutros temas 
contemporâneos 
Questões Resumo Considerações finais 
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Mais uma vez, desejamos o melhor curso de sua vida e que você alcance todas as metas que 
planejou! 
Mais uma vez, reiteramos que você explore a central de dúvidas, que faça os exercícios e que 
siga o roteiro, além de assistir às aulas. 
Adotamos o princípio do estude, aconteça o que acontecer, estude. 
Estude, estude e estude. O sacrifício é inevitável. Portanto, sacrifique-se com 
propósito. 
Boa aula. 
Prof. Paulo Bilynskyj e Profa. Beatriz Pestilli. 
 
1 に CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Na aula de hoje falaremos sobre criminologia contemporânea. 
Cumpre esclarecer que nossas aulas são fundamentadas em várias doutrinas modernas e 
consagradas. O nível teórico do nosso material exige uma bibliografia robusta. Por esta razão, 
ao longo desta aula utilizaremos inúmeras citações de doutrinadores consagrados. Dentre 
eles, destacamos em especial as bibliografias do Mestre e Prof. Eduardo Viana e também do 
Mestre José Cesar Naves de Lima Júnior. Nos apoiaremos também em doutrinas mais 
resumidas como a dos Professores Eduardo Fontes, Henrique Hoffmann, Natacha Alves de 
Oliveira, além da clássica e moderna doutrina escrita por Christiano Gonzaga, entre outros 
doutrinadores. 
Isso é feito com proposito único: trazer a vocês as diversas correntes existentes além dos 
posicionamentos adotados pelas Bancas Examinadoras (que podem ser divergentes). O 
estudo dessa parte é totalmente teórico e conceitual, afinal, são diversas as correntes de 
pensamentos que, ao longo da História, moldaram a criminologia e o próprio direito. 
Portanto, aproveite o curso e atente-se aos destaques. As provas de Carreiras Jurídicas 
cobram exaustivamente posicionamentos doutrinários. 
 
2 に INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CRIMINOLOGIA CONTEMPORÂNEA 
Sabe-se que o saber criminológico, num Estado Democrático de Direito, tem orientação de 
cunho prevencionista, portanto, a melhor ideia é melhor prevenir o crime. 
Prevenir o crime envolve inúmeras questões, sobretudo, aquelas que demandam um 
acompanhamento pormenorizado sobre a matéria criminológica de acordo com a realidade 
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e atualidade de cada espaço geográfico. Só assim, é possível chegar às soluções viáveis cujo 
impacto influencie nos índices criminológicos atuais, de forma positiva é claro. 
Por isso, é relevante saber que, atualmente, a criminologia desenvolve-se sob um viés 
moderno. A ciência empírica que outrora fora relevante ao estudo criminológico, se limitada 
aos ensinamentos daquela época, não traz soluções para o hoje. É que os tempos mudaram. 
O criminoso que atuava de forma discreta ou limitada não atua mais ou atua pouco. Hoje, a 
ousadia é a maior característica da criminalidade. Foi preciso amadurecer. 
Na criminologia contemporânea essa é a pauta de estudo. É possível notar que ela se volta, 
o tempo todo, às questões modernas, amadurecendo técnicas e testes que auxiliam as 
pesquisas sobre o tema e fornecem à política criminal informações mais madurais sobre o 
crime. 
Na aula de hoje, falaremos sobre as técnicas, teses, testes e, sobretudo, a nova criminologia 
ou a criminologia moderna. 
 
3 に ESTATÍSTICA CRIMINAL E CIFRAS CRIMINAIS 
Guerreiros, 
Desde o século XIX, implementamos um tratamento científico de estatística criminal que 
ganhou espaço e tornou-se relevante para o estudo do fenômeno criminológico. Isso significa 
que passamos a relacionar os ilícitos cometidos a fatores de criminalidade e, a partir desse 
cruzamento, norteamos nossa política criminal. 
 
 
 
Embora o levantamento seja imprescindível e muito significativo, não podemos desprezar 
que muitas infrações penais não chegam ao conhecimento das autoridades oficiais, 
consequentemente, temos uma distorção dos resultados acerca da realidade fenomênica. 
Ilícitos 
Fatores de 
criminalidade
Subsídio à 
política 
criminal 
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A partir desta realidade, surgem 03 (Três) nomenclaturas doutrinárias, de ordem conceitual, 
a fim de proporcionar a leitura das estatísticas criminal, são elas: Criminalidade real, 
Criminalidade revelada, aparente ou registrada e Cifras ocultas também chamada de Cifras 
negras. Veja: 
 
 
 
Não é demais reforçar, embora tenha ficado óbvio, que a 
criminalidade real é sempre maior que a criminalidade 
revelada (aparente ou registrada). 
 
Bem, com o tempo, notou-se que o índice da cifra oculta variará a depender: 
 Do delito e 
 A classe social do delinquente. 
E é exatamente por isso que a doutrina começa a desenhar novas classificações relacionadas 
às cifras, destacamos: 
 Cifra negra; 
 Cifra dourada; 
 Cifra cinza; 
 Cifra amarela; 
 Cifra verde; 
Criminalidade real: Refere-se ao número efetivo de
crimes ocorridos em determinado local dentro de um
espaço delimitado.
Criminalidade revelada, aparente ou registrada: Trata-se
do número de crimes que chegam ao conhecimento do
Estado.
Cifras ocultas ou cifras negras: Corresponde ao percentual
de crimes que não chega ao conhecimento do Estado.
Tem-se, assim, que a cifra oculta corresponde,
matematicamente, ao resultado da diferença entre a
criminalidade real e a criminalidade revelada.
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Nas palavras de SUMARIVA (2017, p. 127-134), a definição variará, basicamente, de acordo 
com o tipo de crime cometido, o bem jurídico tutelado pelo tipo penal violado, a classe social 
a que pertença o autor do fato e a instância de resolução do conflito. 
Agora, passaremos ao estudo das cifras. Vamos lá? 
3.1 に CIFRA NEGRA 
 
A expressão cifra pode indicar o resultado de uma soma, um cálculo ou quantidade 
total de algo. O brasil é um país populoso e de proporções continentais, portanto, 
imaginar que todos os crimes ocorridos em nosso território são apurados e 
investigados pela polícia é uma ingenuidade. Muitos delitos praticados sequer 
chegam ao conhecimento das autoridades policiais, e quando não são apurados 
nem punidos, passam a compor a denominada cifra negra do Direito Penal13. 
 
A expressão cifra negra, cifra também chamada de cifra 
oculta ou zona escura, dark number ou ciffre noir, 
corresponde ao número de crimes não levados ao 
conhecimento das autoridades públicas. 
Nas palavras de Christiano Gonzaga14: 
Nas chamadas cifras negras ou ocultas estão os crimes de colarinho-branco que não são descobertos e 
aキI;マàaラヴ;àS;ゲàWゲデ;デケゲデキI;ゲàゲラIキ;キゲくàCラマラàラゲàゲW┌ゲà;┌デラヴWゲàェラ┣;マàSラàIエ;マ;SラàさIキミデ┌ヴ?ラàS;àキマヮ┌ミキS;SWざがà
os seus delitos ficam encobertos, ocorrendo o que se chama de cifra oculta ou negra da criminalidade. 
Cumpre ressaltar que tais delitos são infinitamente superiores aos delitos que são descobertos e que 
entram nas estatísticas sociais, uma vez que os crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e contra 
a administração pública que realmente ocorrem e não são punidos constituem a grande maioria. Já as 
chamadas cifras douradas ou de ouro correlacionam-se aos crimes de colarinho-branco que são 
oficialmente conhecidos e punidos, o que, claramente, constituem uma minoria ínfima perto dos que 
acontecem e não são descobertos.13 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018. 
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 240. 
14 14 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora 
Saraiva. 2018. p. 47. 
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 O tema em provas 
(FCC/ DPE SP Defensor Público に 2009) A expressão cifra negra ou oculta, refere-
se: 
a. À descriminantes putativas, nos casos em que não há tipo culposo do crime 
cometido. 
b. Ao fracasso do autor na empreitada em que a maioria tem êxito. 
c. À porcentagem de presos que não voltam da saída temporária do semiaberto. 
d. À porcentagem de crimes não solucionados ou punidos porque, num sistema 
seletivo, não caíram sob a égide da polícia ou da justiça ou da administração 
I;ヴIWヴ=ヴキ;が ヮラヴケ┌W ミラゲ ヮヴWゲケSキラゲ さミ?ラ Wゲデ?ラ デラSラゲ ラゲ ケ┌W ゲ?ラざく 
e. À porcentagem de criminalização da pobreza e a globalização, pelas quais o 
centro exerce seu controle sobre a periferia, cominando penas e criando fato 
típicos de acordo com seus interesses econômicos, determinando 
estigmatização das minorias. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Atente-se para o fato de que, neste caso, consequentemente, à diferença entre a 
criminalidade real e a criminalidade revelada. 
Vale destacar que o emprego do termino relaciona-se diretamente com os crimes de 
colarinho azul também chamados de blue colar crimes, que em referência à gola do macacão 
azul utilizado como uniforme por operários em fábricas, refere-se à criminalidade de rua, ou 
seja, aos delitos praticados por indivíduos economicamente menos favorecidos, como os 
crimes de ordem patrimonial, por exemplo, ou mesmo àqueles contra a vida. 
Aqui, chamamos atenção: 
 
Os crimes de colarinho azul não se confundem com crimes de colarinho branco. 
Os crimes de colarinho azul se contrapõem aos crimes de colarinho branco. Este, 
ao contrário daquele, faz referência às camisas brancas utilizadas pelos 
executivos, representando a criminalidade da ELITE. 
Explico. 
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==23df2==
 
 
 
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É que em 1949, o criminologista Edwin Sutherland passou a estudar os crimes cometidos 
pelos altos executivos americanos, os quais infringiam praticamente leis como de combate 
à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Veja o que nos conta o Promotor de Justiça e 
Professor, Christiano Gonzaga15: 
Pelo que se percebe, claramente, os executivos sempre estão bem alinhados em ternos caríssimos e com 
camisas com colarinho-branco impecável, daí surgindo a expressão white-collar. De outro lado, os 
operários braçais que trabalham no chão da fábrica, bem como motoristas de ônibus e pessoas de baixa 
renda, usam uniformes azuis com colarinhos da mesma cor, o que se convencionou chamar de blue-
collar. 
Em sua obra chama O crime de colarinho-branco, Sutherland delimita dois pontos 
importantíssimos na análise da criminalidade moderna, sendo: 
さヱ┧) evidenciar que as pessoas de classe socioeconômica alta cometem muitos delitos e estas condutas 
deveriam ser incluídas no campo das teorias gerais do delito; e, face às evidências. 2ª) Apresentar 
hipóteses que possam explicar tanto os crimes de colarinho-branco como os demais ilícitos.16ざ 
Pelo trecho citado, é possível notar que a prática de crimes não é exclusiva dos criminosos de 
colarinho-azul, o que aparta o caráter de patologia inerente aos criminosos ou ainda a 
exclusividade de que apenas pessoas pobres delinquem. 
Como sabemos, o crime é um ente social, portanto, seu estudo em todas as suas formas é 
medida que se impõe, uma vez que ele pode nascer em qualquer local, bastando para tanto 
que exista uma interação social. 
Daí a crítica, Sutherland vai nos dizer que os criminosos de 
colarinho branco dificilmente são responsabilizados 
criminalmente por suas condutas, gozando de um 
┗WヴS;SWキヴラàさIキミデ┌ヴ?ラàSWà キマヮ┌ミキS;SWざがà┌マ;à┗W┣àケ┌WàWゲデ?ラà
num determinado estrato social que a justiça criminal não consegue alcançar, muito por 
causa do poder econômico que ostentam e pelas amizades envolvendo funcionários públicos. 
O mesmo não ocorre com os criminosos de colarinho-azul, pois o sistema penal parece ter 
sido feito apenas para eles, bastando uma visita em qualquer penitenciária para constatar 
que as celas estão recheadas de pessoas da mesma cor e do mesmo estrato social17. 
E foi assim que chegamos ao tema deste tópico na nossa aula, pois, com é a partir de todo 
esse andamento que surge uma outra dicotomia consistente nas chamadas cifras negras ou 
ocultas e cifras douradas ou de ouro, todas propostas por Edwin Sutherland. 
 
15 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 47. 
16 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 47. 
17 Op. Cit. 
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Apontamos, como exemplo, alguns fatores responsáveis pela cifra negra, ou seja, pela não 
comunicação de crimes pelas vítimas às autoridades responsáveis e, consequentemente, por 
sua não apuração e impunidade: 
 O aumento do risco de vitimização secundária 
E aqui. Vale um parêntese. 
Cumpre lembrá-los que: A vitimização secundária decorre do sistema criminal de justiça e 
também é conhecida por sobrevitimizar, in verbis18: 
A vitimização secundária, notoriamente sentida pela atuação das instituições estatais diante de um 
crime, ocorre quando a vítima vai procurar ajuda estatal diante da prática da infração penal sofrida por 
ela. Ao chegar a uma Delegacia de Polícia em que os agentes públicos não possuem o necessário 
preparo para o seu acolhimento, ela é novamente vitimizada, o que é chamado também de 
sobrevitimização. Toma-se por exemplo o crime de estupro, em que a vítima que acabou de sofrer esse 
ataque brutal ao seu bem jurídico vai até uma Autoridade Policial pedir ajuda. Todavia, como se 
estivesse lidando com mais um crime qualquer, manda que ela vá até o Instituto Médico-Legal fazer o 
exame de corpo de delito para comprovar a prática do crime em tela. Muitas vezes são Delegados de 
Polícia que não entendem a natureza feminina que fora despedaçada e, em vez de fazer uma acolhida 
inicial, tratam a vítima como um pedaço de carne. 
Significa dizer que, trata o sofrimento causado às vítimas pelas investigações e curso do 
processo penal, como vergonha, constrangimento, ataques e etc. 
Fechado o parêntese. 
 Com o destrato e desconfiança de sua palavra pelas autoridades oficiais; 
 A descrença na justiça; 
 A possibilidade de perder dias de trabalho comparecendo, seja à delegacia, 
seja ao fórum a fim de prestar declarações; 
 O medo de represálias pelo autor do fato; 
 A vergonha; 
 A estigmatização em crimes de ordem sexual; 
 A dependência do autor, tanto financeira como psicológica - principalmente 
nos casos cuja pauta cuja é a violência é doméstica e familiar contra a 
mulher; 
 Falhas na legislação (conceitos dúbios ou lacunosos, violação ao princípio 
da taxatividade) 
 Entre outros. 
 
Além disso, não é demais lembra-los que os aspectos penais também são fatores influentes 
para fazer com que um crime deixe de ser investigado ou julgado. Nesse sentido, penas 
 
18 Op. Cit. 
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desproporcionais à conduta praticada, interfere diretamente no posicionamento da vítima 
que, sabendo que o criminoso pode ser punido com penas inexpressivas ou ainda, que ele 
pode nem chegar a ser punido, faz com que a vítima deixe de repassar às autoridades 
pertinentes o ocorrido. 
Além disso, destacamos também como fatores responsáveis pela cifra negra: 
 
 Imunidades parlamentares; 
 As próprias deficiências relacionadas à investigação criminal, como a falta de 
estrutura material e humana dos órgãos responsáveis pela investigação criminal, 
a burocratização de IP; 
 Corrupção 
 Corrupção da polícia e aumento da milícia; 
 Interesses políticos nas investigações; 
 Politização da polícia com a remoção de autoridades responsáveis pela 
investigação, bem como, pela condução da ação, a exemplo, citamos: Delegado 
de Polícia e Membros de Parquet; 
 A morosidade da justiça e à persecução penal em juízo gerando prescrições 
penais; 
 Falta de efetividade nos programas de proteção às vítimas e testemunhas; 
 Atraso tecnológico 
 Falta de cooperação internacional e outros. 
 
 O tema em provas 
(VUNESP/PCSP Médico Legista に 2014) A W┝ヮヴWゲゲ?ラ さIキaヴ; ミWェヴ;ざが Wマ 
Criminologia, corresponde ao número de: 
a. Erros judiciais (decisões judiciais incompatíveis com a realidade dos fatos). 
b. Crimes ocorridos e não reportados à autoridade. 
c. Criminosos reincidentes. 
d. Prisões efetuadas injustamente. 
e. Crimes ocorridos em ambientes públicos, mas cuja autoria permanece 
ignorada 
 
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Gabarito: B 
 
A doutrina utiliza em sentido amplo a expressão cifra 
negra como sinônimo de cifra oculta, significando o 
percentual de crimes não revelados, ou apurados 
pelo Estado. Todavia, deve-se atentar que o termo 
cifra negra também é utilizado em sentido estrito 
quando circunscrito à criminalidade do colarinho azul, em contraposição à cifra dourada, que, 
por sua vez, refere-se à criminalidade do colarinho branco19. 
 
 
3.2 に CIFRA DOURADA 
A cifra dourada é considerada espécie do gênero cifra oculta. 
Também chamado de White-collar crimes, ou cifras de ouro e refere-se à crimes de colarinho 
branco não revelados ou não apurados pelo Estado. 
Numa versão brasileira, doutrinadores trouxeram o conceito de cifras negras e douradas para 
o Brasil com a simples máxima entre os crimes conhecidos e punidos e os não conhecidos e 
não punidos, sem reservar o estudo apenas para os crimes de colarinho-branco, como foi a 
ideia originária de Edwin Sutherland. 
Para aclarar o que se entende pela expressão cifras ocultas da criminalidade no Brasil, 
citamos, nas palavras de Christiano Gonzaga20, o escólio de Salo de Carvalho: 
さáàIキaヴ;àラI┌ノデ;àS;àIヴキマキミ;ノキS;SWàIラヴヴWゲヮラミSWヴキ;がàヮラキゲがà<àノ;I┌ミ;àW┝キゲデWミデWàWミデヴWà;àデラデ;ノキS;SWàSラゲàW┗Wミデラゲà
criminalizados ocorridos em determinados tempo e local (criminalidade real) e as condutas que 
efetivamente são tratadas como delito pelos aparelhos de persecução criminal (criminalidade 
registrada). E os fatores explicativos da taxa de ineficiência do sistema penal são inúmeros e dos mais 
distintos, incluindo desde sua incapacidade operativa ao desinteresse das pessoas em comunicar os 
crimes dos quais foram vítimas ou testemunhas. Como variável obtém-se o diagnóstico da baixa 
capacidade de o sistema penal oferecer resposta adequada aos conflitos que pretende solucionar, visto 
que sua atuação é subsidiária, localizada e, não esporadicamente, filtrada de forma arbitrária e seletiva 
pelas agências policiais (repressivas, preventivas ou investigativas).ざ 
 
19 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora 
JusPodivm,2018. Pg. 199. 
20 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 48. 
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Portanto, aqui no Brasil, a ideia que prossegue é a de que os crimes conhecidos e punidos - 
cifras de ouro - são os crimes cometidos por pessoas de baixa renda, ou chamados de blue-
collar, veja: 
 No Brasil, portanto, a ideia que persiste é a de que os crimes conhecidos e punidos (cifras de ouro) são 
os crimes cometidos por pessoas de baixa renda, ou chamados de blue-collar, enquanto os crimes não 
conhecidos, e por isso não punidos, possuem o conceito de cifras ocultas e são cometidos pelas pessoas 
de alta renda (white-collar). Da mesma forma, que na versão originária de Sutherland, as chamadas 
cifras negras são bem maiores que as cifras douradas, pois os crimes que de fato acontecem e não são 
descobertos são infinitamente superiores, tais cifras no Brasil referem-se aos crimes de colarinho-
branco e também aos de colarinho-azul. Foi nessa toada que surgiu o antagonismo entre criminosos de 
colarinho-branco e colarinho-azul, quando se quer referir aos tipos de infrações penais cometidos por 
pessoas de diferentes classes sociais, sendo muito comum em provas de concursos públicos a utilização 
de tais expressões, devendo apenas ser atentado para o que foi o pensamento original em Sutherland 
e o que é o pensamento atual, sendo ambas as formas corretas, devendo apenas ser identificado qual 
momento histórico está sendo questionado21. 
Seja como for, é valido esclarecer que, a expressão do colarinho branco, difundida por Edwin 
Sutherland, compreende os delitos econômicos em sentido amplo, como por exemplo: 
 O crime e lavagem de capitais previsto na Lei nº 9.613/98, 
 Os crimes contra a ordem tributária, Lei nº 137/90; 
 Os crimes contra a ordem econômica, Lei nº 8.176/91; 
 Crimes contra a ordem previdenciária に Lei n 8176/91; 
 Aqueles crimes de ordem eleitoral, Lei nº 4737/65, 
Praticados por pessoas de respeitabilidade elevado stat┌ゲàゲラIキ;ノがàIラミエWIキS;ゲàIラマラàさ;àWノキデWざがà
valendo-se de seus conhecimentos técnicos, habilidade profissional e influência pessoal ou 
política. 
A partir dessa escassa perseguição de crimes de colarinho branco é que a doutrina aponta 
três ordens de fatores, a saber: fatores de natureza social, fatores de natureza jurídico-
formal e fatores de natureza econômica. 
Em breve síntese, vamos ao estudo de cada um desses fatores. 
 
3.2.1 - Fatores de natureza social 
Contrariamente ao que se dá nas infrações típicas de classes sociais menos favorecidas, os 
autores dos denominados crimes do colarinho branco ostentam prestigio social, inexistindo 
um estereotípico que oriente as agencias oficias na perseguição das infrações penais e sendo 
 
21 Op. Cit. 
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escasso o efeito estigmatizam-te das sanções aplicadas. Assim, o fato criminoso é tido 
socialmente como uma prática generalizada, conhecida e tolerada por todos.22 
 
3.2.2 - Fatores de natureza jurídico-formas 
Refere-se à competência de comissões especiais e dos órgãos ordinários, para certos tipos de 
infrações, em dadas sociedades. Registre-se que as manobras criminosas nos delitos 
econômicos se valem de complexas estruturas societárias e de intrincados procedimentos 
financeiros, dificultando a individualização da conduta dos autores do fato e demandando a 
necessidade de minuciosa perícia técnica23. 
 
3.2.3 - Fatores de naturezaeconômica 
A capacidade econômica do autor do fato permite a contramão de advogados de renomado 
prestígio e, até mesmo, o exercício de pressões sobre os denunciantes. 24 
 
 
 O tema em provas 
 
 
(VUNESP/ PCSP Escrivão de Polícia に 2014) A Criminologia moderna estuda o 
fenômeno da criminalidade por meio da estatística criminal. Nessa seara, a 
exヮヴWゲゲ?ラ さIキaヴ; Sラ┌ヴ;S;ざ SWゲキェミ;ぎ 
a. O total de delitos registrados e de conhecimento do poder público que são 
elucidados. 
b. As infrações penais praticadas pela elite, não reveladas ou apuradas; trata-se 
SW ┌マ ゲ┌Hデキヮラ S; さIキaヴ; ミWェヴ;ざが ; W┝Wマヮノラ Sラ IヴキマW SW ゲラミWェ;N?ラ aキゲI;ノ 
 
22 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 201. 
23 Op. Cit. 
24 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 201. 
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c. As infrações penais de maior gravidade, como, por exemplo, o homicídio, que, 
ao ser elucidado, permite ao poder público planejar melhor suas ações e 
alterar a legislação 
d. As infrações penais de menor potencial ofensivo, por enquadrar-se na Lei n.º 
9.099/95, a exemplo do delito de perturbação do sossego alheio 
e. O percentual de delitos praticados pela sociedade de baixa renda que não 
chega ao conhecimento do poder público por falta de registro, e, portanto, não 
são elucidados. 
 
Gabarito: B 
 
No julgamento da ação penal nº 470 に STF, foi o Ministro Fux que se valeu das expressões 
cunhadas por Sutherland, declarando em seu voto as seguintes palavras: 
 
Caso Mensalão 
さà O desafio na seara dos crimes de colarinho branco é alcançar a plena 
efetividade da tutela penal dos bens jurídicos não individuais. Tendo em conta 
que se trata de delitos cometidos sem violência, incruentos, não atraem para si 
a mesma repulsa social dos crimes do colarinho azul." 
 Ministro Luiz Fux - STF 
 
 
3.3 に CIFRA CINZA 
Ao contrário do que estudamos até agora, a cifra cinza trata do número de crimes registrados 
na Delegacia de Polícia e que são solucionados em sede policial, sem que haja instauração 
de processo na esfera criminal para que o fato criminoso seja levado a julgamento. 
Frise-se: 
 São solucionados 
 Em sede policial 
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Para Christiano Gonzaga25: 
Entende-se por essa expressão as infrações penais que ocorrem, mas são solucionadas no âmbito da 
própria Delegacia de Polícia, por meio de não oferecimento de representação, desistência da vítima de 
continuar o procedimento e ausência de testemunhas que queiram falar sobre os fatos, ou seja, quando 
ocorre alguma solução extraprocessual que impede a continuidade do feito. Assim, são as infrações 
penais que caem no vazio e no esquecimento, como se fossem cinzas ao vento. 
Os exemplos citados pela doutrina (Natacha Alves, p. 203. 2018) são: 
 O não oferecimento ou retratação da representação criminal nos casos de ação 
penal pública condicionada à representação, haja vista sua natureza jurídica, 
segundo a doutrina majoritária, de condição de procedibilidade, na forma do art. 
5º, §4º c/c art. 24 do CPP 
Neste caso, in verbis: 
Art. 5o. Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: 
(...) 
§ 4o. O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela 
ser iniciado. 
E ainda: 
Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas 
dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido 
ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
 
 Crimes de ação penal de iniciativa privada, em relação aos quais o IP depende 
de requerimento das partes; Oferecimento da queixa-crime cabe ao ofendido 
ou a quem tenha qualidade para representá-lo. 
Em reforço: 
Art. 5º. CPP: Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: 
(...) 
§ 5o. - Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a 
requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. 
E ainda: 
Art. 30- CPP. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação 
privada. 
 
25 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 203. 
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Nesse ínterim é que surge espaço para a medição pela polícia como forma de resolução de 
conflitos, evidentemente, trata-se de uma forma alternativa que, à luz da justiça restaurativa 
e sob a velha perspectiva de um sistema penal humanizado, dissonante da lógica punitiva-
retributiva, promova o diálogo entre as partes para a busca de uma solução consensual e 
horizontalizada da contenda. 
 
3.4 に CIFRA AMARELA 
A cifra amarela trata das ocorrências em que há abuso e 
violência policial contra indivíduo, que deixam de ser 
levadas ao conhecimento dos órgãos públicos, como por 
exemplo, delegacias de polícia, ouvidoria, ministério 
público, corregedoria, etc., por termos de sofrer represálias26. 
 
3.5 に CIFRA VERDE 
Consiste nas ocorrências referentes aos crimes contra o meio ambiente que não chegam ao 
conhecimento dos órgãos policiais. Por exemplo, o crime de maus tratos a animais previstos 
no art. 32, da Lei nº 9.605/99 ou ainda o crime de pichação urbana, também com previsão 
no mesmo diploma legal27. 
 
 
4 に TÉCNICAS CONTEMPORÂNEAS 
Guerreiros, a criminologia moderna insere em seu contexto técnicas e testes criminológicos. 
De forma resumida, temos o seguinte quadro: 
 
 
26 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 204. 
27 Op. Cit. 
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Vamos ao estudo de cada um deles. 
 
 
4.1 に TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO 
A partir do advento da criminologia científica com a Escola Positiva, passou-se a adotar o 
método empírico-indutivo, pelo qual o estudo da criminologia se desenvolve a partir da 
observação da realidade fática.28 
 
4.2 に TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO SOCIOLÓGICA 
A pesquisa da criminologia implica no uso de procedimentos teórico-metodológicos de 
observação do real por meio de estratégias de investigação29. 
Assim, podemos dizer que as técnicas de observação dependem do objeto da pesquisa. 
 
28 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 207. 
29 PENTEADO, FILHO Nestor Sampaio. Manual esquemático de criminologia. São Paulo: 
Saraiva, 2012. P. 35 
Técnicas 
Investigação
Método 
empírico-
indutivo
Investigação 
Sociológica 
Investigação 
extensiva 
Investigação 
Intensiva
Investigação-
Ação
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Nesse sentido, alguns objetos de investigação levam à utilização de métodose técnicas de 
caráter mais quantitativo e empírico, enquanto outros permitem uma análise mais 
intensiva.30 
 As estratégias de investigação sociológica podem ser de diferentes espécies, destacamos as 
decorrentes dos manuais doutrinários, a saber: investigação extensiva, investigação 
intensiva e investigação に ação. 
Vamos à sinopse de cada uma delas. 
 
4.2.1 に Investigação extensiva ou quantitativa 
Na investigação extensiva o destaque é o uso de técnicas quantitativas cuja vantagem é 
possibilitar o conhecimento em extensão do fenômeno criminal. 
Nas palavras de Natacha Alves (p. 208, 2018): 
Vale-se do emprego preponderante das técnicas quantitativas, permitindo o conhecimento em 
extensão do fenômeno criminal. 
 
4.2.2 に Investigação intensiva ou qualitativa 
Vale-se do emprego preponderante das técnicas qualitativas, permitindo o conhecimento em 
profundidade do fenômeno criminal, por meio de uma visão multilateral do objeto de estudo. 
Privilegia a abordagem direta das pessoas em seus próprios contextos de interação31. 
Ou ainda, como conceituado por Eduardo Fontes e Henrique Hoffmann (p. 256, 2018) in 
verbis: 
Distingue-se pela análise em profundidade das características e opiniões de uma população 
determinada, sob diferentes ângulos e pontos de vista. Privilegia-se a abordagem direta das pessoas 
em seus próprios contextos de interação. 
 
4.2.3 に Investigação-Ação 
Dá-se por meio da intervenção direta dos cientistas (criminólogos, delegados de polícia, 
promotores de justiça, juízes etc.), com o objetivo de aplicação direta do conhecimento 
produzido32. 
 
30 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018. 
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 255. 
31 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 207. 
32 Op. Cit. 
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Dentro desta técnica. Penteado Filho vai destacar a técnica de investigação criminal chamada 
de recognição visuográfica de local de crime. 
 
 Recognição visuográfica de local de crime 
Criador: A recognição visuográfica de local de crime foi criada por Marco Antônio 
Desgualdo, em São Paulo no ano de 1994. 
Objetivo: Reconstrução da cena do crime por meio da reconstituição de seus 
fragmentos e vestígios, levando o pesquisador experiente (delegado de polícia) a 
coletar informações que possam construir um perfil criminológico do autor do 
delito. A técnica, inicialmente aplicada aos crimes contra a vida de autoria 
ignorada, pretende reunir a maior gama de informações para a investigação do 
delito, tais como data, hora, local, condições climáticas, informes de testemunhas 
e de pessoas que tiveram a ciência do fato criminoso, dados sobre a vítima 
(identidade, hábitos, comportamentos etc) e croqui descritivo. 
Em síntese, pretende ヮヴラマラ┗Wヴà ┌マ;à さヴ;Sキラェヴ;aキ;à ヮ;ミラヴ>マキI;à Sラà SWノキデラざがà
permitindo a construção de um perfil psicológico-criminal de seu autor33. 
 
Outro tema de grande relevância e, ainda trabalhado por alguns doutrinadores, dentro do 
capítulo de investigação-ação é o Perfilamento Criminal. 
 
 Perfilamento Criminal 
Também chamado de Criminal Profiling, dirige-se à sincronia entre personalidade e 
comportamento criminal. Refrete a aplicação de conhecimentos múltiplos, ou seja, tem 
poder de unir a psicologia, criminologia, antropologia etc 
Vale dizer que: 
 
O perfilamento criminal usa como um de seus instrumentos a recognição 
visuográfica de local de crime. Ao registrar e analisar um conjunto de dados, 
 
33 Op. Cit., p. 208. 
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utiliza-se o método indutivo para concluir sobre os traços comuns da 
personalidade34. 
Merece atenção a lei 12.654/2012. Com seu advento, o perfil genético do criminoso PODE 
ser OBTIDO a partir da coleta não invasiva de material genético do suspeito ou condenado, 
basicamente em duas hipóteses: 
 
1. Lei de identificação criminal: Art. 5º, Lei 12.037/2009 
Art. 5o-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em banco de 
dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia criminal. (Incluído pela Lei nº 
12.654, de 2012) 
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão revelar 
traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de gênero, 
consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos, genoma humano e dados 
genéticos. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso, respondendo 
civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua utilização para fins diversos dos 
previstos nesta Lei ou em decisão judicial. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser consignadas em 
laudo pericial firmado por perito oficial devidamente habilitado. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 
2012) 
 
2. Lei de execuções Penais: Art. 9º da Lei 7.2010/84 
Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados reveladores da personalidade, observando a 
ética profissional e tendo sempre presentes peças ou informações do processo, poderá: 
I - Entrevistar pessoas; 
II - Requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações a respeito do 
condenado; 
III - realizar outras diligências e exames necessários. 
Art. 9o-A. Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza grave contra 
pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, serão 
submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, mediante extração de DNA - ácido 
desoxirribonucleico, por técnica adequada e indolor. 
§ 1o A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso, conforme 
regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. 
 
34 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018. 
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 256. 
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§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz competente, no caso de 
inquérito instaurado, o acesso ao banco de dados de identificação de perfil genético. 
 
5 に TESTES CRIMINOLÓGICOS CONTEMPORÂNEOS 
No tocante aos testes criminológicos, destacamos na criminologia contemporânea, temos o 
seguinte panorama: 
 
 
Vamos às definições. 
5.1 に TESTE DE PERSONALIDADE PROJETIVOS 
(Farias Júnior, 2015, p. 146). Os testes de personalidade projetivos são aqueles que avaliam 
a personalidade do examinado a partir da interpretação das reações oriundas dos estímulos 
preestabelecidos, delineando seu perfil psicológico. 
A título de exemplo, elencamos os principais: 
 Técnica de Rorschach: 
 Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial: 
 Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person 
 Tat ou Teste de apercepção temática 
T
e
st
e
s
De 
Personalidade
Projetivos 
Prospectivos
De Inteligência 
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5.1.1 に Técnica de Rorschach: 
Conhecido como teste de borrão de tinta. 
Consiste em uma técnica de avaliação psicológica desenvolvida por um psiquiatra e 
psicanalista suíço, Hermann Rorschach em 1884 に 1922, pela qual há apresentação ao 
examinado de pranchas contendo manchas de tintas abstratas e simétricas, para que, 
responsa com o que tais manchas se parecem35. 
 
5.1.2 に Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial: 
Trata-se de técnica criada pelo médico e psicólogo Emilio Mira (1896 に 1864, baseada na 
teoria da consciência, pela qual há um correlato muscular ao fenômeno psíquico consciente. 
Estuda a personalidade do examinado a partir da análise de traços e desenhos feitos a lápis, 
visando avaliar aspectos como depressão e elação, tônus vitais, impulsividade, explosão, 
ansiedade, emotividade36. 
 
5.1.3 に Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person 
Foi concebido em 1948. Por Jhon N. Buck (1906-1983, com a finalidade de traçar a 
personalidade do indivíduo através da interpretação do desenho de uma árvore, de uma casa 
e de uma pessoa37. 
 
5.1.4 に Tat ou Teste de apercepção temática 
Trata-se de teste formulado por Henry Murray (1893 に 1988), no qual são apresentadas 20 
lâminas contendo quadros artísticos, com exceção de uma que permanece em branco, as 
quais servirão de ponto de partida para que o indivíduo construa histórias38. 
Visa explorar a zona afetiva caracterológica da personalidade e as atitudes de reação às 
problemáticas da vida. 
 
35 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 216. 
36 Op. Cit., p. 217. 
37 Op. Cit. 
38 Op. Cit. 
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5.2 に TESTES DE PERSONALIDADE PROSPECTIVOS 
Os testes de personalidade prospectivos compreendem o emprego de técnicas voltadas a 
explicar minuciosamente as intenções presentes e futuras. 
Os testes de personalidade prospectivos, mais profundo que os projetivos, visam traçar 
personalidade do examinado em caráter sigiloso, explorando suas intenções presentes e 
futuras, a fim de extrair suas crenças, suas potencialidades lesivas ou não, sua 
(in)sensibilidade moral, seu (des)temor à justiça e à pena, a razão da vida criminosa, o motivo 
pelo qual causa mal às vítimas etc. Dependem, assim, da habilidade do responsável e da 
sinceridade do examinando. (FARIAS JÚNIOR, 2015, p. 149) 
Além disso, extraem ou, ao menos, tentam extrair, crenças e potencialidades lesivas, freios 
de contenções de boas condutas, temos ou não, os porquês da vida criminal e causação de 
sofrimento as vítimas. 
 
5.3 に TESTES DE INTELIGÊNCIA 
A inteligência revela um conjunto de funções psíquicas 
complexas, sendo impossível estabelecer um conceito determinado e universalmente aceito. 
Embora saibamos que de forma ampla, compreende-se por inteligência a capacidade de 
entendimento, raciocínio, memorização e ação, em síntese, o conjunto de funções mentais 
que facilita o entendimento das coisas. 
Em reforço, Alfredo Binet e Theodore Simon (1905) conceituaram a idade mental, a fim de 
se determinar diferentes níveis de inteligência. 
De forma resumida, pode-se afirmar que, tanto na psicológica como na criminologia, que 
ambas procuram medir a inteligência por meio do quociente de inteligência (QI), É a partir 
dele que podemos chegar a idade mental, que não acompanha obrigatoriamente a idade 
cronológica. 
Assim, o QI é resultado da divisão da idade mental pela cronológica multiplicada por cem, ou 
seja: 
Idade Mental 
QI = ______________________ x 100 
Idade Cronológica 
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Ocorre que, para se chegar a idade mental sai utilizados diversos testes. A seguir, destacamos 
os principais explorados na doutrina. 
 Testes de raciocínio aritmético; 
 Teste de memorias para números; 
 Teste de semelhança 
 Teste de arranjo de figuras; 
 Teste complementar figuras; 
 Testes do desenho de cubos; 
 Teste de números e símbolos; 
 Teste de arranjo de objetos; 
 Teste do vocabulário. 
 
É por meio deles que o resultado do teste de QI, conforme a pontuação alcançada, o indivíduo 
pode ser classificado de acordo com seu estado mental, ou seja, do mais inteligente para o 
menos inteligente, em: hiperfrênico, normal ou hipofrênico. 
 
Hiperfrênico: compreende aqueles de QI genial e QI Super. 
Normal ou hipofrênico: onde se incluem o débil mental, o imbecil e o idiota. 
 
 O teste considera como pessoas normais aquelas com QI cujo resultado corresponda 
a 90 e 120. 
 
 Abaixo de 90, teremos a hipofrênicos ou oligofrênicos, chamados de idiotas. 
 Idiota = QI < 20; 
 Imbecil = 20 < QI < 50; 
 Débil mental = 50 < Qi < 90 
 
 Acima de 120 a hiperfrênicos ou superdotados 
 Super. = 120 < QI < 140; 
 Genial = QI > 140 
 
Para Farias Júnior, (2015, p. 153-154). Os superdotados assim como os idiotas, têm 
dificuldade de socialização, podendo praticar condutas de interesse criminal. Tal afirmação 
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pode ser conferida através da sintetização e classificação, apresentada na tabela de QI. 
Vejamos: 
 Tabela de QI 
 
Estado Mental QI Evolução Mental Evolução Social 
Idiota Abaixo de 20 Abaixo de 2 anos 
Incapacidade de 
cuidar de si, não 
bastando a si 
próprio. 
Imbecil Entre 20 e 50 Entre 3 e 7 anos 
Incapacidade de 
promover sua 
subsistência em 
condições normais. 
Débil Mental Entre 50 e 90 Entre 7 e 12 anos 
Incapacidade de 
lutarpela vida em 
igualdade de 
condições com 
pessoas normais. 
Normal Entre 90 e 120 Entre 12 e 18 anos 
Capacidade de 
prover a vida e 
manter 
relacionamento 
normal. 
QI Super Entre 120 e 140 Entre 17 e 22 anos 
Excepcional 
capacidade de 
assimilação, 
impaciência e 
irritabilidade. 
QI Genial Acima de 140 Acima de 22 anos 
Assimilação muito 
rápida, o que o torna 
um desajustado ou 
inadaptado. 
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5.3.1 に Teste de raciocínio aritmético 
Formulam-se questões para avaliar o nível de habilidade de raciocínio do examinado, que 
variará conforme o grau e natureza da sua instrução39. 
 
5.3.2 に Teste de memorias para números 
Visa aferir o nível de controle mental, atenção e habilidade para o exercício de certas 
tarefas40. 
 
5.3.3 に Teste de semelhança 
Apresentam-se palavras ao examinado, pedindo que aponte sua semelhança ou relação. Ex. 
banca e laranja se relacionam/assemelham por ambas serem alimentos ou, mais 
especificamente, frutas. Neste caso examinador pode conferir maior valor à segunda 
resposta41. 
 
5.3.4 に Teste de arranjo de figuras 
Apresenta-se ao examinado, de forma desordenada, uma série de gravuras que compõe uma 
história, pedindo que as ordene. Ex. policial em perseguição a criminoso.42 
 
5.3.5 に Teste complementar figuras 
Pede-se ao examinado que complete uma figura selecionando a opção que completa seu 
sentido. Ex. figura em que uma parte é mutilada43.39 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 219. 
40 Op. Cit. 
41 Op. Cit. 
42 Op. Cit. 
43 Op. Cit. 
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5.3.6 に Teste do desenho de cubos 
Pede-se para o examinando indicar a sequência de partes desenhadas para a recomposição 
da figura de um cubo. Permite identificar lesões no lobo central, impulsividade e outros 
traços comportamentais e distúrbios mentais44. 
 
5.3.7 に Teste de números e símbolos 
Pede-se ao examinado para associar determinados símbolos, a fim de aferir sua habilidade 
intelectual. Para melhor resultado no teste importam a acuidade visual, coordenação e 
velocidade motora. As pessoas mais velhas, neuróticos ou instáveis tendem a apresentar pior 
desempenho45. 
 
5.3.8 - Teste de arranjo de objetos 
Pede-se ao examinado que recomponha um objeto, decomposto em três - um boneco, um 
perfil e uma mão - ou quatro peças - um boneco, um perfil, uma mão e um elefante46. 
 
5.3.9 に Teste do Vocabulário 
Pede-se ao examinado que defina coisas, animais, homens etc. de forma a aferir sua 
habilidade de raciocínio, definição e vocabulário47. 
 
 
6 に FATORES SOCIAIS DA CRIMINALIDADE 
Sabemos que muitos os fatores sociais que interferem e projetam a criminalidade e que o 
estudo ou listagem de todos esses fatores é impossível. Porém, isso não significa que 
podemos dispensar o estudo sobre o tema, ao contrário, a abordagem sociológica atinge 
altos níveis de influência na gênese delitiva, sendo imprescindível o estudo ao menos dos 
principais fatores mesológicos que repercutem na criminalidade, dentre eles, destacamos: 
 
44 Op. Cit. 
45 Op. Cit. 
46 Op. Cit. 
47 Op. Cit. 
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 A pobreza; 
 Os meios de comunicação; 
 Habitação; 
 Migração; 
 Crescimento populacional; 
 Preconceito; 
 Educação; 
 Mal vivência. 
Nas palavras de Eduardo Fontes e Henrique Hoffmann48, podemos oferecer os seguintes 
conceitos: 
 A POBREZA: Estatísticas criminais evidenciam que existe uma relação de proximidade 
entre pobreza e criminalidade. Evidentemente, não se trata de fator determinista ou 
condicionante extremo, caso contrário não existiria crimes do colarinho branco. Mas 
não se pode negar que em certas categorias delitivas, a exemplo dos crimes contra o 
patrimônio, a imensa maioria dos delinquentes é pobre e com formação deficiente. 
Nesse sentido, a má distribuição de renda atua como fator potencializador da 
delinquência. 
 
 OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: Em massa, sobretudo a tv, acabam por banalizar a 
violência e ignorar função pedagógica que deveria exercer no sentido de reforçar os 
preceitos éticos. 
 
 HABITAÇÃO: Condições desfavoráveis de moradia, com proliferação de favelas, em 
nada contribuem para o controle da criminalidade. 
 
 MIGRAÇÃO: O movimento interno populacional pode ocasionar dificuldades de 
adaptação em face da diferença de costumes, usos, hábitos, valores etc. 
 
 CRESCIMENTO POPULACIONAL: O Aumento desordenado da população não deve ser 
ignorado, pois o aumento das taxas criminais por áreas geográficas é proporcional ao 
crescimento da respectiva densidade demográfica. 
 
 
48 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018. 
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 259. 
 
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 PRECONCEITO: O Estereótipo negativo em ideia equivocada preconcebida sobre raça, 
cor, etnia, religião e outros aspectos, acaba por fomentar animosidade e a 
desarmonia, culminando na prática de crimes. 
 
 
 EDUCAÇÃO: Educação e ensino são fatores inibitórios da criminalidade, de maneira 
que assumem relevância especial tanto a educação formal quanto a educação 
informal. 
 
 MAL VIVÊNCIA: O estabelecimento de um grupo polimorfo de indivíduos à margem 
da sociedade, em situação de parasitismo sem aptidão para o trabalho, representa um 
perigo social e um fator a ser considerado pela criminologia. 
 
7 に CRIMINOLOGIA CONTEMPORÂNEA 
7.1 に CRIMINOLOGIA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO 
Num Estado Democrático de Direito, o saber criminológico tem como norte a orientação 
prevencionista (prevenção) do delito, uma vez que o interesse é evitar e não punir. Daí 
porque, vale destacar as palavras de Eduardo Viana さWミaヴWミデ;ヴàラゲàa;デラヴWゲàIヴキマキミルェWミラゲàSWà
risco com medidas de cunho não ´penal49ざ para o controle da criminalidade. 
Reparar o dano, ressocializar o delinquente e reprimir o crime são focos centrais do 
conteúdo científico da criminologia no cenário atual. 
No estado democrático de direito, duas são as medidas a fim de prevenir o crime, são elas: 
1. Medidas indiretas: aquelas que atuam de maneira mediata sobre o crime, ao incidir 
em relação às causas do delito. Ex. melhoria nas condições e na vida da população 
2. Medidas diretas: aquelas que de forma imediata incidem sobre o próprio delito. Ex. 
pena e regime prisional. 
 
7.2 に CRIMINOLOGIA AMBIENTAL 
A criminologia ambiental explora o modo como as 
oportunidades para práticas criminosas são geradas, dada 
a natureza das configurações espaciais existentes. 
 
49 VIANA, Eduardo. Criminologia. 5ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora 
JusPodivm,2018. Pg. 338. 
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Nas palavras de Wortley e Townsley50: 
A criminologia ambiental é uma família de teorias que compartilham um interesse comum nos eventos 
delitivos e nas circunstancias imediatas em que eles ocorrem. Enquanto a criminologia tradicional 
aborda as ocorrências criminosas como um fenômeno aleatório, como expressão da conduta desviante 
do indivíduo, a criminologia ambiental compreende o crime como um fenômeno seletivo, que envolve 
as leis, o criminoso e a vítima, em determinado tempo e lugar, sob condições específicas. 
O objetivo é identificar modos de gerenciar os atributos do espaço onde o crime 
costumeiramente é praticado e criar técnicas para impedir que ele se alastre. Por esse viés, 
percebe-se que o crime possui quatro condicionantes bem destacadas e que serão 
exploradas de forma teórica, quais sejam, o direito (vontade ou não de cumprir o estatuído 
em lei), os transgressores, os alvos e os lugares. As localizações, as características dos lugares 
ふHWIラゲàゲWマàゲ;ケS;àWàさa;┗Wノ;ゲざぶàWàラゲàI;マキミエラゲà IラマàHキa┌ヴI;NロWゲà ふWゲケ┌キミ;ゲàSWà ヴ┌;ゲàWゲI┌ヴ;ゲàWà
desvigiadas) que permitem o encontro de vítimas e criminosos estão nos estudos da 
criminologia ambiental. No ponto em tela, os padrões de interação e as atividades da vida 
cotidiana não são aleatórios. Pelo contrário, eles denotam que a rotina diária merece a 
criação de teorias que auxiliem no combate e na prevenção do surgimento do delito. Tendo 
em vista que a organização das atividades cotidianas é previsível por pertencer ao tempo e 
ao espaço, as explicações dos padrões criminosos podem ser identificadas, criando-se 
adequadamente os meios de impedir a vitimização de pessoas nos mais variados espaços 
urbanos. Pelo que se descreveu acima, a criminologia ambiental é uma espécie de 
mapeamentodo crime, com vistas a auxiliar os órgãos de segurança pública no 
enfrentamento da criminalidade51. 
 
7.1.1 に Classificação das teorias ambientais 
Dentro do campo dos fatores condicionantes da criminalidade, surgem quatro teorias que 
sistematizam a chamada criminologia ambiental, a saber: teoria das atividades rotineiras, 
teoria da escolha racional, teoria do padrão racional e teoria da oportunidade. 
 
7.1.2 に Teorias teoria das atividades rotineiras 
Na teoria das atividades rotineiras, para que ocorra um crime, deve haver a existência de um 
dos três elementos presentes em qualquer espaço urbano, consubstanciados no provável 
agressor, alvo adequado e ausência de guardião. No que se refere ao primeiro (agressor), ele 
 
50 WORTLEY, Richard; MAZEROLLE; TOWNSLEY, Michael, eds. Environmental Criminology and 
Crime Analysis. 2 ed. New York: Toutledge, 2016. p. 2. 
51 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 59. 
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pode ser um potencial delinquente quando possui uma das seguintes características: 
patologia individual, maximização do lucro, subproduto de um sistema social perverso ou 
deficiente, desorganização social e oportunidade52. 
 
7.1.3 に Teoria da escolha racional 
Por meio dela o criminoso sempre vai escolher cometer ou não o delito com base em 
aspectos racionais, não tendo a emoção nenhuma influência na sua escolha. O criminoso 
analisa a possibilidade ou não de beneficiar-se da prática criminosa, havendo uma 
perspectiva meramente utilitarista. O delinquente é guiado pela relação risco/recompensa, 
como se fosse um empresário do crime. Se o risco é elevado, com absoluta certeza a 
recompensa também será, podendo ser citado como exemplo o assalto a um carro-forte, em 
que a escolha para esse tipo de criminalidade está relacionada única e exclusivamente ao 
elemento valor a ser subtraído, pois o risco é elevadíssimo. Caso os autores optem por fazer 
tal delito é porque avaliaram que o risco vale a pena pelo montante total a ser subtraído. Pelo 
que se percebe, diferentemente da teoria das atividades rotineiras, o criminoso escolhe fazer 
determinado delito numa simples análise racional entre valor a ser obtido e possibilidade de 
ser pego, relegando-se a segundo plano elementos como vítima adequada e existência de 
guardião. Na teoria da escolha racional, o guardião existe e inclusive é robusto (empresas de 
segurança privada e até mesmo policiamento ostensivo), mas não é levado em consideração 
como ponto relevante, pois o que se está analisando é apenas a relação custo/benefício e a 
forma de driblar momentaneamente o citado guardião53. 
 
 
7.1.4 - teoria do padrão racional 
Por meio dessa abordagem, toma-se como base o padrão da criminalidade, levando-se em 
consideração fatores como infratores, vítimas e lugares, havendo uma certa repetição 
(padronização) entre eles. Importante ressaltar que também é analisado o tipo penal 
praticado de forma reiterada, com o escopo de entender o porquê da escolha de aludida 
infração penal. Como exemplo, cita-se o tráfico de drogas, que é reinante nas comunidades 
carentes, motivado pela ausência de força estatal para o seu combate, bem como pela 
inexistência de implementação de políticas públicas, o que estimula os moradores de tais 
localidades a escolher o caminho do tráfico para conseguir ter o mínimo existencial54. 
 
 
52 Op. Cit. 
53 Op. Cit., p. 61. 
54 Op. Cit. 
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7.1.5 に Teoria da oportunidade 
Por meio dela, investiga-se apenas o aspecto da interação do indivíduo com o ambiente 
social. O criminoso irá observar o melhor momento para a realização do delito, valendo-se 
da oportunidade existente num dado local ou horário para obter o ganho almejado. Deve ser 
ressaltado que o elemento oportunidade pode ser diferente para cada tipo penal, como 
exemplo num crime de furto de veículo automotor, em o que se visualiza é a inexistência de 
algum guardião e se o local é de difícil acesso e pouco iluminado. Já para o crime de estupro, 
o autor escolhe a vítima pela sua fragilidade corporal e também pela local ermo onde será 
executado o delito, como terrenos baldios ou imóveis abandonados.55 
 
7.3 に CRIMINOLOGIA CULTURAL 
Abordada por Jeff Farrel e Clinton Sanders. 
Parte da premissa que a noção da cultura é fluída, e que a todo momento passa por 
transformações. Propõe que o crime a sua repressão são processos culturais, com 
significados e consequências inevitavelmente construídos a partir de uma interpretação 
coletiv56a. 
 
7.4 に CRIMINOLOGIA FEMINISTA 
O feminismo pode ser compreendido como uma visão de mundo e também um fenômeno 
como um movimento social. Abarca conjeturas e crenças sobre as origens e consequências a 
organização social pautada no gênero, bem como fomenta ações e traça estratégias para a 
mudança social. Desse modo, pode-se dizer que o feminismo é, ao mesmo tempo, empírico 
e analítico Inicialmente, tinha por foco unicamente a condição das mulheres. Contudo, com 
o seu amadurecimento, o feminismo tornou-se mais inclusivo, e passou a levar em 
consideração outros aspectos da cultura dos relacionamentos humanos57. 
 
 
55 Op. Cit., p. 63 
56 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018. 
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 27. 
57 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018. 
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 273. 
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 50 
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7.5 に CRIMINOLOGIA QUEER 
A expressão de origem inglesa queer chama a atenção por vários aspectos, entre eles, o de 
significar algo perverso, anormal ou diferente. Contudo, a expressão também representa 
uma busca pela releitura do fenômeno queer como algo diferente e que precisa de mais 
proteção, até pelo fato de ser diferente e representar a minoria nos meios sociais58. 
Nas palavras de Christiano Gonzaga: 
A atual sociedade é, por natureza, heterossexista e pautada na hegemonia do comportamento tido 
como o tradicionalmente correto, restando totalmente discriminado aquele que pensa de forma 
desviante do comum e que não aceita os dogmas impostos pela maioria. Relacionar-se com uma pessoa 
do mesmo sexo é visto como algo até mesmo doentio por certos segmentos sociais (Igreja etc.), o que 
enaltece ainda mais a necessidade de se entender o atual estágio do queer e, por consequência, a 
criminologia queer. O que se busca por meio da ideia queer é a oxigenação de novos pensamentos em 
prol da desconstrução de vetustos dogmas do establishment, chamando a atenção da sociedade e 
daqueles que operam as leis (Poder Judiciário e Poder Legislativo) para a existência de pessoas que 
pensam diferente e precisam de proteção. Hoje, já existem vários movimentos que representam esse 
tipo de pensamento, buscando-ゲWàキマヮノWマWミデ;ヴà;àヮヴラデWN?ラàSWàSキヴWキデラゲàふSWミデヴラàS;àW┝ヮヴWゲゲ?ラàさSキヴWキデラゲà
エ┌マ;ミラゲざぶà ヮラヴà マWキラà Sラゲà ノWェキゲノ;SラヴWゲà ふWノWキデラゲà デ;マHYマà ヮラヴà Wゲゲ;ゲà ヮWゲゲラ;ゲぶがà テ┌ノェ;SラヴWゲà Wà SWマ;キゲà
entidades civis. Podem ser citados os movimentos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Tais 
movimentos devem ter voz ativa na sociedade moderna, não podendo mais a população fingir que eles 
ミ?ラàW┝キゲデWマàWàゲ?ラàヮWゲゲラ;ゲàさWゲデヴ;ミエ;ゲざくàEゲゲ;àYà;àW┝ヮヴWゲゲ?ラàWヴヴ;S;àSWàケ┌WWヴàケ┌Wàミãose deve defender, 
mas sim a real ideia de que precisam de proteção, de voz e de implementação por meio das leis das 
suas formas de pensar. 
Assim, o pensamento criminológico deve sempre ser o mais aberto possível e atento a todas 
as diversidades, não podendo centrar-se nos estudos estáticos de uma sociedade tida como 
hegemônica e heterossexista, que gera a violenta forma de reação homofóbica, devendo esse 
fenômeno ser evitado, sendo, inclusive, a Criminologia útil nesse sentido. O ser queer é estar 
disposto a pensar na ambiguidade, nas diferenças, na fluidez das questões sexuais, 
estimulando-se, outrossim, novas formas de cultura, afastando-se de preconceitos 
equivocados de uma sociedade perfeita e pura59. 
 
 
 
 
 
 
58 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 59. 
59 Op. Cit. 
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7.6 に CRIMINOLOGIA E O CRIME ORGANIZADO 
O surgimento da criminalidade organizada não só pode como dever ser devidamente 
estudado no contexto da Criminologia, pois se trata de uma associação diferencial. 
Sabemos que no Brasil, a regulamentação legal para o combate das organizações criminosas 
foi feita pela Lei nª 12.850/2013, exigindo-se a reunião de 4 (quatro) ou mais pessoas com o 
fim de praticar infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos ou 
sejam de caráter transnacional, conforme disposição do art. 1º da citada lei, vejamos: 
 
Art. 1o Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação 
criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o 
procedimento criminal a ser aplicado. 
§ 1o - Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais 
pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda 
que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de 
qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas 
sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional. 
Como se trata de uma criminalidade organizada e voltada para a prática de infrações penais 
com o escopo de lucro, o seu método profissional de intimidação difusa é de extrema 
gravidade e coloca em xeque a segurança pública, decorrendo disso a necessidade de 
combater eficazmente esse tipo de associação. Atualmente, pode-se dizer que é o tipo de 
criminalidade mais difícil de combater, pois está estruturalmente voltada para a consecução 
de benefícios para os seus integrantes, a qualquer custo. Em se tratando de criminalidade 
organizada, importante ressaltar a classificação que existe entre dois grupos distintos, a 
depender da forma como praticam as suas condutas delituosas e da sua interação social60. 
Em reforço, Nestor Sampaio Penteado Filho61: 
さCヴキマキミ;ノキS;SWà ラヴェ;ミキ┣;S;à Sラà デキヮラà マ;aキラゲ;à ふCラゲ;à Nラゲデヴ;がà C;マラヴヴ;がà NSヴ;ミェエWデ;à Wà “デキS;がà ミ;à Iデ=ノキ;きà
Yakuza, no Japão; Tríade, na China; e Cartel de Cali, na Colômbia), cuja atividade delituosa se baseia no 
uso da violência e da intimidação, com estrutura hierarquizada, distribuição de tarefas e planejamento 
de lucros, contando com clientela e impondo a lei do silêncio. Seus integrantes vão desde agentes do 
 
60 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 47. 
61 PENTEADO FILHO, Nestor Sampaio. Manual esquemático de Criminologia. 2. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2012. p. 127. 
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Estado até os executores dos delitos; as vítimas são difusas, e o controle social encontra sério óbice na 
corrupção governamental; A criminalidade organizada do tipo empresarial não possui apadrinhados 
nem rituais de iniciação; tem uma estrutura empresarial que visa apenas o lucro econômico de seus 
sócios. Trata-se de uma empresa voltada para a atividade delitiva. Busca o anonimato e não lança mão 
da intimidação ou violência. Seus criminosos são empresários, comerciantes, políticos, hackers etc. As 
vítimas também são difusas, mas, quando individualizadas, muitas vezes nem sequer sabem que 
ゲラaヴWヴ;マàラゲàWaWキデラゲàSWà┌マàIヴキマWくざ 
Ao chamarmos para a realidade brasileira essas duas classificações, podemos dizer que 
ambas são contempladas com exemplos práticos: Comando Vermelho, Primeiro Comando 
da Capital e Família do Norte consideradas de criminalidade organizada do tipo mafiosa, em 
que seus integrantes usam da violência e da grave ameaça para conseguirem o seu fim, 
havendo internamente uma hierarquia de poder que segue à risca as ordens e vale-se da lei 
do silêncio para tudo que ocorre no bojo dessa estrutura, não havendo espaço para eventuais 
delações premiadas, pois se essas forem feitas o destino do delator é a morte. 
Noutro giro, a modalidade chamada de criminalidade organizada do tipo empresarial, ao 
menos no Brasil dos dias de hoje, também pode ser facilmente identificável, como por 
exemplo: 
 Nas associações de empreiteiros ou 
 Empresários que se reuniram para saquear os cofres públicos, por meio de corrupção 
ativa, fraude em licitações, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, 
デ┌SラàキゲゲラàキSWミデキaキI;SラàヮラヴàマWキラàS;àa;マラゲ;àラヮWヴ;N?ラàさL;┗;-J;デラざくà 
Conforme nos explica o Professor Christiano Gonzaga62: 
Pelo que se constatou na aludida operação, houve uma reunião orquestrada de dois grupos (político e 
econômico) com o escopo único de fazer uma promiscuidade sem precedentes entre os setores público 
e privado, minando-se todos os anseios sociais de melhorias na educação, saúde etc. De outro lado, o 
superfaturamento de obras públicas ensejou o aumento tributário para bancar esse tipo de orgia entre 
os poderosos, levando a economia a uma recessão sem precedentes, com inflação, aumento de preços 
de combustíveis e empobrecendo da população cada vez mais. O que houve foi uma verdadeira ironia, 
pois obras públicas que deveriam beneficiar o público foram utilizadas com o viés de enriquecer única e 
exclusivamente o privado, ressaltando-se a importância de entender, atualmente, no que consiste o 
conceito dessa criminalidade organizada do tipo empresarial. 
Em resumo, a melhor forma de frear esses dois tipos de criminalidade é por meio de políticas 
públicas estatais, em que o Estado terá que prover as necessidades básicas de todo ser 
humano, porque com isso estará dificultando sobremaneira que referidas organizações 
criminosas façam a cooptação de pessoas querendo o ganho fácil que o crime permite e que 
não estão sendo devidamente amparadas pelo corpo estatal63. 
 
 
62 Op. Cit. 
63 63 Op. Cit. 
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8 に OUTROS TEMAS CONTEMPORÂNEOS 
8.1 に BULLYING 
Bullying é uma palavra de origem inglesa, e tem sido 
comumente utilizada para descrever comportamentos agressivos de meninas e meninos no 
âmbito escolar. As agressões físicas, assédios, ofensas verbais praticadas com frequência 
contra colegas sem motivação específica, apenas no intuito de humilhar, intimidar, e 
maltratar caracterizam essa espécie de violência que produz incomensuráveis sofrimentos as 
suas vítimas e pode deixar sequelas gravíssimas por toda a existência.64 
Vale destacar que o Bullying não se limita a menores em escolas ou estabelecimentode 
ensino, ao contrário, encontra-se em toda parte. 
A palavra Bullying corresponde a valentão, tirano, brigão, 
mandão, enquanto Bullying, representa o conjunto de 
ações violentas praticadas contra uma vítima ou várias 
delas impossibilitadas de se defender. 
Os desdobramentos dessa prática criminosa variam de acordo com a vítima. Dentre eles, 
destacamos: 
 Algumas pessoas apresentam sintomas psicossomáticos, como dores de 
cabeças, ânsias de vômito, boca seca e etc. 
 Transtorno do pânico também pode cometer tais vítimas. 
 Transtorno de ansiedade; 
 Depressão 
 Bulimia; 
 Transtorno Obsessivo compulsivo; 
 Mania de limpeza 
 
 
64 LIMA JÚNIOR, José César Naves Manual de Criminologia. 5ª. Edição. Revista atualizada e 
ampliada. Salvador: Editora JusPodivm,2018. Pg. 157. 
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 O tema em provas 
 
(MPE/MG Promotor de Justiça に 2008) Marque a alternativa incorreta: 
a. A prática do bullying configura-se em uma atividade saudável ao 
desenvolvimento da sociedade, pois que investe no bom relacionamento 
entre as pessoas. 
b. As principais áreas do estudo do criminólogo são: o delito, o delinquente, a 
vítima e o controle social. 
c. A teoria do etiquetamento diz respeito aos processos de criação dos desvios. 
d. A criminologia da reação social procura expor de forma clara e precisa que o 
sistema penal existente nada mais é do que uma maneira de dominação social. 
e. A cifra negra pode ser concebida, resumidamente, no fato de que nem todos 
os crimes praticados chegam ao conhecimento oficial do Estado. 
 
Gabarito: A 
 
 
7.2.1 に Legislação de combate à intimidação sistemática - Bullying 
Em 2005 foi implementada a Lei nº 13.185/2005. Instituindo o programa de Combate a 
intimidação sistemática に Bullying -: 
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território 
nacional. 
A lei definiu o Termo em inglês em intimidação sistemática, conceituando-o como: todo ato 
de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorra sem motivação 
evidente, praticado por indivíduo ou grupo, conta uma ou mais pessoas, com o objetivo de 
intimidá-la ou agredi-la, causando dor angustia em uma relação de desequilíbrio de poder 
entre as partes envolvidas: 
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território 
nacional. 
§ 1o No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de 
violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado 
por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, 
causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. 
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7.2.2 に Classificação da Intimidação sistemática - Bullying 
Na forma do art. 3º , a intimidação do Bullying pode ser classificada, conforme as ações 
praticadas em: 
 
a. Verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente; 
 
b. Moral: difamar, caluniar, disseminar rumores; 
 
c. Sexual: assediar, induzir e/ou abusar; 
 
d. Social: ignorar, isolar e excluir; 
 
e. Psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, 
chantagear e infernizar; 
 
f. Físico: socar, chutar, bater; 
 
g. Material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem; 
 
h. Virtual ou Ciberbullying: depreciar, enviar mensagens intrusivas da 
intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em 
sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e 
social. 
 
7.2.3 - Cyberbullying 
Com advento da sociedade globalizada e o surgimento de novas formas de comunicação, 
através dos meios eletrônicos, a pratica do bullying passou também a ocorrer no âmbito 
virtual, com a transmissão ou publicação de mensagens de cunho intimidatório e vexatório 
por e-mails, redes sociais, sites e blogs, ao que se denomina de Cyberbullying. 
 
 
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 O tema em provas 
(MPE/SP Promotor de Justiça Substituto に 2013 Adaptada) Julgue o item a seguir: 
さN?ラ Wゲデ= SWゲIヴキデラ ミラ CルSキェラ PWミ;ノ ラ B┌ノノ┞キミェ Iラマラ IラミS┌デ; WゲヮWIケaキI;くざ 
Gabarito: Certo 
 
 
8.2 に ASSÉDIO MORAL 
O Assédio moral, também conhecido como manipulação perversa ou terrorismo psicológico, 
consiste no comportamento abusivo, reiterado e sistematizado, externalizado por palavras, 
gestos, ações comissivas ou omissivas, que pode acarretar debilidade física ou psíquica da 
vítima. (SUMARIVA, 2017, p. 195) 
Evidentemente, essa prática pode ocorrer em vários ambientes, como por exemplo, familiar, 
escolar, de trabalho (mobbing) etc. 
 
8.2.1 に Mobbing 
No âmbito das relações trabalhistas, tem-se o termo 
denominado mobbing, de origem alemã, que designa o 
comportamento de continua e ostensiva perseguição 
perpetrado por empregadores, gerentes, administradores, 
superiores hierárquicos ou companheiro de trabalho, que possa lesionar a integridade física, 
psíquica e moral da vítima65. 
 
 O tema em provas 
(PCSP Delegado de Polícia に 2012) O comportamento abusivo, praticado com 
gestos, palavras e atos que, praticados de forma reiterada, levam á debilidade 
física ou psíquica de uma pessoa: 
a. Define reação ao crime. 
b. Define assédio moral. 
c. é um mecanismo intimidatóno, mas não criminoso. 
 
65 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora 
JusPodivm,2018. Pg. 312. 
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d. é a despersonalização do eu, que aflige grande número de detentos. 
e. define efetividade do impacto dissuasório. 
 
Gabarito: B 
 
 
8.3 に STALKING 
O termo stalking, também é conhecido como perseguição persistente, teve origem nos 
Estados Unidos e designa uma forma de violência na qual há a invasão reiterada da esfera de 
privacidade da vítima, mediante emprego de táticas de 
perseguição e meios diversos, tais como ligações telefônicas, 
envio de mensagens, publicação de fatos, boatos em seus 
meios sociais ou em sites internet (cyberstalking), envio de 
presentes, espera de sua passagem nos lugares que frequenta 
etc. resultando em danos a integridade psicológica e emocional, restrição à sua liberdade de 
locomoção ou lesão a sua reputação. Dessa forma, é considerado uma modalidade de assédio 
moral. 
Vale lembrar que na legislação. Tais condutas são consideradas ilícitas, configurando 
contravenção penal e perturbação da tranquilidade. Veja o que diz o art. 65 do Decreto Lei 
nº 3688/41: 
 Art. 65. Molestar alguém ou perturbar lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável: 
 Pena に prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
Em tempo, também é válido destacar que a Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340/2006 prevê 
expressamente a perseguição contumaz como uma espécie de violência psicológica. Nesse 
sentido: 
Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: 
(...) 
II - a violênciapsicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e 
diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise 
degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, 
insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir 
e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; 
 
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 O tema em provas 
(MPE GO / Promotor de Justiça Substituto に 2014) O Procurador de Justiça Rogério 
GヴWIラ ヮヴWIラミキ┣; ケ┌W さno que diz respeito às ciências criminais propriamente ditas, 
serve a criminologia como mais um instrumento de análise do comportamento 
delitivo, das suas origens, dos motivos pelos quais se delinque, quem determina 
o que se punir, quando punir, como punir, bem como se pretende, com ela, buscar 
ゲラノ┌NロWゲ ケ┌W W┗キデWマ ラ┌ マWゲマラ Sキマキミ┌;マ ラ IラマWデキマWミデラ S;ゲ キミaヴ;NロWゲ ヮWミ;キゲざく 
No contexto da seara criminológica, aponte a alternativa incorreta: 
a. Stalking é um termo que designa a forma de violência na qual o sujeito ativo 
invade repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de 
perseguição e meios diversos de atuação, resultando dano à sua integridade 
psicológica e emocional, restrição à sua liberdade de locomoção ou lesão à sua 
reputação, configurando, deste modo, uma modalidade de assédio moral. 
b. A teoria de anomia, a teoria da associação diferencial e a escola de Chicago são 
consideras teorias de consenso. 
c. A aキェ┌ヴ; IヴキマキミラノルェキI; IラミエWIキS; Iラマラ さゲケミSヴラマW S; マ┌ノエWヴ SW ヮラデキa;ヴざ ヮラSW 
ser utilizada como técnica de aferição da credibilidade da palavra da vítima nos 
crimes de conotação sexual. 
d. A さゲケミSヴラマW SW LラミSヴWゲざ ゲW W┗キSWミIキ; ケ┌;ミSラ ; ┗ケデキマ;が Iラマラ キミゲデキミデラ 
defensivo, passa a apresentar um comportamento excessivamente lamurioso, 
demasiadamente submisso e com pedido contínuo de misericórdia. 
 
Gabarito: A 
 
 
 
9 に QUESTÕES 
9.1 に LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS 
1. FUNDEP/ MP MG-PROMOTOR DE JUSTIÇA-2013 
ÉàI;ヴ;IデWヴケゲデキI;àS;àIエ;マ;S;àさミラ┗;àIヴキマキミラノラェキ;ざぎà 
a. A concepção de que a reação penal se aplica de igual maneira a todos os autores de 
delitos. 
b. A busca da explicação dos comportamentos criminalizados partindo da criminalidade 
como um dado ontológico pré-constituído à reação social. 
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c. O estudo do comportamento criminoso com o emprego do método etiológico das 
determinações causais de objetos naturais. 
d. O deslocamento do interesse cognoscitivo das causas do desvio criminal para os 
マWI;ミキゲマラゲàゲラIキ;キゲàWàキミゲデキデ┌Iキラミ;キゲà;デヴ;┗YゲàSラゲàケ┌;キゲàYàIラミゲデヴ┌ケS;à;àさヴW;ノキS;SWàゲラIキ;ノざà
do desvio. 
 
Comentário66 
a. Errado. áà Iエ;マ;S;à さミラ┗;à Iヴキマキミラノラェキ;ざがà デ;マHYマà IラミエWIキS;à Iラマラà さIヴキマキミラノラェキ;à
IヴケデキI;ざがàH┌ゲI;àゲWヮ;ヴ;ヴà;àゲラIキWS;SWàWマàSラキゲàェヴ;ミSWゲàェヴ┌ヮラゲくàOàヮヴキマWキヴラàSラゲàヴキIラゲàWàラà
segundo dos pobres, sendo o Direito Penal um instrumento de dominação social. Na 
mesma linha, demonstra que os crimes punidos são apenas os de colarinho-azul, 
enquanto os de colarinho-Hヴ;ミIラàェラ┣;マàSラàIエ;マ;SラàさIキミデ┌ヴ?ラàS;àキマヮ┌ミキS;SWざく 
b. Errada. áàさミラ┗;àIヴキマキミラノラェキ;ざàデヴ;H;ノエ;àラゲàS;SラゲàゲラIキ;キゲàミ;àaラヴマ;デ;N?ラàSラàIヴキマWàWàSラà
criminoso, sendo dispensável a ideia prévia de condutas positivadas. Os chamados 
dados pré-constituídos são inerentes à Escola Clássica, em que o crime e o criminoso 
são criados a partir da perspectiva da própria lei penal, não sendo relevante o aspecto 
social. 
c. Errada. O chamado paradigma etiológico (estudo sobre a origem do crime e do 
IヴキマキミラゲラぶàYà┗キゲ┌;ノキ┣;SラàヮWノ;àEゲIラノ;àCヴケデキI;àラ┌àさミラ┗;àIヴキマキミラノラェキ;ざàミラà;ゲヮWIデラàゲラIキ;ノがà
em que há uma dicotomia clara entre os criminosos de alta renda (elite) e os de baixa 
renda (camada mais pobre), ocasionando uma pirâmide social. As causas naturais não 
possuem influência nenhuma no surgimento do crime e do criminoso. 
d. Certa. A área de análise (cognoscitivo) da citada escola é puramente social, em que se 
vislumbra o surgimento do crime e do criminoso no aspecto relativo à interação social. 
Nessa linha de raciocínio, pugna-se pela análise dos mecanismos de controles sociais 
como parâmetros para dominar a classe mais desfavorecida. O Direito Penal seria um 
mecanismo de controle que está nas mãos da elite para subjugar os criminosos de 
colarinho-azul, de forma a criminalizar apenas as condutas praticadas por esse último 
grupo de pessoas. 
 
Gabarito: D 
 
2. MPSC Promotor de Justiça に 2008 
Julgue os itens a seguir: 
I に O Código de Hamurabi, concebido na Babilônia entre 2067 e 2925 a.C. e na atualidade 
pertencente ao acervo do Museu do Louvre em Paris, não continha disposições penais em 
sua composição. 
 
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II に “Wェ┌ミSラà ;à さLWキà TYヴマキI;à SWà Cヴキマキミ;ノキS;SWざà SWà Q┌WデWノWデがà a;デラヴWゲà aケゲキIラゲがà Iノキマ=デキIラゲà Wà
geográficos podem influenciar no comportamento criminoso. 
III に Entende-ゲWàヮラヴàさCキaヴ;àNWェヴ;ざàS;àIヴキマキミ;ノキS;SWàラàIラミテ┌ミデラàSWàIヴキマWゲàI┌テ;à┗キラノZミIキ;àヮヴラS┌┣à
elevada repercussão social. 
IV に Seguidor da Antropologia Criminal, Lombroso entendia que havia um tipo humano 
irresistivelmente levado ao crime por sua própria constituição, de um verdadeiro criminoso 
nato. 
V に Em sua obra Dos delitos e das penas, escrita por volta de 1765, Cesare Bonesana, o 
Marquês de Beccaria, defendeu uma legislação penal rigorosa, aprovando a prática da tortura 
e da pena de morte. 
a. Apenas I, III e V estão corretos. 
b. Apenas II e IV estão corretos. 
c. Apenas IV e V estão corretos. 
d. Apenas II e III estão corretos. 
e. Apenas III, IV e V estão corretos. 
 
Comentários67 
a. Errada. O enunciado I está incorreto, uma vez que o Código de Hamurabi, também 
chamado de Lei de Talião, continha disposições penais e pregava a aplicação da 
マ=┝キマ;àさSWミデWàヮラヴàSWミデWがàラノエラàヮラヴàラノエラざがàS;ミSラànítido caráter penalista ao diploma. 
O enunciado III está errado, uma vez que cifra negra se refere aos crimes que não 
ingressam nas estatísticas oficiais. O enunciado V está errado porque Beccaria pregava 
o oposto do que está descrito, e seus estudos apontaram para a necessidade de penas 
certas, mas que não fossem desumanas, muito em virtude da influência do período do 
Iluminismo. 
b. Certa. O enunciado II está correto, pois são de Quetelet os estudos envolvendo as leis 
térmicas e que influenciam sobremaneira no comportamento criminoso. O enunciado 
IV também está correto, uma vez que Lombroso foi quem cunhou a expressão 
criminoso nato com base nos estudos da antropologia criminal. 
c. Errada. Pelo que já se expôs acima, o enunciado V está errado, pois Beccaria pregou 
foi o contrário e buscava a humanização das punições. 
d. Errada. Já foi explicitado acima que o enunciado III está equivocado. 
e. Errada. Já se explicou acima que os enunciados III e V estão equivocados. 
 
Gabarito: B 
 
 
67 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 
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9.2 に LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 
1. FCC / DPE SP Defensor Público に 2009 
A expressão cifra negra ou oculta, refere-se: 
a. À descriminantes putativas, nos casos em que não há tipo culposo do crime cometido. 
b. Ao fracasso do autor na empreitada em que a maioria tem êxito. 
c. À porcentagem de presos que não voltam da saída temporária do semiaberto. 
d. À porcentagem de crimes não solucionados ou punidos porque, num sistema seletivo, 
não caíram sob a égide da polícia ou da justiça ou da administração carcerária, porque 
ミラゲàヮヴWゲケSキラゲàさミ?ラàWゲデ?ラàデラSラゲàラゲàケ┌Wàゲ?ラざく 
e. À porcentagem de criminalização da pobreza e a globalização, pelas quais o centro 
exerce seu controle sobre a periferia, cominando penas e criando fato típicos de 
acordo com seus interesses econômicos, determinando estigmatização das minorias. 
 
2. VUNESP / PCSP Médico Legista に 2014 
áàW┝ヮヴWゲゲ?ラàさIキaヴ;àミWェヴ;ざがàWマàCヴキマキミラノラェキ;がàIラヴヴWゲヮラミSWà;ラàミ┎マWヴラàSWぎ 
a. Erros judiciais (decisões judiciais incompatíveis com a realidade dos fatos). 
b. Crimes ocorridos e não reportados à autoridade. 
c. Criminosos reincidentes. 
d. Prisões efetuadas injustamente. 
e. Crimes ocorridos em ambientes públicos, mas cuja autoria permanece ignorada 
 
3. VUNESP / PCSP Atendente de Necrotério Policial に 2014 
Entende-se por cifras negras: 
a. As ocorrências criminais não registradas nos órgãos policiais responsáveis, em prejuízo 
do interesse da sociedade. 
b. Somente os delitos praticados pelos criminosos de colarinho branco, em prejuízo da 
coletividade. 
c. Os crimes hediondos praticados com violência ou grave ameaça. 
d. Os crimes de menor potencial ofensivo praticados sem violência ou grave ameaça. 
e. Apenas os crimes praticados por policiais, que não são apurados, por temor de 
represália. 
 
4. VUNESP/ PCSP Escrivão de Polícia に 2014 
A Criminologia moderna estuda o fenômeno da criminalidade por meio da estatística 
criminal. NWゲゲ;àゲW;ヴ;がà;àW┝ヮヴWゲゲ?ラàさIキaヴ;àSラ┌ヴ;S;ざàSWゲキェミ;ぎ 
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a. O total de delitos registrados e de conhecimento do poder público que são elucidados. 
b. As infrações penais praticadas pela elite, não reveladas ou apuradas; trata-se de um 
ゲ┌HデキヮラàS;àさIキaヴ;àミWェヴ;ざがà;àexemplo do crime de sonegação fiscal 
c. As infrações penais de maior gravidade, como, por exemplo, o homicídio, que, ao ser 
elucidado, permite ao poder público planejar melhor suas ações e alterar a legislação 
d. As infrações penais de menor potencial ofensivo, por enquadrar-se na Lei n.º 
9.099/95, a exemplo do delito de perturbação do sossego alheio 
e. O percentual de delitos praticados pela sociedade de baixa renda que não chega ao 
conhecimento do poder público por falta de registro, e, portanto, não são elucidados. 
 
5. VUNESP/ PCSP Agente de Polícia に 2013 
Os crimes de colarinho branco são delitos conhecidos na Criminologia por: 
a. Crimes contra a dignidade social. 
b. Crimes de menor potencial ofensivo. 
c. Cifras cinza. 
d. Cifras amarelas. 
e. Cifras douradas. 
 
 
6. PCSP Escrivão de Polícia に 2010 
O termo cifra dourada é indicativo de: 
a. dos crimes praticados por membros da realeza. 
b. da violência doméstica ocorrida nas classes altas e não relatadas à polícia. 
c. dos crimes esclarecidos mediante à oferta de uma recompensa. 
d. do número de jovens de alto poder aquisitivo envolvidos com o narcotráfico. 
e. SラゲàIヴキマWゲàSWミラマキミ;SラゲàSWàさIラノ;ヴキミエラàHヴ;ミIラざく 
 
7. VUNESP/PCSP Escrivão de polícia に 2013 
 São conhecidas por __________os crimes que não são registrados em órgãos oficiais 
encarregados de sua repressão, em decorrência de omissão das vítimas, por temor de 
represália. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. 
a. Estatísticas azuis 
b. Estatísticas brancas 
c. Cifras douradas 
d. Cifras negras 
e. Cifras cinza 
 
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8. MPE/MG Promotor de Justiça に 2008 
 Marque a alternativa incorreta: 
a. A prática do bullying configura-se em uma atividade saudável ao desenvolvimento da 
sociedade, pois que investe no bom relacionamento entre as pessoas. 
b. As principais áreas do estudo do criminólogo são: o delito, o delinquente, a vítima e o 
controle social. 
c. A teoria do etiquetamento diz respeito aos processos de criação dos desvios. 
d. A criminologia da reação social procura expor de forma clara e precisa que o sistema 
penal existente nada mais é do que uma maneira de dominação social. 
e. A cifra negra pode ser concebida, resumidamente, no fato de que nem todos os crimes 
praticados chegam ao conhecimento oficial do Estado. 
 
9. PCSP Delegado de Polícia に 2012 
O comportamento abusivo, praticado com gestos, palavras e atos que, praticados de forma 
reiterada, levam á debilidade física ou psíquica de uma pessoa: 
a. Define reação ao crime. 
b. Define assédio moral. 
c. é um mecanismo intimidatóno, mas não criminoso. 
d. é a despersonalização do eu, que aflige grande número de detentos. 
e. define efetividade do impacto dissuasório. 
 
10. MPE GO / Promotor de Justiça Substituto に 2014 
Oà PヴラI┌ヴ;Sラヴà SWà J┌ゲデキN;à ‘ラェYヴキラà GヴWIラà ヮヴWIラミキ┣;à ケ┌Wà さミラà ケ┌Wà Sキ┣à ヴWゲヮWキデラà <ゲà IキZミIキ;ゲà
criminais propriamente ditas, serve a criminologia como mais um instrumento de análise do 
comportamento delitivo, das suas origens, dos motivos pelos quais se delinque, quem 
determina o que se punir, quando punir, como punir, bem como se pretende, com ela, buscar 
ゲラノ┌NロWゲàケ┌WàW┗キデWマàラ┌àマWゲマラàSキマキミ┌;マàラàIラマWデキマWミデラàS;ゲàキミaヴ;NロWゲàヮWミ;キゲざくàNラàIラミデW┝デラà
da seara criminológica, aponte a alternativa incorreta: 
a. Stalking é um termo que designa a forma de violência na qual o sujeito ativo invade 
repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição 
e meios diversos de atuação, resultando dano à sua integridade psicológica e 
emocional, restrição à sua liberdade de locomoção ou lesão à sua reputação, 
configurando, deste modo, uma modalidade de assédio moral. 
b. A teoria de anomia, a teoria da associação diferencial e a escola de Chicago são 
consideras teorias de consenso. 
c. áà aキェ┌ヴ;à IヴキマキミラノルェキI;à IラミエWIキS;à Iラマラà さゲケミSヴラマWà S;àマ┌ノエWヴà SWà ヮラデキa;ヴざà ヮラSWà ゲWヴà
utilizada como técnica de aferição da credibilidade da palavra da vítima nos crimes de 
conotação sexual. 
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d. áàさゲケミSヴラマWàSWàLラミSヴWゲざàゲWàW┗キSWミIキ;àケ┌;ミSラà;à┗ケデキマ;がàIラマラàキミゲデキミデラàSWaWミゲキ┗ラがàヮ;ゲゲ;à
a apresentar um comportamento excessivamente lamurioso, demasiadamente 
submisso e com pedido contínuo de misericórdia. 
 
11. CESPE/PCSE Delegado de Polícia に 2018 
No que se refere à prevenção da infração penal no Estado democrático de direito, julgue o 
próximo item. 
A prevenção terciária da infração penal consiste em medidas de longo prazo, como a garantia 
de educação, a redução da desigualdade social e a melhoria das condições de qualidade de 
vida, enquanto a prevenção primária é voltada à pessoa reclusa e visa à sua recuperação e 
reintegração social. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 
12. CESPE/PCSE Delegado de Polícia に 2018 
No que se refere à prevenção da infração penal no Estado democrático de direito, julgue o 
próximo item. 
A alteração dos espaços físicos e urbanos, como, por exemplo, a elaboração de novos 
desenhos arquitetônicos e o aumento da iluminação pública, pode serconsiderada uma 
forma de prevenção delituosa. 
a. Certo 
b. Errado 
 
13. CESPE/PCSE Delegado de Polícia に 2018 
No que se refere à prevenção da infração penal no Estado democrático de direito, julgue o 
próximo item. 
Medidas indiretas de prevenção delitiva visam atacar as causas do crime: cessada a causa, 
cessam seus efeitos. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 
14. CESPE/PCGO Delegado de Polícia に 2018 
Em Vigiar e Punir, Michel Foucault (1926-1984) aborda a transformação dos métodos 
punitivos a partir de uma tecnologia do corpo, dentre cujos aspectos fundamentais destaca-
se: 
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a. a coexistência entre diversas economias políticas do castigo, mas, fundamentalmente, 
a mudança qualitativa que representou substituição do carcerário pelo patibular. 
b. o pensamento criminológico centrado na figura do homem delinquente, o que 
constitui a força motriz para o surgimento e consolidação da prisão como mecanismo 
de controle. 
c. o cumprimento dos fins declarados da pena de prisão na medida em que separa os 
espaços sociais livres de castigo e os que devem ser objeto da repressão estatal. 
d. o abandono completo do suplício corporal como tecnologia encarceradora que passa 
ser utilizada a partir do século XIX. 
e. o cárcere como dispositivo preponderante sobre o qual se ergue a sociedade 
disciplinar. 
 
15. VUNESP/PCSP Agente Policial に 2018 
Assinale a alternativa correta sobre o atual estágio de desenvolvimento dos estudos 
criminológicos, em relação ao conceito de prevenção da infração penal e ao respeito ao 
Estado Democrático de Direito. 
a. Não há evidências ou estudos que demonstrem que investimentos tecnológicos nas 
polícias contribuem para a redução dos crimes. 
b. Não há evidências ou estudos que demonstrem que o aumento do número de 
esclarecimento de crimes e prisões contribuiu para a redução dos crimes. 
c. Campanhas de orientação às vítimas de crimes sexuais com o objetivo de que 
denunciem os agressores acabam por aumentar a vulnerabilidade das vítimas. 
d. As mortes decorrentes de oposição à intervenção policial não devem ser equiparadas 
aos homicídios dolosos em geral para fins criminológicos, em virtude de relacionarem-
se a condicionantes criminais diversas. 
e. Medidas destinadas a priorizar atendimento policial a determinados tipos de crimes 
ou vítimas em decorrência da gravidade ou vulnerabilidade não devem ser adotadas 
sob pena de violação à igualdade de todos perante a lei. 
 
 
16. VUNESP/PCSP Agente Policial に 2018 
A instalação, na cidade de São Paulo, de câmeras de videomonitoramento que possuem a 
funcionalidade de leitura de placas de veículos e cruzamento com banco de dados criminais, 
com o objetivo de identificar veículos utilizados ou que foram objeto da prática de crimes 
pode ser definida, no âmbito do conceito de Estado Democrático de Direito e dos modernos 
conceitos de prevenção criminal do crime, como uma medida prioritariamente de prevenção: 
a. Secundária. 
b. Básica. 
c. Quaternária. 
d. Terciária. 
e. Primária. 
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17. VUNESP/PCSP Auxiliar de Papiloscopista に 2018 
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de política de prevenção criminal 
prioritariamente terciária. 
a. Previsão do direito do condenado de abreviar o tempo imposto em sua sentença 
penal, mediante trabalho, estudo ou leitura. 
b. Instalação de câmeras de videomonitoramento em um estabelecimento que foi alvo 
de diversos roubos. 
c. Melhoria na regulação do sistema financeiro para prevenção às práticas de lavagem 
de dinheiro. 
d. Programas de educação aos jovens para prevenção ao uso de drogas. 
e. Instalação de iluminação pública em locais com alto índice de criminalidade. 
 
18. VUNESP/PCSP Auxiliar de Papiloscopista に 2018 
O saber criminológico, no Estado Democrático de Direito, tem por objetivo evitar a ocorrência 
do delito; portanto, são aspectos importantes de prevenção terciária: 
a. o policiamento, a assistência social e o conselho tutelar. 
b. a educação, a religião e o lazer. 
c. a laborterapia, a liberdade assistida e a prestação de serviços comunitários. 
d. as posturas municipais, a classificação etária dos programas televisivos e o civismo. 
e. a cultura, a qualidade de vida e o trabalho. 
 
 
19. FUMARC/PCMG Delegado de Polícia に 2018 
さáà Iヴキマキミラノラェキ;à IラミデWマヮラヴ>ミW;がà Sラゲà ;ミラゲà ンヰà Wマà Sキ;ミデWがà ゲWà I;ヴ;IデWヴキ┣;à pela tendência a 
superar as teorias patológicas da criminalidade, ou seja, as teorias baseadas sobre as 
I;ヴ;IデWヴケゲデキI;ゲà HキラノルェキI;ゲà Wà ヮゲキIラノルェキI;ゲà ケ┌Wà SキaWヴWミIキ;ヴキ;マà ラゲà ゲ┌テWキデラゲà けIヴキマキミラゲラゲげà Sラゲà
キミSキ┗ケS┌ラゲàけミラヴマ;キゲげがàWàゲラHヴWà;àミWェ;N?ラàSラàノキ┗ヴWà;ヴHケデヴキラがàマWSiante um rígido determinismo. 
Essas teorias eram próprias da criminologia positivista que, inspirada na filosofia e na 
psicologia do positivismo naturalista, predominou entre o final do século passado e princípios 
SWゲデWくざàBá‘áTTáがàáノWゲゲ;ミSヴラく Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal. Introdução à 
sociologia do Direito Penal. 3. ed. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca de Criminologia. p. 
29. (Coleção Pensamento Criminológico) 
 
Numere as seguintes assertivas de acordo com a ideia de criminologia que representam, 
utilizando: 
 (1) para a criminologia positivista e 
(2) para a escola liberal clássica do direito penal. 
 
( ) Assumia uma concepção patológica da criminalidade. 
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 ( ) Considerava a criminalidade como um dado pré-constituído às definições legais de certos 
comportamentos e certos sujeitos. 
( ) Não considerava o delinquente como um ser humano diferente dos outros. 
( ) Objetivava uma política criminal baseada em princípios como os da humanidade, 
legalidade e utilidade. 
( )Pretendia modificar o delinquente. 
 
A sequência que expressa a associação CORRETA, de cima para baixo, é: 
a. 1, 1, 2, 2, 1. 
b. 1, 2, 1, 2, 2. 
c. 2, 2, 1, 1, 1. 
d. 2, 1, 2, 2, 2. 
 
 
20. VUNESP/PCSP Investigado de Políciaに 2018 
Com relação à criminologia no Estado Democrático de Direito, é correto afirmar que as 
políticas públicas de Segurança Pública devem: 
a. primar pela repressão ao crime e pelo combate à corrupção. 
b. priorizar a prevenção criminal integralizada com todos os entes federativos. 
c. priorizar a prevenção criminal terciária e a repressão ao crime organizado. 
d. primar pela repressão criminal integralizada com todos os entes federativos. 
e. primar pela repressão ao crime e pelo controle social. 
 
21. CESPE/PCMA Delegado de Polícia に 2018 
A criminologia considera que o papel da vítima varia de acordo com o modelo de reação da 
sociedade ao crime. No modelo: 
a. Clássico, a vítima é a responsável direta pela punição do criminoso, sendo figura 
protagonista no processo penal. 
b. Ressocializador, busca-se o resgate da vítima, de modo a reintegrá-la na sociedade. 
c. Retribucionista, o objetivo restringe-se ao ressarcimento do dano pelo criminoso à 
vítima. 
d. Da justiça integradora, a vítima é tida como julgadora do criminoso. 
e. Restaurativo, o foco é a participação dos envolvidos no conflito em atividades de 
reconciliação, nas quais a vítima tem um papel central. 
 
 
 
 
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22.CESPE/PCGO Delegado de Polícia に 2018 
Considerando que, para a criminologia, o delito é um grave problema social, que deve ser 
enfrentado por meio de medidas preventivas, assinale a opção correta acerca da prevenção 
do delito sob o aspecto criminológico. 
a. A transferência da administração das escolas públicas para organizações sociais sem 
fins lucrativos, com a finalidade de melhorar o ensino público do Estado, é uma das 
formas de prevenção terciária do delito. 
b. O aumento do desemprego no Brasil incrementa o risco das atividades delitivas, uma 
vez que o trabalho, como prevenção secundária do crime, é um elemento dissuasório, 
que opera no processo motivacional do infrator. 
c. A prevenção primária do delito é a menos eficaz no combate à criminalidade, uma vez 
que opera, etiologicamente, sobre pessoas determinadas por meio de medidas 
dissuasórias e a curto prazo, dispensando prestações sociais. 
d. Em caso de a Força Nacional de Segurança Pública apoiar e supervisionar as atividades 
policiais de investigação de determinado estado, devido ao grande número de 
homicídios não solucionados na capital do referido estado, essa iniciativa consistirá 
diretamente na prevenção terciária do delito. 
e. A prevenção terciária do crime consiste no conjunto de ações reabilitadoras e 
dissuasórias atuantes sobre o apenado encarcerado, na tentativa de se evitar a 
reincidência. 
 
 
23. CESPE/PCPE Delegado de Polícia に 2018 
No que se refere aos métodos de combate à criminalidade, a criminologia analisa os controles 
formais e informais do fenômeno delitivo e busca descrever e apresentar os meios 
necessários e eficientes contra o mal causado pelo crime. A esse respeito, assinale a opção 
correta. 
a. A criminologia distingue os paradigmas de respostas conforme a finalidade 
pretendida, apresentando, entre os modelos de reação ao delito, o modelo 
dissuasório, o ressocializador e o integrador como formas de enfrentamento à 
criminalidade. Em determinado nível, admitem-se como conciliáveis esses modelos de 
enfrentamento ao crime. 
b. Como modelo de enfrentamento do crime, a justiça restaurativa é altamente 
repudiada pela criminologia por ser método benevolente ao infrator, sem cunho 
ressocializador e pedagógico. 
c. O modelo dissuasório de reação ao delito, no qual o infrator é objeto central da análise 
científica, busca mecanismos e instrumentos necessários à rápida e rigorosa 
efetivação do castigo ao criminoso, sendo desnecessário o aparelhamento estatal para 
esse fim. 
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d. O modelo ressocializador de enfrentamento do crime propõe legitimar a vítima, a 
comunidade e o infrator na busca de soluções pacíficas, sem que haja a necessidade 
de lidar com a ira e a humilhação do infrator ou de utilizar o ius puniendi estatal. 
e. A doutrina admite pacificamente o modelo integrador na solução de conflitos havidos 
em razão do crime, independentemente da gravidade ou natureza, uma vez que o 
controle formal das instâncias não se abdica do poder punitivo estatal. 
 
 
24. CESPE/PCPE Delegado de Polícia に 2016 
A criminologia reconhece que não basta reprimir o crime, deve-se atuar de forma imperiosa 
na prevenção dos fatores criminais. Considerando essa informação, assinale a opção correta 
acerca de prevenção de infração penal. 
a. Para a moderna criminologia, a alteração do cenário do crime não previne o delito: a 
falta das estruturas físicas sociais não obstaculiza a execução do plano criminal do 
delinquente. 
b. A prevenção terciária do crime implica na implementação efetiva de medidas que 
evitam o delito, com a instalação, por exemplo, de programas de policiamento 
ostensivo em locais de maior concentração de criminalidade. 
c. No estado democrático de direito, a prevenção secundária do delito atua diretamente 
na sociedade, de maneira difusa, a fim de implementar a qualidade dos direitos sociais, 
que são considerados pela criminologia fatores de desenvolvimento sadio da 
sociedade que mitiga a criminalidade. 
d. Trabalho, saúde, lazer, educação, saneamento básico e iluminação pública, quando 
oferecidos à sociedade de maneira satisfatória, são considerados forma de prevenção 
primária do delito, capaz de abrandar os fenômenos criminais. 
e. A doutrina da criminologia moderna reconhece a eficiência da prevenção primária do 
delito, uma vez que ela atua diretamente na pessoa do recluso, buscando evitar a 
reincidência penal e promover meios de ressocialização do apenado. 
 
25. CESPE/DEPEN Agente penitenciário - 2014 
Em relação aos preceitos da criminologia contemporânea e a aspectos relevantes sobre a 
justiça criminal, o sistema penal e a estrutura social, julgue o item que se segue. 
 
Na criminologia contemporânea, não se consideram os protagonistas do crime ね vítima, 
infrator e comunidade ね nem o desenvolvimento de técnicas de intervenção e controle, pois 
essas matérias devem ser objeto de políticas públicas de segurança pública e não da ciência 
criminológica. 
a. Certo 
b. Errado 
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26. VUNESP/PCSP Fotografo Técnico Pericial - 2014 
Em um estado democrático de direito, o castigo do infrator não esgota as expectativas que o 
fato delitivo desencadeia; dessa forma, podem-se apontar, como objetivos cientificamente 
mais satisfatórios e adequados na criminologia moderna, a ressocialização do delinquente, 
a(o)________________ e a prevenção do crime. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. 
a. Reparação dos danos à vítima 
b. Informação ao cidadão 
c. ressarcimento ao Estado 
d. Especialização profissional do delinquente 
e. Formação espiritual e religiosa do delinquente 
 
 
27. VUNESP/PCSP Investigador de Polícia - 2014 
Sobre o prognóstico criminológico estatístico, é correto afirmar que consiste em uma: 
a. Certeza de um indivíduo delinquir, em razão de dados estatísticos coletados. 
b. probabilidade de um indivíduo delinquir, em razão de dados estatísticos coletados. 
c. certeza de um criminoso reincidir, em razão de dados estatísticos coletados 
d. probabilidade de um criminoso reincidir, em razão de dados estatísticos coletados. 
e. avaliação médica imediata e preliminar acerca de uma enfermidade ou estado 
psicológico, com base na observação momentânea do criminoso 
 
 
28. FCC/TRT Técnico Judiciário em Segurança 
Na moderna concepção de prevenção das infrações penais e o Estado Democrático de Direito 
a. as atuações do Poder Judiciário e do Ministério Público enquadram-se na prevenção 
terciária. 
b. a efetiva materialização de políticas públicas faz parte da prevenção primária do 
crime. 
c. o trabalho desenvolvido pelas instituições públicas ou privadas na área social, qual 
seja, a responsabilidade social, faz parte da prevenção secundária. 
d. a construção de presídios e a atuação dos policiais são analisadas de forma apartada 
na questão das prevenções primária, secundária e terciária. 
e. a atuação das Organizações Não Governamentais, ONG, tem hoje enquadramento na 
prevenção secundária e, às vezes, na terciária. 
 
 
 
 
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29. FCC/TRT Técnico Judiciário em Segurança 
A relação existente entre crimes conhecidos ou esclarecidos pela Polícia, ou processados, e o 
papel desempenhado pela vítima, identificam que os crimes conhecidos ordinariamente 
resultam de uma proatividade da polícia, ou de uma reatividade. Naproatividade, a polícia 
seleciona suspeitos pelos estereótipos. Isso pode implicar em procedimentos 
discriminatórios por parte da polícia, desde que há grupos antecipadamente considerados 
como mais propensos à prática de delitos, e outros grupos imunes à suspeita, ou 
investigação. 
 
Na reatividade, a denúncia da vítima desempenha papel vital. Mas eles advertem: nem toda 
vítima faz desencadear investigações. Só as capazes de se justificarem como tais. Ou seja, não 
é toda vítima que consegue fazer com que a polícia inicie uma investigação. E é a polícia que 
define quem e o que investigar. 
 
(Disponível em: http://www.doraci.com.br/files/crimino logia.pdf. Consulta em 08/11/2013) 
Com base no texto apresentado, assinale a alternativa correta. 
a. Os crimes somente são esclarecidos se houver denúncias. 
b. A polícia concentra o seu trabalho em grupos que por vezes estereotipa. 
c. A polícia é também responsável, de certa forma, por alguns crimes. 
d. A polícia apresenta mais reatividade do que proatividade. 
e. A polícia deixa sempre a desejar em suas investigações de reatividade. 
 
30. CESPE/PF Delegado de Polícia Federal - 2013 
Julgue o item a seguir, relacionado aos modelos teóricos da criminologia. 
As ideias sociológicas que fundamentam as construções teóricas de Merton e Parsons 
obedecem ao modelo da denominada sociologia do conflito. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 
31. VUNESP/PCSP Perito Criminal に 2013 
A moderna Criminologia 
a. Tem por seus protagonistas o delinquente, a vítima e a comunidade. 
b. vislumbra o delito como enfrentamento formal, simbólico e direto entre dois rivais に 
o Estado e o infrator に que se enfrentam, isolados da sociedade, à semelhança da luta 
entre o bem e o mal. 
c. não considera como seu objeto de debate os aspectos político-criminais das técnicas 
de intervenção social e de seu controle. 
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d. tem o castigo do infrator por exaurimento das expectativas que o fato delitivo 
desencadeia. 
e. tem por seus principais objetivos a reparação do dano causado ao Estado, a 
ressocialização do delinquente e a repressão do crime. 
 
32. VUNESP/PCSP Agente de Polícia - 2013 
É correto afirmar que a Criminologia contemporânea tem por objetos 
a. delito, o delinquente, a vítima e o controle social. 
b. a tipificação do delito e a cominação da pena. 
c. apenas o delito, o delinquente e o controle social. 
d. apenas o delito e o delinquente. 
e. apenas a vítima e o controle social. 
 
33. VUNESP/PCSP Agente de Polícia - 2013 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das características da função 
retributiva da pena, segundo a Teoria Absoluta. 
a. Analogia: pena independente da gravidade do delito. 
b. Duração indeterminada: a duração da pena dependerá, dentre outros fatores, do 
comportamento do apenado. 
c. Infligibilidade: a pena consistirá em aflição corporal. 
d. Derrogabilidade: o delito terá, por consequência, uma punição, ainda que injusta. 
e. Responsabilidade penal individual: a pena não passará da pessoa do condenado. 
 
 
34. VUNESP/PCSP Escrivão de Polícia - 2013 
As políticas públicas de prevenção criminal terciária têm por público-alvo 
a. A vítima de violência doméstica. 
b. O adolescente. 
c. O preso. 
d. O idoso. 
e. O usuário de drogas ilícitas. 
 
 
35. VUNESP/PCCE Delegado de Polícia に 2015 
Um dos primeiros autores a classificar as vítimas de um crime foi Benjamin Mendelsohn, que 
levou em conta a participação das vítimas no delito. Segundo esse autor, as vítimas 
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classificam-se em __________; vítimas menos culpadas que os criminosos; __________; 
vítimas mais culpadas que os criminosos e __________. 
a. Vケデキマ;ゲàキミラIWミデWゲàぐà┗ケデキマ;ゲàキミキマヮ┌デ=┗Wキゲàぐà┗ケデキマ;ゲàI┌ノヮ;S;ゲ 
b. Vケデキマ;ゲàヮヴキマ=ヴキ;ゲàぐà┗ケデキマ;ゲàゲWI┌ミS=ヴキ;ゲàぐà┗ケデキマ;ゲàデWヴIキ=ヴキ;ゲà 
c. Vケデキマ;ゲà キSW;キゲàぐà ┗ケデキマ;ゲà デ?ラàI┌ノヮ;S;ゲàケ┌;ミデラàラゲàIヴキマキミラゲラゲàぐà ┗ケデキマ;ゲàIラマラà┎ミicas 
culpadas 
d. Vケデキマ;ゲà デ?ラà ヮ;ヴデキIキヮ;デキ┗;ゲà ケ┌;ミデラà ラゲà Iヴキマキミラゲラゲà ぐà ┗ケデキマ;ゲà ヮ;ゲゲキ┗;ゲà ぐà ┗ケデキマ;ゲà
colaborativas quanto aos criminosos 
e. Vケデキマ;ゲàヮ;ゲゲキ┗;ゲàWマàヴWノ;N?ラà;ラàIヴキマキミラゲラàぐà┗ケデキマ;ゲàヮヴWゲデ;デキ┗;ゲàぐà┗ケデキマ;ゲà;デキ┗;ゲàWマà
relação aos criminosos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9.3 に GABARITO 
 
36. Letra D 
37. Letra B 
38. Letra A 
39. Letra B 
40. Letra E 
41. Letra E 
42. Letra D 
43. Letra B 
44. Letra A 
45. Errado 
46. Certo 
47. Certo 
48. Letra B 
49. Letra D 
50. Letra A 
51. Letra A 
52. Letra C 
53. Letra A 
54. Letra B 
55. Letra E 
56. Letra E 
57. Letra E 
58. Letra A 
59. Letra E 
60. Errado 
61. Letra A 
62. Letra D 
63. Letra B 
64. Letra B 
65. Errado 
66. Letra A 
67. Letra A 
68. Letra E 
69. Letra C 
70. Letra D 
 
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10 に DESTAQUE À LEGISLAÇÃO E JURISPRUDÊNCIA 
 Ação Penal pública e IP 
Art. 5o, CPP: Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: 
I - de ofício; 
 II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento 
do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
§ 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível: 
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; 
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou 
de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; 
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência. 
§ 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para 
o chefe de Polícia. 
§ 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em 
que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, 
e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito. 
§ 4o O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá 
sem ela ser iniciado. 
§ 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito 
a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. 
Art. 24, CPP: Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério 
Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de 
representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
 
 Art. 30- CPP. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá 
intentar a ação privada. 
 
 LEI Nº 12.037, DE 1º DE OUTUBRO DE 2009. 
Dispõe sobre a identificação criminal do civilmente identificado, regulamentando o art. 5º, 
inciso LVIII, da Constituição Federal. 
O VICE に PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nos casos 
previstos nesta Lei. 
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Art. 2º A identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes documentos: 
I に carteira de identidade; 
II に carteira de trabalho; 
III に carteira profissional; 
IV に passaporte; 
V に carteira de identificação funcional; 
VI に outro documento público que permita a identificação do indiciado. 
Parágrafo único. Para as finalidades desta Lei, equiparam-se aos documentos de 
identificação civis os documentos de identificação militares. 
Art. 3º Embora apresentado documento de identificação, poderá ocorrer identificação 
criminal quando: 
I に o documento apresentar rasura ou tiver indício de falsificação; 
II に o documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado; 
III に o indiciado portar documentos de identidade distintos, com informações conflitantes 
entre si; 
IV に a identificação criminal for essencial às investigações policiais, segundo despacho da 
autoridade judiciária competente, que decidirá de ofício ou mediante representação da 
autoridade policial, do Ministério Público ou da defesa; 
V に constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações; 
VI に o estado de conservação ou a distância temporal ou da localidade da expedição do 
documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais. 
Parágrafo único. As cópias dos documentos apresentados deverão ser juntadas aos autos do 
inquérito, ou outra forma de investigação, ainda que consideradas insuficientes para 
identificar o indiciado. 
Art. 4º Quando houver necessidade de identificação criminal, a autoridade encarregada 
tomará as providências necessárias para evitar o constrangimento do identificado. 
Art. 5º A identificação criminal incluirá o processo datiloscópico e o fotográfico, que serão 
juntados aos autos da comunicação da prisão em flagrante, ou do inquérito policial ou outra 
forma de investigação. 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do art. 3o, a identificação criminal poderá incluir a 
coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético. (Incluído pela Lei nº 12.654, 
de 2012) 
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Art. 5o-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em 
banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia 
criminal. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão 
revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de 
gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos, 
genoma humano e dados genéticos. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso, 
respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua 
utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial. (Incluído pela Lei 
nº 12.654, de 2012) 
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser 
consignadas em laudo pericial firmado por perito oficial devidamente habilitado. (Incluído 
pela Lei nº 12.654, de 2012) 
Art. 6º É vedado mencionar a identificação criminal do indiciado em atestados de 
antecedentes ou em informações não destinadas ao juízo criminal, antes do trânsito em 
julgado da sentença condenatória. 
Art. 7º No caso de não oferecimento da denúncia, ou sua rejeição, ou absolvição, é facultado 
ao indiciado ou ao réu, após o arquivamento definitivo do inquérito, ou trânsito em julgado 
da sentença, requerer a retirada da identificação fotográfica do inquérito ou processo, desde 
que apresente provas de sua identificação civil. 
Art. 7o-A. A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá no término do prazo 
estabelecido em lei para a prescrição do delito. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
Art. 7o-B. A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso, 
conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 
2012) 
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 9º Revoga-se a Lei nº 10.054, de 7 de dezembro de 2000. 
 
 Lei nº 12.654/2012 - Altera as Leis nos 12.037, de 1o de outubro de 2009, e 7.210, de 
11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal, para prever a coleta de perfil genético 
como forma de identificação criminal, e dá outras providências. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono 
a seguinte Lei: 
Art. 1o O art. 5o da Lei no 12.037, de 1o de outubro de 2009, passa a vigorar acrescido do 
seguinte parágrafo único: 
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さáヴデくàヵ┨くふくくくぶ 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do art. 3o, a identificação criminal poderá incluir a 
coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético 
Art. 2o A Lei no 12.037, de 1o de outubro de 2009, passa a vigorar acrescida dos seguintes 
artigos: 
さáヴデくàヵラ-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em 
banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia criminal. 
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão 
revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de 
gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos, 
genoma humano e dados genéticos. 
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso, 
respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua 
utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial. 
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser 
Iラミゲキェミ;S;ゲàWマàノ;┌SラàヮWヴキIキ;ノàaキヴマ;SラàヮラヴàヮWヴキデラàラaキIキ;ノàSW┗キS;マWミデWàエ;Hキノキデ;Sラくざà 
さáヴデくàΑラ-A. A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá no término do 
prazo estabelecido em lei para a preゲIヴキN?ラàSラàSWノキデラくざà 
さáヴデくàΑラ-B. A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso, 
IラミaラヴマWàヴWェ┌ノ;マWミデラà;àゲWヴàW┝ヮWSキSラàヮWノラàPラSWヴàE┝WI┌デキ┗ラくざà 
Art. 3o A Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal, passa a vigorar 
acrescida do seguinte art. 9o-A: 
さáヴデくàΓラ-A. Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza 
grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1o da Lei no 8.072, de 25 
de julho de 1990, serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, 
mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e indolor. 
§ 1o A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso, 
conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. 
§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz competente, no caso 
SWàキミケ┌Yヴキデラàキミゲデ;┌ヴ;Sラがàラà;IWゲゲラà;ラàH;ミIラàSWàS;SラゲàSWàキSWミデキaキI;N?ラàSWàヮWヴaキノàェWミYデキIラくざà 
Art. 4o Esta Lei entra em vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias da data de sua 
publicação. 
Brasília, 28 de maio de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 
 
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 Perfil Genético 
1. Lei nº 12.037/2009 
Art. 5o-A. Os dados relacionados à coletado perfil genético deverão ser armazenados em 
banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia 
criminal. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão 
revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de 
gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos, 
genoma humano e dados genéticos. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso, 
respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua 
utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial. (Incluído pela Lei nº 
12.654, de 2012) 
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser 
consignadas em laudo pericial firmado por perito oficial devidamente habilitado. (Incluído 
pela Lei nº 12.654, de 2012) 
 
2. Lei de execuções Penais: Art. 9º da Lei 7.2010/84 
Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados reveladores da personalidade, 
observando a ética profissional e tendo sempre presentes peças ou informações do processo, 
poderá: 
I - Entrevistar pessoas; 
II - Requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações a respeito 
do condenado; 
III - realizar outras diligências e exames necessários. 
Art. 9o-A. Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza 
grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1o da Lei no 8.072, de 25 
de julho de 1990, serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, 
mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e 
indolor. 
§ 1o A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso, 
conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. 
§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz competente, no caso 
de inquérito instaurado, o acesso ao banco de dados de identificação de perfil genético. 
 
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 LEI Nº 12.850, DE 2 DE AGOSTO DE 2013 に Define Associação criminosa 
Art. 1o Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios 
de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado. 
§ 1o - Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas 
estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, 
com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante 
a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que 
sejam de caráter transnacional. 
 
 LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015 - Legislação de combate à intimidação 
sistemática - Bullying 
Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o 
território nacional. 
§ 1o No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de 
violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado 
por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, 
causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes 
envolvidas. 
§ 2o O Programa instituído no caput poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das 
Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de outros órgãos, aos quais a matéria diz 
respeito. 
Art. 2o Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica 
em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda: 
I - ataques físicos; 
II - insultos pessoais; 
III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; 
IV - ameaças por quaisquer meios; 
V - grafites depreciativos; 
VI - expressões preconceituosas; 
VII - isolamento social consciente e premeditado; 
VIII - pilhérias. 
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Parágrafo único. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), 
quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar 
fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial. 
Art. 3o A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, 
como: 
I - verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente; 
II - moral: difamar, caluniar, disseminar rumores; 
III - sexual: assediar, induzir e/ou abusar; 
IV - social: ignorar, isolar e excluir; 
V - psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e 
infernizar; 
VI - físico: socar, chutar, bater; 
VII - material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem; 
VIII - virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados 
pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento 
psicológico e social. 
Art. 4o Constituem objetivos do Programa referido no caput do art. 1o: 
I - prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade; 
II - capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, 
prevenção, orientação e solução do problema; 
III - implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação; 
IV - instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da 
identificação de vítimas e agressores; 
V - dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores; 
VI - integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de 
identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo; 
VII - promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura 
de paz e tolerância mútua; 
VIII - evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e 
instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de 
comportamento hostil; 
IX - promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com 
ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e 
psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de 
comunidade escolar. 
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Art. 5o É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar 
medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática 
(bullying). 
Art. 6o Serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação 
sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações. 
Art. 7o Os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação 
e a correta execução dos objetivos ediretrizes do Programa instituído por esta Lei. 
Art. 8o Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias da data de sua publicação oficial. 
 
11 に RESUMO 
Estatística Criminal e Cifras Criminais 
o Século XIX 
 Implementamos um tratamento científico de estatística criminal 
 passamos a relacionar os ilícitos cometidos a fatores de criminalidade e, a partir desse 
cruzamento, norteamos nossa política criminal: 
 
 
 
o Estatísticas criminal 
 Criminalidade real 
 Criminalidade revelada 
 Aparente ou registrada 
 Cifras ocultas / Cifras negras. 
Ilícitos 
Fatores de 
criminalidade
Subsídio à 
política 
criminal 
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o Cifra Negra / cifra oculta ou zona escura, dark number ou ciffre noir 
 Conceito 
 Nas chamadas cifras negras ou ocultas estão os crimes de colarinho-branco que não são 
descobertos e ficam fora das estatísticas sociais. Como os seus autores gozam do chamado 
さIキミデ┌ヴ?ラàS;àキマヮ┌ミキS;SWざがàラゲàゲW┌ゲàSWノキデラゲàaキI;マàWミIラHWヴデラゲがàラIラヴヴWミSラàラàケ┌WàゲWàIエ;マ;àSWà
cifra oculta ou negra da criminalidade 
 
 
o Cifra Dourada / White-collar crimes, ou cifras de ouro 
 É espécie do gênero cifra oculta. 
 Conceito 
  A cifra oculta da criminalidade corresponderia, pois, à lacuna existente entre a totalidade 
dos eventos criminalizados ocorridos em determinados tempo e local (criminalidade real) e as 
condutas que efetivamente são tratadas como delito pelos aparelhos de persecução criminal 
(criminalidade registrada). E os fatores explicativos da taxa de ineficiência do sistema penal são 
inúmeros e dos mais distintos, incluindo desde sua incapacidade operativa ao desinteresse das 
Criminalidade real: Refere-se ao número efetivo de
crimes ocorridos em determinado local dentro de um
espaço delimitado.
Criminalidade revelada, aparente ou registrada: Trata-se
do número de crimes que chegam ao conhecimento do
Estado.
Cifras ocultas ou cifras negras: Corresponde ao percentual
de crimes que não chega ao conhecimento do Estado.
Tem-se, assim, que a cifra oculta corresponde,
matematicamente, ao resultado da diferença entre a
criminalidade real e a criminalidade revelada.
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pessoas em comunicar os crimes dos quais foram vítimas ou testemunhas. Como variável obtém-se o 
diagnóstico da baixa capacidade de o sistema penal oferecer resposta adequada aos conflitos que 
pretende solucionar, visto que sua atuação é subsidiária, localizada e, não esporadicamente, filtrada 
de forma arbitrária e seletiva pelas agências policiais (repressivas, prW┗Wミデキ┗;ゲàラ┌àキミ┗Wゲデキェ;デキ┗;ゲぶくざ 
 
 
o Fatores de natureza social 
 Contrariamente ao que se dá nas infrações típicas de classes sociais menos favorecidas, os 
autores dos denominados crimes do colarinho branco ostentam prestigio social, inexistindo um 
estereotípico que oriente as agencias oficias na perseguição das infrações penais e sendo escasso 
o efeito estigmatizam-te das sanções aplicadas. 
 
o Fatores de natureza jurídico-formas 
 Refere-se à competência de comissões especiais e dos órgãos ordinários, para certos tipos de 
infrações, em dadas sociedades. Registre-se que as manobras criminosas nos delitos econômicos 
se valem de complexas estruturas societárias e de intrincados procedimentos financeiros, 
dificultando a individualização da conduta dos autores do fato e demandando a necessidade de 
minuciosa perícia técnica. 
 
o Fatores de natureza econômica 
A capacidade econômica do autor do fato permite a contramão de advogados de renomado 
prestígio e, até mesmo, o exercício de pressões sobre os denunciantes. 
 
 
o Cifra Cinza 
 Conceito 
 trata do número de crimes registrados na Delegacia de Polícia e que são 
solucionados em sede policial, sem que haja instauração de processo na esfera criminal para 
que o fato criminoso seja levado a julgamento. 
 
o Cifra Amarela 
Conceito 
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 cifra amarela trata das ocorrências em que há abuso e violência policial contra indivíduo, 
que deixam de ser levadas ao conhecimento dos órgãos públicos, como por exemplo, 
delegacias de polícia, ouvidoria, ministério público, corregedoria, etc., por termos de sofrer 
represálias68. 
 
o Cifra Verde 
 Conceito 
 Consiste nas ocorrências referentes aos crimes contra o meio ambiente que não chegam 
ao conhecimento dos órgãos policiais. Por exemplo, o crime de maus tratos a animais 
previstos no art. 32, da Lei nº 9.605/99 ou ainda o crime de pichação urbana, também com 
previsão no mesmo diploma legal69. 
 
 
o Técnicas contemporâneas 
 Espécies 
  Investigação 
  Investigação sociológica 
  Extensiva 
  Intensiva 
  Investigação ação 
 
 
68 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 204. 
69 Op. Cit. 
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o Técnicas de investigação 
 Conceito 
 A partir do advento da criminologia científica com a Escola Positiva, passou-se a adotar 
o método empírico-indutivo, pelo qual o estudo da criminologia se desenvolve a partir 
da observação da realidade fática.70 
 
 
o Técnicas de Investigação sociológica 
 Conceito 
  A pesquisa da criminologia implica no uso de procedimentos teórico-metodológicos de 
observação do real por meio de estratégias de investigação. 
  Estratégias de investigação sociológica podem ser de diferentes espécies 
 investigação extensiva 
 investigação intensiva 
 investigação に ação. 
 
 
 
70 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 207. 
Técnicas 
Investigação
Método 
empírico-
indutivo
Investigação 
Sociológica 
Investigação 
extensiva 
Investigação 
Intensiva
Investigação-
Ação
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o Investigação extensiva ou quantitativa 
 Conceito 
 Na investigação extensiva o destaque é o uso de técnicas quantitativas cuja vantagem é 
possibilitar o conhecimento em extensão do fenômeno criminal. 
 
 
o Investigação intensiva ou qualitativa 
 Conceito 
 Vale-se do emprego preponderante das técnicas qualitativas, permitindo o 
conhecimento em profundidade do fenômeno criminal, por meio de uma visão 
multilateral do objeto de estudo. Privilegia a abordagem direta das pessoas em seus 
próprios contextos de interação71. 
 
 
o Investigação-Ação 
 Conceito 
 Dá-se por meio da intervenção direta dos cientistas (criminólogos, delegados de 
polícia, promotores de justiça, juízes etc.), com o objetivo de aplicação direta do 
conhecimento produzido. 
 
o Perfilamento Criminal / Criminal Profiling, 
 Conceito 
 Dirige-se à sincronia entre personalidade e comportamento criminal. Refrete a aplicação 
de conhecimentos múltiplos, ou seja, tem poder de unira psicologia, criminologia, 
antropologia etc 
 
 
71 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm, 
2018. Pg. 207. 
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o Testes Criminológicos Contemporâneos 
 Testes de personalidade 
 Projetivos 
  Prospectivos 
 Testes de inteligência 
 
 
 
 
o Teste de Personalidade Projetivos 
 são aqueles que avaliam a personalidade do examinado a partir da interpretação das reações 
oriundas dos estímulos preestabelecidos, delineando seu perfil psicológico. 
 Técnica de Rorschach: 
 Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial: 
 Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person 
 Tat ou Teste de apercepção temática 
 
 
o Técnica de Rorschach / teste de borrão de tinta. 
 Conceito 
T
e
st
e
s
De 
Personalidade
Projetivos 
Prospectivos
De Inteligência 
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Consiste em uma técnica de avaliação psicológica desenvolvida por um psiquiatra e 
psicanalista suíço, Hermann Rorschach em 1884 に 1922, pela qual há apresentação ao 
examinado de pranchas contendo manchas de tintas abstratas e simétricas, para que, 
responsa com o que tais manchas se parecem. 
 
o Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial 
 Conceito 
  Trata-se de técnica criada pelo médico e psicólogo Emilio Mira (1896 に 1864, baseada na 
teoria da consciência, pela qual há um correlato muscular ao fenômeno psíquico consciente. Estuda a 
personalidade do examinado a partir da análise de traços e desenhos feitos a lápis, visando avaliar 
aspectos como depressão e elação, tônus vitais, impulsividade, explosão, ansiedade, emotividade. 
 
o Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person 
 Conceito 
 Foi concebido em 1948. Por Jhon N. Buck (1906-1983, com a finalidade de traçar a 
personalidade do indivíduo através da interpretação do desenho de uma árvore, de uma casa 
e de uma pessoa. 
 
o Teste de apercepção temática 
 Conceito 
 Trata-se de teste formulado por Henry Murray (1893 に 1988), no qual são apresentadas 20 
lâminas contendo quadros artísticos, com exceção de uma que permanece em branco, as quais 
servirão de ponto de partida para que o indivíduo construa histórias. 
 
o Testes de Personalidade Prospectivos 
 Conceito 
 Os testes de personalidade prospectivos compreendem o emprego de técnicas voltadas a 
explicar minuciosamente as intenções presentes e futuras. 
 
 
o Testes de Inteligência 
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 Conceito 
  A inteligência revela um conjunto de funções psíquicas complexas, sendo impossível 
estabelecer um conceito determinado e universalmente aceito. Embora saibamos que de forma 
ampla, compreende-se por inteligência a capacidade de entendimento, raciocínio, memorização e 
ação, em síntese, o conjunto de funções mentais que facilita o entendimento das coisas. 
  Fórmula: 
Idade Mental 
QI = ______________________ x 100 
Idade Cronológica 
  Testes explorados 
 Testes de raciocínio aritmético; 
Teste de memorias para números; 
Teste de semelhança 
Teste de arranjo de figuras; 
Teste complementar figuras; 
Testes do desenho de cubos; 
 Teste de números e símbolos; 
 Teste de arranjo de objetos; 
 Teste do vocabulário. 
 
o Tabela de QI 
 
Estado Mental QI Evolução Mental Evolução Social 
Idiota Abaixo de 20 Abaixo de 2 anos 
Incapacidade de cuidar 
de si, não bastando a si 
próprio. 
Imbecil Entre 20 e 50 Entre 3 e 7 anos 
Incapacidade de 
promover sua 
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subsistência em 
condições normais. 
Débil Mental Entre 50 e 90 Entre 7 e 12 anos 
Incapacidade de 
lutarpela vida em 
igualdade de condições 
com pessoas normais. 
Normal Entre 90 e 120 Entre 12 e 18 anos 
Capacidade de prover a 
vida e manter 
relacionamento normal. 
QI Super Entre 120 e 140 Entre 17 e 22 anos 
Excepcional capacidade 
de assimilação, 
impaciência e 
irritabilidade. 
QI Genial Acima de 140 Acima de 22 anos 
Assimilação muito 
rápida, o que o torna um 
desajustado ou 
inadaptado. 
 
 
o Teste de raciocínio aritmético 
 Conceito 
 Formulam-se questões para avaliar o nível de habilidade de raciocínio do 
examinado, que variará conforme o grau e natureza da sua instrução. 
 
o Teste de memorias para números 
 Conceito 
 Visa aferir o nível de controle mental, atenção e habilidade para o exercício de 
certas tarefas 
 
 
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o Teste de semelhança 
 Conceito 
  Apresentam-se palavras ao examinado, pedindo que aponte sua semelhança ou relação. 
Ex. banca e laranja se relacionam/assemelham por ambas serem alimentos ou, mais especificamente, 
frutas. Neste caso examinador pode conferir maior valor à segunda resposta. 
 
 
o Teste de arranjo de figuras 
 Conceito 
  Apresenta-se ao examinado, de forma desordenada, uma série de gravuras que 
compõe uma história, pedindo que as ordene. Ex. policial em perseguição a criminoso. 
 
 
o Teste complementar figuras 
 Conceito 
  Pede-se ao examinado que complete uma figura selecionando a opção que 
completa seu sentido. Ex. figura em que uma parte é mutilada. 
 
 
o Teste do desenho de cubos 
 Conceito 
 Pede-se para o examinando indicar a sequência de partes desenhadas para a 
recomposição da figura de um cubo. Permite identificar lesões no lobo central, 
impulsividade e outros traços comportamentais e distúrbios mentais. 
 
 
o Teste de números e símbolos 
  Conceito 
  Pede-se ao examinado para associar determinados símbolos, a fim de aferir sua 
habilidade intelectual. Para melhor resultado no teste importam a acuidade visual, coordenação e 
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velocidade motora. As pessoas mais velhas, neuróticos ou instáveis tendem a apresentar pior 
desempenho. 
 
 
o Teste de arranjo de objetos 
  Conceito 
  Pede-se ao examinado que recomponha um objeto, decomposto em três - um 
boneco, um perfil e uma mão - ou quatro peças - um boneco, um perfil, uma mão e um elefante. 
 
 
o Teste do Vocabulário 
 Conceito 
 Pede-se ao examinado que defina coisas, animais, homens etc. de forma a aferir 
sua habilidade de raciocínio, definição e vocabulário. 
 
 
Fatores Sociais da Criminalidade 
 A pobreza; 
 Os meios de comunicação; 
 Habitação; 
 Migração; 
Crescimento populacional; 
 Preconceito; 
Educação; 
 Mal vivência. 
 
Criminologia Contemporânea 
o Criminologia no Estado Democrático de Direito 
 Conceito 
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 Num Estado Democrático de Direito, o saber criminológico tem como norte a 
orientação prevencionista (prevenção) do delito, uma vez que o interesse é evitar e 
não punir. Daí porque, vale destacar as palavras de Eduardo Viana さWミaヴWミデ;ヴàラゲà
fatores criminógenos de risco com medidas de cunho não ´penal72ざ para o controle da 
criminalidade. 
 medidas a fim de prevenir o crime: 
 Medidas indiretas: aquelas que atuam de maneira mediata sobre o crime, ao 
incidir em relação às causas do delito. Ex. melhoria nas condições e na vida da 
população 
 Medidas diretas: aquelas que de forma imediata incidem sobre o próprio delito. 
Ex. pena e regime prisional. 
 
o Criminologia Ambiental 
 Conceito 
  A criminologia ambiental explora o modo como as oportunidades para práticas criminosas 
são geradas, dada a natureza das configurações espaciais existentes. 
 
o Classificação das teorias ambientais 
 Conceito 
 Dentro do campo dos fatores condicionantes da criminalidade, surgem quatro teorias 
que sistematizam a chamada criminologia ambiental, a saber: teoria das atividades 
rotineiras, teoria da escolha racional, teoria do padrão racional e teoria da 
oportunidade. 
 
o Teorias teoria das atividades rotineiras 
 Conceito 
 Na teoria das atividades rotineiras, para que ocorra um crime, deve haver a existência de 
um dos três elementos presentes em qualquer espaço urbano, consubstanciados no provável 
 
72 VIANA, Eduardo. Criminologia. 5ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora 
JusPodivm,2018. Pg. 338. 
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agressor, alvo adequado e ausência de guardião. No que se refere ao primeiro (agressor), ele 
pode ser um potencial delinquente quando possui uma das seguintes características: 
patologia individual, maximização do lucro, subproduto de um sistema social perverso ou 
deficiente, desorganização social e oportunidade73. 
 
 
o Teoria da escolha racional 
 Por meio dela o criminoso sempre vai escolher cometer ou não o delito com base em aspectos 
racionais, não tendo a emoção nenhuma influência na sua escolha. 
 
o Teoria do padrão racional 
 Conceito 
 Por meio dessa abordagem, toma-se como base o padrão da criminalidade, 
levando-se em consideração fatores como infratores, vítimas e lugares, havendo uma 
certa repetição (padronização) entre eles. Importante ressaltar que também é 
analisado o tipo penal praticado de forma reiterada, com o escopo de entender o 
porquê da escolha de aludida infração penal. Como exemplo, cita-se o tráfico de 
drogas, que é reinante nas comunidades carentes, motivado pela ausência de força 
estatal para o seu combate, bem como pela inexistência de implementação de 
políticas públicas, o que estimula os moradores de tais localidades a escolher o 
caminho do tráfico para conseguir ter o mínimo existencial. 
 
o Teoria da oportunidade 
 Conceito 
  Por meio dela, investiga-se apenas o aspecto da interação do indivíduo com o 
ambiente social. O criminoso irá observar o melhor momento para a realização do delito, 
valendo-se da oportunidade existente num dado local ou horário para obter o ganho 
almejado. Deve ser ressaltado que o elemento oportunidade pode ser diferente para cada 
tipo penal, como exemplo num crime de furto de veículo automotor, em o que se visualiza é 
 
73 Op. Cit. 
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a inexistência de algum guardião e se o local é de difícil acesso e pouco iluminado. Já para o 
crime de estupro, o autor escolhe a vítima pela sua fragilidade corporal e também pela local 
ermo onde será executado o delito, como terrenos baldios ou imóveis abandonados.74 
 
o Criminologia Cultural 
 Conceito 
 Parte da premissa que a noção da cultura é fluída, e que a todo momento passa 
por transformações. Propõe que o crime a sua repressão são processos culturais, com 
significados e consequências inevitavelmente construídos a partir de uma 
interpretação coletiv a. 
 Abordada por Jeff Farrel e Clinton Sanders. 
 
o Criminologia Feminista 
 Conceito 
 O feminismo pode ser compreendido como uma visão de mundo e também um 
fenômeno como um movimento social. Abarca conjeturas e crenças sobre as origens e 
consequências a organização social pautada no gênero, bem como fomenta ações e traça 
estratégias para a mudança social. Desse modo, pode-se dizer que o feminismo é, ao 
mesmo tempo, empírico e analítico Inicialmente, tinha por foco unicamente a condição 
das mulheres. Contudo, com o seu amadurecimento, o feminismo tornou-se mais 
inclusivo, e passou a levar em consideração outros aspectos da cultura dos 
relacionamentos humanos. 
 
o Criminologia Queer 
 Conceito 
  A expressão de origem inglesa queer chama a atenção por vários aspectos, entre 
eles, o de significar algo perverso, anormal ou diferente. Contudo, a expressão também 
representa uma busca pela releitura do fenômeno queer como algo diferente e que precisa 
de mais proteção, até pelo fato de ser diferente e representar a minoria nos meios sociais. 
 
74 Op. Cit., p. 63 
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o Criminologia e o Crime Organizado 
 Conceito 
  O surgimento da criminalidade organizada não só pode como dever ser 
devidamente estudado no contexto da Criminologia, pois se trata de uma associação diferencial. 
 
Outros Temas Contemporâneos 
o Bullying 
  Conceito 
 Bullying é uma palavra de origem inglesa, e tem sido comumente utilizada para descrever 
comportamentos agressivos de meninas e meninos no âmbito escolar. As agressões físicas, 
assédios, ofensas verbais praticadas com frequência contra colegas sem motivação específica, 
apenas no intuito de humilhar, intimidar, e maltratar caracterizam essa espécie de violência 
que produz incomensuráveis sofrimentos as suas vítimas e pode deixar sequelas gravíssimas 
por toda a existência. 
 Desdobramentos da prática criminosa: 
 sintomas psicossomáticos 
 Transtorno do pânico também pode cometer tais vítimas 
 Transtorno de ansiedade; 
 Depressão 
 Bulimia; 
 Transtorno Obsessivo compulsivo; 
Mania de limpeza 
 
 
o Cyberbullying 
 Conceito 
 Com advento da sociedade globalizada e o surgimento de novas formas de 
comunicação, através dos meios eletrônicos, a pratica do bullying passou também a 
ocorrer no âmbito virtual, com a transmissão ou publicação de mensagens de cunho 
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intimidatório e vexatório por e-mails, redes sociais, sites e blogs, ao que se denomina de 
Cyberbullying. 
 
 
o Assédio Moral 
 Conceito 
 O Assédio moral, também conhecido como manipulação perversa ou terrorismo 
psicológico, consiste no comportamento abusivo, reiterado e sistematizado, externalizado 
por palavras, gestos, ações comissivas ou omissivas, que pode acarretar debilidade física ou 
psíquica da vítima.o Mobbing 
 Conceito 
 No âmbito das relações trabalhistas, tem-se o termo denominado mobbing, de origem 
alemã, que designa o comportamento de continua e ostensiva perseguição perpetrado por 
empregadores, gerentes, administradores, superiores hierárquicos ou companheiro de trabalho, 
que possa lesionar a integridade física, psíquica e moral da vítima. 
 
o Stalking 
 Conceito 
 O termo stalking, também é conhecido como perseguição persistente, teve origem nos 
Estados Unidos e designa uma forma de violência na qual há a invasão reiterada da esfera de 
privacidade da vítima, mediante emprego de táticas de perseguição e meios diversos, tais 
como ligações telefônicas, envio de mensagens, publicação de fatos, boatos em seus meios 
sociais ou em sites internet (cyberstalking), envio de presentes, espera de sua passagem nos 
lugares que frequenta etc. resultando em danos a integridade psicológica e emocional, 
restrição à sua liberdade de locomoção ou lesão a sua reputação. Dessa forma, é considerado 
uma modalidade de assédio moral. 
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12 に CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Guerreiros (as), 
Finalizamos mais uma aula. Não se esqueça de acompanhar a nossa publicação da aula extra 
pois trata-se de relevante tema para sua prova. 
Não desanime, ajuste seu foco e lembre-se que você é capaz e você pode TUDO AQUILO QUE 
VOCÊ DECIDIR QUE PODE. 
 
TODO O SEU ESFORÇO SERÁ COMPENSANDO, ACREDITE! 
 
Abaixo nossos contatos, 
Paulo Bilynskyj e Beatriz Pestilli, 
 
E-mail: pbilynskyj@gmail.com 
Facebook: Paulo Bilynskyj 
Instagram: @paulobilynskyj 
Youtube: Projeto Policial 
E-mail: bmpestilli@hotmail.com 
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