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Políticas Públicas na Administração - Gestão de Políticas Públicas

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Aluno: GREGORY MAURÍCIO BONFANTI
Curso: MBA EM GESTÃO PÚBLICA
Disciplina: Gestão de Políticas Públicas
Políticas Públicas na Administração
As Políticas Públicas tem em sua importância na Administração,uma vez que, através delas acontece a busca pelo “bem-estar social”, definitivamente o Estado se aproximando dos problemas do cotidiano da sociedade. A política pública é uma tentativa de intervenção para redução de um problema público, uma diretriz voltada para resolução de um problema público, são elaboradas essencialmente com o objetivo de suprir as demandas sociais, sendo assim, o fato de que existem diversos problemas sociais nos permite deduzir que existem diferentes segmentos da sociedade onde as Políticas Públicas podem atuar na tentativa de solucionar esses problemas. 
Os estudos de Políticas Públicas estão difundidos em diversos países e tem um papel muito importante no planejamento das ações dos governos, seja em nível municipal, estadual ou federal, das empresas e até mesmo dos cidadãos comuns.
Podemos dividir as políticas públicas em atores, sendo eles: estatais e privados. Os atores sociais são os interessados na discussão das políticas públicas, naturalmente cada um de sua maneira, influenciam nos processos dentro do jogo político. Os estatais são aqueles diretamente ligados à administração pública, que estão envolvidos na burocracia estatal ou ocupando cargos no executivo e legislativo obviamente, sendo os políticos os principais representantes dos atores estatais. Por outro lado, os atores privados são os que não estão ligados à administração pública, porém, participam das decisões do Estado principalmente atores do lobby político. 
Os projetos, programas e atividades realizadas pelo governos são, na teoria, uma resposta às necessidades do coletivo, objetivando o bem-comum e a diminuição da desigualdade social. Porém esses programas precisam ser bem estruturados, de maneira funcional e sequencial para possibilitar a produção e organização do projeto.
Existem quatro tipos para definição das políticas públicas, sendo elas: Distributivas, que não consideram a limitação dos recursos públicos e buscam privilegiar apenas uma parcela da população, não sendo na totalidade da sociedade. Redistributivas, que procuram dirigir grandes contingentes sociais, mas consequentemente ocasionam perdas e ganhos que quando nivelados, resultam em soma zero, sendo assim definidas como políticas ineficazes. Regulatórias, são as mais fáceis de serem reconhecidas pois envolvem prioritariamente a administração pública e a burocracia estatal, além dos grupos de interesses. Constitutivas, seria a incorporação dos outros três tipos de políticas e seriam responsáveis pelos processamentos necessários para que as outras políticas entrem em vigor.
Quando é iniciada a elaboração de uma política, é preciso decidir o que é prioritário para o poder público. A primeira etapa, definida como formação da agenda, caracteriza-se pelo planejamento, que consiste em perceber os problemas existentes que merecem maior atenção. Essa percepção precisa ser consistente com o cenário real em que a população se encontra. São analisados nessa fase: a existência de dados que mostram a condição de determinada situação, a emergência e os recursos disponíveis.
O reconhecimento dos problemas que precisam ser solucionados de imediato ganham espaço na agenda governamental. Entretanto, nem tudo que está na agenda será solucionado imediatamente, o planejamento é flexível e a viabilização de projetos depende de alguns fatores, sendo eles: Avaliação do custo-benefício, Estudo do cenário local e suas necessidades, Recursos disponíveis, A urgência que o problema pode tomar por uma provável mobilização social, Necessidade política.
Após a formação e definição das prioridades, acontece a apresentação de soluções ou alternativas. É o momento em que deve ser definido o objetivo da política, quais serão os programas desenvolvidos e as linhas de ação. Após esse processo, se avaliam as causas e são avaliadas prováveis alternativas para minimizar ou eliminar o problema em questão.
Portanto, a segunda etapa é caracterizada pelo detalhamento das alternativas já definidas na agenda. Organizam-se as ideias, alocam-se os recursos e recorre-se à opinião de especialistas para estabelecer os objetivos e resultados que querem alcançar com as estratégias que são criadas. Nesse ponto, os atores criam suas próprias propostas e planos e as defendem individualmente.
Com as todas as alternativas avaliadas, se define qual será o curso de ação adotado. São definidos os recursos e o prazo temporal da ação da política.
A implementação da política é o momento em que o planejamento e a escolha são transformados em atos. É quando se parte para a prática. O planejamento ligado à organização é transformado em ação. São direcionados recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos para executar a política.
Durante a após a execução da política, deve acontecer a avaliação, que é um elemento crucial para as políticas públicas. Este momento avaliativo deve ser realizado em todos os ciclos, contribuindo para o sucesso da ação. Também é uma fonte de aprendizado para a produção de melhores resultados. Nela se controla e supervisiona a realização da política, o que possibilita a correção de possíveis falhas para maior efetivação. Inclui-se também a análise do desempenho e dos resultados do projeto. Dependendo do nível de sucesso da política, o poder público decide se é necessário reiniciar o ciclo das políticas públicas com as alterações cabíveis, ou se simplesmente o projeto é mantido e continua a ser executado.
	As políticas públicas no Brasil, são resultado do processo de luta entre a sociedade civil brasileira e o Estado autoritário. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 marca um novo momento na vida política do país, sendo um mecanismo criado, como uma nova carta magna que permite a consolidação e intensificação da sociedade civil brasileira participando na gestão pública. Os conselhos gestores são organismos previstos nesta nova constituição, favorecendo a participação social em decisões colegiais e organizadas de grupos da sociedade civil, são espaços públicos de composição plural e partidária entre estado e sociedade civil.
	Após a promulgação da nova Constituição, o Brasil se torna uma democracia representativa e participativa, na qual os processos de controle e monitoramento social aparecem como algumas das várias formas de intervenção da sociedade nas políticas públicas. Alguns mecanismos criados para que a sociedade possa intervir nas decisões das políticas públicas: plebiscito, audiência pública, tribuna popular, orçamento participativo e os conselhos gestores das políticas públicas.
	As ferramentas para uma gestão democrática das políticas públicas existem, mas a sociedade brasileira em muitas oportunidades desconhece a importância de sua participação como voz ativa nas decisões do Estado. A utilização das políticas públicas para benefício único e exclusivo de agentes políticos, deixa a democracia desacreditada perante a maioria da população.