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GRUPO DE DISCUSSÃO – FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR Exercício 1 A Figura 1 representa a relação entre alterações da frequência cardíaca (FC) em função do aumento do trabalho realizado em quatro indivíduos: atleta, sedentário, transplantado cardíaco e quadriplégico. O trabalho realizado é representado como o consumo de oxigênio requerido para realização daquele trabalho. A FC está sobre a influencia do sistema nervoso autônomo. A redução da atividade eferente parassimpática e/ou o aumento da atividade eferente simpática cardíaca produz aumento da FC. No início do exercício ocorre um rápido aumento da frequência cardíaca devido à retirada da modulação parassimpática. O aumento adicional da FC ocorre devido à ativação da atividade simpática. Os indivíduos com transplante cardíaco e quadriplegia não possuem inervação simpática, contudo o indivíduo quadriplégico possui inervação parassimpática intacta. 1) Compare a resposta da FC ao exercício no indivíduo com quadriplegia e transplante cardíaco. Como a ausência da inervação parassimpática cardíaca afeta a resposta da FC ao exercício? 2) Compare a resposta cardíaca máxima ao exercício nos indivíduos com quadriplegia e coração transplantado. O que contribuí para similaridade na resposta cardíaca? 3) Quais fatores contribuem para o aumento da FC nos indivíduos com quadriplegia e coração transplantado? 4) Compare a resposta da FC ao exercício nos indivíduos transplantados com os sedentários. Como a ausência da inervação cardíaca afeta a resposta da FC ao exercício? 5) Compare a FC em repouso, variação temporal do aumento da FC e FC máxima no atleta e sedentário. Quais as diferenças? O que contribui para as diferenças? 6) Diferencie a regulação endócrina (sistema renina-angiotensina-aldosterona / PNA), da neural (barorreflexo) em adultos. Exercício 2 Uma divisão de pesquisa cardiovascular estava recrutando mulheres que possuíssem um estilo de vida saudável, com idade entre 25 a 35 anos, que não estivessem fazendo uso de nenhum tipo de medicamento, com pressão arterial e relação peso altura normais, para avaliação da resposta cardiovascular ao exercício. V. O., secretária, 32 anos, 1,70m, 52 Kg, após triagem dos pesquisadores foi selecionada para o estudo. Foram feitas medidas da pressão arterial, frequência cardíaca, e PO2 arterial e venosa; seu débito sistólico foi estimado. V. andou em esteira por 30 minutos, na velocidade de 3 quilômetros por hora. Os parâmetros foram medidos antes e no final do período do exercício, dando os seguintes resultados: Parâmetro Controle (antes do exercício) Exercício Pressão Sanguínea Sistólica 110 mmHg 145 mmHg Pressão Sanguínea Diastólica 70 mmHg 70 mmHg Frequência Cardíaca 75 bat/minuto 130 bat/min Débito Sistólico (estimado) 80 ml 110 ml PO2 Arterial 100 mmHg 100 mmHg PO2 Venosa 40 mmHg 25 mmHg 1) Com base no estudo em questão, descreva a resposta cardiovascular ao exercício, incluindo o papel do sistema nervoso autônomo e o controle do fluxo sanguíneo no músculo esquelético. 2) Calcule a pressão arterial média (PAM) e pressão de pulso (PP) no período controle e no exercício. PAM = PAS + (PAD X 2) 3 PP = PAS - PAD 3) Calcule a medida de débito cardíaco (DC) nos dois períodos. O que aconteceu com o DC durante o exercício? JUSTIFIQUE VS = 2 ml x Pressão de Pulso DC = VS X FC 4) Por que houve um aumento da pressão sistólica? Explique por que não houve alteração da pressão diastólica? 5) PO2 arterial e venosa foi medida antes e após o exercício. Explique por que houve um decréscimo da PO2 venosa e não houve alteração da PO2 arterial? Bons estudos! BIBLIOGRAFIA PARA CONSULTA: Costanzo, L.S. Fisiologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 492p. GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Fisiologia Humana e Mecanismos de Doenças. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 639p. AIRES, M.M. Fisiologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. 934 p LEVY, M.N.; KOEPPEN, B.M.; STANTON, B.A. (Coord.). Berne & Levy: Fisiologia. 6 ed. Rio de Janeiro: Mosby Elsevier, 2009. 864p. .