Prévia do material em texto
Tanatologia Enfermagem / Noturno Prof.: Alex Márcia Alves da Silva Partida Final “A Partida Final” (original End Game – 2018) aborda o “último jogo” de pacientes terminais. Por quarenta longos minutos, acompanhamos, cabisbaixos, a despedida de pessoas que dizem adeus para a vida após enfrentarem doenças em estágio final. Se passa em um hospital, o Centro Médico de São Francisco, localizado na Califórnia, especializado em cuidados paliativos, onde pacientes terminais e seus familiares e amigos estão tendo que lidar com a inevitável morte, focando em um grupo de pessoas – médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e voluntários – que, sendo muito diretos com a situação de cada um, fazem de tudo para dar o máximo de conforto em todas as frentes às famílias e ao doente, seja com visitas constantes ao hospital, seja transferindo a pessoa para asilos onde receberão o cuidado necessário para que ela tenha uma vida digna até que venha o inevitável abraço da morte. O resultado do esforço, porém, apesar de nobre, é um tanto desequilibrado. Trata-se de um hospital também direcionado para a pesquisa e o ensino. Entre os cuidados, os pacientes terminais e suas famílias recebem orientação, apoio psicológico e acompanhamento individualizado. O corpo médico e assistencial tem por missão ajudar o paciente a lidar com a morte. Para isso, profissionais da área da saúde chegam para tentar mudar tanto a perspectiva (dos pacientes, familiares, e a nossa) do que realmente significa a linha entre morte e vida. Um dos “personagens” mais interessantes é o doutor B.J. Miller, especialista em cuidados paliativos e toda sua história de vida. É uma abordagem positiva para a morte é uma abordagem positiva para a morte, focando em um grupo de pessoas – médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e voluntários – que, sendo muito diretos com a situação de cada um, fazem de tudo para dar o máximo de conforto em todas as frentes às famílias e ao doente, seja com visitas constantes ao hospital, seja transferindo a pessoa para asilos onde receberão o cuidado necessário para que ela tenha uma vida digna até que venha o inevitável abraço da morte. O resultado do esforço, porém, apesar de nobre, é um tanto desequilibrado. Nesse hospital vemos uma equipe que traz todo um acompanhamento individual com orientação psicológica para que esses que estão esperando sua hora possam aceitar e ter uma boa vida até lá. Tudo é coordenado de uma forma na qual permita que todos os pacientes e seus familiares possam passar pelos estados naturais da negação, e serem escutados durante a dor. É mostrado um hospital comum que não possui desses profissionais para ajudar na hora de enfrentar a morte, deixando um contraste nos momentos finais de cada paciente. Isso mostra como a diferença entre uma despedida pode ser arrematadora nesses dois casos. A Partida Final se destaca ao mostrar todo o processo antes do falecimento como as decisões, conflitos e as despedidas. O de Mitra, paciente terminal de câncer que vive cercada de sua carinhosa e desesperada família. Ao fazer o espectador trafegar pelo dia-a-dia de Mitra, de sua mãe e de seu marido – e depois sua irmã, que chega da Suíça – o documentário nos arremessa para uma verdade que poucos efetivamente querem ver, mas que muitas vezes, infelizmente, somos forçados a encarar. No Zen Hospice, acompanhamos o trabalho da equipe em preparar o paciente para a morte, literalmente. A abordagem é delicada, mas direta. A reação de negação, dor e desespero dos pacientes e de seus familiares não é negligenciada, mas entendida e assistida. O grupo de pessoas que está lá para assistir à família e à doente é o que faz a diferença e nos traz uma espécie de estranha serenidade, algo que vem notadamente de um médico jovem que, em razão de um acidente no final da adolescência, perdeu um braço e duas pernas. A tristeza, o desespero da família de Mitra em contraste com a aparente serenidade da paciente é de esmagar corações, assim como os pacientes entrevistados no asilo e a senhora que se recusa a conciliar a vindoura morte como algo aceitável, parte da terapia que lhe é passada. Realmente, o filme A partida final marca algum momento vivido pelas pessoas, pois falar sobre morte sempre é algo doloroso. Por isso, nós como profissionais da saúde temos que aprender a lidar com este tipo de situação, saber ouvir, aconselhar. Fala dos cuidados que temos que ter com o paciente, desde o início do problema até a sua morte no qual é o cuidado paliativo. Enfim, é viver uma parte daquele momento junto com a família. Brasília 2020