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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO DE ENGENHARIA CIVIL RELATÓRIO DA PRÁTICA DE DETERMINAÇÃO DA PERDA DE CARGA E GRÁFICO DE MOODY EM TUBULAÇÕES COM MEDIDORES DE VAZÃO DO TIPO DE VENTURI E PLACA DE ORIFÍCIO DISCIPLINA: MECÂNICA DOS FLUIDOS 2 JUNHO DE 2019 3 1 OBJETIVO Este relatório buscou fazer a determinação da perda de carga em três tubulações distintas, através do escoamento do fluido ar, controlado por um inversor de frequência. 2 METODOLOGIA No ensaio realizado foram utilizadas três tubulações de PVC, sendo elas de diâmetros distintos, cujo fluido conduzido no interior dos tubos era o ar. Duas tubulações possuíam aspecto interno liso, sendo uma de diâmetro menor que a outra, e a última possuía aspecto interno rugoso, conforme a Figura 1 abaixo. Figura 1: Aspecto interno rugoso do tubo Fonte: Autoria própria, 2019 Através do uso dos instrumentos de medição, trena e paquímetro, foram verificados os comprimentos dos tubos (Figura 2) e seus respectivos diâmetros internos (Figura 3). 4 Figura 2: Determinação do diâmetro dos tubos Fonte: Autoria própria, 2019 Figura 3: Determinação do comprimento dos tubos Fonte: Autoria própria, 2019 5 Assim, obteve-se os seguintes dados: Tubulação Liso Liso Rugoso Medidor de vazão Tubo de Venturi Placa de Orifício Placa de Orifício Diâmetro 38,7mm 78,2mm 37,2mm Comprimento 5,03m 5,03m 5,03 Com o auxílio de um termômetro digital, foi verificada a temperaturas ambiente, a qual resultou em 16,2°C, conforme Figura 4. Figura 4: Verificação da temperatura do ar Fonte: Autoria própria, 2019 O próximo passo foi ligar o compressor de ar, cujo objetivo era bombear o ar pelas tubulações a uma determinada velocidade, e depois abrir os registros de cada tudo. A velocidade foi regulada aumentando 5Hz a cada medição. O grupo começou a medição com a frequência de 19,9 Hz e foi até 52,9 Hz, conforme mostrado na figura 5. No total foram 8 medições, sendo a última medição não aumentando 5 Hz por conta da limitação do equipamento. 6 Figura 5: última frequência utilizada na medição Fonte: Autoria própria, 2019 Assim, fez- se a leitura dos valores de altura no manômetro em U (Figura 6) correspondentes a cada mudança de frequência. É importante salientar que o fluido que percorreu o manômetro foi água, enquanto que o que percorria a tubulação foi o ar. 7 Figura 6: Local onde eram lidas as alturas manométricas. Fonte: Autoria própria, 2019 Sabendo-se a pressão de cada manômetro, foi possível determinar diferença de pressão da tubulação e do medidor (∆𝑃), a vazão mássica (𝑄𝑚), a velocidade do fluido no tubo (𝑉), o número de Reynolds (𝑅𝑒), o coeficiente de atrito para cada tubo e a perda de carga (ℎ). Primeiro, foi calculada a diferença de pressão (∆𝑃), que corresponde à pressão dinâmica do fluido, através da equação abaixo, onde 𝑔 é a aceleração da gravidade e 𝜌 é a densidade da água. ∆𝑃 = 𝑔 ∆𝐻 𝜌 (Pa) (Equação 1) Para encontrar a densidade da água (𝜌) foi necessário realizar interpolação linear utilizando a tabela de densidade da água em relação à sua temperatura 8 retirada do livro “Introdução à Mecânica dos Fluidos”, 7a ed., Robert W. Fox, detalhada no capítulo 3 deste trabalho. Logo depois, a vazão mássica (𝑄𝑚), foi calculada pela fórmula abaixo, onde 𝐶𝑞 é o coeficiente de vazão para cada um dos medidores de vazão (Venturi e placa de orifício), ρ é a densidade do ar, 𝐴 é a área do “estrangulamento” do medidor e ∆𝑃 a diferença de pressão do medidor. 𝑄𝑚 = 𝐶𝑞 𝐴√2 ρ (∆Pmedidor) (kg/s) (Equação 2) Para calcular a área 𝐴 utilizada acima, foi necessário calcular, primeiramente, o diâmetro d da área através da relação (𝑚) entre diâmetros abaixo, onde 𝑑 é o diâmetro do orifício de cada medidor e 𝐷 é o diâmetro dos tubos medidos experimentalmente. 𝑚 = 𝑑² 𝐷² (Equação 3) Em seguida, foi possível o cálculo da vazão volumétrica através da equação abaixo, onde ρ é a densidade do ar que percorre o tubo. 𝑄 = 𝑄𝑚 𝜌 (m³/s) (Equação 4) E com o valor da vazão volumétrica, foi possível calcular as velocidades do escoamento, tanto no medidor como no tubo. Vale lembrar que a área necessária para a conta é a da seção da tubulação correspondente. 𝑄 = 𝑉𝐴 (m³/s) (Equação 5) Com isso foi possível o cálculo do número de Reynolds pela equação abaixo, onde µ é a viscosidade dinâmica, e posterior classificação do escoamento em laminar, conforme Tabela 1. 𝑅𝑒 = 𝜌 𝑉𝐷 µ (Equação 6) 9 Tabela 1 – Classificação do escoamento a partir do número de Reynolds. Escoamento Re Laminar <2300 Transição Entre 2300 e 4000 Turbulento >4000 Fonte: Rodrigo de Melo Porto, 2006. Para calcular a perda de carga (ℎ), . Assim, para tubos horizontais, como no caso da presente prática, utilizou-se a fórmula a seguir para o cálculo da perda de carga, onde 𝛾𝑎𝑟 é o peso específico do ar. ℎ = ∆P γar (m) (Equação 7) Para o cálculo do coeficiente de atrito para cada tubo, foi utilizada a equação de Darcy-Weisbach, onde 𝐿 é o comprimento da tubulação, 𝑉 é a velocidade calculada anteriormente e 𝐷 é o diâmetro da seção do tubo em questão. ℎ = 𝐿 𝐶𝑓 𝑉² 𝐷 2 𝑔 (m) (Equação 8) Por fim, para plotar o gráfico de Moody foi utilizada a equação de Colebrook- White, descrita abaixo, assim, através dela realizou-se o cálculo da rugosidade relativa ( ε 𝐷 ) de cada tubo. 1 √𝐶𝑓 = −2log ( ε 3,71 𝐷 + 2,51 𝑅𝑒√𝐶𝑓 ) (Equação 9) Assim, foi possível plotar o gráfico do Diagrama de Moody, que relaciona o número de Reynolds, o coeficiente de atrito e a rugosidade relativa de tubulações de seções circulares. 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 10 4 CONCLUSÃO Assim, onde a área é menor, haverá maior velocidade e consequentemente a pressão será menor. A recíproca é verdadeira. Desse modo, o tubo liso de diâmetro maior e o rugoso possuem um dispositivo chamado de tubo de orifício, que consiste num disco com um orifício central com saída em ângulo que interrompe a canalização ou canal fechado. 11 REFERÊNCIAS1 Fox, R.W., McDonald, A.T and Pritchard, P.J.; “ Introdução à Mecânica dos Fluidos ”, LTC, 7ª ed (2010) ANTUNES, M. L. Tubo de Venturi. Disponível em: <http://www.sorocaba.unesp.br/Home/Extensao/Engenhocas/relatorio-fisikana.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2018. BARRAL, M.F. Perda de carga. Disponível em: <http://www.esalq.usp.br/departamentos/leb/disciplinas/Fernando/leb472/Aula_7/Per da_de_carga_Manuel%20Barral.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2018. PORTO, R. M. Hidráulica Básica. 4° ed. São Carlos: EESC-USP, 2006. TRIELLI, M. Experiência medidores de vazão. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4435504/mod_resource/content/1/Experien cia_Medidores_de_Vazao.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2018. UFRGS. Medição de velocidade e vazão de fluidos. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/medterm/areas/area-ii/vazao_mt.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2018. VAXA. Tabela viscosidade dinâmica da água a várias temperaturas. Disponível em: <http://www.vaxasoftware.com/doc_edu/qui/viscoh2o.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2018. 1 De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR 6023).