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FACULDADE DE AMERICANA FRANCIELY DE PAULA ALVES – 9º A Prática Jurídica - Área Penal Prof. Lucia Izabel Gonçalves Meza HABEAS CORPUS DATA DESIGNADA PARA ENTREGA: 09/04/2020 RECEBIDO EM ________/________/2020 _________________________________ Prof. Lucia Izabel Gonçalves Meza EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ____________ _______, advogado, inscrito na OAB/__ sob o nº___, com escritório profissional na (endereço completo), vem, respeitosamente perante esse Egrégio Tribunal, impetrar HABEAS CORPUS com fundamento no art. 5º, inciso LXVIII da Constituição Federal e artigo 647 e ss do CPP, em favor de JAIME, brasileiro, solteiro, mecânico, portador do CPF nº ____ e RG sob nº _____, residente e domiciliado na rua ____ (endereço completo), em razão de estar sofrendo constrangimento ilegal por parte do Juiz de Direito da __ª Vara Criminal da Comarca de _____, pelos motivos fáticos e de direito a seguir aduzidos: I – DOS FATOS O paciente foi acusado de ter praticado crime de furto simples, tipificado no artigo 155 do Código Penal, tendo a sua conduta sido gravada pelo sistema interno de monitoramento eletrônico. Foi preso em flagrante pelo proprietário da oficina mecânica, sendo levado por policiais militares à delegacia de polícia, onde a autoridade policial, após ver as filmagens e ouvir os envolvidos, ratificou a voz de prisão em face do Paciente, determinando seu recolhimento ao cárcere. Realizada no dia seguinte a audiência de custódia, a autoridade judiciária não atendeu pedido da defesa no sentido de que fosse concedida a liberdade provisória, eis que este comprovadamente possuía ocupação lícita, endereço fixo em casa alugada e não era reincidente em nenhum tipo de delito. A autoridade judiciária promoveu, nos termos do art. 310 do Código de Processo Penal, a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, sob o fundamento da gravidade abstrata dos crimes contra o patrimônio. Desse modo, fica caracterizada a grave ameaça do paciente vir sofrer limitação em seu direito de liberdade. II – DO DIREITO De acordo com o artigo 5º, inciso LXVIII da Constituição Federal, é necessário a concessão do Habeas Corpus, haja vista que o Paciente se encontra privado, equivocadamente, de sua liberdade de locomoção, ferindo de tal modo um direito constitucional, in verbis: “(…) LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; (…).” Nesse mesmo entender, é o previsto no artigo 647 e 648, inciso I do Código de Processo Penal: “Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar”. “Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal: I - quando não houver justa causa”. Há constrangimento ilegal relacionado à liberdade de locomoção, eis que o paciente está preso preventivamente sem que estejam presentes os requisitos dos art. 312 e 313 do Código de Processo Penal. A mera gravidade do delito não permite a decretação da prisão preventiva, sendo que no caso exposto não há qualquer comprovação que o paciente, uma vez solto durante a instrução do processo, venha atentar contra a ordem pública ou econômica. Não há qualquer demonstração de risco à instrução processual, ou fuga por parte do paciente. Ademais, é fato que o crime de furto simples, que é o imputado ao Paciente, tem pena de 1 a 4 anos, e multa, não sendo o paciente reincidente em nenhum crime doloso, não cabe a decretação da prisão preventiva prevista no art. 313 do CPP. O MM. Juízo a quo determinou a prisão temporária do Paciente, que se encontra preso até a presente data, erroneamente, uma vez que o crime imputado não se enquadra no rol taxativo previsto no artigo 1º da Lei 7.960/89. Assim, percebe-se que o Paciente está sofrendo cerceamento de sua liberdade de locomoção, ou seja, do seu direito de ir e vir, devido a ato ilegal praticado pelo Juiz de Direito da __ª Juizado Especial Criminal da Comarca de __. Seno assim, é forçoso constatar, a necessidade da expedição de um alvará de soltura, para que o Paciente tenha o seu direito de liberdade assegurado, tendo em vista sua previsão na Constituição Federal, bem como a concessão do pedido de Habeas Corpus. III – DO PEDIDO Diante do exposto, resta induvidoso que o paciente sofreu constrangimento ilegal por ato da autoridade coatora que deve ser remediada por esse Colendo Tribunal. a) A expedição de ofício para r. Autoridade coatora, para que preste informações; b) A concessão da ordem de habeas corpus com fundamento legal no artigo 647 do Código de Processo Penal, a fim de cessar a coação ilegal na sua liberdade de ir e vir. c) E a expedição de um alvará de soltura, para que o Paciente tenha o seu direito de liberdade assegurado, tendo em vista sua previsão na lei supra, qual seja a Constituição Federal. Termos em que, Pede e espera deferimento. Local, data Advogado – OAB/_____