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Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
MATERIAL INSTRUCIONAL DE APOIO 
PARA A DISCIPLINA DE 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS INTEGRADA 
 
MATERIAL ALUNO 
ATIVIDADE EXTRA SALA COVID_19 
ENTREGAR NA 1ª AULA APÓS RECESSO 
 
2020 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
2 
CQA/UNIP – Comissão de Qualificação e Avaliação da UNIP 
 
 
 
Questão 12.1 
A Cia. Irlanda apropria mensalmente a sua depreciação por meio do método das quotas 
constantes (depreciação linear). 
 
Ativo Imobilizado da Cia. Irlanda em 31/12/2011 
 
*Os computadores adquiridos em 04/01/2010 já tinham sido utilizados há exatos três anos pelo 1º proprietário. 
 
Observa-se que existe legislação específica para a depreciação de bens usados adquiridos, 
conforme Regulamento do Imposto de Renda, DL 9580/2018, que determina a apropriação 
da metade do tempo usual ou o prazo de vida útil restante (dos dois o maior) para os bens 
usados adquiridos. 
O critério utilizado é de que, independentemente do dia de aquisição, sua quota mensal de 
depreciação será apropriada integralmente. Todos os bens estão em uso, todos os meses são 
considerados de 30 dias, e o ano é de 360 dias. 
A apropriação da depreciação é realizada sem considerar qualquer expectativa de valor 
residual. 
Com base na situação acima descrita, o saldo da conta de Depreciação Acumulada em 
31/12/2011 da Cia. Irlanda foi de 
A. R$1.634.000,00. 
B. R$1.642.000,00. 
C. R$1.662.000,00. 
D. R$1.682.000,00. 
E. R$1.692.000,00. 
 
1. Introdução teórica 
 
 
1 Questão 10 – Enade 2012 – adaptado. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
3 
Depreciação de bens adquiridos usados 
 
À medida que a empresa utiliza seus ativos, incorre uma despesa. No caso de itens 
registrados no Imobilizado, a empresa, ao utilizá-los, gera uma despesa denominada 
depreciação. A depreciação representa o consumo dos ativos de longo prazo e há diversos 
métodos para seu cálculo, a exemplo do método da linha reta (ou quotas constantes). 
Pelo método da linha reta, o valor da despesa de depreciação é obtido pela divisão do 
valor depreciável (custo do ativo menos seu valor residual) do bem pelo seu tempo de vida 
útil estimado. Conforme explica Almeida (2014), valor residual de um ativo é um valor 
estimado que a entidade obteria com a venda do ativo após deduzir as despesas estimadas 
de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição para o fim de sua vida útil. 
O registro contábil da depreciação implica débito na conta de despesa de depreciação 
com contrapartida em depreciação acumulada. O valor contábil do bem é obtido pela diferença 
entre seu custo de aquisição e sua depreciação acumulada. 
Ao se adquirir um bem usado que será classificado no ativo imobilizado, o cálculo da 
depreciação será realizado utilizando-se o tempo de vida útil maior entre (a) a metade da vida 
útil do bem ou (b) o restante da vida útil do bem, como mostrado no exemplo a seguir. 
• Veículo adquirido com 3 anos de uso. 
• Tempo de vida útil estimada para o veículo adquirido novo: 8 anos. 
• Metade da vida útil do veículo: 4 anos. 
• Restante da vida útil do veículo: 5 anos. 
• O veículo será, portanto, depreciado durante o prazo de 5 anos. 
A fim de atender ao princípio da competência, o reconhecimento da despesa de 
depreciação deve ser realizado mensalmente, a partir do momento em que o imobilizado 
esteja instalado, posto em serviço ou em condições de produzir conforme art. 305, § 2º do 
Decreto Nº 9.580, de 22 de novembro de 2018, conhecido como Regulamento do Imposto de 
Renda (RIR/18). No mesmo sentido, o item 55 do CPC 27 – Ativo Imobilizado dispõe que a 
depreciação do ativo se inicia quando ele está disponível para uso, ou seja, quando está no 
local e em condições de funcionamento na forma pretendida pela administração. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• ALMEIDA, M. C. Curso de Contabilidade Introdutória em IFRS e CPC. São Paulo: Atlas, 
2014. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
4 
• BRASIL. Presidência da República. Decreto Nº 9.580 de 22 de novembro de 2018. 
Regulamenta a tributação, a fiscalização, a arrecadação e a administração do Imposto 
sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. Disponível em 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2018/decreto/d9580.htm>. Acesso em 08 fev. 2020. 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento CPC 27: Ativo 
Imobilizado. Disponível em 
<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/316_CPC_27_rev%2006.pdf>. Acesso 
em 19 ago. 2014. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
5 
Questões 13 e 14 
Questão 13.2 
Suponha que determinada empresa atinge seu ponto de equilíbrio contábil (lucro zero) 
vendendo 250 unidades de seu produto, conforme discriminado na tabela abaixo. 
 
Demonstração do lucro (no ponto de equilíbrio) 
Vendas: 250 unidades a R$8,00 R$2.000,00 100% 
(-) Custos variáveis: 250 unidades a R$2,00 R$500,00 25% 
(-) Despesas variáveis: 250 unidades a R$0,80 R$200,00 10% 
= Lucro marginal R$1.300,00 65% 
(-) Custos fixos (R$1.300,00) 65% 
= Lucro operacional R$0 0% 
 
A empresa deseja avaliar o impacto de aumentar, simultaneamente, no próximo período, os 
custos fixos para R$1.500,00, o preço de venda unitário para R$10,00, o custo variável por 
unidade para R$4,00 e as despesas variáveis para R$1,00. Além disso, ela deseja alcançar 
lucro operacional de R$500,00. 
Considerando que essa empresa implemente todas as alterações projetadas para o próximo 
período, para atingir seu novo ponto de equilíbrio (econômico), ela deverá vender 
A. 260 unidades. 
B. 300 unidades. 
C. 360 unidades. 
D. 400 unidades. 
E. 600 unidades. 
 
Questão 14.3 
A empresa Alfa acumula vendas no valor de R$1.000.000,00, obtendo um lucro bruto de 
R$200.000,00. O preço de venda do único produto produzido pela empresa é de R$1.000,00 
e o seu custo variável é de R$300,00. 
Nessa situação, o grau de alavancagem operacional da empresa Alfa é igual a 
A. 5,5. B. 5,0. C. 4,5. D. 4,0. E. 3,5. 
 
 
2Questão 27 – Enade 2012. 
3Questão 29 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
6 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Análise custo/volume/lucro 
 
Ao analisarmos o comportamento dos custos, separando-os, por exemplo, em fixos e 
em variáveis, muitas outras possibilidades de análise surgem quanto aos gastos e às receitas 
da empresa, quanto ao volume do que é produzido, quanto ao que pode ser alterado, quanto 
ao que pode ser adicionado etc. 
Segundo Padoveze (2006), esse ferramental de análise econômica é denominado 
análise de custo/volume/lucro e conduz a três importantes conceitos: margem de 
contribuição, ponto de equilíbrio e alavancagem operacional. 
De acordo com Crepaldi e Crepaldi (2014), essa análise é um instrumento utilizado para 
projetar o lucro que seria obtido em diversos níveis possíveis de produção e vendas, bem 
como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda, nos custos 
ou em ambos. Ela é baseada no custeio variável. Por meio da análise, pode-se estabelecer 
qual a quantidade mínima que a empresa deve produzir e vender para que não incorra em 
prejuízo. 
 
1.2. Margem de contribuição 
 
Margem de contribuição representa o preço de venda diminuído dos custos e das 
despesas variáveis, isto é, representa a contribuição que a empresa obtém em cada unidade 
vendida para cobrir os custos e as despesas fixas. 
Em outras palavras, pode-se entender margem de contribuição como a parcela do preço 
de venda que ultrapassa os custos e as despesas variáveis e que contribui para a absorção 
dos custos fixos e, ainda, para a formação do lucro (CREPALDI e CREPALDI, 2014). 
A informação obtida com a margem de contribuição auxilia os gestores a decidirem se 
devem diminuir ou expandir uma linha de produção,a avaliarem alternativas provenientes da 
produção e de propagandas especiais, a analisarem estratégias de preço, serviços ou produtos 
e a avaliarem desempenho. 
 
1.3. Ponto de equilíbrio 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
7 
No caso de a empresa desejar conhecer a quantidade mínima a ser vendida para que 
seja capaz de cumprir financeiramente com seus custos e suas despesas fixas, além dos custos 
e das despesas variáveis em que necessariamente incorre para fabricar/vender o produto, 
deve-se calcular o denominado ponto de equilíbrio, que representa o volume de atividade 
operacional em que o total da margem de contribuição da quantidade vendida/produzida 
iguala-se aos custos e às despesas fixas. 
Em outras palavras, o ponto de equilíbrio mostra o nível de atividade ou o volume 
operacional quando a receita total das vendas se iguala ao somatório dos custos variáveis 
totais, dos custos e das despesas fixas. 
O ponto de equilíbrio evidencia os parâmetros que mostram a capacidade mínima em 
que a empresa deve operar para não ter lucro ou prejuízo. Quanto maiores forem as vendas 
acima do ponto de equilíbrio, maior será a margem de segurança da empresa. 
 
1.3.1. Tipos de ponto de equilíbrio 
 
De acordo com Parisi e Megliorini (2011), o ponto de equilíbrio pode ser analisado sob 
três aspectos distintos: contábil, financeiro e econômico. 
O ponto de equilíbrio contábil é o mais tradicional e o resultado obtido a partir da 
fórmula para encontrá-lo pode ser interpretado como a quantidade mínima a ser produzida 
pela empresa de modo que seja capaz de cobrir despesas e custos fixos, não obtendo lucro 
ou prejuízo. 
Conforme Parisi e Megliorini (2011), uma empresa que esteja trabalhando no ponto de 
equilíbrio contábil não atende às expectativas dos proprietários no que se refere à 
remuneração do capital nela investido, pois gera resultado econômico negativo, dada a não 
consideração do custo de oportunidade do capital nela investido. 
A fórmula do ponto de equilíbrio contábil é a que segue. 
 
Ponto de equilíbrio contábil =
Custos Fixos + Despesas Fixas
Margem de contribuição unitária
 
 
Diferentemente do ponto de equilíbrio contábil, o ponto de equilíbrio econômico 
considera que a margem de contribuição deva ser suficiente para cobrir os custos e as 
despesas fixos e o custo de oportunidade do capital investido na empresa. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
8 
Para Parisi e Megliorini (2011), o ponto de equilíbrio econômico indica o mínimo que 
uma empresa deve produzir e vender para cobrir os juros sobre capital de terceiros 
(empréstimos e financiamentos) e remunerar o investimento realizado pelos proprietários. Em 
outras palavras, o lucro líquido do exercício é predeterminado e o ponto de equilíbrio 
econômico indicará a quantidade de vendas necessária para que se atinja tal lucro. 
Geralmente, o lucro líquido predeterminado é o custo de oportunidade, ou seja, a lucratividade 
mínima esperada pelo investidor (CREPALDI e CREPALDI, 2014). 
A fórmula do ponto de equilíbrio econômico é a que segue. 
 
Ponto de equilíbrio econômico = 
Custos Fixos + Despesas Fixas + Custo de Oportunidade
Margem de contribuição unitária
 
 
Por fim, o ponto de equilíbrio financeiro considera que a margem de contribuição deva 
ser suficiente para cobrir os custos e as despesas desembolsáveis – caso em que seriam 
excluídos dos custos e das despesas fixos os valores de custos e despesas não caixa, a 
exemplo da depreciação e amortização – e também os pagamentos de juros e amortizações 
de dívidas. A quantidade de produtos nesse ponto indica a necessidade de a empresa produzir 
e vender de modo que lhe seja possível obter os recursos necessários para cobrir os 
pagamentos demandados por suas operações. 
A fórmula do ponto de equilíbrio financeiro é a que segue. 
 
Ponto de equilíbrio financeiro = 
Custos Fixos Desembolsáveis
Margem de contribuição unitária
 
 
1.4. Alavancagem operacional 
 
Alavancagem operacional significa a possibilidade de acréscimo do lucro total por meio 
do aumento da quantidade produzida e vendida, buscando a maximização do uso dos custos 
e das despesas fixas. De outro modo, representa o grau de sensibilidade do lucro às variações 
no percentual de vendas. Seu cálculo é dado pela divisão da margem de contribuição pelo 
lucro. 
Se, por exemplo, temos R$113.080,00 de margem de contribuição e R$66.758,74 de 
lucro, a alavancagem é de 1,69. Isso significa que o lucro da empresa cresce 1,69 vezes mais 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
9 
rápido do que suas vendas. Se a empresa aumentar suas vendas em 30%, seu lucro 
aumentará em 50,7% (1,69x30%). 
Importante destacar que o efeito da alavancagem operacional está relacionado com os 
gastos fixos da empresa. Para produtos com alta alavancagem operacional, caracterizados por 
altos custos fixos e baixos custos variáveis, pequenas alterações no volume de vendas 
resultam em grandes mudanças nos lucros. Ao contrário, para produtos com baixa 
alavancagem operacional, caracterizados por baixos custos fixos e altos custos variáveis, 
mudanças no volume de vendas não resultam em grandes mudanças nos lucros. 
Quanto maior o grau de alavancagem, mais perto a empresa encontra-se do ponto de 
equilíbrio. Por esse motivo, o grau de alavancagem operacional é uma medida de risco 
operacional. Quando a empresa está próxima do ponto de equilíbrio, o lucro operacional 
aproxima-se de zero, aumentando, portanto, o grau de alavancagem operacional. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 7. ed. São 
Paulo: Atlas, 2014. 
• PADOVEZE, C. L. Curso básico gerencial de custos. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson 
Learning, 2006. 
• PARISI, C.; MEGLIORINI, E. (Org.). Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 2011. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
10 
Questão 15.4 
A empresa Rainha fabrica atualmente três produtos, de acordo com as informações 
apresentadas no quadro seguir. 
 
Produto 
Horas/máquinas 
necessárias para uma 
unidade de produto 
Margem de 
contribuição 
unitária 
Margem de 
contribuição por 
horas/máquina 
Branco 6 horas R$36,00 R$6,00 
Laranja 4 horas R$28,00 R$7,00 
Verde 2 horas R$20,00 R$10,00 
 
A capacidade total de horas/máquina necessária e a produção máxima semanal para satisfazer 
a demanda estão explicitadas no quadro seguinte. 
 
Produto Horas/máquina Demanda máxima semanal 
Branco 900 150 unidades 
Laranja 600 150 unidades 
Verde 300 150 unidades 
 
Considerando que a capacidade das máquinas é limitada em 1.752 horas semanais e que o 
MIX de produção é função da capacidade das máquinas e da demanda de mercado, o MIX 
que maximiza os resultados, na sequência de classificação dos produtos, é 
A. branco 142 unidades; verde 150 unidades; laranja 150 unidades. 
B. branco 142 unidades; laranja 150 unidades; verde 150 unidades. 
C. laranja 150 unidades; branco 142 unidades; verde 150 unidades. 
D. verde 150 unidades; laranja 150 unidades; branco 142 unidades. 
E. branco 150 unidades; laranja 150 unidades; verde 142 unidades. 
 
1. Introdução teórica 
 
Margem de contribuição e fator limitativo 
 
Em situações em que não existam fatores que limitem a capacidade produtiva da 
empresa, os produtos que possuem maior margem de contribuição devem ser os incentivados 
 
4Questão 13 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
11 
em termos de produção e venda, pois, quanto maior a margem de contribuição, maior a 
contribuição de cada unidade vendida no pagamento dos custos fixos mensais da empresa. 
No entanto, diversas variáveis, internas ou externas, podem afetar o fluxo operacional 
da empresa, impondo restrições à produção e à venda de seus produtos. Quando uma 
restrição afeta o volume de vendas a ser produzidoou vendido, o conceito adequado é avaliar 
a margem de contribuição de cada produto, de acordo com as restrições encontradas, sem 
ser de forma isolada. 
Em outras palavras, quando há limitações da capacidade produtiva da empresa, a 
variável que passa a ser importante é a razão entre a margem de contribuição unitária e o 
fator limitativo da capacidade produtiva (NEVES e VICECONTI, 2003). 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• NEVES, S. das; VICECONTI, P. E. V. Contabilidade de custos: um enfoque direto e objetivo. 
7. ed. São Paulo: Frase, 2003. 
 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
12 
Questão 16.5 
Uma empresa fabrica 2 produtos, sendo que o produto X corresponde a 75% das vendas e o 
produto Y a 25% das vendas. O produto X é vendido por R$40,00, tendo custos e despesas 
variáveis de R$20,00 e custos e despesas fixas de R$4,00. O produto Y é vendido por R$30,00, 
tendo custos e despesas variáveis de R$14,00 e custos e despesas fixas de R$6,00. 
Sob essas condições, a margem de contribuição conjunta para os produtos X e Y será de 
A. R$14,50. 
B. R$19,00. 
C. R$23,00. 
D. R$23,50. 
E. R$37,50. 
 
1. Introdução teórica 
 
Modelo de decisão da margem de contribuição – vários produtos 
 
Ao produzir e vender diversos produtos e serviços, é necessário que a empresa adote 
um modelo de decisão de margem de contribuição de modo que lhe seja possível decidir quais 
ofertas de produtos são mais rentáveis, maximizando, ao final, seu lucro. 
Além de apurar a contribuição de cada produto na absorção dos custos fixos, é 
necessário analisar se existe alguma restrição no processo industrial que impeça a empresa 
de atender à demanda do mercado. 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• DANTAS, J. A. O vendedor de sorvetes, a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio. 
Disponível em <http://www.sebraesp.com.br/index.php/161-produtos-
online/empreendedorismo/publicacoes/artigos/6280-o-vendedor-de-sorvetes-a-margem-
de-contribuicao-e-o-ponto-de-equilibrio>. Acesso em 15 abr. 2015. 
 
 
5Questão 32 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
13 
Questão 17.6 
A Indústria Metalúrgica Sem Fronteiras S.A. fabrica 10.000 unidades mensais de determinada 
peça cujo custo está discriminado no quadro a seguir. 
 
Custos 10.000 peças Unitário 
Materiais R$50.000,00 R$5,00 
Mão de obra direta R$30.000,00 R$3,00 
Custos indiretos variáveis R$20.000,00 R$2,00 
Custos fixos R$100.000,00 R$10,00 
Custo Total R$200.000,00 R$20,00 
 
Essa empresa recebe uma proposta de comprar a peça diretamente de um fornecedor por 
R$11,00 cada; porém, nesse caso, incorreria nos seguintes custos adicionais: 
• Fretes de R$2,00 por unidade; 
• Mão de obra indireta adicional para recepção, inspeção e manuseio das peças de 
R$20.000,00 mensais. 
Se parar de fabricar a peça, a empresa não conseguirá eliminar todos os custos atuais 
relacionados à fabricação do produto, restando, ainda, 40% dos custos fixos. 
Caso a empresa deixe de fabricar a peça e passe a comprá-la do fornecedor, seu custo unitário 
será de: 
A. R$19,00. 
B. R$21,00. 
C. R$23,00. 
D. R$25,00. 
E. R$27,00. 
 
1. Introdução teórica 
 
Comprar versus fabricar 
 
Muitas são as empresas que buscam a terceirização de alguns produtos e de seus 
componentes com o objetivo de diminuir custos em tarefas que não sejam o negócio fim. 
Outras metas buscadas com a implantação da terceirização (conhecida também como 
outsourcing) são os aumentos da produtividade, da capacidade de inovação e da vantagem 
 
6Questão 12 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
14 
competitiva, tendo em vista que os maiores esforços e o foco da organização são direcionados 
aos seus processos-chave. 
Decisões como a de terceirizar ou não parte da produção têm como base um modelo 
de análise de gestão de custos que envolve o levantamento dos custos das alternativas 
“comprar” ou “fabricar”, a análise acerca dos custos fixos, a utilização da capacidade ociosa e 
as avaliações dos custos adicionais por adquirir de terceiros e das quantidades envolvidas e 
da qualidade, do tempo e do fornecedor alternativo. 
Nesse sentido, a empresa pode estar diante de um custo unitário de comprar menor 
do que o de fabricar, o que, aparentemente, seria a melhor solução no intuito de reduzir 
custos. No entanto, a resposta raramente é tão óbvia, conforme alertam Horngren et al 
(2004), pois é necessário analisar a diferença do custo futuro esperado entre as alternativas. 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• HORNGREN, C. T.; SUNDEM, G. L.; STRATTON, W. O. Contabilidade Gerencial. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2004. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
15 
Questão 18.7 Uma empresa fez sua projeção de vendas para janeiro, fevereiro e março do 
próximo ano, conforme quadro a seguir. 
 
Orçamento de vendas 
 Jan Fev Mar 
Demanda esperada (quantidade) 10.000 12.000 15.000 
Preço de venda 2,00 2,00 2,00 
Vendas Brutas (R$) 20.000,00 24.000,00 30.000,00 
 
Suponha que todas as vendas dessa empresa sejam parceladas da seguinte forma: 
• 1ª parcela (à vista), correspondente a 30% da venda; 
• 2ª parcela (prazo de 30 dias), correspondente a 30% da venda; 
• 3ª parcela (prazo de 60 dias), correspondente a 40% da venda. 
Considerando a política de recebimento e os dados apresentados, verifica-se que a empresa 
espera receber, no mês de março, o montante de 
A. R$8.000,00. B. R$22.200,00. C. R$24.200,00. D. R$29.600,00. E. R$30.000,00. 
 
1. Introdução teórica 
 
Planejamento de vendas 
 
 O planejamento de vendas é fundamental para que a empresa alcance o sucesso 
esperado em seus negócios. A preparação de um planejamento de vendas visa a prever, com 
antecipação, o valor das receitas que a empresa espera receber em determinado período 
futuro e, em consequência, estabelecer planos de ações para que seus objetivos sejam 
alcançados. 
O planejamento de vendas (projeção de vendas ou orçamento de vendas) é, 
basicamente, uma estimativa da quantidade de vendas e, consequentemente, do faturamento 
que uma empresa pode obter no futuro. A projeção de vendas pode ser feita mediante análise 
das vendas anteriores da empresa como ferramenta no planejamento de curto, médio e longo 
prazos. 
Para Schubert (2005), os números de um orçamento não têm a obrigação de coincidir 
com os números que serão obtidos à medida que a realização da empresa avança sobre o 
 
7Questão 19 – Enade 2015. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
16 
período orçado. Os números das previsões tendem a aproximar-se dos números realizados. 
De acordo com Horngren et al (2004), o orçamento de vendas é um ponto de partida para a 
elaboração do orçamento geral, porque os níveis de estoques, as compras e as despesas 
operacionais são engrenados ao nível previsto de vendas. A previsão de vendas acurada é 
essencial para um orçamento eficaz. 
 Após o orçamento de vendas, podem ser preparados o orçamento de compras e o 
orçamento de despesas operacionais, e pode ser prevista, mês a mês, a posição de caixa. A 
precisão dos programas estimados de produção e das tabelas de custo depende do 
detalhamento e da exatidão, em valor e em quantidade, da previsão de vendas. 
O planejamento de vendas influencia diretamente a projeção do fluxo de caixa. O fluxo 
de caixa é um instrumento financeiro que realiza o controle da movimentação financeira, ou 
seja, a captação e a aplicação de recursos em determinado período de tempo. A segurança 
do orçamento de caixa depende, principalmente, do grau de exatidão do orçamento de 
vendas. Qualquer erro significativo na projeção do faturamento afeta diretamente o fluxo de 
caixa. Um dos itens mais representativos na formação do fluxo de caixa é o recebimento de 
clientes proveniente de vendas à vista e a prazo. É evidente que oferecer prazos de pagamento 
maiores facilita as vendas,mas provoca alterações na gestão financeira, pois, quanto maior o 
prazo de pagamento concedido aos clientes, menor a eficiência de geração de caixa da 
empresa, o que revela menor capacidade de pagamento de suas obrigações. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• BORGES, L. Como fazer projeção de vendas. Disponível em <http://blog.luz.vc/como-
fazer/como-fazer-projecao-de-vendas/>. Acesso em 24 fev. 2016. 
• HORNGREN, C. T. et al. Contabilidade de custos: uma abordagem gerencial. 11. ed. São 
Paulo: Prentice Hall, 2004. v. 1. 
• SCHUBERT, P. Orçamento empresarial integrado: metodologia, elaboração, controle e 
acompanhamento. 3. ed. São Paulo: Freitas Bastos, 2005. 
• TREASY. Projeção do fluxo de caixa. Disponível em 
<https://www.treasy.com.br/blog/projecao-de-fluxo-de-caixa>. Acesso em 04 out. 2016. 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
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Questão 198. O sucesso de toda empresa, depende de um bom processo orçamentário. 
Assim são feitas as análises e os planos estratégicos. Para elaborar um orçamento empresarial 
é preciso analisar o ramo de atividade da empresa e assim buscar informações como um todo 
para elaborar o melhor orçamento a fim de buscar a lucratividade e menos riscos. Sobre os 
conceitos acerca de orçamento, assinale dentre as alternativas a seguir a que 
estiver INCORRETA: 
 
A. Orçamento Estático: a filosofia do orçamento estático está em romper com o passado, 
ou seja, nunca deixar o orçamento a partir das observações dos dados do passado, 
pois estes podem conter ineficiências que poderiam ser perpetuadas. 
B. O Orçamento Contínuo tem por objetivo analisar, naquele período em que foi 
elaborado, o que deu certo e o que deu errado e assim projetar um novo orçamento a 
fim de diferenciar o que deu errado, contudo analisar detalhadamente as receitas e as 
despesas para ter base para a elaboração do período futuro. O orçamento contínuo 
cobre em torno de 12 meses, sendo que se pode revisa-lo mensalmente, 
trimestralmente e semestralmente, resultando em um orçamento mais claro e 
detalhado. 
C. O processo de elaboração do orçamento em uma organização, seja pública ou privada, 
é parte importante no planejamento e controle financeiro. Na busca das empresas por 
diferenciação no mercado, o orçamento deve ser visto não só como instrumento de 
gestão, mas também como uma ferramenta estratégica. 
D. O Orçamento Flexível objetiva auxiliar a empresa a calcular sua capacidade e assim 
prever seus custos para vários níveis de atividades. O orçamento flexível somente 
torna-se eficaz quando a empresa consegue calcular o que cada empregado produz o 
que cada máquina ou computador produz e o que cada metro quadrado a fábrica 
produz, assim os gestores conseguem se preparar para o inesperado. 
E. As principais etapas para uma empresa elaborar o orçamento empresarial são: 
orçamento de vendas, orçamento de produção ou fabricação, orçamento dos custos de 
matéria-prima, orçamento dos custos de mão-de-obra direta, orçamento dos custos 
indiretos de fabricação, despesas de vendas e administrativas, projeção dos financeiros. 
 
 
8 (Ano: 2016 Banca: IESES Órgão: BAHIAGÁS Prova: IESES - 2016 - BAHIAGÁS - Analista de Processos 
Organizacionais - Administração) 
 
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/bahiagas
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ieses-2016-bahiagas-analista-de-processos-organizacionais-administracao
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 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
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Questão 209. O orçamento empresarial tem como finalidade: 
 
A. atribuir poderes aos diversos segmentos administrativos. 
B. definir as funções de planejamento e controle dos ativos. 
C. definir as metas rotineiras e não rotineiras no âmbito empresarial. 
D. traduzir, em termos monetários, o planejamento das atividades da empresa, que é 
retratado, de forma integrada, nos aspectos econômicos e financeiros. 
 
 
 
9 (Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: DER-CE Prova: UECE-CEV - 2016 - DER-CE - Engenharia Mecânica) 
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