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Perguntas Para Concílio Pastoral Batista
1. Conversão e Chamada
1.1. Apresentação pessoal e da família: R.: 
1.2. Fale sobre sua conversão / Texto bíblico: R.: 
1.3. Quanto tempo o irmão é membro de uma Igreja Batista? R.: 21 anos.
1.4. Você sempre foi batista? R.: Não.
1.5. O irmão tem certeza da sua salvação? R.: Sim.
1.6. Existem muitas pessoas que professam seguir a Cristo, mas estão enganadas. Que evidências você tem de que Deus lhe deu a vida? R.: O ES testifica com meu espírito que eu sou filho de Deus (Rm 8.16)
1.7. Quais são as suas práticas costumeiras e específicas a respeito de disciplina espiritual (ou seja, oração, estudo bíblico, meditação, mordomia, etc.)? R.:
1.8. O que significa para você amar a Deus? R.: Amar a Deus é dedicar-se a Ele de corpo e alma, porque Ele é amor (I Jo 4.8). Só pode amar a Deus quem o conhece, quem teve um encontro verdadeiro com Ele. 
1.9. De que maneiras você percebe o verdadeiro amor bíblico para com Deus manifestado em sua própria vida? Você percebe o verdadeiro amor bíblico para com Deus na vida de sua esposa e de seus filhos? R.: O desejo de cumprir a vontade de Deus e edificar o Seu corpo. Vejo também este sentimento em minha família, não no mesmo grau em todos os entes.
1.10. Como se deu a chamada para o ministério? / Texto bíblico: R.:
1.11. Quais as qualificações de um obreiro (citar texto): R.: I Tm 3.1-7; Tt 1.6-9
1.12. O irmão tem certeza de sua vocação ao ministério Pastoral? R.: Sim.
1.13. O que sua família (esposa e filhos) sente a respeito de seu compromisso com o pastorado? R.: São apoiadores.
1.14. Existe um chamado para o Ministério? Qual a sua base? R.: Sim. Minha base é o chamado de grandes homens usados por Deus na história bíblica, a minha experiência pessoal e a experiência de pastores amigos.
1.15. Por que você acredita que Deus o quer no pastorado? R.: Porque a seara é grande e poucos os ceifeiros (Mt 9.37).
1.16. O irmão já teve alguma dúvida sobre seu chamado? R.: Sim.
1.17. Examine cuidadosamente cada uma das qualificações bíblicas p/ pastores e diáconos (I Tm 3; Tt 1.5-9; At 6.1-6; 1 Pd 5.1). A) Quais são as suas qualificações mais fortes? B) Com quais dessas qualificações você tem mais dificuldade? C) Porque você acredita que essas áreas de dificuldades não o desqualificam para o ministério? R.: Minhas qualificações mais fortes são: Sou marido de uma mulher só, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. Acredito não ter dificuldades com nenhuma das qualificações. 
1.18. Um pastor é encarregado por Deus a pregar para a igreja e a pastorear as pessoas de maneira individual. Que aspecto do ministério apela mais a você? R.: Pregar e ensinar a igreja.
1.19. De que maneiras específicas você poderá ser auxiliado a desenvolver suas habilidades nessas duas áreas? R.: Participando com certa freqüência destas situações, crendo que a repetitividade leva a experiência.
1.20. Se aprovado o irmão pretende exercer a atividade Pastoral em tempo integral? R.:
1.21. Qual será sua atitude se for reprovado por este concílio?
2. Bibliologia
2.1 O que é a Bíblia? R.: É o conjunto de escritos da revelação especial de Deus à humanidade. 
2.2 Você já leu a Bíblia toda? R.: Sim.
2.3 Quais são as atitudes encontradas na humanidade em relação à Bíblia? R.: Racionalismo – Não há qualquer intervenção sobrenatural na Bíblia (extremado). Pode possuir alguma revelação sobrenatural, porém, sua avaliação depende do juízo final da razão humana (moderado); Romanismo – A Bíblia é fruto da Igreja, portanto, não é autoridade máxima em questões de fé; Misticismo – A experiência pessoal do indivíduo tem igual valor aos escritos bíblicos; Seitas – Os escritos de seu fundador possuem igual ou maior valor que a Bíblia; Neo-ortodoxia – A Bíblia é uma testemunha falível da revelação divina; Ortodoxia – A Bíblia é a única base de autoridade em questões de fé e prática cristã.
2.4 Qual a importância das Escrituras Sagradas no estudo da teologia? R.: É o padrão absoluto no estudo da teologia e o ponto de partida para esse estudo.
2.5 O que é Cânon? R.: É uma palavra semítica que, basicamente, quer dizer régua. Em relação às Escrituras, é a regra que definiu se os escritos definidos pela igreja eram inspirados por Deus e dignos de pertencerem ao grupo chamado Bíblia.
2.6 Quando e quem formou o cânon? R.: Os escritos bíblicos já eram canônicos no momento de sua escrita. A igreja só corroborou a canonicidade dos escritos a partir do séc. IV.
2.7 Quais os critérios usados para definir a canonicidade dos escritos do NT? R.: Testemunho interno do ES; Apostolicidade; Universalidade; Conteúdo; Inspiração.
2.8 Explique-nos o que é Revelação? R.: É a ação de Deus em fazer conhecida Sua pessoa e Seus desígnios ao homem.
2.9 A Revelação é uma conquista do homem? R.: Não! É uma ação de Deus.
2.10 Como ocorreu a Revelação de Deus aos homens? R.: A bíblia atesta uma dupla revelação de Deus: uma geral e outra especial. 
2.11 Explique: Revelação Geral e Especial: R.: Revelação Geral é aquela em que o homem pode adquirir conhecimento da existência de Deus através da obra criada (Sl 19; Rm 1.18-21). A Revelação Especial é aquela em que Deus faz-se conhecido, bem como, Sua vontade ao homem, de forma plena para que este alcance salvação.
2.12 Por que é necessária uma revelação de Deus? R.: Sendo os seres humanos finitos e Deus infinito não podem esses conhecer a Deus nem ter comunhão com Ele a menos que Ele se revele aos homens.
2.13 Como é possível ao homem conhecer a Deus? R.: O homem só pode conhecer a Deus na medida em que Ele se revele e se faça conhecido ao homem.
2.14 Cite exemplos de Revelação no AT? R.: Gn 2; Salmos 19
2.15 Quais os meios da Revelação Geral? R.: A natureza, a consciência humana e o governo providencial de Deus. 
2.16 Por que a revelação especial era necessária? R.: Porque a humanidade havia perdido o relacionamento de favor que tinha com Deus, antes da queda.
2.17 É possível conhecer plenamente a Deus através da Revelação Especial? R.: Ao homem é impossível ter um exaustivo conhecimento de Deus, porém, através da revelação especial, o homem pode ter pleno conhecimento para conhecê-Lo e alcançar a salvação.
2.18 Quais são as modalidades da Revelação Especial? R.: A condescendência divina (Urim e Tumim, sortes, visões, sonhos, anjos e teofanias), a fala divina (interna, real ou compulsão), o fato histórico e a encarnação.
2.19 Quais são as características da Revelação Especial? R.: É pessoal, antrópica (uso de linguagens humanas na época), e analógica, isto é, igual em qualidade. 
2.20 Explique-nos o que é Inspiração? R.: É a ação de Deus nos escritores bíblicos para que estes registrassem sem erros as revelações de Deus.
2.21 Qual a base bíblica da Inspiração? R.: II Sm 23.2; Jo 10.35; II Tm 3.16; I Pd 1.20,21.
2.22 Pode haver Revelação sem Inspiração? R.: Sim, como em Ap 10.3,4, quando João ouve as vozes dos sete trovões e não lhe é permitido escrever o que eles disseram.
2.23 Pode haver Inspiração sem Revelação? R.: Sim, como em Lucas 1.1-4 e I Jo 1.1-4, quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa.
2.24 A Inspiração é um fato que pode ser comprovado? R.: Por toda a Escritura há uma pressuposição ou até mesmo uma afirmação de sua origem divina ou de sua equivalência com o discurso real do Senhor.
2.25 Quais as teorias que explicam o meio pelo qual foi feita a Inspiração? R.: Teoria da Intuição – Simplesmente um discernimento superior em questões religiosas por parte do homem natural. Teoria da Iluminação – Influência do ES, diferente somente em grau, não em espécie, da exercida sobre todos os que crêem. Teoria Dinâmica – Deus dirigiu o escritor aos pensamentos e conceitos que ele devia ter, ficando a escolha das palavras a cargo deste. Teoria Verbal – A influência do ES foi além da direção dos pensamentos, chegando à seleção das palavras para transmitir a mensagem. Teoria do Ditado – O homem não é mais que uma pena que escreve o que Deus dita.
2.26 Toda a Bíblia de ser considerada como inspirada ou somente partedela? R.: Fica claro em alguns textos como II Pd 3.16; I Ts 1.5; 2.13 que os autores do NT criam que as Escrituras estavam sendo estendidas do período profético para a época deles.
2.27 O que demonstra Hebreus 1:1? R.: Demonstra que Cristo é o verbo divino, o logos de Deus e o ápice da Revelação divina.
2.28 Qual a importância dos concílios? R.: Condenar as heresias e fundamentar as doutrinas bíblicas.
2.29 Você sabe dizer como se deu os concílios? R.: Se deu através da necessidade de se fixar as doutrinas em combate aos pensamentos heréticos.
2.30 Explique-nos o que é Iluminação? R.: É a ação sobrenatural do ES no leitor bíblico para que este entenda as verdades reveladas e registradas.
2.31 Qual a base bíblica para a Iluminação? R.: Salmos 119.18; I Co 2.12
2.32 Você está iluminado? R.: Não! Eu sou iluminado no momento em que leio as Escrituras, conforme a vontade permissiva de Deus.
2.33 Qual a utilização correta da Lei do Antigo Testamento? R.: Refrear o pecado no homem e mostrar que ele é culpado e indesculpável perante Deus.
2.34 Quem escreveu a Bíblia? R.: A Bíblia foi escrita por Deus através de cerca de 40 autores diferentes.
2.35 Em quantas partes se divide a Bíblia? Quais são? R.: Se divide em duas, conhecidas como Testamentos: o Antigo e o Novo.
2.36 Quantos livros têm a Bíblia? R.: 66.
2.37 Qual o período de tempo em que foi escrito a Bíblia? R.: Cerca de 1500 anos.
2.38 Como se chama e quanto tempo durou o período entre os Testamentos? R.: Chama-se Período Intertestamentário ou Interbíblico e levou cerca de 400 anos.
2.39 Discorra sobre o período Interbíblico? R.: Período Interbíblico é o período entre o Antigo e o Novo Testamento em que não houve qualquer revelação de Deus aos homens, também conhecido como período do silêncio de Deus.
2.40 Em que línguas foram escritas a Bíblia? R.: No AT, em hebraico e pequenas porções de Daniel e Esdras em aramaico. No NT, em grego koinê.
2.41 O que significa a palavra “apócrifo”? R.: Significa espúrio, escondido; inautêntico.
2.42 Na versão católica, quais são os livros e as adições apócrifas? R.: Os livros apócrifos são: 3º e 4º Esdras, Tobias, Judite, Baruque, Adições ao Livro de Ester, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Epístola de Jeremias, Acréscimos ao Livro de Daniel, A Oração dos três moços, Suzana, Bel e o Dragão, Oração de Manassés, 1º e 2º Macabeus. 
2.43 O AT e o NT são aceitos pelos Judeus como sendo inspirados por Deus? R.: Não, somente o AT.
2.44 Como os Judeus dividem o AT? R.: Em lei, profetas e outros escritos.
2.45 Como os Cristãos evangélicos dividem o AT para fins de estudo? R.: Divide-se em: Lei, Históricos, Proféticos e Poéticos.
2.46 O que significa a palavra Evangelho? R.: Significa “Boas Novas”.
2.47 Quantos e quais são os Evangelhos? R.: São quatro: Mateus, Marcos, Lucas e João.
2.48 Como os Cristãos evangélicos dividem o NT para fins de estudo? R.: É dividido em Biografia de Jesus ou Evangelhos, História da Igreja (Atos), Cartas Paulinas, Cartas Gerais e Profecia (Apocalipse).
2.49 O que significa o vocábulo sinóptico? R.: Significa: “com a mesma visão”. Refere-se aos três evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas) que apresentam Jesus e Sua obra de um mesmo ponto de vista.
2.50 O NT tem um livro profético nos moldes do AT? Qual? R.: Sim: Apocalipse.
2.51 Como ocorreu a divisão da Bíblia em capítulos? R.: Para facilitar sua leitura e localização de "citações" o Prof. Universitário parisiense Stephen Langton, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos.
2.52 Como ocorreu a divisão da Bíblia em versículos? R.: Até o ano de 1551 dC não existia a divisão denominada versículo. Neste ano o impressor parisiense Sr. Robert Stephanus chegou a conclusão da necessidade de uma subdivisão e agrupou os textos em versículos.
2.53 Qual o título que a Bíblia dá a si mesma? R.: Que ela é a verdade (Jo 17:17).
2.54 O que é a Bíblia para o irmão? R.: A Palavra viva de Deus.
2.55 Destrinche sua posição em relação às Escrituras Sagradas (autoridade, suficiência, inerrância e infalibilidade): R.: Ela é a autoridade máxima em questões de fé. Ela é suficiente, pois, continha todas as palavras que Deus pretendeu que Seu povo tivesse em cada estágio da história redentora e, que agora, contém tudo o que precisamos que Deus nos diga para nossa salvação. Infalibilidade quer dizer que ela é fidedigna naquilo que ensina em questões de fé, pois, possui autoridade divina infalível.
2.56 Defina inerrância bíblica: R.: É a doutrina de que a Bíblia, nos seus manuscritos originais, é plenamente confiável em todos os seus ensinos.
2.57 Quais são os conceitos de inerrância? R.: Inerrância Absoluta – Sustenta que a Bíblia, que inclui análises detalhadas de assuntos históricos e científicos, é totalmente verdadeira. Inerrância Plena – Difere da absoluta no entendimento de referências históricas e científicas, considerando-as fenomenais. Inerrância Limitada – Os escritores estavam sujeitos às limitações de seu tempo, logo, seus escritos podem conter erros, pois Deus não lhes revelou a história ou a ciência.
2.58 Qual a importância da Inerrância? R.: Importância Teológica – A Inerrância é um corolário (conseqüência direta) da doutrina da inspiração verbal ou plena. Importância Histórica – O abandono da crença na plena fidedignidade da Bíblia traz conseqüências catastróficas para outras áreas da doutrina. Importância Epistemológica – Se o fundamento para conhecer e manter qualquer pressuposição teológica é o fato de que a Bíblia a ensina, a fidedignidade desta é da maior importância. (Se o ensino bíblico da inerrância é fundamental para manter qualquer pressuposição teológica, então, é necessário que haja fidedignidade na bíblia).
2.59 Como relacionar uma crença na inerrância bíblica com a multiplicidade de variantes textuais? R.: Em cerca de 99% das Palavras das cópias nós sabemos o que o manuscrito original dizia, apesar das variantes textuais. Na porcentagem pequena de casos onde há divergências, o sentido geral da frase é suficientemente esclarecido pelo contexto.
2.60 Qual sua posição a respeito da inerrância das Escrituras? R.: Creio na inerrância plena e admito que é de total importância para fundamento da fé.
2.61 Critique a afirmação “A Bíblia contém a Palavra de Deus”: R.: Este pensamento neo-ortodoxo diminui o poder sobrenatural da Bíblia, sua infabilidade e sua autoridade, e faz o leitor questionar “onde então está a Palavra de Deus” entre os 66 livros.
2.62 Como interpretar a Bíblia? Quais normas podemos usar para interpretá-la? R.: É necessário usar as regras de hermenêutica. Algumas delas são: A Bíblia explica a Bíblia; um texto não pode ser tirado de seu contexto; Um texto não pode dizer algo que não queria dizer ao leitor original. O melhor modo de interpretá-la é usar, sempre que possível e aplicável, o método literal histórico-gramatical. 
2.63 Por que a Bíblia é tida como um verdadeiro milagre? R.: Por causa de seu conteúdo, sua unidade, o tempo de escrita, a tradução para milhares de línguas, a mudança de rumo que ela produz nos leitores e por sua conservação.
3. Teologia e Teontologia:
3.1. O que é Teologia? R.: É o estudo de Deus, limitado ao que o homem pode conhecer de Sua pessoa e Sua obra na criação.
3.2. Quais as características da Teologia? R.: Ela é bíblica, sistemática, elaborada no contexto da cultura humana, contemporânea e prática.
3.3. Como se divide a Teologia? R.: Se divide em Teologia Bíblica, Sistemática, Dogmática, Histórica e Prática.
3.4. Quais ramos abrangem a Teologia Sistemática? R.: Teologia, Teontologia, Bibliologia, Cristologia, Pneumatologia, Soteriologia, Hamartiologia, Angelologia, Antropologia Bíblica, Eclesiologia e a Escatologia.
3.5. O que é Teologia Natural? R.: É aquela que procura chegar a um pleno conhecimento de Deus sem um compromisso de fé, usando somente a razão.
3.6. Defina o ser de Deus: R.: Deus é o Espírito eterno e perfeito em Seu ser e atributos, criador do universo e tudo o que nele há, dirigindo-o através de Seu poder e amor.
3.7. Como provar a existência de Deus? R.: A natureza inanimada atesta a existênciade Deus (Sl 19); A natureza animada atesta a existência de Deus (Rm 1.20); 
3.8. Quais são os argumentos naturalistas para a existência de Deus: R.: Argumento Cosmológico – Cada coisa tem que ter uma causa adequada, logo, o universo também tem que ter uma causa adequada e maior que si mesmo. Apresenta Deus como causa do universo. Argumento Ontológico – O homem tem a idéia de um ser absoluto e perfeito e que, portanto, um ser absoluto e perfeito tem de existir. Apresenta Deus como o ser maior que se pode imaginar. Argumento Teleológico – Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim, implica a existência de um ser inteligente e com propósito que produziu um mundo como este. Apresenta Deus como Criador sábio e capaz. Argumento Antropológico (Moral) – O homem é um ser que possui noção de certo e errado e que um ser onde a fonte do certo e errado deve existir e que um dia, sua justiça será imposta. Argumento Etnológico (Histórico) – O sentimento religioso existente entre todos os povos da terra de todas as épocas.
3.9. Quais são os nomes usados no AT e NT para designar Deus? R.: No AT – El (Senhor); Elohim (Forte e Poderoso); El Elyon (O Todo-Poderoso); Jeová-Jiré (O Senhor Proverá); Jeová-Nissi (O Senhor Nossa Bandeira); Jeová-Rapha (O Senhor Cura); Jeová-Tsdekenu (O Senhor Nossa Justiça); Jeová-Tsebaoth (Senhor dos Exércitos); Jeová-Shalom (O Senhor é Paz); Jeová-Raah (O Senhor meu Pastor); Jeová-Shammah (Deus Presente); Adonai (Meu Senhor). No NT – Theos (Deus), Pantokrator (Todo-Poderoso); Pater (Pai); Kyrios (Senhor). 
3.10. Qual é a essência de Deus? R.: O amor (I Jo 4.8).
3.11. O que caracteriza a essência de Deus? R.: A unidade, a simplicidade e a espiritualidade.
3.12. Como se revela a essência de Deus? R.: Através de Seus atributos.
3.13. O que são atributos? R.: São características que distinguem um ser.
3.14. Como se dividem os atributos de Deus? Exemplifique-os: R.: Em Comunicáveis e Incomunicáveis. O primeiro diz respeito aos atributos que Deus partilha com sua criação. O segundo refere-se aos atributos que salientam o ser absoluto de Deus e Ele não partilha com o homem. São exemplos de Atributos Comunicáveis – Amor, Santidade, Bondade, Espiritualidade, Justiça, Conhecimento. São exemplos de Atributos Incomunicáveis – Imutabilidade, Existência autônoma, Infinidade, Unidade, Onipotência, Onipresença, Onisciência.
3.15. Fale sobre a auto-existência de Deus: R.: A natureza de Deus existe por si mesma (Ex 3:14). Deus é um ser auto-existente por que Ele tem a vida em Si mesmo (Jo 5:26) e Ele não depende de ninguém ou algo existente para viver ou realizar os Seus planos (Is 44:24; At 17:24-27).
3.16. O que é antropomorfismo? R.: Em muito do que as Escrituras dizem de Deus, usa-se linguagem antropomórfica, isto é, linguagem que fala de Deus em termos humanos.
3.17. O que é Teofania? Dê exemplos: R.: É uma aparição de Deus ao homem, seja em forma humana, seja através de fenômenos grandiosos da natureza. Exemplos de Teofania: Aparição de Deus como homem a Abraão (Gn 18), como Anjo a Jacó (Gn 32.30), como sarça ardente para Moisés (Ex 3)
3.18. Fale algo sobre a doutrina da Trindade: R.: Trindade é a doutrina que ensina que Deus existe eternamente como três pessoas (Pai, Filho e ES), cada pessoa é plenamente Deus e há um só Deus.
3.19. De onde se origina a palavra Trindade? R.: Foi usada pela primeira vez por Tertuliano, no início do III Séc.
3.20. O vocábulo Trindade aparece na Bíblia? R.: Não, mas, o conceito é encontrado.
3.21. Dê exemplos da doutrina da Trindade no AT e NT? R.: No AT passagens em que Deus fala de si no plural (Gn 1.26, 11.7). No NT em textos em que as três pessoas são mencionadas em grau de igualdade (Mt 28.19; I Co 12.4-6; II Co 13.13, I Pd 1.2).
3.22. Até que ponto a doutrina da Trindade é importante? R.: É extremamente importante para a doutrina e a fé, pois, se não há Trindade, não há encarnação. Se não há Trindade não há expiação pelos pecados. Se não há Trindade foi apenas um homem que morreu na cruz do calvário, não um Sumo-sacerdote santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus, capaz de oferecer um sacrifício eficaz por nossas vidas (Hb 7.25-28). 
3.23. Qual a relação existente entre as três Pessoas da Trindade e quais são as distinções? R.: Não há hierarquia dentro do relacionamento da Trindade. As pessoas da Trindade possuem igualdade ontológica, mas, subordinação econômica, isto é, são iguais no ser, mas, subordinados nos papéis. As distinções estão somente nas formas como se relacionam uns com os outros e com Sua criação.
3.24. O que é Triunidade? R.: Triunidade é o modo como Deus existe eternamente como três pessoas distintas: Pai, Filho e ES. Trindade é o modo como Deus se manifesta de modo tríplice.
3.25. Como você concilia a doutrina da Triunidade com a singularidade de Deus? R.: Da mesma maneira que concilio a essência da humanidade: A raça humana é una (At 17.26), a raça humana consiste de muitas unidades ou indivíduos, a raça humana não é simples, mas, dupla (Gn 2.18 – homem e mulher).
3.26. O que é religião e quem torna-se religioso? R.: Religião refere-se ao desejo interno do homem de voltar-se ao divino. Vem do termo latino “religare”. Torna-se religioso todo aquele que pratica sua religião.
3.27. Fale sobre transcendência e imanência: R.: Transcendência é a capacidade que Deus possui de existir fora e totalmente independente de Sua criação. Imanência é a capacidade de Deus de, mesmo ser transcendente, estar presente e ativo em Sua criação.
3.28. Fale sobre o caráter, imutabilidade e infinidade de Deus: R.: Através dos atributos de Deus podemos conhecer algo de Seu caráter. Deus é imutável em Seu ser, perfeições, propósitos e promessas. Infinidade é a perfeição de Deus pela qual Ele é isento de toda e qualquer limitação.
3.29. Se Deus é imutável, como conciliar este atributo com textos que dizem que “Deus se arrependeu”? R.: Deus não muda, apenas, responde diferentemente a diferentes situações. Seus propósitos sempre são cumpridos.
3.30. Como é expresso em apenas uma palavra o caráter de Deus? R.: Amor: “Aquele que não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor” I Jo 4.8
3.31. Fale sobre a relação de Deus com as coisas criadas: R.: Deus é um ser transcendente, não necessitando de qualquer coisa criada para existir, porém, Ele também é imanente, agindo em Sua criação para cumprir com Seus propósitos.
3.32. Defina Deísmo, Teísmo, Panteísmo, Monoteísmo, Politeísmo, Agnosticismo e Ateísmo: R.: Deísmo é a crença num Criador que, após criar tudo o que existe, se afastou da criação, deixando que ela funcionasse por si só. O Teísmo é a doutrina que crê num Deus Criador que é tanto transcendente quanto imanente. O Panteísmo crê que Deus é tudo e tudo é Deus. Monoteísmo é a crença em um único Deus. Politeísmo é a crença em vários deuses. Agnosticismo é o pensamento de que, se há um Deus o homem não tem como provar sua existência, portanto, não faz qualquer diferença se ele exista ou não e Ateísmo é a não crença na existência de qualquer deus.
3.33. Que são decretos de Deus? R.: São atos de Deus, no qual, para Sua própria Gloria, Ele predestinou tudo o que acontece.
3.34. Qual a base para os decretos de Deus? R.: São baseados em Seu mui sábio e santo conselho.
3.35. Qual a finalidade dos decretos de Deus? R.: A glória de Deus (Ef 1.6; 2.8-10)
3.36. Que contém os decretos de Deus no plano físico, moral e espiritual? R.: No campo físico: O decreto de criar o universo e o homem (Gn 1.26; Is 45.18); o decreto de estabelecer a terra (Sl 119.90,91) e as estações do ano (Gn 8.22); No campo moral e espiritual: Decretou permitir o pecado (At 14.16); decretou derrotar o pecado pelo bem (Sl 33.10,11); decretou salvar o homem do pecado (Gn 3.15).
3.37. O que é criação? R.: É a obra de Deus em trazer a existência, sem uso de material pré-existente, tudo o que existe, segundo Sua vontade soberana e para Sua própria glória, e assim lhe dar uma existência distinta de Sua própria e, ainda assim, Dele dependente.3.38. Qual a base bíblica para a doutrina da criação? R.: Gn 1,2; Is 40.26; Rm 11.36; Ap 4.11.
3.39. Quais as teorias divergentes em relação à criação? R.: Dualismo (Deus e a matéria sempre existiram, Deus é bom e a matéria é má); Emanação (tudo o que existe flui do Uno, o ser maior); Evolução (tudo o que existe na natureza é fruto do processo evolutivo de seres inferiores para seres superiores).
3.40. Apresente três razões pelas quais você prefere o relato bíblico da criação à chamada Teoria da Evolução: R.: 1º - A ordem e harmonia existente em todo o universo não pode ser obra do acaso; 2º - Precisa-se ter mais fé para crer na evolução do que no criacionismo; 3º - A Bíblia diz que Deus criou tudo o que existe “ex-nihilo” e eu creio na Bíblia infinitamente mais do que creio em Charles Darwin.
3.41. Quem criou o mal? Se Deus é perfeitamente bom quem criou o mal? R.: O mal, na verdade, é a ausência da presença do bem. Deus é perfeitamente bom em Seu Ser, atributos e propósitos, porém, Ele age diferentemente em situações diferentes: em alguns casos para abençoar, em outros, para punir, é o caso de Is 43.7.
3.42. Como conciliar soberania de Deus e a prática da oração? R.: O propósito da oração não é mudar os propósitos de Deus, que são imutáveis, mas, glorificá-Lo, adorá-Lo e procurarmos, da parte Dele, o que realmente precisamos.
4. Cristologia
4.1. Quem é Jesus? R.: Jesus é o Deus-homem, o Filho de Deus encarnado. A segunda pessoa da Trindade Divina.
4.2. Como ele nasceu? R.: De forma miraculosa, foi gerado pelo ES na virgem Maria que o deu à luz como nascem todos os outros bebês.
4.3. Você crê que Jesus nasceu de uma virgem? Que importância tem isso para sua crença? R.: Sim! 1º mostra que as Escrituras cumprem o que diz, já que o nascimento virginal foi profetizado pelo profeta Isaías (Is 7.14). 2º se Jesus foi gerado 100% pelo homem Ele é tão pecador quanto nós, portanto, incapaz de expiar nossos pecados na cruz. 
4.4. Ele é um ser criado por Deus? R.: Não! Ele existe eternamente (Jo 8.58)
4.5. Ele era homem? R.: Além da natureza física, Jesus possuía toda a gama de qualidades emocionais e intelectuais que todos os homens possuem (Lc 2.52; Mt 4.2; Jo 4.6; Mt 8.24; Jo 8.40; etc.)
4.6. Qual a necessidade da humanidade de Cristo? R.: Desde que o homem pecou, era necessário que o homem sofresse a penalidade. Além disso, o pagamento da pena envolvia sofrimento de corpo e alma, sofrimento somente cabível ao homem.
4.7. Quais as heresias a respeito da humanidade de Jesus na história da Igreja? R.: Docetismo: Jesus não era humano (início do 2º séc.); Apolinarismo: Jesus não era plenamente humano (4º séc.).
4.8. Jesus Cristo foi criado ou gerado? R.: Ele foi gerado na eternidade pelo Pai (Hb 1.5).
4.9. Lendo Cl 1.15 vemos que Jesus é o “primogênito” de toda a criação. Explique: R.: Jesus é o primogênito porque Ele tem a primazia sobre todas as coisas, já que, todas as coisas foram feitas por Ele (Jo 1.3; Cl 1.16).
4.10. Quais os nomes dados a Jesus? R.: Em Isaías 9.6 encontramos alguns nomes como: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da paz. No NT encontramos Emanuel (Deus conosco), Cristo, Filho de Deus, Filho do homem, Filho de Davi, Verbo, Cordeiro de Deus, Rei dos reis e Senhor dos senhores.
4.11. O que quer dizer que Jesus veio “na plenitude dos tempos”? R.: Quer dizer que Deus preparou todo um cenário: político, cultural, social e religioso para que Jesus viesse e atingisse não só o Seu povo com Sua pregação, mas, todos os povos da época.
4.12. Qual a obra de Jesus na terra? R.: Revelar Deus ao homem (Jo 14.8,9); Ser um exemplo possível de santidade aos homens (Hb 4.15); Destruir as obras do Diabo (I Jo 3.8); Prover um sacrifício eficaz ao homem (Hb 10.12).
4.13. Quais são os ofícios de Jesus? R.: Profeta, Sacerdote e Rei.
4.14. Fale sobre os três ofícios de Jesus: R.: Como Profeta – Jesus revela o Pai e a verdade celestial; Como Sacerdote – Jesus torna possível a salvação pela intercessão e pela expiação; Como Rei – Jesus Cristo governa sobre todo o Universo. 
4.15. Qual a parte central da obra sacerdotal de Cristo? R.: A expiação. 
4.16. Quantas naturezas têm a pessoa de Cristo? R.: Duas: Humana e divina.
4.17. Que limitações Jesus experimentou em Sua encarnação? R.: As mesmas que qualquer homem de sua época enfrentou em seu cotidiano (fome, sono, cansaço, dor, tristeza, etc) cf. Is 53.3; Mt 4; Jo 4.
4.18. Jesus era meio homem e meio Deus? Explique: R.: Não! Jesus era e é plenamente homem e plenamente Deus. 
4.19. O que significa união hipostática? Prove biblicamente: R.: É capacidade de Jesus possuir em Sua pessoa, simultaneamente, as duas naturezas (humana e divina), sem prejuízo às características de cada uma (Lc 8.23-25; Jo 11.35,43,44).
4.20. Quais as heresias a respeito da unidade da Pessoa de Cristo que surgiram na história da Igreja? R.: Nestorianismo: Jesus era duas pessoas distintas (4º séc.); Eutiquianismo: Jesus possuía uma natureza mista (4º séc.).
4.21. Prove a divindade de Jesus: R.: Jesus declarou o direito e demonstrou possuir poder para fazer coisas que só Deus tem o direito e o poder de realizar, como: conhecer os pensamentos dos homens (Onisciência); controlar a natureza e ressuscitar mortos (Onipotência); perdoar pecados. 
4.22. Qual a participação de Cristo na criação? R.: Ele é o Logos de Deus, a palavra ativa na criação (Jo 1.3, Cl 1.16,17)
4.23. Qual a posição de Cristo na Trindade? R.: Ele é a segunda pessoa da Trindade divina, porém, não há posição hierárquica, mas, subordinação econômica, isto é, Eles são iguais no ser, mas, subordinados nos papéis que exercem.
4.24. Quais as concepções heréticas a respeito da divindade de Cristo que surgiram na história da Igreja? R.: Ebionismo: Jesus não era Deus (início do 2º séc.); Arianismo: Jesus não era plenamente Deus (início do 4º séc.).
4.25. Onde encontramos a primeira passagem da promessa da vinda de Jesus como salvador da humanidade? R.: Gn 3.15
4.26. Por que Jesus é nosso redentor? R.: Redenção é a libertação mediante pagamento de um resgate. Jesus pagou o preço de nossa salvação com seu sangue (Hb 9.12).
4.27. Por que só Jesus Cristo pode salvar? R.: Porque no plano original de Deus para a salvação era necessário que o messias fosse verdadeiramente Deus (Jó 19.25; Sl 19.14; Is 43.11).
4.28. Explique “Jesus fez expiação por nossos pecados”? R.: Em Hebreus 2.17 encontramos esta expressão. O sangue de Jesus não só cobriu nossos pecados (conceito do AT) como nos libertou deles (Cl 1.14).
4.29. Refute a posição russelita (TJ) quanto à divindade de Jesus com base em João 1.1 e Tito 2.13: R.: O texto de João diz claramente que Jesus é Deus e isto é corroborado no verso 3 que diz que todas as coisas foram feitas por intermédio dele (Jesus). Ora, se Deus é o Criador de tudo o que há e Jesus foi quem fez todas as coisas, o texto da TNM entra em contradição consigo mesmo. Em Tito há um enxerto da conjunção de+o (que não ocorre nos manuscritos gregos), tentando mostrar que o Salvador é distinto do Senhor.
4.30. Jesus pecou? R.: Não! Ele viveu uma vida sem pecados (I Pd 2.22).
4.31. Ele podia pecar? R.: Ele poderia ser tentado, como foi (Mt 4), porém, não podia pecar, pois, Sua santidade estava além do poder do pecado.
4.32. Fale sobre os dois estados de Jesus: R.: Os estados são humilhação e exaltação. Deixando seu trono de glória e se fazendo como um de nós ele se humilhou, tomando a forma de servo (Fp 2.8). Seu estado de exaltação consiste em Sua glorificação pelo Pai, ressuscitando-o dos mortos, na Sua ascensão, no assento à destra de Deus e em Sua volta triunfal, quando vier em glória.
4.33. Explique o que é kenosis? R.: A palavra grega quer dizer “esvaziamento”. Jesus encobriu Sua glória divina enquanto esteve conosco, tomando a forma humana de servo, humilhando-se a si mesmo.
4.34. O que envolve o esvaziamento de Jesus? R.: O encobrimento ou velação de Sua glória; condescendência em assumir a forma humana pecaminosa; o não uso voluntário de Seus atributos para satisfação de uma necessidade pessoal.
4.35.Quem morreu na cruz: Jesus Homem ou Jesus Deus? R.: Quem morreu na cruz foi o Homem-Deus Jesus, assim como quem teve fome foi o Homem-Deus Jesus, como quem teve cansaço, como quem chorou, como quem ressuscitou Lázaro, etc. 
4.36. Por quem Jesus morreu na Cruz? R.: Jesus morreu por toda a humanidade, mas, Sua morte só é eficaz para os que crêem (Jo 3.16).
4.37. Sua morte era necessária? R.: Sim, pois era o único que possuía todas as qualificações necessárias.
4.38. Quem estabeleceu a necessidade de Sua morte? R.: O Pai (Rm 8.32).
4.39. Como vincular justiça e morte? R.: Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Para que a graça de Deus reinasse em nossas vidas, era necessário satisfazer Sua justiça, sendo Cristo nosso sacrifício perfeito (Rm 5.21).
4.40. O que é redenção, propiciação e expiação? R.: Redenção indica libertação por meio de um resgate. Propiciação é o ato de satisfazer a justiça de Deus através da morte vicária de Cristo. Expiação, no contexto do AT, indicava a cobertura dos pecados, no NT indica a eliminação da condenação dos pecados, de uma vez por todas. 
4.41. Avalie a afirmação: “Jesus Cristo precisa ser reconhecido Senhor antes de poder ser Salvador”: R.: Ao pecar, o homem destronou Deus de seu coração, passando a ser senhor de sua própria vida. Jesus, sendo Deus, precisa ser reconhecido como o Senhor que salva, tomando Seu lugar de direito no trono do coração humano.
4.42. Se Cristo é Deus, explique porque e como Ele “aprendeu” a obediência pelas coisas que sofreu (Hb 5.8): R.: Lucas 2.52 diz que Jesus crescia em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Em Sua forma encarnada Ele “aprendeu” a obediência por meio do sofrimento através do processo natural de amadurecimento e provação que qualquer outro homem passa na vida.
4.43. É correto afirmar que Jesus Cristo não tinha vontade de morrer na cruz? Por quê? R.: Não. Ele conhecia plenamente os planos de Deus e sabia que a única forma de redenção do homem era Seu sacrifício vicário. 
4.44. Quais as provas da ressurreição de Jesus? R.: Primeiro, foi ensinado previamente por Jesus (Mt 16.21); Segundo, o testemunho dos apóstolos (At 2.32); terceiro, é o tema principal de nossa fé (I Co 15.12-14); Quarto, a existência da Igreja até os dias de hoje.
4.45. O que difere a ressurreição de Jesus com a de Lázaro? R.: Jesus venceu a morte pelo Seu poder, Lázaro foi ressuscitado pelo poder de Jesus. Jesus ressuscitou e vive eternamente, Lázaro voltou a morrer e ressuscitará na segunda vinda de Jesus. Jesus ressuscitou para dar vida aos que crêem, Lázaro foi ressuscitado para que outros creiam em Cristo.
4.46. Como ficou o corpo de Jesus após a morte? R.: Diz-nos as Escrituras que nenhum osso Seu foi quebrado (Sl 34.20, Jo 19.36).
4.47. Como ficou o corpo de Jesus após a ressurreição? R.: O corpo ressurreto de Jesus era numericamente idêntico ao corpo com o qual Ele viveu na terra, porém, glorificado pelo poder do Pai (Lc 24.39, I Co 15.42,43).
4.48. Onde se encontra Jesus agora? R.: Jesus é Deus e Onipresente, portanto, não há lugar onde Ele não possa estar agora, pois, não está limitado a um lugar físico. A nossa visão limitada enxerga Jesus assentado à destra de Deus Pai nos céus, aguardando com expectativa Seu retorno triunfal.
4.49. Qual o ministério atual de Cristo? R.: Ele é o nosso Mediador junto a Deus Pai (I Tm 2.5)
5. Pneumatologia
5.1. Explique o que é o Espírito Santo: R.: O ES é Deus, a terceira pessoa da Trindade Divina, possuidor dos mesmos atributos de Deus Pai e Deus Filho.
5.2. Ele é um ser criado? R.: Não! Ele é eternamente Deus.
5.3. Ele é Deus? Explique: R.: Sim! Há alguns versículos em que o ES é colocado em grau de importância com o Pai e o Filho (Mt 28.19; I Co 12.4-6; II Co 13.13; I Pd 1.2). Ele possui atributos que só Deus possui, como a onipresença (Sl 139.7,8), a onisciência (I Co 2.10,11) e a eternidade (Hb 1.10-12). Ele é chamado de Deus (At 5.3,4).
5.4. Ele é uma pessoa? R.: Sim, pois, possui emoções, inteligência e, em vários textos do NT, o pronome masculino “eikenos” (ele) é usado em referência ao ES (Jo 14.26; 15.26; 16.13,14).
5.5. Ele é o Pai de Jesus? R.: Não. Esta é uma heresia da doutrina unicista pregada, por exemplo, pelo Tabernáculo da Fé, os Mómons e Voz da Verdade.
5.6. Podemos verificar Sua presença no AT? R.: Sim! Em Gn 1.2; Jó 26.13; Sl 33.6, Ne 9.20.
5.7. Como o ES atuava no AT? Cite textos: R.: Ele descia sobre os homens temporariamente, a fim de capacitá-los para algum serviço especial e deixava-os assim que a tarefa fosse cumprida (Nm 11.10-30; Jz 14.6,19; 15.14).
5.8. Podemos verificar Sua atuação no NT? R.: Sim! Na concepção de Jesus (Mt 1.18), no batismo de Jesus (Mt 3.16), condução de Jesus ao deserto (Mt 4.1-5), descida sobre os discípulos para equipá-los ao trabalho (Atos 2)
5.9. Como o ES atuava no NT? Cite textos: R.: Da mesma forma que atua ainda hoje, vindo sobre os discípulos e permanecendo neles para efetuar a obra necessária.
5.10. Ele atua hoje na Igreja? Como? R.: Convencendo o pecador do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8); equipando os salvos com dons (I Co 12.9); intercedendo por nós (Rm 8.26).
5.11. Quando é que um crente recebe o ES? R: No momento de sua conversão (At 19.2; I Co 12.13); na verdade sem o Espírito não há conversão (Jo 16.8, I Co 12.3). O Espírito Santo também não está vinculado ao batismo (Atos 10.47).
5.12. Quantos batismos e quantos enchimentos? R.: Um batismo no Espírito para a salvação e um batismo nas águas como profissão de fé. O enchimento acontece somente quando esvaziamo-nos de nós mesmos.
5.13. Quais as obras do ES? R.: Convencer o pecador de seu pecado (Jo 16.8); guiar os discípulos (At 1.2); confortar e consolar (At 9.31)
5.14. Cite alguns símbolos do ES na Bíblia: R.: Água (I Co 12.13); Azeite da Unção (II Co 1.21); Pomba (Mt 3.16); Vento ou Sopro (Jo 3.8).
5.15. O que é o dom do ES? R.: Também chamado de batismo, é a vinda permanente do ES no pecador após sua regeneração. 
5.16. O que é fruto do ES? R.: São virtudes e qualidades expressas no caráter cristão, qualidades e virtudes estas que havia na pessoa bendita de Jesus, no Seu ministério terreno e que é introduzido em nós através do Espírito Santo (Gl 5.22,23). 
5.17. O que é “ser cheio” do ES? R.: É o manifestar do caráter de Jesus Cristo em nosso viver diário. Deixar nossas vidas no controle do Espírito Santo. Manifestar o fruto do Espírito.
5.18. O que é a plenitude do ES? R.: É estar plenamente abastecido com o ES, sendo totalmente dirigido por Ele.
5.19. O que é avivamento? R.: O avivamento legítimo é o resgate de valores espirituais outrora abandonados.
5.20. Ele permanece em que período de tempo? R.: Por toda a caminhada cristã (Ef 4.30).
5.21. Explique batismo com, no, do ES: R.: É o novo nascimento do crente.
5.22. Qual a evidência do batismo no ES? R.: A aplicação do fruto do espírito e a busca da santificação.
5.23. O que são dons? R.: São ferramentas com as quais o ES equipa os crentes para obras específicas na vida cristã.
5.24. Para quê existem os dons do ES? R.: Para glorificar a Deus e edificar a Igreja.
5.25. Quais são e onde encontramos os dons do ES na Bíblia? R.: Há, pelo menos, quatro listas de dons: Rm 12.6-8; I Co 12.8-10; Ef 4.11; I Pd 4.10,11.
5.26. O que é dom de línguas? R.: É um dos dons espirituais concedidos pelo ES para que o crente possa falar das verdades de Deus em outra língua que não a sua.
5.27. O dom de línguas é um sinal da presença do ES no crente? R.: Não necessariamente. No livro de Atos, a primeira vez que os crentes receberam o Espírito Santo foi seguida do dom línguas, mas não eram línguas estranhas, e sim, línguas conhecidas (At 2), como prova de que os discípulos deveriam realmente ser testemunhas em todo o mundo. Depois, cada vez que um grupo novo era recebido na Igreja, também havia a manifestação do dom de língua, mas não era com todos os crentes; apenas com grupos novos de crentes; Paulo, por exemplo, não falou em línguas ao receber e ficar cheio do Espírito Santo (At 9.10-19).
5.28. Quem não fala em línguasnão possui o ES? R.: O dom de línguas é apenas um entre os muitos dons do Espírito, sendo considerado como um dos menores, inclusive (I Co 14). Em nenhum texto da Bíblia há uma referência direta ao dom de línguas como prova de que alguém esteja cheio do Espírito Santo. O mandamento de ser cheio do Espírito é dado a todos (Ef 5.18). Quem não tem o Espírito nem sequer é crente (Rm 8.9).
5.29. Pode um batista falar em língua na Igreja? R.: Pode, embora isso não seja incentivado ou buscado, e com certeza cause muito escândalo. Qualquer pessoa que fale em língua na Igreja deve obedecer aos princípios da Palavra de Deus: Um de cada vez; dois, no máximo três; com intérprete (I Co 14.27-28).
5.30. O que são “línguas” dos anjos? R.: É uma hipérbole usada por Paulo para enfatizar algo maior: o amor.
5.31. Você crê no dom de línguas? R.: Sim, do modo que é ensinado na bíblia.
5.32. Em Atos 2 o milagre está no ouvir ou no falar? R.: Nos dois atos.
5.33. Disserte sobre a atualidade dos dons de cura, línguas e profecia dentro do debate cessacionismo e contemporanismo: R.: Os dons são dádivas de Deus para equipar os santos a uma obra específica. Ele, que é o doador dos dons e o mais interessado em que Sua obra prospere, concederá os dons necessários para a obra necessária, no lugar necessário e em tempo oportuno. 
5.34. O cristão deve procurar ou pedir algum dom? R.: O encorajamento de Paulo é para que a igreja possua os melhores dons e não o crente individualmente (I Co 12.31).
5.35. O que os batistas consideram como sinal de que alguém esteja cheio do Espírito Santo? R.: O fruto do Espírito: amor, alegria, paz, benignidade, bondade, longanimidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22-23).
5.36. Como alguém pode ser cheio do Espírito Santo? R.: Deixando-O agir em sua vida; é questão de consagração e obediência ao Senhor. Algumas atitudes práticas que ajudam nisso: Uma vida de oração, uma vida de leitura bíblica, uma vida de renúncia, uma vida de testemunho e a freqüência regular a uma igreja, convivendo em amor com esta comunidade.
5.37. Onde se encontra o ES agora? R.: Nos corações dos lavados e remidos.
6. Hamartiologia
6.1. O que é pecar? R.: É errar o alvo ou acertar o alvo errado.
6.2. O que é pecado? R.: Tudo aquilo que não encontra harmonia com o ser, o caráter e a vontade de Deus (I Jo 3.4).
6.3. O que é pecado original? R.: É a doutrina referente à queda do homem no qual, o pecado de Adão, com todos os seus efeitos, é atribuído também aos seus descendentes. 
6.4. Qual é a origem do pecado? R.: O pecado originou-se no mundo angélico, por um ato de revolta de Satanás.
6.5. Como o pecado entrou no mundo? Qual o seu efeito sobre nós? R.: O pecado entrou no mundo por um livre ato de revolta da parte do homem contra Deus. O pecado de Adão é imputado em toda a raça humana, trazendo as mesmas conseqüências a todos.
6.6. O Mal ou o Pecado: o que é antecedente / causa? R.: O pecado é o mal moral, portanto, não há antecessor.
6.7. Explique a “omissão” e a “comissão” do pecado: R.: Pecado de omissão é o bem que deveria ser feito e não ocorreu. Pecado de comissão refere-se a fazer o mal que não deveria. 
6.8. Qual a etimologia da palavra pecado? R.: Em latim, peccare era "cometer uma falta": o sentido religioso só viria bem mais tarde, quando os romanos se tornaram cristãos. Na verdade, o sentido mais antigo da palavra era "tropeçar" e tudo indica (sobretudo as consoantes geminadas) que o radical pecc- esteja ligado à mesma raiz de pes (genitivo pedis) "pé". De *ped-cus teria vindo, por assimilação regressiva, *peccus "perneta, manco", donde viria peccare "mancar" e, posteriormente, "tropeçar". O sufixo -cus se vê também em mancus, "maneta". Curiosamente, manco em português não tem a ver com as mãos, mas com os pés, mas isso é uma inovação.
6.9. Qual é o principio fundamental do pecado? R.: Fazer separação do homem pecador e de Deus Santo.
6.10. Quem peca? R.: O homem, pois é pecador.
6.11. O homem peca porque é pecador ou é pecador porque peca? R.: O homem peca porque é pecador (Rm 3)
6.12. Crentes pecam? R.: Sim! O crente está livre da condenação do pecado não de sua presença (Rm 6.14).
6.13. Porque Eva comeu o fruto? R.: Ludibriada por Satanás, acreditou que seria igual a Deus, conhecendo o bem e o mal (Gn 3.6).
6.14. Fale sobre a depravação no homem. Existe a depravação total? R.: Depravação é a falta ou insuficiência de afeição às coisas de Deus pelo homem. A Bíblia ensina que o homem está morto espiritualmente e não pode, por si só, se chegar a Deus (Ef 2.1; Jo 6.44)
6.15. Quais os efeitos do pecado no homem? R.: Desfavor divino; culpa; punição; morte. 
6.16. Quais os efeitos do pecado para a humanidade? R.: O desfavor divino, as dificuldades da vida, as catástrofes naturais.
6.17. O que leva o homem ao inferno é sua natureza pecaminosa ou seus atos pecaminosos? R.: Os atos pecaminosos são resultado da natureza pecaminosa do homem.
6.18. A impecabilidade do crente é possível? Como interpretar I Jo 3.6? R.: O pecado na vida do crente é um acidente de percurso. O crente não pode pecar para a perdição. 
6.19. Os pecados interferem na salvação? R.: Não, apenas na santificação.
6.20. Podemos pecar contra alguém sem, no entanto, pecar contra Deus? R.: Todo o pecado é contra Deus (Sl 51.4) 
6.21. Mencione as duas classes em que os pecados possam ser divididos a fins de estudo? R.: Pecado herdado e Pecado imputado.
6.22. O que o irmão entende sobre imputação de pecado? R.: O pecado de Adão é atribuído a toda a raça humana.
6.23. Fale sobre a morte física, morte espiritual e morte eterna: R.: Morte física é a separação da parte imaterial do homem de sua parte material. Morte espiritual é a separação do homem e Deus que pode ser temporária (aceitando Cristo esta separação cessará). Morte eterna é a separação total e definitiva do homem e Deus, também chamada de “segunda morte” (Ap 2.11; 20.6,14; 21.8)
6.24. Existe perdão para todos os pecados? R.: Sim, para aquele que foi lavado e remido pelo sangue de Jesus (I Jo 1.9).
6.25. Há níveis de pecado? R.: Todos os pecados estão nivelados perante Deus, a não ser, a blasfêmia contra o ES.
6.26. Qual pecado que não tem perdão e por quê? R.: O pecado da blasfêmia contra o ES. Porque blasfemar contra o ES é atribuir Sua obra como efetuado por Satanás.
6.27. Explique a blasfêmia contra o Espírito Santo? R.: Atribuir uma obra do ES como feita por Satanás é uma blasfêmia imperdoável, bem como, rejeitar a obra do ES (Mt 12.31,32)
7. Soteriologia 
7.1. O que é Salvação? R.: É o plano pelo qual Deus resgata o homem da condenação do pecado.
7.2. Por que o homem precisa ser salvo? R.: Porque o pecado que passou a habitar no homem após a queda o condenou à morte eterna.
7.3. O homem é salvo de quê? R.: Da condenação do pecado que mantém o homem distante de Deus (Is 59.2)
7.4. A salvação é um ato ou um processo? R.: É um ato de amor por parte de Deus que envolve um processo (Jo 3.16).
7.5. Como se processa a salvação? R.: A salvação se processa nas seguintes etapas:
- Regeneração, o pecador passa a ter uma nova mente (Tt 3.4-5; II Co 5.17).
- Conversão (Arrependimento e fé); é a meia volta do pecador para Deus (Mc 1.15).
- Justificação, que é o ato pelo qual Deus declara o pecador como justo (Rm 5.1).
- Santificação, o processo constante de aperfeiçoamento do crente até atingir a maturidade espiritual (I Ts 4.3, Hb 12.14, Ef 4.13).
- Glorificação, quando seremos semelhantes a Jesus (em caráter); acontecerá no dia final (I Jo 3.2).
7.6. Quais as condições para a salvação? R.: Arrepender-se e crer em Jesus (At 3.19; Rm 10.9; Jd 5)
7.7. Para que serve a fé? R.: A fé é um dom divino, dado ao homem para que ele creia em Deus, Sua Pessoa e obra. 
7.8. O que é o verdadeiro arrependimento bíblico? R.: O verdadeiro arrependimento é uma tristeza pelo pecado, uma tristeza que leva à transformação. O simples remorso não é arrependimento, assim como não o é a reforma exterior. O verdadeiro arrependimento implica em mudança de sentimento, em mudança de pensamento e em mudançade propósito.
7.9. O que é a verdadeira fé bíblica? R.: É aquela que resulta em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo sem esperar algo em troca.
7.10. Discorra sobre o Reino de Deus? R.: Não é algo físico. Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. (Rm 14.17); Não consiste em palavras. Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder. (I Co 4.20); É o governo do Senhor. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; (Is 9.6); O Reino de Deus é inabalável. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; (Hb 12.28); 
7.11. O inferno existe? O que é o inferno? R.: Sim! Não é um estado, mas, um local de sofrimento para os infiéis (Mt 5.22; 10.28)
7.12. O que é o Purgatório? É uma doutrina Bíblica? R.: É o local, segundo a doutrina católica, em que os fiéis purgam seus pecados para chegarem ao céu purificados. É uma doutrina baseada no livro apócrifo de II Macabeus 12.41-45.
7.13. O que é conversão? R.: É uma mudança de trajetória, de rumo na vida espiritual.
7.14. O que ocorre primeiro: regeneração ou Conversão? R.: A regeneração. O homem só toma novo rumo (se converte) após o ES convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8)
7.15. A santificação é um ato ou um processo? R.: Ela envolve um ato inicial no momento em que o indivíduo crê no Senhor Jesus (I Ts 5.23,24) e o processo de crescimento à estatura de Cristo, que durará toda a existência do homem Ef 4.13).
7.16. Você considera o arrependimento uma necessidade para a salvação? Como você o define? R.: Defino como parte fundamental, pois, Rm 10.9 nos diz “se com tua boca confessares... serás salvo”.
7.17. Se é Deus quem efetua no crente tanto o querer quanto o realizar (Fp 2.13), que responsabilidade tem o crente de desenvolver a sua salvação? R.: Porque não estamos sozinhos em nossa jornada cristã. Deus nos sustenta e fortalece à medida que crescemos espiritualmente. 
7.18. A salvação tem preço? Quanto custa? R.: Para nós não custa nada. Para Deus custou muito: a vida de Seu Filho Unigênito (I Co 7.23).
7.19. Um crente pode perder a salvação? R.: Não! Um crente em Jesus está selado para o dia de Cristo (Ef 4.30).
7.20. Pode um crente hoje cometer a blasfêmia contra o Espírito Santo? Apresente base bíblica para sua resposta: R.: Não! Quem foi regenerado pelo ES não pode negar Sua obra (Jo 3.18)
7.21. Explique a justificação pela fé. Qual a diferença entre o ponto de vista do Catolicismo Romano e o ponto de vista bíblico a respeito da justificação? R.: Para o Catolicismo Romano, a justificação não ocorre somente pela fé, mas, pela observação dos sacramentos, quando, e somente quando o ES dá ao crente uma natureza justa. O ponto de vista bíblico é que a justificação é somente pela fé (Rm 1.17; 3.22)
7.22. Você está evangelizando um católico que diz confiar na intercessão da Santíssima Virgem. Prove biblicamente que Maria necessita da mesma salvação que ele precisa: R.: Romanos 3.23 diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” e Lucas 2.47 Maria mostra seu estado pecaminoso como qualquer outro humano. 
7.23. Quais os diferentes aspectos da obra expiatória de Cristo? R.: Satisfazer as exigências de Deus e expiar perfeitamente a culpa do homem.
7.24. Fale sobre a eleição e adoção: R.: A eleição é o ato eterno de Deus, pelo qual em Sua vontade soberana, e não por causa de algum mérito antevisto nos homens, ele escolhe certos pecadores para receber a graça especial de Seu Espírito, e assim se tornarem participantes voluntários da salvação de Cristo (Rm 9.23,16.13; Ef 1.4,5; II Ts 2.13; I Pd 1.2). Adoção é a condição que o pecador regenerado recebe ao fazer parte da família de Deus, após sua regeneração.
7.25. O que é presciência e predestinação? R.: Presciência é a capacidade que só Deus possui de conhecer de antemão as pessoas, pois, é assim que o termo é comumente usado na Bíblia. Predestinação significa predeterminação do futuro em relação às criaturas inteligentes.
7.26. O que é livre-arbítrio? R.: É a crença ou doutrina de que o homem pode escolher suas ações, tomando decisões que acredita serem as melhores para s, inclusive as relacionadas à vida eterna.
7.27. Você é Arminiano ou Calvinista? O que você pensa sobre os 5 pontos do Calvinismo? R.: 
7.28. Uma pessoa pode ter Cristo como Salvador e não estar em sujeição a Ele como Senhor? Explique: R.: Não! A salvação é dom de Deus, fato este iniciado com a regeneração, através do batismo do ES no crente. Se não há o senhorio de Cristo na vida do crente é porque ele não foi regenerado.
7.29. O homem tem que perseverar para ser salvo, ou o salvo persevera? R.: O salvo persevera.
7.30. Em que sentido a perseverança de Armínio difere da perseverança de Calvino? R.: Armínio diz que o homem pode escolher se quer ser salvo ou não, portanto, pode também “cair da graça” por sua livre escolha. O calvinismo sustenta que a obra de salvação é feita inteiramente por Deus, sem ação humana, portanto, é Deus que opera a obra que Ele mesmo iniciou.
7.31. Defina biblicamente sua posição quanto à expiação: R.: É o pagamento pelo pecado de alguém através do derramamento do sangue de um substituto. A palavra expiação aparece 164 vezes no AT. Jesus é o nosso cordeiro que tira os pecados do mundo.
7.32. Critique a afirmação: “Apocalipse afirma que os vencedores reinarão com Cristo, logo, crentes que não perseverarem não serão arrebatados”: R.: A salvação é por fé e não por obras.
8. Antropologia Bíblica
8.1. O que é o homem? R.: O Homem é a excelência e o ápice da criação de Deus.
8.2. Qual a origem do homem? R.: Sua origem está no ato criativo de Deus.
8.3. Você acredita nos homens pré-adâmicos? R.: Não.
8.4. Como refutar o darwinismo? R.: O darwinismo crê na evolução das espécies, basicamente, pela seleção natural e a luta do mais forte contra o mais fraco. Acreditar que a ordem que existe no universo é simplesmente obra do acaso é o mesmo que acreditar que um dicionário é fruto de uma explosão em uma tipografia.
8.5. Quais os posicionamentos sobre a constituição do homem? R.: Monismo, Dicotomia, Tricotomia e Politomia.
8.6. Dê sua posição a respeito da constituição do homem: R.: O homem é constituído de uma parte material (corpo) e outra imaterial (alma e espírito).
8.7. Que posição oferece a melhor alternativa para a origem da parte imaterial do homem? Por quê? R.: As posições são: Teoria da Pré-existência – Ensina que Deus criou todas as almas previamente, enviando-as ao corpo entre o momento da concepção e o nascimento. Teoria Criacionista – Deus cria cada alma individualmente para cada criança gerada. Teoria Traducionista – Deus deu ao homem a capacidade de gerar um humano completo, com parte material e imaterial. Creio que a melhor posição é o Traducionismo, pois, todo homem herda de Adão o pecado; se Deus cria cada alma individualmente, esta deveria nascer sem pecado, portanto, o pecado seria gerado por Deus e não por Adão. 
8.8. Como o homem foi criado? R.: Após um solene conselho divino, Deus criou o homem do pó da terra, soprando em suas narinas o fôlego da vida, transformando-o em alma vivente (Gn 1.26; 2.7).
8.9. Quando Deus criou o Homem ele era sem pecados? Era perfeito? R.: Sim. Ao final da criação, viu Deus que tudo o que tinha feito era muito bom (Gn 1.31).
8.10. O que é “Imago Dei”? R.: É a imagem de Deus no homem. A imagem e semelhança de Deus no homem não consistem de características físicas, mas, das intelectuais, morais, espirituais e relacionais.
8.11. Por que Deus criou o homem? R.: Criou para Sua glória (Is 43.7; Ef 1.12).
8.12. Quando o homem pecou, ele perdeu a imagem e semelhança de Deus? R.: Não totalmente. A imagem e semelhança de Deus se tornou embaçada, limitada, distorcida na vida do ser humano.
8.13. Como você explica a prosperidade dos ímpios e a existência da ordem,justiça e harmonia nas sociedades pagãs? R.: O homem foi criado imagem e semelhança de Deus e, apesar da queda, resquícios desta imagem ainda se fazem presentes no homem, o que faz dele um ser organizado e ordenado, ainda que o pecado reine em sua vida.
9. Angelologia
9.1. O que são Anjos? R.: São seres espirituais, criados por Deus, dotados de alta inteligência e certo poder e desprovidos de corpos físicos.
9.2. Quantos são? R.: Hebreus 12.22 fala de muitos milhares. Podemos dizer que são incontáveis.
9.3. Quando os anjos foram criados? R.: Os anjos devem ter sido criados antes do sétimo dia da criação, pois lê-se assim em Gn 2.1 “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército”.
9.4. Eles são divinos? R.: Não! São seres espirituais, criados por Deus.
9.5. Existe Anjo da guarda? R.: Apesar dos anjos exercerem a função de guarda dos servos de Deus, não há explícito na Bíblia que pode haver anjos especificamente designados para exercer esta função.
9.6. Eles são onipresentes? R.: Não. Eles têm poder de se locomover a uma velocidade muito grande (Ez 1.14).
9.7. Os Anjos são divididos em categorias? Se positivo, quais são e suas definições? R.: Sim. Em Anjos – São mensageiros e serviçais do Senhor; Arcanjos (estão uma patente acima dos anjos), Querubins (de “querub” que quer dizer guardadores – estão relacionados à santidade de Deus) e Serafins (de “sarafh” os ardentes – estão relacionados ao louvor e adoração).
9.8. Eles são sexuados? R.: Não há nenhuma passagem que fale sobre os filhos dos anjos e Jesus ensina que eles não se dão em casamento (Mt 22.30).
9.9. Qual é a principal atividade dos Anjos a respeito do Homem? R.: Em alguns momentos eles foram designados para trazer alguma mensagem de Deus aos homens. De modo geral, eles exercem funções de serviço ao homem.
9.10. Quem são os Anjos decaídos? R.: São anjos que, juntamente com Satanás, se rebelaram contra Deus e continuamente praticam o mal no mundo.
9.11. Quem é Satanás? R.: É o chefe dos demônios, um anjo caído.
9.12. Fale sobre a queda de Satanás, as suas obras e atributos aqui na terra: R.: Satanás se rebelou contra Deus (Ez 38.11-19), levando consigo a terça parte do mundo angelical (Ap 12.4). Sua obra é se opor a Deus e Sua obra na criação. Seus atributos são: 1. Mentiroso: o pai, da mentira (Jo 8.44 e Gn 3.1-7); 2. Destruidor: seu interior é cheio de violência (Is 14.20, Ez 28.16); 3. Poderoso: dono de grande poder (Is 14.1, 2); 4. Encarcerador: aprisiona, nos programa, nos coloca numa rotina, não nos permite pensar (Is 14.17 e II Tm 2.26); 5. Homicida: tem prazer na morte (Jo 8.44, 10.10 e Hb 2.14); 6. Opressor: como é encarcerador, assim também oprime a quem pode (cf. At 10.38); 7. Pecador: pecou e foi causador dos males (I Jo 3.8 e Ez 28.16); 8. Injusto: comete injustiças (cf. I Jo 3.10); 9. Acusador: nos acusa perante Deus (Ap 12.10 e Jó 1.6-11); 10. Sedutor: usa da sedução para nos afastar de Deus (Ap 20.10); 11. Sagaz: inteligente e astuto (Gn 3.1 e Ez 28.12); 12. Assassino, ladrão e destruidor (Jo 10.10).
9.13. Ele atuou na vida de Jesus? R.: Ele tentou Jesus, porém sem êxito (Mt 4)
9.14. Como ele atua para separar o homem de Deus? R.: O pecado faz separação do homem e Deus. Satanás tenta o homem a viver no pecado.
9.15. Qual sua punição? R.: Já está condenado a viver eternamente no lago de fogo.
9.16. Qual é a nossa arma contra ele? R.: As Escrituras ensinam: “Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tiago 4.7).
9.17. O que é um demônio? R.: São anjos caídos.
9.18. O que é uma possessão demoníaca? R.: É a capacidade de anjos caídos possuírem um incrédulo.
9.19. Qual a diferença entre possessão e opressão? R.: Opressão refere-se a influência externa de demônios, tentando uma pessoa. Possessão refere-se a posse do corpo de uma pessoa pelos demônios.
9.20. Há demônios específicos: Ex.: Espírito de morte; espírito de doença, etc.? R.: Não creio que haja espíritos específicos.
9.21. Como expulsar demônios? R.: Pela autoridade no nome de Jesus (Mc 16.17; At 16.18).
9.22. Você acredita que Samuel apareceu mesmo para Saul em I Sm 28 ou foi tudo um embuste da médium de Em-Dor? Se você acha que ele apareceu, como conciliar isso com Dt 18? R.: Não, foi um embuste da feiticeira ou uma enganação do demônio.
10. Escatologia:
10.1. Porque é importante estudar a escatologia? R.: I Ts 4.13 a 5.11 nos dá as respostas: Para não sermos ignorantes; não nos entristecermos como os que não tem esperança; consolarmo-nos uns aos outros; para que aquele dia não nos surpreenda; para vigiarmos e sermos sóbrios; para exortarmo-nos e edificarmo-nos uns aos outros. O seu estudo, também, nos dá certeza da segurança da eterna salvação; 
10.2. Qual é o fato mais importante da escatologia Bíblica? R.: A volta de Cristo.
10.3. A doutrina Bíblica da Escatologia se refere apenas ao livro de Apocalipse? R.: Não! Textos em Daniel, Ezequiel, Mateus, Marcos, Lucas, I Coríntios, I e II Tessalonicenses também trazem informações sobre os últimos tempos.
10.4. Quando se dará a segunda vinda de Cristo? R.: Há três correntes escatológicas: Pré-milenista – indica que Jesus volta antes do milênio para reinar literalmente na terra por mil anos; Pós-milenista – Após um crescente aumento da pregação do evangelho e da conseqüente aquisição de bens e melhora moral, social e espiritual da raça humana seria estabelecido o milênio; deste ponto após mil anos Jesus volta; Amilenista – Não há um reinado de Cristo por mil anos, se houver algum reinado, este está acontecendo agora, através de Cristo na Igreja; as condições de vida vão se deteriorando até a volta de Jesus no fim da era da Igreja.
10.5. Qual sua posição escatológica? R.: Sou pré – pré – dispensacionalista.
10.6. Jesus pode voltar a qualquer momento ou devemos esperar certos sinais? Caso afirmativo, quais são? R.: Jesus pode voltar a qualquer momento, pois, não sabemos o dia ou a hora (Mt 25.13).
10.7. Segundo a Bíblia, como será a segunda vinda de Jesus Cristo? R.: Será inesperada (Mt 25.13); Será pessoal (Jo 14.3); Será visível (At 1.11); Será em Glória (Mt 16.27); 
10.8. O que o irmão entende por Eternidade? R.: Aquilo que transcende as limitações temporais.
10.9. O que o irmão entende sobre “Ressurreição dos Mortos”? R.: É voltar a viver. Pode ser relacionada a esta vida (Jo 11) como a vida eterna (I Co 15.13-18)
10.10. Céu e Inferno é um estado ou lugar? R.: Interpreto literalmente como lugares.
10.11. Existe vida após a morte? R.: Sim! Lc 20.37-39.
10.12. Onde estão os mortos agora? R.: Os justos estão no céu (II Co 5.8) e os ímpios no inferno (Jd 7).
10.13. Em que situação fica os mortos até a segunda vinda de Cristo? R.: O corpo volta ao pó e o espírito volta a Deus (Ec. 12.7). Tanto fiéis quanto infiéis ficam em estado de consciência.
10.14. Depois da morte física, o corpo deve ser cremado ou enterrado? R.: Conforme o desejo do cliente. O ideal é que seja sepultado, pois, nos assemelhamos a Jesus, que foi sepultado. Em Am 2.1 parece haver uma proibição sobre a cremação. 
10.15. Como refutar a doutrina do “Purgatório”? R.: Em Hebreus 9.27 lemos que ao homem está destinado morrer apenas uma vez e após isso vem o juízo, portanto, não há um estado ou lugar intermediário para o homem.
10.16. O que é o “Estado Intermediário”? R.: É o mesmo que “Sono da Alma”. Uma doutrina herética que ensina que os mortos entram num estado de inconsciência até o dia do juízo. 
10.17. Como refutar a doutrina do “Sono da Alma”? R.: Lc 23.43 – hoje estarás comigo no paraíso. II Co 5.8 – temos confiança e desejamos antes deixar este corpo e habitar com o Senhor. 
10.18. Mas a bíblia diz que os que morrem estão dormindo... Quando a bíblia usa o termo “dormir” para os que morrem ela está usando uma metáfora para indicar que a morte é apenas temporária para o cristão, como temporário é o sono da noite. O apóstolo Paulo, em Fl 1.23 nos diz que possui uma luta interior, desejando estar na terra para continuar sua obra de evangelização ou estar com Cristo, que seria muito melhor. Jesus também ensina queDeus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e Ele é um Deus de vivos e não de mortos ou de pessoas que estão dormindo.
10.19. O que a Bíblia diz sobre a doutrina da Reencarnação? R.: Nada (Hb 9.27,28). Ela nos ensina a ressurreição dos mortos, que é a volta do espírito ao mesmo corpo (At 4.33).
10.20. Defina Sheol e Hades: R.: Hades é a tradução grega para a palavra hebraica Sheol que quer dizer o lugar dos mortos. 
10.21. Há diferença entre Céu e Paraíso? R.: Céu e paraíso são a mesma coisa (II Co 12.1-4).
10.22. O irmão tem medo de morrer? R.: Sim, como qualquer humano.
10.23. O que é morte espiritual? R.: É o estado de pecado do homem que o separa da comunhão plena com Deus.
10.24. Fale sobre o julgamento final: R.: Também conhecido como Julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15) é o julgamento do infiéis com um único veredicto: Lago de Fogo.. 
10.25. O que é Arrebatamento e quais as são as correntes existentes? R.: O Arrebatamento da igreja é o evento no qual Deus remove todos os crentes da terra para abrir caminho para que Seu justo julgamento seja derramado sobre a terra durante o período da Tribulação. O Arrebatamento é descrito principalmente em I Tessalonicenses 4:13-18 e I Coríntios 15:50-54. I Tessalonicenses 4:13-18 descreve o Arrebatamento como Deus ressuscitando todos os crentes que já morreram, dando a eles corpos glorificados. As correntes existentes são: Pré-tribulacionista – ocorre antes da tribulação; Pós-tribulacionista – ocorre após os sete anos de tribulação; Meso-tribulacionista – ocorre na metade da tribulação, após três anos e meio.
10.26. O que é “Grande Tribulação”? R.: É o período de reinado do anti-cristo que durará sete anos após o arrebatamento da Igreja.
10.27. O que é milênio? R.: É o período de 1000 anos de governo de Cristo na terra. Após a tribulação.
10.28. O Que é a “Batalha do Armagedom”? R.: É a grande batalha em que o Senhor, em Sua vinda em glória, libertará o remanescente judeu da destruição efetuada pelos poderes mundiais gentílicos sob o mando da besta e do falso profeta (Ap 16).
10.29. Fale sobre a manifestação do Anticristo: R.: Ele é um governador mundial de dez nações combinadas que, nos primeiros três anos e meio de seu governo, reinará com simpatia do povo, porém, os próximos três anos e meio ele se revelará como iníquo e grande opositor de Deus. 
10.30. Como você entende o julgamento dos crentes? O que é o tribunal de Cristo? R.: É um julgamento das obras dos crentes para recebimento de recompensas, galardões, e não para juízo (I Co 4.5).
10.31. Você é contra ou a favor do dispensacionalismo? R.: Sou a favor como estudo para entendermos a forma que Deus tem tratado o homem ao longo da história, mas não como doutrina.
10.32. Quantas e quais são as dispensações? R.: São sete: Inocência, Consciência, Governo Humano, Patriarcal, Lei, Graça e Governo divino.
10.33. Qual será a condição final dos ímpios? R.: Lançados no lago de fogo, esta é a 2ª morte (Ap 21.8) 
10.34. Se os crentes são arrebatados ao soar da última trombeta (I Co 15.52) e a sétima trombeta soará no meio da Grande Tribulação (Ap 11.15-19 - é certo dizer que a Igreja participará da primeira metade da G.T.? R.: Não! I Co 15.23 Paulo nos diz que nossa glorificação corpórea ocorrerá na “parousia” de Jesus. Mateus 24.30,31 nos diz que a última trombeta soará na volta de Jesus. 
11. Eclesiologia:
11.1. Defina Igreja: R.: O termo grego Eclésia quer dizer assembléia, um ajuntamento. Biblicamente é o Corpo de Cristo (Ef 1.22,23).
11.2. Quais os tipos de Eclesiologia? R.: Eclesiologia Histórica, Religiosa e Bíblica.
11.3. O que é uma igreja local? R.: É uma amostra representativa em pequena escala da Igreja como um todo (I Co 12.27). 
11.4. Que outros nomes são dados à Igreja local? R.: Igreja de Deus (I Co 1.2; Gl 1.13); Rebanho de Deus (I Pd 5.2); Irmãos (Cartas de Paulo); Santos (Cartas de Paulo); Membros do corpo (I Co 12.27).
11.5. Que outros dois nomes são dados à Igreja de Jesus Cristo? R.: Esposa de Cristo (Ap 19.7) e Corpo de Cristo (I Co 12.27).
11.6. O que é a “cabeça” da Igreja? R.: Jesus Cristo, como mentor e fundador da Igreja é a “cabeça” dela (Ef 5.23). 
11.7. Quem fundou a Igreja de Jesus Cristo? E sobre quem ele Fundou a Igreja? R.: O fundador da Igreja é o próprio Cristo e Ele fundou-a sobre si mesmo (Mt 16.16-18).
11.8. Quem é o líder da Igreja? R.: É o Senhor Jesus.
11.9. O pastor manda na igreja? R.: Não! Ele é o servo dos servos.
11.10. A assembléia tem autoridade? R.: Sim! At 15
11.11. Igreja Militante e Igreja Triunfante, qual a diferença? R.: Igreja Militante (ou Peregrina) é a Igreja do presente, aquela que ainda se encontra na terra, servindo e adorando ao Senhor. A Igreja Triunfante (ou Gloriosa) é a do futuro, aquela que se encontrará com Jesus sem mancha nem ruga.
11.12. Qual é a função / missão / razão de ser da Igreja? R.: Louvar a Deus, servir ao próximo, praticar o evangelismo, realizar missões, promover a edificação de seus membros e celebrar a comunhão cristã.
11.13. Qual sua posição em relação ao ensino da igreja? R.: É a base do crescimento cristão.
11.14. O que denominam os termos “local”, invisível” e “universal” no NT? R.: Igreja local se refere a um grupo de crentes que se reúnem periodicamente para a adoração e serviço a Deus aqui na terra. Igreja invisível refere-se a reunião de todos os lavados e remidos em todas as épocas. Igreja Universal é a reunião de todos os crentes no mundo. 
11.15. A Igreja é uma organização ou um organismo? R.: Ela é tanto uma organização (igreja local) quanto um organismo (o Corpo de Cristo).
11.16. Existem diferenças entre “Igreja” e o “Reino de Deus”? R.: Sim! Igreja é a reunião do salvos. Reino é a soberania e poder de Deus presentes na Igreja.
11.17. Ordenanças ou sacramentos? R.: Sacramento é uma forma de alcançar uma graça de Deus, e sabemos que qualquer um que creia é abençoado por Deus; não há mecanismo para isso, que substitua a fé. Ordenança é uma ordem deixada por Jesus e ele nos deixou duas: o batismo e a ceia.
11.18. O que estas ordenanças simbolizam? R.: A Ceia é um memorial em que se relembra e se anuncia a morte vicária de Cristo (Lc 22.19-23; I Co 11.23-26) e o batismo é um símbolo e uma profissão de fé ao mundo da morte do velho homem e o nascimento de uma nova criatura em Cristo, identificando-se com Ele em Sua morte e ressurreição.
11.19. O que significa a palavra batismo? R.: A palavra batizar vem do grego “baptizo” e quer dizer mergulhar, imergir. 
11.20. Qual o significado para o batismo? R.: Significa que o batizando morreu para o mundo e renasceu uma nova criatura em Cristo. É um símbolo.
11.21. Quem pode ser batizado e por que uma pessoa deve ser batizada? R.: Apenas quem crer (Mc 16.16); não há nenhum caso na Bíblia de crianças sendo batizadas. O batismo não salva; o que salva é o crer (Mc 16.16). Mesmo assim, o crente precisa ser batizado. Primeiro, porque Jesus mandou (Mateus 28.18-20); depois, o batismo é a forma escolhida pelas igrejas batistas para que um convertido seja aceito como membro. Assim, o batismo é também um sinal de compromisso com a igreja. 
11.22. Como deve ser o batismo? R.: De acordo com seu simbolismo (morrer e ressuscitar - Rm 6.3-5) e pelo próprio significado da palavra batizar (imergir), o batismo deve ser por imersão.
11.23. Qual a idade ideal de um candidato para se realizar um batismo? R.: A partir do momento que a pessoa tenha capacidade de entender que é um pecador e necessita da salvação, encontrada somente em Jesus, sendo capaz de testemunhar a outros sua profissão de fé.
11.24. Como se relacionam Marcos 16:16 com a regeneração batismal? R.: Não existe regeneração batismal. A regeneração acontece quando o pecador crê em Cristo. O contexto de Mc 16.16 mostra que a ênfase está no crer.
11.25. Ceia ultra-restrita; restrita; liberal; ou ultra-liberal? O que significam e qual a sua posição? R.: Ceia Ultra-livre – qualquer pessoa presente, independente de idade e credo, pode participar; Ceia Livre – Qualquer crente, membro efetivo de uma igreja evangélica podeparticipar; Ceia Restrita – Somente crentes da mesma fé e ordem (no caso, batistas) podem participar; Ceia Ultra-restrita – somente os membros da igreja local podem participar. Prefiro a Ceia Livre.
11.26. Quantos e quais são os elementos da Ceia do Senhor? R.: São dois: o pão que simboliza o corpo de Cristo, e o vinho (ou suco da vide) que simboliza Seu sangue.
11.27. Os elementos são santos? R.: Não! São apenas símbolos.
11.28. A ceia transmite alguma bênção, dom ou salvação ao participante? R.: Não! É apenas um memorial.
11.29. Quais são as três principais interpretações dadas à celebração da Ceia do Senhor? R.: Transubstanciação: Doutrina católica que ensina que após a bênção do sacerdote os elementos transformam-se literalmente no corpo e no sangue de Cristo. Consubstanciação: Doutrina dos reformadores, ensina que Cristo está presente espiritualmente nos elementos. Memorial: Pensamento entre os batistas, os elementos continuam a ser o que são, não há qualquer presença mística ou oferecimento de graça ao participante.
11.30. O que é a Igreja Gloriosa? R.: É o mesmo que Igreja Triunfante. São todos os salvos e remidos que já descansam no Senhor.
11.31. O que é uma Igreja Batista? R.: É uma congregação local composta de pessoas regeneradas e batizadas, que, voluntariamente, se reúnem sob as leis de Cristo, e procuram estender o Reino de Deus não só em suas vidas, mas nas de outros.
11.32. Qual a origem dos batistas? R.: Creio na teoria de que, em 1608 um grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa, liderados por John Smyth que era pregador e Thomas Helwys que era advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista, como era o sonho dos dois lideres.
11.33. Porque Igrejas Batistas e não Igreja Batista? R.: As Igrejas Batistas são interdependentes, não respondendo para uma liderança superior na terra ou tendo uma igreja batista que as represente.
11.34. Qual o sistema de governo em uma igreja batista? R.: É o modelo congregacional democrático.
11.35. O que é uma assembléia? R.: É uma reunião para discutir assuntos administrativos que envolvem a igreja local.
11.36. Quais os meios de entrada para uma igreja batista? R.: Por batismo, após profissão de fé. Por carta de transferência de uma outra igreja batista de mesma fé e ordem. Por aclamação, quando não houver como proceder com uma das duas formas anteriores. Por reconciliação, quando uma pessoa está desviada e decide voltar à comunhão.
11.37. Quais os meios de saída de uma igreja batista? R.: De uma igreja batista para outra da mesma fé e ordem, através de Carta de Transferência; por exclusão devido a alguma falta grave; por falecimento (o crente deixa de pertencer à igreja militante e incorpora-se à igreja triunfante). Todas elas são decididas em Assembléia.
11.38. A igreja tem alguma forma de disciplina? R.: Sim! Seguimos o padrão dado em Mt 18.15-17: Primeiro - uma conversa particular; Segundo - uma conversa com testemunhas; Terceiro - uma repreensão pública pela igreja; Quarta - eliminação do rol de membros da igreja.
11.39. Quais são os tipos disciplina existentes? R.: Formativa – Pregações, exortações, etc; Corretiva – Quando alguém comete algum erro, deve ser corrigido pelos irmãos; Cirúrgica – Quando os pecados trazem escândalo e ofensas publicas à moral e ao evangelho.
11.40. Quem é passivo de disciplina? R.: Qualquer membro que cause escândalo ao evangelho e não demonstre arrependimento por isso. A disciplina não é aplicada tanto pelo pecado, mas, por falta de arrependimento.
11.41. Quais leis devem nortear a prática da disciplina? R.: O amor e o temor cristão.
11.42. Como se dá o processo para a organização de uma Igreja Batista? R.: 1. Convoca-se um Concílio para examinar a igreja. 2. Depois de aprovada, ela autentica a primeira Ata com a primeira Diretoria eleita. 3. Faz-se o Estatuto e o CNPJ na Receita Federal. 
11.43. Há base bíblica para a autonomia da igreja local? R.: Sim. At 15.22 é um exemplo.
11.44. Qual deve ser nossa relação com as outras igrejas batistas? R.: De cooperação.
11.45. Como uma Igreja Batista é mantida? R.: Através dos dízimos e ofertas de seus membros.
11.46. O que é o dízimo e o que são as ofertas? R.: Dízimo é a décima parte de tudo que se ganha; é uma contribuição regular. Oferta é uma contribuição voluntária, às vezes solicitada para suprir alguma necessidade que não foi suprida somente com os dízimos, como uma campanha de construção ou uma campanha missionária.
11.47. O dízimo é bíblico? R.: Sim. Veja-se Ml 3.10, Lv 27.30-32
11.48. Mas são textos do Velho Testamento; há algum texto do Novo Testamento que normatize o dízimo? R.: Jesus deixou isso implícito em Mt 23.23; mas essa discussão se o cristão deve dar o dizimo, ou se ele é um preceito da lei só existe para quem esquece que o dízimo é anterior à lei; veja-se Gênesis 14.18-20. A contribuição regular é assunto de II Cor 9.6-10 e I Cor 16.1-2.
11.49. O que é a “Aliança Batista Mundial”? R.: É a associação de todas as igrejas batistas no mundo.
11.50. O que é a CBB, Convenção Estadual, Regional e para que servem? R.: São as associações nacionais, estaduais e regionais batistas que servem de apoio à todas as igrejas afiliadas.
11.51. O que é o “Plano Cooperativo”? R.: É o sistema financeiro adotado pelas igrejas, convenções estaduais e a CBB para seu sustento e expansão das obras de evangelização, missões, educação cristã e beneficência.
11.52. O que é o Pacto das Igrejas Batistas? R.: É o compromisso de todo o batista com a denominação em ser fiel a ela conforme os ensinos bíblicos e a Declaração de Fé da CBB.
11.53. O que a Bíblia diz sobre o propósito das reuniões semanais da igreja? R.: Aprimorar a comunhão com os irmãos (At 20.7). E auxiliar os santos em suas necessidades (I Co 16.2).
11.54. O que caracteriza esta separação, entre Igreja e Estado? R.: O Estado é leigo e a Igreja livre. São diferentes na sua natureza, objetivos e funções.
11.55. Qual é a principal doutrina dos batistas? R.: A Bíblia como única regra de fé e prática; ou seja, só acreditamos no que está na Bíblia e procuramos viver de acordo com seus princípios (Gl 1.8).
11.56. Quais são, em termos gerais, os princípios fundamentais da doutrina batista? R.: 1 - A aceitação da Bíblia como única verdade; como única a determinar como será a nossa fé e nossa crença. 2 - O conceito de Igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas. 3 - A separação entre Igreja e Estado (Governo) 4 - A absoluta liberdade de consciência; todo ser humano é livre pra pensar e agir como quiser. Todos prestarão contas a Deus (Rm 14.12). 5 - A responsabilidade individual diante de Deus. 6 - A autenticidade e apostolicidade das Igrejas; a Igreja de Jesus nunca deixou de existir (Mt 16.18).
11.57. Quais são os deveres de um crente para com a sua igreja? R.: Comunhão, assiduidade, serviço e contribuição.
11.58. O crente deve jejuar? Qual o propósito do jejum? R.: Sim! A prática do jejum coloca Deus em 1º lugar na vida do crente, mostrando que ele é totalmente dependente de Deus.
11.59. Quem são os oficiais da Igreja? R.: A Bíblia menciona apenas dois: Pastor - responsável espiritual por toda a igreja, bem como sua administração. Diácono - alguém que é servo, e que pode ser útil em ação social e aconselhamento.
11.60. Qual sua percepção do ministério pastoral da perspectiva bíblica? R.: O ministério pastoral consiste em pregar as boas novas e edificar os santos para o Reino de Deus.
11.61. Quais são os tipos de governo eclesiástico? Qual você prefere? (Defenda com bases bíblicas): R.: Episcopal, Presbiteriano e congregacional. Seguindo os padrões bíblicos (cf. Atos 1 e 6, por exemplo), a igreja batista é democrática e autônoma, não estando subordinada a nenhuma outra instituição, tendo Jesus como líder maior. Isso não exclui o trabalho cooperativo. Como igrejas batistas, não somos independentes, mas interdependentes, pois nos associamos a outras igrejas batistas, formando

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