A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
262 pág.
Atlantida no Reino da Luz - Roger Bottini Paranhos

Pré-visualização | Página 10 de 50

astral de Atlântida, estudando todos os detalhes sobre o conhe- 
cimento científico daquele novo mundo, para sermos úteis em 
nossa primeira encarnação no planeta azul. Os mentores espiri- 
tuais ficaram, em pouco tempo, impressionados com a facilida- 
de com que nós dois dominávamos e entendíamos o misterioso 
processo de manipulação do “quinto elemento”. 
O Vril era chamado de quinto elemento porque representa- 
va, na Antiguidade, um elo perdido entre o mundo material e o 
astral. Aqueles que o dominavam necessitavam ter o poder so- 
bre toda a matéria, representada pelos quatro elementos: terra, 
água, fogo e ar, mais o domínio do fluido vital que interpenetra 
todo o Universo. 
40 Roger Bottini Paranhos 
A grande energia não era percebida com os limitados sen- 
tidos físicos. Era necessário penetrar em uma frequência mais 
sutil para percebê-la, e somente essas raras almas poderiam 
manipular essa força, de acordo com suas respectivas capacida- 
des; uns mais, outros menos. 
Os quatro elementos eram apenas uma representação sim- 
bólica dos diversos estados da matéria. Os atlantes conheciam 
detalhadamente todas as combinações que compõem os ele- 
mentos químicos; compreendiam o comportamento dos átomos 
e das moléculas formadas e o porquê de certos átomos serem 
extremamente reativos, enquanto outros são praticamente iner- 
tes. Conheciam também com profundidade propriedades como 
eletronegatividade, raio iônico, energia de ionização etc. 
Usando o Vril eles realizavam também fantásticas metamor- 
foses de um elemento em outro, inclusive os que não possuem 
correspondência. A tão sonhada conquista da pedra filosofal, 
a metamorfose do cobre em ouro era algo facilmente obtido 
nas indústrias de Atlântida, que manufaturavam produtos sem 
gerar detritos. Era possível elaborar qualquer coisa por meio 
de qualquer elemento, inclusive o barro e até mesmo o nada, 
ou melhor, a partir do oxigênio. As notáveis “câmaras de ar’ de 
Atlântida criavam do “nada” tudo o que necessitávamos. 
Os atlantes geravam, por esse processo, um metal ainda 
mais nobre que o ouro, chamado oricalco. Muitos templos e pa- 
lácios atlantes eram ornamentados com esse mineral, que não 
se encontra em estado natural na Terra. O oricalco só era possí- 
vel de ser manufaturado pelo Vril. No dia em que a arqueologia 
moderna encontrar esse raro metal, terá finalmente encontrado 
vestígios da fascinante Atlântida. 
0 exterior dos templos, com exceção dos pináculos, era, 
em geral, recoberto de prata, e os pináculos, revestidos de ouro. 
No interior, o teto era de marfim, todo enfeitado de ouro, prata 
e oricalco. 
Este último metal realçava a beleza das construções, com 
seu brilho dourado fascinante. Sua aparência era como de ouro, 
com o brilho dos diamantes. Os enfeites em oricalco no teto dos 
templos lembravam as estrelas do céu. Algo realmente divino! 
Na época de ouro de Atlântida, não havia estátuas nos tem- 
Atlântida - No reino da luz 41 
pios. Os atlantes não adoravam imagens. Com a chegada dos 
capelinos, essa prática começou a ser instituída, durante o triste 
período da decadência. 
A energia Vril permitia, também, a criação de veículos não 
poluentes. Por meio da inversão do eixo gravitacional, os auto- 
móveis locomoviam-se sem rodas, flutuando a dez centímetros 
do chão. A movimentação em todas as direções e a diferença de 
velocidade era comandada por mudanças na inclinação desse 
eixo. Os veículos também podiam subir e deslocar-se a dezenas 
de metros do solo. 
Mas voltemos à nossa narrativa. Abordaremos mais deta- 
lhadamente esse fascinante tema no transcorrer deste relato. 
Depois desse período de adaptação, fomos, então, informa- 
dos de que nossa “descida” para a vida humana estava próxi- 
ma e que já era hora de conhecermos nossos futuros pais. Eles 
estariam presentes em uma reunião emergencial dos mestres 
atlantes na Grande Pirâmide, no templo do “quinto elemento”, 
o fabuloso Vril! 
Na dimensão astral, fomos convidados a presenciar o mo- 
mento em que os atlantes foram informados da chegada dos 
capelinos em seu mundo de paz, amor e evolução. Foi inevitável 
nos prostrar de joelhos, mesmo tentando resistir. Nunca fui afei- 
to a esse tipo de submissão, mas não tínhamos como controlar 
aquela energia que nos impulsionava à reverência absoluta. A 
Grande Pirâmide era impressionante, e a energia que circulava 
lá dentro, algo realmente assombroso. 
Os cristais energizados com o poderoso quinto elemento, 
o Vril, tinham o poder de reestruturar totalmente quem se co- 
locasse dentro da Grande Pirâmide. Era um mecanismo que 
possuía inteligência artificial. De forma automática, analisava 
os indivíduos que estivessem sob seu raio de ação e promovia 
recombinações de seu DNA, levando a correções biológicas no- 
táveis. 
Os atlantes, antes de nossa chegada, raramente necessita- 
vam desses recursos. Mas, depois que os capelinos chegaram, 
tudo mudou. Nossas almas, contaminadas com traumas incons- 
cientes, desequilíbrios e demais toxinas, exigiam, sistematica- 
mente, esse tipo de intervenção. Nossas mentes enfermas po- 
42 Roger Bottini Paranhos 
luíam o perfeito corpo físico que recebíamos geneticamente de 
nossos pais, causando doenças que não faziam parte da vida em 
Atlântida. No mundo primitivo da Terra, isso passou a ocorrer 
de forma ainda mais preocupante. 
Enquanto caminhávamos deslumbrados pelo interior da 
Grande Pirâmide, observávamos as paredes em cristal branco, 
que pareciam ter vida própria. Era possível ouvir sons sutis das 
correntes de Vril a percorrer aquela cadeia de transmissão ener- 
gética. Os cristais brancos de quartzo sempre foram os mais 
perfeitos catalisadores do Vril. 
Desde aquele dia, sempre senti que a presença de Deus mo- 
rava dentro da Grande Pirâmide de forma especial. Parecia que, 
no reflexo das paredes, o olhar do Onipresente vigiava tudo e 
todos, sempre permitindo-nos seguir nosso livre-arbítrio, porém 
demonstrando sutilmente alegria em nossas decisões acertadas 
e tristeza em nossos equívocos. 
É impressionante imaginar como os atlantes atingiram 
tal desenvolvimento há doze mil anos, época em que o homem 
moderno acredita que existiam somente sociedades tribais. Era 
realmente assim no restante do globo, talvez com uma ou outra 
exceção, como os povos das atuais China e índia, que já come- 
çavam a ter uma sociedade mais estruturada. 
O grande fator de diferenciação do povo atlante em relação 
à humanidade atual era sua visão liberta de paradigmas. Eles 
enxergavam o plano invisível e não eram escravos do materia- 
lismo, como os povos atuais. Isso fez os habitantes do imenso 
reino de Posseidon desenvolverem de forma admirável as fa- 
culdades paranormais, permitindo-lhes uma ligação direta com 
outras realidades dimensionais, como, por exemplo, o mundo 
dos espíritos, que chamavam quinta dimensão ou apenas di- 
mensão superior. 
O Vril era uma energia dinâmica e poderia se apresentar 
sob vários aspectos. Uma de suas formas mais comuns de ma- 
nifestação era pela “inversão do eixo gravitacional” de elemen- 
tos materiais. A partir de uma indução energética, era possível 
erguer pesados blocos de rocha como se fossem monólitos de 
isopor. Essa tecnologia permitia a construção de grandes edi- 
fícios sem a utilização de guindastes ou outras máquinas pe- 
Atlântida - No reino da luz 43 
sadas. Era necessário apenas conduzir as pedras colossais aos 
locais apropriados, após serem lapidadas por meio de avançada 
tecnologia, semelhante ao laser moderno. Os atlantes jamais lu- 
tavam contra a gravidade, resolviam o problema utilizando essa 
força a seu favor. 
Os primeiros egípcios, que ainda dominavam parcialmente 
o Vril, construíram as pirâmides e a esfinge de Gizé utilizando 
essa mesma tecnologia. Somente o Vril poderia erguer monóli- 
tos com duas toneladas,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.