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Aula 1 1a Questão Quanto aos seus efeitos a sucessão pode ser: Testamentária ou singular Singular ou legítima Legítima ou universal Singular ou universal Legítima ou testamentária Explicação: A sucessão hereditária pode ocorrer a título universal e a título singular. A sucessão a título universal ocorre quando todos os bens são transferidos em sua totalidade aos herdeiros. A sucessão a título singular ocorre quando é transmitido um único bem, como um automóvel por exemplo. 2a Questão Na sucessão legítima e testamentária, a renúncia abdicativa confere aos descendentes do renunciante participar da herança por estirpe, em representação ao herdeiro renunciante, como se morto fosse. a renúncia de todos os herdeiros de uma mesma classe, em favor do monte hereditário, na verdade constitui forma renúncia in favorem ou translativa e, assim, configura ato de transmissão inter vivos e incide o respectivo imposto. a aceitação da herança pode ser expressa, tácita ou presumida, mas a renúncia válida sempre deve ser expressa e por instrumento público ou por termo judicial, de modo que a renúncia por instrumento particular é nula de pleno direito. a aceitação da herança somente se faz necessária na sucessão testamentária, uma vez que na legítima vale a regra de saisine. falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro necessário notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Explicação: A renúncia à herança deve sempre ser expressa, constando de instrumento público ou termo judicial (art. 1.806 do CC). Assim, não se admite a renúncia tácita, presumida ou verbal. O desrespeito a essa regra importa em nulidade absoluta do ato, por desrespeito à forma e à solenidade (art. 166, IV e V, CC)." (TARTUCE, 2016, p. 1504) 3a Questão Carlos elabora testamento em que nomeia José legatário de duzentos mil reais porque, ao tempo em que seu pai esteve internado, foi o enfermeiro que melhor se dedicou à cura e ao bem-estar do ente amado. Contudo, à época do cumprimento do testamento, descobre-se não haver enfermeiro com tal nome trabalhando no hospital no período mencionado. Assim, marque a alternativa correta: Por se tratar de claro erro quanto à pessoa, a disposição é anulável pelo prazo de 4 anos. O fato eiva o testamento de nulidade, não havendo modo de se aproveitar a disposição. Não há vício na disposição testamentária, mas apenas ineficácia se alegada pela parte interessada. Apesar do vício de consentimento, é possível cumprir a vontade do testador se identificada a pessoa a quem se refere o testamento. 4a Questão A sucessão provisória: Poderá ser requerida depois de 2 anos da arrecadação dos bens do ausente Se o ausente deixou procurador, poderá ser requerida após 4 anos da arrecadação Poderá ser requerida pelos credores de obrigações vencidas e não pagas Será Requerida por um terceiro não interessado Será aberta por solicitação do Inventariante Explicação: Resposta: Letra D Dispõe o art. 26, do Código Civil, que decorrido 01 ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando 03 anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. Serão considerados interessados: o cônjuge, herdeiros, legatários testamentários, dependentes e credores de obrigações vencidas e não pagas (art. 27). A sentença da sucessão provisória passará a produzir efeitos após 180 dias de sua publicação. 5a Questão (TJ/MT) Assinale a alternativa CORRETA. A sucessão por morte obedece à lei do domicílio do de cujus, quanto à capacidade de suceder dos herdeiros e legatários. A sucessão por morte obedece, quanto aos bens situados no Brasil, à lei brasileira. A sucessão por morte obedece, quanto aos herdeiros brasileiros, à lei de seu domicílio, desde que lhe seja mais benéfica, desimportando a localização, situação ou natureza dos bens. Todas as alternativas anteriores estão incorretas. A sucessão por morte obedece à lei de nacionalidade do de cujus, mesmo que os bens estejam situados no Brasil. 6a Questão Quanto às espécies de sucessão, está CORRETA a seguinte afirmação: Diz-se sucessão a título singular aquela em que o testador transfere a um beneficiário determinado a totalidade do acervo hereditário, sem individualização. A sucessão legítima exclui a sucessão testamentária, haja vista que a primeira decorre diretamente da lei, sem vontade presumida do de cujos. A sucessão universal ocorre quando o herdeiro é chamado a suceder na totalidade do acervo hereditário. A sucessão testamentária é também denominada de ab intestato Com a entrada em vigor do Código Civil de 2002, todas as formas de sucessão estão regulada neste diploma legal, não havendo que se falar no direito brasileiro das sucessões irregulares ou anômalas, que deixam de existir de pleno direito em razão de revogação expressa. 7a Questão A regra do droit saisine: Dispõe que a transmissão da herança aos herdeiros legítimos e testamentários somente se dará com a conclusão do processo de inventário e expedição do competente formal de partilha. É aplicável apenas aos herdeiros legítimos e dispõe que os herdeiros ficarão investidos na posse dos bens que compõe o espólio no momento imediato da morte do sucedido; É aplicável tanto aos herdeiros legítimos quanto testamentários e dispõe que os herdeiros ficarão investidos na posse dos bens que compõe o espólio no momento imediato da morte do sucedido; Indica que apenas para os herdeiros legítimos, os bens deixados pelo sucedido serão transmitidos desde logo, a partir da abertura da sucessão; Dispõe que aberta a sucessão, com a morte do sucedido, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Explicação: Art. 1.784 do CC 8a Questão João possui um patrimônio de R$ 1.000.000,00 e quando viajava com seu filho Toninho no último dia 10 do corrente mês, sofreu um acidente automobilístico, vindo a falecer no local do acidente. O filho resistiu até chegar no hospital, mas acabou morrendo também, no mesmo dia. João não tinha outros filhos conhecidos e estava separado judicialmente há 6 meses. Nesse caso é correto afirmar que: Se a genitora de Toninho estivesse grávida de João, mesmo que separada judicialmente, Toninho ainda assim ficaria com a totalidade da herança, pois uma regra clara na vocação hereditária é o fato de o falecido ter coexistido com seus herdeiros Como João só tinha se separado judicialmente e não divorciado, Toninho dividirá a herança com sua mãe, tendo em vista o Direito de Concorrência do cônjuge com os filhos Caso aparecesse um irmão unilateral de Toninho, ele herdaria 25% e Toninho herdaria 75% do total da herança, tendo em vista ser filho somente de João com outra mulher Toninho não herdará de seu pai, tendo em vista sua morte ter ocorrido no mesmo dia que João Toninho é herdeiro único, recebe a totalidade do patrimônio do pai e deixa para sua genitora também a totalidade da herança Explicação: A questão é interdisciplinar e problematiza situação hipotética em que o aluno deve mostrar conhecimentos pré adquiridos do Direito de Família, associado com conhecimentos sobre a ordem de vocação hereditária. 3a Questão O foro competente para abertura do Inventário é: do último domicílio do "de cujus" da residência do "de cujus" do domicílio de um dos herdeiros do domicílio do cônjuge sobrevivente da situação dos bens deixados pelo "de cujus" Explicação: O Art. 1785 estabelece que a sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. 4a Questão(OAB/SP) A sucessão da pessoa natural ocorre com a finalização do inventário. a morte do sucedido. o testamento. a abertura do inventário. Explicação: Art. 1.784 CC Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. 5a Questão Julgue os itens a seguir, marcando apenas a alternativa verdadeira: No processo de inventário a meação do cônjuge nunca deve ser considerada para fins de cálculo do imposto de transmissão causa mortis. O processo de inventário consiste na descrição minuciosa dos bens para fins de se apurar o quinhão de cada herdeiro, para o pagamento das dívidas do de cujus e para o recolhimento do imposto de transmissão ao fisco municipal. O processo de inventário será sempre judicial, exceto quando todos os herdeiros forem capazes e houver consentimento para remessa ao juízo arbitral. Será nomeado inventariante, pela ordem, na impossibilidade ou inexistência do cônjuge sobrevivente, o filho mais velho do falecido. O Espólio permanece na posse do cônjuge sobrevivente, até o que inventariante nomeado preste compromisso nos autos. Explicação: A questão visa aferir a compreensão dos primeiros procedimentos processuais após a abertura da sucessão e do processo de inventário. 6a Questão A responsabilidade jurídica de guarda e proteção de arquivos, independentemente de vínculo de propriedade é chamada de: Sucessão. Dação. Herança. Custódia. Compra e Venda Explicação: Responsabilidade jurídica de guarda e proteção de arquivos, independentemente de vínculo de propriedade. 7a Questão Acerca do princípio da saisine é correto afirmar que: Trata-se de criação jurídica, oriunda do direito Alemão, que preconiza a imediata transmissão da gestão do patrimônio ao herdeiro do falecido que estiver na posse dos bens da herança Quando o herdeiro renuncia aos bens da herança tal ato produzirá efeitos ex nunc, sendo certo que os efeitos do princípio da saisine restam confirmados até a data da renúncia Refere-se a uma ficção jurídica pela qual se defere, de imediato, a transmissão da posse e propriedade dos bens da herança aos herdeiros do falecido Quando o herdeiro aceita os bens da herança, ocorre uma confirmação dos efeitos do princípio da saisine, que até aquele momento eram apenas parciais e que não permitiam ainda a posse direta do herdeiro sobre os bens da herança Trata-se de ficção jurídica que visa atribuir aos herdeiros legítimos e testamentários, direitos sobre os bens hereditários desde a abertura do processo de inventário Explicação: Refere-se a uma ficção jurídica pela qual se defere, de imediato, a transmissão da posse e propriedade dos bens da herança aos herdeiros do falecido. 8a Questão Identifique a(as) afirmativa(as) que são verdadeiras e depois assinale a opção correta: I. A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros e regula-se pelas normas atinentes ao condomínio; II. No Direito brasileiro a liberdade de testar é limitada quando existirem herdeiros necessários; III. Sucessão testamentária é aquela que decorre de disposição de última vontade, expressa em testamento ou codicilo; IV. Os pactos sucessórios são vedados no Direito Brasileiro, portanto não se admite a sucessão contratual, porque não é permitido o negócio jurídico realizado sobre herança de pessoa viva; V. A sucessão a título singular ocorre quando o testador deixa ao beneficiário bens certos e determinados, chamados de legado. As assertivas I, IV e V são verdadeiras As assertivas I, III e V são verdadeiras Apenas a assertiva V é verdadeira As opções I e V são verdadeiras Todas as afirmações são verdadeiras Explicação: A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros e regula-se pelas normas atinentes ao condomínio. No Direito brasileiro a liberdade de testar é limitada quando existirem herdeiros necessários. Sucessão testamentária é aquela que decorre de disposição de última vontade, expressa em testamento ou codicilo.Os pactos sucessórios são vedados no Direito Brasileiro, portanto não se admite a sucessão contratual, porque não é permitido o negócio jurídico realizado sobre herança de pessoa viva. A sucessão a título singular ocorre quando o testador deixa ao beneficiário bens certos e determinados, chamados de legado. Todas as afirmativas encontram-se corretas, encontrando fundamento nos primeiros artigos da parte de direito sucessório do código civil, com exceção da afirmativa sobre pacto sucessório, que é matéria tanto de direito civil III quanto direito civil VI. 3a Questão Quanto a fonte a sucessão pode ser: Legítima ou testamentária Singular ou Universal Testamentária ou Singular Singular ou Legítima Legítima ou Universal Explicação: Art. 1786, CC 7a Questão Até a partilha, o direito dos coerdeiros, quanto à propriedade e posse da herança, rege-se pelas normas relativas à (ao): condomínio. curatela composse. sociedade de fato. fundação. Explicação: Art. 1.791 CC A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros. Parágrafo único. Até a partilha, o direito dos co-herdeiros, quanto à propriedade e posse da herança, será indivisível, e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. 1a Questão Bino, militar em praça sitiada, resolve fazer testamento em máquina de escrever, diante de duas testemunhas. Ao final, entrega o testamento ao auditor do agrupamento, que o recebe na presença de duas testemunhas. Todos assinam o documento. Assim, marque a alternativa correta. O direito brasileiro não prevê este tipo de testamento. Por estarem cumpridas formalidades específicas, o testamento não caducará. O testamento caducará no prazo de 90 dias em que o testador possa fazer outro, porém ordinário. A caducidade do testamento dependerá da oitiva da autoridade militar. 3a Questão Em direito das sucessões, constitui a legítima: Na metade dos bens da herança pertencente aos herdeiros necessários. No direito do herdeiro, em ação de petição de herança, demandar o reconhecimento de seu direito sucessório. No legado recebido, pelo herdeiro necessário, da parte disponível dos bens do testador. Na exclusão da sucessão do herdeiro ou legatário declarado, por sentença, indigno. Na ordem ocupada pelo cônjuge sobrevivente na sucessão legítima. Explicação: Legítima é a quota indisponível na herança caso haja herdeiros necessários, equivale a 50% do patrimônio do testador, garantido em prol de determinados sucessores legítimos. Assim sendo, toda herança onde haja herdeiros necessários haverá uma quota indisponível, ou seja, a legítima, parte da herança gravada com cláusula de indisponibilidade. Aula 2 a Questão Assinale a alternativa que contém a afirmação correta em relação ao assunto indicado: Direito das Sucessões. O testador não pode, mesmo justificando, estabelecer cláusula de impenhorabilidade sobre os bens da legítima. Na sucessão universal, o direito de propriedade imobiliária transmite-se quando do registro dos formais de partilha no Ofício do Registro de Imóveis. O direito de representação, no direito sucessório, dá-se apenas na linha reta descendente e ascendente. O prazo de decadência para anular disposição testamentária inquinada de coação é de quatro anos, contados de quando o interessado tiver conhecimento do vício. Conforme regra expressa do Código Civil, são herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes, os cônjuges e os companheiros. Explicação: De acordo com Art. 1909 do Código Civil - Lei 10406/02 . 2a Questão João sofreu acidente em 01/02/2018 e ficou internado até seu falecimento, que ocorreu em 15/02/2018. Seu hereiros iniciaramseu inventário em 26/02/2018, que foi finalizado em 24/05/2018. Em qual data ocorreu a abertura da sucessão de João? Nenhuma das datas anteriores No momento do acidente, em 01/02/2018 Na data do término do inventário, em 24/05/2018 Na data da abertura do inventário, em 26/02/2018 No momento do seu falecimento, em 15/02/2018 Explicação: O princípio de Saisine (previsto no art. 1784 do Código Civil) é uma ficção, importada do Direito francês, pela qual, no exato momento da morte do autor da herança ocorre a abertura da sucessão, ou seja, ocorre a transmissão do seu patrimônio aos seus herdeiros e legatários. Ainda que a transmissão do domínio só se concretize tempos depois, a sua eficácia será retroativa ao momento da morte, que se chama momento da abertura da sucessão. 3a Questão A renúncia da herança: é irrevogável e deve constar de instrumento público, instrumento particular ou termo judicial. Opera efeitos em face da Fazenda Pública por ser feita por instrumento público. é revogável e deve constar de instrumento público, instrumento particular ou termo judicial. é irrevogável e deve constar de instrumento público ou termo judicial. é revogável e deve constar de instrumento público ou termo judicial. Explicação: Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 4a Questão A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, pondo a lei a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro por isto não se pode beneficiar em testamento pessoa não concebida até a morte do testador. o qual, porém, não herdará os bens do pai, se este morrer antes de seu nascimento. mas se pode aquinhoar em testamento a prole eventual, de quem já for concebido no momento da abertura da sucessão do testador. por isto o natimorto também adquire personalidade jurídica, transmitindo os bens que herdar para sua mãe porém, na sucessão testamentária, podem ser chamados a suceder os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão Explicação: No Código Civil brasileiro adota-se, de acordo com a corrente majoritária, o critério natalista, segundo o qual a personalidade jurídica só é adquirida com o nascimento com vida. Sendo assim, o nascituro só adquirirá a personalidade jurídica, ou seja, só poderá titularizar direitos, se nascer com vida. Se acaso o pai falecesse antes do nascimento do nascituro, o CC estabele em seu art. 1.798 que "legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão", assim, a própria lei assegura esse direito ao nascituro. 5a Questão Francisco, solteiro, sem filhos, empresário, proprietário de cinco imóveis, foi assassinado pelos seus pais, Jair e Jaqueline, bem como pelo seu irmão Bruno. Considerando que o processo criminal já transitou em julgado e foi considerado homicídio doloso praticado por Jair na qualidade de autor, Jaqueline na qualidade de partícipe e Bruno na qualidade de coautor, de acordo com o Código Civil brasileiro, serão excluídos da sucessão de Francisco: Jair, apenas. Jaqueline e Bruno, apenas. Jaqueline, apenas. Jair e Jaqueline, apenas. Jair, Jaqueline e Bruno. 5a Questão (127º EXAME DA OAB/SP) Em relação à herança, é correto afirmar que os herdeiros necessários são os descendentes e os ascendentes. o herdeiro que possui filhos menores não pode renunciar à herança os herdeiros necessários serão deserdados, de acordo com a livre vontade do testador. os atos de aceitação ou de renúncia da herança são irrevogáveis. Explicação: Literalidade do Art. 1.812 do Código Civil: "São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança." 6a Questão (TJ/PE) Antônio, que possui três filhos, foi condenado criminalmente pelo Tribunal do Júri, por tentativa de homicídio contra seu pai, Serafim, que possui outro filho. Nesse caso, Antônio será excluído da sucessão de Serafim, desde que procedente demanda de exclusão, e os bens que lhe caberiam serão destinados ao irmão de Antônio poderá ser deserdado, mas não excluído da sucessão de Serafim, porque o crime se deu na modalidade tentada. será excluído da sucessão de Serafim, desde que procedente demanda de exclusão, e os bens que lhe caberiam serão destinados aos filhos do excluído, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão não poderá ser admitido a suceder nos bens deixados por morte de Serafim, ainda que este o tenha expressamente reabilitado em testamento, porque a sentença criminal o impede de suceder. será excluído da sucessão de Serafim, independentemente de demanda de exclusão, porque a condenação criminal a supre, e os bens que lhe caberiam serão distribuídos, em partes iguais, entre os filhos e o irmão de Antônio. Explicação: será excluído da sucessão de Serafim, desde que procedente demanda de exclusão, e os bens que lhe caberiam serão destinados aos filhos do excluído, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. 1a Questão (OAB 2006) Estão legitimados a suceder, na sucessão legítima: as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão; os já nascidos, os concebidos e a prole eventual de pessoas já existentes; as pessoas físicas e jurídicas existentes ao tempo da abertura da sucessão. apenas as pessoas já nascidas com vida ao tempo da abertura da sucessão; Explicação: art. 1.798 do CC. 2a Questão No que diz respeito a CESSÃO DE DIREITOS HEREDITÁRIOS, é incorreto afirmar que: As relações entre os co-herdeiros acerca do acervo hereditário se regulam conforme as regras do condomínio, portanto um dos herdeiros pode livremente alienar suas quotas hereditárias que nenhum dos demais herdeiros nada poderá fazer São ineficazes alienações realizadas sobre qualquer bem da herança considerado individualmente A escritura pública faz parte dos requisitos para a cessão de direitos hereditários Do homem ou da mulher, casados no regime da Comunhão Parcial de Bens, para cessão de direitos hereditários será exigida sempre a outorga do cônjuge, sob pena de anulabilidade do negócio jurídico É lícito ao herdeiro ceder total ou parcialmente sua quota hereditária Explicação: Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública. § 1o Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente. § 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. § 3o Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade. Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto. 3a Questão (MPE-SP 2012/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Em direito das sucessões, constitui a legítima: Na metade dos bens da herança pertencente aos herdeiros necessários. Na exclusão da sucessão do herdeiro ou legatário declarado, por sentença, indigno. No legado recebido, pelo herdeiro necessário, da parte disponível dos bens do testador. Na ordem ocupada pelo cônjuge sobrevivente na sucessão legítima. No direito do herdeiro, em ação de petição de herança, demandar o reconhecimento de seu direito sucessório. Explicação: Vide art. 1847, CC Legítima é a quota indisponível na herança caso existam herdeiros necessários, equivale a 50% do patrimônio do testador, garantido em prol de determinados sucessores legítimos. Assim sendo, toda herança onde haja herdeiros necessários haveráuma quota indisponível, ou seja, a legítima, parte da herança gravada com cláusula de indisponibilidade. 3a Questão (2015/TJ-RS) Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito da disciplina das Sucessões no Código Civil. A sucessão abre-se no lugar onde for registrado o óbito do autor da herança. É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente A herança defere-se como um todo unitário, salvos e forem vários os herdeiros. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da partilha. Explicação: art. 1.791, CC 4a Questão (2016 - UFMT - TJ/MT -Técnico Judiciário) Endel Flôres do Mato Grosso, médico, pecuarista, solteiro, faleceu e deixou 4 filhos adotivos, maiores, solteiros, seus únicos herdeiros, e foi realizada a partilha judicial entre os mesmos. Considerando que a Lei n.º 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil, diz que ¿a herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido...¿ Em relação às dívidas após a partilha, cada herdeiro do falecido só responderá em proporção que na herança lhe coube, excluído o seu patrimônio. n.d.a. só responderá com dez por cento da herança mais vinte por cento do seu patrimônio. responderá com cinquenta por cento do seu patrimônio mais a proporção que lhe coube. responderá com cem por cento do seu patrimônio. Explicação: O herdeiro não responde com seu patrimônio pessoal às dívidas do falecido. 5a Questão (TJ-SE) A respeito do direito das sucessões, assinale a opção correta. Na concorrência entre o cônjuge e os herdeiros do de cujus, deve ser reservada a quarta parte da herança para o sobrevivente no caso de filiação híbrida. Existindo interesse público, o MP tem legitimidade para promover ação, com vistas à declaração da indignidade de legatário. Não há previsão, no Código Civil brasileiro, para a realização de testamento vital. O cônjuge que, nos autos do inventário, renunciar ao direito real de habitação, perde o direito de participação na herança. A instituição de cláusula revocatória invalida o testamento Explicação: Existindo interesse público, o MP tem legitimidade para promover ação, com vistas à declaração da indignidade de legatário. 6a Questão Assinale a alternativa incorreta: O prazo de abertura da sucessão é de 2 meses, na forma do art. 611 do CPC/15. O co-herdeiro poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, sem anuência dos demais, por se tratar de direito próprio. Os herdeiros recebem a herança como um todo unitário formando um condomínio sobre os bens; A sucessão é regulada pela lei vigente ao tempo da abertura da sucessão; A cessão de direitos hereditários pode ser realizada através de escritura pública com conhecimento prévio do juiz de inventário; Explicação: Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto. 7a Questão (TJRS - FAURGS 2016) Assinale a alternativa CORRETA a respeito do direito das sucessões no Código Civil. A incapacidade superveniente do testador invalida o testamento, e o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o coerdeiro, não pode ser objeto de cessão por escritura pública. O herdeiro necessário, a quem o testador deixar a sua parte disponível, ou algum legado, perde o direito à legítima. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando o valor dos bens herdados. Somente as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão legitimam-se a suceder. Explicação: Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos bens herdados. 8a Questão (2010 ¿ FCC - MPE-SE) A respeito da vocação hereditária, é INCORRETO afirmar: Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas com vida no momento da abertura da sucessão. Legitimam-se a suceder as pessoas já concebidas no momento da abertura da sucessão. É lícita a deixa ao filho do concubino, quando também o for do testador. Pode ser nomeado legatário do testador o cônjuge da pessoa que, a rogo, escreveu o testamento. Na sucessão testamentária, podem ser chamadas a suceder, dentre outras, as pessoas jurídicas. Explicação: Art. 1.801. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários: I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos; II - as testemunhas do testamento; III - o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos; IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento. 7a Questão Sobre a sucessão em geral é incorreto afirmar: Do enunciado anterior pode-se concluir que existe a sucessão inter vivos e a sucessão causa mortis; A Constituição brasileira não garante a herança, deixando essa incumbência para o código civil; O de cujus é considerado autor da ação de inventário e partilha. A sucessão pode ser entendida, em sentido amplo, como ato pelo qual uma pessoa substitua outra na titularidade de bens determinados. No Direito das Sucessões a palavra é empregada em sentido estrito para designar a sucessão decorrente da morte de alguém; O termo de cujus deriva da expressão latina: de cujus sucessione agitur, que significa: aquele de cuja sucessão se trata; Explicação: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXX - é garantido o direito de herança; 8a Questão (IESES 2012/TJ-RO TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) Assinale a alternativa correta: O herdeiro indigno pode ser reabilitado pelos demais coerdeiros; Se o herdeiro foi autor de homicídio doloso em relação ao cônjuge do autor da herança, será considerado indigno; Somente herdeiros necessários podem ser considerados indignos; As causas de indignidade não se aplicam a deserdação. Não é possível a deserdação de descendentes, nem por testamento; Explicação: Art. 1814, CC 1a Questão (MPE/SP 2010 - VUNESP - Analista de Promotoria I) Considere as afirmações seguintes: I. tanto o instituto da indignidade quanto o da deserdação procuram afastar da herança aquele que a ela não faz jus, em razão de reprovável conduta que teve em relação ao autor sucessionis, ou, ainda, contra seu cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente; II. a pena de indignidade é cominada pela própria lei, nos casos expressos que enumera, ao passo que a deserdação repousa na vontade exclusiva do de cujus que a impõe ao culpado, em ato de última vontade, desde que fundada em motivo legal; III. somente a autoria em crime de homicídio doloso, tentado ou consumado contra o autor da herança, pode afastar o herdeiro da sucessão. Está correto o contido em: I, apenas. II e III, apenas. I e II, apenas. I e III, apenas. I, II e III. 2a Questão (Questão 7 7º Exame OAB-RJ) A aquisição da propriedade dos imóveis que integram a herança pelos herdeiros legítimos se dá: Com o trânsito em julgado da sentença que homologa a partilha; Com a abertura da sucessão, pelo direito hereditário. Quando concluído o inventário; Com oregistro do formal de partilha nos Cartórios do Registro de Imóveis competentes; Explicação: Art. 1.784 CC. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Princípio de origem francesa, pelo qual se estabelece que a posse dos bens do "de cujus" se transmite aos herdeiros, imediatamente, na data de sua morte (princípio da saisine). 3a Questão Na sucessão legítima, a aceitação da herança pelo herdeiro: pode ser submetida a termo ou condição. é revogável. pode ser reputada por ineficaz se for verificada a incapacidade sucessória do herdeiro. não é revogável. pode abranger apenas alguns bens ou direitos do acervo hereditário. Explicação:características da aceitação A aceitação é negócio jurídico unilateral, não se admite aceitação por termo ou condição. A aceitação tem que ser total (Art. 1808, CC) irretratabilidade e anulação da aceitação Realizada a aceitação da herança, esta se torna definitiva, logo, não há que se falar em retratação ou revogação. A anulação é admissível quando ficar comprovado que quem aceitou não é herdeiro. Nestes casos, anula-se a aceitação e devolve o bem ao verdadeiro herdeiro, mas se a partilha já houver sido realizada cabe apenas ação de petição e herança. Exemplo: Um ascendente foi chamado à sucessão e aceita a herança, mas depois verifica-se que existe um descendente vivo que possui direito à totalidade da herança, conforme ordem de vocação hereditária. 5a Questão Acerca da aceitação é incorreto afirmar que: A aceitação produz efeito "ex tunc", retroagindo à data da abertura da sucessão, para ratificar os efeitos produzidos pelo princípio da saisine Embora a aceitação seja ato indivisível, o herdeiro a quem também forem testados legados, poderá renunciar a estes, aceitando a herança, ou vice versa A aceitação é irrevogável A aceitação expressa se dá por declaração escrita A aceitação tácita se dá quando o interessado em que o herdeiro declare se aceita, ou não, a herança, requer ao juiz prazo razoável, não superior a 30 dias, para que o herdeiro se pronuncie, sob pena de haver a herança por aceita Explicação: Questão que visa aferir a compreensão do tema Aceitação da Herança. 6a Questão Assinale a alternativa incorreta: A renúncia da herança deve ser feita por instrumento público ou termo judicial A aceitação da herança pode ser expressa ou tácita O herdeiro pode aceitar legado e renunciar herança e vice-versa Não se pode aceitar herança sob condição A renúncia da herança pode ser expressa ou tácita Explicação: Art. 1.805. A aceitação da herança, quando expressa, faz-se por declaração escrita; quando tácita, há de resultar tão-somente de atos próprios da qualidade de herdeiro. Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. Art. 1.808. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte, sob condição ou a termo. Art. 1.808. § 1o O herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, renunciando a herança; ou, aceitando-a, repudiá-los. Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 7a Questão (DPE-GO/ DEFENSOR PÚBLICO) A respeito do Direito das Sucessões, e de acordo com o ordenamento jurídico pátrio, a deixa de bens ou direitos ao filho do concubino é ilícita, ainda quando seu pai for o próprio testador. a renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou privado ou de termo judicial. as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão são expressamente legitimadas a suceder. a sucessão e a legitimação para suceder são reguladas pela lei vigente ao tempo do nascimento do sucessor. a ação de petição de herança, quando exercida por um só dos herdeiros, só compreenderá os bens que lhe couber. Explicação:as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão são expressamente legitimadas a suceder. 8a Questão Lucrécia é nascida na cidade de Cerro Azul, lugar onde escolheu para se estabelecer e residir durante toda a vida. Ali se criou, foi eleita prefeita, sendo empresária e fazendeira, tendo criado também os 3 filhos(as). Atualmente os filhos(as) moram todos na capital do Estado, que fica a 500 quilômetro de distância de Cerro Azul. Mas Lucrécia envelheceu e morreu, conforme a ordem natural das coisas. Na verdade Lucrécia permaneceu na Capital, hospedada por 6 meses na casa da filha, em tratamento médico, mas ao final não resistiu. Nesse caso: Se Lucrécia não deixou testamento, ou se eventual testamento for julgado nulo ou caduco, a totalidade da sua herança será transmitida aos herdeiros legítimos, entretanto, se ela tiver lavrado testamento apenas abrangendo parte dos seus bens disponíveis, somente a parte da herança não abrangida pelo testamento será destinada aos herdeiros legítimos. O processo de inventário da herança de Lucrécia será aberto na Capital, pois todos os seus herdeiros residem nesta capital e não faz sentido eles terem que se deslocar para cidade tão distante para praticar atos processuais naquela localidade. Abre-se a sucessão no prazo de 2 (dois) meses, conforme art. 611 do CPC, que revogou o prazo de 30 dias constante do Código Civil. A sucessão de Lucrécia abrir-se-á no prazo de 30 dias, conforme prevê o Código Civil. O processo de inventário da herança de Lucrécia será aberto na Capital, pois foi aqui onde ocorreu o seu falecimento e onde foi lavrada sua certidão de óbito. Explicação: Trata-se situação problema, por meio do qual o professor visa aferir se o aluno domina o conceito de DOMICÍLIO e, nesse caso, associando-se com o local de abertura da sucessão, o tempo para abertura da sucessão e ainda as espécies de sucessores, especialmente os herdeiros legítimos e sua quota necessária da herança. 1a Questão Aos setenta anos de idade, Roberto, viúvo, com três filhos maiores, sendo um deles incapaz, pretende firmar testamento a fim de dispor, após sua morte, dos bens de que é proprietário. Nessa situação, Roberto só poderá dispor, no testamento, de até vinte e cinco por cento de seus bens. a sucessão testamentária depende da anuência dos filhos capazes e do representante legal do incapaz. a idade de Roberto não é fato impeditivo para firmar testamento. a sucessão testamentária só poderá ser realizada mediante testamento público. existência de filho incapaz impede a sucessão testamentária. Explicação: Não existe um limite de idade para que se possa fazer um testamento, o que se exige para a prática deste ato, ou de qualquer outro praticado em cartório, é que a parte (testador) esteja lúcida, absolutamente ciente do ato que está praticando naquela serventia. 2a Questão (OAB/SP) Não comporta condição o ato mútuo. de aceitação ou de repúdio a herança. de doação. de compra e venda. Explicação: Art. 1.808,CC; Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte, sob condição ou a termo. § 1o O herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, renunciando a herança; ou, aceitando-a, repudiá-los. § 2o O herdeiro, chamado, na mesma sucessão, a mais de um quinhão hereditário, sob títulos sucessórios diversos, pode livremente deliberar quanto aos quinhões que aceita e aos que renuncia. 3a Questão 5) Com relação à herança, identifique (V) para Verdadeiro e (F) para Falso e assinale a alternativa correta. ( ) Até que seja efetivada a partilha a herança é considerada uma universalidade de direito. ( ) A transmissão da herança ocorre no exato momento do falecimento. ( ) A transmissão da herança é a transferência abstrata do acervo. ( ) A herança é um todo unitário e indivisível. ( ) Os coerdeiros são considerados condôminos e, por isso, à herança, são aplicadas as regras referentes aos condomínios.( ) Até a partilha, a herança é considerada um condomínio forçado entre os coerdeiros. ( ) O herdeiro nunca responderá por encargos superiores às forças da herança . d) Duas alternativas são falsas e as demais são verdadeiras. e) Apenas uma alternativa é falsa e as demais são verdadeiras. b) Todas as alternativas são verdadeiras. a)Todas as alternativas são falsas. c) Três alternativas são falsas e as demais são verdadeiras. Explicação: Aplicação das regras gerais da ordem de vocação hereditária. 4a Questão Um condenado faleceu e deixou como herança R$ 30.000 para seu filho, seu único herdeiro. Contudo, a sentença criminal pela qual o falecido foi condenado, além de determinar a pena privativa de liberdade, cumprida parcialmente em razão da morte, determinava a reparação do dano causado, no valor de R$ 50.000. Nessa situação hipotética, a obrigação de reparar o dano poderá ser: anulada, bem como extinta a pena privativa de liberdade. transferida ao herdeiro, que deverá saldá-la no valor integral previsto na sentença de condenação de seu pai. estendida ao herdeiro, que deverá saldá-la até o limite do patrimônio transferido. extinta, pois se trata de pena personalíssima e intransferível. executada contra o herdeiro pelo valor integral previsto na sentença, se ficar provado que ele renunciou à herança para fraudar credores. Explicação: Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos bens herdados. 5a Questão Sobre a classificação e características da herança é incorreto afirmar que: O direito à sucessão aberta é considerado pelo legislador brasileiro como imóvel. O coerdeiro tem direito de preferência na aquisição da quota cedida a estranho. Os coerdeiros são considerados condôminos até a partilha. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão que disponha o coerdeiro pode ser objeto de cessão e será feito por escritura pública ou por termo nos autos. O herdeiro não pode alienar ou ceder a sua quota parte na herança antes da partilha. Explicação: O herdeiro pode realizar a venda antecipada de sua cota parte através de cessão de direitos hereditários. 6a Questão (PGE/PE - 2009) Acerca da disciplina jurídica da sucessão legítima e testamentária, assinale a opção correta. Podem ser nomeados legatários o concubino do testador casado, bem omo o filho de ambos. A declaração de vacância da herança, em razão da não identificação de herdeiros, determina a incorporação da herança ao patrimônio do estado federado onde faleceu o autor da herança. Na sucessão testamentária, podem ser chamados a suceder os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que estas estejam vivas ao abrir-se a sucessão. A renúncia à herança pode ser tácita, tendo eficácia a partir do momento em que for exarado a declaração de vontade informal. No casamento, diante da ausência de descendentes ou ascendentes, defere-se a herança ao cônjuge sobrevivente em concorrência com os colaterais. Explicação: Aplicação dos arts. 1798 e 1799 do CC. 7a Questão Assinale a incorreta. O droit de saisine, originariamente, no direito francês, considera fundamental o momento da morte do de cujus. O fato jurídico morte desencadeia uma série de atos a serem praticados para formalização e efetivação da sucessão, os quais serão exercitados por meio do inventário, procedimento necessário para o exercício do direito sucessório. O momento da transmissão da herança é o exato momento do falecimento que gera a transferência abstrata do acervo hereditário. O direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel. O droit de saisine, embora considerado uma ficção jurídica, coincide com o momento da abertura do inventário. Explicação: O droit de saisine, embora considerado uma ficção jurídica, coincide com o momento da abertura do inventário. 8a Questão Sobre aceitação e renúncia é incorreto afirmar que: Aceitação e renúncia são duas faces de uma mesma moeda, isto é, ao herdeiro só é ofertada a possibilidade de aceitar ou renunciar, não admitindo nem aceitação, nem renúncia parciais, sob condição ou a termo; admite-se, todavia, que o herdeiro a dois títulos aceite suceder por um deles, renunciando ao outro, ou sendo ao mesmo tempo herdeiro e legatário, aceite um e renuncie ao outro direito. A cessão gratuita, pura e simples da herança aos demais herdeiros implica em aceitação presumida. A renúncia produz efeito ex tunc, retroagindo à data da abertura da sucessão e revogando a presunção de posse e propriedade da herança preconizada pelo Princípio da Saisine. A aceitação pode ser realizada por três modos, a saber, expressa, tácita ou presumida, ao passo que a renúncia só admite a forma expressa. Se o herdeiro renunciar à herança na tentativa de provocar prejuízo aos seus credores, estes poderão, com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante, até o limite do que for necessário para satisfazer seus créditos, valendo a renúncia quando ao restante. Explicação: A questão visa aferir se o aluno apresenta domínio sobre requisitos e efeitos da renúncia a aceitação da herança. 7a Questão A herança é considerada frutos de bens principais. bem indivisível. bem móvel por determinação legal. universalidade de direito. bem móvel por antecipação. Explicação: universalidade de direito.- Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico Universalidade de direito ¿ é o conjunto de bens singulares, tangíveis ou não, a que uma ficção legal, com o intuito de produzir certos efeitos, dá unidade individualizada. Pelo teor do art. 91 do CC há um complexo de relações jurídicas de uma pessoa, dotadas de valor econômico. São exemplos: o patrimônio, a herança de determinada pessoa, o espólio, a massa falida, entre outros conceitos estudados como entes despersonalizados no capítulo anterior. 8a Questão Possuem legitimação para suceder em determinada herança, exceto: As pessoas já concebidas à época da abertura da sucessão do autor da herança As pessoas jurídicas contempladas pelo autor da herança A concubina do testador casado, desde que possua filho(s) comum(ns) com o falecido As pessoas jurídicas cuja constituição for determinada em testamento, com capital instituído pelo testador, sob a forma de fundação As pessoas nascidas e vivas à época da abertura da sucessão do de cujus Explicação: Questão que visa aferir a compreensão de quem são as pessoas que possuem legitimidade para suceder. 1a Questão No que se refere a sucessões, considere: I. O herdeiro responde por encargos até as forças da herança, cabendo ao credor a prova de que inexiste excesso. II. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da partilha. III. O direito à sucessão aberta pode ser objeto de cessão por escritura pública. IV. Tem-se como não verificada a transmissão quando o herdeiro renuncia à herança. Está correto o que se afirma em: I, II, III e IV. I e IV apenas. II e III apenas. III e IV apenas. I e II apenas. Explicação: Vide arts. 1792; 1787; 1793 e 1784, CC 4a Questão O direito à sucessão aberta considera-se, para os efeitos legais: Imóvel, independente se os bens da herança são móveis ou imóveis. Imóvel, se todos os bens da herança forem imóveis. Semovente se os bens da herança forem todos móveis. Móvel se os bens da herança forem todos móveis. Móvel, independente se os bens da herança são móveis ou imóveis. Explicação: Art. 80 C.C Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reaissobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. A herança é uma universalidade de direito. Até a partilha todos os herdeiros encontram-se frente ao espólio como condôminos, ou seja, possuidores e proprietários de uma cota ideal, abstrata, que só se materializará (ou concretizará) no momento da partilha. O estado de indivisão, decorrente da abertura da sucessão, desaparece via inventário que, minucioso e exato, faz conhecer o complexo de bens transmitido pelo de cujus aos herdeiros. Ele garante a igualdade de quinhões, prepara a partilha e põe fim ao estado condominial. 6a Questão Sobre os efeitos da indignidade, assinale a alternativa incorreta. Bens ereptícios são os bens que retornam ao acervo sucessório do autor da herança quando o herdeiro é considerado indigno. A morte de um dos descendentes aquinhoados não restabelece o direito sucessório do indigno. Quem recebeu por adiantamento de herança não perde esses bens, mesmo que venha a ser considerado indigno. O indigno tem direito à indenização das despesas efetuadas com a conservação do patrimônio. Embora sejam pessoais os efeitos da indignidade eles alcançam o cônjuge se o indigno for casado. Explicação: Quem recebeu por adiantamento de herança não perde esses bens, mesmo que venha a ser considerado indigno. 7a Questão No direito sucessório brasileiro, é incorreto afirmar: A aceitação e a renúncia são irrevogáveis. A aceitação da herança pode ser tácita ou expressa, mas a renúncia deve ser, sempre, expressa. Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a herança, o direito de aceitar transmite-se aos seus herdeiros. O coerdeiro não pode ceder sua quota hereditária à pessoa estranha à sucessão, se outro coerdeiro a quiser, nas mesmas condições. Se o herdeiro falecer antes de declarar se aceita a herança, tem-se ela por aceita. Explicação: Art. 1.809. Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a herança, o poder de aceitar passa-lhe aos herdeiros, a menos que se trate de vocação adstrita a uma condição suspensiva, ainda não verificada. Parágrafo único. Os chamados à sucessão do herdeiro falecido antes da aceitação, desde que concordem em receber a segunda herança, poderão aceitar ou renunciar a primeira. 8a Questão Na ordem de vocação hereditária, os colaterais: são herdeiros necessários, até o terceiro grau. não são herdeiros necessários, nem, tampouco, facultativos, podendo ser contemplados, tão somente, por meio de testamento. são herdeiros facultativos, até o quarto grau. são herdeiros necessários, até o sexto grau. são herdeiros facultativos, até o segundo grau. Explicação: Art. 1.839. Se não houver cônjuge sobrevivente, nas condições estabelecidas no art. 1.830, serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau. 1a Questão São características da aceitação da herança, EXCETO Pode ser exercida por tutor ou curador Ato irrevogável Ato divisível Ato irretratável Independente da anuência dos demais herdeiros Explicação: Art. 1.808. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte, sob condição ou a termo. 2a Questão A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, pondo a lei a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro mas se pode aquinhoar em testamento a prole eventual, de quem já for concebido no momento da abertura da sucessão do testador. porém, na sucessão testamentária, podem ser chamados a suceder os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão por isto não se pode beneficiar em testamento pessoa não concebida até a morte do testador. por isto o natimorto também adquire personalidade jurídica, transmitindo os bens que herdar para sua mãe o qual, porém, não herdará os bens do pai, se este morrer antes de seu nascimento. Explicação: No Código Civil brasileiro adota-se, de acordo com a corrente majoritária, o critério natalista, segundo o qual a personalidade jurídica só é adquirida com o nascimento com vida. Sendo assim, o nascituro só adquirirá a personalidade jurídica, ou seja, só poderá titularizar direitos, se nascer com vida. Se acaso o pai falecesse antes do nascimento do nascituro, o CC estabele em seu art. 1.798 que "legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão", assim, a própria lei assegura esse direito ao nascituro. 3a Questão (FCC 2014/DPE-PB DEFENSOR PÚBLICO)Francisco faleceu deixando R$ 10.000,00 em dívidas no Banco Bom Pagador e R$ 8.000,00 em bens. A partilha foi feita, em partes iguais, a seus 4 filhos. Realizada a partilha, o Banco Bom Pagador ajuizou ação de cobrança contra os filhos de Francisco, que: respondem, solidariamente, até R$ 8.000,00. respondem, individualmente, até o montante de R$ 2.000,00 cada. respondem, individualmente, até o montante de R$ 2.500,00 cada. respondem, solidariamente, até R$ 10.000,00. não respondem pelas dívidas deixadas pelo pai, cuja personalidade se extinguiu com o falecimento. Explicação: Vide arts. 1792 e 265, CC 4a Questão (2007 ¿ EJEF - TJ-MG) Os herdeiros poderão ceder seus direitos hereditários, seja a herança formada por bens móveis ou imóveis. Neste caso, por determinação legal, é CORRETO dizer que podem fazê-lo: no auto de partilha. por instrumento particular por escritura pública. N.R.A. por petição nos autos do inventário. Explicação: Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública. 5a Questão A sucessão da pessoa natural ocorre com : D-a finalização do inventário. B-a morte do sucedido. E- fechamento do inventário. a-o testamento. C-a abertura do inventário. Explicação: Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. 6a Questão (IESES 2012/TJ-RO TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)Assinale a alternativa correta: O herdeiro indigno pode ser reabilitado pelos demais coerdeiros; Se o herdeiro foi autor de homicídio doloso em relação ao cônjuge do autor da herança, será considerado indigno; As causas de indignidade não se aplicam a deserdação. Somente herdeiros necessários podem ser considerados indignos; Não é possível a deserdação de descendentes, nem por testamento; Explicação: Art. 1814, CC 7a Questão João sofreu acidente em 01/02/2000 e ficou internado até seu falecimento, que ocorreu em 01/02/2001. Seu hereiros iniciaram seu inventário em 26/02/2016, que foi finalizado em 24/05/2018. Será aplicável à sucessão de João a lei vigente em qual data? 01/02/2000 26/02/2016 24/05/2018 01/02/2001 Nenhuma das datas anteriores Explicação: Nos termos do art. 1.787 do Código Civil, a lei aplicável à sucessão é aquela vigente no momento da abertura da sucessão. ¿Art. 1.787. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da abertura daquela.¿ Lembrando que pelo princípio de Saisine (previsto no art. 1784 do Código Civil), no exato momento da morte do autor da herança ocorre a abertura da sucessão, ou seja, ocorre a transmissão do seu patrimônio aos seus herdeiros e legatários. Ainda que a transmissão do domínio só se concretize tempos depois, a sua eficácia será retroativa ao momento da morte, que se chama momento da abertura da sucessão. 8a Questão A renúncia da herança: é irrevogável e deve constar de instrumento público ou termo judicial. Opera efeitos em face da Fazenda Pública por ser feita por instrumento público. é revogável e deve constar de instrumento público, instrumento particular ou termo judicial.é irrevogável e deve constar de instrumento público, instrumento particular ou termo judicial. é revogável e deve constar de instrumento público ou termo judicial. Explicação: Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 1a Questão (2016/SEGEP-MA) Sérgio, domiciliado durante toda a vida em São Luís, faleceu, em um acidente de trânsito em Bacabal, em 20 de outubro de 2014. Seu inventário foi aberto em 19 de dezembro de 2014 e a partilha de seus bens foi homologada em 15 de março de 2015. De acordo com o Código Civil, a herança de Sérgio foi transmitida a seus herdeiros no momento da sua morte, em 20 de outubro de 2014, e sua sucessão será aberta no local de seu último domicílio, São Luís. homologação da partilha, em 15 de março de março de 2014, e sua sucessão será aberta no local do falecimento, Bacabal. sua morte, em 20 de outubro de 2014, e sua sucessão será aberta no local do falecimento, Bacabal. homologação da partilha, em 15 de março de 2014, e sua sucessão será aberta no local de seu último domicílio, São Luís. abertura do inventário, em 19 de dezembro de 2014, e sua sucessão será aberta no local do falecimento, Bacabal. Explicação: Trata-se do princípio da saisine, que estabelece que a herança se transmite assim que ocorre o evento morte. (Código Civil: Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários.) Será em São Luis por tratar-se do último domicílio de Sérgio. (Código Civil: Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido.) 2a Questão É correto afirmar, acerca de deserdação: Tem causas comuns com a indignidade. Processa-se da mesma maneira que a indignidade. Pode ser automática, comprovando-se o ilícito. Pode ser presumida. Serve para afastar os herdeiros legítimos. Explicação: Art. 1.961. Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima, ou deserdados, em todos os casos em que podem ser excluídos da sucessão. 3a Questão Assinale a alternativa que contém a afirmação correta em relação ao assunto indicado: Direito das Sucessões. Na sucessão universal, o direito de propriedade imobiliária transmite-se quando do registro dos formais de partilha no Ofício do Registro de Imóveis. O testador não pode, mesmo justificando, estabelecer cláusula de impenhorabilidade sobre os bens da legítima. Conforme regra expressa do Código Civil, são herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes, os cônjuges e os companheiros. O prazo de decadência para anular disposição testamentária inquinada de coação é de quatro anos, contados de quando o interessado tiver conhecimento do vício. O direito de representação, no direito sucessório, dá-se apenas na linha reta descendente e ascendente. Explicação: De acordo com Art. 1909 do Código Civil - Lei 10406/02 . 4a Questão (Juiz Estadual - TJ/PI - CESPE/UNB - 2007) Quanto ao direito das sucessões, assinale a opção correta: Considera-se aberta a sucessão no lugar do falecimento do autor da herança ou, quando este é desconhecido, no lugar onde se encontrar a maior parte dos bens a serem inventariados. O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Considere que o autor de uma herança seja casado pelo regime da separação de bens e não tenha deixado descendentes, deixando o cônjuge sobrevivente, e como ascendentes, os pais e a avó materna. Nessa hipótese, serão chamados a suceder os ascendentes, por direito próprio, e a herança será divida em três partes iguais. O pacto sucessório é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois é nulo de pleno direito o contrato que tenha por objeto os bens do espólio. Ademais, a herança é direito indivisível, e os bens que a constituem são uma universalidade, por isso, os herdeiros não poderão validamente fazer qualquer convenção quanto aos bens da herança enquanto não for ultimado o inventário. Havendo herdeiros legítimos, o autor da herança poderá dispor por testamento da metade de seu patrimônio, a chamada parte disponível, pois a outra parte, a legítima, será necessariamente entregue a esses herdeiros, desde que não haja cláusula testamentária de deserdação. Explicação: O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. 5a Questão Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda do Município onde se encontrarem, que os administrará, até que seja declarada a vacância e incorporados definitivamente ao seu patrimônio. consideram-se de herança jacente, da qual são excluídos os herdeiros colaterais e os necessários que não se habilitarem no prazo de um ano, a partir da abertura da sucessão, findo o qual a herança se considerará vacante e incorporada ao patrimônio do Município em que os bens se encontrarem. serão declarados vacantes, tendo os possíveis herdeiros de se habilitar no prazo de cinco anos, a partir da abertura da sucessão, findo o qual passarão ao patrimônio do Município em que se encontrarem. ficarão sob a guarda e administração de um curador até sua entrega ao sucessor, devidamente habilitado, ou à declaração de sua vacância. passarão imediatamente ao patrimônio do Município em que se encontrarem, que os manterá sob a condição resolutiva do aparecimento de herdeiros, pelo prazo de dez anos. Explicação: art. 1.819 do CC. 6a Questão ENADE 2009 Helena da Silva era uma mulher que não tivera oportunidade de concluir o ensino básico. Mas, em razão do destino, veio a conhecer John Look, divorciado há 20 anos, homem rico e bem-sucedido, que, em pouco tempo, se casou com Helena, na esperança de viver um grande amor com a consorte que conhecera no Rio de Janeiro. Logo após o casamento, o casal passeou por diversas capitais do país, entre as quais Recife, Maceió e Salvador. Infelizmente, John Look, em uma visita a seu país, dois meses depois, veio a falecer. No Brasil, o de cujus deixou um pequeno apartamento que deveria partilhar com a ex-mulher, do primeiro casamento. Entretanto, Helena soube que a lei do país de John, diferentemente do Brasil, incluía na sucessão ex-cônjuges separados há mais de 10 anos. Considerando o inciso XXXI do artigo 5º da Constituição brasileira, que dispõe que a sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus, é CORRETO afirmar que a sucessão deve obedecer às leis do Brasil, uma vez que o casamento foi realizado sob as leis brasileiras. a sucessão deverá ser regida pela lei brasileira, uma vez que seria mais favorável à Helena. a sucessão deve excluir qualquer pretensão de Helena e beneficiar a ex-cônjuge do de cujus, em razão de o óbito ter ocorrido no exterior. a sucessão deve observar as leis do país do de cujus, independentes de serem ou não mais favoráveis à Helena. a sucessão deve ser regulada pelo direito internacional de um país neutro, uma vez que há conflito de competência. 7a Questão Sobre casos passíveis de aceitação da herança de forma indireta, assinala a alternativa incorreta: Os credores, até o montante do crédito, podem aceitar a herança pelo devedor herdeiro. O tutor e o curador poderão aceitarheranças, legados ou doações, pelo tutelado e pelo curatelado, quando as julgar benéficas ao seu tutelado ou curatelado. Os sucessores do herdeiro podem aceitar por ele, se falecer antes de declarar se aceita ou não a sucessão. O mandatário ou o gestor de negócios também podem aceitar herança ou legado, representando o herdeiro. Explicação: Na administração do patrimônio e da renda do interditado, o curador deverá sempre requerer autorização judicial para: 1. pagar as dívidas do interditado que não sejam as mensais e ordinárias, pois essas dispensam autorização judicial; 2. aceitar por ele heranças, legados ou doações, ainda que com encargos; 3. transigir ou fazer acordos em nome do interditado; 4. vender os bens móveis, cuja conservação não for conveniente, e os imóveis, nos casos em que houver manifesta vantagem ao interditado; 5. propor em juízo as ações necessárias à defesa dos interesses do interditado e promover todas as diligências a bem desse, assim como defendê-lo nos processos contra ele movidos. 8a Questão (Juiz de Direito/MG/2006) ¿ Conforme disposto no Código Civil, quando o herdeiro prejudicar o seu credor, renunciando à herança, é CORRETO afirmar que o credor poderá: Habilitar seu crédito a qualquer tempo, a partir do conhecimento de renúncia. Aceitar a herança em nome do renunciante, mediante a autorização judicial; Nenhuma das alternativas Exigir do espólio o pagamento da dívida do herdeiro renunciante. Exigir dos demais herdeiros, quando houver, o pagamento da dívida, na proporção do que lhes couber na herança: Explicação: Com o objetivo de evitar que o herdeiro renuncie à herança para prejudicar seus credores, o Código Civil estabelece que o credor poderá, com autorização judicial aceitá-la em nome do herdeiro renunciante. "Art. 1.813. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando à herança, poderão eles, com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante." 1a Questão (133º EXAME OAB/SP) No caso de sucessão causa mortis, das classes de pessoas citadas, não comporá aquela dos 'herdeiros necessários': o cônjuge do sucedido. os irmãos do sucedido. o filho adotivo do sucedido. os pais do sucedido. Explicação: Art. 1845, CC 2a Questão Podem ser legatários: as testemunhas do testamento pessoas físicas e jurídicas. o tabelião, civil ou militar, que fizer ou aprovar o testamento. quem, a rogo, escreveu o testamento. as pessoas interpostas Explicação: Nem o Código Civil e nem o CPC impõem restrições às pessoas jurídicas. 3a Questão Assinale a incorreta. São incapazes de suceder: animais e objetos (coisas). Animais não têm legitimidade para suceder, embora permita-se impor ao herdeiro testamentário o encargo de cuidar de um animal. Até que seja efetivada a partilha, a herança é considerada uma universalidade de direito, todo unitário e indivisível. Também podem ser chamadas à sucessão as pessoas jurídicas em geral (associações, sociedades empresárias, etc.). O herdeiro responde ultra vires hereditatis, obrigando-se aos débitos (herança negativa) deixados pelo de cujus, mesmo que existam encargos superiores às forças da herança (norma do art. 1.792, CC). São capazes de suceder: as pessoas nascidas ou já concebidas (nascituros - eficácia da vocação depende do nascimento com vida - art. 1.800, §3o., CC) no momento da abertura da sucessão e que o herdeiro ou legatário sobreviva ao de cujus (princípio da coexistência Explicação: O herdeiro responde ultra vires hereditatis, obrigando-se aos débitos (herança negativa) deixados pelo de cujus, mesmo que existam encargos superiores às forças da herança (norma do art. 1.792, CC). 4a Questão (2016/TJ-MG) Supondo que A seja órfão de pais, solteiro, sem descendentes e venha a falecer, deixando vivos seus avós paternos e seu avô materno, marque a opção correta, quanto à sucessão dos ascendentes. Não há direito de representação na linha ascendente, ficando 50% para a linha materna e 50% para a linha paterna. Não há direito de representação na linha ascendente, ficando 33,33% para os avós em linhas iguais. Há direito de representação na linha ascendente, ficando 50% para a linha materna e 50% para a linha paterna. Será por estirpe, ficando 33,33% para os avós em linhas iguais. Explicação: Se não há testamento, a sucessão é legítima e os titulares da herança são as pessoas indicadas no art. 1829 do CC. 5a Questão No tocante à indignidade sucessória e deserdação, assinale a alternativa correta: são pessoais os efeitos da exclusão por indignidade, de forma que os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. o direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário indigno extingue-se em dois anos, contados da abertura da sucessão. a deserdação não necessita de um testamento. Não há prazo para demandar a exclusão do herdeiro ou legatário indigno. a indignidade sucessória e a deserdação alcançam qualquer classe de herdeiro (necessário ou facultativo). Explicação:Art. 1.816 do Códigocivil: São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. 6a Questão Herança jacente é aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de testamento público. aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros. o reconhecimento por sentença de que não há bens, mas apenas herdeiros, sendo que não tem personalidade jurídica nem é patrimônio autônomo sem sujeito. aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de disposição de última vontade, por meio de testamento particular. aquela em que o de cujus deixou bens, mas não deixou testamento, sendo que não há conhecimento da existência de algum herdeiro. HERANÇA JACENTE = Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. 7a Questão Sobre a sucessão em geral é incorreto afirmar: A Constituição brasileira não garante a herança, deixando essa incumbência para o código civil; O de cujus é considerado autor da ação de inventário e partilha. O termo de cujus deriva da expressão latina: de cujus sucessione agitur, que significa: aquele de cuja sucessão se trata; Do enunciado anterior pode-se concluir que existe a sucessão inter vivos e a sucessão causa mortis; A sucessão pode ser entendida, em sentido amplo, como ato pelo qual uma pessoa substitua outra na titularidade de bens determinados. No Direito das Sucessões a palavra é empregada em sentido estrito para designar a sucessão decorrente da morte de alguém; Explicação: CRFB Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXX - é garantido o direito de herança; 8a Questão Sobre a sucessão em geral, assinale a alternativa falsa: O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a aprova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando o valor dos bens herdados Regula a sucessão a lei vigente ao tempo da abertura do processo de inventário A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros Havendo herdeiros legítimos necessários o testador só poderá dispor da metade da herança O direito à sucessão aberta é considerado um bem imóvel para efeitos legais Explicação: A questão visa apurar se o alunodomina o conteúdo acerca do tempo de abertura da sucessão, bem como a indivisibilidade da herança. Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. Art. 1.786. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade. Art. 1.787. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da abertura daquela. Art. 1.788. Morrendo a pessoa sem testamento, transmite a herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto aos bens que não forem compreendidos no testamento; e subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar, ou for julgado nulo. Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles; III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança; IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança. 1a Questão Abre-se a sucessão: No momento em que primeiro juiz tomar conhecimento do pedido de abertura da sucessão, tornando-se este o juízo prevento para processar aquela herança Se a sucessão for totalmente testamentária, no momento da leitura do testamento para identificar quem serão os herdeiros No exato momento da morte do autor da herança Em, no máximo, 30 dias após o falecimento do autor da herança Em, no máximo, 60 dias após o falecimento do autor da herança Explicação: Princípio da saisine: Art. 1.784 C.C Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. 2a Questão Considerando o que dispõe a lei civil com relação à sucessão em geral, à sucessão legítima e à testamentária, assinale a única alternativa INCORRETA: Até a partilha, o direito dos coerdeiros, quanto á propriedade e à posse da herança, será indivisível, e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. Aberta a sucessão pelo ajuizamento da ação de inventário, a herança transmite-se por sentença que homologa a partilha de bens aos herdeiros legítimos e testamentários. Não se admite renúncia parcial, no entanto um herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, repudiando a herança, ou aceitar a herança e renunciar os legados. Morrendo a pessoa sem testamento, transmite a herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto aos bens que não forem compreendidos no testamento; e subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar, ou for julgado nulo. A aceitação da herança, uma vez manifestada, não pode ser retratada, embora seja possível a anulação, provando-se vício de consentimento. Explicação: A sucessão é aberta com a morte, na forma do art. 1784 do CC. 3a Questão Joaquim faleceu em 20/9/2010, deixando os filhos Pedro, Antonio e João. João renunciou à herança de seu pai, que não era muito significativa. Em 15/10/2014, faleceu Manoel, pai de Joaquim, pré-morto, de Augusto e de Romeu, sendo, então, seus herdeiros Augusto, Romeu, Pedro, Antonio e João. Todos aceitaram a herança que era polpuda. Nesse caso, herdarão de Manoel: Augusto e Romeu por estirpe; Pedro e Antonio, por cabeça e João nada herdará, sendo ineficaz sua aceitação da herança, porque já renunciara à herança de Joaquim, a quem representaria. Augusto e Romeu por estirpe; Pedro, Antonio e João, por cabeça. Augusto e Romeu por cabeça; Pedro e Antonio, por estirpe e João nada herdará, sendo ineficaz sua aceitação da herança, porque já renunciara à herança de Joaquim, a quem representaria na sucessão de Manoel. somente Augusto e Romeu, porque os herdeiros mais próximos afastam os mais remotos, não sendo eficaz a aceitação da herança pelos netos. Augusto e Romeu, por cabeça; Pedro, Antonio e João, por estirpe. Explicação: Trata-se de questão trabalhando a sucessão legítima de descendentes entre gerações, bem como os efeitos da renúncia. 4a Questão (MPE-RJ 2014/FGV) Em matéria de sucessões, pode-se afirmar que: o quinhão hereditário, no todo ou em parte, não pode ser objeto de cessão por escritura pública; quando não se efetua o direito de acrescer, não se transmite aos herdeiros legítimos a quota vaga do nomeado; a renúncia da herança deve constar expressa e exclusivamente de instrumento público; os efeitos da exclusão do herdeiro indigno se estendem aos seus sucessores. são irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança; Explicação: Os atos de aceitação e renúncia da herança são irrevogáveis por expressa previsão legal contida no artigo 1.812 do Código Civil. 5a Questão Na sucessão legítima, no que concerne ao direito de representação, é INCORRETO afirmar que o direito de representação dá-se na linha reta ascendente e descendente. na linha transversal, somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. o renunciante à herança de uma pessoa poderá representá-la na sucessão de outra. o quinhão do representado partir-se-á por igual entre os representantes. Direito Processual Civil os representantes só podem herdar, como tais, o que herdaria o representado, se vivo fosse. Explicação: GABARITO -o direito de representação dá-se na linha reta ascendente e descendente. errada art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente.Art. 1.853. Na linha transversal, somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. 6a Questão Sobre o direito das sucessões, analise as assertivas abaixo. I. A sucessão se abre no local do óbito do falecido. II. A sucessão regula-se pela lei vigente na época de abertura do inventário. III. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros testamentários. Está correto o que consta de: II e III, apenas. I, II e III. I, apenas. I e II, apenas. III, apenas. Explicação: Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. 7a Questão Acerca da renúncia é incorreto afirmar que: Existe uma parte da doutrina que defende a denominação de ¿renúncia translativa¿ para o ato em que o renunciante indica um favorecido para absorver a herança renunciada, cuja prática, em tese, não deve ser aceita como renúncia, tendo em vista que para indicar o destinatário da herança, antes tem que haver uma aceitação, seguida de uma cessão de direitos hereditários, consistindo em dois atos jurídicos, ainda que consubstanciados em um único documento jurídico Os efeitos da renúncia retroagem à data da abertura da sucessão, negando os efeitos inicialmente produzidos pelo princípio da saisine, uma vez que o renunciante será tido como se jamais tivesse sido sucessor A renúncia é ato personalíssimo, indivisível e irretratável A renúncia, quando visar prejudicar os credores do herdeiro renunciante, poderá ser aceita por estes em nome do renunciante, até o limite do seu crédito, mediante autorização do juiz A renúncia poderá ser expressa, quando emitida por escritura pública ou por termo nos autos, ou presumida, quando se depreender da prática de determinados atos não típicos de quem é dono da coisa Explicação: Questão que visa aferir a compreensão da renúncia da herança e seus efeitos. Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 8a QuestãoQuanto a exclusão da sucessão por indignidade, é correto afirmar que: O herdeiro excluído não terá direito a reclamar indenização pelas despesas de conservação dos bens hereditários. A exclusão do herdeiro opera-se por si só. É admissível a reabilitação do indigno Os descendentes do excluído ficam impedidos sucedê-lo por representação. É excluído da sucessão o herdeiro que praticou crime de lesão corporal seguida de morte, cuja sucessão se tratar. Explicação: Art. 1.818. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder, se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento, ou em outro ato autêntico. Parágrafo único. Não havendo reabilitação expressa, o indigno, contemplado em testamento do ofendido, quando o testador, ao testar, já conhecia a causa da indignidade, pode suceder no limite da disposição testamentária. 1a Questão Quanto a exclusão da sucessão por indignidade, é correto afirmar que: O herdeiro excluído não terá direito a reclamar indenização pelas despesas de conservação dos bens hereditários. Os descendentes do excluído ficam impedidos sucedê-lo por representação. A exclusão do herdeiro opera-se por si só. É admissível a reabilitação do indigno É excluído da sucessão o herdeiro que praticou crime de lesão corporal seguida de morte, cuja sucessão se tratar. Explicação: Art. 1.818. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder, se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento, ou em outro ato autêntico. Parágrafo único. Não havendo reabilitação expressa, o indigno, contemplado em testamento do ofendido, quando o testador, ao testar, já conhecia a causa da indignidade, pode suceder no limite da disposição testamentária. 2a Questão (TJ/PI 2010 - FCC - Assessor Jurídico de Gabinete de Juiz de Entrância Final) João, viúvo, faleceu ontem deixando apenas dois filhos vivos. Antes de seu falecimento, João celebrou testamento público beneficiando em 50% de seus bens o seu neto, filho do seu primogênito, ainda não concebido. Considerando que seu filho mais velho continua vivo no momento da abertura da sucessão, mas o neto mencionado no testamento ainda não foi concebido, este neto: Poderá ser chamado para suceder, porém se decorridos dois anos após a abertura da sucessão, e não for concebido o herdeiro esperado, os bens reservados, salvo disposição em contrário do testador, caberão aos herdeiros legítimos. Não poderá ser chamado para suceder tendo em vista que não foi concebido antes da celebração do testamento. Poderá ser chamado para suceder, por ser o prazo para a sua concepção limitado pelo Código Civil brasileiro em dez anos contados da abertura da sucessão. Poderá ser chamado para suceder, porém se decorridos três anos após a abertura da sucessão, e não for concebido o herdeiro esperado, os bens reservados, salvo disposição em contrário do testador, caberão aos herdeiros legítimos. Não poderá ser chamado para suceder tendo em vista que não foi concebido até a abertura da sucessão. Explicação: Art. 1799, I, CC combinado com Art. 1800, §4º, CC. 3a Questão Em relação à renúncia da herança, NÃO é correto afirmar que é irrevogável não pode ser prévia à abertura da sucessão é admitida parcialmente os atos oficiosos não denotam aceitação de herança somente pode ser feita por instrumento público ou termo judicial Explicação: Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva; Art. 1.812. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança.; Art. 1.806 . A renúnica da herança deve constar expressamente de instrumento público ou term ojudicial; Art. 1.808 . Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte, ou sob condição ou a termo. Art. 1805 § 1o Não exprimem aceitação de herança os atos oficiosos, como o funeral do finado, os meramente conservatórios, ou os de administração e guarda provisória. 4a Questão João, casado com Maria, residente em Volta Redonda, proprietário de imóveis em Copacabana, Cabo Frio e Petrópolis faleceu no dia 20.04.2011 em Resende. O inventário deverá ser aberto em: Capital qualquer local, onde preferir. Petrópolis Cabo Frio Volta Redonda Explicação: Art. 48, CPC 5a Questão Considerando o que dispõe a Lei Civil com relação à sucessão em geral, à sucessão legítima e à testamentária, assinale a alternativa correta. Na sucessão testamentária não podem ser chamadas a suceder as pessoas jurídicas. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará cota equivalente da que cada um daqueles herdar. Aberta a sucessão, a herança transmitese aos herdeiros com a expedição do formal de partilha ou o registro do testamento, conforme se trate de sucessão legítima ou testamentária. Morrendo a pessoa sem testamento, transmitese a herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto a bens não compreendidos no testamento; porém, embora subsista a sucessão legítima, caso julgado nulo o testamento, não subsistirá se vier a caducar, caso em que será promovida a arrecadação legal dos bens. Na sucessão testamentária podem ser chamadas a suceder as pessoas jurídicas. Explicação: Segundo o art. 1.799, II, a pessoa jurídica pode ser contemplada em testamento, para tal deve estar legalmente constituída. 6a Questão Se determinado menor ficar órfão, quem o representará no inventário dos seus pais para fins de aceitação da herança? O Ministério Público O juiz da Vara de Sucessões O avô paterno O tutor que for nomeado judicialmente ou tiver sido designado no inventário dos pais, para o exercício da tutela O curador especial Explicação: Trata de questão destinada a verificar se o discente compreende que o menor, quando órfão, isto é, com a perda do pai e da mãe, necessita de representação para a prática dos atos processuais, neste caso especialmente no processo de inventário, onde é herdeiro dos pais falecidos. Dentro da aceitação da herança esse tópico é abordado como aceitação direta feita por tutor ou curador, mediante prévia autorização judicial. 7a Questão (FCC 2009/DPE-MT/DEFENSOR PÚBLICO)Sobre o Direito das Sucessões, é correto afirmar: A companheira ou companheiro participará da sucessão do outro, quanto a todos os bens adquiridos na vigência da união estável, sendo certo que se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. O coerdeiro, a quem não se der conhecimento da cessão, poderá, depositado o preço, haver para si a quota cedida a estranho, se o requerer até cento e oitenta dias após a transmissão. Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor de um terço da herança. O coerdeiro poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, mesmo que nenhum coerdeiro a queira. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da abertura do testamento ou do início do inventário. Explicação: Vide arts. 1795; 1846; 1787; 1790 e 1794, CC 8a Questão Márcia era viúva e tinha três filhos: Hugo, Aurora e Fiona. Aurora, divorciada, vivia sozinha e tinha dois filhos, Rui e Júlia. Márcia faleceu e Aurora renunciou à herança da mãe. Sobre a divisão da herança de Márcia, assinale a afirmativa correta Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo, Fiona, Rui e Júlia, cabendo a Hugo e Fiona 1/3 da herança, e a Rui e Júlia 1/6 da herança para cada um. Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo, Fiona, Rui e Júlia, em partes iguais, cabendo a cada um 1/4 da herança. . Aurora não pode renunciar à herança de sua mãe, uma vez que tal faculdade não é admitidaquando se tem descendentes de primeiro grau Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo e Fiona, cabendo a cada um metade da herança. Explicação: Na renúncia não existe o exercício do direito de representação uma vez que considera-se que o renunciante nunca tenha existido. Assim, pelo o que dispõe o art. 1811 do CC, não há direito de representação para os herdeiros do renunciante.Art. 1.811. Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua classe, ou se todos os outros da mesma classe renunciarem a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito próprio, e por cabeça. Assim, não havendo mais herdeiros, acresce para os outros da classe subsequente, e tal ato não se dá por representação, mas por direito próprio, porém no caso concreto existem herdeiros da mesma classe do renunciante. 1a Questão Para a cessão de quinhão hereditário a terceiro que não seja herdeiro: não é necessária escritura pública, ainda que a herança seja constituída de bens móveis e imóveis. é necessária escritura pública apenas se a herança se constituir de bens imóveis. é necessária escritura pública no tocante aos bens imóveis, podendo a parte correspondente aos bens móveis ceder-se por instrumento particular. é necessária escritura pública, ainda que a herança se constitua apenas de bens móveis. é necessário termo nos autos, para ratificar a escritura pública ou o instrumento particular pelo qual o negócio foi realizado. Explicação: Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública. § 1o Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente. § 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. 2a Questão (DEFENSOR PUBLICO-MA-FCC-2009) Sobre a vocação hereditária, preceitua o Código Civil: Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura do testamento cerrado. São anuláveis as disposições testamentárias em favor de pessoas não legitimadas a suceder, quando simuladas sob a forma de contrato oneroso, ou feitas mediante interposta pessoa. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários, entre outros, a concubina do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de um ano. Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento do testamento. Explicação: Vide arts. 1798; 1799, I; 1801, III e 1802, CC. 3a Questão A sucessão causa mortis é a transferência, total ou parcial, de herança, por morte de alguém, a um ou mais herdeiros. A transmissão da herança, segundo o artigo 1784 do Código Civil se dá: no momento da morte do de cujus. no momento da partilha. no momento em que o herdeiro sabe da morte do de cujus. no momento em que o herdeiro aceita a herança. no momento da abertura do inventário. Explicação: Com a morte, abre-se a sucessão, o patrimônio hereditário transmite-se imediatamente aos herdeiros legítimos e testamentários (art. 1784). Trata-se do princípio da saisine Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. 4a Questão Sobre o Direito das Sucessões, é incorreto afirmar: As atuais regras normativas do Direito Sucessório, aplicam-se a todas às sucessões abertas a partir da entrada em vigor do atual Código Civil. é lícito a José ceder os direitos que possui na sucessão do seu pai, Joaquim, que já faleceu. Pedro pode nomear como herdeira testamentária uma de suas filhas, não contemplando os demais (filhas) no testamento. os filhos do herdeiro renunciante herdam por representação, e não por direito próprio. A propriedade e a posse dos bens são transmitidas aos herdeiros no momento da abertura da sucessão. Explicação: Art. 1.811 CC Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua classe, ou se todos os outros da mesma classe renunciarem a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito próprio, e por cabeça. 5a Questão (OAB/PR) Assinale a alternativa correta. A sucessão abre-se no lugar do último domicilio do falecido. A sucessão abre-se no lugar da residencia do falecido. A sucessão abre-se no domicílio do herdeiro inventariante. Esssa opção visa proteger os herdeiros. A sucessão abre-se no lugar da resiência ou domicilio do falecido, é opcional por atender a interesses dos herdeiros. Explicação: Trata-se da literalidade do Art. 1.785 do Código Civil: "A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido." 6a Questão Acerca dos excluídos da sucessão e com fundamento no Código Civil de 2002, marque o item CORRETO: A indignidade é o ato de vontade do testador atingindo os herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge sobrevivente), facultativos e os testamentários. O indigno contemplado em testamento do ofendido, quando o testador ao testar, já conhecia a causa da indignidade pode suceder, contudo só pode suceder nos limites das disposições testamentárias. O excluído da sucessão não terá direito a usufruto, mas a lei o beneficia na administração dos bens que a seus sucessores couberem na herança. A deserdação é um instituto jurídico aplicável à sucessão legítima, somente, contudo deve-se apontar os motivos e fundamentos da exclusão. A deserdação, cominada na lei, independe da vontade do de cujus, aplicando-se a todos os herdeiros na sucessão legítima - é peculiar à sucessão legítima, embora também possa alcançar o legatário. Explicação: O indigno contemplado em testamento do ofendido, quando o testador ao testar, já conhecia a causa da indignidade pode suceder, contudo só pode suceder nos limites das disposições testamentárias. 7a Questão Assinale a alternativa correta a respeito do direito das sucessões no Código Civil O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando o valor dos bens herdados. O herdeiro necessário, a quem o testador deixar a sua parte disponível, ou algum legado, perde o direito à legítima. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o coerdeiro, não pode ser objeto de cessão por escritura pública. A incapacidade superveniente do testador invalida o testamento, e o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade. Somente as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão legitimam-se a suceder. Explicação: Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos bens herdados. 8a Questão O direito de representação: não é admitido na linha colateral. tem cabimento na linha reta, assim como nas linhas reta descendente e colateral, limitando-se na colateral ao filho de irmão. pode ser evocado em qualquer linha de parentesco. é admitido na linha reta descendente e ascendente. tem cabimento nas linhas reta e descendente, assim como na colateral, limitando-se na colateral ao 4º Grau. Explicação: O direito de representação existe na linha reta descendente; na ascendente, não. E para a aplicação do instituto é necessárioque o representando seja pré-morto em relação ao autor da herança ou, ao menos, que tenham ambos morrido no mesmo instante (comoriência). Na linha colateral (também chamada de transversal), o direito de representação defere-se apenas ao filho de irmão. Nos demais casos não há representação. É importante notar que, na linha reta, defere-se o direito de herdar por estirpe aos descendentes (expressão genérica), enquanto na colateral apenas ao filho do irmão (espécie restrita de descendente). 1a Questão 6) (1,0) 1. ¿A aceitação da herança representa, assim, o ato jurídico unilateral e necessário pelo qual o herdeiro, que ao tempo da abertura da sucessão houvera adquirido, ¿ipso iure¿, a posse e a propriedade dos bens da herança, confirma sua intenção de receber este acervo que lhe é transmitido. 2. ¿Veja-se, pois, que se trata de confirmação do herdeiro, pois já com a abertura da sucessão lhe é deferida a herança¿. Assinale a alternativa CORRETA: c) A primeira é verdadeira e a segunda é falsa. b) As duas são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. e) As duas são falsas. d) A primeira é falsa e a segunda é verdadeira. a) As duas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. Explicação: Trata-se de aplicação e interpretação da regra do art. 1804 do CC. 2a Questão Quanto a capacidade sucessória é incorreto afirmar que: A pessoa jurídica não possui legitimidade para suceder, salvo as fundações que podem ser contempladas e, inclusive, constituídas após a morte do autor da herança O filho do testador casado, havido fora do casamento, pode ser contemplado no testamento independentemente de reconhecimento prévio, não sendo considerado interposta pessoa em relação à sua genitora O herdeiro deve coexistir com o autor da herança para que tenha capacidade sucessória, salvo no caso do concepturo A prole eventual pode ser contemplada na herança, desde que não se passem mais de 2 anos desde a morte do autor da herança e a concepção do contemplado O herdeiro pode perder a capacidade sucessória se afastado da herança por deserdação ou indignidade Explicação: A pessoa jurídica não possui legitimidade para suceder, salvo as fundações que podem ser contempladas e, inclusive, constituídas após a morte do autor da herança 3a Questão Segundo o Código Civil de 2002, em relação à ordem da vocação hereditária na sucessão legítima, assinale a assertiva INCORRETA. O Código Civil assegura ao cônjuge sobrevivente, casado sob o regime da comunhão universal de bens, o direito à herança do de cujus em concorrência com os descendentes do falecido. No regime de separação convencional de bens, o cônjuge sobrevivente concorre na sucessão causa mortis com os descendentes do autor da herança. A sucessão legítima defere-se ao cônjuge sobrevivente, casado no regime de comunhão parcial de bens, em concorrência com os descendentes do cônjuge falecido somente quando este tiver deixado bens particulares. A referida concorrência dar-se-á exclusivamente quanto aos bens particulares constantes do acervo hereditário do de cujus. No regime de separação legal ou obrigatória de bens, o cônjuge sobrevivente não tem direito à sucessão causa mortis em concorrência com os descendentes do autor da herança. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. Explicação: Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; 4a Questão Em relação à sucessão legítima e testamentária, assinale a opção correta. D-Ocorre a sucessão por cabeça, ou substituição hereditária, quando outra pessoa é chamada a suceder em lugar do herdeiro, em virtude de pré-morte, deserdação ou indignidade. C-No inventário e partilha, a omissão involuntária dos bens da herança pelo inventariante configura sonegação de bens e o sujeita a apresentar os bens que omitiu, e a pagar perdas e danos aos demais herdeiros. A-A renúncia a herança é um ato irrevogável, por isso, se todos os herdeiros, de qualquer classe, renunciarem à herança, esta será, desde logo, declarada vacante. B-O herdeiro necessário é deserdado por seu ascendente quando o testador deixa de contemplá-lo em seu testamento. E-Ocorre a sucessão por cabeça, ou substituição hereditária, quando outra pessoa é chamada a receber em lugar do herdeiro, em virtude de pré-morte, deserdação ou indignidade. Explicação: A herança vacante ocorre quando a herança é devolvida à fazenda pública por se ter verificado não haver herdeiros que se habilitassem no período da jacência. Jacência é o período no qual compreende a hipótese de não existir herdeiro certo e determinado, ou quando não se sabe da possibilidade de existência de algum herdeiro. Art. 1.823,CC. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. 5a Questão Quanto ao princípio da saisine, que significa a transmissão dos bens da herança aos herdeiros legítimos e testamentários, podemos afirmar que: ocorre no momento do pagamento do ITCMD ocorre no momento do óbito ocorre no momento do registro do atestado de óbito ocorre no momento da abertura do inventário ocorre no momento da partilha Explicação: Art. 1784 do Código Civil em que os herdeiros podem se imitir na posse dos bens do falecido. 6a Questão Quanto a capacidade para suceder e a eficácia da sucessão assinale a alternativa incorreta: Herdeiro universal é o que recebe a totalidade da herança com ativo e passivo, embora seja responsável pelas contas do morto até às forças da herança. A incapacidade para suceder corresponde a incapacidade civil (da parte geral do Código Civil) e mais alguns requisitos elencados por lei especial. Os sucessores legítimos são indicados pela lei em ordem preferencial no código civil. A eficácia da sucessão do nascituro fica sempre condicionada ao seu nascimento com vida. Pelo princípio da coexistência, para poder herdar o herdeiro ou legatário sempre precisa sobreviver ao 'de cujus". Explicação: A herança é considerada uma universalidade de direito, um todo unitário e indivisível, do qual os herdeiros são considerados condôminos. 7a Questão Herança jacente é: o reconhecimento por sentença de que não há bens, mas apenas herdeiros, sendo que não tem personalidade jurídica nem é patrimônio autônomo sem sujeito. aquela em que o de cujus deixou bens, mas não deixou testamento, sendo que não há conhecimento da existência de algum herdeiro. aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de disposição de última vontade, por meio de testamento particular. aquela em que o falecido deixou bens. aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de testamento público. Explicação: HERANÇA JACENTE = Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. 8a Questão Em relação à herança, é correto afirmar que: o herdeiro que possui filhos menores não pode renunciar à herança. os herdeiros necessários são, apenas, os descendentes e os ascendentes. os herdeiros necessários serão deserdados, de acordo com a livre vontade do testador. os atos de aceitação ou de renúncia da herança são irrevogáveis. não é possível o filho deserdar seu pai da herança, considerando que ele é um herdeiro necessário.1a Questão Quanto ao direito das sucessões, assinale a opção correta: Em não havendo filhos para exercer o direito de representação, este será exercido pelos pais do representado. O pacto sucessório é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois é nulo de pleno direito o contrato que tenha por objeto os bens do espólio. Ademais, a herança é direito indivisível, e os bens que a constituem são uma universalidade, por isso, os herdeiros não poderão validamente fazer qualquer convenção quanto aos bens da herança enquanto não for ultimado o inventário. O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece à renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Havendo herdeiros legítimos, o autor da herança poderá dispor por testamento da metade de seu patrimônio, a chamada parte disponível, pois a outra parte, a legítima, será necessariamente entregue a esses herdeiros, desde que não haja cláusula testamentária de deserdação. Considera-se aberta a sucessão no lugar do falecimento do autor da herança ou, quando este é desconhecido, no lugar onde se encontrar a maior parte dos bens a serem inventariados. Explicação: O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece à renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. 2a Questão Morrendo a pessoa, sem testamento, a herança: transmite-se desde logo apenas aos herdeiros necessários, como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros. transmite-se desde logo aos herdeiros necessários, em tantas frações quantos forem os herdeiros. transmite-se desde logo aos herdeiros legítimos, como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros. é administrada, provisoriamente, pelo representante do espólio, transmitindo-se aos herdeiros com a homologação da partilha. transmite-se desde logo aos herdeiros legítimos, em tantas frações quantos forem os herdeiros. Explicação: GABARITO- Art. 1788 CC - Morrendo a pessoa sem testamento, transmite a herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto aos bens que não forem compreendidos no testamento; e subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar, ou for julgado nulo.Art. 1.791, CC: "A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros". 3a Questão A respeito da cessão de direitos hereditários, é possível afirmar que: O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o coerdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública ou privada; O coerdeiro, poderá, somente através da exteriorização da intenção, haver para si a quota cedida a estranho, se o requerer até cento e oitenta dias após a transmissão. É ineficaz a cessão, pelo coerdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente; O coerdeiro poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão mesmo que outro coerdeiro a queira; Explicação: Art. 1.793 CC O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública. § 1o Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente. § 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. § 3o Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade. 4a Questão Caio faleceu deixando muitos bens, tendo tido 3(três) filhos. Semprônio, Cornélio e Pôncio. Qual a opção que representa corretamente a divisão da herança de Caio, considerando que Semprôncio é pré-morto, tendo deixado 2(dois) filhos menores, que Cornélio, com um filho maior, foi declarado indigno, por sentença da transitada em julgado e que Pôncio, com 8(oito) filhos, renunciou a herança de Caio? A herança será dividida em quotas iguais para os netos de Caio, sendo 1/11 avos para cada neto. Metade da herança de Caio cabe ao filho de Cornélio, enquanto a outra metade cabe aos filhos de Semprôncio. nenhuma das respostas anteriores. A totalidade da herança de Caio pertence aos dois filhos de Semprôncio. Explicação: Na renúncia não existe o exercício do direito de representação uma vez que considera-se que o renunciante nunca tenha existido. Assim, pelo o que dispõe o art. 1811 do CC, não há direito de representação para os herdeiros do renuncianteArt. 1.811. Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua classe, ou se todos os outros da mesma classe renunciarem a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito próprio, e por cabeça. Assim, não havendo mais herdeiros, acresce para os outros da classe subsequente, e tal ato não se dá por representação, mas por direito próprio. No caso concreto, o renunciante não era o único legítimo de sua classe. 5a Questão Acerca da ACEITAÇÃO e RENÚNCIA da herança é incorreto afirmar que: A aceitação pode ser expressa, tácita ou presumida A renúncia é irrevogável, mas a aceitação admite retratação A aceitação é ato indivisível, porém se houver um sucessor a dois títulos, pode ele aceitar um, renunciando ao outro A renúncia será sempre expressa, por instrumento público ou termo nos autos A aceitação é ato de confirmação, que ratifica os direitos já conferidos ao herdeiro no ato da abertura da sucessão Explicação: Art. 1.812 C.C São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança. 6a Questão (TJ/PB) No que se refere à exclusão da herança por indignidade, assinale a opção correta. A reabilitação, em testamento ou em outro ato autêntico, é ato personalíssimo do ofendido. O direito de demandar a exclusão do herdeiro extingue-se em quatro anos, contados a partir da data em que ocorrer o fato objeto da indignidade. O ato infracional equiparado ao homicídio doloso praticado por menor de dezoito anos de idade contra ascendente não é causa de indignidade hábil à exclusão da herança. O rol das causas enumeradas na lei civil para exclusão da herança por indignidade é exemplificativo ¿ numerus apertus. Como os efeitos da sentença que decreta a indignidade são pessoais, o excluído terá direito ao usufruto e à administração dos bens que couberem a seus filhos. Explicação: A reabilitação, em testamento ou em outro ato autêntico, é ato personalíssimo do ofendido. 7a Questão (2016 - FCC ¿ PI - Auditor Fiscal da Receita Municipal) Na sucessão legítima e testamentária a renúncia abdicativa confere aos descendentes do renunciante participar da herança por estirpe, em representação ao herdeiro renunciante, como se morto fosse. falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro necessário notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. a aceitação da herança somente se faz necessária na sucessão testamentária, uma vez que na legítima vale a regra de saisine. a aceitação da herança pode ser expressa, tácita ou presumida, mas a renúncia válida sempre deve ser expressa e por instrumento público ou por termo judicial, de modo que a renúncia por instrumento particular é nula de pleno direito. a renúncia de todos os herdeiros de uma mesma classe, em favor do monte hereditário, na verdade constitui forma renúncia in favorem outranslativa e, assim, configura ato de transmissão inter vivos e incide o respectivo imposto. Explicação: Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 8a Questão A abertura da sucessão ocorre: no momento do óbito no momento da abertura do testamento no momento da abertura do inventário no momento da assinatura do termo de inventariança no momento da partilha 1a Questão O denominado droit de saisine ou princípio da saisine refere-se especificamente: ao momento da verificação da capacidade do herdeiro. aos casos de exclusão da sucessão (indignidade e deserdação). à comoriência, quando duas ou mais pessoas falecem, na mesma ocasião, havendo impossibilidade de verificar-se qual deles precedeu aos outros. ao momento da abertura da sucessão, uma vez que a transmissão da herança opera-se desde logo, a partir da morte do de cujus. à sentença de partilha dos bens, no processo de inventário. Explicação: Princípio de origem francesa, pelo qual se estabelece que a posse dos bens do "de cujus" se transmite aos herdeiros, imediatamente, na data de sua morte. Esse princípio foi consagrado em nosso ordenamento jurídico pelo art. 1.784, do Código Civil. 2a Questão Quanto ao direito das sucessões, assinale a opção CORRETA: Considera-se aberta a sucessão no lugar do falecimento do autor da herança ou, quando este é desconhecido, no lugar onde se encontrar a maior parte dos bens a serem inventariados. O pacto sucessório é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois é nulo de pleno direito o contrato que tenha por objeto os bens do espólio de pessoa viva. Ademais, a herança é direito indivisível, e os bens que a constituem são uma universalidade, por isso, os herdeiros não poderão validamente fazer qualquer convenção quanto aos bens da herança enquanto não for ultimado o inventário. O herdeiro indigno pode ser reabilitado pelos demais coerdeiros. É eficaz a cessão, pelo coerdeiro, de seu direito hereditário sobre um bem considerado singularmente. O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece à renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Explicação: Art. 1.813. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando à herança, poderão eles, com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante. § 1o A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias seguintes ao conhecimento do fato. § 2o Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. 3a Questão (TJ/SP) Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Tal regra é decorrente do princípio conhecido como: saisine. transmissibilidade imediata. sucebilidade incondicional. herança instantânea. Explicação: Princípio de origem francesa e introduzido pelo legislador no Art. 1.784 CC que informa "Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários." 4a Questão No tocante à aceitação e renúncia da herança e do legado, é correto afirmar que: aceitando a herança, deve também o herdeiro aceitar o legado. aceitando o legado, deve também o herdeiro aceitar a herança. pode-se aceitar a herança negativa e renunciar à positiva. pode-se aceitar a herança e renunciar ao legado, e vice-versa. pode-se aceitar a herança positiva e renunciar à negativa. 5a Questão A renúncia à uma herança: deve, necessariamente, ser expressa e é ato irrevogável. é válida se manifestada de forma expressa ou tácita. pode ser parcial. implica na renúncia de legado, se houver. admite ser feita por instrumento particular. Explicação: Art. 1.806 CC A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 6a Questão Quanto ao direito das sucessões, assinale a opção correta: Havendo herdeiros legítimos, o autor da herança poderá dispor por testamento da metade de seu patrimônio, a chamada parte disponível, pois a outra parte, a legítima, será necessariamente entregue a esses herdeiros, desde que não haja cláusula testamentária de deserdação. É eficaz a cessão, pelo coerdeiro, de seu direito hereditário sobre um bem considerado singularmente. Considera-se aberta a sucessão no lugar do falecimento do autor da herança ou, quando este é desconhecido, no lugar onde se encontrar a maior parte dos bens a serem inventariados. O pacto sucessório é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois é nulo de pleno direito o contrato que tenha por objeto os bens do espólio. Ademais, a herança é direito indivisível, e os bens que a constituem são uma universalidade, por isso, os herdeiros não poderão validamente fazer qualquer convenção quanto aos bens da herança enquanto não for ultimado o inventário. O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece à renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Explicação: Art. 1.813. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando à herança, poderão eles, com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante. § 1o A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias seguintes ao conhecimento do fato. § 2o Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. 7a Questão (TJ/AM) A respeito da abertura da sucessão e da aceitação da herança, assinale a afirmativa incorreta. O período entre a abertura da sucessão e a aceitação da herança é denominado delação. O direito de aceitar ou renunciar à herança tem natureza de direito subjetivo. Opera-se a transmissão imediata da propriedade, da posse dos bens e das dívidas do de cujus, no momento da abertura da sucessão, independentemente da vontade e do conhecimento dos herdeiros. O direito positivo brasileiro veda, expressamente, ao sucessor por um mesmo e único título, a aceitação parcial da herança. Caso o herdeiro seja casado, a aceitação de herança independe da anuência do seu cônjuge. Explicação: O direito de aceitar ou renunciar à herança tem natureza de direito subjetivo. 8a Questão Dispõe o Código Civil que a herança: poderá ser renunciada de forma tácita. poderá ser renunciada sob condição não poderá ser renunciada em parte. não poderá ser renunciada por escritura pública. os descendentes do herdeiro renunciante poderão vir a herdar por direito próprio e por cabeça. Explicação: A renúncia da herança é um ato jurídico unilateral em que o herdeiro declara expressamente (não há renúncia tácita) que não quer a herança a que tem direito, despojando-se de sua titularidade. Tal ato jurídico, nos termos do art. 1.806 do CC, depende de forma especial (instrumento público ou termo judicial). Através do art. 1.808 do CC verificamos duas características importantes a respeito da aceitação/renúncia da herança: I. Impossibilidade de aceitação ou repúdio parcial da herança; e II. Inadmissibilidade de aceitação ou renúncia sob condição ou termo. 1a Questão Com relação à renúncia da herança, assinale a alternativa INCORRETA. Trata-se de ato jurídico unilateral, solene e formal, que exige expressa manifestação de vontade nos autos do inventário. A renúncia pode ser Abdicativa (propriamente dita) ou Translativa (translatícia, desistência ou renúncia imprópria.A renúncia consiste no repúdio ao direito de herdar, só podendo ser realizada, portanto, após a abertura da sucessão. A expressa manifestação de vontade nos autos do inventário só será válida quando feita por escritura pública. A renúncia é ato personalíssimo, indivisível, irretratável e incondicional, gerando, portanto, efeito ¿ex tunc¿. Explicação: Art. 1.806 CC A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. ¿ não temos só esses dois modos de fazer a renúncia. A renúncia por instrumento público é muito rara. A renúncia é feita por um escrito particular homologado pelo juiz que preside (judicial) ou pelo cartorário (Extrajudicial). Exepcionalmente o juiz pode convocar o herdeiro para ratificar na presença dele a renúncia. 2a Questão (TJRS - FAURGS 2016) Assinale a alternativa CORRETA a respeito do direito das sucessões no Código Civil. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o coerdeiro, não pode ser objeto de cessão por escritura pública. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando o valor dos bens herdados. A incapacidade superveniente do testador invalida o testamento, e o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade. O herdeiro necessário, a quem o testador deixar a sua parte disponível, ou algum legado, perde o direito à legítima. Somente as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão legitimam-se a suceder. Explicação: Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos bens herdados. 3a Questão (OAB 2006) Estão legitimados a suceder, na sucessão legítima: as pessoas físicas e jurídicas existentes ao tempo da abertura da sucessão. os já nascidos, os concebidos e a prole eventual de pessoas já existentes; as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão; apenas as pessoas já nascidas com vida ao tempo da abertura da sucessão; Explicação: art. 1.798 do CC. 4a Questão (TJ-SE) A respeito do direito das sucessões, assinale a opção correta. Na concorrência entre o cônjuge e os herdeiros do de cujus, deve ser reservada a quarta parte da herança para o sobrevivente no caso de filiação híbrida. Existindo interesse público, o MP tem legitimidade para promover ação, com vistas à declaração da indignidade de legatário. Não há previsão, no Código Civil brasileiro, para a realização de testamento vital. A instituição de cláusula revocatória invalida o testamento O cônjuge que, nos autos do inventário, renunciar ao direito real de habitação, perde o direito de participação na herança. Explicação: Existindo interesse público, o MP tem legitimidade para promover ação, com vistas à declaração da indignidade de legatário. 5a Questão (2016 - UFMT - TJ/MT -Técnico Judiciário) Endel Flôres do Mato Grosso, médico, pecuarista, solteiro, faleceu e deixou 4 filhos adotivos, maiores, solteiros, seus únicos herdeiros, e foi realizada a partilha judicial entre os mesmos. Considerando que a Lei n.º 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil, diz que ¿a herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido...¿ Em relação às dívidas após a partilha, cada herdeiro do falecido só responderá com dez por cento da herança mais vinte por cento do seu patrimônio. só responderá em proporção que na herança lhe coube, excluído o seu patrimônio. responderá com cem por cento do seu patrimônio. responderá com cinquenta por cento do seu patrimônio mais a proporção que lhe coube. n.d.a. Explicação: O herdeiro não responde com seu patrimônio pessoal às dívidas do falecido. 6a Questão Assinale a alternativa incorreta: Os herdeiros recebem a herança como um todo unitário formando um condomínio sobre os bens; O co-herdeiro poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, sem anuência dos demais, por se tratar de direito próprio. A cessão de direitos hereditários pode ser realizada através de escritura pública com conhecimento prévio do juiz de inventário; A sucessão é regulada pela lei vigente ao tempo da abertura da sucessão; O prazo de abertura da sucessão é de 2 meses, na forma do art. 611 do CPC/15. Explicação: Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto. 7a Questão (MPE-SP 2012/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Em direito das sucessões, constitui a legítima: Na metade dos bens da herança pertencente aos herdeiros necessários. No direito do herdeiro, em ação de petição de herança, demandar o reconhecimento de seu direito sucessório. No legado recebido, pelo herdeiro necessário, da parte disponível dos bens do testador. Na ordem ocupada pelo cônjuge sobrevivente na sucessão legítima. Na exclusão da sucessão do herdeiro ou legatário declarado, por sentença, indigno. Explicação: Vide art. 1847, CC Legítima é a quota indisponível na herança caso existam herdeiros necessários, equivale a 50% do patrimônio do testador, garantido em prol de determinados sucessores legítimos. Assim sendo, toda herança onde haja herdeiros necessários haverá uma quota indisponível, ou seja, a legítima, parte da herança gravada com cláusula de indisponibilidade. 8a Questão (2010 ¿ FCC - MPE-SE) A respeito da vocação hereditária, é INCORRETO afirmar: É lícita a deixa ao filho do concubino, quando também o for do testador. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas com vida no momento da abertura da sucessão. Legitimam-se a suceder as pessoas já concebidas no momento da abertura da sucessão. Na sucessão testamentária, podem ser chamadas a suceder, dentre outras, as pessoas jurídicas. Pode ser nomeado legatário do testador o cônjuge da pessoa que, a rogo, escreveu o testamento. Explicação: Art. 1.801. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários: I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos; II - as testemunhas do testamento; III - o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos; IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento 1a Questão No que diz respeito a CESSÃO DE DIREITOS HEREDITÁRIOS, é incorreto afirmar que: É lícito ao herdeiro ceder total ou parcialmente sua quota hereditária São ineficazes alienações realizadas sobre qualquer bem da herança considerado individualmente A escritura pública faz parte dos requisitos para a cessão de direitos hereditários As relações entre os co-herdeiros acerca do acervo hereditário se regulam conforme as regras do condomínio, portanto um dos herdeiros pode livremente alienar suas quotas hereditárias que nenhum dos demais herdeiros nada poderá fazer Do homem ou da mulher, casados no regime da Comunhão Parcial de Bens, para cessão de direitos hereditários será exigida sempre a outorga do cônjuge, sob pena de anulabilidade do negócio jurídico Explicação: Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública. § 1o Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente. § 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. § 3o Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz da sucessão,por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade. Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto. 2a Questão (Questão 7 7º Exame OAB-RJ) A aquisição da propriedade dos imóveis que integram a herança pelos herdeiros legítimos se dá: Com o trânsito em julgado da sentença que homologa a partilha; Com a abertura da sucessão, pelo direito hereditário. Com o registro do formal de partilha nos Cartórios do Registro de Imóveis competentes; Quando concluído o inventário; Explicação: Art. 1.784 CC. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Princípio de origem francesa, pelo qual se estabelece que a posse dos bens do "de cujus" se transmite aos herdeiros, imediatamente, na data de sua morte (princípio da saisine). 3a Questão (DPE-GO/ DEFENSOR PÚBLICO) A respeito do Direito das Sucessões, e de acordo com o ordenamento jurídico pátrio, a ação de petição de herança, quando exercida por um só dos herdeiros, só compreenderá os bens que lhe couber. a renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou privado ou de termo judicial. a deixa de bens ou direitos ao filho do concubino é ilícita, ainda quando seu pai for o próprio testador. as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão são expressamente legitimadas a suceder. a sucessão e a legitimação para suceder são reguladas pela lei vigente ao tempo do nascimento do sucessor. Explicação: as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão são expressamente legitimadas a suceder. 4a Questão Assinale a alternativa incorreta: A renúncia da herança deve ser feita por instrumento público ou termo judicial A renúncia da herança pode ser expressa ou tácita O herdeiro pode aceitar legado e renunciar herança e vice-versa A aceitação da herança pode ser expressa ou tácita Não se pode aceitar herança sob condição Explicação: Art. 1.805. A aceitação da herança, quando expressa, faz-se por declaração escrita; quando tácita, há de resultar tão-somente de atos próprios da qualidade de herdeiro. Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. Art. 1.808. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte, sob condição ou a termo. Art. 1.808. § 1o O herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, renunciando a herança; ou, aceitando-a, repudiá-los. Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. 5a Questão Na sucessão legítima, a aceitação da herança pelo herdeiro: pode abranger apenas alguns bens ou direitos do acervo hereditário. pode ser submetida a termo ou condição. não é revogável. pode ser reputada por ineficaz se for verificada a incapacidade sucessória do herdeiro. é revogável. Explicação: características da aceitação: A aceitação é negócio jurídico unilateral, não se admite aceitação por termo ou condição. A aceitação tem que ser total (Art. 1808, CC) irretratabilidade e anulação da aceitação: Realizada a aceitação da herança, esta se torna definitiva, logo, não há que se falar em retratação ou revogação. A anulação é admissível quando ficar comprovado que quem aceitou não é herdeiro. Nestes casos, anula-se a aceitação e devolve o bem ao verdadeiro herdeiro, mas se a partilha já houver sido realizada cabe apenas ação de petição e herança. Exemplo: Um ascendente foi chamado à sucessão e aceita a herança, mas depois verifica-se que existe um descendente vivo que possui direito à totalidade da herança, conforme ordem de vocação hereditária. Aula 3 1a Questão Sobre a sucessão legítima, é correto afirmar que, na falta de ascendentes e descendentes, sendo casado o falecido: O cônjuge sobrevivente não será considerado herdeiro necessário; Herdarão os irmãos do falecido; Havendo pacto antenupcial com isolamento patrimonial, a vontade dos nubentes prevalecerá, herdando os colaterais por força do acordo de vontades; O cônjuge terá direito apenas à meação, enquanto os demais parentes do falecido terão direito à sucessão; A sucessão será inteiramente deferida ao cônjuge, ainda que o casamento tenha sido na separação convencional; Explicação: Aplicação da regra legal: Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. 2a Questão (FUJB 2012/ MPE-RJ/ PROMOTOR DE JUSTIÇA) O Código Civil de 2002 trouxe para o ordenamento jurídico pátrio profundas modifcações no direito sucessório decorrente do casamento e da união estável. O novo diploma legal, editado após a Constituição Federal de 1988, preconiza que o cônjuge sobrevivente: possui os mesmos direitos sucessórios que o companheiro sobrevivente, em razão da isonomia constitucional entre o casamento e a união estável. O novo código estipulou a mesma ordem de vocação hereditária para o companheiro e o cônjuge sobrevivente; não concorrerá com os ascendentes, caso o seu casamento tenha sido celebrado pelo regime da comunhão universal de bens; entretanto, será assegurado a ele o direito real de habitação previsto no artigo 1831 do Código Civil; concorrerá com todos os demais herdeiros, que são os descendentes, ascendentes e colaterais, aplicando-se os princípios da sucessão legítima e a forma de participação preconizada nos artigos 1829 e seguintes do citado diploma legal; participará no regime da separação obrigatória de bens da sucessão do outro somente quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência do casamento. concorrerá com os descendentes existentes, na hipótese de ser casado com o falecido pelo regime da separação convencional de bens, na forma do artigo 1829, inciso I, do Novo Código Civil, e também terá assegurado o direito real de habitação previsto no artigo 1831 do mesmo diploma; Explicação: Essa é a leitura da literalidade do Art. 1829, inciso I, que não excepciona o caso da separação convencional, mas apenas a obrigatória. 3a Questão (TJPR - 2008 Adaptada) Antônio, casado com Bruna pelo regime da comunhão universal de bens, pai de Carolina e de Daniel, faleceu em 10 de abril de 2007. Ernesto, viúvo, pai de Antônio e de Fabrício, falece na data de hoje. Fabrício é solteiro e tem um único filho, chamado Heitor. Diante dos fatos narrados, assinale a alternativa CORRETA acerca da sucessão de Ernesto: Se Fabrício for declarado indigno, apenas seus sobrinhos Carolina e Daniel herdarão por direito próprio o patrimônio deixado por Ernesto, dividindo-o em partes iguais. Bruna não herdará o que Antônio herdaria se vivo fosse na data da morte de Ernesto, mas terá direito à meação sobre esse quinhão. Se Fabrício renunciar à herança, tanto seus sobrinhos como seu filho herdarão por representação, cabendo metade da herança de Ernesto a Heitor, uma quarta parte a Carolina e uma quarta parte a Daniel. Se Fabrício renunciar à herança, seus sobrinhos Carolina e Daniel e seu filho Heitor herdarão por direito próprio o patrimônio deixado por Ernesto, dividindo-o em partes iguais. Bruna herdará o que Antônio herdaria se vivo fosse na data da morte de Ernesto, por direito de representação. Explicação: Art. 1.833. Entre os descendentes, os em grau mais próximo excluem os mais remotos, salvo o direito de representação. Art. 1.834. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. Art. 1.835. Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, e os outros descendentes, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau. 4a Questão (TJ/MS) Assinale a alternativa CORRETA em relação ao assunto indicado:Sucessão legítima. Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto. Há direito de representação na linha ascendente. O grau mais remoto exclui o mais próximo, na classe dos ascendentes. Havendo diversidade de graus, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Havendo igualdade de linhas, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. 5a Questão (VIII Exame Unificado - OAB - FGV) Com relação ao direito sucessório, assinale a afirmativa correta: O cônjuge sobrevivente, mesmo se constituir nova família, continuará a ter direito real de habitação sobre o imóvel em que residiu com seu finado cônjuge. Os efeitos da indignidade não retroagem à data da abertura da sucessão, tendo, portanto, efeito ex nunc. A exclusão por indignidade pode ocorrer a partir da necessidade de que o herdeiro tenha agido sempre com dolo e por uma conduta comissiva. A deserdação é forma de afastar do processo sucessório tanto o herdeiro legítimo quanto o legatário. Explicação: ¿Comparando-se o art. 1831 do Código Civil de 2002 com o seu antecessor (art. 1.611, CC 1916), houve substancial acréscimo qualitativo do direito real de habitação em favor do cônjuge sobrevivente. Primeiro, o cônjuge passa a desfrutar do direito real de habitação, independente do regime de bens adotado no matrimônio - no CC de 1916, só caberia em prol do meeiro no regime da comunhão universal. Segundo, no CC de 1916 o direito de habitação era vidual, posto condicionada a sua permanência à manutenção da viuvez. Doravante, mesmo que o cônjuge sobrevivente case novamente ou inaugure união estável, não poderá ser excluído da habitação, pois tal direito se torna vitalício.¿ (FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson.Direitos Reais. 8ª ed., Salvador: Juspodivm, 2012, p. 856-857). 6a Questão (MP/SP 83º) É correto reconhecer, que na falta de ascendentes e descendentes, a sucessão será deferida totalmente ao cônjuge sobrevivente, se ao tempo da morte do outro a sociedade conjugal não estava dissolvida. Diante de tal assertiva será acertado afirma que: separado apenas de fato o casal quando da morte de um dos cônjuges, e estando cada um deles convivendo com terceiro na época do falecimento, essa circunstância mostra-se como sendo intransponível obstáculo para a obtenção do direito sucessório. quando em concurso com descendentes, o cônjuge sobrevivente só participará da herança do outro se o regime de bens for o da separação voluntária, ou da comunhão parcial de bens quanto aos bens particulares do morto, ou seja, aqueles que não entram na comunhão. na hipótese de o casamento ter sido celebrado sob o regime da comunhão parcial, e não possuindo o morto bens particulares, o cônjuge sobrevivente participa da herança, sem direito à meação. se o cônjuge sobrevivente vier a concorrer com o genitores do de cujus, tocar-lhe-á metade da herança, se apenas com um descendente do primeiro grau, um terço; se com ascendentes de grau maior, também a metade. no regime da separação obrigatória, o cônjuge sobrevivente figurará como meeiro e poderá, outrossim, ser herdeiro concorrente, por não haver impedimento legal nesse sentido. 7a Questão Felipe divorciou-se de Ana Maria, com quem tivera três filhos: Carlos, Camilo e Cláudio. Anos mais tarde, casou-se com Beatriz pelo regime da comunhão universal de bens. No momento do casamento, Felipe possuía R$ 200.000,00 e Beatriz R$ 300.000,00. Felipe e Beatriz tiveram duas filhas, Bianca e Bárbara. Com o falecimento de Beatriz, sem deixar testamento, como se daria a divisão do patrimônio do casal? Felipe terá direito à meação dos bens do casal no valor de R$ 250.000,00 e os outros R$ 250.000,00 (parte da meação que caberia a Beatriz) serão partilhados entre Carlos, Camilo, Cláudio, Bianca e Bárbara. Felipe terá direito à totalidade dos bens do casal (R$ 500.000,00). Felipe, Bianca e Bárbara dividirão os bens do casal (R$ 500.000,00) em partes iguais (1/3 para cada um). Felipe terá direito à meação dos bens do casal no valor de R$ 250.000,00 e os outros R$ 250.000,00 (parte da meação que caberia a Beatriz) serão divididos por Bianca e Bárbara. O patrimônio do casal (R$ 500.000,00) deverá ser dividido entre Felipe, Carlos, Camilo, Cláudio, Bianca e Bárbara, em partes iguais. Explicação: Considerando que Felipe e Beatriz se casaram pelo regime da comunhão universal, todo o patrimônio se comunica, independentemente de ter sido adquirido antes ou depois do casamento (Art. 1667, do Código Civil). Com a morte de Beatriz, Felipe terá direito a metade do patrimônio do casal a título de meação (Art. 1829, I do Código Civil). A parte do patrimônio do casal que caberia a Beatriz constituirá sua herança e será dividida em partes iguais entre seus descendentes, Bianca e Bárbara, em partes iguais (lembrando qeu Carlos, Camilo e Cláudio não são herdeiros de Beatriz). 8a Questão (2008 ¿ CESPE - PGE-PB) Quanto ao direito de sucessão, assinale a opção correta. Na sucessão legítima, o cônjuge ocupa a condição de herdeiro necessário e, qualquer que seja o regime matrimonial de bens, concorrente com os descendentes do falecido. Ocorre o direito de acrescer quando, realizada a renúncia da herança, são chamados parentes do renunciante a sucederem em todos os direitos em que ele sucederia se não houvesse renunciado à herança. Não havendo descendentes, serão chamados os herdeiros da classe seguinte, isto é, os ascendentes, o cônjuge ou companheiro sobrevivente, ou os colaterais. O autor da herança só pode excluir de sua sucessão herdeiro colateral, por meio de testamento e em virtude de comprovada indignidade desse herdeiro. Os herdeiros necessários, objetivando garantir o princípio da intangibilidade da legítima, têm o direito de exigir colação, só se operando a dispensa desse dever por expressa e formal manifestação do doador, que pode determinar que a doação ou ato de liberalidade recaia sobre a parcela disponível de seu patrimônio. Os bens de uma pessoa que falece e deixa avô materno e filhos do avô paterno premorto serão herdados unicamente por estes, por serem eles descendentes de parentes da mesma classe. Explicação: Questão que abrange regras de sucessão, a despeito da legítima, aceitação 1a Questão (TJ/BA) Eduardo faleceu em virtude de um acidente automobilístico. Não deixou descendentes ou ascendentes, restando apenas quatro irmãos na qualidade de herdeiros legítimos. Dois irmãos, André e Cláudio, são filhos do primeiro casamento do pai de Eduardo, enquanto os outros dois, Valério e Gabriel, são resultantes do casamento de seu pai com sua mãe. Para efeito de sucessão legítima, é CORRETO afirmar que: os quatros irmãos herdarão em igualdade de condições, por força dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade. os quatros irmãos herdarão em igualdade de condições, por força das regras da ordem da vocação hereditária prevista na lei civil. Valério e Gabriel herdarão a metade do que André e Cláudio herdarem. André e Cláudio herdarão a metade do que Valério e Gabriel herdarem. os bens serão transmitidos para a municipalidade. 6a Questão (FCC - TJMS 2010) Quanto a sucessão legítima, assinale a alternativa CORRETA: Havendo igualdade de linhas, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Havendo diversidade de graus, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Há direito de representação na linha ascendente. O grau mais remoto exclui o mais próximo, na classe dos ascendentes. Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto. Explicação: Art. 1.836. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. § 1o Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinçãode linhas. 7a Questão Quanto ao direito das sucessões, assinale a opção correta. O pacto sucessório é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois é nulo de pleno direito o contrato que tenha por objeto os bens do espólio. Ademais, a herança é direito indivisível, e os bens que a constituem são uma universalidade, por isso, os herdeiros não poderão validamente fazer qualquer convenção quanto aos bens da herança enquanto não for ultimado o inventário. O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Considera-se aberta a sucessão no lugar do falecimento do autor da herança ou, quando este é desconhecido, no lugar onde se encontrar a maior parte dos bens a serem inventariados. Havendo herdeiros legítimos, o autor da herança poderá dispor por testamento da metade de seu patrimônio, a chamada parte disponível, pois a outra parte, a legítima, será necessariamente entregue a esses herdeiros, desde que não haja cláusula testamentária de deserdação. Considere que o autor de uma herança seja casado pelo regime da separação de bens e não tenha deixado descendentes, deixando o cônjuge sobrevivente, e como ascendentes, os pais e a avó materna. Nessa hipótese, serão chamados a suceder os ascendentes, por direito próprio, e a herança será divida em três partes iguais. Explicação: Hà norma expressa no Código Civil nesse sentido: art 1813 CC 8a Questão Acerca da sucessão legítima é correto afirmar que: Os descendentes possuem preferência na ordem de vocação hereditária; O cônjuge sobrevivente casado em regime de separação total de bens concorre com os descendentes do de cujus; Os descendentes em grau mais próximo sempre possuem preferência em relação aos demais de grau mais remoto Aos colaterais de qualquer grau é concedia pela lei a vocação hereditária na ausência dos parentes mais próximos O cônjuge sobrevivente concorre nos bens deixados em herança com o Estado somente se aceitar em parte a herança. 1a Questão (2016 ¿ FCC - PGE-MT) O cônjuge sobrevivente sucede: ainda que separado de fato do falecido, há mais de dois anos, desde que haja prova de que a convivência se tornou impossível sem culpa do sobrevivente. em concorrência com os descendentes, no regime da comunhão parcial, sejam os bens comuns ou particulares. em concorrência com os descendentes, independentemente do regime em que era casado. em concorrência com os ascendentes em primeiro grau, ainda que haja descendentes. por inteiro, na falta de descendentes, ainda que haja ascendentes. Explicação: Art. 1.830, CC: Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. 2a Questão Com referência a sucessão, inventário e partilha, assinale a opção correta. Romper-se-á o testamento já registrado em cartório se sobrevier ao testador outro descendente depois da lavratura do ato. Os herdeiros serão responsáveis pelo pagamento das dívidas do falecido até o momento em que for realizada a partilha. A constatação de vício formal no testamento público acarretará a invalidade do ato, haja vista que a formalidade lhe é legalmente imposta. O ato de disposição patrimonial da meação da viúva em favor dos herdeiros configura verdadeira renúncia à herança e depende da abertura da sucessão. Além do herdeiro que não aponta a existência de bens do acervo, poderá ser tido como sonegador o herdeiro que não apontar a existência de locação de bem arrolado no inventário. Art.1.992. O herdeiro que sonegar bens da herança, não os descrevendo no inventário quando estejam em seu poder, ou, com o seu conhecimento, no de outrem, ou que os omitir na colação, a que os deva levar, ou que deixar de restituí-los, perderá o direito que sobre eles lhe cabia. 3a Questão (Questão 26 119º Exame OAB-SP) Caso sejam nomeados herdeiros: "A" com 1/6 da herança, "B" com 2/6 e "C" com 3/6, sendo substitutos entre si, se "A" não aceitar a herança, sua quota será dividida entre "B" e "C", na mesma proporção fixada na primeira disposição, isto é, "B" receberá duas partes dela e "C", três. Nesta hipótese, temos: substituição compendiosa. substituição ordinária singular. substituição ordinária plural. substituição recíproca. 4a Questão (MP/SP 83º) É correto reconhecer, que na falta de ascendentes e descendentes, a sucessão será deferida totalmente ao cônjuge sobrevivente, se ao tempo da morte do outro a sociedade conjugal não estava dissolvida. Diante de tal assertiva será acertado afirma que: quando em concurso com descendentes, o cônjuge sobrevivente só participará da herança do outro se o regime de bens for o da separação voluntária, ou da comunhão parcial de bens quanto aos bens particulares do morto, ou seja, aqueles que não entram na comunhão. no regime da separação obrigatória, o cônjuge sobrevivente figurará como meeiro e poderá, outrossim, ser herdeiro concorrente, por não haver impedimento legal nesse sentido. na hipótese de o casamento ter sido celebrado sob o regime da comunhão parcial, e não possuindo o morto bens particulares, o cônjuge sobrevivente participa da herança, sem direito à meação. se o cônjuge sobrevivente vier a concorrer com o genitores do de cujus, tocar-lhe-á metade da herança, se apenas com um descendente do primeiro grau, um terço; se com ascendentes de grau maior, também a metade. separado apenas de fato o casal quando da morte de um dos cônjuges, e estando cada um deles convivendo com terceiro na época do falecimento, essa circunstância mostra-se como sendo intransponível obstáculo para a obtenção do direito sucessório. 5a Questão (IX Procurador do Estado - GO - adaptada) Assinale a alternativa correta: O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente e, excepcionalmente na linha colateral. O direito de representação dá-se exclusivamente na linha transversal. O direito de representação dá-se exclusivamente na linha ascendente. O renunciante à herança de uma pessoa não poderá representá-la na sucessão de outra. O direito de representação dá-se na linha reta ascendente, mas nunca na descendente e excepcionalmente na linha colateral. Explicação: Art's 1851/1853, CC 6a Questão Conforme os ensinamentos do Código Civil de 2002, não são herdeiros necessários: Conjugue Descendente Companheiro Ascendente Nenhuma das afirmativas aqui apresentadas. Explicação: O companheiro não entra no rol de herdeiros necessários. Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. 8a Questão De acordo com o Código Civil pátrio, todas as assertivas estão corretas, EXCETO: Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. Os descendentes não podem deserdar os ascendentes. Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, e os outros descendentes, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo de participação que lhes caiba por herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado a família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. Explicação: Os descendentes podem deserdaros os ascendentes. O instituto da deserdação serve tanto para ascendente como para descendente. 1a Questão Em relação ao direito de representação, é INCORRETO afirmar que: dá-se tanto na linha reta descendente quanto na ascendente. os filhos representam os pais pré-mortos na sucessão dos avós. dá-se quando ocorre a morte do herdeiro anterior à do de cujus. exceção à regra geral de que, na mesma classe, os parentes mais próximos preferem aos mais afastados. os representantes só podem herdar o que herdaria o representado, se vivo fosse. Explicação: Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. 2a Questão (2008 ¿ CESPE - PGE-PB) Quanto ao direito de sucessão, assinale a opção correta. Ocorre o direito de acrescer quando, realizada a renúncia da herança, são chamados parentes do renunciante a sucederem em todos os direitos em que ele sucederia se não houvesse renunciado à herança. Não havendo descendentes, serão chamados os herdeiros da classe seguinte, isto é, os ascendentes, o cônjuge ou companheiro sobrevivente, ou os colaterais. Os herdeiros necessários, objetivando garantir o princípio da intangibilidade da legítima, têm o direito de exigir colação, só se operando a dispensa desse dever por expressa e formal manifestação do doador, que pode determinar que a doação ou ato de liberalidade recaia sobre a parcela disponível de seu patrimônio. Na sucessão legítima, o cônjuge ocupa a condição de herdeiro necessário e, qualquer que seja o regime matrimonial de bens, concorrente com os descendentes do falecido. O autor da herança só pode excluir de sua sucessão herdeiro colateral, por meio de testamento e em virtude de comprovada indignidade desse herdeiro. Os bens de uma pessoa que falece e deixa avô materno e filhos do avô paterno premorto serão herdados unicamente por estes, por serem eles descendentes de parentes da mesma classe. Explicação: Questão que abrange regras de sucessão, a despeito da legítima, aceitação 3a Questão (TJ/MS 2015) É correto que no direito de representação, considerado como instituto do direito das sucessões, o descendente do herdeiro excluído da sucessão não poderá herdar representando o excluído. há direito de representação na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. quando houver mais de um representante concorrendo à sucessão por estirpe, a herança caberá ao mais velho. não há direito de representação na linha transversal. o renunciante à herança de uma pessoa não poderá representá-la na sucessão de outra. Explicação: há direito de representação na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. 4a Questão A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro, só poderá ser feita, em ambos os casos, se houver a anuência dos demais herdeiros necessários, sendo nulos os atos na hipótese de ausência dessa concordância prévia. pode ser feita legalmente, em ambos os casos importando adiantamento do que lhes couber por herança. pode ser feita de um cônjuge a outro, preservados interesses de terceiros, mas não de ascendentes a descendentes, por lesarem a legítima dos não beneficiados. pode ser feita de ascendentes a descendentes, como adiantamento da legítima, mas não de um cônjuge a outro, que será ineficaz pela presunção de fraude contra credores. não pode ser feita em nenhum dos casos, pela lesão presumida à legítima e a credores, respectivamente. Explicação: Gabarito: e.A doação de ascendente para descendente é perfeitamente válida e não necessita de anuência dos demais herdeiros para sua eficácia. Estabelece o art. 544, CC: A doação de ascendentes a descendentes,ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do que lhes cabe por herança. Assim, quando do falecimento do doador, os bens que tiverem sido doados aos descendentes e/ou ao cônjuge deverão ser arrolados no inventário como antecipação da legítima e compensados nas suas respectivas quotas em relação aos demais herdeiros. Lembrando que a doação não poderá ultrapassar a legítima, que é aparte de 50% do patrimônio do doador, cabível aos seus herdeiros necessários (descendentes,ascendentes e cônjuges). Se o valor ultrapassar a legítima ocorrerá a chamada doação inoficiosa. Art. 549, CC: será nula a doação quanto ao valor que exceder ao que o doador poderia dispor em testamento. A colação tem por finalidade igualar as legítimas dos descendentes e do cônjuge sobrevivente, obrigando também os donatários que, ao tempo do falecimento do doador, já não possuírem os bens doados. 5a Questão Letícia casou-se com Virgílio quando tinha 80 anos, portanto, estabeleceu-se o regime de separação obrigatória de bens. Após três anos de um casamento feliz e harmonioso, Letícia faleceu e Virgílio lhe procura como advogado(a) com as seguintes informações: Letícia deixou um filho único chamado João Carlos, que por sua vez teve dois filhos (Clarêncio e David), assim como uma sobrinha, Clarice. Sabendo que Letícia não deixou testamento, como fica Virgílio na questão sucessória? Deve-se preservar a herança de Virgílio, concorrendo este com João Carlos e seus filhos. Virgílio, João Carlos, Clarêncio e David possuem 1/4 da herança cada. João Carlos é o único herdeiro do patrimônio de Letícia. João Carlos e Clarice deverão receber sua parte na herança. Virgílio concorre somente com João Carlos. Explicação: Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; 6a Questão O art. 1.846 do Código Civil prevê que pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima. São herdeiros necessários: apenas os ascendentes e descendentes. os ascendentes, os descendentes e os colaterais. os ascendentes, os descendentes, o cônjuge ou companheiro e os colaterais. os ascendentes, os descendentes, o cônjuge ou companheiro. os ascendentes, os descendentes e o cônjuge. Explicação: Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. Porém o art. 1.790 do CC foi declarado inconstitucional pelo STF, determinando que ao companheiro sejam garantidos os mesmos direitos deferidos aos cônjuges. 7a Questão A respeito da sucessão legítima, assinale a opção INCORRETA (OAB/RJ 37º Exame da Ordem) (Adaptado) O consorte supérstite herdará a totalidade da herança na ausência de descendentes e ascendentes; Os herdeiros colaterais são herdeiros necessários; O cônjuge sobrevivente, casado pelo regime da separação obrigatória, concorre com os ascendentes na herança do cônjuge falecido. A existência de herdeiros na classe dos descendentes afasta da sucessão os ascendentes; Na união estável, não tendo o de cujus descendentes, mas somente ascendentes, o convivente sobrevivo concorrerá, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da convivência, a um terço do montante hereditário. Explicação: Os herdeiros colaterais são herdeiros necessários; 8a Questão Sobre a sucessão legítima, é correto afirmar que, na falta de ascendentes e descendentes, sendo casado o falecido: O cônjuge terá direito apenas à meação, enquanto os demais parentes do falecido terão direito à sucessão; A sucessão será inteiramente deferida ao cônjuge, ainda que o casamento tenha sido na separação convencional; O cônjuge sobrevivente não será considerado herdeiro necessário; Havendo pacto antenupcial com isolamento patrimonial, a vontade dos nubentes prevalecerá, herdando os colateraispor força do acordo de vontades; Herdarão os irmãos do falecido; Explicação: Aplicação da regra legal: Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. 1a Questão Sobre a aceitação e renúncia da herança é incorreto afirmar que: Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a herança, o poder de aceitar passa a seus herdeiros, a menos que se trate de vocação adstrita a condição suspensiva (possibilidade que só existe na sucessão testamentária) ainda não adimplida. A aceitação da herança pode ocorrer de forma expressa, tácita e ainda presumida. A aceitação (da herança) é ato unilateral, de natureza não receptícia, indivisível e incondicional. Aceitação de herança é sinônimo de adição de herança. É ato pelo qual o herdeiro anui a transmissão dos bens deixados pelo de cujus. O ato de aceitação da herança é irrevogável porém o ato de renúncia à herança é revogável mas somente nas hipóteses previstas em lei. Explicação: Art. 1.812. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança. 3a Questão (2015/TJ-RS) Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito da disciplina das Sucessões no Código Civil. A sucessão abre-se no lugar onde for registrado o óbito do autor da herança. É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente A herança defere-se como um todo unitário, salvos e forem vários os herdeiros. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da partilha. Explicação: art. 1.791, CC 4a Questão -(2016 ¿ UFMT - TJ-MT) Endel Flôres do Mato Grosso, médico, pecuarista, solteiro, faleceu e deixou 4 filhos adotivos, maiores, solteiros, seus únicos herdeiros, e foi realizada a partilha judicial entre os mesmos. Considerando que a Lei n.º 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil, diz que ¿a herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido...¿ Em relação às dívidas após a partilha, cada herdeiro do falecido: só responderá em proporção que na herança lhe coube, excluído o seu patrimônio. N.R.A. só responderá com dez por cento da herança mais vinte por cento do seu patrimônio. responderá com cem por cento do seu patrimônio. responderá com cinquenta por cento do seu patrimônio mais a proporção que lhe coube. Explicação: Explicação do art. 1784 do CC. 5a Questão Francisco, solteiro, sem filhos, empresário, proprietário de cinco imóveis, foi assassinado pelos seus pais, Jair e Jaqueline, bem como pelo seu irmão Bruno. Considerando que o processo criminal já transitou em julgado e foi considerado homicídio doloso praticado por Jair na qualidade de autor, Jaqueline na qualidade de partícipe e Bruno na qualidade de coautor, de acordo com o Código Civil brasileiro, serão excluídos da sucessão de Francisco: Jair, apenas. Jaqueline e Bruno, apenas. Jaqueline, apenas. Jair e Jaqueline, apenas. Jair, Jaqueline e Bruno. 6a Questão Em relação à herança, é correto afirmar que: não é possível o filho deserdar seu pai da herança, considerando que ele é um herdeiro necessário. os herdeiros necessários são os descendentes e os ascendentes. os herdeiros necessários serão deserdados, de acordo com a livre vontade do testador. os atos de aceitação ou de renúncia da herança são irrevogáveis. o herdeiro que possui filhos menores não pode renunciar à herança Explicação: os atos de aceitação ou de renúncia da herança são irrevogáveis. 7a Questão A herança é considerada frutos de bens principais. bem indivisível. bem móvel por determinação legal. universalidade de direito. bem móvel por antecipação. Explicação: GABARITO - universalidade de direito.- Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico Universalidade de direito ¿ é o conjunto de bens singulares, tangíveis ou não, a que uma ficção legal, com o intuito de produzir certos efeitos, dá unidade individualizada. Pelo teor do art. 91 do CC há um complexo de relações jurídicas de uma pessoa, dotadas de valor econômico. São exemplos: o patrimônio, a herança de determinada pessoa, o espólio, a massa falida, entre outros conceitos estudados como entes despersonalizados no capítulo anterior. Manual de direito civil - Flávio tartuce 2015 p153. 8a Questão Possuem legitimação para suceder em determinada herança, exceto: As pessoas já concebidas à época da abertura da sucessão do autor da herança As pessoas jurídicas contempladas pelo autor da herança A concubina do testador casado, desde que possua filho(s) comum(ns) com o falecido As pessoas jurídicas cuja constituição for determinada em testamento, com capital instituído pelo testador, sob a forma de fundação As pessoas nascidas e vivas à época da abertura da sucessão do de cujus Explicação: Questão que visa aferir a compreensão de quem são as pessoas que possuem legitimidade para suceder. 1a Questão Ana, sem filhos, solteira e cujos pais são pré-mortos, tinha os dois avós paternos e a avó materna vivos, bem como dois irmãos: Bernardo (germano) e Carmem (unilateral). Ana falece sem testamento, deixando herança líquida no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais). De acordo com os fatos narrados, assinale a afirmativa correta: Bernardo receberá R$ 60.000,00 (trinta mil reais), por ser irmão germano. Bernardo receberá R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), por ser irmão germano, e Carmem receberá R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por ser irmã unilateral. Bernardo e Carmem receberão, cada um, R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por direito próprio. Seus três avós receberão, cada um, R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por direito de representação dos pais de Ana, pré- mortos. Seus avós paternos receberão, cada um, R$ 15.000,00 (quinze mil reais) e sua avó materna receberá R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por direito próprio Explicação: Art. 1.841. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar. 2a Questão (IX EXAME UNIFICADO OAB 2012) José, viúvo, é pai de Mauro e Mário, possuindo um patrimônio de 300.000 reais. Casou-se com Roberta, que tinha um patrimônio de 200.000 reais, pelo regime da comunhão universal de bens. José e Roberta tiveram dois filhos, Bruno e Breno. Falecendo Roberta, a divisão do monte seria a seguinte: O monte, no valor total de 500.000 reais, deve ser dividido em cinco partes, ou seja, José, Mauro, Mário, Breno e Bruno recebem, cada um, 100.000 reais. José recebe 250.000 reais e Bruno e Breno recebem, cada um, a importância de 125.000 reais. A herança deve ser dividida em três partes, cabendo a José, Bruno e Breno 1/3 do monte, ou seja, 166.666,66 reais para cada um. José recebe 250.000,00 e Mauro, Mário, Bruno e Breno recebem cada um 62.500 reais. Explicação: Com o casamento pelo regime da comunhão universal o patrimônio do casal passou a ser de 500.000,00. Nos termos do artigo 1.829, I do CC o cônjuge casado pelo regime da comunhão universal é apenas meeiro, não participando da herança. Assim, com a morte de Roberta, José terá direito apenas à meação e a herança deixada por Roberta, que corresponde a 250.000,00, será recebida apenas por seus herdeiros Bruno e Breno, recebendo 125.000,00 cada um. Mauro e Mário não são herdeiros de Roberta, apenas de José. 3a Questão Quanto ao direito sucessório, julgue os itens abaixo: I. Na hipótese de comoriência dos cônjuges, sem descendentes, o patrimônio de cada um dos comorientes deverá ser recebido pelos seus respectivos herdeiros. II. Na hipótese de morrer o pai e renunciando a sua sucessão um dos seustrês filhos, os outros dois sucessores receberão, cada um, metade da herança. III. Não há sucessão entre comorientes, a não ser que um dos dois falecidos tenha deixado testamento válido. apenas a assertiva II é correta. todas as assertivas são incorretas. as assertivas II e III são corretas. todas as assertivas são corretas. as assertivas I e II são corretas. 4a Questão Quanto aos efeitos da aceitação e da renúncia, marque a alternativa correta: O herdeiro que permanece em silêncio, indiferente à herança, significa aceitação tácita. A renúncia não admite que seus efeitos retroajam à data da abertura da sucessão. Nenhuma espécie de renúncia implica no pagamento de imposto de transmissão. O herdeiro, se também for legatário, poderá aceitar a herança e renunciar o legado. 5a Questão (MANAUSPREV Procurador Autárquico) Gilmar faleceu sem deixar testamento. Ao tempo da sucessão, havia deixado apenas um primo vivo, José, e outro morto, João. João possuía três filhos, dois vivos e um morto. Este, por sua vez, possuía um filho, neto de João. A sucessão será deferida na proporção de 1/3 para José, 1/3 aos dois filhos e 1/3 ao neto de João. na proporção de 1/2 para José e 1/2 para os dois filhos de João, excluído seu neto. na proporção de 1/2 para José e 1/2 a serem divididos entre os dois filhos e o neto de João. por inteiro em favor de José. ao Município, pois os primos não herdam. Explicação: Trata-se de questão abordando sucessão legítima dos colaterais, não cabendo direito de representação aos herdeiros do outro colateral pré-morto. Código Civil: Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. Art. 1.853. Na linha transversal, somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. 6a Questão (Promotor de Justiça Substituto - MPE/AP - FCC - 2012) Ricardo mantém relação de união estável com sua companheira Maria desde o ano de 2005. Não tiveram filhos comuns. Neste ano de 2012, Maria, que já possuía três filhos (José, Antonio e Pedro), de 10, 13 e 15 anos de idade, oriundos de um relacionamento amoroso anterior, faleceu vítima de um acidente automobilístico. Não há testamento. Neste caso, Ricardo, na condição de companheiro sobrevivente, participará legitimamente da sucessão de Maria quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável e terá direito a: Metade da herança. Uma cota equivalente à que por lei for atribuída aos filhos de Maria. Metade do que couber a cada um dos filhos de Maria. 1/3 da herança. Metade da herança mais 1/4 da outra parte, juntamente com os filhos de Maria. 7a Questão Antônio deseja lavrar um testamento e deixar toda a sua herança para uma instituição de caridade que cuida de animais abandonados. O único parente de Antônio é seu irmão João, com quem almoça todos os domingos. Antônio não possui outros parentes nem cônjuge ou companheiro. Antônio procura você na condição de advogado e indaga se a vontade dele é tutelada pela lei. Diante da indagação de Antônio, assinale a afirmativa correta. Antônio pode deixar por testamento apenas metade da herança para a instituição de caridade, uma vez que a outra metade pertence por lei a seu irmão, a quem deve alimentos Antônio não pode testar em favor da instituição de caridade que cuida de animais, uma vez que a herança cabe inteiramente a parente vivo mais próximo, no caso, seu irmão. Antônio pode deixar toda a herança para a instituição de caridade, uma vez que seu irmão não é seu herdeiro necessário. Antônio não pode deixar para a instituição de caridade pois não tem capacidade de herdar. Antônio pode deixar para a instituição de caridade 3/4 de seu patrimônio, uma vez que é preciso garantir no mínimo 1/4 da herança a seu irmão bilateral. Explicação: Prevê o artigo 1.845 do Código Civil que são herdeiros necessários somente o descendente, o ascendente e o cônjuge. Assim, o irmão, que é colateral, não é herdeiro necessário. Não havendo herdeiro necessário, no caso concreto, não há a limitação prevista no artigo 1.789 e 1.846 do Código Civil, podendo o autor da herança dispor sobre a totalidade da herança. 8a Questão (FCC 2012) ¿A¿ era casada sob o regime da comunhão parcial de bens com ¿B¿. ¿B¿ faleceu em 2011 e deixou um imóvel por ele adquirido antes do casamento, usado como moradia do casal. Não há descendentes, mas dois ascendentes em primeiro grau vivos. Neste caso, por se tratar de bem incomunicável, ¿A¿ não participa da sucessão, mas tem direito real de habitação, cabendo a cada ascendente metade ideal do imóvel. em razão do regime de bens que regeu o casamento, ¿A¿ tem direito ao usufruto da metade do imóvel, cabendo, a cada herdeiro, fração ideal de 1/3 do bem. além de receber fração ideal de 1/3 do imóvel como herdeira necessária, ¿A¿ tem direito real de habitação, que se constitui a partir do registro do formal de partilha no Cartório de Imóveis. ¿A¿ tem direito real de habitação, cabendo a cada herdeiro fração ideal de 1/3 do imóvel. ¿A¿ tem direito real de habitação, participa da herança na qualidade de herdeira necessária e recebe a metade ideal do imóvel, cabendo a cada ascendente fração ideal de 1/4 do bem. Explicação: Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. Art. 1.837. Concorrendo com ascendente em primeiro grau, ao cônjuge tocará um terço da herança; caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente, ou se maior for aquele grau. 1a Questão Lúcia, sem ascendentes e sem descendentes, faleceu solteira e não deixou testamento. O pai de Lúcia tinha dois irmãos, que tiveram, cada qual, dois filhos, sendo, portanto, primos dela. Quando do falecimento de Lúcia, seus tios já haviam morrido. Ela deixou ainda um sobrinho, filho de seu único irmão, que também falecera antes dela. Sobre a sucessão de Lúcia, de acordo com os fatos narrados, assinale a afirmativa corretaParte superior do formulário Parte inferior do formulário E- O pai é o único herdeiro chamado à sucessão mesmo falecido. C-O filho do tio pré-morto será chamado à sucessão por direito de representação. A-O sobrinho concorre com o tio na sucessão de Lúcia, partilhando-se por cabeça. B-O sobrinho representará seu pai, pré-morto, na sucessão de Lúcia. D-O sobrinho é o único herdeiro chamado à sucessão e herda por direito próprio. Explicação: C.C/02 Art. 1.843. Na falta de irmãos, herdarão os filhos destes e, não os havendo, os tios. Gabarito: D O sobrinho é o único herdeiro chamado à sucessão e herda por direito próprio. 2a Questão Supondo que A seja órfão de pais, solteiro, sem descendentes e venha a falecer, deixando vivos seus avós paternos e seu avô materno, marque a opção correta, quanto à sucessão dos ascendentes. Não há direito de representação na linha ascendente, ficando 50% para a linha materna e 50% para a linha paterna. Há direito de representação na linha ascendente, ficando 50% para a linha materna e 50% para a linha paterna. Será por estirpe, ficando 33,33% para os avós em linhas iguais. Será por cabeça, ficando 33,33% para os avós em linhas iguais. Não há direito de representação na linha ascendente, ficando 33,33% para os avós em linhas iguais. Explicação: Art. 1.836. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. § 1o Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinção de linhas. § 2o Havendo igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentesda linha paterna herdam a metade, cabendo a outra aos da linha materna. Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. 3a Questão TJ-RS - 2009 - TJ-RS Juiz - Carolina contraiu matrimônio com Carlos, adotando, mediante pacto antenupcial, o regime da comunhão universal de bens. Ao longo do casamento, sobrevieram-lhes três filhos comuns. Carlos, antes de casar, já possuía bens, no valor de R$ 100.000,00. Durante o casamento, o casal adquiriu, a título oneroso, bens no valor de R$ 120.000,00. Em 24 de janeiro de 2008, Carlos veio a falecer, sem deixar testamento. Diante do exposto, assinale a opção correta de partilha. Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditario de Carolina: R$ 50.000,00. Quinhão hereditário de cada filho: R$ 20.000,00 Meação de Carolina: R$ 60.000,00. Quinhão hereditário de Carolina e de cada filho: R$ 40.000,00 Meação de Carolina: R$ 50.000,00. Quinhão hereditário de Carolina e de cada filho: R$ 42.500,00 Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditário de Carolina e de cada filho: R$ 27.500,00 Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditário de cada filho: R$ 36.666,66 Explicação: Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditário de cada filho: R$ 36.666,66 4a Questão (TJDFT/JUIZ) Assinale a opção correta acerca do direito das sucessões. O objetivo do legislador, ao criar o instituto do direito real de habitação, foi o de promover a proteção ao cônjuge supérstite que, desfavorecido de fortuna, corresse o risco de cair em situação de penúria ou grande inferioridade em comparação àquela de que desfrutava quando vivo o consorte, de modo que, mesmo havendo dois imóveis a serem inventariados, pode-se garantir ao cônjuge supérstite o direito real de habitação por sua utilidade, como fonte de sobrevivência. O direito real de habitação não pode ser estendido ao companheiro. Ao cônjuge sobrevivente assegura-se o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar e o regime de bens do casamento tenha sido o da comunhão universal. Será correta a sentença que, em ação de inventário, homologue a partilha sem manifestação acerca do direito real de habitação da viúva meeira em relação ao imóvel em que o casal tenha residido, porquanto, para tanto, exige-se o ajuizamento de ação própria. O direito real de habitação tem por finalidade impedir que os herdeiros deixem o companheiro sobrevivente sem moradia e ao desamparo, visto que este não tem qualquer participação na herança do de cujus. Explicação: O objetivo do legislador, ao criar o instituto do direito real de habitação, foi o de promover a proteção ao cônjuge supérstite que, desfavorecido de fortuna, corresse o risco de cair em situação de penúria ou grande inferioridade em comparação àquela de que desfrutava quando vivo o consorte, de modo que, mesmo havendo dois imóveis a serem inventariados, pode-se garantir ao cônjuge supérstite o direito real de habitação por sua utilidade, como fonte de sobrevivência. 5a Questão A tinha três filhos, B, C e D. B tinha dois filhos, E e F. C tinha um filho, G, e D não tinha filhos. Primeiro morreu B. Depois morreu A e por último morreu C. Quanto à sucessão dos descendentes, assinale a alternativa correta, de como será distribuída a herança de A. Um terço para D, que recebe por estirpe. Dois terços distribuídos igualmente entre os filhos de B e C, que herdam por estirpe e direito de representação. Um terço para D, que recebe por cabeça. Um terço para os filhos de B, que recebem por estirpe e por direito de transmissão. O último terço irá para o filho de C, que herda por estirpe e por direito de representação. NRA Um terço para D, que recebe por cabeça. Um terço para os filhos de B, que recebem por estirpe e por direito de representação. O último terço irá para o filho de C, que herda por estirpe e por direito de transmissão. Um terço para D, que recebe por cabeça. Dois terços distribuídos igualmente entre os filhos de B e C, que herdam por cabeça por se acharem no mesmo grau. Explicação: Art. 1.833. Entre os descendentes, os em grau mais próximo excluem os mais remotos, salvo o direito de representação. Art. 1.834. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. Art. 1.835. Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, e os outros descendentes, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau. 6a Questão (DPE/RS) Sobre o Direito das Sucessões no ordenamento jurídico brasileiro é CORRETO afirmar: A partilha amigável, feita por escritura pública quando as partes forem maiores, capazes e concordes com os respectivos termos, deverá ser levada à homologação judicial em processo de arrolamento ou inventário para constituir título hábil ao registro imobiliário O Código Civil de 2002 prevê que a sucessão legítima defere-se, sucessivamente, aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, aos ascendentes, aos colaterais, e, por fim, ao cônjuge sobrevivente. Na sucessão legítima, a quota-parte do herdeiro renunciante transmite-se aos herdeiros deste. Assim, se o de cujus tinha vários filhos e um deles renuncia à herança, o quinhão do renunciante passará para seus filhos. A sucessão por direito de representação só se verifica na linha reta descendente, nunca na ascendente. Além disso, na linha colateral, ocorrerá em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. A cessão de direitos hereditários é um negócio jurí- dico translativo inter vivos, podendo ser celebrado mesmo antes da abertura da sucessão. Explicação: A sucessão por direito de representação só se verifica na linha reta descendente, nunca na ascendente. Além disso, na linha colateral, ocorrerá em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. 7a Questão Assinale a alternativa correta: É possível a aceitação parcial da herança. Os descendentes de herdeiro excluídos sucedem como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. O ato de renúncia da herança é passível de revogação. Regula a sucessão a lei vigente ao tempo da abertura do inventário. A sucessão abre-se no lugar do falecimento. Explicação: Os descendentes de herdeiro excluído da sucessão sucedem como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. 8a Questão São herdeiros necessários: os colaterais e os descendentes. os ascendentes e os colaterais. os descendentes e o cônjuge Os companheiros o cônjuge, os ascendentes e os descendentes. Explicação: Vide art. 1845 do CC. 1a Questão Ester, viúva, tinha duas filhas muito ricas, Marina e Carina. Como as filhas não necessitam de seus bens, Ester deseja beneficiar sua irmã, Ruth, por ocasião de sua morte, destinando-lhe toda a sua herança, bens que vieram de seus pais, também pais de Ruth. Ester o(a ) procura como advogado(a ), indagando se é possível deixar todos os seus bens para sua irmã. Deseja fazê-lo por meio de testamento público, devidamente lavrado em Cartório de Notas, porque suas filhas estão de acordo com esse seu desejo. Assinale a opção que indica a orientação correta a ser transmitida a Ester. Ester não pode dispor integralmente,pois as filhas não concordam. Ester pode dispor de todo o seu patrimônio em favor de Ruth, já que as filhas estão de acordo. Ester pode dispor de 50% de seu patrimônio em favor de Ruth, cabendo os outros 50% necessariamente às suas filhas, Marina e Carina, na proporção de 25% para cada uma. Em virtude de ter descendentes, Ester não pode dispor de seus bens por testamento. Ester só pode dispor de 1/3 de seu patrimônio em favor de Ruth, cabendo o restante de sua herança às suas filhas Marina e Carina,dividindo-se igualmente o patrimônio. Explicação: art. 1.845 do CC. 2a Questão (DPE/AM) A respeito da sucessão legítima, marque a alternativa CORRETA: Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão ao cônjuge sobrevivente, em concorrência com os colaterais. Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. Ao cônjuge sobrevivente que estava separado apenas de fato com o de cujus no momento do óbito é reconhecido o direito sucessório, independentemente do tempo da separação. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, sem concorrência com o cônjuge sobrevivente. Os tios têm preferência no recebimento da herança em relação aos sobrinhos. Explicação: Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. 3a Questão Quanto a legitimidade para suceder em determinada herança é incorreto afirmar que: O filho do testador casado, havido fora do casamento, não pode ser contemplado no testamento se não for antes reconhecido, sob pena de ser considerado interposta pessoa para fins de o testador beneficiar, por via indireta, a amante ou concubina O herdeiro pode perder a capacidade sucessória se afastado da herança por deserdação ou indignidade O herdeiro deve coexistir com o autor da herança para que tenha capacidade sucessória, salvo no caso do concepturo A prole eventual pode ser contemplada na herança, desde que não se passem mais de 2 anos desde a abertura da sucessão e a concepção do contemplado A pessoa jurídica possui legitimidade sucessória, inclusive as de natureza fundacional, que podem ser contempladas para serem constituídas após a morte do autor da herança Explicação: O filho do testador casado, havido fora do casamento, não pode ser contemplado no testamento se não for antes reconhecido, sob pena de ser considerado interposta pessoa para fins de o testador beneficiar, por via indireta, a amante ou concubina 4a Questão Sobre o direito das sucessões, assinale a alternativa CORRETA: a ordem de vocação hereditária na sucessão de uma pessoa falecida no dia 1º de janeiro de 2000, cujo inventário se inicia no dia de hoje, subordina-se ao Código Civil de 2002. o quinhão do descendente de primeiro grau que renunciar à herança acrescerá exclusivamente ao quinhão da viúva do de cujus, ainda que tenha o falecido deixado outros descentes de primeiro grau. o cônjuge sobrevivente que era casado com o de cujus pelo regime da separação obrigatória de bens herdará a totalidade da herança quando o falecido não houver deixado descendentes nem ascendentes. o herdeiro legítimo que renunciar ao seu quinhão na sucessão legítima não poderá receber os legados que lhe tenham sido destinados pelo de cujus em testamento, sob pena de violação à regra de que a aceitação e a renúncia da herança são indivisíveis Todas estão corretas Explicação: A lógica sucessória do código de 2002 implica que o regime de bens será relevante apenas quando o cônjuge sobrevivente vier a concorrer com descendente. Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; III - ao cônjuge sobrevivente; IV - aos colaterais. 5a Questão Milton morreu em 05/09/2008 ab intestato, deixando dois filhos, Débora e Mário. Este, tão logo soube do falecimento de seu pai, morreu imediatamente, deixando um herdeiro, Carlos. Em transmissão de seu pai, Carlos aceita a sucessão do seu avô, Milton. Isto posto, marque a alternativa correta: Carlos aceitou tacitamente a suceder seu pai, na medida em que agiu como seu herdeiro ao manifestar aceitação da sucessão do seu avô. É nula a aceitação de Carlos quanto à sucessão do seu avô, visto dever manifestar expressamente a sucessão de seu pai primeiro. Não se pode dizer se Carlos sucederá seu pai, haja vista a possibilidade de haver adstrição a alguma condição suspensiva. Carlos pode aceitar suceder seu avô e renunciar a sucessão do seu pai, pois são duas sucessões completamente diferentes. 6a Questão Sobre a sucessão legítima, é INCORRETO afirmar: na sucessão colateral, cada irmão bilateral herda o dobro do que cada irmão unilateral. com a morte do seu marido existe a possibilidade de a viúva concorrer na herança com filhos do falecido, ainda que não sejam descendentes dela. deixando o falecido apenas uma avó materna, uma avó paterna e um avô paterno, a herança será dividida em três partes iguais. descendentes, ascendentes e cônjuge do falecido têm direito à parte legítima da herança, por serem herdeiros necessários. Todas são corretas Explicação: Dessa forma, ilustrando, se o falecido não deixou filhos, mas apenas pais e uma esposa, o direito sucessório é reconhecido a favor dos três: pai + mãe + esposa; de forma igualitária. Da mesma forma como ocorre com a sucessão dos descendentes, na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinção de linhas, conforme enuncia o art. 1.836, § 1.º, do CC/2002. Não se pode esquecer que não existe direito de representação em relação aos ascendentes. Exemplificando, se o falecido deixou pais e avós, os dois primeiros ¿ seus pais ¿ herdam na mesma proporção, sendo excluídos os avós. Se o de cujus deixa a mãe ¿ sendo seu pai premorto ¿ e avós, somente a sua mãe herdará. Em complemento, havendo igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentes da linha paterna herdam a metade, cabendo a outra aos da linha materna (art. 1.836, § 2.º, do CC/2002). Para ilustrar, se o falecido com patrimônio de R$ 1.200.000,00 não deixou pais, mas apenas avós paternos e maternos, a herança é dividida inicialmente em duas partes, uma para cada linha. Depois a herança é fracionada entre os avós em cada grupo, que recebem quotas iguais, ou seja, R$ 300.000,00 cada um. Todavia, se o falecido com patrimônio de R$ 1.200.00,00 deixou três avós, dois na linha paterna e um na linha materna, estão presentes a igualdade de graus e a diversidade de linhas. Por isso, metade da herança é atribuída aos avós paternos ¿ R$ 600.000,00, recebendo R$ 300.000,00 cada um ¿ e outra metade para a avó materna ¿ que receberá R$ 600.000,00 7a Questão (TJMS/ FCC 2010) Na sucessão legítima. Havendo igualdade de linhas, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. O grau mais remoto exclui o mais próximo, na classe dos ascendentes. Havendo diversidade de graus, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto. Há direito de representação na linha ascendente. Explicação: art. 1.826, § 1o, do CC 8a Questão São herdeiros necessários: os descendentes, os ascendentes e o cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens do casamento. apenas o cônjuge sobrevivente, se o regime de casamento for o da comunhão universal de bens. apenas os descendentes e os ascendentes. os descendentes, os ascendentes e os colaterais até o terceiro grau. os descendentes e os colaterais até o quarto grau. 1a Questão Sobre a vocação hereditária, preceitua o Código Civil: Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da morte do ¿de cujus¿. São anuláveis as disposições testamentárias em favor de pessoas não legitimadas a suceder, quando simuladas sob a forma de contrato oneroso, ou feitas medianteinterposta pessoa. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários, entre outros, a concubina do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de um ano. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura do testamento cerrado. Na sucessão legítima podem ainda ser chamados a suceder os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivo este ao abrir-se a sucessão. Explicação: d) (Errada, o correto são 5 anos). e) (Errada, são nulos, não anuláveis). Questão correta: A legitimação pra suceder esta expressa no artigo 1.798 do Código Civil, verbis. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão¿. 2a Questão No caso de sucessão causa mortis, das classes de pessoas citadas, não comporá aquela dos herdeiros necessários: o filho adotivo do sucedido. o cônjuge do sucedido. os pais do sucedido. os irmãos do sucedido. Filho do sucedido Explicação: Segundo o Código Civil, ¿são herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge¿ (artigo 1.845), Salienta-se que, embora todo herdeiro necessário seja legítimo, nem todo legítimo é necessário, por isso a expressão ¿herdeiro necessário¿ é diferente da expressão ¿herdeiro legítimo. Art. 1.845, CC. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. 3a Questão (IX EXAME UNIFICADO OAB 2013 - adaptada) José, viúvo, é pai de Mauro e Mário, possuindo um patrimônio de R$ 300.000,00. Casou-se com Roberta, que tinha um patrimônio de R$ 200.000,00, pelo regime da comunhão universal de bens. José e Roberta tiveram dois filhos, Bruno e Breno. Falecendo Roberta, a divisão do monte seria a seguinte: O monte, no valor total de R$ 500.000,00, deve ser dividido em cinco partes, ou seja, José, Mauro, Mário, Breno e Bruno recebem, cada um, R$ 100.000,00 A herança deve ser dividida em três partes, cabendo a José, Bruno e Breno 1/3 do monte, ou seja, R$ 166.666,66 para cada um. José recebe R$ 250.000,00 e Mauro, Mário, Bruno e Breno recebem cada um R$ 62.500,00. José recebe a metade do patrimônio por direito próprio e ao menos 25% dos bens a serem divididos com seus filhos. José recebe R$ 250.000,00 e Bruno e Breno recebem, cada um, a importância de R$ 125.000,00. Explicação:Aplicação prática da regra do art. 1829, inciso I do CC, sendo José apenas meeiro, sem ostentar a qualidade de herdeiro. 4a Questão Como se calcula a legítima? Nenhuma das alternativas anteriores. Calcula-se a legítima sem incluir o bens sujeitos a colação, haja vista que esses já pertencem aos herdeiros em virtude da doação feita em vida pelo autor da herança, o de cujus. Calcula-se a legitima sobre a metade dos bens existentes na abertura da sucessão, sem abater as dívidas que deverão ser pagas pelos herdeiros, incluindo as despesas com funeral, adicionando-se, em seguida, o valor dos bens sujeitos a colação. Calcula-se a legitima sem abater as despesas do funeral, essas despesas deverão ser pagas pelos filhos, haja vista que é sua responsabilidade zelar pelo bem de seus ascendentes até depois de sua morte. Calcula-se a legítima sobre o valor dos bens existentes na abertura da sucessão, abatidas as dívidas e as despesas do funeral, adicionando-se, em seguida, o valor dos bens sujeitos a colação. Explicação: A resposta nada mais é do que a literalidade do art. 1847 CC, que trata da forma de cálculo da legítima. 5a Questão (TJ-SE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E REGISTROS) Acerca do direito das sucessões, assinale a opção correta. O direito de representação é possível na linha transversal, em favor dos sobrinhos do falecido, quando estes concorrem com irmãos do de cujus. A indignidade declarada por sentença e em ação própria alcança a pessoa do excluído e seus descendentes. Aceita-se a renúncia à herança em parte, sob condição ou a termo, devendo essa renúncia constar de instrumento público ou termo judicial. É válido o testamento celebrado por testador que não tenha pleno discernimento no momento da lavratura, uma vez que não se exige, para a validade do documento, a manifestação perfeita da vontade, mas somente a exata compreensão de suas disposições. Sendo uma das formalidades essenciais ao testamento a sua leitura, pelo testador, às testemunhas, o testamento particular não pode ser escrito em língua estrangeira. Explicação: O direito de representação é possível na linha transversal, em favor dos sobrinhos do falecido, quando estes concorrem com irmãos do de cujus. 6a Questão A respeito da sucessão legítima, assinale a opção INCORRETA (OAB/RJ ¿ 37º Exame da Ordem) (Adaptado) O cônjuge sobrevivente, casado pelo regime da separação obrigatória, concorre com os ascendentes na herança do cônjuge falecido. O cônjuge sobrevivente , casado pelo regime da comunhão universal, não concorre com os descendentes na herança do cônjuge falecido. A existência de herdeiros na classe dos descendentes afasta da sucessão os ascendentes; O consorte supérstite não herdará a totalidade da herança na ausência de descendentes e ascendentes; Os herdeiros colaterais não são herdeiros necessários; Explicação: Aplicação das regras da sucessão legítima estatuídas nos arts. 1829 a 1844 do CC. 7a Questão Configura-se o instituto da representação, em direito das sucessões, quando: Por testamento ou disposição de última vontade, o morto nomeia representantes para os herdeiros menores, confiando-lhes, enquanto durar a menoridade, a guarda e administração dos bens herdados. Por testamento ou disposição de última vontade, parentes do morto são chamados a suceder herdeiros não necessários. A lei determinar que certos herdeiros, menores ou incapazes, sejam representados, nos atos da vida civil, por tutores, curadores ou por aqueles que detenham o poder familiar como decorrência de determinação judicial. A lei chama certos parentes do morto a suceder em todos os direitos, em que ele sucederia se vivesse. NDA. Explicação: Art. 1.851. Dá-se o direito de representação, quando a lei chama certos parentes do falecido a suceder em todos os direitos, em que ele sucederia, se vivo fosse. 8a Questão (XVI Exame Unificado OAB) Márcia era viúva e tinha três filhos: Hugo, Aurora e Fiona. Aurora, divorciada, vivia sozinha e tinha dois filhos, Rui e Júlia. Márcia faleceu e Aurora renunciou à herança da mãe. Sobre a divisão da herança de Márcia, assinale a afirmativa correta. Aurora não pode renunciar à herança de sua mãe, uma vez que tal faculdade não é admitida quando se tem descendentes de primeiro grau. Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo, Fiona, Rui e Júlia, cabendo a Hugo e Fiona 1/3 da herança, e a Rui e Júlia 1/6 da herança para cada um. Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo, Fiona, Rui e Júlia, em partes iguais, cabendo a cada um 1/4 da herança Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo e Fiona, cabendo a cada um metade da herança. Explicação: Art. 1810, CC 1a Questão Da sucessão dos descendentes e concorrência do cônjuge supérstite, relativo aos regimes em que o cônjuge herda em concorrência com aqueles: É possível no regime da comunhão parcial de bens, não havendo bens particulares do falecido. É possível apenas no regime de separação legal de bens ou obrigatória de bens. É possível no regime da comunhão universal de bens e no regime de separação legal de bens ou obrigatória de bens. É possível no regime da comunhão universal de bens. É possível no regime de comunhão parcial de bens, em havendo bens particulares do falecido. 4a Questão (TJ/MS) Assinale a alternativaCORRETA em relação ao assunto indicado: Sucessão legítima. Há direito de representação na linha ascendente. Havendo diversidade de graus, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto. O grau mais remoto exclui o mais próximo, na classe dos ascendentes. Havendo igualdade de linhas, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. 5a Questão (VIII Exame Unificado - OAB - FGV) Com relação ao direito sucessório, assinale a afirmativa correta: O cônjuge sobrevivente, mesmo se constituir nova família, continuará a ter direito real de habitação sobre o imóvel em que residiu com seu finado cônjuge. A exclusão por indignidade pode ocorrer a partir da necessidade de que o herdeiro tenha agido sempre com dolo e por uma conduta comissiva. Os efeitos da indignidade não retroagem à data da abertura da sucessão, tendo, portanto, efeito ex nunc. A deserdação é forma de afastar do processo sucessório tanto o herdeiro legítimo quanto o legatário. Explicação: ¿Comparando-se o art. 1831 do Código Civil de 2002 com o seu antecessor (art. 1.611, CC 1916), houve substancial acréscimo qualitativo do direito real de habitação em favor do cônjuge sobrevivente. Primeiro, o cônjuge passa a desfrutar do direito real de habitação, independente do regime de bens adotado no matrimônio - no CC de 1916, só caberia em prol do meeiro no regime da comunhão universal. Segundo, no CC de 1916 o direito de habitação era vidual, posto condicionada a sua permanência à manutenção da viuvez. Doravante, mesmo que o cônjuge sobrevivente case novamente ou inaugure união estável, não poderá ser excluído da habitação, pois tal direito se torna vitalício.¿ (FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson.Direitos Reais. 8ª ed., Salvador: Juspodivm, 2012, p. 856-857). 6a Questão (FCC - TJMS 2010) Quanto a sucessão legítima, assinale a alternativa CORRETA: O grau mais remoto exclui o mais próximo, na classe dos ascendentes. Há direito de representação na linha ascendente. Havendo igualdade de linhas, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Havendo diversidade de graus, os ascendentes da linha paterna herdam na integralidade. Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto. Explicação: Art. 1.836. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. § 1o Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinção de linhas. 7a Questão Quanto ao direito das sucessões, assinale a opção correta. Havendo herdeiros legítimos, o autor da herança poderá dispor por testamento da metade de seu patrimônio, a chamada parte disponível, pois a outra parte, a legítima, será necessariamente entregue a esses herdeiros, desde que não haja cláusula testamentária de deserdação. Considera-se aberta a sucessão no lugar do falecimento do autor da herança ou, quando este é desconhecido, no lugar onde se encontrar a maior parte dos bens a serem inventariados. O pacto sucessório é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois é nulo de pleno direito o contrato que tenha por objeto os bens do espólio. Ademais, a herança é direito indivisível, e os bens que a constituem são uma universalidade, por isso, os herdeiros não poderão validamente fazer qualquer convenção quanto aos bens da herança enquanto não for ultimado o inventário. Considere que o autor de uma herança seja casado pelo regime da separação de bens e não tenha deixado descendentes, deixando o cônjuge sobrevivente, e como ascendentes, os pais e a avó materna. Nessa hipótese, serão chamados a suceder os ascendentes, por direito próprio, e a herança será divida em três partes iguais. O credor que se sentir prejudicado pela renúncia do herdeiro poderá, mediante autorização do juiz, aceitar a herança em nome do renunciante. Quitadas as dívidas do renunciante e se houver saldo, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros. Explicação: Hà norma expressa no Código Civil nesse sentido: art 1813 CC 8a Questão Acerca da sucessão legítima é correto afirmar que: Os descendentes em grau mais próximo sempre possuem preferência em relação aos demais de grau mais remoto O cônjuge sobrevivente casado em regime de separação total de bens concorre com os descendentes do de cujus; Aos colaterais de qualquer grau é concedia pela lei a vocação hereditária na ausência dos parentes mais próximos Os descendentes possuem preferência na ordem de vocação hereditária; O cônjuge sobrevivente concorre nos bens deixados em herança com o Estado somente se aceitar em parte a herança. 1a Questão (TJ/BA) Eduardo faleceu em virtude de um acidente automobilístico. Não deixou descendentes ou ascendentes, restando apenas quatro irmãos na qualidade de herdeiros legítimos. Dois irmãos, André e Cláudio, são filhos do primeiro casamento do pai de Eduardo, enquanto os outros dois, Valério e Gabriel, são resultantes do casamento de seu pai com sua mãe. Para efeito de sucessão legítima, é CORRETO afirmar que: os quatros irmãos herdarão em igualdade de condições, por força das regras da ordem da vocação hereditária prevista na lei civil. os bens serão transmitidos para a municipalidade. André e Cláudio herdarão a metade do que Valério e Gabriel herdarem. os quatros irmãos herdarão em igualdade de condições, por força dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade. Valério e Gabriel herdarão a metade do que André e Cláudio herdarem. 2a Questão (Questão 26 119º Exame OAB-SP) Caso sejam nomeados herdeiros: "A" com 1/6 da herança, "B" com 2/6 e "C" com 3/6, sendo substitutos entre si, se "A" não aceitar a herança, sua quota será dividida entre "B" e "C", na mesma proporção fixada na primeira disposição, isto é, "B" receberá duas partes dela e "C", três. Nesta hipótese, temos: substituição ordinária singular. substituição compendiosa. substituição recíproca. substituição ordinária plural. 3a Questão (MP/SP 83º) É correto reconhecer, que na falta de ascendentes e descendentes, a sucessão será deferida totalmente ao cônjuge sobrevivente, se ao tempo da morte do outro a sociedade conjugal não estava dissolvida. Diante de tal assertiva será acertado afirma que: no regime da separação obrigatória, o cônjuge sobrevivente figurará como meeiro e poderá, outrossim, ser herdeiro concorrente, por não haver impedimento legal nesse sentido. se o cônjuge sobrevivente vier a concorrer com o genitores do de cujus, tocar-lhe-á metade da herança, se apenas com um descendente do primeiro grau, um terço; se com ascendentes de grau maior, também a metade. separado apenas de fato o casal quando da morte de um dos cônjuges, e estando cada um deles convivendo com terceiro na época do falecimento, essa circunstância mostra-se como sendo intransponível obstáculo para a obtenção do direito sucessório. na hipótese de o casamento ter sido celebrado sob o regime da comunhão parcial, e não possuindo o morto bens particulares, o cônjuge sobrevivente participa da herança, sem direito à meação. quando em concurso com descendentes, o cônjuge sobrevivente só participará da herança do outro se o regime de bens for o da separação voluntária, ou da comunhão parcial de bens quanto aos bens particulares do morto, ou seja, aqueles que não entram na comunhão. 4a Questão (IX Procurador do Estado - GO - adaptada) Assinale a alternativa correta: O direito de representação dá-se exclusivamente na linha transversal. O direito de representação dá-se na linha reta ascendente, mas nunca na descendente e excepcionalmente na linha colateral. O direito de representação dá-seexclusivamente na linha ascendente. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente e, excepcionalmente na linha colateral. O renunciante à herança de uma pessoa não poderá representá-la na sucessão de outra. Explicação: Art's 1851/1853, CC 5a Questão Conforme os ensinamentos do Código Civil de 2002, não são herdeiros necessários: Companheiro Conjugue Nenhuma das afirmativas aqui apresentadas. Descendente Ascendente Explicação: O companheiro não entra no rol de herdeiros necessários. Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. 6a Questão Felipe divorciou-se de Ana Maria, com quem tivera três filhos: Carlos, Camilo e Cláudio. Anos mais tarde, casou-se com Beatriz pelo regime da comunhão universal de bens. No momento do casamento, Felipe possuía R$ 200.000,00 e Beatriz R$ 300.000,00. Felipe e Beatriz tiveram duas filhas, Bianca e Bárbara. Com o falecimento de Beatriz, sem deixar testamento, como se daria a divisão do patrimônio do casal? O patrimônio do casal (R$ 500.000,00) deverá ser dividido entre Felipe, Carlos, Camilo, Cláudio, Bianca e Bárbara, em partes iguais. Felipe terá direito à totalidade dos bens do casal (R$ 500.000,00). Felipe terá direito à meação dos bens do casal no valor de R$ 250.000,00 e os outros R$ 250.000,00 (parte da meação que caberia a Beatriz) serão partilhados entre Carlos, Camilo, Cláudio, Bianca e Bárbara. Felipe terá direito à meação dos bens do casal no valor de R$ 250.000,00 e os outros R$ 250.000,00 (parte da meação que caberia a Beatriz) serão divididos por Bianca e Bárbara. Felipe, Bianca e Bárbara dividirão os bens do casal (R$ 500.000,00) em partes iguais (1/3 para cada um). Explicação: Considerando que Felipe e Beatriz se casaram pelo regime da comunhão universal, todo o patrimônio se comunica, independentemente de ter sido adquirido antes ou depois do casamento (Art. 1667, do Código Civil). Com a morte de Beatriz, Felipe terá direito a metade do patrimônio do casal a título de meação (Art. 1829, I do Código Civil). A parte do patrimônio do casal que caberia a Beatriz constituirá sua herança e será dividida em partes iguais entre seus descendentes, Bianca e Bárbara, em partes iguais (lembrando qeu Carlos, Camilo e Cláudio não são herdeiros de Beatriz). 7a Questão De acordo com o Código Civil pátrio, todas as assertivas estão corretas, EXCETO: Os descendentes não podem deserdar os ascendentes. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo de participação que lhes caiba por herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado a família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, e os outros descendentes, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. Explicação: Os descendentes podem deserdar os os ascendentes. O instituto da deserdação serve tanto para ascendente como para descendente. 8a Questão Com referência a sucessão, inventário e partilha, assinale a opção correta. Romper-se-á o testamento já registrado em cartório se sobrevier ao testador outro descendente depois da lavratura do ato. A constatação de vício formal no testamento público acarretará a invalidade do ato, haja vista que a formalidade lhe é legalmente imposta. Os herdeiros serão responsáveis pelo pagamento das dívidas do falecido até o momento em que for realizada a partilha. Além do herdeiro que não aponta a existência de bens do acervo, poderá ser tido como sonegador o herdeiro que não apontar a existência de locação de bem arrolado no inventário. O ato de disposição patrimonial da meação da viúva em favor dos herdeiros configura verdadeira renúncia à herança e depende da abertura da sucessão. Explicação: Art.1.992. O herdeiro que sonegar bens da herança, não os descrevendo no inventário quando estejam em seu poder, ou, com o seu conhecimento, no de outrem, ou que os omitir na colação, a que os deva levar, ou que deixar de restituí-los, perderá o direito que sobre eles lhe cabia. 1a Questão (2016 ¿ FCC - PGE-MT) O cônjuge sobrevivente sucede: em concorrência com os descendentes, no regime da comunhão parcial, sejam os bens comuns ou particulares. em concorrência com os ascendentes em primeiro grau, ainda que haja descendentes. por inteiro, na falta de descendentes, ainda que haja ascendentes. em concorrência com os descendentes, independentemente do regime em que era casado. ainda que separado de fato do falecido, há mais de dois anos, desde que haja prova de que a convivência se tornou impossível sem culpa do sobrevivente. Explicação: Art. 1.830, CC: Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. 2a Questão (2008 ¿ CESPE - PGE-PB) Quanto ao direito de sucessão, assinale a opção correta. Ocorre o direito de acrescer quando, realizada a renúncia da herança, são chamados parentes do renunciante a sucederem em todos os direitos em que ele sucederia se não houvesse renunciado à herança. Não havendo descendentes, serão chamados os herdeiros da classe seguinte, isto é, os ascendentes, o cônjuge ou companheiro sobrevivente, ou os colaterais. Os herdeiros necessários, objetivando garantir o princípio da intangibilidade da legítima, têm o direito de exigir colação, só se operando a dispensa desse dever por expressa e formal manifestação do doador, que pode determinar que a doação ou ato de liberalidade recaia sobre a parcela disponível de seu patrimônio. Na sucessão legítima, o cônjuge ocupa a condição de herdeiro necessário e, qualquer que seja o regime matrimonial de bens, concorrente com os descendentes do falecido. O autor da herança só pode excluir de sua sucessão herdeiro colateral, por meio de testamento e em virtude de comprovada indignidade desse herdeiro. Os bens de uma pessoa que falece e deixa avô materno e filhos do avô paterno premorto serão herdados unicamente por estes, por serem eles descendentes de parentes da mesma classe. Explicação: Questão que abrange regras de sucessão, a despeito da legítima, aceitação 3a Questão Em relação ao direito de representação, é INCORRETO afirmar que: os filhos representam os pais pré-mortos na sucessão dos avós. exceção à regra geral de que, na mesma classe, os parentes mais próximos preferem aos mais afastados. dá-se tanto na linha reta descendente quanto na ascendente. os representantes só podem herdar o que herdaria o representado, se vivo fosse. dá-se quando ocorre a morte do herdeiro anterior à do de cujus. Explicação: Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. 4a Questão A respeito da sucessão legítima, assinale a opção INCORRETA (OAB/RJ 37º Exame da Ordem) (Adaptado) O consorte supérstite herdará a totalidade da herança na ausência de descendentes e ascendentes; Na união estável, não tendo o de cujus descendentes, mas somente ascendentes, o convivente sobrevivo concorrerá, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da convivência, a um terço do montante hereditário. Os herdeiros colaterais são herdeiros necessários; O cônjuge sobrevivente, casado pelo regime da separação obrigatória, concorre com os ascendentes na herança do cônjuge falecido. A existência de herdeiros na classedos descendentes afasta da sucessão os ascendentes; 5a Questão O art. 1.846 do Código Civil prevê que pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima. São herdeiros necessários: apenas os ascendentes e descendentes. os ascendentes, os descendentes e o cônjuge. os ascendentes, os descendentes e os colaterais. os ascendentes, os descendentes, o cônjuge ou companheiro. os ascendentes, os descendentes, o cônjuge ou companheiro e os colaterais. Explicação: Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. Porém o art. 1.790 do CC foi declarado inconstitucional pelo STF, determinando que ao companheiro sejam garantidos os mesmos direitos deferidos aos cônjuges. 6a Questão (TJ/MS 2015) É correto que no direito de representação, considerado como instituto do direito das sucessões, há direito de representação na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. quando houver mais de um representante concorrendo à sucessão por estirpe, a herança caberá ao mais velho. o renunciante à herança de uma pessoa não poderá representá-la na sucessão de outra. o descendente do herdeiro excluído da sucessão não poderá herdar representando o excluído. não há direito de representação na linha transversal. 7a Questão Letícia casou-se com Virgílio quando tinha 80 anos, portanto, estabeleceu-se o regime de separação obrigatória de bens. Após três anos de um casamento feliz e harmonioso, Letícia faleceu e Virgílio lhe procura como advogado(a) com as seguintes informações: Letícia deixou um filho único chamado João Carlos, que por sua vez teve dois filhos (Clarêncio e David), assim como uma sobrinha, Clarice. Sabendo que Letícia não deixou testamento, como fica Virgílio na questão sucessória? Deve-se preservar a herança de Virgílio, concorrendo este com João Carlos e seus filhos. João Carlos e Clarice deverão receber sua parte na herança. Virgílio, João Carlos, Clarêncio e David possuem 1/4 da herança cada. João Carlos é o único herdeiro do patrimônio de Letícia. Virgílio concorre somente com João Carlos. Explicação: Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; 8a Questão A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro, pode ser feita de um cônjuge a outro, preservados interesses de terceiros, mas não de ascendentes a descendentes, por lesarem a legítima dos não beneficiados. não pode ser feita em nenhum dos casos, pela lesão presumida à legítima e a credores, respectivamente. pode ser feita de ascendentes a descendentes, como adiantamento da legítima, mas não de um cônjuge a outro, que será ineficaz pela presunção de fraude contra credores. pode ser feita legalmente, em ambos os casos importando adiantamento do que lhes couber por herança. só poderá ser feita, em ambos os casos, se houver a anuência dos demais herdeiros necessários, sendo nulos os atos na hipótese de ausência dessa concordância prévia. Explicação: A doação de ascendente para descendente é perfeitamente válida e não necessita de anuência dos demais herdeiros para sua eficácia. Estabelece o art. 544, CC: A doação de ascendentes a descendentes,ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do que lhes cabe por herança. Assim, quando do falecimento do doador, os bens que tiverem sido doados aos descendentes e/ou ao cônjuge deverão ser arrolados no inventário como antecipação da legítima e compensados nas suas respectivas quotas em relação aos demais herdeiros. Lembrando que a doação não poderá ultrapassar a legítima, que é aparte de 50% do patrimônio do doador, cabível aos seus herdeiros necessários (descendentes,ascendentes e cônjuges). Se o valor ultrapassar a legítima ocorrerá a chamada doação inoficiosa. Art. 549, CC: será nula a doação quanto ao valor que exceder ao que o doador poderia dispor em testamento. A colação tem por finalidade igualar as legítimas dos descendentes e do cônjuge sobrevivente, obrigando também os donatários que, ao tempo do falecimento do doador, já não possuírem os bens doados. 1a Questão Sobre a sucessão legítima, é correto afirmar que, na falta de ascendentes e descendentes, sendo casado o falecido: A sucessão será inteiramente deferida ao cônjuge, ainda que o casamento tenha sido na separação convencional; Havendo pacto antenupcial com isolamento patrimonial, a vontade dos nubentes prevalecerá, herdando os colaterais por força do acordo de vontades; O cônjuge terá direito apenas à meação, enquanto os demais parentes do falecido terão direito à sucessão; Herdarão os irmãos do falecido; O cônjuge sobrevivente não será considerado herdeiro necessário; Explicação: Aplicação da regra legal: Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. 1a Questão Sobre a sucessão legítima, é correto afirmar que, na falta de ascendentes e descendentes, sendo casado o falecido: A sucessão será inteiramente deferida ao cônjuge, ainda que o casamento tenha sido na separação convencional; Havendo pacto antenupcial com isolamento patrimonial, a vontade dos nubentes prevalecerá, herdando os colaterais por força do acordo de vontades; O cônjuge terá direito apenas à meação, enquanto os demais parentes do falecido terão direito à sucessão; Herdarão os irmãos do falecido; O cônjuge sobrevivente não será considerado herdeiro necessário; Explicação: Aplicação da regra legal: Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. 2a Questão (IX EXAME UNIFICADO OAB 2012) José, viúvo, é pai de Mauro e Mário, possuindo um patrimônio de 300.000 reais. Casou-se com Roberta, que tinha um patrimônio de 200.000 reais, pelo regime da comunhão universal de bens. José e Roberta tiveram dois filhos, Bruno e Breno. Falecendo Roberta, a divisão do monte seria a seguinte: José recebe 250.000,00 e Mauro, Mário, Bruno e Breno recebem cada um 62.500 reais. José recebe 250.000 reais e Bruno e Breno recebem, cada um, a importância de 125.000 reais. O monte, no valor total de 500.000 reais, deve ser dividido em cinco partes, ou seja, José, Mauro, Mário, Breno e Bruno recebem, cada um, 100.000 reais. A herança deve ser dividida em três partes, cabendo a José, Bruno e Breno 1/3 do monte, ou seja, 166.666,66 reais para cada um. Explicação: Com o casamento pelo regime da comunhão universal o patrimônio do casal passou a ser de 500.000,00. Nos termos do artigo 1.829, I do CC o cônjuge casado pelo regime da comunhão universal é apenas meeiro, não participando da herança. Assim, com a morte de Roberta, José terá direito apenas à meação e a herança deixada por Roberta, que corresponde a 250.000,00, será recebida apenas por seus herdeiros Bruno e Breno, recebendo 125.000,00 cada um. Mauro e Mário não são herdeiros de Roberta, apenas de José. 3a Questão Quanto ao direito sucessório, julgue os itens abaixo: I. Na hipótese de comoriência dos cônjuges, sem descendentes, o patrimônio de cada um dos comorientes deverá ser recebido pelos seus respectivos herdeiros. II. Na hipótese de morrer o pai e renunciando a sua sucessão um dos seus três filhos, os outros dois sucessores receberão, cada um, metade da herança. III. Não há sucessão entre comorientes, a não ser que um dos dois falecidos tenha deixado testamento válido. todas as assertivas são corretas. as assertivas I e II sãocorretas. todas as assertivas são incorretas. as assertivas II e III são corretas. apenas a assertiva II é correta. 4a Questão Quanto aos efeitos da aceitação e da renúncia, marque a alternativa correta: O herdeiro que permanece em silêncio, indiferente à herança, significa aceitação tácita. O herdeiro, se também for legatário, poderá aceitar a herança e renunciar o legado. A renúncia não admite que seus efeitos retroajam à data da abertura da sucessão. Nenhuma espécie de renúncia implica no pagamento de imposto de transmissão. 5a Questão (MANAUSPREV Procurador Autárquico) Gilmar faleceu sem deixar testamento. Ao tempo da sucessão, havia deixado apenas um primo vivo, José, e outro morto, João. João possuía três filhos, dois vivos e um morto. Este, por sua vez, possuía um filho, neto de João. A sucessão será deferida na proporção de 1/2 para José e 1/2 para os dois filhos de João, excluído seu neto. ao Município, pois os primos não herdam. na proporção de 1/3 para José, 1/3 aos dois filhos e 1/3 ao neto de João. na proporção de 1/2 para José e 1/2 a serem divididos entre os dois filhos e o neto de João. por inteiro em favor de José. Explicação: Trata-se de questão abordando sucessão legítima dos colaterais, não cabendo direito de representação aos herdeiros do outro colateral pré-morto. Código Civil: Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente. Art. 1.853. Na linha transversal, somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. TJ-RS - 2009 - TJ-RS Juiz - Carolina contraiu matrimônio com Carlos, adotando, mediante pacto antenupcial, o regime da comunhão universal de bens. Ao longo do casamento, sobrevieram-lhes três filhos comuns. Carlos, antes de casar, já possuía bens, no valor de R$ 100.000,00. Durante o casamento, o casal adquiriu, a título oneroso, bens no valor de R$ 120.000,00. Em 24 de janeiro de 2008, Carlos veio a falecer, sem deixar testamento. Diante do exposto, assinale a opção correta de partilha. Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditário de Carolina e de cada filho: R$ 27.500,00 Meação de Carolina: R$ 50.000,00. Quinhão hereditário de Carolina e de cada filho: R$ 42.500,00 Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditário de cada filho: R$ 36.666,66 Meação de Carolina: R$ 110.000,00. Quinhão hereditario de Carolina: R$ 50.000,00. Quinhão hereditário de cada filho: R$ 20.000,00 Meação de Carolina: R$ 60.000,00. Quinhão hereditário de Carolina e de cada filho: R$ 40.000,00 Aula 4 1a Questão O Legado consiste em uma das modalidades de testamento; em uma forma ordinária de testamento; em um bem certo e determinado, deixado pelo autor da herança, a alguém, denominado legatário, por manifestação expressa em testamento ou codicilo; em uma forma especial de testamento. em uma parte do testamento que é reservada ao herdeiro; Explicação: Legado é coisa certa e determinada. 2a Questão (DPE/TO) Acerca das sucessões, assinale a opção CORRETA: Aberta a sucessão pelo ajuizamento da ação de inventário, a herança transmite-se por sentença que homologa a partilha de bens aos herdeiros legítimos e testamentários. A sucessão abre-se no lugar da morte do falecido. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade, conforme seja legítima ou testamentária, e, havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. A companheira ou o companheiro, na sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos na vigência da união estável, concorre com descendentes só do autor da herança, tendo direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída a cada um deles. Legitimam-se a suceder apenas as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão, não havendo direitos sucessórios do nascituro. Explicação: A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade, conforme seja legítima ou testamentária, e, havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. 3a Questão Sobre sucessão testamentária, marque a opção INCORRETA: Por meio de testamento é possível instituir legado de usufruto em favor de pessoa indicada pelo testador. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero, será o mesmo cumprido, ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador A responsabilidade pelo cumprimento do legado caberá ao legatário. As despesas e os riscos da entrega do legado correm à conta do legatário, se não dispuser diversamente o testador. No caso de instituição de legado de usufruto sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. Explicação: CC, Art. 1.921. O legado de usufruto, sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. CC, Art. 1.921. O legado de usufruto, sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. CC, Art. 1.915. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero, será o mesmo cumprido, ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador. CC, Art. 1.936. As despesas e os riscos da entrega do legado correm à conta do legatário, se não dispuser diversamente o testador.CC, Art. 1.934. No silêncio do testamento, o cumprimento dos legados incumbe aos herdeiros e, não os havendo, aos legatários, na proporção do que herdaram. 4a Questão Em 2004, Joaquim, que não tinha herdeiros necessários, lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana. Em 2006, arrependido, Joaquim revogou o testamento de 2004, nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. Em 2008, Sérgio faleceu, deixando uma filha Catarina. No mês de julho de 2010, faleceu Joaquim. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão, Rubens. Assinale a alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim. Ana e Rubens. Catarina. Rubens. A herança será vacante. Ana. Explicação: A limitação do art. 1789 do CC se faz quando existente um herdeiro necessário (art. 1845 CC). Inexistindo, o testador tem liberdade total. 5a Questão Luiza, brasileira, viúva, sem ascendentes e descendentes vivos, faleceu. Deixou uma carta escrita de próprio punho, escrita em uma folha de caderno, datada e assinada onde divide seu patrimônio composto apenas de bens móveis de pequeno valor entre seus amigos e parentes mais próximos. No caso em tela estamos diante de que documento: Nenhuma das afirmativas aqui mencionadas. Estamos diante de um codicilo. Inválido, pois a forma prevista na lei é a presença de assinatura de no mínimo três testemunhas. Este é um codicilo válido, pois sua exigência é que seja escrito, datado e assinado. Não precisando de mais formalidades. Testamento particular, eivado de vício, haja vista que não foi respeitada a forma prevista na lei. Testamento público viciado, pois não foi levado a registro no cartório. Explicação: Art. 1.881. Toda pessoa capaz de testar poderá, mediante escrito particular seu, datado e assinado, fazer disposições especiais sobre o seu enterro, sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas, ou, indeterminadamente, aos pobres de certo lugar, assim como legar móveis, roupas ou jóias, de pouco valor, de seu uso pessoal. 6a Questão Quanto à liberdade do testar no Direito Civil brasileiro: Será plena quando não houver herdeiros necessários. Se houver herdeiros colaterais só pode dispor da metade do patrimônio. Em regra geral, será ilimitada A sucessão testamentária decorre da lei ou da disposição de ultima vontade. NDA Explicação: Essa é a conclusão que se chega do art. 1789 do Código Civil já que só há limitação quando há herdeiros necessários. 7a QuestãoNo direito brasileiro: (OAB/RJ 32º Exame) (adaptado) a sucessão legítima é subsidiária em relação à sucessão testamentária. a sucessão testamentária prevalece em qualquer caso, sem levar em consideração a sucessão legítima. a sucessão testamentária só pode abranger 20% do patrimônio do de cujus. a sucessão testamentária não pode abranger os bens da legítima. a sucessão testamentária só pode abranger os bens da legítima. Explicação: Compreensão dos arts. 1845 a 1850 do CC a despeito dos direitos dos herdeiros necessários, em que estes terão direito à metade dos bens do falecido, quando este deixar testamento. 8a Questão Não são considerados, pela lei, herdeiros necessários: colaterais e companheiros. cônjuge e descendentes. descendentes e ascendentes. ascendentes e cônjuge. todos os acima mencionados são herdeiros necessários. Explicação: Conforme previsão expressa do art. 1845 do Código Civil, são herdeiros necessários apenas os descendentes, ascendentes e o cônjuge. "Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge." 2a Questão Ao estipular o doador que os bens doados reverterão ao seu patrimônio se o donatário vier a falecer antes dele, ter-se-á qual tipo de doação: Conjuntiva inoficiosa. Condição a prazo determinado Sob condição suspensiva expressa Condição positiva Com cláusula de reversão. Explicação: Dispõe o artigo 547 do Código Civil que ¿O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobreviver ao donatário¿. O bem adquirido pelo donatário com tal cláusula estará, portanto, sujeito à condição resolúvel, sendo, assim, uma modalidade de propriedade temporária 3a Questão Sobre a herança, vocação e aceitação assinale a alternativa incorreta: Com a aceitação da herança se torna definitiva a transmissão já efetivada com a morte do 'de cujus'. Vocação hereditária significa chamamento para receber a herança se assim o herdeiro o quiser. Ordem da vocação hereditária significa ordem de chamada para receber a herança e o herdeiro mais próximo exclui o herdeiro mais distante. Herdeiro necessário não pode ser contemplado em testamento. O princípio 'saisine" surgiu na Idade Média pelo Direito Costumeiro francês, como forma de oposição ao regime feudal. Hoje este princípio está consubstanciado, entre nós, no art. 1784 do CC brasileiro que significa que o próprio 'de cujus' transmite ao sucessor a propriedade e a posse da herança. Explicação: Se o de cujus tiver herdeiros necessários, o testamento estará limitado a 50% do patrimônio do falecido, conforme o artigo 1789 do Código Civil (¿Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança¿), porém, apesar deste não poder dispor da parte indisponível em testamento, poderá dispor com a parte disponível, criando uma situação onde o herdeiro necessário também é herdeiro testamentário. 4a Questão Não são considerados, pela lei, herdeiros necessários: ascendentes e cônjuge. cônjuge e descendentes. todos os acima mencionados são herdeiros necessários. colaterais e companheiros. descendentes e ascendentes. Explicação: Conforme previsão expressa do art. 1845 do Código Civil, são herdeiros necessários apenas os descendentes, ascendentes e o cônjuge. "Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge." 5a Questão Caduca o legado, se: sobrevier descendente sucessível, desconhecido do testador quando testou. a coisa perecer ou for evicta. o testamento não respeitar os requisitos essenciais à sua validade. referir à pessoa incerta impossível de se identificar. inquinado de erro, dolo ou coação. Explicação: Art. 1.939. Caducará o legado: I - se, depois do testamento, o testador modificar a coisa legada, ao ponto de já não ter a forma nem lhe caber a denominação que possuía; II - se o testador, por qualquer título, alienar no todo ou em parte a coisa legada; nesse caso, caducará até onde ela deixou de pertencer ao testador; III - se a coisa perecer ou for evicta, vivo ou morto o testador, sem culpa do herdeiro ou legatário incumbido do seu cumprimento; IV - se o legatário for excluído da sucessão, nos termos do art. 1.815; V - se o legatário falecer antes do testador. Art. 1.940. Se o legado for de duas ou mais coisas alternativamente, e algumas delas perecerem, subsistirá quanto às restantes; perecendo parte de uma, valerá, quanto ao seu remanescente, o legado. 6a Questão Marcos, Alberto, Carla, José e Paulo são irmãos e herdeiros da mãe falecida. Marcos deseja transferir seus direitos sucessórios para Carla onerosamente, tendo garantido a preferência também a Alberto e Paulo. Diante disso, marque a alternativa correta: Nenhuma das opções A cessão está perfeita, desde que o preço e as condições oferecidas a todos tenham sido iguais. José poderá impugnar a cessão porque não lhe foi oferecido o quinhão de Marcos. Não havia necessidade de se conferir preferência porque não se trata de condomínio. O negócio jurídico depende do deferimento do juiz da sucessão. 8a Questão (TJ/PE 2013 - FCC - JUIZ SUBSTITUTO) Só se permite o testamento público aos analfabetos, devendo a escritura de testamento, neste caso, ser subscrita por cinco testemunhas indicadas pelo testador. ao indivíduo inteiramente surdo, que souber ler e escrever ou, não o sabendo, que designe quem o leia em seu lugar, presentes cincos testemunhas. às pessoas que contarem mais de setenta anos de idade. ao cego, a quem lhe será lido, em voz alta, duas vezes, uma pelo tabelião ou por seu substituto legal e a outra por uma das testemunhas, designada pelo testador, fazendo-se de tudo circunstanciada menção no testamento. à pessoa estrangeira, que não conheça o idioma nacional, devendo as testemunhas conhecerem a língua em que se expressa o testador, e mediante tradução feita por tradutor juramentado. Explicação: Não pode ser testemunha testamentária: o surdo; o cego; o herdeiro ou legatário instituído no testamento, bem como seus descendentes, ascendentes, irmãos, cônjuges ou companheiros (art. 228 CC); Por fim, também não podem ser testemunhas os cônjuges, os descendentes, os ascendentes e os colaterais por consanguinidade, até o terceiro grau, das partes envolvidas. De acordo com jurisprudência do STJ, ¿As testemunhas impedidas de participarem do ato são as resultantes de parentesco por consanguinidade, não as por afinidade¿. 1a Questão São tipos de legado De crédito, usufruto, de coisa certa e de direitos De coisa incerta, de deveres e obrigações Os mesmos da sucessão hereditária Não existem mais em testamento, apenas em codicilo De obrigação de fazer, não fazer, de dar e entregar quantia certa Explicação: Art. 1.912. É ineficaz o legado de coisa certa que não pertença ao testador no momento da abertura da sucessão. Art. 1.913. Se o testador ordenar que o herdeiro ou legatário entregue coisa de sua propriedade a outrem, não o cumprindo ele, entender-se-á que renunciou à herança ou ao legado. Art. 1.914. Se tão-somente em parte a coisa legada pertencer ao testador, ou, no caso do artigo antecedente, ao herdeiro ou ao legatário, só quanto a essa parte valerá o legado. Art. 1.915. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero, será o mesmo cumprido, ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador. Art. 1.916. Se o testador legar coisa sua, singularizando-a, só terá eficácia o legado se, ao tempo do seu falecimento, ela se achava entre os bens da herança; se a coisa legada existir entre os bens do testador, mas em quantidade inferior à do legado, este será eficaz apenas quanto à existente. Art. 1.917. O legado de coisa que deva encontrar-se em determinado lugar só terá eficáciase nele for achada, salvo se removida a título transitório. Art. 1.918. O legado de crédito, ou de quitação de dívida, terá eficácia somente até a importância desta, ou daquele, ao tempo da morte do testador. § 1o Cumpre-se o legado, entregando o herdeiro ao legatário o título respectivo. § 2o Este legado não compreende as dívidas posteriores à data do testamento. Art. 1.919. Não o declarando expressamente o testador, não se reputará compensação da sua dívida o legado que ele faça ao credor. Parágrafo único. Subsistirá integralmente o legado, se a dívida lhe foi posterior, e o testador a solveu antes de morrer. Art. 1.920. O legado de alimentos abrange o sustento, a cura, o vestuário e a casa, enquanto o legatário viver, além da educação, se ele for menor. Art. 1.921. O legado de usufruto, sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. Art. 1.922. Se aquele que legar um imóvel lhe ajuntar depois novas aquisições, estas, ainda que contíguas, não se compreendem no legado, salvo expressa declaração em contrário do testador. Parágrafo único. Não se aplica o disposto neste artigo às benfeitorias necessárias, úteis ou voluptuárias feitas no prédio legado. 2a Questão Determinada pessoa solteira e sem filhos, com pais vivos, dispôs, mediante testamento, sobre os bens de sua futura herança. De acordo com o ordenamento jurídico vigente, tal disposição: encontra-se limitada à metade dos bens da herança, eis que a outra metade é alcançada pela legítima, cujo direito, no caso, é dos ascendentes poderá ser efetuada, desde que resguardado, mediante legado, montante suficiente para fazer frente à subsistência dos ascendentes. não encontra qualquer limitação, eis que ausentes descendentes que são os herdeiros necessários em relação aos quais deve ser respeitada a legítima. somente é possível mediante testamento público, observadas as formalidades legais aplicáveis. somente será possível judicialmente, mediante processo de destituição de pátrio poder. Explicação: Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge.Art. 1.846. Pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima.Art. 1.857. Toda pessoa capaz pode dispor, por testamento, da totalidade dos seus bens, ou de parte deles, para depois de sua morte.§ 1o A legítima dos herdeiros necessários não poderá ser incluída no testamento. 3a Questão Miguel dispôs seus bens em favor do filho que teve com a amante, sendo que o testamento foi escrito pela avó materna da criança. Considerando haver filhos concebidos no casamento, marque a alternativa correta: A disposição seria válida se o testamento tivesse sido escrito por alguém que não tivesse relação com a criança. Nenhuma das opções Não se pode nomear apenas um filho em testamento porque todos têm de receber o mesmo quinhão. Trata-se de pessoa interposta, pelo que jamais seria válida a disposição testamentária. Ainda que existam outros filhos, não há vício algum quanto à nomeação testamentária. 4a Questão Sobre sucessão testamentária, marque a opção INCORRETA: Por meio de testamento é possível instituir legado de usufruto em favor de pessoa indicada pelo testador. No caso de instituição de legado de usufruto sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. As despesas e os riscos da entrega do legado correm à conta do legatário, se não dispuser diversamente o testador. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero, será o mesmo cumprido, ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador A responsabilidade pelo cumprimento do legado caberá ao legatário. Explicação: CC, Art. 1.921. O legado de usufruto, sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. CC, Art. 1.921. O legado de usufruto, sem fixação de tempo, entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. CC, Art. 1.915. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero, será o mesmo cumprido, ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador. CC, Art. 1.936. As despesas e os riscos da entrega do legado correm à conta do legatário, se não dispuser diversamente o testador.CC, Art. 1.934. No silêncio do testamento, o cumprimento dos legados incumbe aos herdeiros e, não os havendo, aos legatários, na proporção do que herdaram. 5a Questão (DPE/TO) Acerca das sucessões, assinale a opção CORRETA: Aberta a sucessão pelo ajuizamento da ação de inventário, a herança transmite-se por sentença que homologa a partilha de bens aos herdeiros legítimos e testamentários. A companheira ou o companheiro, na sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos na vigência da união estável, concorre com descendentes só do autor da herança, tendo direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída a cada um deles. Legitimam-se a suceder apenas as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão, não havendo direitos sucessórios do nascituro. A sucessão abre-se no lugar da morte do falecido. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade, conforme seja legítima ou testamentária, e, havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. 6a Questão No direito brasileiro: (OAB/RJ 32º Exame) (adaptado) a sucessão testamentária só pode abranger 20% do patrimônio do de cujus. a sucessão testamentária prevalece em qualquer caso, sem levar em consideração a sucessão legítima. a sucessão testamentária não pode abranger os bens da legítima. a sucessão testamentária só pode abranger os bens da legítima. a sucessão legítima é subsidiária em relação à sucessão testamentária. Explicação: Compreensão dos arts. 1845 a 1850 do CC a despeito dos direitos dos herdeiros necessários, em que estes terão direito à metade dos bens do falecido, quando este deixar testamento. 7a Questão Um cliente seu de longa data lhe procura questionando qual o melhor documento para dispor de alguns de seus itens de pequeno valor após a sua morte, você lhe responderia indicando qual ato de última vontade? Testamento particular Testamento cerrado Testamento público Codicilo Explicação: CAPÍTULO IV- Dos Codicilos Art. 1.881. Toda pessoa capaz de testar poderá, mediante escrito particular seu, datado e assinado, fazer disposições especiais sobre o seu enterro, sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas, ou, indeterminadamente, aos pobres de certo lugar, assim como legar móveis, roupas ou jóias, de pouco valor, de seu uso pessoal. Art. 1.882. Os atos a que se refere o artigo antecedente, salvo direito de terceiro, valerão como codicilos, deixe ou não testamento o autor. Art. 1.883. Pelo modo estabelecido no art. 1.881, poder-se-ão nomear ou substituir testamenteiros. Art. 1.884. Os atos previstos nos artigos antecedentes revogam-se por atos iguais, e consideram-se revogados, se, havendo testamento posterior, de qualquer natureza, este os não confirmar ou modificar. Art. 1.885. Se estiver fechado o codicilo, abrir-se-á do mesmo modo que o testamento cerrado. 8a Questão (DPE/CE) Em testamento, Antônio previu a constituição de fundação para a promoção da educação de crianças carentes. Quando de seu falecimento, constatou-se que os bens destinados à criação da fundação seriam insuficientes para sua constituição. O testamento nada previu para esta hipótese. Os bens deverão ser destinados a qualquer outra fundação, desde que no mesmo âmbito territorial. doados a qualquer organização sem fins lucrativos, ainda que de natureza diversa. destinados ao Município. repartidos entre os herdeiros de Antônio. destinados para outra fundação que se proponha a igual ou semelhante fim. Explicação: Código Civil: Art. 63. Quando insuficientes para constituira fundação, os bens a ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. 1a Questão O direito de acrescer encontra-se Numa coisa individualizada, em sistema de condomínio, no caso de renúncia, por exemplo, a parte disponível é destinada ao outro legatário e não retorna à legítima Disposto no livro de direito de família, nos alimentos, precisamente Quando a coisa não é individualizada, então não há entrega da coisa Não gera para a legítima o direito de acrescer se o único legatário, renunciar Numa coisa individualizada, com apenas 1 legatário e ele tem o direito de receber da legítima Explicação: Art. 1.942. O direito de acrescer competirá aos co-legatários, quando nomeados conjuntamente a respeito de uma só coisa, determinada e certa, ou quando o objeto do legado não puder ser dividido sem risco de desvalorização. 2a Questão Em 2004, Joaquim, que não tinha herdeiros necessários, lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana. Em 2006, arrependido, Joaquim revogou o testamento de 2004, nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. Em 2008, Sérgio faleceu, deixando uma filha Catarina. No mês de julho de 2010, faleceu Joaquim. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão, Rubens. Assinale a alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim. A herança será vacante. Catarina. Rubens. Ana. Ana e Rubens. Explicação: A limitação do art. 1789 do CC se faz quando existente um herdeiro necessário (art. 1845 CC). Inexistindo, o testador tem liberdade total. 3a Questão Luiza, brasileira, viúva, sem ascendentes e descendentes vivos, faleceu. Deixou uma carta escrita de próprio punho, escrita em uma folha de caderno, datada e assinada onde divide seu patrimônio composto apenas de bens móveis de pequeno valor entre seus amigos e parentes mais próximos. No caso em tela estamos diante de que documento: Nenhuma das afirmativas aqui mencionadas. Testamento particular, eivado de vício, haja vista que não foi respeitada a forma prevista na lei. Testamento público viciado, pois não foi levado a registro no cartório. Este é um codicilo válido, pois sua exigência é que seja escrito, datado e assinado. Não precisando de mais formalidades. Estamos diante de um codicilo. Inválido, pois a forma prevista na lei é a presença de assinatura de no mínimo três testemunhas. Explicação: Art. 1.881. Toda pessoa capaz de testar poderá, mediante escrito particular seu, datado e assinado, fazer disposições especiais sobre o seu enterro, sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas, ou, indeterminadamente, aos pobres de certo lugar, assim como legar móveis, roupas ou jóias, de pouco valor, de seu uso pessoal. 4a Questão O Legado consiste em uma das modalidades de testamento; em um bem certo e determinado, deixado pelo autor da herança, a alguém, denominado legatário, por manifestação expressa em testamento ou codicilo; em uma forma ordinária de testamento; em uma forma especial de testamento. em uma parte do testamento que é reservada ao herdeiro; Explicação: Legado é coisa certa e determinada. 5a Questão Quanto à liberdade do testar no Direito Civil brasileiro: Será plena quando não houver herdeiros necessários. A sucessão testamentária decorre da lei ou da disposição de ultima vontade. Se houver herdeiros colaterais só pode dispor da metade do patrimônio. NDA Em regra geral, será ilimitada Explicação: Essa é a conclusão que se chega do art. 1789 do Código Civil já que só há limitação quando há herdeiros necessários. 6a Questão Quais dessas cláusulas restritivas da liberdade de testar, abarca o conteúdo de todas as demais: Inalienabilidade Nenhuma das alternativas anteriores. Irresponsabilidade; Impenhorabilidade; Incomunicabilidade; Explicação: o art. 1911 CC menciona: ¿a clausula de inalienabilidade, imposta aos bens por ato de liberdade, implica em impenhorabilidade e incomunicabilidade¿. 7a Questão Acerca do direito das sucessões, assinale a opção correta: O princípio de saisine transfere domínio e posse após a abertura do inventário. A liberdade de testar é limitada na metade do acervo hereditário, se houver herdeiros necessários; A abertura de inventário deve se dar no prazo de 30 dias após o falecimento do sucedido. Aceita-se a renúncia à herança em parte, sob condição ou a termo, devendo essa renúncia constar de instrumento público ou termo judicial; A indignidade declarada por sentença e em ação própria alcança a pessoa do excluído e seus descendentes Explicação: A liberdade de testar é limitada na metade do acervo hereditário, se houver herdeiros necessários. 8a Questão O testamento é inválido, quando Quando não simular negócio jurídico O motivo determinante for lícito For ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto Celebrado por pessoa capaz lhe sobrevier a incapacidade. Celebrado por absolutamente capaz Explicação: CAPITULO I DO TESTAMENTO EM GERAL Art. 1.857. Toda pessoa capaz pode dispor, por testamento, da totalidade dos seus bens, ou de parte deles, para depois de sua morte. § 1o A legítima dos herdeiros necessários não poderá ser incluída no testamento. § 2o São válidas as disposições testamentárias de caráter não patrimonial, ainda que o testador somente a elas se tenha limitado. Art. 1.858. O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo. Art. 1.859. Extingue-se em cinco anos o direito de impugnar a validade do testamento, contado o prazo da data do seu registro. CAPÍTULO II Da Capacidade de Testar Art. 1.860. Além dos incapazes, não podem testar os que, no ato de fazê-lo, não tiverem pleno discernimento. Parágrafo único. Podem testar os maiores de dezesseis anos. Art. 1.861. A incapacidade superveniente do testador não invalida o testamento, nem o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade 1a Questão (CESPE/DPE-TO DEFENSOR PÚBLICO/2013) Acerca das sucessões, assinale a opção correta. Aberta a sucessão pelo ajuizamento da ação de inventário, a herança transmite-se por sentença que homologa a partilha de bens aos herdeiros legítimos e testamentários. A sucessão abre-se no lugar da morte do falecido. Legitimam-se a suceder apenas as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão, não havendo direitos sucessórios do nascituro. A companheira ou o companheiro, na sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos na vigência da união estável, concorre com descendentes só do autor da herança, tendo direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída a cada um deles. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade, conforme seja legítima ou testamentária, e, havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. Explicação: A sucessão pode ser legítima (por lei) ou testamentária (por testamento). Havendo herdeiros necessários (descendente, ascendente ou cônjuge - art. 1845 do Código Civil) o autor da herança só pode dispor da metade de seus bens, conforme previsto no artigo 1.789 do Código Civil. 2a Questão Sobre a legitimidade passiva é incorreto afirmar que: O princípio Saisine está previsto no ordenamento brasileiro no art. 1784 do C.C. Pelo princípio da Saisine, como não existe sujeito subjetivo sem titular, no mesmo instante que ocorre o fim da existência da pessoa natural, abre-se a sucessão e a herança transmite-se automaticamente sine facto ominis. Em qualquer situação a pessoa só poderá dispor por testamento 50% do seu patrimônio. A legitimidade passiva para suceder é a regra e a ilegitimidade a exceção. Assim, como regra, todas as pessoasnascidas ou concebidas no momento da abertura da sucessão estão aptas à suceder. A massa patrimonial deixada pelo autor da herança denomina-se espólio. Explicação: Na forma do art. 1789 do CC a afirmativa é caso de legitimidade ativa. Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. 3a Questão Os pais de Raimundo já haviam falecido e, como ele não tinha filhos, seu sobrinho Otávio era seu único parente vivo. Seu melhor amigo era Alfredo. Em um determinado dia, Raimundo resolveu fazer sozinho uma trilha perigosa pela Floresta dos Urucuns e, ao se perder na mata, acidentou-se gravemente. Ao perceber que podia morrer, redigiu em um papel, datado e assinado por ele, declarando a circunstância excepcional em que se encontrava e que gostaria de deixar toda a sua fortuna para Alfredo. Em razão do acidente, Raimundo veio a falecer, sendo encontrado pelas equipes de resgate quatro dias depois do óbito. Ao seu lado, estava o papel com sua última declaração escrita em vida, que foi recolhido pela equipe de resgate e entregue à Polícia. Ao saber do ocorrido, Otávio consulta seu advogado para saber se a declaração escrita por Raimundo tinha validade. Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta. O testamento deixado por Raimundo não tem validade porque a lei só admite o testamento público, lavrado na presença de um tabelião. O testamento deixado por Raimundo não tem validade em virtude da ausência das formalidades legais para o ato de última vontade, em especial a presença de testemunhas. O testamento deixado por Raimundo poderá ser confirmado, a critério do juiz, uma vez que a lei admite o testamento particular sem a presença de testemunhas quando o testador estiver em circunstâncias excepcionais. O testamento será nulo O testamento deixado por Raimundo tem validade, mas suas disposições terão que ser reduzidas em 50%, pelo fato de Otávio ser herdeiro de Raimundo. Explicação: Códidigo Civil: Art. 1.879. Em circunstâncias excepcionais declaradas na cédula, o testamento particular de próprio punho e assinado pelo testador, sem testemunhas, poderá ser confirmado, a critério do juiz. Aula 5 1a Questão O denominado princípio de Saisine estabelece que no momento da abertura da sucessão, que ocorre com a morte, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. O Código Civil pátrio estabelece, em consequência, as regras para as sucessões legítimas e testamentárias, estabelecendo para a primeira a denominada ordem da vocação hereditária. Na hipótese de não sobreviver o cônjuge ou o companheiro, nem parente algum sucessível nos termos da lei, ou no caso de existência, tendo todos eles renunciado à herança, os bens integrantes do monte de tais sucessões abertas, segundo solução dada pelo Código Civil, serão: destinados aos Estados para que sejam utilizados pelas Universidades Estaduais nos trabalhos de desenvolvimento de pesquisas por ela realizados. destinados aos Estados e União para que sejam utilizados somente na saúde, por se tratar de ato vinculado. destinados, necessariamente, para a União Federal para que seja utilizado na área de saúde. destinados aos Estados e municípios, podendo ser utilizados tanto na saúde quanto na educação a critério discricionário do governador e dos prefeitos. destinados aos Municípios ou ao Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, ou à União, quando localizado em território federal. Explicação: Vide art. 1822, CC. 2a Questão Sobre a sucessão em geral é correto afirmar que: Na sucessão legítima a ordem de vocação hereditária é excludente (os mais próximos afastam os mais remotos), sem exceções. Os filhos podem suceder representando herdeiro legítimo renunciante. Se todos os herdeiros renunciarem à herança e não houver testamento, a herança será declarada jacente desde logo. O Município, ou o Distrito Federal, se os bens se localizarem nas respectivas circunscrições, ocupam o quinto lugar na ordem de vocação hereditária. Na ausência de herdeiros mais próximos, caso os herdeiros legítimos facultativos não se habilitem na herança jacente até a declaração da vacância, ficam os mesmos excluídos da sucessão. Explicação: A questão visa aferir que o aluno domina conceitos ligados à sucessão em geral, incluindo a vocação hereditária e efeitos da herança jacente e vacante. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. 3a Questão (Questão 12 29º Exame OAB-RJ) Maria Braz da Silva, casada pelo Regime da Comunhão Universal de Bens com Eduardo da Silva, morreu em 17 de novembro de 2005, deixando considerável patrimônio em bens imóveis e obras de arte. Maria Braz da Silva tem uma neta, Júlia, com três anos de idade, filha de seu filho, Lucas, pré?morto. Quando da abertura do Processo de Inventário dos bens por ela deixados, foi apresentado um Testamento Público datado de 10 de março de 2003, em que é apontada como sua sucessora, Ana, sua afilhada, para quem dispôs 30% de sua parte disponível. Eduardo da Silva contestou tal disposição testamentária e atravessou uma petição onde afirma ser herdeiro necessário de sua esposa, segundo a lei civil brasileira vigente. Analise e responda: Eduardo não tem qualquer direito aos bens deixados por Maria nem meação, nem herança; Eduardo é meeiro de Maria. Júlia e Eduardo são herdeiros necessários de Maria; Eduardo é meeiro de Maria e Júlia e Eduardo são herdeiros necessários; 4a Questão Considerando o estabelecido no Código Civil acerca da herança jacente e vacante, analise as afirmativas a seguir. I. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. II. Durante a herança jacente é assegurado aos credores o direito de pedir, através de ação de petição de herança, o vencimento antecipado das prestações de uma dívida já reconhecida e o pagamento das dívidas vencidas e vincendas, nos limites das forças da herança. III. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. IV. Decorridos quatro anos da declaração da vacância, os bens arrecadados, localizados nas respectivas circunscrições, passarão ao domínio do Estado ou do Distrito Federal. Indique a alternativa CORRETA. Somente as afirmativas I e III estão corretas. Todas estão corretas. Somente as afirmativas I e II estão corretas. Somente as afirmativas II e IV estão corretas. Somente as afirmativas III e IV estão corretas. Explicação: CAPÍTULO VI Da Herança Jacente Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forçasda herança. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. 5a Questão (Exame - OAB) Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido: os bens da herança serão transmitidos ao Município do último domicilio do de cujus; os bens da herança serão arrecadados ao Município do primeiro domicilio do de cujus; os bens da herança serão arrecadados até que o juiz os declare como bens de ausente. os bens da herança serão arrecadados, ficando sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. os bens da herança serão arrecadados e entregues, desde logo, ao Município ou Distrito Federal. Explicação: A questão versa sobre a herança jacente, prevista no artigo 1819 do código civil e seguintes. Trata o período entre a abertura da sucessão e o aparecimento de eventuais herdeiros e, não ocorrendo, a vacância. 6a Questão (MPE-RO 2012/FUNCAB/ANALISTA) Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, a herança será considerada: Ausente. Coisa abandonada. Jacente. Vacante. De domínio público. Explicação: Vide art. 1819, CC 7a Questão Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos e não havendo interessados na sucessão provisória, a quem cumpre requerer ao juízo competente que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão? Ao ministério público. Aos herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários. Aos credores de obrigações vencidas e não pagas. Qualquer herdeiros. Ao cônjuge não separado judicialmente. Explicação: Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram interessados: I - o cônjuge não separado judicialmente; II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas. Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido. § 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. 8a Questão (Exame - OAB) A respeito da herança jacente, analise as assertivas abaixo e assinale a INCORRETA: A herança será jacente quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança. A herança será jacente enquanto o único herdeiro nascituro não nascer. A herança jacente é um patrimônio especial. A herança jacente possui personalidade jurídica. A herança jacente é administrada por um curador, sob supervisão do juiz. Explicação: Questão conceitual, buscando que o discente analise as situações de deferimento da herança jacente. Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forças da herança. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. 1a Questão (Questão 14 Exame OAB-RJ) A ordem de vocação hereditária é definida Nenhuma das opções de resposta de acordo com a lei vigente ao tempo da partilha de acordo com a lei vigente ao tempo da abertura da sucessão. de acordo com a lei vigente ao tempo da abertura do processo de inventário. livremente, de acordo com a vontade do testador 2a Questão Herança Jacente é: Aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de testamento público. O reconhecimento por sentença que não há bens, apenas herdeiros, sendo que não tem personalidade jurídica nem é patrimônio autônomo sem sujeito. Aquela em que o de cujus deixou bens, mas não deixou testamento, sendo que não há conhecimento da existência de algum herdeiro. São as disposições de última vontade expressas em testamento particular. Aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de disposição de última vontade, por meio de testamento particular. Explicação: A definição de herança jacente encontra-se no artigo 1819 do Código Civil. "Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância." 3a Questão (Exame - OAB) A respeito da herança jacente, analise as assertivas abaixo e assinale a INCORRETA: A herança será jacente enquanto o único herdeiro nascituro não nascer. A herança jacente possui personalidade jurídica. A herança jacente é um patrimônio especial. A herança será jacente quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança. A herança jacente é administrada por um curador, sob supervisão do juiz. Explicação: Questão conceitual, buscando que o discente analise as situações de deferimento da herança jacente. Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forças da herança. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do DistritoFederal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. 4a Questão (Questão 12 29º Exame OAB-RJ) Maria Braz da Silva, casada pelo Regime da Comunhão Universal de Bens com Eduardo da Silva, morreu em 17 de novembro de 2005, deixando considerável patrimônio em bens imóveis e obras de arte. Maria Braz da Silva tem uma neta, Júlia, com três anos de idade, filha de seu filho, Lucas, pré?morto. Quando da abertura do Processo de Inventário dos bens por ela deixados, foi apresentado um Testamento Público datado de 10 de março de 2003, em que é apontada como sua sucessora, Ana, sua afilhada, para quem dispôs 30% de sua parte disponível. Eduardo da Silva contestou tal disposição testamentária e atravessou uma petição onde afirma ser herdeiro necessário de sua esposa, segundo a lei civil brasileira vigente. Analise e responda: Eduardo é meeiro de Maria e Júlia e Eduardo são herdeiros necessários; Júlia e Eduardo são herdeiros necessários de Maria; Eduardo não tem qualquer direito aos bens deixados por Maria nem meação, nem herança; Eduardo é meeiro de Maria. 5a Questão Considerando o estabelecido no Código Civil acerca da herança jacente e vacante, analise as afirmativas a seguir. I. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. II. Durante a herança jacente é assegurado aos credores o direito de pedir, através de ação de petição de herança, o vencimento antecipado das prestações de uma dívida já reconhecida e o pagamento das dívidas vencidas e vincendas, nos limites das forças da herança. III. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. IV. Decorridos quatro anos da declaração da vacância, os bens arrecadados, localizados nas respectivas circunscrições, passarão ao domínio do Estado ou do Distrito Federal. Indique a alternativa CORRETA. Somente as afirmativas II e IV estão corretas. Todas estão corretas. Somente as afirmativas I e III estão corretas. Somente as afirmativas I e II estão corretas. Somente as afirmativas III e IV estão corretas. Explicação: CAPÍTULO VI Da Herança Jacente Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forças da herança. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. 6a Questão (Exame - OAB) Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido: os bens da herança serão transmitidos ao Município do último domicilio do de cujus; os bens da herança serão arrecadados, ficando sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. os bens da herança serão arrecadados e entregues, desde logo, ao Município ou Distrito Federal. os bens da herança serão arrecadados até que o juiz os declare como bens de ausente. os bens da herança serão arrecadados ao Município do primeiro domicilio do de cujus; Explicação: A questão versa sobre a herança jacente, prevista no artigo 1819 do código civil e seguintes. Trata o período entre a abertura da sucessão e o aparecimento de eventuais herdeiros e, não ocorrendo, a vacância. 7a Questão (MPE-RO 2012/FUNCAB/ANALISTA) Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, a herança será considerada: Ausente. Coisa abandonada. Jacente. Vacante. De domínio público. Explicação: Vide art. 1819, CC 8a Questão Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos e não havendo interessados na sucessão provisória, a quem cumpre requerer ao juízo competente que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão? Ao ministério público. Aos credores de obrigações vencidas e não pagas. Ao cônjuge não separado judicialmente. Qualquer herdeiros. Aos herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários. Explicação: Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram interessados: I - o cônjuge não separado judicialmente; II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas. Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido. § 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. Aula 5 1a Questão O denominado princípio de Saisine estabelece que no momento da abertura da sucessão, que ocorre com a morte, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. O Código Civil pátrio estabelece, em consequência, as regras para as sucessões legítimas e testamentárias, estabelecendo para a primeira a denominada ordem da vocação hereditária. Na hipótese de não sobreviver o cônjuge ou o companheiro, nem parente algum sucessível nos termos da lei, ou no caso de existência, tendo todos eles renunciado à herança, os bens integrantes do monte de tais sucessões abertas, segundo solução dada pelo Código Civil, serão: destinados aos Estados para que sejam utilizados pelas Universidades Estaduais nos trabalhos de desenvolvimento de pesquisas por ela realizados. destinados aos Estados e União para que sejam utilizados somente na saúde, por se tratar de ato vinculado. destinados, necessariamente, para a União Federal para que seja utilizado na área de saúde. destinados aos Estados e municípios, podendo ser utilizados tanto na saúde quanto na educação a critério discricionário do governador e dos prefeitos. destinados aos Municípios ou ao Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições,ou à União, quando localizado em território federal. Explicação: Vide art. 1822, CC. 2a Questão Sobre a sucessão em geral é correto afirmar que: Na sucessão legítima a ordem de vocação hereditária é excludente (os mais próximos afastam os mais remotos), sem exceções. Os filhos podem suceder representando herdeiro legítimo renunciante. Se todos os herdeiros renunciarem à herança e não houver testamento, a herança será declarada jacente desde logo. O Município, ou o Distrito Federal, se os bens se localizarem nas respectivas circunscrições, ocupam o quinto lugar na ordem de vocação hereditária. Na ausência de herdeiros mais próximos, caso os herdeiros legítimos facultativos não se habilitem na herança jacente até a declaração da vacância, ficam os mesmos excluídos da sucessão. Explicação: A questão visa aferir que o aluno domina conceitos ligados à sucessão em geral, incluindo a vocação hereditária e efeitos da herança jacente e vacante. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. 3a Questão (Questão 12 29º Exame OAB-RJ) Maria Braz da Silva, casada pelo Regime da Comunhão Universal de Bens com Eduardo da Silva, morreu em 17 de novembro de 2005, deixando considerável patrimônio em bens imóveis e obras de arte. Maria Braz da Silva tem uma neta, Júlia, com três anos de idade, filha de seu filho, Lucas, pré?morto. Quando da abertura do Processo de Inventário dos bens por ela deixados, foi apresentado um Testamento Público datado de 10 de março de 2003, em que é apontada como sua sucessora, Ana, sua afilhada, para quem dispôs 30% de sua parte disponível. Eduardo da Silva contestou tal disposição testamentária e atravessou uma petição onde afirma ser herdeiro necessário de sua esposa, segundo a lei civil brasileira vigente. Analise e responda: Eduardo não tem qualquer direito aos bens deixados por Maria nem meação, nem herança; Eduardo é meeiro de Maria. Júlia e Eduardo são herdeiros necessários de Maria; Eduardo é meeiro de Maria e Júlia e Eduardo são herdeiros necessários; 4a Questão Considerando o estabelecido no Código Civil acerca da herança jacente e vacante, analise as afirmativas a seguir. I. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. II. Durante a herança jacente é assegurado aos credores o direito de pedir, através de ação de petição de herança, o vencimento antecipado das prestações de uma dívida já reconhecida e o pagamento das dívidas vencidas e vincendas, nos limites das forças da herança. III. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. IV. Decorridos quatro anos da declaração da vacância, os bens arrecadados, localizados nas respectivas circunscrições, passarão ao domínio do Estado ou do Distrito Federal. Indique a alternativa CORRETA. Somente as afirmativas I e III estão corretas. Todas estão corretas. Somente as afirmativas I e II estão corretas. Somente as afirmativas II e IV estão corretas. Somente as afirmativas III e IV estão corretas. Explicação: Da Herança Jacente Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forças da herança. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. 5a Questão (Exame - OAB) Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido: os bens da herança serão transmitidos ao Município do último domicilio do de cujus; os bens da herança serão arrecadados ao Município do primeiro domicilio do de cujus; os bens da herança serão arrecadados até que o juiz os declare como bens de ausente. os bens da herança serão arrecadados, ficando sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. os bens da herança serão arrecadados e entregues, desde logo, ao Município ou Distrito Federal. Explicação: A questão versa sobre a herança jacente, prevista no artigo 1819 do código civil e seguintes. Trata o período entre a abertura da sucessão e o aparecimento de eventuais herdeiros e, não ocorrendo, a vacância. 6a Questão (MPE-RO 2012/FUNCAB/ANALISTA) Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, a herança será considerada: Ausente. Coisa abandonada. Jacente. Vacante. De domínio público. Explicação: Vide art. 1819, CC 7a Questão Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos e não havendo interessados na sucessão provisória, a quem cumpre requerer ao juízo competente que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão? Ao ministério público. Aos herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários. Aos credores de obrigações vencidas e não pagas. Qualquer herdeiros. Ao cônjuge não separado judicialmente. Explicação: Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram interessados: I - o cônjuge não separado judicialmente; II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas. Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido. § 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. 8a Questão (Exame - OAB) A respeito da herança jacente, analise as assertivas abaixo e assinale a INCORRETA: A herança será jacente quando todos os chamadosa suceder renunciarem à herança. A herança será jacente enquanto o único herdeiro nascituro não nascer. A herança jacente é um patrimônio especial. A herança jacente possui personalidade jurídica. A herança jacente é administrada por um curador, sob supervisão do juiz. Explicação: Questão conceitual, buscando que o discente analise as situações de deferimento da herança jacente. Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante. Art. 1.821. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas, nos limites das forças da herança. Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas, decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. Art. 1.823. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante. a Questão (Questão 14 Exame OAB-RJ) A ordem de vocação hereditária é definida Nenhuma das opções de resposta de acordo com a lei vigente ao tempo da partilha de acordo com a lei vigente ao tempo da abertura da sucessão. de acordo com a lei vigente ao tempo da abertura do processo de inventário. livremente, de acordo com a vontade do testador 2a Questão Herança Jacente é: Aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de testamento público. O reconhecimento por sentença que não há bens, apenas herdeiros, sendo que não tem personalidade jurídica nem é patrimônio autônomo sem sujeito. Aquela em que o de cujus deixou bens, mas não deixou testamento, sendo que não há conhecimento da existência de algum herdeiro. São as disposições de última vontade expressas em testamento particular. Aquela em que o falecido deixou bens e herdeiros, além de disposição de última vontade, por meio de testamento particular. Explicação: A definição de herança jacente encontra-se no artigo 1819 do Código Civil. "Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância."